Ordem do presídio

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Escutas gravadas com a autorização da Justiça mostram que as ordens para os ataques ocorridos no Maranhão partiram de dentro do complexo penitenciário de Pedrinhas. Segundo reportagem do Fantástico, Hilton John Alves Araújo, detido após os ataques, comandou a ação após o pedido de um preso.

Nas escutas gravadas com autorização judicial e exibidas no Fantástico deste domingo (5), Araújo conversa com um dos presos, identificado pela polícia como Jorge Henrique. O preso reclama da ocupação do presídio por parte da polícia e da Força Nacional de Segurança e ordena os ataques. “Nós tamos dando um alô geral aí pra todo mundo se organizar. Quando é mais tarde, horário daqueles ataques, novamente pra cima deles. É ônibus, é polícia, é bombeiro, é tudinho, tá ligado (sic)?”.

Em seguida, segundo a polícia, Hilton John liga para a mâe dele para alertá-la. “Não vai pegar ônibus hoje nem amanhã. Vai rolar uma chacina em São Luís”, diz.

O secretário da Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, já havia dito que a ordem para os ataques partiu de presos. “O Serviço de Inteligência confirmou que esses ataques foram ordenados de dentro dos presídios, inclusive sabemos quem mandou e quem recebeu as ordens. Essa é, na verdade, uma resposta à moralização que estamos fazendo na segurança do Sistema Penitenciário”, afirmou.

Veja a reportagem do Fantástico

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Ajuda ao Maranhão

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onibusnojoaopauloO Ministério da Justiça informou neste domingo (5) que ofereceu ajuda ao governo do Maranhão para tentar conter a onda de violência no estado. Segundo o governo federal, foram oferecidas vagas em presídios federais para os líderes das facções criminosas que estão no complexo penitenciário de Pedrinhas. Ônibus foram incendiados e ataques a delegacias registrados nos últimos dias no estado.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ainda não respondeu à oferta do Executivo, o que deverá acontecer nos próximos dias. Se aceitar o auxílio do governo federal, ela será responsável por apontar quais os presos que serão transferidos para outros locais.

Segundo o Ministério da Justiça, a estratégia que pode ser adotada no Maranhão já foi utilizada de forma eficaz anteriormente em Santa Catarina, quando foram transferidos vários presos, no início de 2012, justamente para tentar frear uma onda de violência que tomava conta do estado.

As informações dão do G1.

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Recuperação de Humberto

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O ex-prefeito de Caxias, Humberto Coutinho se recupera após cirurgia. Ele luta contra um câncer no intestino. O anuncio foi feito pelo sobrinho, Léo Coutinho, atual prefeito de Caxias em rede social.

leo

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Reação da Polícia

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O resultado das medidas imediatas adotadas de forma conjunta pelas Polícias Militar e Civil e pelo Corpo de Bombeiros em resposta aos crimes cometidos por grupos criminosos em São Luís foram detalhados pela cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) em coletiva à imprensa, na manhã deste domingo (5), na sede da SSP (Outeiro da Cruz). Também foram apresentadas 10 pessoas detidas por participação nos ataques aos ônibus e ao 9º DP (Delegacia do bairro São Francisco), entre elas dois adolescentes apreendidos.

Na ocasião, o secretário de Estado de Segurança Pública, Aluísio Mendes, informou que a ação da polícia foi imediata, evitando que outros crimes fossem cometidos. Segundo ele, a ordem para que ônibus fossem incendiados e que delegacias e policiais fossem alvos dos bandidos, partiu de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A autorização foi dada pelo criminoso Jorge Henrique Amorim Matias, o “Dragão”, e recebida por Hilton Jhon Alves Araújo, o “Praguinha”, do lado de fora do presídio.

De acordo com Mendes, a Secretaria Adjunta de Inteligência da SSP descobriu o plano minutos antes do início da ação criminosa e conseguiu evitar que mais coletivos fossem queimados. “Nós reforçamos o policiamento na mesma hora, inclusive nos terminais de ônibus, e colocamos policiais dentro de alguns coletivos. Mas, a frota de ônibus em São Luís é muito grande e, por essa razão, não deu tempo de evitar o que aconteceu com os 3 ônibus, dois  queimados totalmente e um parcialmente”, disse Aluísio Mendes, lembrando que também houve uma tentativa sem sucesso.

“O Estado está dando uma resposta efetiva, prendendo esses elementos e a polícia continua nas ruas para garantir tranquilidade à população. Precisamos unir esforços, haja vista que se trata de uma luta do bem contra o mal, mas é bom ressaltar que o bem está vencendo”, frisou o secretário de Estado de Segurança Pública, Aluísio Mendes, informando que há grupos criminosos semelhantes atuando em todos os estados do Brasil.

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Os detidos

Entre os presos apresentados neste domingo (5), está Hilton John Alves Araújo, 27 anos, o “Praguinha”, que coordenou as ações de fora do presídio, condenado a 20 anos em regime fechado por crime de homicídio. Ele estava foragido desde o ano de 2012, quando recebeu da Justiça o benefício da saída temporária de Natal e não retornou à Penitenciária de Pedrinhas. A polícia conseguiu prendê-lo novamente em janeiro de 2013, mas em outubro passado a Justiça concedeu a ele, mais uma vez, a liberdade, dando ordem de soltura por considerar que havia decurso de prazo (morosidade) no recurso interposto contra sua condenação.

A polícia apresentou ainda Jorge Henrique Amorim Martins, 21, o “Dragão” (ele deu as ordens de dentro do presídio), preso em flagrante no dia 27 de dezembro de 2012, por roubo qualificado; Wilderley Moraes, 25, o “Paiakan”, que foi preso no dia 18 de outubro de 2013; Diego da Silva do Carmo, 20, o “Mocozinho”, com 9 passagens pela polícia por roubo, furto e lesão corporal; Francisco Antônio Lobato Junior, 26, o “Frazão”, detido por homicídio e roubo; Rogenilson Boaventura Brito, 22, o “Pelado”; Luís Gustavo do Nascimento, 18, o “Melônio” ou “Gustavo”; e Ismael Caldas de Sousa, 25, o “Piranha”, preso por homicídio, tráfico e roubo.

O secretário Aluísio Mendes, após apresentar os presos, informou que todos os crimes foram motivados em resposta às ações de moralização e disciplina no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, objetivando conter a animosidade entre grupos criminosos que disputam o controle do tráfico de drogas na Região Metropolitana de São Luís.

Mais medidas

Aluísio Mendes anunciou que será instalado um plantão extraordinário da Delegacia de Homicídios dentro do Complexo de Pedrinhas, que tratará especificamente de crimes relacionados à unidade prisional. De acordo com a delegada geral Cristina Meneses, o DP começa a funcionar nesta segunda-feira (6), com equipes compostas por delegado, escrivães e investigadores.

Além disso, homens da Polícia Militar continuam nas ruas, por tempo indeterminado, para garantir a segurança da população de São Luís. “O resultado já foi visto na tarde/noite deste sábado (4), quando os policiais atuaram de forma ostensiva em ruas e avenidas de São Luís. Esse trabalho continua”, declarou o secretário.

Ao final da coletiva, Aluísio Mendes declarou que a polícia havia acabado de prender o criminoso que atirou contra uma viatura da Delegacia da Liberdade. O responsável foi Bruno Airton Carneiro, 19 anos, conhecido como “Bruno”.

Problema nacional

O secretário afirmou que os episódios serviram para mostrar o modus operandi dos grupos criminosos que agem em todo o Brasil. Crimes semelhantes já aconteceram em estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, entre outros.

Aluisio Mendes informou, ainda, que em 2013, 85% dos homicídios no Maranhão foram relacionados ao tráfico de droga e que a comunicação de detentos de dentro para fora do presídio ainda é um problema que atinge todo o sistema prisional brasileiro, pois ainda não há tecnologia eficiente.

Fotos: Handson Chagas

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Goleiro gigante

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O goleiro Gott é o novo reforço do Sampaio. A contratação do goleiro gaúcho que estava no Lageadense-RS foi confirmada no site do clube.

Com 2m3cm de altura e chamado de “goleiro gigante”, Gott, de 22 anos começou a carreira nas divisões de base do Grêmio-RS. Passou pelo Vasco-RJ e Novo Hamburgo-RS e XV de Novembro de Campo Bom-RS.

Ele chega para brigar pela condição de titular com Rodrigo Ramos, uma vez que o goleiro Raniére já foi informado que não permanecerá no Sampaio nesta temporada. Outro que foi dispensado foi o volante Luís Maranhão.

Enquanto isso, o Sampaio confirmou a contratação do atacante Hiltinho que estava no MAC.

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Linha do tempo

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sejap

A primeira coisa que se fez quando a explodiu a crise no sistema prisional foi apontar culpados. Os nomes não poderiam ser outros serão os de Roseana Sarney e Sebastião Uchoa, atual governadora e secretário de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap). Mas será que só eles são os culpados? Será que a situação gravíssima começou só agora?

Neste sentido não é correto culpar uma só pessoa, especialmente quem está no cargo Não estou saíndo em defesa de quem quer que seja, mas é necessário lembrar quem esteve por lá e que deve ser responsabilizado também, pois ao meu ver a crise começou bem antes.

Nos últimos quinze anos, o comando do Sistema Prisional do Maranhão teve à frente gestores das mais diferentes correntes políticas do estado.

Por lá passaram, além e Sebastiao Uchoa, o deputado estadual, Raimundo Cutrim (atualmente no PCdoB) e que comandou o sistema por dez anos, Euridice Vidigal, esposa de Edson Vidigal, o ex-procurador Carlos Nina Cutrim e o advogado Sálvio Dino, este último irmão do presidente da Embratur, Flávio Dino.

Neste período, três governadores ocuparam cargo: a atual Roseana Sarney, além de Jackson Lago e José Reinaldo Tavares.

Portanto, independente de quem passou por lá, sempre digo que todos são responsáveis.

É hora de se buscar solução para este grave problema e que preocupa a todos aqui no Maranhão.

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Parceria com Edivaldo

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roseana SarneyA governadora Roseana Sarney na entrevista que concedeu à equipe de O Estado também falou sobre parcerias com o prefeito de São Luís.

“Ele [Edivaldo Holanda Júnior] fala em parceria, mas só quer dinheiro. Parceria é outra coisa. Eu já chamei, ele mandou uma equipe, o chefe de gabinete veio falar com João Abreu (chefe da Casa Civil), mas ele não vem conversar. Isso não é uma crítica, eu não estou fazendo crítica, mas na realidade não existe uma parceria porque parceria não é necessariamente dinheiro.”, disse.

Roseana diz que mesmo assim, está aberta ao diálogo com Edivaldo e com qualquer que seja o prefeito. “Nós estamos abertos a ele [Edivaldo Holanda Júnior] ou a qualquer outro prefeito. Parceria é você trabalhar em conjunto para melhorar a situação do povo”, garante.

Governadora, o prefeito de São Luís (Edivaldo Júnior) fala muito em parceria e o Governo do Estado não parece contrário a isso. Como a senhora vê essa situação?

Roseana Sarney – Não somos contrários. Ele fala em parceria, mas só quer dinheiro. Parceria é outra coisa. Por exemplo, uma parceria na área de sustentabilidade, quando eu faço a Avenida do Quarto Centenário, quando eu faço a Via Expressa, quando eu estou duplicando a Holandeses, é uma parceria, ou não é? Mas ele não aceita aquilo como parceria. Ele quer dinheiro. Eu tenho parcerias com a União nas quais eu não recebo um tostão, mas eu tenho a parceria com ela. Agora, nós vamos fazer essa parceria, mas estou desde os protestos esperando uma resposta dele a um telefonema meu, mas ele nunca veio. Ele quer uma parceria na saúde, mas essa parceria é para a gente sustentar o Socorrão. Isso é inviável, porque eu não tenho dinheiro. Até faria, se eu tivesse. Parceria não quer dizer dinheiro e sim cooperação. Eu faço esse serviço, ele faz aquele. Ou eu tomo conta dessa avenida, ele toma daquela. Ou você faz uma parceria no Carnaval, no São João, numa festa da cidade. Eu estou à disposição. Eu sempre fiz parceria, até porque eu sempre trabalhei pela cidade, porque quando você trabalha por qualquer cidade está fazendo uma parceria com o prefeito. Ou não é? E se ele quiser vir falar comigo, tudo bem. Eu já chamei, ele mandou uma equipe, o chefe de gabinete veio falar com João Abreu (chefe da Casa Civil), mas ele não vem conversar. Isso não é uma crítica, eu não estou fazendo crítica, mas na realidade não existe uma parceria porque parceria não é necessariamente dinheiro. No que precisar, nós estamos na parceria. Eu quero pelo menos conversar com ele, para saber o que ele pensa sobre parceria. Semana passada veio vieram aqui falar de parceria na saúde, que seria tomar conta do Socorrão, mas parceria é oferecer saúde de qualidade para a população. Mas nós já estamos com dois hospitais aqui, vamos entregar o terceiro, que é o PAM Diamante, que vai dar mais saúde para a população. Já entramos com cinco UPAs. Isso tudo é uma parceria. Com as UPAs, eu tenho certeza de que melhorou muito esse atendimento do Socorrão. Nós estamos abertos a ele ou a qualquer outro prefeito. Parceria é você trabalhar em conjunto para melhorar a situação do povo.

Governadora, a senhora falou em parcerias com o Município e um dos problemas da capital é a mobilidade urbana. Nessa área, o Governo está construindo grandes avenidas, como a Via Expressa e a Quarto Centenário. Quando estas obras serão entregues?

Roseana Sarney – Já era para termos entregue a Via Expressa e a Quarto Centenário. A firma que construía a Quarto Centenário faliu. Não foi um problema nosso. Nós estamos tentando resolver para entregá-la em fevereiro. E na Via Expressa nós tivemos aquele problema do Vinhais Velho, que atrasou um pouco, mas estamos dando andamento agora sem maiores problemas. As duas avenidas serão entregues em fevereiro, assim como a urbanização do Espigão (da Ponta dAreia), que esperamos entregar em fevereiro, e a duplicação da Holandeses, além de outras obras que estamos fazendo, menores, mas que estamos fazendo em São Luís são para serem entregues agora. Mas já entregamos uma escola no Coroado, estamos fazendo a Unidade de Polícia Comunitária (UPC), já entregamos a da Vila Luizão e vamos entregar uma no Coroado. Já colocamos à disposição da população de São Luís quatro Restaurantes Populares. Enfim, são várias obras, de menor porte, que estão sendo feitas em São Luís, mas também temos obras no Maranhão todo. E uma coisa que eu estou ansiosa e que atrasou foi o Italuís. Fizemos um empréstimo na Caixa Econômica para fazermos essa obra, mas a Caixa atrasou o repasse desde setembro e os empresários estavam querendo parar. Nós estamos tentando fazer uma negociação para resolver e poder entregar o mais rápido possível. Mas tem outra coisa. São Luís é abastecida pelo Italuís, pelo Sistema Sacavém, e pelo Batatã, que está com problema porque está sem água. Se não chover logo, teremos muitos problemas.

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Segurança Pública

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roseana SarneyO Estado publica em dua edição de hoje uma longa entrevista concedida pela governadora Roseana Sarney e faz um balanço desses três anos de governo. Um dos temas abordados foi a Segurança Pública e a situação em Pedrinhas.

Governadora, um tema que está em evidência no estado é a segurança. O que a senhora tem a dizer sobre o assunto?

Roseana Sarney – Nós demos um grande avanço na área de segurança com as mudanças que fizemos. O problema são os presídios, onde nós temos deficiência, porque eram ambientes viciados. Então, quando a gente conseguiu trocar o secretário e ele colocou a mão na ferida, aconteceu que agentes penitenciários ficaram contra, porque existia um processo de anos em que não se faz isso. E quando nós botamos a mão na ferida, começaram as chantagens, as mortes, para que a gente derrubasse o secretário, para que eles pudessem ter de novo as liberdades que eles tinham, mas nós sustentamos. Nós temos hoje 2.700 presos, mas mais da metade deles não foi julgada pela Justiça. É provisória. A Justiça é lenta. Também temos esse problema. Nós gastamos R$ 3.500,00 com um preso e o Maranhão não é rico para gastar isso com ele. Estamos respondendo o relatório do CNJ, reunindo todos os dados. Hoje, temos condenados 718 presos e 1.973 à espera da Justiça. A população carcerária total é 2.704, 274% a mais à espera da Justiça. Por isso é que há essa superpopulação. Mandam todo mundo para lá. Só os que aguardam julgamento excedem a capacidade de Pedrinhas. Nós temos deficiências.

E a inspeção do CNJ?

Roseana Sarney – Eu estou revoltada porque aquele vídeo não é daqui, é dos Estados Unidos. E foi avisado, o (Sebastião)Uchôa – secretário de Justiça e Administração Pe4nitenciária – avisou, mas o juiz botou no relatório, e o Brasil inteiro achando que aquele vídeo é daqui. Não existiu estupro em Pedrinhas, mas só hoje nós conseguimos comprovar. Foi aberto inquérito, chamamos os agentes que entregaram o vídeo para serem interrogados e eles disseram que o vídeo é dos Estados Unidos. E eles (os membros da comissão do CNJ) não visitaram o local porque era dia de visita, não foi proibido. Em 2004, durante o Governo José Reinaldo, firmaram dois convênios para a construção dos presídios no sistema de pré-moldados em Pinheiro e Santa Inês, mas nada foi feito. Em 2006, o (governador) Jackson (Lago) também não fez. Em 2009, no fim do ano, o prefeito de Pinheiro orientou os vereadores a votarem uma lei proibindo a construção do presídio no município. Em 2010, foi o ano da eleição, não se andou com isso. Em 2011, eu eleita, aconteceram as decapitações daqueles presos em Pedrinhas. O ministro da Justiça esteve aqui e disse que em três meses nós teríamos dois presídios aqui. Firmamos dois convênios, Pinheiro e Santa Inês, para a construção dos presídios no sistema de pré-moldados. Quando já estava em processo de licitação, veio uma contraordem do ministério dizendo que não era possível seguir com o processo naquele modelo de pré-moldado, pois o Governo Federal não aceitaria aplicar os recursos e que eles indicariam um novo sistema. Nós perguntamos para eles antes, que disseram tudo bem fazer em pré-moldados, nos deram até os nomes de umas firmas que estavam fazendo em Salvador e outros locais. Mandamos licitar dessa forma e um promotor de Goiás dizendo que estas firmas eram inidôneas. Daí eles mandaram imediatamente uma ordem para suspender. Nós tiramos da licitação e eles pediram para modificar o projeto. Modificamos o projeto para construir da forma convencional. Mandamos para eles e eles não nos deram resposta. No dia 29 de junho, nos disseram que estava tudo ok e no dia 30 de junho eles pegaram os R$ 22 milhões de volta, alegando que havia um decreto da presidência segundo o qual, como nós não tínhamos começado a construção teria que pegar o dinheiro de volta, mas não começamos por causa desse problema. Mas agora nós estamos fazendo com o dinheiro do Estado, o que eu particularmente acho um absurdo, porque se há um departamento penitenciário, eles (os órgãos federais) deveriam nos dar o projeto. Podem fazer tudo lá, até a licitação e a execução da obra. Agora, o Estado, que é pobre, terá de construir sete penitenciárias. A gente não sabe nem se precisa, porque há 1.900 presos aguardando julgamento. Cada preso desses custa para o Estado R$ 3.500,00, e a tendência agora é terceirizar essas penitenciárias.

Além da questão penitenciária, houve avanços na segurança pública?

Roseana Sarney – Nós fizemos uma reformulação na segurança pública. De qualquer forma, a violência teve um aumento no Brasil todo e no Maranhão foi proporcional. Essa violência está aumentando por causa das drogas. Nós temos participação? Temos, porque é dentro do nosso estado, mas nós deveríamos ter um reforço nas fronteiras, porque as drogas entram pelas fronteiras. A Polícia Federal deveria ser mais ágil nesse ponto, porque está sobrecarregando os estados. Nós melhoramos colocando as câmeras de videomonitoramento nas avenidas, compramos carros, motos e armas, realizamos concurso público. A segurança está melhorando. Mudamos a direção da polícia. Tem uma melhora mais sensível.

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