A SAGA DOS VICES NO MARANHÃO

Se na esfera federal, os partidos se depararam com problemas para encontrar nomes confiáveis e respaldo popular para concorrerem à sucessão do presidencial, na órbita estadual, a situação não foi diferente, pois os partidos, também, enfrentaram embaraços para compor as chapas que vão disputar as eleições de outubro vindouro.

O que se viu este ano foi uma corrida contra o tempo, com os partidos se empenhando ao extremo, com vistas ao  cumprimento da legislação eleitoral, no que respeita à formatação das chapas de governador e  vice, a grande maioria composta por figuras humanas desconhecidas do eleitorado e sem compromisso com a vida pública.

Se recorrermos ao passado da política maranhense, veremos em toda a plenitude que, ao longo do regime republicano, nem sempre a convivência pessoal e administrativa entre governadores e vices esteve à altura dos cargos para os quais foram eleitos, e que, não por acaso, terminam fabricando desentendimentos políticos e crises institucionais, com reflexos danosos na vida do Estado.

A primeira crise aflorada na administração estadual, tendo por foco a figura do vice-governador, deu-se por ocasião do falecimento do governador Benedito Leite, em maio de 1908, quando o vice, Artur Quadros Colares Moreira assume o Governo e viaja para o Rio de Janeiro sem autorização do Congresso do Estado, fato determinante para que o presidente, deputado Mariano Lisboa, se investisse no cargo.

No retorno do vice, o presidente do Congresso não lhe transmite o cargo, ato que gera dualidade de poder e deságua numa intervenção federal no Maranhão.

A segunda crise, com o envolvimento do vice-governador, ocorre em abril de 1922, quando segmentos oposicionistas, atrelados ao movimento da Reação Republicana, deflagrado a nível nacional, encabeçados no Maranhão por Tarquínio Lopes, Leôncio Rodrigues e o capitão Aurélio Nogueira, invadem o Palácio dos Leões para depor o vice-governador Raul da Cunha Machado, que se encontrava no exercício do cargo porque o governador eleito, Godofredo Viana, ainda cumpria o mandato de senador no Rio de Janeiro.

Vinte e quatro horas depois da invasão palaciana, por ordem do Presidente da República, Epitácio Pessoa, tropas do 24º Batalhão de Caçadores prendem os revoltosos e fazem retornar à direção do Estado o vice-governador, Cunha Machado.

Na volta do país à democracia, em 1947, vem à tona o desentendimento entre o governador Sebastião Archer e o vice, Saturnino Belo, ao perceber que a sua candidatura às eleições de 1950, para o Governo do Maranhão, estava em processo de fritura pela cúpula vitorinista. Resultado: Satú, assim chamado, rompe com os  governistas e ingressa nas Oposições Coligadas, pelas quais disputa a sucessão de Archer da Silva, sendo derrotado pela fraude eleitoral, fato que desencadeia em São Luís um movimento de paralização das atividades públicas e privadas, que, por pouco, não gera outra intervenção federal no Maranhão.

Nova crise sacode as hostes vitorinistas em 1955, com a eleição do governador Matos Carvalho e do vice, Alexandre Costa, este, pelas regras constitucionais vigentes, presidia o Poder Legislativo e, como tal, embaraçava os projetos e as matérias de interesse do Executivo estadual, motivo que leva os deputados governistas à apresentação de um Projeto de Emenda Constitucional para tirar do vice aquela competência. Foi o bastante para Alexandre Costa romper com os vitorinistas e se bandear para as hostes oposicionistas.

Na operosa gestão do Governador José Sarney (1966 a 1970), que tinha como vice, o médico Antônio Dino, jamais se poderia imaginar que ao final do Governo se configurasse o rompimento político e pessoal entre dois políticos que se respeitavam. O litígio registra-se depois que Sarney se desincompatibiliza do cargo, em maio de 1970, para ser candidato ao Senado, mas antes transfere o Governo para o leal amigo Dino, que, como  correligionário do senador Clodomir Millet, a este se solidariza por distanciar-se de Sarney por motivo de somenos importância política.

Em 1966, o regime militar transforma as eleições diretas em indiretas e extingue os partidos políticos. Pela Arena, o partido do Governo elege indiretamente pela Assembleia Legislativa, os governadores: Pedro Neiva de Santana, Nunes Freire e João Castelo.

Na gestão de Castelo (1979-1982), surgiram problemas, não com o vice-governador, o general da reserva Artur Carvalho, mas com o seu substituto hierárquico, o deputado Albérico Ferreira, que Castelo exige a renúncia do cargo de presidente do Poder Legislativo para apoiar o candidato Luís Rocha ao Governo do Estado, fato que ensejaria ao deputado Ivar Saldanha, o novo presidente da Assembleia, assumir o Governo do Estado, ato contestado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Almeida e Silva, mas não legitimado pelo STF.

Com o término do mandato de Castelo, retornam as eleições diretas em 1986, com o deputado Epitácio Cafeteira se elegendo na chapa com João Alberto como vice. No prazo estabelecido pela lei, Cafeteira renuncia ao Governo para disputar a vaga de senador.  O vice, João Alberto, que se encontrava no exercício do cargo de prefeito de Bacabal, renuncia o posto para assumir a governabilidade maranhense, ato contestado juridicamente pelo deputado Ivar Saldanha, direito que lhe é assegurado pelo Tribunal de Justiça, mas tornado sem efeito pelo Supremo Tribunal Federal.

O último desentendimento na esfera do Poder Executivo do Maranhão verificou-se em setembro de 2005, portanto, há 13 anos, na gestão do governador José Reinaldo Tavares e do vice, Jura Filho. Ao viajar para a França, o governador transmitiu o cargo ao vice, o qual, sem pestanejar, encaminhou à Assembleia Legislativa mensagem de concessão de aumento salarial ao funcionalismo público estadual.

No seu retorno do exterior, José Reinaldo, em revide,  move retaliações de toda ordem contra o vice, para prejudicá-lo pessoal e politicamente,  mandando  retirar de seu gabinete os servidores públicos que ali prestavam serviços, e enviando ao Poder Legislativo proposta de Emenda Constitucional, para impedir Jura Filho de substituí-lo no cargo em suas ausências.

LACERDA, GETÚLIO E WEVERTON

Quando Getúlio Vargas candidatou-se, em 1950, às eleições presidenciais, o deputado Carlos Lacerda cunhou uma frase antológica,  histórica e profética: – Getúlio não pode ser candidato. Se for candidato não pode ser eleito. Se for eleito não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar.

No Maranhão, há gente parafraseando Lacerda com relação à candidatura de Weverton Rocha ao Senado da República.

CASAIS DE CANDIDATOS

Para conquistar o eleitorado brasileiro, os candidatos a Presidente e Vice da República formaram casais.

Ei-los: Marina Silva e Eduardo Jorge; Ciro Gomes e Kátia Abreu; Geraldo Alckmin e Ana Amélia; Fernando Hadad  e Manuela D’A´vila.

Por ser machista, Jair Bolsonaro formará casal com o general Hamilton Mourão.

MST E ALFABETIZAÇÃO

Na semana passada estourou uma bomba no Maranhão, com a divulgação de um fato que a opinião pública desconhecia, com respeito à  alfabetização de milhares de maranhenses.

A notícia saiu no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e revelado pelo próprio  governador Flávio Dino, sobre a contratação do MST para alfabetizar a população rural do Estado do Maranhão, usando o processo cubano.

A informação causou perplexidade e preocupação, pois o Brasil sabe que o MST não dispõe de capacidade para ministrar curso de alfabetização, processo completamente diferente de invadir e destruir propriedade rural.

NOVA DIREÇÃO

Sabe-se que o Hospital UDI, que pertencia ao grupo maranhense Gama-Barbosa, foi vendido para a Rede Hospitalar D’or, que mantém dezenas de casas de saúde no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Mesmo com tradição e experiência no setor hospitalar, até agora tudo continua como antes no Hospital UDI. Se a nova direção fez alguma modificação em algum setor, não chegou ao conhecimento dos pacientes e dos que prestam serviços naquele estabelecimento, que passou por grande e saudável reforma na gestão anterior.

TERRA DE SENADOR

Itapecuru-Mirim, a minha querida terra, nos últimos anos, passou por uma evolução política tão auspiciosa, que vem de apresentar ao povo do Maranhão um candidato ao Senado da República.

Trata-se de Samuel Campelo, um jovem que se elegeu vereador à Câmara Municipal de Itapecuru, onde cumpriu dois mandatos e prestou bons serviços à comunidade, destacando-se a instalação, com recursos próprios, de uma corporação voltada para combater incêndios.

CARGO DE COVEIRO

O prefeito de Paço Lumiar, Domingos Dutra, criou, mediante lei, o cargo de coveiro, que a cidade carecia.

Os inimigos e adversários políticos de Dutra acham que o cargo, pela sua importância e necessidade, deveria ser ocupado pelo próprio prefeito.

 

OS MILITARES NA POLÍTICA MARANHENSE

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A notícia veiculada pela mídia de que o coronel da reserva do Exército, José Ribamar Monteiro se lançaria candidato a governador do Estado, pelo PHS, repercutiu nos meios políticos, não porque ele ameaçasse os concorrentes, mas pelo retorno dos militares maranhenses às refregas eleitorais travadas em nossa terra, eles que, em épocas passadas, costumavam participar dessas contendas políticas com entusiasmo e determinação.

Ao longo do regime republicano, não foram poucos os candidatos oriundos da caserna que se filiavam aos partidos políticos na esperança de conquistar mandatos majoritários ou proporcionais.

Um militar que deixou seu nome marcado na História do Maranhão, como governador operoso e trabalhador, foi o comandante José Maria Magalhães de Almeida, egresso dos quadros da Marinha e genro de Urbano Santos, o grande chefe político da Velha República, que o indicou para suceder a Herculano Parga, no mandato de 1926 a 1930.

Depois de Magalhães de Almeida, um elenco de militares assumiu o comando do Estado do Maranhão não como governadores eleitos, mas na condição de interventores federais, a exemplo de Celso Freitas, José de Ribamar Maciel Campos, Luso Torres, Serôa da Mota e Antônio Martins de Almeida (Bala na Agulha).

Com a redemocratização do país em 1946, vieram as eleições proporcionais e majoritárias. Para governar o Maranhão, participou das eleições de 1947 o tenente-coronel e médico do Exército, Lino Machado, derrotado pelo candidato vitorinista, Sebastião Archer da Silva.

No pleito de 1954, com vistas à sucessão de Eugênio Barros, as Oposições Coligadas apresentaram para concorrer com o candidato do PSD, José de Matos Carvalho, o brigadeiro da Aeronáutica, Hugo da Cunha Machado, também derrotado pela máquina governista.

Em 1965, com os militares mandando no país, ocorreram as eleições para a substituição de Newton Bello do Governo do Estado, que pressionado pelo presidente da República, marechal Castelo Banco, deixou o seu candidato, Renato Archer, comandante reformado da Marinha, na rua da amargura, fato que permitiu a esmagadora vitória do candidato oposicionista José Sarney, que enfrentou o próprio Renato, então candidato do PTB, e o ex-prefeito de São Luís, Costa Rodrigues, do PDC.

Convém salientar que Renato Archer, em 1950, elegeu-se vice-governador, na chapa encabeçada por Eugênio Barros, eleição contestada pelas Oposições Coligadas nas ruas e nas esferas da Justiça. Eleitoral.

Com os militares no poder, as eleições diretas para os cargos majoritários foram substituídas pelas indiretas, através das quais o professor Pedro Neiva, e os deputados federais Nunes Freire e João Castelo chegaram ao Palácio dos Leões.

Depois de um longo período sem os mandatários eleitos pelo povo, finalmente, em 1982, com os ventos da redemocratização, as eleições diretas voltaram e novamente Renato Archer é chamado para disputar o cargo de governador com o candidato governista Luíz Rocha, que impõe ao reformado oficial da Marinha esmagadora vitória nas urnas.

TEMPORADA DE ENTRA E SAI

Em São Luís está em pleno andamento a temporada dos restaurantes que  entram e saem do mercado gastronômico.

Recentemente, desapareceu o restaurante que funcionava no Empório Santa Cruz, mas para o seu lugar surgiu o Restaurante Rosin, especialista em carnes.

Também sumiu o Maracangalha, substituído pelo Restaurante Romero, sob o comando de Sérgio Diaz.

Na área da pizzaria, evaporou-se a Majorasca, em cujo espaço instalou-se um restaurante de frutos do mar.

CIRURGIÕES PLÁSTICOS

Felizmente os nossos cirurgiões plásticos ficaram de fora dessas denúncias que o país assiste estarrecido contra profissionais mal intencionados.

Os especialistas dessa área médica que atuam em São Luís continuam trabalhando com seriedade, honestidade e sem o cometimento de práticas que venham ou possam comprometer as suas condutas éticas e profissionais.

FILHOS DE JOÃO ALBERTO

O senador João Alberto prepara-se para deixar a cena política maranhense, onde atua desde os anos de 1960, tranquilo e feliz, pois deixará dois filhos como sucessores e representantes do povo.

João Marcelo pelo seu desempenho no Congresso Nacional, certamente se reelegerá deputado federal.

João Emanoel, emplacado na chapa de senador, como segundo suplente, tem futuro pela frente.

 

 

 

A VOZ DE PIO XII

Com imensa emoção e alegria assisti, na semana passada, no excelente programa “The Voice Brasil”, da TV Globo, a apresentação de uma excelente cantora maranhense.

Trata-se Ayala, dotada de extraordinária voz, afinadíssima e interpretando uma música bem brasileira e de ótima qualidade.

Eu torço e tenho a impressão de que a cantora maranhense, que vivia escondida em Pio XII, sairá consagrada daquele programa.

FUTURO DO BRASIL

Não serei surpreendido se brevemente ver pela televisão um respeitado militar maranhense manifestar-se no programo “O Brasil do futuro”.

Nele, o conceituado militar dirá enfaticamente: “ Para que o nosso país seja próspero e feliz basta se livrar dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoly e Ricardo Lewandowski.”

 

 

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UM SÉCULO DO JORNALISTA ZUZU NAHUZ

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Na imprensa maranhense, a trajetória de Raimundo Nonato Coelho Nahuz, conhecido por Zuzu Nahuz, foi marcada pelo brilhantismo e pelo sucesso profissional. Nascido em Itapecuru-Mirim (23 de julho de 1918), era bem moço quando começa a escrever em jornais de São Luís, destacando-se A Notícia, do padre Astolfo Serra, Diário do Norte, do escritor Antônio Lopes, e A Pacotilha, do desembargador Constâncio Carvalho.

Na década de 1940, recebe convite do presidente do Partido Republicano, Marcelino Machado, para trabalhar em O Combate, que fazia oposição ao situacionismo.

Depois dessa temporada oposicionista, Zuzu, nos anos 1950, é contratado pelo jornal A Tarde, de linha política governista, montado e dirigido pelo próprio senador Vitorino Freire, para combater os que tentavam derrubá-lo do poder.

No começo dos anos 1960, com a experiência adquirida nos jornais em que prestou serviços, parte para uma empreitada corajosa em termos profissionais e abrir um caminho novo no panorama jornalístico maranhense.  Com a cara e a coragem funda um jornal com o nome de Correio do Nordeste, para circular mensalmente.

Em curto espaço de tempo, o jornal de Zuzu impôs-se na cidade por trazer em suas páginas farto e variado noticiário, local, nacional e internacional, ser graficamente bem produzido e dotado de um corpo redacional de invejável qualidade intelectual.

Com essa configuração, o Correio do Nordeste caiu no gosto popular e dobrou a tiragem e a circulação, requisitos que o levaram a passar de mensal a quinzenal e depois a semanal.

Essa fulminante ascensão, em tempo inimaginável, fez com que Zuzu, um homem determinado e obstinado, sonhasse com um futuro mais radioso para o seu jornal, no seu desejo de transformá-lo em diário.

No afã de alcançar esse objetivo, prepara-se para conseguir recursos e dar um salto na sua vida de dono de jornal. Nesse sentido, apresenta a um estabelecimento bancário um projeto para adquirir equipamentos gráficos modernos, a fim de oferecer ao povo maranhense um veículo de comunicação impresso, que se ombreasse aos melhores do país.

Quando tudo parecia caminhar sem atropelos, eis que o destino apronta uma cilada àquele homem de fé inquebrantável.  A 8 de janeiro de 1965, a morte insidiosamente o transporta para outro plano de vida, impedindo-o de realizar o projeto que seria o coroamento glorioso de sua trajetória jornalística.

 

 

Por causa de seu trágico falecimento, não materializou a sua mais importante obra na área da comunicação impressa, mas legou à posteridade ações  e iniciativas  de relevância na área de comunicação social, que ficaram perpetuadas  em jornais em que trabalhou e fundou, aos quais se entregou de corpo e alma, a despeito da perda completa  da visão, deficiência adquirida na adolescência, que não o deixou ocioso ou inútil, ao contrário, o transformou num homem literalmente dedicado às boas causas da sociedade.

Em patética crônica, intitulada “Sentença Inexorável”, Zuzu registrou o drama que ele e os familiares viveram a 16 de março de 1930, em Itapecuru, onde morava com os pais Martinha e Sadick Nahuz.

Aos 12 anos, em plena sala de aula, no Colégio Magalhães de Almeida, foi atacado estupidamente pelo “fantasma da cegueira”, deixando-o inapelavelmente sem a visão nos dois olhos pelo resto da vida, inobstante o tratamento médico a que se submeteu no Rio de Janeiro, à época, o centro mais adiantado do país.

O poeta Lago Burnett, amigo e companheiro de redação de Zuzu, em bela crônica, publicada no Jornal do Brasil, a 22 de junho de 1973, definiu o tipo de jornalismo praticado pelo jornalista itapecuruense, que mesmo sem a visão, usava a privilegiada memória para mostrar a sua competência e o seu arrojo no intento de oferecer ao Maranhão um periódico de boa qualidade gráfica e com uma equipe de indiscutível formação intelectual.

CANDIDATOS DIFERENCIADOS

A dupla de candidatos que o governador Flávio Dino apoia e apresentou ao eleitorado maranhense para concorrer às eleições de senador é formada pelos deputados federais Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Entre os dois candidatos uma linha bem acentuada está a separá-los em termos eleitorais e que deverá repercutir no resultado do pleito.

Weverton Rocha conta com uma forte estrutura financeira, mas não tem voto. Eliziane Gama não dispõe de recursos materiais, mas é bem vista pelo eleitorado.

O VELHO CHICO

Quem anseia ter novamente vez e voz na cena política maranhense é o veterano Chico Coelho.

Espera ressurgir das cinzas elegendo-se deputado estadual, cargo eletivo que conquistou pelo empenho do parente e governador Luiz Rocha.

Chico Coelho ainda não se definiu quanto ao candidato a governador que apoiará, mas já conversou com o governador Flávio Dino e o ex-senador José Sarney.

FAMÍLIA FIGUEIREDO

Neste final de semana, os Figueiredos que nasceram no Maranhão, estão reunidos em São Luís, não por interesses políticos, mas para se confraternizarem.

Os que residem em cidades mais distantes de São Luís, também participam desse encontro familiar que tem como ponto alto o congraçamento.

Nesses três dias de encontro, os Figueiredos evocaram as suas origens e exaltarem São Vicente Férrer e São João Batista como as cidades onde tudo começou.

NOVINHO EM FOLHA

O senador Edison Lobão enfrentará a campanha eleitoral que se avizinha com a mesma altivez física dos primeiros tempos de vida pública.

Nesse sentido, submeteu-se em Brasília a uma completa restauração plástica que, de tão perfeita, faz lembrar os seus primeiros tempos de atividade política.

Quem já o viu depois desse procedimento estético, afirma que ele está pronto e no ponto de participar da campanha eleitoral sem medo de ser feliz.

ADVOGADOS PERIGOSOS

Em Brasília, nos meios políticos e administrativos, só se fala num assunto: a descoberta pelo Tribunal de Contas da União de escritórios advocatícios a serviço de causas nada republicanas.

Face às ações e iniciativas do TCU as autoridades federais tomaram conhecimento de que existem advogados atuando com toda a força no Maranhão e no Piauí, tentando receberem fatias bilionárias de recursos destinados à educação básica.

Prefeitos maranhenses, menos avisados, estariam contratando esses escritórios na expectativa de serem beneficiados com milhões de recursos do FUNDEB.

VOTO DE PROTESTO

O empresário Carlos Gaspar anda sobremodo revoltado com os maus exemplos das autoridades do país às novas gerações brasileiras.

Por isso decidiu na eleição deste ano protestar contra essa situação e esse estado de coisas.

O seu voto para Presidente da República será dado ao deputado Jair Bolsonaro.

EFEITO TERATOLÓGICO

A primeira vez que ouvi a palavra teratologia foi na Faculdade de Direito de São Luís, numa aula de Medicina Legal, ministrada pelo emérito professor Pedro Neiva de Santana.

Imediatamente busquei um dicionário para saber o significado de tão inusitada palavra, que encontrei assim grafada: “Teratologia é o estudo de monstruosidades”.

Sessenta anos depois, a palavra volta a soar nos meus ouvidos, desta feita, vocalizada pela ministra Laurita Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça, que acusou o desembargador gaúcho Rogério Fraveto do cometimento de ato teratológico, por querer libertar Lula da prisão ao arrepio da lei.

 

 

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GOVERNADORES DO MARANHÃO Á LUZ DO IMPEACHMENT

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Na semana passada, o deputado Edilázio Junior apresentou na Assembleia Legislativa pedido de impeachment (impedimento) contra o governador Flávio Dino, acusado de cometimento de crime de responsabilidade e de improbidade administrativa.

Esse dispositivo de lei, previsto em todas as Constituições do Maranhão foi acionado quatro vezes em nossa terra – 1936, 1964, 2010 e 2018 -, com o mesmo objetivo: defenestrar do poder os governadores Aquiles Lisboa, Newton Bello, Roseana Sarney e Flávio Dino.

1936: IMPEACHMENT CONTRA AQUILES LISBOA

O primeiro governador a sofrer o impeachment no Maranhão foi o cientista cururupuense Aquiles Lisboa, eleito a 21 de junho de 1935, por via indireta pela Assembleia Legislativa. Rapidamente o novo governador mostrou-se inabilitado politicamente para o cargo, pois permitiu que os deputados estaduais que o apoiavam se dividissem na elaboração da nova Carta Magna do Maranhão: não cumpriu o acordo de nomear um membro da União Republicana Maranhense a prefeito de São Luís.

O impensado gesto do governador fez a URM  abandonar a base governista e se aliar aos partidos de oposição – PSD, LEC e PSB, que passaram a mover contra Aquiles agressiva campanha, com vistas a afastá-lo do poder.

Com a Assembleia Legislativa dividida, os deputados Salvador de Castro Barbosa (minoria) e Antônio Pires da Fonseca (maioria) passaram a presidi-la, cada qual querendo preparar a nova Constituição do Estado. Enquanto a maioria se reunia na sede do Poder Legislativo, a minoria, à falta de local apropriado, ocupava as dependências do 24º Batalhão de Caçadores, de onde impetrava recursos à Corte de Apelação para garantir o livre exercício do mandato e fazer valer o artigo que determinava extinto o mandato do governador após a promulgação da nova Constituição (16 de outubro de 1935), ato que Aquiles Lisboa não tomou conhecimento e  requereu mandado de segurança para continuar à frente do Governo.

A crise, que até então envolvia os Poderes Executivo e Legislativo, invade a seara do Judiciário, que, também, se divide no julgamento dos recursos, complicando mais ainda a harmonia entre os poderes e que perturbava a vida institucional, econômica e social do Maranhão, há mais de um ano à espera de uma solução para pacificá-lo e desarmar os espíritos dos políticos.

Com o impasse institucional em plena efervescência, eis que, em março de 1936, um deputado oposicionista denuncia o governador pela prática de crime de responsabilidade e pede o seu impeachment. Cria-se uma Comissão Especial que considera Aquiles Lisboa incurso na penalidade, mas o governador consegue no Tribunal de Apelação garantir o seu mandato.

Se a situação já era confusa, mas caótica fica quando a Associação Comercial, no intuito de por fim aquela mixórdia política solicita ao Presidente Getúlio Vargas a sua interferência no caso maranhense. Como não havia outro caminho para contornar a crise, o Presidente da República a 5 de julho de 1936 nomeia o major Roberto Carneiro de Mendonça interventor federal no Estado do Maranhão.

1964: IMPEACHMENT CONTRA NEWTON BELLO

O segundo governador a ter o seu mandato sob os holofotes do impeachment foi Newton Bello, remédio que as forças oposicionistas tentaram usar para catapultá-lo do poder, em maio de 1964, logo depois da eclosão do movimento militar.

O fato gerador do impeachment foi uma carta do general Anacleto Tavares da Silva endereçado ao general Justino Alves Bastos, comandante do IV Exército, que veio a São Luis receber o título de Cidadão Maranhense, a ele conferido pela Assembleia Legislativa.

Na carta, divulgada na imprensa, o general Anacleto alertava o seu companheiro de farda para o fato de a Revolução cassar mandatos de alguns políticos, por motivos ideológicos, mas “deixara livre os administradores públicos implicados com a corrupção, negociatas, contrabandos, fraudadores e responsáveis pela desastrosa situação em vivia o Maranhão”.

Com base na carta do oficial do Exército, os políticos oposicionistas arregimentaram-se no sentido de culpar e de incriminar o governador Newton Bello e seus aliados, estes, ofendidos com tais imputações, trataram de  rebatê-las com veemência.

A denúncia contra o governador foi formalizada pelos deputados do bloco oposicionista, Manoel Gomes, Francisco Figueiredo, Antenor Abreu e José Mário de Araújo Carvalho, sob a acusação de Newton Bello praticar os seguintes crimes de responsabilidade: “desrespeito às decisões judiciais; falta de pagamento de dívidas do Estado; retardamento na publicação de leis e resoluções do Poder Legislativo”.

Em obediência à Constituição e ao Regimento Interno da Assembleia Legislativa, uma Comissão Especial emitiu parecer à denúncia contra o governador. Em duas sessões extraordinárias, a primeira em 24 de maio, a maioria governista, no plenário, aprova o parecer da Comissão Especial, “pelo arquivamento da denúncia por considerá-la frívola e improcedente”; a segunda, em 27 do mesmo mês, por 29 contra 7 votos, rejeita a denúncia que pretendia enquadrar o governador em crime de responsabilidade.

1910: IMPEACHMENT CONTRA ROSEANA

A terceira tentativa de detonar um governador do Estado foi patrocinada por um Coletivo de Advogados em Direitos Humanos, que inspirado em objetivos essencialmente eleitoreiros, ingressa com pedido de impeachment na Assembleia Legislativa, com o fito de atingir a governadora Roseana Sarney, sob a justificativa de praticar crimes contra os direitos humanos, tomando por base fatos acontecidos na Penitenciária de Pedrinhas.

Sustentado em parecer da Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa, segundo a qual o pedido era destituído de “pressuposto válido para o prosseguimento do procedimento parlamentar”, além da “ausência de justa causa para início da persecução por crime de responsabilidade” o presidente Arnaldo Melo fulmina aquela ação sem propósito com um despacho simples, mas altivo: o arquivamento.

2018: IMPEACHMENT CONTRA FLÁVIO DINO

O quarto e o mais recente pedido de impeachment contra um chefe de Governo do Maranhão é da autoria do deputado Edilásio Júnior, que acusa o governador Flávio Dino de crime de responsabilidade e de improbidade administrativa.

O processo começou a tramitar na Assembleia Legislativa na semana passada, mas, salvo melhor juízo, terá o mesmo destino dos anteriores: o arquivamento, pois o governador dispõe de esmagadora maioria parlamentar para bombardear o projeto do deputado do PSD.

Resumo da ópera: Flávio Dino se livrará do impeachment, mas não se eximirá de um inevitável desgaste pessoal e político.

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SEGUNDO ACIDENTE

Não é a primeira vez que José Reinaldo Tavares, como homem público, sofre um acidente de trabalho.

Em 2006, quando se encontrava no exercício do cargo de governador, na cidade de São João do Caru, o helicóptero que o trazia para São Luís, sofreu uma pane em plena decolagem.

Resultado: o aparelho se desgovernou e veio irremediavelmente ao chão, mas o comandante da aeronave e  o ex-governador só se queixaram do susto.

CANDIDATO DE SARNEY

Pela vontade do ex-presidente José Sarney as forças políticas que formam o centro deveriam se unir em torno de um só candidato a Presidente da República.

Para que as forças centristas possam caminhar unidas e coesas, Sarney sugere um nome com o perfil de aglutiná-las e ganhar as eleições.

Trata-se do ex-deputado e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.

MEXICANO MARANHENSE

Em São Luís só conheci um mexicano.

Era um cara que trabalhava de garçom no antigo Clube Jaguarema e no gabinete do prefeito da cidade.

Era chamado de Mexicano não por ter nascido na terra dos astecas, mas pelo seu biótipo.

CARÁTER BRASILEIRO

O brasileiro tomou conta da Rússia pela presença numérica e pelo modo como se tem comportado num país que se difere do nosso em quase tudo.

Por causa disso, os pensadores sociais passaram a estudá-lo, com vistas a definir em que categoria ele pode ser enquadrado.

De “homem cordial”, como o criado pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda, de “herói sem caráter”, como o imaginado pelo escritor Mário de Andrade, ou de “complexado vira-lata”, como o denominava o dramaturgo Nelson Rodrigues.

NARRAÇÃO ERÓTICA

Sexólogos descobriram uma sintonia entre o orgasmo e a narração erótica de Galvão Bueno: olha o gol, olha o gol, olha o gol, o gooooool.

 

 

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PEDRO FERNANDES E MAX BARROS

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No momento em que o povo maranhense se prepara para participar do processo eleitoral, com vistas à renovação de suas representações na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, que precisam contar com valores políticos identificados com as causas populares e dotados de boa reputação moral e ética, eis que a sociedade toma conhecimento de que dois dos melhores quadros de nossa vida pública não vão mais concorrer aos cargos legislativos.

Trata-se de Pedro Fernandes e Max Barros que deixarão de fazer parte da nossa já pobre representação parlamentar, em que no cumprimento dos mandatos, desempenharam-se com dignidade, altivez, competência e seriedade, não decepcionando o povo que os elegeu para os cargos de deputado federal e deputado estadual.

A ausência de Pedro e de Max das eleições deste ano, em que certamente seriam reeleitos, desfalcará sobremodo o Parlamento nacional e estadual, repleto, salvo poucas e honrosas exceções, de deputados medíocres, despreparados, que podem representar tudo menos o povo maranhense, que, em outros tempos, se orgulhava de ter na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa nomes do maior nível intelectual, de ilibada idoneidade moral, que não se curvavam aos detentores do poder e nem se envolviam na corrupção, que assola o país.

A ausência de Pedro Fernandes e de Max Barros de nossa vida pública será lamentada pelo eleitorado e pelos que acompanham o desempenho de ambos no plenário e nas comissões técnicas, onde sempre atuaram com desassombro e serenidade, não se imiscuindo no mundo da deslavada promiscuidade moral e da  infidelidade aos princípios democráticos.

Os dois deputados, que ora se despedem da atividade política, tiveram quase o mesmo tempo de mandato. Enquanto Pedro cumpriu 18 anos de exercício parlamentar, quatro anos na Câmara de Vereadores de São Luís e 16 no Congresso Nacional, Max exerceu o mandato de deputado estadual por 16 anos.

Convém, também, reconhecer que não apenas na vida parlamentar eles prestaram relevantes serviços ao Maranhão. Pedro Fernandes, em 2012, na gestão da governadora Roseana Sarney, ocupou com brilhantismo o cargo de secretário de Educação do Estado do Maranhão, e por pouco não assumiu o cargo de ministro do Trabalho, no governo do presidente Michel Temer, indicado pelo seu partido, o PTB. Em 1996, chegou a disputar as eleições de prefeito de São Luís.

Por sua vez, Max Barros, teve de interromper o seu mandato várias vezes para atender à convocação de governadores, que precisaram de sua indispensável capacidade de trabalho para dirigir o Departamento de Estradas de Rodagem, a Pró-reitoria de Ensino da Universidade Estadual do Maranhão, a Cemar, a Gerência Metropolitana de São Luís e a secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado.

Pedro Fernandes e Max Barros pelo que realizaram de proveitoso para o engrandecimento do Maranhão e a maneira como desempenharam seus mandatos, que se ressalte, com probidade e integridade, merecem ser exaltados como cidadãos e reconhecidos pelos bons exemplos de homens públicos que legaram às novas gerações.

VACÂNCIA DO CARGO

Se por um motivo de força maior, o governador Flávio Dino tiver de se afastar do poder, nestes dias que antecedem ao pleito, para atender algum compromisso inadiável, quem o substituiria no cargo de chefe do Poder Executivo?

De acordo com a Constituição, substitui o governador, o vice. Em caso de impedimento do governador e do vice, serão sucessivamente chamados ao exercício do Poder Executivo o Presidente da Assembleia Legislativa e o Presidente do Poder Judiciário.

Como o vice, Carlos Brandão, concorrerá à reeleição e o presidente da Assembleia, Othelino Neto, também disputará as eleições deste ano, será convocado para ocupar o cargo de governador o presidente do Tribunal de Justiça, José Joaquim Figueiredo.

RUMO AO LÍBANO

No começo do mês de julho três casais maranhenses vão visitar o Líbano.

Joaquim Haickel, Jorge Rachid Mubarack e Jamil Gedeon, devidamente acompanhados das esposas, que desejam conhecer a terra dos antecedentes dos maridos.

Os casais deverão ficar no Líbano 15 dias, tempo suficiente para visitarem os parentes e se deslumbrarem com a beleza e a riqueza daquele país.

PRISÕES EM ABERTO

Levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça revelou que existem no Maranhão mais de quatro mil mandados de prisão em aberto.

Significa dizer que são pessoas condenadas ou com determinação para aguardar o julgamento atrás das grades, mas que estão em liberdade pelos mais diversos motivos.

Com destaque para a falta de organização do poder público.

WEVERTON E ALKMIN

O deputado Weverton Rocha e o ex-governador Geraldo Alkmin são políticos diferenciados no que tange à filiação partidária e à conduta como homens públicos.

Enquanto o maranhense é um político que não é levado a sério, o paulista é um exemplo de seriedade e de probidade.

Mas num ponto os dois caminham paralelamente: não conseguem subir nas pesquisas, ou seja, não passam de seis por cento na preferência popular.

O PREFEITO E O RELÓGIO

De uns tempos para cá, a administração do prefeito de São Luís, Edivaldo Junior, saiu do marasmo em que se encontrava.

Vale dizer: algumas obras foram realizadas pela prefeitura e com isso o gestor municipal tem melhorado de cotação junto à população.

De minha parte, ficaria imensamente satisfeito se o prefeito mandasse consertar o relógio do Largo do Carmo, que se encontra parado há décadas.

CIDADÃO ITAPECURUENSE

Mauro Fecury é o mais novo cidadão itapecuruense.

Quem outorgou essa honraria ao ilustre engenheiro foi a Câmara Municipal, que aprovou o projeto da autoria do vereador Carlos Junior.

Provavelmente em agosto, Mauro Fecury irá a Itapecuru  receber tão honroso título.

POLÍTICOS E MAGISTRADOS

O engenheiro Mauro Fecury conseguiu o impossível num evento realizado em sua residência, na noite de sábado passado.

Ele promoveu um jantar em homenagem ao ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reinaldo Fonseca, que contou com as presenças de políticos do nível de José Sarney, Roseana Sarney, Sarney Filho, José Reinaldo Tavares e Roberto Rocha e dos desembargadores Jamil Gedeon e Ricardo Duailibe.

Naquela agradável noite, em nenhum momento, assuntos de natureza política e partidária tomaram conta do ambiente. Falou-se de tudo menos os relacionados às eleições deste ano.

MAX E RICARDO BARROS

A vida a cada dia nos surpreende com fatos e atos interessantes.

Vejam, por exemplo, o que, este ano, vai acontecer na vida dos inseparáveis irmãos Max e Ricardo Barros.

Enquanto Max anuncia sua retirada da militância política e partidária, o irmão Ricardo estreará na cena cultural, com o lançamento de seu primeiro romance: “O capitã das três Maryas”.

Quem já leu o livro de Ricardo, não economizou os elogios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AS COPAS DA MINHA VIDA

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Ao longo dos 88 anos de vida da Copa do Mundo, o Brasil marcou presença em todos os campeonatos em que estava em jogo a supremacia do futebol.

Só a partir da Copa do Mundo de 1938, realizada na França, o povo brasileiro teve condições de ouvir pelo rádio o desempenho dos jogadores que nos representavam naquele campeonato.

Por causa dos conflitos bélicos, que dominavam a Europa, os jogos da Copa do Mundo não aconteceram na década de 1940. Após o término da II Guerra Mundial, a Copa renasce em 1950, tendo o Brasil como país anfitrião. Ainda que a televisão tenha sido inaugurada em São Paulo, naquele ano, os jogos da Copa do Mundo, só chegaram aos lares brasileiros através das emissoras de rádio.

Em 1970, com a realização da Copa do Mundo no México, o Brasil conquistou a terceira Taça Jules Rimet. Foi naquele país que o rádio passou a dividir com a televisão a transmissão dos jogos de futebol, gradativamente monopolizados pela Rede Globo, que, este ano, deu um show de bola, graças à fantástica e estrondosa estrutura humana, física e tecnológica montada na Rússia, com recursos provenientes de poderosos anunciantes, que possibilitaram uma cobertura jornalística jamais vista no país.

Um ano antes de começar a atual Copa do Mundo, a  Rede Globo já marcava presença no país promotor do evento, de onde seus repórteres mandavam notícias e faziam reportagens sobre o que ali acontecia, como preparativo para uma transmissão sem defeito e produzida com esmero, competência e eficiência.

Eu, que vim de uma época em que a transmissão da Copa do Mundo se fazia pelo rádio, com desusado interesse,  acompanhei o auspicioso salto tecnológico que de uns anos para cá a Rede Globo de Televisão incorporou às suas jornadas esportivas, para proporcionar ao povo brasileiro transmissões da melhor qualidade técnica e jornalística.

Se este ano, a cobertura TV Globo foi impecável, sob qualquer aspecto, o que não será daqui a quatro anos, com o avanço cada vez mais forte do homem sobre a natureza?

Mas enquanto aguardamos 2022, quando a Copa acontecerá no Catar, vale fazer um recuo no espaço e no tempo para lembrar que os três primeiros campeonatos mundiais de futebol tiveram por palco o Uruguai, a Itália e a França, respectivamente, em 1930,1934 e 1938, a respeito das quais quase nada posso comentar, pois ainda me encontrava na barriga da minha mãe.

As demais aconteceram em 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970,1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018. De algumas, pelo bom desempenho do Brasil, guardo boas recordações; de outras, porém, pelo fracasso do nosso time, não vale lembrar.

É de bom alvitre dizer que as Copas realizadas entre 1950 e 1966 chegaram aos meus ouvidos através das emissoras de rádio; já, as de 1970 a 2018  foram ouvidas e vistas graças à invenção da televisão.

Dentre todas, três ficaram indelevelmente marcadas na minha vida: a de 1950, no Rio de Janeiro; a de 1958, na Suécia; e a de 1970, no México.

A primeira ocorrida no Rio de Janeiro, em que o Brasil perdeu para o Uruguai, eu, com 12 anos de idade, acompanhei a transmissão do jogo junto ao  povo de minha terra-Itapecuru, que por não dispor de aparelho de rádio, concentrava-se numa praça pública, para ouvir através de um serviço de alto falante – Voz Marilia, de propriedade do prefeito municipal, Miguel Fiquene, os lances narrados pelos locutores da Rádio Nacional.

A segunda Copa do Mundo a ficar retida na minha memória foi a da Suécia, onde o Brasil, em 1958,  conquistou o título de campeão e consagrou jogadores do nível de Didi, Newton Santos, Vavá e Pelé. À época, eu estudava no Rio de Janeiro e recordo que pelas rádios Nacional, Tupi e Tamoio o povo carioca ouvia a transmissão das partidas de futebol.

Não esqueço aquela Copa por duas razões. A primeira, porque morava com outros amigos maranhenses, num apartamento no Largo do Machado e fizemos um esforço pecuniário para comprar um aparelho de rádio movido à energia elétrica, sem o qual ficaríamos alienados do certame futebolístico. A segunda, por ser vizinho do Palácio do Catete, assisti de perto e ao vivo toda a solenidade em que o então presidente da República, Juscelino Kubitscheck, recepcionou os jogadores brasileiros e campeões do mundo.

A Copa do Mundo, no México, em 1970, é outra que continua intocável no meu consciente, porque o Brasil conquistou o seu terceiro título mundial e com as transmissões diretas dos jogos pela televisão, via satélite.   Mas nem todos os estados brasileiros se beneficiaram com essa maravilhosa novidade. O Maranhão, por exemplo, ficou de fora, mas o Piauí privilegiou-se com o precioso avanço tecnológico. Resultado: nos dias de jogos do Brasil, caravanas de São Luís e do interior do Estado rumavam para Teresina, sendo recebidos com saudações nada gratificantes como esta: “Maranhenses, sejam bem-vindos ao México.”

Eu não assisti a nenhum jogo em Teresina, pois, contentava-me, dias depois, em vê-los por meio do vídeo-tape e veiculados pela TV Difusora.

PROJETOS AMBICIONADOS

Entra governador e sai governador e o Maranhão continua sem a implantação em seu território de três projetos de suma importância para o desenvolvimento econômico do Estado.

Anotem: a Refinaria Premium, em Bacabeira, a Base Espacial de Alcântara, e a Zona de Processamento de Exportação, em São José de Ribamar.

Até agora são obras de Santa Engrácia.

ZONA DE EXPORTAÇÃO E PC do B.

A senadora amazonense, Vanessa Grassiotin, do PC do B,  a única que, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, votou contra o projeto de criação da Zona de Processamento de Exportações no Maranhão.

Setores políticos do Maranhão acham que o governador Flávio Dino deveria ter manifestado à senadora do Amazonas, que integra o mesmo partido dele, um devido protesto.

Há quem diga que o governador omitiu-se por um simples motivo: o autor do projeto.

MEMORIAL DE ANTÔNIO DINO

Oportuna iniciativa tomou a Fundação Antônio Dino,  reservando em sua sede um espaço para abrigar fotos, objetos e registros em homenagem a um cidadão cuja vida profissional e política  foi literalmente retilínea.

Trata-se de um Memorial para preservar e dar relevo a um homem que ao longo da sua existência só fez plantar o bem e prestar bons serviços à coletividade, à qual se dedicou com amor, zelo e dignidade.

Quando soube da inauguração do Memorial, comuniquei à família Dino o meu interesse em doar um precioso material sobre a vida e a obra de Antônio Dino, o que fiz na semana passada.

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

Até agora não se sabe o reservado ao senador João Alberto nas próximas eleições.

Há quem diga que ele poderá ser o companheiro de chapa de Roseana Sarney, mas há quem ache que ocupará um cargo de relevo no primeiro escalão do Governo, na hipótese de Roseana vencer o pleito.

A propósito: se Roseana, ao longo de sua campanha eleitoral, anunciar a presença de João Alberto na Secretaria de Segurança, garanto que a sua votação crescerá bastante.

FALTA VOTO

Os adeptos da candidatura de Weverton Rocha ao Senado dizem que ele “é o único candidato que tem estrutura própria de campanha, que vai do partido à militância social, passando pela força da comunicação e a aliança com prefeitos e candidatos de todas as ideologias”.

Não adianta ter tudo isso e lhe faltar o principal: o voto.

 

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O AI-5 NO MARANHÃO

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Ao longo do regime militar (1964 a 1985), 17 Atos Institucionais foram decretados no Brasil. O mais draconiano, o AI-5, veio a lume a 13 de dezembro de 1968, em revide a uma série de eventos políticos, desencadeados no País pelas forças que faziam oposição aos militares, destacando-se a Frente Ampla, formada pelos ex-presidentes Juscelino Kubitscheck, João Goulart e o ex-governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda.

A decretação do Ato Institucional-5 ocorreu após o veemente discurso pronunciado na Câmara Federal pelo deputado Márcio Moreira Alves, conclamando o povo brasileiro a realizar um boicote ao militarismo e a não participação nos festejos comemorativos à Independência do Brasil, pronunciamento considerado pelos militares como ofensivo “aos brios das Forças Armadas”.

Estribado no AI-5, o presidente da República, Costa e Silva, independente de qualquer ação judicial, decretou o recesso do Congresso Nacional, promoveu a intervenção  nos estados e municípios, cassou mandatos eletivos, suspendeu por dez anos os direitos políticos dos cidadãos, confiscou bens e suspendeu a garantia do habeas corpus.

Quem estava à frente dos destinos do Maranhão, em 1968, era o jovem governador José Sarney, que recebeu do governo militar tratamentos diferenciados. Antes do AI-5, no governo do presidente Castelo Branco, Sarney teve trânsito livre trânsito no Palácio do Planalto, face à excelente gestão que realizava no Estado. Com  a ascensão do general Costa e Silva ao comando do País, tudo mudou e o governador enfrentou momentos tormentosos, pois a linha dura do regime militar não o via com bons olhos e o acusava de contemporizar com  esquerdistas, estes, colocados em posições estratégicas na sua administração.

Naquela época, há cinquenta anos, os adversários e inimigos políticos de Sarney, daqui e de Brasília, que só pensavam em crucificá-lo e de apeá-lo do poder, exploraram maldosamente o fato de o governador maranhense marcar presença no almoço, no Clube Jaguarema, oferecido pelos estudantes do Curso de Economia ao ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que participou em São Luís  da solenidade de formatura dos novos economistas.

O gesto democrático de Sarney deu ensejo à eclosão de uma desabrida conspiração, que, por pouco não culmina na perda do seu mandato de governador, com base no Ato Institucional – 5. Esse golpe não se materializou por dois motivos. Primeiro, pela mobilização nacional de influentes  setores políticos para neutralizar a ferrenha conspiração tramada pela linha dura do regime, no seu desejo de derrubá-lo do cargo que o povo maranhense lhe outorgou nas eleições de outubro de 1965. Segundo, pela reação do próprio Sarney, que chegou a divulgar um manifesto, no qual mostrava a intenção de lutar contra uma medida discricionária e escudada na vilania de seus opositores.

No Maranhão, naqueles idos, não foi apenas sobre a cabeça de Sarney que desabou toda a força repressora do AI-5. Dois brilhantes parlamentares maranhenses, que cumpriam mandatos na Câmara Federal e defendiam a volta do País à normalidade democrática, foram punidos: os deputados Renato Archer e Cid Carvalho, filiados ao MDB, tiveram os mandatos cassados e os direitos políticos suspensos por dez anos.

Na Assembleia Legislativa, o deputado Kleber Leite, que integrava os quadros da Arena, teve, também, o seu destino político estancado pelo Ato Institucional -5.

No Tribunal de Justiça, os efeitos daquele draconiano decreto se fizeram sentir e de maneira implacável sobre  dois desembargadores: Antônio Rodrigues Moreira, que o presidia, e Tácito da Silveira Caldas, punidos e aposentados de suas funções judicantes.

MARANHENSE NA RÚSSIA

Se alguém imagina que de São Luís não partiu nenhum maranhense com destino à Rússia, para assistir aos jogos do Brasil, na Copa do Mundo, equivocou-se redondamente.

Mesmo não sendo fanático por futebol, o economista Jerônimo Leite decidiu ver ao vivo as partidas em que o time do Brasil se apresentará.

Na condição de pé quente, acha que ajudará o Brasil a trazer para o nosso país a ambicionada taça Jules Rimet.

CARNAVALIZAÇÃO JUNINA

A cada ano, os festejos juninos, no Maranhão, estão a perder as suas características regionais e próprias.

Os bumba bois e as quadrilhas não se apresentam mais com aquelas roupas simples e comprometidas com as suas origens. As toadas deixaram de ter as singelezas e as purezas do povo, sendo substituídas por melodias estranhas às nossas brincadeiras. As danças cederam lugar às coreografias que nada têm a ver com as nossas tradições culturais.

Os folguedos juninos estão enveredando pelo mesmo caminho das brincadeiras carnavalescas, que abandonaram as suas raízes populares e autênticas, para aderirem e imitarem o que a televisão vem mostrando, com a sua força bombástica: o carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia.

HOSPITAL DE PRIMEIRO MUNDO

Há tempos eu não botava os pés no Hospital São Domingos, o que fiz na semana passada, obviamente, por motivo de saúde.

Como maranhense, vibrei de  orgulho e de satisfação ao ver que as mudanças operacionais, físicas, humanas ali introduzidas, fizeram o hospital receber  inovações tecnológicas, que o levaram à modernidade e à otimização dos serviços prestados e o elevaram ao mesmo nível dos estabelecimentos de saúde dos centros mais adiantados do País.

Pelo que vi no Hospital São Domingos, no que diz respeito ao funcionamento, corpo profissional, tratamento, instalações e equipamentos, posso dizer, sem medo de errar, que, agora, o Maranhão dispõe de uma instituição médico-hospitalar qualificada e habilitada, que nos projeta a ingressar no primeiro mundo.

AO REDOR DA MÚSICA

Joaquim Haickel, como produtor e diretor de cinema, deu um show no 41º Guarnicê de Cinema, realizado em São Luís.

O que ele tem realizado para o desenvolvimento da sétima arte no Maranhão não tem preço. É lamentável ver o Poder Público não reconhecer o seu trabalho cinematográfico e dar a ele um tratamento desprezível.

No Festival de Cinema, que aqui aconteceu, Joaquim produziu e dirigiu um documentário de alto nível, que certamente será premiado onde for exibido.

Trata-se do “Ao redor da música”, que mostra a potencialidade de um humilde porteiro – Sérgio Pacheco, tenor e detentor de uma voz arrebatadora.

DEFINIÇÃO DE ILHA

Antigamente a geografia definia São Luís como uma ilha cercada de água por todos os lados.

Com os novos tempos, a geografia deu lugar à farmacologia e São Luís passou a ter uma nova definição: é uma ilha cercada de farmácia por todos os lados.

ECOPONTOS

Uma saudável iniciativa implantada na gestão do prefeito Edivaldo Holanda em São Luís: o Ecoponto.

Com o novo equipamento, a limpeza pública melhorou sensivelmente e fez a população pensar na máxima de Lavoisier: “na natureza nada se perde, tudo se transforma”.

É relevante ver como a sociedade aderiu a essa ação da municipalidade.

NO CAMINHO DA FIFA

Tem tudo para dar certo o projeto de conduzir Fernando Sarney à presidência da Fifa, que um grupo bem representativo do futebol mundial pavimenta, com competência e habilidade.

Como vice-presidente da CBF, ele já está com um pé na Fifa, onde representa a mais importante entidade do futebol brasileiro.

Ao falar em nome da Fifa, no recente congresso realizado em Moscou, Fernando está com tudo e não está prosa.

 

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GEISEL, VITORINO E SARNEY

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Dias atrás, o nome do general Ernesto Geisel, que governou o Brasil no período de 1974 a 1979, voltou ao noticiário nacional por causa de um documento secreto de 1974, liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, segundo o qual teria aprovado a continuidade de uma política de execuções sumárias de adversários da ditadura militar, bem como orientado o Chefe do Serviço Nacional de Informação, João Batista Figueiredo, seu sucessor na Presidência da República, a autorizar pessoalmente os assassinatos.

O documento, emanado de uma fonte do porte do Departamento de Estado do EUA, repercutiu no Brasil, onde o General Ernesto Geisel, por não ser considerado adepto da linha dura, tentou evitar que  o seu governo  fosse marcado por torturas e sevícias aos que faziam oposição ao regime militar.

A notícia, que tanta celeuma provocou nos meios políticos, chegou ao meu conhecimento no exato momento em que me entregava à leitura do livro intitulado “Ernesto Geisel”, organizado pelos historiadores Maria Celina D’Araújo Castro e Celso Castro, publicado pela Fundação Getúlio Vargas.

O livro, com quase 500 páginas, pautado em perguntas e respostas, mostra de forma eloquente a história de vida do ex-presidente da República, desde que ingressou na carreira militar até o momento em que chegou ao Palácio do Planalto, como sucessor de seu colega de farda, Emílio Garrastazu Médice.

Um ponto interessante do livro é a instigação dos historiadores ao entrevistado, com respeito ao Estado brasileiro que mais lhe deu problema no processo sucessório de governadores. A resposta do militar foi sem rodeios e taxativa: – O Maranhão.

Segundo Geisel, “No Maranhão, houve um problema difícil na indicação do candidato a governador, por causa do conflito existente entre Sarney e Vitorino Freire”. E prossegue: “Eu era amigo há vários anos do Vitorino, como também fui do Sarney, mas os dois eram completamente irreconciliáveis”.  E concluiu: “O Vitorino era muito desabrido. Dizia desaforos  sobre o Sarney, por isso, acabei por escolher um governador que era um homem probo, mas estabanado”.

A apreciação do general Geisel sobre o indicado para governar o Maranhão, merece, de minha parte, um reparo para corrigir uma gritante injustiça contra o cidadão Osvaldo da Costa Nunes Freire, por ele apontado como “um homem estabanado”.

Em hipótese alguma concordo com tamanha grosseria,   imputada a uma pessoa que ao longo da vida profissional (médico) e política (deputado estadual e federal),  não descambou para a prática de atos que o identificassem  como um troglodita ou que usasse a violência para se impor na sociedade. Quem o conheceu, sabe que era um homem dotado de forte personalidade, mas não fazia disso um instrumento para passar por cima de seus semelhantes, que fazia questão de respeitá-los em qualquer circunstância.

Convivi com Nunes Freire nos idos de 1964, na Assembleia Legislativa, como deputados de oposição ao Governo Newton Bello. Não esqueço a sua brava resistência às pressões militares para votar no projeto de cassação de mandatos parlamentares meu e de Sálvio Dino, que o povo maranhense  nos outorgou nas eleições de 1962.

FEIRAS DA CIDADE

Nos supermercados de São Luís, os produtos que mais faltaram, por ocasião da greve  dos caminhoneiros, foram frutas, verduras e legumes.

Mas quem procurou esses produtos nas feiras da cidade,  naqueles dias de angústia e apreensão, não se arrependeu e voltou satisfeito para casa.

Eu sou um frequentador semanal da feira do bairro de São Francisco, por isso, vi, em plena crise de desabastecimento,  os feirantes em suas barracas,  oferecendo em abundância os produtos hortifrutigranjeiros, exatamente os carentes nos supermercados.

Que se louve a prefeitura de São Luís por esse trabalho.

MILITARES E GABINETES

O Governo do Estado prestaria um grande serviço à segurança pública se em vez de nomear pastores evangélicos para capelães da Polícia Militar, procurasse acabar com uma prática nociva ao serviço público do Maranhão: a cessão de centenas de policiais para atuar como assessores administrativos e seguranças de autoridades.

Se o Governo providenciasse o retorno desses militares às suas corporações, a Polícia Militar passaria a contar com um reforço numeroso de profissionais, há anos  afastados de suas atividades específicas, os quais, reintegrados às suas origens, certamente prestariam serviços mais úteis à sociedade.

UM NOVO ROMANCISTA

As letras maranhenses acabam de ser enriquecidas com mais um valoroso romancista.

Trata-se do jovem Vinicius Bogéa, com o seu novo romance, Belo Maldito, publicado pela editora paulista, Novo Século, premiado em terceiro lugar num concurso   literário de âmbito nacional, promovido pela editora carioca Oito e Meio.

Antes de Belo Maldito, Vinicius Bogéa publicou três romances – Roubando Sonhos, Céu de Ilusões e Diário Oculto, todos elogiados pela crítica.

O IMBATÍVEL GUSTAVO

Em agosto vindouro haverá eleição na Universidade Estadual do Maranhão.

Pela positiva gestão que realiza na UEMA será inquestionável a recondução do  professor Gustavo  Costa ao cargo de reitor, para cumprir mais um mandato de quatro anos.

A reeleição do atual reitor é de tal forma insofismável que provavelmente não aparecerá  nenhum  candidato com coragem suficiente para enfrentá-lo.

CULTURA NA PONTA D’AREIA

O imponente prédio de azulejos ocupado pela Secretaria da Cultura, na Praia Grande, vai passar por ampla reforma.

Sendo um órgão que cuida, preserva e promove as tradições artísticas e culturais de nosso povo e de nossa gente, esperava-se que as suas atividades funcionais continuassem no Centro Histórico, onde o Estado dispõe de uma quantidade de imóveis desocupados.

Lamentavelmente, a Secretaria da Cultura transferiu-se de armas e bagagens para uma casa alugada, na Ponta D’Areia.

ZEZÉ E ELIR

No final do ano passado, Zezé e Elir Gomes, trocaram a velha São Luís pela moderna Guaratinguetá.

Não foi uma decisão fácil para um casal, nascido e criado em São Luís, onde vivia cercado do carinho de numerosos familiares e da admiração de amigos fraternais.

Mas a mudança aconteceu para atender ao chamamento dos filhos, radicados profissionalmente na progressista cidade paulista.

Este mês, Zezé e Elir retornaram a São Luís para matar as  saudades de parentes e amigos e assistirem o nascimento do segundo bisneto.

UM CANTOR BOEIRO

Acho Agnaldo Timóteo, como figura humana, um chato, mas como cantor, inegavelmente, é um extraordinário interprete da música popular brasileira, principalmente  na arte de cantar melodias românticas.

Por isso, não se justifica a presença de Agnaldo Timóteo nos arraiais juninos de São Luís, à custa do dinheiro público, para cantar um repertório musical que não tem nada a ver com o evento.

Para se adequar ao espírito junino, o cantor pretende se apresentar no show com indumentária de boeiro e cantando toadas do bumba-boi maranhense.

MARLON MELOU

O juiz Marlon Reis conquistou notoriedade nacional por defender uma ideia que virou lei e conhecida por Ficha Suja, que proíbe candidaturas a cargos eletivos de figuras políticas marcadamente comprometidas com a corrupção e condenadas pela Justiça.

Por ser oriundo da região do Tocantins, disputou as eleições de governador do Estado mais novo da Federação brasileira.

Como era um ilustre desconhecido, a sua votação foi desprezível, fato revelador de uma campanha política mal projetada.

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SÃO LUÍS COM DOIS PREFEITOS

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Pouca gente sabe que nos meados da década de 1960, São Luís viveu uma experiência administrativa curiosa, quando teve à frente da prefeitura dois gestores municipais.

O ato que gerou esse quadro estranho na vida pública maranhense aconteceu a 8 de julho de 1967, há 52 anos, protagonizado por um jovem vereador à Câmara Municipal de São Luís, chamado Luiz Rocha, quando fez  uma denuncia contra o prefeito Epitácio Cafeteira pela prática de gastos exorbitantes e sem a devida prestação de contas à edilidade, razão pela qual requer uma Comissão de Parlamentar de Investigação, aprovada pela maioria dos vereadores.

A reação de Cafeteira à CPI foi imediata e forte no sentido de impedir os vereadores a terem acesso aos documentos contábeis, arquivados na Secretaria da Fazenda. Por conta disso, aflora uma crise entre a Câmara Municipal e a Prefeitura, que ganha destaque na imprensa por extrapolar da esfera política para a jurídica, no âmbito da qual são impetradas ações e recursos pelas partes em litígio. Enquanto o presidente da CPI, vereador José Mário Ribeiro da Costa, requer garantia de acessibilidade aos cofres da Secretaria da Fazenda, Cafeteira, peticiona no sentido de impedir os vereadores de se apoderarem dos documentos, guardados e lacrados nos cofres, onde estariam registrados os gastos do prefeito.

Em pleno calor dessa luta judicial, Cafeteira declara à imprensa que só há uma forma dos vereadores examinarem os livros da Prefeitura: se passassem por cima de seu cadáver. Como se não bastasse, toma três decisões de risco pessoal e de repercussão pública. 1) transfere a residência oficial do prefeito, do Outeiro da Cruz, para o Palácio La Ravardiére, a fim de defender com ardor o mandato exerce e o cargo que ocupa; 2) suspende todos os serviços que a Prefeitura prestava à população; 3) revela que têm vales que comprometem a idoneidade moral de alguns membros da CPI.

INTERVENÇÃO NA PREFEITURA

Em outubro de 1967, quando a crise completa três meses, sem que uma fórmula política ou jurídica apareça para conciliar as partes em conflito, uma bomba estoura: dez vereadores encaminham ao governador José Sarney (rompido com Cafeteira), um pedido de intervenção do Estado no Município de São Luís, por noventa dias. O governador, com base no parecer do Procurador-Geral, Esmaragdo Sousa e Silva, não acata o pedido de intervenção, no disposto de que o assunto estava sob o domínio do Tribunal de Justiça.

DUALIDADE DE PREFEITOS

Diante desse impasse institucional, a Câmara de Vereadores resolve esticar a corda com a convocação  do vice-prefeito, Waldemar Carvalho, que se distanciara de Cafeteira, para investir-se no cargo de prefeito, ato realizado em 6 de dezembro. Assim, a prefeitura da Capital maranhense, que já estava engessada, complica-se ainda mais com a presença de dois gestores no exercício do cargo.

Se Cafeteira despachava no seu gabinete de trabalho, transformado em residência oficial, o professor Waldemar Carvalho fazia que trabalhava, confortavelmente sentado, no gabinete do presidente da Câmara Municipal, vereador José Mário Ribeiro da Costa, este, por sinal, com a espada de Dâmocles sobre a sua cabeça, pois Cafeteira o denunciara à Justiça Eleitoral por se eleger ao arrepio da legislação.

CAFETEIRA DÁ VOLTA POR CIMA

Com a Prefeitura, com dupla gestão, o caos se estabelece na Cidade, agravada pela posição do Poder Judiciário que não decide nada e descontenta ao mesmo tempo o prefeito e os vereadores.

Diante desse quadro de incerteza e dubiedade, Cafeteira, que passara as festas de Natal e Ano Novo confinado em seu gabinete, resolve, por sua conta e risco, enfrentar os vereadores que lhe faziam oposição, tentando atraí-los para um amistoso diálogo.

O prefeito chegou à conclusão de que em vez de ameaça-los ou levá-los à execração pública, seria mais prudente se aproximar deles e tentar convencê-los a conversar ou trocar ideias sobre um assunto que precisava ter outro desfecho. Essa estratégia foi posta em execução por Cafeteira e o fez com habilidade e obstinação. Aos poucos e pacientemente, com ajuda de amigos, conseguiu quebrar a resistência dos oposicionistas, os quais, também, cansados buscavam uma alternativa para acabar com uma crise que só fazia desgastá-los junto à população, que se desesperava com a falta de espírito público de ambos os lados.

NA SANTA PAZ

Quem imaginou ser impossível o estabelecimento de um acordo, para a paz voltar a reinar na municipalidade, equivocou-se redondamente, pois os vereadores sentiram que as propostas de Cafeteira, com vistas ao cessar-fogo, procediam e poderiam unir vencidos e vencedores num ato em que todos, em nome do diálogo,  fumassem o cachimbo da paz.

VALES QUEIMADOS

 

Como estava escrito nas estrelas, a Câmara voltou a funcionar, com os vereadores desistindo do pedido de intervenção do Governo do Estado na prefeitura e apreciando os projetos de interesse do prefeito. Este por sua vez, em nome da concórdia, liberou os recursos orçamentários destinados ao pagamento dos subsídios dos vereadores, que há meses não viam a cor deles.

Mas o coroamento daquela operação de paz formalizou-se com ruidosa festa de confraternização, a 12 de janeiro de 1968, no gabinete de Cafeteira, tendo como ápice o ato pirotécnico da incineração dos vales, guardados e lacrados no cofre da Secretaria de Fazenda.

SALVE O SÁLVIO

Nesta quarta-feira, 6 de junho, a cidade de João Lisboa, na região tocantina, vai acontecer uma festa de arromba.

Nesse dia, a esposa Iolete e o filho Saulo promovem um evento festivo, cujo ponto alto é um jantar tipicamente sertanejo, em homenagem a Sálvio Dino, que completa 86 anos.

Pelos numerosos amigos do aniversariante, João Lisboa não terá espaço para abrigar os que vão marcar presença em tão importante efeméride.

FUX VEM AÍ

Pelo estrondoso sucesso da palestra do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, sob os auspícios da Universidade Ceuma, vem aí mais ilustre membro daquele Poder.

Trata-se do ministro Luiz Fux, que, em São Luís, certamente repetirá o mesmo sucesso do colega.

Como ministro do STF e presidente do Superior Tribunal Eleitoral, ele deve abordar um tema que domina a sociedade brasileira no momento: eleições.

EMPATE NA ELEIÇÃO

Na recente eleição, realizada na Academia Maranhense de Letras, com vistas à sucessão do poeta Manoel Lopes, que ocupava a Cadeira 18, aconteceu algo inédito.

Empate na votação. Nos três escrutínios, os candidatos Elsior Coutinho e Salgado Maranhão conquistaram 19 votos cada um.

Em vista desse surpreendente empate, a diretoria da AML realizará nova eleição, para a qual as inscrições estão abertas e com prazo de encerramento a 21 de julho.

O MAIS CONHECIDO

Não é político, nem jogador de futebol, tão pouco pai de santo, o maranhense mais conhecido hoje no Brasil.

Pela presença na mídia e pelo sucesso que vem fazendo no mundo artístico, esse maranhense responde pelo rebolativo nome de Paulo Vittar.

Trata-se de uma pessoa que nasceu na cidade de Santa Inês, mas tem pouca ou quase nenhuma identidade com sua terra e sua gente.

ELEGÂNCIA PARLAMENTAR

Os deputados estaduais que fazem parte da atual legislatura, salvo poucas exceções, diferem de todos os que já exerceram mandatos naquele Parlamento.

A diferença entre os deputados atuais e os passados não reside quanto ao desempenho parlamentar, mas na roupa de vestir.

Sejam representantes do sexo masculino ou do feminino, todos primam pela elegância e com roupas bem talhadas e de bom gosto.

“DIREITOS” DE LULA

O Brasil  é realmente um país que prima pela insensatez e incoerência. Circulou a notícia de que os advogados de Lula conseguiram na Justiça o direito de ele ter segurança, carro e assessores.

Agora, a pergunta que não quer calar: se está preso para que segurança, carro e assessor?

 

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AS ELEIÇÕES DE ROSEANA AO GOVERNO DO ESTADO

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Segunda-feira,  21 de maio de 2018, numa vibrante reunião, realizada na casa da família Sarney, no Calhau, Roseana acabou com a angústia que dominava os seus eleitores, interessados em saber se seria candidata ao cargo de governador, nas eleições de outubro vindouro.

Depois de meses de expectativa e apreensão, afinal, a ex-governadora,  sem medo de ser bem-sucedida, declarou em alto e bom som, que está preparada para enfrentar e vencer a luta eleitoral contra o seu impiedoso adversário político, governador Flávio Dino.

PRIMEIRO MANDATO: 1995 A 1998

Ao decidir ser candidata ao Governo do Maranhão, pela quinta vez, Roseana retoma uma caminhada iniciada em outubro de 1994, concorrendo a uma eleição majoritária, enfrentando um adversário duro de queda, o ex-prefeito de São Luís, Epitácio Cafeteira, hábil, astucioso, maquiavélico e apontado como o mais aguerrido adversário político e inimigo pessoal de seu pai, o senador José Sarney.

As eleições de 1994 foram dramáticas para Roseana, pois só se definiram no segundo turno.  A sua votação no primeiro turno, em torno de 541.005 sufrágios, ainda que superior às de Cafeteira e de Jackson Lago, respectivamente, 353.032 e 231.528 votos, não alcançou a maioria absoluta.

Com esse resultado, Roseana e Cafeteira, os dois mais votados no primeiro turno, partiram para um novo embate realizado em clima de guerra e sustentado em acusações destinadas a macular a imagem dos candidatos. Ao final da apuração, disputada voto a voto, Roseana vence o pleito pela apertadíssima diferença de 18.060 votos.

Ela cumpre o mandato de governadora de 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 1998, ao longo do qual realiza uma administração exemplar com um secretariado jovem e competente, promovendo obras importantes na Capital e no interior do Estado, que a projetaram como gestora de alto nível e líder política da melhor qualidade. Teve como companheiro de chapa, o engenheiro José Reinaldo.

SEGUNDO MANDATO: 1999 A 2002

Com o prestígio político em alta, dentro e fora do Maranhão, e incontida popularidade, só comparada à do pai, José Sarney, Roseana impôs-se candidata à reeleição, concorrendo pelo Partido da Frente Liberal.

Para enfrentá-la, um batalhão de candidatos entra em cena, capitaneado por Epitácio Cafeteira (PDT), seguido de Domingos Dutra (PT), Marcos Igreja (PV) e Marcos Silva (PSTU).

O destino, porém, reserva a Roseana, em plena campanha, um inesperado momento de sofrimento. Por recomendação médica, viaja às pressas a São Paulo, a fim de submeter-se a uma delicada cirurgia. Por isso, não participa dos eventos políticos realizados na temporada que precede à pugna eleitoral, quando o corpo-a-corpo se faz necessário.

Mas o seu carisma era tão forte junto ao povo que a  campanha eleitoral ocorre como se ela tivesse presente, no que conta com a boa vontade de amigos e correligionários políticos, que se desdobraram para a sua candidatura se manter firme e inabalada.

E assim aconteceu. Realizadas as eleições, a sua supremacia nas urnas foi incontestável. Dos 2.059.544 eleitores que votaram em outubro de 1998, ela conquistou 1.005, 755 sufrágios, enquanto Cafeteira e Dutra, seus mais ferrenhos adversários, receberam, respectivamente, 405.578 e 97.538 votos.

Empossada a 1º de janeiro de 1999, afasta-se do cargo a 5 de abril de 2002, em cumprimento à lei de desincompatibilização, para candidatar-se ao Senado da República. O vice, José Reinaldo, entra em ação e completa o mandato até 31 de dezembro de 2002.

O segundo mandato de Roseana, não foi igual ao primeiro, no que diz respeito ao desempenho administrativo, fato atribuído a um audacioso projeto, introduzido por ela em 1999, com o objetivo de promover profunda reforma na máquina administrativa estadual, com a criação de 18 Gerências de Desenvolvimento Regional, destinadas à descentralização e regionalização das ações governamentais.

Esse novo modelo de gestão, previa, também, a extinção de secretarias de Estado e órgãos da administração indireta (autarquias e empresas públicas), algumas necessárias e indispensáveis ao funcionamento da máquina administrativa, atos que descontentaram e  contrariaram setores políticos e burocráticos conservadores e os levaram a sabotar aquela inovadora proposta de governo.

Ainda que o segundo mandato de Roseana não chegasse perto do primeiro, foi montado nele que a governadora se projetou no plano nacional e recebeu aplausos da mídia e dos tecnocratas, pela iniciativa pioneira de implantar no Maranhão uma Reforma Administrativa inédita no Brasil, que, se exitosa, poderia servir de modelo para outros estados da Federação. Como se não bastasse, fez ainda o nome de Roseana despontar nas pesquisas de opinião pública, como potencial candidata à Presidência da República, projeto implodido por forças políticas não interessadas em vê-la disputar a sucessão de Fernando Henrique Cardoso.

TERCEIRO MANDATO: 2009 A 2010

No pleito de 2002, Roseana se elegeu senadora, por isso, José Reinaldo Tavares, seu vice, conquistou o direito de ser o candidato do Grupo Sarney ao Governo do Maranhão, eleito para o exercício de janeiro de 2003 a dezembro de 2006.

Mas o que parecia inimaginável aconteceu naquela fase da política maranhense. José Reinaldo, devido a problemas particulares, que não merecem ser aqui comentados, distancia-se e rompe com o sarneísmo, fato que o leva a cair nos braços dos opositores de Sarney.

Resumo da ópera: em 2006, com a deflagração do processo sucessório, forma-se, com anuência de Zé Reinaldo, uma poderosa frente de combate ao sarneísmo, com o lançamento de seis candidatos: Jackson Lago, PDT, Edison Vidigal, PSB, Aderson Lago, PSDB, João Bentevi, Prona, Saturnino Moreira, PSOL, e Antônio Aragão, PSDC.

Para enfrentar essa belicosa estrutura partidária, Roseana Sarney, do PFL, é convocada para uma luta política pesada e imprevisível, em companhia do indomável João Alberto, candidato a vice.

Contra tudo e contra todos, ela consegue ser a candidata mais votada, com 1.282. 053 sufrágios, enquanto Jackson, Vidigal e Aderson Lago, pela ordem, conquistaram, respectivamente, 933.089, 387.337 e 93.651 votos.

No somatório da votação geral, Roseana não obteve a maioria absoluta, o que provoca um segundo turno, entre ela e Jackson Lago, confronto que mudou o cenário da política maranhense, ao apontar no final da apuração a vitória do candidato do PDT, com 1.393.754 votos, e a candidata do PFL, 1.295.880 sufrágios.

As forças partidárias que apoiaram Roseana não se conformaram com o resultado do pleito, no entendimento de o vencedor praticar e abusar do poder econômico e político no processo eleitoral, razão pela qual ingressam  na Justiça Eleitoral com uma ação de impugnação do mandato do candidato do PDT, argumento que convence o Tribunal Superior Eleitoral a cassar o mandato de Jackson e mandar a segunda colocada no pleito, Roseana Sarney, a assumir o cargo de governador, para cumprir um mandato de curta duração:17 de abril de 2009 a 31 de dezembro de 2010.

QUARTO MANDATO: 2011 A 2014

Levando em conta de que a presença de Roseana no governo do Estado foi meteórica, pois mais da metade do mandato havia sido exercido por Jackson Lago, os partidos que lhe davam sustentação política – PFL, PMDB, PT e PV, convencem a candidatar-se às eleições de outubro de 2010, para desenvolver um trabalho fecundo em favor do Maranhão.

Naquelas eleições, Roseana se depara com um quadro bem diferenciado dos anteriores, por isso, exige mudanças na sua estratégia política, com vistas a neutralizar as investidas do jovem deputado federal, Flávio Dino, bem colocado nas pesquisas, e do veterano Jackson Lago, que magoado e revoltado com a perda do mandato de governador, promete dar a volta por cima.

A proposta dos dois candidatos, de juntos ou separados, desestabilizar Roseana, nos programas veiculados pelas emissoras de rádio e televisão, não se consubstancia em sua plenitude, graças a uma iniciativa do senador José Sarney, que se vale do presidente Lula, empenhado até a medula, na eleição de Dilma Roussef para sucedê-lo no Palácio do Planalto, firma um acordo de mão dupla, em que o sarneísmo se comprometia a votar na candidata do PT a Presidente da República, e Lula, por sua vez, garantia a presença no palanque roseanista dos petistas tupiniquins. Para fechar solenemente o acordo, Lula ainda emplaca o seu lugar-tenente no Maranhão, Washington Oliveira, na chapa de Roseana, como vice-governador.

Realizado o pleito em 3 de outubro de 2010, ao qual compareceram 4.320.748 eleitores, com 3.285.100 votos apurados,  Roseana conquista 1.459.792 sufrágios, Flávio Dino, 859.402, e Jackson Lago, 569.412, votação que assegura a ela uma espetacular vitória no primeiro turno.

Em 1º de janeiro de 2011, Roseana, pela quarta vez, é empossada no cargo de governadora, para cumprir o mandato que acabaria a 31 de dezembro de 2014. Eu disse acabaria, porque antes de seu mandato chegar ao final, ela, estranhamente, renuncia ao cargo que ocupava a 10 de dezembro de 2014, ato que conduziu o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo, ao comando do Poder Executivo.

Antes disso, em 27 de outubro de 2011, a governadora se licencia para tratamento de saúde e transmite o governo ao vice, Washington Oliveira, o qual, a 31 de outubro daquele ano, entrega o poder ao presidente da Assembleia, Arnaldo Melo, este, por sua vez, transfere a 3 de novembro de 2011, ao presidente do Poder Judiciário, desembargador Jamil Gedeon, que permanece no cargo até 7 de novembro de 2011, quando, finalmente, o devolve a Roseana Sarney.

 

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