Náutico conquista título da Série C no Castelão

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Pintou o campeão brasileiro da Série C. O Náutico que havia vencido o Sampaio na primeira partida por 3 a 1, no Aflitos, arrancou o empate por 2 a 2, com o Sampaio, no Estádio Castelão e leva a taça para Pernambuco pela primeira vez.

Os maranhenses jogaram melhor, mas o Näutico foi cirúrgico e aproveitou a boa vantagem conquistada em Recife.

O Sampaio começou a partida forte e mostrando que iria buscar o resultado e logo a 2 minutos poderia ter aberto o placar se o árbitro Flávio Rodrigues de Souza tivesse marcado um pênalti de Josa em Lucas Hulk.

O primeiro gol saiu aos 13 minutos do primeiro tempo. Everton recebe pela direita, corta o marcador para dentro e chuta de longe de esquerda, a bola quica no gramado e engana o goleiro Jefferson.

O Sampaio reclama de um outro lance de pênalti no fim do primeiro tempo em que Esquerdinha invade a área e cai numa disputa com o lateral Hereda. O juiz acertou dessa vez ao mandar o lance seguir.

No segundo tempo, o Náutico troca Wallace Pernambucano por Jefferson Nem e consegue equilibrar o jogo. Aos 6 minutos, escanteio que Jean Carlos cobra e Álvaro sem marcação cabeceia, a bola vai em cima de Andrey que não consegue evitar o gol de empate do Náutico.

Com o empate, o Sampaio foi com tudo para o ataque e passou a pressionar o Náutico, mas parou nas defesas do goleiro Jeferson.

No contra-ataque, o Náutico teve a chance de virar o jogo, mas Jeferson Nem perdeu a chance. No lance seguinte, Esquerdinha cruzou na área e o artilheiro da Série C apareceu livre para fazer 2 a 1, aos 37 minutos e calar o Estádio Castelão.

O Náutico foi fatal aos 40 minutos, Mateus Carvalho no contra-ataque entra livre e manda a bola entre as pernas de Andrey para empatar novamente o jogo.

Ao final da partida, uma confusão generalizada tomou conta da partida tudo por conta da atuação ruim do árbitro Flávio Rodrigues de Souza que boi bastante criticado.

Não deu para o Sampaio, mas a campanha no Brasileirão Série C é digna do reconhecimento de todos e, principalmente do torcedor que aplaudiu a equipe ao final da decisão.

Foto: Náutico

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Edivaldo anuncia novas frentes no São Luís em Obras

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O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) destacou neste domingo (6), em entrevista a O Imparcial a importância do programa São Luís em Obras que começa a melhorar a vida dos ludovicenses e anuncia novas frentes de trabalho.

Mesmo em tempos de crise, Edivaldo diz que a sua gestão sempre buscou criatividade. “Nunca me acuei diante desse cenário de adversidade e busquei no planejamento e criatividade as saídas para driblar as dificuldades”, afirmou.

Com obras de pavimentação em andamento no Vinhais, Cohatrac e avenida Guajajaras, Edivaldo anuncia o asfaltamento no Angelim a partir da próxima semana. O prefeito fala das obras importantes em andamento como reforma de Feiras e Mercados, das Unidades Mistas de Saúde, da Praça da Bíblia, Nhozinho Santos, enfim….

Veja um trecho da reportagem:

Prefeito, o programa São Luís em Obras tem chamado a atenção por sua grande abrangência, sendo assim, o que a população pode esperar dessa iniciativa?

O programa São Luís em Obras nasceu da necessidade de reforçarmos os investimentos em algumas áreas, especialmente no que diz respeito à infraestrutura urbana e chega para melhorar ainda mais a vida do ludovicense em vários aspectos. A cidade de São Luís enfrentou todos esses anos fortes chuvas e o inverno deste ano foi o mais longo e volumoso das últimas décadas, o que faz-se necessário o trabalho de recuperação de ruas e avenidas, por exemplo. Além disso, vamos continuar urbanizando bairros, melhorando a mobilidade com obras de intervenção no trânsito, reformando praças e revitalizando espaços importantes para a cidade, como o Parque do Bom Menino, a Praça da Bíblia, a Fonte das Pedras, o Estádio Nhozinho Santos, entres outros que guardam parte importante da memória da nossa cidade. Fortalecendo a infraestrutura urbana e tornando os espaços públicos mais aprazíveis, todos ganham.

Como, em meio a uma crise econômica nacional, a Prefeitura de São Luís consegue realizar tantas obras?

Inicie meu mandato com o país em crise, que se agravou ano a ano. Nunca me acuei diante desse cenário de adversidade e busquei no planejamento e criatividade as saídas para driblar as dificuldades. Minha a administração sempre trabalhou com planejamento. À medida em que identificamos as necessidades, vamos elencando as prioridades e planejando a execução das obras e serviços. Dessa forma, fomos evoluindo gradativamente em diversas áreas e, hoje, já podemos visualizar os resultados positivos deste trabalho que vem sendo feito. Outros gestores, mesmo em épocas que não havia escassez de recursos públicos, não conseguiram fazer tanto por São Luís. O programa São Luís em Obras é fruto deste bom planejamento e do compromisso que temos com o cidadão.

Atualmente, quais as obras do programa que estão em andamento?

Estamos trabalhando em diversas áreas da cidade. Os trabalhos de pavimentação, por exemplo, estão em pleno vapor no Cohatrac, no Vinhais e na Avenida Guajajaras. Ainda na área da infraestrutura urbana, estamos executando serviços de drenagem na Vila Sarney e no Centro. Também estamos reformando os mercados do Coroadinho e das Tulhas, na Praia Grande, e espaços como o Estádio Nhozinho Santos, o Parque do Bom Menino, a Fonte das Pedras e a Praça da Bíblia. Estamos construindo quatro novos Ecopontos, na Vila Isabel, Centro/Anel Viário, Cohatrac e Barreto, além de dois galpões de triagem no Centro e na Vila Isabel. Com isso, chegamos a 21 equipamentos de coleta seletiva – 19 Ecopontos e dois galpões de triagem. A construção de Ecopontos é um marco em São Luís junto com tudo que temos feito na área de limpeza e sustentabilidade. Nossa meta, como sempre falei, é encerrar a gestão com trinta Ecopontos. O São Luís em Obras também alcança as áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. Nessas já temos diversos equipamentos municipais em reforma, entre esses o Centro de Especialidades Odontológicas da Alemanha, que visitei sexta-feira; a Creche na Cidade Operária, que vamos entregar nos próximos dias; e a Reforma da Casa de Passagem, que é um importante equipamento da nossa rede de acolhimento de crianças e adolescentes.

Quais são os próximos passos do programa São Luís em Obras?

Toda semana iniciamos novas frentes de trabalho. Nesta terça, dia 8, as equipes já iniciam as obras de asfaltamento no bairro Angelim e gradativamente vamos chegar a muitas outras regiões, como a zona rural e Cidade Operária, por exemplo. O programa São Luís em Obras prevê também a reforma de outros mercados municipais, entre esses o da Cohab; a urbanização da Fonte do Bispo, cujo projeto receberei nesta semana; requalificação da Praça da Saudade, Praça da Misericórdia e entorno; além de intervenções viárias em diferentes pontos da cidade. É sem dúvida o maior programa de investimentos em obras que São Luís recebeu. Estamos com muito trabalho já em andamento e muito mais ainda para ser iniciados.

Fotos: A. Baeta e Maurício Alexandre

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Onde falta a educação, sobra fake news

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Por Felipe Camarão

Quem bem me conhece sabe que demorei algum tempo para aderir ao uso das redes sociais. Mas foi inevitável pelo fato de elas serem, hoje, parte do nosso cotidiano. Adentrei nesse mundo pela porta do Twitter e esse tem sido o canal de minha preferência (como já devem ter percebido), por considerá-lo muito democrático e gostar de acompanhar as discussões nele levantadas.

Na última semana, navegando pela linha do tempo, uma thread – como os colegas ‘tuiteiros’ chamam uma história fragmentada em “parágrafos” de até 280 caracteres – me chamou a atenção. Não pela relevância do conteúdo em si, mas porque uma amiga tornou-se uma das interlocutoras daquele debate, alertando a autora da história sobre um ponto de inverdade: o parentesco entre a família do governador do Maranhão, Flávio Dino de Castro e Costa e a de Antônio Jorge Dino. O que me atém a este caso não é o debate que se desenrolou com o fato (que foi extenso, por sinal), mas a insistência da autora em afirmar tal parentesco e criar, a partir de então, toda uma história fictícia, baseada em suposições falsas. Trata-se da famosa fake news que tanto está presente nas discussões e que vêm se propagando assustadoramente nos últimos tempos.

Os meios de propagação são os mais diversos; podem navegar publicamente pelas linhas do tempo, atraindo uma legião de fãs a embarcarem em suas viagens, ou até mesmo se difundirem pela intimidade do WhatsApp ou na boca daqueles que esbravejam ao ar, para que o vento carregue aquela inverdade e, talvez, reforce aquela a máxima de Joseph Goebbels de que “mentiras repetidas à exaustão viram verdades”.

A falta de conhecimento, a divulgação de inverdades, sujeitos pouco críticos e incapazes de discernir entre a verdade e a mentira, fez-me rememorar um texto que li há algum tempo do professor Anísio Teixeira, que, em 1947, quando ele era o titular da pasta de Educação do Estado da Bahia, foi convidado para fazer sua análise sobre Educação e Cultura na Assembleia Constituinte do Estado.

Considerado um dos maiores educadores do Brasil e o grande idealizador das principais mudanças no cenário educacional brasileiro, no século 20, Anísio foi um grande defensor da Educação pública, aquela livre de amarras e completamente gratuita, laica e obrigatória. Nesse seu texto, que rememoro agora, ele teve coragem de erguer sua voz e afirmar que “…jamais fizemos da educação o serviço fundamental da República”. E ele tinha razão. Total razão!

Mesmo depois de 70 anos, o professor Anísio segue com razão, pois o que vemos no país é uma educação que não é prioridade para muitos governos e, por isso, há décadas se arrasta sem encontrar a mola propulsora que a projete para seu fim principal, que é formar cidadãos. Escolas que, em sua maioria, formam pessoas inconscientes de suas cidadanias e analfabetas de criticidade, que se tornam massa de manobra e terreno fértil para esse problema atual das fake news, que tanto geram o caos nacional em que estamos vivendo. Isso tudo é reflexo da histórica falta de investimentos na educação.

A sociedade brasileira tem que fazer seu exercício de consciência e reconhecer que falhamos nas últimas décadas. Essa conscientização é primordial para encontrarmos os caminhos do acerto para o futuro da nossa educação, como abordei em outro momento, falando sobre o documentário “No caminho das setas”, da vida do memorável Marcelo Yuka, que nos fala de ousadia, clareza para seguir na direção correta e recomeço.

É o que estamos trabalhando, desde 2015, através do maior programa de investimentos da história do Maranhão, o Escola Digna. Enxergar o que estava errado foi o primeiro passo para rompermos com décadas de descaso com a educação e definir as setas que nos têm guiado por esse caminho novo que vamos traçando em busca de uma educação pública de qualidade. Uma educação verdadeira e nutrida, suficientemente, para vencer as mazelas sociais que se perpetuam em sua inexistência.

O governador Flávio Dino enxerga a educação como o principal vetor para o desenvolvimento. Isso traduz o porquê de tantos investimentos na área, realizados nos últimos anos. Como bem disse o professor Anísio, “[…] o Brasil não é apenas um país de distâncias materiais, o Brasil é um país de distâncias sociais e de distâncias mentais, de distâncias culturais, de distâncias econômicas e de distâncias raciais”. Somente a ousadia da educação será capaz de nos ajudar a vencer essas distâncias imateriais, que geram desigualdades, acriticidade, viveiros de fake news e tantas mazelas sociais que acometem nosso país.

*Felipe Camarão é professor, secretário de Estado da Educação e membro da Academia Ludovicense de Letras e Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

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A participação importante de Camila Holanda

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A primeira-dama Camila Holanda tem desempenhado papel fundamental na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

Esposa, mãe, Camila está sempre presente e ao lado do prefeito nos eventos e, principalmente na vistoria das obras. Ela também coordena o programa Todos por São Luís que leva vários serviços às comunidades nos bairros da nossa cidade.

E para que os “patrulhadores de plantão” não digam que isso é porque a eleição está se aproximando é necessário dizer que a participação de Camila na gestão de Edivaldo vem desde o primeiro dia de mandato.

Neste fim de semana, Camila acompanhou Edivaldo durante vistoria a obras de pavimentação em bairros de São Luís. E chama atenção de todos que, mesmo em tempos de crise e com críticas à gestão, o que é normal, pois não existe gestão prefeita, o nosso prefeito, ainda carrega uma simpatia e admiração enormes da população.

Nas redes sociais, Camila registrou durante visita ao Cohatrac, o carinho da população com o prefeito.

“A rotina dele é também a minha rotina. Sou muito feliz por ver e também sentir o carinho da população, que é resultado de todo o trabalho e dedicação que ele tem por esta cidade. Hoje, no Cohatrac, foi mais um desses dias regados a amor, carinho, admiração e trabalho”, disse.

Que bom. quem ganha com isso é São Luís.

Foto: Divulgação

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Projeto utiliza ópera para alfabetizar crianças

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O processo de alfabetização está além de apenas ensinar uma criança a saber as letras, juntar sílabas e formar palavras. É necessário encontrar metodologias que contribuam para o sucesso do ensino educacional. Um método bastante útil e eficaz é o adotado pelo Projeto Ópera para Todos, iniciativa patrocinada pela Cemar e pelo governo do Estado, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, que tem como característica principal utilizar música, dança e teatro na alfabetização de crianças da rede municipal de ensino de São Luís.

Em 2019, o Ópera para Todos completa 22 anos de existência. O projeto tem uma metodologia peculiar: por meio dos estudos de peças da música erudita, as crianças são alfabetizadas, produzem textos próprios com mais significado, ampliam suas visões de mundo e culminam seu aprendizado com a encenação da ópera estudada que, neste ano, ocorrerá no dia 17 de novembro. Uma oportunidade única de utilizar a arte como um poderoso instrumento pedagógico.

“O grande ganho do Projeto Ópera para Todos é trazer para as crianças um universo cultural que é interessante, emocionante, cheio de sentido e que serve de pano de fundo para a alfabetização. A coisa mais penosa durante o processo de alfabetização, é você aprender a ler e escrever com textos que não fazem sentido, textos compostos só para ensinar a escrever as sílabas, e isso desmotiva muito as crianças. Mas quando você traz um universo cultural, uma história cheia de sentido e que transmite emoção pela música, pela dança e pelo teatro, a alfabetização flui e a qualidade do que as crianças escrevem no final é muito grande. A arte é um poderoso instrumento pedagógico para ensinar a pensar, ensinar a escrever e a ler”, explicou a professora Ceres Murad, idealizadora e responsável pelo projeto.

A 22ª edição do Ópera para Todos já começou para os alunos das escolas municipais Maria Alice Coutinho (Turu), José Sarney (Itapiracó) e Luiz Pinho (Divineia), instituições de ensino agraciadas pelo projeto. A alfabetização nestes colégios está entrelaçada aos estudos da ópera “Sansão e Dalila”, que traz consigo uma trama rica em valores que precisam ser vivenciados e aprendidos pelas crianças.

“Sansão e Dalila, além de ser um clássico da Bíblia, foi escolhido como tema para fazer uma ópera que tem melodias belíssimas. Além da beleza da coreografia, ela tem lições de lealdade e alianças, e as crianças amadurecem vivenciando isso. Um dos grandes ganhos da ópera é que as tramas são dramas humanos muito concretos e palpáveis, e as crianças mostram uma maturidade enorme de lidar com esses temas. Patriotismo, lealdade, confianças são valores eternos que as crianças precisam vivenciar e aprender”, analisou a professora Ceres Murad.

Pais e filhos

Engana-se quem pensa que o Ópera para Todos fica restrito apenas aos alunos participantes. Na verdade, o projeto ultrapassa as paredes da sala de aula e os muros dos colégios para adentrar nas casas dos estudantes.

“Esse é um grande resultado do projeto porque, às vezes, os pais não têm noção do potencial dos seus filhos e isso causa uma certa baixa estima. Então, quando esses pais veem o que os filhos são capazes de fazer, a própria relação deles com os filhos muda. Temos muitos depoimentos assim. Os pais são atingidos porque, com esse trabalho, a gente desenvolve o potencial das crianças de forma muito intensa. E qual é o pai que não se orgulha de ver o filho se apresentando para um grande público de maneira linda?”, comenta a idealizadora do projeto.

Projeto premiado

O Projeto Ópera para Todos é uma iniciativa que já faz parte da cultura da capital maranhense. O uso de uma metodologia própria e revolucionária desenvolvida pela professora Ceres Murad tem, inclusive, o reconhecimento nacional.

Em 2003, o projeto recebeu o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação – a mais importante comenda concedida pela Câmara dos Deputados na área de Educação – por despertar o interesse de crianças de baixa renda pela leitura e escrita por meio da ópera. A iniciativa foi destaque por seu trabalho pioneiro na área da alfabetização que privilegia o envolvimento da literatura desde as primeiras classes da pré-escola.

Ópera para Todos

O Projeto Ópera para Todos é uma iniciativa pioneira no Brasil, que visa não só educar o público infantil para a apreciação de música erudita, como utiliza todo o potencial emocional dos grandes clássicos da cultura universal enquanto fator motivador da aprendizagem das crianças.

A ópera é, neste projeto, um instrumento para convidar as crianças a adentrarem no universo da arte, da leitura e da escrita. Enquanto recurso pedagógico, a ópera estimula as crianças das classes de alfabetização a vivenciarem sentimentos profundos, conduzidas por composições magistrais, que transmitem emoções por meio de acordes intensos e vibrantes, materializados na dramaticidade das cenas.

O projeto trabalha as diversas linguagens da ópera – música, dança, literatura, poesia e drama – para potencializar o processo da aprendizagem da leitura e escrita. Essa riqueza de estimulação emocional e intelectual se reflete na qualidade dos textos que as crianças produzem ao longo do projeto, ao mesmo tempo em que proporciona a ampliação do seu universo cultural e da sua visão de mundo.

Os produtos finais do projeto são um livro de reescrita narrativa do libreto e a encenação, em que as crianças tocam, dançam e representam a ópera. No Ópera para Todos, as crianças atuam não como simples espectadoras, mas como protagonistas dessas grandes obras da cultura universal.

Foto: Divulgação

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A matança dos inocentes

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Por José Sarney

Volto, como testemunha da minha inconformidade, a abordar a violência no Brasil, que é sempre objeto de legislações novas para aliviar um problema que tem sido insolúvel e no qual, infelizmente, não avançamos.

Basta ver o que se passa diariamente, com grande visibilidade no noticiário policial, no Rio Grande do Norte, no Ceará, no Amazonas. Estes são o prato do dia. Atentados que fecham cidades, incêndio de transporte coletivo, assassinato de mulheres e crianças, a barbárie das decapitações – e a constatação de que a Polícia não está preparada tecnicamente para enfrentar a situação.

Nenhuma diferença existe entre o que a televisão documenta das guerras do que se mostra do Rio de Janeiro e de tantas outras cidades do Brasil. É um clima de guerra e de guerrilha. Os números anuais são terríveis: 65 mil homicídios, mais do que em todas as guerras do mundo. Isso nos causa revolta e indignação.

Eu, durante todo o tempo em que fui parlamentar — e não foram dias, mas 52 anos —, nunca deixei de ter esse tema entre minhas preocupações. Apresentei vários projetos, participei de debates e, presidente do Senado, fiz uma comissão mista com a Câmara, que resultou no Estatuto do Desarmamento. A decepção foi o povo brasileiro dizer “Não” no plebiscito, permitindo a venda de armas.

Mas não falo sobre toda a violência. Limito-me ao homicídio. É incrível que, na realidade, no Brasil, quem mata se defenda solto. Isso devia acabar.

Criaram no regime militar uma tal Lei Fleury, nome de um cruel delegado, para beneficiá-lo. E assim o homicídio ficou quase impune.

Um projeto que apresentei no Senado tornando o homicídio crime hediondo foi derrubado na Câmara dos Deputados. Ninguém se sensibiliza com a matança. A banalidade das notícias torna as pessoas insensíveis. A vida é desprezada, as vítimas, abandonadas. Os crimes contra a administração pública parecem mais importantes do que os contra a própria vida.

O exemplo agora vem de quem mais devia combater essa situação: o procurador Janot confessa que ia matar o Ministro Gilmar Mendes em pleno Supremo Tribunal Federal. Quando o clima de paixão passar, o Brasil vai fazer justiça a esse grande juiz, ícone na coragem de lutar pelo cumprimento da Constituição no que diz respeito às liberdades individuais e ao direito de defesa.

Janot, no seu livro, diz que tinha um plano de “Segurança sem violência”. Ficamos estarrecidos quando ele afirmou que abandonou esse plano para obter as luzes da ribalta com os vazamentos das investigações da Lava Jato. E agora, com o exemplo já frutificado de um outro procurador, também de faca na mão, tentando matar uma juíza dentro do próprio Fórum, vê-se o quanto este homem prejudicou o Brasil.

Este não tem o álibi do alcoolismo do procurador Janot, que se agarrava na sua deformação moral e em seu despreparo para o alto cargo que ocupava, mas apenas a desculpa da imitação.

Não é surpresa, portanto, que os assassinatos em massa se multipliquem e deles conste a alta quantidade de morte de mulheres indefesas e crianças inocentes.

É assim que se trata a vida no Brasil, com homens como Janot e o delegado Fleury.

Coluna do Sarney

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Sampaio e Náutico decidem Série C no Castelão

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O campeão brasileiro da Série C será conhecido neste domingo (8), às 16h, no Estádio Castelão, em São Luís.

Sampaio e Náutico voltam a campo para os 90 minutos finais da decisão onde o time pernambucano saiu na frente e venceu a primeira partida por 3 a 1, no estádio dos Aflitos, em Recife.

O resultado deu uma grande vantagem aos pernambucanos que tentam o seu primeiro título nacional, mas o Sampaio não quer deixar escapar a chance de conquistar o seu quarto título nacional diante da sua torcida.

O Sampaio vai precisar vencer por três gols de diferença para ser campeão. Se vencer por dois gols, a decisão do título será nas cobranças de pênaltis. O Náutico pode até perder por um gol de diferença que ainda assim levará a taça.

Para a partida decisiva, o técnico João Brigatti confirmou o retorno do zagueiro e capitão Paulo Sérgio que se recuperou de contusão, mas tem dúvidas na equipe.

O time que enfrenta o Náutico deve ser: Andrey; Everton, Paulo Sérgio, Odair Lucas e João Victor (Romano); Ferreira, Eloir e Rodrigo Andrade (Lucas Hulk); Esquerdinha, Roney e Salatiel Júnior.

Tudo sobre Sampaio e Náutico você acompanha pela Rádio Mirante AM.

Foto: Lucas Almeida / L17 Comunicação

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