GOVERNADOR PRENDE E DEMITE ESCRITOR

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Nos primeiros dias de outubro de 1937, a imprensa impactou São Luís com a informação de que, por ordem do governador Paulo Ramos, o professor de História Universal do Liceu Maranhense, Jerônimo de Viveiros, havia sido preso pelo fato de, no recinto da Assembleia Legislativa, “tumultuar os trabalhos parlamentares e desrespeitado publicamente e em alta vozes, com palavras indecorosas, os poderes constituídos do Estado, incorrendo assim nos dispositivos da Lei de Segurança.”

Além de preso, o emérito professor respondeu a inquérito administrativo, que resultou em sua demissão, a bem do serviço público, das funções de professor do Liceu Maranhense, ato, também, executado pelo prefeito de São Luís, Pedro Neiva de Santana, que o demite das funções de Ajudante de Inspetor de Ensino Municipal, sob o pretexto de que “na hierarquia administrativa, nenhum detentor do poder público, sobrepuja ao do Governador do Estado, que no exercício daquele alto cargo não se despe nunca de suas relevantes funções, esteja ou não presente a qualquer reunião, seja de que natureza for.”

Nesse período em que o historiador esteve sob à mira da Polícia e da Justiça, a esposa, Luíza de Viveiros, desenvolveu ingentes ações no sentido de livrá-lo daquelas nefandas perseguições, inclusive por meio de cartas ao Ministro da Justiça, ao qual relatou o sofrimento do marido na prisão, que se viu atacado “por crise depressiva pela violência sofrida e agravada pela carência da alimentação na Penitenciária e às condições de absoluta falta de higiene da célula infecta em que foi encerrado”.

As cartas de Dona Luíza não surtiram nenhum efeito, já que o país vivia sob o tacão do Estado Novo. 

Sem condições de permanecer em São Luís, depois de dez anos prestando relevantes serviços ao magistério, o professor Viveiros transfere-se para o Rio de Janeiro, para dar continuidade à sua vida de professor, no Colégio Pedro II, onde impôs-se pela reconhecida autoridade de intelectual e historiador.

Quando os tormentos que desabaram sobre a sua vida começaram a ser consumidos pelos ventos da redemocratização do país, Viveiros retorna à sua terra e ao convívio de sua gente, para, desta feita, escrever em jornal e mostrar o outro lado de sua personalidade de emérito pesquisador, ao trazer a lume episódios que marcaram a vida política maranhense, pontuada de memoráveis eventos, como os das eleições movidas a cacetes, nos tempos de Dona Ana Jansen.

A repercussão desse trabalho, pela divulgação no jornal O Imparcial, levou a direção da Biblioteca Pública, localizada na Rua da Paz, hoje, sede da Academia Maranhense de Letras, destinar a ele um gabinete especial para realizar as suas atividades jornalísticas e produzir matérias com informações preciosas e desconhecidas da sociedade, objetos de seus estudos e pesquisas.    

Como se não bastasse, o poderoso Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, ficou tão encantado com a leitura dos trabalhos do incansável mestre, que mandou um repórter de O Cruzeiro veio a São Luís com a missão específica de entrevistá-lo.

Recentemente, todo aquele material da lavra do professor Jerônimo Viveiros, reunido com o título de Quadros da vida maranhense, em boa hora resgatado pelo pesquisador Luiz de Mello, deu ensejo à Academia Maranhense de Letras de orgulhosamente publicá-lo, sob a forma de fascículos e patrocinado pela Lei de Incentivos Fiscais do Governo do Estado do Maranhão.

PERSONA NON GRATA

Não é por acaso que a imprensa brasileira critica o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, pelos votos quase sempre contrários aos sentimentos do povo brasileiro.

Na semana passada, o povo maranhense foi vítima do ministro, pela decisão de suspender os efeitos da gratuidade de 30 minutos nos estacionamentos de São Luís.

A Câmara Municipal de São Luís praticaria uma boa ação se concedesse ao ministro o título de Persona Non Grata. 

PONTO E CONTRA PONTO

Se o presidente Jair Bolsonaro é o ponto, o governador Flávio Dino é o contra ponto.

De uns tempos para cá, o governador maranhense só pensa em contrapor-se às iniciativas e aos atos praticados pelo chefe da Nação.

Recentemente, concedeu um título honorífico à viúva do saudoso educador e professor Paulo Freire.

Em Brasília corre a notícia de que o presidente Bolsonaro, por causa disso, tem perdido noites de sono.

MÉDICOS CUBANOS

O governador Flávio Dino consulta a Organização Pan-Americana de Saúde, para saber se o Governo do Estado pode contratar médicos cubanos para prestarem serviços no Maranhão.

Para esse programa ser executado no Maranhão, não precisa importar profissional de Cuba, basta oferecer bons salários aos jovens que a UFMA e o CEUMA colocam anualmente no mercado. 

RÁDIO WEB DA AML

No propósito de divulgar a cultura do Maranhão, a Academia Maranhense de Letras vem de criar a Rádio Web AML, utilizando os recursos da comunicação e disponibilizados pela Internet.

Em apenas um mês, a Rádio Web, pelas informações a respeito das atividades desenvolvidas na Casa de Antônio Lobo, bem como das ações de seus integrantes no campo cultural, obteve mais de três mil acessos, inclusive do exterior.

AMIGOS SE CONFRATERNIZAM

Em São Luís, cresce um saudável movimento de grupos de amigos, que se reúnem semanalmente, geralmente em restaurantes, para se confraternizarem e trocarem informações sobre assuntos variados.

Um animado grupo, que pratica esse tipo de sadio relacionamento, pode ser visto aos domingos, das sete às nove horas da manhã, na Fribal, da Ponta D’Areia.

Fazem parte dessa confraria: Aparício Bandeira, que a preside, Carlos Gaspar, José Vitor Abdala, Arimatéa Alves, Airton Lopes, Marcélio Monteiro, Cristovam Teixeira, Vicente Ferrer, Cursino Moreira, Alim Maluf, Fábio Braga, Jesus Guanaré, Luís Alfredo Bandeira e este jornalista. 

AVISO AOS REITORÁVEIS

O Ministério da Educação não está levando muito a sério as listas tríplices dos candidatos a reitor, mesmo que votadas pela comunidade universitária. 

 Se nenhum membro da lista passar pelo rigoroso crivo do MEC, poderá ser indicado um professor interino ou pró-tempore.

Foi o que aconteceu recentemente na Universidade de Grande Dourado, de Mato Grosso do Sul.

O AVANÇO DE DUARTE

O eleitorado de São Luís, até agora, não tomou conhecimento da forte campanha que setores da mídia desenvolvem contra o jovem e combativo deputado Duarte Junior, que postula ser candidato à prefeitura de São Luís, em 2020.

Quanto mais batem, mais ele cresce junto ao eleitorado, sobretudo no meio da juventude.

 Até agora, em todas as pesquisas realizadas, Duarte Junior só perde para Eduardo Braid.

CONSELHO DE TANCREDO NEVES

Nunca foi tão atual este conselho do saudoso Tancredo Neves: – Só fale pelo telefone aquilo que você fala em público.

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GOVERNO E BUMBA-BOI

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Quem vê o tratamento que o Poder Público, de uns anos para cá, vem dispensando aos festejos juninos, com ênfase para as brincadeiras nas quais o bumba-boi é a figura central, não pode imaginar o que acontecia em São Luís, em épocas passadas.

 Naqueles idos, folguedos como o bumba-boi, que eram manifestações consideradas oriundas dos segmentos sociais menos favorecidos, não bem vistas pelas autoridades policiais, que os miravam preconceituosamente e disso se aproveitavam para estigmatizá-los com dispositivos coercitivos.

Com esse desiderato e a pretexto de oferecer segurança e tranquilidade à cidade, a famigerada Chefatura de Polícia, encarregada de regulamentar os festejos juninos, dava conhecimento à opinião pública das medidas discriminatórias e autoritárias contra as brincadeiras e os brincantes do bumba-boi, que chegavam ao paroxismo de cerceá-los de se apresentar no centro urbano.     

Reprimir uma manifestação popular, da natureza do bumba-boi, a título de manter a ordem e a segurança pública, tinha um alvo específico: preservar a elite citadina das perturbações noturnas, daí porque obrigavam os brincantes a se exibir em locais previamente determinados, tendo o bairro do João Paulo como ponto de referência.

As proibições policialescas, contudo, não se restringiam somente aos espaços destinados às apresentações dos bumba-boi, extravasavam e chegavam às figuras dos brincantes, os quais, por serem homens do povo, eram olhados como cachaceiros, e, portanto, consumidores de uma bebida maldita, que não podia ser vendida no bairro do João Paulo e adjacências.

Para o leitor não pensar que estou inventando ou criando coisas inverossímeis, louvo-me em duas edições do Diário Oficial, respectivamente, de junho de 1940 e de 1946, quando a Chefatura de Polícia teve sob o comando das ilustres figuras de Flávio Bezerra e Joaquim Itapary.

Pela Portaria Nº 25, o delegado Flávio Bezerra proibia “os bois-bumbá de percorrerem o perímetro urbano, em demonstrações de suas danças características, o que só poderão fazer a partir da esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Senador João Pedro, para o lado do Anil,” bem como proibir os brincantes de “beberem cachaça do dia 23 a 30 de junho e de fazerem bailes ao ar livre ou sob as árvores do largo do João Paulo.”

A outra Portaria, de Nº 56, datada de junho de 1946, assinada pelo delegado Joaquim Itapary, também proibia os bumba-boi de percorrerem as ruas da cidade e só se apresentarem a partir da Avenida Getúlio Vargas e da Rua Senador João Pedro. Quanto às bebidas alcóolicas, só era permitida a venda de cerveja.

Pelo que sei, as proibições relativas aos folguedos juninos continuaram até os meados da década de 1960, quando José Sarney se elege governador do Estado e convida os brincantes de bumba-boi para se exibirem livremente nos jardins do Palácio dos Leões, num evento com a presença de escritores e membros das Academias de Letras do Brasil e do Maranhão, ato que obteve repercussão nacional.

A partir daquele evento, as autoridades policiais começaram a se convencer de que o bumba-boi não podia ser mais visto como uma brincadeira estigmatizada, sobre a qual recaía a força de um absurdo preconceito social, mas como uma rica manifestação de nossa cultura popular e um produto turístico da melhor qualidade, que o Maranhão devia apresentar ao Brasil e ao Mundo.

Quem primeiro entendeu isso foi a governadora Roseana Sarney, que priorizou e deu aos festejos juninos o destaque que merecia como atração cultural e turística, inciativa sequenciada, ora mais, ora menos, pelos órgãos que cuidam e promovem o nosso turismo.   

 No governo Flávio Dino, justiça seja feita, as duas festas mais populares do Maranhão, o carnaval e bumba-boi, conquistaram projeção de relevância, sobretudo com a criação do corredor da folia e de espaços destinados às brincadeiras juninas, estas, com decorações especiais e atrativas ao turismo.

VIEIRA E O MARANHÃO DA MENTIRA

Nesses tempos em que a Verdade precisa se restabelecer no Maranhão, nada melhor do que evocar o notável Padre Antônio Vieira, que no Sermão da Quinta Dominga da Quaresma, pregado em São Luís, em 1654, vergastava os maus costumes por ele aqui observados: “Dos Estados de Portugal, que letras tocaria ao nosso Maranhão? Não há dúvida de que o M Murmurar, o M Motejar, o M Maldizer, o M Malsinar, o M Mexericar, e sobretudo o M Mentir, mentir com a palavra, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente.”

SAUDADE DE NAGIB

O político Nagib Haickell, quanto à fidelidade aos amigos e sinceridade de pensar e de agir, era imbatível.

Lembro, num programa que eu comandava na TV- Ribamar, chamado Maré Alta, entrevistei Nagib e sabendo que o poder para ele era tudo, perguntei se o Partido Comunista chegasse ao governo no Maranhão, como se conduziria.

Tranquilamente, respondeu: – Aderia imediatamente ao Partido Comunista.

Se Nagib não tivesse partido tão cedo para a eternidade, estaria hoje ao lado do governador Flávio Dino e filiado ao PC do B?

EX-REITORES

O Maranhão perdeu recentemente dois ilustres profissionais e professores universitários.

Ambos, chegaram à culminância da vida acadêmica, no exercício dos cargos de reitor da Universidade Federal do Maranhão e da Universidade Estadual do Maranhão: Manoel Estrela, e Joaquim Santos.

EMPREENDEDORES E PREDADORES

Dois gestores municipais do Maranhão foram agraciados com os títulos de Prefeitos Empreendedores: Albérico Ferreira, de Barreirinhas, e Eudes Sampaio, de São José de Ribamar.

O prêmio, oferecido pelo Sebrae, deixou o restante dos prefeitos maranhenses na categoria de Depredadores.

15 ANOS DA FAPAED

Em 2003, professores e técnicos da Universidade Estadual do Maranhão, do curso de Administração, mobilizaram-se para criar um instrumento de promoção de objetivos científicos, acadêmicos, sociais e culturais.

A melhor forma de alcançar esse propósito foi a criação de uma entidade civil sem fins lucrativos e de personalidade jurídica.

Isso se materializou em 2004, quando passou a existir de fato e de direito a FAPEAD-Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão, que, na semana passada, completou 15 anos de bons serviços prestados à UEMA, e hoje sob o comando do professor e engenheiro, José de Ribamar Lisboa Moura.

VICE CAMPEÃO

O senador Roberto Rocha, que vem se desempenhando satisfatoriamente no Congresso Nacional, acaba de conquistar um lugar de destaque no campeonato de diárias do Senado.

Só este ano, já recebeu R$ 20, 8 mil, o que lhe dá o direto de ser o vice-campeão no ranking das diárias.

ROMANCE DE RONALDO

Está marcado para o dia 22 de agosto vindouro, o lançamento do mais novo livro da autoria do intelectual maranhense, Ronaldo Costa Fernandes.

Trata-se do romance, com o título de “O Padre Vieira na Ilha de São Luís”.

Ronaldo, que mora em Brasília, pela obra literária que vem realizando, é um dos próximos maranhenses a ingressar na Academia Brasileira de Letras.

OS LULAPETISTAS

A mim, não importa se houve conversas entre o procurador Delton Dallagnol e o ex-juiz Sérgio Moro.

Nada disso é relevante diante do realizado pela Operação Lava-Jato, que livrou o Brasil do Lulapetismo, que saqueou o País e deixou uma herança maldita aos brasileiros.

WASHINGTON LUÍS

Em agosto de 1926, antes de assumir a presidência da República, Washington Luís, esteve em São Luís.

Aqui, deixou uma frase interessante sobre o que viu e ouviu: – Se o Maranhão é bom, se o povo é bom, depende dos maranhenses o futuro do Estado. 

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BANCADA SEM BRILHO, MAS ATUANTE

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O leitor desta coluna sabe que eu tenho sido implacável com os representantes maranhenses, que nos últimos tempos se elegeram para o Congresso Nacional, sobretudo quando comparo com os senadores e os deputados federais do passado.

Ao compará-los, lembro do saudoso deputado Ulisses Guimarães, que do auge de sua sabedoria política, dizia que “no Brasil, cada legislatura que começa é sensivelmente pior do que a anterior.”

O Maranhão não foge a essa regra, pois os candidatos aos cargos eletivos, de uns tempos para cá, salvo poucas e honrosas exceções, deixam a desejar, moralmente e intelectualmente, resultado de uma série de fatores, notadamente da influência do poder econômico no processo eleitoral, que inibe e desestimula muita gente, com vocação política e dotada de indispensáveis requisitos, a participar da vida pública.

Quem fizer, como eu, estudos comparativos de eleições realizadas no Maranhão, tomando por base critérios culturais e profissionais, concluirá que entre as legislaturas passadas e as mais recentes, a superioridade das primeiras sobre as segundas, é de uma invisibilidade inequívoca.

À guisa de ilustração, basta lembrar de alguns nomes que o Maranhão mandou para o Rio de Janeiro,  para representá-lo no Senado e na Câmara Federal, nas décadas de 1940 e 1950, que, além do valor pessoal, deram contribuições relevantes às questões nacionais: Clodomir Cardoso, Genésio Rego, Alarico Pacheco, José Neiva, Antenor Bogéa, Lino Machado, Elizabetho Carvalho, Odilon Soares, Crepory Franco, Luís Carvalho, Afonso e José Matos, Hugo da Cunha Machado, Henrique de La Rocque, Clodomir Millet, Neiva Moreira, Renato Archer, José Sarney, Cid Carvalho, Pedro Braga, Newton Bello, Carvalho Guimarães, José Machado, Miguel Bahury e outros menos votados.

 Se os homens públicos acima citados deixaram marcas indeléveis na política nacional, contudo, ficaram a dever num aspecto que não se pode desprezar quando está em análise a conduta do parlamentar como um todo.

Nesse particular, sobreleva, por exemplo, a luta, o esforço e o empenho dos atuais congressistas, que não medem sacrifícios e correm atrás de obras, projetos e recursos para os municípios, comportamento que não se costumava ver nos representantes do passado, que brilhavam mais pelos discursos e pronunciamentos e menos pelas causas e reivindicações populares.

Nestas últimas legislaturas, o que se tem visto, faço questão de realçar e louvar, são os nossos senadores e deputados mostrarem coesão, força e presença no desempenho de ações e iniciativas construtivas, no sentido de viabilizarem, independentemente das agremiações partidárias a que pertencem e de grupos políticos aos quais se engajaram

Essa postura valorosa e vigorosa de nossos representantes em Brasília, os tem movido a batalhar juntos e uníssonos em torno de propostas que extrapolam muitas vezes a interesses políticos e pessoais, razão por que representa um marco importante na vida pública maranhense. 

EDIVALDO E CRIVELA

Os prefeitos de São Luís e do Rio de Janeiro professam o mesmo credo religioso e no momento sofrem processos idênticos e de natureza política.

São iniciativas nascidas nas Câmaras Municipais e visam catapultá-los das prefeituras por meio do impeachement, procedimento com respaldo legal, mas de pouca ou quase nenhuma receptividade junto à maioria da vereança.  

 Não será, portanto, por causa do impeachement que Crivela e Edivaldo serão defenestrados dos cargos que ocupam, mas podem perder algumas horas de sono para suportar os questionamentos dos vereadores oposicionistas.

ALGO MAIS

Ao longo do governo Flávio Dino foram criados programas, com o sentido de fomentar o progresso do Maranhão.

Com esse desiderato, vieram à tona: Mais IDH, Mais Asfalto, Mais Estrada, Mais Educação, Mais Saúde e Mais Produção.

Para completar esse quadro, só faltou o governo criar o Mais Verdade.

PROJETO IMPORTANTE

Se eu fosse deputado estadual já teria apresentado uma proposta de emenda à Constituição do Estado do Maranhão, para suprimir o Artigo 33, pela sua inutilidade e ineficácia.

O Artigo 33 é aquele que a bancada da maioria mais desrespeita, considera letra morta e com este teor: “A Assembleia Legislativa, bem como qualquer de suas Comissões, poderá convocar o Secretário de Estado ou ocupante de cargo que lhe for equivalente para prestar, pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.”

PORTEIROS DE EDIFÍCIOS

A sociedade maranhense precisa saber que, assim como os cobradores de ônibus, uma outra categoria de empregados em São Luís vem sendo expurgada de suas atividades laborais.         

São os porteiros de prédios residenciais, que passaram a ser jogados na rua do desemprego, em função de um processo eletrônico introduzido na capital maranhense.

Sob o pretexto de que as portarias eletrônicas vão baixar os custos operacionais dos prédios residenciais e proporcionar aos condôminos redução nas despesas domésticas, muita gente que vivia desse emprego, passou a engrossar a fila dos inativos.

COROBA HOSPITALIZADO

Depois de bons serviços prestados ao Ministério Público, o promotor Benedito de Jesus Nascimento, mais conhecido por Coroba, aposentou-se.

Quando se preparava para retornar às atividades advocatícias, submeteu-se a delicada cirurgia, realizada com absoluto sucesso, no Hospital São Domingos.

Coroba pretende concorrer às eleições de prefeito de Itapecuru, sua terra natal.  

TAMBORES DE SÃO LUÍS

O mais importante e o mais lido livro da autoria do escritor Josué Montello, Os tambores de São Luís, será relançado segunda-feira, dia 13 de junho.

O evento ocorrerá na Casa Josué Montello, instituição que tem trabalhado incansavelmente para o grande romancista manter-se admirado e reverenciado pelo povo maranhense.

PREFEITO BURAQUEIRA

Quando Epitácio Cafeteira (1966-1970) esteve à frente da Prefeitura de São Luís, o inverno foi tão vigoroso quanto o deste ano.  

O rigor das chuvas fez a capital maranhense virar um monumental buraco, fato que levou o Jornal Pequeno a denominá-lo de Prefeito Buraqueira.

Sorte do prefeito Edivaldo Holanda de não ser molestado pela imprensa, como o foi Cafeteira, marcado e conhecido como o gestor que cultivava buracos.

SUMIÇO DE PALITOS

Outro dia, num restaurante de boa cotação, notei a falta de palitos, eu, que gosto de usá-los após as refeições, desde os tempos de infância.

Chamei o garçon e perguntei pela ausência dos palitos. A resposta me deixou perplexo, porque é reflexo da crise: – Os consumidores passaram a levá-los para as suas casas.

SITUAÇÃO DRAMÁTICA

Em algumas repartições públicas do Estado, a crise da falta de recursos para o custeio chegou.

A falta de material de limpeza, seja pessoal ou funcional, é visível e repercute no andamento dos trabalhos e no desenvolvimento dos programas governamentais.

A situação não está mais feia porque os funcionários estão levando de casa material de asseio pessoal.

CASSAS DE LIMA

Mais um amigo, da mesma geração e conterrâneo, acaba de deixar o nosso convívio: o médico Cassas de Lima.

Ortopedista dos melhores e um profissional por excelência humano. Atendia pobres e ricos com a mesma generosidade e competência.

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PORTO DO ITAQUI, DUQUE DE CAXIAS, SARNEY

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Dias atrás, ouvi atenciosamente a entrevista do governador Flávio Dino aos jornalistas da TV-Difusora, em que mirava o Porto do Itaqui e realçava o seu papel no desenvolvimento do Maranhão, ao mesmo tempo em que defendia a não privatização da Empresa Maranhense de Administração Portuária, que realiza “uma gestão respeitada nacional e internacionalmente, que motiva os operadores a nela investirem.”

Se, por um lado, louvo o governador por reconhecer publicamente a importância do Porto do Itaqui, razão pelo qual precisa ficar sob o comando do Estado, por outro lado, não posso perdoá-lo pela maneira como não reconhece e ignora o papel fundamental de um homem chamado José Sarney, que, ao longo da vida pública,  teve a destemida preocupação de chamar a atenção do Governo Federal para a construção do Porto do Itaqui, obra sem a qual o desenvolvimento do Maranhão não passaria de um sonho de uma noite de verão.

Se o governador Dino faz de conta que não sabe, não me custa nada dizê-lo que esse empenho de Sarney não começa quando assume o governo do Estado, em 1965. Vem de mais longe, ou seja, dos tempos em que, como suplente de deputado federal do PSD, no mandato de 1954-1958, ocupava insistentemente a tribuna da Câmara Federal para reclamar ao Departamento de Portos e Vias Navegáveis a revisão do contrato, de natureza nociva ao Maranhão, assinado com a empresa italiana, Curzi, com a finalidade de construir o Porto do Itaqui, mas nada fez de positivo, ao contrário, locupletou-se e repartiu os recursos destinados à obra com os governantes de plantão.

Nessa empreitada junto ao Governo federal, Sarney contou com o apoio ilimitado da Associação Comercial do Maranhão, ao lado da qual travou uma luta difícil para viabilizar o Porto.

As esperanças de Sarney avultaram-se com a eleição de Jânio Quadros a Presidente da República, que, prometeu em comício no Largo do Carmo, construir a obra que representava a redenção econômica do Maranhão.

Jânio cumpriu a palavra até antes de sua renúncia, em agosto de 1962, a partir de quando as coisas voltaram ao ponto morto e só deram sinal de alento com a chegada dos militares ao poder em 1964, com o marechal Juarez Távora, amigo e companheiro de Sarney na UDN, nomeado ministro da Viação e Obras Públicas, que, acompanhava a luta do parlamentar maranhense e prontamente manifestou o propósito de levar adiante obra fundamental ao progresso do Maranhão.

Em que pese o esforço de Juarez Távora, que abriu nova concorrência e sem negociata, os resultados de suas iniciativas só afloraram na gestão do presidente Costa e Silva, com o Ministério de Viação e Obras, sob o comando do coronel Mário Andreazza.

Com esse novo ministro, a construção do Porto do Itaqui deixou de ser ficção e virou realidade, graças a uma reunião em São Luís, com as presenças do governador Sarney, do ministro Andreazza e do diretor do Departamento de Portos e Vias Navegáveis, almirante Clovis Travassos, este, nada simpatizante à causa maranhense.

Nessa ocasião, funcionou em toda a plenitude a astúcia e a inteligência de Sarney, que sabedor da resistência do almirante, no seu pronunciamento disse: – Ministro, o Porto não é invenção deste governador. Vem da Guerra da Balaiada, em 1840, quando Duque de Caxias, antes de deixar a presidência da Província do Maranhão e comandante das Forças Legalistas, apresentou um relatório sobre as suas atividades, dentre as quais clamava pela premente necessidade da construção do Porto do Itaqui, como salvação para os males de nossa economia.

Ao ouvir o enfático pronunciamento de Sarney, o ministro Mário Andreazza não vacilou e assinou a ordem de serviço da obra, que, sem o maquiavelismo do governador, ainda hoje, quem sabe, não estaria arrolada entre as conhecidas Obras de Santa Engrácia.  

MAVAM EM CRISE

Á falta de apoio institucional e de recursos financeiros, para mantê-la, a MAVAM – Museu da Memória Audio Visual do Maranhão, está com os dias contados para fechar as portas.

Quando reporto-me à MAVAN, incluo também a Fundação Nagib Haickell, criada em 1998, com a missão de promover a educação e a cultura, preservar a memória e valorizar o nosso patrimônio tangível e intangível.

Ver melancolicamente essa importante instituição sair de cena, com relevantes serviços prestados ao Maranhão, nestes vinte anos de atuação, sob o comando dedicado de Joaquim Haickell, é algo inacreditável, lamentável e só em nossa terra ainda acontece.

ZEZÉ E ELIR GOMES

Bendito frio que invadiu São Paulo e fez Zezé e Elir Gomes programarem uma temporada em São Luís, para alegria dos familiares e amigos do querido casal.

Em junho, devem aportar na cidade que não esquecem e dos amigos que aqui deixaram e estão ansiosos para revê-los.

Nesta temporada em São Luís, o aniversário de Elir certamente será festejado em grande estilo, tanto que o irmão, Jesus Gomes, que, também, mora em São Paulo, já veio na frente. 

MARANHENSES NA EUROPA

A coluna do PH, informa casais maranhenses que estão na Europa ou vão embarcar brevemente para o mesmo destino.

Portugal é hoje o país que mais encanta os brasileiros e não é por acaso que os maranhenses adoram aquela idolatrada terra, uns, em função do turismo, outros, até com a perspectiva de mudança de ares.

De minha parte, quero dizer que, por não poder afastar-me do Maranhão, em vez de viajar para a Europa, não abro mão de rever a minha terra- Itapecuru, quinzenalmente.

AVISO DE SARNEY

Com a sua invejável sabedoria de vida e inequívoca experiência política, o ex-presidente José Sarney alertou para o fato de não ser bom e nem prudente o Presidente da República bater de frente com o Congresso.

Getúlio Vargas se suicidou; Jânio Quadros, renunciou; João Goulart foi destituído; Fernando Collor e Dilma Roussef sofreram impeachement.

CHUMBO GROSSO

Quando o deputado Edilásio Junior assume a tribuna da Câmara Federal para discursar, os parlamentares do Maranhão e de outros Estados, já sabem que vem chumbo grosso e o alvo preferido do orador é o governador Flávio Dino.

Cumpre destacar o silêncio dos deputados que apoiam o governador, que não o defendem e ainda cumprimentam Edivaldo pelo pronunciamento.

ERNANI BARROS

Na semana passada, faleceu no Rio de Janeiro, onde morava há várias décadas, o maranhense Ernani Barros.

Desapareceu aos 93 anos, mas em vida soube aproveitá-la com dignidade e fidelidade, princípios herdados do pai, o ex-governador Eugênio Barros.

Ernani Barros exerceu o mandato de deputado estadual, no mandato de 1955 a 1959.

GASTÃO E TOFFOLY

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoly, convidou apenas vinte deputados federais para um jantar em sua residência, segunda-feira passada.

Dentre os vinte selecionados, do Maranhão, só o deputado Gastão Vieira, que faz segredo em torno do assunto que levou o ministro a reunir um pequeno grupo de parlamentares para uma conversa particular.  

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