INTERVENÇÕES FEDERAIS NO RIO DE JANEIRO E MARANHÃO

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Em 19 de fevereiro deste ano, o Governo Federal decidiu intervir na autonomia do Estado do Rio de Janeiro, com base no artigo 36 da Constituição de 1988.

A intervenção visava restaurar a paz e a tranquilidade social naquele importante Estado da Federação, assolado por uma crise de governabilidade, que sem força e autoridade para manter a ordem pública, deixou a população à mercê da criminalidade.

De acordo com o decreto presidencial, a Segurança Pública do Rio de Janeiro ficaria sob a responsabilidade de um interventor militar, ou seja, um general do Exército, com poderes de comandar a Polícia Civil e a Militar, o Corpo de Bombeiros e o sistema prisional.

Se o ato do Presidente da República, Michel Temer,  revestiu-se de legalidade,  teve o respaldo da Constituição Federal e a aprovação do Congresso Nacional, até onde a vista alcança, a intervenção executada no Maranhão, nos anos 1950, careceu de amparo legal e foi acionada ao arrepio da Carta Magna então vigente, o que vale dizer que as intervenções federais no Rio de Janeiro e no Maranhão tiveram tratamentos diferenciados.

Pelo que se sabe, a intervenção Rio de Janeiro ocorreu para por termo a uma situação em que a criminalidade, sustentada na droga, devorava toda a estrutura social e política de um dos estados mais importante do país, enquanto a de São Luís visava aplacar as agitações políticas e as movimentações populares e militares, que dominavam, intranquilizavam e paralisavam as atividades públicas e privadas da cidade, vindas à tona na posse do governador Eugênio Barros, em março de 1951, cuja eleição os segmentos oposicionistas contestaram e impugnaram na Justiça Eleitoral, sob o argumento de o pleito ter ocorrido sob o beneplácito da fraude, processo que o PSD  usava e abusava para se manter no poder.

Para impedir Eugênio Barros de assumir o cargo, os oposicionistas mobilizaram a população e levaram-na à ocupação do centro da cidade, com a decretação da greve geral.

Na tentativa de sufocar a reinante agitação política, os governistas colocaram forças policiais nas ruas, que entraram em conflito com a multidão, fato que resultou em prisões, morte de populares e atos de vandalismo.

Para estancar a situação, o Governo Federal rapidamente entrou em ação e sem base legal ou arrimado na Constituição, ao contrário do que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro, ordenou a vinda do general Edigardino Pinta, comandante da 10ª Região Militar, sediada em Fortaleza, para, em São Luís, colocar as tropas do 24º Batalhão de Caçadores nas ruas e manter a ordem a qualquer preço.

O general, em cumprimento às ordens emanadas do Rio de Janeiro e ditadas pelos ministros da Guerra, Estilac Leal, e da Justiça, Negrão de Lima, mandou recolher as tropas da Polícia Militar ao quartel e tomou conta da cidade e do Governo.

Essa situação de anormalidade, contudo, volta a reinar em São Luís, em setembro de 1951, após o julgamento dos processos impetrados pelas Oposições junto ao Tribunal Superior Eleitoral, que, além de não reconhecê-los juridicamente, manda Eugênio Barros assumir o Governo do Estado.

O governador, que se encontrava no Rio de Janeiro, ao chegar a São Luís, depara-se novamente com  turbulências políticas, agitações populares, choques e conflitos entre grevistas e policiais, que resultaram em numerosos mortos e feridos.

Para ser restabelecida a ordem e a paz social, mais uma vez o Governo Federal age e faz retornar a São Luís o general e comandante da 10ª Região Militar, para, com mão forte, sufocar tão delicada situação, que ameaçava transformar a capital maranhense em praça  de guerra.

Rapidamente, o general Edgardino Pinta instala o seu quartel general no 24º Batalhão de Caçadores, de onde e sem qualquer ato estribado na lei ou na Constituição, toma enérgicas decisões e deflagra ações e iniciativas para o caos não se apoderar da cidade, tudo isso, em cumprimento apenas às rigorosas ordens que vinham dos Ministérios da Guerra e da Justiça, à época, instalados no Rio de Janeiro.

Essa desobediência às leis vigentes e às normas constitucionais recebeu dos deputados e dos senadores que, no Congresso Nacional, faziam oposição ao Presidente Getúlio Vargas, os mais veementes protestos. O deputado Carlos Lacerda foi impiedoso com os ministros Estilac Leal e Negrão de Lima, que, no caso maranhense, se valeram exclusivamente da força para contorná-lo.

PELOTÃO DE CAPELÃES

Este ano, o desfile militar de sete de setembro, em São Luís, será completamente diferente dos realizados no passado.

Se em outros tempos, apenas o capelão e monsenhor, Hélio Maranhão, marcava presença na parada em homenagem à independência do Brasil de Portugal, em 2018, dezenas de capelães, nomeados aos borbotões,  estarão garbosamente desfilando e prestando homenagem a quem os nomeou.

CORONÉIS PEREIRA

No Maranhão, ao longo da sua vida pública, tivemos dois comandantes da Polícia Militar do Estado com os sobrenomes Pereira.

O primeiro, coronel José Pereira dos Santos, egresso das fileiras do Exército Nacional, nomeado pelo governador Newton Bello, para exercer o comando da PME, de onde saiu para se candidatar a deputado estadual, nas eleições de 1962, elegendo-se com grande votação.

O segundo Pereira a ocupar o cargo de comandante da Polícia Militar, veio da própria corporação, o coronel Frederico, nomeado pelo governador Flávio Dino, que deseja trocar a farda por um mandato de deputado à Assembleia Legislativa, mas, para isso, terá de provar que tem voto.

OS INFIÉIS PARTIDÁRIOS

A revista Veja fez uma pesquisa na Câmara Federal para saber os deputados mais infiéis aos seus partidos.

O deputado maranhense do PT,  Zé Carlos, é o que menos obedece à orientação da bancada de seu partido.

Pelo menos em 14 por cento dos casos, ele votou contra a orientação de sua agremiação partidária.

LIVROS PARA MALUF

O ex-governador Paulo Maluf, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, tem recebido de alguns amigos manifestações de apreço e de consideração.

Um dos amigos mais fraternos do ex-governador paulista é o senador Edison Lobão, que, sistematicamente o abastece de livros,  para o tempo correr mais rápido.

Últimos livros que Lobão mandou para Maluf ler na cela, onde se encontra em companhia de quatro detentos, “Minha Formação”, de Joaquim Nabuco, e “Paulo e Estevão”, de Chico Xavier.

180 ANOS DO LICEU

Por iniciativa do vereador Raimundo Penha, a Câmara Municipal de São Luís, realizou na tarde da última quarta-feira, uma sessão em homenagem aos 180 anos do Liceu Maranhense.

Foi uma solenidade alegre, vibrante e descontraída,  graças à presença de numerosos alunos e professores do mais antigo colégio da cidade, onde estudaram figuras mais representativas do Maranhão, nas artes, na literatura e na política.

Eu, como ex-aluno do Liceu, onde fiz os cursos ginasial e científico, nos anos 1950, fui festivamente homenageado, como representante dos que estudaram naquele secular estabelecimento de ensino.

ESTRANHO SILÊNCIO

As investigações foram realizadas, os inquéritos aconteceram e chegaram a bom termo, os implicados são conhecidos e estão presos, mas a sociedade até hoje não sabe quem são as pessoas físicas e jurídicas beneficiadas com os produtos daquelas operações criminosas, acontecidas no lugar Quebra Pote e que tiveram como protagonistas policiais militares e civis.

Não deixa de ser estranho – e bota estranho nisso – a Secretaria de Segurança, até agora, conservar um silêncio sepulcral em torno de um assunto da maior gravidade, que é a participação de empresários, daqui e alhures, num negócio extremamente ilegal e clandestino.

Pelo visto, há alguma coisa no ar e não são os aviões da TAM e da Gol.

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CASA PARA OS JUÍZES

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Nestes dias, de tantos fatos inusitados e acontecimentos surrealistas, um assunto domina os meios jurídicos e políticos: o protesto contra o fim do auxílio-moradia, que mais de 17 mil juízes, desembargadores e membros dos tribunais superiores recebem mensalmente, mesmo que atuem nas próprias cidades em que moram e tenham imóveis próprios.

O auxílio-moradia é pago indistintamente a todos os magistrados, e, embora discutível, compensa a falta de reajuste dos vencimentos desde 2015 e que, pela lei, deviam ser anualmente reajustados.

Lendo esta notícia, recuo no tempo e no espaço e fixo o meu pensamento na minha inolvidável cidade de Itapecuru-Mirim, a dos anos 1950 e 1960, em que os juízes Caetano Martins Jorge, Pitágoras Gonçalves de Moraes, Kleber Moreira de Sousa, Juvenil Ewerton e Antônio Guerreiro exerciam suas atividades judicantes numa comarca de segunda entrância, que tinha como termos as cidades de Anajatuba, Cantanhede e Vargem Grande.

Eram tempos em que os magistrados faziam questão de residir na cidade onde exerciam a judicatura, o que vale dizer não faziam parte dos chamados “Juízes TQQ”, epíteto conquistado pelos que trabalham apena nas terças, quartas e quintas-feiras.

Esses bravos magistrados, quando designados para a prestação de serviços jurisdicionais no interior do Estado, enfrentavam um grave problema: a inexistência de imóveis para abrigá-los, eles que se faziam acompanhar dos familiares, onde permaneciam até o dia da transferência ou da promoção para comarcas de entrância mais adiantadas.

Como naquela época as cidades não eram dotadas de hotéis, os magistrados valiam-se geralmente das casas de pensões, lamentavelmente, precárias e destituídas de conforto para alojá-los com a família.

Em Itapecuru, onde esse problema também infernizava a vida dos juízes, um magistrado encontrou uma solução para contorná-lo, que, nesse sentido, idealizou uma proposta e a encaminhou ao então prefeito do município, o meu pai, Abdala Buzar.

Pela proposta do juiz Emésio Dario de Araújo, lançada em 1963, a prefeitura, com recursos próprios, avocava  o direito de adquirir ou construir um prédio para servir de residência aos juízes de Direito da comarca.

Sensível ao problema e também empenhado em resolvê-lo, o prefeito Abdala Buzar de imediato abraçou a proposta do magistrado e a encaminhou à consideração da Câmara Municipal  que aprovou o projeto por unanimidade, que se transformou na  Lei nº 246, imediatamente sancionada pelo chefe do Executivo, em 18 de junho de 1963.

Como a lei autorizava a prefeitura a abrir um crédito de trezentos mil cruzeiros para fazer face às despesas para construção ou aquisição de um imóvel, o prefeito Abdala Buzar sem pestanejar comprou uma ampla e confortável casa,  localizado na parte mais valorizada da cidade, na Praça Gomes de Sousa, e que pertencia aos herdeiros do honrado tabelião, Alfredo Vidas da Cunha, onde os magistrados passaram a residir quando estavam no exercício de suas atividades judicantes.

Este fato mostra como, naqueles idos de 1960, o prefeito Abdala Buzar teve o discernimento e a coragem de resolver um problema que se arrastava ao longo do tempo e causava dissabores aos juízes de Direito que assumiam a comarca de Itapecuru-Mirim.

Se naquela época existisse o Prêmio Inovvare, certamente o meu pai seria aquinhoado com este troféu.

SARNEY NA SEMANA SANTA

Depois que transferiu o seu domicílio eleitoral do Amapá para São Luís, José Sarney voltou a ser todo do Maranhão.

Recentemente, passou temporadas, em São  Luís, nas festas do Natal e do Ano Novo, bem como no período carnavalesco.

Agora, anuncia a presença na Semana Santa, em companhia de Dona Marly.

Daqui, eles deverão seguir para Nova York, onde ela submeter-se-á a uma cirurgia no joelho.

PLACA EM BACABEIRA

Os deputados que fazem parte da bancada maranhense no Congresso Nacional não querem dividir com ninguém o mérito da duplicação da rodovia que liga Estiva a Periz.

Por isso, mandaram construir duas majestosas placas e as colocaram na entrada e na saída de Bacabeira, nas quais, em letras garrafais, anunciam que os serviços de duplicação daquele trecho rodoviário foi produto das emendas parlamentares que apresentaram em Brasília.

MARANHENSES QUE BRILHAM

Até recentemente, os maranhenses que mais brilhavam fora do Maranhão eram os nascidos em São Luís.

De uns tempos para cá,  os nascidos, também,  em cidades do interior do Estado, começaram a marcar presenças em órgãos de projeção nacional, especialmente em Brasília.

Só para lembrar, dois órgãos importantes, com sede na capital do país, são presididos por maranhenses e nascidos em pequenas cidades do interior do Maranhão.

O presidente do Tribunal de Contas da União é o Dr. Raimundo Carreiro, filho de São Raimundo das Mangabeiras, e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho é o Dr. João Batista Brito Pereira, nascido em Igarapé Grande.

FEBEAPÁ MARANHENSE

O saudoso jornalista carioca, Stanislau Ponte Preta, criou o FEBEAPÁ – Festival de Besteira que Assola o País, para registrar as grandes bobagens ou futilidades criadas no Brasil na época do regime militar.

Para mostrar que o FEBEAPÁ ainda tem adeptos, um deputado estadual do PT, com assento na Assembleia Legislativa do Maranhão, vai propor a introdução de uma nova disciplina na grade curricular da UFMA e da UEMA: “O golpe de 2012 e o futuro da democracia no Brasil”.

AUXÍLIO-MORADIA

Mesmo com atraso, faço questão de parabenizar o deputado Othelino Neto, que no comando da Assembleia Legislativa, tem se revelado um competente negociador no tocante aos assuntos parlamentares.

Na questão, por exemplo, do auxílio-moradia, vigente na Assembleia Legislativa, ele soube, com maestria e habilidade, extinguir esse penduricalho dos subsídios dos parlamentares, sem agastar nenhum deputado.

Uma boa lição ele deu aos nossos juízes.

BASE DE ALCÂNTARA

O Governo Federal anuncia a paralização definitiva das atividades da Alcântara CYclone Space, empreendimento criado para lançar foguetes a partir da base da cidade maranhense em parceria com a Ucrânia

Só agora o Governo brasileiro chegou à conclusão de que o país já investiu muito dinheiro nesse projeto e sem nenhum resultado positivo quanto à sua eficácia, que já consumiu mais de 500 milhões, tem custo mensal de 500 mil e deve 150 milhões.

 

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CONFESSIONÁRIO JOSÉ REINALDO

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Eu e José Reinaldo somos de uma mesma geração, fato que nos faz manter um relacionamento cordial e fraterno.

Durante bom tempo, marcamos presença no mesmo grupo político, do qual ele se afastou por desentendimento com o sarneísmo, onde nasceu, cresceu e se projetou como técnico competente e ocupou cargos importantes na vida pública, ora em atividades executivas, ora no exercício de mandatos legislativos.

Por causa desse malfadado desentendimento, chegamos, em dado momento, a se distanciar um do outro, mas sem deixar que o nosso relacionamento pessoal fosse por águas abaixo, até porque, desde a mocidade, temos amigos comuns como Mauro e Miguel Fecury, Jaime Santana, Aziz Tajra, Márcio Viana Pereira e Claudio (Alemão) Vaz dos Santos.

Em nome dessa afinidade, tomei a iniciativa de encaminhar a ele um questionário com dez perguntas sobre o atual momento político maranhense, em que literalmente mergulhou e desenvolve intensa atividade.

Em tão poucas vezes, vi Zé Reinaldo movimentar-se na cena política com tanto desembaraço como agora. Tudo isso pela luta que trava para disputar o cargo de senador, projeto que imaginava concorrer com o apoio do governador Flávio Dino, que, se por um lado, não deu certo e o  deixou magoado, por outro lado, deu-lhe forças para reagir e partir para liderar um movimento político bem mais amplo e com o objetivo não apenas de se eleger ao Senado da República, mas direcionado, também,  a uma tomada de poder.

Para o leitor e o eleitor saberem o que pensa José Reinaldo e o que vem fazendo para o pleito vindouro ser decidido no terceiro turno, nada melhor do que o texto abaixo.

 

1-O seu rompimento político com o governador é para valer ou é encenação?

JR-Eu fiz parte de um projeto político que começou em 2006 e Flávio Dino veio, na ocasião, me pedir que eu o ajudasse a ser deputado federal. Eu achei que seria bom para a política trazer quadros novos com um perfil como o dele, e o ajudei. E ele acabou eleito governador. E eu procurei sempre ajuda-lo, com a experiência adquirida no exercício do governo por cinco anos aproximadamente. Mas, a política nada mais é que uma extraordinária arte de relacionamento humano, de muita conversa e muito diálogo visando um entendimento e até um compromisso e não encontrei isso no governo de Flávio Dino, e as conversas foram escasseando, até chegarmos a completa falta de diálogo pessoal sem o qual não há entendimento. E tudo piorou nos últimos seis meses em que me senti várias vezes desrespeitado, até chegarmos a um ponto que levou ao rompimento político. Eu só tenho um bem que me sustenta na política: é a minha palavra. Hoje não tenho a menor possibilidade de voltar a apoiá-lo de novo. Perdi a confiança no governador.

2-Chegou a admitir alguma vez que o governador poderia lança-lo candidato a senador?

JR-Sim. Ainda no primeiro ano do governo, o governador nos convidou, com mais alguns políticos, para uma espécie de conselho político e nos ofereceu um almoço. Essa foi a primeira e última reunião desse chamado conselho. E eu, no encerramento do almoço, falei a ele de meu desejo, tantas vezes adiado, de ser candidato ao senado. Ele disse claro, ninguém merece mais que você. E eu, repetindo o próprio Flávio na conversa que teve comigo onde pediu minha ajuda para ser político, disse que para isso contava com o apoio dele à minha candidatura e ele foi muito gentil e garantiu apoio total a mim. Nessa ocasião e durante os primeiros anos do governo acreditei, sim. Mas, de um ano para cá, as coisas mudaram, principalmente, nos últimos seis meses, por isso, deixei de acreditar.

3-Admite que o governador possa mudar de posição e resolva indica-lo ao senado? No caso dessa hipótese acontecer você recuaria e marcharia com ele no processo eleitoral deste ano?

JR- De maneira nenhuma. Não existe mais relação de confiança entre nós que permitisse isso.

4-Em não sendo José Reinaldo o candidato a senador, quem seria a segunda opção dele ao senado?

JR-Não faço a mínima ideia de quem poderia ser. Não acredito que o governador possa eleger qualquer um ao senado, tirando um nome do bolso do colete. Perdeu, no decorrer do mandato, essa condição.

5-Concorda ou não com a declaração do governador de que “aqueles que optam por outra forma de governar, por outro governo, estão optando, na verdade, por aquilo que foi derrotado nas urnas, que é o modelo do passado?”

JR-O governador é reconhecidamente muito inteligente e bem preparado intelectualmente. O que ele quer com isso é o melhor dos mundos na política: ser governo, que ele é na verdade e ser oposição ao mesmo tempo apontando o dedo para os adversários, novos ou velhos, acusando-os de ser parte de um passado que só atrasou o Maranhão e que enfim, ele, veio salvar o povo do Maranhão.

Mas como explicar que no seu governo o número de famílias que vive do Bolsa Família é mais da metade das famílias do Maranhão, e esse número continua aumentando e que o IBGE acabou de publicar os dados da renda familiar mensal per capita, ou seja a soma de todos os rendimentos recebidos por todas as pessoas que moram na mesma casa por mês, incluindo salários, aposentadorias, aluguéis, Bolsa Família, tudo, dividida pelo número de pessoas que ali vivem e, esse valor, expressa de maneira inquestionável, a nossa tragédia maior pois a renda mensal per capita das famílias maranhenses em 2017 só chegava a 597 reais, a pior do Brasil enquanto Alagoas tinha 658 reais, Pará 715 reais e, nosso vizinho e sofrido Piauí 750 reais, ou seja, 153 reais a mais que as do Maranhão. E Alagoas e o Piauí sempre ficaram atrás de nós. E olhem que o salário mínimo valia 937 reais, portanto as famílias maranhenses vivem, per capita, em cada casa, com quase a metade de um salário mínimo mensal.

Ele usa o jogo eterno da política, do bem contra o mal, ou seja, ele, (Flávio) é o Bem e nós, todos os demais, o Mal.

Mas, isso não exime ninguém da responsabilidade, todos que passamos pelo governo, da responsabilidade pela pobreza do Maranhão. Nem um grupo político, sozinho, é responsável por isso. Somos, então, todos nós, que tentamos, mas não conseguimos formular um projeto que atuasse vigorosamente nas causas primárias formadoras da pobreza e corrigisse o problema. Ninguém é culpado sozinho. Somos todos. Mas eu e um grupo de amigos muito preparados estamos nos dedicando ao assunto, com o conhecimento que temos hoje da realidade do Maranhão e do Nordeste, e com ajuda de especialistas do exterior e vamos oferecer uma solução para o problema que desafia a todos.

6-O rompimento com Flávio pode leva-lo novamente na direção do Grupo Sarney?

JR-Eu trabalhei no governo Sarney no começo da minha vida profissional e ali fiz grande parte da minha carreira política e aprendi a ter por ele um profundo respeito. Depois trabalhei com ele quando exerceu a Presidência da Republica e vi o enorme talento e desprendimento para conduzir a dificílima transição política com grande competência o que pacificou o país e permitiu termos um regime democrático forte e consolidado com instituições muito forte como sobejamente demonstrado. Depois episódios da política nos separaram, mas, eu tenho por ele respeito, estima muita consideração. Creio mesmo que não usar a sempre demonstrada força do ex-presidente no governo federal em favor de ajudar a encontrar as soluções de problemas profundos que perseguem o Maranhão é um desperdício, que nenhum outro estado se permitiria ter.

Mas, não voltarei ao grupo Sarney. Nessas eleições vou apoiar Eduardo Braide, para governador. Acredito muito nele, um jovem e promissor talento que desponta na política do Maranhão, com muito futuro.

7-Acha possível a formação de uma terceira força para enfrentar com sucesso a candidatura de Flávio Dino ao governo?

JR- Sim, acredito, na terceira via, pois temos Braide, Roberto, Maura, Ricardo, entre outros, uma realidade muito importante na política do Maranhão.

8-Admite a possibilidade de Roberto Rocha abdicar de sua candidatura a governador para apoiar a do deputado Eduardo Braide?

JR- Só quem pode fazer essa avaliação é o senador Roberto Rocha, baseado em sua vasta experiência na política. Só ele pode tomar essa decisão analisando se esse é o seu momento para ser candidato a governador. Mas, acho que isso, hoje, não está em cogitação por ele. De qualquer jeito ele é muito importante nesse momento.

9-Acha que a eleição para o governo do estado será decidida em primeiro turno?

JR- Não acredito nisso de maneira nenhuma. A eleição será muito polarizada e certamente teremos um segundo turno para definir quem será o governador.

10-Admite a hipótese de uma composição, no segundo turno, das forças políticas que concorrem separadas, no primeiro turno, contra o governador Flávio Dino?

JR- Eu acredito fortemente nisso. Não vejo a menor dificuldade, pois quase todos estavam juntos com Flávio na sua eleição e depois saíram levando ressentimentos contra o governador. Creio que nesse momento haverá uma grande aglutinação em torno da candidatura do adversário do governador no segundo turno. Quem for para o segundo turno contra o governador tem enorme chance de chegar vitorioso ao final.

 

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ROMPIMENTO POLÍTICO NO MARANHÃO

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Os meios de comunicação anunciaram, com certo estardalhaço, na semana passada, o rompimento do deputado José Reinaldo Tavares com o governador Flávio Dino, como se fosse um ato pouco visto na cena política maranhense.

Quem acompanha a movimentação dos nossos atores políticos ao longo do tempo, sabe que manifestações semelhantes à praticada por José Reinaldo, não são estranhas ou esporádicas em nosso Estado.

Os arquivos da Biblioteca Pública Benedito Leite estão cheios de jornais com notícias e informações abundantes sobre como atuavam os políticos maranhenses no desempenho de seus mandatos, no exercício dos quais travavam pesados duelos verbais, que, invariavelmente, atravessavam a fronteira do respeito, após o que caíam na vala do desentendimento e do rompimento, que os levavam, quase sempre, ao estabelecimento das inimizades pessoais.

A partir da redemocratização do país, em 1946, poder-se-á ver com total transparência que, em torno de Vitorino Freire e de José Sarney, presenças marcantes na cena pública estadual, giravam-se e geravam-se os mais significativos conflitos políticos, que redundavam em inevitáveis rompimentos, alguns passageiros, outros duradouros.

O marco inaugural dessa série de rompimentos na política maranhense deu-se na arrumação da vida democrática do país, quando  Genésio Rego e Clodomir Cardoso se chocaram com Vitorino Freire na organização do Partido Social Democrático, conflito que acaba na Justiça e ao som de recíprocas e degradantes agressões verbais.

Ainda nesse período histórico, na sucessão do governador Archer da Silva, o vice, Saturnino Belo, indicado para substituí-lo, tem a sua candidatura, nas eleições de 1950, vetada pelo senador Vitorino Freire, fato que resulta no afastamento de Satu do vitorinismo e de seu engajamento nas Oposições Coligadas, pelas quais disputa o pleito de governador.

Na sequência cronológica, vem a lume, em 1954, a intempestiva eleição de Assis Chateaubriand ao Senado, que motiva um grupo de políticos do PSD – Hugo da Cunha Machado, Nunes Freire, Raimundo Bogéa, José Sarney e outros, a romper  com Vitorino e à formação de uma dissidência ao Governo.

Em 1955, na sucessão de Eugênio Barros,  o vice-governador, Alexandre Costa, rompe desabridamente com o governador Matos Carvalho, fato determinante para desestabilizar o governo por mais de um ano.

O sucessor de Matos Carvalho, Newton Bello, em dois momentos de sua  gestão (1960 a 1965), mostra a sua capacidade de luta ao romper com dois pesos-pesados da política maranhense. No primeiro momento, com o deputado José Sarney, que se afastara das lutas oposicionistas, para apoiá-lo candidato do PSD ao Governo do Estado. No segundo momento, tem pela frente, o senador Vitorino Freire, que fez de tudo para cassar o seu mandato, na fase do regime militar.

Em 1966, no começo do governo José Sarney, este entra em rota de colisão com o prefeito de São Luís, Epitácio Cafeteira, autor do decreto que acaba com os bailes de máscaras e desencadeia uma guerra política em São Luís, com desdobramento em rompimento político e inimizade pessoal.

Em 1969, quando Sarney preparava-se, em função da lei de desincompatibilização, para deixar o cargo de governador, irrompe uma crise no governo, que o leva a romper politicamente com o senador Clodomir Millet e o vice-governador Antônio Jorge Dino.

No regime militar, com os governadores eleitos por via indireta, pela Assembleia Legislativa, chegaram ao poder,  Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo. Os três, não terminaram os mandatos tranquilamente, pois se desentenderam com José Sarney e com ele romperam.

Em 1990, no final do mandato do governador Epitácio Cafeteira, eleito em função da reconciliação com José Sarney, que exercia o cargo de presidente da República. Antes que os mandatos de ambos chegassem ao final, voltaram a bater de frente, lembrando os tempos em que foram adversários políticos e inimigos pessoais.

O fantasma do desentendimento político reaparece no Maranhão no governo de José Reinaldo Tavares ( 2002 a 2006), decorrente de uma inesperada crise, que resulta no afastamento do governador do grupo sarneísta, fato determinante para ele ficar no governo até o final do mandato, no exercício do qual comanda as eleições de 2006, que conduziram Jackson Lago ao Palácio dos Leões, bem como da sua ativa participação, em 2014, do pleito, que elege Flávio Dino à sucessão de Roseana Sarney.

Quatro anos depois dessa reviravolta na vida pública maranhense, por ironia da história, José Reinaldo, retorna ao centro dos acontecimentos políticos, desta feita, rompendo com o atual chefe do Executivo, sob a justificativa de não contar com o imprescindível apoio de Flávio Dino no projeto de ser um dos nossos representantes no Senado da República.

DE OCTOGENÁRIO A SEXAGENÁRIO

Paguei um preço muito bom pelo fato de festejar no dia 17 de fevereiro deste ano o meu aniversário, quando completei 80 anos.

Ao tornar pública a efeméride, muita gente não acreditou ser eu um octogenário, fato que me fez um enorme bem e me encheu de extraordinária satisfação e alegria.

Diante, pois, desse clamor popular, quero, em alto e bom som, declarar para o bem de todos e felicidade geral da nação, que troquei os anos oitenta pelos de sessenta.

GASTÃO ASSALTADO

O ex-deputado Gastão Vieira passou o carnaval no Rio de Janeiro, em companhia de familiares.

Hospedado no Leblon, no domingo de carnaval, tomou a direção da praia, para fazer a sua costumeira caminhada, mas esbanjando no corpo um belo cordão de ouro.

Pagou, como eu, um preço alto, pois foi imediatamente assaltado por um pivete, que conseguiu arrancar de seu pescoço a valiosa joia, mas sem praticar nenhum dano físico à vítima.

Como se não bastasse esse susto, ao chegar a São Luís, Gastão foi surpreendido com a horrorosa notícia de que bandidos haviam clonado a linha de seu celular e assim tiveram acesso a seus contatos bancários, através dos quais passaram a extorquir e achacar familiares e amigos.

SEGURANÇA PÚBLICA

Na sua conceituada coluna “Repórter Tempo”, que completou, na semana passada, três anos de extraordinária presença na vida da cidade, que lhe valeram comentar, analisar e interpretar  fatos, atos e episódios da cena pública maranhense,  sem paixão política e com a mais absoluta isenção pessoal e profissional, o talentoso jornalista Ribamar Corrêa, com a sua privilegiada memória, trouxe a lume uma notícia que causou excelente repercussão nos idos de 2001.

Trata-se da iniciativa da pré-candidata à Presidência da República, Roseana Sarney, que anunciou ao País, caso se elegesse, da criação do Ministério de Segurança Pública, a ser comandado pelo ex-deputado, Moroni Torga, dos quadros da Polícia Federal.

Corrêa afirma ainda que se passaram 18 anos para um Presidente da República, no caso, Michel Temer, imbuir-se da vontade de implantar no Brasil o Ministério da Segurança Pública, que poderá ser um valioso instrumento de combate à criminalidade.

FEIJOADA CARNAVALESCA

Graças a Deus, evaporaram-se os tempos em que o clero satanizava o carnaval, como se fosse uma festa da degradação humana.

De uns tempos para cá, não se tem mais visto padres usarem os púlpitos para investirem raivosamente contra as festas de Momo e condenarem os foliões às agruras do inferno.

Neste carnaval, por exemplo, que seja louvada a inciativa do padre Heitor Moraes, que, empenhado em refrigerar a igreja de São João, da qual é o pároco, organizou uma feijoada carnavalesca, numa tarde de domingo, na sede social do Grêmio Lítero, sucesso de público e de animação.

VAGAS NA AML

Com o falecimento dos acadêmicos Manoel Lopes e José Louzeiro, abriram-se duas vagas na Academia Maranhense de Letras.

Para a vaga de Manoel Lopes, as inscrições devem encerrar-se a 22 de março. Até agora, concorrem à cadeira 18, os intelectuais, Salgado Maranhão, Elsior Coutinho e Herbert de Jesus Santos.

Para a cadeira nº 25, que José Louzeiro ocupou, abriram-se as inscrições a 22 de fevereiro e com encerramento previsto para 22 de abril vindouro. Pelo que se comenta, o jornalista Felix Alberto será candidato a essa cadeira.

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1938: O ANO DO MEU NASCIMENTO E DA II GUERRA MUNDIAL

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1938:  0 ANO DO MEU NASCIMENTO E DA II GUERRA MUNDIAL

Os renomados escritores, Zuenir Ventura e Joaquim Ferreira dos Santos, escreveram livros antológicos, que fizeram enorme sucesso. O de Zuenir, intitulado “1968 o ano que não terminou”, é um retrato fiel dos acontecimentos que fizeram de 1968 um divisor de águas na história brasileira; o de Joaquim, denominado “1958 o ano que não devia terminar”, reporta-se ao tempo do Brasil governado pelo presidente Juscelino Kubitscheck, em que o povo era feliz e não sabia.

Se eu tivesse o talento de Zuenir Ventura e de Joaquim Ferreira dos Santos, quem sabe, poderia escrever um livro com este título: “1938, o ano do meu nascimento e da II Guerra Mundial” para retratar a alegria de meus familiares e conterrâneos pela minha chegada a Itapecuru, bem como a tensão, a angústia e a perplexidade causada por um conflito bélico, que ceifou a vida de muita gente.

Como não tenho a pretensão de escrever nenhum livro, com este objetivo, mergulhei no tempo e no espaço, para, à guisa de informação, oferecer ao leitor, ainda que, sumariamente, um retrato do cenário político que urbi et orbi apresentavam naquele momento histórico.

O MUNDO

Em 1938, a humanidade vivia sob o temor de uma inexorável realidade: a deflagração da II Guerra Mundial, em que as forças do nazismo e do fascismo tentavam destruir as nações que defendiam os princípios democráticos.

Nesse contexto, de um lado, a Alemanha, a Itália e o Japão, sob a liderança de Adolfo Hitler e de Benito Mussolini, que não mediam esforços para subjugar a humanidade e imporem uma ideologia totalitária para sufocar a liberdade e o direito de ir e vir. De outro lado, os países que formavam o campo democrático, Estados Unidos, Inglaterra e Rússia, que tinham como figuras de proa, Franklin Roosevelt, Winston Churchil e Joseph Stálin.

O BRASIL

Se esse o quadro que dominava o mundo, não menos diferente o vigente no Brasil, que, por reflexo daquela calamidade, fez o nosso país ingressar numa feroz ditadura, encarnada na pessoa de Getúlio Vargas, um gaúcho que se apoderou do governo brasileiro em função do movimento insurrecional, conhecido por Revolução de Trinta, que afastou do poder as oligarquias de São Paulo e de Minas Gerais.

Vargas, sob o pretexto de o Brasil, em 1938, cair nas mãos dos comunistas ou dos integralistas, criou e implantou o Estado Novo, uma forma de governo totalitário e inspirado nos regimes do Eixo.

Governando com mão de ferro, o ditador, com o apoio das Forças Armadas, levou o país ao obscurantismo e à anormalidade institucional, a ponto de desmarcar as eleições presidenciais, previstas para aquele ano. Mesmo com os poderes discricionários que detinha, Vargas chegou a ser ameaçado de perder o governo por um levante integralista, que atacou o Palácio Guanabara,  no Rio de Janeiro, em março de 1938, mas debelado pelas forças oficiais.

Abstraindo o aspecto político, não podem ser esquecidos dois importantes fatos que vieram à tona em 1938. Em 19 de junho, o Brasil participou, pela segunda vez, da Copa do Mundo de Futebol, realizado na França,  conquistando o terceiro lugar na competição ganha pela Itália. A 28  de julho, o líder cangaceiro, Virgílio Ferreira, o Lampião, e sua mulher, Maria Bonita, foram mortos pela Polícia, em Angicos, no sertão da Paraíba.

O MARANHÃO

Como não poderia deixar de ser, o Maranhão, pela condição de unidade da Federação brasileira, também, viveu dias de anormalidade institucional. Sustentado na filosofia do Estado Novo, o ditador transformou o governador Paulo Ramos em interventor, dando-lhe poderes discricionários para administrar o Maranhão, que o levaram a fechar a Assembleia Legislativa e prender os que não rezavam na cartilha do regime autoritário, dentre os quais, os professores Jerônimo de Viveiros e Rubem Almeida. Incomodado com as críticas à sua pessoa e ao seu governo, editou um decreto contra a boataria reinante na cidade.

A despeito desse comportamento atrabiliário, o interventor, gabaritado funcionário público federal, lotado no Ministério da Fazenda, realizou no Maranhão obras de  relevância e tomou oportunas iniciativas administrativas. Em 1938, por exemplo, criou os Armazéns Gerais do Estado, o Conselho de Economia e Finanças e o Instituto de Aposentadoria e Pensões. Na área cultural, reeditou o livro “Pantheon Maranhense”, da autoria de Antônio Henriques Leal.

ITAPECURU-MIRIM

A minha terra, em 1938, do ponto de vista político-administrativo, não era mais vila, pois conquistara mediante a Lei 919, o status de cidade, em 21 de julho de 1870. Com uma população em torno de 27 mil habitantes, dos quais 25 mil viviam na zona rural e do cultivo de produtos primários, como algodão, arroz, feijão, milho, mandioca, mamona e cana de açúcar. Os que trabalhavam na zona urbana, se dedicavam às atividades artesanais e ao comércio.

No município, existiam 19 unidades escolares: 18 urbanas e uma rural, nas quais estavam matriculados 836 alunos, que recebiam aulas de 26 professores. Nas últimas eleições, realizadas a 30 de julho de 1937, votaram 1.457 eleitores, que elegeram o comerciante Felício Cassas  prefeito do município. Por ato do interventor Paulo Ramos, Felício foi mantido na gestão da cidade, pela qual procurou dotá-la de equipamentos urbanos e necessários ao seu progresso, a exemplo da construção de uma ponte flutuante sobre o rio Itapecuru e de um prédio para abrigar a burocracia da municipalidade.

A FESTA EM ITAPECURU

Não sou cabotino e nem perdi o juízo para dizer que, sábado último, 17 de fevereiro, a cidade onde eu nasci parou para reverenciar-me porque mudava de idade e completava oitenta anos. Se, por um lado, isso não aconteceu, por outro lado, fiquei extremamente feliz e satisfeito ao ver familiares, amigos e conterrâneos na igreja de Nossa Senhora das Dores, na celebração da missa de ação de graças, ministrada pelo padre Raimundo Meireles, com a duração de três horas, na qual a homilia, o sermão, as preces e os cânticos foram em homenagem à minha pessoa, após o que todos rumaram para o Henriques Eventos, onde um lauto almoço foi servido aos convidados e pontificou uma programação musical e artística, que muito me emocionou e me levou às lágrimas.  As fotos não mentem jamais.

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