ADVERSÁRIOS, MAS CIVILIZADOS

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O saudoso professor Jerônimo de Viveiros legou um trabalho sobre a política maranhense, que, segundo ele, nos tempos do Império, era movida a cacete.

Tão maldita prática política não foi exclusividade da fase imperial. Chegou ao regime republicano e com maior incidência na Velha República.

No Maranhão, casos e episódios da época em que a política se sustentava na cacetocracia (neologismo) são eloqüentes e registradas nas páginas de nossa História.

Mas não só de exemplos deploráveis e nada construtivos tem vivido a política maranhense. Ocasiões houve em que se registraram cenas edificantes de homens que, embora adversários e defensores de causas conflitantes, souberam se conduzir com dignidade e seriedade e usaram a diplomacia e a civilidade como armas.

José Sarney e Renato Archer estão na galeria de políticos que não comungavam de mesmas idéias, mas se respeitavam e primavam pela cordialidade. Os dois começaram trilhar na vida política simultaneamente, ou seja, na década de 1950, engajados no PSD vitorinista, mas se projetaram nacionalmente e encontraram caminhos distintos na militância partidária.

Em 1965, Sarney e Renato estavam em posições de eqüidistância na política regional e nacional. Sarney era da UDN e disputava a eleição de governador pelos partidos oposicionistas; Renato pertencia ao PSD, mas rompido com o chefe do Executivo maranhense, teve a candidatura lançada pelo PTB.

Ao longo daquela campanha eleitoral, Sarney e Renato chegaram a discordar publicamente, pois um defendia o regime militar e o outro não media palavras para vergastar o autoritarismo imposto ao país, mas tudo dentro das regras da boa convivência política.

Se no plano nacional o regime militar separava-os, no plano estadual, o governo de Newton Bello os conduzia ao uso da mesma linguagem quanto à administração vigente no Maranhão. Eles não poupavam o governador de severas críticas, por isso dele se afastaram em momentos distintos em que estava em jogo a sucessão governamental.

Naquelas eleições de 1965, por conta da divisão do vitorinismo e da revisão eleitoral, que eliminou milhares de votos das folhas de votação, o candidato José Sarney, por fazer uma campanha vibrante e prometendo mudanças, derrotou os candidatos Renato Archer e Costa Rodrigues.

Derrotado nas urnas, Renato passou praticamente três anos ausente do Maranhão.  Em outubro de 1968, vem a São Luis para estruturar o MDB, como membro da cúpula do partido. Em aqui chegando, concede longa e palpitante entrevista à TV Difusora, ao final da qual surpreende o meio político por não economizar elogios o governador José Sarney, que, no seu modo de ver, fazia uma administração invejável, competente e brilhante, tirando o Maranhão do secular atraso em que se encontrava.

O pronunciamento do líder emedebista foi convincente e verdadeiro, a ponto de dizer que se ele, Renato, fosse o governador do Maranhão faria tudo igual. Essa declaração, que deixou o governador em estado de graça, fez Renato receber ácidas críticas das hostes oposicionistas, que passaram a hostilizá-lo e levantar a suspeita de ele desejar ser o próximo governador do Maranhão com o apoio de Sarney.

No dia seguinte à entrevista, Sarney, agradecido, visita Renato e ainda o convida a ver ao vivo as obras realizadas em São Luis: Barragem do Bacanga, Ponte São Francisco, TV Educativa, Faculdades de Administração, Engenharia e Agronomia, Ginásios Bandeirantes, Conjuntos Residenciais e Prodata, irritando mais ainda os oposicionistas, liderados pelo prefeito Epitácio Cafeteira, rompido com o governador.

ATUALIDADE DO PADRE VIEIRA

Nada mais saboroso do que reler os Sermões e as Cartas do Padre Antônio Vieira, para ver como seus textos são lúcidos e atuais.

Tais documentos ajudam a descobrir que certos acontecimentos históricos, a exemplo da corrupção, não são atos do nosso cotidiano ou introduzidos no Brasil nos últimos tempos.

O jesuíta prova com a maior eloqüência possível que no Maranhão, no século XVII, a corrupção campeava à vontade, sendo considerada uma das causas do nosso atraso.

Nesse pequeno trecho Vieira diz tudo: “São os interesses dos que governam com as rendas dos dízimos de Vossa Majestade em todo aquele Estado, que chegam a montar seis a oito mil cruzados, três dos quais toma o governador”.

PRAÇA BANDEIRA TRIBUZI

Na área de lazer do Ceuma, no Renascença, Mauro Fecury  vai construir a futura Praça dos Escritores do Maranhão.

Nela serão introduzidos os bustos dos nossos mais renomados poetas e prosadores.

O primeiro intelectual maranhense a ter representação na Praça dos Escritores será o poeta Bandeira Tribuzi.

TEMER E SARNEY

Antes de se mudar com a família do Palácio Jaburu para o Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer tomou uma providência digna de assumido supersticioso.

Pediu ao padre paulista José Eduardo, nas horas vagas praticante do exorcismo, para benzer as dependências do Palácio da Alvorada.

Não é a primeira vez que um presidente da República, por cultivar a superstição, assim procede.

José Sarney,  um tremendo místico, antes de morar no Palácio da Alvorada, mandou retirar todos os pingüins de geladeira ali encontrados.

OS BANCOS NO MARANHÃO

Foi no governo de José Sarney (1966-1970) que agências bancárias estatais e privadas invadiram o Maranhão.

O processo de desenvolvimento e os investimentos oficiais injetados na economia maranhense, estimularam a instalação na capital e no interior do Banco do Nordeste, Banespa, Banerj, BNCC, Nacional de Minas Gerais, Mercantil de São Paulo, Bradesco, Real, Bamerindus, Bandeirantes e outros.

Com a economia em recessão, a desativação dos investimentos estatais e privados e os assaltos, as agências bancárias estão fechando as portas e migrando para locais mais seguros.

POSSE DE GOVERNADORES

Com o advento do regime militar, em 1964, as regras para a investidura dos governadores estaduais mudaram.

De 31 de janeiro, passaram para 15 de março.

Nessa data, no Maranhão, foram empossados em 15-03-1971, Pedro Neiva de Santana; 15-03-1975, o vice, José Murad, por motivo de doença do governador Nunes Freire; 15-03-1979, João Castelo Ribeiro Gonçalves; 15-03-1983, Luiz Rocha; 15-03-1987, Epitácio Cafeteira; 15-03-1991, Edison Lobão.

Os três primeiros foram eleitos por via indireta, pela Assembleia Legislativa; os três últimos, por eleição direta, universal e secreta.

Com a nova Constituição do Brasil, promulgada em 1988, os governadores estaduais assumiram os mandatos em nova data: 01 de janeiro. Roseana Sarney inaugurou o novo ciclo, investindo-se no cargo de governadora em 01 de janeiro de 1995.

INCÊNDIO ROMANCEADO

Há 63 anos, na manhã de 16 de março de 1954, São Luis perdia a sua costumeira calma por conta de um pavoroso incêndio do navio-cargueiro Maria Celeste, ancorado defronte à Rampa do Palácio.

Muitos dos tripulantes e estivadores morreram em função da explosão dos combustíveis. A cidade parou para acompanhar aquela tragédia.

Ano passado, a Academia Maranhense de Letras, sob os auspícios da Lei de Incentivo à Cultura, editou o romance da autoria do escritor Waldemiro Viana, “Maria Celeste da Terra e do Mar”, pano de fundo para a história de uma jovem que se encontrava naquele sinistro navio.

PERDÃO AOS LEITORES

Peço mil desculpas aos leitores pela impropriedade cometida na edição de Roda Viva, na semana passada. Por conta de meus deteriorados neurônios, identifiquei o escritor Graciliano Ramos como paraibano. Nada disso. Trata-se de um ilustre alagoano, que exerceu o cargo de prefeito de Palmeira dos Índios, em 1928. Como dizia o grande compositor Ataulfo Alves, “perdão foi feito pra gente pedir”.

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CEUMA DIVERSIFICA-SE COM SHOPPING

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Poucas instituições no Brasil, em vinte e cinco anos, cresceram com tamanha desenvoltura, firmeza e eficiência como o Ceuma.

Criado pela indômita vontade do engenheiro civil, Mauro de Alencar Fecury, que soube aproveitar a oportunidade ímpar de dotar o Maranhão de um empreendimento de tão elevada importância educacional, o Ceuma  se impôs dentro e fora de nosso Estado, pela maneira como é administrado, pela excelência do ensino prestado, pelo nível e qualidade do corpo docente, pelas instalações físicas e equipamentos de ponta colocados à disposição do alunado.

O Ceuma é tudo isso e muito mais não por acaso ou milagre. Cresceu e  produziu tantos benefícios à sociedade, deveu-se à visão de mundo e da obstinada determinação de Mauro Fecury, o mais arrojado empreendedor do Maranhão, que, no momento certo, teve o discernimento de acreditar num projeto de cunho altamente social e voltado para mudar a vida de pessoas.

A construção desse império teve início em São Luis, a 9 de abril de 1990, com o nome de Centro de Ensino Unificado do Maranhão, a primeira instituição de ensino superior privada no Estado, autorizada pelo então presidente da República, José Sarney.

Para se ter idéia do arrojo de tão grandioso empreendimento, basta dizer que dois anos depois de funcionar em salas alugadas no centro da cidade, o Ceuma já contava com sede própria, no Renascença, símbolo e ponto de partida para outras sucessivas e vitoriosas conquistas em São Luis, Imperatriz e Bacabal, onde foram instalados diversos campus e numerosos cursos de graduação.

Consolidado no Maranhão, o Ceuma, em 1998, extrapola as suas ações educacionais para outras capitais. Em Brasília, instala o Centro Unieuro; em Belém do Pará, funda a Faculdade Metropolitana da Amazônia; em Teresina, implanta o Ceupi.

O coroamento dessa luta e desse esforço em favor da educação atinge o  ápice em 2012, quando o Ministério da Educação transforma o Centro Universitário do Maranhão em Universidade Ceuma, da qual fazem parte 1.080 professores, 205 doutores, 529 mestres, 346 especialistas, e 55. 888 egressos.

Reconhecido nacionalmente por manter um dos maiores complexos  educacionais privados do país, o Grupo Fecury, em 2016, partiu para um audacioso desafio: a diversificação de suas atividades. Para esse novo tempo, o Ceuma sofreu  um processo de reformulação de suas estruturas administrativas e acadêmicas e  implanta a Gestão Unificada, que o habilita a assumir novos encargos e compromissos sociais.

Para inaugurar esse processo de diversificação, deflagrou entendimentos com o Grupo Franere, interessado em negociar as ações do Shopping Rio Anil.

Por meio de tratativas, análises e estudos, que se realizaram em São Paulo e São Luis, competentemente conduzidas por Mauro e o filho Clóvis Fecury, as negociações chegaram a bom termo no começo deste ano e resultaram na aquisição de 50 por cento das ações do Shopping Rio Anil, em poder da Franere.

O Shopping Rio Anil, agora, sob o controle acionário, em igualdade de condições, do Ceuma e da BR MALLS, a maior empresa do Brasil na área de shopping, certamente será submetido a uma nova gestão, cujos reflexos serão brevemente sentidos pelo consumidor maranhense.

Em tempo: os Fecury há anos planejavam entrar nessa área de shopping. Um projeto para a construção em Àguas Claras, cidade satélite de Brasília, de shopping de médio porte, chegou a ser pensado e projetado, mas a implantação foi adiada para um momento mais propício. Quem sabe, agora, volte à tona.

LEITOR DE SÃO LUIS

Um arguto leitor do jornal carioca O Globo, chamado Luiz Thadeu Nunes e Silva, morador em São Luis, manifestou a sua opinião sobre a corrupção vigente no Brasil e por concordar com ele vou transcrever o que escreveu: “É surreal o nível que a corrupção atingiu no Brasil. Henrique Eduardo Alves, político de carreira, não sabe como US$ 800 mil foram parar em sua conta bancária. Se eu encontrar somente US$ 8 em minha conta, e não souber a origem, vou averiguar. Imagina US$ 800 mil. Das duas uma: ou ele tem tanto dinheiro que esse valor passa despercebido, ou não tem controle da conta, ou qualquer coisa que ele fale não tem relação com a verdade. Esse valor vultoso na conta de um político em qualquer país seria um escândalo. No Brasil, está virando chacota”.

IRMÃOS PETEBISTAS

O PTB no Maranhão, há anos sob o comando dos irmãos Pedro e Manoel Ribeiro, pode rachar.

Tudo por causa da nomeação do vereador Pedro Lucas Fernandes, filho do deputado Pedro e sobrinho de Manoel, para dirigir a Agência Metropolitana.

O ex-deputado Manoel Ribeiro, por não ter sido consultado sobre a nomeação de Pedro Lucas, o que implica no engajamento do PTB ao governo Flávio Dino, não esconde o propósito de trocar de partido.

MAU HÁLITO

Os políticos brasileiros, de uns tempos para cá, passaram a tapar a boca quando conversam ou sabem que estão sendo filmados pela televisão.

Alguns assim procedem para evitar a leitura labial de suas conversas nem sempre de bom tom ou confiáveis

Outros, porém, usam esse artifício para impedir a propagação do mau hálito no ambiente, já tão impregnado de corrupção.

CANDIDATO A GOVERNADOR

O ex-deputado Lourival Mendes irrita-se quando se fala em candidato ao governo do Maranhão e se omite o nome do ex-deputado Clóvis Fecury.

Para ele, Clóvis tem todas as condições para dirigir os destinos do Maranhão, pois é um político jovem, sem mancha, empresário bem-sucedido, capaz e atualizado com as coisas de seu tempo.

Lourival pretende fazer um movimento no Maranhão no sentido de chamar as atenções das lideranças políticas para a candidatura de Clóvis Fecury, nome que o povo aceitará sem restrições para disputar as eleições de 2018 e com amplas chances de se eleger.

RELATÓRIO DE GRACILIANO RAMOS

O grande escritor paraibano, Graciliano Ramos, em 1929, elegeu-se  prefeito da cidade onde nasceu, Palmeira dos índios. Ao deixar o cargo,  encaminhou ao governador de Alagoas um relatório sobre a situação da prefeitura.

O relatório é de uma atualidade que impressiona. Vejam: “Convenho em que o dinheiro do povo poderia ser mais útil se estivesse nas mãos ou nos bolsos de outro menos incompetente do que eu, em todo o caso, foi transformado em cal, pedra, cimento, etc. Assim procedendo melhor que se o distribuísse com os meus parentes, que necessitam coitados. Devo dizer que não pertenço a banco, nem lá tenho interesse de nenhuma espécie. A prefeitura ganhou ao livrar-se de um tesoureiro, que apenas servia para assinar as folhas e embolsar o ordenado, pois no interior os tesoureiros não fazem outra coisa”.

Ao concluir o relatório, afirma categórico: “Não favoreci ninguém. Devo ter cometido numerosos erros da inteligência que é fraca. Perdi vários amigos que possam ter semelhante nome. Não me fizeram falta.”

APARÍCIO EM BARREIRINHAS

O prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho, acertou em cheio na nomeação do engenheiro Aparício Bandeira para o cargo de Secretário de Obras do Município.

Como bom técnico e de experiência comprovada, Aparício, em pouco tempo, já fez a cidade mudar radicalmente de visual. Está mais limpa e os buracos sumiram.

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O DIA EM QUE NOVA IORQUE SUMIU DO MAPA

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No Maranhão, os políticos só sabem desmembrar e criar municípios. A última vez que isso ocorreu, em 1989, por ocasião da elaboração da nova Carta Magna do Estado. Sem dó e piedade, os constituintes maranhenses criaram 83 municípios, a grande maioria sem condições de se gerir administrativamente.

Mas a 8 de março de 1969, há 48 anos, um fato ocorre no interior do Maranhão,que vira notícia internacional. Em vez da criação de um novo município, veio a lume uma operação de governo, e de grande monta, com o sentido de desaparecer do mapa do Estado uma cidade secular e curiosamente chamada Nova Iorque.

Aquela operação, que levaria Nova Iorque a ser tragada pelas águas do rio Parnaíba, não partiu da cabeça de nenhum desastrado político, mas veio no bojo de um projeto de poder que visava alavancar uma região carente de desenvolvimento e de progresso.

Para tal fim, a população de Nova Iorque foi devidamente preparada e conscientizada da imperiosidade da erradicação da cidade, no lugar da qual surgiria uma obra que representava a redenção de uma grande área  dos Estados do Maranhão e do Piauí.

Era a construção da Hidrelétrica de Boa Esperança, com mais de mil quilômetros de linhas de transmissão, fornecendo na fase inicial a 76 municípios – 53 do Maranhão e 25 do Piauí – 108 mil quilowatts de energia.

Projetada para beneficiar o Nordeste Ocidental, a usina exigia a formação de um lago artificial de 200 quilômetros de extensão que cobria, além de Nova Iorque, as cidades de Guadalupe, Benedito Leite e Uruçui.

O processo de avanço das águas foi lento: cerca de 30 centímetros por dia, que começou em janeiro de 1969, quando o Rio Parnaíba foi represado.

A população da antiga cidade foi transferida para uma nova área, distante cinco quilômetros da inundada, especificamente preparada para os ocupantes terem melhores perspectivas de vida.

Nova Iorque foi assim batizada em homenagem ao norte-americano Edward Burnett, que a fundou. Em maio de 1886 foi desmembrada do município de Pastos Bons e elevada à categoria de vila. Anos depois, conquistou autonomia político-administrativa, transformando-se em  município.

Na história do Maranhão, Nova Iorque serviu de palco para três importantes episódios: em 1838, travaram-se candentes lutas entre os balaios e as forças legalistas; em 1926, os adeptos da Coluna Prestes por lá passaram, arrombaram lojas  comerciais e queimaram arquivos da Coletoria e do Cartório;  no mesmo ano, uma avassaladora enchente do Rio Parnaíba destruiu parte da cidade e deixou a população em estado de flagelo.

Politicamente, o município esteve sob o domínio da família Neiva. O ex-deputado federal José Guimarães Neiva Moreira ali nasceu em 10 de outubro de 1917. Este ano, a Academia Maranhense de Letras comemorará o seu centenário de nascimento.

ATOS E FATOS DO CARNAVAL DE SÃO LUIS QUE NÃO VIRARAM CINZAS

O poeta Vinicius de Moraes fez a letra e o compositor Carlos Lira a música  de um das mais belas canções da Música Popular Brasileira: a  “Marcha da Quarta-Feira de Cinzas”, que começa assim:

Acabou o nosso carnaval ninguém ouve cantar canções

Ninguém passa mais brincando feliz

E nas canções saudades e cinzas foi o que restou.

Valho-me desses versos musicais para contar alguns fatos do carnaval de São Luis, que ainda não viraram cinzas.

1 – Começo com o prefeito Edivaldo Holanda, que não foi visto em lugar nenhum desta cidade, o que se deve à sua formação evangélica. Mas o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, também evangélico, participou de alguns eventos tradicionais do carnaval, a exemplo da entrega da chave da cidade ao Rei Momo.

2- Já o governador Flávio Dino participou de alguns atos carnavalescos e brilhou ao ostentar no peito a estola do PC do B. O fato repercutiu no mundo inteiro pelo ineditismo e originalidade.

3- O ex-deputado Manoel Ribeiro, como vem fazendo ultimamente, passou o Carnaval no Rio de Janeiro, mas aquela música, carro-chefe do Bloco do Jegue, por ele criado e mantido, continua na boca e na coreografia dos foliões.

4- Outro maranhense que aprecia fervorosamente o carnaval do Rio de Janeiro, o engenheiro José Jorge Soares, fez sucesso nas ruas e bares cariocas, com a sua veterana burrinha, que ainda brilha nas festas carnavalescas e juninas.

5- O tradicional bloco do Agenor manteve a tradição de sair no sábado de carnaval. Louvável essa atitude. Este ano o bloco foi às ruas com uma fantasia branca e azul, em homenagem à tradicional rival da Flor do Samba, a Turma do Quinto.

6- O escritor e cineasta Joaquim Haickel também não ficou em São Luis. Optou pelo Rio de Janeiro, onde não teve sossego, pois o seu telefone tocou o tempo todo. Era gente querendo saber se falsa ou verdadeira a notícia de o seu candidato a senador ser Weverton Rocha.

7- Mauro Fecury, este ano, trocou o desfile das escolas de samba, do Rio de Janeiro, pela festa de PH.  No sábado de carnaval, deu uma volta no centro da cidade, mas ficou triste ao ver as ruas e praças da cidade mal iluminadas e mal tratadas.

8- Por falar em PH, as suas festas passadas primavam pela presença de figuras do poder e da política. Os do poder se ausentaram por questões óbvias. Da militância política só o deputado federal, João Marcelo, o estadual, Fábio Braga, a prefeita de Rosário, Irlaí, e o prefeito de Barreirinhas, Albérico Ferreira Filho.  Mas eles não sabem o que perderam.

9- Na sexta-feira, que antecedeu ao tríduo momesco, alguns imortais da Academia Maranhense de Letras, resolveram recordar o carnaval dos velhos tempos de São Luis: “assaltaram” a residência do confrade Lourival Serejo, que com a esposa Ana, forma um casal perfeito.

10- A cada ano o carnaval de São Luis cresce nos bairros, onde os bares e botecos aparecem como as grandes atrações. A migração da folia do centro da cidade para o subúrbio é um fato irreversível e visível. Na área do São Francisco dois bares brilharam pela animação e casa lotada: “Seu” Guma e o Mokai.

11- Os hotéis e as pousadas não podem se queixar. Este ano, com a crise a atormentar o turismo, todos estavam praticamente lotados. Imagine se o carnaval de São Luis ainda fosse o de outrora. Tenho a impressão de que vieram não em função de carnaval, mas de lazer.

12- Em Barreirinhas, a cidade lotou com gente daqui e de fora, a despeito do tempo gasto na viagem e dos riscos dela decorrentes.  A grande reclamação: o abandono da cidade, que se encontra suja, esburacada e  mal tratada.

13-  O economista Lino Moreira, que mora na Península da Ponta D’Areia, teve, ao contrário dos anos anteriores, um carnaval tranqüilo. As festas carnavalescas realizadas no Iate Clube cumpriram os horários programados e os foliões não praticaram excessos.

14-  A televisão mostrou o protesto político dos foliões contra a presença do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. A palavra de ordem criada pelo PT – Fora Temer- atormentou as ruas das cidades brasileiras, como um clamor público. Em São Luis, esse grito de guerra contra o Presidente da República não aconteceu.

15-  Os hospitais da cidade lotaram neste carnaval. Um surto gripal pegou a população desprevenida, que acabou em invasão hospitalar. O casal Lourdes e Eliézer Moreira, que se preparou para brincar o  carnaval,  teve de bater nas portas do Hospital UDI, para combater uma virose.

 

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CARNAVALESCO DESDE CRIANÇA

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Gosto e brinco carnaval desde a infância. Devo isso ao meu pai, Abdalla, um homem fascinado pela folia, que gostava de se divertir nas ruas de Itapecuru, sozinho ou em companhia dos filhos, todos pequenos.

Foi assim que eu e meus irmãos nos tornamos foliões e continuamos até hoje adeptos de Momo. Eu, por exemplo, guardo na memória as músicas dos carnavais passados, gravadas pelos consagrados cantores, que chegavam ao ouvido povo através das emissoras de rádio.

Não esqueço, também, das festas carnavalescas, realizadas na minha cidade e em São Luis, nas ruas, nos clubes elitizados e nos bailes populares, onde imperavam a alegria, a espontaneidade e a descontração.

No carnaval de rua, destaque para blocos, batucadas e turmas de samba, que desfilavam pela cidade sem a preocupação de cumprir roteiros  preparados por órgãos oficiais, bem como dos dispersos e alegres fofões, dos divertidos  mascarados, sem esquecer os ursos, corsos e o inigualável entrudo.

Nos clubes da alta sociedade, pontificavam as maravilhosas festas dançantes, nas quais associados e convidados compareciam fantasiados de pierrôs, colombinas e dominós. A animação corria por conta das afinadas orquestras, que, também, participavam dos tradicionais “assaltos carnavalescos”, em residências particulares, que se viam invadidas por foliões.

Nos clubes populares, marca singular do carnaval de São Luis, as mulheres só entravam mascaradas, assim elas atraiam os foliões para noitadas ousadas, mas arriscadas, em que adúlteras, solteironas, balzaqueanas, prostitutas, virgens e até homossexuais se misturavam indiscriminadamente.

Para  quem não conheceu o carnaval que se brincava em São Luis, nos anos 1950 e 1960, vale a pena descrever o cenário no qual a folia se realizava.

CLUBES SOCIAIS: Casino Maranhense, Grêmio Lítero Recreativo Português, Clube Jaguarema e Montese. O Teatro Artur Azevedo, algumas vezes, serviu de palco para os Bailes de Gala, uma espécie de avant premiére das festas promovidas anos depois por PH. O objetivo delas era angariar  renda em benefício de obras sociais.

CLUBES POPULARES: Bigorrilho, Globo da Folia, Night and Day, Gruta de Satã, Cantareira, Inferno Verde, Berimbau, Rasga Sunga, Cabana do Pai Tomás, Saravá, Lunáticos, Havaí. Só os homens pagavam para entrar.

PROMOTORES DE BAILES DE MÁSCARAS: Moisés Silva, Permínio Costa, José de Ribamar Dutra, Valmir, Pedro Veiga, Mundiquinho e Reinaldo Pinto.

ORQUESTRAS: Jazz Vianense, Jazz Alcino Bílio, Jazz Maranhense, Nonato e seu Conjunto.

FOLIÕES QUE MARCARAM ÉPOCA: Aldemir Silva, Inácio Braga, Bichat Caldas, Jesus e Elir Gomes, Chafi Saback, Biné Duailibe, Antônio Maria Carvalho, Antônio Carlos Saldanha e Cleon Furtado.

CARNVALESCOS DE RENOME: Carlos Lima, Vera Cruz Marques, João Mouchereck, Ruy Habibe,  Kleber Carneiro Pinto, Orlando Simões, Hermenegildo Tibúrcio da Silva( Tabaco)

REIS MOMO: Eurípedes Bezerra e Haroldo Rego.

BLOCOS CARNAVALESCOS: Vira-Lata,  Pif-Paf, Os Coringas, Os Legionários, Fuzileiros da Fuzarca, É Só Pra Olhar( de mulheres), Sentenciados, Baluartes do Samba, Os Califas, Pirata do Samba

BRINCADEIRAS DE RUA: Entrudo (jogar água, pó, farinha, tinta nas pessoas), Corso, Casinha da Roça, Fofões, Baralho, e Turmas de Sambas. A Mangueira, no João Paulo, Turma do Quinto, na Madre de Deus, e Turma da Flor do Samba, no Desterro. Os corsos trafegavam pelas Ruas Rio Branco, Paz e Sol e nas Praças Deodoro e Gonçalves Dias.

MÚSICAS TOCADAS E CANTADAS: Aurora, Jardineira, O teu cabelo não nega, Mamãe eu quero, Não me diga adeus, Nós, os carecas, A coroa do rei, Abre Alas, Touradas em Madri, Zé Marmita, Helena, Helena, Allah-la-ô, Chiquita Bacana, General da Banda, Tomara que chova, Confete, Sacarrolha, Sassaricando, Ressaca, Se eu morresse amanhã, Engole ele paletó, Pra seu governo, Nega maluca, Zum zum, Daqui não saio, Lata d’água na cabeça, Piada de salão, Se eu errei, Tem nego bebo aí, Madureira chorou, Balzaqueana, Meu brotinho, A fonte secou, Maria escandalosa, Retrato do velho, Está chegando a hora, Cachaça não é água, Cidade maravilhosa, Turma do funil, Vassourinha, Bandeira branca,  As pastorinhas, Me dá um dinheiro aí, Máscara negra, Quem sabe, sabe, índio quer apito, Se a canoa não virar,  e outras.

PORTARIAS POLICIAIS – Nas proximidades do carnaval, os Chefes de Polícia emitiam rigorosas Portarias, por meio das quais os foliões tomavam ciência das regras e das normas para que o carnaval se realizasse com segurança, ordem e tranqüilidade. Dentre as medidas rigorosas estabelecidas pela Chefatura de Polícias ganhavam relevo o “fechamento das pensões das meretrizes; policiamento nos bailes públicos, para evitar falta de compostura e excessos de libações; depois das 18 horas, proibição do uso de máscaras e de menores de ambos os sexos nos bailes, inclusive nas vesperais; proibição da venda de lança-perfumes nos bailes; pessoas presas só serão postas em liberdade depois das nove horas da manhã de quarta-feira de Cinzas.

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UMA LEI CHAMADA SARNEY

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O ministro Roberto Freire anuncia mudanças na Lei Federal de Incentivo à Cultura, providência que setores a ela vinculados reclamam.

Nada mais oportuno do que rever essa lei, chamada indevidamente de Rouanet, cujo mérito pela sua introdução no Brasil deveu-se ao maranhense José Sarney, que a apresentou, pela primeira vez, em 1972, no Senado da República.

Como o país estava sob a égide do regime ditatorial, o projeto de Sarney foi arquivado, sob o argumento de que, se aprovado, poderia conturbar o ambiente cultural.

Mas o veto militar não impediu Sarney de reapresentá-la, pela importância junto aos setores culturais e por oferecer ao povo brasileiro um instrumento de acesso à cultura e desconhecido no país.

Em quatro outras oportunidades, o projeto voltou ao Senado, sem ser apreciado pelo plenário, por ordem do Palácio do Planalto.

Pela lei de Sarney, estabelecia-se uma relação entre o poder público e o setor privado, onde o primeiro abdicava de parte dos impostos devidos pelo segundo – a chamada renúncia fiscal. Como contrapartida, o setor privado investiria os recursos da renúncia fiscal em produtos culturais- cinema, teatro, literatura, artes plásticas, dança e patrimônio.

Com a redemocratização do país e por obra do destino, Sarney, na condição de vice, com a morte de Tancredo Neves, assume a presidência da República e, como tal, cria o Ministério da Cultura.

Paralelamente, transforma em realidade a Lei nº 7.505, de 2 de julho de 1986, que se torna a primeira legislação federal de incentivo fiscal à cultura, recebida com euforia e otimismo pelos artistas e produtores culturais, que viam nela a alavanca para a cultura expandir-se e movimentar o país.

A Lei Sarney vigora até março de 1990, quando, por vingança, foi estupidamente revogada pelo presidente Fernando Collor de Melo, que acreditava que o mercado substituiria o governo no fomento à cultura.

A revogação levou à mobilização de produtores, agentes culturais e artistas, que exigiam a volta ou a criação de nova lei de incentivo, o que acontece em 1991, com a aprovação da Lei nº 8.313, elaborada pelo então Secretário de Cultura, Sérgio Rouanet, visando à retomada do processo de produção cultural no país, que até hoje perdura.

No momento em que a lei passa por uma revisão, nada melhor do que ser restituído a ela o nome de Sarney, que teve, como intelectual, a sensibilidade de criá-la, como senador, a iniciativa de apresentá-la, e, como chefe de Governo, transformá-la num instrumento em benefício das letras e das artes nacionais.

Com essa providência, far-se-á justiça a um político que se preocupou com a democratização da cultura, dando a Rouanet o que é de Rouanet e a Sarney o que é de Sarney.

REGIÃO METROPOLITANA

Há anos se fala no projeto da Região Metropolitana de São Luis, como solução para os problemas que afetam os municípios que gravitam em torno da capital maranhense.

Neste governo, o projeto entra em pauta, mas, no meu modo de ver, pecando pelo excesso de participantes.

Sempre soube que a Região Metropolitana de São Luis, além da capital, contaria apenas com São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Agora será acrescida de mais nove cidades, vale dizer, 13 municípios deverão fazer parte do projeto.

O ex-deputado José Burnett dizia que quando  governo quando não quer fazer o que promete, cria um grupo de trabalho com muita gente.

OPOSIÇÕES DESUNIDAS

O deputado Rogério Cafeteira, líder do Governo na Assembleia Legislativa, disse que “As oposições no Maranhão são tão desunidas que não conseguem se juntar num bloco”.

Sem querer o parlamentar governista trouxe a lume uma das figuras mais emblemáticas da política nacional, dos meados do século XX, o ex-deputado e ex-governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda.

Era dele a declaração que lembra a de Rogério Cafeteira: – No Brasil, as oposições só se unem na cadeia.

NA ASSEMBLEIA, ADRIANO

Não sou de assistir sessões da Assembleia Legislativa, mas costumo perguntar a jornalistas e blogueiros confiáveis, que fazem a cobertura dos trabalhos parlamentares, a respeito do deputado mais preparado, que apresenta propostas mais interessantes e que profere os melhores discursos no plenário.

Há quase uma unanimidade em apontar o deputado Adriano Sarney como o melhor desta legislatura.

Em tempo: o ministro Sarney Filho, contou-me que, recentemente, no interior do Estado, numa reunião política, em que ele e Adriano marcaram presenças, um prefeito, empolgado com a desenvoltura de Adriano, disse ao ministro: – O seu filho é o meu candidato a governador.

NO CONGRESSO, HILDO ROCHA

Com o propósito de saber quem é o destaque da bancada maranhense, na Câmara Federal, pelo que a mídia diz e comenta, sou induzido a acreditar em Hildo Rocha.

O parlamentar do PMDB vem surpreendendo os que acompanham a política maranhense, pela desenvoltura no plenário e nas comissões técnicas, bem como na apresentação de propostas e pronunciamentos oportunos e pertinentes.

O desempenho de Hildo Rocha tem sido tão significativo, que não parece um parlamentar de primeiro mandato. Movimenta-se com facilidade nos meandros do Congresso Nacional, sem deixar visitar os municípios nos quais foi votado e dando satisfação de seu trabalho em Brasília.

LOURIVAL E O TRE

SE perguntarem a qualquer servidor, graduado ou não, do Tribunal Regional Eleitoral, quem foi o melhor presidente, nos últimos anos, daquela Corte, a resposta vem sem hesitação: desembargador Lourival Serejo.

Com o seu modo de administrar sem alarde, mas com competência e eficiência, o magistrado vianense encerra sua gestão no TRE sob os aplausos indiscriminados dos que ali trabalham.

Foram dois anos de dedicação integral ao egrégio Tribunal e sem reclamação de juízes, servidores, advogados e políticos.

Para marcar sua passagem gloriosa no TRE, Serejo ainda organizou e legou um Memorial, no qual a trajetória da Justiça Eleitoral do Maranhão é mostrada em sua plenitude.

POLÍTICOS E SOLIDARIEDADE

Não é muito comum entre os políticos, principalmente adversários, a prestação de solidariedade.

Por isso o gesto de solidariedade do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, a Lula, por ocasião da enfermidade da esposa, Marisa, foi aplaudido pela sociedade brasileira.

Antes de FHC, outro ex-presidente, José Sarney, praticou gesto de solidariedade semelhante, desta feita, ao então deputado Flávio Dino, seu adversário político, que estava com o filho, Marcelo, internado num hospital em Brasília, entre a vida e a morte.

Esta semana, em São Luis, assistimos mais uma manifestação de solidariedade entre políticos que até recentemente se relacionavam amistosamente: Flávio Dino e Roberto Rocha.

Ao completar cinco anos do falecimento do filho do governador, o senador endereçou-lhe mensagem de solidariedade pela perda de ente tão querido.

CHORO E LIÇÃO

Eu compareci esta semana à solenidade de instalação dos trabalhos da nova Câmara Municipal, da minha cidade natal, Itapecuru.

Ao longo da sessão legislativa, dois fatos marcantes e não previstos vieram a lume.

Primeiro, o dramático discurso do prefeito Miguel Lauande, mostrando de maneira clara a deplorável situação administrativa e financeira da prefeitura, deixada pelo antecessor e o que ele vem fazendo tenazmente para revertê-la. Em determinado momento, a emoção tomou conta do gestor e um choro compulsivo o impediu de continuar a falar.

Segundo, o contundente pronunciamento da promotora Flávia Valéria Nava Silva, que, corajosa e competentemente, deu uma aula aos vereadores, mostrando-lhes como devem exercer o mandato popular e cumprir as prerrogativas de fiscais dos atos praticados pelos prefeitos, realizados ao arrepio da lei e da Constituição, mas aprovados pelas Câmaras Municipais.

LEMBRANDO BAIMA SERRA

Dono de invejável senso criativo, o parlamentar de Codó construía frases que ficaram no imaginário político maranhense, como essa: – Em sociedade tudo se sabe; em política, tudo pode acontecer.

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LIBELO CONTRA EX-PREFEITO

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Poucos os prefeitos eleitos em outubro de 2016 e empossados em janeiro de 2017, que não se queixam de haver recebido dos antecessores uma carga pesada de dívidas e de descalabros administrativos.

Da herança maldita deixada nas prefeituras, inobstante as advertências e as penalidades anunciadas pelos órgãos fiscalizadores das contas públicas, os ex-prefeitos, entre tantas mazelas, desponta o não recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, fato que resultou em bloqueio dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

Na minha cidade, o ex-prefeito – considerado o mais irresponsável que Itapecuru já teve em todos os tempos – deixou os cofres da prefeitura literalmente vazios, desviou dolosamente os recursos destinados ao município, não pagou o funcionalismo e os fornecedores e ainda entregou a urbe em estado de deplorável sujeira.

As irregularidades e as ilegalidades praticadas pelo ex-gestor, que se diz evangélico,  foram tão gritantes e estapafúrdias, que obrigaram o atual prefeito, Miguel Lauande,  a fazer uma “Carta Aberta à População de Itapecuru”, na qual expõe de forma clara e direta a situação que recebeu do antecessor, toda ela permeada de distorções, descalabros e desonestidades.

Vejam o que Miguel Lauand herdou: 1) débito de vinte milhões de reais com o INSS, pelo recolhimento de informações erradas quanto ao número de servidores municipais; 2) inadimplência que o impede de tirar certidão negativa de débito junto à Receita Federal, INSS ou FGTS; 3)  firmar convênios ou parcerias com organismos públicos e privados;  4) dívidas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica , em torno de cinco milhões de reais, referentes a empréstimos consignados  de pagamentos dos servidores, descontados e não repassados; 5) débitos volumosos com a Cemar e Caema; 6) precatórios não cumpridos; 7) centenas  de processos que tramitam na Justiça Comum e na Justiça do Trabalho.

Além dessas irresponsabilidades, a situação de terra arrasada nas áreas da Educação e da Saúde  com o transporte escolar  sucateado, as escolas da zona urbana e rural destruídas, postos de saúde  sem remédio e material necessário para atender à população.

Com base nesse dantesco quadro, o prefeito pede a compreensão do povo itapcuruense  pelo fato  de a prefeitura, este ano, não bancar o tradicional e alegre carnaval, considerado um dos melhores do interior maranhense, que “além de proporcionar diversão, dinamiza a economia e aquece o comércio da cidade”.

O gesto do prefeito de Itapecuru, pela coragem de denunciar o antecessor e de mostrar a triste realidade do município, só merece elogios e deveria ser imitado por tantos outros que estão na mesma situação. Quem sabe, assim, as coisas mudassem e os gestores municipais criassem mais juízo e deixassem de ser corruptos e irresponsáveis.

O FENÔMENO FUFUCA

O jovem André Fufuca, quando exerceu o mandato de deputado estadual, na legislatura 2010-2014, não teve atuação destacada e sua figura parlamentar foi simplesmente apagada.

Ao se eleger deputado federal, Fufuquinha,  de repente,vira fenômeno político no Congresso Nacional.

No primeiro mandato, não se sabe como, caiu nas graças do então poderoso presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, que fez dele figura proeminente da sua turma de choque.

Na legislatura atual, além de não ficar marcado por ser do time de Eduardo Cunha, vem de se eleger segundo vice-presidente da Câmara Federal, na chapa encabeçada pelo deputado Rodrigo Maia.

Será que Freud explica.

GERENTES DE BANCOS

Eu sou do tempo em que os gerentes de Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, no Maranhão, em matéria de prestigio, só perdiam para o governador do Estado.

Pelo poder a eles atribuídos de resolver problemas financeiros, fossem da área pública ou privada, eram considerados salvadores da pátria e, portanto, merecedores de homenagens da sociedade.

Com o passar dos anos, os gerentes de bancos oficiais perderam o prestígio e a força, por isso, deixaram de ser cortejados pelos políticos e empresários. Hoje, ninguém sabe o nome deles e nem quando chegam ou saem de São Luis.

Sustentado em Machado de Assis, arrisco a pergunta: mudaram os bancos ou a sociedade?

ACORDO DE CLEMÊNCIA

Com a operação Lava-Jato, o Acordo de Leniência ganhou uma repercussão jamais vista no Brasil.

No Maranhão, acaba de ser inventado o Acordo de Clemência.

Através desse recurso, empresários, fornecedores e prestadores de serviços encaminham expediente aos órgãos governamentais, para os quais pedem as quitações de faturas em prazos imediatos, pois só assim poderão cumprir compromissos trabalhistas e previdenciários em tempo hábil.

UMA AÇÃO COMBINADA

As relações, até então amistosas, do deputado José Reinaldo Tavares com o governador Flávio Dino, azedaram-se com o voto do parlamentar a favor do impeachement da presidente Dilma Roussef.

Esse azedume tinha tudo para incrementar com a decisão do governador Dino de extinguir a Secretaria de Minas e Energia, comandada por uma pessoa do bem querer de Zé Reinaldo.

Tal fato, porém, não aconteceu, porque, antes da publicação do ato no Diário Oficial, o próprio chefe do Executivo comunicou a Zé Reinaldo que o pessoal da Secretaria de Minas e Energia será absorvido integralmente pela Secretaria de Indústria e Comércio e sem perda de salário.

PREFEITOS DO MARANHÃO

Não há na Federação brasileira, prefeitos iguais aos do Maranhão, na arte de desrespeitar o ordenamento jurídico e administrativo do País.

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão acaba de tornar público  que das 217 prefeituras maranhenses, só 89  cumprem as regras da transparência fiscal. As restantes, ou seja, as 128 estão em completo descompasso com a lei.

Da mesma maneira procedem no tocante à legislação trabalhista, à previdência social e à probidade administrativa.

Parafraseando o saudoso Jânio Quadros, dir-se-ia que os prefeitos  continuam irrecuperáveis para a democracia.

MINISTRO MARANHENSE

O último ministro maranhense a fazer parte do Supremo Tribunal Federal foi Carlos Madeira, nomeado na gestão do presidente da República, José Sarney.

A oportunidade de vermos outro maranhense no STF quase aconteceu agora, face à presença do nome do ministro do STJ, Reinaldo Fonseca, na lista da Associação dos Juízes do Brasil, cujo presidente é o magistrado federal, Roberto Veloso.

Há quem diga em Brasília que Reinaldo Fonseca só não chegou ao Supremo Tribunal Federal pela forte amizade do presidente Michel Temer com o escolhido, Alexandre Moraes.

RASPAR CABELO

O ato de raspar compulsoriamente o cabelo e a barba de presos não é uma prática dos tempos atuais.

No auge das lutas pela liberdade e igualdade civil entre negros e brancos,  quando os escravos fugiam em massa para os quilombos, aos fujões restavam as impiedosas surras e as cabeças peladas.

A novidade no Brasil de hoje é ver gente como Eike Batista e Sérgio Cabral presos e de cabeças raspadas.

LEMBRANDO ERASMO DIAS

É do renomado jornalista esta frase ao saber que o engenheiro Haroldo Tavares seria o sucessor de José Sarney no Governo do Estado: – Boa escolha, pois ele tem classe até para beber um copo de cerveja.

 

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O JOVEM PREFEITO DE CODÓ

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A grande invasão árabe no Maranhão deu-se nos primeiros anos do século XX, em decorrência dos confrontos bélicos no Oriente Médio.

Incorporados àquelas correntes migratórias, vieram os meus avós Rafiza  Gattas e João Mutran Buzar, desembarcados no porto de Salvador em  abril de 1913.

Da capital baiana, iniciaram uma longa e penosa jornada de viagem cujo objetivo era alcançar a vila de Itapecuru Mirim, onde já se encontrava o primo Chafi Buzar, pai do compositor Nonato, que aconselhou o casal a fugir de Monte Líbano e tentar nova vida no Brasil, país que recebia os migrantes árabes com alegria e fraternidade.

Depois de percorrerem o interior do Brasil, por meio de caminhadas, em lombos de  animais ou em pequenas embarcações, finalmente, aportaram em Itapecuru, às margens do rio de mesmo nome e pelo qual transitava grande parte da produção agrícola do Maranhão.

Bem recebidos no lugar que escolheram para viver, não perderam tempo: com pouco dinheiro e muito esforço trabalharam incansavelmente para manterem a família, que aumentara com a chegada dos filhos que deixaram em Monte Líbano, Nagib e Ana, os quais se juntaram aos nascidos em terras brasileiras: Abdala (meu pai) e João José.

De mascates, os Buzar, pela indômita vontade de vencerem na vida, transformaram-se em comerciantes e figuras influentes em Itapecuru,  cidade que Ana e Nagib Buzar trocaram  por Codó, onde se deram bem, construíram família e patrimônio.

Os filhos que ficaram em Itapecuru, Abdala e João José, ajudaram os pais na tarefa comercial, na qual o meu pai se destacou como empresário e depois como homem público, exercendo os cargos de suplente de juiz, delegado de polícia, vereador, prefeito nomeado e eleito.

Dos filhos de Nagib, apenas um exerceu o mandato popular: Nagibinho,  vereador à Câmara Municipal de Codó, nos anos 1970. Dos filhos de Abdala, só este escriba ingressou na política, sendo eleito deputado estadual nas eleições de 1962, mas teve o mandato cassado em abril de 1964, pela Assembleia Legislativa, por imposição o regime militar.

Fiz esse intróito para dizer que depois de alguns anos sem que um membro da família Buzar participasse da cena política maranhense, um bisneto de Rafiza e João Buzar, neto de Maria de Lourdes e Nagib Buzar, filho de Maria de Fátima Buzar e Francisco Oliveira, ingressa na atividade pública e elege-se prefeito de Codó.

Chama-se Francisco Nagib, um jovem que tinha tudo para suceder ao pai, no ramo industrial, mas atendendo ao chamamento do povo codoense, assumiu o comando da prefeitura de um dos municípios mais prósperos do Maranhão.

Eu, na condição de primo de Francisco Nagib, sem conhecê-lo pessoalmente, torço para que realize boa administração na sua cidade e siga o exemplo do tio Abdala, que, como homem público, sempre foi bem quisto pelo povo de Itapecuru e nunca traiu a confiança dos que nele votaram.

ANA DO GÁS

No começo desta década, com grande estardalhaço o mega empresário Eike Batista anunciou a descoberta na região central do Maranhão de grandes reservas de gás natural, equivalente à meia Bolívia.

No pressuposto de que aquelas reservas transformariam o Maranhão num dos maiores produtores de gás natural do mundo, as empresas X intensificaram os investimentos no Vale do Mearim, fazendo, de um lado, melhorar as condições de vida dos habitantes daquela região, de outro, valorizar as ações das empresas de Eike no mercado.

Por conta dos investimentos realizados pelas empresas X, nos municípios de Santo Antônio Lopes, Capinzal do Norte e outros, nos cofres dessas prefeituras abundaram royalties.

Com esse vendaval de dinheiro circulando na região, a mulher do prefeito de Santo Antônio dos Lopes ganhou o nome de Ana do Gás e o mandato de deputado estadual nas eleições de 2014.

PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Não passou de boato a notícia de que São Luis perderia o título de Cidade Patrimônio da Humanidade, outorgada pela Unesco,depois de muita luta.

Comprovada a falsidade da notícia, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior ganhou alma nova, pois, se verdadeira, o deixaria numa situação política e pessoal deveras constrangedora e com possibilidade até de uma renúncia do cargo que ocupa.

Mesmo sendo boato, seria de bom alvitre que o prefeito Holandinha despertasse, enquanto é tempo, para a situação de abandono do centro histórico de São Luis, cuja responsabilidade de mantê-lo e de preservá-lo é exclusivamente da prefeitura.

SENADORES E SENADORES

Quando leio nos jornais ou vejo nos blogs que os deputados Waldir Maranhão e Werton Rocha, como projetos de vida, pretendem ser os futuros senadores do Maranhão, penso naqueles homens que em épocas passadas nos representaram na mais alta Casa do Congresso Nacional.

Como não estarão em seus túmulos, figuras como Gomes de Castro, Benedito Leite, Urbano Santos, Alexandre Colares Moreira Junior, Fernando Mendes de Almeida, Manoel Bernardino Costa Rodrigues, Francisco da Cunha Machado, Antônio Brício de Araújo, Clodomir Cardoso, Genésio Rego, José Neiva de Sousa, Vitorino Freire, Archer da Silva, Eugênio Barros, Clodomir Millet, Alexandre Costa e Henrique de La Rocque Almeida, que deixaram os seus nomes perpetuados na vida pública brasileira como políticos que honraram os mandatos outorgados pelo povo maranhense.

CRISES NAS UNIVERSIDADES

A crise que ora vive o país chegou às universidades.

No Rio de Janeiro, na área privada, o prédio da Universidade Cândido Mendes, em Ipanema, vai a leilão.

Na área pública, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro está para fechar as portas.

No Maranhão, a situação não é nada diferente. A Universidade Estadual do Maranhão não fechará, mas, este ano, terá problemas para se sustentar, por conta da criação da Universidade do Sul do Maranhão, que não tem orçamento e dependerá da Uema para funcionar.

No setor privado, uma faculdade de médio porte, segundo se comenta, está em situação complicada e sem oxigênio para dar alguma sobrevida.

DIREÇÃO DO ARQUIVO

A competente técnica Helena Espíndola está com os dias contados na direção do Arquivo Público do Maranhão.

Pelos bons anos de serviços prestados ao Maranhão, terá direito à aposentadoria. A saída de Helena está preocupando os pesquisadores e os que se servem das fontes históricas que se encontram no Arquivo Público, que ela ajudou a construir e organizar.

Sem ela ou outra pessoa de seu nível técnico, o órgão poderá perder a sua destinação de guardar e conservar toda uma documentação institucional e histórica de nosso Estado.

BASE DE ALCÂNTARA

O Brasil e os Estados Unidos voltam a realizar estudos conjuntos, com vistas ao lançamento de foguetes da Base Espacial de Alcântara.

Caso tais estudos cheguem a bom termo, está previsto um vôo inaugural para deixar o mundo aliviado.

A participação nele do presidente dos Estados Unidos, Ronald Trump e de  alguns políticos brasileiros.

BOM COMPORTAMENTO

Nota dez para os presidiários maranhenses confinados na Penitenciária de Pedrinhas.

Os detentos daqui não se empolgaram, não aplaudiram e nem prestaram solidariedade aos rebelados das penitenciárias de Manaus e de Natal.

Por causa desse bom comportamento, o Governo do Estado pensa em realizar uma solenidade especial de reconhecimento pelo novo momento em que a vive a Penitenciária de Pedrinhas.

ODEBRECHT EM BAIXA

A Odebrecht, realmente, não vive um momento bom no Brasil.

Até no Maranhão, a poderosa empresa está passando por maus bocados e sofrendo constrangimentos.

O nosso Procon, de modo audacioso, emparedou a Odebrecht, obrigando-a a fornecer água de boa qualidade aos moradores da Raposa.

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A DESCENTRALIZAÇÃO DO CARNAVAL DE SÃO LUIS

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Até antes de Epitácio Cafeteira assumir o cargo de prefeito de São Luis – final de 1965 – a interferência do Poder Público nas festas carnavalescas era desprezível.

Cabia à Polícia o disciplinamento das festas carnavalescas, que por meio de portaria, emitia e divulgava as normas relacionadas ao uso de fantasias, funcionamento de bailes e consumo de bebidas alcoólicas.

Por ato do novo prefeito, a população toma conhecimento de que a partir de 1966, os chamado bailes de máscaras – as atrações do carnaval maranhense – não seriam mais realizados na cidade, sob a justificativa de que alimentavam a prostituição e afrontavam a moral pública.

A população, excetuando-se setores ligados à igreja católica, reage ao inesperado decreto e exige do Governo do Estado posicionamento contra a intromissão da administração municipal em assunto que não lhe dizia respeito.

Através de duas frentes o Governo estadual age. Politicamente, pela palavra do vice-governador Antônio Dino e do deputado Clodomir Millet, que, através dos meios de comunicação, repudiam o ato de Cafeteira, taxado de demagógico. Juridicamente, com o ingresso de mandado de segurança, no qual o Chefe de Polícia denúncia o prefeito de agir de maneira insólita e irresponsável e o acusa de imiscuir-se num caso fora da alçada municipal.

Cafeteira, por sua vez, defende-se e avoca para si o direito de assim proceder. Propositadamente a Justiça deixa o período carnavalesco extinguir-se e não define a questão. Resultado: os bailes de máscaras não acontecem, os foliões frustram-se e os promotores das festas tomam prejuízos incalculáveis, fatores que contribuem para o definhamento do carnaval de São Luis.

Essa situação de marasmo se altera com a eleição de Roseana a governadora. Carnavalesca assumida, no seu primeiro mandato, bota os blocos na rua, convoca os anestesiados foliões, arregimenta as brincadeiras de Momo, ornamenta a cidade, prepara as ruas e organiza uma programação bem elaborada.

O plano de Roseana deu certo, pois o povo retorna às ruas e se reencontra com as brincadeiras que animavam a cidade.  Essa virada de página repercute no espírito do folião e permanece até ela deixar o governo.

Esse quadro de apatia se modifica recentemente, não por iniciativa do governo municipal ou estadual, mas por setores sociais que moram nos bairros, que se juntam espontaneamente e movidos pela vontade de se divertir, promovem festas por conta própria e a céu aberto. Essa mudança do carnaval de São Luis, marcada pela descentralização e revitalização, decorre da troca, pelo folião, do cenário urbano pelo suburbano. Trata-se de um carnaval brincado em ambiente aberto e com a participação integral da comunidade. Por isso, não pode incomodar o Ministério Público, ao contrário, deve ser visto com bons olhos, estimulado e sem regras e normas para tolhê-lo.

KÁTIA GLOBAL

Na semana passada, a presidente do órgão responsável por preservar o patrimônio do país, Kátia Bogéa, mereceu a primeira página do Segundo Caderno do jornal O Globo.

Ela, pelos oitenta anos de criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi homenageada e com direito a foto de corpo inteiro.

Na entrevista, Kátia falou, com a sua costumeira coragem e competência, sobre o trabalho do Iphan ao longo de oito décadas, instituição responsável pela saída de obras de arte do país, do licenciamento ambiental de obras e cuida de 450 mil imóveis em 87 sítios urbanos.

Pela primeira vez, ela comentou publicamente sobre a polêmica que culminou com a saída de dois ministros no Governo Temer.

ANA GRAZIELA

Poucos os profissionais tiveram uma ascendência tão rápida e fulgurante na vida pública como Ana Graziela.

Formada, optou pela atividade advocatícia, onde se projetou e recebeu convite da governadora Roseana Sarney para assumir o cargo de chefe da Casa Civil, onde mostrou capacidade e desembaraço, a despeito de marinheira de primeira viagem.

Pela destacada atuação no espinhoso cargo foi convocada pelo senador José Sarney para presidir a Fundação da Memória Republicana Brasileira, onde realizou bom trabalho, interrompido com a chegada ao poder do governador Flávio Dino.

Integrando um grupo selecionado que assessora a ex-governadora Roseana Sarney, por esta foi indicada para a Superintendência da Empresa Brasileira de Comunicação e nomeada pelo presidente Temer.

NEIVA MOREIRA E JOSUÉ MONTELLO

Este ano, duas das maiores expressões da intelectualidade maranhense, Neiva Moreira e Josué Montello, completariam cem anos de vida.

O primeiro foi destaque no jornalismo; o segundo, na ficção, como romancista.

Um e outro se projetaram no Rio de Janeiro. Josué Montello, na Cidade Maravilhosa, foi crítico de teatro do jornal Vanguarda, emprego conseguido por Neiva Moreira, à época, diretor do periódico carioca.

SETENTA ANOS DO TRIBUNAL DE CONTAS

No ano passado, o conselheiro Washington Oliveira movimentou-se para comemorar em 2017 os setenta anos de criação do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

O órgão, instalado a 2 de janeiro de 1947, pelo  interventor Saturnino Bello, que nomeou para integrá-lo  Humberto Pinho, Cícero Neiva, Celso Aguiar e Joaquim Sales Itapary, este, presidente.

Ao longo do tempo, o Tribunal de Contas teve 24 presidentes, alguns com mais de uma passagem no seu comando, a exemplo de José Evandro Barros, Newton Bello Filho, Nonato Lago e João Jorge Pavão.

Quem o preside atualmente é o conselheiro José de Ribamar Caldas Furtado.

FÓRMULA AMERICANA

Com as maluquices do novo presidente dos Estados Unidos, Ronald Trump há quem diga que não chegará ao fim do mandato.

Se isso acontecer não será afastado por meio de impeachement, mas mediante fórmula que os americanos conhecem muito bem e já aplicaram para banir da vida pública quatro presidentes da República: Abraham Lincoln, James A. Garfield, William Mackinley e John F. Kennedy.

No Brasil, até hoje, não tivemos nenhum presidente assassinado. Dois morreram após o cumprimento do mandato, mas em decorrência de desastres: Humberto Castelo Branco, em 1967, em Fortaleza. Voava num avião que se chocou com outro da FAB. Juscelino Kubitscheck faleceu em 1976, em acidente na estrada Rio-São Paulo.

No Maranhão, nenhum governador perdeu a vida por assassinato ou desastre. Lembro apenas de José Reinaldo Tavares, que escapou numa viagem de helicóptero ao interior do Estado. A aeronave caiu, mas os passageiros nada sofreram, além do susto.

POLÍTICO NOVO E VELHO

Apareceu um político novo no Maranhão, mas com nome de político velho: Américo de Sousa.

O novo é o prefeito eleito do município de Coelho Neto.

O velho foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte e pelo Maranhão. Como suplente de senador, assumiu o mandato com a posse de José Sarney na presidência da República.

REDUÇÃO DE GASTOS

O prefeito Edivaldo Holanda Junior anuncia o plano para este ano reduzir as despesas da prefeitura de São Luis.

Citou alguns itens, mas esqueceu o principal,  o que infalivelmente derrubaria a gastança municipal: o enxugamento da máquina administrativa e a extinção de cargos comissionados.

Não se pode fazer economia com um primeiro escalão de mais de trinta secretários.

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O CRIME DA BARONESA NA VERSÃO DE JOSUÉ MONTELLO

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Neste ano, em que a Academia Maranhense de Letras comemora de modo ressoante o centenário de nascimento do escritor Josué Montello (21 de agosto de 1917), nada mais significativo do que lembrá-lo, trazendo a lume passagens de sua vida, registradas em seus livros de memória, cuja leitura enternece pela leveza da escrita, tornadas públicas em seus Diários da Manhã, da Tarde, do Entardecer e da Noite Iluminada.

Como li todos os Diários de Josué, recentemente lancei mão do Diário do Entardecer para deleitar-me e ajuizar-me de como ele, na condição de romancista e memoralista, via e sentia as coisas de seu tempo, que giravam em seu redor, especialmente com respeito ao Maranhão, abordados e descritos com extrema lucidez e riqueza de detalhes.

Nas páginas 480 e 483, por exemplo, dou de cara com um episódio, ocorrido em São Luis, tendo como protagonista principal uma mulher da alta sociedade maranhense e casada com um homem que exercia grande influência política, até porque como vice-governador da Província, encontrava-se no exercício do poder.

O referido episódio, pela repercussão na sociedade, mereceu do romancista maranhense uma narrativa toda especial, a ponto de ser incluída no antológico livro “Os tambores de São Luis”, no qual a saga da escravidão no Maranhão é mostrada em toda magnitude.

A obra de Montello traz informações sobre o crime praticado pela Baronesa de Grajaú, Ana Rosa Viana Ribeiro, mulher de índole perversa, que tratava seus escravos com extrema desumanidade e que matou dois escravos adolescentes, no seu sobrado da Rua de São João.

O ato criminoso levou o jovem advogado Celso Magalhães, de 26 anos, recém-chegado de Recife, onde se formara, e nomeado promotor em São Luis, a processar a Baronesa, a despeito de sua posição social e política. Mais ainda: “prendeu-a no quarto da guarnição local, e a levou a júri”.

Por causa dessa atuação desassombrada e do estrito cumprimento do dever, o jovem promotor pagou um preço alto: após o julgamento, com a absolvição da Baronesa, dado à influência política do marido, Celso Magalhães foi exonerado do cargo que ocupava pelo Barão de Grajaú, Carlos Fernandes Ribeiro, ato que obrigou o advogado a mudar-se para o Rio de Janeiro, onde faleceu pouco depois.

Quem ajudou Josué Montello a se inteirar desse crime hediondo, que abalou o Império, foi o conterrâneo José Sarney, que tomando conhecimento do interesse do romancista pelo caso da Baronesa de Grajaú, teve com ele uma oportuna conversa: “Você está interessado neste processo? E é para o romance dos negros no Maranhão? Então, espere um momento”, disse Sarney, que, com uma volumosa papelada em mãos, adiantou: “Sabe o que é isto? É o processo da Baronesa. Um dia, ao entrar no Tribunal de Justiça, vi uma fogueira no pátio. Estavam queimando processos antigos que atravancavam as prateleiras do arquivo. Curioso, segurei este. Vi logo do que se tratava e o trouxe comigo”.  E arrematou: “Agora, sei que estão em boas mãos”.

SEGURANÇA PÚBLICA

Nesses primeiros dias de 2017, face ao clima de insegurança reinante no país, decorrente dos massacres nas penitenciárias estaduais, um movimento veio a lume no Congresso Nacional, com vistas à criação do Ministério da Segurança Pública.

Quem lidera o movimento é a Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como “bancada da bala”, da qual faz parte o deputado Aluísio Mendes.

Por dever de justiça, devo dizer que a proposta da criação do Ministério da Justiça Pública não é de agora. Na legislatura passada, o então deputado federal, Lourival Mendes, da bancada maranhense, a apresentou e foi motivo de comentários ruidosos no Congresso Nacional e na mídia impressa e eletrônica.

Lourival,  delegado de profissão, apresentou o projeto no momento igual ao que o país vive, como alternativa para o tratamento adequado das questões da violência e da criminalidade e levando em conta que os estados e municípios não dispõem de recursos suficientes para combater o crime organizado.

BEM, CEMAR E CAEMA

Em tempo não tão distante, o Banco do Estado do Maranhão e as Centrais Elétricas do Maranhão saíram da esfera pública e passaram para o domínio privado.

Aquelas mudanças – basta ver os jornais da época – foram polêmicas e combatidas por setores de oposição à governadora Roseana Sarney, no entendimento de que o Estado do Maranhão não deveria abrir mão de dois bens patrimoniais, que embora não funcionassem satisfatoriamente, mas pertenciam ao povo maranhense.

O Banco do Estado do Maranhão foi o primeiro a se desligar da ação pública estadual, iniciado com o processo de intervenção federal, e concluído com a venda ao Bradesco, em fevereiro de 2004.

Em seguida, deu-se a privatização da Cemar, em agosto de 2004, que possibilitou à empresa empreender um processo de reestruturação financeira e operacional.

Depois do BEM e da Cemar, a bola da vez seria Caema, companhia ineficiente e altamente deficitária. Mas o movimento contra a sua privatização foi muito forte, fazendo o governo recuar.

Nos dias correntes, a privatização da Caema volta ao debate, e como dantes, não é bem vista pelos atuais detentores do poder, receosos de tomar uma decisão que poderia bater de frente com a ideologia de uma esquerda superada no tempo e nos espaço.

ACORDO  DE CANDIDATOS

No aniversário de Mauro Fecury, comemorado, semana passada, no Rio de Janeiro, chamou a atenção dos convidados a longa conversa entre o ministro Sarney Filho e o deputado José Reinaldo Tavares.

Um atento curioso captou a parte mais importante da inesperada conversa, mas altamente positiva a ambos.

Um acordo apalavrado foi firmado entre o ministro e o deputado, no sentido de que se desdobrarão com afinco e trabalharão juntos para se candidatarem às vagas de senador pelo Maranhão, nas eleições de outubro de 2018.

CANDIDATO A CORRUPTO

Tomaram posse no dia 1º de janeiro de 2017, mais de 200 prefeitos no Maranhão.

Poucos reeleitos e muitos eleitos, mas todos concorrem a um título bastante cobiçado: o de prefeito mais corrupto.

A esse respeito, o grande jornalista João Lisboa dizia e com muita propriedade: – No Maranhão, os homens públicos roubam em todos os tempos e modos.

JOVEM, PORÉM…

Mais um maranhense vem de assumir um cargo importante na administração federal.

Quem o conhece, diz ser um empavonado jovem e não qualificado para o exercício da tarefa a ele confiada.

Anotem, para conferir depois: não ficará muito tempo no cargo para o qual foi nomeado.

HAY PREFEITO?

Daqui a uma semana, completa um mês da posse do prefeito Edivaldo Holanda, reeleito para mais um mandato na prefeitura de São Luis.

Da sua investidura (1º de janeiro de 2017) aos dias correntes, a opinião pública não sabe se ele está em São Luis ou em vilegiatura.

O sumiço de Edivaldo mostra que a cidade, com todos os problemas que  enfrenta, pode perfeitamente sobreviver sem prefeito.

Quem transita pela Avenida Pedro II, onde está instalada a sede do Poder Executivo de São Luis, verá o prédio literalmente fechado. Dia e noite.

Na gestão passada, o Palácio La Ravardiére foi o local menos freqüentado pelo prefeito. Eu sou do tempo, em que o gestor da Capital despachava diariamente, em tempo integral e dedicação exclusiva, no imóvel da Pedro II.

Por isso, em São Luis, aquela máxima de “Hay prefeito? Se hay, soy contra”, é verdadeira e atual.

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JOÃO DORIA E LUIS FERNANDO

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Em inicio de ano, geralmente o noticiário político perde força, porque o Congresso Nacional, onde os assuntos do País são debatidos e discutidos, se acha em recesso, não funciona e a mídia, com isso, reduz bastante a sua capacidade de informar.

Em 2017, contudo, o noticiário político começou aquecido por causa da posse dos novos prefeitos. Como moramos em cidades e estas são administradas por gestores municipais, as atenções da população se voltaram para a investidura dos eleitos no pleito de outubro do ano passado, que receberam dos antecessores uma herança maldita, caracterizada por um quadro de cofre vazio, máquina administrativa emperrada, dívidas gritantes, salários atrasados e compromissos financeiros não cumpridos.

De todas as urbes brasileiras, que ganharam novos administradores, duas brilharam pelas luzes da manchete: São Paulo e São José de Ribamar, graças a iniciativas curiosas e nada triviais.

Na contra mão do que aconteceu no Brasil inteiro, os prefeitos João Doria e Luis Fernando Silva, sem se conhecerem pessoalmente e sem combinarem, praticaram um ato inédito, que deu a eles projeção e suscitou muita controvérsia: após a solenidade de investidura nos cargos para os quais se elegeram, trocaram as festividades comemorativas ao evento político pelas ruas, nas quais protagonizaram cenas indescritíveis.

Acompanhados de auxiliares e servidores municipais, os dois gestores, iniciaram uma simbólica jornada de trabalho, voltada para a limpeza pública, a fim de mostrar que, nas suas administrações, estarão permanentemente nas vias públicas e fiscalizando os serviços reclamados pelas comunidades.

A mídia, de lá como de cá, deu ao ato e aos que a protagonizaram, um destaque altamente estrondoso, a ponto de obscurecer tudo o que aconteceu no Brasil afora, num dia marcado por milhares de posses, em cidades de todos os portes.

A repercussão do gesto de João Doria e de Luis Fernando foi de tal modo gritante que, além de virar assunto do cotidiano, deu margem a comentários variados.  Se em São Paulo, o gesto de João Doria foi criticado e taxado de demagógico, pelo fato de ele apresentar-se devidamente paramentado de gari, no Maranhão, a atitude de Luis Fernando foi elogiada e vista como algo novo e alentador, porque praticada com a indômita vontade de recuperar o tempo perdido em que Ribamar esteve  sob uma infeliz gestão.

Resta saber quem foi o primeiro a anunciar tão ousada iniciativa. Pelas minhas contas, Luis Fernando, com bastante antecedência, divulgou o propósito de realizá-la. Antes do pleito, ele, convicto da vitória nas urnas, convocava a população ribamarense para uma empreitada, pensada sem objetivos demagógicos.

Há quem sonhe num futuro encontro de João Doria com Luis Fernando, para se conhecerem e discutirem os projetos que pensam executar em São Paulo e São José de Ribamar, urbes com realidades diferentes, mas que podem crescer desde que sejam bem conduzidas, a despeito da crise que assola o país.

Nesse sentido, um fato une as duas cidades: são protegidas por santos, mas quanto às potencialidades, se distanciam bastante. São Paulo é poderoso, rico e sem devoto; São José é pobre, milagreiro e com devoto de sobra.

TREMOR DE TERRAS

Na semana passada, moradores de São Luis e de algumas cidades do interior maranhense, viveram momentos de tensão, por causa do tremor de terras, fenômeno sísmico, tendo Belágua como epicentro.

O terremoto repercutiu, também, em São Luis, Itapecuru e Vargem Grande, assustando os moradores não acostumados com os fenômenos atípicos da natureza.

Não é a primeira vez que tremor de terra aparece no Maranhão.  O professor César Marques, no seu primoroso Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, afirma que “na noite de 25 para 26 de dezembro de 1864, pelas duas horas da manhã, ouviu-se na capital um som surdo como de um trovão ao longe, sentindo-se ao mesmo tempo um ligeiro tremor nas casas. Nenhum desastre, porém, se deu, pois tudo passou rapidamente”.

O mesmo professor, também, informa que no dia 8 de abril de 1871, em Itapecuru Mirim, ocorreu fenômeno semelhante: “A uma e meia hora da madrugada do dia 5 do corrente houve nesta cidade um tremor de terra precedido de um forte estampido ouvido muito longe; o tremor durou por espaço de alguns segundos e, tão forte que abalou camas, redes e mais móveis das casas, despertando quem dormia; em casa do padre Cabral houve pessoas que caíram por terra; os animais que andam soltos correram espavoridos; foi um sucesso novo para esta cidade e por isso mesmo muito pavoroso”.

FIM DA FICHA SUJA

Não se entende por que um ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a quem cabe zelar pelo cumprimento das leis no país, tenta acabar com a legislação que impede corruptos de se candidatarem a cargos eletivos.

Na contra mão do movimento que levou a população brasileira a pedir ao Congresso Nacional a aprovação de uma legislação altamente útil e oportuna, para deixar os políticos desonestos e inidôneos  na rua da amargura, o ministro age em sentido contrário.

Na semana passada, deploravelmente, por meio de um despacho sumário, mandou a juíza de Bacabal diplomar e empossar no cargo de prefeito o candidato Zé Vieira, cuja vida pregressa, como político, é mais suja do que pau de galinheiro.

DE OLHO EM DUTRA

Se há um político no Maranhão alvo de intensa e cerrada marcação da população, chama-se Domingos Dutra.

Ao longo de sua vida pública, atuou como a mais severa palmatória do mundo. Quem fosse seu inimigo ou adversário político, não tinha direito de errar. Se assim procedesse, estava sujeito a ser enxovalhado e denunciado.

Como ele agora não é vidro, mas vidraça, pois exerce o cargo de prefeito do Paço Lumiar, as suas vítimas não o deixarão em paz. E já começou a sofrer com o ato de nomeação da esposa, a chefe de gabinete da prefeitura para a qual se elegeu.

ESTRANHA ESCOLHA

Por falar em Paço do Lumiar, não pode passar em branco uma pesquisa realizada e divulgada pela revista Veja sobre as melhores cidades para se viver no Brasil.

Paço Lumiar ficou em 15º lugar no ranking do Nordeste, à frente de cidades como Maceió, capital de Alagoas, e da próspera cidade paraibana, Campina Grande.

Sou um maranhense profissional, mas questiono, sob todos os aspectos, essa pesquisa. Quem conhece as três cidades, sabe que Paço do Lumiar, em matéria de condições de vida, está longe de Maceió e Campina Grande.

TROPICAL SHOPPING

Roosevelt Murad durante longo tempo negociou a saída do Supermercado Mateus do Tropical Shopping, de sua propriedade, a fim de expandi-lo, com a construção de uma torre residencial, tipo flat.

Como a operação custou a ser concluída, atrapalhou o projeto de expansão do Tropical Shopping, que seria iniciado com o mercado em aquecimento.

Mas enquanto a negociação rolava, o dono do Mateus comprou um terreno nas imediações do Shopping Tropical, onde construiu em tempo recorde um hipermercado bem localizado, moderno e amplo, que está bombando.

OUTRA ENCARNAÇÃO

A FIFA acaba de anunciar que a partir de 2026, a Copa do Mundo, em vez de 32, será disputada por 48 seleções.

Para mim, essa alteração não terá nenhuma vantagem, pois em 2026 eu já estarei longe do mundo dos terráqueos.

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