DECLARAÇÃO PÚBLICA DE FELICIDADE

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Como me considero um homem muito feliz na união matrimonial, afirmo publicamente em alto e bom som que o dia 18 de novembro de 1967 é o marco temporal mais importante da minha vida.
Foi nessa data que eu, de livre e espontânea vontade, compareci à Igreja de São João, na Rua da Paz, para, em cerimônia ministrada por monsenhor Ladislau Papp, juntar-me definitivamente a uma jovem de 20 anos, batizada com o nome de Solange Nascimento Silva, que estudava para ser professora na antiga Escola Normal.
Conheci Solange, então menina moça e mais menina que mulher, acidentalmente, em 1963. Eu dirigia um jipe, o meu primeiro carro e comprado com os subsídios parlamentares, provenientes do exercício do mandato de deputado à Assembleia Lesgilativa. Trafegava pela Rua de Santana num final de tarde, devidamente vestido como mandava o ritual parlamentar, ou seja, de paletó e gravata, quando vi pela primeira vez aquela que seria anos depois a minha companheira inseparável e leal. Não estava de uniforme escolar, mas conversava com uma colega que morava, como ela, na Rua de Santana.
Sua beleza, meiguice e morenice logo chamaram a minha atenção. Sem pestanejar, em vez de seguir para a Rua da Misericórdia, onde eu morava, retornei à Rua de Santana várias vezes na tentativa de fazer com que ela me visse. Sempre que chegava perto de onde se encontrava, reduzia a marcha do jipe, buzinava e ainda colocava a cabeça fora do veículo para perceber que estava a mirá-la.
Depois de muito trafegar pela Rua de Santana, tive a sensação de que a estratégia, afinal, dera certo. Do resultado dessas numerosas investidas, notei que ela, ao avistar o meu carro, projetou o corpo na ânsia de saber ou identificar o insistente cara que consumia tanto pneu e gasolina para olhá-la. Ao ver-me não se conteve, esboçou um encantador sorriso e ainda deixou no ar um sinal alentador de uma aproximação ou de uma conversa.
Passei a noite pensando nela e como fazer para abordá-la. Descobri então que estudava à tarde na Escola Normal. Passei a segui-la diariamente. Até que um belo dia a convidei para entrar no jipe e levá-la até a porta do colégio. Nesses curtos, mas benditos encontros, passamos a nos conhecer melhor e a namorar.
Estabelecido o namoro, que rapidamente transformou-se num intenso e febril amor, restava ultrapassar um terrível obstáculo. De como vê-la às noites, cumprindo o ritual dos anos 60 de namorar na porta da casa da namorada. Logo soube que o pai, o então vereador Mário Silva, rigoroso ao extremo, não daria permissão à filha, sobretudo porque era eu deputado estadual, portanto, homem já feito e mais idoso do que a filha.
Como não desejava namorar Solange às escondidas ou em fugazes encontros antes das aulas vespertinas, resolvi procurar Mário Silva. Numa reunião política no Cassino Maranhense o encontrei e disse-lhe que namorava a filha e que passaria a freqüentar a porta da sua casa. Ele pediu tempo, pois queria conversar sobre o assunto com a esposa, Ruth, no suposto de Solange ser ainda adolescente.
Não tomei conhecimento nem do tempo nem da conversa com a esposa. Nessa mesma noite, lá estava eu na porta de sua casa em pleno namoro, que depois virou noivado, com duração de cinco anos, período em que conquistei o coração de Solange e a estima de toda a sua família, pela maneira como me relacionava com ela.
Já nos conhecendo bem e sabendo que seríamos mais felizes se nos uníssemos pelo sacramento do casamento, começamos as tratativas para materializá-lo. O grande problema era a minha situação profissional, pois o meu mandato de deputado havia sido cassado e estava desempregado. Foi aí que surge a possibilidade de participar de um curso na Cepal, em Fortaleza, que Joaquim Itapary indicou-me para fazer, após o que fui contratado pela Sudema – a Superintendência de Desenvolvimento Estadual do Maranhão, criada pelo governador José Sarney.
Com esses recursos e ajudado pelo meu pai, consegui montar casa e finalmente casar com a mulher dos meus sonhos, ela que me fez acreditar em mim, ajudou-me a superar alguns problemas pessoais, deu-me alegria, amor, felicidade e força quando esta queria faltar.
Para completar a nossa felicidade, só faltava um componente: um filho. E este chegou a dezembro de 1975 – Rodrigo, após Solange passar por complicadas cirurgias, todas feitas com o objetivo de tê-lo ao nosso lado.
Ao completar 45 anos de completa harmonia e felicidade conjugal com Solange, só desejo uma coisa: na outra encarnação nascer casado com ela.

Como me considero um homem muito feliz na união matrimonial, afirmo publicamente em alto e bom som que o dia 18 de novembro de 1967 é o marco temporal mais importante da minha vida.
Foi nessa data que eu, de livre e espontânea vontade, compareci à Igreja de São João, na Rua da Paz, para, em cerimônia ministrada por monsenhor Ladislau Papp, juntar-me definitivamente a uma jovem de 20 anos, batizada com o nome de Solange Nascimento Silva, que estudava para ser professora na antiga Escola Normal.
Conheci Solange, então menina moça e mais menina que mulher, acidentalmente, em 1963. Eu dirigia um jipe, o meu primeiro carro e comprado com os subsídios parlamentares, provenientes do exercício do mandato de deputado à Assembleia Lesgilativa. Trafegava pela Rua de Santana num final de tarde, devidamente vestido como mandava o ritual parlamentar, ou seja, de paletó e gravata, quando vi pela primeira vez aquela que seria anos depois a minha companheira inseparável e leal. Não estava de uniforme escolar, mas conversava com uma colega que morava, como ela, na Rua de Santana.
Sua beleza, meiguice e morenice logo chamaram a minha atenção. Sem pestanejar, em vez de seguir para a Rua da Misericórdia, onde eu morava, retornei à Rua de Santana várias vezes na tentativa de fazer com que ela me visse. Sempre que chegava perto de onde se encontrava, reduzia a marcha do jipe, buzinava e ainda colocava a cabeça fora do veículo para perceber que estava a mirá-la.
Depois de muito trafegar pela Rua de Santana, tive a sensação de que a estratégia, afinal, dera certo. Do resultado dessas numerosas investidas, notei que ela, ao avistar o meu carro, projetou o corpo na ânsia de saber ou identificar o insistente cara que consumia tanto pneu e gasolina para olhá-la. Ao ver-me não se conteve, esboçou um encantador sorriso e ainda deixou no ar um sinal alentador de uma aproximação ou de uma conversa.
Passei a noite pensando nela e como fazer para abordá-la. Descobri então que estudava à tarde na Escola Normal. Passei a segui-la diariamente. Até que um belo dia a convidei para entrar no jipe e levá-la até a porta do colégio. Nesses curtos, mas benditos encontros, passamos a nos conhecer melhor e a namorar.
Estabelecido o namoro, que rapidamente transformou-se num intenso e febril amor, restava ultrapassar um terrível obstáculo. De como vê-la às noites, cumprindo o ritual dos anos 60 de namorar na porta da casa da namorada. Logo soube que o pai, o então vereador Mário Silva, rigoroso ao extremo, não daria permissão à filha, sobretudo porque era eu deputado estadual, portanto, homem já feito e mais idoso do que a filha.
Como não desejava namorar Solange às escondidas ou em fugazes encontros antes das aulas vespertinas, resolvi procurar Mário Silva. Numa reunião política no Cassino Maranhense o encontrei e disse-lhe que namorava a filha e que passaria a freqüentar a porta da sua casa. Ele pediu tempo, pois queria conversar sobre o assunto com a esposa, Ruth, no suposto de Solange ser ainda adolescente.
Não tomei conhecimento nem do tempo nem da conversa com a esposa. Nessa mesma noite, lá estava eu na porta de sua casa em pleno namoro, que depois virou noivado, com duração de cinco anos, período em que conquistei o coração de Solange e a estima de toda a sua família, pela maneira como me relacionava com ela.
Já nos conhecendo bem e sabendo que seríamos mais felizes se nos uníssemos pelo sacramento do casamento, começamos as tratativas para materializá-lo. O grande problema era a minha situação profissional, pois o meu mandato de deputado havia sido cassado e estava desempregado. Foi aí que surge a possibilidade de participar de um curso na Cepal, em Fortaleza, que Joaquim Itapary indicou-me para fazer, após o que fui contratado pela Sudema – a Superintendência de Desenvolvimento Estadual do Maranhão, criada pelo governador José Sarney.
Com esses recursos e ajudado pelo meu pai, consegui montar casa e finalmente casar com a mulher dos meus sonhos, ela que me fez acreditar em mim, ajudou-me a superar alguns problemas pessoais, deu-me alegria, amor, felicidade e força quando esta queria faltar.
Para completar a nossa felicidade, só faltava um componente: um filho. E este chegou a dezembro de 1975 – Rodrigo, após Solange passar por complicadas cirurgias, todas feitas com o objetivo de tê-lo ao nosso lado.
Ao completar 45 anos de completa harmonia e felicidade conjugal com Solange, só desejo uma coisa: na outra encarnação nascer casado com ela.

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