O que move o mundo…

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Sinceramente não sei o que com mais força move o mundo. Antes eu pensava que era o medo, instinto primordial e básico, indissociável de todas as criaturas, sejam elas mais ou menos domesticadas. Depois passei a crer que o que mais faz girar as engrenagens da vida é a ambição, a vontade do mais, reação básica que em boas medidas promove o crescimento e que em medidas exorbitantes cria fascínoras. Porém, recentemente, ao ver um documentário sobre os sete pecados capitais, descobri que a inveja é outro grande impulsionador do mundo.

Dito isso, passo agora a narrar o que aconteceu na última quinta-feira, 28.

Como sempre faço, quando posso, entrei em meu blog e vi que havia recebido um comentário que transcrevia o que imagino ser um texto jornalístico publicado em algum jornal de nossa cidade. O certo é que não tomei conhecimento dele antes do citado comentário.

No tal texto, que transcreverei mais abaixo, o seu perpetrador comenta a criação do Pólo de Cinema do Maranhão que um grupo de amigos cineastas está empenhado em implantar em nossa cidade, e é sobre isso que ocuparei esse espaço e tomarei seu tempo a partir de agora.

Poderia começar discorrendo sobre todas as doenças que assolam as almas de pessoas como o escriturário do opúsculo abaixo, mas ele já surtiu o efeito comprobatório de minha teoria inicial: a que diz ser a inveja uma das grandes forças que movem o mundo. Senão vejamos. Eu que me encontrava sem ânimo para escrever, pois outros afazeres de minha vida tem me levado em direção diversa da literatura, por causa do recalque de um pigmeu mental, por causa do escrito de um patológico invejoso me ponho a escrever esse texto, me movimento no intuito de comentar entre parênteses, em itálico e negrito a transcrição do tal texto.

“Veja o que um jornalista da cidade anda falando de você… Pólo de cinema do Maranhão tem assinatura exclusiva de Joaquim Haickel. O pólo cinematográfico do Maranhão, supostamente (supostamente é a vovozinha) fomentado a partir do funcionamento do Museu (da Memória) Audiovisual do Maranhão, nasce sob a égide da cultura do personalismo (como um pólo pode ser personalistico se é o magnetismo que há nos pólos que justifica sua existência, só um imbecil para pensar assim. Para seu conhecimento, no MAVAM já está sendo editado e finalizado um documentário sobre capoeira de Alberto Greciano, premiado diretor espanhol residente em São Luís). Ao menos três projetos iniciais da Fundação Joaquim (Nagib) Haickel, onde se encontra instalado o museu: os filmes curtas “Upaon-Açu, Saint Louis, São Luís”, “A Ponte”, e um sobre a vida do Padre Antonio Vieira.

O primeiro é uma animação dirigida por Joaquim Haickel, secretário de estado de Esportes e presidente da fundação (não sou o presidente da FNH, seu mal informado…), com desenhos de Beto Nicácio; “A ponte”, é de Joaquim Haickel, Frederico Machado, Arturo Saboia e Breno Ferreira (mais uma fez mal informado, esse curta de animação é um projeto da Dupla Criação e da Guarnicê Produções, o filme que terá os diretores citados é um longa-metragem que terá a cidade de São Luís como personagem central); e uma versão cinebiográfica de Padre Antonio, dirigida também pelo imortal (posto que é chama, infinito enquanto… tiver que aturar gente como você) da Academia Maranhense de Letras.

Pertencente ao grupo político do senador José Sarney (PMDB-AP) no Maranhão, (o que tem isso haver com o contexto. Fica claro o cacoete de gente recalcada) Haickel regozija-se da realização de um sonho nutrido há 20 anos (fico feliz que isso esteja acontecendo numa terra onde pouco ou nada se faz pelo cinema ou para preservar nossas histórias em áudio e vídeo, além do que esse não é um sonho meu, é de todos que de uma forma ou de outra fazem ou tentam fazer cinema em nossa terra. Lembro que há mais de 20 anos, numa de suas vindas ao Maranhão, o grande José Louzeiro nos conclamava a implantar aqui um pólo de cinema). A concretização teve um empurrãozinho de aliados políticos da Bancada Federal do Maranhão, notadamente do deputado federal do PSB, Ribamar Alves (Além de Ribamar que não é nem nunca foi meu correligionário político, outros parlamentares ajudaram para a realização desse empreendimento, entre eles Cafeteira, Gastão, Novais, Waquim, Brandão, Verde e até Dutra). Homem rico (como se isso fosse um insulto. Mais recalque), Joaquim Haickel declarou à Justiça Eleitoral possuir patrimônio calculado em mais de R$ 9 milhões nas eleições de 2006 (se não tivesse feito isso seria crucificado, pois estaria sonegando informações).

Alves destinou R$ 1,5 milhão (errado mais uma vez, R$ 900 mil) em emendas parlamentares para soerguer as instalações da Fundação Joaquim (Nagib…. seu burro) Haickel, no Portinho (diga-se de passagem que todos os recursos foram destinados ao IPHAN-MA que se encarregou das licitações para esse fim), prédio pertencente ao espólio do ex-deputado estadual Nagib Haickel, pai de Joaquim (errado novamente, o imóvel era meu e foi doado para a FNH). Os Haickel como Ribamar Alves detém votos na região de Pindaré (vá errar assim na caixa prego, esse cabra é um incompetente ou simplesmente maldoso. Desde a morte de meu pai, em 1993, eu não fiz mais política no Pindaré). Nas eleições de 2010, Joaquim Haickel deliberadamente se retirou da disputa eleitoral (depois de 28 anos de vida pública, como deputado estadual, deputado federal e secretário de Estado, resolvi não mais me candidatar. Já tendo completado 50 anos e sabendo que os homens da minha família vivem pouco, meu pai morreu com quase 60, resolvi me dedicar à literatura, ao cinema e a minha família). Alves, deputado do PSB, partido historicamente de oposição ao grupo Sarney no estado, foi reeleito para o terceiro mandato”.

Diante da leitura do “textículo” acima fiquei imaginando se não será a inveja realmente o maior motor do mundo.

Pra finalizar lembro que inveja não vive sozinha, ela vem associada a outros sentimentos como a impotência, a inépcia, a incompetência, o recalque, a intolerância, o preconceito e tantos outros sentimentos baixos, dignos do Hades, inferno olímpico.

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Muitos assuntos e pouco tempo.

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Muita gente tem me cobrado uma maior presença nestas prestigiadas e prestigiosas páginas de opinião, mas não venho tendo capacidade de coordenar meus esforços no sentido de colocar no papel as tantas coisas que gostaria de conversar com você e o dia a dia de minhas atribuições funcionais e afazeres particulares. O tempo é pouco para ser secretário de esporte e continuar sendo empresário, escritor, cineasta, filho de minhas mães, pai de minhas filhas, marido de minha mulher, amigo de meus amigos…

Confesso que não tenho andado muito satisfeito com o desenrolar das coisas, de modo geral, em sentido amplo, mas tenho trabalhado duro para reverter esse quadro, que já começa a mostrar sinais de mudanças, que espero se consubstanciem com o anúncio em breve do envio a Assembléia Legislativa de dois projetos de lei de autoria do poder executivo, instituindo incentivo fiscal às empresas que patrocinarem projetos esportivos e culturais.

Por falar em lei, já que não estou mais exercendo mandato parlamentar, gostaria que algum deputado estadual apresentasse um projeto de lei que, ao mesmo tempo em que revogasse a lei que criou o Parque Ecológico do Rangedor, criasse naquela área um parque zoológico e botânico em nossa capital. O Rangedor em termos qualitativos nada tem de reserva ecológica, é na verdade uma grande capoeira, uma reserva de espaço físico onde, através de parceria com a iniciativa privada, poderíamos construir um verdadeiro parque ambiental.

Já que falei de deputados estaduais, preciso escrever sobre a nova composição de nosso legislativo, agora quase seis meses dos novos parlamentares terem tomado posse. 

Como as minhas idéias estão em ebulição, não vou me aprofundar em um assunto específico, vou hoje apenas relacionar alguns assuntos que, quem sabe, possamos tratar mais adiante. São fatos do cotidiano, coisas com as quais convivemos e que muitas vezes nem nos damos conta e que passam despercebidas por alguns de nós.

Já tendo tratado de passagem de três ou quatro desses assuntos, continuemos com um que já tratei diversas vezes aqui. A reforma política e eleitoral. Sem ela, feita de forma correta, não conseguiremos ter um futuro mais esperançoso. Talvez não seja possível fazer uma reforma ampla, geral e irrestrita. Talvez ela precise ser feita em camadas, primeiro garantindo-se eleições gerais com mandatos coincidentes, sem voto proporcional e sem reeleição, suprimindo-se o cargo de senador suplente, papel que passaria a ser protagonizado pelos deputados federais mais votados do partido do senador a ser substituído. Espero que algum de nossos valorosos parlamentares federais use uma dessas idéias em uma emenda ao projeto de reforma que está sendo discutida no congresso nacional.

 Outro assunto que gostaria de um dia desses trazer para nosso bate papo aqui é o desastroso sistema viário de nossa cidade, incluído nessa pauta a péssima qualidade dos motoristas de nossa terra. Estou cada dia mais horrorizado com o que vejo diariamente em nossas ruas e avenidas esburacadas e congestionadas.

O nosso trânsito não é nada se comparado à violência que vem assolando o nosso dia a dia. O que se tem visto é uma banalização da violência, onde a vida humana passa a valer nada ou alguns míseros reais roubados de um pobre taxista.

Dia desses fiquei revoltado ouvindo numa emissora AM o relato de uma série de latrocínios e homicídios decorrentes de casos torpes. Para essa última causa de violência não há prevenção a não ser a educação e a prática da boa cidadania. 

Há também dois assuntos que gostaria de conversar. Você sabe o que é o critério de inamovibilidade? Não acredito que a maioria das pessoas perguntadas dirá que sabe, mas isso é normal, pouca gente sabe o que é isso. Inamovibilidade é a prerrogativa de que gozam certos funcionários públicos de não poderem ser transferidos, senão por seu pedido ou com seu consentimento. É garantida aos magistrados que se conservem permanentemente na comarca a que servem e de onde só serão removidos unicamente a pedido ou por promoção. O mesmo acontece com membros do ministério publico.

Esse critério, que é de certa maneira justo, democrático e republicano, pode – eu disse pode – criar feudos ou paróquias, transformando seus titulares em senhores ou párocos, e isso tem acontecido com certa frequência e temos tido provas disso diariamente.

Comentemos também sobre outro assunto polêmico, os honorários de sucumbência que funcionam como uma espécie de prêmio concedido ao advogado da parte vencedora, em razão do trabalho desenvolvido, referente ao valor da causa e da complexidade da matéria, entre outros critérios de arbitramento judicial.

Até ai tudo bem, o problema, acredito eu, é a aplicação dos honorários de sucumbência nos casos de advogados públicos, procuradores federais, estaduais ou municipais.

Esses dois últimos assuntos certamente resultariam em um bom debate, mas só pelo fato de resvalar neles, minhas orelhas já estão coçando…

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