OQUE OS MEUS AMIGOS FAZEM NA QUARENTENA

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EX-SENADOR JOÃO ALBERTO DE SOUSA.

 “Vejo redes sociais; jogo paciência; acompanho os telejornais; faço caminhadas no quintal de casa; telefono para parentes e amigos para saber se estão vivos.”

DEPUTADO GASTÃO VIEIRA.

“Leio bons livros, para aumentar os conhecimentos culturais; curto mais a família; assisto filmes e seriados no Netflix. Em cumprimento às orientações médicas, interrompi as caminhadas na praia.” 

ENGENHEIRO MAURO FECURY

“Faço fisioterapia. Pesquiso e penso em projetos para que professores e alunos se orgulhem do UniCeuma. Sonho também com a construção em São Luís de um grande hospital.”

ESCRITOR E DESEMBARGADOR LOURIVAL SEREJO

“Tomo providências com vistas à posse na presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão. Atualizo-me com bons lançamentos literários. Não esqueço a filatelia.  Reviso os trabalhos que desejo publicar sobre escritores que se dedicaram ao romance brasileiro.”

ESCRITOR ELIÉZER MOREIRA FILHO

“Recorro aos livros para me atualizar com a realidade brasileira. Reviso livros que pretendo reeditá-los. Assisto filmes em canais especializados.”

ENGENHEIRO E PROFESSOR NELSON ALMADA LIMA

“Leituras, leituras, leituras. Paralelamente, acompanho aulas ministradas e atividades realizadas à distância pelo corpo docente da FACAM. As horas que sobram, dedico aos exercícios físicos e ao piano.”

ENGENHEIRO E DIRETOR DA EQUATORIAL JOSÉ JORGE LEITE SOARES

“Montei uma academia de ginástica doméstica, para fazer exercícios físicos com minha mulher, filha e neta. Não deixei de cumprir a rotina de trabalho, mesmo sem a obrigação presencial. Para completar, delicio-me com a leitura do excelente livro O Poder do Hábito, do autor americano Charles Duhigg.”

EMPRESÁRIO E INTELECTUAL CARLOS GASPAR

“Passo grande parte do tempo no escritório, onde pesquiso jornais antigos, buscando informações do escritor Fran Pacheco, sobre o qual escrevo um livro biográfico. Antes de chegar ao escritório, não esqueço das caminhadas, ao alvorecer, na Litorânea. Nas horas vagas, passo em revista o WhastAppe, para saber dos amigos e dos acontecimentos.”

ENGENHEIRO E CONSULTOR LUIS RAIMUNDO AZEVEDO         

“Mantenho-me antenado com o Núcleo Tecnológico de Educação do UniCeuma, para suprir lacunas via tecnologia da Microsoft, com relatos de alunos que tem aulas virtuais e interativas com os professores.  Para variar, vejo televisão a cabo e assisto filmes do passado, que deixaram saudades.”

PROFESSOR E REITOR DA UFMA, NATALINO SALGADO

“Leio livros que servem de subsídios para as crônicas que semanalmente escrevo e divulgo. Pratico exercícios físicos com os familiares e mantenho contato por vídeo conferência com o pessoal da UFMA e do Hospital Universitário.”

PROCURADOR GERAL DA JUSTIÇA, LUIZ GONZAGA MARTINS

“Continuo trabalhando em tempo integral com a equipe que me assessora, por meio de vídeo conferência. Às noites, reúno a família para rezar o terço e aos domingos assisto missas pela televisão. Para combater os problemas do momento, sirvo-me dos livros de autoajuda.”

PROFESSOR E ESCRITOR SEBASTIÃO MOREIRA DUARTE

“Como vivo há anos confinado num aprazível sítio, localizado fora do burburinho urbano, não estranho o confinamento provocado pelo coronavírus, que cumpro para ser contaminado pela preguiça.”

ESCRITOR E CINEASTA JOAQUIM HAICKEL

“O telefone e o computador são as armas que me ajudam a atravessar esses dias de confinamento. Para não ficar entediado, escrevo crônicas, mantenho-me ligado ao Twitter e ao Face book, sem deixar de assistir filmes de arte pela Netflix.”

ARQUITETO E PROFESSOR LUIZ PHELIPE ANDRÉS

“ Para não interromper as minhas atividades nos  cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia na UNDB, aprendi a manobrar com os aplicativos do universo da computação e de técnicas pedagógicas do Ensino à Distância, com os quais não tinha muita proximidade, mas, agora, passo os dias no confinamento compulsório, com a mente bastante ocupada e fazendo o que mais gosto: ensinar.”

POETA E TEATRÓLOGO AMÉRICO AZEVEDO NETO

“Divido o meu tempo em duas atividades: leio o livro Origem, da autoria de Dan Brown, e escrevo uma peça teatral intitulada Festa – O Retorno, para ser encenada quando o confinamento acabar. Estava escrevendo um livro de contos – O Recluso, mas abandonei porque achei muito trágico.” 

POETA E CONTISTA IVAN SARNEY

“Faço exercícios físicos e tomo banhos de sol, pela manhã, na varanda do meu apartamento. Cuido de organizar três livros, que devo publicar este ano, com artigos de cunho político, produzidos antes, no mandato, e depois de ocupar o cargo de vereador à Câmara Municipal de São Luís, com os nomes de Tribuna de Domingo, Degraus do Futuro e Peço a Palavra. Também, participo ativamente dos grupos sociais, que apoiam e defendem o Presidente da República, Jair Bolsonaro.”   

ADVOGADO CARLOS NINA

“A querentena me afastou das ruas, mas não me impediu de continuar no exercício de minhas atividades advocatícias, as quais pratico diariamente e de modo virtual. Também, não deixo de dar atenção especial aos interesses do Grêmio Lítero Recreativo Português, entidade que estou empenhado em reativá-lo. Para os sócios do clube se prevenirem contra o coronavírus, estou entregando máscaras de pano. 

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O CHOLERA-MORBUS NO MARANHÃO

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De 1854 a 1856, o Maranhão viveu dias de intranquilidade diante da ameaça da população ser atacada de forma terrível por uma epidemia provocado pelo cholera-morbus, comumente chamado cólera.

De acordo com O Publicador Maranhense, jornal diário e oficial, em 1854, o Norte do País, principalmente o Pará, foi contaminado acentuadamente pelo cólera.

Para impedir que a doença invadisse o Maranhão, o Presidente da Província, Eduardo Olímpio Machado, tomou uma série de providências, todas de caráter urgente e preventiva, com vistas a orientar a população sobre os malefícios que poderiam advir da terrível moléstia.

CAMPANHA E MENSAGENS

Com os meios e as condições que a ciência, à época, colocava à disposição da sociedade, o Governo da Província procurou mobilizar a estrutura da Higiene Pública (órgão que cuidava da saúde da população), no sentido de deflagrar ações imediatas e eficazes para livrar o Maranhão de uma poderosa moléstia.

No Publicador Maranhense, para orientar e informar a população, divulgavam-se mensagens e artigos de renomados médicos, a exemplo de César Marques, João Florindo Bulhões, Paulo Saulnier, Paulo Candido e Tolentino Augusto Machado, que mostravam os riscos que a epidemia causaria se as medidas governamentais não fossem observadas e seguidas.

PROVIDÊNCIAS GOVERNAMENTAIS

Simultaneamente, o Presidente da Província, Olímpio Machado, encaminhava reiteradas correspondências às autoridades do País, principalmente as paraenses, informando que todas as embarcações partidas do porto de Belém, distante pouco mais de 72 horas por via marítima de São Luís, seriam aqui vistoriados e desinfetados, bem assim os marinheiros, que passariam por rigorosos exames médicos.

Para piorar a situação, em seguida, de Belém, veio a notícia de que o Presidente do Pará havia falecido, vitimado pela doença, no trajeto entre Cametá e Belém, fato que fez redobrar as medidas preventivas e os esforços contra o cólera, destacando-se a instalação na Ilha do Medo e na Ponta D’Areia, de dois lazaretos (os asilos de hoje), com a finalidade de abrigarem pessoas contaminadas, de onde só poderiam sair depois do cumprimento de uma quarentena, tempo considerado suficiente para saber se a pessoa estava ou não infectada pela moléstia.

BOATO ALARMANTE

A 15 de novembro de 1855, outro pavoroso boato (naquela época a cidade também já vivia sob a ação nefasta das falsas notícias), dava conta de que o cólera havia chegado a São Luís.

Para acalmar a população, o Delegado de Polícia, Pedro de Sousa Guimarães, fez publicar o seguinte aviso: “ Tendo se espalhado pela população haver se dado um caso de cholera-morbus, procedeu a Polícia a indagar a veracidade de tal notícia e felizmente verificou ser ela inexata, porquanto o escravo da Casa Season, apontada como a pessoa afetada, sofria um outro incômodo de saúde, muito estranho e em gravidade. E para conhecimento de todos, faz publicar pela imprensa o resultado dessa investigação.”

ANOS DE ANGÚSTIA

Durante três anos, de 1854 a 1856, a população de São Luís viveu dias de expectativa e de angústia pela iminência de a cidade ser atacada por uma moléstia terrível e de consequências danosas à saúde pública.

Isso só não aconteceu em razão das enérgicas providências governamentais, que impediram a doença extrapolar das fronteiras paraenses para o território maranhense. Fato comprovado pela notícia de que nenhum cadáver foi sepultado no Cemitério do Senhor Bom Jesus dos Passos.

DESINTERIA E NÃO CÓLERA

Passado o susto, as autoridades governamentais informavam que a doença que ameaçou o povo maranhense não foi a cholera-morbus, mas surgiu de manifestações gasto-interites, acompanhadas de vômitos e diarreias.    

Essa revelação veio do novo Presidente da Província, Antônio Cândido da Cruz Machado, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa Provincial, em junho de 1856. No seu relatório escreveu: “Eu contesto que se tivesse apresentado um só caso de cholera-morbus, opinião esta que se baseia nos pareceres da comissão de Hygiene Pública. Os sintomas apresentados durante essa quadra epidêmica, foram todos com características de desinteria. O maior número de suas vítimas foi nas crianças, velhos e valetudinários e na sua força estende-se também aos adultos. Alguns casos, embora raros, foram acompanhados de vômitos biliosos e resfriamento das extremidades, de algumas câimbras e diarreia de natureza suspeita.

A EPIDEMIA NA CAPITAL E NO INTERIOR

Ao declarar peremptoriamente que a epidemia deflagrada no Maranhão foi desinteria e não cólera, o Presidente da Província concluiu: “A desinteria, como surto, extrapolou os limites geográficos de São Luís. A afecção, que reinou no interior, pode ser considerada, segundo toda a probabilidade, a mesma desinteria que tomava o caráter epidêmico e maligno, complicando-se com febres perniciosas e miasmáticos, que de ordinário açoitam as populações ribeirinhas dos rios da Província.”

ATÉ QUANDO, BOLSONARO?

Eu sou do tempo em que no curso ginasial, o Latim era uma disciplina que fazia parte currículo escolar.

Por isso, aprendi e guardei na memória este trecho do discurso de Cícero, no Senado Romano, contra o senador Lúcio Sérgio Catilina: Queo usque tendem abutere, Catilina, patienta nostra?

Frase que traduzida para o português, ficou assim: Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?

Com base na catilinária, vale a pergunta: Até quando, Bolsonaro, abusarás da nossa paciência?       

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GRANDES TRIBUNOS MARANHENSES

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Na posse do intelectual Carlos Gaspar na Presidência da Academia Maranhense de Letras, o destaque da solenidade foi a presença na tribuna do escritor Sálvio Dino, que, em nome dos acadêmicos saudou o novo dirigente da Casa de Antônio Lobo.

A despeito da longevidade, Sálvio mostrou ser ainda um tribuno de notória qualidade, vinda dos tempos de mocidade, quando se notabilizava como fluente orador dos grêmios estudantis, ginasianos e universitários, experiência que levou para a Câmara Municipal de São Luís e Assembleia Legislativa do Estado, nas quais teve assento como vereador e deputado estadual e onde proferiu discursos memoráveis e com repercussão nos meios políticos.

Na tribuna da Academia Maranhense de Letras, naquela noite festiva, Sálvio Dino, fez algo raro e difícil de encontrar nos tribunos de nossos dias, quase todos toscos, desprovidos do dom da palavra e pobres de vocabulário: eloquência e elegância, no tratamento dispensado ao idioma e na comunicação com o público.

Quando cotejamos a pobreza dos oradores de hoje com a riqueza dos tribunos de ontem, lembramos da palestra do saudoso escritor Josué Montello, em abril de 1981, na Assembleia Legislativa do Estado, a convite do então deputado Sálvio Dino, quando reportou-se aos grandes tribunos do Maranhão.

O autor de Cais de Sagração, disse: “Dos tribunos que ouvi na minha juventude, somente um me deu a impressão de ser, na verdade, um grande orador: Astolfo Serra. Com o talento do improviso e a fala bem timbrada, sabia ser, na hora, o intérprete da multidão que o aplaudia. Por isso mesmo, não o orador de salão, mas da praça pública. Se se houvesse orientado no sentido do Parlamento, ter-se-ia ajustado à moldura que lhe convinha. Ficou sendo, assim, uma glória local, que só nos fruímos e aplaudimos.” 

Outro orador que Josué Montello destacou foi Coelho Neto, sobre o qual escreveu: “Viera da campanha da Abolição. Participou da luta pela implantação da República. Mas não chegou a ser o orador político que poderia ter sido. Faltou-lhe a paixão, no litígio partidário. Só a encontrou quando excluído da representação maranhense, tentou desforrar-se numa viagem a São Luís. A combustão da represália deu-lhe, aqui, a grandeza inesquecível. Daí as recordações do seu verbo, como uma coluna de fogo a céu descoberto.”      

Mas não se esgota com Astolfo Serra e Coelho Neto, os grandes oradores que o Maranhão teve. Na Câmara dos Deputados, João Dunshee de Abranches Moura, Luiz Domingues e Humberto de Campos, deixaram seus nomes marcados naqueles tempos em que a oratória política pontificava e inflamava a vida pública brasileira.

Não se pode esquecer de Clodomir Cardoso e de Lino Machado, que brilharam no Congresso Nacional, pelos memoráveis discursos em favor do restabelecimento do Brasil no santuário da democracia.

Após a redemocratização do País, nos anos 1950, o Maranhão elegeu uma bancada de jovens e talentosos deputados federais: Renato Archer, Cid Carvalho, Pedro Braga Filho, José Sarney e Neiva Moreira. Não se destacaram como notáveis tribunos, mas deixaram marcas indeléveis pelos bons pronunciamentos sobre a realidade brasileira.

CACHIMBO DA PAZ

Depois de dezenas de anos sem se falarem, o ex-presidente José Sarney e o ex-deputado federal Haroldo Saboia, voltaram a fumar o cachimbo da paz.

A retomada do diálogo, aconteceu na semana passada, em Brasília, no aniversário do irmão de Haroldo, Assis, que sempre foi amigo de Sarney e lutou para aquele reencontro se tornar realidade.

PERFIL E VOTO

O deputado federal Rubem Junior, no exercício do cargo de secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, em entrevista, disse que “tem perfil ideal para vencer a eleição em São Luís”.

Perfil ideal Rubem Junior tem e de sobra, mas voto que é bom, em São Luís, as pesquisas mostram que ele é carente.

ÁLCOOL GEL

O produto mais procurado hoje em São Luís é o álcool gel.

Segunda-feira, cada Farmácia Drogasil recebeu de São Paulo duzentos frascos de 500 ml do produto.

Às nove horas, não havia mais nenhum à venda.

EM NOME DA IMORTALIDADE

O novo presidente da Academia Maranhense de Letras, Carlos Gaspar, para poupar a vida dos confrades, quase todos na faixa de risco, tomou uma decisão sábia e prudente.

As reuniões na Casa de Antônio Lobo só voltarão a acontecer quando não mais existir a ameaça do coronavírus.

EXPANSÃO DO HOSPITAL D’OR

Depois que o Grupo D’OR comprou o UDI Hospital, quer expandir as suas atividades em São Luís.

Uma proposta vantajosa foi feita ao Sebrae para adquirir o prédio, vizinho ao hospital, onde se encontra instalado o órgão que presta grandes serviços ao empresariado maranhense.

 LEMBRANDO CAFETEIRA

Um deputado do Paraná, curiosamente chamado de Boca Aberta, apresentou projeto que prevê a amputação da mão de corrupto.

O parlamentar paranaense fez lembrar Epitácio Cafeteira que ao assumir o governo do Estado prometeu cortar a mão de “quem metesse a mão no jarro”.

Mão no jarro, significava roubar o dinheiro público, o que aconteceu na gestão de Cafeteira, mas ninguém perdeu a mão.

LANÇAMENTO DE COPO

Nos jogos olímpicos, existem várias modalidades de lançamentos.

Na briga que travou contra o senador Weverton Rocha, na Câmara Federal, o deputado Hildo Rocha, inaugurou o mais novo tipo de lançamento: o de copo.

Como diria o Faustão: E-r-r-o-u, e-r-r-o-u.

FEIRA DO LIVRO

A Feira do Livro de São Luís sempre acontece nos meses de setembro ou outubro.

Este ano, por causa das eleições municipais, resolveram mudar o evento para o mês de maio.

Porque em maio o coronavírus pode estar com força total, sussurra-se que a prefeitura não realizará a Feira este ano.

FESTIVAL DE BESTEIRA

O jornalista carioca, Sérgio Porto, que se tornou nacionalmente conhecido por Stanislau Ponte Preta, criou na sua coluna diária no jornal Última Hora, o Festival de besteira que assola o país.

Se ainda vivo, certamente colocaria na sua festejada coluna a proposta da deputada estadual Micael Damasceno, que é evangélica, de que a melhor solução para acabar com o coronavírus é a população orar e fazer jejum.   

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OS PRESIDENTES DA ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS

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Com a posse, quinta-feira passada, do acadêmico Carlos Gaspar, na Presidência da Casa de Antônio Lobo, são dezenove os intelectuais que assumiram tão importante cargo ao longo de seus 112 anos de vida.

Por ordem cronológica, de 10 de agosto de 1908, quando a Instituição foi fundada aos dias correntes, presidiram a AML os acadêmicos: Ribeiro do Amaral (1908 a 1927), Alfredo de Assis (1927 a 1931), Barros e Vasconcelos (1931 a 1939), Armando Vieira da Silva (1939 a 1940), Astolfo Serra (1940 a 1941), Nascimento Moraes (1941 a 1946; Luso Torres  (janeiro a junho de 1946), Nascimento Moraes (junho de 1946 a janeiro de 1947), Ribamar Pinheiro (janeiro a setembro de 1947), Clodoaldo Cardoso (1947 a 1962), Mário Meireles (1962 a 1966), José Sarney (1966 a 1969), Luiz Rego (1970 a 1984), Jomar Moraes (1984 a 2006), Joaquim Itapary (2006 a 2008), Lino Moreira (2008 a 2010), Milson Coutinho( 2010), Benedito Buzar (2011 a 2020), Carlos Gaspar ( 2020 a ….)

Presidentes que mais tempo tiveram à frente da Academia Maranhense de Letras: Jomar Moraes, 23 anos; Ribeiro do Amaral, 19 anos; Clodoaldo Cardoso, 15 anos; Luiz Rego, 14 anos; Benedito Buzar, 9 anos; e Nascimento Moraes, 7 anos.

O que menos tempo ficou no cargo: Ribamar Pinheiro, porque faleceu no exercício do mandato.

De 1908 a 1927, a AML, por não ter sede própria, funcionava na residência do historiador Ribeiro do Amaral. Com o falecimento deste, a Instituição instalou-se nas dependências da antiga Assembleia Legislativa, mas se reunia provisoriamente no Teatro Artur Azevedo, Cassino Maranhense, Grêmio Lítero-Recreativo Português e Associação Comercial do Maranhão.

Essa situação perdurou até 1947, quando, sob à presidência de Clodoaldo Cardoso, secretário da Fazenda do Governador Archer da Silva, conseguiu que o Estado doasse o prédio em que se acha instalada desde 29 de dezembro de 1950.

Na gestão do escritor Jomar Moraes, a sede da AML, no período de 1984 a 1986, sofreu profunda reforma, com a restauração de todo o imóvel, ampliação e adaptação de espaços e aquisição de móveis e equipamentos, por conta de recursos liberados pelo Ministério da Cultura, no governo do Presidente José Sarney.

Outra boa reforma pela qual passou a Casa de Antônio Lobo deu-se no mandato do intelectual Joaquim Itapary (2006-2008), por conta de recursos liberados pela Vale.

A mais recente restauração da Casa de Antônio Lobo, registrou-se na minha administração, em 2019, por obra de convênio assinado com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Além do governador Archer da Silva, cinco chefes do Executivo do Estado são considerados benfeitores da Academia Maranhense de Letras: Urbano Santos, que a considerou de utilidade pública; João Castelo, que, por lei, concedeu subvenção especial, correspondente a dez salários-mínimos; João Alberto de Sousa, que, por decreto, regulamentou a lei e atualizou os pagamentos devidos pelo Governo; Jackson Lago, que, por lei, destinou subvenção mensal, e Flávio Dino, que, por decreto, aumentou a subvenção do Estado.

EMENDAS PARLAMENTARES

Em Brasília, noticiou-se com estardalhaço, que alguns deputados federais estão envolvidos em negociações fraudulentas de venda e compra de emendas.

Nessas transações espúrias, comenta-se que alguns deputados da bancada maranhense estão metidos da cabeça aos pés.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão apurando os atos e se forem verdadeiros, espera-se que os envolvidos sejam processados.

UM BOM VEREADOR

O vereador Ivaldo Rodrigues está de volta ao Parlamento Municipal de São Luís, depois de uma passagem produtiva e convincente nas esferas executivas, nas quais prestou relevantes serviços à cidade.

Ivaldo, no Legislativo ou Executivo, mostrou a sua valiosa capacidade de trabalho e realizou eventos importantes para movimentar a vida de São Luís, destacando-se a Feirinha, aos domingos, na Praça Benedito Leite, que caiu no gosto do povo e faz sucesso até hoje.

PREFEITO DE CAXIAS

Em todas as pesquisas, realizadas nesta fase pré-eleitoral, só há um prefeito que se apresenta bem situado e em condições de ser reeleito sem susto.

Trata-se do gestor do município de Caxias, Fábio Gentil, que a população aponta como empreendedor, correto aplicador dos recursos e faz as coisas acontecer.

Enquanto Gentil tem recebido a aprovação de seus munícipes, a grande maioria dos gestores municipais está mal nas pesquisas e com dificuldade na reeleição.

CARNAVAL EM VARGEM GRANDE

Por falar em prefeito, a grande revelação no carnaval deste ano foi a cidade de Vargem Grande, até então sem nenhuma tradição nesse quesito.

Ao mesmo tempo em que se elogia o carnaval vargem-grandense, se questiona a audácia do prefeito municipal, que gastou quantia fabulosa de recursos públicos, numa época em que as prefeituras estão atravessando dificuldades financeiras de toda a natureza.

E o Ministério Público de Vargem Grande o que diz disso?        

REGINA DUARTE

Melhor seria que Regina Duarte continuasse como namoradinha do Brasil e não como Viúva Porcina, aquela que não foi sem nunca ter sido.

ROTEIROS DE FÉ

O Ministério do Turismo vai lançar um guia de destinos e eventos religiosos no país.

O Nordeste, com trinta roteiros e dezenove eventos religiosos, é a região que mais opções oferece aos turistas.

Do Maranhão, São José de Ribamar e Vargem Grande são as duas cidades que podem fazer parte desse guia.

A LITERATURA DO F*DA-SE

Entrei numa livraria, das mais renomadas de São Luís, para comprar um livro de presente a um dileto amigo e perguntei ao vendedor sobre os mais vendidos.

Eis a relação: Seja F*da, F*deu Geral, A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, Liberdade, Felicidade e F*da-se.

Confesso que saí da livraria literalmente f*dido de raiva.

MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS

Ao ser apresentada a José Sarney a programação dos eventos em homenagem aos seus noventa anos de vida, que se dará no final do mês de abril, notou que faltava a principal.

  Diante da surpresa geral, Sarney sentenciou: – A missa em ação de graças.

SESSÃO NA AML

A Academia Maranhense de Letras, na qual o jovem poeta José Sarney ingressou aos 22 anos, também realizará solenidade especial em sua homenagem.

Para falar sobre a obra literária de Sarney, a AML convidou o poeta Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras.

A entrada de Sarney na Casa de Antônio Lobo deu-se a 17 de junho de 1953 e quem o saudou foi o professor José Mata Roma.                  

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EU E ACADEMIA

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Na quinta-feira vindoura, estarei transferindo, com honra e prazer, a presidência da Academia Maranhense de Letras para o amigo e confrade Carlos Tadeu Pinheiro Gaspar, eleito para dirigi-la no biênio 2020 a 2022.

Cumprirei essa determinação em obediência à liturgia acadêmica e  depois de onze anos à frente da Casa de Antônio Lobo, conduzido que fui na condição de vice-presidente de uma diretoria, eleita em novembro de 2009, que tinha como presidente o brilhante jornalista e competente historiador, Milson Coutinho, o qual,  em atendimento a expressas ordens médicas, em janeiro de 2011, renunciou à presidência da Academia Maranhense de Letras.

Tamanha responsabilidade pesou sobre os ombros de quem jamais pensou em ser membro de tão elevada Instituição, por me julgar não ombreado a figuras excelsas da intelectualidade maranhense, mas nela ingressei em agosto de 1990, a convite e insistência de meu saudoso amigo Jomar Moraes, para ocupar a vaga do querido professor Fernando dos Reis Perdigão.

Depois de completar o mandato de 2010-2012, fui sucessivamente eleito pela bondade inequívoca dos confrades, para os mandatos de 2012-2014, 2014-2016, 2016-2018, 2018-2020, ao longo dos quais empenhei-me para não decepcionar os que haviam confiado em mim e nos meus propósitos de administrar a Casa de Antônio Lobo com determinação e lisura.   

Sob a minha direção, asseguro que a Academia não andou para trás e nem saiu do caminho traçado pelos que a fundaram e os que a ela pertenceram e pertencem.

Nesses quase dez anos de atividade à frente da AML, envidei todos os esforços para levar a cabo ações culturais e iniciativas literárias, que resultaram em retumbantes sucessos, a despeito das dificuldades financeiras impostas pelas circunstâncias vividas pela Instituição, que sobrevive da contribuição de seus membros e de uma parca subvenção governamental, nem sempre liberada pelos órgãos públicos.

Foram óbices nada fáceis de contornar, mas que enfrentei e ultrapassei com firmeza, determinação e a compreensão dos confrades, que sempre foram solidários com o que me competia fazer e realizar. Ao final dessa jornada de insano trabalho, posso, modéstia à parte, proclamar em alto e bom som, que, malgrado as vicissitudes e  os problemas atinentes ao funcionamento da Instituição, tive forças para dar a volta por cima e executar projetos, que, pela repercussão alcançada aqui e  alhures, serviram para glorificar a Academia Maranhense de Letras, na sua missão  de primar pelo desenvolvimento da cultura, pela defesa das tradições maranhenses e pelo intercâmbio com os centros de atividades culturais do Brasil.

À guisa de ilustração, dentre os projetos acionados, vale citar quatro. O primeiro, “Academia vai às escolas”, executado nos anos 2017, 2018 e 2019, em que os acadêmicos visitavam os colégios da rede pública estadual, onde falavam e discutiam com alunos e professores assuntos relativos à cultura maranhense. O segundo, “Edição e reedição de livros de autores maranhenses”, com base na Lei de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado, com a publicação de mais de quarenta obras. O terceiro, “Inserção da AML no mundo das redes sociais”, por meio das ferramentas do Whatsapp, Facebook, Youtube, Instagram e da Rádio WEB. O quarto, “A reforma e restauração do prédio da Academia Maranhense de Letras”, realizada em convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Nesse momento de transição e de intensa expetativa, desejo ao confrade Carlos Gaspar e aos membros da diretoria, alguns dos quais fizeram parte da minha gestão e foram importantes e corretos, que façam uma administração profícua e fecunda.

A propósito: Carlos Gaspar já poderia ter sido o presidente da AML, só não o foi por motivo que não vale a pena ser lembrado. Mas como tudo tem seu tempo certo, ele, agora, cheio de gás e retemperado, assume o comando da Instituição, à qual se dedicará de corpo e alma.

CHOQUE ANAFILÁTICO – I

Por pouco, hoje, esta coluna não mudaria de nome: em vez de Roda Viva seria Roda Morta.

Motivo: na manhã da quinta-feira passada fui atacado por um violento choque anafilático, decorrente do consumo de um analgésico à base do princípio ativo, quase um palavrão, dicofenato sódico, que me fez, em questão de minutos, perder a visão e em seguida os sentidos.

CHOQUE ANAFILÁTICO -II

O óbito só não aconteceu porque o meu motorista ao me ver completamente apagado, teve a coragem e o discernimento de conduzir-me para o UDI Hospital, onde cheguei com a pressão arterial quase zero.

CHOQUE ANAFILÁTICO – III

Outra pessoa, além do motorista, a quem devo a vida, pela presteza e competência profissional, o clínico Virgulino Juscelino, que no comando de uma equipe médica, desdobrou-se incansavelmente no socorro a um paciente que se encontrava em situação deploravelmente crítica.

CHOQUE ANAFILÁTICO – IV

Do alto de meus oitenta e dois anos de idade, pela primeira vez me vi acometido por um grave problema de saúde, que me levou à internação hospitalar e quase à morte.

Confesso que não gostei da experiência, por sinal, amarga demais para quem se considerava um homem hígido.

Espero, até os meus dias finais de vida, não ser mais surpreendido ou atacado de maneira tão insólita, como ocorreu agora, logo eu que ainda tenho muita coisa a fazer.

CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO

Crisálida e José Reinaldo Tavares vão celebrar hoje, às 20 horas, no Class Buffet, a sua união matrimonial.

O evento será assistido por familiares e convidados especiais.

 A RUA DO PREFEITO

O prefeito Edvaldo Holanda Junior fez um bom trabalho de recapeamento asfáltico no Bairro Renascença II.

O trabalho só não merece nota dez porque ele esqueceu de recapear a rua onde moramos e somos vizinhos.

DONA NOCA E NÚBIA

Em tempos passados, uma mulher marcou época no Maranhão pela sua valentia política: Noca Santos.

Nos tempos atuais, ninguém mais parecida com Dona Noca do que a minha conterrânea, Núbia Dutra.

Para defender os direitos do marido (?), ela, enfrenta a polícia, a justiça, os vereadores, a vice-prefeita de Paço do Lumiar e os filhos do primeiro casamento de Domingos Dutra.

CENTENÁRIO DE MADEIRA

Se estivesse vivo, o jurista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Alberto Madeira, completaria cem anos no dia 16 de março.

Madeira era poeta e membro da Academia Maranhense de Letras, onde ocupava a cadeira 34, e teve como sucessor o advogado, professor e intelectual Alberto Tavares.

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O MARANHÃO DE JOÃOSINHO TRINTA

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Em 2008, Fábio Gomes, filho dos maranhenses Jesus e Ana Maria Gomes, escreveu e editou um belíssimo livro intitulado “O Brasil é um luxo”, em homenagem ao nosso conterrâneo, o talentoso carnavalesco Joãosinho Trinta.

No livro, em policromia, o autor narra de maneira brilhante a trajetória e a participação do maranhense no carnaval do Rio de Janeiro, ao longo de trinta anos, quando arrebatou títulos gloriosos para as Escolas de Samba Salgueiro, Beija-Flor, Viradouro e Salgueiro.

Relata Fábio Gomes, na introdução do livro, aliás, pouco conhecido em São Luís, que o carnaval carioca, nunca foi o mesmo depois que Joãosinho Trinta, como escultor da alegria, insurgiu-se contra a mesmice  que impregnava o desfile das escolas de samba, que no seu modo de ver e sentir, tinha de sofrer transformações como arte e espetáculo.

Estribado na concepção filosófica de que “quem gosta de miséria é intelectual” o carnavalesco maranhense, por conta de sua genial criatividade, mudou o carnaval do Rio de Janeiro, que passou a ser mais majestoso, deslumbrante e fantástico, a ponto de se tornar no mais belo espetáculo do mundo.

Como estamos em plena folia momesca, vale a pena, com base no livro de Fábio Gomes, mostrar o que Joãosinho Trinta, como maranhense, fez pelo carnaval carioca, cujo primeiro título conquistou pelo Salgueiro, quando projetou na Marquês de Sapucaí um enredo da terra onde nasceu, a que deu o nome de “O Rei de França na Ilha da Assombração”.

Com a palavra Fábio Gomes: “Foi em 1974 que seu talento pôde desabrochar em plenitude. A partir do enredo, uma vertigem delirante focada em seu Maranhão natal.

“Para contar a invasão dos franceses e a experiência fugaz da França Equinocial na Ilha de São Luís, ele lançou mão da fantasia irreverente e desenfreada que se transformou na sua marca. Buscou nas estórias míticas que povoam o imaginário popular de sua terra – o touro coroado que é Dom Sebastião, a carruagem assombrada de Ana Jansen,  a serpente que rodeia a Ilha – ouvidas na infância da ama negra Nhá Vita, o conteúdo do enredo.

“E contou essas estórias fantásticas através da imaginação do futuro Rei Luís XIII, ainda criança que interpretava os relatos dos navegadores lançados nessa aventura ultramarina pela sua mãe, a regente Maria de Médicis. Ou seja, fez do rei, ainda infante do inicio do século XVII, o narrador de mitos e lenas surgidas muito tempo depois.

Vinte e oito anos depois, ou seja, em 2002, Joãosinho Trinta, agora, carnavalesco da Escola de Samba Grande Rio, escolhe outro tema maranhense para enredo: Os papagaios amarelos nas terras encantadas do Maranhão.

 O próprio carnavalesco descreve assim o enredo da sua nova Escola de Samba, não bem recebida pelo público e classificada pelos jurados em sétimo lugar: “Nas terras encantadas do Maranhão, lendas e estórias de assombrações. O Touro Negro Coroado, nas areias da Praia dos Lençóis, em noite de lua, surge um touro que se transforma no Rei português, Dom Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir, na África. Essa praia é habitada por invasores, alourados e emplumados, falavam uma linguagem que os índios, os Tupinambás, não entendiam e que foram chamados de Papagaios Amarelos. 

CARNAVALESCOS FAMOSOS

Quando se fala em carnavalescos que marcaram a folia de São Luís, não se pode esquecer de gente que se divertia e animava as ruas e os clubes.

 Nomes como Aldemir Silva, Inácio Braga, Jesus e Elir Gomes, Biné Duailibe, Vera Cruz Marques, Raul Guterres, Antônio Maria Carvalho, Antônio Carlos Saldanha foram figuras marcantes nesses eventos.   

OS REIS MOMOS

No jornal O Globo, editado em São Luís, nos anos 1940, informava que a chegada do Rei Momo, para abrilhantar o carnaval, era apoteótica.

Uma grande multidão o esperava no aeroporto do Tirirical, onde descia de um paraquedas, e, em cortejo, chegava à Praça Urbano Santos, para receber as chaves da cidade, das mãos do prefeito.

Por falar em Rei Momo, Eurípedes Bezerra e Haroldo Rego, pontificaram em São Luís como representantes da majestade carnavalesca.

BAILE DO TEATRO

Nas décadas de 1950 e 1960, os clubes Jaguarema, Lítero e Cassino Maranhense, no domingo de carnaval, não realizavam festas para que os associados comparecessem ao monumental baile, promovido no Teatro Artur Azevedo, em benefício de obras sociais.

O baile exigia dos homens traje a rigor e das mulheres fantasias de luxo.

BAILES DE MÁSCARAS

Naqueles tempos, havia um diferencial entre o carnaval de São Luís e o resto do País: os inconfundíveis bailes de máscaras.

Espalhados pela cidade, exigiam das mulheres o uso de máscaras, com as quais tinham acesso livre aos bailes e os homens se obrigavam ao pagamento de um valor monetário.

Esses bailes saíram de cena em janeiro de 1966, na gestão do prefeito Epitácio Cafeteira. Dentre os mais conhecidos: Bigorrilho, Gruta do Satã, Berimbau, Rasga Sunga, Cantareira e Jacarepaguá.

CLUBES E BLOCOS

Além do Jaguarema, Lítero e Cassino Maranhense, na fase carnavalesca, marcavam presença na cidade os clubes populares, Lunáticos, Inferno Verde, Real, Capitólio, Imperial, Globo da Folia e Ideal.

Nas ruas, destaque para os blocos Vira-Latas, Oba-oba, Turma de Resistência, Os Inocentes, Turma do Quinto, Sentenciados, Grupo X, Fuzileiro da Fuzarca, Coringas, Pif-Paf, Batuqueiros da Vila, Legionários, Anjos do Inferno, Malandro não estrila, Turma das Baianas, Matutos da Vila e Turma da Mangueira.

 ENTRUDO, FOFÃO E CORSO.

Também faziam parte do cenário carnavalesco, o entrudo, um tipo de brincadeira de rua, que consistia em jogar água, pó, farinha e tinta nas pessoas; o fofão, brincado em grupo ou sozinho, com máscara e macacão, feito de chitão, com guizos dourados nas extremidades das mãos e das pernas, que provocam barulho; o corso, uma forma de brincar o carnaval em caminhões enfeitados, com as moças debruçadas nos taipás, vestidas com roupas de chitas, que cantavam e tamborilavam pequenos pandeiros.  

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HÁ 54 ANOS NASCIA O MARANHÃO NOVO

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No dia 31 de janeiro de 1966, São Luís foi palco de um evento político inédito: a transmissão do cargo de governador em plena via pública.

A solenidade ficaria registrada nas páginas da História do Maranhão como um acontecimento ímpar e empolgante, pois, pela primeira vez, um governante eleito pelo povo, recebia o cargo do antecessor sob os olhares atentos e os aplausos efusivos de amplos segmentos da sociedade maranhense, que viam o empossado como a síntese de suas aspirações e reivindicações.

A compacta multidão se concentrou na Avenida Pedro II não apenas para ver o ato de transferência de poder, mas, também, mostrar que acreditava no jovem governador, o qual, no curso de uma dramática campanha eleitoral, fez renascer esperanças e criar expectativas de um radioso porvir para o Maranhão.

O protagonista principal do inesquecível ato histórico chamava-se José Sarney, de 36 anos, que exerceu dois mandatos de deputado na Câmara Federal.

 Chegava ele ao poder estadual no bojo do movimento político-partidário, aglutinado em torno das Oposições Coligadas, que há duas décadas lutavam contra o sistema de governo vigente no Maranhão, derrotado no pleito de 3 de outubro de 1965, após árdua e emblemática campanha eleitoral.

Contribuíram para o desmonte do vitorinismo e a vitória de Sarney, a divisão no PSD, que forçou a apresentação de dois candidatos do grupo governista: Antônio Costa Rodrigues, apoiado pelo governador Newton Bello, e Renato Archer, apoiado pelo senador Vitorino Freire, e a ampla e profunda revisão eleitoral, realizada no Estado inteiro, sob a chancela da Justiça Eleitoral, que retirou das folhas de votação mais de 200 mil votos contaminados pela fraude.

Antes de assumir as rédeas da administração pública estadual, José Sarney, tomou algumas iniciativas consideradas importantes para o bom funcionamento do governo. No plano externo, a visita a entidades públicas e privadas européias e brasileiras, com as quais tratou da celebração de contratos e financiamentos para execução de projetos voltados para o soerguimento econômico do Maranhão No plano interno, contatos e entendimentos com órgãos de desenvolvimento regionais – Sudene, Sudam, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, com vistas à apresentação de projetos, planos e programas destinados à promoção de uma gestão moderna e de mudanças.

Paralelamente, não se descuidou da seleção criteriosa de nomes que, administrativa e tecnicamente, assumiriam os cargos e as funções destinados à remoção da estrutura burocrática causadora do atraso social e da pobreza econômica e assim constituída: Pedro Neiva de Santana, secretário da Fazenda, Cícero Neiva, secretário de Interior e Justiça, Nivaldo Macieira, secretário da Agricultura, Haroldo Tavares, secretário de Viação e Obras Públicas, José Murad, secretário de Saúde, Orlando Medeiros, secretário de Educação, José Rodrigues Paiva, secretário de Segurança, José Maria Cabral Marques, secretário de Administração, Alberto Tavares, secretário de Governo, Eurípedes Bezerra, chefe da Casa Militar, César Cals, presidente da Cemar, coronel Antônio Medeiros, comandante da Força Pública.

Ao longo da gestão, que começou a 31 de janeiro de 1966 e terminou a 14 de maio de 1970, quando se desincompatibilizou do cargo para disputar a eleição para o Senado, procederam-se algumas alterações na equipe de governo. Na Agricultura, Nivaldo Macieira, substituído por Lourenço Vieira da Silva; na Educação, Orlando Medeiros, por José de Ribamar Andrade e depois por José Maria Cabral Marques; na Administração, José Teixeira, por Cabral Marques; na Secretaria de Governo, Alberto Tavares, por Antônio Luis Oliveira e depois por Eliézer Moreira Filho.

Da equipe técnica, faziam parte: Joaquim Itapary, Mário Leal, Darson Dagoberto Duarte, Mariano Matos, todos da Sudene, Carlos Alberto Madeira, Eliézer Moreira e João Alberto de Sousa, egressos do Rio de Janeiro.

Com essa gabaritada equipe, nasceu o GTAP- Grupo de Trabalho, Assessoria e Planejamento, com o objetivo de elaborar um plano quadrienal de desenvolvimento, fazer um levantamento dos recursos mobilizáveis e montar um cronograma de liberação e aplicação de recursos.

O GTAP, meses depois, cedeu lugar à SUDEMA- Superintendência de Desenvolvimento do Maranhão.

  Ao assumir, o governador assinou numerosos decretos,com a marca da moralização administrativa, visando “sepultar todo um passado”, dentre os quais a criação da Comissão Central de Inquérito, para apurar autores de crimes praticados contra a vida pública; anulação de pleno direito dos contratos de obras e aquisições de equipamentos e máquinas celebrados pelo governo anterior, excetuando-se os realizados mediante concorrência pública; anulação de atos de nomeação, contratação, admissão de pessoal, realizados 90 dias anteriores à data das eleições; criação do registro de bens e valores pertencentes ao patrimônio do estado; recolhimento no prazo de 48 horas dos saldos existentes nas coletorias.

ADEUS MARANHÃO

Eu e um grupo da minha geração, firmamos um pacto de honra.

Se esse deputado Josimar do Maranhãozinho disputar a sucessão ao Governo do Estado, em 2022, e se o eleitorado cometer o desatino de elege-lo, em sinal de protesto, vamos passar quatro anos fora do Maranhão.  

DISPUTA MUNICIPAL

Nas eleições deste ano, teremos um número recorde de candidaturas, pois com o fim das coligações para as câmaras municipais, cada legenda terá de apresentar uma lista fechada de candidatos a vereador.

Por isso, os partidos terão de lançar nomes próprios a prefeitos para puxar votos para os vereadores.

JUÍZES NA POLÍTICA

A impetuosidade com que foi lançada a candidatura do ex-juiz Carlos Madeira, à prefeitura de São Luís, pelo Solidariedade, produziu um efeito devastador na candidatura do colega de profissão, Roberto Veloso.

Enquanto Madeira está com o seu nome na mídia, Veloso sumiu de circulação.

ASSALTOS EM SÃO LUÍS

No que diz respeito a assaltos há uma diferença gritante entre a São Luís do passado e a São Luís do presente.

Na São Luís do passado, predominavam os assaltos carnavalescos.

Na São Luís do presente, abundam os assaltos a mão armada.

EMBRATUR E LENÇÓIS

Este ano a Embratur vai divulgar, através de uma campanha milionária, o Brasil no exterior.

Um filme com a atriz americana Sharon Stone, mostrará as praias do nordeste.

O nosso principal produto turístico, os Lençóis Maranhenses, ficaram de fora da promoção.        

AMIGOS DO AGENOR

Bom saber que o tradicional bloco Amigos do Agenor, que, no ano passado, não participou do carnaval de rua de São Luís, reaparecerá com toda a força em 2020.

A ressureição do animado bloco vem com duas novidades. Primeira, acaba a discriminação contra as mulheres acabou, que agora serão figuras importantes na brincadeira. Segunda: o jumento que puxava o bloco, não virá mais na frente da carroça, mas em cima do veículo.

BIG BROTHER

Esse programa Big Brother Brasil, mesmo com toda a carga de recursos que a Globo nele investe, a cada ano fica mais chato e insuportável.

Está na hora da emissora global, ainda que o programa tenha audiência, tirá-lo do ar e pensar numa alternativa menos apelativa.

MARANHÃO SURREAL

Dois fatos ocorridos recentemente no Maranhão evidenciam que estamos vivendo uma época de mórbido surrealismo.

Na cidade de Paulino Neves, uma parturiente foi enterrada viva; em São Luís, uma filha tentou matar a mãe, asfixiando-a dentro de um hospital.

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UM SENADOR FORA DE ÉPOCA

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Em 1988, o jornalista Augusto Nunes coordenou o lançamento do livro Minha Razão de Viver, do jornalista Samuel Wainer, publicado pela Record.

Recentemente, o livro foi reeditado, com retumbante sucesso de vendas, por trazer revelações de atos, fatos e episódios que marcaram a vida política brasileira nas décadas de 1950 e 1960.

Naquele período, numerosos e tumultuados acontecimentos vieram à tona, tendo como protagonistas os Presidentes da República, Eurico Dutra, Getúlio Vargas, Café Filho, Nereu Ramos, Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Jânio Quadros.

No seu livro de memória, o jornalista Samuel Wainer dedica grande parte a duas personalidades que o ajudaram bastante no começo de sua vida profissional, Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda, os quais, posteriormente, o perseguiram demasiadamente pelo fato de lançar no Rio de Janeiro, o jornal Última Hora, fundado às custas de recursos públicos e para defender o Governo do Presidente Getúlio Vargas.

A modernidade gráfica e a extraordinária equipe redacional, organizada e dirigida por Samuel Wainer, deixaram os jornais concorrentes em situação de desconfortável inferioridade, razão porque Chateaubriand e Lacerda, inconformados com a queda de vendagem e a fuga dos grandes anunciantes, passaram a mover uma campanha impiedosa, no sentido de tirar de circulação o novo jornal carioca e destruir moral e financeiramente o seu criador.

No livro, Assis Chateaubriand, o mais aguerrido inimigo de Samuel Wainer, pelo seu espírito diabólico, foi acusado de “se eleger senador pelo Maranhão, um Estado que mal conhecia”.

 Chateaubriand, na verdade, quando teve a sua candidatura lançada ao Senado pelo Maranhão, ainda que dono de dois jornais que circulavam em São Luís – um matutino, O Imparcial, e um vespertino, O Pacotilha, tinha pouco conhecimento de nosso Estado, daí porque, na breve campanha eleitoral, só botou os pés aqui na véspera da eleição, quando ao descer da aeronave que o trouxe do Rio de Janeiro, proferiu esta pequena saudação: – Viva o Maranhão.

Chateaubriand, também, não participou em São Luís das articulações promovidas pelos cardeais do PSD, Juscelino Kubitscheck, Amaral Peixoto, Tancredo Neves, Vitorino Freire e Renato Archer, que costuraram um acordo político para o Maranhão devolver o mandato de senador, que ele havia perdido nas eleições de 1954, na Paraíba.  

  No entendimento de que Chateaubriand não podia ficar sem mandato político e porque o candidato do partido, Juscelino Kubitscheck, à presidência da República, em 1955, precisava da cobertura nacional dos Diários Associados, a cúpula nacional do PSD negociou com o vitorinismo a realização de uma eleição fora de época no Maranhão.

A eleição aconteceu porque três providências foram materializadas: a concordância do governador Eugênio Barros; as renúncias do senador, Antônio Bayma, e do suplente, Newton Bello; a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de marcar uma eleição, inobstante os protestos das Oposições Coligadas, que não tinham candidato para enfrentar o rolo compressor da máquina do governo.

O TRE, mesmo diante do clamor nacional contra aquela barganha política, marcou o pleito para o dia 20 de março de 1955, que resultou na eleição de Assis Chateaubriand e do suplente, Raimundo Públio Bandeira de Melo, que impuseram implacável derrota nas urnas, às candidaturas oposicionistas do coronel da Aeronáutica, Armando Serra de Menezes, e do suplente, jornalista Franklin de Oliveira.

O fato mais ruidoso ocorrido em São Luís, naquela eleição, foi a incineração de uma edição especial da revista O Cruzeiro, que trazia uma reportagem do jornalista David Nasser, sobre a vida de Chateaubriand, para ser distribuída gratuitamente ao eleitorado.         

CONSTRUTOR DE PONTES

Pela habilidade na arte do diálogo político, o governador do Maranhão, Flávio Dino, vem sendo apontado como um “construtor de pontes”.

Em tempo: as três pontes mais importantes do Maranhão, Benedito Leite, José Sarney e a Bandeira Tribuzi, não foram construídas pelo atual governador.

QUILOMBOLAS ITAPECURUENSES

Levando em conta de que oitenta por cento da população de Itapecuru-Mirim descende da raça negra, o prefeito Miguel Lauand, criou recentemente a Secretaria de Igualdade Racial.

Se depender dos votos dos descendentes quilombolas, está garantida reeleição de Miguel Lauand a prefeito de Itapecuru.

CIDADES CENTENÁRIAS

Este ano, seis municípios do Maranhão terão motivo suficiente para promover eventos festivos.

Há 100 anos, mediante leis votadas pela Assembleia Legislativa, Pinheiro, Guimarães, Cururupu, Codó, Coroatá, Bacabal e Pedreiras foram elevadas à categoria de cidades.

SÉRGIO BOGÉA

A população de Primeira Cruz quer que o advogado Sérgio Bogéa volte a ocupar o cargo de prefeito.

Para atender aos apelos do eleitorado, Sérgio que já esteve duas vezes o comando da prefeitura de Primeira Cruz, aceitou o desafio de disputar as eleições municipais deste ano.

Pelo prestígio e pelo trabalho realizado, é um candidato imbatível.

ALTERNATIVAS POLÍTICAS

Este ano, não haverá eleição para renovação de mandatos de deputados federais e estaduais.

Mas um deputado federal está em preparativos para disputar cargos eletivos no pleito de 2020: Josimar do Maranhãozinho.

 Ele não abre mão de concorrer ao Senado ou a Vice-governador do Estado.

DATAS NACIONAIS

O Presidente Jair Bolsonaro, que pretende, no seu governo, criar um órgão voltado para as comemorações das grandes datas nacionais, precisa saber que, no Maranhão, no começo do século XX, uma instituição com tal finalidade teve vida em São Luís.

Trata-se da Associação Comemorativa das Datas Nacionais, fundada pelo escritor Antônio Lobo, em 1901, presidida pelo professor Barbosa de Godóis, diretor da Escola Normal.

 A referida instituição costumava nas principais datas cívicas do país, desfilar pelas ruas da cidade, com retratos das personalidades que tiveram ativas participações naquelas efemérides.

MINISTÉRIO DA SEGURANÇA

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, ao que tudo indica, vai criar mais um ministério.

Trata-se do Ministério da Segurança Pública, para que com a sua estrutura administrativa e financeira, possa combater com mais eficiência a criminalidade no país.

Quando o delegado Lourival Mendes exerceu o mandato de deputado federal, apresentou projeto no Congresso Nacional, no sentido de ser criado o Ministério da Segurança Pública.

ATRIZ MARANHENSE

Fazendo sucesso na novela Éramos Seis, a atriz luso-brasileira, Joana de Verona, no papel feminista de Adelaide.

Ela tem pais portugueses, nasceu em São Luís, mas foi criada em Lisboa.

MARIA RITA

Quem disse que a cantora Maria Rita canta e tem repertório, para animar um evento carnavalesco?

A filha de Ellis Regina é uma excelente cantora, mas não tem perfil para participar de show público em plena folia momesca. 

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UM GOVERNO DEMOCRÁTICO

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O saudoso professor José Nascimento Moraes, que viveu de 1882 a 1958, além do exercício do magistério, atuava com destaque na atividade jornalística e acompanhava com o mais desusado interesse o que acontecia no dia a dia da política maranhense.

Por conta desse olhar na vida pública estadual, ele, manifestava nos jornais, revistas e livros editados em São Luís, a exemplo de Neurose do Medo e Vencidos e Degenerados, repletos de crônicas abalizadas e artigos críticos, a respeito de nossos governantes e de suas atuações nas esferas legislativas e executivas.

Ao longo de sua vida, o professor Nascimento Moraes viu governantes de todos os tipos ocuparem o Palácio dos Leões, dentre os mais conhecidos, Pedro Augusto Tavares Junior, Gomes de Castro, Manuel Ignácio Belfort Vieira, José Viana Vaz, Tarquínio Lopes, Francisco da Cunha Machado, João Gualberto, Alexandre Colares Moreira Junior, Benedito Leite, Mariano Lisboa, Luiz Domingues da Silva, Herculano Parga, Godofredo Viana, Raul Machado, Urbano Santos, Magalhães de Almeida, Reis Perdigão, Antônio Martins de Almeida, Paulo Ramos, Sebastião Archer, Eugênio Barros e Matos Carvalho.

Nesse elenco de governadores, em que a maioria não foi poupada de suas acerbas críticas, Luiz Domingues ficou de fora e a quem não economizou aplausos pela maneira equilibrada, correta e séria como dirigiu os destinos do Estado do Maranhão, no período de março de 1910 a março de 1914.

No artigo “Um governo democrático”, publicado na revista “Indicador Maranhense”, editada em 1948, o respeitado mestre, por meio de sua pena brilhante, mostra que “Luiz Domingues, de quem não nos esqueceremos em tempo algum, já pela sua brilhante cultura, já pela emancipação de seu espírito, já pelo seu elevado penhor de justiça, era, sem contestação um democrata sem jaça.”   

Ao contrário de muitos que passaram pelo Palácio dos Leões, segundo o emérito jornalista, Luiz Domingues, “Nas menores coisas, revelava-se amigo do povo. Como chefe de Estado, não admitia desigualdades nas classes. As audiências eram públicas e os interessados encontravam nos dias marcados, abertas as portas da residência governamental. Nos vastos salões palacianos, promiscuíam-se os representantes das classes. Pouco se lhe dava fossem os injustiçados com ou sem palitó.

No que se refere ao comportamento do governador, revelou: “Frequentemente passeava a cidade a pé e a toda a gente cumprimentava. Visitava grandes e pequenos, ricos e pobres. Quando fazia festas no Palácio, convidava artistas, operários, estudantes, pequenos mercadores e taverneiros.  E assim, via-se cercado de representantes de todas as classes, que recebiam os seus gestos de acatamento e fraternidade.

Quanto à maneira de se comunicar, disse que: “Os seus discursos valiam por um apostolado cívico. Eram substanciosas as palestras e conferências de grande efeito no espírito do povo. Eram grandes lições de civismo e moral política, reveladoras da alta importância das classes trabalhadoras, sem as quais a economia seria uma abstração. Mostrava-lhes como deviam dirigir-se na sua órbita de ação, defendendo os seus direitos junto aos governos, bem como lutar contra a injustiça, a desigualdade, os privilégios, para eu pudessem educar os filhos e conservar dentro dos preceitos da dignidade e da honra.  

Ao final de seu artigo, Nascimento Moraes proclama que: “Luiz Domingues defendia que era preciso levantar o nível das classes desprotegidas como se fosse possível a existência de classes dessa natureza, para as quais criou numerosas escolas para crianças e adultos.

Em tempo: Depois de ler o artigo do inolvidável articulista, chego à conclusão de que Luiz Domingues está fazendo falta no Maranhão.

MARANHÃO POBRE

Se o Maranhão receber pelo menos dez por cento dos dez bilhões de dólares, provindos da exploração da Base de Lançamento de Alcântara, o governador Flávio Dino pode bater no peito e repetir a frase do ex-governador Pedro Neiva, proferida quando da deflagração do Projeto Carajás: – Eu sou o último governador do Maranhão pobre.

 DO PROFETA HAICKEL          

Do alto de sua premonição política, o ex-deputado Joaquim Haickel proferiu essa bombástica frase: Flávio Dino é candidato a Presidente da República da esquerda para ser derrotado. E candidato a Vice-Presidente da direita para ser eleito.

TRINTA ANOS DO CEUMA

Uma vasta programação, a ser cumprida ao longo deste ano, será executada para o Ceuma comemorar os trinta anos de sua fundação.

Mauro Fecury, à frente da organização do evento, que começará em abril, abrirá a festividade em São Luís com uma solenidade em homenagem às personalidades que contribuíram para a instituição ser hoje uma potência na área do ensino universitário e com presença no Maranhão, Brasília, Pará e Piauí.

PADRES NOVOS

No mês de fevereiro, o arcebispo metropolitano, dom José Belisário, presidirá importante solenidade, na Igreja da Sé.

A ordenação dos padres, Bruno Mendes Pimenta, Leonardo Nascimento Silva e Pedro dos Reis Fonseca, que vão exercer o ministério pastoral nas paróquias de São José de Ribamar, Rosário e Morros.

FATO AUSPICIOSO

Em Brasília, foi festivamente comemorado o gesto do ministro da Educação, que recentemente não atropelou a gramática ao escrever a seguinte frase: “Vamos tirar o Brasil do fundo do poço”.

Ele escreveu corretamente poço e não pôsso.

TORCIDA POR MAURÍCIO

O escolhido para substituir Kátia Bogéa, na direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, é o arquiteto mineiro, Flávio de Paula.

A bancada maranhense no Congresso Nacional prestaria um grande serviço ao Maranhão se fizesse um movimento para Maurício Itapary continuar à frente do superintendência estadual do IPHAN, onde vem prestando valioso trabalho pela recuperação do nosso Centro Histórico.

PARTIDO DE BOLSONARO

Até agora não se sabe quem vai coordenar, no Maranhão, o partido Aliança pelo Brasil, criado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro. 

O nome pode ser divulgado no dia 31 deste mês, quando virá a São Luís um grupo incumbido de estruturar o partido bolsonarista no Maranhão, que não deve ser o vereador Chico Carvalho, que continuará à frente do PSL.

EFEMÉRIDES SARNEÍSTAS

A vida do ex-presidente José Sarney, este ano, será marcada por três importantes acontecimentos.

No dia 15 de março de 1985, há 35 anos, assume o cargo de Presidente da República, face à doença de Tancredo Neves.

A 24 de abril de 1930, há noventa anos, nasce na cidade de Pinheiro.

A 15 de maio de 1970, há 50 anos, renuncia ao cargo de governador do Estado do Maranhão, para se candidatar ao Senado da República.

CASA DE EVENTOS

Assim como as farmácias, padarias e salões de beleza, as casas de eventos passaram a ser um bom negócio em São Luís.

Esse tipo de empreendimento, cresceu com tamanha magnitude e velocidade, que São Luís passou a ser uma ilha cercada de casas de eventos por todos os lados.

Além de numerosas, algumas nada devem, no tocante ao espaço e decoração, às melhores do país.

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E POR FALAR EM BARES

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Oportuna e interessante a matéria publicada neste jornal, na semana passada, da autoria do jornalista Thiago Bastos, com o título: “Da boêmia à juventude e elemento de nostalgia: a tradição dos bares”, reportando-se sobre os estabelecimentos da capital maranhense, que  conseguem atrair clientes, para o desfrute de momentos agradáveis em ambientes aprazíveis e apropriados para um bom papo, ouvir boa música e degustar saborosos petiscos, a exemplo do Bar do Léo, no Vinhais, e no Bambu Bar, no Sá Viana.

Concluída a leitura da reportagem, não resisti ao impulso de retroagir e lembrar do passado, quando em São Luís pontificavam bares que ficaram famosos e mereceram de renomados intelectuais, memoráveis artigos e saudosas crônicas.

Do poeta e boêmio, Nauro Machado, fixei-me na maravilhosa crônica, “Velhos bares”, publicada no livro “A Província”, obra que considero obrigatória para quem deseja recordar pessoas, lugares, momentos, enfim, tudo que São Luís tinha, apresentava e servia aos que nela moravam em tempos remotos, mas que deixaram boas lembranças e ficaram perenes em nosso pensamento.

Palavras sábias de Nauro: “Os bares estão fechando. Ou melhor: os bares fecharam, cerraram suas portas, concluíram seu destino de espaço acolhedores e compreensivos – porque calados – de tantos sonhos errantes e de tantos encontros necessários e solidários. Necessários aos diálogos, às vezes bruscos, mas generosos e tantas vezes mansos, mas fartos, quase sempre buscados e sabidos, para o aconchego de uma mesma e comum condição humana.

“Os bares tinham aura, tinham personalidade, possuíam distinções fisionômicas e mesmo morais- que nen as de um corpo e seu caráter – que todos nós conhecíamos e sabíamos respeitar. Uns tinham a bílis pronta e a expelir os humores intumescentes de suas cadeiras antigas e de seus espelhos baços.

“Nos bares nasceram sempre os movimentos artísticos e literários mais representativos de todas as épocas. Nos bares lançávamos nossos livros, faziam-se exposições de pinturas, formulavam-se teorias literárias e – coisa surpreendente se vista agora – nos embebedávamos verdadeiramente de letras e álcool, de tintas e poemas, de apostas sujas resultantes eram o futuro livro ou a iminente tela já realizada.

“Os bares não tinham a estridulência dessas parafernálias eletrônicas de hoje. Tinham quando muito, e preferencialmente aos sábados, uma pequena orquestra composta de seres vivos, de pessoas a quem chamávamos pelos nomes, que sabíamos ali presentes, inteiriças, que se queriam conosco, compartilhando dos nossos sonhos, atendendo os nossos pedidos, vivenciando as nossas vértebras com os bálsamos ondulantes dos sonhos que corriam de mesa em mesa, trazendo a paz dorida da tarde ao cair ou o eflúvio da noite a acompanhar-se além pelo gemido dos cães, o cio escandaloso  dos gatos e o poema das marés quebrando-se adiante na Beira-Mar.

De Bernardo Almeida, também escritor e boêmio, trouxe de seu antológico livro “Éramos felizes e não sabíamos”, este pedaço de crônica, denominada “Bares, que saudades”, que recorda com nostalgia alguns bares que deixaram marcas indeléveis na cidade e jamais serão esquecidos.

“Dos velhos tempos, podemos recordar alguns bares famosos de São Luís. O Moto, do português Serafim, que marcou época e teve deu apogeu no período da II Guerra Mundial, quando os soldados ianques o frequentavam pagando as contas em dólares. Nele o que havia de melhor eram o tira-gosto.

“O bar do português Narciso, na Rua Grande, também famoso pela cerveja gelada em enormes depósitos. Seus camarões secos eram fantásticos.

“O bar do Hotel Central, de Oliveira Maia, de glorioso passado e inesquecível pelo sorvete, a cerveja e a clientela que o frequentava.

“Entre todas as instituições no gênero, nenhuma se dignou possuir o ambiente, a amenidade, e a tradição do Bar do Castro, na Rua do Sol.  Foi o último reduto da mais famosa boemia de nossa cidade, graças ao cavalheirismo de seu proprietário, o espanhol Leôncio Castro, que sabia compreender os intelectuais, nunca se alterava com os que passavam dos limites e acolhia de bom grado os que deixavam para pagar no dia seguinte.   

FIM DO VIAGRA

Em abril deste ano, o Viagra desaparecerá como o remédio destinado à disfunção erétil.

A pílula azul, que tanta alegria proporcionou ao sexo masculino, para ativar o desempenho sexual, sairá do mercado, porque novos tratamentos surgiram e com resultados mais eficazes na indução da ereção.

Dentre as novidades, os processos cirúrgicos, injeções de compostos, produtos tópicos, choques elétricos e, pasmem, um gel à base do veneno da aranha.

BANDEIRA E HINO

Nos anos 1950, quando fiz os cursos primário e ginasial, os livros didáticos traziam obrigatoriamente a estampa da bandeira do Brasil e a letra do hino nacional.

 A partir de 2021, esses dois símbolos nacionais, por manifesto desejo do Presidente Jair Bolsonaro, voltarão aos livros escolares.

APOSENTADORIAS MARANHENSES

De acordo com levantamento do jornal Folha de São Paulo, no Maranhão, com relação às reformas previdenciárias, as aposentadorias terão alíquotas progressivas, de acordo com a remuneração do servidor.

Como o estado sofre um déficit mensal de R$ 50 milhões, as taxas variam de 7,5% a 22% e os efeitos na folha de pagamento começarão a ser sentidas a partir de março deste ano.

REITORES FEDERAIS

O governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória, com vistas à escolha de reitores de instituições federais de ensino.

Com relação ao Maranhão, a MP não trouxe nenhuma novidade, pois nas consultas à comunidade acadêmica, o peso de voto dos professores sempre foi de 70% e os votos dos servidores e de alunos 15% por categoria.

Outra medida, anunciada como inovadora, aqui, também, já vigorava: a escolha do vice-reitor e dos dirigentes das unidades, pelo reitor.  

 A DONA DO MERCADO

Em São Luís, nunca se viu um empreendimento comercial do ramo farmacêutico impor-se com tamanha impetuosidade como a Rede Drogasil.

Em 2019, a empresa paulista construiu e instalou dez farmácias, todas localizadas no espaço compreendido entre o Calhau e o Olho D’Água.

Este ano, que se cuidem as concorrentes, a Rede Drogasil vai se expandir para outros bairros da cidade.

BOM SUCESSO

A TV Globo prestou um grande serviço à literatura brasileira ao produzir a novela Bom Sucesso, que se encontra na reta final.

Em todo capítulo, um diálogo entre o editor Alberto (Antônio Fagundes) e a costureira Paloma (Grazi Massafera), em torno de um livro nacional ou estrangeiro, se encaixava na trama da novela, no meu modo de ver, uma das melhores já produzidas pela televisão brasileira.

 Como se não bastasse, a presença e a atuação impecável do ator maranhense, Rômulo Estrela.

MÉDICO E PREFEITURA

Este ano, o cardiologista Bonifácio Barbosa fará uma pausa em suas ações profissionais, porque quer mostrar a sua capacidade administrativa em outra atividade.

 Para conseguir esse intento, quer se eleger prefeito do município de São Benedito do Rio Preto, para onde transferiu o domicílio eleitoral e espera ser indicado candidato na convenção de seu partido.

CRISTO E O PAPA

Se o Cristo perdeu a paciência e de posse de um chicote expulsou as mulheres do templo, porque o Papa não poderia perder a paciência e dar uns tapinhas numa mulher, que desejava tirar sarro no braço do prelado, em plena Praça do Vaticano?

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