UM FRACASSADO ASSALTO NO RIO DE JANEIRO

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Morei no Rio de Janeiro de 1958 a 1961 em pleno fulgor da mocidade. Foram os melhores anos da minha vida. À época, ainda sede da Capital da República, pontificavam os três poderes, que funcionavam relativamente em harmonia. Presidia a Nação o mineiro Juscelino Kubitscheck, que realizava um governo democrático e voltado para o desenvolvimento econômico e social.

Por ostentar o título de Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro era cantado em verso e prosa por renomados intelectuais e artistas, que lhe conferiam a imponência de ser a capital cultural do país, onde se gerava e produzia o que de melhor se tinha em matéria de literatura, música teatro, cinema, artes plásticas e outras manifestações do corpo e da alma.

Naqueles idos, por não ser um estado federal, o Rio não vivia sob o comando de governadores eleitos pelo povo, mas de prefeitos, nomeados pelo Presidente da República.

Não havia no Brasil cidade melhor e mais segura para morar do que o Rio de Janeiro. Fosse dia ou noite, nela podia-se andar e se deslocar de um bairro para outro, geralmente em bondes, que cruzavam a cidade em todas as direções, sem receio de ser atacado, assaltado ou inopinadamente morto.

Naqueles saudosos dias, dois pontos marcavam o Rio de Janeiro e polarizavam as atenções da população: o centro da cidade, com o comércio, os teatros, os cinemas, as casas de diversão, as bibliotecas, os museus e as repartições públicas; e Copacabana, com a praia, as boates e os majestosos edifícios residenciais. Ipanema e Leblon ainda não tinham a configuração urbanística de agora.

Foi nessa encantadora urbe, nos anos dourados, que eu tive o prazer e a alegria de viver quatro anos de febril e intensa atividade estudantil e cultural, sem nunca ter a desventura de passar por sobressaltos ou  ameaçado de perder a vida por motivo fútil, quadro esse que se contrasta visivelmente com o Rio de Janeiro de hoje, que, de uns tempos para cá, transformou-se numa cidade sem lei e onde a violência, a insegurança e a intranquilidade social imperam com força total.

O dissabor de vê-la virada do avesso, isto é, destituída daqueles atributos agradáveis do passado, ocorreu agora, em pleno crepúsculo de 13 de janeiro deste ano, tendo por palco a famosa Praia de Copacabana.

Vamos aos fatos. Hospedado com Solange num hotel da Avenida Atlântica, localizado no Posto Seis, por volta das 17 horas, resolvi esticar as pernas no calçadão de Copacabana. De bermuda e com camisa bem esportiva, andei até o Forte de Copacabana.

Depois da visita ao Forte, retornei ao calçadão, com o propósito de chegar ao lugar de onde havia partido. Nas proximidades do hotel, surpreendo-me com um fulminante ataque pelas costas, praticado por um jovem que tentava afoitamente extorquir do meu pescoço um valioso cordão de ouro, que sustentava uma preciosa moeda, também de ouro, de origem francesa, presente da minha avó, Rafisa Buzar, que trouxe do Líbano e prometeu doar ao seu primeiro neto.

Ao sentir aquela mão estranha e violenta no meu corpo, girei-me na direção do agressor, enfrentando-o e tentando impedi-lo de praticar por completo o ato criminoso, já que havia conseguido seccionar o cordão, mas sem se apossar do mesmo.

Ele pensou quebrar a minha resistência, levando em conta a diferença de idade entre nós, que era visível. Como não conseguiu, abandonou a luta e partiu em desabalada correria. A cena foi vista por várias pessoas com a maior naturalidade.

Depois de tanta agonia e sofreguidão, concluí o quanto fui imprudente e negligente naquela fatídica tarde-noite de 13 de janeiro de 2018, em que poderia ter perdido a vida por dois motivos: primeiro, por não deixar no hotel um cordão de ouro, de extraordinário valor. Segundo, por enfrentar um bandido, que se portasse uma arma de fogo, poderia ter disparado alguns tiros contra a minha pessoa ou esfaqueando-me, caso contasse com um instrumento apropriado para tal fim.

Como não lhe dei condições de realizar o infame desejo e nem de molestar-me fisicamente, saí praticamente ileso daquela refrega corporal e pronto para relatar, ainda que assustado, aos leitores desta coluna um episódio inusitado e dantesco, logo agora que um irreversível ocaso está à minha espreita.

EXAMES MÉDICOS

Como mudou o conceito da medicina maranhense em São Paulo.

Lembro bem, que até pouco tempo, quando a gente chegava a São Paulo para se consultar, e apresentava as radiografias feitas em São Luís, estas, eram desprezadas e até ridicularizadas pelos médicos.

Pelo fato de apresentarem-se imperfeitas e defeituosas, quem pagava o pato era o paciente maranhense, obrigado a submeter-se a uma nova bateria de exames.

Hoje, a coisa mudou completamente. Os médicos paulistas, além de não criticarem as radiografias realizadas em São Luís, esmeram-se em elogiá-las pela boa imagem e pelos laudos produzidos pelos nossos profissionais.

SARNEY NO CARNAVAL

Mauro Fecury não se cansa de convidar o senador José Sarney a passar o carnaval no Rio de Janeiro, a fim de assistir os desfiles das Escolas de Samba, na Marquês de Sapucaí.

Para Sarney não ser reconhecido pelo público, Mauro chegou ao ponto de lhe oferecer um disfarce.

Mas o político maranhense não caiu nessa. Carnaval por carnaval, ele prefere vir a São Luís, o que fará este ano, onde mesmo sem ir às ruas, consegue de longe ouvir o som e ver as brincadeiras momescas.

BIBI FERREIRA

Aproveitei um fim de semana no Rio de Janeiro, para assistir no Teatro Casa Grande, a um maravilhoso show musical.

Trata-se de uma homenagem aos 75 anos de carreira artística de Bibi Ferreira, intitulado “Por toda a minha vida”.

Quem for à Cidade Maravilhosa, não pode perder este espetáculo, cujo texto é do excelente jornalista Artur Xexéu.

No Teatro Casa Grande, no Leblon, ao término do show, encontrei os professores maranhenses, Rosa Carvalho, Raimundo Viana e Rubem Ferro.

CASAMENTO GAY

Já, em São Paulo, eu e Solange, assistimos, no final da semana passada, uma cena jamais vista em nossas vidas: um casamento gay.

A nossa presença naquela cerimônia deveu-se ao meu irmão Raimundo Buzar, amigo dos noivos, que teve autorização para nos convidar a comparecer ao ato civil e participar da recepção, realizada numa mansão, localizada em Pinheiro, bairro nobre da capital paulista.

No ato do casamento, tudo normal, mas na recepção o que rolou de beijo na boca foi para assustar a quem não estava acostumado com cenas tão inusitadas.

Outro fato que nos chamou a atenção: a alegria e a felicidade estampada no rosto dos pais dos noivos.

LATAM E GOL

De São Luís para o Rio de Janeiro, viajamos pela LATAM.   Na viagem de volta, de São Paulo para São Luís, usamos a GOL.

Sem medo de errar, posso garantir que essa fusão da TAM com a LAM não deu bom resultado para o passageiro. Em matéria de atendimento, serviço de bordo, espaço, cumprimento de horário e outros itens, a GOL está a muitas milhas na frente da LATAM.

Em tempo: a partir de novembro, a GOL voltará a voar para os Estados Unidos, com saídas previstas de Fortaleza, Que boa notícia.

TOTE LEITE

Ao regressar a São Luís, soube do falecimento de um amigo de geração: Tote Leite.

A última vez que nos vimos foi na Festa dos Amigos, em dezembro passado, evento organizado por Mauro Fecury, nas dependências do Ceuma, onde sofreu um ligeiro mal estar, que funcionou como um aviso prévio.

Tote Leite era uma figura humana da melhor qualidade, gostava de viver em companhia de amigos, com os quais, diariamente, trocava figurinhas nos shoppings.

Com a morte de Tote, a cidade, que já perdeu criaturas do porte de Mário Bazuka, Simão Felix, Carroca, Cláudio Pinto Reis, Murilo Sarney e outros, fica agora desfalcada de um seus mais estimados filhos.

 

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O VICE: EIS A QUESTÃO

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O Capítulo II, da Constituição do Estado do Maranhão, é todo dedicado ao governador e ao vice, aos quais são especificadas as competências de cada um no exercício dos cargos para os quais foram eleitos.

Ao vice-governador, diz o Parágrafo único do Art. 59, além de outras atribuições que lhe forem conferidas, auxiliará o Governador, sempre que por ele for convocado para missões especiais.

Pela leitura desse e de outros dispositivos constitucionais, avalia-se a importância e a responsabilidade na escolha do vice para figurar numa chapa com vistas ao Poder Executivo. Por isso, o processo da indicação do postulante para exercer esse papel é, invariavelmente, demorado e traumático, daí porque os candidatos a governador fazem questão de passar a limpo a vida de quem vai substituí-lo,  pois precisa ter de seu lado pessoa confiável, prudente e sensata, para não comprometer a governabilidade, já, algumas vezes, abaladas no Maranhão.

Nesse particular, o governador Flávio Dino teve a sorte de contar como um substituto da qualidade de Carlos Brandão, político experimentado que ao longo do mandato se manteve numa linha de lealdade e de coerência, sem deixar suspeitas de conspirador ou fabricante de artimanhas.

Não é por outro motivo que o atual governador afirma e reafirma  que, se depender dele, Carlos Brandão deverá continuar ao seu lado neste ano, quando tentará a reeleição, que, diga-se de passagem, não será nada fácil se tiver de enfrentar a candidatura oposicionista de Roseana Sarney.

Mantendo Brandão como companheiro de chapa, Dino não correrá o risco de outros governadores maranhenses que, no exercício do mandato, viveram ou passaram por momentos de dificuldade por não se submeterem às vontades e aos caprichos dos vices, que, quando não atendidos  em suas pretensões e objetivos, rompem com os titulares e  geram crises institucionais ou políticas.

Da redemocratização do País, em 1947, aos dias correntes, ocuparam o Palácio dos Leões, quinze governadores, três eleitos indiretamente, Pedro Neiva, Nunes Freire e João Castelo, e doze por via direta,  Archer da Silva, Eugênio Barros, Matos Carvalho, Newton Bello, José Sarney, Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira, Edison Lobão, Roseana Sarney (quatro mandatos), José Reinaldo, Jackson Lago e Flávio Dino.

Desses quinze, salvo melhor juízo, seis, Archer da Silva, Matos Carvalho, José Sarney, João Castelo, Epitácio Cafeteira e José Reinaldo tiveram problemas com os vices Saturnino Bello, Alexandre Costa, Antônio Dino, Albérico Ferreira (este, presidente da Assembleia Legislativa, mas constitucionalmente o segundo na hierarquia do poder, face ao falecimento do vice, Artur Carvalho), João Alberto e Jura Filho.

Outros vices, como Renato Archer, Alfredo Duailibe, Colares Moreira, José Murad, João Rodolfo Gonçalves e Luís Porto, não romperam com os titulares, respectivamente, Eugênio Barros, Newton Bello, Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire, Luiz Rocha e Jackson Lago, mas não tiveram nenhuma oportunidade de assumir o Governo. Cumpriram o mandato como vacas de presépio.

Dos vices rompidos com os governadores, o que causou mais problema ao funcionamento da máquina administrativa foi Alexandre Costa que bateu de frente com Matos Carvalho do começo do mandato. Com menos ímpeto, Antônio Dino se afastou de Sarney no final do governo; Albérico Ferreira, que Castelo obrigou a renunciar ao mandato de deputado para não sucedê-lo; João Alberto, que só ocupou o lugar de Cafeteira depois de ingressar na Justiça estadual e federal com mandados de segurança; e Jura Filho que se estranhou com Zé Reinaldo, quando este viajou para o exterior e o vice revogou alguns atos praticados pelo titular.

 

O ELEVADO DE BACABEIRA

São chamadas de obras de artes as construídas ao longo das estradas, como pontes, viadutos, elevados, bueiros e outras de menor porte.

Com a conclusão da duplicação do trecho da BR-135, ligando Peris a Bacabeira, apareceu um monstrengo, sob a forma de elevado ou de viaduto, construído na encruzilhada da rodovia São Luís-Teresina com a estrada que vai para Rosário e os Lençóis Maranhenses.

Aquilo jamais pode ser considerado obra de arte, pois além de pessimamente projetada, transformou Bacabeira numa cidade sem identidade e dividida em dois povoados distintos.

Isso os políticos não viram no dia da inauguração, mas, trocar farpa, sim.

 

TEMPO QUENTE NA BR

Eu tenho muito tempo de rodagem na estrada São Luís-Teresina. Desde garoto, transitei por ela e viajando em todos os tipos de transporte. Angustiava-me vê-la ao longo dos anos entregue ao Deus dará, como se não tivesse condições de ser duplicada, melhorada e deixasse de ser eternamente um cemitério a céu aberto.

Felizmente chegou o dia em que a BR-135, no trecho Estiva Bacabeira, apresentou-se duplicada, renovada e marcada a sua inauguração. Mas o que se viu naquele dia? Um espetáculo de baixaria e do pior nível, praticado pelos nossos representantes políticos.

Se agora atos daquela natureza já estão às claras, imagine-se o que não virá por aí quando a campanha eleitoral estiver em pleno andamento?

Em vez do triste espetáculo, acontecido na inauguração de uma estrada que há anos ceifou a vida de milhares de maranhenses, deveria ter havido um congraçamento dos nossos políticos em torno de uma causa que custou sangue, suor e lágrimas para muita gente, que, anonimamente, batalhou para aquela rodovia um dia poder ser oferecida ao povo sem os sobressaltos do passado, com as suas duas pistas apresentando melhores condições de segurança aos viajantes e ao trânsito.

PROPOSTA DE REMI

Amigo incondicional do ex-senador José Sarney, o ex-deputado Remi Ribeiro submeteu a ele uma proposta irrecusável.

Que, ainda neste semestre, venha de Brasília passar uma temporada no Maranhão, para visitar algumas cidades do interior do Estado.

Sarney topou na hora e encarregou Remi de fazer o roteiro de viagem e escolher as pessoas que deverão acompanhá-lo nessas visitas às cidades, nas quais, como governador do Estado, construiu obras até hoje importantes e consagradas pela população.

REGABOFE EM PALÁCIO

Por um diferencial, o atual presidente da República, Michel Temer, discrepa dos que o antecederam no Palácio do Planalto.

O diferencial reside na gastronomia. Temer, ao contrário dos ex-presidentes, que costumavam conversar com os políticos à base de água e de cafezinho, gosta de dialogar com deputados e senadores, degustando comidas saborosas em mesas fartas.

Essa fórmula que Temer vem adotando em Brasília, com bastante sucesso, teve no Maranhão um abnegado aplicador: o ex-governador João Alberto, que, no exercício do poder, não gostava de almoçar ou de jantar sem a companhia de políticos ou de auxiliares.

ATOR SORTUDO

O ator maranhense Rômulo Estrela, este ano, está com tudo e não está prosa.

Além de ser o principal protagonista da novela “Deus salve o rei”, que a TV Globo veicula a sete da noite, ainda desfruta do privilégio de ser disputado pelas duas atrizes mais bonitas do País: Bruna Marquesine e Marina Ruy Barbosa.

É preciso ter muita estrela para usufruir de tamanho deleite.

ESPOSA NO COMANDO

O grupo político que o deputado Humberto Coutinho liderava em Caxias não ficará na orfandade.

Caxias inteira já sabe quem ocupará o lugar do médico e do político, que, com competência e habilidade, enquanto vida teve, trabalhou pelo progresso de um dos municípios mais adiantados do Maranhão.

Será Cleide Coutinho, médica e ex-deputada estadual, que sempre esteve ao lado do marido na sua luta pelo engrandecimento da terra de Gonçalves Dias.

PRIORIDADES DE SARNEY

Ao ser maldosamente responsabilizado pelo veto à indicação do deputado Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho, o ex-senador José Sarney, além de negar tamanho despautério, revela que, na condição de aposentado, tem três prioridades em sua agenda nada tranquila.

Primeira,  a saúde da esposa, Marly; segunda, a literatura; terceira, a política.

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1968: O AI-5 E O MANIFESTO DE SARNEY

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No final de 1968, o Brasil viveu uma grave crise institucional, pelo fato de a Câmara Federal rejeitar o pedido do ministro da Justiça para processar o deputado Márcio Moreira Alves, por pronunciar um agressivo discurso contra as Forças Armadas.

No auge da crise, chegam a São Luís o ex-presidente Juscelino Kubitscheck e o deputado Renato Archer, ambos não bem vistos pelo regime militar. A presença de JK entre nós decorria do convite dos alunos do curso de Economia que o escolheram paraninfo da turma.

Na solenidade de colação de grau, o ex-presidente do Brasil pronunciou um discurso que fez agravar o clima político reinante no país, levando o presidente Costa e Silva a editar a 13 de dezembro de 1968, o famigerado Ato Institucional nº 5, que suspendia as garantias constitucionais e dava ao chefe da Nação o poder de governar sob o império do arbítrio.

No dia seguinte à diplomação, os novos economistas homenagearam Juscelino com um lauto banquete no Clube Jaguarema, que contou com a presença do governador do Maranhão, José Sarney, que, no seu discurso, não economizou palavras de elogios ao ex-presidente da República e ao seu governo, por ele considerado o mais democrático e operoso do País.

A repercussão dessa solenidade ecoou em Brasília e nos meios militares obteve estrondosa reação. Resultado: no dia seguinte, JK embarcava de volta ao Rio de Janeiro, sob a mira de forças policiais, e Sarney começava a viver um tremendo um inferno astral, alvo de intimidações de parte da linha dura do governo militar, que já não o via com bons olhos, pelo fato de contar com auxiliares, considerados esquerdistas.

Essas represálias foram num crescendo tão grande, que chegaram ao ponto de o governador ser ameaçado de perder o mandato. As notícias que diariamente chegavam ao Palácio dos Leões davam conta de que um ato do regime revolucionário, com base no AI-5, seria implacavelmente assestado contra Sarney para deixá-lo vulnerável e sem defesa.

Nesse clima de terror, Sarney, depois de ouvir amigos e políticos que o cercavam com o sentimento da solidariedade, decidiu lançar um manifesto ao povo maranhense, para mostrar o drama a ele submetido.

No dia 17 de dezembro de 1968, os jornais de São Luís rompiam a censura imposta aos órgãos de comunicação, levando ao conhecimento da opinião pública o pensamento do governador sobre o quadro de incertezas que atravessava o País e a situação periclitante em que se encontrava como detentor de um mandato que recebera livremente do eleitorado do Maranhão.

Cinquenta anos depois daquele momento crítico, o manifesto de Sarney, na sua íntegra, volta a ser publicado por iniciativa deste colunista: “O Brasil vive uma hora difícil de sua história contemporânea”. “Como governador do Maranhão, no exercício deste encargo, coloquei a minha função no campo do idealismo mais alto, procurando dar a essa missão o máximo do meu sacrifício, afirmando a presença do nosso Estado no País, através de uma administração honesta, dinâmica, marcada de obras públicas e na afirmação de atitudes que me fizeram político”.

“Fui eleito pelo povo, meu mandato trouxe a marca da luta e só foi possível graças à moralização eleitoral, às garantias surgidas, e à liquidação da oligarquia política, obra, como tantas vezes afirmei, da Revolução que eu apoiei e por ela fui apoiado.”

“Isto, contudo, nunca me obrigou a pagar com a minha consciência, a não externar pontos de vista, tomar ou deixar de tomar atitudes que eu achava compatíveis com a minha vida pública.”

“Meu mandato é um mandato livre, que me foi outorgado pela vontade popular e até hoje tenho procurado exercê-lo com absoluta independência, e no dia em que não puder fazê-lo não poderei mais prestar nenhum serviço ao Estado do Maranhão.” “Nessa hora, o meu caminho é o caminho da minha casa, de cabeça erguida, respeitado e sendo digno do nome do povo desta terra”.

“Não posso parecer nunca subalterno, omisso ou açodado”. “Tenho a noção exata da grandeza do cargo que ocupo e das minhas responsabilidades com o passado, com o presente e o futuro do Maranhão”.

“Compreendo perfeitamente, homem de governo, as dificuldades enfrentadas pelo Presidente da República, marechal Costa e Silva, tendo de romper a ordem jurídica, marchando para o estabelecimento de medidas de exceção que ferem os postulados democráticos”. “Não posso dizer que estas medidas tenham sido do agrado do primeiro mandatário da nação ou das Forças Armadas do Brasil, pois conheço o seu patriotismo e creio nos seus altos propósitos e pensamentos objetivos”.

“O seu gesto não busca o poder pessoal nem o poder político, mas conjurar uma situação difícil e transitória”. “Espero que essa fase possa servir para apressar a retomada da normalidade democrática”. “E para essa tarefa, reafirmo a confiança e a solidariedade do Maranhão que nunca faltaram para a manutenção da ordem e do progresso do Brasil”.

“Minha atitude nada tem de pessoal e nem de preservação do meu mandato”. “O exercício do cargo de Governador, para mim, tenho de repetir, é cada vez mais um grande sacrifício”. “Minha consciência, livremente, me impõe a continuidade do trabalho e do bem estar do povo maranhense”.

“Concito todos os maranhenses, neste instante, a permanecerem unidos, sem divergências, nem ressentimentos, com um só objetivo: a da tranquilidade do futuro do Maranhão e do bem estar do seu povo”.

Segundo alguns observadores, esse manifesto decididamente contribuiu para livrar Sarney da decapitação.

O ÚLTIMO MILLESISTA

O senador Clodomir Millett, enquanto líder político e atuante militante das oposições ao vitorinismo, sempre teve ao seu redor grande número de amigos e correligionários.

De 1950, quando ingressou no Partido Social Progressista e o comandou, até 1974, ao exercer o seu último mandato político, de senador da República, Millet marcou sua trajetória na vida partidária do Maranhão pela coerência e lealdade.

Um dos maiores amigos de Clodomir Millet, Simeão Rios, faleceu na semana passada. Este, ao longo de sua atividade política, pertenceu aos quadros do PSP e da Arena, através dos quais se elegeu prefeito de Coroatá, na década de 1960, e deputado à Assembleia Legislativa, nos anos 1970.

ANIVERSÁRIO DE MAURO

Nos últimos anos, o engenheiro Mauro Fecury tomou gosto pela comemoração de seu aniversário no Rio de Janeiro, no confortável apartamento de sua propriedade, localizado na avenida mais movimentada do Leblon.

Festeiro como o é, Mauro, além dos familiares, convida amigos de São Luís e do Rio de Janeiro, para festejarem com ele a mudança de idade, que ocorre, hoje, 13 de janeiro.

Como fraterno amigo de Mauro, estou na Cidade Maravilhosa, para participar, com outros colegas de geração, de tão marcante vida, marcada para a realização do bem, ele, o construtor da maior e melhor instituição de ensino superior, de natureza privada, no Maranhão.

PRESIDENTES DA ASSEMBLEIA

O deputado Humberto Coutinho não foi o primeiro a falecer no exercício do cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Antes dele, outro parlamentar, também, em plena atividade de presidente do Poder Legislativo do Estado do Maranhão, não resistiu ao peso da morte: Nagib Haickel.

Enquanto Humberto faleceu em Caxias, em decorrência de uma doença cancerígena, Nagib morreu em Coroatá, em 7 de setembro de 1993, vítima de fulminante infarto do miocárdio.

A MORTE DE CONY

Eu devotava a Carlos Heitor Cony, falecido recentemente no Rio de Janeiro, a maior admiração pela sua elevada categoria de jornalista e ficcionista.

Como quase todo brasileiro, dei conta da presença de Cony na cena literária do País nos idos de 1964, quando escrevia no Correio da Manhã e teve a coragem de ser o primeiro jornalista a enfrentar, com a fúria de sua pena brilhante, o regime militar.

Aquelas crônicas, reunidas no livro “O ato e fato”, deram a Cony o reconhecimento nacional e fizeram com que eu passasse a ter na minha biblioteca tudo que ele publicava.

De sua imensa e rica produção literária, destaco o livro “Quase Memória”, que já li diversas vezes, escrito em homenagem ao pai, falecido em 1985, mas que permaneceu vivo no espírito e na lembrança de Cony.

ABSURDO DOS ABSURDOS

Nada mais absurda e falaciosa a afirmação de que o povo de São Luís não gosta e tem aversão à figura pessoal e política de José Sarney.

Sou testemunha ocular e auditiva dessa inominável e grosseira inverdade, inventada pelos seus adversários e inimigos políticos.

Nos últimos tempos, tenho acompanhado Sarney em suas andanças e visitas públicas e particulares, e vejo exatamente o contrário do propalado pelos invejosos e frustrados.

No domingo passado, por exemplo, ele marcou presença no clube em que o ex-deputado Manoel Ribeiro festejava o seu aniversário. Sarney não sentou um minuto. Passou o tempo cumprimentado e posando para fotos com o mundo de gente que ali compareceu.

 

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AS EFEMÉRIDES MARANHENSES DE 2018

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Respaldado no precioso livro “Efemérides Maranhenses”, da autoria do saudoso professor Mário Meireles, eis os principais eventos e acontecimentos, ocorridos em nosso Estado, em anos pretéritos, que, merecem, pela sua significação histórica e cultural, ser lembrados e até comemorados.

14 de outubro de 1818 – Há 200 anos, nasce em Brejo, Cândido Mendes de Almeida, bacharel em Direito, jornalista, historiador, geógrafo, professor e parlamentar. Pertenceu à Sociedade de Geografia do Brasil e ao Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.

20 de outubro de 1818 – Há 200 anos, o desembargador Manuel Sarmento funda a vila de Itapecuru-Mirim, criada por José Gonçalves da Silva, de conformidade com a Provisão Régia de 27 de novembro de 1817.

14 de agosto de 1828 – Há 190 anos, circula em São Luís o primeiro número de O Despertador Constitucional, de Odorico Mendes.

02 de janeiro de 1838 – Há 180 anos, em substituição ao Eco do Norte, circula em São Luís, a Crônica Maranhense, de João Lisboa.

17 de abril de 1838 – Há 180 anos, inauguração do Seminário de Santo Antônio, no vicariato de Dom Marcos Antônio de Sousa.

24 de julho de 1838 – Há 180 anos, a Lei Provincial nº 77, cria em São Luís o Liceu Maranhense, instalado no Convento do Carmo, sob a direção de Sotero dos Reis.

13 de dezembro de 1838 – Há 180 anos, com o assalto do vaqueiro Raimundo Gomes e seus companheiros à cadeia da Vila da Manga do Iguará, para libertar um irmão preso injustamente, tem início a Guerra da Balaiada.

15 de março de 1858 – Há 160 anos instala-se em São Luís o Banco do Maranhão, incorporado pelo negociante Joaquim Marques Rodrigues.

21 de junho de 1868 – Há 150 anos, nasce em São Luís, José Pereira da Graça Aranha, escritor, jornalista, magistrado e diplomata e um dos fundadores do Modernismo no Brasil. Membro da Academia Brasileira de Letras.

28 de março de 1878- Há 140 anos instala-se a Associação Comercial do Maranhão, sucessora da velha Comissão da Praça, sob a presidência de José Moreira de Sousa.

12 de novembro de 1888 – Há 130 anos, circula na cidade de Barra do Corda,  o  jornal O Norte, por iniciativa de Isaac Martins e Dunshee de Abranches.

10 de agosto de 1908 – É fundada em São Luís, há 110 anos, a Academia Maranhense de Letras, iniciativa dos intelectuais Antônio Lobo e Fran Pacheco. Teve como primeiro presidente o escritor José Ribeiro do Amaral.

11 de janeiro de 1918 – Há 100 anos é criada, em São Luís, a Liga Maranhense de Esportes, que deu origem à atual Federação Maranhense de Desportos.

28 de abril de 1918 – Há 100 anos os escritores Domingos Perdigão, Fran Pacheco, Alfredo de Assis, José de Almeida Nunes e Antônio Lopes criam a Faculdade de Direito de São Luís.

29 de setembro de 1918 – Há 100 anos, inaugura-se em São Luís, na gestão do prefeito Clodomir Cardoso, o serviço de energia elétrica.

20 de novembro de 1938 – Há 80 anos, a Companhia Telefônica, em São Luís, inaugura os primeiros telefones automáticos.

04 de março de 1948 – Há 70 anos, em São Luís, o governador Archer da Silva inaugura o Palácio da Justiça, à Avenida Pedro II, com a presença do presidente da República, Eurico Gaspar Dutra.

19 de junho de 1948 – Há 70 anos, por iniciativa da Congregação das Irmãs Missionárias Capuchinhas, instala-se a Faculdade de Enfermagem São Francisco de Assis, depois incorporada à Universidade Federal do Maranhão.

10 de setembro de 1948 – Há 70 anos, instala-se solenemente no Teatro Artur Azevedo, a Sociedade de Cultura Artística do Maranhão, fundada e presidida pela professora Lilah Lisboa de Araújo.

11 de agosto de 1958 – Há 60 anos é criada pela Escola Técnica de Comércio do Maranhão, a Faculdade de Ciências Econômicas do Maranhão, incorporada posteriormente à Universidade Federal do Maranhão.

20 de novembro de 1968 – Há 50 anos, o governador José Sarney sanciona a lei que cria o Museu Histórico e Artístico do Maranhão.

CONTRASTE

Cena primeira: em setembro do ano passado, a Polícia Federal prende em Salvador o ex-ministro Gedel Vieira, por encontrar num apartamento 51 milhões de reais, dinheiro vivo depositado em caixas e malas, nas quais a PF detectou as impressões digitais do político baiano. Toda aquela dinheirama era produto de ações criminosas praticadas por Gedel quando exerceu o cargo de vice-presidente da Caixa Econômica Federal.

Cena segunda: no final de dezembro de 2017, em São Luís do Maranhão, a Polícia Civil do Maranhão prende o morador de rua, Jânio Lima Macedo, conduzindo diversas sacolas. Numa delas, os policiais descobriram uma quantidade de cédulas de R$ 100 separadas por blocos, num total de 40 mil reais.

Em matéria de valores, não se pode comparar a grana de Gedel com a de Jânio. Mas no tocante à origem do dinheiro, o baiano e o maranhense não sabem explicar como conseguiram amealhá-lo.

CARTA DO CORONEL

O oficial do Exército, ora na reserva, Márcio Viana Pereira, é conhecido pelas posições que toma em relação a determinados assuntos da vida nacional.

São posições firmes, determinadas e inflexíveis, que ele não tergiversa, não esconde e faz questão de torná-las públicas, quando considera inerentes ao seu sentimento de cidadão e de fidelidade ao país que serviu como militar íntegro.

Neste final de ano, o coronel Márcio preparou e endereçou uma carta duríssima, vigorosa e atrevida ao presidente da República, Michel Temer, ao qual manifestou o seu descontentamento pela maneira como o Brasil vem sendo conduzido e administrado, bem como os péssimos exemplos e as lamentáveis ações praticadas pelos homens públicos, sobretudo no campo da corrupção.

LUISA CHEGOU

Os familiares de Luísa Mesquita Buzar esperavam que chegasse como o programado pelo médico, Palmério Pacheco, ou seja, no dia 2 de janeiro de 2018.

Mas ela precipitou os acontecimentos e resolveu nascer na madrugada de 31 de dezembro passado.

Chegou como a gente desejava: cheia de saúde, linda, faceira e parecida com o pai, Rodrigo.

A mãe, Melissa teve um parto tranquilo, razão pela qual passou pouco tempo na Maternidade.

Eu e Solange, que contávamos dias, horas, minutos e segundos à espera da neta, estamos felizes e em estado de graça com a sua alvissareira presença em nosso meio.

REVEILLON DOS FECURY

Não acredito que possa ter havido festa de réveillon mais animada e sem defeito da realizada pela família Fecury, na casa do primogênito Marco Antônio e da esposa Danielle.

Mais de trezentos convidados marcaram presença no evento em que se comemorava a passagem do ano e a inauguração da residência do casal anfitrião.

Aos convidados, gente de todas as idades, Ana Lúcia e Mauro Fecury se desdobraram em fidalguia e gentileza e proporcionaram momentos de felicidade e de alegria.

Contribuíram, também, para o sucesso de tão agradável noitada, o conjunto musical de Marcelo Rebelo, que inspirado no maravilhoso cenário da Praia da Ponta D’Areia, animou a festa com um repertório selecionado, e o farto e saboroso buffet preparado por Cláudia Vaz.

SALGADO MARANHÃO

Quem esteve em São Luís, para cumprir uma agenda de compromissos intelectuais, foi o poeta caxiense, Salgado Maranhão.

Além da proveitosa conversa com o escritor José Sarney, compareceu à sede da Academia Maranhense de Letras, para se inscrever como candidato à cadeira 18, cujo último ocupante foi o poeta Manoel Lopes.

Também marcou presença na missa do sétimo dia, celebrada na igreja de São João, em sufrágio da alma do escritor e jornalista José Louzeiro.

ANO CORRIDO

Este ano de 2018, passará mais rápido do que se imagina.

Eventos para isso não faltarão: janeiro, julgamento de Lula; fevereiro, carnaval; abril, semana santa;  junho, festas juninas; julho, jogos da Copa do Mundo; agosto, início da campanha eleitoral; setembro, aniversário de São Luís; outubro, primeiro turno das eleições; novembro, segundo turno das eleições; dezembro, festas natalinas.

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UM AVÔ OCTOGENÁRIO

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Deus, além de me conceder a ventura de chegar a 2018  desfrutando de excelentes condições de vida e de invejável saúde, me dará a oportunidade ímpar de comemorar este ano três importantes eventos.

O primeiro ocorrerá a 17 de fevereiro vindouro, quando completarei oitenta anos de existência, trajetória de vida que começou em 1938, em Itapecuru-Mirim, sendo o primeiro de uma prole de oito filhos.

Vim ao mundo numa época difícil e conturbada, pois a humanidade sofria com a deflagração da II Guerra Mundial. Na minha cidade, não havia médicos e nem hospital, mas contava com uma competente parteira, Agostinha, que conduziu o trabalho do meu nascimento sem nenhuma anormalidade.

Tive a minha vida dividida entre Itapecuru, São Luís e Rio de Janeiro. Em Itapecuru, passei a infância e fiz o curso primário no então Grupo Escolar Gomes de Sousa; em São Luís, desfrutei da adolescência como estudante do Colégio dos Irmãos Maristas e no Liceu Maranhense; no Rio de Janeiro, iniciei a minha atividade universitária, concluída em São Luís, na Faculdade de Direito, bem como a militância política, que me levou à Assembleia Legislativa, em plena mocidade, e depois ao jornalismo.

Envaideço-me de chegar à fase octogenária, sem os problemas específicos e inerentes à longevidade a que devo a três fatores: 1) o bem-sucedido casamento com Solange, com a qual vivo em harmonia e felicidade há 50 anos; 2) o convívio com a mocidade ao longo de 30 anos, na condição de professor universitário; 3) e a falta de tempo para pensar na velhice.

O segundo evento diz respeito à minha militância na imprensa maranhense, começada a 13 de março de 1968, portanto, há cinquenta anos, a convite do poeta e amigo Bandeira Tribuzi, para inaugurar uma coluna no antigo Jornal do Dia, assinada com o pseudônimo de J. Amparo.

Era uma coluna repleta de assuntos de variados, mas, no correr do tempo, mudou de rumo e assumiu o caráter político, levando-me a dispensar o pseudônimo e assinar o meu próprio nome. Por mais de dez anos, Roda Viva, assim intitulada, virou mania na cidade.

Depois do Jornal do Dia, passei boa temporada em O Imparcial, de onde migrei para O Jornal, o primeiro veiculo de comunicação impresso no Maranhão em policromia, no qual o seu fundador, jornalista Cordeiro Filho, incumbiu-me de escrever uma página só de assuntos políticos.  Após essa peregrinação pelos principais jornais de São Luís, cheguei ao Estado do Maranhão, a principio como colaborador, quase sempre anônimo, condição que perdi ao assumir a coluna Roda Viva, editada nos finais de semana.

O terceiro evento não se refere ao passado, mas ao futuro, pois acontecerá nos primeiros dias de janeiro de 2018: o nascimento da neta, LUÍSA, que o meu abençoado filho Rodrigo e a minha querida nora, Melissa, vão a dar a mim e a Solange.

Que a minha neta chegue sob o signo da felicidade e da esperança de ver este país livre dos sobressaltos do presente e pronto para dar um salto radioso e iluminado na direção do futuro.

Peço a Deus que prolongue um pouco mais a minha existência, a fim de eu poder acompanhar os passos de Luísa nessa longa estrada da vida, a ser percorrida por ela com firmeza, sabedoria e determinação, tendo como bons exemplos os legados pelos seus pais e avós.

AS CERTEZAS DE 2018

Por causa das eleições, que vão acontecer no Brasil, 2018 está sendo considerado pelos profetas do apocalipse como “O ano das incertezas”.

Sem entrar no mérito da questão, tenho a impressão de que, no Maranhão, as certezas, ainda que óbvias, como as abaixo discriminadas, se imporão e deixarão as incertezas para trás. Leiam e vejam se concordam ou discordam.

– Os hospitais continuarão insuficientes para atender à demanda das pessoas necessitadas de atendimento médico.

– Os colégios, também, não serão capazes de absorver a grande quantidade de crianças em idade escolar, e os professores, por sua vez, à falta de treinamento e de conhecimento, contribuirão sobremodo para caotizar o ensino.

– Crimes e criminosos devem crescer em proporção geométrica e as unidades carcerárias em proporção aritmética.

– Inobstante as intervenções da Prefeitura, o trânsito só fluirá com tranquilidade quando os motoqueiros deixarem de infringir as regras do tráfego.

– O setor da construção civil deve manter sua maior participação no PIB maranhense, construindo imóveis de luxo na Península da Ponta D’Arei, o setor mais valorizado da cidade do ponto de vista imobiliário. A despeito disso, algumas construtoras poderão abandonar o mercado por causa da inadimplência.

– Os casamentos entre homossexuais aumentarão sensivelmente.

– As eleições majoritárias para o Governo do Estado só serão definidas no segundo turno.

– Na luta pela conquista dos fiéis, os evangélicos se mostrarão mais audaciosos do que os católicos.

– Por causa do desgaste político, haverá grande renovação na representação do Maranhão na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

MULHER MARANHENSE

Uma jovem maranhense, de 24 anos, nascida na cidade de João Lisboa, que trabalha e mora em São Paulo, domina a mídia paulistana, neste final de ano.

Registrada com o nome de Elyanara Almeida Feitosa Bonfim, conhecida como Nara Almeida, passou a ser alvo de popularidade por conta da internet. Mais de 40 mil seguidores acompanham a sua rotina diária de vida ao anunciar a luta que trava contra um câncer maligno no estômago com metástase no peritônio e no pâncreas, tumor raríssimo em mulheres com menos de 25 anos.

A destemida batalha para viver e livrar-se da insidiosa doença, chamaram as atenções de gente famosa, como as celebridades Adriane Galisteu, Antônia Fontenelle, Marco Antônio de Biaggi e Tatá Werneck, que se solidarizaram com o caso da jovem maranhense e estão a ajudá-la.

SETENTA ANOS

Caberá ao ex-deputado Manoel Ribeiro, depois do reveillon, a prerrogativa de abrir a temporada das festas comemorativas e programadas para São Luís em 2018.

O evento, que acontecerá no Iate Clube, será em homenagem aos seus setenta de bem vividos anos, que completa no dia sete de janeiro.

Manoel pretende festejar não apenas a sua mudança de idade, mas, também, o relançamento de sua candidatura a deputado estadual, cargo que pretende exercer para ajudar Roseana a fazer um bom governo no Maranhão.

O ex-presidente José Sarney confirmou presença no evento festivo, tanto que só retorna a Brasília no dia 10 de janeiro.

ROMÁRIO E JOÃO ALBERTO

A vida política e o mandato do senador Romário dependem do senador João Alberto.

Após o recesso parlamentar deve chegar às mãos do parlamentar maranhense um importante documento, para servir de base à decisão do Conselho de Ética do Senado: o parecer da Advocacia do Senado sobre o pedido de cassação do mandato de Romário, feito pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Mesmo que o parecer seja pela extinção do mandato do ex-jogador, dificilmente o Conselho de Ética, presidido por João Alberto, o aprovará.

DOMICÍLIO ELEITORAL DE SARNEY

Depois de vários anos votando no Amapá, para onde transferiu o domicílio eleitoral e se candidatar ao Senado da República, o político José Sarney retorna às origens.

Nas eleições de 2018, em que Roseana e Sarney Filho disputarão os cargos majoritários de governador e de senador, o ex-presidente da República, estará devidamente habilitado a votar em São Luís.

Sarney desistiu, mesmo diante de milhares de apelos, de sua candidatura a senador pelo Amapá, estado que lhe deu três mandatos no Senado da República.

CAMPEÃS DE VENDAS

O comércio instalado no centro da cidade, mesmo enfrentando a vigorosa concorrência dos shoppings,  ainda não perdeu a sua vitalidade.

Dentre as lojas instaladas na Rua Grande e adjacências, duas foram imbatíveis em matéria de vendas, neste final de ano.

Na Rua Osvaldo Cruz, a Casa Freitas; na Rua de Santana, a loja Cantinho Doce.

Noventa por cento do faturamento de ambas veio de produtos importados da China.

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