O RANKING DOS ESTADOS

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A revista Veja, da semana passada, publicou matéria interessante, mostrando o novo ranking dos estados mais competitivos do Brasil, que permite avaliar o potencial de crescimento das unidades federativas e o desempenho dos gestores públicos.

O trabalho, elaborado por técnicos competentes, sustenta-se em indicadores das áreas de Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação e Solidez Fiscal, por meio dos quais foram apontados os estados brasileiros que oferecem melhores condições para fazer negócios e gestores públicos confiáveis e capazes.

Na avaliação dos 27 estados, o Maranhão não está no topo e nem na rabada do ranking. Ao lado do Ceará, ocupa o 18º lugar. Para quem sempre esteve atrás do Ceará, o fato de o Maranhão igualar-se em pontuação ao estado alencarino, induz que avançamos em áreas que até pouco tempo o desempenho maranhense era bem acanhado.

Nas áreas de Infraestrutura (energia, rodovias e telecomunicações), Segurança Pública (homicídios, roubos e mortes no trânsito) e Solidez Fiscal (endividamento público e investimento), o Maranhão não está entre os cinco estados melhores e nem entre os cinco piores.

O que nos faz corar de vergonha é a avaliação das áreas de Sustentabilidade Social (saúde, desigualdade e saneamento) e Educação (desempenho e taxa de abandono). Pasmem, ocupamos o quinto pior lugar na área de Sustentabilidade Social e o primeiro lugar na área de Educação.

Pelos resultados apontados, a competitividade ainda se concentra nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas agradáveis surpresas foram detectadas nas regiões Norte e Nordeste.

Por exemplo, na área de Infraestrutura, a Paraíba, o Ceará e o Maranhão, apresentaram bom desempenho quanto à cobertura da rede elétrica e a qualidade do serviço, a ponto de suplantarem os estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

No estudo comparativo dos estados brasileiros mais competitivos,  verificaram-se notáveis performances dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraíba e Maranhão.

Os três estados, nos últimos anos, foram os que mais cresceram do ponto de vista econômico no país, fato que não pode ser ignorado pelos que vivem a divulgar notícias infundadas sobre a situação do Maranhão, apontado como terra arrasada, dentre os quais o governador Flávio Dino que terá de mudar o seu pessimista discurso.

CIDADES DAQUI E DE LÁ

A minha recente viagem ao Rio Grande do Sul, especialmente à Serra Gaúcha, onde ficam as cidades de Gramado, Canela, Caxias, Bento Gonçalves, Garibaldi, Nova Petrópolis e Igrejinha, deixou-me estupefato diante do progresso daquelas urbes e do tratamento que recebem dos gestores municipais, empenhados em transformá-las em atrações turísticas.

Ao vê-las, todas vistosas, floridas, limpas, organizadas e ornamentadas, pensei imediatamente nas cidades maranhenses e fazer um cotejo entre estas e aquelas.

Se nas cidades gaúchas, é ostensivo o cuidado com o ordenamento urbanístico, a limpeza e a ornamentação, à base de plantas silvestres, nas maranhenses, o desprezo é visível às ruas e praças, sempre sujas, sem arborização e com buracos em profusão.

Se andar e passear naquelas urbes dá prazer e satisfação, o mesmo não se pode dizer de nossas cidades, literalmente inviáveis para o passeio público, pois são menosprezadas pelos administradores, que, insensíveis e despreparados, as tratam como se fossem cloacas.

TRATAMENTO PESSOAL

Fiz um grande esforço para encontrar um ponto referencial para ligar o Maranhão ao Rio Grande do Sul. Depois de muita procura, afinal, surgiu uma luz no fundo do túnel.

Diz respeito à maneira como tratamos as pessoas que nos cercam. Tanto aqui como lá, o cerimonioso você é abandonado e substituído pelo coloquial pronome tu.

Num país da dimensão continental do Brasil, só o Maranhão e o Rio Grande do Sul, localizados em longitudinais extremos, colonizados por povos diferentes, eles, por alemães e italianos, nós, por portugueses, se dão ao luxo de usar um tratamento diferenciado, em que o tu destruiu gramaticalmente o você.

EMPREENDEDOR E PREDADOR

Como sempre faz, o Sebrae  premiará os prefeitos do Maranhão que com projetos contribuíram para o desenvolvimento sócio-econômico do municipalismo.

Os selecionados receberão o Prêmio Empreendedor.

Como no Maranhão, os prefeitos são mais destruidores do que empreendedores, seria melhor que recebessem o Prêmio Predador, pelo modo como sabem destruir o patrimônio público.

LIVRO DE CAUSOS

Nos dias passados em São Luis, o ex-presidente José Sarney deu uma boa avançada no livro que prepara para lançar este ano.

São casos e causos vividos ou presenciados ao longo de sua trajetória política, ocorridos no Maranhão, Rio de Janeiro e Brasília.

O livro deverá contar com mais de 800 páginas, nas quais vão desfilar figuras públicas dos mais diferentes calibres e protagonistas de episódios jocosos.

ARTE E VIDA

Quem diz que a arte não imita a vida ou vice-versa, não sabe o que diz.

A novela “A regra do jogo”, produzida e veiculada pela TV Globo, tem algo a ver com a denúncia do ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, Luis Antônio Pedrosa.

Na novela e na denúncia do advogado, tudo gira em função de ações realizadas em proveito de facções criminosas reais e fictícias.

SUPERINTENDENTE DO DENIT

Com a posse de Maurício Itapary na superintendência regional do DNIT, virou cinzas a celeuma em torno da sua indicação para o cargo que já assumiu.

A celeuma gerou-se sob o falso argumento de que cargo daquele porte só poderia ser exercido por pessoa identificada com a engenharia rodoviária. Pura balela.

Todo cargo público é considerado de confiança e cabe à autoridade competente nomear quem apresenta credenciais para dirigi-lo, como o jovem Maurício, dotado de suficiente capacidade para ocupá-lo.

Não é a primeira vez que tal fato ocorre no Maranhão. Quando o engenheiro Leônidas Caldas foi nomeado para comandar a Fundação SESP, celeuma idêntica foi levantada pelos servidores do órgão, mas morreu no nascedouro por falta de sustentação legal e política.

 

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