TJ marca nova eleição para membro efetivo do TRE

O pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu, durante a sessão administrativa desta quarta-feira, 17, anular a eleição para escolha de membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral, na categoria de Juiz de Direito, ocorrida no dia 20 de julho.

 Com a decisão, um novo pleito foi marcado para o dia 31 e a vaga declarada aberta para conhecimento de interessados.

A medida foi tomada em decorrência da decisão unânime do plenário do Conselho Nacional de Justiça que ratificou liminar concedida em Procedimento de Controle Administrativo, ainda pendente do julgamento do mérito, que questionou a participação do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos no processo de escolha e suspendeu os efeitos da eleição.

A decisão do CNJ foi comunicada pelo presidente do TJMA, desembargador Jamil Gedeon, e submetida à apreciação do pleno. Unanimemente, os desembargadores presentes decidiram anular a eleição e marcar nova data para o processo de escolha da vaga no TRE.

Controle – O Procedimento de Controle Administrativo foi proposto no CNJ pelo juiz Eulálio de Almeida no dia 26 de julho, alegando que o grau de parentesco do desembargador Joaquim Figueiredo com um dos  concorrentes o impede de votar.

Contra o voto dos desembargadores Jamil Gedeon e Stélio Muniz, a maioria decidiu que só haveria impedimento nos casos de promoção de juiz. A votação terminou em 9 votos a favor do juiz Eulálio e 10 para o juiz José Jorge, escolhido na ocasião para a vaga.

Fisiologismo: Para retomar votações, governo anuncia liberação de emendas

A República continua sendo desmoralizada pelos governistas de plantão.

O governo federal informou aos líderes da sua base aliada que vai liberar recursos para emendas individuais deste ano e de orçamentos anteriores (os chamados restos a pagar).

O anúncio foi feito nesta terça-feira pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

A liberação é uma tentativa do governo de evitar o crescente descontentamento dos parlamentares que apoiam o Executivo.

É a velha prática nociva do toma-lá-dá-cá, que enodoa o nosso pretenso regime democrático.

Comissão da Câmara aprova PEC da fidelidade partidária

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira a PEC da fidelidade partidária.

O projeto quer disciplinar a legislação sobre a perda de mandato de políticos que mudam de partido.

Há dez textos diferentes no projeto. Uma comissão especial na Câmara irá escolher um deles para ser votado no plenário.

Para o relator da PEC na comissão, deputado Esperidião Amin (PP-SC), as propostas são muito diferentes e que o melhor é uma análise de uma comissão só para o assunto, já que deputados estavam adiando a votação do relatório para modificar os textos.

“Há propostas que permitem mudança de partido após dois anos da eleição, outras permitem para a criação de um novo partido, e outras não levam isso em conta”, disse.

A Constituição não define quem é o dono do mandato. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no entanto, decidiu que o mandato pertence ao partido e não ao político eleito.

A medida afetou deputados e vereadores que trocaram de partido depois de 27 de março de 2007. A mesma regra se aplica para senadores, prefeitos e governadores que mudarem de legenda depois de 16 de outubro de 2007.

A perda do mandato, porém, não é automática. Os partidos precisam ajuizar representação perante a Justiça Eleitoral.

TRE comunica encerramento de mandato de membros da Corte

Em ofício encaminhado ao presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Jamil Gedeon, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Raimundo Cutrim, informa que o encerramento do primeiro biênio dos advogados Sérgio Muniz e José Carlos Sousa Silva, como membros efetivos daquela Corte, na categoria de juristas, ocorrerá no dia 3 de novembro deste ano.

O comunicado do TRE consta da agenda da sessão administrativa desta quarta-feira (17),  publicada no site do TJMA – sessão “consultas” – “agenda”.

Blog de luto: falecimento do companheiro David Sá

Davi Sá

O dia dos pais foi marcado por um acontecimento pesaroso: o falecimento do companheiro David Sá, ex-colega de carreira do Banco do Brasil e que exercia a presidência do Sindicato dos Bancários.

Aos 47 anos, David Sá Barros deixa uma filha (Iasmim).

O velório foi realizado no auditório Che Guevara, na sede do Sindicato dos Bancários.

A última grande vitória dele como presidente do sindicato foi a reintegração dos bancários descomissionados arbitrariamente pelo Banco do Brasil no Maranhão, cuja decisão da Justiça do Trabalho foi divulgada  no último dia 11.

TSE: cotas do Fundo Partidário são impenhoráveis

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que as cotas do Fundo Partidário são impenhoráveis.

A Corte tomou a decisão ao indeferir pedido feito pelo juiz da 49ª Vara do Trabalho de São Paulo, que solicitou a penhora de R$ 5.248,00 de recursos do Fundo a que o Partido da Causa Operária (PCO) tem direito, para pagar dívida trabalhista com a ex-funcionária da legenda Maria Aparecida de Siqueira.

Em voto-vista lido na sessão desta noite, o ministro Gilson Dipp indeferiu o pedido feito pelo juiz do Trabalho ao lembrar que o inciso XI do artigo 649 do Código de Processo Civil (CPC) impede a penhora dos “recursos públicos do Fundo Partidário recebidos, nos termos da lei, por partido político”. Em sua maioria, os ministros acompanharam o voto do ministro.

“O pedido não pode ser atendido pelo TSE por impossibilidade legal”, disse o ministro Gilson Dipp, ao salientar ainda que “o TSE não é o titular dos recursos, mas mero repassador dos recursos do Fundo Partidário, não podendo ser depositário deles”.

Divergiram dos votos dados pela maioria os ministros Marco Aurélio e Henrique Neves. Este último havia votado em sessão anterior acompanhando o voto do ministro Marco Aurélio, relator do pedido, que deferira a solicitação. Segundo o ministro Marco Aurélio, atuando de forma administrativa o TSE não teria como descumprir uma decisão judicial.

TCU: um tribunal de ex-parlamentares

Com uma composição formada essencialmente por ex-parlamentares, fruto do apadrinhamento de Câmara, Senado ou do presidente da República, o Tribunal de Contas da União (TCU) ganhará um novo ministro nas próximas semanas. Muito provavelmente, outro político.

Dos nove ministros titulares do TCU, seis são ex-parlamentares, incluindo o ex-deputado tucano Ubiratan Aguiar, que se aposentou este mês. Estão disputando sua vaga 13 deputados. O 14º pré-candidato, uma indicação do PPS, é o auditor fiscal do TCU Rosendo Severo.

Além dos nove titulares, o TCU tem três ministros substitutos (auditores), nomeados pela Presidência da República entre técnicos concursados.

O ministro Haroldo Cedraz – cujo filho e advogado é acusado de defender uma ONG investigada pela PF na Operação Voucher – foi indicação do antigo PFL da Bahia.

Ex-deputado, sua eleição pelo plenário da Câmara causou grande irritação ao ex-presidente Lula, que, na ocasião, patrocinou a candidatura do ex-deputado Paulo Delgado (PT-MG).

O mesmo ocorreu com a eleição do ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia José Jorge, indicação do DEM, que bateu o candidato de Lula, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).

Lula, entretanto, teve sucesso na indicação do seu ex-ministro José Múcio Monteiro, com ótimo trânsito no Congresso, após vários mandatos de deputado por Pernambuco.

O ministro e ex-deputado gaúcho Augusto Nardes, indicação do PP da Câmara, também foi para o TCU com as bênçãos do Planalto e da base aliada de Lula.

O ex-senador e ministro Valmir Campelo foi indicado ainda no governo Fernando Henrique pelo PMDB. E o ex-secretário-geral do Senado Raimundo Carreiro foi nome de consenso da Casa com apoio do senador José Sarney (PMDB-AP).

Já o ministro Benjamin Zimler, atual presidente, e os ministros substitutos Augusto Sherman, Marcos Benquerer Costa e André Luiz Carvalho são técnicos, indicados pela Presidência.

Auditores do TCU relatam que, por conta da origem parlamentar, os gabinetes dos ministros são endereço de uma romaria diária de deputados e senadores, acompanhados de prefeitos e outros políticos em busca de ajuda para liberar alguma obra, ou salvar esse ou aquele amigo. Mas os ministros acabam ficando presos aos relatórios técnicos que recomendam seus votos. Caso ignorem os relatórios técnicos, podem ter dificuldades para se explicar.

Na disputa da atual vaga, a base aliada está fragmentada com o excesso de candidatos.

Os nomes mais fortes são os dos deputados Ana Arraes (PSB-PE) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A candidatura de Jovair Arantes (PTB-GO) está sendo esvaziada. Na próxima quarta-feira a bancada do PMDB escolhe seu indicado entre os deputados Osmar Serraglio (PR) e Átila Lins (AM). A deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) teve de sair da disputa depois do seu envolvimento no escândalo no Turismo.

(O Globo).

Aos novos bacharéis, a emoção

Por Roberto Veloso*

 Há 164 anos, no dia 11 de agosto de 1827, foram criados os dois primeiros cursos jurídicos no Brasil, um em Olinda e outro em São Paulo, por obra e graça do imperador Dom Pedro Primeiro, após aprovação da Assembléia Geral.

 Eram nove cadeiras, espalhadas por cinco anos. Direito natural, diplomacia, Direito público eclesiástico e Direito marítimo eram algumas das disciplinas daquela época, hoje relegadas aos cursos de especialização.

 Os professores, lentes proprietários, em número de nove, recebiam vencimentos iguais aos desembargadores da relação e gozavam das mesmas honras, os quais podiam aposentar-se, após vinte anos de serviço, com os vencimentos integrais. Quanta diferença, hoje os professores recebem valores irrisórios diante de tão sublime missão.

 Os alunos deveriam possuir a idade mínima de quinze anos e possuírem aprovação na língua francesa, gramática latina, retórica, filosofia racional e geometria. Ao terminarem o curso, com aprovação, recebiam o título de bacharéis. Havia, ainda, a possibilidade de alcançarem o título de doutor, desde que submetidos ao preenchimento de outros requisitos. Somente os que obtinham o título de doutor podiam ser nomeados lentes.

 Até então, os filhos do Brasil tinham de cursar Direito no além-mar. Entre os que partiram para estudar em Portugal, está Gonçalves Dias. Saiu de Caxias, no Maranhão, para terminar os estudos secundários em Coimbra e cursar Direito na vetusta faculdade daquela cidade. Sofreu tanto a saudade da terra que escreveu a canção do exílio em alusão ao seu torrão natal: “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá.”

 Por falar em saudades, não poderia deixar de referir Costa e Silva, poeta piauiense, estudante da faculdade de Direito de Recife, transferida de Olinda em 1854, que escreveu uma poesia inspirada na viagem que fazia, em lombo de burro, partindo de Amarante.

 O poeta, ao voltar para buscar os livros que havia esquecido, encontrou a mãe rezando e chorando. Diante da cena escreveu: “saudade, olhar de minha mãe rezando, o pranto lento deslizando em fio. Saudade, amor de minha terra, o rio, cantiga de águas soluçando”.

Àquela época estudar Direito não era fácil, havia muito sofrimento. Nos dias atuais a situação mudou drasticamente para melhor. Nosso país é o que possui o maior número de faculdades de Direito do mundo, com 1.240 cursos. Os advogados somam mais de 800 mil.

 Em razão dessa quantidade e da baixa aprovação no exame da ordem, questiona-se a qualidade dos cursos e alguns chegam a defender o fechamento de faculdades. Em um ponto tem razão, o MEC deve intensificar a fiscalização para impedir o mero mercantilismo com o ensino, exigindo das faculdades boas bibliotecas, instalações dignas e planos de cargos e salários para os professores, além de uma política de qualificação destes.

 Contudo, o mero desempenho no exame da ordem não pode servir de parâmetro para o funcionamento dos cursos. Isso porque a função precípua das faculdades é prover de curso superior os cidadãos brasileiros. Não podemos esquecer que, segundo dados do IBGE, apenas 14,4% da população de 18 a 24 anos estava matriculada em cursos superiores no ano de 2009.

 Esses dados são referentes a todo o Brasil, pois se formos considerá-los por região, as diferenças são maiores ainda. Enquanto no Sul, 19,2% dos jovens na faixa etária analisada frequentavam o ensino superior em 2009, no Nordeste o índice era inferior a 10%.

 Em relação ao percentual de brasileiros com curso superior completo na população de 25 a 64 anos, o relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) coloca o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países. Os números se referem a 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário. A média entre os países da OCDE é de 28%, mais do que o dobro da brasileira. O Chile, nosso vizinho, tem 24%, e a Rússia, 54%.

 Assim, apesar de tantos cursos de Direito, ainda estamos em posição desconfortável em relação ao número de graduados. Por essa razão é preciso defender a permanência das faculdades, lutando pela melhoria da qualidade.

 É importante registrar que a instalação das faculdades de Direito pelo país, obrigando a construção de estruturas acadêmicas, termina por trazer para aquelas localidades outros cursos, como Medicina, Enfermagem, Odontologia, Administração, Ciências Contábeis, Pedagogia etc.

 Na semana passada, fui paraninfo de uma das turmas de Direito da Federal do Maranhão, onde sou professor. Vivi uma emoção sem igual, pela alegria e a sensação de realização pessoal dos formandos, o sentimento do dever cumprido dos professores, da chefia do departamento e da reitoria.

Naquele momento o exame da ordem era o que menos importava, a satisfação dos formandos e de seus familiares pelo recebimento do diploma estava estampada nos rostos. O curso cumpriu o seu papel. Viva o curso de Direito.

 *Roberto Veloso é presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região e professor adjunto da UFMA.

Marcelinho Carioca é acusado de negociar vaga de deputado

O ex-jogador de futebol e suplente de deputado federal Marcelinho Carioca (PSB-SP) deixou de assumir o mandato de deputado nesta semana e abriu espaço para a mulher de um aliado chegar à Câmara dos Deputados.

Ele entraria no lugar do deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP), que tirou 130 dias de licença desde 1º de agosto.

Marcelinho, que ingressou na Justiça Eleitoral tentando obter o mandato do deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), agora rejeitou o cargo.

Assumiu a terceira suplente do PSB, Elaine Abissamra, que é mulher do prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra (PSB).

Na semana passada, Marcelinho almoçou com o prefeito na cidade, de acordo com relatos de moradores.

O secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura, Flávio Henrique Moraes, é advogado de Marcelinho na ação contra Chalita.

Vereadores de oposição veem indícios de que o prefeito negociou para que Marcelinho recusasse o cargo e permitisse que Elaine assumisse o mandato.

Na terça, representantes do PMDB se reunirão para decidir se vão tomar alguma ação contra o caso.

A assessoria justificou a recusa de Marcelinho alegando que ele já tinha marcado uma viagem de negócios e que o mandato a ser assumido agora seria muito curto. O ex-jogador considerou “absurdas” as acusações.

(Folha Online).

Bancário: profissão perigo

O blog reproduz interessante artigo do jornalista Franklin Douglas, com o qual concordamos plenamente.

 

O pior é que se trata de uma realidade histórica e sob o governo do PT não se enxerga nenhuma luz no fim do túnel.

 

Por Franklin Douglas*

 

Assédio moral, salário baixo, xingamento de clientes irritados em enormes filas, doenças ocupacionais, vítima primeira de assaltos a agências bancárias… A profissão de bancário é cada vez mais um risco de vida para quem opta por ela.

 

Até fins dos anos 1980, ser bancário, sobretudo de banco público, era uma posição de prestígio social. Sinônimo de inteligência, dada a necessária aprovação por concurso público (com exímio domínio do português, da matemática, da contabilidade básica) e de relativa estabilidade financeira. Era a meta primeira de jovens universitários que, às vezes, até abandonavam seus cursos para dedicação exclusiva à carreira bancária.

 

Ser filho de bancário no interior do estado era caminho garantido para os estudos secundários (hoje Ensino Médio) na capital a fim de prestar o vestibular. Na cidade, era ter a possibilidade de estudar em boa escola, fazer um bom curso de inglês e variadas possibilidades de lazer.

Hoje, a realidade é outra!

 

A vida bancária é uma vida de instabilidade financeira. O piso salarial beira os R$ 1.300 para os que trabalham em bancos privados, e R$ 1.600 para os de bancos públicos. Na conta certinha do fim do mês, mal sobra para o lazer.

 

A pressão do dia a dia é de enlouquecer. Clientes irritados com as longas filas raciocinam em último caso que a culpa é do sistema financeiro perverso. O alvo é o bancário. Sequer sabem que a falta de contratação de pessoal (menos bancários, mais filas!!) é uma das explicações dos lucros bilionários dos banqueiros, afora a política de juros exorbitantes do governo federal. Mas são lucros bilionários mesmo! No ano passado, o Itaú lucrou 13 bilhões de reais; o Banco do Brasil, 11 bilhões; o Bradesco, 10 bi. Só nos primeiros três meses deste ano de 2011, os bancos Itaú, Bradesco e Santander já ultrapassaram a casa dos 14 bilhões em lucro.

 

Esses mesmos bancos privados de lucros bilionários usam até a exaustão a força de trabalho do jovem bancário. Após 10, 15 anos de contratação, quando começam a aparecer as doenças ocupacionais, demite-se o “velho” bancário. Outros jovens são contratados, com piso salarial inicial, evidente (menos direitos, mais lucros!).

 

A Lesão por Esforço Repetitivo, a LER, tem no bancário seu profissional dos preferidos. Certa vez, recordo de uma bancária que, aos prantos, confessou-me que sua maior dor era não poder pentear o próprio cabelo, por conta da tendinite nos ombros adquirida por longos anos de digitação repetitiva como caixa do banco. Imagine você, cara leitora, caro leitor, a dor de uma mulher que não pode arrumar-se, passar um batom… Ante esse sofrimento, ela ainda tinha que lutar pelo direito de se aposentar por invalidez.

 

Quando não estão lesionados em seu corpo, boa parte da categoria bancária está vilipendiada em seu psicológico. A pressão do banco é diária: além do atendimento ao cliente e das cobranças por metas, venda de serviços, os bancários têm que ser produtivos e provar que são competentes. No Banco do Brasil, até gerente está perdendo comissão de chefia por que mantém ação na justiça trabalhista reivindicando seus direitos. São 14 nessa situação. Esse chamado assédio moral atinge 66% dos empregados em instituições financeiras do Brasil. Isso quando não sofrem o trauma do assalto ao banco. Para se ter ideia, só no primeiro semestre de 2011 o número de assaltos a agências bancários no Maranhão já superou o total do ano de 2010 – 14 assaltos registrados.

 

A aposentadoria digna tampouco é garantia. Vejam os bancários do Banco da Amazônia (BASA) tendo que lutar pelo benefício definido pelo qual contribuíram a vida inteira. Ou os do antigo Banco do Estado (BEM), cujo benefício de aposentadoria fica longe do que recebiam quando na ativa…

 

É ou não uma profissão perigo?

 

* Franklin Douglas, jornalista e professor, escreve para o Jornal Pequeno aos domingos, quinzenalmente.

 Email: [email protected]

Perfil

Blog informativo de Direito Eleitoral, com análise das inovações legislativas e da evolução jurisprudencial.

Flávio Braga é Pós-Graduado em Direito Eleitoral, Professor da Escola Judiciária Eleitoral e Analista Judiciário do TRE/MA.

“O seu voto não tem preço, tem consequências”

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