DE GETÚLIO A TEMER: AS CRISES POLÍTICAS NO BRASIL

0comentário

Na minha vida de septuagenário, tive a ventura de ver o Brasil, ao longo de sua trajetória histórica, avançar econômica e socialmente, ou seja, desenvolver-se e modernizar-se, mas, tive, também, a desventura de vê-lo desviar-se de sua gloriosa caminhada para o futuro, dando passos para trás no rumo do obscurantismo e do autoritarismo.

Como pode um país fabuloso e fantástico do porte do nosso, que o mundo admira pelo povo que tem, pelas riquezas naturais que possui, pela invejável dimensão continental e marcante identidade cultural, viver quase sempre sobressaltado por crises de governabilidade e/ou instabilidade política, que o impedem figurar no ranking das nações civilizadas e democráticas?

Essa gritante dicotomia, que conduz o país ora para avanços, ora para recuos, deve-se, segundo estudiosos e cabeças pensantes, à ausência absoluta de quadros políticos verdadeiramente responsáveis, preparados e qualificados para cuidar das tarefas de gestão pública.

Eu, nessas sete décadas de existência, presenciei nada menos do que oito crises políticas no Brasil, que o deixaram em situação desconfortável perante o mundo e em posição nada compatível com os anseios do povo.

A primeira foi em 1954, com o presidente Getúlio Vargas envolvido num “mar de lama”, fato que a UDN denunciou através do deputado Carlos Lacerda, que, por isso, sofreu um atentado, executado pelos correligionários do chefe da Nação. Compelido pelas Forças Armadas a renunciar ao mandato, Getúlio recorre ao suicídio e deixa uma carta-testamento, acusando o imperialismo e suas alianças como responsáveis pelo golpe de Estado.

A segunda veio com o Brasil governado por Jânio Quadros, que, intempestivamente, em agosto de 1961, renuncia ao cargo de presidente da República. O vice, João Goulart, ausente do país, é impedido pelos ministros militares de assumir o poder, gerando um impasse institucional, que resulta na mudança da forma de governo: de presidencialista, o Brasil vira parlamentarista.

A terceira surge em abril de 1964, com as Forças Armadas insurgindo-se contra o presidente João Goulart, deposto por querer introduzir no país as reformas de base e de se atrelar ao comunismo internacional.  O general Humberto Castelo Branco assume o governo e, por meio de atos institucionais, implanta um regime ditatorial, que vigora por vinte anos. Em dezembro de 1968, sob a presidência do general Costa e Silva, o regime militar decreta o Ato Institucional 5, obrigando o Congresso a entrar em recesso. O presidente Ernesto Geisel, nove anos depois, em abril de 1977, fecha novamente o Congresso Nacional e elabora o chamado Pacote de Abril.

A quarta veio à tona em abril de 1985, na véspera da instalação da Nova República, o presidente eleito, Tancredo Neves é hospitalizado em Brasília e submete-se a uma operação abdominal. Esboça-se um movimento com relação à posse do vice-presidente José Sarney, que mesmo contestado pelos militares, assume interinamente o cargo, do qual se torna o titular com a morte do político mineiro.

A quinta aflora em dezembro de 1992, com a decisão histórica do Senado de condenar o presidente Fernando Collor de Melo inabilitando-o ao exercício de funções públicas. A queda de Collor foi lenta e dolorosa. Começa com a denúncia do irmão Pedro, que gera o processo de impeachement contra o chefe da Nação. Quem o substituiu no poder é o vice, Itamar Franco.

A sexta vem à tona em 2005 e alcança 2006, com o escândalo do Mensalão, patrocinado pelo PT, que, através da corrupção política, pratica a compra de voto dos parlamentares no Congresso Nacional. O caso teve com protagonistas, além dos agentes do PT, os integrantes do governo do presidente Lula da Silva, o grande beneficiado daquela sinistra operação. O desfecho do Mensalão ocorre no Supremo Tribunal Federal, que julga e condena 40 políticos, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

A sétima crise decorre do desgoverno da presidente Dilma Roussef, que leva o país ao retrocesso econômico, ao retorno da inflação e do desemprego. Paralelamente, emerge o escândalo do Petrolão, do qual nasce a operação Lava-Jato e impede a presidente da República de continuar no exercício do cargo, para o qual se reelegera.

A última diz respeito à oitava crise e que se encontra em andamento, pelo envolvimento de Dilma, Lula, do Partido dos Trabalhadores e de outras agremiações partidárias no escândalo de propinas e de outras vantagens ilícitas, patrocinadas pelas grandes empreiteiras nacionais. Essa crise alcança inclusive o atual presidente Michel Temer, ameaçado de ter o seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral ou de sofrer um impeachement pelo cometimento, também, de práticas ilícitas.

SARNEY E CEUMA

O engenheiro Mauro Feecury recebeu do ex-presidente José Sarney, um documento valioso e histórico.

Nele, Sarney emite um juízo de valor sobre o excelente resultado obtido pelo Grupo Educacional Ceuma, na rigorosa aferição feita recentemente pelo Ministério da Educação.

O ex-presidente da República elogia a avaliação do MEC e exalta a educação superior que o Ceuma pratica no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí, mediante cursos do mais alto nível.

FIEMA ASSINA MANIFESTO

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez, fez questão de ser o primeiro a assinar o documento da Confederação Nacional da Indústria sobre o momento político do País.

O presidente da Fiema assim procedeu por estar sumamente preocupado com a situação institucional do Brasil, que se não houver bom senso e união, para desarmar os mais exaltados, poderemos cair na vala comum do atraso e da desesperança.

Ao ser o primeiro signatário do “Comunicado à Nação”, Baldez expressa não apenas o seu, mas o sentimento de todo o segmento empresarial maranhense.

TEMA E TEMER

Na recente “Marcha dos Prefeitos” em Brasília, o presidente da Federação dos Prefeitos do Maranhão, Cleomar Tema, passou como parente do presidente da República, Michel Temer.

A confusão não se deu pela semelhança física entre o presidente da Famem  e o chefe da Nação, mas simplesmente por ostentarem sobrenomes parecidos: Tema e Temer.

CADÊ RICARDO MURAD?

Ricardo Murad é um político que atua na vida pública em tempo integral e dedicação exclusiva. Por isso, quando ele submerge ou inexplicavelmente sai de cena, dá margem a que hipóteses ou conjecturas  venham à tona.

O sumiço de Ricardo, que se espera não ser por motivo de saúde, enseja pelo menos três perguntas: 1) abandono definitivo da política partidária ou apenas um recuo estratégico? 2) esquivou-se da política para deixar que os holofotes da mídia e da opinião pública sejam totalmente  canalizados para a filha, deputada Andréa Murad, cuja atuação na Assembleia Legislativa só merece aplausos?) finge-se de morto ou aguarda a poeira assentar para dar a volta por cima no momento certo da sucessão ao governo estadual?

A FAVOR DO UBER

Quando o saudoso jornalista Benito Neiva reinava de modo absoluto no colunismo social de São Luis, costumava encerrar suas crônicas com este apelo: “Sempre a favor de telefone no aeroporto do Tirirical e contra a permanência de menores em lugares proibidos.”

Parafraseando Benito, gostaria de proclamar em alto e bom som que sou a favor, sempre a favor, da presença do Uber em São Luis e contra, sempre contra, a perseguição aos profissionais que optaram por esse meio de vida.

 

sem comentário »

A OCUPAÇÃO DO LARGO DO CARMO

0comentário

O Largo do Carmo, secularmente, pela sua posição estratégica, tornou-se o principal ponto de convergência social de São Luis.

A vida da cidade gravitava nele e no seu entorno, onde tudo acontecia e a população tomava conhecimento de fatos e atos do cotidiano, que repercutiam pela presença de igrejas, cinemas, bares, restaurantes, lojas, redações dos jornais, emissoras de rádio, consultórios médicos, escritórios de profissionais liberais e dos transportes coletivos (bondes e ônibus).

Nas campanhas eleitorais, o Largo do Carmo funcionava como a caixa de ressonância política, tendo o frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo e a sacada da casa de dona Maria Machado por moldura ou palco de comícios e concentrações populares, especialmente de conteúdo oposicionista, que fizeram São Luis ser conhecida por Ilha Rebelde.

Não havia outro local na cidade que atraísse e mobilizasse mais a população da cidade do que o Largo do Carmo, pois lá ocorriam os mais candentes episódios da vida privada e pública maranhense.  Naquele pedaço de chão, emanavam e fervilhavam as notícias mais fresquinhas, as informações mais quentes e os boatos mais desencontrados.

A importância do Largo da Carmo na vida pública maranhense salientou-se na famosa “Greve de 1951”, ocupada literalmente pelos “soldados da liberdade”, que lutavam para impedir o governador Eugênio Barros de ser empossado, sob a justificativa de sua eleição ser produto de fraude eleitoral.

Por mais de 60 dias, o povo de São Luis não arredou os pés dali, para ouvir  discursos, protestar e exigir do Presidente da República, Getúlio Vargas a decretação da intervenção federal no Maranhão, o que não aconteceu, deixando o eleitorado oposicionista frustrado.

Mas a partir de 1964, com o movimento militar que derrubou o presidente João Goulart do poder, que levou o país à ditadura, o Largo do Carmo deixou de ser o palco dos grandes acontecimentos políticos de São Luis.

Por motivo de segurança, as forças militares proibiram que, naquele espaço, se realizassem atos e manifestações políticas, para o povo não protestar ou se insurgir contra as autoridades.

Nas eleições de outubro de 1965, em que José Sarney conquistou o governo do Estado, nada aconteceu no Largo do Carmo, pois a Secretaria de Interior, Justiça e Segurança, com base no dispositivo federal, reprimiu todos os atos de natureza político.

Esse recuo histórico serve para mostrar o que o Largo do Carmo representou no passado e a situação em que se encontra atualmente: esvaziado, abandonado e ponto de encontro de viciados e marginais.

Mas esse quadro pode ser revertido desde que o prefeito Edivaldo Holanda Junior acorde e ponha em prática um projeto para reativá-lo e torná-lo cenário de atos memoráveis, que mereçam ser vistos ou comemorados pela população.

Para a materialização desse projeto, à prefeitura bastaria assumir a responsabilidade de dotar o Largo do Carmo de condições físicas para suportar a promoção de shows musicais, atos evangélicos, apresentações folclóricas, eventos populares, feiras de livros, encenações teatrais e até mesmo comícios políticos.

Em assim procedendo, a prefeitura daria à cidade uma opção a mais para a prática de atos públicos e privados e ainda desafogaria a Praça Maria Aragão de certas manifestações, algumas irrelevantes ou desnecessárias.

A COTAÇÃO DE NICOLAU

Nicolau Dino, irmão do governador Flávio Dino, é um dos subprocuradores que manifestaram interesse em se candidatar ao cargo de procurador-geral da República.

O atual procurador Rodrigo Janot apóia Nicolau Dino, antigo colega de Associação Nacional dos Procuradores da República, com quem mantém estreitos vínculos de amizade.

Nicolau é considerado um homem preparado, com experiência e estatura para manter a máquina da Lava-Jato nos trilhos, embora tenha perfil tímido.

Também é respeitado pela base do Ministério Público, mas o seu nome parece não ter a simpatia do Palácio do Planalto.

RESTAURANTE E DIA DAS MÃES

Os filhos que pensaram homenagear as mães, no domingo passado, levando-as aos melhores restaurantes da cidade, passaram por maus bocados e frustraram-se.

Em vez de alegria e prazer, as mães sofreram dentro e fora dos restaurantes, que, além de insuficientes, não se preparam para atender à demanda.

Elas, não mereciam ter visto cenas tão grotescas e passado por momentos nada agradáveis.

ARLETE E JOSUÉ

Há anos, a escritora Arlete Nogueira Machado guarda consigo uma raridade.

Um ensaio maravilhoso e inédito, com mais de cem páginas, da autoria do intelectual maranhense Franklin de Oliveira sobre a vida e a obra do saudoso escritor Josué Montello.

Ela sabia que um dia usaria aquela peça literária para homenagear os dois ilustres e renomados maranhenses. Por isso, proporá à Academia Brasileira de Letras a publicação do primoroso ensaio, no centenário de nascimento de Josué Montello, em agosto vindouro.

SEBASTIANISMO NO MARANHÃO

Em cumprimento à lei que determina que Portugal seja homenageado no Maranhão, no dia 10 de junho, a Academia Maranhense de Letras, a Sociedade Humanitária, a Comunidade Luso-Brasileira e o Grêmio Lítero Português, vão realizar um evento comemorativo.

No dia 6 de junho, às 19 horas, no auditório da AML, o escritor português, Antônio Freire, profere palestra sobre o tema “O Sebastianismo no Maranhão”.

O intelectual lusitano é hoje o maior conhecedor da vida e da obra do padre Antônio Vieira, a respeito do qual já escreveu vários livros.

DUTRA ARREPENDIDO

Encontrei o ex-deputado e agora prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, ao lado da esposa, Núbia, minha conterrânea de Itapecuru.

Ao vê-lo um tanto quanto sorumbático, não deixei esta pergunta escapulir: – O que é melhor ser estilingue ou vidraça?

Respondeu o óbvio.

NOME DE PARTIDO

A moda agora é a mudança de nome dos partidos brasileiros.

Começou com Rede de Sustentabilidade. Depois veio Solidariedade. Agora foi a vez do Partido Trabalhista Nacional que virou Poderoso.  O PTB pretende ser conhecido como Avante.

Nome mais adequado ao PT: Trapalhões ou Trapaceiros.

SEM CENSORES

Tenho a impressão de que o trânsito melhorou bastante depois da retirada dos censores das vias públicas de São Luis.

O tráfego ficou mais livre e fluindo com mais desenvoltura.

Errou feio quem achava que o trânsito, sem os censores, transformaria a cidade num caos.

Ponto para o prefeito Edivaldo Holanda que, sem querer, livrou a Cidade daquelas engenhocas.

COMPARECIMENTO DE FELIPE

Por não comparecer à abertura do programa Roda de Debates, promovido pela Academia Maranhense de Letras com estudantes do ensino médio, o secretario de Educação, Felipe Camarão, marcou presença no encerramento do evento.

Como se não bastasse, discutiu, opinou e acatou sugestões e propostas de professores e alunos.

A presença de Felipe Camarão em eventos e atos que possam melhorar a educação no Maranhão, faz com que seja considerado um dos gestores mais eficientes e competentes do atual governo.

sem comentário »

CEM ANOS DA COVA DA IRIA

0comentário

Neste sábado, há 100 anos, um ato de origem sobrenatural, teve lugar em terras portuguesas, num lugarejo chamado Cova da Iria, que abalou religiosos, místicos e agnósticos, e tornou-se alvo de especulações e questionamentos, inclusive de setores da própria Igreja Católica, que levantaram dúvidas quanto à sua autenticidade.

Segundo relatos da época, o episódio ocorreu no dia 13 de maio de 1917, envolvendo as meninas – Lúcia de Jesus e Jacinta, de 10 e 7 anos, e o menino Francisco Marto,  de 9 anos, que pastoreavam  ovelhas e foram  surpreendidas por um clarão luminoso, do qual surge a Virgem Maria, vestida de branco, trazendo profecias, recomendações e mensagens.

Reza a lenda ou a crença, de que Nossa Senhora teria aparecido outras vezes para aquelas crianças, entre maio e outubro de 1917, sempre lhes entregando profecias, que se tornaram conhecidas por “Segredos de Fátima”, mas só reveladas anos depois por ordem dos Papas.

Os dois primeiros segredos chegaram ao conhecimento público em 1942, com autorização do Papa Pio XII, e diziam respeito à deflagração de catástrofes, que causariam flagelos à humanidade.

O terceiro segredo, revelado em 1944, mas divulgado em 1960, reportava-se a um possível atentado ao Papa, aquele sofrido por João Paulo II, na Praça do Vaticano, em 1981.

Em Portugal e nos países em que se fala o idioma português, o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima será festivamente comemorado no curso deste mês.

Em São Luis, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira organizou um programa, cujo ponto alto é a celebração, hoje, às 8h30, de missa na Igreja de São João Batista, no mesmo horário em que o Papa Francisco, no Santuário de Fátima, preside um ofício religioso alusivo ao evento.

O assunto da aparição de Nossa Senhora, na Cova da Iria, faz com que transponha o meu pensamento para a década de 1950, quando a imagem de Nossa Senhora de Fátima saiu de Lisboa em direção ao Brasil, onde fez uma peregrinação por todos os estados.

Naquela época, São Luis contava com expressiva colônia lusitana, em qualidade e quantidade, que por pontificar na vida social e comercial da cidade, preparou vasta programação para receber a santa peregrina, com visitas a igrejas, associações religiosas e hospitais, nestes, Nossa Senhora teria operado milagres e recuperado enfermos.

No dia da chegada da santa, nada funcionou na cidade e a população, mobilizada para recepcioná-la, marcou presença no aeroporto e nas ruas com fé e devoção. Eu, com 14 anos, em dois momentos, emocionei-me com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Primeiro, por vê-la de perto e de tocá-la, na visita ao Colégio dos Irmãos Maristas, onde estudava. Segundo, no estádio Santa Isabel, na celebração de uma missa campal, ministrada pelo arcebispo dom José Delgado, onde o povo contrito chorava, rezava e pedia suas bênçãos para minorar seus sofrimentos em angústias.

Segundo a imprensa, muitos doentes, após o ato religioso, foram curados das moléstias que portavam.

De tudo que vi e ouvi por ocasião da imagem peregrina a São Luis, ficou algo que aprendi e até hoje não esqueci: um cântico a ela dedicado com este estribilho:

A treze de maio na Cova da Iria

No céu aparece a Virgem Maria

Ave, ave, Maria

Ave, ave, Maria

Os três pastorinhos cercados de luz

Visitam Maria

A mãe de Jesus

Ave, ave Maria

Ave, ave, Maria.

DE VICE A PRESIDENTE

As duas figuras políticas do Maranhão, eleitas à vice-presidência da República, que exerceram  o cargo de presidente do Brasil foram Urbano Santos e José Sarney.

Sarney assumiu o comando do Poder Executivo face ao falecimento de Tancredo Neves, em abril de 1985.

Urbano Santos, companheiro de chapa de Venceslau Braz, no quadriênio 1914-1918, assumiu a presidência da República, em 1917, quando o estadista mineiro, licenciado, viajou para o seu Estado, Minas Gerais.

A diferença entre Sarney e Urbano Santos é que o primeiro assumiu e  ficou cinco anos no poder; já o segundo, permaneceu no cargo só trinta dias, fato ocorrido há cem anos.

CANDIDATA A GOVERNADORA

Além de Roseana Sarney, Maura Jorge, prefeita de Lago da Pedra, também quer ser candidata ao Governo do Maranhão.

Maura Jorge lançou-se candidata depois de forte desentendimento com o governador Flávio Dino, numa solenidade pública, na cidade onde é gestora.

O modo altivo com reagiu à indelicadeza do chefe de governo,  repercutiu politicamente a seu favor, mormente na sua região, mas só isso não basta para cacifá-la a disputar o cargo de governador do Maranhão.

Há que mostrar outras virtudes, por exemplo, como se conduz à frente da prefeitura e se a administração que realiza é bem avaliada pela população.

TERRA EM TRANSE

Há cinqüenta anos, o filme Terra em Transe, do cineasta baiano Glauber Rocha era lançado no Brasil.

Importante e polêmico, o filme, um dos ícones do Cinema Novo, foi lançado em plena ditadura, que a censurou, mesmo escudado em metáforas.

Com um elenco de primeira linha, do nível de  Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Glauce Rocha, Paulo Gracindo, Danuza Leão , o filme produzido em 1967, teve cenas filmadas em São Luis, por ocasião da posse do governador José Sarney.

MORADORES DE RUA

O prefeito de São Paulo, João Doria, vai distribuir para os moradores de rua, 65 mil escovas de dente, 96 mil desodorantes, 160 mil pastas de dentes, 660 mil sabonetes e 80 mil xampus.

O prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Junior, em compensação, está distribuindo aos moradores da cidade, milhares de buracos.

CONHECER, PRENDER E SOLTAR

Como ouvinte da Rádio Mirante, ouvi uma entrevista do delegado Walter Wanderley, em que se ufanava de conhecer todos os ladrões que agem em São Luis.

Delegado, com todo o respeito, o problema não é conhecer os ladrões, mas o de prendê-los e depois serem soltos, pela Justiça, para praticarem os mesmos delitos.

DIA DAS MÃES

Amanhã, Dia das Mães, será um grande teste para o Governo e para o Presidente Michel Temer.

Se o comércio vender mais do que nos anos anteriores, pode-se dizer que a política econômica do ministro Henrique Meireles está no caminho certo.

Ao contrário disso, só Deus sabe.

ANIVERSÁRIO SILENCIOSO

Não é comum aniversário de governador passar em brancas nuvens.

Ao longo de minha vida de jornalista, sempre soube que governador não muda de idade sem comemoração, até porque os puxa saco não deixam isso acontecer, pois, nesse dia, eles gostam de mostrar serviços e sabem fazer isso com muita propriedade.

No dia 30 de abril,  Flávio Dino, pela segunda vez na sua gestão, muda de idade, mas se não fosse o batizado do mais novo filho do governador, nada teria acontecido no  Palácio dos Leões.

PREFEITO SONHADOR

Surgiu um prefeito no Maranhão para arrebatar do ex-prefeito de São Luis, Haroldo Tavares, o titulo de “sonhador.”

Trata-se do gestor do município de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Numa mensagem, publicada na imprensa, ele anuncia, como um de suas metas administrativas, a implantação do VLT para ligar São Luis a Itapecuru, como medida para desafogar o trânsito na BR-135.

 

sem comentário »

DO PAI(ORLEANS) PARA O FILHO(CARLOS)

0comentário

Não é preciso ser analista político para imaginar que é questão de tempo a deflagração nas hostes do PSDB do Maranhão de uma luta de foice entre o vice-governador Carlos Brandão e o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, pelo domínio estadual do PSDB.

Essa luta, não se desenvolve apenas pelo domínio do partido. Vai mais longe e tem outras conotações, como, por exemplo, o atual alinhamento do tucanato maranhense ao esquema político do governador Flávio Dino, que, nas eleições de 2014, teve Carlos Brandão como companheiro de chapa e se elegeu vice-governador do Estado.

Naquele pleito, a aliança entre o PSDB e o PC do B foi possível e ganhou corpo porque teve o aval da cúpula nacional do partido. Nos tempos que correm, contudo, a situação difere literalmente de 2014, pois o PSDB  participa do governo Michel Temer e se compôs com o PMDB, para dar sustentação ao presidente da República, que trava uma batalha gigantesca para se manter no poder e aprovar no Congresso Nacional as Reformas Trabalhista e da Previdência Social, tão necessárias ao país.

No plano nacional como no regional, por conseguinte, a postura adotada pelos tucanos é de não aliar-se a agremiações partidárias contrárias ou em rota de colisão com o presidente Michel Temer.

Repetir no Maranhão a fórmula de 2014, em que o PSDB aliou-se ao PC do B, nem pensar. O vice-governador Carlos Brandão, sabe dessa orientação, tanto que vem sendo questionado pelo emplumado tucano, o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, afinado da cabeça aos pés à cúpula do PSDB.

Como em política tudo acontece e às vezes até se repete,  Carlos Brandão, como bom filho, poderá espelhar-se no exemplo de seu querido pai, o saudoso deputado Orleans Brandão, que, em 1963, tomou a iniciativa de liderar um movimento de apoio político ao governador Newton Bello, alvejado pela ação de sete deputados federais do extinto Partido Social Democrático, que contestavam uma decisão do chefe do Poder Executivo.

Liderados pelo deputado federal Cid Carvalho, os parlamentares Ivar Saldanha, Eurico Ribeiro, Líster Caldas, Matos Carvalho, Luis Coelho e Alberto Aboud, bateram de frente contra a indicação de José Burnett a líder da bancada do Maranhão na Câmara Federal. Para substituí-lo, o escolhido foi Ivar Saldanha, fato que gerou uma crise e levou os rebelados, assim chamados, a se desligarem do PSD e se filiarem ao PTB, com aval do presidente João Goulart e da liberação das benesses do governo federal.

Para hipotecar solidariedade ao governador, Orleans Brandão promoveu um jantar no Cassino Maranhense, oportunidade em que chamou os rebelados de “Frutos Podres” e ainda lançou as bases de uma nova agremiação política no Maranhão, com o nome de PNB ou Partido Newton Bello.

Mas um acontecimento de grande relevância nacional veio à tona e implodiu a criação do PNB e o projeto dos rebelados, de fazer o deputado Cid Carvalho candidato do PTB a governador nas eleições de 1965.

Esse acontecimento foi a eclosão do movimento militar de abril de 1964, que fez as águas de março  levarem de roldão rebelados e não rebelados.

TRATAMENTO DE EXCELÊNCIA

O prefeito de São Paulo, João Doria, a cada dia surpreende o país com novos atos e fatos.

A última do gestor paulista: extinguiu o tratamento de Vossa Excelência e de Vossa Senhoria na prefeitura paulista, no pressuposto de que todas as pessoas devem ser tratadas igualmente perante a lei.

Por falar em tratamento, lembro o saudoso deputado Nagib Haickel quando se elegeu deputado federal.

Ao chegar de Brasília, um jornalista perguntou o que mais o impressionou no Congresso Nacional. Sem titubear, respondeu: Ser tratado por Vossa Excelência por todos que ali trabalham.

MARGINAL DAS LETRAS

Na semana passada, um jornal da cidade publicou um artigo singularmente tolo de um marginal das letras contra a Academia Maranhense de Letras e os acadêmicos.

Mal sabe ele que, com as suas tolices impressas, está a fortalecer a AML. Sim, isso mesmo: fortalecer.

Enquanto houver idiotas aqui fora, haverá espaço, lá dentro, para os homens de espírito, e são estes que asseguram a continuidade da Instituição.

QUEM TEM MEDO DO UBER?

O presidente da Câmara Municipal de São Luis, Astro de Ogum, pisou na bola ao promulgar a lei que proíbe o uso do Uber na capital maranhense.

A promulgação dessa lei mostra duas coisas. Primeiro, a ilegalidade do ato, pois de acordo com a Constituição Federal que tem competência para legislar sobre trânsito e diretrizes de política nacional de transporte, é a União.

Segundo, a prova cabal e insofismável de que os vereadores da capital maranhense não estão sintonizados com o progresso e mudanças que se operam em todos os setores da sociedade, especialmente com respeito à mobilidade urbana.

Mas não foi apenas a Câmara Municipal que pecou. O prefeito Edivaldo Holanda, também, deixou de cumprir o seu dever, omitindo-se de sancionar uma lei, que poderia deixar São Luis de bem com a modernidade e o bolso popular.

DISCURSO DE INTELECTUAL

Quem compareceu à solenidade de posse do jovem advogado Felipe Camarão, na Academia Ludovicense de Letras e no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, sabia que ouviria um bom discurso do atual secretário de Educação do Estado.

Mas Felipe extrapolou e surpreendeu.  Na sua oração de posse, mostrou o seu lado de bom intelectual, que cultiva as letras e domina a difícil arte da oratória.

Os membros da Academia Maranhense de Letras, que marcaram presença na solenidade, saíram do Convento das Mercês empolgados com que ouviram e convencidos de ser mais valor intelectual, que, naquela noite, surgia.

EUTANÁSIA ELEITORAL

Lenta e gradativamente o processo eleitoral brasileiro vem sofrendo alterações, com vistas à diminuição de custos na campanha política.

O começo dessa operação deu-se com a proibição dos tradicionais comícios.

Pretende-se agora extinguir o horário eleitoral gratuito e a propaganda partidária no rádio e na televisão a que cada legenda tem direito.

No rumo que a coisa vai, o próximo passo será a inexorável decretação da extinção do voto universal, secreta e direta.

CAIXA DOIS

Nas agências Estilos, do Banco do Brasil, dois caixas estão sempre a postos para atender os clientes.

De uns tempos para cá, na hora em que a atendente chama o correntista para comparecer ao caixa dois, uma surpresa: ninguém se apresenta.

Tudo por conta do efeito das propinas e dos políticos.

CELEBRAÇÃO DA VIDA

Em abril passado, uma grandiosa festa foi realizada numa das casas de eventos mais requintadas de São Luis.

Quem a promoveu: professora Socorro Neiva. Não com o objetivo de comemorar seu aniversário ou qualquer efeméride familiar, mas para algo que ela considera sublime e maravilhoso: a vida

A anfitriã convidou 300 pessoas que fazem parte de sua selecionada relação de amizade e as recebeu numa noite festiva e de celebração à vida, que ela, como mulher bem realizada profissionalmente, curte ininterruptamente e sem medo de ser feliz.

Naquele evento, onde a alegria, a descontração e a felicidade marcaram presença, Socorro Neiva, em companhia de amigos e convidados, celebrou a vida como imaginou e quis.

sem comentário »

VIEIRA, POMBAL, MELO E PÓVOAS

0comentário

Agora é lei e com direito à comemoração no Maranhão do “Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas”.

Todos os anos, a 10 de junho, os maranhenses deverão organizar celebrações em reconhecimento à influência da cultura portuguesa em nosso Estado.

Já que o Governo do Estado tomou essa iniciativa histórica, é de bom alvitre pinçar e reconhecer as figuras humanas de Portugal que, na fase colonial, tiveram papel saliente em ações e eventos destinados à melhoria do Estado do Grão-Pará e Maranhão.

Refiro-me ao padre Antônio Vieira, a Sebastião José de Carvalho e Melo, o  Marquês de Pombal, e a Joaquim de Melo e Póvoas, que, no meu modo de ver, são merecedoras do reconhecimento público dos maranhenses, em favor do progresso de nossa terra e de nossa gente.

Do padre Antônio Vieira, deve-se sempre enaltecê-lo e venerá-lo. Contraímos com ele uma imensa dívida e até hoje não saldamos, pela renhida luta travada contra a escravidão indígena, por meio da sua extraordinária retórica de missionário, que o tornou alvo da perseguição dos senhores locais e da Inquisição.

Extremamente culto e combativo, Vieira, um esgrimista da palavra, fez dela, no Maranhão, um instrumento poderoso na defesa de suas convicções e princípios, consubstanciados na causa da liberdade dos índios.

Quanto a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, idolatrado em Portugal, projetou-se como principal ministro do reinado de D. José I, tomando medidas que possibilitaram ampla reorganização de Portugal e seu império. No Brasil, elas repercutiram e resultaram na transferência do governo geral de Salvador para o Rio de Janeiro.

Através das ações pombalinas, deflagradas a partir de julho de 1971, com  a nomeação do sobrinho e engenheiro, Joaquim de Melo e Póvoas  a governador, o Estado do Grão-Pará e Maranhão  livrou-se de grave crise econômica e melhorou sua situação social.

Segundo o professor Mário Meireles, foi na gestão desse novo e operoso  governador que a Capitania do Maranhão viu a sua agricultura e o seu comércio crescerem, com iniciativas que estimularam os  colonos a produzir mais e com melhor qualidade, haja vista à introdução de implementos e insumos agrícolas e abertura de crédito aos produtores.

Paralelamente, construiu fortalezas para a defesa da Companhia, lutou contra os padres, que teimavam em subjugar os nativos e procurou levar a assistência social a todos os seus jurisdicionados.

Bandeira Tribuzi, no livro “Formação Econômica do Maranhão”, afirma que “na verdade, o Maranhão só passa constituir-se realidade econômica ponderável, no contexto colonial português, quando o Marquês de Pombal decide criar condições objetivas de expansão, através da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.

Por falar no Marquês de Pombal, transcrevo o trecho da carta de instruções que dirigiu ao sobrinho, quando este veio para o Maranhão: “O p ovo que V.Excia. vai governar é obediente, fiel a el-rei, aos seus generais e ministros. Com esta circunstâncias, é certo que há de amar a um general prudente, afável, modesto e civil. A justiça e a paz com que V.Excia. o governar o farão igualmente benquisto, porque, com uma e outra coisa, se sustenta a saúde pública. Engana-se quem entende que o temor com que se faz  obedecer é mais conveniente do que a benignidade com que se faz amar; pois a razão natural ensina que a obediência forçada é violenta, e a voluntária, segura.”

Em tempo: ao contrário de Maquiavel, que recomendava aos governantes o uso do temor como arma, o Marquês de Pombal defendia ponto de vista contrário. Para ele, a bondade, a justiça e a paz sustentavam o exercício do poder.

OS CAMINHOS DA JUDICIALIZAÇÃO

No Brasil de nossos dias, os caminhos da controvérsia conduzem à judicialização.  Por exemplo: a definição do Campeonato Brasileiro de Futebol só valeu depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que indicou o Esporte Clube Recife e não o Flamengo, como o campeão de 1987.

No Maranhão algumas questões históricas, procedentes de séculos passados, ainda suscitam dúvidas e geram polêmicas. Seria prudente que fossem encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal para julgamento.

Exemplos: 1) Quem fundou São Luis: os franceses ou os portugueses? 2) A  adesão do Maranhão à Independência deu-se a 21 ou a 28 de julho de 1823? 3)  São Luis, capital do Estado do Maranhão, deve ser grafada com s ou z? 4) Os bustos dos escritores maranhenses devem ficar nos jardins do Museu Histórico ou voltar para a Praça do Panteon?  5)  Mantenha-se parado ou funciona, como nos bons tempos, o relógio da Praça João Lisboa?

CONDENAÇÕES DE ARAQUE

A mídia eletrônica e impressa noticia com freqüência condenações de ex-prefeitos, pela prática de atos lesivos ao patrimônio público.

Os juízes têm sido implacáveis com aqueles que, no exercício do mandato, cometeram graves irregularidades e ilicitudes.

Eu não conheço um ex-gestor municipal, condenado pela Justiça, que esteja preso, usando tornozeleira ou prestando qualquer serviço comunitário.

Que o diga Lidiane Leite, conhecida nacionalmente como “Prefeita Ostentação de Bom Jardim”, que continua livre como um passarinho.

FUTURA BANCADA

O governador Flávio Dino tem em mãos o resultado de uma pesquisa que indica os ocupantes de cargos do primeiro escalão mais destacados e  conhecidos  no Maranhão.

De acordo com a pesquisa, quatro gestores disputam a preferência da população pelo desempenho no governo: o secretário de Segurança, Jeferson Portela, o gestor do Procon e do Viva Cidadão, Duarte Júnior, o secretário de Saúde, Carlos Lula, e o secretário de Educação, Felipe Camarão.

Se até as eleições de 2018, continuarem bem cotados junto à população, certamente serão  convocados pelo governador a concorrer a cargos eletivos à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal.

A REPÚBLICA NA CASA DE SARNEY

Como faço sempre, estive em Brasília para abraçar o meu amigo José Sarney, no seu aniversário, quando completou 78 anos, de bem com a vida, lúcido, lépido e fagueiro.

Este ano, a mudança de idade de Sarney teve um marco diferencial. Nem quando estava com o prestígio em alta, sua casa ficou tão cheia de amigos e repleta de autoridades como agora. E note-se: sem a expedição de convites.

Desde as primeiras horas da noite de 24 de abril, a residência de Sarney, na Península dos Ministros, foi invadida por deputados, senadores de todos os partidos, ministros das Cortes de Justiça e do Governo, presidentes da Câmara e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira, chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha e o próprio chefe da Nação, Michel Temer.

Com tanta gente importante, em volta do aniversariante, a conversa só poderia girar em torno da política, mas os circunstantes não conseguiram  captar nada, porque a mão na boca funcionou  o tempo todo.

Maranhenses, da geração de ontem e hoje, também compareceram para homenageá-lo e vê-lo como continua um cidadão respeitado e reconhecido pelos serviços prestados ao país.

AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Para saber o que é Audiência de Custódia tive de perguntar ao professor Google, que disse ser “um instrumento processual que determina que todo preso em flagrante seja levado à presença de uma autoridade judicial, no prazo de 24 horas, para esta avaliar da legalidade de manutenção da prisão”.

Foi sustentado nesta tal Audiência de Custódia que um juiz mandou soltar dois assaltantes, que invadiram uma churrascaria no Calhau e dela levaram dinheiro e submeteram os que ali trabalham a vexames.

Dois dias depois de soltos, policiais os prenderam novamente, pois se preparavam para praticar assaltos em plena luz do dia.

Que seja infinita enquanto dure a Audiência de Custódia.

sem comentário »

O MARANHÃO NOVO SEGUNDO ELIÉZER

0comentário

Nesta quarta-feira, 26 de abril, às 18 horas, na Biblioteca do Ceuma, o lançamento do livro “Maranhão Novo – A saga de uma geração”, do intelectual Eliézer Moreira Filho.

Obra pioneira, em que o autor, com riqueza de informações, aborda e comenta a trajetória do jovem governador- José Sarney, que mediante eleição vibrante e sem fraude, galgou o poder e realizou no Maranhão obra gigantesca, progressista e transformadora.

Ninguém mais do que Eliézer Moreira para discorrer sobre um governo do qual participou, ativa e com denodo, do primeiro ao último momento, que tratou de recuperar o tempo perdido e de mudar as práticas políticas que nele vicejavam e responsáveis pelo marasmo social e pela pobreza econômica.

O autor deste livro residia no Rio de Janeiro, mas retornou às origens familiares, para atender ao apelo do governador eleito, José Sarney, que precisava de mão de obra especializada para ajudá-lo a desenvolver o Maranhão.

Em São Luis, incorporou-se ao Grupo de Trabalho que assessorava tecnicamente o governador. Pela dedicação ao trabalho e maneira de agir como profissional e figura humana, foi confiada a ele a direção do órgão mais importante do governo:  Sudema- Superintendência de Desenvolvimento do Maranhão, autarquia com a competência de planejar, liberar e controlar os recursos às obras necessárias ao progresso do Estado.

Atuando com desenvoltura e eficiência no comando da Sudema, tornou-se um permanente aliado de Sarney nas ações e iniciativas que redundaram no surgimento  do Maranhão Novo, no bojo do qual vieram a lume Escolas João de Barro, Ginásios Bandeirantes, Centro Maranhense de TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia e Veterinária; dezenas de hospitais e postos médicos; grandes eixos rodoviários de integração; pavimentação das estradas São Luis-Teresina, Santa Luzia-Açailândia e Miranda-Arari; hidrelétrica de Boa Esperança,  Barragem do Bacanga, pontes sobre o Rio Anil, no Caratatiua, e São Francisco, ligando o Centro Histórico às praias, porto e terminal ferroviário do Itaqui, do Distrito Industrial, pavimentação de ruas e avenidas de São Luis; bairro Anjo da Guarda, Companhia Progresso do Maranhão, Banco de Desenvolvimento do Maranhão, Fundação do Bem Estar Social, Companhia de Habitação Popular, Telecomunicações do Maranhão, Companhia de Águas e Esgotos,  Centrais Elétricas e  Reforma Administrativa.

Testado e aprovado é convocado por Sarney a cumprir outras tarefas governamentais, dentre as quais a de secretário de Administração Pública, Gestor de Assuntos do Gabinete do Governador e Chefe da Casa Civil, de onde saiu para concorrer a uma cadeira de deputado à Assembleia Legislativa do Estado, eleito para o mandato de 1971 -1975.

A onipresença na máquina administrativa estadual, de janeiro de 1966 a junho de 1970, em que o Maranhão experimenta um fecundo processo de modernização e desenvolvimento, deu a Eliézer a privilegiada posição de agente e testemunha das movimentações políticas, nas quais o talento de Sarney aflorava interna e externamente.

Internamente, face à brilhante atuação no poder, que lhe conferiu autoridade, competência e respeito, o governador tornou-se o grande líder político estadual. Externamente, pela obra realizada no Maranhão, acumulava aplausos e elogios das autoridades federais e da imprensa nacional, que o apontavam como exemplo para o Brasil.

Daqueles tempos de euforia e de entusiasmo popular, em que o Estado passou por transformações econômicas, sociais e políticas, que levaram a opinião pública à mobilização em torno da construção do Maranhão Novo e da mudança da mentalidade, Eliézer guardou preciosos documentos, oficiais e oficiosos, armazenou relevantes informações jornalísticas, selecionou dados estatísticos e conservou imagens, com o objetivo de, anos depois, juntar tudo isso num livro, para registrar com fidelidade, imparcialidade e sem paixão, os atos, fatos, episódios e acontecimentos de um significativo momento histórico, que as novas gerações desconhecem pela má-fé ou sordidez de invejosos e frustrados, que tentam distorcer uma realidade que permanece até hoje guardada na memória dos maranhenses, que tiveram a ventura de viver um tempo em que éramos felizes e não se sabíamos.

MENTIRAS E MENTIROSOS

Os políticos que receberem propinas da Odebrecht são atualmente os maiores mentirosos do Brasil. Useiros e vezeiros em falsear a verdade, cinicamente a alardeiam e com a maior cara de pau. Dentre as mentiras políticas mais cabeludas dessa triste fase, vejamos as triviais.

  • Estou surpreso com a inclusão do meu nome.
  • As doações usadas na minha campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
  • Só me manifestarei sobre as delações quando tiver acesso ao processo.
  • Sou o maior interessado no esclarecimento da situação.
  • Sou um político do bem e não minto.
  • A Justiça não falha e confio nela.

 

REFORMA IMPRESCINDÍVEL

Eu acato e respeito o direito de concordar ou discordar da Reforma da Previdência.

De minha parte, acho que o país precisa fazê-la o quanto antes, para acabar com fatos como esse: a população rural do Brasil, acima de 55 anos, gira em torno de seis milhões de pessoas. Já a quantidade de benefícios rurais pagos pelo governo é da ordem de nove milhões.

ARTIGO DE BENTEVI

Quem conhece João Bentevi sabe que é bom médico, exemplar  professor universitário, ótimo saxofonista e dono de um texto brilhante, pois escreve com espantosa facilidade sobre assuntos diversos.

Por isso, não foi surpresa, repito, para quem acompanha a sua vida profissional, ver o artigo por ele produzido e veiculado pelas redes sociais, a respeito da presença do governador Flávio Dino na Lista do ministro Fachin.

Se por um lado, registra a decepção de vê-lo metido nesse mar de lama que inunda o Brasil, por outro, fez questão de ressaltar e louvar o político José Sarney que, com mais de 80 anos de idade e mais de 60 de vida pública, passou praticamente incólume nesse tsunami que agita o país.

OPINIÕES DE TAXISTAS

Na semana passada, estive em São Paulo e a bordo de um taxi perguntei ao taxista o que ele achava a administração do prefeito João Doria.

O motorista não titubeou. A resposta veio carregada de elogios ao jovem prefeito paulista.

Qualquer dia vou fazer em São Luis o que fiz em São Paulo: entrar num taxi e perguntar ao motorista sobre o desempenho do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

BENEFÍCIO DA PRESCRIÇÃO

De acordo com o Código Penal, quem responde a inquérito por caixa dois, cuja pena é de até cinco anos de prisão, pode ser beneficiado pela prescrição 12 anos depois do fato.

Esse prazo é ainda reduzido à metade se o investigado tem mais de setenta anos.

O deputado José Reinaldo, pelo que expressa o Código Penal, pode ser beneficiado pela prescrição.

RAIMUNDINHO SANTOS

A mídia quando se refere ao autor da denúncia contra o advogado maranhense Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador geral do Estado, trata-o por Raimundo Santos Filho, ex-diretor da Odebrecht.

Assim identificado, pouca gente em São Luis sabe quem o é.

Mas se tratado por Raimundinho Santos fica mais fácil identificá-lo. É engenheiro civil, nascido em São Luis, filho do saudoso empresário Raimundo Santos, que por muitos anos atuou no comércio da cidade, dono de conceituada loja de móveis, localizada na Rua Godofredo Viana.

Raimundinho vem sempre a São Luis, principalmente no carnaval e é dos fundadores do Bloco do Agenor. Mais ainda: é gente boa e bom caráter.

sem comentário »

EU E O TEATRO ARTUR AZEVEDO

0comentário

O Teatro Artur Azevedo foi inaugurado em São Luis no dia 1º de junho de 1817, com o nome de Teatro União, construído por iniciativa de Eleutério Lopes da Silva Varela e Estevam Gonçalves Braga.

Com a morte de seus construtores, o Teatro União entrou em crise. O presidente da província, Eduardo Olimpio Guimarães, incorporou-o ao patrimônio do Governo, que o reformou e o reinaugurou com o nome de Teatro São Luis, na década de 1850.

Anos depois, já no regime republicano, no governo Urbano Santos, veio nova reforma. Na abertura de suas portas, em 1921, em homenagem ao grande dramaturgo maranhense, ganhou o nome de Teatro Artur Azevedo.

Ao longo de dois séculos de vida, o nosso teatro sofreu várias reformas e esteve sob o domínio ora do governo do Estado, ora da prefeitura de São Luis, que chegou inclusive a arrendá-lo à iniciativa privada. Em todas essas fases, no seu palco aconteceram cenas pitorescas e curiosas, histórias, algumas verdadeiras, outras criadas pelo imaginário popular, em torno de pessoas que o dirigiram, de atores e cantores que ali se exibiram, de peças e shows apresentados, sem esquecer as manifestações da platéia maranhense.

Dentre os numerosos casos, que merecem registros, porque fazem parte da história daquela casa de espetáculos, participei de três.

O primeiro deu-se no governo José Sarney. O teatro vinha de passar por mais uma reforma e o governador desejava reinaugurá-lo com um bombástico espetáculo cênico: a peça bíblica “Abraão e Sara”, da autoria do padre João Mohana, com elenco à base de artistas locais e dirigida por Andros Chediak, contratado no Rio de Janeiro, com essa finalidade.

Antes da reabertura do Artur Azevedo travou-se renhida luta entre o intelectual Domingos Vieira Filho, diretor do Departamento de Cultura, e o padre João Mohana, com vistas à indicação do novo diretor do teatro. O candidato de Vieira Filho era Gerd Phuegler; o de João Mohana, este escriba. O governador ficou entre a cruz e a espada, mas optou por mim, o candidato do sacerdote.

Tão logo a minha nomeação saiu no Diário Oficial, a 7 de fevereiro de 1969, Domingos Vieira Filho, sentindo-se desprestigiado, ameaçou deixar o cargo de diretor do Departamento de Cultura e ainda ameaçou romper a antiga amizade com Sarney. Quando percebi que isso poderia acontecer, não pensei duas vezes: fui ao governador, entreguei o cargo e a paz voltou a reinar no governo.

Resumo da ópera: fui diretor do Teatro Artur Azevedo e o que menos tempo ficou no cargo.

O segundo episódio veio a lume no governo João Alberto, que me nomeou para o cargo de secretário da Cultura do Estado do Maranhão.

Ao assumir o posto, em abril de 1990, encontrei os artistas revoltados com a situação do Teatro, fechado há dois anos. A imprensa, também, cobrava a reabertura do Artur Azevedo, necessitado de reformas e que se encontrava quase todo demolido por uma empresa do Piauí, à qual obra foi entregue, sem licitação, pelo ex-governador Epitácio Cafeteira.

Diante daquele quadro de revolta, decidi fazer uma Exposição de Motivos ao governador João Alberto, solicitando autorização para a Secretaria de Transportes e Obras preparar estudos para salvar o Teatro daquela constrangedora situação.

O chefe do Executivo, sem titubear, aprovou a EM e a encaminhou ao órgão competente e ao Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura, para que juntos elaborassem o projeto e providenciassem a imediata abertura da concorrência pública, vencida pela Construtora Planex.

A empresa correu contra o tempo e antes do governador João Alberto transferir o poder ao governador eleito, Edison Lobão (14 de março de 1991), o Teatro foi entregue ao público, não plenamente acabado, mas  em condições de funcionamento, sob os aplausos da comunidade artística.

O terceiro caso gerou-se em torno de uma polêmica levantada pelo então diretor do Teatro Artur Azevedo, Fernando Bicudo, que o governador Edison Lobão importou do Rio de Janeiro, para acompanhar os trabalhos de mais uma reforma imposta àquele monumento artístico.

Nas proximidades da reabertura do Teatro, Fernando Bicudo apresenta ao governador Lobão uma proposta absurdamente mirabolante. Que se voltasse aos anos de 1850, quando o nome do Teatro era São Luis. Essa mudança, se efetivada, destronaria Artur Azevedo do frontispício da nossa vetusta casa de espetáculos, que todo o país conhece e venera.

A proposta de Bicudo foi uma bomba na cidade. Todos os segmentos artísticos e intelectuais se mobilizaram para torpedeá-la, pois não viam nela sustentação histórica ou de qualquer outra natureza, que merecesse ser objeto de cogitação e levada a sério.

No momento em que a discussão ganhava corpo e ressonância, pois os meios de comunicação ajudavam a combater tão sinistra proposta, eu decidi dela participar e pra valer. Publiquei um artigo-reportagem, da minha autoria, no jornal O Estado do Maranhão, em 6 de dezembro de 1992, com este título: “Ideia Bicuda”, que o editor do Caderno Alternativo inseriu na primeira página.

Eis um dos trechos mais ácidos do artigo: “Ele (Fernando Bicudo) desejava que o governo estadual fizesse um retrocesso no tempo para devolver ao Teatro a denominação anterior, como se os maranhenses não tivessem a honra e a glória de ter Artur Azevedo como patrono. Ao contrário do que pensa Bicudo não temos qualquer interesse em exorcizar o grande dramaturgo, cuja obra tem o reconhecimento de todo o país.”

A matéria jornalística obteve repercussão tão extraordinária, que exigiu do autor da proposta imediata explicação. Mais bicudo do que nunca, além de manifestar o desejo de encerrar o assunto, pediu desculpas ao povo maranhense pela defesa de uma causa tão inoportuna, que não pensava chegar ao ponto de levá-lo à execração da pública.

REVOLUÇÃO RUSSA

EM novembro vindouro será comemorado em todo o Planeta o primeiro centenário da Revolução Russa, deflagrada pelos bolchevistas em Moscou com a finalidade de implantar o regime comunista.

Em São Luis, a efeméride não deverá passar em branco, pois o PC do B, pelo que se comenta, se mobilizará para organizar um evento de monta e para obter repercussão internacional.

Afinal de contas, o Maranhão é o único estado da Federação brasileira, governado por um comunista católico. Graças a Deus.

DOM DELGADO E DOM BELIZÁRIO

Há quem veja semelhanças entre Dom José Belizário e o saudoso Dom José Delgado, que pontificou no Maranhão, nos idos de 1950 e 1960, como a grande figura da igreja católica. Não são semelhanças físicas, mas que se manifestam em atitudes e  ações.

Os dois prelados, embora de gerações diferentes e de épocas nada convergentes em termos espirituais e temporais, parece que rezam o mesmo catecismo, no tocante ao empreendedorismo.

São homens inteligentes, líderes e audaciosos nas iniciativas que empreendem em favor do rebanho católico.

PRIMEIRO PLANO DE GOVERNO

O governador Newton Bello foi o primeiro, no Maranhão, a contar com um Plano de Governo.

O autor dessa peça, que traçava normas e diretrizes de planejamento econômico para o nosso Estado, foi o engenheiro e economista Antônio Dias Leite, que o preparou a pedido de seu dileto amigo, Renato Archer.

Intitulado “Plano e Reivindicações do Estado do Maranhão” foi  apresentado ao Presidente da República, Jânio Quadros, na visita de trabalho a São Luis, em julho de 1961.

O autor do Plano, Antônio Dias Leite, faleceu na semana passada, no Rio de Janeiro, aos 94 anos.

Em tempo: com a minha prazerosa mania de guardar documentos do passado, tenho a impressão que só eu tenho, ainda no original, um exemplar desse Plano de Governo.

PREFEITO NA PRAÇA

O dia oito de abril de 2017 vai ficar na história de São Luis. Pela primeira vez o prefeito Edivaldo Holanda Junior pisou na Praça Benedito Leite, que só conhecia de passagem, para anunciar a revitalização dos jardins daquele logradouro.

sem comentário »

A JUÍZA E O REITOR

0comentário

Na semana passada, a opinião pública foi surpreendida com a decisão da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Luzia Medeiro Nepunucena, que solicitara a prisão do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, professor Gustavo Pereira da Costa, por desacato à ordem judicial.

Eu não conheço pessoalmente e nem profissionalmente a juíza Luzia Medeiro de Neponucena. Por isso, eximo-me de fazer maiores considerações ou juízo de valor sobre a sua atuação no exercício da judicatura, embora ache que cometeu uma injustiça contra uma pessoa íntegra e do bem.

Antes, porém, de deter-me sobre a figura humana do exemplar aluno, do notável professor e do competente reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Gustavo Pereira da Costa, do qual posso falar de cátedra, devo dizer algo a respeito da instituição onde o conheci: a Federação das Escolas Superiores do Maranhão, criada pelo governador Pedro Neiva de Santana, que juntou as faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia, Veterinária, fundadas pelo ex-governador José Sarney.

A transformação da Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão, ato realizado pelo governador João Castelo, alterou a minha situação no corpo docente da nova instituição. De professor contratado, galguei à titularidade da disciplina Ciência Política, no curso de Administração.

Depois desse preâmbulo, reporto-me a Gustavo, o qual, em sala de aula, impressionou-me pela grandeza de caráter, pelo bom comportamento e interesse pela Ciência Política, disciplina que eu ministrava no segundo período do curso de Administração.

Ele se diferenciava do resto da turma por não se comprazer apenas com o discurso do professor. Cultivava a arte de questionar, sempre querendo avançar e saber mais. Gostava tanto de política que imaginei vê-lo às voltas com a militância partidária após a conclusão do curso, o que não aconteceu.

Todos os professores o admiravam e não economizam elogios à sua maneira de ser dentro e fora da sala de aula. Não à toa, ao ser diplomado foi apontado como o melhor aluno da turma.

Para a minha alegria, concluído o curso, Gustavo não deixou a Uema. Sem perda de tempo partiu para o mestrado e o doutorado, após o que, mediante concurso, ingressou no quadro de docente da instituição, destacando-se pela competência, seriedade e compromisso profissional, que o fizeram ocupar os mais altos cargos da Universidade Estadual do Maranhão até chegar a reitor, posto que eu, sem ser profeta, anunciei publicamente que um dia ele chegaria a exercê-lo, com honra e dignidade.

Quem o conhece, sabe que ele cumpre rigorosamente os deveres de cidadão, de professor e de gestor de uma instituição universitária, onde começou como aluno e ao longo do curso aprendeu a respeitar as leis, principalmente as emanadas das autoridades judiciais.

ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA

No Brasil, uma nova organização religiosa surge por hora.

Para esse tipo de atividade, não há praticamente dificuldade burocrática. De fevereiro de 2010 a fevereiro de 2017, 951 entidades religiosas foram criadas no Brasil.

O processo é simples: registro em cartório, ata de fundação, estatuto social e composição da diretoria.

Diante de tanta facilidade, tenho um amigo que resolveu criar uma organização religiosa, em São Luís. É questão de dízimos.

LANÇAMENTOS NO CEUMA

Dois importantes livros serão lançados no Ceuma: “Maranhão Novo”, de Eliézer Moreira, e A Balaiada, de Bento Moreira Lima.

O de Eliézer já tem data marcada: 18 de abril, às 18 horas.

“Maranhão Novo” é o mais completo livro sobre um dos períodos mais ricos da política maranhense, em que pontificou a figura do governador José Sarney.

A Balaiada trata de forma romanceada a trajetória do Negro Cosme na sua luta contra os desmandos administrativos dos que exerciam o poder no Maranhão nos meados do século XIX. Este livro ainda não tem data de  lançamento.

NAVIO FANTASMA

No Maranhão, voltamos aos tempos da Segunda Guerra Mundial, quando  navios alemães costumavam singrar as águas que banhavam as cidades do Litoral Ocidental.

Naquela época, Guimarães era a cidade que os nazistas escolhiam para espionar a movimentação das forças Aliadas, em operação no Nordeste brasileiro.

Agora, descobriu-se na praia de Cedral a presença de um navio à deriva e sem tripulantes.

Joaquim Itapary escreveu um excelente livro “Hitler no Maranhão’, que pode ajudar a desvendar o mistério de Cedral.

JOVENS EMPRESÁRIOS

Há uma nova geração de empresários no comando das entidades produtivas do Maranhão.

Ao contrário das lideranças passadas, que não costumavam bater de frente com as autoridades governamentais, por receio de retaliações, as de agora se mostram corajosas e desinibidas na defesa de seus interesses e pontos de vistas.

As destemidas ações, empreendidas pelas novas lideranças do empresariado, ficaram mais visíveis na gestão do governador Flávio Dino, que vem sendo invariavelmente questionada e contestada quando toma decisões consideradas lesivas ou prejudiciais ao patronato nativo.

BOLSONARO SEM APOIO

Um dos mais radicais políticos de direita do País, o deputado Jair Bolsonaro, está firme e decididamente disposto a disputar as eleições presidenciais de 2018.

No Maranhão, ainda não se conhece um militante político que tenha se apresentado como adepto da candidatura de Bolsonaro à sucessão do presidente Michel Temer.

Até mesmo o ex-deputado Costa Ferreira, que comanda o Partido Social Cristão, do qual Bolsonaro é filiado, ainda se mantém silencioso.

ZÉ  REINALDO E EMPRESARIADO

Se depender do empresariado maranhense, José Reinaldo Tavares será um dos candidatos ao Senado da República, em 2019.

Na semana passada, a convite da Federação das Indústrias do Maranhão, fez conferência sobre projetos que deverão ser implantados no Estado nos próximos anos para alavancar a nossa economia.

Após a palestra, realizou-se um produtivo debate em que Zé Reinaldo saiu-se muito bem e garantiu praticamente o apoio do empresariado à sua candidatura.

FIM DOS VICES

Na proposta do relator da Comissão Especial para a Reforma Política, uma novidade: a extinção dos cargos de vices para presidente, governador e prefeito.

Se eu tivesse no Congresso Nacional, votaria contra essa proposta e apresentava uma que vigorou no Brasil durante bons anos: os vices eram votados separadamente dos presidentes, governadores e prefeitos.

Essa proposta ensejaria a participação de vários candidatos aos cargos de vice, como aconteceu nas eleições municipais de Pinheiro, em 1950: só havia um candidato a prefeito, o saudoso Elizabetho Carvalho, mas, para vice, uma fila de postulantes.

LAVAGEM DE DINHEIRO

Apenas em 27 estados, o Ministério Público Federal tem condições de apreciar os casos com indícios de suspeitas de desvios de recursos da União.

Desses, apenas sete são dotadas de varas especializadas em lavagem de dinheiro, mas não dispõem de um juiz para julgar esse tipo de crime.

O Maranhão é um deles e por onde transitam quase mil e quinhentos processos.

sem comentário »

UM VETO INCOMPREENSÍVEL

0comentário

Eu e Luiz Rocha viemos de uma mesma geração política e começamos a trilhar na vida partidária como candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro de 1962.

Eu postulava uma vaga de deputado à Assembleia Legislativa, pelo PSP. Ele disputava um lugar de vereador à Câmara Municipal de São Luis, pela UDN.

Tivemos a alegria de ser bem sucedidos naquelas eleições e assumimos os mandatos em 1963. A nossa luta era combater o sistema político que dominava o Maranhão e fazer com que um candidato oposicionista chegasse ao Palácio dos Leões. Nesse particular, divergimos, pois o meu candidato a governador era o deputado Neiva Moreira. O dele, o também  deputado federal, José Sarney.

Com o advento do golpe militar de 1964, os nossos projetos foram por águas abaixo. Eu e Sálvio Dino tivemos os mandatos cassados pela Assembleia Legislativa, e Neiva Moreira, além de cassado, sofreu perseguição, prisão e exilou-se.

Luiz Rocha, por pouco não teve o mandato cassado. Salvou-se por obra das amizades de José Sarney, o que lhe valeu continuar na atividade parlamentar, elegendo-se deputado estadual às legislaturas de 1967-1971 e 1971-1975, como líder do Governo Pedro Neiva.

Pela atuante participação na Assembleia Legislativa, concorreu ás eleições à Câmara Federal e elege-se para os mandatos de 1975-1979 e de 1979-1983. Neste último, trabalha e realiza um audacioso projeto pessoal e político: candidato do Grupo Sarney a governador do Estado, nas eleições de 1982, que voltavam a ser diretas depois de três pleitos indiretos, que conduziram ao governo do Maranhão, Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo.

Não foi fácil para Luiz Rocha viabilizar o seu projeto, pois teve de enfrentar o veto do governador João Castelo, que lutou com todas as armas para implodir a sua candidatura, que só ganhou corpo pela habilidade e capacidade do parlamentar e da vontade do senador José Sarney, que, por apoiá-la e defendê-la, pagou um preço altíssimo.

Naquelas eleições, Luiz Rocha teve como opositor o deputado Renato Archer, político de projeção nacional e prestigiado no Maranhão, mas por conta da fragilidade das oposições foi inapelavelmente derrotado nas urnas pelo sarneísmo.

Luiz Rocha assumiu o governo em 15 de março de 1983, mas chegou ao final do mandato desacreditado e sem corresponder ao que dele se esperava. Se na condução de sua candidatura foi esperto, sagaz e hábil, decepcionou no comando da máquina administrativa. Terminou a gestão de maneira melancólica, com a popularidade abalada e poucas obras realizadas. Em São Luis, notabilizou-se pela construção de um Terminal Rodoviário, que até hoje presta bons serviços aos que chegam e saem desta Cidade.

Em homenagem ao governador que fez aquela obra, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto conferindo-lhe o nome de Luiz Rocha. Para surpresa de todo o Maranhão, o projeto recebeu o veto do governador Flávio Dino, um homem público jovem e culto, que não tem o direito de manchar a sua biografia com a prática de ato tão mesquinho.

O instituto do veto não foi colocado na Carta Magna para ser instrumento de represália política, mas para o Executivo defender o interesse público.

DÓRIA E EDIVALDO

Em apenas três meses à frente da prefeitura de São Paulo, o prefeito João Dória já fez tanta coisa que o seu nome é cogitado à  Presidência da República, nas eleições de 2018.

O prefeito Edivaldo Holanda, no exercício do segundo mandato na prefeitura de São Luis, realiza uma administração tão insípida, inodora e incolor, que o seu futuro político continua incógnito.

PEZÃO DE LÁ E DE CÁ

A população do Rio de Janeiro lamenta a triste realidade pela qual vem atravessando, que credita ao atual governador Luis Fernando Pezão, que, na gestão passada, exerceu o cargo de prefeito da Cidade Maravilhosa.

Pezão, contudo, não é exclusividade do Rio de Janeiro. Nos anos 1960, tivemos no Maranhão um político chamado Manoel Pezão, que atuava politicamente na cidade de Pindaré-Mirim.

Pela sua folclórica participação na vida da cidade, se elegeu prefeito municipal, mas sua gestão foi tão medíocre quanto à do atual governador do Rio de Janeiro.

EUROPA JUNINA

A música junina está invadindo o mercado europeu.

Não à toa os cantores brasileiros, com o forró no repertório musical, estão com shows marcados em numerosas cidades do Velho Mundo, nos meses de junho e julho.

Convém lembrar que os brincantes do Boi Barrica tiveram participação direta na adesão européia à música junina. Anos atrás, levaram de São Luis para os países do outro lado do Planeta as danças e as músicas das festas de São João e São Pedro.

PAI E FILHO

Numa solenidade realizada no Tribunal Regional Eleitoral, em que Eduardo Moreira era a figura principal do evento, o pai, Kleber Moreira, roubou a cena.

Eduardo recebeu as palmas da platéia pela sua meritória recondução ao TRE e por ser um dos mais brilhantes advogados da nova geração.

Kleber foi duplamente aplaudido: pelo filho que gerou e por continuar, como octogenário, na labuta advocatícia, como um profissional correto e competente.

POSSE DE FELIPE

No dia 28 de abril vindouro, a Academia Ludovicense de Letras realizará majestosa solenidade, para receber o seu mais novo membro.

Trata-se de Felipe Camarão, atual secretário de Educação, brilhante advogado, e apaixonado amante das letras.

Por falar em Felipe Camarão, um fato interessante, na Assembleia Legislativa, por ocasião da votação da lei que alterava os salários dos professores da rede estadual de Educação.

Enquanto o governador Flávio Dino e os deputados que o apoiavam foram repudiados pelas lideranças da categoria, o secretário de Educação saiu ileso do episódio. Contra Felipe nem a mais leve crítica.

NÃO ABRE MÃO

Jamais, em tempo algum, se viu tanta gente querendo ser candidato ao Senado da República.

Até agora temos: José Reinaldo, Sarney Filho, Clóvis Fecury, Lobão Filho, Weverton Rocha, Waldir Maranhão e Hilton Gonçalo, prefeito de Santa Rita.

O mais decidido a não abrir mão da candidatura a senador é o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Ele diz que perdeu duas oportunidades de se candidatar ao Senado, nas eleições de 2006 e 20014, mais cedeu para não criar problemas políticos ao grupo a que pertencia.

Mas em 2018, não há força que o demova desse objetivo.

RECONHECIMENTO DO EMPRESARIADO

Numa eloqüente prova de maturidade e de consciência política, a Federação das Indústrias do Maranhão divulgou pela imprensa Nota de Agradecimento a nove deputados federais.

Os empresários fizeram questão de publicamente citar os nomes dos deputados Aluísio Mendes, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, José Reinaldo, Junior Marreca, Juscelino Resende, Pedro Fernandes e Victor Mendes, que votaram pela aprovação do projeto que regulamenta a terceirização e moderniza as relações trabalhistas no país.

Se os parlamentares maranhenses merecem louvores pela maneira como votaram, os industriais devem, também, ser aplaudidos pelo entendimento de que o Brasil só mudará as suas estruturas econômicas e sociais com leis avançadas.

DECISÃO DO STF

Todo mundo é inocente até prova em contrário. Mas quem acompanha a vida política do Maranhão não se surpreendeu com a decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar réu o deputado Weverton Rocha,  por violação das leis de licitação e peculato.

sem comentário »

A FALACIOSA REVITALIZAÇÃO DO RIO ITAPECURU

0comentário

O rio Itapecuru, pela sua importância na vida econômica do Maranhão, foi louvado em verso e prosa por poetas, escritores, historiadores, governantes, viajantes e cronistas nacionais e estrangeiros.

Nos séculos XVII, XVIII e XIX, o Maranhão era um grande produtor e exportador de bens primários e importava artigos manufaturados. Pelas águas do rio Itapecuru, essa produção transitava e gerava-se o processo de trocas comerciais.

Antonio Bernardino Pereira do Lago, em sua Estatística Histórico-Geográfica da Província do Maranhão, asseverava que “O rio Itapicuru é o mais agradável e principal, por onde sobe e desce a maior riqueza da Província.”

Com o passar do tempo, o rio Itapecuru perdeu a importância econômica, degradou-se e vive esquecido. Só os políticos, de vez em quando, lembram-se dele, que o usam para fins eleitoreiros.

Nos últimos anos, não há assunto mais falacioso do que a tão alardeada revitalização da Bacia do rio Itapecuru.  Como itapecuruense que sou, acompanho com o mais desusado interesse as tratativas anunciadas para salvá-lo da situação deplorável em que se encontra.

Na minha modesta opinião, de todas as ações  para recuperar o rio que banha a minha terra, a de melhor resultado, sem sombra de dúvidas, foi a organizada pelo Instituto do Homem, com o apoio financeiro da Fundação Konrad Adenauer e participação  da Secretaria do Meio Ambiente e da Universidade Federal do Maranhão.

Com o nome de “S.O.S Itapecuru”, o evento ocorreu em dezembro de 1992, em  São Luis, prestigiado por técnicos, estudantes, professores , intelectuais, ecologistas e representantes de entidades da sociedade civil e organismos governamentais, que discutiram a situação da Bacia do Itapecuru e as medidas para a solução dos graves  problemas diagnosticados.

Mas tudo ficou apenas no papel e perdido na burocracia. Depois da iniciativa do Instituto do Homem, outras ações foram tomadas por políticos, mas consideradas infrutíferas e inconseqüentes.

Em junho de 2006, no governo de José Reinaldo Tavares, surgiu “O  Programa de Revitalização da Mata Ciliar do Rio Itapecuru”, que não passou de uma simples manifestação de vontade, por isso, não obteve nenhuma repercussão.

Em março de 2008, o governador Jackson Lago patrocinou “O Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru”, organizado pela Secretaria de Planejamento, Assessoria de Relações Internacionais, Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores,  para desenvolver ações destinadas a recuperar, conservar e preservar o meio ambiente da Bacia do Itapecuru , e minimizar os efeitos ambientais e promover o desenvolvimento sustentável. Com a saída de Jackson do governo, o Programa foi por águas abaixo.

Em 2009, a iniciativa de promover um projeto para “salvar as nossas águas’’, partiu do presidente da Assembleia Legislativa, deputado João Evangelista, através do projeto “Itapecuru das Águas Perenes”, para  “mobilizar e congregar a sociedade em torno da preservação do Rio Itapecuru e explorá-lo de forma sustentável, assegurando a sobrevivência das atuais e futuras gerações”.  A doença que atacou o presidente da Assembleia,  levou à morte ele e o seu projeto.

No governo Flávio Dino, em junho de 2016, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, promoveu em Codó o I Fórum sobre a criação e fortalecimento dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Itapecuru, que não passou do ato inaugural.

Depois de tantas iniciativas, com resultados pífios, o senador Roberto Rocha,  vem de ançar um programa de nome pomposo: Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional da Bacia do Rio Itapecuru. Pelo que se percebe, será mais um projeto com finalidade política e de cunho eleitoreiro.

BOI DE GOIÁS

A carne é hoje o produto mais em evidência no Brasil. Em 1950, quando o prefeito de São Luis era Eduardo Viana Pereira, a população viveu dias tormentosos à falta de tão precioso produto.

Nomeado pelo governador Eugênio Barros, Viana Pereira assumiu o cargo num momento de crise, mas prometendo resolver tão angustiante problema.

Dias depois, o prefeito anuncia a abundância de carne de Goiás no Mercado Central para abastecer a cidade.

Só que a carne não era de boi, mas de jacaré.

O fato custou ao prefeito o apelido de “Boi de Goiás”, que carregou até o final da vida.

ASTRO E POLÍTICO DE OGUM

O eleitorado de São Luis, pela sua índole mística, sempre gostou de ter na Câmara Municipal, candidatos egressos da umbanda.

Na década de 1950, pelo PSP, o pai de santo José Cupertino, bastante popular no bairro do João Paulo, se elegeu vereador.

Nos anos 1980, José Cupertino foi substituído por outro pai de santo, conhecido por Sebastião do Coroado, com largo prestígio na periferia da cidade. Enquanto viveu, não perdeu uma eleição.

Com o desaparecimento de Sebastião, quem passou a reinar foi o pai de santo, conhecido nas rodas mediúnicas, por Astro de Ogum, mais letrado, mais sabido e mais articulado politicamente do que os antecessores, que nunca chegaram a presidir o Poder Legislativo de São Luis.

Astro de Ogum, eleito e reeleito presidente da Câmara Municipal, pelo seu poder de persuasão, fez algo inédito: levou o governador Flávio Dino  a uma confraternização com vereadores.

MEDIDA PROVISÓRIA

Como é do domínio público, o deputado José Adriano Sarney, em plena sessão legislativa, rasgou o livro da autoria de Flávio Dino, no qual ele demonizava as medidas provisórias por serem atos provenientes da ditadura.

Depois daquele audacioso gesto do parlamentar oposicionista, é mais quem deseja ler o livro de Flávio Dino.  Por mais que se procure, não se acha.

O sumiço do livro deve-se ao gesto de José Adriano. Há quem diga que gente do Palácio foi vista em livrarias e sebos da cidade, retirando das prateleiras o

JOSÉ CARLOS TAJRA

Nesta quinta-feira, 30 de março, o brilhante advogado maranhense, José Carlos Tajra, comemora o seu ingresso na fase octogenária da vida.

Residente há 58 anos no Rio Janeiro, onde construiu sua vida familiar e profissional, José Carlos festejará a data cercado da esposa, três filhos, amigos e colegas do Instituto dos Advogados do Brasil, do qual é membro.

Aziz, irmão do aniversariante, viajou para o Rio de Janeiro, para participar das comemorações alusivas à efeméride.

ANIVERSÁRIO DE JOÃO LISBOA

O historiador e jornalista João Lisboa, se vivo fosse, teria completado dia 22 de março, 205 anos.

Com toda essa longevidade, João Lisboa continua desprezado e abandonado pelas autoridades do Maranhão. Basta ver a praça onde a sua estátua encontra-se edificada, para se ter idéia de quanto ele é vilipendiado.

A prefeitura de São Luis, a quem cabe zelar e cuidar das ruas e praças da cidade, não devota ao nosso maior historiador o apreço e o respeito que ele merece.

Será que em 2018, a praça em homenagem a João Lisboa continuará como está?

POSSE DE EDUARDO

Na segunda-feira, às 17 horas, uma solenidade marcará a posse do  advogado Eduardo Moreira no Tribunal Regional Eleitoral.

Nomeado pelo presidente da República, Eduardo, pela competência e seriedade, retorna ao exercício da função de juiz, para cumprir mais um mandato de dois anos no TRE.

A presença do jovem advogado naquela Corte dará certamente mais credibilidade e respeitabilidade ao órgão, pelo seu conhecimento jurídico e pela sua cultura humanística.

sem comentário »