O MARANHÃO NOVO SEGUNDO ELIÉZER

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Nesta quarta-feira, 26 de abril, às 18 horas, na Biblioteca do Ceuma, o lançamento do livro “Maranhão Novo – A saga de uma geração”, do intelectual Eliézer Moreira Filho.

Obra pioneira, em que o autor, com riqueza de informações, aborda e comenta a trajetória do jovem governador- José Sarney, que mediante eleição vibrante e sem fraude, galgou o poder e realizou no Maranhão obra gigantesca, progressista e transformadora.

Ninguém mais do que Eliézer Moreira para discorrer sobre um governo do qual participou, ativa e com denodo, do primeiro ao último momento, que tratou de recuperar o tempo perdido e de mudar as práticas políticas que nele vicejavam e responsáveis pelo marasmo social e pela pobreza econômica.

O autor deste livro residia no Rio de Janeiro, mas retornou às origens familiares, para atender ao apelo do governador eleito, José Sarney, que precisava de mão de obra especializada para ajudá-lo a desenvolver o Maranhão.

Em São Luis, incorporou-se ao Grupo de Trabalho que assessorava tecnicamente o governador. Pela dedicação ao trabalho e maneira de agir como profissional e figura humana, foi confiada a ele a direção do órgão mais importante do governo:  Sudema- Superintendência de Desenvolvimento do Maranhão, autarquia com a competência de planejar, liberar e controlar os recursos às obras necessárias ao progresso do Estado.

Atuando com desenvoltura e eficiência no comando da Sudema, tornou-se um permanente aliado de Sarney nas ações e iniciativas que redundaram no surgimento  do Maranhão Novo, no bojo do qual vieram a lume Escolas João de Barro, Ginásios Bandeirantes, Centro Maranhense de TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia e Veterinária; dezenas de hospitais e postos médicos; grandes eixos rodoviários de integração; pavimentação das estradas São Luis-Teresina, Santa Luzia-Açailândia e Miranda-Arari; hidrelétrica de Boa Esperança,  Barragem do Bacanga, pontes sobre o Rio Anil, no Caratatiua, e São Francisco, ligando o Centro Histórico às praias, porto e terminal ferroviário do Itaqui, do Distrito Industrial, pavimentação de ruas e avenidas de São Luis; bairro Anjo da Guarda, Companhia Progresso do Maranhão, Banco de Desenvolvimento do Maranhão, Fundação do Bem Estar Social, Companhia de Habitação Popular, Telecomunicações do Maranhão, Companhia de Águas e Esgotos,  Centrais Elétricas e  Reforma Administrativa.

Testado e aprovado é convocado por Sarney a cumprir outras tarefas governamentais, dentre as quais a de secretário de Administração Pública, Gestor de Assuntos do Gabinete do Governador e Chefe da Casa Civil, de onde saiu para concorrer a uma cadeira de deputado à Assembleia Legislativa do Estado, eleito para o mandato de 1971 -1975.

A onipresença na máquina administrativa estadual, de janeiro de 1966 a junho de 1970, em que o Maranhão experimenta um fecundo processo de modernização e desenvolvimento, deu a Eliézer a privilegiada posição de agente e testemunha das movimentações políticas, nas quais o talento de Sarney aflorava interna e externamente.

Internamente, face à brilhante atuação no poder, que lhe conferiu autoridade, competência e respeito, o governador tornou-se o grande líder político estadual. Externamente, pela obra realizada no Maranhão, acumulava aplausos e elogios das autoridades federais e da imprensa nacional, que o apontavam como exemplo para o Brasil.

Daqueles tempos de euforia e de entusiasmo popular, em que o Estado passou por transformações econômicas, sociais e políticas, que levaram a opinião pública à mobilização em torno da construção do Maranhão Novo e da mudança da mentalidade, Eliézer guardou preciosos documentos, oficiais e oficiosos, armazenou relevantes informações jornalísticas, selecionou dados estatísticos e conservou imagens, com o objetivo de, anos depois, juntar tudo isso num livro, para registrar com fidelidade, imparcialidade e sem paixão, os atos, fatos, episódios e acontecimentos de um significativo momento histórico, que as novas gerações desconhecem pela má-fé ou sordidez de invejosos e frustrados, que tentam distorcer uma realidade que permanece até hoje guardada na memória dos maranhenses, que tiveram a ventura de viver um tempo em que éramos felizes e não se sabíamos.

MENTIRAS E MENTIROSOS

Os políticos que receberem propinas da Odebrecht são atualmente os maiores mentirosos do Brasil. Useiros e vezeiros em falsear a verdade, cinicamente a alardeiam e com a maior cara de pau. Dentre as mentiras políticas mais cabeludas dessa triste fase, vejamos as triviais.

  • Estou surpreso com a inclusão do meu nome.
  • As doações usadas na minha campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
  • Só me manifestarei sobre as delações quando tiver acesso ao processo.
  • Sou o maior interessado no esclarecimento da situação.
  • Sou um político do bem e não minto.
  • A Justiça não falha e confio nela.

 

REFORMA IMPRESCINDÍVEL

Eu acato e respeito o direito de concordar ou discordar da Reforma da Previdência.

De minha parte, acho que o país precisa fazê-la o quanto antes, para acabar com fatos como esse: a população rural do Brasil, acima de 55 anos, gira em torno de seis milhões de pessoas. Já a quantidade de benefícios rurais pagos pelo governo é da ordem de nove milhões.

ARTIGO DE BENTEVI

Quem conhece João Bentevi sabe que é bom médico, exemplar  professor universitário, ótimo saxofonista e dono de um texto brilhante, pois escreve com espantosa facilidade sobre assuntos diversos.

Por isso, não foi surpresa, repito, para quem acompanha a sua vida profissional, ver o artigo por ele produzido e veiculado pelas redes sociais, a respeito da presença do governador Flávio Dino na Lista do ministro Fachin.

Se por um lado, registra a decepção de vê-lo metido nesse mar de lama que inunda o Brasil, por outro, fez questão de ressaltar e louvar o político José Sarney que, com mais de 80 anos de idade e mais de 60 de vida pública, passou praticamente incólume nesse tsunami que agita o país.

OPINIÕES DE TAXISTAS

Na semana passada, estive em São Paulo e a bordo de um taxi perguntei ao taxista o que ele achava a administração do prefeito João Doria.

O motorista não titubeou. A resposta veio carregada de elogios ao jovem prefeito paulista.

Qualquer dia vou fazer em São Luis o que fiz em São Paulo: entrar num taxi e perguntar ao motorista sobre o desempenho do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

BENEFÍCIO DA PRESCRIÇÃO

De acordo com o Código Penal, quem responde a inquérito por caixa dois, cuja pena é de até cinco anos de prisão, pode ser beneficiado pela prescrição 12 anos depois do fato.

Esse prazo é ainda reduzido à metade se o investigado tem mais de setenta anos.

O deputado José Reinaldo, pelo que expressa o Código Penal, pode ser beneficiado pela prescrição.

RAIMUNDINHO SANTOS

A mídia quando se refere ao autor da denúncia contra o advogado maranhense Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador geral do Estado, trata-o por Raimundo Santos Filho, ex-diretor da Odebrecht.

Assim identificado, pouca gente em São Luis sabe quem o é.

Mas se tratado por Raimundinho Santos fica mais fácil identificá-lo. É engenheiro civil, nascido em São Luis, filho do saudoso empresário Raimundo Santos, que por muitos anos atuou no comércio da cidade, dono de conceituada loja de móveis, localizada na Rua Godofredo Viana.

Raimundinho vem sempre a São Luis, principalmente no carnaval e é dos fundadores do Bloco do Agenor. Mais ainda: é gente boa e bom caráter.

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EU E O TEATRO ARTUR AZEVEDO

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O Teatro Artur Azevedo foi inaugurado em São Luis no dia 1º de junho de 1817, com o nome de Teatro União, construído por iniciativa de Eleutério Lopes da Silva Varela e Estevam Gonçalves Braga.

Com a morte de seus construtores, o Teatro União entrou em crise. O presidente da província, Eduardo Olimpio Guimarães, incorporou-o ao patrimônio do Governo, que o reformou e o reinaugurou com o nome de Teatro São Luis, na década de 1850.

Anos depois, já no regime republicano, no governo Urbano Santos, veio nova reforma. Na abertura de suas portas, em 1921, em homenagem ao grande dramaturgo maranhense, ganhou o nome de Teatro Artur Azevedo.

Ao longo de dois séculos de vida, o nosso teatro sofreu várias reformas e esteve sob o domínio ora do governo do Estado, ora da prefeitura de São Luis, que chegou inclusive a arrendá-lo à iniciativa privada. Em todas essas fases, no seu palco aconteceram cenas pitorescas e curiosas, histórias, algumas verdadeiras, outras criadas pelo imaginário popular, em torno de pessoas que o dirigiram, de atores e cantores que ali se exibiram, de peças e shows apresentados, sem esquecer as manifestações da platéia maranhense.

Dentre os numerosos casos, que merecem registros, porque fazem parte da história daquela casa de espetáculos, participei de três.

O primeiro deu-se no governo José Sarney. O teatro vinha de passar por mais uma reforma e o governador desejava reinaugurá-lo com um bombástico espetáculo cênico: a peça bíblica “Abraão e Sara”, da autoria do padre João Mohana, com elenco à base de artistas locais e dirigida por Andros Chediak, contratado no Rio de Janeiro, com essa finalidade.

Antes da reabertura do Artur Azevedo travou-se renhida luta entre o intelectual Domingos Vieira Filho, diretor do Departamento de Cultura, e o padre João Mohana, com vistas à indicação do novo diretor do teatro. O candidato de Vieira Filho era Gerd Phuegler; o de João Mohana, este escriba. O governador ficou entre a cruz e a espada, mas optou por mim, o candidato do sacerdote.

Tão logo a minha nomeação saiu no Diário Oficial, a 7 de fevereiro de 1969, Domingos Vieira Filho, sentindo-se desprestigiado, ameaçou deixar o cargo de diretor do Departamento de Cultura e ainda ameaçou romper a antiga amizade com Sarney. Quando percebi que isso poderia acontecer, não pensei duas vezes: fui ao governador, entreguei o cargo e a paz voltou a reinar no governo.

Resumo da ópera: fui diretor do Teatro Artur Azevedo e o que menos tempo ficou no cargo.

O segundo episódio veio a lume no governo João Alberto, que me nomeou para o cargo de secretário da Cultura do Estado do Maranhão.

Ao assumir o posto, em abril de 1990, encontrei os artistas revoltados com a situação do Teatro, fechado há dois anos. A imprensa, também, cobrava a reabertura do Artur Azevedo, necessitado de reformas e que se encontrava quase todo demolido por uma empresa do Piauí, à qual obra foi entregue, sem licitação, pelo ex-governador Epitácio Cafeteira.

Diante daquele quadro de revolta, decidi fazer uma Exposição de Motivos ao governador João Alberto, solicitando autorização para a Secretaria de Transportes e Obras preparar estudos para salvar o Teatro daquela constrangedora situação.

O chefe do Executivo, sem titubear, aprovou a EM e a encaminhou ao órgão competente e ao Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura, para que juntos elaborassem o projeto e providenciassem a imediata abertura da concorrência pública, vencida pela Construtora Planex.

A empresa correu contra o tempo e antes do governador João Alberto transferir o poder ao governador eleito, Edison Lobão (14 de março de 1991), o Teatro foi entregue ao público, não plenamente acabado, mas  em condições de funcionamento, sob os aplausos da comunidade artística.

O terceiro caso gerou-se em torno de uma polêmica levantada pelo então diretor do Teatro Artur Azevedo, Fernando Bicudo, que o governador Edison Lobão importou do Rio de Janeiro, para acompanhar os trabalhos de mais uma reforma imposta àquele monumento artístico.

Nas proximidades da reabertura do Teatro, Fernando Bicudo apresenta ao governador Lobão uma proposta absurdamente mirabolante. Que se voltasse aos anos de 1850, quando o nome do Teatro era São Luis. Essa mudança, se efetivada, destronaria Artur Azevedo do frontispício da nossa vetusta casa de espetáculos, que todo o país conhece e venera.

A proposta de Bicudo foi uma bomba na cidade. Todos os segmentos artísticos e intelectuais se mobilizaram para torpedeá-la, pois não viam nela sustentação histórica ou de qualquer outra natureza, que merecesse ser objeto de cogitação e levada a sério.

No momento em que a discussão ganhava corpo e ressonância, pois os meios de comunicação ajudavam a combater tão sinistra proposta, eu decidi dela participar e pra valer. Publiquei um artigo-reportagem, da minha autoria, no jornal O Estado do Maranhão, em 6 de dezembro de 1992, com este título: “Ideia Bicuda”, que o editor do Caderno Alternativo inseriu na primeira página.

Eis um dos trechos mais ácidos do artigo: “Ele (Fernando Bicudo) desejava que o governo estadual fizesse um retrocesso no tempo para devolver ao Teatro a denominação anterior, como se os maranhenses não tivessem a honra e a glória de ter Artur Azevedo como patrono. Ao contrário do que pensa Bicudo não temos qualquer interesse em exorcizar o grande dramaturgo, cuja obra tem o reconhecimento de todo o país.”

A matéria jornalística obteve repercussão tão extraordinária, que exigiu do autor da proposta imediata explicação. Mais bicudo do que nunca, além de manifestar o desejo de encerrar o assunto, pediu desculpas ao povo maranhense pela defesa de uma causa tão inoportuna, que não pensava chegar ao ponto de levá-lo à execração da pública.

REVOLUÇÃO RUSSA

EM novembro vindouro será comemorado em todo o Planeta o primeiro centenário da Revolução Russa, deflagrada pelos bolchevistas em Moscou com a finalidade de implantar o regime comunista.

Em São Luis, a efeméride não deverá passar em branco, pois o PC do B, pelo que se comenta, se mobilizará para organizar um evento de monta e para obter repercussão internacional.

Afinal de contas, o Maranhão é o único estado da Federação brasileira, governado por um comunista católico. Graças a Deus.

DOM DELGADO E DOM BELIZÁRIO

Há quem veja semelhanças entre Dom José Belizário e o saudoso Dom José Delgado, que pontificou no Maranhão, nos idos de 1950 e 1960, como a grande figura da igreja católica. Não são semelhanças físicas, mas que se manifestam em atitudes e  ações.

Os dois prelados, embora de gerações diferentes e de épocas nada convergentes em termos espirituais e temporais, parece que rezam o mesmo catecismo, no tocante ao empreendedorismo.

São homens inteligentes, líderes e audaciosos nas iniciativas que empreendem em favor do rebanho católico.

PRIMEIRO PLANO DE GOVERNO

O governador Newton Bello foi o primeiro, no Maranhão, a contar com um Plano de Governo.

O autor dessa peça, que traçava normas e diretrizes de planejamento econômico para o nosso Estado, foi o engenheiro e economista Antônio Dias Leite, que o preparou a pedido de seu dileto amigo, Renato Archer.

Intitulado “Plano e Reivindicações do Estado do Maranhão” foi  apresentado ao Presidente da República, Jânio Quadros, na visita de trabalho a São Luis, em julho de 1961.

O autor do Plano, Antônio Dias Leite, faleceu na semana passada, no Rio de Janeiro, aos 94 anos.

Em tempo: com a minha prazerosa mania de guardar documentos do passado, tenho a impressão que só eu tenho, ainda no original, um exemplar desse Plano de Governo.

PREFEITO NA PRAÇA

O dia oito de abril de 2017 vai ficar na história de São Luis. Pela primeira vez o prefeito Edivaldo Holanda Junior pisou na Praça Benedito Leite, que só conhecia de passagem, para anunciar a revitalização dos jardins daquele logradouro.

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A JUÍZA E O REITOR

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Na semana passada, a opinião pública foi surpreendida com a decisão da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Luzia Medeiro Nepunucena, que solicitara a prisão do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, professor Gustavo Pereira da Costa, por desacato à ordem judicial.

Eu não conheço pessoalmente e nem profissionalmente a juíza Luzia Medeiro de Neponucena. Por isso, eximo-me de fazer maiores considerações ou juízo de valor sobre a sua atuação no exercício da judicatura, embora ache que cometeu uma injustiça contra uma pessoa íntegra e do bem.

Antes, porém, de deter-me sobre a figura humana do exemplar aluno, do notável professor e do competente reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Gustavo Pereira da Costa, do qual posso falar de cátedra, devo dizer algo a respeito da instituição onde o conheci: a Federação das Escolas Superiores do Maranhão, criada pelo governador Pedro Neiva de Santana, que juntou as faculdades de Administração, Engenharia, Agronomia, Veterinária, fundadas pelo ex-governador José Sarney.

A transformação da Federação das Escolas Superiores do Maranhão em Universidade Estadual do Maranhão, ato realizado pelo governador João Castelo, alterou a minha situação no corpo docente da nova instituição. De professor contratado, galguei à titularidade da disciplina Ciência Política, no curso de Administração.

Depois desse preâmbulo, reporto-me a Gustavo, o qual, em sala de aula, impressionou-me pela grandeza de caráter, pelo bom comportamento e interesse pela Ciência Política, disciplina que eu ministrava no segundo período do curso de Administração.

Ele se diferenciava do resto da turma por não se comprazer apenas com o discurso do professor. Cultivava a arte de questionar, sempre querendo avançar e saber mais. Gostava tanto de política que imaginei vê-lo às voltas com a militância partidária após a conclusão do curso, o que não aconteceu.

Todos os professores o admiravam e não economizam elogios à sua maneira de ser dentro e fora da sala de aula. Não à toa, ao ser diplomado foi apontado como o melhor aluno da turma.

Para a minha alegria, concluído o curso, Gustavo não deixou a Uema. Sem perda de tempo partiu para o mestrado e o doutorado, após o que, mediante concurso, ingressou no quadro de docente da instituição, destacando-se pela competência, seriedade e compromisso profissional, que o fizeram ocupar os mais altos cargos da Universidade Estadual do Maranhão até chegar a reitor, posto que eu, sem ser profeta, anunciei publicamente que um dia ele chegaria a exercê-lo, com honra e dignidade.

Quem o conhece, sabe que ele cumpre rigorosamente os deveres de cidadão, de professor e de gestor de uma instituição universitária, onde começou como aluno e ao longo do curso aprendeu a respeitar as leis, principalmente as emanadas das autoridades judiciais.

ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA

No Brasil, uma nova organização religiosa surge por hora.

Para esse tipo de atividade, não há praticamente dificuldade burocrática. De fevereiro de 2010 a fevereiro de 2017, 951 entidades religiosas foram criadas no Brasil.

O processo é simples: registro em cartório, ata de fundação, estatuto social e composição da diretoria.

Diante de tanta facilidade, tenho um amigo que resolveu criar uma organização religiosa, em São Luís. É questão de dízimos.

LANÇAMENTOS NO CEUMA

Dois importantes livros serão lançados no Ceuma: “Maranhão Novo”, de Eliézer Moreira, e A Balaiada, de Bento Moreira Lima.

O de Eliézer já tem data marcada: 18 de abril, às 18 horas.

“Maranhão Novo” é o mais completo livro sobre um dos períodos mais ricos da política maranhense, em que pontificou a figura do governador José Sarney.

A Balaiada trata de forma romanceada a trajetória do Negro Cosme na sua luta contra os desmandos administrativos dos que exerciam o poder no Maranhão nos meados do século XIX. Este livro ainda não tem data de  lançamento.

NAVIO FANTASMA

No Maranhão, voltamos aos tempos da Segunda Guerra Mundial, quando  navios alemães costumavam singrar as águas que banhavam as cidades do Litoral Ocidental.

Naquela época, Guimarães era a cidade que os nazistas escolhiam para espionar a movimentação das forças Aliadas, em operação no Nordeste brasileiro.

Agora, descobriu-se na praia de Cedral a presença de um navio à deriva e sem tripulantes.

Joaquim Itapary escreveu um excelente livro “Hitler no Maranhão’, que pode ajudar a desvendar o mistério de Cedral.

JOVENS EMPRESÁRIOS

Há uma nova geração de empresários no comando das entidades produtivas do Maranhão.

Ao contrário das lideranças passadas, que não costumavam bater de frente com as autoridades governamentais, por receio de retaliações, as de agora se mostram corajosas e desinibidas na defesa de seus interesses e pontos de vistas.

As destemidas ações, empreendidas pelas novas lideranças do empresariado, ficaram mais visíveis na gestão do governador Flávio Dino, que vem sendo invariavelmente questionada e contestada quando toma decisões consideradas lesivas ou prejudiciais ao patronato nativo.

BOLSONARO SEM APOIO

Um dos mais radicais políticos de direita do País, o deputado Jair Bolsonaro, está firme e decididamente disposto a disputar as eleições presidenciais de 2018.

No Maranhão, ainda não se conhece um militante político que tenha se apresentado como adepto da candidatura de Bolsonaro à sucessão do presidente Michel Temer.

Até mesmo o ex-deputado Costa Ferreira, que comanda o Partido Social Cristão, do qual Bolsonaro é filiado, ainda se mantém silencioso.

ZÉ  REINALDO E EMPRESARIADO

Se depender do empresariado maranhense, José Reinaldo Tavares será um dos candidatos ao Senado da República, em 2019.

Na semana passada, a convite da Federação das Indústrias do Maranhão, fez conferência sobre projetos que deverão ser implantados no Estado nos próximos anos para alavancar a nossa economia.

Após a palestra, realizou-se um produtivo debate em que Zé Reinaldo saiu-se muito bem e garantiu praticamente o apoio do empresariado à sua candidatura.

FIM DOS VICES

Na proposta do relator da Comissão Especial para a Reforma Política, uma novidade: a extinção dos cargos de vices para presidente, governador e prefeito.

Se eu tivesse no Congresso Nacional, votaria contra essa proposta e apresentava uma que vigorou no Brasil durante bons anos: os vices eram votados separadamente dos presidentes, governadores e prefeitos.

Essa proposta ensejaria a participação de vários candidatos aos cargos de vice, como aconteceu nas eleições municipais de Pinheiro, em 1950: só havia um candidato a prefeito, o saudoso Elizabetho Carvalho, mas, para vice, uma fila de postulantes.

LAVAGEM DE DINHEIRO

Apenas em 27 estados, o Ministério Público Federal tem condições de apreciar os casos com indícios de suspeitas de desvios de recursos da União.

Desses, apenas sete são dotadas de varas especializadas em lavagem de dinheiro, mas não dispõem de um juiz para julgar esse tipo de crime.

O Maranhão é um deles e por onde transitam quase mil e quinhentos processos.

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UM VETO INCOMPREENSÍVEL

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Eu e Luiz Rocha viemos de uma mesma geração política e começamos a trilhar na vida partidária como candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro de 1962.

Eu postulava uma vaga de deputado à Assembleia Legislativa, pelo PSP. Ele disputava um lugar de vereador à Câmara Municipal de São Luis, pela UDN.

Tivemos a alegria de ser bem sucedidos naquelas eleições e assumimos os mandatos em 1963. A nossa luta era combater o sistema político que dominava o Maranhão e fazer com que um candidato oposicionista chegasse ao Palácio dos Leões. Nesse particular, divergimos, pois o meu candidato a governador era o deputado Neiva Moreira. O dele, o também  deputado federal, José Sarney.

Com o advento do golpe militar de 1964, os nossos projetos foram por águas abaixo. Eu e Sálvio Dino tivemos os mandatos cassados pela Assembleia Legislativa, e Neiva Moreira, além de cassado, sofreu perseguição, prisão e exilou-se.

Luiz Rocha, por pouco não teve o mandato cassado. Salvou-se por obra das amizades de José Sarney, o que lhe valeu continuar na atividade parlamentar, elegendo-se deputado estadual às legislaturas de 1967-1971 e 1971-1975, como líder do Governo Pedro Neiva.

Pela atuante participação na Assembleia Legislativa, concorreu ás eleições à Câmara Federal e elege-se para os mandatos de 1975-1979 e de 1979-1983. Neste último, trabalha e realiza um audacioso projeto pessoal e político: candidato do Grupo Sarney a governador do Estado, nas eleições de 1982, que voltavam a ser diretas depois de três pleitos indiretos, que conduziram ao governo do Maranhão, Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo.

Não foi fácil para Luiz Rocha viabilizar o seu projeto, pois teve de enfrentar o veto do governador João Castelo, que lutou com todas as armas para implodir a sua candidatura, que só ganhou corpo pela habilidade e capacidade do parlamentar e da vontade do senador José Sarney, que, por apoiá-la e defendê-la, pagou um preço altíssimo.

Naquelas eleições, Luiz Rocha teve como opositor o deputado Renato Archer, político de projeção nacional e prestigiado no Maranhão, mas por conta da fragilidade das oposições foi inapelavelmente derrotado nas urnas pelo sarneísmo.

Luiz Rocha assumiu o governo em 15 de março de 1983, mas chegou ao final do mandato desacreditado e sem corresponder ao que dele se esperava. Se na condução de sua candidatura foi esperto, sagaz e hábil, decepcionou no comando da máquina administrativa. Terminou a gestão de maneira melancólica, com a popularidade abalada e poucas obras realizadas. Em São Luis, notabilizou-se pela construção de um Terminal Rodoviário, que até hoje presta bons serviços aos que chegam e saem desta Cidade.

Em homenagem ao governador que fez aquela obra, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto conferindo-lhe o nome de Luiz Rocha. Para surpresa de todo o Maranhão, o projeto recebeu o veto do governador Flávio Dino, um homem público jovem e culto, que não tem o direito de manchar a sua biografia com a prática de ato tão mesquinho.

O instituto do veto não foi colocado na Carta Magna para ser instrumento de represália política, mas para o Executivo defender o interesse público.

DÓRIA E EDIVALDO

Em apenas três meses à frente da prefeitura de São Paulo, o prefeito João Dória já fez tanta coisa que o seu nome é cogitado à  Presidência da República, nas eleições de 2018.

O prefeito Edivaldo Holanda, no exercício do segundo mandato na prefeitura de São Luis, realiza uma administração tão insípida, inodora e incolor, que o seu futuro político continua incógnito.

PEZÃO DE LÁ E DE CÁ

A população do Rio de Janeiro lamenta a triste realidade pela qual vem atravessando, que credita ao atual governador Luis Fernando Pezão, que, na gestão passada, exerceu o cargo de prefeito da Cidade Maravilhosa.

Pezão, contudo, não é exclusividade do Rio de Janeiro. Nos anos 1960, tivemos no Maranhão um político chamado Manoel Pezão, que atuava politicamente na cidade de Pindaré-Mirim.

Pela sua folclórica participação na vida da cidade, se elegeu prefeito municipal, mas sua gestão foi tão medíocre quanto à do atual governador do Rio de Janeiro.

EUROPA JUNINA

A música junina está invadindo o mercado europeu.

Não à toa os cantores brasileiros, com o forró no repertório musical, estão com shows marcados em numerosas cidades do Velho Mundo, nos meses de junho e julho.

Convém lembrar que os brincantes do Boi Barrica tiveram participação direta na adesão européia à música junina. Anos atrás, levaram de São Luis para os países do outro lado do Planeta as danças e as músicas das festas de São João e São Pedro.

PAI E FILHO

Numa solenidade realizada no Tribunal Regional Eleitoral, em que Eduardo Moreira era a figura principal do evento, o pai, Kleber Moreira, roubou a cena.

Eduardo recebeu as palmas da platéia pela sua meritória recondução ao TRE e por ser um dos mais brilhantes advogados da nova geração.

Kleber foi duplamente aplaudido: pelo filho que gerou e por continuar, como octogenário, na labuta advocatícia, como um profissional correto e competente.

POSSE DE FELIPE

No dia 28 de abril vindouro, a Academia Ludovicense de Letras realizará majestosa solenidade, para receber o seu mais novo membro.

Trata-se de Felipe Camarão, atual secretário de Educação, brilhante advogado, e apaixonado amante das letras.

Por falar em Felipe Camarão, um fato interessante, na Assembleia Legislativa, por ocasião da votação da lei que alterava os salários dos professores da rede estadual de Educação.

Enquanto o governador Flávio Dino e os deputados que o apoiavam foram repudiados pelas lideranças da categoria, o secretário de Educação saiu ileso do episódio. Contra Felipe nem a mais leve crítica.

NÃO ABRE MÃO

Jamais, em tempo algum, se viu tanta gente querendo ser candidato ao Senado da República.

Até agora temos: José Reinaldo, Sarney Filho, Clóvis Fecury, Lobão Filho, Weverton Rocha, Waldir Maranhão e Hilton Gonçalo, prefeito de Santa Rita.

O mais decidido a não abrir mão da candidatura a senador é o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Ele diz que perdeu duas oportunidades de se candidatar ao Senado, nas eleições de 2006 e 20014, mais cedeu para não criar problemas políticos ao grupo a que pertencia.

Mas em 2018, não há força que o demova desse objetivo.

RECONHECIMENTO DO EMPRESARIADO

Numa eloqüente prova de maturidade e de consciência política, a Federação das Indústrias do Maranhão divulgou pela imprensa Nota de Agradecimento a nove deputados federais.

Os empresários fizeram questão de publicamente citar os nomes dos deputados Aluísio Mendes, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, José Reinaldo, Junior Marreca, Juscelino Resende, Pedro Fernandes e Victor Mendes, que votaram pela aprovação do projeto que regulamenta a terceirização e moderniza as relações trabalhistas no país.

Se os parlamentares maranhenses merecem louvores pela maneira como votaram, os industriais devem, também, ser aplaudidos pelo entendimento de que o Brasil só mudará as suas estruturas econômicas e sociais com leis avançadas.

DECISÃO DO STF

Todo mundo é inocente até prova em contrário. Mas quem acompanha a vida política do Maranhão não se surpreendeu com a decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar réu o deputado Weverton Rocha,  por violação das leis de licitação e peculato.

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A FALACIOSA REVITALIZAÇÃO DO RIO ITAPECURU

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O rio Itapecuru, pela sua importância na vida econômica do Maranhão, foi louvado em verso e prosa por poetas, escritores, historiadores, governantes, viajantes e cronistas nacionais e estrangeiros.

Nos séculos XVII, XVIII e XIX, o Maranhão era um grande produtor e exportador de bens primários e importava artigos manufaturados. Pelas águas do rio Itapecuru, essa produção transitava e gerava-se o processo de trocas comerciais.

Antonio Bernardino Pereira do Lago, em sua Estatística Histórico-Geográfica da Província do Maranhão, asseverava que “O rio Itapicuru é o mais agradável e principal, por onde sobe e desce a maior riqueza da Província.”

Com o passar do tempo, o rio Itapecuru perdeu a importância econômica, degradou-se e vive esquecido. Só os políticos, de vez em quando, lembram-se dele, que o usam para fins eleitoreiros.

Nos últimos anos, não há assunto mais falacioso do que a tão alardeada revitalização da Bacia do rio Itapecuru.  Como itapecuruense que sou, acompanho com o mais desusado interesse as tratativas anunciadas para salvá-lo da situação deplorável em que se encontra.

Na minha modesta opinião, de todas as ações  para recuperar o rio que banha a minha terra, a de melhor resultado, sem sombra de dúvidas, foi a organizada pelo Instituto do Homem, com o apoio financeiro da Fundação Konrad Adenauer e participação  da Secretaria do Meio Ambiente e da Universidade Federal do Maranhão.

Com o nome de “S.O.S Itapecuru”, o evento ocorreu em dezembro de 1992, em  São Luis, prestigiado por técnicos, estudantes, professores , intelectuais, ecologistas e representantes de entidades da sociedade civil e organismos governamentais, que discutiram a situação da Bacia do Itapecuru e as medidas para a solução dos graves  problemas diagnosticados.

Mas tudo ficou apenas no papel e perdido na burocracia. Depois da iniciativa do Instituto do Homem, outras ações foram tomadas por políticos, mas consideradas infrutíferas e inconseqüentes.

Em junho de 2006, no governo de José Reinaldo Tavares, surgiu “O  Programa de Revitalização da Mata Ciliar do Rio Itapecuru”, que não passou de uma simples manifestação de vontade, por isso, não obteve nenhuma repercussão.

Em março de 2008, o governador Jackson Lago patrocinou “O Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru”, organizado pela Secretaria de Planejamento, Assessoria de Relações Internacionais, Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores,  para desenvolver ações destinadas a recuperar, conservar e preservar o meio ambiente da Bacia do Itapecuru , e minimizar os efeitos ambientais e promover o desenvolvimento sustentável. Com a saída de Jackson do governo, o Programa foi por águas abaixo.

Em 2009, a iniciativa de promover um projeto para “salvar as nossas águas’’, partiu do presidente da Assembleia Legislativa, deputado João Evangelista, através do projeto “Itapecuru das Águas Perenes”, para  “mobilizar e congregar a sociedade em torno da preservação do Rio Itapecuru e explorá-lo de forma sustentável, assegurando a sobrevivência das atuais e futuras gerações”.  A doença que atacou o presidente da Assembleia,  levou à morte ele e o seu projeto.

No governo Flávio Dino, em junho de 2016, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, promoveu em Codó o I Fórum sobre a criação e fortalecimento dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Itapecuru, que não passou do ato inaugural.

Depois de tantas iniciativas, com resultados pífios, o senador Roberto Rocha,  vem de ançar um programa de nome pomposo: Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional da Bacia do Rio Itapecuru. Pelo que se percebe, será mais um projeto com finalidade política e de cunho eleitoreiro.

BOI DE GOIÁS

A carne é hoje o produto mais em evidência no Brasil. Em 1950, quando o prefeito de São Luis era Eduardo Viana Pereira, a população viveu dias tormentosos à falta de tão precioso produto.

Nomeado pelo governador Eugênio Barros, Viana Pereira assumiu o cargo num momento de crise, mas prometendo resolver tão angustiante problema.

Dias depois, o prefeito anuncia a abundância de carne de Goiás no Mercado Central para abastecer a cidade.

Só que a carne não era de boi, mas de jacaré.

O fato custou ao prefeito o apelido de “Boi de Goiás”, que carregou até o final da vida.

ASTRO E POLÍTICO DE OGUM

O eleitorado de São Luis, pela sua índole mística, sempre gostou de ter na Câmara Municipal, candidatos egressos da umbanda.

Na década de 1950, pelo PSP, o pai de santo José Cupertino, bastante popular no bairro do João Paulo, se elegeu vereador.

Nos anos 1980, José Cupertino foi substituído por outro pai de santo, conhecido por Sebastião do Coroado, com largo prestígio na periferia da cidade. Enquanto viveu, não perdeu uma eleição.

Com o desaparecimento de Sebastião, quem passou a reinar foi o pai de santo, conhecido nas rodas mediúnicas, por Astro de Ogum, mais letrado, mais sabido e mais articulado politicamente do que os antecessores, que nunca chegaram a presidir o Poder Legislativo de São Luis.

Astro de Ogum, eleito e reeleito presidente da Câmara Municipal, pelo seu poder de persuasão, fez algo inédito: levou o governador Flávio Dino  a uma confraternização com vereadores.

MEDIDA PROVISÓRIA

Como é do domínio público, o deputado José Adriano Sarney, em plena sessão legislativa, rasgou o livro da autoria de Flávio Dino, no qual ele demonizava as medidas provisórias por serem atos provenientes da ditadura.

Depois daquele audacioso gesto do parlamentar oposicionista, é mais quem deseja ler o livro de Flávio Dino.  Por mais que se procure, não se acha.

O sumiço do livro deve-se ao gesto de José Adriano. Há quem diga que gente do Palácio foi vista em livrarias e sebos da cidade, retirando das prateleiras o

JOSÉ CARLOS TAJRA

Nesta quinta-feira, 30 de março, o brilhante advogado maranhense, José Carlos Tajra, comemora o seu ingresso na fase octogenária da vida.

Residente há 58 anos no Rio Janeiro, onde construiu sua vida familiar e profissional, José Carlos festejará a data cercado da esposa, três filhos, amigos e colegas do Instituto dos Advogados do Brasil, do qual é membro.

Aziz, irmão do aniversariante, viajou para o Rio de Janeiro, para participar das comemorações alusivas à efeméride.

ANIVERSÁRIO DE JOÃO LISBOA

O historiador e jornalista João Lisboa, se vivo fosse, teria completado dia 22 de março, 205 anos.

Com toda essa longevidade, João Lisboa continua desprezado e abandonado pelas autoridades do Maranhão. Basta ver a praça onde a sua estátua encontra-se edificada, para se ter idéia de quanto ele é vilipendiado.

A prefeitura de São Luis, a quem cabe zelar e cuidar das ruas e praças da cidade, não devota ao nosso maior historiador o apreço e o respeito que ele merece.

Será que em 2018, a praça em homenagem a João Lisboa continuará como está?

POSSE DE EDUARDO

Na segunda-feira, às 17 horas, uma solenidade marcará a posse do  advogado Eduardo Moreira no Tribunal Regional Eleitoral.

Nomeado pelo presidente da República, Eduardo, pela competência e seriedade, retorna ao exercício da função de juiz, para cumprir mais um mandato de dois anos no TRE.

A presença do jovem advogado naquela Corte dará certamente mais credibilidade e respeitabilidade ao órgão, pelo seu conhecimento jurídico e pela sua cultura humanística.

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ADVERSÁRIOS, MAS CIVILIZADOS

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O saudoso professor Jerônimo de Viveiros legou um trabalho sobre a política maranhense, que, segundo ele, nos tempos do Império, era movida a cacete.

Tão maldita prática política não foi exclusividade da fase imperial. Chegou ao regime republicano e com maior incidência na Velha República.

No Maranhão, casos e episódios da época em que a política se sustentava na cacetocracia (neologismo) são eloqüentes e registradas nas páginas de nossa História.

Mas não só de exemplos deploráveis e nada construtivos tem vivido a política maranhense. Ocasiões houve em que se registraram cenas edificantes de homens que, embora adversários e defensores de causas conflitantes, souberam se conduzir com dignidade e seriedade e usaram a diplomacia e a civilidade como armas.

José Sarney e Renato Archer estão na galeria de políticos que não comungavam de mesmas idéias, mas se respeitavam e primavam pela cordialidade. Os dois começaram trilhar na vida política simultaneamente, ou seja, na década de 1950, engajados no PSD vitorinista, mas se projetaram nacionalmente e encontraram caminhos distintos na militância partidária.

Em 1965, Sarney e Renato estavam em posições de eqüidistância na política regional e nacional. Sarney era da UDN e disputava a eleição de governador pelos partidos oposicionistas; Renato pertencia ao PSD, mas rompido com o chefe do Executivo maranhense, teve a candidatura lançada pelo PTB.

Ao longo daquela campanha eleitoral, Sarney e Renato chegaram a discordar publicamente, pois um defendia o regime militar e o outro não media palavras para vergastar o autoritarismo imposto ao país, mas tudo dentro das regras da boa convivência política.

Se no plano nacional o regime militar separava-os, no plano estadual, o governo de Newton Bello os conduzia ao uso da mesma linguagem quanto à administração vigente no Maranhão. Eles não poupavam o governador de severas críticas, por isso dele se afastaram em momentos distintos em que estava em jogo a sucessão governamental.

Naquelas eleições de 1965, por conta da divisão do vitorinismo e da revisão eleitoral, que eliminou milhares de votos das folhas de votação, o candidato José Sarney, por fazer uma campanha vibrante e prometendo mudanças, derrotou os candidatos Renato Archer e Costa Rodrigues.

Derrotado nas urnas, Renato passou praticamente três anos ausente do Maranhão.  Em outubro de 1968, vem a São Luis para estruturar o MDB, como membro da cúpula do partido. Em aqui chegando, concede longa e palpitante entrevista à TV Difusora, ao final da qual surpreende o meio político por não economizar elogios o governador José Sarney, que, no seu modo de ver, fazia uma administração invejável, competente e brilhante, tirando o Maranhão do secular atraso em que se encontrava.

O pronunciamento do líder emedebista foi convincente e verdadeiro, a ponto de dizer que se ele, Renato, fosse o governador do Maranhão faria tudo igual. Essa declaração, que deixou o governador em estado de graça, fez Renato receber ácidas críticas das hostes oposicionistas, que passaram a hostilizá-lo e levantar a suspeita de ele desejar ser o próximo governador do Maranhão com o apoio de Sarney.

No dia seguinte à entrevista, Sarney, agradecido, visita Renato e ainda o convida a ver ao vivo as obras realizadas em São Luis: Barragem do Bacanga, Ponte São Francisco, TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia e Agronomia, Ginásios Bandeirantes, Conjuntos Residenciais e Prodata, irritando mais ainda os oposicionistas, liderados pelo prefeito Epitácio Cafeteira, rompido com o governador.

ATUALIDADE DO PADRE VIEIRA

Nada mais saboroso do que reler os Sermões e as Cartas do Padre Antônio Vieira, para ver como seus textos são lúcidos e atuais.

Tais documentos ajudam a descobrir que certos acontecimentos históricos, a exemplo da corrupção, não são atos do nosso cotidiano ou introduzidos no Brasil nos últimos tempos.

O jesuíta prova com a maior eloqüência possível que no Maranhão, no século XVII, a corrupção campeava à vontade, sendo considerada uma das causas do nosso atraso.

Nesse pequeno trecho Vieira diz tudo: “São os interesses dos que governam com as rendas dos dízimos de Vossa Majestade em todo aquele Estado, que chegam a montar seis a oito mil cruzados, três dos quais toma o governador”.

PRAÇA BANDEIRA TRIBUZI

Na área de lazer do Ceuma, no Renascença, Mauro Fecury  vai construir a futura Praça dos Escritores do Maranhão.

Nela serão introduzidos os bustos dos nossos mais renomados poetas e prosadores.

O primeiro intelectual maranhense a ter representação na Praça dos Escritores será o poeta Bandeira Tribuzi.

TEMER E SARNEY

Antes de se mudar com a família do Palácio Jaburu para o Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer tomou uma providência digna de assumido supersticioso.

Pediu ao padre paulista José Eduardo, nas horas vagas praticante do exorcismo, para benzer as dependências do Palácio da Alvorada.

Não é a primeira vez que um presidente da República, por cultivar a superstição, assim procede.

José Sarney,  um tremendo místico, antes de morar no Palácio da Alvorada, mandou retirar todos os pingüins de geladeira ali encontrados.

OS BANCOS NO MARANHÃO

Foi no governo de José Sarney (1966-1970) que agências bancárias estatais e privadas invadiram o Maranhão.

O processo de desenvolvimento e os investimentos oficiais injetados na economia maranhense, estimularam a instalação na capital e no interior do Banco do Nordeste, Banespa, Banerj, BNCC, Nacional de Minas Gerais, Mercantil de São Paulo, Bradesco, Real, Bamerindus, Bandeirantes e outros.

Com a economia em recessão, a desativação dos investimentos estatais e privados e os assaltos, as agências bancárias estão fechando as portas e migrando para locais mais seguros.

POSSE DE GOVERNADORES

Com o advento do regime militar, em 1964, as regras para a investidura dos governadores estaduais mudaram.

De 31 de janeiro, passaram para 15 de março.

Nessa data, no Maranhão, foram empossados em 15-03-1971, Pedro Neiva de Santana; 15-03-1975, o vice, José Murad, por motivo de doença do governador Nunes Freire; 15-03-1979, João Castelo Ribeiro Gonçalves; 15-03-1983, Luiz Rocha; 15-03-1987, Epitácio Cafeteira; 15-03-1991, Edison Lobão.

Os três primeiros foram eleitos por via indireta, pela Assembleia Legislativa; os três últimos, por eleição direta, universal e secreta.

Com a nova Constituição do Brasil, promulgada em 1988, os governadores estaduais assumiram os mandatos em nova data: 01 de janeiro. Roseana Sarney inaugurou o novo ciclo, investindo-se no cargo de governadora em 01 de janeiro de 1995.

INCÊNDIO ROMANCEADO

Há 63 anos, na manhã de 16 de março de 1954, São Luis perdia a sua costumeira calma por conta de um pavoroso incêndio do navio-cargueiro Maria Celeste, ancorado defronte à Rampa do Palácio.

Muitos dos tripulantes e estivadores morreram em função da explosão dos combustíveis. A cidade parou para acompanhar aquela tragédia.

Ano passado, a Academia Maranhense de Letras, sob os auspícios da Lei de Incentivo à Cultura, editou o romance da autoria do escritor Waldemiro Viana, “Maria Celeste da Terra e do Mar”, pano de fundo para a história de uma jovem que se encontrava naquele sinistro navio.

PERDÃO AOS LEITORES

Peço mil desculpas aos leitores pela impropriedade cometida na edição de Roda Viva, na semana passada. Por conta de meus deteriorados neurônios, identifiquei o escritor Graciliano Ramos como paraibano. Nada disso. Trata-se de um ilustre alagoano, que exerceu o cargo de prefeito de Palmeira dos Índios, em 1928. Como dizia o grande compositor Ataulfo Alves, “perdão foi feito pra gente pedir”.

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CEUMA DIVERSIFICA-SE COM SHOPPING

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Poucas instituições no Brasil, em vinte e cinco anos, cresceram com tamanha desenvoltura, firmeza e eficiência como o Ceuma.

Criado pela indômita vontade do engenheiro civil, Mauro de Alencar Fecury, que soube aproveitar a oportunidade ímpar de dotar o Maranhão de um empreendimento de tão elevada importância educacional, o Ceuma  se impôs dentro e fora de nosso Estado, pela maneira como é administrado, pela excelência do ensino prestado, pelo nível e qualidade do corpo docente, pelas instalações físicas e equipamentos de ponta colocados à disposição do alunado.

O Ceuma é tudo isso e muito mais não por acaso ou milagre. Cresceu e  produziu tantos benefícios à sociedade, deveu-se à visão de mundo e da obstinada determinação de Mauro Fecury, o mais arrojado empreendedor do Maranhão, que, no momento certo, teve o discernimento de acreditar num projeto de cunho altamente social e voltado para mudar a vida de pessoas.

A construção desse império teve início em São Luis, a 9 de abril de 1990, com o nome de Centro de Ensino Unificado do Maranhão, a primeira instituição de ensino superior privada no Estado, autorizada pelo então presidente da República, José Sarney.

Para se ter idéia do arrojo de tão grandioso empreendimento, basta dizer que dois anos depois de funcionar em salas alugadas no centro da cidade, o Ceuma já contava com sede própria, no Renascença, símbolo e ponto de partida para outras sucessivas e vitoriosas conquistas em São Luis, Imperatriz e Bacabal, onde foram instalados diversos campus e numerosos cursos de graduação.

Consolidado no Maranhão, o Ceuma, em 1998, extrapola as suas ações educacionais para outras capitais. Em Brasília, instala o Centro Unieuro; em Belém do Pará, funda a Faculdade Metropolitana da Amazônia; em Teresina, implanta o Ceupi.

O coroamento dessa luta e desse esforço em favor da educação atinge o  ápice em 2012, quando o Ministério da Educação transforma o Centro Universitário do Maranhão em Universidade Ceuma, da qual fazem parte 1.080 professores, 205 doutores, 529 mestres, 346 especialistas, e 55. 888 egressos.

Reconhecido nacionalmente por manter um dos maiores complexos  educacionais privados do país, o Grupo Fecury, em 2016, partiu para um audacioso desafio: a diversificação de suas atividades. Para esse novo tempo, o Ceuma sofreu  um processo de reformulação de suas estruturas administrativas e acadêmicas e  implanta a Gestão Unificada, que o habilita a assumir novos encargos e compromissos sociais.

Para inaugurar esse processo de diversificação, deflagrou entendimentos com o Grupo Franere, interessado em negociar as ações do Shopping Rio Anil.

Por meio de tratativas, análises e estudos, que se realizaram em São Paulo e São Luis, competentemente conduzidas por Mauro e o filho Clóvis Fecury, as negociações chegaram a bom termo no começo deste ano e resultaram na aquisição de 50 por cento das ações do Shopping Rio Anil, em poder da Franere.

O Shopping Rio Anil, agora, sob o controle acionário, em igualdade de condições, do Ceuma e da BR MALLS, a maior empresa do Brasil na área de shopping, certamente será submetido a uma nova gestão, cujos reflexos serão brevemente sentidos pelo consumidor maranhense.

Em tempo: os Fecury há anos planejavam entrar nessa área de shopping. Um projeto para a construção em Àguas Claras, cidade satélite de Brasília, de shopping de médio porte, chegou a ser pensado e projetado, mas a implantação foi adiada para um momento mais propício. Quem sabe, agora, volte à tona.

LEITOR DE SÃO LUIS

Um arguto leitor do jornal carioca O Globo, chamado Luiz Thadeu Nunes e Silva, morador em São Luis, manifestou a sua opinião sobre a corrupção vigente no Brasil e por concordar com ele vou transcrever o que escreveu: “É surreal o nível que a corrupção atingiu no Brasil. Henrique Eduardo Alves, político de carreira, não sabe como US$ 800 mil foram parar em sua conta bancária. Se eu encontrar somente US$ 8 em minha conta, e não souber a origem, vou averiguar. Imagina US$ 800 mil. Das duas uma: ou ele tem tanto dinheiro que esse valor passa despercebido, ou não tem controle da conta, ou qualquer coisa que ele fale não tem relação com a verdade. Esse valor vultoso na conta de um político em qualquer país seria um escândalo. No Brasil, está virando chacota”.

IRMÃOS PETEBISTAS

O PTB no Maranhão, há anos sob o comando dos irmãos Pedro e Manoel Ribeiro, pode rachar.

Tudo por causa da nomeação do vereador Pedro Lucas Fernandes, filho do deputado Pedro e sobrinho de Manoel, para dirigir a Agência Metropolitana.

O ex-deputado Manoel Ribeiro, por não ter sido consultado sobre a nomeação de Pedro Lucas, o que implica no engajamento do PTB ao governo Flávio Dino, não esconde o propósito de trocar de partido.

MAU HÁLITO

Os políticos brasileiros, de uns tempos para cá, passaram a tapar a boca quando conversam ou sabem que estão sendo filmados pela televisão.

Alguns assim procedem para evitar a leitura labial de suas conversas nem sempre de bom tom ou confiáveis

Outros, porém, usam esse artifício para impedir a propagação do mau hálito no ambiente, já tão impregnado de corrupção.

CANDIDATO A GOVERNADOR

O ex-deputado Lourival Mendes irrita-se quando se fala em candidato ao governo do Maranhão e se omite o nome do ex-deputado Clóvis Fecury.

Para ele, Clóvis tem todas as condições para dirigir os destinos do Maranhão, pois é um político jovem, sem mancha, empresário bem-sucedido, capaz e atualizado com as coisas de seu tempo.

Lourival pretende fazer um movimento no Maranhão no sentido de chamar as atenções das lideranças políticas para a candidatura de Clóvis Fecury, nome que o povo aceitará sem restrições para disputar as eleições de 2018 e com amplas chances de se eleger.

RELATÓRIO DE GRACILIANO RAMOS

O grande escritor paraibano, Graciliano Ramos, em 1929, elegeu-se  prefeito da cidade onde nasceu, Palmeira dos índios. Ao deixar o cargo,  encaminhou ao governador de Alagoas um relatório sobre a situação da prefeitura.

O relatório é de uma atualidade que impressiona. Vejam: “Convenho em que o dinheiro do povo poderia ser mais útil se estivesse nas mãos ou nos bolsos de outro menos incompetente do que eu, em todo o caso, foi transformado em cal, pedra, cimento, etc. Assim procedendo melhor que se o distribuísse com os meus parentes, que necessitam coitados. Devo dizer que não pertenço a banco, nem lá tenho interesse de nenhuma espécie. A prefeitura ganhou ao livrar-se de um tesoureiro, que apenas servia para assinar as folhas e embolsar o ordenado, pois no interior os tesoureiros não fazem outra coisa”.

Ao concluir o relatório, afirma categórico: “Não favoreci ninguém. Devo ter cometido numerosos erros da inteligência que é fraca. Perdi vários amigos que possam ter semelhante nome. Não me fizeram falta.”

APARÍCIO EM BARREIRINHAS

O prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho, acertou em cheio na nomeação do engenheiro Aparício Bandeira para o cargo de Secretário de Obras do Município.

Como bom técnico e de experiência comprovada, Aparício, em pouco tempo, já fez a cidade mudar radicalmente de visual. Está mais limpa e os buracos sumiram.

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O DIA EM QUE NOVA IORQUE SUMIU DO MAPA

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No Maranhão, os políticos só sabem desmembrar e criar municípios. A última vez que isso ocorreu, em 1989, por ocasião da elaboração da nova Carta Magna do Estado. Sem dó e piedade, os constituintes maranhenses criaram 83 municípios, a grande maioria sem condições de se gerir administrativamente.

Mas a 8 de março de 1969, há 48 anos, um fato ocorre no interior do Maranhão,que vira notícia internacional. Em vez da criação de um novo município, veio a lume uma operação de governo, e de grande monta, com o sentido de desaparecer do mapa do Estado uma cidade secular e curiosamente chamada Nova Iorque.

Aquela operação, que levaria Nova Iorque a ser tragada pelas águas do rio Parnaíba, não partiu da cabeça de nenhum desastrado político, mas veio no bojo de um projeto de poder que visava alavancar uma região carente de desenvolvimento e de progresso.

Para tal fim, a população de Nova Iorque foi devidamente preparada e conscientizada da imperiosidade da erradicação da cidade, no lugar da qual surgiria uma obra que representava a redenção de uma grande área  dos Estados do Maranhão e do Piauí.

Era a construção da Hidrelétrica de Boa Esperança, com mais de mil quilômetros de linhas de transmissão, fornecendo na fase inicial a 76 municípios – 53 do Maranhão e 25 do Piauí – 108 mil quilowatts de energia.

Projetada para beneficiar o Nordeste Ocidental, a usina exigia a formação de um lago artificial de 200 quilômetros de extensão que cobria, além de Nova Iorque, as cidades de Guadalupe, Benedito Leite e Uruçui.

O processo de avanço das águas foi lento: cerca de 30 centímetros por dia, que começou em janeiro de 1969, quando o Rio Parnaíba foi represado.

A população da antiga cidade foi transferida para uma nova área, distante cinco quilômetros da inundada, especificamente preparada para os ocupantes terem melhores perspectivas de vida.

Nova Iorque foi assim batizada em homenagem ao norte-americano Edward Burnett, que a fundou. Em maio de 1886 foi desmembrada do município de Pastos Bons e elevada à categoria de vila. Anos depois, conquistou autonomia político-administrativa, transformando-se em  município.

Na história do Maranhão, Nova Iorque serviu de palco para três importantes episódios: em 1838, travaram-se candentes lutas entre os balaios e as forças legalistas; em 1926, os adeptos da Coluna Prestes por lá passaram, arrombaram lojas  comerciais e queimaram arquivos da Coletoria e do Cartório;  no mesmo ano, uma avassaladora enchente do Rio Parnaíba destruiu parte da cidade e deixou a população em estado de flagelo.

Politicamente, o município esteve sob o domínio da família Neiva. O ex-deputado federal José Guimarães Neiva Moreira ali nasceu em 10 de outubro de 1917. Este ano, a Academia Maranhense de Letras comemorará o seu centenário de nascimento.

ATOS E FATOS DO CARNAVAL DE SÃO LUIS QUE NÃO VIRARAM CINZAS

O poeta Vinicius de Moraes fez a letra e o compositor Carlos Lira a música  de um das mais belas canções da Música Popular Brasileira: a  “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas”, que começa assim:

Acabou o nosso carnaval ninguém ouve cantar canções

Ninguém passa mais brincando feliz

E nas canções saudades e cinzas foi o que restou.

Valho-me desses versos musicais para contar alguns fatos do carnaval de São Luis, que ainda não viraram cinzas.

1 – Começo com o prefeito Edivaldo Holanda, que não foi visto em lugar nenhum desta cidade, o que se deve à sua formação evangélica. Mas o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também evangélico, participou de alguns eventos tradicionais do carnaval, a exemplo da entrega da chave da cidade ao Rei Momo.

2- Já o governador Flávio Dino participou de alguns atos carnavalescos e brilhou ao ostentar no peito a estola do PC do B. O fato repercutiu no mundo inteiro pelo ineditismo e originalidade.

3- O ex-deputado Manoel Ribeiro, como vem fazendo ultimamente, passou o Carnaval no Rio de Janeiro, mas aquela música, carro-chefe do Bloco do Jegue, por ele criado e mantido, continua na boca e na coreografia dos foliões.

4- Outro maranhense que aprecia fervorosamente o carnaval do Rio de Janeiro, o engenheiro José Jorge Soares, fez sucesso nas ruas e bares cariocas, com a sua veterana burrinha, que ainda brilha nas festas carnavalescas e juninas.

5- O tradicional bloco do Agenor manteve a tradição de sair no sábado de carnaval. Louvável essa atitude. Este ano o bloco foi às ruas com uma fantasia branca e azul, em homenagem à tradicional rival da Flor do Samba, a Turma do Quinto.

6- O escritor e cineasta Joaquim Haickel também não ficou em São Luis. Optou pelo Rio de Janeiro, onde não teve sossego, pois o seu telefone tocou o tempo todo. Era gente querendo saber se falsa ou verdadeira a notícia de o seu candidato a senador ser Weverton Rocha.

7- Mauro Fecury, este ano, trocou o desfile das escolas de samba, do Rio de Janeiro, pela festa de PH.  No sábado de carnaval, deu uma volta no centro da cidade, mas ficou triste ao ver as ruas e praças da cidade mal iluminadas e mal tratadas.

8- Por falar em PH, as suas festas passadas primavam pela presença de figuras do poder e da política. Os do poder se ausentaram por questões óbvias. Da militância política só o deputado federal, João Marcelo, o estadual, Fábio Braga, a prefeita de Rosário, Irlaí, e o prefeito de Barreirinhas, Albérico Ferreira Filho.  Mas eles não sabem o que perderam.

9- Na sexta-feira, que antecedeu ao tríduo momesco, alguns imortais da Academia Maranhense de Letras, resolveram recordar o carnaval dos velhos tempos de São Luis: “assaltaram” a residência do confrade Lourival Serejo, que com a esposa Ana, forma um casal perfeito.

10- A cada ano o carnaval de São Luis cresce nos bairros, onde os bares e botecos aparecem como as grandes atrações. A migração da folia do centro da cidade para o subúrbio é um fato irreversível e visível. Na área do São Francisco dois bares brilharam pela animação e casa lotada: “Seu” Guma e o Mokai.

11- Os hotéis e as pousadas não podem se queixar. Este ano, com a crise a atormentar o turismo, todos estavam praticamente lotados. Imagine se o carnaval de São Luis ainda fosse o de outrora. Tenho a impressão de que vieram não em função de carnaval, mas de lazer.

12- Em Barreirinhas, a cidade lotou com gente daqui e de fora, a despeito do tempo gasto na viagem e dos riscos dela decorrentes.  A grande reclamação: o abandono da cidade, que se encontra suja, esburacada e  mal tratada.

13-  O economista Lino Moreira, que mora na Península da Ponta D’Areia, teve, ao contrário dos anos anteriores, um carnaval tranqüilo. As festas carnavalescas realizadas no Iate Clube cumpriram os horários programados e os foliões não praticaram excessos.

14-  A televisão mostrou o protesto político dos foliões contra a presença do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. A palavra de ordem criada pelo PT – Fora Temer- atormentou as ruas das cidades brasileiras, como um clamor público. Em São Luis, esse grito de guerra contra o Presidente da República não aconteceu.

15-  Os hospitais da cidade lotaram neste carnaval. Um surto gripal pegou a população desprevenida, que acabou em invasão hospitalar. O casal Lourdes e Eliézer Moreira, que se preparou para brincar o  carnaval,  teve de bater nas portas do Hospital UDI, para combater uma virose.

 

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CARNAVALESCO DESDE CRIANÇA

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Gosto e brinco carnaval desde a infância. Devo isso ao meu pai, Abdalla, um homem fascinado pela folia, que gostava de se divertir nas ruas de Itapecuru, sozinho ou em companhia dos filhos, todos pequenos.

Foi assim que eu e meus irmãos nos tornamos foliões e continuamos até hoje adeptos de Momo. Eu, por exemplo, guardo na memória as músicas dos carnavais passados, gravadas pelos consagrados cantores, que chegavam ao ouvido povo através das emissoras de rádio.

Não esqueço, também, das festas carnavalescas, realizadas na minha cidade e em São Luis, nas ruas, nos clubes elitizados e nos bailes populares, onde imperavam a alegria, a espontaneidade e a descontração.

No carnaval de rua, destaque para blocos, batucadas e turmas de samba, que desfilavam pela cidade sem a preocupação de cumprir roteiros  preparados por órgãos oficiais, bem como dos dispersos e alegres fofões, dos divertidos  mascarados, sem esquecer os ursos, corsos e o inigualável entrudo.

Nos clubes da alta sociedade, pontificavam as maravilhosas festas dançantes, nas quais associados e convidados compareciam fantasiados de pierrôs, colombinas e dominós. A animação corria por conta das afinadas orquestras, que, também, participavam dos tradicionais “assaltos carnavalescos”, em residências particulares, que se viam invadidas por foliões.

Nos clubes populares, marca singular do carnaval de São Luis, as mulheres só entravam mascaradas, assim elas atraiam os foliões para noitadas ousadas, mas arriscadas, em que adúlteras, solteironas, balzaqueanas, prostitutas, virgens e até homossexuais se misturavam indiscriminadamente.

Para  quem não conheceu o carnaval que se brincava em São Luis, nos anos 1950 e 1960, vale a pena descrever o cenário no qual a folia se realizava.

CLUBES SOCIAIS: Casino Maranhense, Grêmio Lítero Recreativo Português, Clube Jaguarema e Montese. O Teatro Artur Azevedo, algumas vezes, serviu de palco para os Bailes de Gala, uma espécie de avant premiére das festas promovidas anos depois por PH. O objetivo delas era angariar  renda em benefício de obras sociais.

CLUBES POPULARES: Bigorrilho, Globo da Folia, Night and Day, Gruta de Satã, Cantareira, Inferno Verde, Berimbau, Rasga Sunga, Cabana do Pai Tomás, Saravá, Lunáticos, Havaí. Só os homens pagavam para entrar.

PROMOTORES DE BAILES DE MÁSCARAS: Moisés Silva, Permínio Costa, José de Ribamar Dutra, Valmir, Pedro Veiga, Mundiquinho e Reinaldo Pinto.

ORQUESTRAS: Jazz Vianense, Jazz Alcino Bílio, Jazz Maranhense, Nonato e seu Conjunto.

FOLIÕES QUE MARCARAM ÉPOCA: Aldemir Silva, Inácio Braga, Bichat Caldas, Jesus e Elir Gomes, Chafi Saback, Biné Duailibe, Antônio Maria Carvalho, Antônio Carlos Saldanha e Cleon Furtado.

CARNVALESCOS DE RENOME: Carlos Lima, Vera Cruz Marques, João Mouchereck, Ruy Habibe,  Kleber Carneiro Pinto, Orlando Simões, Hermenegildo Tibúrcio da Silva( Tabaco)

REIS MOMO: Eurípedes Bezerra e Haroldo Rego.

BLOCOS CARNAVALESCOS: Vira-Lata,  Pif-Paf, Os Coringas, Os Legionários, Fuzileiros da Fuzarca, É Só Pra Olhar( de mulheres), Sentenciados, Baluartes do Samba, Os Califas, Pirata do Samba

BRINCADEIRAS DE RUA: Entrudo (jogar água, pó, farinha, tinta nas pessoas), Corso, Casinha da Roça, Fofões, Baralho, e Turmas de Sambas. A Mangueira, no João Paulo, Turma do Quinto, na Madre de Deus, e Turma da Flor do Samba, no Desterro. Os corsos trafegavam pelas Ruas Rio Branco, Paz e Sol e nas Praças Deodoro e Gonçalves Dias.

MÚSICAS TOCADAS E CANTADAS: Aurora, Jardineira, O teu cabelo não nega, Mamãe eu quero, Não me diga adeus, Nós, os carecas, A coroa do rei, Abre Alas, Touradas em Madri, Zé Marmita, Helena, Helena, Allah-la-ô, Chiquita Bacana, General da Banda, Tomara que chova, Confete, Sacarrolha, Sassaricando, Ressaca, Se eu morresse amanhã, Engole ele paletó, Pra seu governo, Nega maluca, Zum zum, Daqui não saio, Lata d’água na cabeça, Piada de salão, Se eu errei, Tem nego bebo aí, Madureira chorou, Balzaqueana, Meu brotinho, A fonte secou, Maria escandalosa, Retrato do velho, Está chegando a hora, Cachaça não é água, Cidade maravilhosa, Turma do funil, Vassourinha, Bandeira branca,  As pastorinhas, Me dá um dinheiro aí, Máscara negra, Quem sabe, sabe, índio quer apito, Se a canoa não virar,  e outras.

PORTARIAS POLICIAIS – Nas proximidades do carnaval, os Chefes de Polícia emitiam rigorosas Portarias, por meio das quais os foliões tomavam ciência das regras e das normas para que o carnaval se realizasse com segurança, ordem e tranqüilidade. Dentre as medidas rigorosas estabelecidas pela Chefatura de Polícias ganhavam relevo o “fechamento das pensões das meretrizes; policiamento nos bailes públicos, para evitar falta de compostura e excessos de libações; depois das 18 horas, proibição do uso de máscaras e de menores de ambos os sexos nos bailes, inclusive nas vesperais; proibição da venda de lança-perfumes nos bailes; pessoas presas só serão postas em liberdade depois das nove horas da manhã de quarta-feira de Cinzas.

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UMA LEI CHAMADA SARNEY

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O ministro Roberto Freire anuncia mudanças na Lei Federal de Incentivo à Cultura, providência que setores a ela vinculados reclamam.

Nada mais oportuno do que rever essa lei, chamada indevidamente de Rouanet, cujo mérito pela sua introdução no Brasil deveu-se ao maranhense José Sarney, que a apresentou, pela primeira vez, em 1972, no Senado da República.

Como o país estava sob a égide do regime ditatorial, o projeto de Sarney foi arquivado, sob o argumento de que, se aprovado, poderia conturbar o ambiente cultural.

Mas o veto militar não impediu Sarney de reapresentá-la, pela importância junto aos setores culturais e por oferecer ao povo brasileiro um instrumento de acesso à cultura e desconhecido no país.

Em quatro outras oportunidades, o projeto voltou ao Senado, sem ser apreciado pelo plenário, por ordem do Palácio do Planalto.

Pela lei de Sarney, estabelecia-se uma relação entre o poder público e o setor privado, onde o primeiro abdicava de parte dos impostos devidos pelo segundo – a chamada renúncia fiscal. Como contrapartida, o setor privado investiria os recursos da renúncia fiscal em produtos culturais- cinema, teatro, literatura, artes plásticas, dança e patrimônio.

Com a redemocratização do país e por obra do destino, Sarney, na condição de vice, com a morte de Tancredo Neves, assume a presidência da República e, como tal, cria o Ministério da Cultura.

Paralelamente, transforma em realidade a Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986, que se torna a primeira legislação federal de incentivo fiscal à cultura, recebida com euforia e otimismo pelos artistas e produtores culturais, que viam nela a alavanca para a cultura expandir-se e movimentar o país.

A Lei Sarney vigora até março de 1990, quando, por vingança, foi estupidamente revogada pelo presidente Fernando Collor de Melo, que acreditava que o mercado substituiria o governo no fomento à cultura.

A revogação levou à mobilização de produtores, agentes culturais e artistas, que exigiam a volta ou a criação de nova lei de incentivo, o que acontece em 1991, com a aprovação da Lei nº 8.313, elaborada pelo então Secretário de Cultura, Sérgio Rouanet, visando à retomada do processo de produção cultural no país, que até hoje perdura.

No momento em que a lei passa por uma revisão, nada melhor do que ser restituído a ela o nome de Sarney, que teve, como intelectual, a sensibilidade de criá-la, como senador, a iniciativa de apresentá-la, e, como chefe de Governo, transformá-la num instrumento em benefício das letras e das artes nacionais.

Com essa providência, far-se-á justiça a um político que se preocupou com a democratização da cultura, dando a Rouanet o que é de Rouanet e a Sarney o que é de Sarney.

REGIÃO METROPOLITANA

Há anos se fala no projeto da Região Metropolitana de São Luis, como solução para os problemas que afetam os municípios que gravitam em torno da capital maranhense.

Neste governo, o projeto entra em pauta, mas, no meu modo de ver, pecando pelo excesso de participantes.

Sempre soube que a Região Metropolitana de São Luis, além da capital, contaria apenas com São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Agora será acrescida de mais nove cidades, vale dizer, 13 municípios deverão fazer parte do projeto.

O ex-deputado José Burnett dizia que quando  governo quando não quer fazer o que promete, cria um grupo de trabalho com muita gente.

OPOSIÇÕES DESUNIDAS

O deputado Rogério Cafeteira, líder do Governo na Assembleia Legislativa, disse que “As oposições no Maranhão são tão desunidas que não conseguem se juntar num bloco”.

Sem querer o parlamentar governista trouxe a lume uma das figuras mais emblemáticas da política nacional, dos meados do século XX, o ex-deputado e ex-governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda.

Era dele a declaração que lembra a de Rogério Cafeteira: – No Brasil, as oposições só se unem na cadeia.

NA ASSEMBLEIA, ADRIANO

Não sou de assistir sessões da Assembleia Legislativa, mas costumo perguntar a jornalistas e blogueiros confiáveis, que fazem a cobertura dos trabalhos parlamentares, a respeito do deputado mais preparado, que apresenta propostas mais interessantes e que profere os melhores discursos no plenário.

Há quase uma unanimidade em apontar o deputado Adriano Sarney como o melhor desta legislatura.

Em tempo: o ministro Sarney Filho, contou-me que, recentemente, no interior do Estado, numa reunião política, em que ele e Adriano marcaram presenças, um prefeito, empolgado com a desenvoltura de Adriano, disse ao ministro: – O seu filho é o meu candidato a governador.

NO CONGRESSO, HILDO ROCHA

Com o propósito de saber quem é o destaque da bancada maranhense, na Câmara Federal, pelo que a mídia diz e comenta, sou induzido a acreditar em Hildo Rocha.

O parlamentar do PMDB vem surpreendendo os que acompanham a política maranhense, pela desenvoltura no plenário e nas comissões técnicas, bem como na apresentação de propostas e pronunciamentos oportunos e pertinentes.

O desempenho de Hildo Rocha tem sido tão significativo, que não parece um parlamentar de primeiro mandato. Movimenta-se com facilidade nos meandros do Congresso Nacional, sem deixar visitar os municípios nos quais foi votado e dando satisfação de seu trabalho em Brasília.

LOURIVAL E O TRE

SE perguntarem a qualquer servidor, graduado ou não, do Tribunal Regional Eleitoral, quem foi o melhor presidente, nos últimos anos, daquela Corte, a resposta vem sem hesitação: desembargador Lourival Serejo.

Com o seu modo de administrar sem alarde, mas com competência e eficiência, o magistrado vianense encerra sua gestão no TRE sob os aplausos indiscriminados dos que ali trabalham.

Foram dois anos de dedicação integral ao egrégio Tribunal e sem reclamação de juízes, servidores, advogados e políticos.

Para marcar sua passagem gloriosa no TRE, Serejo ainda organizou e legou um Memorial, no qual a trajetória da Justiça Eleitoral do Maranhão é mostrada em sua plenitude.

POLÍTICOS E SOLIDARIEDADE

Não é muito comum entre os políticos, principalmente adversários, a prestação de solidariedade.

Por isso o gesto de solidariedade do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, a Lula, por ocasião da enfermidade da esposa, Marisa, foi aplaudido pela sociedade brasileira.

Antes de FHC, outro ex-presidente, José Sarney, praticou gesto de solidariedade semelhante, desta feita, ao então deputado Flávio Dino, seu adversário político, que estava com o filho, Marcelo, internado num hospital em Brasília, entre a vida e a morte.

Esta semana, em São Luis, assistimos mais uma manifestação de solidariedade entre políticos que até recentemente se relacionavam amistosamente: Flávio Dino e Roberto Rocha.

Ao completar cinco anos do falecimento do filho do governador, o senador endereçou-lhe mensagem de solidariedade pela perda de ente tão querido.

CHORO E LIÇÃO

Eu compareci esta semana à solenidade de instalação dos trabalhos da nova Câmara Municipal, da minha cidade natal, Itapecuru.

Ao longo da sessão legislativa, dois fatos marcantes e não previstos vieram a lume.

Primeiro, o dramático discurso do prefeito Miguel Lauande, mostrando de maneira clara a deplorável situação administrativa e financeira da prefeitura, deixada pelo antecessor e o que ele vem fazendo tenazmente para revertê-la. Em determinado momento, a emoção tomou conta do gestor e um choro compulsivo o impediu de continuar a falar.

Segundo, o contundente pronunciamento da promotora Flávia Valéria Nava Silva, que, corajosa e competentemente, deu uma aula aos vereadores, mostrando-lhes como devem exercer o mandato popular e cumprir as prerrogativas de fiscais dos atos praticados pelos prefeitos, realizados ao arrepio da lei e da Constituição, mas aprovados pelas Câmaras Municipais.

LEMBRANDO BAIMA SERRA

Dono de invejável senso criativo, o parlamentar de Codó construía frases que ficaram no imaginário político maranhense, como essa: – Em sociedade tudo se sabe; em política, tudo pode acontecer.

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