Oscar 2017

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Depois de ser taxado de preconceituoso no ano passado, o pessoal de Hollywood resolveu apontar para concorrer neste ano, três excelentes filmes que envolvem temas e personagens afrodescendentes, que, diga se passagem, em minha modesta opinião, os três são bem melhores que o queridinho da maioria do público e dos críticos de cinema, o primeiro grupo de desentendidos e o segundo de entendidos demais.

O tal favorito, “La La Land” indicado incompreensivelmente a 14 prêmios não tem todo esse mérito. Isso é coisa da indústria que quer prestigiar um musical, gênero que emprega muito mais pessoas do que um drama comum.

Dos indicados a melhor filme, meu favorito, é “Até o Último Homem”, drama de guerra baseado em fatos reais, dirigido pelo sanguíneo Mel Gibson. Outro que poderia vencer seria “Moonlight: Sob a Luz do Luar”. Filmes tão bons quanto os citados são “Estrelas Além do Tempo” e “Lion”.

No dia em que o imbecil do Trump disse que Meryl Streep era uma atriz superestimada ele deveria ter dito que ela é uma atriz super estimada e acredito que, em que pese ela merecer o Oscar por sua maravilhosa performance em “Florence: Quem é Essa Mulher?”, Hollywood vai dar-lhe o prêmio como mais um ato contra esse presidente obtuso que os americanos elegeram. A favorita é Emma Stone, mas não dá para comparar as duas. Há também Isabbele Huppert em “Elle”.

Para melhor ator, a disputa é entre Ryan Gosling e Casey Affleck. O primeiro é bom ator, o segundo é um canastrão, mas os dois não teriam o meu voto, ficaria com Viggo Mortensen ou com o sempre bom Denzel Washington.

Entre os atores chamados de suporte ou coadjuvantes, os premiados certamente serão negros. Viola Davis por “Fences” e Mahershala Ali por “Moonlight: Sob a Luz do Luar”.

No quesito direção, três dos cinco concorrentes tem chances semelhantes de levar a estatueta pra casa. Em minha ordem de preferência, Mel Gibson de “Até o Último Homem”, Damien Chazelle por “La La Land: Cantando Estações” e Barry Jenkins com seu “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, mas acho que vão premiar o diretor do musical.

Para “La La Land: Cantando Estações” devem ir também os prêmios de melhor trilha sonora e melhor canção original. Melhor fotografia deve ficar com “La La Land: Cantando Estações”, em que pese “Lion” ter uma fotografia belíssima!

A montagem ou edição é o momento em que um mau filme pode ser salvo ou um bom filme pode ser destruído. Em minha opinião é um outro momento de direção da obra. Entre os concorrentes deste ano nenhuma montagem foi mais perfeita do que em “Até o Último Homem”.

Melhor mixagem de som e efeitos sonoros é um prêmio técnico que a cada edição tem se tornado mais importante e todos os concorrentes deste ano tiraram nota dez. Tenho muitas dúvidas, mas acredito que casar os sons de estampidos de disparos e explosões é bem mais difícil que afinar um piano… Sei não! Ficaria entre “13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi”, “Rogue One: Uma História Star Wars” e “Até o Último Homem”.

Três produções concorrem em pé de igualdade para melhor efeito visual, até porque todos são no fundo grandes filmes de animação computadorizada. “Doutor Estranho”, “Mogli: O Menino Lobo”, e “Rogue One: Uma História Star Wars”.

A antiga direção de arte chama-se hoje de design de produção e nenhum filme fez isso este ano melhor que “Animais Fantásticos e Onde Habitam”.

Junto com a cenografia e a ambientação das cenas, o figurino e a maquiagem dos personagens dão mais ou menos verossimilhança à cena e ao filme. No primeiro quesito todos os concorrentes podem vencer sem que os demais se sintam descriminados. Todos estão impecáveis no figurino. Já na maquiagem o vencedor em minha opinião deve ser “Esquadrão Suicida”.

Costumo dizer que se pode fazer um filme ruim com um roteiro bom, mas que é impossível fazer-se um filme bom com um roteiro ruim. Também nos quesitos de roteiro original e adaptado qualquer um dos indicados que ganhar a estatueta dourada, terá sido feita justiça, pois todos são bons, sendo que os adaptados superam os originais em qualidade. Em minha modesta opinião os vencedores nessas categorias serão respectivamente “La Land: Cantando Estações” e “Moon light: Sob a Luz do Luar”.

 

PS: As categorias as quais eu não comentei, é porque não tenho parâmetros minimamente confiáveis para opinar.

 

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Uma experiência única! SQN!

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Esse meu texto é só de agradecimento! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a minha esposa Jacira por me levar para assistir a um dos piores filmes jamais produzidos em Hollywood. Trata-se do negativamente insuperável, “Cinquenta tons mais escuros”. Sem maiores delongas o filme é uma droga!

Para que eu não pareça um despeitado pela beleza do galã, por quem algumas mulheres suspiravam na sala, e em defesa da película, que graças a Deus não se gasta mais celuloide com esse tipo de porcaria, o filme tem duas coisas boas: As especiais adaptações das músicas de compositores e cantores famosos que povoam o filme e a escolha de belos cenários naturais e “industriais”, que fazem com que, quem conseguir ultrapassar a barreira das nuances do “Gray”, possa ver alguma coisa boa naquele desperdício de dinheiro, numa produção que lotou a sala de exibição naquela sessão.

Esse filme cumpre uma façanha. Inverte um dito popular: “Porcos às pérolas”!

Outra coisa boa se poderia dizer sobre esse filme. O rosto da protagonista é algo deslumbrante. A moça é verdadeiramente linda e o galã realmente não é feio, mas homem precisa de outras coisas mais do que beleza. Digo isso não por ser desprovido dela, mas porque realmente charme e simpatia são atributos mais importantes para um ator do que beleza. Estão aí para comprovar o que digo Humphrey Bogart, Spencer Tracy, George C. Scott, Anthony Quinn, Robert de Niro, Al Pacino, Morgan Freeman. Nem todo mundo consegue ser um George Clonney, né!?

Mas deixemos o filme em si um pouco de lado e falemos do cidadão que estava sentado bem ao meu lado esquerdo, já que minha mulher estava ao direito.

O energúmeno, desde a hora em que cheguei, se pôs a dedilhar um smartphone gigantesco, tão iluminado quanto a Estátua da Liberdade no 4 de julho. A este cidadão vai meu segundo agradecimento deste texto, uma vez que ele me fez exercitar a paciência que eu venho cultivando, a minha rara calma, a minha civilidade e minha urbanidade, coisas das quais tanto me orgulho.

Eu olhava para o cidadão e ele nem ligava! Eu me contorcia na cadeira e ele nada! Se aquele filme prestasse penso que não teria sido tão paciente, calmo, civilizado e urbano e teria perdido as estribeiras. Imaginem se estivesse assistindo a um filme de Christopher Nolan, daqueles que se piscarmos, perdemos o fio da meada!?

O sujeito ao meu lado, por mais que eu demonstrasse que seu tamborilar no celular estava incomodando, nada fez, aí eu educadamente com uma voz baixa e suave disse-lhe: “O amigo poderia desligar seu celular, é que apesar desse filme ser uma droga, eu preciso prestar atenção para poder, embasadamente, brigar com a minha mulher, quando sairmos daqui, por ela ter me trazido para ver essa porcaria”. Pensei que isso o faria achar graça e desligar o aparelho fazedor de imbecis! Ao contrário ele virou pra mim e disse: “Os incomodados que se retirem!”.

Ah, meus amigos! A primeira coisa que eu fiz foi me lembrar dos ensinamentos do mestre Gafanhoto! Não aquele do seriado Kung-Fu, mas meu compadre Gafanha, professor de uma geração de jogadores de basquete, que nos ensinou como proteger a bola usando o cotovelo! Até já lia a manchete do Jornal Pequeno de domingo: “Ex-deputado e cineasta Joaquim Haickel agride espectador em filme sensual”. Ri comigo mesmo e a única cosa que fiz foi me dirigir ao idiota, calmamente, e lembrar-lhe que antes da sessão começar há um filminho chato pra cacete que tenta ensinar às crianças e aos ignorantes que devem desligar os aparelhos eletrônicos, para que estes não atrapalhem a exibição do filme, mesmo ele sendo uma porcaria como aquela.

No final das contas o indigitado emborcou o aparelho sobre a perna, mas ele ficou a sessão inteira ascendendo umas luzinhas coloridas!

Eu continuei o calvário daquela sessão, sempre ao lado da mulher que amo, assistindo a uma obra baseada em uma trilogia best-seller, que resultou até agora em dois filmes péssimos, sem historia, sem criatividade, sem nada.

Ah, sim! Quem acha que o tal mister Gray é grande coisa, nunca viveu.

PS: Há uma cena no filme, na qual tanto o ator quanto o diretor demonstraram não ter nenhuma competência “linguística”!

 

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Os Lírios

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Eu até que me achava um sujeito positivo e otimista, mas uma vez me ocorreu um problema que jamais pensei que pudesse acontecer e me vi envolvido por uma preocupação assustadora!

Apesar do grande receio pelos efeitos que o tal problema poderia gerar para mim e para outras pessoas, me coloquei a trabalhar incessante e incansavelmente no sentido de entender o que estava acontecendo, para que pudesse resolvê-lo a contento.

Naquela noite só consegui dormir por três horas. De pé desde as quatro da madrugada não parei de pensar e de trabalhar para solucionar o problema, até que me lembrei de uma passagem da bíblia que minha mãe lia para mim quando eu era criança.

Era um trecho do mais belo discurso jamais proferido por um ser humano, um trecho do Sermão da Montanha, em que Jesus se dirige às pessoas sem fé, ansiosas e demasiadamente preocupadas, em que ele diz mais ou menos assim: Tenha fé! Não fiques tão preocupado ao ponto de passar da manhã até a noite e da noite até a manhã fixado em algo que lhe incomoda, mesmo que seja a preocupação sobre o que levar para casa para dar de comer a seus filhos ou sobre o que lhes dará para vestir. Olhais os lírios do campo, eles não trabalham, nem fiam, contudo vos digo, que nem Salomão em toda sua glória se vestiu como um deles…

Olha que eu não sou religioso! Abomino religiões e religiosos que exploram a boa fé das pessoas, mas eu creio que exista uma força criadora superior que rege o universo.

Eu não sou muito chegado a “igrejas”, no entanto, gosto de ouvir e de analisar as palavras de mestres como Buda, Moisés, Jesus, Maomé e outros luminares da humanidade. Mas, confesso que me lembrar da voz de minha mãe lendo aquele trecho do Sermão da Montanha me fez acreditar que mesmo que custasse bastante esforço eu conseguiria resolver aquele problema, que já não me parecia assim tão grande ou complicado.

Minha mãe sempre dizia e continua dizendo que “Deus proverá!” E meu pai completava, “desde que se lute e trabalhe para que as coisas aconteçam como esperamos”.

Quanto àquele problema!?… Ele, na verdade, nem era tão grande mesmo, e antes que percebêssemos, nós o resolvemos!

 

PS: Ao finalizar esse texto, depois de lê-lo e revisá-lo, me peguei rindo sozinho, ao perceber como fui tolo e ansioso, pois já que o tal problema não tinha nenhuma relação com nada que envolvesse saúde, com a Operação Lava-jato ou fatos correlatos, logo nem era um PROBLEMA!

 

 

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Uma análise sobre 2018

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Tenho recebido de alguns amigos, insistentes pedidos no sentido de que eu faça uma análise sobre os possíveis cenários políticos e eleitorais para 2018. Acho que ainda é muito cedo para isso!

Não sei se esses meus amigos querem é que alguma coisa que eu venha a escrever sirva de motivo para movimentar as rodas de conversas sobre esse assunto, possibilitando darem ao meu texto tons mais adocicados, cítricos ou apimentados, dependendo da coloração dos tais círculos.

Mas vamos lá!

Ao cargo de governador existem apenas três candidatos com reais chances de competir. Do lado da situação, Flávio Dino deve concorrer à reeleição, mas vai ter sérios problemas nesse intuito. Do lado da oposição existem dois nomes que podem encarar essa disputa, sendo que a candidatura de um fere de morte a candidatura do outro.

Caso Roseana venha a concorrer ao governo, inviabilizaria a aspiração de Roberto Rocha em disputar o cargo, pois não cabe em nosso tabuleiro de xadrez político mais de dois contendores com reais chances de vitória.

Ninguém desconhece que Roseana é a pessoa mais carismática da política do nosso estado, incluindo o atual governador Flávio Dino, e o ex-presidente José Sarney. Ocorre que só carisma não vence eleição. São necessárias algumas outras coisas! Resta saber se ela terá essas coisas a seu favor.

Ninguém também desconhece que o fato de Roberto Rocha, em 2018, estar no meio de seu mandato de senador, fará com que ele entre na disputa pelo governo sem muita preocupação com uma possível derrota. Alguém que não tem medo de perder tem uma espetacular vantagem na corrida para a vitória. No entanto, como no caso de Roseana, Roberto tem que agregar alguns fatores que ele também ainda não possui.

Fontes confiáveis comentam que Roseana vendeu sua casa em Brasília, o que nos faz crer que ela não pretenda voltar a residir no Distrito Federal, logo não deve estar em seus planos ser senadora! Pessoas ligadas a ela garantem que ela será candidata a governadora ou quem sabe a deputada estadual, uma vez que não deseja mais sair de perto de sua filha e de seus netos que moram em São Luís.

Esse é o primeiro nó que precisa ser desatado, pois ele interfere diretamente nas escolhas dos candidatos ao senado.

Pelo grupo entrincheirado no Palácio dos Leões, Weverton Rocha e José Reinaldo Tavares são os dois únicos políticos com reais condições de colocarem seus nomes à disputa do cargo de senador. Outras pessoas que ensaiam candidaturas ao senado do lado do governo não têm a menor chance de se viabilizarem.

Em minha modesta opinião, que como sempre contraria a de algumas pessoas, acredito que os dois principais grupos da política maranhense só elegerão um senador cada, em 2018.

Do lado da oposição a coisa é mais complicada, pois depende de uma série de “arrumações”.

Se Roseana for candidata a governador, inviabilizará a candidatura de seu irmão, Sarney Filho, ao senado. Como já comentei anteriormente, há a possibilidade de Roseana não disputar o governo, mas sim uma das quarenta e duas cadeiras do nosso parlamento estadual, o que nesse caso abriria a possibilidade da candidatura de seu irmão.

Além de Sarney Filho, nomes como os de Lobão Filho e o de Gastão Vieira estão colocados para também disputar o senado, ocorre que essa conta tem que ser feita com muita cautela, pois como já disse cada grupo só deverá eleger um senador em 2018.

Tudo está muito nebuloso!  Ainda não é possível se afirmar sem sombra de dúvida quem será candidato a que cargo. Mas uma coisa é certa, apenas os nomes citados aqui neste texto têm reais chances de disputar as vagas de governador e senador pelo Maranhão em 2018, os demais estarão simplesmente cumprindo tabela.

 

PS: Para falar sobre eleição de presidente em 2018 precisaria de uma bola de cristal! Sobre deputados federais e estaduais vai depender da reforma eleitoral.

 

 

 

 

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