A MANDIOCA DE HOJE E DE ONTEM

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Se não fosse a imensa legião de blogueiros, que presta serviços profissionais ao prefeito de Santa Rita, a opinião pública não tomaria conhecimento de um fato extremamente alvissareiro, que merece registro especial.

Trata-se de uma iniciativa louvável do prefeito, Hilton Gonçalo, que deve ser vista como sinal de que nem tudo está perdido e de que ainda há gente que pensa em coisa séria e necessária para o Maranhão encontrar o caminho do desenvolvimento e da paz social.

Com esse desiderato, o gestor de Santa Rita, pensando menos no clientelismo político e mais num programa de repercussão econômico e social, estimulou as comunidades rurais a abraçarem um projeto para incrementar em larga escala a plantação de mandioca no município, ato que resultou no embarque, na semana passada, pelo Porto do Itaqui, de 29 toneladas de mandioca para Pernambuco, onde a Ambev fabrica a cerveja Magnifica.

 A fabulosa notícia do uso da mandioca no processo de fabricação da cerveja, nos remete para os anos de 1942, quando o ditador Getúlio Vargas por decreto, cria a Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca, com a finalidade de instalar em diversas regiões do País usinas com a capacidade de produzir 40 mil litros anuais de álcool, tendo a mandioca como matéria-prima, para suprir a eventual falta de derivados de petróleo, em decorrência da II Guerra Mundial.

Sem interferência política, a cidade de Itapecuru Mirim, no Maranhão, é escolhida para sediar tão relevante empreendimento industrial, pela proximidade de São Luís e contar com dois importantes meios de comunicação e transporte: o rio e a estrada de ferro.

As primeiras iniciativas destinadas à viabilização do projeto, ocorrem em janeiro de 1945, no Palácio dos Leões, ato presidido pelo interventor Saturnino Belo, durante a qual o prefeito de Itapecuru, Abdala Buzar, assina um decreto de doação de amplo terreno à Comissão Executiva dos Produtos da Mandioca, que  possibilitou a imediata contratação da Empresa Construtora Constuplan, do Rio de Janeiro, para executar os serviços de engenharia, com recursos provenientes de empréstimo contraído com o Governo do Estado e financiamentos do Banco do Brasil.  

Para abastecer a usina de matéria prima farta e necessária, convocou-se a Associação Comercial de Itapecuru para organizar e mobilizar os agricultores da região, com vistas à plantação em larga escala da mandioca, pois a fábrica, a princípio, precisava diariamente de 35 toneladas de raízes, meta não cumprida porque os  organismos oficiais e privados financiadores do projeto, não liberavam os recursos conforme mandava o cronograma, fato que resultava no atraso de pagamento dos trabalhadores, técnicos e fornecedores envolvidos no projeto.

Outros problemas, também graves, vieram à tona e concorreram para interromper os trabalhos da usina; os equipamentos importados ficavam a céu aberto e expostos a chuva e sol; a falta de mão de obra qualificada; a problemática carga e descarga dos equipamentos; a carência de recursos para prover os agricultores de condições para produzirem melhor e em maior quantidade.

Com esse quadro de notórias e insuperáveis dificuldades e vicissitudes, o projeto começa a fazer água e como isso o sonho de progresso e de mudança de uma região configura-se em toda plenitude, frustrando a cidade e a população, que assistiam estarrecidos e sem condições de reagir ao processo de desgaste, de dilapidação e de roubo dos equipamentos, sem esquecer as dificuldades submetidas aos agricultores, enganados com promessas mirabolantes.

Conquanto o projeto de Itapecuru não tenha nada a ver com o de Santa Rita, a não ser o uso da mandioca, como salvação da lavoura, fica aqui, como advertência, a história de uma iniciativa governamental, que teve tudo para dar certo, mas malogrou-se pela incúria dos homens públicos do passado, que, nesse aspecto, não difere das praticadas pelos agentes políticos de hoje.    

GASTÃO E HILDO ROCHA

O deputado Gastão Vieira, na legislatura passada, não exerceu o mandato na Câmara Federal.

De volta às atividades parlamentares, em 2019, na condição de suplente, graças a uma operação exitosa do   governador Flávio Dino.

Ao chegar à Câmara Federal, Gastão impressionou-se com o desempenho do deputado do MDB, Hildo Rocha, político com brilhante atuação no Congresso Nacional, tornando-se indiscutivelmente o melhor e o mais preparado parlamentar da bancada maranhense e atuando admiravelmente no plenário e nas comissões técnicas, onde mostra lucidez e preparo.

NO PANTEON DE MARIA THEREZA

Provavelmente em junho, para quem gosta, como eu, de saborear os livros da autoria da escritora Maria Thereza Azevedo Nogueira, será lançada a sua mais nova produção literária.

São ensaios biográficos sobre 21 mulheres, cinco do passado e dezesseis do presente, com destaque na vida cultural do Maranhão.

Nome do livro: No Panteon.

FILHOS DE GOVERNADOR

Na vida pública maranhense não há registro de algum filho de governador que haja criado problemas de monta aos genitores, no exercício do mandato.

Sabe-se que no passado, houve governador que chegou a ficar de prontidão por causa da presença de rebento no dia a dia da administração.

Mas essas intervenções não aconteceram e, por isso, não perturbaram o funcionamento do governo, ao contrário de hoje em que as constantes e imprevidentes interferências dos filhos do atual Presidente nos assuntos da República, estarrecem o País.

MELHOR SECRETÁRIO

Numa roda de conversa, em que pontificavam figuras marcadamente conhecedoras da vida administrativa do Estado, uma interessante pergunta veio à tona: quem é o melhor secretário do governo Flávio Dino?

Por unanimidade, o indicado foi o secretário de Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves, considerado competente, modesto, avesso aos elogios e não gosta de afagos. Houve quem lembrasse de apontá-lo como da escola de Antônio José Brito, secretário da Fazenda, no governo João Castelo, que devolvia até presente de Natal.    

UM NOVO RÉGULO

O que está acontecendo com o Maranhão de nossos dias, do ponto de vista político?

A pergunta é pertinente quando a gente lembra das homenagens prestadas(?) ao deputado Othelino Neto, por sentar na cadeira de governador durante 48 horas.

Nada mais grotesco e burlesco. O cerimonial de Othelino esqueceu de uma coisa: decretar feriado estadual naquela oportunidade.

HOMENAGEM AO PESQUISADOR

Homenagem oportuna e justa a prestada pela Academia Ludovicense de Letras, à qual se associou a Academia Maranhense de Letras, ao competente pesquisador e escritor Luiz de Mello, sempre esquecido em eventos de natureza cultural.

Luiz Mello, que há anos trabalha anonimamente em prol da cultura maranhense e sem interesses pecuniários, mesmo com a idade avançada e a saúde abalada, teve o reconhecimento merecido de duas importantes instituições.

ELEIÇÕES NA UFMA

Aproxima-se a eleição de reitor da Universidade Federal do Maranhão.

Quatro candidatos vão disputar a sucessão da reitora Nair Coutinho, mas só dois concorrem pra valer ao mais alto cargo da Universidade Federal do Maranhão: professores Natalino Salgado e João de Deus.

O pleito, um dos mais disputados na Ufma, ocorrerá no final de junho, mas a tendência é de que ninguém toma de Natalino Salgado a pole-position.

RESSURREIÇÃO POLÍTICA

O grande estadista inglês, Winston Churchil, dizia que só na política o homem é capaz de morrer e de viver várias vezes.

Que o diga o ex-deputado Ricardo Murad, que se imaginava desinteressado da política, em que teve altos e baixos, anunciar que mudou de partido, acasalando-se no PSDB, pelo qual pretende se candidatar nas eleições do ano vindouro a prefeito de Coroatá.

Em tempo: Ricardo escolheu um partido que não vive um bom momento e que pode desaparecer do mapa antes das eleições de 2020.

EDUCAÇÃO E FILHOS

Uma frase oportuna num cartaz de protesto, na Avenida Paulista: “Se Bolsonaro não investiu na educação dos próprios filhos, por que investiria na dos filhos dos outros”.  

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O SECRETARIO QUE BRILHA PELA AUSÊNCIA

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Ao renunciar ao cargo de governador, Epitácio Cafeteira se desincompatibiliza para ser candidato ao Senado, em outubro de 1990, ato que permite ao vice, João Alberto de Sousa, assumir o comando do Estado por 11 meses e à frente do qual dá um show de competência e capacidade de trabalho.

Naquela curta, mas fecunda gestão de João Alberto, ocupei o cargo de secretário da Cultura, realizando marcantes ações em prol das atividades culturais do Estado, destacando-se uma obra em Itapecuru Mirim, que precisava da minha participação, como filho da terra.

Tratava-se de recuperar o antigo prédio da cadeia pública da cidade, onde anteriormente funcionou a Câmara Municipal e depois a delegacia policial, à frente da qual foi enforcado o famoso Cosme Bento das Chagas, conhecido por Negro Cosme, um dos líderes da Guerra da Balaiada.

Para recuperá-lo, imediatas e corajosas ações deveriam ser executadas, com o fito de reverter uma situação que se antevia insustentável e evitar que um imóvel secular, emblemático do ponto de vista arquitetônico e tombado pelo Patrimônio Histórico, virasse escombros.

Como primeira providência, convenci o governador João Alberto a visitar a Itapecuru para ver ao vivo o estado de abandono em que se encontrava o velho prédio, que demandava rápidas e eficientes reformas.

Sensibilizado com o que viu, o governador assinou ordem de serviço para recuperar a centenária cadeia pública, na qual, após a conclusão dos serviços e das festividades de inauguração, instalou-se a Casa de Cultura de Itapecuru, o que aconteceu no final de 1990.

Devido às intempéries, aquele templo de cultura, ao longo do tempo, sofreu outras reformas. A mais recente ocorreu no atual governo, sob a responsabilidade da secretaria da Cultura, que preparou um projeto, convém salientar, mais amplo, fazendo incorporar-se ao imóvel antigo uma nova área até então ociosa e destinada às apresentações populares e folclóricas.

Com as rigorosas chuvas deste ano, o telhado do novo espaço folclórico, construído sem os devidos cuidados e atabalhoadamente, veio literalmente abaixo, só não causando danos fatais porque o temporal ocorreu na plenitude da madrugada.         

Ao saber do sinistro evento, causado por um serviço mal feito, certamente uma empresa de construção civil inidônea, procurei o apagado secretário da Cultura para saber o que a direção da SECMA deflagrara para minimizar o estrago de uma obra que não exigia ingentes trabalhos e nem recursos vultosos.

Como escrito nas estrelas, o secretário da Cultura estava ausente da cidade e fazendo o que mais gosta: viajar para dentro e fora do Brasil, às custas de recursos públicos.

Este é o homem que o governador Flávio Dino encontrou para cuidar de assuntos relativos ao nosso patrimônio histórico, artístico e cultural, do qual se diz à boca pequena que ao ser nomeado para tão importante cargo, um jornalista quis saber o nome do renomado jornalista maranhense, perpetuado numa estátua de bronze e sentado na principal praça da cidade. Para decepção dos circunstantes, a resposta foi o silêncio do homem da Cultura.

  Como não o encontrei, pedi à sua secretária que registrasse um pedido de audiência, que esperei ansiosamente por mais de trinta dias, mas não obtive qualquer resposta, prova cabal e inequívoca da falta de consideração a um conceituado e respeitado cidadão itapecuruense, ex-secretário da Cultura, e membro e presidente da Academia Maranhense de Letras.

Para finalizar, um aviso ao trepidante globetrotter da cultura tupiniquim: se continuar de braços cruzados, como é de seu costume, com relação à recuperação da Casa da Cultura de Itapecuru, que se prepare para responder na Justiça por tão inominável omissão.

BONS TEMPOS AQUELES

Leio no Diário Oficial, de 8 de julho de 1906, portanto, há 113 anos, essa preciosa informação e emitida pelo governador da época, Dr. Benedito Leite.

“O Sr. Governador do Estado estará em palácio à disposição das pessoas que precisarem falar-lhe, de 2 até 4 horas da tarde, todos os dias úteis, com exceção das quintas-feiras. Para negócio urgente, Sua Excelência poderá ser procurado em qualquer dia e a qualquer hora.”  

A gente daquela época era feliz e não sabia.

BRAID DEVAGAR

Todas as pesquisas, confiáveis ou não, afirmam que se a eleição fosse hoje, o deputado Eduardo Braid seria com tranquilidade o sucessor do prefeito Edivaldo Holanda.

Talvez seja por causa dessa vantagem sobre os concorrentes, que Braid vem se omitindo de apontar e criticar os problemas de São Luís, que são tantos, graves e ostensivos.

Por mais que seja o favorito e esteja folgadamente na pole position da corrida sucessória, Braid não pode ficar omisso ou calado diante de questões que afetam diretamente a população.

TERCEIRA CIRURGIA

Pela terceira vez, Mauro Fecury viajou, na semana passada, às pressas para São Paulo, a fim de submeter-se a urgente processo cirúrgico.

Graças à ajuda de Deus e da participação competente da equipe médica do Hospital Sírio Libanês, Mauro, bravamente, enfrentou, com sobriedade, um problema ortopédico que vem dos tempos de jovem.

Para alegria dos familiares e amigos, nos próximos dias, retorna a São Luís, para dar continuidade à grande obra educacional que construiu no Ceuma. 

DUARTE COMO ALVO

Essa maldosa campanha contra o jovem deputado Duarte Junior, não repercutiu junto à opinião pública, haja vista à excelente cotação nas pesquisas à sucessão de prefeito de São Luís.

Duarte, que só perde, em matéria de posição política, para o deputado Eduardo Braid, o qual, propositadamente vem se esquivado de participar dos problemas que afetam a cidade, fato que favorece o ex-dirigente do Procon e o deixa numa zona confortável, principalmente junto aos setores mais identificados com a sua cronologia e os problemas de seu tempo.

VOCÊ DECIDE

Ainda repercute a reunião realizada em Brasília, que contou com a presença do Presidente Jair Bolsonaro e dos governadores estaduais.

Dizem que naquela reunião, o governador Flávio Dino chegou atrasado propositadamente e com dois objetivos.

 Primeiro, interromper a reunião para atrair as atenções dos que dela participavam ou a assistiam pela televisão.

Segundo, para não ter de apertar a mão do Presidente da República, ao qual não dedica apreço e nem deseja dele se aproximar.

PRODUTO MAIS VENDIDO

Dou um doce para quem souber o produto mais vendido no comércio de São Luís, para presentear as mães.

Quem apostou em flores ganhou. Este ano, elas foram mais procuradas do que o peru no Natal e o bacalhau na Semana Santa.

O TJ TAMBÉM

Não foi somente a Assembleia Legislativa que antecipou as eleições da sua Mesa Diretora e prorrogou o mandato de seus ocupantes até 2022.

Antes da Assembleia, o Poder Judiciário realizou procedimento da mesma natureza, antecipando as eleições da Mesa Diretora para o mês de março deste ano, que prorrogou os mandatos dos atuais diretores até abril de 2020.

 CONCHAVO A TRÊS

O fato de o Maranhão ter tido recentemente três governadores – Flávio Dino, Carlos Brandão e Othelino Neto, nos transporta para os idos de janeiro de 1965.

Para não passar o Governo a José Sarney, o governador Newton Bello o transferiu para o vice, Alfredo Duailibe, que, por sua vez, afastou-se do cargo por dois dias, para permitir ao então presidente da Assembleia, Aldenir Silva, visitar Caxias, com a faixa e tudo a que tinha direito, e ser homenageado pelos conterrâneos.

FILHOS DE BOLSONARO

Como dizia o poeta Vinicius de Moraes: “Filhos? Melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los.”

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CASUÍSMO INOMINÁVEL E ESCANDALOSO

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Para surpresa e decepção minha e de numerosos maranhenses, que acompanham a nossa trepidante vida política, um ato legislativo inédito no País, acaba de ser executado na chamada Casa do Povo, que deixou a opinião pública estarrecida e os deputados estaduais em situação delicada pelo cometimento de um procedimento indecoroso na vida parlamentar.

Ao longo do tempo, o plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão foi palco de acontecimentos absurdos que deixaram a sociedade perplexa e revoltada, mas não podem ser comparados com os ocorridos, na semana passada, quando 41 deputados ordeiramente votaram e aprovaram um projeto casuístico, destinado a beneficiar políticos interessadas em usar o poder para materializar projetos mirabolantes ou inconfessáveis, arrimados em eleições fora de época, expedientes que se imaginavam banidos de nossa vida pública e que colidem com o discurso do governador Flávio Dino, que não se cansa de apregoar, aqui e alhures, que o Maranhão mudou.  

Como o Maranhão pode ter mudado com uma Assembleia em que governistas e oposicionistas se juntam para praticar um casuísmo inominável e escandaloso, que não encontra similar no País, razão porque ficará registrado como um marco triste e vergonhoso na vida pública maranhense, manchada por  procedimentos promíscuos, uma vez que modificaram o Regimento Interno da Casa do Povo, para que a Mesa Diretora se transforme num instrumento a serviço da politicagem, dos politiqueiros e da politiquice.   

Nesse particular, não é de hoje que essas práticas nocivas conquistaram espaço e ganharam corpo no Maranhão. Quem tiver boa memória há de lembrar como três ex-presidentes da Assembleia Legislativa, deputados Manoel Ribeiro, Arnaldo Melo e Humberto Coutinho, em momentos diferentes, por meio de projetos de resolução, alteraram o Regimento Interno da Casa, com o fito de realizaram eleições intempestivas para mantê-los no comando das Mesas Diretoras.

Enquanto os ex-presidentes tiveram os mandatos ampliados nas proximidades do término dos mandatos, Othelino Neto, conseguiu a proeza de ficar quatro anos na Presidência da Assembleia, cargo para o qual se elegeu em fevereiro deste ano, portanto, há três meses.

Mas por que essa precipitada e berrante antecipação da eleição para o mandato da atual Mesa Diretora só acabar em 2022?  

São inúmeras as versões. A que me convenceu veio de um bem informado blogueiro, segundo o qual o projeto que beneficiou diretamente o deputado Othelino foi construído em função de seu futuro político, tendo em vista que pretende concorrer a um alto cargo eletivo, possivelmente o de senador, caso o governador Flávio Dino dispute a sucessão do Presidente Bolsonaro.

Para a viabilização desse projeto, Othelino precisava continuar no comando da Assembleia Legislativa, no cargo que conquistou mediante eleição fora de época e da aplicação da política sanfransiscana do “é dando que se recebe”, que será infinita enquanto durar.         

Enquanto tudo isso acontece e deixa o povo bestializado, nada melhor do que a frase histórica e antológica do grande baiano Rui Barbosa, que cabe como uma luva no Maranhão atual: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

SUGESTÃO AOS DEPUTADOS

Por que os deputados, para acabar de uma vez por todas com essas eleições fora de época, não aprovam um projeto determinando que o mandato da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa seja de quatro anos e acabe no mesmo dia do governador do Estado?

Em tempo:  uma louvação especial ao deputado Hélio Soares, o único que votou contra o projeto de Othelino e justificou com sabedoria e lucidez as razões que o levaram a assim proceder.

CANDIDATO DO BELO SEXO

Se o deputado Evangelista Neto emplacar sua candidatura a prefeito de São Luís, pode ter certeza que terá uma excelente votação do sexo feminino.

As mulheres dizem que votam nele por considerá-lo “um pão”.

EMOÇÕES DE LUIS FERNANDO

De uns dias para cá, Luís Fernando Silva tem vivido variadas emoções.

Depois de renunciar ao mandato de prefeito de São José de Ribamar, foi tocado pela emoção de ser convidado pelo governador Flávio Dino para assumir o cargo de secretário de Governo para Estudos Especiais.

Como se não bastassem essas emoções públicas, vive, também, fortes emoções no campo sentimental, pois, como dizem os colunistas sociais, está “in love” com uma cantora maranhense de projeção nacional, mas garanto que não é Alcione.

MARIDO E MULHER

Os municípios de Santa Rita e de Bacabeira são dirigidos pelos prefeitos Hilton Gonçalo e Fernanda Gonçalo.

Na vida privada formam um casal harmonioso e na cena pública administram cidades para as quais foram eleitos, mas não se queixam da falta de recursos para administrá-las e ainda se dão ao luxo de realizar eventos festivos como o povo gosta.

Como são ricos, talvez, promovam essas festas com recursos próprios. 

SÓ DEUS SABE

Encontrei no lançamento dos livros do poeta Luís Augusto Cassas, o correto juiz federal, Roberto Veloso.

Depois dos cumprimentos, uma pergunta se tornou imperiosa: – Será ou não candidato a prefeito de São Luís?

A resposta veio rápida: – Deus é quem sabe.

PREFEITO PERIFÉRICO

Numa animada conversa com o competente economista, José Cursino Raposo, secretário de Planejamento da Prefeitura de São Luís, uma pergunta veio na lata: – Por que o prefeito Edivaldo Holanda Junior se ausenta demasiadamente dos eventos que ocorrem no centro da cidade? 

Cursino responde no mesmo tom: – Porque o prefeito gosta é da periferia.

PROJETO DE WEVERTON

O senador Weverton Rocha apresentou um projeto determinando que valores apreendidos ou recuperados, no Brasil e no exterior, referente ao produtos de crime praticados contra a administração pública, sejam destinados às áreas da educação, saúde e segurança.

 Seria bom que o senador Weverton, com base no projeto de sua autoria, devolvesse aos cofres públicos, os recursos que teriam sido desviados da obra de recuperação do Ginásio Costa Rodrigues, quando foi secretário de Esportes.

PROMESSA A MAURA

Depois que o Presidente Jair Bolsonaro recebeu em audiência a ex-deputada Maura Jorge, as expectativas em torno de sua nomeação, não para a presidência da Embratur, mas para um órgão federal, com representatividade no Maranhão.

Em Lago da Pedra, onde Maura foi prefeita, é mais quem faz promessa a São José de Ribamar, para ela ser nomeada para qualquer cargo federal.  

BETH CARVALHO

Morreu a cantora que sabia interpretar como ninguém as duas músicas mais bonitas do Brasil: As rosas não falam, de Cartola, e Andança, dos compositores Edmundo Souto, Danilo Caymi e Paulinho Tapajós.

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PRA LAMENTAR OU PARLAMENTAR

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Em 1963, no exercício do mandato de deputado estadual, tomei a iniciativa de propor ao plenário da Assembleia Legislativa um requerimento para homenagear um amigo e colega de imprensa, que aniversariava, o vibrante jornalista Milson Coutinho, do Jornal Pequeno, não bem visto pelos governistas da época.

Jamais passou pela minha cabeça que o requerimento causasse na bancada palaciana uma polvorosa repercussão, no momento em que o presidente da Assembleia, deputado Frederico Leda, o submeteu ao processo de votação.

Imediatamente, o líder do Governo, deputado Pereira dos Santos, pede a suspensão da sessão por alguns minutos, para saber se o governador Newton Bello concordava ou não com a aprovação do requerimento.

A ordem do Palácio não demorou e veio com a expressa recomendação de fulminar a proposição, cumprida rigorosamente pela maciça governista.

Contei esse episódio, ocorrido há 56 anos, para mostrar como a nossa Assembleia Legislativa, nesse aspecto, pouco ou quase nada mudou.

À guisa de exemplo, vamos supor que no recente aniversário de José Sarney, transcorrido a 24 de abril passado, um deputado oposicionista apresentasse um requerimento de felicitações ao ex-presidente da República. Pergunto: será que a galopante bancada palaciana o aprovaria?

Tenho minhas dúvidas, até porque a Assembleia Legislativa, nesse tipo de matéria, tem jurisprudência firmada e levaria o líder da maioria a pedir imediatamente a suspenção da sessão, assim como fez o deputado Pereira dos Santos, para saber se o governador Flávio Dino aprovaria ou não a proposta em votação. Salvo melhor juízo, do Palácio dos Leões viria uma ordem semelhante à expedida pelo governador Newton Bello.   

Fiz a simulação acima apenas para lembrar e lamentar o comportamento subalterno da Assembleia ao Poder Executivo, que vem do passado, mas até hoje permanece entranhado no contexto da vida parlamentar, aviltando a soberania do Legislativo e impedindo os representantes do povo de exercerem os mandatos com liberdade e dignidade.

Essa situação ganha visibilidade e realidade quando os deputados oposicionistas tomam a iniciativa, com base em dispositivos da Constituição do Estado, de convocar os membros do Executivo, que desempenham cargos ou postos influentes na máquina administrativa, para prestação de informações sobre assuntos previamente determinados.

O que se vê, como resultado dessa convocação, é a continuação de um comportamento parlamentar do passado, retrógrado e incompatível com os tempos hodiernos, em que os trabalhos legislativos são vistos e acompanhados por milhares de pessoas através dos meio de comunicação, que poderiam ficar melhor informados sobre as realizações do Governo em favor da população.  

Eu e muita gente imaginava que esse procedimento pouco democrático da Assembleia Legislativa teria o seu fim na gestão do governador Flávio Dino, que, pela sua formação intelectual e política, mandaria para o inferno práticas nebulosas, que aqui vigoram desde os primórdios do regime republicano.     

Ledo engano, pois o Maranhão, nesse desiderato, continua como dantes no quartel de Abrantes.

A UDN VEM AÍ

O advogado Marco Vicenzi, quer ressuscitar no Maranhão a UDN, partido que teve origem na redemocratização do País, em 1946.

Aqui, a UDN formou-se à base de profissionais liberais e para fazer frente ao vitorinismo, tendo na sua composição figuras da estirpe de Alarico Pacheco, Antenor Bogéa, Públio Bandeira de Melo, entre outros.

Anos depois, a UDN migra para o comando de José Sarney, legenda pela qual se candidatou a governador do Maranhão, nas eleições de 1965.

O JUIZ E O POLÍTICO

O saudoso jornalista Aparício Torelli, conhecido nacionalmente por Barão de Itararé, dizia que “de onde menos se espera, é de lá que as coisas vem.”

Essa máxima encaixa-se na decisão do juiz federal Roberto Veloso de pretender se filiar a um partido político e ser candidato a prefeito de São Luís, numa eleição não muito fácil para neófitos.

Para atingir esse objetivo, Veloso tem de imitar o gesto do juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro: renunciar a magistratura.  

FAZEDOR DE FRASES

O ex-deputado federal, Jaime Santana, herdou do pai, o saudoso professor Pedro Neiva de Santana, a capacidade de criar frases de efeito e satíricas.

É da sua autoria uma que tem tudo com o atual momento político: – O Brasil de hoje está sendo comandado por um despreparado na Presidência da República; por dois imaturos no Congresso Nacional e onze supremos no STF.

Assino em baixo.

ADEUS, PASSÁRGADA

Depois de assumir a Secretaria de Programas Especiais, o competente técnico Luís Fernando Silva, fez pela imprensa a sua primeira manifestação como oráculo do Governo Dino.

Dentre os assuntos abordados, um me deixou nas nuvens, pois não sabia que o Maranhão tem hoje “investimentos em parceria com o Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento Alemão, o Banco de Desenvolvimento da América Latina, o Novo Banco de Desenvolvimento e com países com a Alemanha, China, Coreia do Sul, França, Emirados Árabes, Israel, Irã, Liga Àrabe e Vietnã.”

Após ler a cartilha ufanista de Luís Fernando, eu, que estava disposto a ir para Passárgada, e ser amigo do Rei, resolvi ficar no Maranhão e continuar amigo do ex-prefeito de Ribamar.  

SALGADO MARANHÃO

O poeta caxiense, Salgado Maranhão, que está com um pé na Academia Brasileira de Letras e outro na Academia Maranhense de Letras, participou nos Estados Unidos, de um Festival Internacional de Poesia.

No evento, realizado em New Orleans, o nosso conterrâneo fez um baita sucesso, pelas palestras realizadas em universidades americanas e do lançamento de sua obra poética, traduzida pelo escritor Alexis Levitin.

CODÓ E BITA DO BARÃO

A imprensa costuma dizer que a morte de Bita do Barão deixou a família Sarney desamparada.

Na verdade, quem ficou literalmente desnorteada com o falecimento do babalorixá foi a cidade de Codó, que perdeu preciosa renda advinda da numerosa presença de turistas e adeptos do médium que fazia curas espirituais.

PALMAS PARA ROBERTO

A população brasileira bate palmas para o senador Roberto Rocha, relator da Medida Provisória, que no seu parecer, aprovado na Comissão Mista, restabeleceu o direito de cada passageiro levar mala de até 23 quilos, sem acréscimo de preço.

Se a Câmara e o Senado aprovarem o parecer do senador maranhense, cai por terra uma das mais absurdas ganâncias das companhias aéreas brasileiras.

GASTÃO E EDUCAÇÃO

Gastão Vieira assumiu o mandato na Câmara de Deputados e logo mostrou a que veio como conhecedor de assuntos da Educação brasileira.

De sua iniciativa, como membro da Comissão de Educação, da qual foi presidente, promoveu um Seminário, que fez o Congresso refletir sobre o “Financiamento em educação básica.”

Gastão é assim chegou, viu e venceu.

PREFEITO DE ITAPECURU

Se há um arrependimento na minha vida foi o de ajudar a eleger prefeito de Itapecuru, na gestão passada, o professor e pastor evangélico, Magno Amorim.  

Ao assumir o mandato imediatamente começou a executar o projeto de se locupletar com os recursos da prefeitura.

Com um misto de vergonha e de alegria vejo, ainda que tardiamente, o Magno Amorim, por forjar documentos fraudulentos, cair nas malhas do Ministério Público.       

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