VIDA E MORTE NA POLÍTICA

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Winston Churchill, um dos maiores estadistas do mundo e herói da Segunda Guerra Mundial, cunhou uma frase sábia e sempre atual: “A política é a única atividade em que se morre várias e se consegue ressuscitar”.

Valho-me da sentença histórica do notável político inglês, para lembrar de alguns políticos brasileiros que, derrotados em refregas eleitorais, majoritárias e proporcionais, ganharam vida nova em eleições subsequentes, a exemplo de Ademar de Barros, Milton Campos, Eduardo Gomes, Lula, Leonel Brizola, Jânio Quadros e tantos outros.

No Maranhão, não são poucos os que foram inapelavelmente afastados da vida pública, através do sufrágio popular, mas conseguiram se reabilitar politicamente em eleições posteriores, como Renato Archer, Cid Carvalho, Epitácio Cafeteira, Costa Rodrigues, Nunes Freire, Afonso Matos, Clodomir Millet, João Castelo, Jackson Lago e outros tantos.

O único político brasileiro que teve longevidade pública foi o maranhense José Sarney, ao longo da qual disputou os mandatos de deputado federal em 1954, 1958 e 1962, de governador em 1965, e de senador em 1970 e 1978, pelo Maranhão, e 1990, 1998 e 2006, pelo Amapá, sempre através de eleições diretas.

O único cargo político exercido por Sarney, conquistado por eleição indireta, foi o de vice-presidente da República, em janeiro de 1985. Em abril daquele ano, com o falecimento de Tancredo Neves, ele assumiu em caráter definitivo, a chefia da Nação brasileira.

Centenas de candidatos que se encontravam afastados da cena partidária maranhense, este ano, se registraram aos cargos executivos e legislativos, na tentativa de retornarem às atividades políticas.

Ao final da apuração, o que se viu?   A grande maioria não se elegeu à Assembleia Legislativa e nem à Câmara dos Deputados.

Para o Congresso Nacional, nomes como Ildo Marques, Sebastião Madeira, Julião Amin, Davi Alves Silva Junior, Waldir Maranhão, Trinchão, Pavão Filho, Raimundo Coelho, Marly Abdala, Luiz Pedro, Arimatea Viégas, Zé Luís Lago e Nonato Aragão, conhecidos de tantas pelejas eleitorais, foram impiedosamente massacrados nas urnas.

Dos 18 deputados que representavam o Maranhão na Câmara Federal, só oito conseguiram se reeleger, significa dizer que na próxima legislatura contaremos com 10 novos parlamentares: Eduardo Braid, Bira do Pindaré, Edilázio Junior, Gil Cutrim, Josimar do Maranhãozinho, Júnior Lourenço, Júnior Marreca Filho, Márcio Jerry, Pastor Gildenemyr e Pedro Lucas Fernandes.

No tocante ao Poder Legislativo, o Maranhão foi o 6º estado com maior índice de renovação: 55 por cento, sendo 76 por cento coligados do governador Flávio Dino.

Nessa renovação, três políticos veteranos voltaram à atividade parlamentar: José Gentil, Cleide Coutinho e Arnaldo Melo. Para enfrentar esse forte rolo compressor governista, as Oposições contam apenas com Adriano Sarney, Arnaldo Melo, César Pires e Wellington do Curso.

Para a Assembleia Legislativa, nomes conhecidos do eleitorado, pela disputa de cargos eletivos em pleitos passados, como Edivaldo Holanda(pai), Raimundo Cutrim, Jota Pinto, Manoel Ribeiro, Solynei Silva, Doutor Gutemberg, João Bentivi, Marinete Gralhada, Remy Ribeiro, Fábio Câmara, Zito Rolim, Socorro Waquim, Junior Verde, Marcos Caldas e Lourival Mendes, voltaram este ano a concorrer, mas as urnas os rejeitaram.

Quem sabe, nas eleições de 2022, sejam novamente candidatos aos cargos eletivos e possam ressuscitar politicamente, como preconizava Winston Churchill.

 

BOLSONARO E SARNEY

Deu no jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Bolsonaro não apenas bateu continência a José Sarney. Ainda o chamou de Meu Comandante.”

CORRUPÇÃO CRIATIVA

A criatividade da corrupção brasileira não tem limite. Depois do dinheiro em cuecas, meias e malas, temos agora o dinheiro na privada.

PRÊMIO SEBRAE

A Prefeitura de São Luís indiscutivelmente merecia ser premiada este ano pelo Sebrae, face ao sucesso do projeto “Feirinha da Cidade”, promovido todos os domingos na Praça Benedito Leite.

Por aquela exitosa iniciativa da Prefeitura de São Luís, o Prêmio Sebrae, categoria Empreendedorismo, deveria ser dividido entre o prefeito Edivaldo Holanda Junior e o secretário municipal de Agricultura, Ivaldo Rodrigues, mentor e executor da “Feirinha de São Luís.”

DEZ E ZERO

Merecem nota dez o promotor e juiz de Cajari, que cancelaram a participação de um cantor famoso na festividade programada pelo prefeito em comemoração ao aniversário do município.

O contrato, de valor elevado, era prejudicial à administração do município, que sobrevive dos escassos recursos federais e insuficientes para fazer face às despesas com saúde e educação do município.

Em contra partida, merece nota zero a desembargadora que reformou a decisão do juiz e autorizou a realização do show.

PACTO PELA UFMA

As eleições para a reitoria da Universidade Federal do Maranhão estão previstas para os meados do primeiro semestre de 2019.

A despeito da distância temporal, o clima de agitação eleitoral já invadiu os campis da Universidade Federal do Maranhão, com o lançamento do movimento “Pacto pela Ufma.”

O movimento reúne professores, estudantes e corpos técnicos e administrativos da instituição, para o debate de questões que afligem a Ufma, nesses tempos de dificuldade.

BANCADAS PARLAMENTARES

No Congresso Nacional, três bancadas darão sustentação parlamentar ao presidente eleito, Jair Bolsonaro: dos ruralistas, evangélicos e da bala.

Na Assembleia Legislativa do Maranhão, não existem representantes de ruralistas e da bala.

Sorte do governador Flávio Dino que contará com o apoio de bancadas integradas por bíblicos (evangélicos e católicos), profissionais liberais e mulheres.

JARDIM ZOOLÓGICO

Acusada de compra de votos, nas eleições de 2016, a prefeita de Santa Luzia até hoje vive sob judice.

Como ela administra um município alvo de ações, processos e julgamentos em tramitação na Justiça Eleitoral?

Pelo nome como é conhecida – França do Macaquinho, seria melhor trocar o mandato de prefeita por um lugar no jardim zoológico.

DE FILHO E DO PAI

Se o jornalista Felix Alberto sofresse do coração, poderia ter sofrido um ataque cardíaco na noite de sua posse na Academia Maranhense de Letras.

O filho, João Vitor, que estuda na cidade paulista de Ribeirão Preto, sem que o pai esperasse, entrou no salão acadêmico exatamente no momento da solenidade começar.

Mas Felix soube controlar a emoção e fazer um tranquilo e bom discurso de posse.

ZUZU NAHUZ

Nesta quarta-feira, 21 de novembro, a partir das 18 horas, eu estarei no stand da Academia Maranhense de Letras, lançando e autografando o livro de crônicas do saudoso jornalista, Zuzu Nahuz, que eu tive o prazer de organizar.

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