O VEREADOR JOÃO ALBERTO

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O mundo político maranhense ficou pasmo ao tomar conhecimento de que o senador João Alberto de Sousa não concorreria a nenhum cargo eletivo nas eleições de 2018, ele que no percurso de cinquenta anos de atuação pública, participou ativa e destemidamente das refregas eleitorais, majoritárias e proporcionais, sem que as urnas o tivessem decepcionado.

O afastamento extemporâneo de João Alberto da cena eleitoral, fluiu de modo misterioso e sem qualquer informação à opinião pública, causando impactos a adversários e aliados, sobretudo àqueles que sempre o acompanharam nas disputas políticas, iniciadas em 1970, quando concorreu, pela primeira vez, a um cargo eletivo, ao lado de José Sarney, a quem sempre dedicou total solidariedade, lealdade e sinceridade.

Dotado de invejáveis virtudes políticas e de exaltadas qualidades morais, reconhecidas por correligionários e antagonistas, João Alberto, construiu uma longa trajetória de sucessos eleitorais, que lhe valeram conquistar um mandato de deputado estadual, dois mandatos de deputado federal, duas vezes vice-governador do Estado, governador do Maranhão (onze meses), prefeito de Bacabal (sete meses) e dois mandatos de senador da República.

No exercício desses cargos eletivos, brilhou e nenhuma acusação foi a ele imputado, a partir dos meados da década de sessenta, ao trocar o Rio de Janeiro, onde era líder sindical, pelo Maranhão, atendendo o convite do governador José Sarney, que o nomeou para cargos importantes da administração estadual, no exercício dos quais, por ser rigoroso e determinado no trato com os negócios públicos, recebeu o apelido de Carcará.

Poucos os casos ocorridos no Maranhão, sobretudo na área da segurança pública, que não foram resolvidos pela sua incontida bravura cívica, destacando-se a operação policial bem-sucedida, na região tocantina, livrando-a de um bando de criminosos e assaltantes.

Como João Alberto ou Carcará, conquistou prestígio e popularidade, que o levaram a ingressar na militância partidária, filiando-se à Arena, pela qual disputou as eleições de 1970 e conquistou um lugar ao sol na Assembleia Legislativa do Estado.

Da Assembleia pulou para a Câmara de Deputados, onde por dois mandatos representou o povo maranhense e dali saiu para ser o companheiro de chapa do governador Epitácio Cafeteira. Nas eleições municipais de 1988, autorizado pela Assembleia Legislativa, licenciou-se da função de vice-governador e elegeu-se prefeito de Bacabal. Vitorioso, exerceu o cargo por alguns meses, sendo convocado para, como vice-governador, substituir Cafeteira, que renunciara a chefia do Executivo para ser candidato ao Senado da República. A posse de João Alberto foi contestada politicamente pelos deputados estaduais e juridicamente pelo presidente do Poder Judiciário, desembargador Almeida e Silva, ambas implodidas pelo Supremo Tribunal Federal, que garantiram a ele o direito de assumir o Governo do Estado, onde ficou 11 meses no cargo, mas deu um show como gestor público. O seu empenho pessoal na eleição de Edison Lobão contribuiu para elegê-lo governador.

Essa passagem de João Alberto pelo Palácio dos Leões, deu-lhe cacife para duas vezes ser o companheiro de chapa de Roseana Sarney ao Governo do Estado e posteriormente se candidatar ao Senado da República, onde cumpriu dois mandatos. No primeiro mandato, ocupou a vice presidência da Casa; no segundo, presidiu a polêmica Comissão de Ética.

A longa caminhada política de João Alberto, permeada mais de êxitos do que de fracassos, deve-se a duas palavras que não existem no seu vocabulário: traição e covardia, que não cultiva e nunca as usou em qualquer circunstância. Quem pode testemunhar isso é o ex-presidente José Sarney, que jamais duvidou da sua amizade e lealdade.

Estou chegando ao final desse panegírico, sem revelar o que João Alberto, como amigo fraterno e colega de infância, me confidenciou dias atrás. 1) Não disputou as eleições de 2018 para, como bom pai, não prejudicar a reeleição do filho, João Marcelo à Câmara dos Deputados; 2) Em 2020, voltará às ruas de Bacabal para ser candidato a vereador; 3) Se eleito, quem sabe, recomeçará a sua gloriosa vida política.

BASE DE ALCÂNTARA

As Forças Armadas, na sua grande maioria, manifestaram-se contra a proposta do presidente Bolsonaro de instalar no território nacional uma base militar dos Estados Unidos.

Se isso acontecesse, poderia prejudicar as negociações com os americanos, que se mostram bastante interessados na Base de Alcântara.

SLOGAN DE GOVERNOS

Das sugestões apresentadas ao Presidente Bolsonaro, no tocante ao slogan de seu Governo, optou pelo “Pátria Amada Brasil”, expressão extraída do Hino Nacional.

No Maranhão, há quem pense também em criar um slogan para o Governo do Estado, que poderá ser sacado do Hino Maranhense: “Maranhão, Berço de Heróis.”

SUCESSOR OU SUCESSORA

Do discurso do governador Flávio Dino, na solenidade de sua posse, para cumprir o segundo mandato, extraio essa pérola política.

“Minhas mãos e minha ficha continuam cem por cento limpas e assim estarão quando eu entregar o Estado para o meu sucessor ou sucessora.”

Significa dizer que uma mulher poderá substituí-lo. Falta só combinar com o povo

QUEBRA DE PROTOCOLO

Em Brasília e São Luís, na solenidade de posse do Presidente Jair Bolsonaro e do governador Flávio Dino, a quebra do protocolo foram visíveis.

No Palácio do Planalto, quem se encarregou de passar por cima do ritual, foi a esposa do novo chefe de Governo, que fez um discurso em libras.

No Palácio dos Leões, o protocolo foi quebrado pela primeira vez, com a faixa de governador passando pelas mãos de várias pessoas.

PRESENTE DE NATAL

Quem, em 2018, recebeu o maior presente de Natal foi o empresário Mauro Fecury.

Ao apagar das luzes do ano velho, veio a informação oficial de Brasília de que o Ministério da Educação autorizara o funcionamento do curso de Medicina na capital da República.

Com o curso de Medicina em Brasília, sobe para quatro o número de cidades onde o Grupo Fecury prepara profissionais da saúde para prestar bons serviços à sociedade: São Luís, Imperatriz e Belém.

KÁTIA EMPLACOU NOVAMENTE

O País inteiro pediu e o presidente da República, Jair Bolsonaro, nomeou Kátia Bogéa para continuar à frente do IPHAN.

Quando eu disse o País, significa que valeu também o pedido especial do ex-presidente José Sarney, que chegou ao Palácio do Planalto através da sua numerosa legião de amigos.

A presença de Kátia no IPHAN é a certeza de que o nosso patrimônio histórico e artístico não será esquecido, a despeito de vozes isoladas.

DIFÍCIL RELACIONAMENTO

Na entrevista concedida à Folha de São Paulo, o governador Flávio Dino não deu sinal de que deseja uma aproximação com o Presidente Jair Bolsonaro.

Ao contrário disso, reafirma a sua posição de distanciamento do Palácio do Planalto e espera ter com o novo chefe da Nação o mesmo relacionamento que teve com o ex-presidente Michel Temer: institucional e normal.

Como Bolsonaro não é Temer, o tempo dirá se acatou a sugestão do governado maranhense de manter esse tipo de relação.

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PRESIDENTES QUE PASSARAM EM MINHA VIDA

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De 1938, quando eu vim ao mundo aos dias correntes, nada menos do que dezenove presidentes, assumiram por via legal ou por caminhos nada democráticos, o posto mais alto e mais importante do regime republicano brasileiro.

Nos meus tempos de criança, de 1938 a 1945, o Brasil foi governado por Getúlio Vargas, que se aboletou no poder e instalou o Estado Novo, que durou quinze anos. Com o fim da ditadura varguista, vieram as eleições para a escolha dos governantes do País, sendo eleito o general Eurico Gaspar Dutra, para o mandato de 1946 a 1950. Naquelas eleições, eu, por ser menor de idade, não participei do processo eleitoral, o que aconteceu, também, no pleito seguinte, o de 1950, com o retorno de Getúlio ao poder, por via democrática, mas sem concluir o mandato porque suicida-se em agosto de 1954.

No pleito de 1955, com 17 anos, mais uma vez, fiquei longe do processo sucessório por exigência da lei, que determinava a idade de 18 anos ao direito do voto, razão porque não sufraguei o nome do melhor presidente do Brasil de todos os tempos: Juscelino Kubitscheck de Oliveira, em cujo mandato (1955 a 1960), o País avançou 50 anos em cinco.

Foi na sucessão de JK, na qual concorreram os candidatos Jânio Quadros (UDN), Henrique Teixeira Lott (PSD-PTB) e Ademar de Barros (PSP), que debutei como eleitor, mas as urnas não foram favoráveis ao candidato que recebeu o meu voto: o marechal Henrique Teixeira Lott, derrotado pelo ex-governador de São Paulo, que renunciou ao mandato em agosto de 1961 e levou o País a uma crise institucional, que resultou na mudança da forma de governo, que de presidencialismo virou parlamentarismo e o vice-presidente João Goulart assumiu como Chefe de Estado e não como Chefe de Governo.

Com a deposição de João Goulart, em março de 1964, o Brasil ingressa novamente numa fase de excepcionalidade, com os militares governando ao arrepio da Lei e da Constituição de 1946, esta, diversas vezes alterada para ficarem vinte anos no poder, sob o comando dos generais Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo , eleitos por via indireta e através de um Colégio Eleitoral composto de membros do Congresso Nacional e de representantes das Assembleias Legislativas.

O retorno do País ao regime democrático, em 1985, conduziu os candidatos Tancredo Neves e José Sarney aos cargos de presidente e vice da República. Com a morte de Tancredo Neves, ascende ao poder o vice, José Sarney, que convoca, em 1990, o eleitorado para eleger pelo sufrágio universal, direto e secreto, seus novos dirigentes. Ao final das apurações, o ex-governador de Alagoas, Fernando Collor, é o vencedor, mas sem o meu voto, pois, no primeiro turno, votei no paulista Mário Covas, e, no segundo, em Lula.

Collor não cumpre o mandato inteiro, pois em 1992 é defenestrado do poder por força do impeachement, que culmina na posse do vice, Itamar Franco.

O sucessor de Itamar, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, vence as eleições de 1994 e de 1998. A ele dei o meu voto para cumprir dois mandatos, nos quais teve bom desempenho administrativo.

Para substituir FHC, se duelaram no pleito de 2002 os candidatos Lula e José Serra, sendo vencedor o representante do PT, que não viu a cor do meu voto, pois sufraguei o candidato do PSDB nos dois turnos.

Na corrida sucessória de 2006, vencida novamente por Lula, cravei o meu voto no candidato derrotado, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckimin.

A popularidade de Lula extrapola no lançamento da candidatura da ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef, vencedora das eleições de 2010 e 2014. Mais uma vez o PT não conquista o meu voto, pois em 2010 optei pelo candidato do PSDB, senador José Serra, inapelavelmente derrotado. Na segunda, em 2014, sufraguei, sem vacilar, o nome de outro tucano, senador Aécio Neves, também, repelido nas urnas.

Para coroar a minha aversão ao PT, no pleito recente de 2018, no primeiro turno, votei em Geraldo Alckimin. No segundo, ignorei as candidaturas de Fernando Hadad e Jair Bolsonaro, optando pelo voto em branco, o que aconteceu pela primeira vez na minha vida de cidadão brasileiro.

RECADO PARA O GOVERNADOR

O governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, mandou aos governadores que não apoiaram o candidato Jair Bosolnaro este recado: “Quando se assume o papel de governador depois que a eleição passa, nós temos a responsabilidade de melhorar a vida população, independentemente de quem seja o presidente, para construirmos uma relação constitucional sadia e harmoniosa.”

OS OITENTÕES DA AML

Nada menos que quatro membros da Academia Maranhense de Letras entrarão no clube dos oitentões em 2019.

Alberto Tavares e Milson Coutinho, respectivamente, dias 2 e 9 de março.

Américo Azevedo Neto a 29 de outubro e Carlos Gaspar a 5 de dezembro.

Haja festa.

NOMES ARTÍSTICOS

Segundo os Cartórios de Registro Civil do Estado do Maranhão, os nomes mais escolhidos pelos pais no momento do registro de nascimento de seus filhos, em 2018, foram João Miguel e Enzo Gabriel.

O primeiro, com 663 registros e o segundo com 564.

Foram-se os tempos em que os pais escolhiam os nomes de Benedito, Raimundo, João Batista, José de Ribamar, Antônio, Joana, Maria de Jesus, das Dores, Aparecida, Conceição, Nazaré e outros que tais, de conformidade com os santos do dia.

Hoje, quem inspira os pais, no tocante aos nomes dos filhos, são os atores e as atrizes das novelas globais.

DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO

Poucos os prefeitos que este ano pagaram o décimo terceiro salário aos servidores municipais.

Até pouco tempo o 13º salário era pago religiosamente pelo setor público, que com essa remuneração extra, proporcionava aos servidores um final de ano feliz.

De uns tampos para cá, contudo, o 13º só tem servido para atormentar a vida dos funcionários públicos, os quais, à falta de tão importante salário, ficam impedidos de comemorar data festiva e plena de fraternidade.

FÓRMULA SALVADORA

OS sindicatos e as associações que representam o funcionalismo público estadual, já sabem o que fazer nos próximos anos para o governador Flávio Dino pagar antecipadamente o 13º salário e a folha de dezembro.

A partir do mês de julho começarão a veicular pelos meios de comunicação que o Governo do Estado, pelos gastos desnecessários ou desvirtuados, não terá condições de pagar o que é devido aos servidores no final de ano.

BOLSONARO EXALTA SARNEY

Os que não gostam de Sarney ou nutrem por ele animalesca inveja, não vão perdoar o Presidente da República, Jair Bolsonaro, pela maneira afetuosa como cumprimentou o ilustre maranhense, na tarde de sua posse, em dois momentos distintos.

Como se não bastasse, no dia seguinte, em discurso numa solenidade oficial e sem a presença de Sarney, Bolsonaro realçou de maneira eloquente a atuação do ex-presidente da República na condução dos destinos do Brasil.

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AS ÓBVIAS PREVISÕES DE 2019

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Os meios de comunicação, impressos ou eletrônicos, costumam, nos finais de ano, oferecer aos leitores, espectadores e ouvintes longas entrevistas com videntes, médiuns, pais de santos, cartomantes e similares, dos quais procuram extorquir prognósticos e previsões sobre atos e fatos que podem vir à tona no ano entrante.

Através dessas figuras, supostamente dotadas de poderes sobrenaturais, somos informados a respeito do que está reservado à humanidade, que assim saberá se no novo ano teremos fartura ou carência, alegria ou tristeza, sucesso ou insucesso, vitória ou derrota, sorte ou azar e outras coisas que tais.

Cabe à crença de cada pessoa confiar nessas previsões, que vocalizadas pelos mensageiros do além, chegam até nós como verdades inequívocas ou produtos de imaginações vagas e mirabolantes.

Eu, particularmente, não acredito em tais previsões, mas não censuro e nem critico os que nelas acreditam, as quais, por serem manifestações sobrenaturais, se originam num mundo desconhecido, que não tenho nenhum interesse em desvendar.

Dito isso, que sejam conhecidas as previsões por mim pensadas e focalizadas neste pedaço de página, que, ao contrário das sobrenaturais, não emanam do além, mas da realidade vivida pela sociedade e do dia a dia que costumo olhar de frente e sem subterfúgio, que pululam ao meu redor, como os discriminados na sequência abaixo.

  • No tocante ao setor público, vislumbra-se até aonde a vista alcança, que não haverá modificações de monta na equipe do Governador Flávio Dino, neste segundo mandato. Se ocorrerem serão pontuais ou para atender problemas meramente circunstanciais.
  • Neste segundo mandato, Flávio Dino encontrará mais dificuldades para governar do que no primeiro, pelo enfrentamento direto com o novo presidente da República, Jair Bolsonaro, evidenciado desde a campanha eleitoral e resultado de um conflito ideológico entre um direitista assumido e um esquerdista militante. Essa situação, se materializada, poderá incidir no funcionamento da máquina administrativa estadual, que para desempenhar-se a contento precisa estar ajustada à política econômica e financeira do Governo Federal.
  • Na equipe do presidente Jair Bolsonaro dificilmente haverá lugar para gente do Maranhão, pois os votos que ele conquistou em nossa terra foram produtos de sua atuação pessoal. O grupo político que o apoiou era inexpressivo e desunido.
  • Se alguém do Maranhão vier a integrar o novo governo, será Kátia Bogéa, pois há um forte movimento nacional para que permaneça à frente do IPHAN, onde realiza um trabalho notável em favor do patrimônio histórico e artístico do Brasil.
  • É mais do que provável a adesão dos deputados federais, eleitos em 2018, às fileiras bolsonaristas. A grande maioria da bancada maranhense no Congresso Nacional é constituída de políticos fisiológicos.
  • Apenas um deputado federal será convocado pelo governador Flávio Dino para fazer parte do primeiro escalão do seu governo. A convocação será para que o suplente Gastão Vieira assuma o mandato.
  • Da Assembleia Legislativa, o chefe do Executivo dificilmente convocará alguém. Se Rogério Cafeteira fosse o primeiro suplente da sua coligação, provavelmente poderia ser aproveitado. Como não foi, poderá contentar-se com um prêmio de consolação na estrutura administrativa.
  • Se as eleições para a Prefeitura de São Luís fossem este ano, poderia haver um estremecimento entre o Governador Flávio Dino e o Prefeito Edvaldo Holanda, quanto ao candidato a gestor municipal. O candidato de Flávio é Felipe Camarão e o de Edvaldo chama-se Pedro Lucas.
  • O ex-presidente José Sarney, mesmo sem cargo eletivo, continuará um político respeitado e certamente ouvido pelos novos ocupantes do Palácio do Planalto. Bem relacionado em Brasília e com numerosa legião de amigos, alguns dos quais ocuparão cargos importantes no Governo Bolsonaro, Sarney está longe de ser peça de museu.
  • A grande maioria dos atuais prefeitos do Maranhão, continuará praticando desonestidades e sem cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, dando munição ao Ministério Público para denunciá-los como gestores irresponsáveis e passiveis da perda de mandatos, mas permanecerão ilesos pela ação da magistratura, invariavelmente acostumada a poupá-los.

11 – Com relação ao setor privado, indiscutivelmente, o Grupo Mateus assumirá o comando total do mercado consumidor maranhense, que ficará sujeito ao monopólio de um poderoso empresário, que levou de roldão os concorrentes, que se obrigaram a fechar as portas de seus empreendimentos.

12 – No ramo farmacêutico, 2019 será, também, o do sufocamento total das farmácias de médio e pequeno porte, provocado pela chegada do Grupo Raia, de São Paulo, que, em tempo recorde, instalou em São Luís mais de dez Farmácias Drogasil, todas localizadas no setor habitacional de maior poder aquisitivo da cidade (Calhau, Ponta D’Areia e Olho D’Àgua).

13 – Quanto ao setor da construção civil, que, nos últimos anos, ausentou-se do mercado imobiliário maranhense, por causa de algumas construtoras paulistas, que deixaram a desejar com o lançamentos de empreendimentos de qualidades comprometedoras, a tendência é que poderá, em 2019, se recuperar e ter novamente atuação destacada em São Luís e outras cidades do interior do Estado.

APUPOS DESNECESSÁRIOS

Era visível a presença de claques na solenidade de inauguração da nova Praça do Panteon.

As claques chegaram a vaiar indevidamente o Ministro-chefe da Casa Civil, Carlos Marun, que representava no evento o Presidente Michel Temer.

O troco do ministro foi imediato e forte. Protestou em nome do agente público que deu ao Maranhão uma obra de grande envergadura.

GESTO ALTIVO DE KÁTIA

A presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, também e injustamente, recebeu apupos da claque presente na Praça do Panteon.

Ela teve coragem e dignidade para agradecer o quanto o ex-presidente José Sarney fez para os recursos do PAC das Cidades Históricas serem liberados com regularidade e as obras de revitalização da Praça Deodoro e da Rua Oswaldo Cruz não sofressem solução de continuidade.

FLÁVIO E KÁTIA

O relacionamento pessoal e administrativo entre o governador Flávio Dino e a presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, sempre foi tenso.

Essa rota de colisão vem desde que Flávio assumiu o Governo do Estado e lutou para Kátia não ser a titular do IPHAN.

Na solenidade de inauguração da Praça do Panteon, Kátia foi literalmente ignorada pelo governador.

IPÊS NO PANTEON

Um belo gesto do engenheiro Henry Duailibe, dono da Construtora Ducol, responsável pela obra que deu nova imagem à Praça do Panteon.

Ele fez questão de doar e plantar na praça recentemente inaugurada três imponentes pés de Ipês amarelos.

As frondosas árvores faziam parte da paisagem de um sítio de propriedade do engenheiro, localizado no interior da Ilha.

MUTISMO DA FIEMA

Na solenidade comemorativa dos 50 anos da Federação das Indústrias do Maranhão, esperava-se que o presidente Edilson Baldez se posicionasse com relação a ameaça do futuro Governo da República de dar uma facada no Sistema S.

Nesse assunto, o silêncio da Fiema foi total, mas o presidente Baldez brilhou ao brindar a assistência com um strip-tease, ainda que parcial, que lhe valeram aplausos.

SARNEY NA POSSE

Do Cerimonial do Palácio do Planalto, o ex-presidente José Sarney recebeu convite para marcar presença na posse do novo Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Depois que deixou o cargo mais importante do País, Sarney já assistiu a posse dos ex-presidentes Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Roussef e Michel Temer.

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A RESSURREIÇÃO DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS

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No ano de 1968, o Maranhão viveu dois momentos bem diferenciados, em decorrência da decretação do Ato institucional nº 5.

O primeiro, de tristeza, com dois de seus mais brilhantes representantes no Congresso Nacional, Renato Archer e Cid Carvalho, que perderam os mandatos, sem esquecer o governador, José Sarney, que passou por imensas dificuldades e empenhou-se com todas as forças para não ficar sem o cargo e ser expelido da vida pública de maneira arbitrária.

O segundo, de alegria, ao assistir em pleno regime discricionário o ressurgimento da Federação das Indústrias do Maranhão, que havia sido banida da Confederação Nacional da Indústria, face à cassação da sua Carta Sindical, em setembro de 1964.

O tormento pelo qual viveu a entidade dos industriais maranhenses veio nos albores do regime militar, com o afastamento do empresário maranhense Haroldo Cavalcanti da presidência da Confederação Nacional da Indústria, acusado de ser adepto do Presidente da República, João Goulart, deposto pelo movimento de abril de 1964.

Como Haroldo Cavalcanti se elegeu presidente da CNI, na condição de presidente da FIEMA, a entidade maranhense não foi perdoada por isso, sendo castigada com a cassação da sua Carta Sindical pelo Ministério do Trabalho.

Como se isso não bastasse, ainda houve a intervenção nos Departamentos Regionais do Sesi e do Senai, subjugados a uma Comissão Interventora, com a missão de devassá-las para de denegrir a imagem do ex-presidente da CNI.

Inconformado com o ato extremo do Governo, que fez a FIEMA desaparecer, um grupo formado por Alberto Abdala, Jorge Mendes, Carlos Gaspar, William Nagem e Luís Alfredo Guterres, nos meados de 1966, movimentou-se politicamente, para pugnar pelo renascimento da entidade, que precisava, em função do governo operativo de José Sarney, participar desse auspicioso momento que o Maranhão atravessava.

A primeira tarefa, consistia na luta pela revogação da Carta Sindical junto ao Ministério do Trabalho, nada fácil de levar a cabo, pelos problemas e entraves criados pelos burocratas, a serviço do autoritarismo.

O passo seguinte e o mais ousado deu-se quando os presidentes dos Sindicatos do Arroz, Óleo, Serraria e Panificação, respectivamente, Alberto Abdala, Jorge Mendes, Luís Alfredo Guterres e Miguel Archanjo, encaminharam em 1967 ao Ministério do Trabalho um documento, consubstanciado na criação de uma nova entidade patronal, para tanto, contaram a colaboração do Governador José Sarney e de representantes no Congresso Nacional, especialmente os deputados Eurico Ribeiro e Américo de Sousa.

A luta naquele ano foi intensa e as adversidades maiores. A despeito disso, não desanimaram e nem recuaram, pois estavam certos de que a empreitada assumida seria coroada de êxito.

No ano seguinte, 1968, passaram a contar com um forte aliado e tão importante quanto as forças políticas: a imprensa, que, além de cair em campo, mostrava à sociedade os benefícios advindos do retorno da FIEMA à cena empresarial.

Nesse particular, convém registrar, também, o esforço do governador em exercício, Antônio Dino (Sarney estava no exterior), que pediu ao ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, que visse com bons olhos a reivindicação dos industriais maranhenses.

Do resultado dessa mobilização, a auspiciosa informação de Brasília, dando conta de que a Carta Sindical seria assinada pelo Ministro do Trabalho, pois todas as exigências burocráticas foram cumpridas.

Finalmente, o dia glorioso: 27 de setembro de 1968, que marca a transformação de um sonho em realidade, graças às ações de um grupo de empresários, que obstinadamente não se abate com obstáculos e os enfrenta com garra e coragem.

Cumprida essa formalidade legal, a etapa seguinte se concretiza com o processo de filiação da entidade à Confederação Nacional da Indústria, o que dá ensejo a eleição da nova diretoria (8 de novembro de 1968), tendo como presidente, Alberto Abdala, incumbido de colocá-la em funcionamento e de dar-lhe condições operacionais para trabalhar pelo desenvolvimento econômico do Maranhão, o que vem fazendo ao longo desses 50 anos de fecunda existência.

MULHERES DE ATENAS

Em nenhum Estado do Brasil, a participação de mulheres no processo eleitoral de 2018 foi tão grande como no Maranhão, sobretudo na disputa por cargos majoritários.

Para o cargo de governador concorreram: Roseana Sarney(MDB), Maura Jorge (PSL) e Preta Lu (PT).  Na disputa pela vice-governança: Helena Viana (PSOL), Nicinha Durans (PSTU) e Graça Paz (PSDB).

Para o Senado Federal, a vitoriosa Eliziane Gama (PC do B e PDT).

BITA DO BARÃO

De todos os pais de santo, que atuam no Brasil, o único que se mantém longe de escândalos e com a imagem moralmente preservada é Bita do Barão.

Ao longo do tempo, ele tem sabido comportar-se com lisura e sua atuação como médium nunca foi objeto de reparos ou de críticas.

Até os que não o apreciam, por ser amigo de Sarney, fazem questão de realçar o seu desempenho místico e pelo tratamento devotado aos que o procuram.

MÁRCIO DO MENG

Mauro Fecury nasceu com a virtude da gratidão e por meio dela reconhece e louva as pessoas que o ajudaram a vencer na vida e faz questão de tornar público.

Para participar este ano da Festa dos Amigos, que promove caprichosamente, Mauro trouxe de São Paulo o professor Márcio Ribeiro, que morou em São Luís, nos anos sessenta e fundou o Colégio Meng .

No estabelecimento educacional de Márcio Ribeiro, no turno da noite, o Ceuma começou a ter vida como instituição de nível superior e de origem privada.

Em homenagem ao ex-dono do Meng e respaldado na gratidão, Mauro deu o seu nome ao Ginásio de Esportes da UniCeuma.

NONATO LAGO

Pela quarta vez, Raimundo Nonato Lago se elege presidente do Tribunal de Contas do Estado.

Na história de vida do TCE, é o único conselheiro que teve a honra de comandá-lo por quatro vezes e em todas as gestões comportou-se dignamente e sem cometer deslizes.

O governador que o nomeou para o Tribunal de Contas foi Epitácio Cafeteira, no governo do qual exerceu o cargo de sub chefe da Casa Civil.

ISABEL CAFETEIRA

A viúva do ex-senador Epitácio Cafeteira, depois de bons anos em Brasília, voltou a residir em São Luís.

Dos maranhenses que conviveram politicamente com o seu saudoso marido, ela faz questão de realçar a figura de José Sarney, que nunca deixou de visitá-lo, em Brasília,

Para quem não lembra, Sarney e Cafeteira, ao longo da vida pública, ora estavam próximos, ora estavam distanciados.

CUMPRIMENTOS FORMAIS

Mesmo lutando politicamente em campos opostos, o ex-governador Flávio Dino e o ex-presidente José Sarney, quando se encontram se cumprimentam formalmente.

Na semana passada, em Brasília, na solenidade de posse do novo presidente do Tribunal de Contas da União, o governador do Maranhão ao ver José Sarney, fez questão de cumprimentá-lo educadamente, no que foi correspondido pelo ex-senador.

FESTA FAMILIAR

A solenidade de diplomação dos candidatos eleitos em 2018 teve um toque diferente dos anos passados.

Parecia mais festa familiar do que cerimônia política, pois os eleitos marcaram presença com esposas, filhos, irmãos e sogras, que contaminaram o ambiente de alegria e se confraternizaram à vontade.

Os selfs dominaram o ambiente.

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1968: SARNEY ENFRENTA AI-5

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José Sarney sempre foi supersticioso. Uma de suas cismas: o número 13, que considera agourento e azarento.

A despeito desse aparato de reserva ao 13, há cinquenta anos, nesse dia, em dezembro de 1968, Sarney foi surpreendido por um golpe traiçoeiro, que quase o leva a perder o mandato de governador do Estado do Maranhão, cargo conquistado com suor e lágrimas, à frente do qual realizava uma administração intocável sob todos os pontos de vista.

Naquele tempo, o Brasil vivia sob o tacão da ditadura militar e quem comandava o País era o general Costa e Silva, que dispensava ao governador maranhense um tratamento nada parecido com o da época do presidente Castelo Branco, no Palácio do Planalto.

No segundo semestre de 1968, o País se via às voltas com o acirramento de uma crise política, causada pelas forças democráticas, que procuravam desestabilizar o regime militar por meio da Frente Ampla, que reunia as principais lideranças políticas, banidas pela repressão: Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Carlos Lacerda.

Esse episódio serviu de pano de fundo para um ato, diga-se de passagem, sem propósito e provocativo, ocorrido na Câmara Federal e protagonizado pelo deputado Márcio Moreira Alves, que proferiu um violento discurso contra as Forças Armadas, chegando a convocar a população brasileira a não comparecer, em sinal de protesto, aos desfiles militares, de 7de setembro de 1968.

A repulsa das Forças Armadas ao pronunciamento do parlamentar oposicionista foi imediata, enérgica e levou o Governo a pedir autorização do Congresso Nacional para processar o deputado Márcio Moreira Alves, solicitação  negada pela maioria dos representantes do povo, fato que fez o Conselho de Segurança Nacional, no dia 13 de dezembro de 1968, autorizar o Chefe do Governo a editar o famigerado Ato Institucional – 5, dando-lhe poderes discricionários para decretar Estado de Sítio, cassar mandatos, demitir e reformar militares, intervir em Estados e Municípios, confiscar bens, suspender habeas corpus e colocar em recesso o Congresso e as Assembleias Legislativas.

A edição do AI-5 desencadeou no País uma onda de perseguições, prisões, cassações de mandatos e suspensão de direitos políticos de brasileiros, especialmente os que se encontravam com a espada de Dâmocles sobre as cabeças.

No Maranhão, as ações decorrentes daquelas draconianas medidas, repercutiram sobre os políticos que abertamente fustigavam o regime militar. Na Câmara Federal, os deputados federais, Cid Carvalho e Renato Archer. Na Assembleia Legislativa, o deputado Kleber Leite.

Como se não bastassem essas lamentáveis vinditas, o AI-5 assestou as suas baterias na direção do governador José Sarney, visto pela linha dura como protetor de figuras humanas consideradas esquerdistas, do quilate de Bandeira Tribuzi, Joaquim Itapary, Mário Leal, Sálvio Dino, Benedito Buzar, Vera Cruz Marques e lideranças sindicais, que trabalhavam no Governo do Estado.

Para que essa operação contra Sarney chegasse aos objetivos colimados, a linha dura contou com o respaldo dos adversários políticos de Sarney no Maranhão, que na ânsia de vê-lo banido da vida pública, usaram o episódio ocorrido no Clube Jaguarema, onde se realizou um banquete em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que se encontrava com Renato Archer em São Luís, participantes da solenidade de diplomação da primeira turma de economistas maranhense.

No banquete, Sarney se fez presente e, no seu discurso, não deixou de jogar confetes e serpentinas em JK, saudando-o com a expressão “meu presidente”, que fez recrudescer a ira contra a sua pessoa, alvo de retaliações mesquinhas, daqui e de Brasília, que o ameaçavam com o cutelo do AI-5.

Sarney chegou a dirigir mensagem ao povo maranhense, ao qual alertava sobre a sinistra operação que se preparava na capital do País, com vistas a expulsá-lo da vida pública, com a cassação de seu mandato, ato que não se concretizou, em razão da reação do governador e das iniciativas da legião de amigos, que cultivava no plano nacional.

 

BANCADAS TEMÁTICAS

Existem na Câmara Federal bancadas temáticas, que agrupam deputados que defendem causas específicas e corporativas.

Dos novos deputados maranhenses, eleitos em 2018, Eduardo Braid e Pastor Gildenemyr deverão fazer parte da bancada evangélica, e Bira do Pindaré, Edilázio Junior e Pedro Lucas poderão integrar a bancada ambientalista. Josimar do Maranhãozinho está sendo cogitado para membro da bancada da bala, não a de canhão, mas a do dinheiro incógnito.

ÁGUAS DE DEZEMBRO

Pelo volume de água que tem vindo do céu neste mês de dezembro, tudo indica que o Maranhão, em matéria de inverno, quer voltar aos tempos passados.

As chuvas que ora desabam, na capital e no interior do Estado, fazem lembrar a época em que o nosso inverno começava impreterivelmente em novembro e acabava em junho.

ACADEMIA E PANTEON

Até antes do ano acabar, os membros da Academia Maranhense de Letras esperam ter um encontro com o prefeito de São Luís.

Os imortais vão reivindicar de Edivaldo Holanda Junior algo importante para a intocabilidade dos bustos dos intelectuais maranhenses, que voltaram à Praça do Panteon: segurança dia e noite naquele local.

Se essa providência não for tomada, o vandalismo novamente reinará, tendo os bustos como alvos.

LIVRO DO CORONEL MÁRCIO

Em 1987, ao deixar as fileiras do Exército brasileiro, ao qual se dedicou com acendrado amor e patriotismo, o coronel Márcio Viana Pereira, escreveu o livro “O direito de opinar”, em que manifestava ideias e pensamentos sobre os mais diversos assuntos da vida brasileira.

Trinta e um ano depois, ou seja, em 2018, o  brilhante oficial publica um novo livro, “Reminiscências e retalhos da minha vida militar”, no qual relata fatos e acontecimentos ao longo de sua ativa participação no Exército.

O novo livro de Márcio não será encontrado nas livrarias da cidade, pois foi escrito especificamente para os familiares e amigos diletos.

PEDÁGIO PARLAMENTAR

O relatório do COAF que apontou movimentações financeiras atípicas de um ex-assessor do deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, repercutiu intensamente no País.

Em tempos passados, na nossa Assembleia Legislativa vieram à tona casos idênticos ao acontecido no Poder Legislativo do Rio de Janeiro, em que parlamentares cobravam pedágio dos funcionários, que não se incomodavam de dar uma parcela do que ganhavam para quem os contratava.

Isso, repito, foi no passado e teve uma deputada como protagonista.

FILHOS DE GOVERNANTES

Ser filho de presidente ou de governador não significa desempenhar cargo ou função pública.

Aqui, no Maranhão, são conhecidos os casos de filhos de governadores que tiveram participação ativa nos governos, mas nenhum comprometeu, com atos indignos ou lesivos ao interesse público, a imagem dos pais.

GRAMADO DO NORDESTE

Só três cidades do Maranhão apresentaram, neste final de ano, decorações natalinas vistosas e feéricas: São Luís, Caxias e São José de Ribamar.

Quem viu a de Caxias, não economiza elogios por lembrar a ornamentação da cidade gaúcha de Gramado, evidentemente, em menor proporção.

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O SEGUNDO MANDATO DE FLÁVIO DINO

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A retumbante vitória nas eleições de outubro de 2018, no primeiro turno, sobre os candidatos que faziam oposição ao seu governo, garantiu a Flávio Dino o direito de cumprir mais um mandato, de 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022.

Este segundo mandato, assim como a música de carnaval, não será igual ao que passou, seja no plano nacional, seja no plano regional. Se Flávio teve a sorte de governar, boa parte de seu primeiro mandato, sob bênçãos da Presidente Dilma Roussef e do ex-Presidente, Lula, no próximo exercício, terá diante de si a ira sagrada de Jair Bolsonaro, que não deve perdoá-lo pelo apoio dado, de maneira ostensiva, irrestrita e gritante, ao candidato do PT e do PC do B, o paulista, Fernando Hadad, cuja votação no Maranhão foi consagradora, no primeiro e no segundo turno.

Além de não apoiá-lo na eleição presidencial, Dino ainda se dá ao luxo de pisar nos calos de Bolsonaro, criticando-o por ser um político representativo da direita e, o mais grave, despreparado para governar o Brasil.

Ao se posicionar de forma direta contra Bolsonaro, Flávio Dino, quer dizer ao país duas coisas. 1) está habilitado e pronto para desfraldar a bandeira de oposição ao novo Presidente da República; 2) na ausência de Lula, preso e condenado pela prática de atos lesivos ao patrimônio público, poderá substituí-lo, pois se julga dotado de cacife pessoal e político para ser o candidato das esquerdas, que se encontram na orfandade, com relação à sucessão presidencial de 2022.

Se os recados de Dino à nação brasileira ganharem consistência e ressonância popular, certamente serão retrucados no mesmo diapasão por Bolsonaro e o pior: poderão ter reflexos diretos no Maranhão, com o Governo recebendo tratamento diferenciado do Palácio do Planalto, através de medidas que penalizarão o Estado, a exemplo do bloqueio de recursos, verbas e dotações orçamentárias, por causa de um projeto político prematuro, que não se sabe se vingará.

Se o cenário descrito acima não sofrer modificação, ou seja, se o governador maranhense continuar a cutucar a onça com vara curta, o seu segundo mandato, no tocante à realização de obras, tende a rolar por águas abaixo, e, por consequência disso, o projeto de líder das esquerdas e de potencial candidato à sucessão presidencial, morrerá no nascedouro,  mormente quando se leva em consideração que, a partir do ano vindouro, o Estado do Maranhão, segundo os tecnocratas,  atravessará dificuldades financeiras de monta, o que não deve assegurar aos maranhenses um céu de brigadeiro ou um mar de almirante.

Abstraindo-se a situação acima exposta, pode-se vislumbrar no plano regional, com relação ao segundo mandato do governador, uma Assembleia Legislativa, onde teoricamente se trava a batalha política entre governistas e oposicionistas, dócil e tranquila.

Se depender daquele Poder, Flávio cumprirá o seu mandato sem sobressaltos, pois a supremacia numérica da bancada governista sobre a representação da oposição está além do horizonte.

Com essa vantagem parlamentar, o Maranhão voltará aos velhos tempos em que o rolo compressor do Governo falava mais alto do que qualquer orador.

Por fim, uma palavra sobre a equipe com a qual Dino espera levar a bom termo a máquina administrativa. Como está empenhado em reduzir despesas, seria de bom alvitre que o Poder Executivo diminuísse o quilométrico secretariado egresso do primeiro mandato.

Salvo melhor juízo, o Governo nomeou em 2015 um exército em torno de 50 membros para o primeiro e segundo escalões. Como diria o saudoso jornalista Amaral Raposo, trata-se de “uma inutilidade organizada a serviço de ninguém.”

 

ARTE DE COZINHA

O Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Maranhão relança às 19 horas do dia 6 de dezembro, no Espaço Casa de Portugal, localizado no Convento das Mercês, uma renomada obra da culinária portuguesa.

Trata-se do livro “Arte de Cozinha”, de autoria de João Mata, cuja primeira edição data de 1876.

ANIVERSÁRIO EM MIAMI

Aziz Tajra Neto está convidando amigos para comemorarem com ele uma data muito importante.

Os oitenta anos de vida que completa em janeiro vindouro, a serem festejados na cidade americana de Miami.

Nos anos passados, Aziz costumava comemorar o aniversário no Rio de Janeiro.

FESTA DOS AMIGOS

Os amigos de Mauro Fecury estão contando as horas para a chegada de sábado próximo, dia 15 de dezembro.

Ao longo desse dia, os convidados, geralmente amigos de ontem e de hoje, se reúnem num evento de congraçamento, em que a alegria, a descontração e a fraternidade reinam em toda plenitude.

Este ano, a grande atração da Festa dos Amigos de Mauro será o cantor Altemar Dutra Junior.

PRESENÇA NA ABL

A posse do intelectual, Joaquim Falcão, na Academia Brasileira de Letras, na semana passada, contou com uma presença inesperada: Flávio Dino.

O governador maranhense, praticamente desconhecido do grande mundo intelectual do país, marcou presença no evento pelos laços de amizade que o prendem ao mais novo membro da Casa de Machado de Assis.

Além de convidado a participar da mesa dos trabalhos de posse de Falcão, Flávio ainda viveu um momento especial:  uma amistosa conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A UNANIMIDADE DE KÁTIA

O universo cultural do país está enviando ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, um pedido especial e sem caráter político.

Trata-se da recondução de Kátia Bogéa ao cargo de Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Bolsonaro está impressionado com o prestígio de Kátia no Brasil, que, sem discrepância, pede pela sua permanência no IPHAN, onde, com competência e honestidade, realiza um trabalho irreparável em favor da preservação e da recuperação da memória do país.

MÃO NO JARRO

A Diretoria Federação dos Municípios do Estado do Maranhão prepara um documento para entregar pessoalmente ao presidente eleito Jair Bolsonaro.

A Famem aguarda a comunicação de Brasília para mobilizar o maior número possível de prefeitos do Maranhão para comparecer a esse oportuno encontro.

Bolsonaro ficaria imensamente satisfeito se ouvisse dos prefeitos do Maranhão o compromisso de que, na atual gestão, não vão meter a mão no jarro.

OBRA DA BR-135

Há anos os maranhenses lutam e anseiam pela duplicação da BR-135.

Graças aos esforços dos senadores e deputados do Maranhão no Congresso Nacional, o Governo do Presidente Michel Temer liberou os recursos consignados nas emendas parlamentares e destinadas à duplicação da BR-135, no trecho do Campo de Periz.

Na esteira dessa pródiga liberação, vieram em seguida os recursos para a duplicação do trecho entre Bacabeira e Santa Rita.

Quando tudo parecia tranquilo para a continuidade de obra tão importante, o Ministério Público Federal suspende os trabalhos sob o argumento de o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte não respeitar os critérios técnicos para a identificação das comunidades quilombolas.

NOME COMPLICADO

A Mesa Diretora da Câmara Federal, até agora, não conseguiu grafar corretamente o nome de um dos novos representantes do Maranhão no Congresso Nacional.

Trata-se do Pastor Gildenemyr.

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A DÉCIMA SEGUNDA FEIRA DE LIVROS

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Salvo melhor juízo, foi na segunda gestão do prefeito Tadeu Palácio (2004-2008), que ocorreu a Primeira Feira do Livro, em São Luís.

O sucesso foi tão retumbante e auspicioso, que o evento se repetiu ao longo de seu mandato, fazendo o prefeito conquistar pontos de credibilidade junto aos intelectuais e setores da cultura maranhense.

O segredo do sucesso da Feira do Livro, naquela gestão, indiscutivelmente, deve ser creditado a três fatores. Primeiro, à boa coordenação das irmãs Lúcia e Leda Nascimento, que cuidaram de oferecer ao público uma programação bem estruturada e diversificada, com excelentes atrações locais e nacionais, e participação de escritores selecionados, daqui e de outras cidades.

Segundo, o local onde se realizaram: Praça Maria Aragão, espaço amplo e privilegiado da cidade, de fácil acesso e sem problemas de estacionamento.

Terceiro, ao desvelo, assistência e presença do alcaide, que fazia questão de todas as noites ser o primeiro a chegar e o último a sair da Praça Maria Aragão, para onde transferiu o seu gabinete de trabalho, e recebia, com comes e bebes, autoridades, escritores, palestrantes e convidados especiais.

Com o término da gestão de Tadeu Palácio, a prefeitura de São Luís passou para o comando de João Castelo, que, com relação à Feira do Livro, não conseguiu obter a mesma façanha do antecessor.

No primeiro ano de sua gestão, sob alegação da ausência de recursos, o prefeito custou a decidir com respeito ao evento. Quando resolveu fazê-lo, o tempo já era curto. Resultado: a Feira deixou a desejar e não pode ser comparada às promovidas pela administração passada.

Ainda na gestão de Castelo, a Feira mudou de pouso. Saiu da Praça Maria Aragão para a Praia Grande, espaço sem condições apropriadas para abrigar um evento de tamanha magnitude cultural, por três motivos: estacionamento precário e limitado; ausência de locais adequados para palestras e montagem dos stands; e as restrições do IPHAN.

Com a assunção de Edivaldo Holanda Junior à direção da municipalidade de São Luís (2012-2016), no seu primeiro ano de mandato, a Secretaria Municipal de Cultura procurou retirar a Feira do Livro da Praia Grande.

Depois de intensas buscas, o Convento das Mercês foi apontado como alternativa para o novo projeto, mas o tiro saiu pela culatra, pois as instalações daquele espaço centenário não se ajustaram aos objetivos da Feira.

À falta de outro local, para se adequar aos propósitos do evento, a Secretaria Municipal de Cultura promoveu o retorno da Feira à Praia Grande, a despeito de apresentar os mesmos e sabidos problemas, que a Coordenação teve de passar por cima, sob pena do evento naufragar.

Em face das críticas da imprensa, dos livreiros e dos escritores à Praia Grande, a Secretaria Municipal da Cultura, este ano, com antecedência, caiu em campo com o intuito de achar outro local para instalar a Feira de Livros.

Depois de penosa peregrinação pela urbe ludovicense, afinal, surge o consenso em torno de um magnífico espaço para dar à Feira um toque diferenciado e atender às necessidades exigidas pelos que fazem a cultura maranhense: o Centro de Convenções do Sebrae.

Localizado numa área nobre da cidade e dotado de todas as condições para agradar ao público, aos livreiros e aos escritores, espera-se que aquele imóvel, de agora em diante, seja o lugar certo e definitivo para o evento se firmar como atração irreversível e exitosa.

No ano vindouro, se a Feira for mantida no mesmo local e com uma divulgação mais forte, o evento voltará aos tempos de glória e de esplendor.

 

TRAIDORES POLÍTICOS

O Maranhão está cheio de Lázaros de Melo

Quem diz isso são os candidatos derrotados nas recentes eleições para as Casas Legislativas estadual e nacional, que atribuem aos traidores a causa de suas derrotas.

PREFEITO AUSENTE

Não dá para entender a razão pela qual o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, evita marcar presença nas solenidades de abertura da Feira do Livro.

Esse aparente receio do prefeito de apresentar-se perante um público intelectualizado, merece explicação.

Edivaldo Holanda é, até agora, o prefeito de São Luís que nunca compareceu a qualquer ato na Academia Maranhense de Letras.

DEPUTADOS EXÓTICOS

Seria objeto de curiosidade e de hilaridade se o povo maranhense tivesse elegido os candidatos abaixo relacionados e registrados com esses nomes no Tribunal Regional Eleitoral.

Kleber Tratozão, Ricardo Diniz Meu Querido, Domingos Catraca, Frank Night, Macho Veio, Louro do Frango, Ducarmo Mãe de Ivan do Cajari, Net Recepções, J. Santos do Itaqui Bacanga, Wilson Bossó, O Homem do Ventilador, Zé do Chicletes, Socorro do Japonês, Jesus da Fumaça, Feliciano do Bombom, Kennedy Imperlove, Gato Felix, Hely Copy, Manoel da Caçamba, Popito Martins, Alexsandra Alê do Povo, Miss Cley, Carioca do Povo, Macaco Velho e Mata Broca.

Ainda bem que só Ana do Gás se elegeu.

MÉDICOS CUBANOS

No Maranhão, mais de 400 médicos cubanos deixarão de atender as comunidades carentes.

Os prefeitos das cidades atendidas pelos médicos cubanos não se queixam deles quanto à capacidade profissional. Ao contrário, fazem questão de enaltecê-los pelos serviços prestados e lamentam as suas partidas para o país de origem.

PREFEITO DEPREDADOR

Na semana passada, o Sebrae do Maranhão escolheu o gestor Edivaldo Holanda Junior, pelo trabalho realizado em São Luís, para receber o título de Prefeito Empreendedor.

Como a grande maioria dos gestores municipais de nosso Estado brilha pelas administrações caóticas, ineficientes e desonestas, seria de bom alvitre que se conferisse o título de Prefeito Depredador aos que se esmeram nesse mister.

ARTE E VIDA

Segundo Aristóteles, a arte imita a vida. Já para Oscar Wilde, a vida é que imita arte.

De uma ou de outra forma, o fato é que em Imperatriz um cara entrou na Justiça para reaver a esposa, que resolveu ter uma vida dupla com o titular e o amante.

Trata-se de um caso similar ao retratado na novela “Segundo Sol”, exibido recentemente pela TV Globo, em que a personagem Naná (Arlete Sales), decide viver com o esposo, Dodô (José de Abreu) e o amante, Nestor (Francisco Cuoco).

REPRESENTANTES NEGROS

Pela primeira vez, o povo maranhense comemorou, com feriado, o Dia da Consciência Negra, lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Poder Executivo.

Com a vigência dessa lei pode ser que nas próximas eleições o eleitorado maranhense se sensibilize e eleja para representá-lo nas Casas Legislativas um número mais expressivo de descendentes quilombolas.

No pleito deste ano, por exemplo, só um oriundo afro conseguiu ser eleito: Zé Inácio, do PT, para a Assembleia Legislativa, coincidentemente, o autor da lei.

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VIDA E MORTE NA POLÍTICA

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Winston Churchill, um dos maiores estadistas do mundo e herói da Segunda Guerra Mundial, cunhou uma frase sábia e sempre atual: “A política é a única atividade em que se morre várias e se consegue ressuscitar”.

Valho-me da sentença histórica do notável político inglês, para lembrar de alguns políticos brasileiros que, derrotados em refregas eleitorais, majoritárias e proporcionais, ganharam vida nova em eleições subsequentes, a exemplo de Ademar de Barros, Milton Campos, Eduardo Gomes, Lula, Leonel Brizola, Jânio Quadros e tantos outros.

No Maranhão, não são poucos os que foram inapelavelmente afastados da vida pública, através do sufrágio popular, mas conseguiram se reabilitar politicamente em eleições posteriores, como Renato Archer, Cid Carvalho, Epitácio Cafeteira, Costa Rodrigues, Nunes Freire, Afonso Matos, Clodomir Millet, João Castelo, Jackson Lago e outros tantos.

O único político brasileiro que teve longevidade pública foi o maranhense José Sarney, ao longo da qual disputou os mandatos de deputado federal em 1954, 1958 e 1962, de governador em 1965, e de senador em 1970 e 1978, pelo Maranhão, e 1990, 1998 e 2006, pelo Amapá, sempre através de eleições diretas.

O único cargo político exercido por Sarney, conquistado por eleição indireta, foi o de vice-presidente da República, em janeiro de 1985. Em abril daquele ano, com o falecimento de Tancredo Neves, ele assumiu em caráter definitivo, a chefia da Nação brasileira.

Centenas de candidatos que se encontravam afastados da cena partidária maranhense, este ano, se registraram aos cargos executivos e legislativos, na tentativa de retornarem às atividades políticas.

Ao final da apuração, o que se viu?   A grande maioria não se elegeu à Assembleia Legislativa e nem à Câmara dos Deputados.

Para o Congresso Nacional, nomes como Ildo Marques, Sebastião Madeira, Julião Amin, Davi Alves Silva Junior, Waldir Maranhão, Trinchão, Pavão Filho, Raimundo Coelho, Marly Abdala, Luiz Pedro, Arimatea Viégas, Zé Luís Lago e Nonato Aragão, conhecidos de tantas pelejas eleitorais, foram impiedosamente massacrados nas urnas.

Dos 18 deputados que representavam o Maranhão na Câmara Federal, só oito conseguiram se reeleger, significa dizer que na próxima legislatura contaremos com 10 novos parlamentares: Eduardo Braid, Bira do Pindaré, Edilázio Junior, Gil Cutrim, Josimar do Maranhãozinho, Júnior Lourenço, Júnior Marreca Filho, Márcio Jerry, Pastor Gildenemyr e Pedro Lucas Fernandes.

No tocante ao Poder Legislativo, o Maranhão foi o 6º estado com maior índice de renovação: 55 por cento, sendo 76 por cento coligados do governador Flávio Dino.

Nessa renovação, três políticos veteranos voltaram à atividade parlamentar: José Gentil, Cleide Coutinho e Arnaldo Melo. Para enfrentar esse forte rolo compressor governista, as Oposições contam apenas com Adriano Sarney, Arnaldo Melo, César Pires e Wellington do Curso.

Para a Assembleia Legislativa, nomes conhecidos do eleitorado, pela disputa de cargos eletivos em pleitos passados, como Edivaldo Holanda(pai), Raimundo Cutrim, Jota Pinto, Manoel Ribeiro, Solynei Silva, Doutor Gutemberg, João Bentivi, Marinete Gralhada, Remy Ribeiro, Fábio Câmara, Zito Rolim, Socorro Waquim, Junior Verde, Marcos Caldas e Lourival Mendes, voltaram este ano a concorrer, mas as urnas os rejeitaram.

Quem sabe, nas eleições de 2022, sejam novamente candidatos aos cargos eletivos e possam ressuscitar politicamente, como preconizava Winston Churchill.

 

BOLSONARO E SARNEY

Deu no jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Bolsonaro não apenas bateu continência a José Sarney. Ainda o chamou de Meu Comandante.”

CORRUPÇÃO CRIATIVA

A criatividade da corrupção brasileira não tem limite. Depois do dinheiro em cuecas, meias e malas, temos agora o dinheiro na privada.

PRÊMIO SEBRAE

A Prefeitura de São Luís indiscutivelmente merecia ser premiada este ano pelo Sebrae, face ao sucesso do projeto “Feirinha da Cidade”, promovido todos os domingos na Praça Benedito Leite.

Por aquela exitosa iniciativa da Prefeitura de São Luís, o Prêmio Sebrae, categoria Empreendedorismo, deveria ser dividido entre o prefeito Edivaldo Holanda Junior e o secretário municipal de Agricultura, Ivaldo Rodrigues, mentor e executor da “Feirinha de São Luís.”

DEZ E ZERO

Merecem nota dez o promotor e juiz de Cajari, que cancelaram a participação de um cantor famoso na festividade programada pelo prefeito em comemoração ao aniversário do município.

O contrato, de valor elevado, era prejudicial à administração do município, que sobrevive dos escassos recursos federais e insuficientes para fazer face às despesas com saúde e educação do município.

Em contra partida, merece nota zero a desembargadora que reformou a decisão do juiz e autorizou a realização do show.

PACTO PELA UFMA

As eleições para a reitoria da Universidade Federal do Maranhão estão previstas para os meados do primeiro semestre de 2019.

A despeito da distância temporal, o clima de agitação eleitoral já invadiu os campis da Universidade Federal do Maranhão, com o lançamento do movimento “Pacto pela Ufma.”

O movimento reúne professores, estudantes e corpos técnicos e administrativos da instituição, para o debate de questões que afligem a Ufma, nesses tempos de dificuldade.

BANCADAS PARLAMENTARES

No Congresso Nacional, três bancadas darão sustentação parlamentar ao presidente eleito, Jair Bolsonaro: dos ruralistas, evangélicos e da bala.

Na Assembleia Legislativa do Maranhão, não existem representantes de ruralistas e da bala.

Sorte do governador Flávio Dino que contará com o apoio de bancadas integradas por bíblicos (evangélicos e católicos), profissionais liberais e mulheres.

JARDIM ZOOLÓGICO

Acusada de compra de votos, nas eleições de 2016, a prefeita de Santa Luzia até hoje vive sob judice.

Como ela administra um município alvo de ações, processos e julgamentos em tramitação na Justiça Eleitoral?

Pelo nome como é conhecida – França do Macaquinho, seria melhor trocar o mandato de prefeita por um lugar no jardim zoológico.

DE FILHO E DO PAI

Se o jornalista Felix Alberto sofresse do coração, poderia ter sofrido um ataque cardíaco na noite de sua posse na Academia Maranhense de Letras.

O filho, João Vitor, que estuda na cidade paulista de Ribeirão Preto, sem que o pai esperasse, entrou no salão acadêmico exatamente no momento da solenidade começar.

Mas Felix soube controlar a emoção e fazer um tranquilo e bom discurso de posse.

ZUZU NAHUZ

Nesta quarta-feira, 21 de novembro, a partir das 18 horas, eu estarei no stand da Academia Maranhense de Letras, lançando e autografando o livro de crônicas do saudoso jornalista, Zuzu Nahuz, que eu tive o prazer de organizar.

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O ANTI-BOLSONARO

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Pode-se afirmar com a mais absoluta convicção de que na cena brasileira, até agora, ainda não apareceu um político mais anti-Bolsonaro do que o maranhense Flávio Dino.

Essa animosidade ao presidente eleito do Brasil, pelo que se imagina, é antiga e parece ser simultaneamente pessoal e política, haja vista a maneira como o governador maranhense a ele se refere no trivial cotidiano.

Nem quando as pesquisas de opinião pública apontavam o candidato do PSL como o preferido do eleitorado, Flávio Dino deixou de cutucá-lo com vara curta.

Além de não apoiá-lo, não dispensava a vez e muito menos a oportunidade de taxá-lo como despreparado para dirigir os destinos do País, envolvido em terrível e desafiadora crise econômica e social.

O tom das críticas a Bolsonaro recrudesceu mais ainda, em extensão e profundidade, no segundo turno das eleições presidenciais, quando o governador avocou a responsabilidade de dar a Fernando Hadad, candidato do PT e de Lula, esmagadora vitória eleitoral no Maranhão, ao manifestar, de modo eloquente, o seu desapreço, diga-se de passagem, nada amistoso ao candidato da direita.

Não por acaso Haddad veio duas vezes a São Luís, a última na reta final da campanha eleitoral, para participar da vibrante caminhada, sob o comando do próprio governador, que, nas ruas da cidade, cantava e gritava, a pleno pulmões, o nome do seu candidato e pedia ao povo para nele votar, cenas vistas e comentadas nos meios de comunicação e redes sociais.

Desse gigantesco trabalho, resultou a exuberante vitória do candidato Fernando Haddad, que saiu das urnas no Maranhão, com 73,26 % dos votos válidos (2.428.913) contra 26,74 % dos votos válidos (886.565) de Bolsonaro.

Com esse troféu nas mãos, o governador entrou em campo para, de maneira firme e determinada, deslanchar um novo e ambicioso projeto político, alavancado no seu desempenho nas eleições presidenciais, nas quais impôs implacável derrota ao candidato do PSL.

Por causa dessa façanha, Flávio instrumentalizou-se para ocupar o espaço que a esquerda começou a perder com a prisão de Lula e agravado com as derrotas sofridas pelos candidatos do PT, Francisco Hadad, e do PDT, Ciro Gomes, nas recentes eleições.

Ocupar esse espaço político, para o governador maranhense, não seria algo difícil ou complicado, tendo em vista a sua trajetória de vida, toda ela voltada para as causas esquerdistas, mormente nos dias correntes, quando em nome das forças oposicionistas, vem batendo de frente no presidente eleito, sem temer qualquer represália pessoal ou política.

Essa empreitada de não deixar Bolsonaro só na cena política, como se ele fosse o dono da verdade, Flávio assumiu com o pensamento naquela máxima de que “bebe água limpa quem chega primeiro na fonte.”

Sustentado nisso, não quer deixar escapar a oportunidade ímpar de se apresentar, ainda que precocemente, mas de corpo inteiro, como alternativa viável às lutas que deverão ser desencadeadas no Brasil, nos dias incertos que virão por aí.

Esse projeto que o governador espera ser acolhido pelas esquerdas, tem dupla face. De um lado, a possibilidade de ele, como opositor de Bolsonaro, ser um potencial candidato à próxima sucessão presidencial. De outro lado, porém, um perigoso risco pode afetar o Estado do Maranhão e deixá-lo em situação nada agradável.

Trata-se da vulnerabilidade da nossa economia, sujeita a sofrer problemas de toda natureza, assacados pelas autoridades federais, por meio de processos nada agradáveis, como cortes de verbas e suspensão de recursos indispensáveis ao funcionamento da máquina administrativa estadual.

CONSTITUINTES MARANHENSES

As comemorações alusivas aos trinta anos da Constituição do Brasil, promulgada em 1988, fazem lembrar os parlamentares maranhenses que participaram dos trabalhos da elaboração da vigente Carta Magna.

Vinte e um constituintes se elegeram com a missão de fazer com que o Brasil tivesse uma Constituição democrática e progressista. Quinze estão vivos e seis partiram para o andar de cima.

Os vivos: Albérico Ferreira Filho, Antônio Gaspar, Costa Ferreira, Edison Lobão, Eliezer Moreira, Enoc Vieira, Francisco Coelho, Haroldo Saboia, Jaime Santana, Joaquim Haickel, José Carlos Saboia, José Teixeira, Onofre Correia, Sarney Filho e Wagner Lago.

Os falecidos: Alexandre Costa, Cid Carvalho, Davi Alves Silva, João Castelo, Vitor Trovão e Raimundo Vieira da Silva.

LUTA PESSOAL

Há quem diga que entre o governador Flávio Dino e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, há mais razões pessoais do que políticas a separá-los.

Esse antagonismo vem do tempo em que os dois eram deputados federais e travaram, como representantes da esquerda e da direita, discussões violentas e muitas vezes na iminência de chegarem às vias de fato.

Portanto, não é de agora e nem por motivos apenas políticos e ideológicos, que Flávio e Bolsonário se odeiam.

SIMPLÍCIO E GASTÃO

Rigorosamente certo: os dois primeiros suplentes da coligação de apoio à candidatura do Governador Flávio Dino, Simplício Araújo e Gastão Vieira, deverão assumir os mandatos de deputados federais.

Vão ocupar os lugares dos titulares, Márcio Jerry e Rubens Junior, nomeados para o primeiro escalão do Governo do Estado.

Rubens Junior deverá ser o novo secretário de Saúde e, quem sabe, um dos preferidos do Governador para sucedê-lo.

OS PRESIDENCIALISTAS

Cada Chefe de Governo que chega ao Poder Executivo no Brasil, imprime um tipo de presidencialismo que o difere dos antecessores ou sucessores.

Juscelino Kubitscheck impôs ao País um Presidencialismo de Coalizão. O de Sarney, Conciliação; o de Fernando Collor, Agressão; o de Itamar Franco, Conversação; o de Lula, Cooptação; o de Dilma, Destruição; o de Temer, Negação.

Acham que o de Jair Bolsonaro será de Arrumação.

VOTO DE SARNEY

Pelo fato de ser senador pelo Amapá, José Sarney deixou alguns anos de votar em São Luís.

Nas eleições deste ano, voltou a ter o seu domicílio eleitoral em São Luís, reencontrando-se com as suas origens políticas.

Neste segundo turno, estava na fila de votação quando uma mulher perguntou se ele era candidato a algum cargo.

Sarney respondeu negativamente, mas lembrou que dois filhos e um neto corriam atrás de votos: Roseana, Zequinha e José Adriano.

FESTA DOS AMIGOS

Mauro Fecury bateu o martelo e marcou para o dia 15 de dezembro o evento festivo que realiza todos os anos.

A Festa dos Amigos de 2018 , coordenada por Cláudia Vaz dos Santos, terá como atração o grande cantor Altemar Dutra Junior.

O evento, como sempre, acontecerá nas dependências do Ceuma, com início marcado para 10 horas.

SESSENTA ANOS DE CASADOS

Amigos e parentes do general Murilo Tavares e da esposa Clenir Furtado, marcaram presenças em Brasília, na semana passada, no evento comemorativo de importante data na vida do casal maranhense.

A celebração dos sessenta anos da feliz união de Murilo e Clenir, figuras bastante queridas em São Luís, pois fazem parte de famílias tradicionais, foi um acontecimento que abalou a capital da República.

A convite de Mauro Fecury o casal estará em São Luís, no dia 15 de dezembro, para participar da Festa dos Amigos e receber as merecidas homenagens.

A ONDA BOLSONARISTA

A onda bolsonarista que invadiu o Brasil inteiro nas recentes eleições presidenciais, incrivelmente, não chegou ao Maranhão.

Espantei-me quando o relatório do Tribunal Regional Eleitoral mostrou que apenas em três municípios maranhenses o candidato Jair Bolsonaro teve mais votos do que Fernando Hadad: Imperatriz, Açailândia e São Pedro dos Crentes.

Em São Luís, onde acreditava que o candidato do PSL ganhasse, Hadad o suplantou.

 

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O APOCALIPSE DE UMA GERAÇÃO POLÍTICA

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Após a realização do primeiro turno das eleições de 2018, as atenções dos maranhenses se voltaram para o Tribunal Regional Eleitoral, para acompanhar o resultado das apuração, com vistas aos cargos majoritários e proporcionais.

À medida em que os boletins do TRE, relativos à votação dos candidatos chegavam ao conhecimento dos interessados, vencedores e vencidos apresentavam reações diferenciadas.

Entre os adeptos e integrantes do grupo político liderado pelo governador Flávio Dino, tudo era alegria e sorriso, porque a marcha das apurações mostrava e sinalizava a vitória de cabo a rabo dos participantes da luta.

Para os sarneístas, contudo, o clima não era o mesmo, já que as urnas se mostravam nada favoráveis aos que tentavam um cargo majoritário ou proporcional, razão pela qual se deixavam dominar pela amargura de ver, ao final da campanha eleitoral, rolar por águas abaixo o esforço de uma militância que desejava sobretudo a vitória de Roseana Sarney, mas sentia e via que as peças que sempre levavam o grupo ou o partido  ao sucesso político, nestas eleições, não se encaixavam.

Primeiro, pelas idas e vindas da candidata, dotada de um forte carisma pessoal, mas sensivelmente hesitante quanto ao êxito de sua candidatura à falta de instrumentos materiais e financeiros, indispensáveis ao bom andamento de uma campanha política, que começou tardia e descompassada.

Mesmo assim e com tantos entraves, Roseana partiu para o sacrifício, contando apenas como ajuda de amigos leais e de seu forte apelo popular, responsáveis pela votação que obteve numa campanha adversa do começo ao fim, mas que ela, com garra e coragem, fez de tudo para superar, mas embalde, uma vez que o embate político se auspiciava problemático pela fadiga de tempo do grupo  sarneísta no poder e porque o opositor era um candidato forte e contava com uma máquina administrativa azeitada e pronta para ser usada a serviço do Governo.

Por causa desse malogrado desfecho político, os menos avisados logo imaginaram que a derrota submetida ao grupo Sarney, há anos imbatível no Maranhão, era um fato isolado e único no país, como se apenas o eleitorado maranhense decidira insurgir-se contra uma estrutura política, que começou em 1965, quando o jovem governador José Sarney destronou do poder o vitorinismo, que desde a redemocratização do país, em 1946, detinha sob seu controle a máquina administrativa do Estado.

Ainda sob o fulgor das eleições de 2018, o que se viu em quase todos estados brasileiros foi o comparecimento do eleitorado às urnas para mostrar que não só o Maranhão sofreu uma reviravolta política, que culminou no banimento da vida pública de algumas lideranças políticas.

Também, em outra unidades federativas, o rolo compressor do eleitorado não comprometido com o passado, jogou no mar do infortúnio um elenco de senadores, ex-ministros e ex-governadores, que figuravam na cena política brasileira como atores ultrapassados.

A derrota do sarneísmo no Maranhão não foi portanto um ato isolado do resto do país. As eleições aqui ocorridas foram semelhantes às realizadas em outras partes do Brasil e jamais vistas. Não por acaso ficou marcada na história como a mais imprevisível, controversa e polarizada, desde que o país voltou a ser democratizado em 1985.

O apocalipse de uma geração política, configurada no primeiro e no segundo turno da eleição de 2018, decorreu de uma reviravolta eleitoral que aconteceu no Brasil, tendo como protagonista principal um eleitorado, que livremente votou para que os novos detentores do poder possam proporcionar ao povo condições de uma vida melhor, com mais segurança, emprego, sem corrupção e crise econômica.

OU NAS ELEIÇÕES DE 2018

No Acre, senador José Viana; em Alagoas, o ex-governador Ronaldo Lessa e o senador Benedito Lira; no Amapá, o ex-governador Capiberibe; no Amazonas, a senadora Vanessa Graziotin e os ex-governadores Alfredo Nascimento e Amazonino Mendes; na Bahia, o ex-ministro Juatahy Junior e os ex-deputados Benito Gama e José Carlos Aleluia; no Ceará, os ex-senadores Eunicio Oliveira e Inácio Arruda; em Brasília, o ex-senador Cristovão Buarque; no Espírito Santo, os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço; em Goiás, os ex-senadores Marconi Perilo e Lúcia Vânia; em Mato Grosso, o ex-governador Pedro Taques; em Minas, Dilma Roussef e o senador Anastásia; no Paraná, Roberto Requião e o ex-governador Richa; em Pernambuco, os ex-senadores Armando Monteiro e o ex-ministro Mendonça Filho; no Piauí, o ex-deputado Heráclito Fortes; no Rio de Janeiro, o ex-prefeito César Maia e o ex-deputado Miro Teixeira e os senadores Chico Alencar e Lindberg Farias; Rio Grande do Norte, ex-senadores João Agripino e Garibaldi Filho; Rio Grande do Sul, ex-senador José Fogaça; São Paulo, Eduardo Suplicy;  Rondônia, ex-senador Waldir Raupp; Roraima, ex-senador Romero Jucá.

DIREITA, ESQUERDA E CENTRO

A partir de 1 de janeiro de 2019, o povo de São Luís vai viver uma experiência de vida singular.

Terá como Presidente da República, o capitão Jair Bolsonário, um homem da direita.

No plano estadual, terá como governador, Flávio Dino, que reza no credo da esquerda.

No que se refere à administração municipal, tem como prefeito municipal Edivaldo Holanda Junior, um cidadão do centro.

APOIO PARLAMENTAR

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, terá no Congresso Nacional o apoio de três correntes políticas.

Dos deputados e senadores evangélicos, eleitos pelas diversas seitas existentes no Brasil.

Dos parlamentares ruralistas, que defendem os interesses do meio agrícola.

Dos políticos da bala, oriundos das casernas.

ONDA BOLSONISTA

O governador Flávio Dino, no primeiro e no segundo turno, impediu que a onda bolsonista invadisse o Maranhão.

O candidato que o governador apoiava para Presidente da República, Fernando Hadad, nos dois turnos, teve votações que deixaram Bolsonário longe.

Nem mesmo em São Luís, onde o eleitorado fez muita movimentação de rua, Bolsonário não conseguiu suplantar a votação de Hadad.

TRANSMISSÃO DE GOVERNO

Uma pergunta que não quer calar: se Roseana Sarney fosse eleita governadora do Estado, o governador Flávio Dino teria coragem de pessoalmente lhe transmitir a faixa governamental

Se o ato acontecesse, pela segunda vez, veríamos a repetição dessa cena no Maranhão.

A primeira vez, quem protagonizou esse espetáculo nada civilizado, foi o governador Newton de Barros Belo, esquivando-se de passar o cargo para o eleito, José Sarney.

SENADO E ASSEMBLEIA

Os candidatos maranhenses que não se elegeram para o Senado da República ou para a Assembleia Legislativa, estão sendo convidados a comparecer ao Senado da Praça e à Assembleia de Deus.

Há vagas em abundância e que precisam ser preenchidas.

SURPRESAS NAS ELEIÇÕES

Concordo plenamente com os que dizem que as eleições de 2018 foram atípicas  e as mais surpreendentes do Maranhão.

No ranking dos candidatos à Câmara Federal, João Marcelo, Hildo Rocha e Juscelino Resende eram considerados bem cotados e seguramente eleitos.

Quando as urnas abriram o que se viu foi temor estampado na face dos três candidatos, que, de favoritos, quase viram azarões.

AMIGO QUERIDO

Perdi esta semana um grande e querido amigo: João Bouéres.

O conheci trabalhando no antigo BDM, na década de 1960. Gostava de duas coisas: ouvir música de boa qualidade e de viajar pelo mundo. Vou sentir saudades dele, principalmente nas viagens internacionais.

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