O MARANHÃO NA BIENAL DO LIVRO

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Pela décimo oitavo ano, o Rio de Janeiro serve de palco em 2019 para mais uma Bienal Internacional do Livro, evento que me transporta para 1991, quando exercia, no Governo Edison Lobão, o cargo de presidente do SIOGE – Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado do Maranhão, órgão que prestou inestimáveis contribuições à nossa cultura, lançando concursos literários e publicando obras de intelectuais maranhenses.

1991 foi, portanto, um marco na vida cultural maranhense, que, pela primeira vez, via uma instituição pública estadual participar de uma promoção internacional, em que o livro era o fulcro do encontro e   reunia o que o Brasil tinha de melhor no seu universo editorial.

Tendo o SIOGE como carro-chefe e com o apoio de instituições do nível da Academia Maranhense de Letras, Universidade Federal do Maranhão e Alumar, marcamos presença no evento para mostrar que, a despeito dos percalços e das dificuldades, o Maranhão ainda mantinha a fama conquistada no passado de ser um celeiro de talentos e onde a cultura permanece viva e altiva.

Para materializar projeto tão ambicioso, o SIOGE, a AML, a UFMA e a Alumar contrataram no Rio de Janeiro os serviços profissionais do saudoso Gerd Phuegler, que produziu no nosso stand uma decoração para lembrar as antigas salas residenciais de São Luís, onde as famílias se reuniam e se deleitavam com maravilhosos saraus.

Num espaço de apenas vinte metros quadrados, Gerd, montou um cenário de época e emoldurado por figuras emblemáticas da literatura maranhense, do quilate de Gonçalves Dias, Artur e Aluísio Azevedo, João Lisboa, Coelho Neto, Graça Aranha, Raimundo Correia, Viriato Correia, Humberto de Campos e Odorico Mendes, decoração que fez o nosso stand ser premiado como o mais original da V Bienal.

Além da exposição e venda de obras de autores maranhenses, do passado e do presente, conhecidos e desconhecidos, foram valiosos os contatos mantidos com  renomadas Livrarias e Editoras do Brasil, interessadas em promover e divulgar no mercado nacional livros que fizeram sucesso naquele certame cultural, a exemplo da “Ilha Latifundiária”, de Ribamar Trovão, “Ana Jansen, na Ilha do Maranhão”, “Frutuoso Ferreira, o poeta devolvido”, e  “Guia de São Luís do Maranhão”, de Jomar Moraes; “História do Maranhão” e “0 Maranhão na República”, de Mário Meireles; “Breve Memória das Comunidades de Alcântara”, de Mundinha Araújo, e “Desintegração do sistema escravagista no Maranhão”, de Jalila Ayoub Jorge.

Impossível citar o nome das visitas ilustres que passaram pelo stand maranhense, mas merecem registro o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Alencar, o ministro da Cultura, Sérgio Rouanet, os secretários da Cultura do Estado e da cidade do Rio de Janeiro, Moniz Bandeira e Eduardo Novais, o ex-ministro da Cultura, José Aparecido de Oliveira, o presidente da Biblioteca Nacional, Afonso Romano, os escritores Mário Pontes, Wilson Martins, Márcio Sousa, Gilberto Mendonça Teles e Armando Nogueira.

Dentre os intelectuais maranhenses: Nauro e Arlete Machado, Josué Montello, Ferreira Gullar, Lago Burnett, Clóves Sena, Manoel Caetano, Neiva Moreira, Tobias Pinheiro e Joaquim Campelo.

A presença do SIOGE foi tão retumbante que impeliu, no ano seguinte, em 1992, à participação do Maranhão na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada no Morumbi.   

PINACOTECA DE ELIÉZER

O intelectual e membro da Academia Maranhense de Letras, Eliézer Moreira, é dono da maior e mais rica   pinacoteca privada do Maranhão.

Ninguém conseguiu armazenar tanta obra de inestimável valor pictórico, ao longo do tempo, como Eliézer.

Mas, o tempo e a vida, mostraram que chegara a hora de se desfazer de algumas telas nobres, o que começou a fazer com lágrimas nos olhos.

MARANHÃO DO SUL

É de causar revolta o projeto do senador Siqueira Campos, que pretende roubar do Maranhão o que a natureza e Deus nos deram de presente: um imenso território.

Não acredito que o famigerado projeto seja acolhido pelo Congresso Nacional, pois o Brasil não tem condições financeiras e institucionais para cumprir as formalidades da legislação que disciplina a matéria separatista.

Não sei se deu para rir ou para chorar, a lamentável manifestação da senadora Elisiane Gama, a única congressista maranhense, a apoiar a criação do Maranhão do Sul.

MUDANÇA DE BRISA

Dona Eney, viúva do ex-governador Pedro Neiva, sempre viveu numa confortável casa, localizada na Avenida Beira-mar.

De um mês para cá, ela passou a ter um novo lar, pois atendeu aos apelos do filho Jaime e da nora Alberlila, que há anos insistiam para morar com eles no Olho D’Àgua.    

Dona Eney, do auge de seus noventa anos, está feliz por trocar a brisa da Beira-mar pelos ventos do Olho D’Àgua.

A LEI DO MAIS FORTE

Um senador e dois deputados federais do Maranhão lutam ardorosamente em Brasília, para saber quem é o mais forte junto ao Presidente Jair Bolsonaro.

O senador Roberto Rocha e os deputados federais, Hildo Rocha e Aloísio Mendes, para ostentarem no peito a condecoração de o preferido do Planalto, desenvolvem uma batalha de foice no escuro.

MALDITO SARAMPO

Na minha época de criança, eu e meus irmãos fomos atacados inapelavelmente pelo sarampo.

Mas o sarampo, daquele tempo, com todas as mazelas da medicina, não lembro de ter levado alguém para a cova.

A doença se caracterizava apenas por deixar o corpo da criança literalmente empolada. Só isso e nada de matar.  

O SILÊNCIO DA UEMA

Não dá para entender o silêncio da reitoria da Universidade Estadual do Maranhão em torno da gritante denúncia do deputado César Pires, de irregularidades praticadas no curso de Medicina, em Caxias.

A denúncia, extremamente grave de que alunos de universidades privadas, inclusive do exterior, estariam se transferindo, com base em liminares jurídicas, para a UEMA, exige manifestação oficial da Instituição, sob pena de comprometê-la pela omissão diante de um caso absurdamente inadmissível e reprovável.  

POSSE DE ELSIOR

O escritor Elsior Coutinho deu um toque de emoção no ato de sua posse, na Academia Maranhense de Letras.

Ao se reportar à figura de Manoel Lopes, ao qual sucedeu, homenageou o poeta com a presença de um cantor que interpretou uma canção dedicada à esposa do saudoso intelectual, Dona Maria do Carmo que, por sinal, participou da solenidade.

O protocolo acadêmico pode ter sido atropelado, mas Elsior foi muito cumprimentado pela ousada e tocante iniciativa.

 PERDEU O GÁS

Depois que a deputada Ana do Gás foi nomeada para comandar a Secretaria de Estado da Mulher, aboliu completamente o apelido que a tornou conhecida nos meios políticos e lhe valeram conquistar dois mandatos na Assembleia Legislativa.

Ela perdeu o Gás e virou Ana Mendonça, seu nome de batismo.

VIDIGAL E O JORNAL NACIONAL

Em comemoração aos 50 anos do Jornal Nacional, lembrei do jornalista Edson Vidigal, que na sua campanha para se eleger deputado federal, em 1978, num comício no interior do Estado, fez um apelo no seu melhor estilo.

– Se eu for eleito deputado federal, todas as noites o Jornal Nacional falará no meu nome.

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O SUICÍDIO DE GETÚLIO E A RENÚNCIA DE JÂNIO

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Agosto, do ponto de vista político, é considerado, no Brasil, um mês fatídico.

Este ano, a não ser as insensatas manifestações orais do Presidente da República, Jair Bolsonário, o mês de agosto encerra-se sem o registro de nenhuma efeméride trágica, que mexesse com os nervos ou abalasse emocionalmente o povo brasileiro.

Essa aura conquistada por agosto, de mês carregado de maus presságios políticos, teve como ponto de partida dois eventos, que, em passado não tão remoto, produziram consequências dramáticas na vida brasileira.

O primeiro foi o suicídio do Presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954; o segundo, a renúncia do Presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, que resultaram em terríveis crises políticas, que se não conduziram o Brasil ao desvio de sua rota democrática, o levaram a sofrer traumas na sua vida institucional.  

Quando Getúlio Vargas praticou o ato extremo contra a própria vida, eu era um garoto de 16 anos, estudante do Liceu Maranhense, mas acompanhava, ainda que timidamente, o que ocorria na cena política brasileira, invariavelmente lavrada no Rio de Janeiro, então capital da República, mas levadas ao conhecimento da população pelas emissoras de rádio e jornais.

Não posso esquecer daquela triste manhã, em que a notícia do suicídio de Vargas invadiu a capital maranhense e fez parar todas as suas atividades públicas e privadas.

Com o encerramento das aulas do Liceu, grande parte dos alunos rumou para a Praça João Lisboa, que se encontrava lotada, com gente em busca de informações a respeito de tão brusca tragédia.

No tocante à renúncia de Jânio Quadros, sete anos depois da morte de Getúlio Vargas, ato que acompanhei com inusitado interesse, pois estava com 23 anos de idade e estudava no Rio de Janeiro, que, a despeito de não ser mais a capital do país, polarizava os protagonismos políticos praticados em Brasília.

 O ato perpetrado por Jânio, em 21 de agosto de 1961, que, inesperadamente, renuncia ao cargo de Presidente da República do Brasil, não comove a opinião pública, como o suicídio de Vargas, mas deixa o país em estado de alerta e gerada por um homem inteligente e sagaz, mas dotado de temperamento imprevisível e emocionalmente descontrolado, cujo desejo era produzir uma agitação social, com o fito de ser reconduzido ao poder, mas investido de prerrogativas excepcionais.

Entre os dois episódios, há um fio condutor a uni-los. Trata-se de Carlos Lacerda, figura humana e política, que pela audácia e coragem como defendia os seus pontos de vista, nem sempre democráticos, pregava a adoção no país de um governo autoritário.

 Se no suicídio de Vargas, Lacerda aproveitou-se do mar de lama que dominava o governo, para tentar golpear as instituições democráticas, na renúncia de Jânio, à guisa de combater a política externa independente, ele, pregava abertamente a introdução de um regime de exceção, que não vingou, mas gerou aguda crise institucional, com o presidencialismo substituído pelo parlamentarismo.

NOVENTA ANOS DE CABRAL

Setembro chega com a alvissareira notícia da mudança de idade do professor e ex-reitor, José Maria Cabral Marques.

No dia 17 vindouro, ele completa noventa anos, cercado do carinho dos familiares e da admiração dos amigos.

Pelo que fez e construiu ao longo da vida, Cabral, além dos cumprimentos, merece muitas homenagens.

BRIGA FAMILIAR

Desde o dia 23 de julho, o prefeito de Paço Lumiar, Domingos Dutra, encontra-se internado no Hospital São Domingos.

Enquanto ele sofre por causa de um AVC, que os médicos lutam para salvá-lo, os familiares tornaram pública uma desenfreada briga pelo direito de acompanhá-lo.

É triste e lamentável ver a Justiça assegurando aos filhos de Dutra o direito de ver o pai sofrendo num leito hospitalar.

LAUTO BANQUETE

Uma vez por mês, em Brasília, o senador Weverton Rocha, reúne a bancada maranhense no Congresso Nacional, para um almoço de confraternização.

O lauto banquete faz parte de uma estratégia política do senador do PDT, na sua miragem de ser candidato à sucessão do governador Flávio Dino.

Em tempo: faz parte dos planos de Weverton Rocha, de ser o próximo governador do Maranhão, a eleição do vereador Osmar Filho a prefeito de São Luís, em 2020.

NOMEAÇÃO DE NATALINO

A qualquer momento pode ser anunciada a nomeação do professor Natalino Salgado, a reitor da Universidade Federal do Maranhão.

O ato já se encontra no Palácio do Planalto e no ponto de ser assinado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro.

No Ministério da Educação, a vida de Natalino Salgado foi virada do avesso e nada foi encontrado para impedi-lo de retornar ao cargo de reitor da UFMA.

SIMÃO ESTÁCIO E CARLOS GASPAR

Simão Estácio da Silveira escreveu a obra Relação Sumária das Coisas do Maranhão, em 1619, com o propósito de atrair portugueses para a nossa região.

É de sua autoria essa antológica frase: – Das terras que Portugal conquistou o Brasil é o melhor e o Maranhão é o melhor do Brasil.

O empresário Carlos Gaspar diz que se o colonizador português chegasse agora ao Brasil, a sua frase seria: – Das terras que Portugal conquistou o Brasil é o melhor e o Maranhão é o pior do Brasil.

JOSIMAR E ALOÍSIO

Não devem ser convidados para ficar juntos os deputados Josimar de Maranhãozinho e Aloísio Mendes.

Motivo: em Brasília corre a notícia de Aloísio

Mendes entregou ao Presidente Jair Bolsonaro um dossiê completo sobre a vida pregressa de Mauro da Hidrele, indicado por Josimar para a superintendência do Incra no Maranhão, mas demitido por incompatibilidade moral com o cargo.

FLÁVIO NÃO SE INTIMIDOU

Caiu do cavalo quem imaginou o governador Flávio Dino ficar calado e quieto na recente reunião realizada em Brasília, do Presidente da República com os governadores da Amazônia.              

O governador maranhense quando abriu a boca, criticou diplomaticamente Jair Bolsonaro, por estigmatizar a presença das ONGS na Amazônia.

A crítica foi tão suave, que o Presidente da República não o olhou com raiva e nem desdém.

CRISE LIBIDINOSA

A cidade de São Luís, afora as crises que vivem a atormentar a sua população, passou a ser atacada por um mal inesperado.

Trata-se da crise da libido, que pode ser detectada pelo fechamento de inúmeros motéis que infestavam a cidade.

HINO NA MISSA

O escritor Bernardo Almeida, quando não tomava alguma birita, era um homem sóbrio e educado.

Mas quando bebia, era capaz de praticar atos incríveis.

Na conquista da primeira Copa do Mundo pelo time do Brasil, Bernardo, que havia assistido ao jogo pela televisão e ingerido algumas doses de uísque, foi participar de uma missa na igreja dos Remédios e na hora da Elevação, inesperadamente soltou a voz e cantou: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”.  

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A ESTÁTUA DE GONÇALVES DIAS

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Como acontece anualmente, a Academia Maranhense de Letras, promove um evento a 10 de agosto, dia do nascimento do poeta Gonçalves Dias, patrono da AML, cuja fundação ocorre nessa data.

A dupla efeméride, sempre comemorada na praça onde edificou-se a estátua em homenagem ao maior poeta brasileiro, é abrilhantada com a presença dos membros das Academias de Letras, de intelectuais, professores e alunos da rede pública de São Luís.

No recente evento, em homenagem a Gonçalves Dias, eu tomei a iniciativa de ler um texto da autoria do saudoso escritor Josué Montello, publicado no livro “Janela de Mirante”, intitulado “As vicissitudes da estátua”, que conta a história relativa à construção do monumento à glorificação do poeta.

Para minha surpresa, o assunto focado por Josué Montello, era desconhecido por boa parte dos presentes ao evento, razão pela qual resolvi publicá-lo nesta coluna, para o conhecimento dos meus leitores.

Ei-lo: “Ao Dr. Antônio Henriques Leal deve o Maranhão dois monumentos à memória de Gonçalves Dias: a grande biografia do poeta, publicada em 1874, em Lisboa, e a estátua do Cantor dos Timbiras, erguida entre as palmeiras, no Largo dos Remédios”.

“Foram tais os óbices levantados no seu caminho, no correr de quase dez anos de obstinada luta, que outro qualquer, sem a sua teimosia irredutível, teria mudado de ideia, deixando que outra geração se desincumbisse da homenagem ao mestre da Canção do Exílio”.

“Assim que teve notícia do naufrágio do Ville de Boulogne, em cujo bordo viajava Gonçalves Dias, Henriques Leal fez o que pôde para encontrar o corpo do poeta. Nada conseguindo, reuniu na sua casa um grupo de amigos, aos quais comunicou o seu propósito de erguer uma estátua ao grande poeta, que, pela sua significação na cultura brasileira, não deveria ficar restrita à contribuição dos maranhenses, daí a ideia de uma subscrição nacional, que Sotero dos Reis, velho mestre do Liceu Maranhense, ficou encarregado de redigir o apelo aos brasileiros”.

“Por intermédio de um outro amigo, Joaquim Serra, apelou o Dr. Leal para a Assembleia Provincial do Maranhão, solicitando-lhe uma ajuda de 10 contos de reis, mas só conseguiu dois, e a duras penas. Nisto, adoece gravemente, e tem de ir para Lisboa, onde permanece durante quatro anos, mas de lá escreve para o amigo Luís Antônio Vieira da Silva, pedindo-lhe que obtenha da Assembleia Geral Legislativa a autorização de duas loterias, pelo plano da Santa Casa de Misericórdia da Corte, ambas em favor da estátua de Gonçalves Dias e ambas malogradas, mas que não o fizeram desistir na sua infatigável coleta, ora pedindo um donativo a este, ora àquele, como se os insucessos só tivessem mesmo o dom de acirrar-lhe a vontade inquebrantável”.

“A despeito de não ter ainda o dinheiro para a estátua, o obstinado sonhador dirigiu-se a dois estuários europeus: um, em Roma, outro em Paris, para saber quanto sairia a obra. Levou um susto, pois o que tinha no banco estava muito longe do que teria de pagar. Como não desistiu do projeto, em Lisboa, encontrou quem lhe fizesse o monumento por um preço mais em conta: o Sr. Germano José de Sales, mas antes de autorizar a execução dos trabalhos, achou de bom conselho ouvir a opinião de Manuel Araújo Porto Alegre, poeta e amigo de Gonçalves Dias, sobre o desenho que idealizara, com a estátua do conterrâneo sobre uma coluna coríntia, que Porto Alegre sugeriu trocar por um estipe mais adequado, com a colocação nas quatro faces do plinto, dos medalhões de Gomes de Sousa, João Francisco Lisboa, Sotero dos Reis e Odorico Mendes”.

“Foi quanto bastou para que os maranhenses o fustigassem pela imprensa. Como era isso? O poeta ficaria lá em cima e os quatro cá em baixo? Henriques Leal teve de vir a público para defender-se. Encomendada a estátua, tratou de obter-lhe o logradouro público adequado e fixou-se no Largo dos Remédios, de cuja rampa se descortina a baía de São Marcos. A 10 de agosto de 1872, data do aniversário de nascimento do poeta, conseguiu afinal assentar a primeira pedra do monumento, numa solenidade assistida pelo Presidente da Província e na qual tomou parte, recitando versos, o jovem Artur Azevedo”, o qual, por meio de seu jornal O Domingo, entrou na polêmica, reinante em São Luís, se a estátua deveria ficar voltada para a terra ou para o mar, dúvida que acaba com este parecer do poeta Araújo Porto Alegre: “ A estátua do nosso querido Gonçalves Dias deve olhar para o mar”.

VOZ DE TABOCA

Com aquela voz de taboca, que Deus lhe deu, no dia em que o deputado Josimar de Maranhãozinho usar a tribuna da Câmara Federal para fazer alguma comunicação, não vai ficar ninguém no plenário.

CONSELHO FECAL

O Presidente da República, Jair Bolsonaro está aconselhando os brasileiros a fazerem cocô um dia sim, outro não, para salvar o meio ambiente do País.

Se depender de mim, como não posso contrariar o meu sistema fisiológico, o meio ambiente brasileiro não terá salvação.

IMPOSTOS EXTRAS 

O povo brasileiro é mundialmente conhecido como um dos mais sacrificados em matéria de tributos, pois são numerosos, escorchantes e injustos.

Se não bastassem os que depositamos nos cofres municipais, estaduais e federais, via de regra desviados para finalidades espúrias, ainda somos compelidos ao longo do dia a remunerar flanelinhas, vigias de carros, artistas circenses e estudantes aprovados em vestibulares, sem esquecer os desaforos e as ameaças a que somos obrigados a ouvir quando não os atendemos.

PREFEITO DE ARAME

Quem apostou no fim da carreira política do engenheiro Pedro Fernandes, que não disputou a eleição de deputado federal, para dar vez ao filho Pedro Lucas, caiu do cavalo.

Pedro está se preparando para concorrer às eleições de 2020 à prefeitura de Arame, que se o povo do município tiver juízo, não pode perder essa oportunidade de ouro de ter no comando da prefeitura um cara de boa índole e de virtudes técnicas excepcionais.    

Em tempo: Pedro Lucas, como o pai, tem sido um bom representante do povo maranhense no Congresso Nacional.       

 NOVENTA ANOS DE SARNEY

Amigos de José Sarney se mobilizam com vistas aos eventos que deverão se realizar em abril do ano vindouro, quando completa noventa anos.

Fernando Sarney, José Jorge, Joaquim Haickel, Benedito Buzar e Felix Alberto se juntaram para organizar uma programação marcante, com o propósito de mostrar objetivamente a trajetória de vida do aniversariante, como ser humano, amigo, pai de família, político e intelectual.        

CASAS DO BOLO

Em qualquer cidade brasileira, seja pequena, mediana ou grande, o que não falta são casas de bolo.

Em São Luís, em locais urbanos ou periféricos, são visíveis os estabelecimentos comerciais que vendem bolos de boa qualidade e de variados sabores.

Se as casas de bolo já dominavam as cidades, imagine-se agora com a veiculação da novela “A dona do pedaço”, cuja proprietária ficou rica às custas de um produto caseiro, atualmente fabricado em escala industrial.

DE NADA PARA TUDO

O saudoso jornalista Stanislau Ponte Preta dizia que vice é aquele que acorda mais cedo, para ficar mais tempo sem fazer nada.

Nos tempos de hoje, no Maranhão, o vice-governador deixou de se enquadrar na definição do Stanislau, principalmente depois que o Presidente Jair Bolsonaro deu um grande empurrão na candidatura de Flávio Dino ao Palácio do Planalto.

Como o nosso governador encontra-se em campanha eleitoral, o vice, Carlos Brandão, deixou de fazer nada e passou a fazer tudo. 

EVENTOS CULTURAIS

Na semana entrante, três importantes eventos culturais se realizarão em São Luís.

Quarta-feira, dia 21, às 18 horas, na Academia Maranhense de Letras, os escritores Lourival Serejo, José Neres e Yuri Costa vão discutir sobre o papel de Celso Magalhães na literatura maranhense.

Quinta-feira, dia 22, às 11 horas, a escritora Luiza Lobo, do quadro de membros correspondentes da Academia Maranhense de Letras, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e estudiosa da vida e da obra de Sousândrade, receberá o título de cidadã maranhense, na Assembleia Legislativa do Estado.

No mesmo dia, às 18 horas, na Academia Maranhense de Letras, o escritor Ronaldo Costa Fernandes, conterrâneo e residente em Brasília, lançará o seu mais recente romance: Vieira na ilha do Maranhão.

 SUGESTÃO AO GOVERNADOR

Que seja dado a duas obras, construídas pela sua administração em São Luís, os nomes de dois ludovicenses ilustres e honrados, José Mário Santos e Ricardo Bogéa, falecidos prematuramente, ambos pertencentes à geração de seu genitor e de seu padrinho.      

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NEM PIOR E NEM MELHOR

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No dia 19 de julho passado, o presidente da República, Jair Bolsonaro, como vem acontecendo desde que assumiu o cargo mais importante do País, produziu mais uma de suas descontroladas e estapafúrdias opiniões sobre atos e fatos da vida pública, mostrando o seu desconhecimento da realidade brasileira e o despreparo para governar uma nação cuja população dele esperava mais sensibilidade para enfrentar os   problemas do País com seriedade, compostura e vontade pessoal e política.

Naquela oportunidade, no Palácio do Planalto, num café da manhã, com jornalistas, Bolsonaro foi flagrado pelas televisões, dizendo levianamente ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que “daqueles governadores de paraíba, o pior é o do Maranhão”, por isso “não tem que ter nada pra esse cara”.

O inconveniente desabafo do chefe da Nação, extravasado num momento inadequado e fora da agenda, foi literalmente interpretado como um recado de cunho discriminatório, endereçado ao governador Flávio Dino de que, neste mandato presidencial, não terá vez e voz e será tratado à base de pão e água.

Pela maneira nada condizente com os ditames republicanos e verbalizadas por quem deveria ser o primeiro a dar exemplos edificantes ao País, aquele desastrado episódio, continua na ordem do dia, sendo discutido, suscitando polêmica e dividindo a opinião pública, na medida em que foi visto e entendido como um ato grosseiro e comprometedor à liturgia do cargo.    

Com respeito ao agressivo e indelicado gesto do Presidente da República, que atingiu a figura pessoal e política do governador Flávio Dino, nem o povo maranhense e muito menos o povo brasileiro, na sua esmagadora maioria, o aplaudiram ou concordaram até porque bateu de frente com o Art. 78 da Constituição, que manda a quem se encontra investido no cargo de chefe da Nação cumprir as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.

De minha parte, quero dizer que, com relação à conduta de Flávio Dino à frente do Governo do Estado do Maranhão, não o considera o pior do Brasil, pois é do consenso geral que existem outros governadores, inclusive de estados mais destacados que o Maranhão, que realizam administrações nada convincentes e mais decepcionantes.

Na realidade, o atual chefe do Executivo maranhense poderia apresentar um melhor desempenho na sua gestão se tivesse, salvo melhor juízo, a seu lado uma equipe de auxiliares de melhor nível técnico, mais preparada e com capacidade para tocar a máquina administrativa com mais eficiência e determinação.

Se por um lado, afirmo que Flávio Dino não é o pior do Brasil, de outro lado, asseguro que ele, como todos os governadores do Nordeste, estão todos numa mesma situação, enfrentando dificuldades estruturais e conjunturais, que os nivelam por baixo, quanto à situação econômica e social.  

Nesse particular, o governador Flávio Dino, por ser um homem de esquerda e de fazer parte de um partido como o PC do B, cuja filosofia política estriba-se na luta pela mudança dos desníveis de vida e na melhor distribuição e renda, no Maranhão, contudo, esses quesitos ainda não foram modificados ou melhorados, ao contrário, continuam como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, do mesmo jeito quando assumiu o governo do Estado e prometeu no seu discurso de posse dar a volta por cima, ou seja, apresentando baixos índices de desigualdade social e de acentuado atraso econômico.

As obras pontuais e os programas sociais que ora se realizam no Maranhão, inobstante ao esforço do governador, praticamente não conseguiram mudar a fisionomia da sociedade, até porque, na sua grande maioria, derivam de recursos federais, que se já eram minguados, ficaram mais complicados quanto à liberação dos mesmos, pois dependem exclusivamente da vontade do Presidente Bolsonaro, este, sim, o pior que o Brasil já teve ao longo de sua história, que, se já não via Flávio Dino com bons olhos, agora, não quer vê-lo nem pintado de amigo do presidente dos Estados Unidos. 

 Semanas atrás, na Folha de São Paulo, um artigo do jornalista Hélio Schwartsman, intitulado “O antiestadista”, dizia os motivos pelos quais Jair Bolsonaro faz jus a esse título: “Ele não tem noção da estatura do cargo que ocupa, dedicando-se a questiúnculas que não deveriam chegar nem perto do gabinete presidencial, como o conteúdo de filmes que contam com financiamento público ou o número de pontos necessários para cassar a habilitação de motoristas”.

“Pior, buscar interferir em assuntos de forma personalista, com desprezo pelas instituições e contra consensos técnicos e não desperdiça oportunidades de aprofundar as divisões políticas que tanto mal tem causado ao País”.

 “Ele abusa de pautas que não passam de nitroglicerina ideológica, investe contra governadores nordestinos e ataca de forma pusilânime, desafetos e até profissionais que não corroboram suas singulares visões de mundo”.

“Não dá nem para afirmar que o presidente é sincero em suas convicções. Pois quando julga que há uma oportunidade para faturar, não hesita em renegar o discurso da véspera”.        

Quem tem, portanto, todos esses defeitos, seja na biografia, seja no desempenho do mandato, não pode apontar o dedo para ninguém e tentar execrá-lo perante à opinião pública.

ALMOÇO COM SARNEY

Todas as vezes que o ex-presidente José Sarney vem a São Luís, faz parte de sua agenda um almoço com um grupo de amigos.

Na segunda-feira passada, no restaurante Ferreiro Gril, uma mesa especial chamava as atenções da clientela pela presença de Sarney, que na companhia de Benedito Buzar, Aparício Bandeira, Joaquim Haickel, José Jorge Soares, Remy Ribeiro, Fabiano Vieira da Silva, Jura Filho, Francisco Leda, Eliézer Moreira, Nam Sousa e o coronel Vieira, passavam em revista os acontecimentos políticos de ontem e de hoje ao sabor dos deliciosos pratos da culinária maranhense.

SARNEY NA CASA DA CULTURA

Na tarde daquele dia e após o almoço, Sarney e este jornalista se dirigiram para a Casa da Cultura Josué Montello, onde a diretora da Instituição, Joseane Sousa, mostrou o farto e primoroso material biográfico e literário do patrono da Instituição, guardado e conservado com o maior cuidado e desvelo.

Sarney que não conhecia a Casa da Cultura Josué Montello, saiu dali empolgado com o que viu.

SARNEY NA AMEI

Para completar o périplo cultural, restava visitar a Livraria AMEI, no Shopping São Luís, onde Sarney queria ver e adquirir os recentes lançamentos editoriais e produzidos pelas novas gerações maranhenses.

Ficou tão impressionado com a quantidade e a qualidade da produção livresca ali exposta, que de lá saiu carregando um volumoso pacote de obras, que levará para Brasília para consumi-los e mostrar aos brasilienses o tipo de livro que se edita em São Luís.   

PALMAS PARA JOAQUIM HAICKEL

O Maranhão cultural precisa saber e aplaudir, o incansável trabalho de Joaquim Haickell na área da arte cinematográfica, graças ao seu esforço pessoal e intelectual.

Na semana passada, a MAVAM, empresa criada por Joaquim e que faz parte da Fundação Nagib Haickel, produziu e apresentou para um público selecionado duas obras cinematográficas da maior importância artística e jornalística.

A primeira, um longa sobre a vida e a obra de um dos mais expressivos pintores e escultores do Maranhão, Celso Antônio; a segunda, um documentário com base no trabalho jornalístico, dos anos sessenta e setenta, em São Luís, do profissional Lidenberg Leite, que retrata atos e fatos da vida pública e privada maranhense.

CAMELÔS NA RUA GRANDE.

Para facilitar as obras de requalificação na Rua Oswaldo Cruz, a construtora responsável pela execução dos serviços de engenharia, permitiu e facilitou o deslocamento dos camelôs que trabalhavam nas ruas transversais e adjacentes.

Com a finalização dos trabalhos do IPHAN e a proximidade da data de inauguração da nova Rua Grande, nada mais problemático e complicado do que o retorno dos camelôs aos lugares de origem.

Eles, que já haviam se habituado a trabalhar nas ruas transversais e adjacentes, provavelmente vão exigir um preço alto para voltar aos postos antigos.

 ASSALTANTES NO INTERIOR

Os assaltantes que atuavam nas principais cidades brasileiras, descobriram algo espetacular para sobreviverem com mais tranquilidade e menos risco: a mudança para o Nordeste do Brasil.

Ao contrário do que acontece nas urbes mais adiantadas do país, onde os bandidos enfrentam uma polícia mais organizada e melhor treinada, em nossa região, sobretudo no interior, os assaltantes podem atuar com mais desenvoltura e facilidade, porque as forças policiais são em menor escala e atuam com menos armamentos.  

Não é à toa que, de uns tempos para cá, o interior do Maranhão está infestado de bandidos e de profissionais na arte de assaltar e implodir estabelecimentos bancários, estes, desprovidos de esquemas de segurança à altura de enfrentá-los.

CELSO VERAS

Mais um amigo que parte, mais uma inteligência e exemplo de honradez que o Maranhão perde: Celso Veras, um cara de personalidade forte, mas dotado de uma fragilidade física bem acentuada. Dele guardarei sempre boas lembranças, como figura humana e pela conduta moral e digna na vida privada e pública.

Uma passagem marcante em sua atividade pública, ocorreu no governo Epitácio Cafeteira, em 1987, quando dirigiu o Projeto Nordeste, mantido com recursos de organismos nacionais e internacionais e voltado para o fomento e desenvolvimento de projetos comunitários.

Por não se submeter aos caprichos políticos do governador Cafeteira, na sua ânsia de aplicar os recursos em atividades avessas ao projeto, Celso se rebelou contra a intromissão do governador, gerando crise no governo e sua exoneração do cargo.

TUDÓLOGOS EM PROFUSÃO

Tudólogo é um neologismo que diz respeito a pessoa que opina sobre qualquer assunto, assenhorando-se sempre como pretenso especialista em qualquer matéria ou assunto.

Pois é essa categoria de gente que passou a ser encontrada em São Luís em larga escala e fácil de ser identificada pela berrante chatice.

Por se acharem entendidos em qualquer assunto (política, economia, literatura, religião, futebol) acham-se no direito de participar ou de se intrometer em conversas para as quais não foram convidados ou chamados a opinar.

VIVA CAXIAS

Que belo exemplo de civismo deu o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, de comemorar com toda a pompa os 196 anos de Adesão de Caxias à Independência do Brasil.    

São Luís e Itapecuru-Mirim, onde foram travadas lutas intensas contra os portugueses, que nos queriam subjugar a Portugal, esqueceram de fazer qualquer comemoração alusiva a tão importante efeméride histórica.

Até o ponto facultativo que antigamente fazia lembrar a Adesão do Maranhão à Independência, sumiu do mapa. 

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AS REFORMAS DO LARGO DO CARMO

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Este mês, após a inauguração das obras de requalificação da Rua Grande, indiscutivelmente, as melhores e mais completas, do ponto de vista urbanístico, realizadas em São Luís pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, serão iniciadas as obras de revitalização de importantes espaços do Centro Histórico, destacando-se a Praça João Lisboa, o Largo do Carmo e o seu entorno.

Pelo que disse a presidente do IPHAN, a competente Kátia Bogéa, na sua palestra na Academia Maranhense de Letras, nas reformas do Centro Histórico, um dos mais importantes exemplares arquitetônicos e históricos do Brasil, há anos abandonado pelas administrações municipais.

Pelo montante dos investimentos, estimados em R$ 11 milhões, advindos da parceria com a Vale, e pela magnitude das obras, inquestionavelmente, as intervenções urbanísticas a serem executadas naqueles espaço serão amplas, abrangentes e tecnicamente adequadas.

Numa vista de olhos no livro do professor Domingos Vieira Filho, recentemente reeditado pela Academia Maranhense de Letras, intitulado “Breve História das Ruas e Praças de São Luís”, o verbete “Praça João Lisboa” é muito claro quanto à importância histórica desse espaço público, que remonta a 1643, quando se torna o palco memorável da batalha em que as tropas   do bravo Antônio Teixeira de Melo derrotaram os holandeses invasores.

Ali, também, existiu um pelourinho de mármore, que servia de instrumento de suplício dos negros escravos, mas destruído em 1888 pelo povo após a abolição da escravatura, bem como, em 1838, no governo de Vicente Tomás Pires de Figueiredo, instalou-se o Liceu Maranhense, no Convento do Carmo, dirigido por Sotero dos Reis.

Quanto à mudança do nome de Largo do Carmo, para Praça João Lisboa, Vieira Filho informa que veio no bojo da Resolução nº 14, de 28 de julho de 1901, em homenagem à memória do nosso maior jornalista, que ali morou durante muitos anos.

No governo de Luís Domingues, por efeito da Lei Estadual 582, de 24 de abril de 1911, foi autorizada a contratação do escultor francês, Jean Magrou, para fazer a estátua de João Lisboa, guardado nos porões do Palácio dos Leões até 1918, de onde saiu por iniciativa do governador Antônio Brício de Araújo, que a inaugurou solenemente.

Sabe-se, também, que o pedestal primitivo, desenhando pelo engenheiro Haroldo Figueiredo, foi mudado por outro no governo Magalhães de Almeida, mas, na administração do interventor Paulo Ramos, sofre nova modificação, com o deslocamento do pedestal da estátua para “a primeira seção da praça, voltada para a Rua Nina Rodrigues”.

Naquela época, a execução de obras públicas, em São Luís, não era tarefa fácil por dois motivos: 1) divergências políticas entre os governantes em torno dos problemas da cidade; 2) carência ou dificuldade na aquisição de material de construção.  

Quem atesta esses problemas são os interventores Antônio Martins de Almeida (1933 a 1935), que nomeou prefeito de São Luís, o engenheiro Antônio Alexandre Bayma, e Paulo Ramos (1936 a 1945), que fez do médico Pedro Neiva o gestor da capital maranhense.

Martins de Almeida, na edição do Diário Oficial, de 1º de março de 1935, abordava a questão urbanística de São Luís de maneira desastrosa: “Queremos fazer um apelo aos capitalistas e proprietários de São Luís, no sentido de que empreguem os seus capitais em edificações ou reconstruções, modificando esse deplorável aspecto de cidade colonial, retardada, retrógrada, com que tanta gente apoda a nossa bela capital.”

Em seguida, dizia: “Precisamos varrer do alto dos telhados essa vegetação luxuriante que se ostenta em toda parte, nas ruas mais centrais da urbe. Devemos extinguir esse tipo de casarão secular, biqueiras à frente, sacadas do tempo de Dom João, em que se aprazem de habitar entre ratos, morcegos e baratas, muitas das nossas famílias abastadas.”

Não por acaso, o prefeito Antônio Bayma, nomeado por Martins de Almeida, que no estilo bolsonariano, sob o argumento de facilitar o tráfego, ordenou o corte de algumas árvores da Praça João Lisboa, sob o pretexto de que elas, por serem frondosas, também atentavam contra a segurança do Estado.

Se o mineiro Martins de Almeida, pregava ações radicais no sentido de desfigurar a cidade colonial, para que a administração municipal se visse livre dos problemas urbanísticos, o maranhense Paulo Ramos, governava  em sentido contrário ao que preconizava o seu antecessor, fato comprovado no Diário Oficial, de 19 de agosto de 1938, em que divulgava as dificuldades para execução de obras públicas em São Luís: “A construção é caríssima é quase inexequível, pois em nosso meio mantemos em grau mínimo a indústria de material necessário. O tijolo, a cal, a telha, a areia grossa, etc, atingem preços excepcionais, havendo verdadeiros lances de leilão. A falta de material sacrifica o orçamento de qualquer construção, mesmo o mais bem organizado.”  

Com todas essas dificuldades, o interventor Paulo Ramos não era pessimista e nem se deixava abater pelos problemas que o Maranhão enfrentava na área da construção. Para superá-las, respaldava-se na boa arrecadação da máquina fazendária e no aporte de recursos federais, que drenados para a gestão do prefeito Pedro Neiva de Santana, permitiam a realização de obras para mudar a fisionomia da capital maranhense, sem necessidade, como era desejo de Martins de Almeida, de fazer alterações bruscas na paisagem colonial da urbe ludovicense.

Como prova de que Paulo Ramos e Pedro Neiva estavam perfeitamente sintonizados quanto à maneira de proporcionar a São Luís uma nova roupagem urbanística, basta  lembrar o ano de 1938, quando a população que habitava a capital do Estado, via com bons olhos os melhoramentos nela introduzidos, com destaque para as reformas das praças Antônio Lobo, Gonçalves Dias e João Lisboa, os calçamentos das ruas Dom Francisco, Jansen Muller, Leôncio Rodrigues, Sete de Setembro, Mário Carpenter, Avenida 5 de Julho, a restauração do Palácio dos Leões, do Instituto Oswaldo Cruz, do Hospital Geral, e as construções das Avenidas ligando a Praça João Lisboa ao Mercado Novo e à Avenida 5 de Julho.      

CADÊ O MST?

Eu não votei em Jair Bolsonaro e nem aprecio a sua maneira de governar o Brasil, mas por causa de sua presença no Palácio do Planalto, o nefando MST, que o PT sustentava para invadir propriedades rurais, saiu de cena.

PALMAS PARA ANDERSON

Quem tem competência, se estabelece. Menos de trinta dias à frente da Secretaria da Cultura, o novo titular, Anderson Lindoso, resolve o problema da Casa da Cultura de Itapecuru, que o antecessor Diego Galdino nada fez para solucionar.

Na semana passada, para minha satisfação, estive na minha terra e assisti o secretário Anderson Lindoso autorizar a empresa que fez a reforma da Casa da Cultura, a, nesta segunda-feira, a trabalhar e corrigir a construção que o inverno levou de roldão. 

FLÁVIO E BOLSONARO

A animosidade entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador Flávio Dino não é de agora.

Vem dos tempos em que os dois cumpriam o mandato de deputado federal e tiveram um forte desentendimento que, por pouco, não descambava para uma imprevisível luta corporal.

A turma do deixa-disso evitou a briga, mas não impediu os dois de esquecerem o motivo pelo qual a briga se originou.

AMOR E PAZ

Para mostrar a nova fase pessoal e política que ora  vive, o governador Flávio Dino, na semana finda, fez duas declarações públicas, que revelam sua adesão à causa do amor e da paz.

Primeira, poderá procurar José Sarney para nova conversa. Segunda, não se esquivará a receber o presidente Jair Bolsonaro na sua visita ao Maranhão, no final de agosto.

INSPEÇÃO DE OBRAS

Todas as vezes que o governador Flávio Dino ausenta-se do Estado e transfere o cargo para o substituto legal, Carlos Brandão, acontece algo inusitado.

O vice imediatamente anuncia que vai ao interior inspecionar obras.

Trata-se de uma procedimento desnecessário e deselegante para com o titular do cargo.

SOCORRO ARAÚJO

Se há uma mulher que admiro pelo trabalho e criatividade, chama-se Socorro Araújo, secretária de Turismo da Prefeitura de São Luís.

Além de lutar para São Luís ser reconhecidamente um polo turístico nacional, pelo seu patrimônio histórico e artístico, desenvolve a nível local uma programação de valiosa contribuição cultural, para que as novas gerações, nas férias escolares, adquiram conhecimentos dos valores e dos acontecimentos que tiveram o Maranhão por palco.

Pelas iniciativas culturais que Socorro Araújo têm promovido e apresentado nas ruas e praças de nossa cidade, merece ser louvada e aplaudida.  

INFLUÊNCIA DE FILHOS

É inegavelmente verdadeira a influência dos filhos do Presidente da República, Jair Bolsonaro – Eduardo, Flávio e Carlos, nas iniciativas do pai e nas atividades políticas e administrativas do País.

No Maranhão, Renato Archer, Newtinho Bello, Jaime Santana e Edinho Lobão, foram filhos que se notabilizaram e tiveram participação nos governos dos pais, Sebastião Archer da Silva, Newton Bello, Pedro Neiva de Santana e Edison Lobão.

Graças a Deus, não chegaram a ter a força deletéria dos filhos de Bolsonaro.

ANIVERSÁRIO DE G. DIAS

Como tem acontecido nos últimos anos, a Academia Maranhense de Letras prestará homenagem ao seu patrono, Gonçalves Dias, pelo dia de nascimento, a 10 de agosto de 1823.

Pelo fato da efeméride, este ano, cair no sábado, a homenagem ocorrerá na sexta-feira, dia 9 de agosto, às 17 horas, para que os alunos da rede pública e privada possam participar do evento, na praça onde se encontra a estátua do grande poeta, a ser lembrado em verso e prosa pelos maranhenses.

PARTICIPAÇÃO DE SARNEY

Quem imagina que o ex-presidente José Sarney marcou presença na reunião do MDB, para emprestar solidariedade a algum candidato a prefeito de São Luís, equivocou-se totalmente.

Sarney, que da vida política e partidária, só quer ter boas recordações, compareceu ao encontro emedebista para rever os amigos do partido ao qual pertence, destacando-se o ex-senador João Alberto.

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RUBEM ALMEIDA, A LUA E APOLO

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No último sábado, 20 de julho, cinquenta anos se passaram da chegada à Lua dos astronautas americanos Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, feito memorável transmitido pelas emissoras de rádio e televisão, que mostraram a tripulação do Apolo 11 fincar a bandeira dos Estados Unidos e a ela prestar continência, façanha aplaudida pelo mundo inteiro, mas suscitou polêmica e controvérsia entre otimistas e pessimistas, em torno da veracidade da inédita missão.

Em São Luís, o notável espetáculo astronáutico, visto por um contingente expressivo da população, ganhou auspiciosa repercussão, sobretudo depois que uma figura humana respeitada, da dimensão do professor e membro da Academia Maranhense de Letras, questionou a autenticidade do extraordinário evento americano.

Trata-se de Rubem Almeida, que, do alto de seus conhecimentos científicos, até então desconhecidos da sociedade maranhense, revelou a sua incredulidade quanto ao resultado positivo da arrojada empreitada, segundo ele, uma obra de arte cinematográfica e produzida com requinte tecnológico.

Como um rastilho de pólvora, o comentário do ilustre professor, imediatamente se propagou e virou assunto em todas as rodas sociais, o que me impulsionou a ir ao seu encontro, ele, meu ex-professor de Português, no Liceu Maranhense, a quem dedicava respeito e admiração, por ser um intelectual de relevo no cenário cultural do Maranhão.

À época, eu, escrevia a festejada coluna Roda Viva, publicada diariamente no Jornal do Dia, razão porque precisava urgentemente entrevista-lo, antes que outro jornalista o fizesse, para informar aos meus leitores, que se encontravam ávidos de saber os motivos que o levaram a bater de frente com o mundo científico e a levantar suspeitas quanto ao êxito dos astronautas americanos.

Depois de algumas buscas, finalmente, encontrei o mestre na Praça Benedito Leite, sobraçando livros e jornais, com o qual iniciei um diálogo descontraído e interessante.

Como se tivesse ansioso para tornar público o que carregava consigo, Rubem Almeida não se nega a discorrer sobre um assunto, que parecia dominar com tamanha desenvoltura, tanto que imaginei estar diante não de um professor provinciano, mas de um cientista da NASA. 

A entrevista, de apenas uma pergunta e seis respostas, publicada na edição do Jornal do Dia, de 5 de agosto de 1969, começa pela óbvia pergunta: saber se ele acreditava ou não missão do Apolo 11.

Com tranquilidade, Rubem Almeida antes de entrar diretamente no assunto, esclarece: – “Amigo velho, a presença de sangue índio no meu corpo, faz com que eu seja um homem desconfiado, daí porque só acredito nessa missão do Apolo 11 se me derem explicações a respeito das seguintes questões, sem isso, não darei a minha mão à palmatória.”

Ei-las: “1) Dentre dez possibilidades da missão ser bem-sucedida, se nove não seriam de fracasso; 2) As fotografias não mostraram e nem provaram as subidas e descidas dos astronautas. 3) As cenas vistas pela televisão eram como se eles já tivessem na Lua; 4) As fotos apresentadas se comparadas com as do deserto do Arizona são semelhantes; 5) O excesso de detalhes (horas, minutos e segundos) mostra que não houve nenhuma falha na viagem; 6) A superfície irregular da Lua, não permitiria o pouso tranquilo do módulo, em que se encontravam os astronautas.”

Cinquenta anos depois da extraordinária façanha americana, com os avanços cada vez mais audaciosos das viagens interplanetárias, como pensaria hoje o professor Rubem Almeida: continuaria cético ou teria mudado de posição?

Se ele baixar numa sessão espírita, a gente sabe.

BOLSONARO EM SÃO LUÍS

Depois do recente arranca-rabo entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador Flávio Dino, duas perguntas estão na ordem do dia: 1) Bolsonaro virá ou não inaugurar a reforma da Rua Grande, marcada para agosto em São Luís? 2) Se vier, o governador Flávio Dino marcará presença no evento?

GIGI E TAYNARA OG

O que é certo: a vida imita a arte ou o contrário?

Com base nesse questionamento, levando-se em conta o fenômeno da internet, pergunto: é a personagem Vivi, interpretada pela bela atriz Paola Oliveira, na novela “A dona do pedaço”, que imita a maranhense a Taynara OG ou o contrário?

PEDRO LEONEL

Ao longo da vida, o advogado Pedro Leonel sonhou ver o Brasil governado por um político da direita.

O sonho transformou-se em realidade com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, que vem praticando ações estribadas no figurino da direita.

           ALCIONE E OS FANS

Como cantora, Alcione pela sua bela voz, é uma unanimidade no país.

Agora, como manifestante política, surpreendeu os seus admiradores, que ficaram divididos com relação ao episódio em que o presidente Bolsonaro teria ofendido os nordestinos.

OUTUBRO CULTURAL

No mês de outubro vindouro, o povo maranhense, que gosta de cultura, terá a oportunidade de participar de quatro eventos importantes.

Em São Luís, a Feira do Livro; em São José de Ribamar, o Festival de Literatura, promovido pela prefeitura em parceria com a Academia Maranhense de Letras, em Imperatriz, o SLIMP – Salão de Leitura; em Itapecuru Mirim, o FLIM – Festival de Literatura.           

 MELHOR E DISPARADO

Gastão Vieira, para tristeza dos amigos, não teve a sorte de ficar entre os eleitos à Câmara de Deputados, no pleito de 2018.

Como suplente, graças a uma operação política do governador Flávio Dino, assumiu o mandato e em pouco tempo de atuação deu mostras de sua competência e de seu produtivo trabalho em favor do Maranhão e do Brasil.

Não por acaso, Gastão foi escolhido como o deputado da bancada maranhense de melhor desempenho no Congresso Nacional.

FALTA NA RUA GRANDE

Eu encontrei um defeito no projeto de reforma que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional executou na Rua Osvaldo Cruz.

A falta de espaços destinados à instalação de restaurantes, barzinhos e lanchonetes, que se previstos, evitariam a proliferação de vendedores de PFs (pratos feitos) e consumidos em plena rua.

PRESIDENTE DO TJ

Depois de vinte e nove anos, repete-se um ato nada comum no processo de sucessão do poder.

O governador Flávio Dino, em 2019, para prestigiar o presidente do Tribunal de Justiça, José Joaquim dos Anjos, usa o mesmo modelo do governador João Alberto. Em 1990, para permitir o presidente do TJ, Emésio Dario de Araújo, a assumir o Governo do Estado, João Alberto ausenta-se do Maranhão, em companhia do presidente da Assembleia, Antônio Carlos Braid.

   ADESÃO Á INDEPENDÊNCIA

  Acho que sou o único maranhense a lembrar que amanhã, 28 de julho, por ser a Adesão do Maranhão à Independência, comemorava-se o evento com certa pompa.

Dava-se tamanha importância à efeméride, que o Governo do Estado decretava ponto facultativo nas repartições públicas, os alunos marchavam pelas ruas da cidade e as instituições culturais realizavam sessões especiais.

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149 ANOS DE ITAPECURU-MIRIM

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Recebo convite do prefeito da minha terra, Miguel Lauand, para participar de uma programação de eventos que acontece este mês, em comemoração a uma efeméride importante: a elevação de Itapecuru-Mirim à categoria de cidade.

Ao contrário dos anos anteriores, este ano, a prefeitura procedeu de modo certo e correto, pois não foi a 21 de julho de 1870, que, historicamente, se deu a fundação de Itapecuru-Mirim, mas a 20 de outubro de 1818, portanto, há 201 anos “quando o desembargador, ouvidor e corregedor da Comarca de São Luís do Maranhão, Francisco de Paula Ferreira Duarte, juntou-se ao alcaide-mor, José Gonçalves da Silva, representado pelo seu procurador, Antônio Gonçalves Machado, e diante do clero e do povo, que se achavam reunidos na Praça da Cruz, leu-se em voz alta e inteligível a provisão régia de 27 de novembro de 1817, expedida em consequência do decreto de 14 de junho do dito ano, e despacho  da mês do desembargo do Paço de 17 de julho e 24 de novembro do mesmo ano, determinando  fundação e instalação da Vila de Itapecuru-Mirim” , ato transcrito,  com todo requinte de verdade, no Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, do notável professor César Augusto Marques.

A 21 de julho de 1870, portanto, a 149 anos, o que aconteceu na realidade fo, em decorrência do progresso material da vila, a Assembleia Legislativa Provincial do Maranhão, votou e aprovou a Lei nº 919, sancionada pelo vice-presidente, José da Silva Maia, que elevava Itapecuru-Mirim à categoria de cidade.

Com essa mudança de comportamento, a prefeitura de Itapecuru-Mirim, poderia de agora por diante comemorar duas relevantes efemérides: a da fundação da vila e da sua elevação à categoria de cidade, atos distintos, mas de grande significação histórica, que vinham sendo confundidos ao longo do tempo,  com o que não concordava e vinha chamando a atenção das autoridades municipais desde 2003, quando escrevi um artigo no Jornal de Itapecuru, sob o título “A verdade sobre a fundação da cidade de Itapecuru-Mirim”.

E assim procedi, porque tomei por base a opinião de dois lúcidos historiadores, aos quais devoto especial admiração e respeito: Washington Cantanhede e Mauro Rego, que em artigos publicados na imprensa de São Luís, gritavam contra as autoridades de alguns municípios do Maranhão, que conscientemente ou não, deturpavam ou distorciam a história de vida das comunas, comemorando ou festejando efemérides que nada tinham a ver com as suas origens, criações e fundações.

Louvado, portanto, em fontes históricas confiáveis, busquei e encontrei a verdade que precisava vir à tona, para o povo itapecuruense  não continuar a  festejar, sob o beneplácito das autoridades municipais, ainda que de boa-fé, eventos não condizentes com a realidade que a História mostra de forma insofismável que uma coisa é a fundação da vila (20 de outubro de 1818), e outra coisa é a elevação da vila à categoria de cidade (27 de julho de 1870).

EDINHO LOBÃO, O PASTOR

Enfastiado com os tempos profanos e políticos, o ex-senador Edinho Lobão entregou-se de corpo e alma à vida evangélica.

Nessa sua nova vida, dedicada aos cultos evangélicos, Edinho, dotado de fluente oratória, tem conquistado muitos adeptos para a religião que abraçou.         

PRAÇA DAS MERCÊS

A nova Praça das Mercês, que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional, vai construir, nas proximidades do Museu da Memória Republicana, é uma homenagem ao ex-senador José Sarney.

Trata-se de um projeto concebido na época em que o Convento das Mercês pertencia à Fundação José Sarney, quando Kátia Bogéa se comprometeu a construí-lo, para que a instituição criada por José Sarney, com desvelo e desprendimento, se apresentasse com nova e bonita visibilidade.

O NOVO LARGO DO CARMO

O projeto que o IPHAN vai executar no Largo do Carmo é extremamente grandioso e certamente fará com que o antigo logradouro seja novamente o orgulho dos maranhenses, que o tinham como o mais bonito e o mais movimentado da cidade.

Pelo que se sabe, um novo relógio será instalado e para funcionar dia e noite. O horroroso abrigo, receberá um tratamento especial, mas sem perder as suas características arquitetônicas e as bancas de revistas retornarão aos espaços que ocuparam, mas com outra concepção.    

BOLSONARO VEM AÍ

Na agenda do Presidente da República, a confirmação da presença de Jair Bolsonaro em agosto em São Luís, para inaugurar as obras de requalificação da Rua Grande, que ficaram um show de bola.

Fala-se, também, na sua ida a Rosário, para reinaugurar a antiga estação de trem, e a Alcântara, para visitar o Centro de Lançamento.

Não se espantem se visitar São Pedro dos Crentes, a única cidade do Maranhão onde ganhou a eleição nos dois turnos.

GERENTES DE BANCOS

Até o final do século passado os gerentes de bancos oficiais em São Luís eram figuras de proa e tratados a pão de ló pelos empresários e autoridades governamentais.

Gerentes do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia eram presenças obrigatórias em qualquer evento privado ou público, sendo recebidos com toda pompa.

O puxa-saquismo devotado aos gerentes de bancos oficiais chegou ao fim e hoje são figuras anônimas e sem o brilho de outrora.

MAIS ACADEMIAS

Continua forte e intensa a febre da criação de Academias de Letras no interior do Maranhão.

Raro é o mês que não se funda em alguma cidade uma instituição voltada para a promoção da cultura local.

Na semana passada, mais duas cidades maranhenses passaram a contar com Academias de Ciências, Letras e Artes: Vargem Grande e Barreirinhas.

  HOTELARIA DE BARREIRINHAS

Nunca em tempo algum, a cidade de Barreirinhas esteve tão cheia de turistas como neste mês de julho.

A rede hoteleira que, entre hotéis, pousadas e pensões, conta com quase duzentas unidades, vive dias de euforia e de otimismo com a presença de gente do Brasil e do exterior.

Com toda essa avalanche de gente, a cidade continua precária de bons serviços e a estrada repleta de buracos, que faz do tráfego um martírio.

SAI PARAÍBA, ENTRA LUÍSA

Até recentemente, o centro da cidade, era repleta de lojas de eletrodomésticos dos Armazéns Paraíba.

 Brevemente, o consumidor verá um cenário diferente, pois os Armazéns Paraíbas serão substituídos pelos Magazines Luisas, que chegaram ao mercado maranhense com uma estratégia diferenciada: primeiro, o interior do Estado; agora invadem São Luís.  

 NOME EXTRAVAGANTE

Uma pergunta que não quer calar: será que a população de Santa Luzia se orgulha de ter como prefeita uma pessoa chamada França do Macaquinho?

TREMENDO NO TÚMULO

O Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, deve estar tremendo no túmulo ao saber que um filho do Presidente Jair Bolsonaro será o futuro embaixador do Brasil nos Estados Unidos. 

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A CULTURA POSTA EM QUESTÃO

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O Maranhão, nos séculos XVIII e XIX, conquistou o reconhecimento nacional, pela riqueza de talentos intelectuais.

Não por acaso, pelo expressivo número de escritores que oferecemos ao Brasil – João Lisboa, Gonçalves Dias, Odorico Mendes, Sotero dos Reis, Gomes de Sousa, José Cândido de Morais e Silva, Sousândrade, Antônio Henriques Leal, César Marques, Cândido Mendes de Almeida, Luís Antônio Vieira da Silva, Joaquim Serra, Adelino Fontoura, Celso Magalhães, Coelho Neto, Raimundo Correia, Graça Aranha, Artur e Aluísio Azevedo, Raimundo Lopes, conquistamos o meritório título de Atenas Brasileira.

Alguns desses renomados homens de letras, se projetaram com tamanha força na vida literária brasileira, que trocaram o Maranhão pelo Rio de Janeiro, o mais importante centro político e cultural do país.

A dimensão intelectual de nossos conterrâneos era de tal modo marcante na cena nacional, que ao se fundar a Academia Brasileira de Letras nada menos do que cinco escritores maranhenses dela fizeram parte: Artur Azevedo, Aluísio Azevedo, Coelho Neto, Raimundo Correia e Graça Aranha, façanha que nenhum outro estado da Federação brasileira realizou.      

Esse quadro de brilhantes intelectuais, que despontou no Maranhão e deixou o Brasil encantado, aflorou numa época em que aqui não contava com nenhum órgão público, dedicado a ajudar ou promover escritores e artistas, os quais, para tornarem as suas produções conhecidas, valiam-se do talento intelectual e da coragem pessoal, ou então do empurrão de um amigo, geralmente da área literária, que os conduziam a penetrar num espaço incógnito e competitivo, como o Rio de Janeiro.

O introito acima, conduz e sugere uma discussão oportuna sobre os motivos pelos quais o Maranhão, naqueles idos, mesmo sem a presença de nenhum órgão estatal, teve notável representatividade no cenário nacional.

Visto isso, cotejar aquele tempo com outro momento da vida cultural maranhense, a partir do qual criaram-se instrumentos governamentais, para a promoção de valores intelectuais e incremento da produção cultural nativa, mas que funcionaram timidamente. Essa situação só melhora quando a Lei de Incentivos Fiscais entra em ação, mesmo sendo desvirtuada pelo próprio Governo.

 A título de informação, adianto que foi a partir dos anos 1960 que o Poder Público começou a fazer incursões no campo cultural, por iniciativa do governador Newton Belo ao criar o Departamento de Assuntos Culturais, substituído nos anos 1970, pela Fundação Cultural do Maranhão, criada pelo governador Pedro Neiva, e transformada em Secretaria da Cultura, nos anos 1980, pelo governador João Castelo.

Agora, uma pergunta impõe-se inevitavelmente: por que com toda essa estrutura, o Poder Público até hoje não teve condições de criar uma positiva e elevada política estadual de cultura? A resposta é simples: porque à SECMA destinou-se no Orçamento do Estado uma dotação ridícula e irrisória que não é suficiente para manter nem a pesada carga de organismos que giram em torno dela, a exemplo da Biblioteca, Arquivo, Casa da Cultura, Teatros, Museus, Escolas de Música, de Artes Plásticas e de Dança.

Dessa acanhada dotação orçamentária, o que sobra, convém salientar, é praticamente impossível a SECMA promover ações para estimular, promover e divulgar publicações de livros de autores maranhenses, realizar exposições pictóricas, montar shows musicais e teatrais com os artistas da terra, fazer exposições fotográficas e outras atividades afins.

Nesses quase sessenta anos de presença do DAC, FUNC e SECMA na vida cultural do Maranhão, vinte agentes públicos foram seus titulares: Governo Newton Bello- José Martins Bello; Governo José Sarney – Domingos Vieira Filho; Governo Pedro Neiva – José Martins Belo; Governo Nunes Freire – Jomar Moraes; Governo João Castelo, Bernardo Almeida e Arlete Nogueira Machado; Governo Luiz Rocha- Joaquim Itapary e Jomar Moraes; Governo Cafeteira- Laura Amélia e Américo Azevedo Neto; Governo João Alberto- Benedito Buzar; Governo Edison Lobão- Nerine Lobão e Luis Phelipe; Governos Roseana Sarney- Eliézer Moreira, Luís Bulcão e Olga Simão; Governo José Reinaldo-Antônio Padilha; Governo Jackson Lago- Joãozinho Ribeiro; Governo Flávio Dino, Diego Galdino e Anderson Lindoso.

Importante: nove desses nomes, fazem parte da Academia Maranhense de Letras: Domingos Vieira Filho, Bernardo Almeida, Joaquim Itapary, Jomar Moraes, Laura Amélia, Américo Azevedo Neto, Benedito Buzar, Luís Phelipe e Eliézer Moreira.

O governador Flávio Dino foi o único que nomeou para a SECMA nomes sem nenhuma vinculação com os meios culturais: Diego Galdino e Anderson Lindoso.

BUMBA-MEU- BÚFALO

Não dá para esquecer o ex-deputado Bayma Serra nessa época junina, quando produziu uma de suas mais interessantes pérolas.

Foi no tempo do governo Pedro Neiva, quando o secretário de Agricultura, Lourenço Tavares quis introduzir na baixada maranhense a criação de búfalos.

Bayma Serra logo anunciou a apresentação de um projeto na Assembleia, para, no Maranhão, o Bumba-Meu-Boi ser Bumba-Meu-Búfalo.           

AVENIDA PAULISTA E COPACABANA.

Em vez da Secretaria de Turismo, como faz todos os anos, apresentar as brincadeiras do Bumba-Boi em eventos da Associação Brasileira de Agentes de Viagens, deve fazer algo mais positivo e promissor ao turismo maranhense.

Exibir os Bumbas-Bois e outras atividades folclóricas, aos domingos, ao longo da Avenida Paulista e da Praia de Copacabana.

 Garanto que no ano seguinte, São Paulo e o Rio de Janeiro mandariam legiões de turistas para São Luís.

OCUPAÇÕES DE CASARÕES

Acho extremamente importante essa ação do Governo do Estado de revitalizar alguns casarões do centro da cidade e transformá-los em moradias.

Mas há um porém: se o projeto for destinado aos moradores da classe média, na sua grande maioria proprietária de automóveis, os casarões reformados precisam ter garagem coletiva e subterrânea.

SERÁ MULHER?

O governador Flávio Dino tem dito em seus recentes pronunciamentos que “espera do próximo governador ou governadora realizar o que deixou de fazer”.

Se o aviso for para os homens, a fila é grande. Mas se for para as mulheres, a fila é pequena e formada por Roseana Sarney (quem,sabe?), Eliziane Gama, Maura Jorge, Kátia Bogéa e Cleide Coutinho.

REFORMA DA ACADEMIA

Quando se fala em reforma do Centro Histórico, omite-se o trabalho a ser feito na Academia Maranhense de Letras, a ser restaurado por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

A obra de restauração da AML, será licitada ainda este mês, com recursos conseguidos pelo presidente Benedito Buzar junto à presidente e ao superintendente do IPHAN, Kátia Bogéa e Maurício Itapary.

NUNES O POLIVALENTE

Em todo o Governo há uma figura, que por ser ligada e da confiança do governador, assume o papel de polivalente.

No governo de Flávio Dino, até agora, quem tem sido o seu polivalente é o advogado Antônio Nunes.

Começou o governo no cargo de diretor-geral do Detran, depois foi remanejado para a secretaria de Governo e agora aportou numa tal Empresa Maranhense de Parceria.

Alguém pode me dizer o que faz essa Empresa Maranhense de Parceria?

EU E JOÃO GILBERTO

Uma das maiores glórias e alegrias que tive na vida foi o de ver o grande e inesquecível João Gilberto cantar e tocar violão numa apresentação especial, no Rio de Janeiro, no Teatro Municipal.

Isso aconteceu no começo dos anos 1960, quando ele começava a se tornar conhecido por introduzir na música popular brasileira o toque da bossa nova, que a transformou em coqueluche mundial. 

Quem dividiu comigo toda aquela emoção foi o grande e inseparável amigo, José Mário Machado Santos.

FAMA DO MARANHÃO

Não é de hoje que os políticos e os partidos maranhenses não são bem vistos por personalidades de realce, que deixaram, pelas suas ações e atuações, marcas indeléveis na vida brasileira.

Uma dessas personalidades foi Duque de Caxias que ao chegar ao Maranhão em 1838, para combater os revoltosos da Balaiada, na sua primeira proclamação ao povo maranhense, disse em alto e bom som: “Mais militar do que político, eu quero ignorar os nomes dos partidos que por desgraça entre nós existem”. 

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O ENCONTRO DE FLÁVIO DINO COM SARNEY

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Sabendo que o ex-presidente José Sarney estava de viagem marcada para São Luís (sexta-feira, 28 de junho), aguardei a sua chegada para ouvir de viva voz o que ocorreu em Brasília, na tarde de 24 de junho, quando ele e Flávio Dino encontraram-se e conversaram durante duas horas, de modo respeitoso.

O encontro histórico, assim chamado pelo deputado Roberto Costa, veio à tona por iniciativa do governador maranhense, que, nos últimos tempos, encarnou o papel de impiedoso adversário político do sarneísmo, mas teve como intermediador o ex-presidente do PC do B, Renato Rabello, amigo de longas datas de Sarney.

Acertado o onde, quando e como, Flávio, que se fazia acompanhar do deputado comunista, Orlando Silva, foi recebido diplomaticamente na residência depor José Sarney, a e Sarney Filho, que deixaram Flávio à vontade para iniciar a longa e amistosa conversa, com a participação apenas do anfitrião e do governador. 

A conversa inicia com Sarney dizendo a Dino que, com respeito à política maranhense, se manterá em silêncio, pois dela se afastou em função da avançada idade, tanto que passou o bastão para Roseana, Sarney Filho e o neto, José Adriano.

O assunto que veio à baila em seguida, gira em torno da situação política nacional, em que ambos, apreensivos com os atos e os fatos que acontecem no país, precisam ser vistos e discutidos à luz dos preceitos democráticos e da legalidade.

Nesse particular, Sarney anuncia o lançamento de um livro de sua autoria, por meio do qual espera contribuir, em razão da experiência e do conhecimento, para o Brasil sair dessa crise sem o uso de medidas radicais e inconstitucionais.

 Em seguida, a conversa descamba para a temática literária, que Sarney espera dedicar-se de corpo e alma, com livros, alguns já lançados e ofertados ao governador.

Após esse momento literário, a palavra fica com Flávio Dino, que a usa para dissertar sobre assuntos de São Luís, onde executará o projeto “Nosso Centro”, para beneficiar o Centro Histórico e adjacências, com a aplicação de R$ 140 milhões, destinados a revitalizá-lo e dinamizar o turismo e a economia.

Sarney, aproveita a oportunidade para reclamar do pouco interesse do Governo com relação ao Convento das Mercês, ao qual doou e deixou um acervo de grande relevância cultural, artístico e histórico, mas sem receber um tratamento adequado, fato que o governador promete apurar e corrigir.

Terminado o encontro, que suscitou tanta controvérsia, uma pergunta se faz necessária e imperiosa: o que realmente Flávio Dino desejava de Sarney, naquela tarde brasiliense, se não estava em jogo qualquer proposta de acordo político a nível estadual?

Parafraseando Pirandello, diria que assim se me parece o gesto do atual governador: mostrar ao país que por pensar em sua candidatura a Presidente da República, procurou Sarney para uma conversa, não apenas por ser uma das figuras mais proeminentes do centro político brasileiro, mas que está aberto e pronto para dialogar com forças políticas semelhantes, sem as quais a sua candidatura não sairá do chão e sem chance de ele subir a rampa do Palácio do Planalto.

Flávio Dino também sabe que se apoiado só por grupos esquerdistas, sua candidatura corre o risco de não se viabilizar, haja vista as últimas eleições presidenciais, em que Lula e Dilma Rousseff galgaram ao poder porque tiveram como companheiros de chapa, respectivamente, o empresário mineiro, José Alencar, e o ex-deputado paulista Michel Temer.   

A propósito: reportagem da revista Veja, na semana passada, mostra que até agora só existem sete candidatos a candidatos à Presidência República: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Sérgio Moro, Fernando Hadad, Rodrigo Maia, Wilson Witzel, João Dória e Luciano Huck.

Em tempo: a entrevista do governador Dino ao Jornal Pequeno, domingo passado, coincide literalmente com o que Sarney manifestou a este jornalista. Parabéns aos dois.

JUÍZA E PROMOTORA

Estou feliz e alegre com as presenças da magistrada, Mirela Freitas, e da promotora, Carla Mendes, na Comarca de Itapecuru-Mirim.

Desde que chegaram na minha terra, passaram a desenvolver um trabalho harmonioso e profícuo, que culminou, dias atrás, no lançamento de um projeto extremamente importante e saudável chamado “Teia de Sustentabilidade”.

Por meio desse projeto, a juíza e a promotora sensibilizaram a comunidade, sobretudo os jovens, da rede pública estadual e municipal, para a preservação do meio ambiente, a inclusão social e a promoção da saúde.

FESTAS JUNINAS

Quero parabenizar o Governo do Estado pelo espetacular festejo junino que São Luís viu este ano.

Há muito tempo eu não via a população e a cidade se mobilizarem em torno de um evento que funcionou maravilhosamente.

Menção especial para o arraial do IPEM, onde a montagem de um ambiente cenográfico, encantou o povo e virou a grande atração do evento junino.

O GLOBO NA CONTRA MÃO

Profundamente lamentável o tratamento discriminatório da TV Globo com relação aos festejos juninos de São Luís.

Como pode a principal emissora de televisão do país priorizar e destacar eventos realizados nas cidades pernambucanas e paraibanas, à base de forró e de quadrilhas (cada vez mais carnavalescas), e deixar de lado e não mostrar ao Brasil as ricas e maravilhosas manifestações populares e folclóricas do Maranhão?        

REDE HOTELEIRA

Tenho um amigo que mora em Brasília e, na época dos festejos juninos, precisou vir a São Luís para tratar de assuntos profissionais.

Dos hotéis mais sofisticados aos mais populares, todos lotados.

 A solução foi procurar uma casa de saliência (motel), onde hospedou-se, mas ficou em estado de abstinência e jejum sexual.

TROCA-TROCA

O governador Flávio Dino fez algumas mexidas no primeiro escalão do Governo.

Na secretaria da Cultura, tirou o apagado Diego Galdino e nomeou o desconhecido Anderson Lindoso.

Tomara que não seja uma troca de seis por meia dúzia.

DO CEUMA AO PALÁCIO

O técnico José de Jesus Azzoline, cuja vida profissional é marcada pela competência e honestidade, mudou de pouso.

Na iniciativa privada ou no setor público, Azzoline é o mesmo: trabalha com dedicação e responsabilidade.

Ao deixar o CEUMA recebeu imediato convite de Marcelo Tavares, para prestar serviços na Casa Civil do Governo.

EU E LOURIVAL

Este jornalista, que aos domingos ocupa a metade da segunda página do Caderno Alternativo, e o desembargador Lourival Serejo, integrantes da Academia Maranhense de Letras, recebemos comunicação do presidente da Academia Brasiliense de Letras, de que fomos eleitos para compor o Quadro de Membros Correspondentes daquela Instituição.     

BOIS DE PARINTINS

Observei nestas festas juninas, que alguns Bumba-Bois estão cometendo um crime contra a nossa cultura popular.

Influenciados pelos Bois de Parintins, trocaram a melodia de nossas toadas pela dos amazonenses.

A Secretaria da Cultura precisa ficar atenta a essa distorção e não ajudá-las financeiramente, ato da alçada do Governo do Amazonas.

DEFINIÇÃO DE ILHA

Ao assumir o cargo de prefeito de São Luís, em 1965, o novo gestor da cidade, Epitácio Cafeteira assim a definiu: – É uma ilha cercada de bosta e de buraco por todos os lados.       

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GOVERNADOR PRENDE E DEMITE ESCRITOR

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Nos primeiros dias de outubro de 1937, a imprensa impactou São Luís com a informação de que, por ordem do governador Paulo Ramos, o professor de História Universal do Liceu Maranhense, Jerônimo de Viveiros, havia sido preso pelo fato de, no recinto da Assembleia Legislativa, “tumultuar os trabalhos parlamentares e desrespeitado publicamente e em alta vozes, com palavras indecorosas, os poderes constituídos do Estado, incorrendo assim nos dispositivos da Lei de Segurança.”

Além de preso, o emérito professor respondeu a inquérito administrativo, que resultou em sua demissão, a bem do serviço público, das funções de professor do Liceu Maranhense, ato, também, executado pelo prefeito de São Luís, Pedro Neiva de Santana, que o demite das funções de Ajudante de Inspetor de Ensino Municipal, sob o pretexto de que “na hierarquia administrativa, nenhum detentor do poder público, sobrepuja ao do Governador do Estado, que no exercício daquele alto cargo não se despe nunca de suas relevantes funções, esteja ou não presente a qualquer reunião, seja de que natureza for.”

Nesse período em que o historiador esteve sob à mira da Polícia e da Justiça, a esposa, Luíza de Viveiros, desenvolveu ingentes ações no sentido de livrá-lo daquelas nefandas perseguições, inclusive por meio de cartas ao Ministro da Justiça, ao qual relatou o sofrimento do marido na prisão, que se viu atacado “por crise depressiva pela violência sofrida e agravada pela carência da alimentação na Penitenciária e às condições de absoluta falta de higiene da célula infecta em que foi encerrado”.

As cartas de Dona Luíza não surtiram nenhum efeito, já que o país vivia sob o tacão do Estado Novo. 

Sem condições de permanecer em São Luís, depois de dez anos prestando relevantes serviços ao magistério, o professor Viveiros transfere-se para o Rio de Janeiro, para dar continuidade à sua vida de professor, no Colégio Pedro II, onde impôs-se pela reconhecida autoridade de intelectual e historiador.

Quando os tormentos que desabaram sobre a sua vida começaram a ser consumidos pelos ventos da redemocratização do país, Viveiros retorna à sua terra e ao convívio de sua gente, para, desta feita, escrever em jornal e mostrar o outro lado de sua personalidade de emérito pesquisador, ao trazer a lume episódios que marcaram a vida política maranhense, pontuada de memoráveis eventos, como os das eleições movidas a cacetes, nos tempos de Dona Ana Jansen.

A repercussão desse trabalho, pela divulgação no jornal O Imparcial, levou a direção da Biblioteca Pública, localizada na Rua da Paz, hoje, sede da Academia Maranhense de Letras, destinar a ele um gabinete especial para realizar as suas atividades jornalísticas e produzir matérias com informações preciosas e desconhecidas da sociedade, objetos de seus estudos e pesquisas.    

Como se não bastasse, o poderoso Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, ficou tão encantado com a leitura dos trabalhos do incansável mestre, que mandou um repórter de O Cruzeiro veio a São Luís com a missão específica de entrevistá-lo.

Recentemente, todo aquele material da lavra do professor Jerônimo Viveiros, reunido com o título de Quadros da vida maranhense, em boa hora resgatado pelo pesquisador Luiz de Mello, deu ensejo à Academia Maranhense de Letras de orgulhosamente publicá-lo, sob a forma de fascículos e patrocinado pela Lei de Incentivos Fiscais do Governo do Estado do Maranhão.

PERSONA NON GRATA

Não é por acaso que a imprensa brasileira critica o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, pelos votos quase sempre contrários aos sentimentos do povo brasileiro.

Na semana passada, o povo maranhense foi vítima do ministro, pela decisão de suspender os efeitos da gratuidade de 30 minutos nos estacionamentos de São Luís.

A Câmara Municipal de São Luís praticaria uma boa ação se concedesse ao ministro o título de Persona Non Grata. 

PONTO E CONTRA PONTO

Se o presidente Jair Bolsonaro é o ponto, o governador Flávio Dino é o contra ponto.

De uns tempos para cá, o governador maranhense só pensa em contrapor-se às iniciativas e aos atos praticados pelo chefe da Nação.

Recentemente, concedeu um título honorífico à viúva do saudoso educador e professor Paulo Freire.

Em Brasília corre a notícia de que o presidente Bolsonaro, por causa disso, tem perdido noites de sono.

MÉDICOS CUBANOS

O governador Flávio Dino consulta a Organização Pan-Americana de Saúde, para saber se o Governo do Estado pode contratar médicos cubanos para prestarem serviços no Maranhão.

Para esse programa ser executado no Maranhão, não precisa importar profissional de Cuba, basta oferecer bons salários aos jovens que a UFMA e o CEUMA colocam anualmente no mercado. 

RÁDIO WEB DA AML

No propósito de divulgar a cultura do Maranhão, a Academia Maranhense de Letras vem de criar a Rádio Web AML, utilizando os recursos da comunicação e disponibilizados pela Internet.

Em apenas um mês, a Rádio Web, pelas informações a respeito das atividades desenvolvidas na Casa de Antônio Lobo, bem como das ações de seus integrantes no campo cultural, obteve mais de três mil acessos, inclusive do exterior.

AMIGOS SE CONFRATERNIZAM

Em São Luís, cresce um saudável movimento de grupos de amigos, que se reúnem semanalmente, geralmente em restaurantes, para se confraternizarem e trocarem informações sobre assuntos variados.

Um animado grupo, que pratica esse tipo de sadio relacionamento, pode ser visto aos domingos, das sete às nove horas da manhã, na Fribal, da Ponta D’Areia.

Fazem parte dessa confraria: Aparício Bandeira, que a preside, Carlos Gaspar, José Vitor Abdala, Arimatéa Alves, Airton Lopes, Marcélio Monteiro, Cristovam Teixeira, Vicente Ferrer, Cursino Moreira, Alim Maluf, Fábio Braga, Jesus Guanaré, Luís Alfredo Bandeira e este jornalista. 

AVISO AOS REITORÁVEIS

O Ministério da Educação não está levando muito a sério as listas tríplices dos candidatos a reitor, mesmo que votadas pela comunidade universitária. 

 Se nenhum membro da lista passar pelo rigoroso crivo do MEC, poderá ser indicado um professor interino ou pró-tempore.

Foi o que aconteceu recentemente na Universidade de Grande Dourado, de Mato Grosso do Sul.

O AVANÇO DE DUARTE

O eleitorado de São Luís, até agora, não tomou conhecimento da forte campanha que setores da mídia desenvolvem contra o jovem e combativo deputado Duarte Junior, que postula ser candidato à prefeitura de São Luís, em 2020.

Quanto mais batem, mais ele cresce junto ao eleitorado, sobretudo no meio da juventude.

 Até agora, em todas as pesquisas realizadas, Duarte Junior só perde para Eduardo Braid.

CONSELHO DE TANCREDO NEVES

Nunca foi tão atual este conselho do saudoso Tancredo Neves: – Só fale pelo telefone aquilo que você fala em público.

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