A PONTE QUE NÃO FOI INAUGURADA

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No regime militar, por força do Ato Institucional nº 3, editado em 5 de fevereiro de 1966, pelo presidente Castelo Branco, as eleições de governadores estaduais deixaram de ser diretas e transformaram-se em indiretas. Significa dizer que não era mais o povo, mas os seus representantes na Assembleia Legislativa que ficaram com a prerrogativa de eleger os que iriam reger os destinos dos estados membros.

Com base nessa nova regra política, elegeram-se pelo processo indireto à chefia do Poder Executivo do Maranhão os governadores Pedro Neiva (1971-1975), Nunes Freire (1975-1979) e João Castelo (1979-1982).

Castelo, então deputado federal da Arena, chegou ao poder pelas mãos do senador José Sarney, a quem era atribuído, pela sua inquestionável liderança política no Estado, escolher e submeter ao comando do país o nome do substituto do governador Nunes Freire.

À frente do governo estadual, Castelo realizou uma administração profícua, com obras importantes. Na capital do Estado, destaque para o Italuís, destinado à captação e tratamento de água do Rio Itapecuru; o complexo esportivo, com o nome de Castelão; o Hospital Carlos Macieira, a Casa do Trabalhador; o Fórum-Tribunal de Justiça, o Centro Recreativo do IPEM; os Conjuntos Habitacionais da Cidade Operária e do Maiobão, o Programa Bom Preço e a Ponte sobre o Rio Anil (a segunda). No interior, pontificaram estações rodoviárias, estradas, ginásios esportivos, fóruns judiciários, pontes, escolas e aeroportos.

Antes de deixar o governo, em cumprimento à legislação eleitoral, que mandava desincompatibilizar-se do cargo executivo para concorrer às eleições do Senado da República, Castelo organizou um programa de inauguração de obras, ressaltando-se a Ponte sobre o Rio Anil, que batizou com o nome do poeta e economista, Bandeira Tribuzi, pelos relevantes serviços técnicos prestados ao Maranhão nos governos José Sarney, Pedro Neiva de Santana e João Castelo.

Para inaugurá-las, o governador convidou o presidente da República, general João Figueiredo, que marcou a data de 21 de setembro de 1982 para vir a São Luís. Mas um fato inesperado veio a lume: o Palácio do Planalto tomou conhecimento, através do Serviço Nacional de Informações, de que entre as obras a inaugurar figurava a Ponte sobre o Rio Anil à qual o Governo do Estado outorgou o nome do jornalista Bandeira Tribuzi.

Sem pestanejar, o SNI fez prevalecer a sua força institucional e comunica ao Palácio dos Leões que o Presidente João Figueiredo não poderia comparecer à solenidade de inauguração de uma obra em homenagem a homem que o regime militar considerava marxista assumido, de vida profissional dedicada ao Partido Comunista e punido pelo regime militar, com a perda do emprego num órgão federal – o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, com jurisdição em São Luís do Maranhão, nomeado graças ao prestígio do ex-deputado federal Neiva Moreira.

Para reverter esse quadro, Castelo entra em ação e através do senador José Sarney espera convencer o Serviço Nacional de Informação a mudar de posição em relação ao clamoroso assunto.

Sarney, em Brasília, com o seu empenho pessoal e político, faz de tudo para modificar esse cenário desagradável, procurando mostrar às autoridades federais que Tribuzi não era do Partido Comunista e que, mesmo punido pela Revolução de 1964, trabalhou no seu governo e no do governador Pedro Neiva, nos quais o seu despenho foi puramente técnico e marcado não por ideologia extremista, mas por um trabalho sério e voltado para o progresso do Maranhão.

A despeito dessas tratativas, realizadas na capital do país por Sarney, o SNI pesou mais forte e manteve o veto à presença do presidente da República nas inaugurações do governador.

Quando tudo parecia irreversível, eis que surge uma luz no fundo do túnel, com o desiderato de garantir a presença do chefe da Nação na solenidade marcada para 21 de setembro de 1982. De Brasília, para contornar o impasse, a fórmula salvadora: o Governo do Maranhão teria de suprimir da solenidade a inauguração da Ponte sobre o Rio Anil.

Como o tempo urgia e a palavra de ordem era evitar o desgaste do governador, as forças políticas que gravitavam em torno de Castelo, concordaram em retirar da programação a solenidade em homenagem ao poeta Bandeira Tribuzi.

Conquanto a ponte não tenha sido inaugurada, que se faça justiça ao governador João Castelo: ele manteve o nome do consagrado jornalista como patrono de uma obra de importância vital para a mobilidade urbana da capital maranhense.

QUALQUER SEMELHANÇA

Quando esse tal Joesley Batista abria a boca e começava a agredir a língua portuguesa, a gente não esquece de um empresário, em São Luís, que, também, costumava atropelar o nosso idioma.

Embora cometesse o mesmo pecado, no que diz respeito aos destemperos verbais, o empresário do Maranhão era bastante diferente, quanto ao aspecto moral, dessa figura abominável que capitaneava o grupo JBS.

Enquanto o nosso negociante comportava-se com retidão, trabalhava honestamente, desfrutava de bom conceito como pai de família e figura humana, o Joesley não passa de um pilantra e adepto de abomináveis maracutaias.

JOÃO DORIA VEM AÍ

O atual prefeito de São Paulo e possível candidato à presidência da República, João Doria,  pode vir a São Luís em novembro.

Vem a convite do deputado estadual Wellington do Curso, que pretende apoiá-lo para suceder o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto.

Em São Luís, o prefeito paulistano deverá ser agraciado com a Medalha Nagib Haickel, conferida pela Assembleia Legislativa, e terá um encontro com o empresariado na Federação das Indústrias do Maranhão, para falar sobre o momento político e econômico do Brasil.

PROPAGANDA DE BOLSONARO

Eu fiquei sumamente impressionado com uma cena que vi no desfile da juventude em Itapecuru.

De repente, no meio da multidão, surge um grupo de jovens empunhando bandeirolas e cartazes de propaganda do deputado Jair Bolsonaro, candidato da extrema direita à Presidência da República, nas eleições do ano vindouro.

Além do susto, a preocupação de ver jovens, no interior do Maranhão, abraçando uma candidatura que poderá levar o país a um caminho sem volta para a democracia, forma de governo que, por pior que seja, é melhor do que a ditadura.

DESFILE E HOTEL

Convidado do prefeito Miguel Lauand, assisti ao desfile da juventude itapecuruense, dia 7 de setembro, em homenagem à Independência do Brasil.

Valeu a pena participar daquele maravilhoso evento cívico, vendo a mocidade de minha terra voltar às ruas da cidade, depois de alguns anos de ausência, pela inépcia e falta de brasilidade dos gestores que antecederam a Miguel na prefeitura.

Aproveitei a oportunidade para junto com Solange passar o feriadão em Itapecuru, hospedados no Green Village, construído pelo empresário Antônio Lages Barbosa, que, com o seu arrojo e inteligência, tem feito investimentos produtivos naquela cidade.

Trata-se de um empreendimento com as características de resort, que não fica a dever a qualquer hotel de sua categoria.  Para quem gosta de conforto e de lazer vale a pena visitá-lo.

LULA E ZÉ REINALDO

Na recente visita a São Luís, o ex-presidente Lula da Silva notou a ausência do deputado José Reinaldo Tavares no seu palanque.

Dizem que chegou a perguntar por Zé Reinaldo ao governador Flávio Dino e sobre as suas possibilidades nas eleições de 2018 para o Senado.

Lula ainda lembrou o esforço que fez para evitar o rompimento político e pessoal do governador Zé Reinaldo com o senador José Sarney.

MAIS DESEMBARGADORES

Deve chegar, neste mês de agosto, à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, uma mensagem do presidente do Poder Judiciário do Maranhão, Cleones Cunha.

Nela, o pedido de votação para a criação de mais três cargos de desembargador, para que o Tribunal de Justiça atenda com mais eficiência e rapidez a demanda de processos que ali ingressam diariamente.

Se a proposta for aprovada, sobe de 27 para 30 a composição do Judiciário maranhense.

 

 

BONS TEMPOS

Bons tempos aqueles em que as propinas dos políticos cabiam nas cuecas. Nessa época, éramos felizes e não sabíamos.

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RUAS E PRAÇAS DE SÃO LUÍS

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Há livros, que pelo conteúdo e narrativa, se tornam referências e jamais são esquecidos.  Resistem ao tempo, ficam guardados em nossa memória e prontos para a qualquer momento serem lidos, relidos e consultados.

Na bibliografia de autores maranhenses, um livro traz a marca da perenidade e da unanimidade: o precioso “Breve História das Ruas e Praças de São Luís”, da autoria do professor e folclorista Domingos Vieira Filho, que desde o seu primeiro lançamento público, em 1971, foi alvo de elogios e de aceitação pelo mais exigente leitor.

Pela sua importância e atualidade,  é considerada obra de referência histórica, pois oferece ao leitor  valiosa quantidade de informações sobre uma cidade onde a cultura está presente desde os tempos remotos.

O assunto que Domingos Vieira Filho aborda no seu livro é singular, valioso e não encontra similar. Até hoje, poucos intelectuais se atreveram a fazer trabalho semelhante. Os que se arriscaram, não conseguiram o seu sucesso e ficaram esquecidos na rua da amargura.

Quando se fala em obra que trata de questões alusivas aos aspectos urbanísticos da capital maranhense, o autor citado e único é Domingos Vieira Filho, pesquisador emérito e culto, que passou anos em cima de livros, jornais e revistas, no afã de descobrir atos e fatos referentes ao passado e ao presente dos logradouros públicos, nos quais aconteceram episódios marcantes da História do Maranhão ou viveram figuras humanas que prestaram relevantes serviços à nossa terra e à nossa gente.

“Breve História das Ruas e Praças de São Luís” é um dos livros mais procurados e consultados por estudantes, jornalistas, urbanistas, historiadores e pesquisadores, que há anos se ressentem de uma nova edição. Para preencher essa lacuna, a Academia Maranhense de Letras, valendo-se da Lei de Incentivo Fiscal, da Secretaria da Cultura, reedita tão magnífica obra, na certeza de que se harmonizará com o anseio de um imenso público, desejoso de tê-lo novamente em mãos para buscar informações sobre uma cidade cujas ruas e praças nem sempre foram bem cuidadas pelos que receberam a incumbência de dar a elas um tratamento  à altura do que merecem, pois quando não carregam nomes de vultos renomados da vida maranhense, guardam denominações pitorescas e  jocosas, que se perpetuaram no tempo e no espaço.

O nosso notável escritor Josué Montello, que tantas homenagens têm recebido pelo seu centenário de nascimento, em se reportando à obra “Breve História das Ruas e Praças de São Luís” fez uma apologia ao seu autor numa crônica publicada em O Jornal do Brasil e inserido no livro “Janela de Mirante”, editado pelo Sioge, em 1993.

Com a palavra Josué: “O livro de Domingos Vieira Filho, sobre as ruas e praças da capital maranhense, favorece-nos cômodas viagens ao passado. Sem sair do presente, retornamos aos dias antigos, levados pela simplicidade do cicerone prestimoso, que nos vai contando casos de outrora. Da rua atual, com um nome de um figurão já esquecido, e que só as memórias tenazes lograrão identificar, parte ele para a rua de antanho, lembrando-lhe o velho nome apagado, e nos dias a sua história e a sua lenda, com o bom gosto e a exatidão certeira de Camille Julian refazendo a crônica de aventuras e mistérios das ruas de Paris.”

“Assim como nas grandes cidades – Rio de Janeiro ou Paris” continua Montello, “as pequenas cidades, como São Luís do Maranhão, têm ruas afáveis, acolhedoras, docemente  mexeriqueiras, e são elas que dão à vida da província o traço inconfundível, com que os tipos populares, os bancos da praça pública onde se reúnem as mesmas pessoas a horas certas, as velhas senhoras debruçadas nas janelas para ver quem passa, os vendedores ambulantes com os seus pregões costumeiros.”

Em outro trecho, afirma o autor de Cais da Sagração, “Urgia escrever a história das ruas de São Luís, pois, de uns tempos para cá a cidade cresceu muito, ganhou uma ponte sobre o rio Anil, alargou-se em várias direções. A Praia Grande, que serviu de cenário a boa parte de O Mulato, tem agora menos movimento que ao tempo de Aluísio Azevedo. E é aí que se erguem os mais belos sobrados de azulejos de São Luís – majestosos, imponentes, guarnecidos de sacadas de ferro, como seus mirantes abertos para o mar.”

Ao final de sua crônica, Josué afirma categoricamente: “O livro de Domingos Vieira Filho vem na hora oportuna, com a verdade de hoje misturada à poesia do tempo que se foi.”

CASA DO REGUEIRO

Ainda não se sabe se será Casa do Regueiro ou Casa do Reggae. Mas São Luís brevemente verá esta iniciativa transformada em realidade, por vontade do Governo do Estado.

As primeiras ações nesse sentido foram iniciadas com a ida do secretário de Cultura e Turismo, Diego Galdino, à Jamaica.

Em Kingston, capital do país, Galdino e assessores fizeram contatos com autoridades e agentes culturais jamaicanos, buscando informações e acertando tratativas para que o reggae e os regueiros sejam atrativos turísticos em São Luís.

PROJETO INFELIZ

Mesquinharia pura a intenção do deputado Bira do Pindaré de, através de projeto de lei, propor a mudança do nome do município José Sarney.

Ainda bem que o parlamentar pensou no desatinado gesto que iria praticar e mudou de ideia.

Ele deve ter tomado conhecimento do que a população do município pensava e estava preparada para fazer se o malfadado projeto de Bira fosse aprovado pela Assembleia Legislativa.

CRIME DA BARONESA

O famigerado crime da Baronesa de Grajaú, praticado pela esposa do vice-presidente da província do Maranhão, em que ela matou dois escravos adolescentes, no seu sobrado à Rua de São João, continua sendo objeto de estudos e dissertações de mestrado e doutorado em diversas instituições de ensino superior do país.

Quem acaba de ver a tese de doutorado aprovado com louvor pela Universidade da Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, foi o professor do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão, Yuri Costa.

Ao longo da dissertação, o mestre maranhense mostrou o saliente papel que teve o jovem advogado, de 26 anos, Celso Magalhães, recém-chegado de Recife, onde se formara, e nomeado promotor em São Luís, que não hesitou em formar o processo contra a Baronesa, a despeito de sua posição social e política. Foi além: prendeu-a num quarto de guarnição local e a levou a júri.

O processo da Baronesa só não foi jogado no lixo, graças à iniciativa do jovem José Sarney, que trabalhava no Tribunal de Justiça, e evitou que aquela documentação tomasse outro destino.

COLINAS E CHINA

Neste ano, ninguém acumulou mais pontos em viagem internacional do que o vice-governador Carlos Brandão.

A título de costurar acordos entre o Governo do Maranhão e o da China, ele esteve várias vezes na capital do país, Pequim. Há quem diga que viajou mais para a China do que para Colinas, sua terra natal.

Por conta disso, o Parlamento chinês poderá  lhe outorgar o título de Cidadão Chinês.

FUTEBOL GAY

Vem aí o 1º Campeonato Brasileiro de Futebol Gay.

No Rio de Janeiro, onde será disputado o campeonato, foi fundada a LiGay Nacional de Futebol.

Até agora, estão inscritos os times do Rio de Janeiro, os Bravus; de Belo Horizonte, os Barbichas; de Coritiba, o Capi Vara; de São Paulo, o  Futeboy; de Porto Alegre, o Magia.

A turma de São Luís está em preparativos para disputar o campeonato com um time que leva o nome de Os Qua Liras.

SUGESTÃO AOS VEREADORES

Tramita na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro um projeto de lei que estabelece descontos progressivos e até isenção de imposto, por conta da violência que impera na cidade.

De acordo com o projeto, os imóveis localizados nas chamadas “áreas de risco”, definidas pelos órgãos de segurança, seriam isentos de pagamento do IPTU.

Outro ponto interessante da lei: seriam estabelecidos descontos progressivos no tributo de 10, 30, 50 e 100 por cento, a quem fosse vítima da criminalidade no bairro onde fica o imóvel.

Como vivemos numa “cidade de risco”, uma lei dessa natureza poderia amenizar o sofrimento do povo.

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O SEXAGENÁRIO NO CENTENÁRIO

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A Semana Montelliana que este ano foi devidamente preparada pela Casa de Cultura Josué Montello, para as comemorações dos cem anos do autor de Tambores de São Luís, encerrou-se gloriosamente e cumpriu plenamente o seu objetivo: lembrar, evocar, reverenciar e homenagear o grande escritor maranhense, ele, que em prosa fez de São Luís o cenário de seus romances, cujas personagens, figuras reais ou imaginárias da cidade, pululavavam

A Semana Montelliana provou uma verdade insofismável: Josué Montello, pela obra literária que construiu, jamais será esquecido em São Luís. A expressiva quantidade de gente que marcou presença na Casa que leva o seu nome, atrás de seus livros e de sua história de vida e de intelectual, não deixa a menor dúvida de que ele continuará apreciado e admirado por todas as gerações de maranhenses.

Aproveitei a Semana Montelliana para reler os Diários de JM e para o meu deleite encontrei no Diário do Entardecer este texto maravilhoso, produzido no dia 21 de agosto de 1977, quando ele completava 60 anos de vida. Por se tratar de uma declaração de amor à vida, à sua terra, à família, à esposa Ivonne e aos amigos, faço questão de levá-la ao conhecimento de meus leitores.  Vale a pena ler e guardar.

Assim começou: Acordei mais cedo. Três horas da madrugada. Ontem, ao me deitar, já o velho relógio, à entrada do gabinete, havia batido 11 pancadas vagarosas – as mesmas do relógio da parede, na minha casa, em São Luís. O relógio se não é o mesmo, é pelo menos igual. Olho este e reencontro o outro, na memória. Um bateu no começo da minha vida; o que vejo agora, no meu apartamento da Avenida Atlântica, há de bater com Deus me chamar.”

“Entra-se neste mundo chorando; sai-se deste mundo em silêncio. Convém atentar para o contraste. No começo, como que adivinhamos a luta que nos espera; no fim, como que antevemos a paz do imenso mistério. Daqui a momentos, ou seja, quando o relógio bater pelas quatro e meia, estarei completando 60 anos.”

“Nos romances de José de Alencar e Joaquim Manoel de Macedo, os velhos têm 50 anos. No século XX, com os romances de José Lins do Rego e Jorge Amado, corrigiu-se o equívoco: velho é o ser fatigado, que perdeu o gosto da vida. Fiel aos meus cabelos bancos, não deixo de admirar os velhotes que se pintam, escondendo a idade, embora saibam que vão por um caminho errado. Só há um meio de atenuar a devastação do tempo: manter a curiosidade pela vida que se renova diante de nós. Quem tem os olhos para ver já sabe que Deus não se repete: uma aurora não é igual a outra aurora, embora se pareçam.”

“Cada um de nós é o que é, com o seu semblante, com o seu modo de ser, e assim vai o mundo, variando sempre, mudando sempre, porque tudo é criação perene, obedecendo à sequência harmoniosa do princípio, do meio e do fim, e trazendo em si a variedade infinita na repetição também infinita.”

“Busco na companheira dileta, que soube fazer de sua ternura a paz essencial para o meu trabalho, os vestígios da passagem do tempo, e dou com os meus olhos nos seus olhos. São os mesmos esses olhos. O próprio tempo os protegeu e preservou, na luz que nela fulgura. Nossos cílios raramente embranquecem. Bom sinal: protegem os olhos que nos mostram o caminho.”

“Seguro as mãos da amiga, retomamos a caminhada. E vou repetindo Sófocles, para concordar com ele: É preciso esperar pela noite para saber que o dia foi belo. Solidário, quando preciso, sem abdicar da minha independência.”

“Ponho de lado o sofrimento; não a luz tenaz para suportá-lo. É esta a luta que me revigora. Diz-me a consciência que sempre fiz o que Deus queria que eu fizesse. Na essência de cada um de meus gestos, de meus atos, de meus impulsos, sempre encontrei meu Pai, com o seu rigor obstinado, ou minha Mãe, com a sua ternura natural.”

“Se busco em mim, neste marco da viagem, a explicação da paz que vem comigo, não tardo a descobri-la: nunca tomei a iniciativa de agredir quem quer que fosse; não transmiti a meus descendentes a memória de um castigo. Em vez do ódio, indulgência e a compreensão. Em vez da lamúria, o silêncio ou o canto, mas sabendo defender-me, quando necessário.”

E assim terminou: “Dou outro passo em frente; sinto mais uma vez a firmeza do chão. Quando ainda há luz sobre as árvores do nosso caminho, na suavidade da tarde que lentamente vai baixando, sempre ouvimos, nas margens da estrada, o canto puro dos pássaros em liberdade, e que só cantam porque são livres.” Antes que a noite se feche, seguro na minha mão, a mão da companheira. Vamos, assim, os dois. Sobre nós, a grande noite estrelada.”

TRISTES DECISÕES

Na semana passada, a sociedade maranhense ficou perplexa diante de duas decisões judiciais, que, pelo conteúdo, abalaram o conceito dos magistrados que as prolataram  e contribuíram para desprestigiar e desacreditar do Poder Judiciário.

A primeira, veio de um juiz da Fazenda Pública de São Luís, por não tomar conhecimento do parecer do Ministério Público, que no seu relatório, apontou como ato de improbidade  o  praticado pelo ex-secretário de Esporte e Lazer, Weverton Rocha, mandando extinguir a ação impetrada contra o mesmo, dando-lhe assim o atestado de honestidade.

A segunda, oriunda de uma sentença de um desembargador, que determinou o desbloqueio judicial de todos os postos de combustíveis de um tal Pacovan, que se vangloria de ser useiro e vezeiro na arte da agiotagem.

FUFUCA EM ALTA

Da redemocratização do Brasil, em 1946, aos nossos dias, até antes do deputado André Fufuca, só três parlamentares federais do Maranhão, ocuparam cargos na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados: Neiva Moreira, Henrique de La Rocque Almeida e Cid Carvalho.

Neiva e La Rocque exerceram o cargo de 2º secretário, respectivamente, de 1959 a 1962.

Cid Carvalho chegou a ocupar o mesmo cargo de Fufuca: 2º vice-presidente, em 1965. Mas há uma gritante diferença entre Cid e Fufuquinha.  O primeiro chegou ao posto depois de vários mandatos e de muita luta política. O segundo, o exerceu logo no primeiro mandato.

DE PMDB PARA MDB

A moda na cena política brasileira é a mudança de nome dos partidos políticos.

O PMDB, por exemplo, quer voltar às origens e ser novamente conhecido por MDB, sigla adotada na vigência do regime militar, quando o partido notabilizou-se na luta pela redemocratização do país.

No Maranhão, dessa época gloriosa do MDB, integravam o partido oposicionista: Renato Archer, Cid Carvalho, José Burnett, Epitácio Cafeteira, Baima Serra, Isaac Dias, José Brandão e Adail Carneiro e outros menos votados.

PRESTÍGIO DE HAICKEL

O cineasta Joaquim Haickel mostra ser realmente amigo do novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Por conta dessa amizade, o Maranhão ganhou um Núcleo de Produção Digital, equipamento imprescindível para que as produções audiovisuais possam se desenvolver em nossa terra com mais vigor.

Nesse sentido, o professor Roberto Brandão celebrou com o Ministério da Cultura convênio, por maio do qual o Núcleo de Produção Digital ficará no Maranhão sob a responsabilidade do IFMA.

PALMAS PARA VELOSO

O juiz federal Roberto Veloso não vacila agir quando os interesses da Associação dos Juízes Federais estão em pauta.

Na semana passada, a entidade que ele preside, com sabedoria e firmeza, precisou de sua palavra e de sua ação para manifestar o repúdio ao ministro do STF, Gilmar Mendes, pelas suas estocadas contra a Operação Lava-Jato, não negou fogo.

Veloso, à frente da Associação dos Juízes Federais, além de ser uma voz permanente e corajosa, não se intimida diante dos poderosos, que desejam embaraçar ou tumultuar as iniciativas de seus colegas.

CORAL E TEATRO

No entendimento de que a Uni Ceuma não deva ser apenas uma instituição voltada para a educação de nível superior, o seu criador, engenheiro Mauro Fecury, resolveu fazer, também, da cultura um dos focos do seu empreendimento.

Esse processo, iniciado com a criação de um coral, firmou-se com como iniciativa vitoriosa, a ponto de ser hoje requisitado para se apresentar além do âmbito universitário.

Agora, Mauro volta suas vistas para o teatro. Para fomentar essa atividade na sua instituição, contratou o Coteatro para apresentar no Campus Renascença a peça grega Édipo Rei, de Sófocles, sob a direção de Tácito Borralho, com participação de alunos e do Coral Ceuma.

A peça, apresentada na noite de quarta-feira, foi um sucesso total, sendo assistida por uma plateia constituída de mais de dois mil espectadores, entre alunos e professores.

 

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CONSELHO PARA BEM-GOVERNAR

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No dia 31 de agosto de 1750, ascendeu ao trono de Portugal, D. José I, que nomeou Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, como primeiro ministro.

Homem inteligente e arrojado promoveu grandes reformas no Brasil colonial, destacando-se a criação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, para a qual nomeou o sobrinho, o coronel-engenheiro Joaquim de Melo e Póvoas para administrá-la.

À frente desse empreendimento, o sobrinho do Marquês de Pombal desencadeou ações e iniciativas que  mudaram significativamente a situação econômica do Maranhão, dentre as quais a substituição da mão de obra indígena pela escrava, a concessão de crédito, a introdução de equipamentos e máquinas para beneficiar e incrementar o comércio e a incipiente indústria.

Na partida de Joaquim de Melo e Póvoas para o Maranhão, o tio Sebastião José de Carvalho Melo entregou-lhe uma carta, em 16 de julho de 1761, que, pelo seu conteúdo e atualidade, parece não escrita no século XVIII, mas nos dias correntes.

Na carta, além dos conselhos para bem-governar, encontram-se avisos, advertências, orientações e recomendações que o sobrinho deve tomar para se prevenir contra os que não se preocupam em bem servir, mas querem apenas  aproveitar e usufruir das benesses e vantagens que o poder  oferece.

As primeiras palavras do Marquês de Pombal mostram o tipo de gente que o sobrinho vai encontrar em terras maranhenses: “O povo que V. Ex. vai governar é obediente, fiel a El-Rei, aos seus generais e ministros. Com estas circunstâncias, há de amar um general afável, prudente, modesto e civil. A justiça e a paz com que V.Ex. governar o farão igualmente benquisto e respeitado porque, com uma e outra causa se sustenta a saúde pública.”

Em seguida, um alerta sobre os bajuladores: “Quase todos os que governam querem que se lisonjeiem, e sempre ouvem com agrado os elogios que lhes fazem. Desta espécie de homens ou de inimigos em toda a parte se encontram e V. Ex. os achará também no seu governo, aparte-os de si como veneno mortal. O Espírito Santo diz que os que governam devem ter ouvidos cercados de espinhos só para que quando os aduladores se cheguem a eles, os lastimem e os façam afugentar.”

Depois, esta oportuna advertência: “V. Ex. vai para um governo moderno, mas continue a criar; imite em tudo aquilo que achar ter sido grato ao povo e útil a serviço de El-Rei e a República. Não altere cousa alguma com força e nem violência, porque é preciso muito tempo e muito jeito para emendar costumes inveterados, ainda que sejam escandalosos. Quando a razão o permite e é preciso desterrar abusos e destruir costumes perniciosos, em benefício de El-Rei, da justiça e do bem comum, seja com muita prudência e moderação, que o modo vence mais do que o poder.”

Agora um relevante conselho para governar: “Em qualquer resolução que V.Ex. intentar, observe estas três cousas – prudência para deliberar, destreza para dispor e perseverança para acabar. Não resolva V.Ex. com aceleração as pendências árduas de seu governo para que não lhe aconteça logo emenda; menos mal é dilatar-se para acertar com maduro conselho, que deferir com ligeireza para se arrepender com pesar sem remédio. Quando duvidar, informe-se e pergunte, para não dar a entender oque quer obrar, figure o caso, como questão, às pessoas que o possam saber, para o informarem em termos.”

Sobre como proceder com amigos e inimigos: “A família de V.EX. seja a cousa mais importante e escolhida, que consigo leve, pois por ela há de V.Ex. ser amado ou aborrecido; e por ela há de ser aplaudido ou murmurado. São os criados inimigos domésticos, quando são desleais e companheiros estimados, quando são fieis. Se não são como devem ser, participam para fora o que sabem de dentro e depois passam a dizer o que não se sonha fora.”

Quanto ao dia a dia no governo, aduziu: “Tiradas as horas de seu natural e precioso descanso, dê V. Ex. audiência, todos os dias e a todos e em qualquer ocasião que lhe queiram falar. Das primeiras informações, nunca V.Ex. se capacite, ainda que estas venham acompanhadas de lágrimas e a causa justificada com o sangue do próprio queixoso, porque nesta mesma figura podem enganar V.Ex. e se a natureza deu com previdência  dois ouvidos, seja um para ouvir o ausente e o outro o acusado. Atenda V.Ex. e escute o aflito que se queixa, lastimado e ofendido, console-o, mas não lhe defira sem plena informação”.

Com relação aos conflitos sociais, lembrou: “Não consinta V. Ex. a violência dos ricos contra os pobres; seja defensor das pessoas miseráveis, porque de ordinário os poderosos são soberbos e pretendem destruir e desestimular os humildes; esta a recomendação das leis humanas e divinas. Toda a República se compõe de mais pobres e humildes que de ricos e opulentos; e nestes termos, conheça antes a maior parte do povo a V.Ex. por pai, para aclamarem defensor da piedade, do que o menos protetor das suas temeridades para se gloriarem de seu rigor”.

No que diz respeito ao comportamento com os súditos, explicitou: “Nunca V. Ex. trate mal de palavras nem ações a pessoa alguma dos seus súditos, porque o superior deve mandar castigar, que para isso tem cadeia, ferro e oficiais que lhe obedeçam, mas nunca deve injuriar com palavras e afrontas, porque os homens se são honrados sentem menos o peso dos grilhões e a privação da liberdade que a descompostura de palavras ignominiosas”.

Por fim, este admirável aviso: “Mostre-se V.EX. em todos os momentos, de paixão e de perigo, superior e inalterável; porque com os dois atributos, de prudência e valor, o temerão os seus súditos”.

A CARTA DE POMBAL

Assim como o compromisso constitucional, que todo governador se obriga a ler no ato de posse, a carta do Marquês de Pombal, da qual extraí as partes mais importantes, deveria, também, ser objeto de leitura a quem assumisse a nobre missão de governar, pois nela estão consignados os maiores e os menores problemas que um governante terá no poder.

Esta epístola histórica, redigida há três séculos,  revela, em toda a plenitude, que, ontem como hoje, as questões que dizem respeito à sociedade, mutatis mutandis, guardam semelhanças entre si, e que os governantes, para cumprirem a difícil arte de administrar, precisam estar preparados e prevenidos  contra as adversidades, as dificuldades e as animosidades geradas pelo poder.

PRAÇA E RUA

Um vereador apresentou à Câmara Municipal de São Luís um projeto de lei dispondo sobre a criação do programa “Música na Praça”.

Outro vereador, que faz oposição discreta a Edivaldo Holanda, sem querer hostilizá-lo, pretende apresentar um projeto de lei “Prefeito na Rua”.

Pelo projeto, doravante, os gestores, no exercício do mandato, se obrigarão a ficar mais na via pública e menos no gabinete.

A IDEOLOGIA DE ZÉ REINALDO

Num bem elaborado texto, publicado num jornal local, o deputado José Reinaldo revela que a sua ideologia na Câmara Federal não é a da direita e nem da esquerda, mas a do empenho pelas causas do povo do Maranhão.

Estribado nesse raciocínio, desde que chegou à Câmara dos Deputados só teve uma preocupação: fazer do Centro de Lançamento de Alcântara um projeto factível, verdadeiro e real.

Nesse sentido, apresentou um elenco de propostas viáveis, em que uma delas já é  realidade: a realização no Maranhão de um curso de especialização em Engenharia Espacial, o único no Brasil, graças a um protocolo de cooperação assinado entre o Centro de Lançamento de Alcântara, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e a Universidade Federal do Maranhão.

ÉDIPO REI

A Universidade Ceuma convida a sociedade maranhense a assistir um belo espetáculo teatral, na noite desta quarta-feira, 30 de agosto, às 19 horas.

A encenação da peça grega Édipo Rei, de Sófocles, por um grupo artístico, dirigido pelo competente Tácito Borralho, que contará com a participação musical do Coral Ceuma.

O espetáculo acontecerá na área de lazer do Ceuma-Renascença e a entrada é livre.

CHORO DE GOVERNADOR

Nas cidades nordestinas, visitadas pelo ex-presidente Lula, os políticos não conseguem segurar as lágrimas no momento em que ele discursa e reporta-se à perseguição que vem sofrendo da Operação Lava-Jato.

Esse chororô ocorreu em Salvador, João Pessoa e Maceió.

Em São Luís, estão abertas as apostas em torno do choro do governador Flávio Dino ao ouvir o pronunciamento xaroposo de Lula.

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DE JOMAR E DE JOSUÉ

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Neste mês, duas datas marcam significativamente a Academia Maranhense de Letras: 16 de agosto de 2016, falecimento de Jomar Moraes; 21 de agosto de 1017, nascimento de Josué Montello.

São datas que trazem no seu bojo sentimentos diferenciados: tristeza pelo desaparecimento de Jomar; alegria pela chegada de Josué.

De Jomar Moraes, que nos deixou recentemente, vale dizer, sua presença ainda é muito forte em nosso meio, daí porque não conseguimos esquecer a sua figura humana e de intelectual, sempre a serviço da Casa de Antônio Lobo, pela qual devotava incomensurável paixão a partir de 10 de maio de 1969, ao nela ingressar pela vontade da maioria acadêmica, que, mais tarde, o conduziu à presidência da instituição.

No comando da AML, ao longo de 22 anos, entregou-se de corpo e alma e em tempo integral e dedicação exclusiva, a ponto de fazê-la renascer das cinzas, revigorando-a materialmente, de modo a impor-se na sociedade maranhense como o templo do saber e da cultura.

Concomitante ao trabalho em prol da Academia Maranhense de Letras, Jomar deixou o seu nome gravado no cenário cultural maranhense como pesquisador, ensaísta, cronista, historiador e editor. De sua vasta e rica bibliografia, destacam-se obras de grande repercussão nacional, que poderiam servir de passaporte para ingressar na Academia Brasileira de Letras, hipótese que jamais pensou, por pura modéstia.

A minha amizade com Jomar vem dos idos de 1968 e da redação do extinto Jornal do Dia, no qual, aos domingos, a gente publicava uma página literária, por meio da qual se lançou candidato à Academia Maranhense de Letras, para ocupar a cadeira 10, vaga com a morte de Henrique Costa Fernandes. Mesmo sabendo que enfrentaria o poeta Fernando Braga, apoiado pelo jornalista Erasmo Dias, partiu para a luta, à qual eu e a minha coluna Roda Viva, que escrevia diariamente no Jornal do Dia, nos engajamos. Lembro que no dia do pleito, um temporal desabou sobre a cidade, mas nem por isso deixamos de visitar os acadêmicos que participaram do processo eleitoral, que, ao final, apresentou o insofismável triunfo de Jomar.

Participei daquele embate acadêmico sem jamais pensar em recompensa. Por isso, num dia de abril de 1990, surpreendo-me com o convite de Jomar para candidatar-me à Academia Maranhense de Letras, à vaga do meu saudoso e querido professor Fernando dos Reis Perdigão, falecido no Rio de Janeiro.

Como a AML não estava em minhas cogitações, tentei recusar o convite, mas ele conseguiu quebrar a minha resistência e mudei de opinião.  Como estava escrito nas estrelas, a eleição foi tranquila, pois não tive competidor. A 2 de agosto de 1990 recebi 31 votos dos acadêmicos. Oito dias depois do pleito, a 10 de agosto, eu tomava posse na cadeira 13, patroneada por José Cândido de Moraes e Silva, sendo recepcionado por Milson Coutinho.

Quanto a Josué Montello, que seja, também, evocado e louvado neste mês, pelo seu nascimento, ocorrido no dia 21de agosto de 1017, em São Luís do Maranhão, cidade que  exaltou em prosa brilhante, pois sempre a usava para cenário de sua obra romanesca.

Antes de conhecê-lo pessoalmente, já tinha intimidade com os seus romances, que comecei a lê-los no Rio de Janeiro, quando fazia o curso de Agronomia, na Universidade Rural, onde costumava trocar as aulas enfadonhas pelas leituras de renomados autores da literatura brasileira e portuguesa.

Foi por obra do jornalismo que o meu relacionamento com Josué Montello corporificou-se. Sua nomeação para o cargo de reitor pro-tempore da Universidade Federal do Maranhão, em outubro de 1972, nos aproximou.  Muita gente, à época, pensava ser eu o seu assessor de imprensa, pois as informações mais preciosas da Universidade eram veiculadas através de Roda Viva, que ele fazia questão de dar em primeira mão.

Acompanhei de perto o seu trabalho na UFMA, bem como as desavenças verbais e explosivas que manteve com o ex-reitor, cônego Ribamar Carvalho, que repercutiram dentro e fora do campus universitário.

Ao término de sua gestão, retorna para o Rio de Janeiro, mas a nossa amizade permanece firme e forte. Com ele gostava de escrever cartas, não foram poucas as endereçadas à minha pessoa. Guardo-as todas com imenso carinho, uma delas com a revelação de um episódio, muito explorado politicamente, de um forte atrito dele com Nunes Freire, no Palácio dos Leões.

POSSES NO EXECUTIVO

Anotem, para conferir depois. Das novas regras eleitorais a serem votadas pelos deputados federais, só uma deverá ser aprovada.

A que estabelece novas datas para as posses dos eleitos para os cargos executivos: 6 de janeiro para governadores e prefeitos; 7 de janeiro para presidente da República e 1º de fevereiro para deputados e vereadores.

Afinal, 1º de janeiro volta a ser o que era: o dia da confraternização universal.

FÓRMULA VITORINISTA

O secretário de Esportes do Governo do Estado, Márcio Jardim, quer que o PT do Maranhão  convide a ex-presidente Dilma Roussef para se candidatar ao Senado  da República.

Essa fórmula teve seus dias de glória no Maranhão, quando o vitorinismo reinava de modo avassalador na política estadual.

Estribada nela, o PSD maranhense fez o senador Antônio Bayma e o suplente Newton Bello renunciarem aos cargos, para que o jornalista Assis Chateaubriand, o poderoso dono dos Diários Associados, derrotado na Paraíba, recuperasse o mandato de senador, num pleito intempestivo, realizado em março de 1955.

Nas eleições majoritárias de 1962, o próprio senador Vitorino Freire trouxe do Rio de Janeiro o empresário Miguel Lins para ser o seu companheiro de chapa.

ZÉ REINALDO EM CENA

O deputado José Reinaldo encontra-se em estado de graça.

No sábado passado, a convite do amigo Mauro Fecury, marcou presença, em companhia da namorada, na festa realizada no Espaço Renascença, em comemoração ao Dia dos Pais. Dançou e se divertiu como nos velhos tempos.

Dias depois, reencontrou-se com o governador Flávio Dino, do qual havia se afastado politicamente. Pelo que se sabe, a conversa entre os dois foi proveitosa e parece que assumiram um pacto para marcharem novamente juntos nas eleições do ano vindouro.

ENREDOS CARNAVALESCOS

As escolas de samba de São Luís resolveram imitar as escolas de samba do Rio de Janeiro, quanto à maneira de arrebanhar recursos para os desfiles carnavalescos.

Se as escolas de sambas cariocas se valem dos temas regionais para atrair a grana dos governadores e dos empresários, as escolas de samba da capital maranhense correm atrás dos prefeitos e dos homens de negócios do interior em busca de verbas para exaltá-los em seus enredos.

A Flor do Samba, por exemplo, já encontrou um empresário forte para bancar o seu carnaval em 2018: Ilson Mateus, que terá a sua vida e o seu empreendimento louvados e cantados em pleno desfile carnavalesco.

DEPUTADOS FOLCLÓRICOS

Dois deputados federais do Maranhão, nesta legislatura, chegaram a fazer parte da Mesa Diretora da Câmara.

Waldir Maranhão ocupou o cargo de 1º vice-presidente, no exercício do qual praticou os maiores vexames e envergonhou a nossa terra e a nossa gente.

Agora é o deputado André Fufuca, eleito 2º vice-presidente, que não chega a cometer as sandices de Waldir Maranhão, mas faz sucesso nas redes sociais por causa do cabelo e do sobrenome, razão pela qual é comparado à figura folclórica de Zacarias, de Os Trapalhões.

A FEIRINHA E AS IGREJAS

Desde a instalação da Feirinha na Praça Benedito Leite, os padres que celebram os ofícios religiosos nas igrejas de Nossa Senhora do Carmo, da Sé e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, todas, no Centro da Cidade, passaram a viver dias de tranquilidade e de paz.

Os abusos, os roubos e assaltos, praticados à luz do dia, que espantavam os católicos dos atos litúrgicos, sumiram e as igrejas voltaram a ser frequentadas, pois sabem que um esquema de segurança ali marca presença nos finais de semana.

Se for pela vontade do clero e dos fiéis, nunca mais aquela Feirinha dali sairá.

 

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35 ANOS DA UEMA

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Recebo do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Gustavo Pereira da Costa, a comunicação de ser um dos homenageados com a Medalha Gomes de Sousa do Mérito Universitário, conferida pelo Conselho Universitário, nas comemorações dos 35 anos de fundação da Instituição.

Dias depois, outro comunicado do mesmo reitor, dando conta da minha indicação para falar em nome dos homenageados, na solenidade comemorativa da significativa efeméride, a 2 de agosto de 2017.

A honra de ser duplamente distinguido proporcionou-me alegria e felicidade, pois através da retórica teria a oportunidade de evocar e lembrar a trajetória da Instituição, que ao longo de 35 anos cumpriu o objetivo de fomentar o saber e de formar profissionais dos mais diversos campos do conhecimento humano e cientifico.

Para cumprir a incumbência a mim foi delegada, fiz um recuo no tempo e trouxe a lume, ainda que de forma sumária, a gloriosa história da Universidade Estadual do Maranhão, desde os seus primórdios, da qual participei como docente e com atuação, modéstia a parte, exemplar.

Sustentado na minha bem conservada memória de jornalista e de pesquisador, sempre pronta a me ajudar nesses momentos, transmiti preciosas informações sobre iniciativas e atos praticados por autoridades governamentais, que resultaram, depois de um processo de maturação, na fundação da Universidade Estadual do Maranhão.

Na condição de testemunha viva daquele processo histórico, afirmei que tudo começou nos meados da década de 1960, no governo José Sarney, que levado por circunstâncias conjunturais, decide criar as Faculdades de Engenharia, Administração e Agronomia, em São Luís, e a Escola Superior de Educação, em Caxias, para a preparação de quadros técnicos que o Maranhão carecia, com vistas a modernizar suas estruturas administrativas e promover o desenvolvimento econômico e social.

O sucessor de Sarney, professor Pedro Neiva, empenhado  na consolidação desse projeto educacional, cria as Faculdade de Veterinária, em São Luís,  e de Educação, em Imperatriz, que, aglutinadas em torno das existentes, formaram uma autarquia denominada Federação das Escolas Superiores do Maranhão.

Como substituto de Pedro Neiva, o governador Nunes Freire, também deu o seu contributo, levando as Faculdades instaladas em São Luís, que funcionavam isoladamente, para um campus próprio, com o nome de Cidade Universitária Paulo VI, onde alunos, professores e servidores comungaram vivências e trocaram experiências necessárias à formação do espírito universitário.

Para coroamento de tudo isso, o governador João Castelo, sucessor de Nunes Freire, realiza o sonho maior de todos nós: o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei, criando a Universidade Estadual do Maranhão, sancionado pelo mesmo em 30 de dezembro de 1981.

Ao longo dessa árdua caminhada de  vitoriosas conquistas e exitosas iniciativas, no campo acadêmico, técnico e científico, mas, também, de tempos difíceis e de lutas adversas, a Instituição só não chegou a desativar o ensino, a pesquisa e a extensão, porque os corpos docente, discente e administrativo se levantaram e reagiram contra o impensado gesto de alguns gestores que criaram dezenas de cursos de graduação, muitos dos quais dispensáveis, mas, com o fito exclusivo de atender interesses eleitoreiros.

Felizmente, aquela maldita fase passou e se perdeu na poeira do tempo, graças aos compromissados assumidos pelos professores José Augusto Oliveira e Gustavo Pereira da Costa, o anterior e o atual reitor, que á frente da UEMA souberam com competência, seriedade e honestidade, darem a volta por cima, respaldados na máxima do grande escritor paraibano, José Américo, ao dizer que “voltar é renascer e no caminho da volta ninguém se perde”

APLAUSOS A SARNEY

O acadêmico Joaquim Haickel assistiu em Brasília, na semana passada, a posse do novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Ele saiu da solenidade radiante por uma cena que há muito tempo não via: o ex-presidente José Sarney receber as mais ruidosas manifestações de aplausos da plateia.

Essa manifestação de louvação deu-se no momento em que o ministro da Cultura,  em alto e bom som, proclamou que o Brasil devia duas coisas importantes ao político maranhense: a Lei Sarney, posteriormente adulterada no Governo Collor de Melo,  e a fundação do Ministério da Cultura.

RITUAL ACADÊMICO

Quem assistiu, na noite da última quarta-feira, a solenidade de posse do magistrado e intelectual Manoel Aureliano Neto, na Casa de Antônio Lobo, viu algo insólito.

Em dois bons momentos do discurso do novo imortal, deu-se  a quebra do ritual acadêmico, mas de forma sutil e adequada.

No primeiro, ao reportar-se à obra poética de Gonçalves Dias,  chamou o ator Tourinho para declamar um dos mais belos poemas do vate caxiense.

No segundo, ao falar sobre Catulo da Paixão Cearense, pediu que o Coral do Ceuma cantasse a linda canção Luar do Sertão.

VEREADORES E PREFEITURA

Depois que a prefeitura de São Luís ganhou autonomia política-administrativa, apenas um vereador chegou a exercer o cargo de prefeito: Tadeu Palácio, por meio de eleição universal, direta e secreta.

Depois de Tadeu nenhum vereador à Câmara Municipal de São Luís, concorreu ao cargo de gestor da capital maranhense.

Pelo andar da carruagem, nas eleições de 2018 à sucessão de Edivaldo Holanda Junior, dois representantes do povo pretendem conquistar o tão ambicioso cargo: o presidente da Câmara, Astro de Ogum, e o vereador Ivaldo Rodrigues, ora no exercício do posto de secretário de Agricultura, onde desenvolve um bom trabalho.

LUTA CORPORAL

Por pouco o livro do poeta Ferreira Gullar, Luta Corporal, não serve de pano de fundo ao confronto físico entre os senadores João Alberto e Lindberg Farias.

A luta entre os dois senadores só não houve porque João Alberto comportou-se à altura do cargo que exerce, não revidando as grosserias proferidas pelo parlamentar do PT.

A sorte do senador Lindberg é porque João Alberto deixou de ser carcará e virou xerife.

NOVENTA ANOS

Até antes do século XX acabar, São Luís contava com alfaiates de primeira linha, dentre os quais Mário Rocha, o preferido da elite empresarial e política.

Durante o tempo em que exerceu a profissão, para José Sarney não havia alfaiate que chegasse perto dele.

Mário, contudo, era um profissional diferenciado, porque politizado, intelectual e sabia português como poucos.

Antes de deixar a profissão, ingressou na Universidade Federal do Maranhão e diplomou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Mário completa dia 18 de agosto noventa anos, ocasião em que os familiares realizarão um culto em ação de graças, na igreja Batista do Calhau, às 19: 30 horas.

Como seu antigo amigo, farei questão de marcar presença nessa solenidade religiosa.

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O BUSTO DE GOMES DE SOUZA

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O Congresso Nacional instituiu 2017 e 2018 como o Biênio da Matemática, no Brasil, contando com o apoio dos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.

Nesses dois anos, eventos importantes na área da Matemática acontecerão no Brasil, objetivando colocá-la no centro da comunicação e torná-la imprescindível no processo de crescimento do País e do desenvolvimento humano.

Dentre os eventos previstos, com o propósito de criar, produzir e trazer para o Brasil múltiplas experiências que gerem novas descobertas e estimulem o aprendizado da Matemática, destacam-se a Olimpíada Internacional da Matemática e o Congresso Internacional da Matemática.

A Câmara dos Deputados, por mérito e justiça, indicou para patrono de tão importante acontecimento, o maranhense de Itapecuru-Mirim, Joaquim Gomes de Souza, mais conhecido por Souzinha, considerado uma das maiores autoridades da Matemática.

O introito acima tem uma razão de ser: lembrar e registrar que  Joaquim Gomes de Souza nasceu a 15 de fevereiro de 1829, no povoado  Kelru, na Fazenda Conceição, às margens do rio Itapecuru, onde os pais, Inácio José Gomes de Souza e Antônia Carneiro de Brito Souza , vindos de Portugal, instalaram-se na primeira metade do século XVIII, investiram recursos na produção agrícola e contribuíram sobremodo para o desenvolvimento econômico daquela região.

Para perpetuar a memória de Gomes de Souza em sua terra natal, o prefeito de Itapecuru, Miguel Fiquene (1947-1950) inaugurou no dia 1º de janeiro de 1949, na principal praça da cidade, o busto de tão insigne cientista, esculpido em bronze pelo artista Mauro Lima.

Anos depois, na administração do prefeito João Rodrigues (1966-1970), a mesma praça sofreu ampla reforma, sendo o monumento em homenagem ao matemático itapecuruense muito modificado.

Com o correr do tempo, a praça que leva o nome de Souzinha, como também era chamado, passou por nova reforma, no segundo mandato do prefeito Júnior Marreca ( 2009-2013). Mas abrangente do que as anteriores, a obra botou a baixo simultaneamente o pedestal e o busto,  substituídos por novos modelos, que nada tinham a ver com os originais.

Mas o pior aconteceu na gestão do prefeito Magno Amorim ( 2013-2017), quando vândalos destruíram literalmente o busto do matemático itapecuruense, sem que gestor da cidade fizesse o menor gesto para recuperá-lo, num total desprezo e desrespeito à memória de um homem que elevou para as alturas o nome de sua terra e de sua gente.

Na recente campanha eleitoral do candidato a prefeito, o médico Miguel Lauand, que venceu o pleito, nós prometemos ao povo que o busto de Gomes de Souza retornaria ao lugar de origem.

Foi o que fizemos, com a ajuda de Mauro Fecury , que contratou o escultor Eduardo Sereno para refazer o busto do matemático em resina. Para completar a obra, o prefeito reconstruiu o pedestal em granito.

No aniversário de Itapecuru, 21 de julho, ao completar 147 anos, os itapecuruenses vibraram ao verem, na principal praça da cidade, o novo busto de Gomes de Souza, que ali ficará para ser reverenciado e receber as homenagens de seus conterrâneos.

POLÍTICOS CORRUPTOS

Recentemente, o Movimento Sem Terra invadiu dezenas de  propriedades rurais de políticos comprovadamente corruptos.

A invasão foi eminentemente política, emblemática e de abrangência nacional.

No Maranhão, o MST não invadiu nenhuma propriedade rural.

Se isso aconteceu é porque o Movimento Sem Terra acha que em nosso Estado não há político comprovadamente corrupto.

BIG BEN E DROGASIL

Há poucos dias, a cidade tomou conhecimento de que o grupo  farmacêutico Big Ben, de Belém do Pará, fechou as suas portas no  Maranhão.

Mas o lugar ocupado pela Big Ben brevemente será preenchido por outro grupo farmacêutico e fortíssimo.

Trata-se da Drogasil,  empresa com sede em São Paulo, que ora investe nas capitais do Norte e Nordeste do Brasil.

Com a chegada da Drogasil, a competição entre a Extrafarma, a Pague Menos e a Globo se acirrará novamente.

EMPÓRIO SANTA CRUZ

Empório Santa Cruz, instalado na Avenida dos Holandeses, num dos pontos mais valorizados de São Luís, encerrou as suas atividades comerciais.

Seus frequentadores e clientes sabiam que o empreendimento não passava por um bom momento, haja vista a perda do padrão de qualidade dos serviços prestados, mas não imaginavam que de repente deixasse de funcionar.

São desconhecidos os motivos que levaram o estabelecimento a desaparecer de cena, pois era um dos lugares bem frequentados da cidade, especialmente pelos produtos de primeira linha, nacionais e estrangeiros, que comercializava.

MIAMI E LISBOA

Durante anos Miami foi a preferida dos maranhenses para fazer turismo e onde os mais dotados financeiramente investiam de preferência em imóveis.

Há um bairro naquela urbe americana que é o xodó dos maranhenses, tamanha a quantidade de residências sob o domínio de gente de nossa terra.

De uns tempos para cá, contudo, Miami perdeu o fascínio  exercido sobre os maranhenses, que estão trocando a cidade americana pelas vilas de Portugal.

Os imóveis portugueses, mais atraentes do ponto de vista financeiro, construídos em cidades aprazíveis, oferecem  uma qualidade de vida invejável aos que a habitam.

MOMENTO DE GLÓRIA

O prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia, viveu um momento excepcional em sua vida, como ser humano e político.

De repente, ficou famoso e conhecido pela coragem de praticar um gesto que pouca gente ousaria fazer.

Numa reunião, no Palácio dos Leões, o gestor de uma pequena cidade do Maranhão, do alto de sua espontaneidade, pede a palavra para dizer em alto e bom que o governador Flávio Dino devia imitar o ministro da Saúde, que, ao final de sua exposição, concedeu a palavra a quem desejasse usá-la.

Quem participou da reunião e assistiu o desabafo do prefeito, ficou impressionado com a sua indômita coragem.

EMENDA PARLAMENTAR

Alguns deputados federais foram acusados de receber do Palácio do Planalto recursos provenientes de emendas parlamentares, para votar a favor do parecer que dava direito ao Presidente Temer de continuar no comando do Governo federal.

Se isso é verdade, o povo maranhense precisa saber duas coisas. Em primeiro lugar: os nomes dos parlamentares de nossa bancada, que se beneficiados com tamanha vantagem.

Em segundo lugar: onde, quando e como serão aplicados os recursos advindos daquele negócio.

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A OFICINA DOS NOVOS E A AML

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A visita do escritor Coelho Neto a São Luís em junho de 1899 fez com que os intelectuais maranhenses, que se encontravam anestesiados e desencantados com a literatura, acordassem e procurassem revitalizar o meio literário da Atenas Brasileira.

No seu livro Os Novos Atenienses, o escritor Antônio Lobo revela “O entusiasmo despertado pela presença do festejado escritor, a audição repetida de seus vibrantes discursos evocando as tradições luminosas do passado e as grandes figuras dos nossos intelectuais mortos, a vulgarização de seus trabalhos literários, avidamente lidos na ocasião, tudo isso começou a agir com outras tantas forças geradoras da repetição modificada dos mesmos fenômenos ideológicos de que emanavam, preparando surdamente em todos os cérebros aptos à prática das letras o belíssimo movimento literário que ora se nos depara no Maranhão”.

A oportuna presença de Coelho Neto e a chegada de outra figura importante a São Luís, o português Fran Paxeco, sacudiram a nossa intelectualidade, que adquiriu alma nova e a movimentar-se para o Maranhão recuperar o prestígio cultural de antanho.

Desse modo, São Luís volta a ser palco, de ações isoladas e de grupos intelectuais, empenhados na mobilização do culto às letras.

Como resultado dessa nova fase de agitação cultural,  fundaram-se várias agremiações, salientando-se, em primeiro plano, a Oficina dos Novos, criada a 28 de julho de 1900, patroneada por Gonçalves Dias, e com a participação de intelectuais do porte de Francisco Serra, João Quadros e Astolfo Marques.

No rastro da Oficina dos Novos, surgiram outras entidades culturais, dentre as quais a Renascença Literária, o Grêmio Literário Maranhense, a Cooperação Sotero dos Reis, o Clube Nina Rodrigues e o Grêmio Odorico Mendes, que promoviam conferências, publicavam livros, jornais e revistas e lançavam concursos literários, tudo isso sob o impulso de uma nova geração de escritores, ávidos de ressuscitar os tempos da Atenas Brasileira.

Nesse cenário de plena fermentação literária, nasce a 10 de agosto de 1908 a Academia Maranhense de Letras, solenemente instalada a 7 de setembro daquele ano, tendo como patrono Gonçalves Dias, fato que levou muita gente imaginar que o aparecimento dessa instituição seria para ocupar o lugar da Oficina dos Novos.

O saudoso Jomar Moraes, num trabalho de sua lavra, publicado no livro em homenagem ao centenário da AML, de modo incisivo contesta tal afirmativa, provando, ademais, quanto era falaciosa e infundada, na medida em que as duas instituições chegaram algumas vezes a participar de encontros e reuniões literárias.

O que aconteceu para essa tese ganhar corpo e ser difundida aqui e alhures? Credita-se à migração de alguns membros da Oficina dos Novos para os quadros da Academia Maranhense de Letras, que teve como fundadores doze renomados intelectuais, da estirpe de  José Ribeiro do Amaral, Barbosa de Godois, Clodoaldo Freitas, Domingos Barbosa, Correia de Araújo, Vieira da Silva, Costa Gomes, Maranhão Sobrinho, Astolfo Marques, Alfredo de Assis, Inácio Xavier de Carvalho, Godofredo Viana, Fran Pacheco e Antônio Lobo, alguns dos quais sócios da Oficina dos Novos, nos seus primeiros anos de vida.

O fato de a AML atravessar incessantes dificuldades, no começo de suas atividades, destacando-se a falta de sede própria, deu ensejo à propagação de versões maledicentes, como a de que a entidade enfrentava problemas por não seguir os passos da  Academia Brasileira de Letras, que nasceu sob os auspícios do Governo.

LIVROS MAIS VENDIDOS

A Livraria e o Espaço Cultural AMEI, instalada no São Luís Shopping,  trabalha apenas com títulos de autores maranhenses. Mas em três meses de funcionamento, conseguiu impor-se e obter um desempenho financeiro além da expectativa.

Os 1.200 títulos colocados à disposição do público, quase todos focados em assuntos do Maranhão, foram consumidos em larga escala pelos leitores de ontem e de hoje.

Pela boa qualidade da produção editorial maranhense e pelo expressivo contingente de apreciadores de livros, os meios culturais se animaram e o otimismo voltou a reinar na antiga Atenas Brasileira, tanto que o Governo do Estado deseja substituir, este ano, a prefeitura de São Luís, na montagem da Feira do Livro.

Em tempo: como o assunto é livro, pelo que se informa, são estes os títulos mais procurados na Livraria e Espaço Cultural: Pregoeiros e Casarões, de Antônio Guimarães, Maranhão Novo e Arte Plástica no Maranhão, de Eliézer Moreira, A Balaiada, de Bento Moreira Lima, Ajurujuba, de Ivanir Araújo, Coleção Touché, de Wilson Marques, Saraminda e o Dono do Mar, de José Sarney, História do Maranhão, de Mário Meireles, O Mulato, de Aluísio Azevedo, e O Vitorinismo, de Benedito Buzar.

IRMÃO DE MINISTRO

Aviso aos navegantes: nas eleições de 2018 um forte empresário da região de Balsas, pretende se candidatar a um cargo majoritário no Maranhão: o irmão do ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi.

O potencial candidato ainda não está filiado a partido político, mas seguirá a orientação do irmão, que é membro do Partido Progressista, pelo qual se elegeu governador de Mato Grosso.

Blairo Maggi é considerado o maior plantador individual de soja do Brasil e segundo a revista Forbes, a sua família é a sétima mais rica do País.

ÉDIPO REI

Em agosto, professores, alunos, servidores do Ceuma e convidados da família Fecury, terão a oportunidade de assistir um espetáculo cênico de grande nível, em São Luís.

Trata-se de Édipo Rei, tragédia grega da autoria de Sófocles, já vista em São Luís anos atrás, no histórico Sitio do Físico, pelo grupo teatral, dirigido pelo Tácito Borralho.

A iniciativa da reapresentação da peça deve-se a Mauro Fecury, que contratou o grupo Laborarte para fazer três espetáculos, a céu aberto, nos campus do Ceuma, localizados no Renascença, Cohama e Anil.

AMPLIAÇÃO DA FEIRINHA

O responsável pela criação da Feirinha, instalada na Praça Benedito Leite, é o vereador Ivaldo Rodrigues, ora ocupando o cargo de secretário de Agricultura, da prefeitura de São Luís.

Graças a ele, a cidade, aos domingos, encontrou uma opção para o lazer e o entretenimento. Não à toa, Ivaldo já é visto e saudado como o futuro prefeito. Por conta dessa formidável iniciativa, gente de todas as classes sociais e de todas as idades ali chega à procura do que faltava em São Luís.

Impressiona o número de pessoas que comparece àquele evento e que cresce a cada domingo. Por conta disso, Ivaldo pensa levar a Feirinha para ocupar parte da Avenida Pedro II.

Chegar na B.Leite depois das dez horas é submeter-se ao penoso exercício do estacionamento. Tudo que é apresentado e oferecido é vendido. Produtos agrícolas e artesanais, pratos da cozinha maranhense, bebidas caseiras, livros de autores da terra, nada sobra. Comer e beber sentado no chão virou moda. A praça virou um alegre ponto de piquenique.

PNEUMONIA ATACA

Meu amigo Gastão Vieira foi derrubado, na semana passada, por uma surpreendente pneumonia.

O ataque da doença foi forte, mas ele conseguiu dar a volta por cima e derrotá-la com a categoria de político vencedor.

Se recupera do susto em sua residência.

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A MINHA FELIZ CIDADE

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Ontem, a gloriosa cidade de Itapecuru-Mirim  completou 147 anos. Nos seus primórdios, conhecida por Itapucuru ou Itapicuru, denominação, derivada do tupi – ita (pedra), pe (caminho) e cura (muita)- que significa caminho de muitas pedras.

Antes de ser cidade, status que conquistou a 21 de julho de 1870, decorrente da Lei 919, votada pela Assembleia Provincial e sancionada pelo governador em exercício, José da Silva Maia, Itapecuru foi povoação, freguesia (25-09-1801) e vila (07-11-1817).

Ao longo do regime monárquico, Itapecuru consolidou-se como vila. Nessa época, o Brasil era governado pelo imperador Dom Pedro II, que nomeava os governadores das províncias, do Partido Liberal ou do Partido Conservador, que se alternavam no poder conforme as circunstâncias políticas.

Segundo o Almanack do Maranhão, quem administrava Itapecuru, na fase imperial, era a Câmara Municipal composta pelos vereadores Ildefonso Henoch de Berredo (presidente), Joaquim Gonçalves Pereira, Frederico Antônio Pinheiro Lisboa, João Lopes de Souza, Miguel Archanjo Nunes Paes, José Odorico Madail, Manoel Verissimo de Moraes Rego, Fortunato José da Costa e Raimundo Rufino Lisboa.

Além da Câmara Municipal, uma corporação militar, com 1.321 praças, um estado-maior e seis companhias, sob o comando do coronel Antônio Serra de Berredo, protegia a cidade, que contava, também, com uma agência de correio e uma coletoria.

O vigário Francisco José Cabral cuidava da parte espiritual da população, que fazia parte da Freguesia de Nossa Senhora das Dores. Nela, existiam 994 votantes qualificados, um comissário vacinador, um subdelegado de polícia, Catão Bandeira de Melo, um professor e uma professora de 1ª letras, Antônio da Silva Braga e Olívia Castelo Branco.

Sendo comarca de 2ª entrância, tinha como juiz de Direito, Dr. Antônio de Souza Martins, juiz de Paz, capitão José Maximiano Cardoso, juiz de Órfãos, Dr. Antônio de Carvalho Serra, e promotor público, Dr. Aristides Coelho de Souza.

Sessenta e oito anos depois do ato governamental que fez Itapecuru ganhar o direito de ser cidade, nela, eu vim ao mundo,  a 17 de fevereiro de 1938, em que o Brasil transitara de Monarquia para República, à frente da qual se encontrava o ditador Getúlio Vargas, que governava o País sob o regime de exceção e de supressão das liberdades.

O Maranhão, dessa época, tinha como governante o  interventor federal, Paulo Ramos, que imprimia uma administração autoritária, mas,  empreendedor. Com o Poder Legislativo desativado e o Judiciário garroteado, o chefe do Executivo governava com mão de ferro, conforme preconizava o Estado Novo.

Nos municípios, em vez de prefeitos eleitos, pontificavam os gestores nomeados pelo interventor. Em Itapecuru, reinava na prefeitura o comerciante Felício Cassas, que, ajudado por Paulo Ramos, construiu escolas, estradas, pontes e açudes, mas não conseguiu convencê-lo a liberar recursos para a construção de um prédio para alojar a burocracia do município, que funcionava em casas alugadas. Instalou na cidade uma balsa flutuante, para facilitar a travessia de passageiros e de mercadorias  no Rio Itapecuru.

De acordo com a Diretoria de Estatística e Publicidade do Maranhão. Itapecuru-Mirim, em 1938, contava com uma população em torno de 25 mil habitantes, equivale dizer, nove habitantes por quilômetro quadrado, tendo por limites as cidades de Rosário, Vargem Grande, Coroatá e Arari.

Naquele ano, incrivelmente, o interventor, por decreto, fixou nova divisão territorial, administrativa e judiciária no Maranhão, por meio da qual Itapecuru perdeu o status de comarca, passando a ser termo da comarca de Coroatá.

No aspecto religioso, por deliberação do arcebispo Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos, a paróquia de Nossa Senhora das Dores era exercida pelo padre Alfredo Furtado Bacelar, que, no seu vicariato, realizou a recuperação interna e externa da igreja matriz.

Em rápidas palavras, procurei homenagear a minha Itapecuru-Mirim, como vila e cidade, ou seja, antes e depois de meu nascimento.

UMA CONFRARIA DE PESO

HÁ anos, um grupo de amigos se reúne nas primeiras quintas-feiras de cada mês, com o objetivo de se confraternizar e trocar figurinhas.

Os convescotes mensais se realizam na Cabana do Sol, onde Aparício Bandeira, presidente da confraria, Benedito Buzar, Remi Ribeiro, José Jorge Leite, Eliézer Moreira,  Joaquim Haickel, Fabiano Vieira da Silva, Francisco Leda, Nan Sousa, Jura Filho e o coronel José Vieira se juntam para animadas conversas, que se estendem ao longo da tarde.

O grupo não costuma convidar estranhos para tais reuniões, pois o que ali é tratado não pode extrapolar a outros ambientes. Esse compromisso é rigorosamente cumprido pelos seus membros.

CONFRARIA E SARNEY

Na quinta-feira passada, a confraria, pela primeira vez, convida uma personalidade, não integrante de seus quadros, para comparecer ao tradicional rega-bofe.

Trata-se de José Sarney, que aceita e convite e assume o compromisso de sempre participar da companhia de amigos tão fraternos. Pontual como o é, chega ao restaurante hora marcada, onde ouviu mais do que falou.

De política, só a do passado, relembrando as lutas renhidas e travadas entre oposicionistas e governistas, vencidas pelos situacionistas, que contavam com as armas poderosas da fraude eleitoral.

Como  bom apreciador da culinária maranhense, Sarney deixou a carne de sol de lado para saborear arroz de cuxá e o inseparável peixe frito.

SARNEY NA LIVRARIA

Após o gostoso almoço, este colunista convidou Sarney a visitar e conhecer a Livraria e o Espaço Cultural da Associação Maranhense de Escritores Independentes, instalado em boa hora no São Luís Shopping, que só comercializa títulos exclusivamente de escritores da terra.

Como intelectual e membro das Academias de Letras do Brasil e do Maranhão, impressionou-se com a imensa e variada produção livresca  exposta e o apoio do maranhense a uma iniciativa pioneira e bem-sucedida.

A presença de Sarney no Shopping causou enorme alvoroço. Consumidores, comerciantes e comerciários acorreram em massa ao Espaço Cultural para vê-lo, abraçá-lo, pedir autógrafo, ser fotografado ou tirar selfs.

Ele deixou o shopping com o ego altamente massageado e convencido de que continua venerado pelo povo maranhense, a despeito de não ser poupado pelos adversários políticos, que tentam destruir a sua imagem de homem público.

TORNOZELEIRAS

No país inteiro há uma escassez de tornozeleiras eletrônicas. Os presos da Lava-Jato estão sendo liberados sem o imprescindível equipamento.

Na Rua da Paz, nas lojas de material esportivo, os proprietários aproveitaram o momento para promover as tornozeleiras usadas pelos praticantes de atividades esportivas.

Até agora, a Secretaria de Segurança não se apresentou para comprá-las, sinal de que no Maranhão as tornozeleiras eletrônicas abundam.

 

 

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CHINESES E JAPONESES NO MARANHÃO

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Mais uma comitiva maranhense viajou para a China em missão oficial, sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, que se fez acompanhar de um  grupo de burocratas do Governo estadual – os secretários de Meio Ambiente, Indústria e Comércio e Programas Especiais, dos prefeito de Santa Rita e Bacabeira,  e de  representantes do Sindicato da Construção Civil e da Federação das Indústrias do Maranhão.

A esse pessoal, de duvidoso conhecimento técnico para conduzir tão importante assunto, foi dada a incumbência de conversar e convencer os chineses a investirem dólares numa possível siderúrgica a ser instalada no Maranhão.

Eu disse possível siderúrgica, porque não é a primeira que se cogita implantar no Maranhão. A corrida para atrair investimentos externos originou-se nos anos 1970, com a descoberta na Serra de Carajás, no Pará, de incontáveis jazidas de minério de ferro, que levaram a então Companhia Vale do Rio Doce à criação do Projeto Carajás.

Nasceu naquela época, portanto,  o projeto de instalar-se em São Luís um poderoso complexo industrial siderúrgico, que teve inicio com a construção da estrada de ferro interligando a Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís, a Serra de Carajás, do reequipamento e a modernização do Porto do Itaqui e da implantação da Ferrovia Norte-Sul.

Governava o Maranhão naquela fase histórica o professor Pedro Neiva.  Tão empolgado ficou com as perspectivas de o nosso Estado se desenvolver com o Projeto Carajás, que cunhou esta frase demasiadamente otimista: “Serei o último governador do Maranhão pobre”.

A notícia de o Maranhão ser o novo eldorado brasileiro ultrapassou as fronteiras do país e chegou aos ouvidos dos japoneses, que através da possante Nippon Steel, manifestou interesse em investir recursos na construção de uma Usina Siderúrgica no Itaqui, tanto que convidou o governador Pedro Neiva e membros diretamente ligados ao empreendimento, para uma visita ao Japão.

No final de fevereiro de 1974, de São Luís, via Rio de Janeiro, parte uma delegação maranhense rumo a Tóquio, com a finalidade de conhecer as instalações da Nippon Steel e de dar continuidade às negociações processados no Brasil, em que japoneses e maranhenses se comprometem realizar estudos técnicos  em torno da construção da siderúrgica.

Na impossibilidade de o governador viajar para o Japão, o filho, Jaime Santana, secretário de Fazenda o substituiu. Em sua companhia viajaram o prefeito de São Luís, Haroldo Tavares, do secretário de Indústria e Comércio, José Carlos Barbosa, do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, José Carlos Duailibe e do presidente da Caema e diretor da Escola de Engenharia, Francisco Batista Ferreira. Da área empresarial, viajaram Ruy Abreu, pela Associação Comercial, Benedito Reis, pelo Clube dos Diretores Lojistas e o comerciante José Marão Filho.

Anos depois, já no Governo João Castelo, outra empresa de grande porte internacional, também, resolve investir no Maranhão, à sombra do Projeto Carajás: a Alcoa. Em agosto de 1984, com a denominação de Alumar, um consórcio de empresas tradicionais na área de mineração, refino e processamento de metais, inicia suas operações em São Luís.

O alvo dessa multinacional é o de processar a bauxita e transformá-la em alumínio e alumina, produtos que colocava no mercado internacional em grande escala.

Só recentemente, com o desabrochar da crise econômica mundial, que atingiu o setor mineral, a Alumar entrou em crise e diminuiu bastante o ritmo de sua produção industrial, a ponto de ser divulgado que a fábrica poderia encerrar as suas operações em São Luís, fato que não aconteceu, mas fez com que dispensasse muita gente de suas atividades laborais.

HOMOSSEXUALISMO INDÍGENA

Dois antropólogos brasileiros pesquisam e estudam o problema do homossexualismo nas tribos indígenas de nosso país.

Querem saber onde e quando sugiram as primeiras manifestações de homossexualismo no meio dos índios e como eles se comportam diante de um problema que tratam como doença.

Pelo que a história registra, a primeira manifestação de homossexualismo  selvícola no Brasil deu-se no Maranhão, quando um índio Tupinambá, na época colonial, foi condenado à morte, por um tiro de canhão, sob os olhares complacentes dos padres jesuítas.

GASTRONOMIA EM IMPERATRIZ

Com a instalação do curso de Medicina em Imperatriz, os tocantinos descobriram que o Ceuma é uma ferramenta importante à promoção do desenvolvimento da sua região.

Não à toa, setores do empresariado de Imperatriz, que operam com serviços de hotéis, bares e restaurantes, pediram à maior instituição privada de ensino superior do Maranhão, a instalação urgente naquela região do curso de Gastronomia.

Para atender a um negócio que cresce em proporção geométrica,  a região tocantina precisa de treinamento de mão de obra e de profissionais de nível superior.

RETIFICAÇÃO DE REGISTROS

Por influência dos meios de comunicação social, principalmente a televisão, as comarcas do Maranhão passaram a  se deparar com um processo pouco comum no meio forense.

São pessoas que recorrem à Justiça com pedidos de retificação de registros de certidão de nascimento por conta de datas trocadas, nomes  incorretos ou estranhos.

A televisão, principalmente, tem sido responsável por essa mudança que se opera no interior do Brasil, em que registro com nome de santo chegou ao fim. A palavra de ordem agora é ter nome sofisticado ou de artista de televisão.

 

MORADA DAS ARTES

Um conselho ao governador Flávio Dino: seria de bom alvitre visitar o quanto antes a Morada das Artes, na Praia Grande.

Naquele casarão, encontram-se numerosos artistas plásticos, de todas as idades, que com seus talentos, pintam, esculpem, produzem, expõem trabalhos primorosos e ensinam a arte pictórica para um público constituído à base de jovens e crianças.

Toda aquela gente passa o dia inteiro num ambiente desconfortável e impróprio para quem lida com a arte e através dela cria o belo e o transporta para as telas ou para a argila.

Se só isso não bastasse, a Morada das Artes é um ponto e uma referência turística no Centro Histórico.

PARTICIPAÇÃO DO GOVERNADOR

Quando João Castelo esteve à frente do Poder Executivo estadual, decidiu participar da inauguração de uma obra inexpressiva em São Luís, a cargo da prefeitura.

No dia seguinte, a imprensa não perdoou o governador, por comparecer a um evento de pavimentação de rua, que não acrescentava nada à sua pessoa e ao cargo que ocupava.

Lembrei-me do fato ao ver o governador Flávio Dino marcando presença na inauguração de uma obra considerada por muita gente, também, inexpressiva: a rotatória da Forquilha.

O MARCA-PASSO DO SENADOR

Depois do susto coronário, que levou o senador João Alberto ao hospital e a introduzir no seu organismo um aparelho chamado marca-passo, veio o lado bom da doença, se é que isso é possível.

O senador que estava desanimado com relação à sua situação política, sem saber se seria candidato à reeleição ou a outro cargo, revigorou-se não com a doença, mas com o que ela produziu em matéria de solidariedade humana.

Do Maranhão todo, João Alberto recebeu mensagens e telefonemas de pessoas conhecidas e desconhecidas, todas desejando a recuperação de sua saúde e para que esteja pronto para mais um desafio eleitoral em 2018.

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