A MINHA FELIZ CIDADE

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Ontem, a gloriosa cidade de Itapecuru-Mirim  completou 147 anos. Nos seus primórdios, conhecida por Itapucuru ou Itapicuru, denominação, derivada do tupi – ita (pedra), pe (caminho) e cura (muita)- que significa caminho de muitas pedras.

Antes de ser cidade, status que conquistou a 21 de julho de 1870, decorrente da Lei 919, votada pela Assembleia Provincial e sancionada pelo governador em exercício, José da Silva Maia, Itapecuru foi povoação, freguesia (25-09-1801) e vila (07-11-1817).

Ao longo do regime monárquico, Itapecuru consolidou-se como vila. Nessa época, o Brasil era governado pelo imperador Dom Pedro II, que nomeava os governadores das províncias, do Partido Liberal ou do Partido Conservador, que se alternavam no poder conforme as circunstâncias políticas.

Segundo o Almanack do Maranhão, quem administrava Itapecuru, na fase imperial, era a Câmara Municipal composta pelos vereadores Ildefonso Henoch de Berredo (presidente), Joaquim Gonçalves Pereira, Frederico Antônio Pinheiro Lisboa, João Lopes de Souza, Miguel Archanjo Nunes Paes, José Odorico Madail, Manoel Verissimo de Moraes Rego, Fortunato José da Costa e Raimundo Rufino Lisboa.

Além da Câmara Municipal, uma corporação militar, com 1.321 praças, um estado-maior e seis companhias, sob o comando do coronel Antônio Serra de Berredo, protegia a cidade, que contava, também, com uma agência de correio e uma coletoria.

O vigário Francisco José Cabral cuidava da parte espiritual da população, que fazia parte da Freguesia de Nossa Senhora das Dores. Nela, existiam 994 votantes qualificados, um comissário vacinador, um subdelegado de polícia, Catão Bandeira de Melo, um professor e uma professora de 1ª letras, Antônio da Silva Braga e Olívia Castelo Branco.

Sendo comarca de 2ª entrância, tinha como juiz de Direito, Dr. Antônio de Souza Martins, juiz de Paz, capitão José Maximiano Cardoso, juiz de Órfãos, Dr. Antônio de Carvalho Serra, e promotor público, Dr. Aristides Coelho de Souza.

Sessenta e oito anos depois do ato governamental que fez Itapecuru ganhar o direito de ser cidade, nela, eu vim ao mundo,  a 17 de fevereiro de 1938, em que o Brasil transitara de Monarquia para República, à frente da qual se encontrava o ditador Getúlio Vargas, que governava o País sob o regime de exceção e de supressão das liberdades.

O Maranhão, dessa época, tinha como governante o  interventor federal, Paulo Ramos, que imprimia uma administração autoritária, mas,  empreendedor. Com o Poder Legislativo desativado e o Judiciário garroteado, o chefe do Executivo governava com mão de ferro, conforme preconizava o Estado Novo.

Nos municípios, em vez de prefeitos eleitos, pontificavam os gestores nomeados pelo interventor. Em Itapecuru, reinava na prefeitura o comerciante Felício Cassas, que, ajudado por Paulo Ramos, construiu escolas, estradas, pontes e açudes, mas não conseguiu convencê-lo a liberar recursos para a construção de um prédio para alojar a burocracia do município, que funcionava em casas alugadas. Instalou na cidade uma balsa flutuante, para facilitar a travessia de passageiros e de mercadorias  no Rio Itapecuru.

De acordo com a Diretoria de Estatística e Publicidade do Maranhão. Itapecuru-Mirim, em 1938, contava com uma população em torno de 25 mil habitantes, equivale dizer, nove habitantes por quilômetro quadrado, tendo por limites as cidades de Rosário, Vargem Grande, Coroatá e Arari.

Naquele ano, incrivelmente, o interventor, por decreto, fixou nova divisão territorial, administrativa e judiciária no Maranhão, por meio da qual Itapecuru perdeu o status de comarca, passando a ser termo da comarca de Coroatá.

No aspecto religioso, por deliberação do arcebispo Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos, a paróquia de Nossa Senhora das Dores era exercida pelo padre Alfredo Furtado Bacelar, que, no seu vicariato, realizou a recuperação interna e externa da igreja matriz.

Em rápidas palavras, procurei homenagear a minha Itapecuru-Mirim, como vila e cidade, ou seja, antes e depois de meu nascimento.

UMA CONFRARIA DE PESO

HÁ anos, um grupo de amigos se reúne nas primeiras quintas-feiras de cada mês, com o objetivo de se confraternizar e trocar figurinhas.

Os convescotes mensais se realizam na Cabana do Sol, onde Aparício Bandeira, presidente da confraria, Benedito Buzar, Remi Ribeiro, José Jorge Leite, Eliézer Moreira,  Joaquim Haickel, Fabiano Vieira da Silva, Francisco Leda, Nan Sousa, Jura Filho e o coronel José Vieira se juntam para animadas conversas, que se estendem ao longo da tarde.

O grupo não costuma convidar estranhos para tais reuniões, pois o que ali é tratado não pode extrapolar a outros ambientes. Esse compromisso é rigorosamente cumprido pelos seus membros.

CONFRARIA E SARNEY

Na quinta-feira passada, a confraria, pela primeira vez, convida uma personalidade, não integrante de seus quadros, para comparecer ao tradicional rega-bofe.

Trata-se de José Sarney, que aceita e convite e assume o compromisso de sempre participar da companhia de amigos tão fraternos. Pontual como o é, chega ao restaurante hora marcada, onde ouviu mais do que falou.

De política, só a do passado, relembrando as lutas renhidas e travadas entre oposicionistas e governistas, vencidas pelos situacionistas, que contavam com as armas poderosas da fraude eleitoral.

Como  bom apreciador da culinária maranhense, Sarney deixou a carne de sol de lado para saborear arroz de cuxá e o inseparável peixe frito.

SARNEY NA LIVRARIA

Após o gostoso almoço, este colunista convidou Sarney a visitar e conhecer a Livraria e o Espaço Cultural da Associação Maranhense de Escritores Independentes, instalado em boa hora no São Luís Shopping, que só comercializa títulos exclusivamente de escritores da terra.

Como intelectual e membro das Academias de Letras do Brasil e do Maranhão, impressionou-se com a imensa e variada produção livresca  exposta e o apoio do maranhense a uma iniciativa pioneira e bem-sucedida.

A presença de Sarney no Shopping causou enorme alvoroço. Consumidores, comerciantes e comerciários acorreram em massa ao Espaço Cultural para vê-lo, abraçá-lo, pedir autógrafo, ser fotografado ou tirar selfs.

Ele deixou o shopping com o ego altamente massageado e convencido de que continua venerado pelo povo maranhense, a despeito de não ser poupado pelos adversários políticos, que tentam destruir a sua imagem de homem público.

TORNOZELEIRAS

No país inteiro há uma escassez de tornozeleiras eletrônicas. Os presos da Lava-Jato estão sendo liberados sem o imprescindível equipamento.

Na Rua da Paz, nas lojas de material esportivo, os proprietários aproveitaram o momento para promover as tornozeleiras usadas pelos praticantes de atividades esportivas.

Até agora, a Secretaria de Segurança não se apresentou para comprá-las, sinal de que no Maranhão as tornozeleiras eletrônicas abundam.

 

 

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CHINESES E JAPONESES NO MARANHÃO

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Mais uma comitiva maranhense viajou para a China em missão oficial, sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, que se fez acompanhar de um  grupo de burocratas do Governo estadual – os secretários de Meio Ambiente, Indústria e Comércio e Programas Especiais, dos prefeito de Santa Rita e Bacabeira,  e de  representantes do Sindicato da Construção Civil e da Federação das Indústrias do Maranhão.

A esse pessoal, de duvidoso conhecimento técnico para conduzir tão importante assunto, foi dada a incumbência de conversar e convencer os chineses a investirem dólares numa possível siderúrgica a ser instalada no Maranhão.

Eu disse possível siderúrgica, porque não é a primeira que se cogita implantar no Maranhão. A corrida para atrair investimentos externos originou-se nos anos 1970, com a descoberta na Serra de Carajás, no Pará, de incontáveis jazidas de minério de ferro, que levaram a então Companhia Vale do Rio Doce à criação do Projeto Carajás.

Nasceu naquela época, portanto,  o projeto de instalar-se em São Luís um poderoso complexo industrial siderúrgico, que teve inicio com a construção da estrada de ferro interligando a Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís, a Serra de Carajás, do reequipamento e a modernização do Porto do Itaqui e da implantação da Ferrovia Norte-Sul.

Governava o Maranhão naquela fase histórica o professor Pedro Neiva.  Tão empolgado ficou com as perspectivas de o nosso Estado se desenvolver com o Projeto Carajás, que cunhou esta frase demasiadamente otimista: “Serei o último governador do Maranhão pobre”.

A notícia de o Maranhão ser o novo eldorado brasileiro ultrapassou as fronteiras do país e chegou aos ouvidos dos japoneses, que através da possante Nippon Steel, manifestou interesse em investir recursos na construção de uma Usina Siderúrgica no Itaqui, tanto que convidou o governador Pedro Neiva e membros diretamente ligados ao empreendimento, para uma visita ao Japão.

No final de fevereiro de 1974, de São Luís, via Rio de Janeiro, parte uma delegação maranhense rumo a Tóquio, com a finalidade de conhecer as instalações da Nippon Steel e de dar continuidade às negociações processados no Brasil, em que japoneses e maranhenses se comprometem realizar estudos técnicos  em torno da construção da siderúrgica.

Na impossibilidade de o governador viajar para o Japão, o filho, Jaime Santana, secretário de Fazenda o substituiu. Em sua companhia viajaram o prefeito de São Luís, Haroldo Tavares, do secretário de Indústria e Comércio, José Carlos Barbosa, do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, José Carlos Duailibe e do presidente da Caema e diretor da Escola de Engenharia, Francisco Batista Ferreira. Da área empresarial, viajaram Ruy Abreu, pela Associação Comercial, Benedito Reis, pelo Clube dos Diretores Lojistas e o comerciante José Marão Filho.

Anos depois, já no Governo João Castelo, outra empresa de grande porte internacional, também, resolve investir no Maranhão, à sombra do Projeto Carajás: a Alcoa. Em agosto de 1984, com a denominação de Alumar, um consórcio de empresas tradicionais na área de mineração, refino e processamento de metais, inicia suas operações em São Luís.

O alvo dessa multinacional é o de processar a bauxita e transformá-la em alumínio e alumina, produtos que colocava no mercado internacional em grande escala.

Só recentemente, com o desabrochar da crise econômica mundial, que atingiu o setor mineral, a Alumar entrou em crise e diminuiu bastante o ritmo de sua produção industrial, a ponto de ser divulgado que a fábrica poderia encerrar as suas operações em São Luís, fato que não aconteceu, mas fez com que dispensasse muita gente de suas atividades laborais.

HOMOSSEXUALISMO INDÍGENA

Dois antropólogos brasileiros pesquisam e estudam o problema do homossexualismo nas tribos indígenas de nosso país.

Querem saber onde e quando sugiram as primeiras manifestações de homossexualismo no meio dos índios e como eles se comportam diante de um problema que tratam como doença.

Pelo que a história registra, a primeira manifestação de homossexualismo  selvícola no Brasil deu-se no Maranhão, quando um índio Tupinambá, na época colonial, foi condenado à morte, por um tiro de canhão, sob os olhares complacentes dos padres jesuítas.

GASTRONOMIA EM IMPERATRIZ

Com a instalação do curso de Medicina em Imperatriz, os tocantinos descobriram que o Ceuma é uma ferramenta importante à promoção do desenvolvimento da sua região.

Não à toa, setores do empresariado de Imperatriz, que operam com serviços de hotéis, bares e restaurantes, pediram à maior instituição privada de ensino superior do Maranhão, a instalação urgente naquela região do curso de Gastronomia.

Para atender a um negócio que cresce em proporção geométrica,  a região tocantina precisa de treinamento de mão de obra e de profissionais de nível superior.

RETIFICAÇÃO DE REGISTROS

Por influência dos meios de comunicação social, principalmente a televisão, as comarcas do Maranhão passaram a  se deparar com um processo pouco comum no meio forense.

São pessoas que recorrem à Justiça com pedidos de retificação de registros de certidão de nascimento por conta de datas trocadas, nomes  incorretos ou estranhos.

A televisão, principalmente, tem sido responsável por essa mudança que se opera no interior do Brasil, em que registro com nome de santo chegou ao fim. A palavra de ordem agora é ter nome sofisticado ou de artista de televisão.

 

MORADA DAS ARTES

Um conselho ao governador Flávio Dino: seria de bom alvitre visitar o quanto antes a Morada das Artes, na Praia Grande.

Naquele casarão, encontram-se numerosos artistas plásticos, de todas as idades, que com seus talentos, pintam, esculpem, produzem, expõem trabalhos primorosos e ensinam a arte pictórica para um público constituído à base de jovens e crianças.

Toda aquela gente passa o dia inteiro num ambiente desconfortável e impróprio para quem lida com a arte e através dela cria o belo e o transporta para as telas ou para a argila.

Se só isso não bastasse, a Morada das Artes é um ponto e uma referência turística no Centro Histórico.

PARTICIPAÇÃO DO GOVERNADOR

Quando João Castelo esteve à frente do Poder Executivo estadual, decidiu participar da inauguração de uma obra inexpressiva em São Luís, a cargo da prefeitura.

No dia seguinte, a imprensa não perdoou o governador, por comparecer a um evento de pavimentação de rua, que não acrescentava nada à sua pessoa e ao cargo que ocupava.

Lembrei-me do fato ao ver o governador Flávio Dino marcando presença na inauguração de uma obra considerada por muita gente, também, inexpressiva: a rotatória da Forquilha.

O MARCA-PASSO DO SENADOR

Depois do susto coronário, que levou o senador João Alberto ao hospital e a introduzir no seu organismo um aparelho chamado marca-passo, veio o lado bom da doença, se é que isso é possível.

O senador que estava desanimado com relação à sua situação política, sem saber se seria candidato à reeleição ou a outro cargo, revigorou-se não com a doença, mas com o que ela produziu em matéria de solidariedade humana.

Do Maranhão todo, João Alberto recebeu mensagens e telefonemas de pessoas conhecidas e desconhecidas, todas desejando a recuperação de sua saúde e para que esteja pronto para mais um desafio eleitoral em 2018.

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AGRESSÕES VERBAIS E FÍSICAS NOS PARLAMENTOS

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Dias atrás, um violento bate boca entre dois vereadores, representantes do povo de São Luís na Câmara Municipal, por pouco não extrapola para o campo da agressão física.

Protagonistas daquela deplorável cena, os vereadores Beto Castro e Honorato Fernandes, depois de trocarem acusações sobre  problemas nada éticos, só não se atracaram pessoalmente porque a turma do deixa disso entrou em ação.

Se alguém imagina que fatos como o aludido acima só ocorrem nas Câmaras  Municipais  é porque desconhece a história do parlamento brasileiro, cuja trajetória é permeada de cenas em que agressões verbais, pela sua trivialidade,  derivam em lutas corporais.

Nos plenários do Senado da República, da Câmara de Deputados e das Assembleias Legislativas de nosso país, não são apenas discutidas e votadas questões ditadas pelas Cartas Magnas. Servem, também, de palco para senadores, deputados federais e deputados estaduais insultarem-se, trocarem as farpas e engalfinharem-se. Isso, quando não apelam para as armas de fogo.

No Maranhão, ao longo do tempo, são numerosos e vexatórios os episódios de parlamentares envolvidos em cenas de violência oral e corporal. Alguns, pela gravidade do ato e pela repercussão, ultrapassaram os limites legislativos e se transformaram em casos policiais.

Na Câmara Municipal de São Luís, por exemplo, quantos embates entre vereadores não vieram a lume e chegaram a paralisar os trabalhos legislativos? Lembro-me de 1967, na gestão de Epitácio Cafeteira, quando um grupo de vereadores criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as grosseiras irregularidades praticadas pelo prefeito da cidade, fato que resultou no pedido de intervenção do Estado na prefeitura.

O clima na Câmara Municipal, que funcionava no mesmo prédio da prefeitura, na Avenida Pedro II, chegou a uma temperatura tão elevada que brigas diárias viraram rotina entre vereadores pró e contra Cafeteira. O plenário transformou-se em  praça de guerra quando a maioria  pediu a intervenção do Governo do Estado na prefeitura, que o governador José Sarney, por prudência e para evitar uma tragédia, postergou a medida intervencionista até o encontro de uma solução conciliatória.

Se direcionarmos  o foco para a Assembleia Legislativa, veremos que o clima belicoso reinava  nas sessões do corpo parlamentar estadual, especialmente  na fase do vitorinismo, quando uma aguerrida bancada oposicionista, embora minoritária, não se intimidava com as arrogâncias e as prepotências dos detentores do Poder.

Não foram poucos os entreveros verbais e físicos pipocados no plenário do Legislativo maranhense, em que alguns, pela gravidade política, chegaram a estarrecer a Nação e a exigir pedidos de intervenção federal, como nas eleições dos candidatos do PSD ao Governo do Estado, Eugênio Barros e Matos Carvalho, que custaram a ser empossados em decorrência dos processos em tramitação na Justiça Eleitoral e impetrados pelas Oposições Coligadas, que tentavam anular as eleições de 1950 e de 1954, sob o argumento de realizadas sob o manto da fraude.

Um  dos episódios mais emblemáticos dessa fase histórica deu-se com a divisão da bancada do PSD, em 1954, quando vários deputados governistas, por não concordarem com a eleição do jornalista Assis Chateaubriand a senador pelo Maranhão, debandaram para o lado oposicionista. O deputado Raimundo Bogéa, um dos líderes do movimento, virou alvo de ataques dos vitorinistas até o dia em que resolveu recebe-los à bala no plenário.

Outra ocorrência, também, rumorosa no âmbito do Poder Legislativo veio à tona em 1935, com os deputados divididos na preparação da nova Carta Magna do Maranhão. Dessa divisão, surgiram dois presidentes. Foi o suficiente para que intermináveis brigas dominassem o recinto parlamentar, obrigando o 24º Batalhão de Caçadores a ceder uma parte de suas instalações, à época, na Avenida Silva Maia, para que um dos grupos reunisse e não sofresse ameaças de morte.

Não se deve olvidar o quanto de confusão e de briga o vice-governador Alexandre Costa, rompido com o vitorinismo, no exercício da presidência da Assembleia (a Constituição assim o permitia), travou contra os deputados governistas, que tentavam implodir a pauta os trabalhos legislativos, visando engessar a tramitação das matérias e dos projetos de interesse do Governo. Insultos, agressões e tiros foram coisas que não faltaram na Assembleia Legislativa nos anos de 1956 e 1957.

MANDATO DE JACKSON

Anos depois do falecimento do médico e político Jackson Lago, o deputado José Reinaldo Tavares, em artigo publicado em jornal local, proclama as causas que levaram  o ex-governador à perda do mandato em 2009.

A primeira aponta na direção da inexperiência política de Jackson, por não ter exercido um mandato no Congresso Nacional, lugar onde o político amadurece, enriquece o conhecimento e ganha tarimba pelo convívio com os homens públicos  de todas as partes do Brasil.

A segunda diz respeito ao desprezo do líder do PDT aos conselhos dos que lhes cercavam, especialmente  em ocasiões complicadas, nas quais precisava de opiniões sensatas e equilibradas. Para Zé Reinaldo, Jackson agia assim por ser um homem solitário.

HOMEM FORTE

Além de José Sarney, há outro político maranhense com chances de ser bastante prestigiado pelo presidente Michel Temer, no caso de ele não ser apeado do poder.

Trata-se de Hildo Rocha, pelo discurso pronunciado recentemente na Câmara dos Deputados, ao acusar sem dó e piedade o deputado Sérgio Zveiter, pelo relatório apresentado à Comissão de Constituição e Justiça, pela admissibilidade do Presidente Temer ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

O parlamentar maranhense, não só defendeu o Chefe da Nação, como, em alto e bom som, disse que o parecer do relator foi produto de uma operação política da Rede Globo de Televisão, da qual a família Zveiter depende financeiramente.

35 ANOS DA UEMA

No dia 2 de agosto vindouro, uma solenidade de pompa se realizará em São Luís, em comemoração a um feito que mudou a vida do ensino universitário no Maranhão.

Trata-se da celebração dos 35 anos da Universidade Estadual do Maranhão, que, ao longo desse tempo, tem dado contribuição fantástica ao nosso Estado pelo progressivo número de profissionais de nível superior que coloca a disposição da sociedade.

Quatro governadores precisam ser ressaltados pelo que fizeram pelo  engrandecimento da Uema. Primeiro, José Sarney, que criou em 1967 as quatro primeiras unidades de ensino superior mantidas pelo Governo do Estado: Administração, Engenharia Civil, Agronomia e Educação de Caxias. Segundo, Pedro Neiva de Santana, pela instalação da Faculdade de Veterinária e fundação da Federação das Escolas Superiores  Maranhão. Terceiro, João Castelo, que transformou a Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão. Quarto, Nunes Freire, pela instalação da Uema no campus Paulo VI.

GOVERNADOR NO CONVENTO

Na noite de sábado passado, o governador Flávio Dino fez questão de  marcar presença no Convento das Mercês, para assistir ao evento que marcava o começo das atividades da Escola de Música do Bom Menino.

Em companhia do secretário de Educação, Felipe Camarão, que preside aquela instituição, o chefe do Governo saiu dali impressionado com o show musical dos garotos da Banda do Bom Menino, que apresentaram um bem dosado repertório de canções nacionais e regionais.

A empolgação do governador foi tamanha que anunciou a participação da Banda do Bom Menino nos eventos oficiais do governo do Estado.

O ACADÊMICO FELIPE

O advogado Felipe Camarão passou a dividir as suas atividades diárias em torno de duas instituições: Secretaria de Educação do Estado, a qual comanda, e a Academia Ludovicense de Letras, a que pertence como membro efetivo.

Seu ingresso na Casa de Maria Firmina foi fundamental para a instituição contar com um prédio para abrigá-la. Trata-se do imóvel, onde funcionava a Aliança Francesa.

Para não se dizer ele que entrou na Academia Ludovicense de Letras sem mérito intelectual, Felipe está com dois livros prontos e no ponto de lançamento.

FEIRA DO LIVRO

Cada vez mais o Governo do Estado se afasta da Prefeitura de São Luís, com relação a assuntos e ações que faziam associadas.

Bastou que a Prefeitura, à falta de recursos, renunciasse ao direito de realizar a X Feira de Livros em São Luís, para que o Governo do Estado assumisse a responsabilidade de fazê-la.

Para fazer face às despesas da Feira, os recursos serão destinados à Secretaria de Educação, que já começou a se mobilizar para o evento se realizar com sucesso, mesmo sem a definição do lugar e de quando acontecerá.

 

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DE CARCARÁ A XERIFE

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Conheço João Alberto de Sousa desde 1954, quando troquei o Colégio dos Irmãos Maristas pelo Liceu Maranhense.  Foi numa sala de aula, na quarta série do curso ginasial, que nos encontramos pela primeira vez e onde forjamos uma sólida amizade.

Dotado de arrebatado temperamento, João Alberto costumava dar trabalho aos professores e ao diretor do Liceu, o intelectual Rubem Almeida, que, sabiamente, conteve aqueles irrefreáveis impulsos com a seguinte fórmula: o transferiu da turma masculina para a feminina.

Em 1958, concluído o curso secundário, o nosso destino foi o Rio de Janeiro, para darmos continuidade aos estudos. Enquanto eu busquei o curso de Agronomia, que  abandonei em seguida, João Alberto optou pela Faculdade de Economia e pela atividade bancária, engajando-se na luta sindical e tornando-se líder de uma categoria profissional de esquerda, que acumulava com a presidência do Centro de Estudantes Maranhenses.

Com o advento do regime militar, João Alberto pagou um preço alto pela vigorosa militância política: perdeu o emprego e sofreu perseguição dos novos donos do poder, mas teve a sorte de se aproximar do jovem deputado José Sarney, do qual recebeu convite para voltar ao Maranhão e ajudá-lo na tarefa de tirar o Estado do atraso.

Pela maneira impetuosa como trabalhava, Sarney o nomeou para um  cargo espinhoso na Secretaria da Fazenda, que precisava ser moralizada e oxigenada.

Com a fama de homem duro e exigente, cumpriu outras tarefas melindrosas em cargos que requeriam determinação e seriedade. Por conta do bom desempenho, o governador o incluiu na chapa de candidatos à Assembleia Legislativa, pela Arena, nas eleições de 1970.

Exerceu o mandato de deputado estadual sem decepcionar, credenciando-se a concorrer a outros cargos eletivos, a exemplo de prefeito de Bacabal, deputado federal, senador da República, vice-governador e governador.

Na condição de vice, substituiu Cafeteira no cargo de governador, exercendo-o por onze meses (abril de 1990 a março de 1991), com eficiência e competência. Do Palácio,  telefonou-me para dizer que me nomeara titular da Secretaria da Cultura, onde atuei com desenvoltura em função de seu integral apoio.

O João Alberto que conheci na juventude não mudou até hoje, por isso construiu uma vitoriosa trajetória política, marcada pela lealdade e firmeza de propósitos. Não por acaso recebeu o  apelido de Carcará, conquistado não porque  “pega, mata e come”, como a ave da composição musical do nosso saudoso João do Vale, mas pela destemida coragem no desempenho das atividades de homem público.

Vejo-o agora, na plenitude de seus oitenta e dois anos de vida e quase sessenta de exercício político, não como Carcará de outrora, mas ostentando no peito a estrela de Xerife, título a ele outorgado  recentemente pelos seus pares, que, pela sétima vez, o reconduziram ,  sem restrições,  à presidência do Conselho de Ética do Senado, proeza que nenhum senador conseguiu nesta atribulada República, tão carente de homens de sua têmpera política.

PADRE ALÍPIO DE FREITAS

Com este nome o conheci nos anos sessenta do século passado, lutando ao lado de Neiva Moreira pelas causas populares no Maranhão. Sacerdote, de origem portuguesa, veio para São Luis pelas mãos de Dom José Delgado, para ajudá-lo nas ações catequéticas.

Homem de esquerda atuou mais na política do que na religião, ganhando, por isso, a inimizade da cúpula da igreja e a ira dos poderosos do Maranhão. Os carrascos de 1964 o prenderam e o perseguiram até exilar-se.

Anos depois, deparei-me com ele em Lisboa, no lançamento do livro Saraminda, do escritor José Sarney, do qual era também amigo. Havia abandonado a batina e casado. Morreu em Lisboa, na semana passada, aos 88 anos.

O JORNALISTA MORENO

Não conheci pessoalmente o jornalista Jorge Bastos Moreno, mas era seu assíduo leitor. Na curta, mas gloriosa  vida jornalística, ele desfrutou da amizade de renomados políticos brasileiros, a exemplo de Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e José Sarney.

Houve época em que Sarney deitava e rolava em sua coluna, mas, de repente, dela sumiu.

Enviei-lhe um email para saber o que acontecera entre eles. A resposta foi lacônica: – Porque Sarney deixou de ser notícia.

PREFEITO KABÃO

Meses atrás, encontrei o ex-prefeito de Cantanhede, José Martinho,  conhecido por Kabão. Perguntei a ele se havia passado o cargo ao sucessor sem problemas financeiros e tudo em ordem.

Disse-me categoricamente que sim. Espantado fiquei ao ler nos jornais que o Ministério Público através de Ação Civil Pública, pediu a decretação da indisponibilidade dos bens do ex-prefeito  de Cantanhede por ato de improbidade administrativa.

Motivo: recebeu recursos da Funasa, mas não realizou a obra de aterro sanitário do município.

REFORMA DO GINÁSIO

Ao que se informa o Ginásio de Esportes Costa Rodrigues sofrerá, neste governo, mais uma reforma.

A mais escandalosa das reformas teve como agente principal um jovem  esperto e loquaz, que ludibriou até o experiente prefeito Jackson Lago, permitindo que o nosso Ginásio Esportivo fosse literalmente implodido.

O mais grave: não fez licitação e deu a obra a uma suspeita construtora, que se apoderou dos recursos e os desviou ilicitamente, com o seu  beneplácito.  Por isso, é investigado no Supremo Tribunal Federal por improbidade administrativa.

O PREFEITO DE LÁ E DE CÁ.

O prefeito de lá é Marcelo Crivella, pastor evangélico, que, vem realizando no Rio de Janeiro reuniões com presidentes de escolas de samba, para mudar os desfiles carnavalescos de 2018.

O prefeito de cá- Edivaldo Holanda é também evangélico, mas não gosta de carnaval e nunca participou de reunião com carnavalescos, para melhorar o carnaval desta cidade, que sofre um processo de eutanásia.

Se Edivaldo não gosta de carnaval, devia ter procurado outra cidade para ser prefeito.

PERFORMACE DE GASTÃO

Quem não acredita na liderança política de Gastão Vieira e no seu potencial eleitoral, que procure ver e analisar o resultado da mais recente e confiável pesquisa com respeito às eleições de 2018, para o Senado da República.

Sem fazer campanha política e filiado a um partido inexpressivo, ficou em terceiro lugar no ranking dos candidatos ao Senado. Na sua frente, apenas Sarney Filho e José Reinaldo Tavares.

Um conselho ao amigo Gastão: sai desse PROS o quanto antes.

MINHA GERAÇÃO

Mais do que atual e verdadeira esta frase do jornalista Joel Silveira: – A morte está ceifando a minha geração. Vou mudar o penteado para que ela não me reconheça.

 

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CENTENÁRIO DE JOSUÉ MONTELLO

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O mês de agosto se aproxima bem como o centenário do nascimento do escritor Josué Montello, efeméride que as instituições culturais do Maranhão pretendem comemorar com eventos à altura do valor do saudoso romancista.

Há notícias de que instituições do porte da Academia Maranhense de Letras, Casa da Cultura Josué Montello, Universidade Federal do Maranhão, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, Academia Ludovicense de Letras e Fundação da Memória Republicana Brasileira estão vivamente interessadas em realizar programações especiais, destinadas a exaltar o escritor e sua obra romanesca, quase toda ambientada na cidade de São Luis do Maranhão.

Seria de bom alvitre que elas se juntassem e organizassem uma majestosa programação, para o país tomar conhecimento da devoção do Maranhão a um homem que ao longo da vida sempre esteve vinculado à sua terra natal.

Não à toa, a Casa que leva o nome do escritor, pelo fato de ser mantida pelo Governo do Estado e integrar a estrutura da Secretaria da Cultura, recentemente passou por ampla reforma física, com vistas a prepará-la para receber o acervo do intelectual, que ainda se encontra no Rio de Janeiro, e de palco para atos e solenidades em louvor ao ilustre maranhense.

Por falar na Casa de Josué Montello, convém lembrar como ela nasceu, fato que gerou esta mensagem do escritor ao governador João Castelo, registrada no seu Diário da Noite Iluminada, a 3 de junho de 1979: “Estou acabando de receber a honrosa comunicação  de que meu eminente amigo e conterrâneo determinou a aquisição de um velho sobrado maranhense para ser instalada em São Luis, nesse imóvel, a Casa de Cultura Josué Montello. Não sei como agradecer ao querido amigo tão honrosa homenagem. Caso seja possível, eu próprio gostarei de organizá-la, para associar ao seu acervo os trabalhos e as relíquias de meus companheiros de geração literária.”

O prédio que o governador Castelo adquiriu para a instalação da Casa Josué Montello não é o da Rua das Hortas, comprada em 1990, pelo então governador Epitácio Cafeteira, onde hoje funciona a instituição,  mas a do Largo do Ribeirão, construção de dois sobrados geminados, com três pavimentos, mas de pouca profundidade.

O escritor escolheu o dia 23 de janeiro de 1983, aniversário da esposa Ivonne, e centenário de nascimento de Viriato Corrêa, para inaugurá-la. Do Rio de Janeiro, vieram os escritores Jorge Amado, Franklin de Oliveira, Bernardo Couto, Orígenes Lessa e José Guilherme Merquior, com as respectivas esposas, que se juntaram a José Sarney, João Castelo, Pedro Neiva de Santana, Luis Rego, professores universitários, acadêmicos, escritores e artistas plásticos.

No Diário da Noite lluminada, o escritor também descreve a cena da inauguração: “Uma emoção estranha e nova se apodera de mim, sobretudo quando ouço o hino maranhense, tocado pela Banda da Polícia Militar, defronte de minha janela, ao pé da minha porta, à chegada do governador Ivar Saldanha. O povo enche a casa, transborda para a calçada, derrama-se pelo Largo do Ribeirão. Depois dos discursos do governador, de Arlete e de Luis Rego, falo eu para ler meu discurso escrito. No esforço para dominar-me, leio devagar, redobrando de cuidado para que a voz não me falte. A cada momento estrondam as palmas. E eu bendigo minha terra e minha gente, pondo assim à prova a resistência dos meus nervos.”

A FEIRINHA DA B. LEITE

O vereador Ivaldo Rodrigues, recentemente nomeado secretário de Agricultura e Abastecimento de São Luis, acaba de ensinar ao prefeito Edvaldo Holanda o que se deve fazer para movimentar a cidade, sem gastar muito, mas usando criatividade e força de vontade.

Tudo começou no domingo passado, na Praça Benedito Leite, palco para instalação de uma Feira para exposição e comercialização de produtos da zona rural, sem esquecer artesanato, gastronomia e literatura maranhense, tudo isso sob o som e animação de grupos folclóricos e de artistas da terra.

A praça foi pequena para receber gente daqui e de fora da cidade. Se a chuva não caísse no meio da tarde, o evento invadiria a noite. Eu estive lá e posso dizer que a iniciativa de Ivaldo Rodrigues foi bem-sucedida, irreversível e contribuirá para o Centro Histórico ganhar alma nova aos domingos.

DE ANUAL A BIENAL

Afinal, a Secretaria de Educação Municipal usou o bom senso e decidiu transformar a Feira do Livro de São Luis em bienal.

A Academia Maranhense de Letras, consultada pela coordenação do evento, apoiou e aplaudiu a mudança, no entendimento de a prefeitura não ter estrutura e nem condições financeiras para bancar anualmente uma Feira de Livro, que nem local fixo tem para a sua instalação.

Se São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais mais adiantadas, nas quais o mercado editorial é mais forte e mais diversificado, as feiras de livros são bienais, por que São Luis, cuja produção livresca é ainda acanhada, se dá ao luxo de ser anual?

VOLUNTÁRIOS DA MEMÓRIA

O Tribunal de Justiça do Maranhão deflagrou numa iniciativa para  mobilizar a sociedade em torno do resgate de documentos e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural, para o enriquecimento de seu acervo.

Para sensibilizar o povo maranhense, criaram-se os “Voluntários da Memória”, com os quais o Poder Judiciário espera arrebanhar farto e precioso material.

Documentos valiosos, do passado e do presente, que digam respeito aos magistrados e à magistratura, são indispensáveis para incrementar os arquivos do TJMA.

FELIPINHO OU FILIPINHO?

Leio um artigo do professor Luiz Gonzaga dos Reis, publicado em 1952, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, sobre um sítio localizado à margem do Rio das Bicas, afluente do Bacanga, distante 5 quilômetros do centro da cidade, que pertenceu a um padre secular, que lhe havia dado o nome de São Tadeu.

Essa propriedade foi negociada, anos depois, por uma quantia razoável ao comendador Felippe Santiago Borges, alto capitalista e possuidor de vastos cabedais.

Em homenagem ao seu proprietário, o imóvel ficou conhecido por Felipinho. Com o passar do tempo, afirma o professor Luiz Gonzaga dos Reis, “nos seus terrenos se acham agora construídos cerca de 400 casas de uma grande vila mandada edificar pelo IAPC, para fruição de lucros, mediantes alugueres”.

Vem da construção daquele conjunto habitacional, a mudança do nome de Felipinho para Filipinho.

A CRISE DO SEXO

Quem disse que sexo não tem nada a ver com a crise econômica, é porque desconhece o que acontece em São Luis na área da motelaria.

A capital maranhense que tinha uma das maiores concentrações de motéis por metro quadrado do Nordeste, por conta dos desgovernos do PT, vem perdendo essa hegemonia.

Alguns motéis já fecharam. Os que ainda funcionam são por conta do parcelamento.

VINTE ANOS SEM NAZARETH

No dia 16 de junho de 1997, portanto, há vinte anos, o Maranhão perdia uma grande profissional da Medicina.

Trata-se de Maria Nazareth Ramos Neiva, pediatra, ex-presidente da Sociedade Maranhense de Pediatria e professora aposentada do Curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão.

Faleceu no Rio de Janeiro e consternou a cidade, onde tinha uma numerosa e cativa clientela.

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NÃO EXISTE VICE COMO ANTIGAMENTE

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Sob a égide da Constituição de 1947, que aflorou com o fim do Estado Novo e possibilitou o retorno do Brasil ao cenário democrático, governaram o Maranhão: Sebastião Archer da Silva (1947 a 1950), Eugênio Barros (1951 a 1955), José de Matos Carvalho (1956 a 1960), Newton de Barros Bello(1961 a 1965) e José Sarney (1966 a 1970).

Com estes governadores foram eleitos os vices Saturnino Bello,Renato Archer, Alexandre Costa, Alfredo Duailibe e Antônio Jorge Dino.

De acordo com o Artigo 47, daquela Carta Política, o Poder Executivo era exercido pelo governador. O artigo seguinte, o 48, tinha essa redação: “O vice substitui o governador, em caso de impedimento, e sucede-lhe no de vaga”.

Nada mais do que isso estava reservado ao vice-governador. Se não substituíssem ou sucedessem o titular no caso de impedimento, vacância ou morte passariam o mandato inteiro sendo ignorados pelos titulares do poder e pela população.  Como, geralmente, não se afinavam com os governadores, não recebiam convites para as solenidades oficiais e nem direito tinham a gabinetes, onde pudessem conversar com amigos e correligionários.

Dos cinco vices eleitos na vigência da Constituição de 1947, dois entraram em rota de colisão com o grupo político do qual faziam parte: Saturnino Bello e Alexandre Costa romperam com o vitorinismo e passaram de armas e bagagens para as Oposições Coligadas. Renato Archer, por ser um zero a esquerda no governo Eugênio Barros, permaneceu a maior parte do tempo no Rio de Janeiro, cuidando de seus interesses pessoais. Alfredo Duailibe, por causa de seu temperamento cordato, não brigou com Newton Bello, mas deste não recebeu nem afagos. Antônio Dino, amigo e correligionário de Clodomir Millet, a este hipotecou solidariedade no seu desentendimento com José Sarney.

A Constituição de 1967, imposta pela ditadura militar, transformou os deputados estaduais em os constituintes, os quais destinaram ao Poder Executivo a mesma prerrogativa da Constituição de 1947, ou seja, de ser exercido pelo governador, mas substituído pelo vice nos casos de impedimento, e de suceder-lhe no de vaga.

No período de 1971 a 1989, na vigência da Constituição autoritária, o Maranhão foi governado por Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire, João Castelo e Luiz Rocha, que tiveram como vices, respectivamente, Alexandre Colares Moreira, José Murad, Artur Carvalho e João Rodolfo Gonçalves.

Nessa fase, os vices, também, não tiveram vez e voz, não foram hostilizados pelos titulares, mas ficaram reduzidos à sua insignificância. Apenas no governo João Castelo houve escaramuças, não com o vice, Artur Carvalho, que veio a falecer, mas com o deputado Albérico Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa, seu substituto na hierarquia constitucional. Não sendo bem visto por Castelo, este, exigiu a renúncia de Albérico do comando do Poder Legislativo, fato que resultou no rompimento de Castelo com o senador José Sarney.

A ociosidade remunerada dos vices governadores acaba com a promulgação da Carta Política de 1989, que deu nova atribuição aos companheiros de chapa dos chefes do Poder Executivo, que, de acordo com o parágrafo único do Artigo 59, “O vice-governador, além de outras atribuições que lhes forem conferidas pela lei complementar, auxiliará o governador, sempre que for por ele convocado para missões especiais.”

Com base nesse novo dispositivo de lei, os governadores Edison Lobão, Roseana Sarney, José Reinaldo Tavares, Jackson Lago, Roseana Sarney e Flávio Dino passaram a ver os vices com outros olhos. Em vez de marginalizá-los, como era praxe, os vices João Alberto, José Reinaldo, Jura Filho, Luis Porto, Washington Oliveira e Carlos Brandão receberam tratamento diferente de seus antecessores.

Os vices, que nos governos anteriores à Constituição de 1989, figuravam como espectadores da cena pública, de repente conquistaram espaços jamais vistos, com acenos para o cumprimento de tarefas dentro e fora do Estado, algumas protocolares, outras espinhosas.

Nos governos de Roseana Sarney, os vices José Reinaldo, João Alberto e Washington Oliveira trabalharam como nunca. Como não gostava de viajar, Roseana não poupava seus companheiros de chapa, dando-lhes missões em lugares diversos. Dizia-se até que eles ficaram mais tempo no espaço aéreo do que em terra. O mesmo se pode dizer de Carlos Brandão, que, como vice do governador Flávio Dino, não para de representá-lo pelo Brasil afora.  Nesses dois anos de governo, Brandão pouco tempo ficou em São Luis. A tripulação das aeronaves já bate até continência a ele.

MOMENTOS PARADOXAIS

O advogado Sálvio Dino vive um momento singular e paradoxal.

De um lado, com invulgar alegria acompanha o desempenho dos filhos Flávio e Nicolau, respectivamente, no Poder Executivo Estadual e no Ministério Público Federal.

De outro, com imensa tristeza, assiste ao sofrimento da irmã, Benita, que reside em Brasília, cujo estado de saúde inspira cuidados.

UBER E TAXISTAS

A Câmara Municipal de São Luis e a Assembleia Legislativa do Maranhão acabam de mostrar como estão atrasadas e desconectadas dos avanços da sociedade.

As duas Casas Legislativas, além de reacionárias, continuam atreladas às pressões de sindicatos e de categorias profissionais que ainda vivem em função do passado.

Enquanto as cidades do mundo inteiro curvaram-se ao aplicativo  Uber, uma modalidade de transporte que veio para melhorar substancialmente o tráfego urbano, os taxistas de São Luis inconformados  com essa novidade, forçam os vereadores e deputados a ver a vida pelo retrovisor.

A resistência dos taxistas ao Uber faz lembrar a época da  introdução dos taxímetros em São Luis, quando fizeram de tudo para as corridas avulsas não acabarem.

SUCESSÃO PRECIPITADA

Falar, comentar ou palpitar sobre candidaturas, principalmente para cargos de governador ou senador, quando falta mais de um ano para eleição, é um bom exercício democrático.

Agora, realizar eventos políticos,como se fossem verdadeiras convenções partidárias, objetivando tornar os candidatos irreversíveis, só faz precipitar o processo eleitoral.

Calma, minha gente, ainda é cedo para isso, muita água ainda correrá debaixo da ponte, principalmente quando se sabe que o país vive um crise institucional de tamanha monta, que sem a sua solução dificilmente  haverá eleição.

FARPAS POLÍTICAS

Como o processo político maranhense está em processo de precocidade, os políticos começaram a se estranhar antes do tempo estabelecido pela legislação eleitoral.

Na semana passada, por exemplo, a mídia repercutiu a troca de farpas entre o senador Roberto Rocha e o ex-deputado Gastão Vieira.

Naquele debate, o ex-deputado Gastão Vieira por meio de pesado golpe nocateou o senador Roberto Rocha ao dizer que a sua eleição foi uma desilusão e um desgaste muito grande.

LOJAS DE DEPARTAMENTO

O Tropical Shopping sentiu bastante a saída do Supermercado Mateus de sua área comercial.

Indiscutivelmente o movimento naquele empreendimento empresarial caiu e os donos e os lojistas sentiram a pancada, mas já trataram de recuperar o tempo perdido.

Três importantes lojas de departamento já assinaram contrato com o Tropical Shopping  para ali se instalarem e com a maior brevidade.

 

 

 

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SARNEY E O PACTO DA CRISE

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Chegou a hora da celebração de um pacto político para o Brasil se reencontrar com o seu destino de país democrático, civilizado e livre das ameaças que possam levá-lo ao obscurantismo, ao autoritarismo e ao retrocesso econômico e social.

Para a consecução desse pacto, três pressupostos são essenciais. 1) mobilização de políticos e setores sociais não comprometidos com a promíscua parafernália sindical, oriunda do getulismo, no Estado Novo;  2)  reunião dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva, as maiores expressões políticas e partidárias do país, para que  através do  entendimento político e  da paz interna, o Brasil retome o processo de desenvolvimento sócio-econômico; 3) convocação da Assembleia Nacional Constituinte, com o fim exclusivo de dar uma nova Carta Magna ao país, que não o torne ingovernável.

Dos três pressupostos, o segundo é urgente e imperioso, pois sem a participação dessas três figuras políticas na mesa de negociação e da discussão, a crise certamente se incrementará e terá um desfecho traumático, truculento e excepcional.

Sarney, FHC e Lula, homens públicos maduros e experientes, que, no exercício do poder, viveram momentos adversos e situações desconfortáveis, juntos e avalizados pela sociedade brasileira, podem oferecer ao país mecanismos para a superação de uma conjuntura institucional, sem precedentes em nossa história.

Defender a reunião dos três ex-presidentes é ter a certeza de que saberão com firmeza, seriedade e tirocínio empreender ações voltadas para unir o Brasil e não levá-lo ao caos. Nesse particular, não pode ser vista com bons olhos a proposta do PC do B e do PT de excluir José Sarney dessas tratativas, tentando afastá-lo de um ato político de salvação nacional.

Ninguém melhor do que Sarney – político astuto, intelectual preparado e cidadão habilidoso -, para ajudar o país a emergir da deplorável situação em que se encontra. Como se bastasse, a história de vida do ex-presidente, toda pontuada de marcantes ações, o credencia a participar de qualquer movimento voltado para unir o Brasil e vencer a batalha contra o desemprego, a recessão e a inflação.

Nesse sentido, vale registrar o que escrevem articulistas e redatores dos maiores veículos de comunicação do país, que proclamam em alto e bom som que só um acordo de grande monta, com a participação de Sarney, FHC e Lula, como articuladores e inspiradores, para o impasse institucional brasileiro chegará ao fim.

Este trecho do editorial do jornal Folha de São Paulo, retrata com fidelidade o que sociedade brasileira pensa nesta hora de angústia: “Lula da Silva, Fernando Henrique e José Sarney, além de serem os políticos mais influentes da República, na atualidade, são os membros com maior peso dentre de seus respectivos partidos-que são também os mais poderosos do país -, situação que lhe dá importância excepcional num momento em que a experiência, bom senso e influência são fatores  fundamentais e decisivos nas articulações que estão em curso. Os três ex-presidentes são vistos como referências que, articuladas, podem conduzir seus partidos na escolha do nome para suceder Michel Temer.”

O FIM DA COLISEU

A Companhia de Limpeza e Serviço Urbano de São Luis, conhecida por Coliseu, vem dos anos 1970, em que o Maranhão era governado pelo professor Pedro Neiva de Santana, e a prefeitura da Capital maranhense estava sob o comando do engenheiro Haroldo Tavares, que a criou e enquanto durou prestou relevantes serviços à população.

Se a memória não falha, a companhia começou sofrer esvaziamento porque os prefeitos, a partir do prefeito Tadeu Palácio, passaram a não lhe dar uma estrutura compatível com o crescimento da urbe ludovicense.

Com a extinção da Coliseu, por iniciativa do prefeito Edivaldo Junior, nada mais resta de uma época em que a prefeitura procurava resolver satisfatoriamente os problemas da cidade, tendo à sua frente gestores do nível de Haroldo Tavares.

FRAGMENTAÇÃO DA UEMA

Quando da criação da Universidade Estadual do Sul do Maranhão,  em Imperatriz, eu disse, sem ser profeta,  que outras iniciativas nesse sentido seriam reivindicadas ao governador.

Dito e feito. A primeira solicitação com o objetivo de fragmentar a Uema veio dos políticos de Caxias, pensando na criação da Universidade  Estadual  do  Sertão Maranhense.

Agora, um deputado do PT encaminha a Flávio Dino um pedido para a criação da Universidade Estadual da Região da Baixada Maranhense.

Que o governador pense como Winston Churchill: pense mais nas gerações e menos nas eleições.

LEI DA CACHAÇA

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou lei que obriga bares, restaurantes, hotéis e similares a incluírem em suas cartas, bebidas destiladas, conhecidas por cachaças.

Um vereador de São Luis quer apresentar à Câmara Municipal um projeto  que só não é igual ao do Rio de Janeiro porque troca a cachaça pela tiquira.

Faz sentido.

BIOGRAFIAS DE ARTISTAS

Depois do lançamento das biografias de Elke Maravilha e de Hebe Camargo, vem aí a de Wanderleia.

Uma pergunta está no ar: será que as biografias de Elke Maravilha e de Wanderleia  farão alusão aos romances que elas tiveram, em época diferentes, com dois jovens maranhenses, bem cotados e conceituados em nossa cidade?

EMPREGADA DOMÉSTICA

Saiu no jornal de São Luis um anúncio que fez um tremendo furor junto à mocidade universitária.

O anúncio procurava uma doméstica, entre 30 a 50 anos, para trabalhar em São Paulo, com o salário de R$ 3.000, 00.

Mais de 100 jovens, com diploma universitário, mas desempregados, habilitaram-se ao emprego oferecido.

SARNEY E IMPERATRIZ

Na opinião do ex-deputado Gastão Vieira a população tocantina não pode mais se queixar ou ter algum ressentimento contra o ex-senador José Sarney.

Motivo: ninguém mais do que Sarney lutou com tamanho ardor para que o Ministério da Educação autorizasse o funcionamento do curso de Medicina em Imperatriz.

Mais ainda: o Ceuma começará o curso oferecendo à região tocantina cerca de 200 vagas.

O ADVOGADO PEDRO LEONEL

O Maranhão possui dois cidadãos, ambos veteranos, mas, em matéria de política e de advocacia, não perdem para ninguém.

Na política, Sarney, que do auge de seus 87 anos continua dando show de bola. É sempre imitado, mas nunca igualado.

Na advocacia, difícil encontrar um profissional como Pedro Leonel, um setentão que se mantém atualizado e raramente perde uma causa aqui ou alhures.

Qualquer deslize no campo do Direito, Pedro Leonel não perdoa. Na semana passada, aprontou mais uma, desta feita na direção do presidente da OAB nacional, a quem aconselhou a reexaminar o pedido de impeachement do presidente Michel Temer,que,  na sua opinião, é uma peça frágil e destituída de provas dos alegados crimes.

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DE GETÚLIO A TEMER: AS CRISES POLÍTICAS NO BRASIL

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Na minha vida de septuagenário, tive a ventura de ver o Brasil, ao longo de sua trajetória histórica, avançar econômica e socialmente, ou seja, desenvolver-se e modernizar-se, mas, tive, também, a desventura de vê-lo desviar-se de sua gloriosa caminhada para o futuro, dando passos para trás no rumo do obscurantismo e do autoritarismo.

Como pode um país fabuloso e fantástico do porte do nosso, que o mundo admira pelo povo que tem, pelas riquezas naturais que possui, pela invejável dimensão continental e marcante identidade cultural, viver quase sempre sobressaltado por crises de governabilidade e/ou instabilidade política, que o impedem figurar no ranking das nações civilizadas e democráticas?

Essa gritante dicotomia, que conduz o país ora para avanços, ora para recuos, deve-se, segundo estudiosos e cabeças pensantes, à ausência absoluta de quadros políticos verdadeiramente responsáveis, preparados e qualificados para cuidar das tarefas de gestão pública.

Eu, nessas sete décadas de existência, presenciei nada menos do que oito crises políticas no Brasil, que o deixaram em situação desconfortável perante o mundo e em posição nada compatível com os anseios do povo.

A primeira foi em 1954, com o presidente Getúlio Vargas envolvido num “mar de lama”, fato que a UDN denunciou através do deputado Carlos Lacerda, que, por isso, sofreu um atentado, executado pelos correligionários do chefe da Nação. Compelido pelas Forças Armadas a renunciar ao mandato, Getúlio recorre ao suicídio e deixa uma carta-testamento, acusando o imperialismo e suas alianças como responsáveis pelo golpe de Estado.

A segunda veio com o Brasil governado por Jânio Quadros, que, intempestivamente, em agosto de 1961, renuncia ao cargo de presidente da República. O vice, João Goulart, ausente do país, é impedido pelos ministros militares de assumir o poder, gerando um impasse institucional, que resulta na mudança da forma de governo: de presidencialista, o Brasil vira parlamentarista.

A terceira surge em abril de 1964, com as Forças Armadas insurgindo-se contra o presidente João Goulart, deposto por querer introduzir no país as reformas de base e de se atrelar ao comunismo internacional.  O general Humberto Castelo Branco assume o governo e, por meio de atos institucionais, implanta um regime ditatorial, que vigora por vinte anos. Em dezembro de 1968, sob a presidência do general Costa e Silva, o regime militar decreta o Ato Institucional 5, obrigando o Congresso a entrar em recesso. O presidente Ernesto Geisel, nove anos depois, em abril de 1977, fecha novamente o Congresso Nacional e elabora o chamado Pacote de Abril.

A quarta veio à tona em abril de 1985, na véspera da instalação da Nova República, o presidente eleito, Tancredo Neves é hospitalizado em Brasília e submete-se a uma operação abdominal. Esboça-se um movimento com relação à posse do vice-presidente José Sarney, que mesmo contestado pelos militares, assume interinamente o cargo, do qual se torna o titular com a morte do político mineiro.

A quinta aflora em dezembro de 1992, com a decisão histórica do Senado de condenar o presidente Fernando Collor de Melo inabilitando-o ao exercício de funções públicas. A queda de Collor foi lenta e dolorosa. Começa com a denúncia do irmão Pedro, que gera o processo de impeachement contra o chefe da Nação. Quem o substituiu no poder é o vice, Itamar Franco.

A sexta vem à tona em 2005 e alcança 2006, com o escândalo do Mensalão, patrocinado pelo PT, que, através da corrupção política, pratica a compra de voto dos parlamentares no Congresso Nacional. O caso teve com protagonistas, além dos agentes do PT, os integrantes do governo do presidente Lula da Silva, o grande beneficiado daquela sinistra operação. O desfecho do Mensalão ocorre no Supremo Tribunal Federal, que julga e condena 40 políticos, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

A sétima crise decorre do desgoverno da presidente Dilma Roussef, que leva o país ao retrocesso econômico, ao retorno da inflação e do desemprego. Paralelamente, emerge o escândalo do Petrolão, do qual nasce a operação Lava-Jato e impede a presidente da República de continuar no exercício do cargo, para o qual se reelegera.

A última diz respeito à oitava crise e que se encontra em andamento, pelo envolvimento de Dilma, Lula, do Partido dos Trabalhadores e de outras agremiações partidárias no escândalo de propinas e de outras vantagens ilícitas, patrocinadas pelas grandes empreiteiras nacionais. Essa crise alcança inclusive o atual presidente Michel Temer, ameaçado de ter o seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral ou de sofrer um impeachement pelo cometimento, também, de práticas ilícitas.

SARNEY E CEUMA

O engenheiro Mauro Feecury recebeu do ex-presidente José Sarney, um documento valioso e histórico.

Nele, Sarney emite um juízo de valor sobre o excelente resultado obtido pelo Grupo Educacional Ceuma, na rigorosa aferição feita recentemente pelo Ministério da Educação.

O ex-presidente da República elogia a avaliação do MEC e exalta a educação superior que o Ceuma pratica no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí, mediante cursos do mais alto nível.

FIEMA ASSINA MANIFESTO

O presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez, fez questão de ser o primeiro a assinar o documento da Confederação Nacional da Indústria sobre o momento político do País.

O presidente da Fiema assim procedeu por estar sumamente preocupado com a situação institucional do Brasil, que se não houver bom senso e união, para desarmar os mais exaltados, poderemos cair na vala comum do atraso e da desesperança.

Ao ser o primeiro signatário do “Comunicado à Nação”, Baldez expressa não apenas o seu, mas o sentimento de todo o segmento empresarial maranhense.

TEMA E TEMER

Na recente “Marcha dos Prefeitos” em Brasília, o presidente da Federação dos Prefeitos do Maranhão, Cleomar Tema, passou como parente do presidente da República, Michel Temer.

A confusão não se deu pela semelhança física entre o presidente da Famem  e o chefe da Nação, mas simplesmente por ostentarem sobrenomes parecidos: Tema e Temer.

CADÊ RICARDO MURAD?

Ricardo Murad é um político que atua na vida pública em tempo integral e dedicação exclusiva. Por isso, quando ele submerge ou inexplicavelmente sai de cena, dá margem a que hipóteses ou conjecturas  venham à tona.

O sumiço de Ricardo, que se espera não ser por motivo de saúde, enseja pelo menos três perguntas: 1) abandono definitivo da política partidária ou apenas um recuo estratégico? 2) esquivou-se da política para deixar que os holofotes da mídia e da opinião pública sejam totalmente  canalizados para a filha, deputada Andréa Murad, cuja atuação na Assembleia Legislativa só merece aplausos?) finge-se de morto ou aguarda a poeira assentar para dar a volta por cima no momento certo da sucessão ao governo estadual?

A FAVOR DO UBER

Quando o saudoso jornalista Benito Neiva reinava de modo absoluto no colunismo social de São Luis, costumava encerrar suas crônicas com este apelo: “Sempre a favor de telefone no aeroporto do Tirirical e contra a permanência de menores em lugares proibidos.”

Parafraseando Benito, gostaria de proclamar em alto e bom som que sou a favor, sempre a favor, da presença do Uber em São Luis e contra, sempre contra, a perseguição aos profissionais que optaram por esse meio de vida.

 

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A OCUPAÇÃO DO LARGO DO CARMO

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O Largo do Carmo, secularmente, pela sua posição estratégica, tornou-se o principal ponto de convergência social de São Luis.

A vida da cidade gravitava nele e no seu entorno, onde tudo acontecia e a população tomava conhecimento de fatos e atos do cotidiano, que repercutiam pela presença de igrejas, cinemas, bares, restaurantes, lojas, redações dos jornais, emissoras de rádio, consultórios médicos, escritórios de profissionais liberais e dos transportes coletivos (bondes e ônibus).

Nas campanhas eleitorais, o Largo do Carmo funcionava como a caixa de ressonância política, tendo o frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo e a sacada da casa de dona Maria Machado por moldura ou palco de comícios e concentrações populares, especialmente de conteúdo oposicionista, que fizeram São Luis ser conhecida por Ilha Rebelde.

Não havia outro local na cidade que atraísse e mobilizasse mais a população da cidade do que o Largo do Carmo, pois lá ocorriam os mais candentes episódios da vida privada e pública maranhense.  Naquele pedaço de chão, emanavam e fervilhavam as notícias mais fresquinhas, as informações mais quentes e os boatos mais desencontrados.

A importância do Largo da Carmo na vida pública maranhense salientou-se na famosa “Greve de 1951”, ocupada literalmente pelos “soldados da liberdade”, que lutavam para impedir o governador Eugênio Barros de ser empossado, sob a justificativa de sua eleição ser produto de fraude eleitoral.

Por mais de 60 dias, o povo de São Luis não arredou os pés dali, para ouvir  discursos, protestar e exigir do Presidente da República, Getúlio Vargas a decretação da intervenção federal no Maranhão, o que não aconteceu, deixando o eleitorado oposicionista frustrado.

Mas a partir de 1964, com o movimento militar que derrubou o presidente João Goulart do poder, que levou o país à ditadura, o Largo do Carmo deixou de ser o palco dos grandes acontecimentos políticos de São Luis.

Por motivo de segurança, as forças militares proibiram que, naquele espaço, se realizassem atos e manifestações políticas, para o povo não protestar ou se insurgir contra as autoridades.

Nas eleições de outubro de 1965, em que José Sarney conquistou o governo do Estado, nada aconteceu no Largo do Carmo, pois a Secretaria de Interior, Justiça e Segurança, com base no dispositivo federal, reprimiu todos os atos de natureza político.

Esse recuo histórico serve para mostrar o que o Largo do Carmo representou no passado e a situação em que se encontra atualmente: esvaziado, abandonado e ponto de encontro de viciados e marginais.

Mas esse quadro pode ser revertido desde que o prefeito Edivaldo Holanda Junior acorde e ponha em prática um projeto para reativá-lo e torná-lo cenário de atos memoráveis, que mereçam ser vistos ou comemorados pela população.

Para a materialização desse projeto, à prefeitura bastaria assumir a responsabilidade de dotar o Largo do Carmo de condições físicas para suportar a promoção de shows musicais, atos evangélicos, apresentações folclóricas, eventos populares, feiras de livros, encenações teatrais e até mesmo comícios políticos.

Em assim procedendo, a prefeitura daria à cidade uma opção a mais para a prática de atos públicos e privados e ainda desafogaria a Praça Maria Aragão de certas manifestações, algumas irrelevantes ou desnecessárias.

A COTAÇÃO DE NICOLAU

Nicolau Dino, irmão do governador Flávio Dino, é um dos subprocuradores que manifestaram interesse em se candidatar ao cargo de procurador-geral da República.

O atual procurador Rodrigo Janot apóia Nicolau Dino, antigo colega de Associação Nacional dos Procuradores da República, com quem mantém estreitos vínculos de amizade.

Nicolau é considerado um homem preparado, com experiência e estatura para manter a máquina da Lava-Jato nos trilhos, embora tenha perfil tímido.

Também é respeitado pela base do Ministério Público, mas o seu nome parece não ter a simpatia do Palácio do Planalto.

RESTAURANTE E DIA DAS MÃES

Os filhos que pensaram homenagear as mães, no domingo passado, levando-as aos melhores restaurantes da cidade, passaram por maus bocados e frustraram-se.

Em vez de alegria e prazer, as mães sofreram dentro e fora dos restaurantes, que, além de insuficientes, não se preparam para atender à demanda.

Elas, não mereciam ter visto cenas tão grotescas e passado por momentos nada agradáveis.

ARLETE E JOSUÉ

Há anos, a escritora Arlete Nogueira Machado guarda consigo uma raridade.

Um ensaio maravilhoso e inédito, com mais de cem páginas, da autoria do intelectual maranhense Franklin de Oliveira sobre a vida e a obra do saudoso escritor Josué Montello.

Ela sabia que um dia usaria aquela peça literária para homenagear os dois ilustres e renomados maranhenses. Por isso, proporá à Academia Brasileira de Letras a publicação do primoroso ensaio, no centenário de nascimento de Josué Montello, em agosto vindouro.

SEBASTIANISMO NO MARANHÃO

Em cumprimento à lei que determina que Portugal seja homenageado no Maranhão, no dia 10 de junho, a Academia Maranhense de Letras, a Sociedade Humanitária, a Comunidade Luso-Brasileira e o Grêmio Lítero Português, vão realizar um evento comemorativo.

No dia 6 de junho, às 19 horas, no auditório da AML, o escritor português, Antônio Freire, profere palestra sobre o tema “O Sebastianismo no Maranhão”.

O intelectual lusitano é hoje o maior conhecedor da vida e da obra do padre Antônio Vieira, a respeito do qual já escreveu vários livros.

DUTRA ARREPENDIDO

Encontrei o ex-deputado e agora prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra, ao lado da esposa, Núbia, minha conterrânea de Itapecuru.

Ao vê-lo um tanto quanto sorumbático, não deixei esta pergunta escapulir: – O que é melhor ser estilingue ou vidraça?

Respondeu o óbvio.

NOME DE PARTIDO

A moda agora é a mudança de nome dos partidos brasileiros.

Começou com Rede de Sustentabilidade. Depois veio Solidariedade. Agora foi a vez do Partido Trabalhista Nacional que virou Poderoso.  O PTB pretende ser conhecido como Avante.

Nome mais adequado ao PT: Trapalhões ou Trapaceiros.

SEM CENSORES

Tenho a impressão de que o trânsito melhorou bastante depois da retirada dos censores das vias públicas de São Luis.

O tráfego ficou mais livre e fluindo com mais desenvoltura.

Errou feio quem achava que o trânsito, sem os censores, transformaria a cidade num caos.

Ponto para o prefeito Edivaldo Holanda que, sem querer, livrou a Cidade daquelas engenhocas.

COMPARECIMENTO DE FELIPE

Por não comparecer à abertura do programa Roda de Debates, promovido pela Academia Maranhense de Letras com estudantes do ensino médio, o secretario de Educação, Felipe Camarão, marcou presença no encerramento do evento.

Como se não bastasse, discutiu, opinou e acatou sugestões e propostas de professores e alunos.

A presença de Felipe Camarão em eventos e atos que possam melhorar a educação no Maranhão, faz com que seja considerado um dos gestores mais eficientes e competentes do atual governo.

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CEM ANOS DA COVA DA IRIA

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Neste sábado, há 100 anos, um ato de origem sobrenatural, teve lugar em terras portuguesas, num lugarejo chamado Cova da Iria, que abalou religiosos, místicos e agnósticos, e tornou-se alvo de especulações e questionamentos, inclusive de setores da própria Igreja Católica, que levantaram dúvidas quanto à sua autenticidade.

Segundo relatos da época, o episódio ocorreu no dia 13 de maio de 1917, envolvendo as meninas – Lúcia de Jesus e Jacinta, de 10 e 7 anos, e o menino Francisco Marto,  de 9 anos, que pastoreavam  ovelhas e foram  surpreendidas por um clarão luminoso, do qual surge a Virgem Maria, vestida de branco, trazendo profecias, recomendações e mensagens.

Reza a lenda ou a crença, de que Nossa Senhora teria aparecido outras vezes para aquelas crianças, entre maio e outubro de 1917, sempre lhes entregando profecias, que se tornaram conhecidas por “Segredos de Fátima”, mas só reveladas anos depois por ordem dos Papas.

Os dois primeiros segredos chegaram ao conhecimento público em 1942, com autorização do Papa Pio XII, e diziam respeito à deflagração de catástrofes, que causariam flagelos à humanidade.

O terceiro segredo, revelado em 1944, mas divulgado em 1960, reportava-se a um possível atentado ao Papa, aquele sofrido por João Paulo II, na Praça do Vaticano, em 1981.

Em Portugal e nos países em que se fala o idioma português, o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima será festivamente comemorado no curso deste mês.

Em São Luis, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira organizou um programa, cujo ponto alto é a celebração, hoje, às 8h30, de missa na Igreja de São João Batista, no mesmo horário em que o Papa Francisco, no Santuário de Fátima, preside um ofício religioso alusivo ao evento.

O assunto da aparição de Nossa Senhora, na Cova da Iria, faz com que transponha o meu pensamento para a década de 1950, quando a imagem de Nossa Senhora de Fátima saiu de Lisboa em direção ao Brasil, onde fez uma peregrinação por todos os estados.

Naquela época, São Luis contava com expressiva colônia lusitana, em qualidade e quantidade, que por pontificar na vida social e comercial da cidade, preparou vasta programação para receber a santa peregrina, com visitas a igrejas, associações religiosas e hospitais, nestes, Nossa Senhora teria operado milagres e recuperado enfermos.

No dia da chegada da santa, nada funcionou na cidade e a população, mobilizada para recepcioná-la, marcou presença no aeroporto e nas ruas com fé e devoção. Eu, com 14 anos, em dois momentos, emocionei-me com a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Primeiro, por vê-la de perto e de tocá-la, na visita ao Colégio dos Irmãos Maristas, onde estudava. Segundo, no estádio Santa Isabel, na celebração de uma missa campal, ministrada pelo arcebispo dom José Delgado, onde o povo contrito chorava, rezava e pedia suas bênçãos para minorar seus sofrimentos em angústias.

Segundo a imprensa, muitos doentes, após o ato religioso, foram curados das moléstias que portavam.

De tudo que vi e ouvi por ocasião da imagem peregrina a São Luis, ficou algo que aprendi e até hoje não esqueci: um cântico a ela dedicado com este estribilho:

A treze de maio na Cova da Iria

No céu aparece a Virgem Maria

Ave, ave, Maria

Ave, ave, Maria

Os três pastorinhos cercados de luz

Visitam Maria

A mãe de Jesus

Ave, ave Maria

Ave, ave, Maria.

DE VICE A PRESIDENTE

As duas figuras políticas do Maranhão, eleitas à vice-presidência da República, que exerceram  o cargo de presidente do Brasil foram Urbano Santos e José Sarney.

Sarney assumiu o comando do Poder Executivo face ao falecimento de Tancredo Neves, em abril de 1985.

Urbano Santos, companheiro de chapa de Venceslau Braz, no quadriênio 1914-1918, assumiu a presidência da República, em 1917, quando o estadista mineiro, licenciado, viajou para o seu Estado, Minas Gerais.

A diferença entre Sarney e Urbano Santos é que o primeiro assumiu e  ficou cinco anos no poder; já o segundo, permaneceu no cargo só trinta dias, fato ocorrido há cem anos.

CANDIDATA A GOVERNADORA

Além de Roseana Sarney, Maura Jorge, prefeita de Lago da Pedra, também quer ser candidata ao Governo do Maranhão.

Maura Jorge lançou-se candidata depois de forte desentendimento com o governador Flávio Dino, numa solenidade pública, na cidade onde é gestora.

O modo altivo com reagiu à indelicadeza do chefe de governo,  repercutiu politicamente a seu favor, mormente na sua região, mas só isso não basta para cacifá-la a disputar o cargo de governador do Maranhão.

Há que mostrar outras virtudes, por exemplo, como se conduz à frente da prefeitura e se a administração que realiza é bem avaliada pela população.

TERRA EM TRANSE

Há cinqüenta anos, o filme Terra em Transe, do cineasta baiano Glauber Rocha era lançado no Brasil.

Importante e polêmico, o filme, um dos ícones do Cinema Novo, foi lançado em plena ditadura, que a censurou, mesmo escudado em metáforas.

Com um elenco de primeira linha, do nível de  Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Glauce Rocha, Paulo Gracindo, Danuza Leão , o filme produzido em 1967, teve cenas filmadas em São Luis, por ocasião da posse do governador José Sarney.

MORADORES DE RUA

O prefeito de São Paulo, João Doria, vai distribuir para os moradores de rua, 65 mil escovas de dente, 96 mil desodorantes, 160 mil pastas de dentes, 660 mil sabonetes e 80 mil xampus.

O prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Junior, em compensação, está distribuindo aos moradores da cidade, milhares de buracos.

CONHECER, PRENDER E SOLTAR

Como ouvinte da Rádio Mirante, ouvi uma entrevista do delegado Walter Wanderley, em que se ufanava de conhecer todos os ladrões que agem em São Luis.

Delegado, com todo o respeito, o problema não é conhecer os ladrões, mas o de prendê-los e depois serem soltos, pela Justiça, para praticarem os mesmos delitos.

DIA DAS MÃES

Amanhã, Dia das Mães, será um grande teste para o Governo e para o Presidente Michel Temer.

Se o comércio vender mais do que nos anos anteriores, pode-se dizer que a política econômica do ministro Henrique Meireles está no caminho certo.

Ao contrário disso, só Deus sabe.

ANIVERSÁRIO SILENCIOSO

Não é comum aniversário de governador passar em brancas nuvens.

Ao longo de minha vida de jornalista, sempre soube que governador não muda de idade sem comemoração, até porque os puxa saco não deixam isso acontecer, pois, nesse dia, eles gostam de mostrar serviços e sabem fazer isso com muita propriedade.

No dia 30 de abril,  Flávio Dino, pela segunda vez na sua gestão, muda de idade, mas se não fosse o batizado do mais novo filho do governador, nada teria acontecido no  Palácio dos Leões.

PREFEITO SONHADOR

Surgiu um prefeito no Maranhão para arrebatar do ex-prefeito de São Luis, Haroldo Tavares, o titulo de “sonhador.”

Trata-se do gestor do município de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Numa mensagem, publicada na imprensa, ele anuncia, como um de suas metas administrativas, a implantação do VLT para ligar São Luis a Itapecuru, como medida para desafogar o trânsito na BR-135.

 

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