Dieta mediterrânea está agonizante em sua área de origem

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Estudo mostra que obesidade aumentou na região do mar Mediterrâneo.
Embora tenha seguidores no mundo todo, dieta é ignorada onde nasceu.

O uso da dieta mediterrânea, baseada em frutas e verduras frescas, caiu nos últimos 45 anos “e se encontra em estado agonizante” em sua própria área, segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O estudo afirma que o sobrepeso e a obesidade aumentaram na região.
O estudo do economista da FAO Joseg Schmidhuber assinala que a dieta mediterrânea tem seguidores no mundo todo, mas “é cada vez mais ignorada na região onde se originou”.
O relatório de Schmidhuber foi apresentado em um seminário organizado recentemente pelo Califórnia Mediterranean Consortium, formado por sete instituições acadêmicas dos EUA e pela União Européia a fim de acompanhar os produtos mediterrâneos no mercado mundial, assinalou hoje a FAO em comunicado.
Diante da dieta mediterrânea, “elogiada pelos especialistas por manter as pessoas magras, saudáveis e longevas”, a população às margens do Mediterrâneo utiliza a maior parte de sua renda para somar “grande quantidade de calorias” procedentes de carnes e gorduras a uma dieta pobre em proteínas animais.
O maior consumo de calorias e uma menor despesa das mesmas, fizeram com que a Grécia se tornasse no país da União Européia (UE) com a média mais alta de Índice de Massa Corporal (IMC). Grande parte dos gregos tem sobrepeso ou são obesos.
Mais da metade dos italianos, espanhóis e portugueses sofrem igualmente com sobrepeso, ao mesmo tempo em que foi produzido um notável aumento de calorias e carga glicêmica nas dietas dos moradores do norte da África e do Oriente Médio.
O relatório assinala que nenhum dos países da UE segue a recomendação de que os lipídios não ultrapassem 30% do total da contribuição energética da dieta.
Espanha, Grécia e Itália ultrapassam “amplamente” este limite e se transformaram nos maiores consumidores de gorduras na Europa, acrescenta o estudo.

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Casar com fumante eleva risco de infarto

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Estudo de Harvard mostrou que fumo passivo piora saúde de cônjuges de fumantes.

Ter um cônjuge fumante pode aumentar em até 72%, no pior dos casos, o risco de sofrer ataque cardíaco, indicam os resultados de uma pesquisa conduzida na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Analisando os dados de mais de 16 mil pessoas, a investigação estimou que um ex-fumante que se casa com alguém que fuma tem até 72% mais chances de ter um infarto que se fosse casado com um não-fumante.

No caso de pessoas que nunca fumaram, ser casado com fumantes aumenta os riscos em 42%, estimou a pesquisa, que sairá na edição de setembro da revista cientifica American Journal of Preventative Medicine.

 Os pesquisadores não observaram aumentos de risco de infarto quando o cônjuge já largou o fumo, eles afirmaram. Os dados de pessoas com mais de 50 anos foram tirados do levantamento nacional Health and Retirement Study (HRS) de 1992 1993, 1998 e 2004.

A incidência de infartos foi acompanhada em cada pessoa por em média 9.1 anos. Os cientistas ajustaram os modelos anulando outros fatores de risco, como idade, genética, renda, obesidade, uso de álcool e doenças que podem prejudicar o coração.

Embora o fumo passivo seja amplamente aceito como fator de risco para doenças coronárias, poucos estudos investigam a associação entre este fator e os riscos de infartos. “Os benefícios à saúde de abandonar o fumo provavelmente se estendem para além do fumante individual”, escreveu, no artigo, a pesquisadora M. Maria Glymour, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

“Também afeta seus cônjuges, com a potencial multiplicação dos benefícios ao se parar de fumar.”

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O mito do exercício moderado

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Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que mulheres que desejam perder peso e manter a nova forma devem se exercitar pelo menos 55 minutos durante cinco dias da semana.

Os especialistas, da Universidade de Pittsburgh, acreditam que a combinação de uma dieta alimentar baixa em calorias e a prática de exercícios físicos por quase uma hora diária é o segredo para perder 10% do peso e não voltar a engordar.

Os cientistas acompanharam um grupo de 200 mulheres obesas ou acima do peso durante quatro anos.

Elas foram instruídas a consumir entre 1.200 e 1.500 calorias diárias e foram divididas em quatro programas diferentes de exercícios, com variações na intensidade e na freqüência.

Após seis meses, os especialistas observaram que todas as mulheres dos quatro grupos haviam perdido até 10% do peso, mas apenas um quarto delas, por terem continuado a se exercitar cerca de 275 minutos por semana, não voltaram a engordar.

Recomendações
Na avaliação dos cientistas, é preciso rever as atuais recomendações médicas para ajudar pessoas a reduzir o peso.

“As recomendações atuais aconselham 30 minutos diários de atividade física moderada, um total de 150 minutos por semana. No entanto, há um consenso crescente que sugere que mais exercícios são necessários para garantir emagrecimento a longo prazo”, afirmou o coordenador da pesquisa, John M. Jakicic.

Ainda na opinião do especialista, além dos exercícios de moderada intensidade, é preciso manter a mudança nos hábitos alimentares. “A atividade física por si só não funciona se a pessoa não mudar seu comportamento na hora de comer”, acrescentou Kakicic.

Esse estudo foi publicado na edição do dia 28 de julho 2008, na revista médica Archives of Internal Medicine.

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Estudo identifica técnica que “reduz sintomas da gripe”

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Cientistas britânicos afirmam ter identificado um regulador do sistema imunológico cuja manipulação seria capaz de reduzir os sintomas da gripe. De acordo com o estudo, publicado na revista científica Nature Immunology, esses sintomas – perda de peso, febre e falta de ar – não são provocados pelo vírus da influenza em si, mas sim conseqüência de uma resposta exagerada do sistema imunológico ao vírus.

Essa resposta continua mesmo após o vírus ter sido eliminado do corpo, causando inflamações e obstrução das vias respiratórias.

“O sistema imunológico é muito sofisticado e na maior parte do tempo faz um trabalho fantástico em combater a infecção. Mas também tem capacidade de causar danos quando reage de maneira exagerada”, disse Tracy Hussell, principal autora da pesquisa.

 Tratamento
A pesquisa, realizada no Imperial College, de Londres, se concentrou na ação do receptor protéico CD200R, que atua como uma espécie de regulador das células imunológicas do pulmão.
Segundo o estudo, ao se ligar com a proteína CD200, o receptor é capaz de prevenir a reação exagerada do sistema imunológico e, desta forma, reduzir os sintomas da gripe.Entretanto, o vírus influenza inibe a molécula CD200, sem a qual o receptor não consegue atuar para controlar a resposta imunológica, diz o estudo. Na pesquisa, os cientistas testaram uma molécula artificial e um anticorpo com ação similar à da proteína CD200, que atuariam como estimulantes do receptor CD200R.Ratos infectados com o vírus da influenza e tratados com os estimulantes apresentaram menos perda de peso e reduzidas inflamações no tecido pulmonar.

Os cientistas observaram ainda que o vírus foi eliminado do corpo dos ratos dentro de sete dias, o que demonstraria que o tratamento não afeta a habilidade do sistema imunológico em combater o vírus.

Tratamento
Os pesquisadores esperam que o estudo possa ajudar no desenvolvimento de um novo tratamento baseado no estímulo ao receptor CD200R, para bloquear a resposta imunológica quando o combate o vírus já não é mais necessário.

“Nossa pesquisa ainda está nos estágios iniciais, mas esses resultados sugerem que seria possível prevenir a reação exagerada do sistema imunológico e limitar os danos desnecessários que ele pode causar”, explicou Hussell.

Robert Snelgrove, que participou da pesquisa, lembra que apesar de a gripe ser apenas uma inconveniência para algumas pessoas, pode ser perigosa e até fatal para os mais jovens e idosos.

“Esperamos que nossa pesquisa possa ajudar no desenvolvimento de tratamentos que possam combater os efeitos desse vírus que pode ser letal”, afirmou.

Os cientistas esperam ainda que a pesquisa possa ser usada em tratamentos de alergias e asma.


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Manhã é mais propensa a risco de ataques cardíacos

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Problemas cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo todo. Entre eles está o ataque cardíaco, cuja ocorrência está relacionada a fatores como hipertensão, tabagismo, obesidade, dieta não-saudável, estresse e período do dia. Sim, período do dia.

O ritmo circadiano –relógio biológico que controla todos os ciclos diários naturais do organismo– está ligado à incidência de infartos. Em determinados períodos do dia, há mais chances de sofrer um ataque do coração do que em outros.

Quem pensa que a “zona de risco” é o final do dia, após uma estressante jornada de trabalho, está errado, alerta Roberto Manfredini, professor de medicina da Universidade de Ferrara (Itália). Em entrevista à revista “Time”, ele afirma que o perigo maior se concentra entre 6h e 12h.

“Os períodos mais perigosos são a manhã e durante a última fase do sono”, diz Manfredini. No horário matutino, o risco é 40% maior para colapsos cardíacos súbitos, ruptura de aneurisma da aorta, embolia pulmonar e derrames. “Se você considerar apenas as três primeiras horas após acordar, o risco triplica.”

Isso acontece porque a maioria das funções cardiovasculares segue o ritmo circadiano, que tem um padrão naturalmente oscilatório.

“Um ataque cardíaco está ligado ao desequilíbrio entre o aumento da demanda e a diminuição do suprimento de oxigênio para o miocárdio. Infelizmente, algumas funções nas primeiras horas do dia demandam mais oxigênio, como acordar, iniciar atividades físicas e o aumento do cortisol (que eleva a pressão e os níveis de açúcar sangüíneos). Tudo isso leva ao crescimento do consumo de oxigênio e ao mesmo tempo contribui para a constrição das veias. Você então diminui o calibre dos vasos e reduz o fluxo sangüíneo para as coronárias”, explica o médico.

Durante o final do sono, outros fatores levam ao aumento do risco de ocorrências cardíacas. Quando dormimos, nossa pressão sangüínea está mais baixa e o coração trabalha menos. Mas, no último estágio do sono (REM, sigla de “rapid eye movement”, “movimento rápido dos olhos”), quando acredita-se que sonhemos mais, há uma grande alta na atividade do sistema nervoso autônomo, mais até do que no período de vigília.

Segundo Manfredini, essas alterações no organismo não trazem riscos para a maioria das pessoas saudáveis, mas podem implicar perigo para quem tem histórico de doenças cardiovasculares.

Asma e epilepsia

Um estudo do Programa Cronobiológico da Divisão da Medicina do Sono da Universidade de Harvard (Massachusetts), já tratou da influência do ritmo circadiano na ocorrência desses incidentes.

Além de problemas cardiovasculares, a pesquisa, coordenada por Steven A. Shea, demonstrou que a epilepsia do lóbulo temporal é mais comum na parte da tarde e a asma é pior à noite.

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Em matemática, as meninas já são iguais aos meninos

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Escolas americanas acabaram com a diferença no desempenho matemático dos alunos.
Chave foi aumento de oportunidades de cursos avançados e carreiras na área.

A crença de que as mulheres vão pior em matemática do que os homens pode até persistir, mas a diferença no desempenho entre meninas e meninos na área foi vencida nas escolas americanas. A receita? A abertura de mais espaços para elas praticarem cálculos avançados.

A conclusão é de uma avaliação feita no país sobre as notas de sete milhões de crianças. Em todos os critérios analisados pela equipe – tanto a performance média, quanto as notas mais altas, quanto a habilidade dos alunos de resolver problemas complexos – as meninas foram tão bem quanto os meninos.

“As meninas começaram a participar de tantos cursos avançados de matemática quanto os meninos – e isso contribuiu para melhorar seu desempenho”, diz a líder da pesquisa, Janet Hyde, da Universidade de Wisconsin-Madison. “Além disso, o número de oportunidades de carreiras para mulheres na área aumentou, então as meninas acabaram mais motivadas a estudar matemática e ciência, o que melhorou sua performance”, diz ela.

A pesquisadora acredita que a sociedade ainda acredita no estereótipo de que os homens são bons em exatas e as mulheres boas em humanas. “Pais e professores ainda carregam esse pensamento de que os meninos são melhores em matemática do que as meninas. Eles podem subconscientemente guiar meninas, por exemplo, para longe de uma carreira em engenharia e em direção a uma profissão que dependa menos dos números”, afirmou.

Ela e seu grupo têm por objetivo acabar com esse engano. “Precisamos informar pais, professores e jovens que as meninas vão tão bem quanto os meninos nos exames padronizados de matemática e que elas podem ir tão bem quanto eles se seguirem profissões na área de ciência”, diz Hyde, que lembra que 48% dos formandos de matemática nos Estados Unidos são mulheres.

“Estereótipos são difíceis de serem mudados”, disse ela. “Mas como sou cientista, preciso mudá-los com dados.”

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Alerta de risco de uso de celular

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O diretor de um dos principais centros de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos emitiu um alerta aos seus funcionários sobre os riscos do uso de telefones celulares.
O comunicado foi elaborado por Ronald Herberman, diretor do Instituto de Câncer da Universidade de Pittsburgh.
Herberman afirmou que, apesar de nenhum estudo acadêmico confirmar a relação entre o uso de celulares e o risco de tumores no cérebro, os usuários não devem esperar uma pesquisa conclusiva para começar a tomar certas precauções.
“Dada a falta de provas definitivas sobre os efeitos cancerígenos da radiação magnética emitida pelos celulares, não podemos falar em medidas preventivas, mas em simples medidas de precaução”, diz o alerta.
Além do alerta, Herberman emitiu ainda um comunicado, assinado por 20 especialistas internacionais com algumas precauções sobre o uso dos telefones celulares.
Entre as ações aconselhadas pelos especialistas está a de permitir o uso de celulares por crianças apenas em casos de emergência, tentar manter o aparelho longe do corpo enquanto guardado e usar o viva-voz sempre que possível.
Herberman alerta ainda para que as pessoas usem o celular apenas para conversas rápidas, já que os efeitos biológicos estariam “diretamente relacionados ao tempo de exposição”.

 Estudos

O diretor afirma que decidiu emitir o alerta com base em informações ainda não publicadas sobre os efeitos do uso dos aparelhos celulares.
As informações preliminares seriam do estudo internacional Interphone, que envolve 13 países.
“Apesar das provas ainda causarem controvérsia, estou convencido de que há informações suficientes para emitir um alerta para que tomemos precauções sobre o uso do telefone celular”, disse Herberman.
No ano passado, um estudo realizado durante seis anos afirmou que o uso dos celulares não causava nenhum efeito, a curto prazo, no cérebro ou no funcionamento das células.
No entanto, o Programa Britânico de Pesquisa em Telecomunicação Móvel e Saúde, afirmou que havia um indício de um risco maior a longo prazo e que sua pesquisa iria avaliar os efeitos durante um período de 10 anos.
Segundo o diretor do Programa, Lawrie Challis, “não podemos eliminar a possibilidade, neste momento, de que o câncer pode aparecer em alguns anos”.
Um outro estudo realizado na Grã-Bretanha em 2005 sugeriu que o uso dos celulares por crianças deveria ser limitado como precaução. Além disso, a pesquisa aconselhava que menores de oito anos de idade não deveriam usar os aparelhos.
Os telefones celulares emitem radiações eletromagnéticas que podem penetrar o cérebro humano e a preocupação de alguns ativistas é a de que isso poderia causar sérios danos à saúde.
Uma análise realizada neste ano pela Universidade de Utah, nos EUA, observou milhares de pacientes com tumor no cérebro e não identificou nenhum aumento no risco como resultado do uso dos aparelhos celulares.
No entanto, o estudo afirmou que os efeitos do uso a longo prazo ainda aguardam a confirmação de pesquisas futuras.
Estudos recentes na França e Dinamarca também não identificaram aumento no risco de câncer pelo uso dos aparelhos.
Entretanto, uma pesquisa feita com 500 israelenses neste ano aponta que o uso dos celulares pode estar vinculado a um aumento no risco de desenvolver câncer nas glândulas salivares.

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Serotonina pode ajudar controlar agressividade

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A serotonina, um dos principais neurotransmissores do sistema nervoso central, desempenharia um papel importante no controle de emoções, especialmente a agressividade, de acordo com um estudo britânico publicado nos Estados Unidos.

O estudo ajudaria a esclarecer problemas clínicos como a depressão, as obsessões e a ansiedade, que se caracterizam por baixos níveis de serotonina.

Os psiquiatras e neurologistas estabeleceram há tempos uma relação entre a serotonina e o comportamento social, mas o papel preciso desempenhado por essa molécula na agressividade é controverso.

O estudo, publicado na revista “Science”, é um dos primeiros a mostrar uma relação entre o baixo nível de serotonina e o impulso.

Os cientistas da Universidade de Cambridge na Grã-Bretanha demonstraram que as pessoas são mais agressivas quando têm o estômago vazio.

O triptofano, um aminoácido necessário para que o corpo produza serotonina, é proveniente apenas da comida consumida. Por isso, o nível de serotonina diminui, naturalmente, quando não se come.

Os pesquisadores, ao reduzir o aporte alimentício dos participantes no estudo, diminuíram, momentaneamente, o nível de serotonina no cérebro.

Os voluntários, todos em boa condição de saúde, foram submetidos a um jogo no qual deveriam reagir ao comportamento de seus companheiros.

“Os resultados dos nossos trabalhos fazem pensar que a serotonina desempenha um papel essencial nos processos de decisão em sociedade, controlando, normalmente, as reações agressivas”, destaca Molly Crockett, do Instituto de Neurociências Clínicas da Universidade de Cambridge, co-autor do trabalho.

“As variações na alimentação e o estresse provocam variações naturais em nosso nível de serotonina”, acrescenta, destacando “a importância de compreender como isso pode afetar nossas decisões na vida diária”.

O trabalho também mostra que as pessoas que sofrem de depressão e ansiedade podem se beneficiar de terapias que as ajudem a controlar suas emoções no momento de tomar decisões, especialmente em um contexto social.

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Crianças e alimentação saudável

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O excesso de guloseimas, chocolates e bolachas recheadas. Balas e chicletes. Hoje faz parte da alimentação das crianças. Tudo bem que as crianças estão sempre na ativa e gastam muito energia mas nem por isso que elas podem comer besteirinhas sempre que quiserem. Erros alimentares na infância são muito difíceis de serem revertidos e ainda podem se agravar no futuro. Você mesmo pode perceber certos vícios alimentares que não consegue largar. E certamente você os tem desde criança. Por isso, devemos fazer tudo que está ao nosso alcance para ensinar hábitos mais saudáveis às crianças.

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Tem hora para tudo, até para adoecer

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Acordar cedo para correr. Em seguida, ir ao dentista. Às 14h, participar de uma reunião de trabalho. À noite, aula na faculdade. E uma consulta ao relógio à espera do último compromisso do dia: um encontro com os amigos para tomar uma cervejinha.

Agora imagine outro relógio, destinado a marcar outro ritmo: o do seu corpo. Nessa agenda interna, as coisas mudam. Quer correr? Então calce os tênis no início da noite, quando a força física aumenta e a suscetibilidade à exaustão é menor. Dentista de manhã? Só por masoquismo: à tarde, a sensibilidade à dor será menor e, caso seja necessário usar anestesia, ela terá efeito três vezes mais duradouro.

Talvez seja bom rever o horário da reunião: por volta das 14h, o corpo pede sono, e ficamos mais letárgicos. Quanto ao curso, uma dica: de manhã a capacidade cognitiva aumenta e facilita a aprendizagem. Nem a tal cerveja escapa: o fígado metaboliza melhor o álcool entre as 17h e as 18h.

Esse relógio biológico, instalado no hipotálamo e composto por inúmeros outros relógios no corpo inteiro, é invisível. 

Cronobiologia é a ciência que descreve os ciclos que regem nossa variação de força, de memória e de saúde em função do tempo.

Há dados curiosos, como as constatações de que o nariz escorre mais de manhã (às 8h). Mas também há informações sobre pesquisas que buscam estabelecer o melhor horário para remédios contra o câncer.

Nós temos pouca consciência dos ritmos sutis que nosso corpo experimenta na pressão arterial, no nível hormonal, no apetite. Graças a esses ritmos, há horas boas e ruins para atividades como revisar um manuscrito ou tomar decisões.

Esse campo de estudo, chamado cronobiologia, ocupa-se da organização temporal dos seres vivos. A área contempla os ciclos curtos, como os dos batimentos cardíacos, e os longos, como a influência das estações do ano nas alterações de humor (a depressão é mais comum no inverno, por exemplo). Mas os ciclos mais estudados são os circadianos, referentes às mudanças que ocorrem ao longo de um dia.

Esses ciclos fazem parte da herança genética e estão escritos nos chamados ‘clock genes’ (genes-relógio). Mas os aspectos ambientais são igualmente relevantes, especialmente a alternância entre luz e escuridão. É a diminuição da luminosidade no ambiente, por exemplo, que estimula a secreção da melatonina, hormônio que induz o sono. O outro principal ‘sincronizador’ do funcionamento do corpo, é o convívio social, que estabelece horários para trabalho, alimentação e exercícios.

Pesquisas mostraram que, sem a variação de luminosidade e a influência social, o corpo passa por um processo curioso: ao depender só da carga genética, o ciclo de sono e de fome aumenta para 25 horas. O que faz nossos ritmos se comprimirem em um período de 24 horas são as influências geofísicas e sociais.

O estresse crônico também pode alterar esse ritmo. Temos  como exemplo o cortisol: produzido durante o sono, esse hormônio atinge seu valor máximo por volta das 6h -é uma das substâncias envolvidas no processo do despertar. Ao longo do dia, sua concentração diminui. O estresse crônico, porém, libera jatos de cortisol fora do horário padrão. O resultado? Aumento da pressão, hiperglicemia, alteração do ritmo do sono, doenças cardíacas e até osteoporose

Saúde

Por falar em doenças, elas também seguem ciclos. As crises de asma são mais freqüentes de madrugada, quando as passagens bronquiais têm seus diâmetros reduzidos em 8% -para asmáticos, isso pode significar uma redução do fluxo de ar de 25% a 60%, o que agrava os sintomas da doença.

Já os ataques cardíacos são mais comuns de manhã, quando há uma elevação súbita da pressão arterial. Por isso, já foram desenvolvidos remédios para hipertensão que devem ser tomados após acordar  e com efeito superior a 36 horas -orientação presente na bula. Remédios de colesterol na maioria devem ser usados à noite para aproveitar o pico da elevação do colesterol, que é por volta da meia noite, com exceção dos medicamentos de meia-vida longa -rosuvastatina e atorvastatina. 
A oncologia é uma das áreas que mais estudam a relação entre o horário de administração de um medicamento e seus efeitos no organismo. ‘Há muito tempo se sabe, em experiências feitas in vitro ou em animais, que os efeitos das drogas são diferentes conforme o horário. Isso significa que um anticoagulante tem um efeito de manhã e outro à noite. ‘

Nem todas as pessoas compartilham o mesmo ritmo -é fácil observar isso em relação ao sono. Enquanto alguns têm um perfil matutino, outros se sentem mais ativos à noite.

Essa variação não implica mudanças na saúde, na capacidade cognitiva nem no sucesso profissional -ao contrário do que diz o ditado ‘Deus ajuda a quem cedo madruga’, não há indicações científicas de que os matutinos tenham qualquer tipo de vantagem.

De 10% a 12% da população são matutinos; 8% a 10% são vespertinos. A maioria, 80%, está numa situação intermediária.

Mas esse perfil muda ao longo da vida. Crianças e idosos tendem a ser mais matutinos. Na adolescência, porém, há um ‘atraso’: os jovens sentem necessidade de ir para a cama mais tarde. Mas esse aspecto nem sempre é levado em consideração: os adolescentes têm de acordar cedo para ir à escola.

Pesquisas da Universidade de Chicago mostram que a privação de sono leva a falhas no processamento da glicose, alterando os níveis do hormônio da fome e afetando o sistema imunológico.

Em um desses estudos, foi avaliada a resposta à vacina da gripe em 25 voluntários sujeitos à restrição de sono. Dez dias após a vacinação, a resposta do sistema imune dos voluntários era muito inferior à observada em pessoas com sono normal.

COAGULAÇÃO >> Para evitar sangramentos, é melhor se barbear às 8h, quando as plaquetas, que levam à coagulação sangüínea, são mais abundantes do que nas outras horas do dia -o que também ajuda a entender por que ataques cardíacos têm seu pico nesse horário

FERTILIZAÇÃO >> Nos homens, os níveis de testosterona atingem seu ápice às 8h, horário em que eles estão mais estimulados para a atividade sexual. Já o sêmen tem maior qualidade à tarde, com 35 milhões de vezes mais espermatozóides do que de manhã

DOR >> Vá ao dentista à tarde, quando a sensibilidade à dor nos dentes é menor. Além disso, a anestesia aplicada em procedimentos odontológicos dura mais à tarde do que de manhã: o efeito da lidocaína é três vezes maior quando ela é aplicada entre as 13h e as 15h

SONOLÊNCIA >> Ondas de sono nos atingem a cada 1h30 ou 2h, algo ainda mais forte em pessoas vespertinas, segundo Mary Carskadon, da Brown University. Uma delas ocorre à tarde -estudos mostram que acidentes de trânsito causados por fadiga são mais comuns entre a 1h e as 4h e entre as 13h e as 16h. Um motorista tem três vezes mais chance de cair no sono às 16h do que às 7h

ÁLCOOL >> Beba aquela cerveja ou vinho entre as 17h e as 18h, quando o fígado é mais eficiente na desintoxicação do organismo. Em um estudo feito com 20 homens, aqueles que beberam vodca às 9h tiveram um desempenho pior em testes de velocidade de reação e funcionamento psicológico do que os que receberam a mesma dose às 18h

CALOR >> A temperatura do corpo atinge seu ápice no fim da tarde. Pesquisadores de Harvard e da Universidade de Pittsburgh relacionaram a elevação da temperatura a uma maior capacidade de memória, atenção visual, destreza e velocidade de reação

EXERCÍCIOS >> Exercite-se no fim da tarde, quando a percepção da exaustão é menor, as juntas estão mais flexíveis e as vias aéreas, mais abertas. O corpo esquenta e, a cada 1oC de elevação, há uma aumento de dez batidas cardíacas por minuto. Além disso, é possível ter um ganho de massa muscular 20% maior do que de manhã. A manhã é mais propícia a exercícios que exijam equilíbrio e acuidade

CONCENTRAÇÃO >> Pesquisas de Lynn Hasher, da Universidade de Toronto, e Cynthia May, do College of Charleston, sugerem que jovens adultos se distraem mais facilmente de manhã -quando são mais propensos a soluções criativas. À tarde, ficam mais concentrados e ignoram dados irrelevantes. Já adultos mais velhos são concentrados de manhã e vulneráveis à distração à tarde

ALERGIA >> Segundo Michael Smolensky, cronobiologista da Universidade do Texas, a resposta da pele a alérgenos como poeira e pólen é mais acentuada à noite

MEMÓRIA >> Ainda segundo Hasher, a memória dos idosos diminui ao longo do dia. De manhã, eles esquecem, em média, cinco fatos. À tarde, cerca de 14. Jovens adultos tendem a ser mais esquecidos de manhã

CÂNCER >> A oncologia é uma das áreas com mais estudos em busca da relação entre o horário e a aplicação de medicamentos. Enquanto as células normais seguem um ciclo previsível de divisão celular, as dos tumores se multiplicam aleatoriamente

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