O SEGUNDO MANDATO DE FLÁVIO DINO

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A retumbante vitória nas eleições de outubro de 2018, no primeiro turno, sobre os candidatos que faziam oposição ao seu governo, garantiu a Flávio Dino o direito de cumprir mais um mandato, de 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022.

Este segundo mandato, assim como a música de carnaval, não será igual ao que passou, seja no plano nacional, seja no plano regional. Se Flávio teve a sorte de governar, boa parte de seu primeiro mandato, sob bênçãos da Presidente Dilma Roussef e do ex-Presidente, Lula, no próximo exercício, terá diante de si a ira sagrada de Jair Bolsonaro, que não deve perdoá-lo pelo apoio dado, de maneira ostensiva, irrestrita e gritante, ao candidato do PT e do PC do B, o paulista, Fernando Hadad, cuja votação no Maranhão foi consagradora, no primeiro e no segundo turno.

Além de não apoiá-lo na eleição presidencial, Dino ainda se dá ao luxo de pisar nos calos de Bolsonaro, criticando-o por ser um político representativo da direita e, o mais grave, despreparado para governar o Brasil.

Ao se posicionar de forma direta contra Bolsonaro, Flávio Dino, quer dizer ao país duas coisas. 1) está habilitado e pronto para desfraldar a bandeira de oposição ao novo Presidente da República; 2) na ausência de Lula, preso e condenado pela prática de atos lesivos ao patrimônio público, poderá substituí-lo, pois se julga dotado de cacife pessoal e político para ser o candidato das esquerdas, que se encontram na orfandade, com relação à sucessão presidencial de 2022.

Se os recados de Dino à nação brasileira ganharem consistência e ressonância popular, certamente serão retrucados no mesmo diapasão por Bolsonaro e o pior: poderão ter reflexos diretos no Maranhão, com o Governo recebendo tratamento diferenciado do Palácio do Planalto, através de medidas que penalizarão o Estado, a exemplo do bloqueio de recursos, verbas e dotações orçamentárias, por causa de um projeto político prematuro, que não se sabe se vingará.

Se o cenário descrito acima não sofrer modificação, ou seja, se o governador maranhense continuar a cutucar a onça com vara curta, o seu segundo mandato, no tocante à realização de obras, tende a rolar por águas abaixo, e, por consequência disso, o projeto de líder das esquerdas e de potencial candidato à sucessão presidencial, morrerá no nascedouro,  mormente quando se leva em consideração que, a partir do ano vindouro, o Estado do Maranhão, segundo os tecnocratas,  atravessará dificuldades financeiras de monta, o que não deve assegurar aos maranhenses um céu de brigadeiro ou um mar de almirante.

Abstraindo-se a situação acima exposta, pode-se vislumbrar no plano regional, com relação ao segundo mandato do governador, uma Assembleia Legislativa, onde teoricamente se trava a batalha política entre governistas e oposicionistas, dócil e tranquila.

Se depender daquele Poder, Flávio cumprirá o seu mandato sem sobressaltos, pois a supremacia numérica da bancada governista sobre a representação da oposição está além do horizonte.

Com essa vantagem parlamentar, o Maranhão voltará aos velhos tempos em que o rolo compressor do Governo falava mais alto do que qualquer orador.

Por fim, uma palavra sobre a equipe com a qual Dino espera levar a bom termo a máquina administrativa. Como está empenhado em reduzir despesas, seria de bom alvitre que o Poder Executivo diminuísse o quilométrico secretariado egresso do primeiro mandato.

Salvo melhor juízo, o Governo nomeou em 2015 um exército em torno de 50 membros para o primeiro e segundo escalões. Como diria o saudoso jornalista Amaral Raposo, trata-se de “uma inutilidade organizada a serviço de ninguém.”

 

ARTE DE COZINHA

O Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Maranhão relança às 19 horas do dia 6 de dezembro, no Espaço Casa de Portugal, localizado no Convento das Mercês, uma renomada obra da culinária portuguesa.

Trata-se do livro “Arte de Cozinha”, de autoria de João Mata, cuja primeira edição data de 1876.

ANIVERSÁRIO EM MIAMI

Aziz Tajra Neto está convidando amigos para comemorarem com ele uma data muito importante.

Os oitenta anos de vida que completa em janeiro vindouro, a serem festejados na cidade americana de Miami.

Nos anos passados, Aziz costumava comemorar o aniversário no Rio de Janeiro.

FESTA DOS AMIGOS

Os amigos de Mauro Fecury estão contando as horas para a chegada de sábado próximo, dia 15 de dezembro.

Ao longo desse dia, os convidados, geralmente amigos de ontem e de hoje, se reúnem num evento de congraçamento, em que a alegria, a descontração e a fraternidade reinam em toda plenitude.

Este ano, a grande atração da Festa dos Amigos de Mauro será o cantor Altemar Dutra Junior.

PRESENÇA NA ABL

A posse do intelectual, Joaquim Falcão, na Academia Brasileira de Letras, na semana passada, contou com uma presença inesperada: Flávio Dino.

O governador maranhense, praticamente desconhecido do grande mundo intelectual do país, marcou presença no evento pelos laços de amizade que o prendem ao mais novo membro da Casa de Machado de Assis.

Além de convidado a participar da mesa dos trabalhos de posse de Falcão, Flávio ainda viveu um momento especial:  uma amistosa conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A UNANIMIDADE DE KÁTIA

O universo cultural do país está enviando ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, um pedido especial e sem caráter político.

Trata-se da recondução de Kátia Bogéa ao cargo de Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Bolsonaro está impressionado com o prestígio de Kátia no Brasil, que, sem discrepância, pede pela sua permanência no IPHAN, onde, com competência e honestidade, realiza um trabalho irreparável em favor da preservação e da recuperação da memória do país.

MÃO NO JARRO

A Diretoria Federação dos Municípios do Estado do Maranhão prepara um documento para entregar pessoalmente ao presidente eleito Jair Bolsonaro.

A Famem aguarda a comunicação de Brasília para mobilizar o maior número possível de prefeitos do Maranhão para comparecer a esse oportuno encontro.

Bolsonaro ficaria imensamente satisfeito se ouvisse dos prefeitos do Maranhão o compromisso de que, na atual gestão, não vão meter a mão no jarro.

OBRA DA BR-135

Há anos os maranhenses lutam e anseiam pela duplicação da BR-135.

Graças aos esforços dos senadores e deputados do Maranhão no Congresso Nacional, o Governo do Presidente Michel Temer liberou os recursos consignados nas emendas parlamentares e destinadas à duplicação da BR-135, no trecho do Campo de Periz.

Na esteira dessa pródiga liberação, vieram em seguida os recursos para a duplicação do trecho entre Bacabeira e Santa Rita.

Quando tudo parecia tranquilo para a continuidade de obra tão importante, o Ministério Público Federal suspende os trabalhos sob o argumento de o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte não respeitar os critérios técnicos para a identificação das comunidades quilombolas.

NOME COMPLICADO

A Mesa Diretora da Câmara Federal, até agora, não conseguiu grafar corretamente o nome de um dos novos representantes do Maranhão no Congresso Nacional.

Trata-se do Pastor Gildenemyr.

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A DÉCIMA SEGUNDA FEIRA DE LIVROS

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Salvo melhor juízo, foi na segunda gestão do prefeito Tadeu Palácio (2004-2008), que ocorreu a Primeira Feira do Livro, em São Luís.

O sucesso foi tão retumbante e auspicioso, que o evento se repetiu ao longo de seu mandato, fazendo o prefeito conquistar pontos de credibilidade junto aos intelectuais e setores da cultura maranhense.

O segredo do sucesso da Feira do Livro, naquela gestão, indiscutivelmente, deve ser creditado a três fatores. Primeiro, à boa coordenação das irmãs Lúcia e Leda Nascimento, que cuidaram de oferecer ao público uma programação bem estruturada e diversificada, com excelentes atrações locais e nacionais, e participação de escritores selecionados, daqui e de outras cidades.

Segundo, o local onde se realizaram: Praça Maria Aragão, espaço amplo e privilegiado da cidade, de fácil acesso e sem problemas de estacionamento.

Terceiro, ao desvelo, assistência e presença do alcaide, que fazia questão de todas as noites ser o primeiro a chegar e o último a sair da Praça Maria Aragão, para onde transferiu o seu gabinete de trabalho, e recebia, com comes e bebes, autoridades, escritores, palestrantes e convidados especiais.

Com o término da gestão de Tadeu Palácio, a prefeitura de São Luís passou para o comando de João Castelo, que, com relação à Feira do Livro, não conseguiu obter a mesma façanha do antecessor.

No primeiro ano de sua gestão, sob alegação da ausência de recursos, o prefeito custou a decidir com respeito ao evento. Quando resolveu fazê-lo, o tempo já era curto. Resultado: a Feira deixou a desejar e não pode ser comparada às promovidas pela administração passada.

Ainda na gestão de Castelo, a Feira mudou de pouso. Saiu da Praça Maria Aragão para a Praia Grande, espaço sem condições apropriadas para abrigar um evento de tamanha magnitude cultural, por três motivos: estacionamento precário e limitado; ausência de locais adequados para palestras e montagem dos stands; e as restrições do IPHAN.

Com a assunção de Edivaldo Holanda Junior à direção da municipalidade de São Luís (2012-2016), no seu primeiro ano de mandato, a Secretaria Municipal de Cultura procurou retirar a Feira do Livro da Praia Grande.

Depois de intensas buscas, o Convento das Mercês foi apontado como alternativa para o novo projeto, mas o tiro saiu pela culatra, pois as instalações daquele espaço centenário não se ajustaram aos objetivos da Feira.

À falta de outro local, para se adequar aos propósitos do evento, a Secretaria Municipal de Cultura promoveu o retorno da Feira à Praia Grande, a despeito de apresentar os mesmos e sabidos problemas, que a Coordenação teve de passar por cima, sob pena do evento naufragar.

Em face das críticas da imprensa, dos livreiros e dos escritores à Praia Grande, a Secretaria Municipal da Cultura, este ano, com antecedência, caiu em campo com o intuito de achar outro local para instalar a Feira de Livros.

Depois de penosa peregrinação pela urbe ludovicense, afinal, surge o consenso em torno de um magnífico espaço para dar à Feira um toque diferenciado e atender às necessidades exigidas pelos que fazem a cultura maranhense: o Centro de Convenções do Sebrae.

Localizado numa área nobre da cidade e dotado de todas as condições para agradar ao público, aos livreiros e aos escritores, espera-se que aquele imóvel, de agora em diante, seja o lugar certo e definitivo para o evento se firmar como atração irreversível e exitosa.

No ano vindouro, se a Feira for mantida no mesmo local e com uma divulgação mais forte, o evento voltará aos tempos de glória e de esplendor.

 

TRAIDORES POLÍTICOS

O Maranhão está cheio de Lázaros de Melo

Quem diz isso são os candidatos derrotados nas recentes eleições para as Casas Legislativas estadual e nacional, que atribuem aos traidores a causa de suas derrotas.

PREFEITO AUSENTE

Não dá para entender a razão pela qual o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, evita marcar presença nas solenidades de abertura da Feira do Livro.

Esse aparente receio do prefeito de apresentar-se perante um público intelectualizado, merece explicação.

Edivaldo Holanda é, até agora, o prefeito de São Luís que nunca compareceu a qualquer ato na Academia Maranhense de Letras.

DEPUTADOS EXÓTICOS

Seria objeto de curiosidade e de hilaridade se o povo maranhense tivesse elegido os candidatos abaixo relacionados e registrados com esses nomes no Tribunal Regional Eleitoral.

Kleber Tratozão, Ricardo Diniz Meu Querido, Domingos Catraca, Frank Night, Macho Veio, Louro do Frango, Ducarmo Mãe de Ivan do Cajari, Net Recepções, J. Santos do Itaqui Bacanga, Wilson Bossó, O Homem do Ventilador, Zé do Chicletes, Socorro do Japonês, Jesus da Fumaça, Feliciano do Bombom, Kennedy Imperlove, Gato Felix, Hely Copy, Manoel da Caçamba, Popito Martins, Alexsandra Alê do Povo, Miss Cley, Carioca do Povo, Macaco Velho e Mata Broca.

Ainda bem que só Ana do Gás se elegeu.

MÉDICOS CUBANOS

No Maranhão, mais de 400 médicos cubanos deixarão de atender as comunidades carentes.

Os prefeitos das cidades atendidas pelos médicos cubanos não se queixam deles quanto à capacidade profissional. Ao contrário, fazem questão de enaltecê-los pelos serviços prestados e lamentam as suas partidas para o país de origem.

PREFEITO DEPREDADOR

Na semana passada, o Sebrae do Maranhão escolheu o gestor Edivaldo Holanda Junior, pelo trabalho realizado em São Luís, para receber o título de Prefeito Empreendedor.

Como a grande maioria dos gestores municipais de nosso Estado brilha pelas administrações caóticas, ineficientes e desonestas, seria de bom alvitre que se conferisse o título de Prefeito Depredador aos que se esmeram nesse mister.

ARTE E VIDA

Segundo Aristóteles, a arte imita a vida. Já para Oscar Wilde, a vida é que imita arte.

De uma ou de outra forma, o fato é que em Imperatriz um cara entrou na Justiça para reaver a esposa, que resolveu ter uma vida dupla com o titular e o amante.

Trata-se de um caso similar ao retratado na novela “Segundo Sol”, exibido recentemente pela TV Globo, em que a personagem Naná (Arlete Sales), decide viver com o esposo, Dodô (José de Abreu) e o amante, Nestor (Francisco Cuoco).

REPRESENTANTES NEGROS

Pela primeira vez, o povo maranhense comemorou, com feriado, o Dia da Consciência Negra, lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Poder Executivo.

Com a vigência dessa lei pode ser que nas próximas eleições o eleitorado maranhense se sensibilize e eleja para representá-lo nas Casas Legislativas um número mais expressivo de descendentes quilombolas.

No pleito deste ano, por exemplo, só um oriundo afro conseguiu ser eleito: Zé Inácio, do PT, para a Assembleia Legislativa, coincidentemente, o autor da lei.

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VIDA E MORTE NA POLÍTICA

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Winston Churchill, um dos maiores estadistas do mundo e herói da Segunda Guerra Mundial, cunhou uma frase sábia e sempre atual: “A política é a única atividade em que se morre várias e se consegue ressuscitar”.

Valho-me da sentença histórica do notável político inglês, para lembrar de alguns políticos brasileiros que, derrotados em refregas eleitorais, majoritárias e proporcionais, ganharam vida nova em eleições subsequentes, a exemplo de Ademar de Barros, Milton Campos, Eduardo Gomes, Lula, Leonel Brizola, Jânio Quadros e tantos outros.

No Maranhão, não são poucos os que foram inapelavelmente afastados da vida pública, através do sufrágio popular, mas conseguiram se reabilitar politicamente em eleições posteriores, como Renato Archer, Cid Carvalho, Epitácio Cafeteira, Costa Rodrigues, Nunes Freire, Afonso Matos, Clodomir Millet, João Castelo, Jackson Lago e outros tantos.

O único político brasileiro que teve longevidade pública foi o maranhense José Sarney, ao longo da qual disputou os mandatos de deputado federal em 1954, 1958 e 1962, de governador em 1965, e de senador em 1970 e 1978, pelo Maranhão, e 1990, 1998 e 2006, pelo Amapá, sempre através de eleições diretas.

O único cargo político exercido por Sarney, conquistado por eleição indireta, foi o de vice-presidente da República, em janeiro de 1985. Em abril daquele ano, com o falecimento de Tancredo Neves, ele assumiu em caráter definitivo, a chefia da Nação brasileira.

Centenas de candidatos que se encontravam afastados da cena partidária maranhense, este ano, se registraram aos cargos executivos e legislativos, na tentativa de retornarem às atividades políticas.

Ao final da apuração, o que se viu?   A grande maioria não se elegeu à Assembleia Legislativa e nem à Câmara dos Deputados.

Para o Congresso Nacional, nomes como Ildo Marques, Sebastião Madeira, Julião Amin, Davi Alves Silva Junior, Waldir Maranhão, Trinchão, Pavão Filho, Raimundo Coelho, Marly Abdala, Luiz Pedro, Arimatea Viégas, Zé Luís Lago e Nonato Aragão, conhecidos de tantas pelejas eleitorais, foram impiedosamente massacrados nas urnas.

Dos 18 deputados que representavam o Maranhão na Câmara Federal, só oito conseguiram se reeleger, significa dizer que na próxima legislatura contaremos com 10 novos parlamentares: Eduardo Braid, Bira do Pindaré, Edilázio Junior, Gil Cutrim, Josimar do Maranhãozinho, Júnior Lourenço, Júnior Marreca Filho, Márcio Jerry, Pastor Gildenemyr e Pedro Lucas Fernandes.

No tocante ao Poder Legislativo, o Maranhão foi o 6º estado com maior índice de renovação: 55 por cento, sendo 76 por cento coligados do governador Flávio Dino.

Nessa renovação, três políticos veteranos voltaram à atividade parlamentar: José Gentil, Cleide Coutinho e Arnaldo Melo. Para enfrentar esse forte rolo compressor governista, as Oposições contam apenas com Adriano Sarney, Arnaldo Melo, César Pires e Wellington do Curso.

Para a Assembleia Legislativa, nomes conhecidos do eleitorado, pela disputa de cargos eletivos em pleitos passados, como Edivaldo Holanda(pai), Raimundo Cutrim, Jota Pinto, Manoel Ribeiro, Solynei Silva, Doutor Gutemberg, João Bentivi, Marinete Gralhada, Remy Ribeiro, Fábio Câmara, Zito Rolim, Socorro Waquim, Junior Verde, Marcos Caldas e Lourival Mendes, voltaram este ano a concorrer, mas as urnas os rejeitaram.

Quem sabe, nas eleições de 2022, sejam novamente candidatos aos cargos eletivos e possam ressuscitar politicamente, como preconizava Winston Churchill.

 

BOLSONARO E SARNEY

Deu no jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Bolsonaro não apenas bateu continência a José Sarney. Ainda o chamou de Meu Comandante.”

CORRUPÇÃO CRIATIVA

A criatividade da corrupção brasileira não tem limite. Depois do dinheiro em cuecas, meias e malas, temos agora o dinheiro na privada.

PRÊMIO SEBRAE

A Prefeitura de São Luís indiscutivelmente merecia ser premiada este ano pelo Sebrae, face ao sucesso do projeto “Feirinha da Cidade”, promovido todos os domingos na Praça Benedito Leite.

Por aquela exitosa iniciativa da Prefeitura de São Luís, o Prêmio Sebrae, categoria Empreendedorismo, deveria ser dividido entre o prefeito Edivaldo Holanda Junior e o secretário municipal de Agricultura, Ivaldo Rodrigues, mentor e executor da “Feirinha de São Luís.”

DEZ E ZERO

Merecem nota dez o promotor e juiz de Cajari, que cancelaram a participação de um cantor famoso na festividade programada pelo prefeito em comemoração ao aniversário do município.

O contrato, de valor elevado, era prejudicial à administração do município, que sobrevive dos escassos recursos federais e insuficientes para fazer face às despesas com saúde e educação do município.

Em contra partida, merece nota zero a desembargadora que reformou a decisão do juiz e autorizou a realização do show.

PACTO PELA UFMA

As eleições para a reitoria da Universidade Federal do Maranhão estão previstas para os meados do primeiro semestre de 2019.

A despeito da distância temporal, o clima de agitação eleitoral já invadiu os campis da Universidade Federal do Maranhão, com o lançamento do movimento “Pacto pela Ufma.”

O movimento reúne professores, estudantes e corpos técnicos e administrativos da instituição, para o debate de questões que afligem a Ufma, nesses tempos de dificuldade.

BANCADAS PARLAMENTARES

No Congresso Nacional, três bancadas darão sustentação parlamentar ao presidente eleito, Jair Bolsonaro: dos ruralistas, evangélicos e da bala.

Na Assembleia Legislativa do Maranhão, não existem representantes de ruralistas e da bala.

Sorte do governador Flávio Dino que contará com o apoio de bancadas integradas por bíblicos (evangélicos e católicos), profissionais liberais e mulheres.

JARDIM ZOOLÓGICO

Acusada de compra de votos, nas eleições de 2016, a prefeita de Santa Luzia até hoje vive sob judice.

Como ela administra um município alvo de ações, processos e julgamentos em tramitação na Justiça Eleitoral?

Pelo nome como é conhecida – França do Macaquinho, seria melhor trocar o mandato de prefeita por um lugar no jardim zoológico.

DE FILHO E DO PAI

Se o jornalista Felix Alberto sofresse do coração, poderia ter sofrido um ataque cardíaco na noite de sua posse na Academia Maranhense de Letras.

O filho, João Vitor, que estuda na cidade paulista de Ribeirão Preto, sem que o pai esperasse, entrou no salão acadêmico exatamente no momento da solenidade começar.

Mas Felix soube controlar a emoção e fazer um tranquilo e bom discurso de posse.

ZUZU NAHUZ

Nesta quarta-feira, 21 de novembro, a partir das 18 horas, eu estarei no stand da Academia Maranhense de Letras, lançando e autografando o livro de crônicas do saudoso jornalista, Zuzu Nahuz, que eu tive o prazer de organizar.

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O ANTI-BOLSONARO

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Pode-se afirmar com a mais absoluta convicção de que na cena brasileira, até agora, ainda não apareceu um político mais anti-Bolsonaro do que o maranhense Flávio Dino.

Essa animosidade ao presidente eleito do Brasil, pelo que se imagina, é antiga e parece ser simultaneamente pessoal e política, haja vista a maneira como o governador maranhense a ele se refere no trivial cotidiano.

Nem quando as pesquisas de opinião pública apontavam o candidato do PSL como o preferido do eleitorado, Flávio Dino deixou de cutucá-lo com vara curta.

Além de não apoiá-lo, não dispensava a vez e muito menos a oportunidade de taxá-lo como despreparado para dirigir os destinos do País, envolvido em terrível e desafiadora crise econômica e social.

O tom das críticas a Bolsonaro recrudesceu mais ainda, em extensão e profundidade, no segundo turno das eleições presidenciais, quando o governador avocou a responsabilidade de dar a Fernando Hadad, candidato do PT e de Lula, esmagadora vitória eleitoral no Maranhão, ao manifestar, de modo eloquente, o seu desapreço, diga-se de passagem, nada amistoso ao candidato da direita.

Não por acaso Haddad veio duas vezes a São Luís, a última na reta final da campanha eleitoral, para participar da vibrante caminhada, sob o comando do próprio governador, que, nas ruas da cidade, cantava e gritava, a pleno pulmões, o nome do seu candidato e pedia ao povo para nele votar, cenas vistas e comentadas nos meios de comunicação e redes sociais.

Desse gigantesco trabalho, resultou a exuberante vitória do candidato Fernando Haddad, que saiu das urnas no Maranhão, com 73,26 % dos votos válidos (2.428.913) contra 26,74 % dos votos válidos (886.565) de Bolsonaro.

Com esse troféu nas mãos, o governador entrou em campo para, de maneira firme e determinada, deslanchar um novo e ambicioso projeto político, alavancado no seu desempenho nas eleições presidenciais, nas quais impôs implacável derrota ao candidato do PSL.

Por causa dessa façanha, Flávio instrumentalizou-se para ocupar o espaço que a esquerda começou a perder com a prisão de Lula e agravado com as derrotas sofridas pelos candidatos do PT, Francisco Hadad, e do PDT, Ciro Gomes, nas recentes eleições.

Ocupar esse espaço político, para o governador maranhense, não seria algo difícil ou complicado, tendo em vista a sua trajetória de vida, toda ela voltada para as causas esquerdistas, mormente nos dias correntes, quando em nome das forças oposicionistas, vem batendo de frente no presidente eleito, sem temer qualquer represália pessoal ou política.

Essa empreitada de não deixar Bolsonaro só na cena política, como se ele fosse o dono da verdade, Flávio assumiu com o pensamento naquela máxima de que “bebe água limpa quem chega primeiro na fonte.”

Sustentado nisso, não quer deixar escapar a oportunidade ímpar de se apresentar, ainda que precocemente, mas de corpo inteiro, como alternativa viável às lutas que deverão ser desencadeadas no Brasil, nos dias incertos que virão por aí.

Esse projeto que o governador espera ser acolhido pelas esquerdas, tem dupla face. De um lado, a possibilidade de ele, como opositor de Bolsonaro, ser um potencial candidato à próxima sucessão presidencial. De outro lado, porém, um perigoso risco pode afetar o Estado do Maranhão e deixá-lo em situação nada agradável.

Trata-se da vulnerabilidade da nossa economia, sujeita a sofrer problemas de toda natureza, assacados pelas autoridades federais, por meio de processos nada agradáveis, como cortes de verbas e suspensão de recursos indispensáveis ao funcionamento da máquina administrativa estadual.

CONSTITUINTES MARANHENSES

As comemorações alusivas aos trinta anos da Constituição do Brasil, promulgada em 1988, fazem lembrar os parlamentares maranhenses que participaram dos trabalhos da elaboração da vigente Carta Magna.

Vinte e um constituintes se elegeram com a missão de fazer com que o Brasil tivesse uma Constituição democrática e progressista. Quinze estão vivos e seis partiram para o andar de cima.

Os vivos: Albérico Ferreira Filho, Antônio Gaspar, Costa Ferreira, Edison Lobão, Eliezer Moreira, Enoc Vieira, Francisco Coelho, Haroldo Saboia, Jaime Santana, Joaquim Haickel, José Carlos Saboia, José Teixeira, Onofre Correia, Sarney Filho e Wagner Lago.

Os falecidos: Alexandre Costa, Cid Carvalho, Davi Alves Silva, João Castelo, Vitor Trovão e Raimundo Vieira da Silva.

LUTA PESSOAL

Há quem diga que entre o governador Flávio Dino e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, há mais razões pessoais do que políticas a separá-los.

Esse antagonismo vem do tempo em que os dois eram deputados federais e travaram, como representantes da esquerda e da direita, discussões violentas e muitas vezes na iminência de chegarem às vias de fato.

Portanto, não é de agora e nem por motivos apenas políticos e ideológicos, que Flávio e Bolsonário se odeiam.

SIMPLÍCIO E GASTÃO

Rigorosamente certo: os dois primeiros suplentes da coligação de apoio à candidatura do Governador Flávio Dino, Simplício Araújo e Gastão Vieira, deverão assumir os mandatos de deputados federais.

Vão ocupar os lugares dos titulares, Márcio Jerry e Rubens Junior, nomeados para o primeiro escalão do Governo do Estado.

Rubens Junior deverá ser o novo secretário de Saúde e, quem sabe, um dos preferidos do Governador para sucedê-lo.

OS PRESIDENCIALISTAS

Cada Chefe de Governo que chega ao Poder Executivo no Brasil, imprime um tipo de presidencialismo que o difere dos antecessores ou sucessores.

Juscelino Kubitscheck impôs ao País um Presidencialismo de Coalizão. O de Sarney, Conciliação; o de Fernando Collor, Agressão; o de Itamar Franco, Conversação; o de Lula, Cooptação; o de Dilma, Destruição; o de Temer, Negação.

Acham que o de Jair Bolsonaro será de Arrumação.

VOTO DE SARNEY

Pelo fato de ser senador pelo Amapá, José Sarney deixou alguns anos de votar em São Luís.

Nas eleições deste ano, voltou a ter o seu domicílio eleitoral em São Luís, reencontrando-se com as suas origens políticas.

Neste segundo turno, estava na fila de votação quando uma mulher perguntou se ele era candidato a algum cargo.

Sarney respondeu negativamente, mas lembrou que dois filhos e um neto corriam atrás de votos: Roseana, Zequinha e José Adriano.

FESTA DOS AMIGOS

Mauro Fecury bateu o martelo e marcou para o dia 15 de dezembro o evento festivo que realiza todos os anos.

A Festa dos Amigos de 2018 , coordenada por Cláudia Vaz dos Santos, terá como atração o grande cantor Altemar Dutra Junior.

O evento, como sempre, acontecerá nas dependências do Ceuma, com início marcado para 10 horas.

SESSENTA ANOS DE CASADOS

Amigos e parentes do general Murilo Tavares e da esposa Clenir Furtado, marcaram presenças em Brasília, na semana passada, no evento comemorativo de importante data na vida do casal maranhense.

A celebração dos sessenta anos da feliz união de Murilo e Clenir, figuras bastante queridas em São Luís, pois fazem parte de famílias tradicionais, foi um acontecimento que abalou a capital da República.

A convite de Mauro Fecury o casal estará em São Luís, no dia 15 de dezembro, para participar da Festa dos Amigos e receber as merecidas homenagens.

A ONDA BOLSONARISTA

A onda bolsonarista que invadiu o Brasil inteiro nas recentes eleições presidenciais, incrivelmente, não chegou ao Maranhão.

Espantei-me quando o relatório do Tribunal Regional Eleitoral mostrou que apenas em três municípios maranhenses o candidato Jair Bolsonaro teve mais votos do que Fernando Hadad: Imperatriz, Açailândia e São Pedro dos Crentes.

Em São Luís, onde acreditava que o candidato do PSL ganhasse, Hadad o suplantou.

 

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O APOCALIPSE DE UMA GERAÇÃO POLÍTICA

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Após a realização do primeiro turno das eleições de 2018, as atenções dos maranhenses se voltaram para o Tribunal Regional Eleitoral, para acompanhar o resultado das apuração, com vistas aos cargos majoritários e proporcionais.

À medida em que os boletins do TRE, relativos à votação dos candidatos chegavam ao conhecimento dos interessados, vencedores e vencidos apresentavam reações diferenciadas.

Entre os adeptos e integrantes do grupo político liderado pelo governador Flávio Dino, tudo era alegria e sorriso, porque a marcha das apurações mostrava e sinalizava a vitória de cabo a rabo dos participantes da luta.

Para os sarneístas, contudo, o clima não era o mesmo, já que as urnas se mostravam nada favoráveis aos que tentavam um cargo majoritário ou proporcional, razão pela qual se deixavam dominar pela amargura de ver, ao final da campanha eleitoral, rolar por águas abaixo o esforço de uma militância que desejava sobretudo a vitória de Roseana Sarney, mas sentia e via que as peças que sempre levavam o grupo ou o partido  ao sucesso político, nestas eleições, não se encaixavam.

Primeiro, pelas idas e vindas da candidata, dotada de um forte carisma pessoal, mas sensivelmente hesitante quanto ao êxito de sua candidatura à falta de instrumentos materiais e financeiros, indispensáveis ao bom andamento de uma campanha política, que começou tardia e descompassada.

Mesmo assim e com tantos entraves, Roseana partiu para o sacrifício, contando apenas como ajuda de amigos leais e de seu forte apelo popular, responsáveis pela votação que obteve numa campanha adversa do começo ao fim, mas que ela, com garra e coragem, fez de tudo para superar, mas embalde, uma vez que o embate político se auspiciava problemático pela fadiga de tempo do grupo  sarneísta no poder e porque o opositor era um candidato forte e contava com uma máquina administrativa azeitada e pronta para ser usada a serviço do Governo.

Por causa desse malogrado desfecho político, os menos avisados logo imaginaram que a derrota submetida ao grupo Sarney, há anos imbatível no Maranhão, era um fato isolado e único no país, como se apenas o eleitorado maranhense decidira insurgir-se contra uma estrutura política, que começou em 1965, quando o jovem governador José Sarney destronou do poder o vitorinismo, que desde a redemocratização do país, em 1946, detinha sob seu controle a máquina administrativa do Estado.

Ainda sob o fulgor das eleições de 2018, o que se viu em quase todos estados brasileiros foi o comparecimento do eleitorado às urnas para mostrar que não só o Maranhão sofreu uma reviravolta política, que culminou no banimento da vida pública de algumas lideranças políticas.

Também, em outra unidades federativas, o rolo compressor do eleitorado não comprometido com o passado, jogou no mar do infortúnio um elenco de senadores, ex-ministros e ex-governadores, que figuravam na cena política brasileira como atores ultrapassados.

A derrota do sarneísmo no Maranhão não foi portanto um ato isolado do resto do país. As eleições aqui ocorridas foram semelhantes às realizadas em outras partes do Brasil e jamais vistas. Não por acaso ficou marcada na história como a mais imprevisível, controversa e polarizada, desde que o país voltou a ser democratizado em 1985.

O apocalipse de uma geração política, configurada no primeiro e no segundo turno da eleição de 2018, decorreu de uma reviravolta eleitoral que aconteceu no Brasil, tendo como protagonista principal um eleitorado, que livremente votou para que os novos detentores do poder possam proporcionar ao povo condições de uma vida melhor, com mais segurança, emprego, sem corrupção e crise econômica.

OU NAS ELEIÇÕES DE 2018

No Acre, senador José Viana; em Alagoas, o ex-governador Ronaldo Lessa e o senador Benedito Lira; no Amapá, o ex-governador Capiberibe; no Amazonas, a senadora Vanessa Graziotin e os ex-governadores Alfredo Nascimento e Amazonino Mendes; na Bahia, o ex-ministro Juatahy Junior e os ex-deputados Benito Gama e José Carlos Aleluia; no Ceará, os ex-senadores Eunicio Oliveira e Inácio Arruda; em Brasília, o ex-senador Cristovão Buarque; no Espírito Santo, os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço; em Goiás, os ex-senadores Marconi Perilo e Lúcia Vânia; em Mato Grosso, o ex-governador Pedro Taques; em Minas, Dilma Roussef e o senador Anastásia; no Paraná, Roberto Requião e o ex-governador Richa; em Pernambuco, os ex-senadores Armando Monteiro e o ex-ministro Mendonça Filho; no Piauí, o ex-deputado Heráclito Fortes; no Rio de Janeiro, o ex-prefeito César Maia e o ex-deputado Miro Teixeira e os senadores Chico Alencar e Lindberg Farias; Rio Grande do Norte, ex-senadores João Agripino e Garibaldi Filho; Rio Grande do Sul, ex-senador José Fogaça; São Paulo, Eduardo Suplicy;  Rondônia, ex-senador Waldir Raupp; Roraima, ex-senador Romero Jucá.

DIREITA, ESQUERDA E CENTRO

A partir de 1 de janeiro de 2019, o povo de São Luís vai viver uma experiência de vida singular.

Terá como Presidente da República, o capitão Jair Bolsonário, um homem da direita.

No plano estadual, terá como governador, Flávio Dino, que reza no credo da esquerda.

No que se refere à administração municipal, tem como prefeito municipal Edivaldo Holanda Junior, um cidadão do centro.

APOIO PARLAMENTAR

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, terá no Congresso Nacional o apoio de três correntes políticas.

Dos deputados e senadores evangélicos, eleitos pelas diversas seitas existentes no Brasil.

Dos parlamentares ruralistas, que defendem os interesses do meio agrícola.

Dos políticos da bala, oriundos das casernas.

ONDA BOLSONISTA

O governador Flávio Dino, no primeiro e no segundo turno, impediu que a onda bolsonista invadisse o Maranhão.

O candidato que o governador apoiava para Presidente da República, Fernando Hadad, nos dois turnos, teve votações que deixaram Bolsonário longe.

Nem mesmo em São Luís, onde o eleitorado fez muita movimentação de rua, Bolsonário não conseguiu suplantar a votação de Hadad.

TRANSMISSÃO DE GOVERNO

Uma pergunta que não quer calar: se Roseana Sarney fosse eleita governadora do Estado, o governador Flávio Dino teria coragem de pessoalmente lhe transmitir a faixa governamental

Se o ato acontecesse, pela segunda vez, veríamos a repetição dessa cena no Maranhão.

A primeira vez, quem protagonizou esse espetáculo nada civilizado, foi o governador Newton de Barros Belo, esquivando-se de passar o cargo para o eleito, José Sarney.

SENADO E ASSEMBLEIA

Os candidatos maranhenses que não se elegeram para o Senado da República ou para a Assembleia Legislativa, estão sendo convidados a comparecer ao Senado da Praça e à Assembleia de Deus.

Há vagas em abundância e que precisam ser preenchidas.

SURPRESAS NAS ELEIÇÕES

Concordo plenamente com os que dizem que as eleições de 2018 foram atípicas  e as mais surpreendentes do Maranhão.

No ranking dos candidatos à Câmara Federal, João Marcelo, Hildo Rocha e Juscelino Resende eram considerados bem cotados e seguramente eleitos.

Quando as urnas abriram o que se viu foi temor estampado na face dos três candidatos, que, de favoritos, quase viram azarões.

AMIGO QUERIDO

Perdi esta semana um grande e querido amigo: João Bouéres.

O conheci trabalhando no antigo BDM, na década de 1960. Gostava de duas coisas: ouvir música de boa qualidade e de viajar pelo mundo. Vou sentir saudades dele, principalmente nas viagens internacionais.

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VOTAR OU NÃO VOTAR EIS A QUESTÃO

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“To be or not to be, that is the question”, frase famosa dita por Hamlet durante o monólogo da primeira cena do terceiro ato da peça homônima de William Shakespeare.  Traduzida para o português a frase shakespeareana ficou literalmente assim: “ser ou não ser, eis a questão.”

Se transportada para o campo político, a frase pode virar este jargão: “votar ou não votar, eis a questão”, sentimento que povoa a cabeça do eleitor brasileiro, quando comparece à seção eleitoral para cumprir o seu dever de cidadão.

Amanhã, quando o eleitor, caso esteja habilitado pela Justiça Eleitoral a exercer o direito do voto, a tendência é praticar três ações: anular o voto, votar em branco ou sufragar livre e conscientemente o nome de Fernando Hadad, do PT, ou de Jair Bolsonaro, do PSL, candidatos mais votados no primeiro turno, mas carentes da maioria absoluta de votos.

Por isso, a lei lhes confere o direito de se enfrentarem em novo embate eleitoral, correspondente ao segundo turno, no qual, o vitorioso precisa apenas da maioria simples de sufrágios.

Como manda a Carta Magna de 1988, neste domingo, portanto, acontecerá uma eleição que não tem nada de inédita, pois em 1994 e 1998, o candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, conquistou a maioria absoluta da votação no primeiro turno.

Já, as eleições realizadas em 1989, 2002, 2006, 2010 e 2014, foram disputadas em dois turnos e tiveram como vencedores, respectivamente, Fernando Collor, Lula e Dilma.

A eleição em dois turnos surge no Brasil em função da convocação em 1985 da Constituinte, pelo ex-Presidente José Sarney. Três anos depois, o deputado Ulisses Guimarães promulgou a nova Constituição.

Das eleições ocorridas sob o signo da Carta Magna de 1946, lembro da primeira que participei como eleitor: a de 1955, em que votei no candidato a Presidente da República, Juscelino Kubitscheck, do PSD, o estadista que realizou uma obra no Brasil de grande envergadura.

Votava-se naqueles tempos por meio das chapinhas, impressas com os nomes dos candidatos e colocadas em urnas de madeiras, processo modificado no pleito seguinte, o de 1960, com as chapinhas substituídas por cédulas oficiais e colocadas em urnas de lonas. Não esqueço, também, que eram eleições de um só turno.

Voltando às eleições de 2018: caso o eleitor não expresse a vontade de votar em branco ou queira anular propositadamente o voto, a ele é oferecida a alternativa de digitar o número do candidato do PT ou do PSL.

Se votar em Fernando Hadad, pode ter dado relevante contribuição para reconduzir o PT ao poder, partido que transformou o Brasil numa banca de propinas e o levou aos tempos perniciosos da velha politicalha, fazendo, ademais, o País se contaminar por uma desenfreada corrupção, que maculou todos os setores da vida nacional. Pelo mal que fez ao Brasil, o PT merece ser banido, por meio do sufrágio, o quanto antes da nossa vida pública.

Se sufragar o nome de Jair Bolsonaro, pode ter praticado uma temeridade que atemoriza a todos nós, pois dizem que o corpo e a alma do candidato do PSL estão impregnadas de radicalismo, messianismo e autoritarismo, marcas que poderão transformar o Brasil num campo de luta ideológica.

CAMISETAS DE BOLSONARO

Na Rua Oswaldo Cruz, as camisetas do candidato a Presidente da República, Jair Bolsonaro, estão à venda como se fossem copos de água mineral.

Pela popularidade do candidato do PSL, as camisetas passaram a ser mais procuradas do que as dos artistas de televisão e dos jogadores de futebol.

Jair Bolsonaro, a esta altura do campeonato político, é mais do que candidato ao Palácio do Planalto, é um superstar.

PERGUNTAR NÃO É CRIME

Dois candidatos me surpreenderam este ano, face às mirabolantes votações que lhes valeram ser eleitos para o Senado Federal e Câmara dos Deputados: Weverton Rocha e Josimar do Maranhãosinho.

Weverton teve quase dois milhões de votos e Josimar quase 200 mil sufrágios.

A minha pergunta é curta e simples: onde arranjaram tanto dinheiro para obter votações tão consagradoras?

Em tempo: Weverton ainda não parou de gastar, haja vista as festas comemorativas de sua eleição de senador, realizadas no interior do Estado.

O FENÔMENO BRAID

Se existem candidatos que usaram somas abundantes de recursos para se eleger, há, também, os que conseguiram grandes votações, não às custas de estranhos e escusos meios financeiros

Nesse particular, destaco Eduardo Braid, jovem parlamentar que obteve nas eleições deste ano consagradora votação em São Luís, só com a cara e a coragem.

Há quem diga que grande parte da votação de Braid, obtida na capital maranhense, é ainda rescaldo das eleições passadas, quando teve um desempenho notável na disputa pelo cargo de prefeito de São Luís.

POSSE ACADÊMICA

Com o fim da temporada eleitoral, irrompem-se tempos de posses dos eleitos, que devem ocorrer no começo de 2019.

Enquanto não chega o momento de posse dos candidatos a cargos políticos, que venham as posses acadêmicas.

Dentre as mais esperadas a do jornalista Felix Alberto, na Academia Maranhense de Letras, programada para a noite de 8 de novembro, quando ocupará a vaga do escritor José Louzeiro.

Ao escritor Ney Bello Filho caberá a incumbência de saudar Felix Alberto.

A PAZ INTERROMPIDA

O primeiro membro da família Paz a ingressar na militância política foi o engenheiro Clodomir, que se elegeu e cumpriu vários mandatos de deputado estadual.

Anos depois, Clodomir saiu de cena e convocou a esposa, Graça Paz para substituí-lo na Assembleia Legislativa, o que ela fez com competência e sabedoria.

Este ano, Graça achou que estava na hora de ceder o lugar para o filho, Guilherme, que disputou o cargo com muita luta, mas não conseguiu repetir a façanha do pai e da mãe.

A VOZ DA EXPERIÊNCIA

A grande maioria de deputados eleitos para a Assembleia Legislativa, para a legislatura que começará em 2019, é constituída de gente jovem.

No meio dessa juventude, três deputados se farão ouvir, não apenas pela idade cronológica, mas sobretudo pelos anos de experiência e de mandatos exercidos no Poder Legislativo do Estado.

São vozes que virão de Caxias, José Gentil e Cleide Coutinho, e de Colinas, Arnaldo Melo.

VEZ DE GASTÃO

Pelo andar da carruagem, é praticamente impossível Fernando Hadad ser eleito Presidente da República.

As chances de ultrapassar o opositor, Jair Bolsonário, na corrida sucessória ao Palácio do Planalto, são remotíssimas.

Por conta disso, o Maranhão perderá a oportunidade de ter um representante no primeiro escalão do Governo Federal: Gastão Vieira.

GOVERNADOR EM ÊXTASE

A presença do candidato Fernando Hadad em São Luís, domingo passado, deu ensejo a que se visse cenas inéditas e postadas nas redes sociais.

Cenas que chamaram as atenções da sociedade maranhense porque nunca vistas aqui e alhures, dentre as quais as do governador Flávio Dino, que, a pleno pulmões, torcia, gritava e cantava pelo sucesso do candidato do PT nas eleições presidenciais.

Nem na posse, tão pouco na reeleição, o governador esteve tão em êxtase como naquele dia.

 

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A LEONINA MÁQUINA ADMINISTRATIVA

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As eleições majoritárias realizadas no Maranhão, no Império e na República, quase todas foram vencidas por candidatos de partidos que se encontram no poder, portanto, detentores da máquina administrativa e política.

Da redemocratização do País, de 1946 aos nossos dias, apenas três candidatos oposicionistas lograram êxito nas eleições que os conduziram ao Governo do Estado. Em 1965, José Sarney, graças ao Governo Central que patrocinou rigorosa revisão eleitoral em todo o Estado, expurgando das folhas de votação cerca de 400 mil votos fantasmas.

Realidade parecida veio à tona nas eleições disputadas pelos candidatos oposicionistas, Epitácio Cafeteira e Jackson Lago, que só conseguiram subir as escadas do Palácio dos Leões por conta do reforço da máquina oficial.

Cafeteira disputou três eleições majoritárias. Perdeu duas seguidas – 1994 e 1998 para Roseana Sarney. Em 1986, derrotou João Castelo porque se aliou a José Sarney, que ocupava o cargo de Presidente da República.

O mesmo aconteceu com Jackson Lago, que, também, concorreu a três pleitos majoritários – 2002, 2006 e 2010, mas só se elegeu governador em 2006, em função do apoio do então chefe do Poder Executivo, José Reinaldo Tavares, que, rompido politicamente com o sarneísmo, abraçou de corpo e alma a candidatura do líder do PDT.

Flávio Dino venceu o seu primeiro pleito majoritário em 2014, não porque tivesse ajuda direta da máquina governamental, mas indiretamente dela se beneficiou, em decorrência do desentendimento das forças que ocupavam o Palácio dos Leões, que levaram a governadora Roseana Sarney à renúncia e fizeram o chefe da Casa Civil, Fernando Silva, à desistência de sua candidatura ao Governo do Estado, atos que proporcionaram a ascensão ao poder do deputado Arnaldo Melo, presidente da Assembleia Legislativa, que não teve condições, pela desarticulação do grupo sarneísta, de fazer a máquina administrativa entrar em campo e funcionar.

Se nas eleições de 2014, Flávio Dino foi ajudado indiretamente pela inércia da máquina palaciana, em 2018, ele, no comando do governo, astuciosamente,  procurou ajustá-la e colocá-la a serviço de seus interesses políticos, no sentido de ser reconduzido ao cargo de governador por mais quatro anos, operação deflagrada com bastante antecedência, através de três importantes ações.

Primeira: juntou em torno de sua liderança o maior número possível de partidos, com os quais formou uma pujante aliança, que garantiram a ele dispor de um espaçoso tempo nos programas da Justiça Eleitoral, veiculados pelas emissoras de rádio e televisão.

Segunda: fez executar no Estado inteiro obras físicas, algumas importantes, outras nem tanto, para poderem ser vistas pelo eleitorado como símbolo de uma gestão operosa.

Terceira: tendo condições de se movimentar politicamente, atraiu para as suas hostes quase todos os prefeitos, que sofrendo dias penosos pelo impiedoso tratamento financeiro do Governo federal, se contentaram com parcos recursos para a construção de pequenas obras em seus municípios.

Para coroar com sucesso o seu ambicioso plano de permanecer mais um mandato à frente do Poder Executivo do Estado, Flávio Dino ainda contou com a ajuda das forças políticas que lhe faziam oposição, que deixaram para a última hora o lançamento da candidatura de Roseana Sarney, para a qual sobraram dois sérios problemas: o pouco tempo para botar o seu bloco na rua e a carência de recursos para sustentar uma campanha contra um opositor que se preparou para ficar no cargo que ocupava, usando para isso uma afiada engrenagem, chamada no jargão de máquina administrativa, que o ex-governador Epitácio Cafeteira dizia ser privilégio dos leões que se encontram na entrada do Palácio do Governo.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Agora que estão eleitos e com votações espetaculares,  seria de bom alvitre que o Ministério Público procurasse saber de onde os candidatos  Weverton Rocha, Josimar do Maranhãozinho e Detinha foram buscar tanto dinheiro para  se eleger com votações impressionantes aos cargos de senador, deputado federal e estadual, sobretudo quando se leva em consideração que não são figuras que herdaram grandes fortunas ou ganharam sozinhos os sorteios da loteria esportiva.

FENÔMENOS  ELEITORAIS

Dois jovens candidatos tiveram desempenhos fenomenais nas recentes eleições: Eduardo  Braid e Duarte Junior.

Ambos conquistaram votações extraordinárias em São Luís, que os credenciam a ser candidatos à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda.

Entre Braid e Duarte reside uma diferença gritante. Enquanto o primeiro fez uma campanha silenciosa, o segundo brilhou pela estapafúrdia animação.

AMIGO DE BOLSONARO

Se o candidato Jair Bolsonaro ganhar as eleições para o cargo de Presidente da República, o homem forte no Maranhão será o deputado Aluísio Mendes.

Entre os dois há uma amizade antiga e bem consolidada.

Aluísio na campanha eleitoral não se aproveitou da  amizade que o liga a Bolsonaro. Esse privilégio só virá à tona quando o candidato do PSL ganhar o segundo turno e chegar ao Palácio do Planalto.

VOTAÇÃO DE ZÉ REINALDO

Ninguém entendeu como e porque o ex-governador José Reinaldo Tavares teve uma votação tão bisonha no pleito senatorial.

Sabia-se que as suas chances de ser eleito senador seriam remotas, mas poderia alcançar uma votação razoável e compatível com os cargos públicos ocupados no Maranhão e no Brasil.

O mais vergonhoso foi o de ter menos voto do que o desconhecido candidato Samuel de Itapecuru, uma figura que só exerceu um cargo público na vida: vereador na minha terra.

FICARAM DE FORA

Alguns candidatos, pelos cargos que exerceram no Maranhão, na vida pública ou privada, não conseguiram se eleger, a exemplo de Gastão Vieira, Edivaldo Holanda, Junior Verde, Andrea Murad, Sérgio Frota, Fábio Braga, Marcial Lima, Simplício Araújo e Sebastião Madeira.

De todos a derrota mais lamentada é a de Gastão Vieira, que como parlamentar ou técnico, é dotado de reconhecida competência e brilha nos cargos que ocupou ao longo da vida pública.

O insucesso nas eleições deste ano levou Gastão a tomar uma atitude irreversível: não concorrerá mais a qualquer cargo eletivo.

SEM GOVERNADOR

As eleições de 2018, dentre tantos tabus quebrados, um teve ressonância no plano nacional.

Pela primeira vez a representação do Maranhão no Senado da República ficará sem um ex-governador do Estado.

O último, Edison Lobão, não conseguiu votação suficiente para continuar no desempenho do mandato que o povo maranhense lhe outorgou desde 1990.

GRANDE DECEPÇÃO

Quem teve o melhor desempenho nos debates entre os candidatos a governador foi o senador Roberto Rocha.

A unanimidade por ele conquistada no programa veiculado pela TV Mirante não se repetiu na abertura das urnas, que revelaram uma grande rejeição à sua candidatura.

Ele, ao final da apuração, ficou em quarto lugar, com 2,04 por cento dos votos válidos, prova de que cabeça de eleitor é como barriga de mulher grávida, só se sabe o que tem dentro quando se abre.

 

 

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VISITAS PRESIDENCIAIS

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Este ano treze candidatos concorrem às eleições presidenciais, um dos índices mais elevados na vida republicana do país, mas apenas sete pontuam nas pesquisas de opinião pública: Jair Bolsonaro, Fernando Hadad, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meireles e Álvaro Dias. O restante pousa de  candidatos.

Dos candidatos que disputam o cargo mais cobiçado do país, apenas cinco visitaram o Maranhão nesta temporada eleitoral: Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Álvaro Dias e Fernando Hadad. Foram visitas de curta duração e rigorosamente cronometradas, priorizando apenas a capital do Estado, para contatos de algumas horas com as lideranças dos partidos que os apoiam.

Essas breves visitas decorrem da atual legislação eleitoral, que impôs aos partidos e candidatos regras rígidas e tempos mais reduzidos, ao contrário das campanhas passadas, mais longas e menos restritivas, por isso, propiciavam aos postulantes de cargos eletivos  e às agremiações partidárias,  condições para a realização de programações mais estruturadas e melhor coordenadas.

Com a limitação do tempo, os candidatos, hoje, fazem esforços ingentes e se desdobram no cumprimento de apertados roteiros de viagens e de visitas, que normalmente só contentam as capitais ou as maiores cidades do país.

As urbes de menor porte ou as localizadas nos mais distantes rincões do país só conhecem os candidatos graças aos modernos meios de comunicação, fato que contrasta com as campanhas de tempos não tão distantes, em que os candidatos presidenciais visitavam quase todas as cidades brasileiras, nas quais cumpriam programações em ambientes públicos e fechados, participavam de reuniões e eventos festivos, eram recebidos pelas principais autoridades do Estado e concediam entrevistas aos jornais e emissoras de rádio e televisão.

Como não lembrar os anos 1950 e 1960,  em que os candidatos à Presidência da República vinham ao Maranhão, onde visitavam São Luís e algumas cidades do interior do Estado,  principalmente as mais expressivas do ponto de vista eleitoral,  e participavam de comícios e de encontros e reuniões com chefes políticos governistas ou oposicionistas.

Além de São Luís, Caxias e Codó eram as cidades que faziam parte dos roteiros  presidenciais, pois eram municípios eleitoralmente fortes e onde pontificavam duas figuras emblemáticas da política maranhense: os ex-governadores Eugênio Barros e Sebastião Archer da Silva.

O ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros, um homem público muito bem quisto em São Luís, devido a um episódio que fez dele vítima e herói, quando se candidatou ao cargo de Presidente da República, nas eleições de outubro de 1955, ficou quase uma semana no Maranhão,  participando de reuniões e concentrações públicas nos principais bairros de São Luís e no interior do Estado, visitando São Bento, Matinha, Viana, Penalva, Cajari , Anajatuba, São João Batista e São Vicente Ferrer, cidades nas quais as Oposições Coligadas enfrentavam os governistas em igualdade de condições.

Os adversários de Ademar de Barros, Juscelino Kubitscheck, Juarez Távora e Plínio Salgado, naquelas eleições, também visitaram São Luís, onde cumpriram programações vastas. JK chegou a vir duas vezes e fez comícios na Praça João Lisboa, no João Paulo e em São José de Ribamar. Juarez Távora, além de São Luís, visitou Carolina, cidade que fez parte de sua história de vida, quando a Coluna Prestes transitou pelo sertão maranhense, em 1935.

Nas eleições de outubro de 1960, na sucessão do presidente JK, concorreram os candidatos Henrique Lott, pelo PSD-PTB, Jânio Quadros, pela UDN-PDC, e Ademar de Barros, pelo PSP. Todos vieram a São Luís e aqui, cada um, passou dois dias.

Naquela campanha, ocorreu um fato inusitado e protagonizado pelo candidato, marechal Henrique Lott, que mal assessorado pelos correligionários do PSD, no seu comício, no Largo do Carmo, cometeu uma série de  equívocos, dando ensejo a que os jornais de oposição  o criticassem severamente por dizer que aqui não existia Faculdade de Direito, trocou o nome do rio Itapecuru e ainda disse que o atraso do Maranhão se devia à falta de máquinas para o beneficiamento de produtos agrícolas.

Aquelas gafes foram comentadas pelos jornais de oposição ao PSD, dentre os quais o Jornal do Dia e o Jornal Pequeno, que dedicaram ao marechal editoriais com críticas contundentes, que ele tratou de respondê-las  com veemência numa entrevista coletiva antes de retornar ao Rio de Janeiro.

Chegou ao ponto de chamar o Jornal do Dia de Jornal da Noite Escura, pelas mentiras assacadas contra a sua pessoa.

Quem se beneficiou dessa situação foi o seu principal opositor, Jânio Quadros, que orientado pelo deputado e correligionário da UDN, José Sarney, no seu comício na Praça João Lisboa, comentou com ironia as inverdades proferidas pelo marechal Lott e disso tirou proveito eleitoral.

DUELO DE TITÃS

O Brasil assiste atualmente um duelo político jamais visto em sua história republicana.

Trata-se do confronto entre dois líderes populares: um está na cadeia; o outro no hospital.

Mais surrealista do que isso, impossível.

MULHERES EM PROFUSÃO

Até onde a vista alcança, não houve no Maranhão, em tempo algum, uma eleição que contasse com uma expressiva quantidade de representantes do sexo feminino.

São mulheres, jovens, maduras e balzaquianas, que  decidiram mostrar o rosto na tela da televisão e se declararem candidatas a cargos eletivos, de preferência com mandato em Brasília.

Ainda que numerosas, bem poucas chegarão  à Câmara Federal ou Assembleia Legislativa.

RETORNO ÁS ORIGENS

O deputado Roberto Costa passou o mandato todo apoiando e votando nos projetos de interesse do governador Flávio Dino, em tramitação na Assembleia.

Mas na campanha eleitoral, Roberto mudou de posição e retornou às suas origens políticas.

Em Bacabal, luta pela eleição do candidato a prefeito, apoiado por João Alberto, e pela candidatura de Roseana Sarney a governadora do Estado.

TROCA DE NÚMERO

Eu gosto de ver e de ouvir os programas que a Justiça Eleitoral patrocina e dá oportunidade aos candidatos de se apresentarem ao eleitorado com suas mensagens, mesmo sendo, quase todas,  de péssima qualidade.

Há candidatos, principalmente os filiados aos pequenos partidos que, em função do reduzido tempo, só conseguem dizer o nome e o númuro, em vez de número.

HITLER NO MARANHÃO

O favoritismo do candidato Jair Bolsonaro, no primeiro turno das eleições presidenciais, se refletiu fortemente em São Luís.

Não à toa, o excelente livro de Joaquim Itapary, intitulado Hitler no Maranhão, lançado em 2011, voltou a ser procurado por leitores empolgados com o desempenho de Bolsonaro na campanha eleitoral deste ano.

MARRECA E MARREQUINHA

Nas eleições passadas, com vistas às sucessões municipais, o deputado Junior Marreca seria candidato a prefeito de Itapecuru, mas desistiu de concorrer e indicou o filho Marreca Neto para substituí-lo.

O filho de Marreca, jovem e inexperiente na política, não conseguiu se eleger.

Nas eleições deste ano, Junior Marreca preparou-se para concorrer novamente à Câmara de Deputados, mas, na última hora, desistiu de disputar o pleito.

Para substituí-lo, mais uma vez, convoca o filho, Marrequinha, para uma luta política tão ingrata quanto à primeira.

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EU NUNCA VOTEI EM LULA

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De 1945, com o retorno do Brasil ao regime democrático, a 2018,  dezessete personalidades ocuparam os cargos de Presidentes da República, cinco eleitos por via indireta e doze através do sufrágio universal, direto e secreto.

Dos presidentes que governaram o Brasil de 1945 a 1960, Eurico Dutra (1945 a 1950), Getúlio Vargas ( 1951 a 1955), Juscelino Kubitscheck(1956 a 1960) e Jânio Quadros e João Goulart (1961 a 1964), participei apenas da última por motivo de ordem legal: havia completado 18 anos, idade que o brasileiro se habilita ao direito de voto.

A eleição de 1960, em que fiz o meu debut como eleitor e com domicílio eleitoral no Rio de Janeiro, votei no candidato do PSD-PTB,  marechal Henrique Lott, militar austero, mas nacionalista. Não fui bem-sucedido naquele pleito, pois o eleitorado  votou em massa no candidato da UDN, Jânio, que, pela sua impulsividade,  renunciou ao mandato em agosto de 1961 e substituído pelo vice, João 1Goulart.

Com a deposição de João Goulart pelos militares, em abril de 1964, o Brasil passa a ser governado por presidentes eleitos por via indireta, isto é, sem a participação popular. Durante vinte anos ( 1964 a 1985),  o povo brasileiro ficou sem votar em Presidentes da República,  período em que foram chamados para dirigir os destinos do país, os generais Castelo Branco (1964-1966), Costa e Silva (1966-1969), Garrastazu Médici (1969-1974), Ernesto Geisel (1974-1978) e João Batista Figueiredo (1978-1985).

Com o fim do regime militar, o Brasil retorna ao Estado de Direito, mas ainda usa o Colégio Eleitoral para eleger os candidatos que fariam a transição da ditadura para a democracia: Tancredo Neves, presidente, e José Sarney, vice-presidente, para o mandato de 1985 a 1989, exercido pelo político maranhense, em razão do falecimento do líder mineiro.

Sarney  convoca a Assembleia Nacional Constituinte, que restitui ao povo brasileiro o direito de eleger pelo sufrágio universal, direto e secreto em 1989, numa eleição de seis candidatos: Fernando Collor, Luiz Inácio Lula, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf e Afif Domingues.

Naquelas eleições, a segunda da minha vida, vencida no primeiro turno pelo ex-governador de Alagoas, votei no ex-governador de São Paulo, Mário Covas, do PSDB.

Para enfrentar Collor, que teve o meu voto no segundo turno, Lula não resistiu ao poderio eleitoral do político alagoano, que, no governo, envolve-se em corrupção e sofre impeachement, que resulta na subida ao poder do vice, Itamar Franco, na gestão do qual ocorreram as eleições à sua sucessão, realizadas em 1994 e disputadas pelos candidatos Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Orestes Quércia, Leonel Brizola e Enéas Carneiro. Votei em FHC, que com uma votação exuberante, eliminou o segundo turno.

Uma canhestra reforma na Constituição de 1988 permite a Fernando Henrique concorrer à sucessão de 1998, tendo como adversário Lula da Silva, Ciro Gomes e Enéas Carneiro. FHC reelege-se no primeiro turno e mais uma vez Lula não viu a cor do meu voto.

A partir do pleito de 2002, a cena política brasileira muda de paisagem, com o PT e a sua figura de maior expressão, Lula da Silva nas alturas. Ele vence a disputa contra José Serra, Antonhy Garotinho e Ciro Gomes, no primeiro turno, mas sem a maioria absoluta da votação, leva a eleição para o segundo turno, que ganha, mas sem o meu voto.

Em 2006, Lula participa pela sexta vez do processo sucessório à Presidência da República, tendo como adversário Geraldo Alckmin, e os senadores Heloísa Helena e Cristovam Buarque. Ganha no primeiro e  segundo turno, neste, duela contra o ex-governador de São Paulo.  Como nos pleitos passados o meu voto não  fez nenhuma falta a Lula.

Em 2010, como a legislação eleitoral veda a Lula o direito de ser novamente candidato, ele indica a sua fiel escudeira, ministra Dilma Russef, para substituí-lo no Palácio do Planalto, tendo como concorrentes o senador José Serra, a ex-ministra Marina Silva e o deputado Plínio Sampaio. Dilma é mais votada, mas não alcança votação suficiente para evitar o segundo turno, que disputa com o paulista José Serra e vence.

No pleito de 2014, Lula impõe a reeleição de Dilma para o cargo que ocupava, não obstante a resistência de alguns setores do PT. Ela enfrenta os candidatos Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Jorge e Luciana Genro, mas é obrigada por lhe faltar votos no primeiro turno, a novamente se digladiar contra Aécio Neves, que perde o segundo turno para Dilma por inexpressiva votação.

Dilma por ser farinha do mesmo saco de Lula, fica, também, sem os meus votos nas eleições de 2010 e de 2014.

BONS TEMPOS

Bons tempos aqueles em que as campanhas eleitorais se realizavam com base em farto material gráfico.

Sem cartazes, santinhos, bandeirolas, banners, adesivos e  carros de som, que infernizavam  os ouvidos da gente, mas animavam as carreatas, as caminhadas e os comício, a campanha eleitoral perdeu o elan e ficou apática.

No interior do Estado, a indiferença do eleitorado se faz presente por causa desse procedimento da Justiça Eleitoral, que poderia repensar o assunto.

PREFEITOS EM POLVOROSA

Se já era ruim a situação dos prefeitos do Maranhão, face à carência de recursos, mais dramática ficou, neste semestre, com a diminuição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

A grande maioria dos gestores municipais ainda não pagou a folha do funcionalismo referente a agosto.

Aviso aos navegantes: funcionário público que não recebe pagamento em dia costuma votar na oposição.

ELEIÇÃO DE ELSIOR

Se há um candidato tranquilo com relação às eleições deste ano este é Elsior Coutinho.

Nesta quinta-feira, 27 de setembro, os membros da Academia Maranhense de Letras se reunirão para elegê-lo sucessor de Manoel Lopes.

A eleição de Elsior, ao contrário das que vão eleger os detentores de cargos eletivos majoritários e proporcionais, será tranquila até porque não terá concorrente.

CORTELLA É DEMAIS

Eu tinha uma imensa vontade de conhecer e ouvir uma palestra do educador e filósofo Mário Sérgio Cortella, por considerá-lo um dos homens mais cultos, inteligentes e preparados deste país.

Essa vontade materializou-se na semana passada ao participar da solenidade no Colégio Dom Bosco, que ao celebrar seus 60, trouxe de São Paulo o professor Cortella.

Saí daquela solenidade em estado de graça, pois o brilhante conferencista, durante duas horas, deu um show de conhecimento de literatura, sociologia, psicologia, pedagogia, tudo isso vocalizado em linguagem simples, acessível, dosada de humor e sem perder a ternura.

FLÁVIO E BOLSONARO

Os ex-deputados federais Jaime Santana e Joaquim Haickell acham que entre o governador Flávio Dino e o deputado Jair Bolsonaro há uma gritante semelhança.

Eles têm medo de perder o primeiro turno, pois sabem que a derrota de ambos no segundo turno é praticamente  fatal.

CONSTRANGIMENTO

Nada mais constrangedor para o candidato ao Senado, Weverton Rocha, do que ouvir no palanque e nos programas de radio e televisão, de que só a sua companheira de chapa, Elisiane Gama é portadora de ficha limpa.

PODER ADIPOSO

Pelos problemas e desafios que enfrentam nos governos, os chefes de Executivos do Maranhão, no exercício de suas atividades, costumam perder peso.

O governador Flávio Dino, nesse particular, anda na contra mão de seus antecessores: está mais gordo do que nunca e com papada visível.

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ATENTADOS CONTRA A VIDA DE SARNEY

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O atentado sofrido pelo deputado Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República,  revela que no Brasil, atos como o praticado em Juiz de Fora, não são esporádicos e nem aleatórios.

Os anais da nossa história registram vários acontecimentos nos quais pessoas reconhecidamente públicas tiveram suas vidas ceifadas por desentendimentos e divergências políticas,  motivos pessoais e pretextos fúteis ou banais.

Os atentados executados no Brasil comumente acontecem em momentos tumultuados e de grande exacerbação de ânimos, que levam os agentes políticos ao cometimento de desmandos e insanidades.

Como exemplos desses desatinos políticos, que se recorde o ocorrido no  Rio de Janeiro, em 1915, quando o candidato à Presidência da República, o gaúcho Pinheiro Machado, foi apunhalado pelas costas. Na Paraíba, em 1930,  o jornalista João Dantas matou o candidato a Vice-Presidente, João Pessoa, que resultou na Revolução de Trinta. Em 1954, no Rio de Janeiro, o deputado Carlos Lacerda recebeu um tiro na perna, numa operação executada por Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do Presidente Getúlio Vargas.

Como se não bastassem esses episódios, a memória também registra a macabra tentativa de tirar a vida do maranhense José Sarney, a 25 de janeiro de 1987, no Rio de Janeiro, quando participava da inauguração da reforma do Paço Imperial, na Praça 15.

O covarde ato, articulado e executado por um grupo de fanáticos do PT, PDT e CUT, nas primeiras horas da noite, invadiu e depredou  o ônibus que conduzia Sarney, a esposa, Marly,  ministros e funcionários graduados do Palácio do Planalto.

Os agressores, devidamente armados, ainda tentaram atacar Sarney, no que foram impedidos  pela ação  dos seguranças e das forças policiais, que prenderam os mais agressivos.

Aquele malogrado atentado não foi o primeiro contra a vida de Sarney. Na noite de 8 de novembro de 1967, em São Luís, no bairro da Belira, ele, no exercício do mandato de governador e no auge de sua popularidade,  participava de um comício, em companhia de políticos, em favor de Clodomir Millet, candidato às eleições de senador.

Ao começar o seu pronunciamento, Sarney  teve de interrompê-lo pela súbita invasão do palanque de um jovem, alto e moreno, que empunhando uma faca,  aproximou-se do governador e anunciou em altos brados:  – Sarney, tu vai morrer agora.

Impactado com a inopinada ação, Sarney  ficou inerte, sendo salvo pelo capitão Albérico Ferreira e o oficial do gabinete, Mundinho Guterres, que, com extrema habilidade e coragem,  interceptaram a insana ação do jovem, impedindo-o de praticar um ato delituoso.

Após a prisão, Antônio Araújo Filho, de trinta anos, comerciário, desempregado, de temperamento exaltado e de difícil relacionamento, foi submetido a rigorosos exames médicos, que o apontaram como portador de distúrbios psicológicos e de instabilidade emocional, motivos pelos quais foi absolvido pela Auditoria da 10ª Região Militar, a quem competia julgar os atos praticados contra a Segurança Nacional, pois, naquele tempo, o Brasil vivia sob o império do regime militar.

FICHA LIMPA E SUJA

Os dois candidatos ao Senado apresentados e apoiados pelo governador Flávio Dino são Ewerton Rocha e Elisiane Gama.

Tudo indica que o candidato da preferência do chefe do Executivo é Elisiane Gama, pois somente ela a referência, nos programas da Justiça Eleitoral, de possuir ficha limpa.

CHAPA ZEZÉ

Com relação à votação dos candidatos ao Senado, este ano, o comportamento do eleitorado de São Luís e do interior do Estado, será bem diferenciado.

Se na capital, a chapa Zezé, formada por Zé Reinaldo e Zé Sarney Filho, será a mais votada, no interior, ninguém supera Edison Lobão e Sarney Filho.

MESMO PENSAMENTO

Jaime Santana e Joaquim Haickel  são amigos fraternais desde que desempenharam mandatos na Câmara dos Deputados e atuaram afinados na Constituinte de 1988.

Como ambos gostam de fazer previsões sobre a política maranhense, chegaram à conclusão de que a sucessão ao governo estadual só será definida no segundo turno.

SHOW DO PIAUÍ

O Ministério da Educação divulgou as vinte instituições de ensino médio que apresentaram os melhores desempenhos no IDEB.

Apenas duas são públicas. As restantes, dezoito,  privadas, dentre as quais o Colégio Jockey e o Instituto Dom Bosco, do nosso vizinho, Piauí.

Se na área da Saúde o Piauí já era melhor do que o Maranhão, agora, no plano educacional, suplantou os maranhenses.

KÁTIA E GOVERNANTES

Quem ouviu o forte discurso da presidente do IPHAN, Kátia Bogéa, pronunciado em São Luís, na inauguração da Praça Pedro II, notou que ela não dá o mesmo tratamento ao governador Flávio Dino e ao prefeito Edivaldo Holanda Junior.

Com o prefeito de São Luís, Kátia se entende muito bem, já, com o governador do Estado, ela quer distância. E vice-versa.

BOLSONARO AVANÇA

Mais galopante do que o avanço do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonário, na corrida sucessória, é a adesão que ele recebe diariamente de gente intelectualizada e com boa formação ideológica.

Estou impressionado com a quantidade de gente amiga e conhecida que enfaticamente declara o voto para Bolsonaro, no entendimento de que só ele poderá salvar o Brasil.

POSSE DE TÓFOLLY

O ex-senador José Sarney fez uma ligeira pausa nas  atividades que ora desenvolve em São Luís e viajou para Brasília, a fim de participar da solenidade de posse do ministro Dias Tófolly, de quem é amigo fraternal, na presidência do Supremo Tribunal Federal.

Neste final de mês, Sarney  retorna a Brasília para proferir palestra no STF. Tema: Os trinta anos da nova Constituição do Brasil.

60 ANOS DE COROBA

O meu amigo e conterrâneo Benedito Coroba completou  60 anos de vida, quase todos dedicados à Ciência do Direito, que abraçou com abnegação e determinação. Depois de atuar com brilhantismo na  advocacia, ingressou no Ministério Público, do qual é um dos mais dedicados representantes.

Chegou também a transitar na estrada da política, elegendo-se deputado estadual, pelo PDT, após o que se candidatou a prefeito de sua terra natal-Itapecuru-Mirim, não sendo bem-sucedido nas urnas.

No exercício do Ministério Público, Coroba não poupa os gestores municipais que descumprem as leis e atropelam as diretrizes contábeis e financeiras.

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