EU E OS MARISTAS

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O Colégio Maristas realiza a 30 deste mês um grande evento, com a finalidade de reunir pela primeira vez em São Luís as gerações que nele estudaram, a partir de 1937, quando o arcebispo do Maranhão, Dom Carlos Carmelo, instalou no próprio Palácio Arquiepiscopal, a Congregação dos Discípulos da Padre M. Champagnat, para oferecer instrução de boa qualidade aos estudantes do sexo masculino.

Não satisfeito com essa benemérita iniciativa, Dom Carlos Carmelo, pensando na contribuição que a instituição daria à educação maranhense, compra a chamada Quinta do Barão das Laranjeiras, localizada na Rua Grande, uma área de 40 mil metros quadrados, para a Congregação dos Irmãos Maristas construir um prédio majestoso e atender à demanda de matrículas aos cursos primário, ginasial e científico.

Em 1950, o Colégio dos Irmãos Maristas, denominado de Ginásio Maranhense São Francisco de Paula, é inaugurado com uma estrutura física dotado de dois pavimentos, com amplas e confortáveis salas de aula, capela, alojamentos para alunos internos, salões de festas, de recreação e outras dependências.

Eu tive a felicidade de estudar em São Luís em 1950, ano da inauguração do novo Colégio Maristas e nele fui matriculado por três motivos: porque havia concluído o curso primário na minha cidade, Itapecuru, à época, não contava com curso secundário ou ginasial; pela fama do colégio, de ser o melhor do Maranhão; por oferecer o regime de internato, para assegurar aos alunos do interior do Estado, o desfrute de boa moradia e de estudo bem orientado e assistido do ponto de vista moral e religioso.

Para eu ingressar no Colégio Maristas, além da comprovação da conclusão do curso primário, tive de submeter-me ao exame de admissão, no qual fui aprovado, pois estava preparado para ultrapassar essa etapa de estudo.

O meu primeiro ano no Maristas foi sob o regime de internato e não foi nada fácil. Com 12 anos de idade, pela primeira vez saia da proteção familiar e enfrentar um tipo de vida que não estava acostumado, ou seja, cumprir horários rigorosos, dentro e fora da sala de aula, e sofrer castigos, no caso de contrariar as normas que estabeleciam horário de dormir, acordar, estudar, brincar, comer e rezar.

Depois de um ano de internato e de reiterados lamentos, dele fui alforriado e alçado para o externato nos anos de 1951 e 1952, nos quais cursei a segunda e terceira séries ginasiais.

Nesses três anos de estudo nos Maristas, a despeito do rigor da disciplina e dos castigos constrangedores, como ficar horas em pé e de cara para a parede, decorar numerosas páginas de livros, escrever infinidade de linhas, o ensino era bom e proveitoso à minha formação intelectual, pois se sustentava nas disciplinas de Português, Inglês, Francês, Latim, Matemática, História Sagrada, Geral e do Brasil, Geografia, Desenho, Música e Trabalhos Manuais, ministradas pelos Irmãos Maristas, Máximo Antônio,  Miguel, Augusto, Luís, Ilídio, Batista, Eloy, Xavier e Acácio Manuel, que dirigia a instituição, nomes que ainda permanecem na minha memória, sem esquecer, também, dos colegas de turma, João Castelo, Newton Bello Filho, Aquiles Cruz Filho, Fernando Vinhaes, Arnaldo Murad, Paulo Abreu Filho, Salomão Cateb, Antônio Augusto Nogueira Santos (Manga Rosa), Bento Moreira Lima, João Franklin Salem, Gerson Marques, José Quarto de Oliveira Borges e Cláudio Macieira.

SUCESSO DA FLIM

Pela segunda vez, a Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, promoveu, no mês de outubro, a II Festa Literária de Itapecuru Mirim.

O evento, como o anterior, alcançou retumbante sucesso, pela organização e programação, que contou com numerosos de escritores, que proferiram palestras, lançaram livros e participaram das atividades culturais.

A Festa Literária de Itapecuru Mirim, pela expressão e repercussão, já pode ser considerado o terceiro e o mais e importante evento cultural do Maranhão.

TEATRO DE AMÉRICO

O eterno sonho do escritor Américo Azevedo Neto será brevemente transformado em realidade.

Através de cessão de uso, ele conseguiu do Governo do Estado um prédio, na Praia Grande.

No imóvel, que passa por reforma, será instalado um teatro destinado às apresentações do Grupo Cazumbá e de outras manifestações artísticas do Maranhão.

400 ANOS DA CÂMARA

Não há nenhuma informação se a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, prepara algum evento para comemorar os 400 anos da criação do Senado da Câmara de São Luís, em 7 de dezembro de 1619, presidida por Simão Estácio da Silveira.

A efeméride, pela sua importância histórica, merecia uma programação para lembrar os atos mais marcantes de um Poder que, ao longo do tempo, teve em sua composição figuras de relevo e que prestaram serviços inestimáveis a esta cidade.

CANDIDATO DO PT

Lula quer que o PT lance candidatos próprios às prefeituras municipais no ano que vem.

Em São Luís, dificilmente o PT atenderá à recomendação de Lula, pois o único nome de expressão que poderia participar do processo eleitoral, com vistas à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, seria Washington Oliveira, que deixou a militância política para ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA  

Até quando os prefeitos do Maranhão, acobertados por políticos inescrupulosos, vão continuar desviando recursos públicos, destinados à educação?

Até quando essa vergonhosa situação de impunidade se imporá em nossa terra, permitindo que gestores municipais usem e abusem de mecanismos fraudulentos para se locupletarem?

Se a proposta do deputado Gastão Vieira for aprovada, baseada não no número de matrículas, mas na quantidade de habitantes em idade escolar, quem sabe, o Maranhão, no aspecto educacional, deixará de ser uma vergonha nacional.

CENTRO HISTÓRICO

O Centro Histórico de São Luís é hoje ocupado por moradores de rua, drogados, prostitutas e desempregados.

A intenção de preservar a memória da cidade e de ser novamente ocupada por contingentes humanos mais qualificados é muito boa, mas, para obter resultados satisfatórios, depende que o Estado tenha condições de mantê-lo.      

 IN VINO VERITAS

Foi-se o tempo em que a cerveja e o uísque eram as bebidas mais consumidas em São Luís, pelos dotados de maior poder aquisitivo.

De uma época para cá, a despeito do clima quente reinante na cidade, o vinho é a bebida preferida dos maranhenses, que passaram a consumi-lo como se fossem sulistas.

Quem quiser saber como o vinho hoje domina São Luís, basta dar uma esticada nas noites de quinta e sexta-feira, no Hiper Mercado Mateus, que reservou um espaço especial, com música ao vivo, aos apreciadores de vinhos nacionais e estrangeiros.

CUSTOU, MAS SAIU

Afinal, veio a lume o vencedor da luta travada entre o senador Roberto Rocha e o deputado Hildo Rocha, pela indicação do novo reitor da Universidade Federal do Maranhão.

O professor Natalino Salgado retorna ao cargo pelo currículo, ser o mais votado e o prestígio de Roberto Rocha, no Palácio do Planalto.

TIM MAIA

Porque hoje é sábado, vamos lembrar do saudoso e talentoso Tim Maia, que em antológica frase disse tudo e mais alguma coisa: – O Brasil é o país onde puta tem orgasmo, cafetão tem ciúme e traficante é viciado.

Eu completo: E corrupto tem mandato.  

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