Mulheres altas parecem mais inteligentes

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Qual das três passava cola para as outras?

Pobres baixinhas. Psicólogos do Reino Unido, das universidades de Central Lancashire e Liverpool, fizeram testes para investigar como a altura das mulheres influencia a percepção que os outros têm delas. Para isso, eles alteraram digitalmente fotos de modelos e criaram duas versões de cada uma: uma de alta e outra de baixa estatura. Depois, pediram a voluntários que avaliassem as moças (nas duas versões, em diferentes momentos) levando em conta as chamadas “características expressivas” (como, por exemplo, simpatia) e “características instrumentais” (como a capacidade intelectual). “No geral, as mulheres altas foram classificadas como mais inteligentes, opulentas, assertivas e ambiciosas do que as mulheres mais baixas”,afirma o estudo. Mas nem tudo está perdido. “Nas características expressivas, o sexo masculino deu classificações melhores às mulheres baixas”. 

 

Pobres baixinhas. Psicólogos do Reino Unido, das universidades de Central Lancashire e Liverpool, fizeram testes para investigar como a altura das mulheres influencia a percepção que os outros têm delas. Para isso, eles alteraram digitalmente fotos de modelos e criaram duas versões de cada uma: uma de alta e outra de baixa estatura. Depois, pediram a voluntários que avaliassem as moças (nas duas versões, em diferentes momentos) levando em conta as chamadas “características expressivas” (como, por exemplo, simpatia) e “características instrumentais” (como a capacidade intelectual). “No geral, as mulheres altas foram classificadas como mais inteligentes, opulentas, assertivas e ambiciosas do que as mulheres mais baixas”, afirma o estudo. Mas nem tudo está perdido. “Nas características expressivas, o sexo masculino deu classificações melhores às mulheres baixas”. Burrinhas, porém simpáticas? Hum.

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STJ proíbe plano de rescindir contrato de idosos

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Os planos de saúde não podem rescindir o contrato de idosos por causa do risco relacionado à idade dos segurados. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no processo envolvendo membros da Associação Paulista de Medicina (APM) e a operadora de planos de saúde Sul América. 

Na ação, o grupo de associados da APM diz ter sido informado pela Sul América que o contrato não seria renovado “por causa da alta sinistralidade do grupo, decorrente de maior concentração dos segurados nas faixas etárias mais avançadas”, o que provocaria, segundo a empresa, desequilíbrio econômico-financeiro relacionado ao alto uso do plano. A Sul América, segundo a APM, disse ainda que os clientes deveriam aderir a uma nova apólice, com mensalidades mais caras. Por isso, os segurados acionaram a justiça para evitar o reajuste.

O pedido da APM foi negado por um juiz de primeira instância e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que entenderam que o contrato pode ser rescindido e a mensalidade reajustada em caso de uso elevado. No recurso ao STJ, os associados pediram a anulação da decisão do tribunal paulista e a manutenção dos serviços pela operadora.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, entendeu que o plano de saúde não pode reajustar as mensalidades do segurados com mais de 60 anos de idade por conta dos riscos decorrentes da faixa etária, proibição prevista no Estatuto do Idoso. A Sul América ainda pode recorrer.

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Anvisa suspende venda de Avandia

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda do medicamento Avandia, usado para tratamento de diabetes tipo 2, em todo o território nacional.   

Segundo a Anvisa, a decisão “se deu pelo fato da relação benefício/risco estar desfavorável em relação ao benefício, especialmente pela alta probabilidade de ocorrência de doenças isquêmicas, tais como: infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, parada cardíaca, derrames, isquemia do miocárdio e outros distúrbios cardíacos.”

O medicamento rosiglitazona, conhecido pelo nome Avandia®, da empresa GlaxoSmithKline Brasil, obteve o registro em março de 1999. Recentemente, em mais de 50 estudos realizados com 35 mil pacientes, foi estimado aumento de infarto do miocárdio em 28% entre usuários de rosiglitazona, informa a Anvisa.

A Agência orienta aos profissionais da saúde:

– Recomendar aos pacientes a substituição imediata do Avandia por uma alternativa terapêutica;
– Não indicar e não iniciar novos tratamentos com Avandia;
– Notificar, por meio do sistema eletrônico de notificações NOTIVISA, disponível na página da Anvisa, suspeitas de reações adversas cardiovasculares com o uso de Avandia,

– Buscar esclarecimentos e orientações, se necessário, quanto ao recolhimento do produto ou outros esclarecimentos pertinentes, junto a empresa GlaxoSmithKline Brasil.

Posicionamento da Fabricante

Em nota, a GlaxoSmithKline informa que vai cumprir as determinações regulatórias em relação à decisão da Anvisa e tomar as medidas para assegurar que médicos e pacientes tenham as informações necessárias a respeito da decisão.

A empresa ressalta que o “respeito à saúde e à segurança dos pacientes são a base da atuação da GSK em todo o mundo”.

Em Outros Países 

Na última semana, o Avandia foi retirado do mercado europeu. Especialistas consideraram que os riscos superam os benefícios do remédio, e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) decidiu retirá-lo do mercado.

Nos Estados Unidos, a agência americana Food and Drug Administration (FDA) autorizou a permanência do produto nas farmácias desde que informe em novas etiquetas os possíveis riscos de ataques cardíacos.

O remédio é o segundo produto mais vendido do laboratório GlaxoSmithKline. Em 2006, as vendas do remédio superaram US$ 3 bilhões (R$ 5,13 bilhões). No entanto, por causa da preocupação por seus efeitos colaterais, o número caiu para US$ 1,2 bilhão (R$ 2,05 bilhões) em 2009.

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Primeiro planeta rochoso que pode abrigar vida

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Astrônomos descobriram o primeiro mundo alienígena que poderia suportar a vida em sua superfície. É tanto na distância certa de sua estrela para abrigar potencialmente água líquida e , provavelmente, tem uma composição rochoso como a Terra .

“Esse é o exoplaneta mais emocionante que eu vi ainda “, diz James Kasting , da Pennsylvania State University, em University Park, que não esteve envolvido na descoberta .

O planeta orbita uma estrela anã vermelha 20 anos -luz da Terra chamada Gliese 581. Quatro planetas já eram conhecidos em torno da estrela , com dois deitados perto do interior e as bordas exteriores da zona habitável, onde a água líquida – e , portanto, potencialmente vida – podem existir em sua superfície.

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Varizes

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Celulite, estrias e as terríveis varizes são mesmo um problema. Qualquer um pode ter “vasinhos”, mas você já percebeu que os homens dificilmente sofrem com esse mal? Pois é, isso tem uma causa fisiológica: acontece que eles têm mais colágeno que nós. Portanto, podemos dizer que a pele dos moços é “menos transparente”, então as varizes só aparecem neles quando a situação é bem grave, quando as veias estão muito dilatadas e tortuosas.

“Outra razão para o surgimento de varizes é a dificuldade de retorno venoso na região das pernas”, afirma a dermatologista Ligia Kogos. Ela explica que pessoas que ficam muito tempo sentadas – quem trabalha na frente do computador, por exemplo – tem mais chances de desenvolver esse mal, pois a posição e a falta de movimentação não facilita o retorno do sangue que vai até os pés, dificultando a circulação dele e causando até dores nas pernas.

No grupo de risco para adquirir as temidas varizes também está quem é obeso, mulheres que tiveram o tamanho do útero aumentado, com miomas e até as grávidas. Mas calma. É necessário que haja um aumento razoável de peso e, por consequência, da sobrecarga nas veias das pernas, para que alguém nessas condições tenha suas veias dilatadas demais.

Além disso, um verdadeiro vilão quando o assunto são varizes é o cigarro. “O tabagismo favorece a aparição delas, porque diminui o colágeno da pele a longo prazo. Ele contrai os vasos, deixando a pele ficar mais pálida e mais transparente”, alerta a especialista. Para se ter uma ideia, uma mulher de 30 anos que tenha fumado uns 10 cigarros por dia desde que tinha 20 anos provavelmente terá o teor de colágeno semelhante ao de uma pessoa mais velha, com 42, até 45 anos. Claro que podem haver variações, porque causas genéticas e outras também interferem nos níveis de colágeno da pele. As negras e orientais têm nível maior que as mais branquinhas.

E se você ingere menos proteínas do que seu organismo precisa, cuidado. Como esses nutrientes fazem a manutenção das células, sua pele pode ficar mais flácida. Por isso, é bom ter uma dieta balanceada e que supra todas as necessidades do nosso corpo. Apesar dos vários fatores que contribuem para a má circulação nos membros inferiores, não é tão difícil amenizar as varizes já existentes. “O segredo é ‘atacar’ em duas frentes: facilitar o retorno venoso e aumentar o colágeno da pele”, diz Ligia.

Para isso, um dos melhores remédios é fazer caminhada. Com a movimentação, o retorno do sangue pelas veias fica muito mais fácil. Para prevenir, andar também funciona. No caso das mulheres que já passaram da menopausa, há tratamentos específicos. “Após a menopausa a perda de colágeno é muito grande, mas com reposição hormonal isso é bem menos frequente. Uma das vantagens desse tratamento é manter o teor de colágeno da pele. A aparência melhora depois de dois, três meses de reposição. Uma alternativa para quem não pode fazer a reposição é usar cremes a base de hormônios ou outras substâncias que estimulem a produção de colágeno, como hidratantes e ácidos”, fala a dermatologista.

Hidratar a pele com as veias dilatadas e massageá-la vale a pena, em especial para casos mais graves de varizes, em que a mulher sente dores. Outra dica ótima é, sempre que possível, colocar as pernas para cima, para que fiquem pelo menos perpendiculares ao corpo.

Agora, se você quiser disfarçar as marcas, pode abusar do autobronzeador e até do bronzeamento em si – porém, sempre com um protetor solar para não prejudicar sua saúde. Já existem no mercado maquiagens especiais para as pernas, que disfarçam bem as imperfeições. Caso não tenha, use bases comuns (para o rosto) de tons bronzeados, de preferência aquelas de longa duração para não sujar os lugares em que você sentar. Antes de passar um pouquinho de base, lembre-se de aplicar um hidratante, que inclusive ajuda na hora de espalhar.

 Então, siga as dicas e melhore o aspecto das suas pernas. Assim, elas não precisam ficar escondidas nos dias mais quentes e, de quebra, você ainda ganha em saúde.

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A ditadura do orgasmo feminino

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A mulher contemporânea usufrui de sua liberdade sexual, aproveita o direito ao prazer e conhece melhor o próprio corpo. Com a queda de barreiras morais e o advento da pílula anticoncepcional, o sexo erótico ganhou força na vida delas, a ponto de incitar uma busca incessante pelo orgasmo, que agora tem que ser “múltiplo”.

O novo momento é marcado por uma grande cobrança pelo gozo e performance na cama, segundo o ginecologista Gerson Lopes, presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Com isso, a satisfação sexual estaria mais associada ao resultado do que com a entrega, e assim o “fim da festa” ganha mais atenção que a experiência completa.

Diz Gerson Lopes:  “É como se fosse um regime ditatorial em relação ao orgasmo. O direito ao gozo não pode ser substituído pela obrigação de tê-lo. Presa nessa ditadura, a mulher não se solta no processo do brincar e o foco está no resultado (orgasmo) e não no durante. Presa ao ‘fim’ ela não curte adequadamente o ‘meio’, comprometendo o envolvimento afetivo e sexual com o parceiro.

Claro que toda relação tem que ser prazerosa, mas não obrigatoriamente orgástica. Existem outros prazeres como olhar, ouvir, tocar, relaxar… Toda mulher deve sim tentar ter orgasmo, mas a satisfação sexual e a felicidade não têm necessariamente a ver com o orgasmo. A pressão de ter o orgasmo dificulta ainda mais a experiência orgástica”.

Gerson Lopes afirma que na sua clínica chegam mulheres que têm orgasmo, mas não sabem. “Isso acontece porque elas possuem expectativas irreais”, diz. A literatura diz que aproximadamente 20% das mulheres têm orgasmos e não sabem.

O mundo moderno é um mundo de resultados e a visão do orgasmo pelas mulheres é o reflexo disso.

Erroneamente muitos homens se responsabilizam pelo orgasmo da mulher. A pergunta cretina “você chegou?“ não traduz uma preocupação com ela e sim uma forma de autoavaliação. Ela chegando, significa para ele que desempenhou bem seu papel. Diante disso, o caminho para muitas mulheres é fingir o orgasmo para agradá-lo. Mas ninguém dá orgasmo a ninguém, ele simplesmente acontece. O homem pode apenas facilitar ou dificultar.

Gerson Lopes acrescenta: “Infelizmente as mulheres estão tão competitivas em relação ao sexo como os homens e também acabam mentindo tanto quanto eles. Sexualidade não

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A visão após a cirurgia de catarata

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Dados da Academia Americana de Oftalmologia revelam que 17% da população acima dos 40 anos sofrem de catarata nos Estados Unidos. A incidência da doença salta para 90% depois dos 70 anos. No Brasil, pelo menos metade dos idosos sofrem com a doença, em que a lente do cristalino vai ficando opaca e esbranquiçada, reduzindo a visão. Apesar de simples, a cirurgia de catarata não costuma desobrigar o paciente do uso de óculos. As lentes tóricas, então, são um excelente recurso para a pessoa enxergar ainda melhor do que antes.
— A cirurgia de catarata é apenas parte da conquista para se enxergar melhor, principalmente no caso dos pacientes com astigmatismo. Até recentemente, depois da cirurgia, a pessoa ainda teria de conviver com seus óculos. Além de não favorecer muito do ponto de vista estético, os óculos representam um custo alto para quem tem de trocar pelo menos de dois em dois anos — diz o oftalmologista Renato Neves.
De acordo com o médico, as lentes tóricas, que são intraoculares, não somente recuperam a translucidez do cristalino como corrigem o astigmatismo, permitindo que o paciente volte a enxergar como quando tinha 20 anos, tendo tudo em foco. A cirurgia custa cerca de R$ 4,5 mil por olho e 98% dos pacientes também são dispensados do uso de óculos para perto ou para longe.
A catarata avança aos poucos. O portador pode sofrer alterações na visão durante meses ou anos sem se dar conta da gravidade do problema. Pessoas com mais de 40 anos, então, devem fazer exames de fundo de olho anualmente.
O fator hereditariedade é bastante presente no diagnóstico de catarata. Entretanto, a doença vem aumentando a passos largos entre os que fazem uso de determinados medicamentos, como cortisona e esteroides, ou ainda entre pessoas que se expõem demasiadamente ao sol, ingerem muito sal na alimentação, fumam e consomem muito álcool — diz o médico.
Na fase inicial da doença, o paciente nota maior facilidade para enxergar de perto, o que progride para uma maior sensibilidade à luz e, principalmente, aos reflexos e brilhos à noite, visão embaçada, sensação de que as cores estão desbotadas e mudanças na cor da pupila. Em estágio mais avançado, a pessoa já não se sente mais capaz de realizar tarefas simples, como ler ou dirigir.

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Doenças do aparelho digestivo

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Doenças crônicas ou agudas no aparelho digestivo tendem a trazer problemas sérios.
— Nos últimos anos, algumas pesquisas conseguiram demonstrar que doenças antes descritas como de origem nervosa são, na realidade, consequência de infecções ou distúrbios da motilidade intestinal, por exemplo. Atualmente, os médicos sabem que uma úlcera no estômago está relacionada à presença de uma bactéria do que o nível de estresse do paciente — afirma Vladimir Schraibman, gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.
O especialista elencou alguns problemas que ocorrem no aparelho digestivo e esclarece alguns mitos. Confira:
A hérnia de hiato causa azia
Em parte. Algumas pessoas que sofrem de azia também têm hérnia hiatal, mas ela aparece também com outras doenças. Um problema mais comum associado à hérnia hiatal é o aumento da pressão abdominal produzido por tosse, vômitos, constipação crônica, esforços físicos abruptos e aumento de peso. A maioria das pessoas acima de 60 anos tem hérnia hiatal e não apresenta qualquer outro problema.
Chocolates, mentolados e cigarro causam azia
Verdade. A azia ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago, localizado na junção do esôfago com o estômago, relaxa de maneira inapropriada ou apresenta uma fraqueza. Isso faz com que o ácido produzido pelo estômago reflua para o esôfago. Tanto chocolates quanto mentolados causam esse relaxamento, o que ocasiona o refluxo do ácido. Outros alimentos que contribuem para isso são: tomate e derivados, frutas cítricas, café (cafeína), frituras e gorduras. Com relação ao fumo, estudos revelam que esse hábito diminui o tônus da musculatura do esfíncter inferior do esôfago, contribuindo para o refluxo.
O uso de antiácidos melhora a azia
Em partes.
O uso de antiácidos melhora, por um curto prazo, os sintomas da azia. Mas o consumo indiscriminado pode resultar em diarreia, alterações no metabolismo do cálcio (um elemento importante para os ossos) e retenção de magnésio (que pode levar a complicações graves em pacientes com problemas renais).
A úlcera é a doença mais comum entre as pessoas sob estresse constante
Mentira.
A úlcera péptica gástrica ou duodenal ocorre em muitas pessoas. Atualmente, sabe-se da existência de uma bactéria chamada Helicobacter pylori, que é o grande vilão causador da maioria das úlceras.
Pessoas que consomem ácido acetilsalicílico regularmente tem maior risco de desenvolver úlcera gástrica
Verdade.
Tomadores crônicos de ácido acetilsalicílico ou que consomem essa substância quatro dias por semana, durante três meses ou mais, têm maior risco de desenvolver uma úlcera gástrica e de apresentar sangramento dessa úlcera (hemorragia digestiva alta).
Úlcera péptica (gástrica ou duodenal) deve restringir a ingestão de alguns alimentos
Verdade.
Aconselhamos evitar a ingestão de café, chá mate, chá preto, bebidas à base de cola, alimentos com muito tempero, gorduras, frituras e frutas ácidas como laranja, limão, entre outras, porque aumentam a secreção ácida do estômago.
Intestino regular é aquele que funciona todos os dias
Mentira.
A frequência da normalidade varia entre três vezes ao dia até três vezes durante uma semana. Pessoas com intestino regular podem variar dentro desta faixa de normalidade, sem apresentar qualquer problema intestinal. Dessa forma, o entendimento de intestino regular varia de pessoa para pessoa.
O uso de laxativos comprados no balcão da farmácia é seguro e cura o problema da prisão de ventre
Mentira.
O laxativo, geralmente, resolve o problema por um período, mas o uso indiscriminado e constante, além de danificar a musculatura do intestino, pode levar à redução na absorção de vitaminas importantes e de outras medicações.
Doença diverticular geralmente causa problemas graves
Mentira.
A diverticulose é uma condição em que pequenas saculações (divertículos) se desenvolvem a partir da parede do intestino grosso. A maioria das pessoas com esse problema não apresenta sintomas e não sabe ser portador de divertículos, a não ser por meio de exames de raios X ou colonoscopia. Apenas 20% das pessoas portadoras de diverticulose apresentam complicações como diverticulite, perfuração ou sangramento.
O alcoolismo crônico é a única causa de cirrose do fígado
Mentira.
A cirrose tem muitas causas, entre elas a hepatite viral. Nas crianças, a cirrose pode ser causada por problemas hereditários, incluindo fibrose cística, deficiência de alfa-1-antitripsina, atresia biliar, doença de acúmulo de glicogênio. Nos adultos, a cirrose ainda pode ser causada pela hepatite B ou outras doenças mais raras, tais como a cirrose biliar primária, doenças de acúmulo de metais no corpo, reação severa contra algumas drogas administradas e exposição prolongada a toxinas do ambiente.
Pode-se ter cirrose no fígado e não saber
Verdade.
O início da cirrose é frequentemente silencioso, tem poucos sintomas específicos que, normalmente, se manifestam quando a doença já se encontra em fase avançada.
A cirurgia de criação de uma ostomia (procedimento cirúrgico que consiste na desconexão de algum trecho do tubo digestivo ou outro qualquer) é um procedimento comum
Verdade.
A ostomia é um procedimento bastante simples e é realizada quando uma parte do intestino delgado ou grosso é removida, criando uma comunicação direta entre a superfície corporal e a porção restante do intestino. Uma bolsa é aplicada no local da ostomia para captar o material expelido pelo intestino. Em situações de cirurgia intestinal de urgência ou no tratamento do câncer de reto, isto pode ser necessário.

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Tipos de dor de cabeça

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Conheça os tipos de dor de cabeça e a atividade física indicada para cada uma delas:

PRIMÁRIAS

Enxaqueca
Afeta um lado da cabeça, geralmente, e tem origem genética. O seu mecanismo é complexo e não está ainda elucidado. A dor é decorrente, em parte, de uma inflamação das artérias das meninges ( e do couro cabeludo. Pode estar ligada ao hormônio sexual feminino, tende a se iniciar após os 20 anos e a durar para a vida toda. É comum médicos e pacientes confundirem com sinusite (infecção dos seios da face). Há ainda a enxaqueca pré-menstrual, desencadeada por queda dos níveis de estrógeno.
Sintomas: dor de cabeça de moderada a forte, geralmente latejante. Costuma ser acompanhada por enjoo, aversão à luz e ao barulho.
Divide-se em dois tipos:
Com aura: Precedida de alterações no campo visual. A pessoa sente que vai ter enxaqueca depois que começa a ver linhas em ziguezague, manchas escuras. A dor tende a ocorrer de 10 a 60 minutos depois das perturbações. Existem auras mais raras como a sensitiva (formigamento ou dormência na face e nos membros superiores) e a disfásica (dificuldade para falar).
Sem aura: Corresponde a 70% a 90% das enxaquecas.Não é antecedida pelas alterações listadas acima. O tratamento é o mesmo para os dois tipos.
Atividade física: é comum a dor aumentar com a atividade física durante a crise. Muitas vezes, só de baixar a cabeça a dor piora. De forma preventiva, entretanto, exercícios aeróbicos e de relaxamento podem beneficiar com o paciente.

Cefaleia em salvas
É rara e mais prevalente em homens, começando, em média, aos 28 anos. Episódica, dura de 15 minutos até três horas e acomete um lado da cabeça, mais na região frontal, próximo dos olhos. A tendência é de que os olhos fiquem vermelhos e lacrimejantes, com a queda da pálpebra do lado da dor. É comum as crises ocorrerem sempre na mesma hora do dia, principalmente à noite, durante todos os dias por um certo período no ano. Seguem-se meses sem a presença de sintomas. Álcool e cigarro são potenciais desencadeadores de crises. Há ainda a forma crônica, ainda mais rara, em que a pessoa fica por um longo período sem alívio.
Atividade física: não há nenhuma comprovação de que exercícios contribuam para o alívio do quadro.

Cefaleia tipo tensional
É a mais comum das dores de cabeça. Quem tem não costuma procurar ajuda médica. Acreditava-se que ocorria uma tensão da musculatura que envolve o crânio, com causas emocionais, mas nada disso foi comprovado. Pode ocorrer de forma episódica, com frequência variável.
Atividade física: é o tipo que melhor responde aos estímulos aeróbicos, benéficos até durante a crise. Para as dores provocadas por estresse, recomendam-se aulas de pilates, ioga e alongamento.

SECUNDÁRIAS

Apesar de raras (não chegam a representar 1,7% das dores de cabeça), as cefaleias secundárias são as mais preocupantes. Aparecem em decorrência de um problema maior como um tumor cerebral, aneurisma, coágulos no cérebro e meningite. Alguns sinais de alerta, que devem ser analisados em conjunto, indicam a probabilidade da existência de uma causa preocupante. Esses sintomas podem ser obtidos durante a história clínica do paciente e pelo exame neurológico.
Sinais de alerta
Não deixe de procurar um médico quando a dor de cabeça:
— É recente e de curso progressivo. Por exemplo: uma pessoa que nunca teve dor de cabeça e passa a senti-la de modo progressivo por dias ou semanas.
— É súbita e intensa. É comum o paciente dizer que é a pior dor que já sentiu.
— Inicia-se na terceira idade e se torna frequente.
— Está associada a uma crise convulsiva.
— Surge após um traumatismo craniano recente.
— Ocorre em portadores de câncer de mama e de pulmão.
— Muda de padrão. A pessoa tinha uma dor episódica e passa a ocorrer de modo progressivo e frequente.

Saiba mais
— A dor de cabeça afeta pelo menos 36 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 20% da população. Esse percentual é mais do que o dobro do registrado nos Estados Unidos (12%) e na Europa (8%).
— 6,9% dos brasileiros sofrem de dor de cabeça por pelo menos 15 dias no mês.
— A Região Sul é a segunda colocada no ranking nacional da enxaqueca (16,4%), vindo logo após o Sudeste (20,5%), conforme pesquisa da Sociedade Brasileira de Cefaleia realizada em 2009 com 4 mil pessoas entre 18 e 79 anos.
— A enxaqueca está ligada à agitação e ao estresse das grandes cidades, mas os fatores genéticos têm importância crucial. Essas pessoas têm um cérebro hiperexcitável, o que as deixa superssensíveis às crises e ao ambiente.

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Medicamento no tempo certo

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O astrônomo francês Jean Jacques de Mairan demonstrou, em 1729, que todos os seres vivos obedecem a ritmos internos. Foram necessários quase três séculos para que a ciência provasse que as doenças também têm um relógio biológico próprio. Entre as 8 e as 10 horas da manhã, os riscos de infarto são 70% maiores do que em qualquer outro período do dia. A asma prefere atacar de madrugada – as piores crises acontecem por volta das 4 horas. Úlcera, artrite, osteoporose, epilepsia, alergia… a lista das moléstias que se manifestam com hora marcada é enorme. A constatação de que isso é uma realidade permitiu o surgimento de uma nova linha de medicamentos. Programados para agir no momento em que os sintomas são mais agudos, esses remédios têm tudo para ser uma das grandes promessas da medicina para os próximos anos. Quem não gostaria de trocar o tradicional comprimido tomado de seis em seis horas por um único ao dia? E, de quebra, livrar-se de alguns efeitos colaterais próprios das grandes doses de medicamento?

Por enquanto, os remédios mais estudados são as drogas contra a pressão alta. Um dos grandes motivos é o fato de a hipertensão ser o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.. Há no mundo 500 milhões de hipertensos, 13 milhões no Brasil. A pressão alta está relacionada a 85% dos casos de derrame e a até 60% dos infartos. Com as descobertas mais recentes sobre o ritmo das doenças, o caminho que se abre para a criação de novas drogas é enorme. Abaixo, alguns dos campos mais promissores:

As piores crises de úlcera e gastrite ocorrem entre 11 da noite e 1 da manhã, quando há maior liberação de ácidos gástricos, que irritam ainda mais a parede do estômago.

.Os quadros mais dolorosos de artrite reumática, doença auto-imune, ocorrem das 6 às 8 da manhã, quando as células de defesa do organismo atacam as articulações.

.Das 21 às 23 horas é o período em que as vítimas de dores crônicas, como as de cabeça e musculares, mais sofrem. Isso ocorre porque, nesse horário, o organismo diminui a produção de endorfinas, a versão natural da morfina.

.Estudos mostram que a quimioterapia contra alguns tipos de câncer, como o de útero, funciona melhor durante a manhã. Nas primeiras horas do dia, as células cancerosas estão mais sensíveis à ação dos remédios. Com isso, preservam-se as células sadias do ataque quimioterápico e o paciente sofre menos com os efeitos colaterais, como perda de cabelo, náuseas e queda no sistema imunológico.

O ser humano não foi dotado de um relógio biológico à toa. Sempre se dormiu à noite porque no escuro somos mais vulneráveis ao ataque dos predadores. Se as doenças também seguem um compasso característico, cabe à ciência ajustar o ritmo dos tratamentos. 

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