FDA aprova terapia combinada

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Foi aprovada, pela Food and Drug Administration (FDA, órgão que regulamenta remédios e alimentos nos Estados Unidos), uma nova droga que combina substâncias usadas no tratamento de diabetes tipo 2 e também na redução de colesterol. O novo remédio se chama Juvisync e, em apenas uma cápsula, é capaz de lidar com esses dois problemas diferentes.
A sitagliptina é um dos compostos da nova droga e ajuda o corpo a diminuir o açúcar no sangue, enquanto a sinvastatina possibilita a redução do “mau colesterol”, que é o LDL. “É o primeiro produto a combinar as drogas para o tratamento desses dois problemas em apenas um comprimido”, explica Mary H. Parks, diretora da Divisão de Metabolismo e Endocrinologia Produtos no Centro do FDA.
Esse remédio passará a ser usado por 40% dos diabéticos que também apresentam problema de colesterol alto. Essas duas condições são fatores de risco para problemas cardiovasculares e são complicações que vêm da mesma síndrome metabólica, a qual também é responsável pela hipertensão.
Para atender melhor as necessidades de cada paciente, o remédio será disponibilizado em três doses diferentes. Em todas, a quantidade de sitagliptina será de 100 miligramas, e o que mudará serão as doses de sinvastatina, que serão de 10, 20 ou 40 miligramas. A empresa responsável pelo Juvisync prometeu fabricar posteriormente comprimidos com 50 mg de sitagliptina.

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FDA aprova o Brilinta® (ticagrelor), da AstraZeneca, para reduzir a mortalidade cardiovascular

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O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Brilinta® (ticagrelor), da AstraZeneca, para reduzir a mortalidade cardiovascular e ataque cardíaco em doentes com síndromes coronárias agudas, como angina instável e infarto do miocárdio.

O ticagrelor funciona impedindo a formação de coágulos sanguíneos, mantendo assim o fluxo de sangue no organismo, o que ajuda a reduzir o risco de eventos cardiovasculares.

Ensaios clínicos mostram que o ticagrelor foi mais eficaz do que o Plavix® (clopidogrel), da Sanofi e Bristol-Myers Squibb, na prevenção de ataques cardíacos e morte, mas essa vantagem foi vista com doses de manutenção de Aspirina® de 75 a 100 miligramas, uma vez por dia, segundo Norman Stockbridge, diretor da Divisão de Produtos Cardiovasculares e Renais no Centro para Avaliação e Pesquisa Farmacêuticas do FDA. A bula da medicação adverte que doses acima de 100 miligramas de aspirina por dia podem diminuir a eficácia da medicação. As reações adversas mais comuns relatadas por pessoas que tomam ticagrelor em ensaios clínicos foram sangramento e dificuldade para respirar (dispneia).

O Brilinta® foi aprovado com uma Avaliação de Risco e Estratégia de Mitigação, um plano para ajudar a garantir que os benefícios do medicamento compensam seus riscos. Como parte desse plano, a empresa deve realizar campanhas educacionais de orientação aos médicos para alertá-los sobre o risco do uso de altas doses de aspirina. Além disso, ticagrelor virá com um guia de medicação que informa os pacientes as observações mais importantes sobre o medicamento.

O Brilinta® recebeu aprovação na União Europeia em Dezembro, onde é comercializado sob o nome de Brilique®, e foi aprovado no Canadá no mês passado.

Fonte: FDA

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Nobel de medicina morreu três dias antes de anúncio do prêmio

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O canadense Ralph Steinman, ganhador do Nobel de Medicina de 2011, que faleceu em 30 de setembro. Um dos ganhadores do prêmio Nobel de medicina de 2011, o canadense Ralph Steinman, morreu na sexta-feira (30) aos 68 anos vítima de câncer no pâncreas, apenas três dias antes de o prêmio ser anunciado. A informação foi confirmada pela Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, onde Steinman lecionava.

“A Universidade Rockefeller está encantada que a Fundação Nobel reconheceu Ralph Steinman por suas descobertas essenciais sobre as respostas imunes do organismo”, afirmou em nota o reitor Marc Tessier-Lavigne. “Mas a notícia vem com um sabor amargo, uma vez que descobrimos esta manhã pela família de Ralph que ele faleceu há poucos dias após uma longa batalha contra o câncer. Nossos sentimentos estão com a esposa, filhos e família de Ralph”.

O anúncio dos ganhadores do prêmio ocorreu nesta segunda-feira (3). O prêmio foi dividido entre Steinman e os cientistas Bruce Beutler e Jules Hoffmann.

Descobertas sobre defesa do corpo humano rendem Nobel de medicina Veja lista dos últimos vencedores do Nobel de medicina
Pelas regras do Nobel, não são permitidas nomeações póstumas. No entanto, no caso de o vencedor morrer entre a decisão e a premiação, a escolha é mantida.

O presidente do comitê do Nobel, Goeran Hansson, afirmou à agência de notícias sueca TT que o grupo não sabia da morte de Steinman na hora do anúncio, mas confirmou sua escolha como Nobel de medicina de 2011.

“Acabamos de receber a informação. O que podemos fazer agora é apenas lamentar que ele não pôde ter essa alegria”, disse.

De acordo com Hansson, o comitê debate como será feita a entrega do prêmio após a morte do pesquisador.

O Instituto Karonlinska, responsável pelo Nobel, divulgou uma nota após receber a notícia do falecimento. “É com grande tristeza que o Comitê do Nobel no Instituto Karolinska descobre que o professor Ralph Steinman, um dos três laureados deste ano em Fisiologia ou Medicina, faleceu em 30 de setembro. A notícia foi passada pelo reitor da Universidade Rockefeller, onde o professor Steinman trabalhava, às 14h30 [horário da Europa — 9h30 em Brasília], de segunda-feira, 3 de outubro de 2011, após a decisão e o anúncio do prêmio deste ano. Nossos pensamentos estão com a família e os colegas de Ralph Steinman”.

O trabalhoSteinman foi lembrado por ter estudado a segunda etapa da defesa do organismo a ameaças. Em 1973, ele descobriu um tipo de célula chamada de “dendrítica”. A presença dessas células faz os linfócitos T – células importantes na defesa do corpo – trabalharem.

Os linfócitos T são as mesmas células atacadas pelo vírus causador da Aids. Quando não funcionam, o corpo das pessoas fica frágil contra doenças oportunistas como a pneumonia e a gripe.

FamíliaA filha de Ralph Steinman, Alexis, se pronunciou em nota da universidade. “Estamos tocados que os muitos anos de trabalho duro de nosso pai estão sendo reconhecidos com um prêmio Nobel. Ele dedicou sua vida ao seu trabalho e à sua família e ele estaria realmente honrado”.

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