DISCURSO PROFERIDO NA SESSÃO SOLENE DE ENTREGA DO TITULO DE CIDADÃ MARANHENSE PARA A SENHORA RENATA DE CAMARGO NASCIMENTO.

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Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Autoridades aqui presentes, Minhas senhoras e meus senhores…

Primeiramente, quero pedir-lhes desculpa pela minha mal tratada dislexia.
“Segundamente”, como diria o grande Odorico Paraguaçu, deixe-me tentar tranqüilizá-los. Essa quantidade enorme de folhas de papel que vocês estão vendo aqui na minha mão, não significa que meu discurso será longo, cansativo ou enfadonho. Ficaram assim muitas laudas pelo fato da letra ser grande, do espaço ser duplo, da vista ser fraca e da responsabilidade ser imensa.
Garanto-lhes que serei breve, até porque tudo que tenho a lhes dizer poderia ser dito usando apenas três palavrinhas verdadeiras, sinceras e essenciais. Poderia dizer simplesmente “Muito obrigado Renata” e teria dito tudo, não precisaria dizer mais absolutamente nada!
Mas nesse momento solene, representando o poder legislativo de meu amado Estado e a brava gente maranhense, não posso ser tão econômico, devo ser mais explicativo e didático. Devo lançar mão de todas as palavras que estejam ao alcance de minha modesta capacidade, para tentar construir um discurso, onde possa dizer tudo que DEVE ser dito. Temo apenas que ainda assim isso não seja suficiente para expressar tudo que PRECISA ser dito.
Pois bem…Estamos aqui hoje reunidos para outorgar oficialmente o titulo de cidadã maranhense à Renata de Camargo Nascimento, prestando assim, uma das mais justas homenagens que esta Casa já fez, em nome do povo maranhense, a uma pessoa que tenha o direito de ser reconhecida como nossa irmã e conterrânea.
Já tinha ouvido falar em Renata antes mesmo de ter sido apresentado a ela. Foi quando ela resolveu convocar um grupo de empresários de nosso Estado para se juntarem num projeto que envolvesse a todos com o planejamento, a execução e o desenvolvimento de ações sociais.
O que ela propunha não era nada parecido com o que havia por aqui. Ela propunha que fizéssemos ações voltadas para a valorização das pessoas mais humildes e carentes, através da criação de uma consciência mais ampla e geral de cidadania e responsabilidade social.
Fiquei muito satisfeito, lisonjeado mesmo, quando fui convidado para participar daquela reunião, que viria mais tarde a criar o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão, nos mesmos moldes do ICE de São Paulo, idealizado e criado por ela em 1999, com a participação de mais trinta empresários paulistas.
Vi logo que não se tratava de filantropia, de chá de caridade, de simples generosidade. O que Renata estava nos propondo era de certa forma, uma maneira de nos redimirmos de alguns esquecimentos, de algumas faltas, de algumas omissões em relação a nós mesmos.
Ela nos trouxe algo que era muito claro para nós todos, que precisava ser feito, mas que nunca fizemos.
Ela nos reuniu para promovermos a nossa própria cidadania, possibilitando a cidadania de outras pessoas, sabiamente juntando a fome com a vontade de comer.
A história de Renata de Camargo Nascimento com o Estado do Maranhão se inicia com sua participação como presidente do conselho deliberativo do Instituto ALCOA e como membro do board da ALCOA Foundation, ambos com ampla atuação nas áreas social e ambiental do nosso Estado.
Através de sua atuação nesses dois espaços, Renata vem defendendo os interesses do Maranhão, atuando de maneira definitiva junto aos demais conselheiros, mostrando-lhes nossas necessidades e nosso potencial, Interferindo positivamente na destinação de recursos e aprovação de projetos que contemplam um sem número de beneficiários, e diversas organizações sociais.
Para que se tenha uma idéia mais precisa do que isso representa, só em São Luis, de 2001 a 2006, estas duas organizações investiram mais de R$ 6.000.000,00 (Seis milhões de reais) em ações de responsabilidade sócio-ambiental.
Nascida na cidade de São Paulo, Renata graduou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Mackenzie, em 1974 e é Diretora de Participações da Morro Vermelho S/A., holding familiar controladora do Grupo Camargo Corrêa, fundado por seu pai, Sebastião de Camargo.
Aos 22 anos, quando ainda era apenas uma estagiária, decidiu abraçar a causa de melhorar a vida de comunidades carentes, e mais tarde, no final da década de 90, ela criou o Instituto de Cidadania Empresarial de São Paulo, organização não-governamental que mobiliza empresários a investir em projetos sociais, trocando a caridade do passado pela moder¬na responsabilidade social.
Trabalhando no “Terceiro Setor” desde 1975, vem atuando ativamente não só como membro de várias organizações, mas também, como participante de cursos, seminários e encontros no Brasil e no exterior.
Através de sua atuação no conselho do Instituto Camargo Correa, Renata vem apoiando diversos projetos em nossa terra. Exemplo disso é o Projeto Presenças, ação desenvolvida pelo ICE-MA, que visa fortalecer a atuação das organizações sociais, capacitando-as na área educativa, visando potencializar e qualificar as ações de seus educadores.
Mas com toda certeza sua maior e mais importante contribuição para a melhoria de nosso Estado é o investimento na sensibilização da classe empresarial maranhense para a responsabilidade social.
Para tanto, além de emprestar-nos seu precioso tempo, talento e prestígio, ela fundou e apóia diretamente o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão, organização sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública municipal e estadual pelas Leis N.º 4689 de 29 de novembro e N.º 8496 de 21 de setembro de 2006, respectivamente.
O ICE é um organismo concebido para trabalhar na difusão do conceito de desenvolvimento sustentável de modo a incentivar empresas a adotarem a cidadania empresarial como princípio do seu negócio.
Há um fato, no entanto, que me surpreendeu em relação à Renata. Em uma conversa informal, falávamos como deveríamos proceder enquanto “empresários cidadãos” e ela falou uma coisa muito parecida com o que meu pai costumava dizer, do alto de sua generosa sabedoria cabocla, de homem nascido e criado no vale do Pindaré: “Meu filho, às vezes temos que dar o peixe para quem tem fome, mas é preferível dar linha, anzol e ensinar a pescar”.
Renata presidi atualmente o Conselho Deliberativo do Instituto ALCOA, o Instituto de Cidadania Empresarial de São Paulo e é também Presidente de Honra do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão.
Além disso, ela é Membro de diversas instituições importantes como as americanas, ALCOA Foundation e Loma Negra Foundation;
Ela é Membro do Conselho do Instituto Camargo Corrêa; do Conselho da Associação Obra do Berço; do Conselho do Centro do Voluntariado de São Paulo; do Conselho da Comunitas; do Grupo de Mobilização e Comunicação da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo; do Comitê do Fundo Social Unibanco; do Grupo Orientador do Programa Itaú Social, dentre outros.
Para Renata, tanto o empresário que pensa que somente porque paga seus impostos e gera empregos, assim está cumprindo com o seu papel de cidadão, quanto à empresa que não atue com bastante equilíbrio nas áreas econômica, social e ambiental, não serão bem-sucedidos e não sobreviverão por muito tempo.
Ela sempre disse que a filantropia gera dependência e impede que o indivíduo ande com os próprios pés. Que é preciso capacitar o pessoal e ensinar como trabalhar. Que não se deve fazer PARA, se deve fazer COM.
Bertold Brech disse certa vez que “Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis”.
Renata de Camargo Nascimento é uma dessas pessoas citadas por Brech. Ela é Imprescindível!
Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados…
Foi ouvindo Renata falar, que resolvi apoiá-la em seu projeto. Projeto este que na verdade não é dela, é o nosso. Por isso, ouçam agora a nossa mais nova conterrânea e tenho certeza que depois disso, vocês também virão conosco trabalhar em prol da solidariedade e da cidadania.
Como disse no começo só precisava ter dito três palavrinhas, sinceras, verdadeiras e essenciais: Renata, muito obrigada.

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Num piscar de olhos.

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Não sei se vocês se lembram, mas tempos atrás, aqui mesmo, reconheci publicamente que sofria de um determinado tipo de dislexia. Olha vocês não podem nem imaginar como ter escrito e publicado aquilo foi importante para que eu pudesse aceitar algumas coisas a respeito de mim mesmo. Sobre minha forma de aprender, sobre as diversas maneiras de ver, ouvir e ler o mundo, de entender as pessoas e como elas se relacionam. Aprendi isso e outras coisas mais a respeito de gente que mesmo não sofrendo de nenhuma forma de dislexia, dificulta incrivelmente a sua comunicação e o seu entendimento do e com o mundo.

Hoje quero contar-lhes uma pequenina historia. Quero falar-lhe de dois presentes que ganhei de meu novíssimo e querido amigo José Belluzzo, mais conhecido no mundo cultural de São Paulo, pela alcunha de “Coi”.

Depois de algum tempo de convivência, as pessoas passam a se conhecer mais profundamente e consequentemente, de um jeito ou de outro, se identificar com seu interlocutor. Principalmente quando os dois sofrem de uma “doença” chamada de “cinemite aguda”, cuja única forma de tratamento é o uso constante e ininterrupto de filmes, seguidos de maravilhosas sessões bate papos regados a uma boa bebida e entremeados por petiscos fenomenais. Ainda mais se você vai se “tratar” em São Paulo! Tomara que meu médico não me leia!

Pois bem, dentre os meus mais novos amigos de infância estão esse rapaz de seus 30 anos e Ariana, sua bela namorada, um ano mais nova que ele. Ele é dono de uma produtora de áudio visuais, chamada Mutante Filmes, incrustada no surpreendente bairro paulistano de Pinheiros.

Depois de uma de nossas conversas, numa em que estava presente uma amiga comum, a fotografa e cineasta, Eliane Coster, Coi disse que me daria dois presentes, o livro “Num Piscar de Olhos”. A editoração gráfica de uma palestra proferida por Walter Murch, vencedor de dois Oscars de melhor edição, com os filmes “Apocalipse Now “ e “O Paciente Inglês”. No livro, aquele monstro sagrado do cinema fala sobre a arte da edição de filmes, o que para mim um dos quatro momentos em que cria e dirigi um filme. Os outros três momentos são quando se faz o roteiro; quando se planeja e executa a produção; e quando se orienta os atores, executa roteiro e produção e grava. Quando se diz “ação” e “corta”.

O outro presente era o filme “O Show Não Pode Parar”, um documentário sobre Robert Evans, o homem que seduziu Hollywood, produtor de grandes filmes, entre eles “O Poderoso Chefão”, “O Bebê de Rosemary e Chinatown”.

Quem gostar de cinema não pode deixar de ler este livro nem de ver esse DVD. Se você tem um amigo que gosta de cinema, dê a ele um desses presentes, ou os dois, não custam caro e valem muito mais que uma jóia.

Para alguém que sofra de dislexia como eu, assistir ao filme seria imensamente mais agradável que ler o livro, e geralmente é mesmo, mas no caso deste livro, escrito por um filosofo do cinema, ele transformou-se num maravilhoso áudio visual que não pude largar ate acabar de ler. Era como se estivesse vendo e ouvindo WM explicando didaticamente todo o seu processo criativo. Ele diz coisas profundamente simples, mas incrivelmente profundas. Coisas aplicáveis ao seu trabalho e a vida de modo geral, e é isso que é mais apaixonante, ele diz coisas que nós conseguimos entender e sentir, mas que nunca antes tínhamos pensado esquematicamente nem sequer verbalizado.

Pude confirmar o prazer que é conhecer novas pessoas. O prazer que é saber que mesmo vivendo em outra cidade, numa realidade bem diferente da nossa, num ritmo de vida e numa freqüência muito diferente, tenham os mesmos referenciais, as mesmas visões e a mesma forma de ver e apreciar o mundo e a vida.

Isso é incrivelmente fantástico. Fez-me sentir mais vivo que nunca.

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

As Frases Mais Divertidas e Inteligentes.

– O casamento é o preço que os homens pagam pelo sexo;
O sexo é o preço que as mulheres pagam pelo casamento.
(Anônimo)

– Não confio em produto local. Sempre que viajo,
Levo meu uísque e minha mulher.
(Fernando Sabino)

– É graças a Deus que o Brasil tem saído de situações difíceis.
Mas, graças ao diabo, é que se mete em outras.
(Mário Quintana)

– Só acredito naquilo que posso tocar.
Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.
(Luis Fernando Veríssimo)

– Política tem esta desvantagem:
De vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade.
(Stanislaw Ponte Preta)

– Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente
dispensáveis no mundo, a não ser naquelas
profissões reconhecidamente masculinas,
Como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro,
Decorador de interiores e estivador.
(Luís Fernando Veríssimo)

– Ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus.
Ele fez o cavalo e também o rinoceronte
(Vinicius de Moraes)

– O primeiro economista do mundo
Foi Cristóvão Colombo:
Quando saiu, não sabia para onde ia;
Quando chegou, não sabia onde estava.
E tudo por conta do governo.
(Ronaldo Costa Couto)

– Democracia neste país é relativa,
Mas corrupção é absoluta.
(Paulo Brossard)

– A corrupção não é uma invenção brasileira,
Mas a impunidade é uma coisa muito nossa.
(Jô Soares)

– Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra,
Tudo o que sobra é resto e
Tudo o que é resto vai para o lixo.
(Anônimo)

– Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo:
Nem ele me persegue, nem eu fujo dele.
Um dia a gente se encontra.
(Mário Lago)

– Fuja das tentações, mas devagar,
Para que elas possam te alcançar…
(Anônimo)

– O homem é um ser tão dependente
Que até pra ser corno precisa da ajuda da mulher.
(Anônimo)

– O isopor é meu pastor e a
Cerveja não faltará.
(Anônimo)

– Existem três tipos de mulher: as bonitas,
As inteligentes e a maioria.
(Anônimo)

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Carta a M.B.

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Alguns hábitos surgem sem que saibamos precisamente porque surgiram ou quando eles começaram a se impor dentro de nossa rotina. O certo é que desde 2002 um grupo de deputados e ex-deputados se reúne num posto de gasolina, na Ponta d’Areia, para comer, beber e, é claro, que ninguém é de ferro, para dois dedos de prosa, com direito de falar mal dos outros, presentes ou ausentes, benquerentes ou malquerentes.

No início, as reuniões eram diárias, no finalzinho da tarde, comecinho da noite. Os mais velhos ou mais cansados pelo baque do dia, pegavam uma cadeira de plástico e se sentavam no pátio mesmo e a conversa corria solta. Depois, pela acomodação natural das coisas, cada um tendo seus compromissos, seus afazeres, as reuniões passaram a ser semanais, aos sábados, a partir do meio dia. Criou-se então a Confraria do Batipurú com Política.

Nossa confraria era formada originalmente por seis membros permanentes (Eu, Tatá Milhomem, Carlos Braid, Mauro Bezerra, Aderson Lago e Luis Pedro) outros tantos devezenquandais (Julião Amim, Soliney Silva, Arnaldo Melo, Geovane Castro e Rubem Brito) e mais os associados sem mandato, mas com direito a pagar igualmente a conta (Ney Bello Filho, Fernando Belfort, João Bentivi, João Neto, Sebastião Murad, Abdelaziz, Antônio Gaspar, Dr. Zequinha, Rômulo Barbosa, Heitor Heluy e Eduardo Haickel). Meu primo Eduardo, que raramente pagou uma conta, no dia que foi escalado para fazê-lo, pelo fato de jamais ter participado de um rateio, sempre inventava uma desculpa pra sair da mesa na hora da coleta, e olha que a conta desse dia não era pequena, mesmo sendo ele o dono do posto, teve seu vale recusado pela arrendatária do restaurante: “Do Eduardo, só à vista… Se fosse para o deputado Mauro… Vá lá…!”

A direção de uma confraria desse tipo surge naturalmente e foi assim que se deu. Todas as manhãs de sábados nós nos ligávamos para confirmar a presença e a hora. Neste momento, todos diziam: “Não vão se esquecer de Mauro…”, e quando ele chegava, arrastando o pé, de mansinho, tomava conta de tudo.

Mauro Bezerra passou a ser o Grão-Mestre da turma, coletava o dízimo, pagava a conta e ainda colocava mais uns trocados do seu bolso (e do meu) pra aumentar a gorjeta de Nina e Ritinha, sua comadre, de quem contava a incrível história dela ter apenas 21 anos e já ser mãe de quatro filhos.

Na verdade, nosso Grão-Mestre contava recorrentemente as mesmas histórias. Todo sábado ele repetia diversas, entre elas a que dizia que depois que me separei, só uma única mulher do mundo seria capaz de me aturar: Só Clarice, dizia ele. A Clarice a quem ele se referia é minha santa mãezinha.

Venho notando que a nossa confraria vem sofrendo bastante com a ausência de alguns membros. Julião, desde que foi pra Brasília nunca mais deu as caras. Luis Pedro também é outro que desapareceu, vive com Jackson pra cima e pra baixo. Braid não tem tempo mais para os amigos. Milhomem está mais anti-social que nunca. Geovane não apareceu mais. Soliney sumiu. Arnaldo, que já vinha pouco, rareou.

Mantendo a tradição de falar de política, da vida alheia, de comer Batipurú, Mocotó, Frango Dourado e tomar o delicioso caldinho de feijão de Dona Alzira, tínhamos ficado só Eu, Aderson e Mauro.

A partir de agora, depois de na ultima sexta-feira, “O HOMEM” ter chamado às pressas o nosso querido Grão-Mestre pra que ele organizasse uma confraria igual à nossa “LÀ EM CIMA” (aquela vai ser quente, já confirmaram presença Nagib Haickel, Zé Burnnet, Gervásio Santos, La Rocque, Bayma Serra, Clodomir Millet, Cid Carvalho, Ivar Saldanha, Raimundo Leal, Alexandre Costa e Zé Elouf, dentre outros), vamos ficar aqui, eu e “Dersinho” sentindo falta de seu implacável senso de humor, daqueles que podia perder o amigo, mas jamais perdia a piada.

Eu e Mauro Bezerra fomos colegas em duas legislaturas, de 1983 a 1987, e de 2003 a 2007. Vinte anos se passaram entre uma e outra e nesse intervalo cultivamos uma amizade como poucas. Éramos adversários políticos, pensávamos de maneira diferente, muitas vezes antagônica, mas sempre nos respeitamos, sempre soubemos onde começava a política e onde se impunha a amizade.

Mauro Bezerra foi um grande jornalista, um grande político e um grande amigo. Digo isso não porque ele morreu, digo isso porque ele viverá para sempre em nossa lembrança, como um sujeito correto, um amigo descente, um adversário leal.

Não vou me esquecer jamais dele me gozando pelo fato de certa vez, ainda um neófito, ter tentado explicar que não era malufista nem sarneysista, que eu era “Claricense e Nagibense” e toda vez que eu ver um ar condicionado vou me lembrar dele e da gozação que Aderson e Cafeteira faziam com ele.

Vai Mauro, mas saiba que todo sábado estaremos esperando por você. Passe de vez em quando pra ver a falta que você fará, e mesmo que a gente insista em demorar, guarde um lugarzinho pra nós na sua nova confraria. Um dia ainda nos veremos.

PS: Estava em Santa Inês quando soube que Mauro havia falecido e vim para São Luis pensando em o que fazer e em o que dizer. Resolvi escrever. Ainda queria escrever mais, mas já são 09h30 e o enterro sai da ALM às 10h, tenho que correr, não posso me atrasar para meu último compromisso com meu amigo.

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Menino Arteiro

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Não, não fui eu…

Não fui eu quem escreveu,

não fui eu quem compôs,

não fui eu quem tocou,

não fui eu quem pintou,

não fui eu quem esculpiu,

não fui eu quem dirigiu,

não fui eu quem fotografou,

não fui eu quem cozinhou,

não fui,

não fui eu…

Mas o escrito,

a composição,

a execução,

o quadro,

a escultura,

o filme,

a fotografia,

o prato…

A obra,

nela,

lá eu estava,

lá estou.

Sou parte dela,

assim como ela a mim me pertence

sem eu, ela não é nada.

É em mim que ela se reflete e se consuma.

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Não tenho conseguido escrever nada nas ultimas semanas, devido outros trabalhos que estou desenvolvendo. Neste domingo arrumei um substituto mais que a altura, em que pese ele não pesar quase nada e ser bem mais baixo que eu: Mário Prata.

Aproveito a oportunidade para pedir desculpa pro Prata, pro Serjão, pro Chico e pra todos os outros amigos que me esperaram na sexta, dia 9, no SPA São Pedro em Sorocaba. Não pude ir pessoal, é que ontem o município de Satubinha fez 12 anos e eu tinha que comparecer a algumas solenidades lá. Fica pra próxima. Abraços a todos.

“ENTÃO, CANCELA!” – de Mário Prata

CASO 1:

Eu liguei pro Real-Visa e pedi pra diminuírem a anuidade, que ia pra 4 x 24 reais.
A atendente disse que era impossível.
Eu disse:
Então, cancela!
Ela respondeu:
– Mas senhor, o cartão é um cartão bom demais, etc.
Eu disse:
– Não vejo motivo pra pagar 100 merréis por ano pra pagar minhas contas com um pedaço de plástico.
Ela disse:
– Mas senhor, nosso produto é diferenciado. Não podemos abaixar o valor.
Eu disse:
Então, cancela!
Aí ela disse:
– Espere um minuto, por favor.
Voltou com a boa nova:
– Senhor, podemos deixar pelo valor que está, 4 x 16 reais.
Eu disse:
Então, cancela!Ela respondeu:
– Espere um minuto, por favor.
Mais uma vez:
– Senhor, podemos deixar por 3 x 16 reais.
Eu disse:
Não quero. Cancela!
Ela novamente disse:
– Espere um minuto, por favor… Senhor, podemos deixar então por 2 x 16.
Aí, eu concordei. Mas tive a impressão que poderia sair dessa negociação com o Real-Visa me pagando pra usar aquela merda.

CASO 2:

A TVA reajustou os preços. Eu disse que não ia pagar aumento nenhum.
A atendente respondeu:
– Senhor, infelizmente não podemos fazer nada.
O que que eu fiz? Liguei pra Net e assinei com eles.
Liguei pra TVA e disse:
Cancela!
A atendente robótica disse:
– Senhor, espere um minuto… O senhor não precisa cancelar. Manteremos o preço como está.
Respondi:
– Agora eu não quero, só estão me isentando do aumento porque eu estou cancelando!
Eles ficaram desesperados, porque eu estava cancelando 2 pontos de pacote total e mais a internet de alta velocidade.
Abaixo seguem as propostas que eles continuaram fazendo e as minhas respostas:
– Isenção de uma mensalidade…
Cancela!
– Isenção de duas mensalidades…
Cancela!– Manutenção de apenas 1 ponto mais desconto permanente de mensalidade…
Cancela!
– Manutenção de 1 ponto com pacote reduzido mais desconto permanente…
Cancela!
– Proposta acima com inclusão de HBO e mais algumas mensalidades reduzidas com internet de alta velocidade.
Cancela! Cancela! Cancela!
Cancelei, e agora pago mais barato!

CASO 3:

Quarta eu fui jantar num restaurante, e esqueci meu celular lá.
No dia seguinte, eu liguei pra Vivo e pedi que desligassem o número por segurança, até eu recuperar o aparelho.
A atendente disse, naquela língua do gerúndio odiosa:
– Senhor, estaremos cobrando uma taxa de 24 reais.
Eu me indignei:
– Como é? Eu pago 60 reais pra USAR o mês inteiro, e vou pagar 24 reais pra NÃO USAR o celular por três dias?
Ela respondeu que não tinha jeito.
O que que eu disse?
Então, cancela!Aí ela disse:
– Senhor, um minuto que eu vou estar lhe passando pra outro setor.
Atendeu uma outra mulher que disse que eu “poderia estar fazendo o cancelamento sem estar sendo cobrado pelo serviço.”
Eu respondi que se ela estivesse fazendo isso eu ia estar agradecendo.
De qualquer maneira, comprei um celular da Tim (125 minutos por 55 reais) e vou dar um chute nessa Vivo semana que vem.
Vai ser divertido ver eles implorarem!

MORAL DA HISTÓRIA:

Entenderam??? Não se esqueçam das palavras mágicas: “ENTÃO CANCELA!”

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

NOMES ENGRAÇADOS E ESTRANHOS

– Valdísnei: Um clássico. Homenagem ao grande Walt Disney.
Usnavi: Filho de um fanático por navios americanos, que apresentam a inscrição U.S. NAVY
Adolfo Dias: Nada demais. O problema foi a doença do paciente. Impotência. Um predestinado.
Kaelisson Bruno: Homenagem ao grupo KLB (Kiko, Leandro e Bruno)
– Caso famoso em Recife: Xerox (pai), Fotocópia (filha mais velha) e Autenticada (filha mais nova)
Merdalina: Pois é. Tem de tudo
Maiquel Edy Marfy: Seria Michael + Eddie Murphy?
Maycom Géquiçom: Sem comentários
Urinoldo Alequissandro: O médico que atendia este garoto o encaminhou para outro colega. Não conseguia parar de rir ao associar o garoto com um urinol.
Kevinson Junior: O nome do pai era Rafael
Caralhecilda: Ninguém chamava a paciente gritando. Por que será?
Um Dois Três de Oliveira Quatro: Esse é famoso. É um agricultor potiguar.
Tospericagerja : Um clássico, homenagem do pai aos craques da Copa de 70: TOStão, PElé, RIvelino, CArlos Alberto, GERson, JAirzinho.
Jean Claude Van Dame da Silva: Um magrinho raquítico
Boniclaide : Bonnie and Clyde
Erripóter: A mãe não se chamava J.K Rowling
Kalifornia Drim dos Santos e Roliude dos Santos : Irmãos provindos de uma comunidade hippie
Darkson Stick Nick da Silva : Venceu um concurso promovido pelos médicos – O pior nome!
Harlei David Son: Born to be wild!
Laion, Pantro e Xitara : Geração Thundercats
Uilikit e Uiliket: Gêmeos também da geração acima
Bilidudilei e Jimibradilei da Silva: Irmãos
Letisgo: Outro clássico. Let´s go, em versão tupiniquim. Duro era gritar o nome para chamar para a consulta.
Railander da Silva: Esse sofreu um corte, para sua sorte, não foi a sua cabeça que foi cortada.
Heman Eduardo : A pronúncia é He-man! Pelos poderes de Grayskull!! Acreditem ou não, sua irmã se chamava She-Ra.
Bruno : Filho mais velho. Até aí nada, o problema foi quando o mais novo nasceu, e foi batizado de… Marrone .
Pir: Pronúncia PI-ERRE.
Ellen Geoáite : Homenagem a uma escritora americana chamada Ellen G. White.
Eneaotil: Era mais fácil chamar de NÃO.
Darzã: O pai era fanho e o cara do cartório não entendeu quando ele disse Tarzan.
Kwysswyla: Uma proeza, só uma vogal! Leia-se Quíssila.
Romixinaide: Homenagem a Romy Schneider – Foi uma diva do cinema há uns 50 anos atrás…
Shaite: Nosso velejador Robert Scheidt também merece homenagem
Madeinusa: Exótico? Apenas a expressão MADE IN USA, junta.
Mikarraquinem: Criança que adorava correr do banho.
Free William da Silva: Free Willy legendado.
Mijardenia e Merdamercia: Irmãs, carinhosamente chamadas de Mimi e Memé.
Tayla Nayla, Taxla Naxla, Tarla Narla: Irmãs cuja mãe aguardava a quarta filha, que seria batizada de… Taola Naola.
Levanta a mão aí quem também era fã de Tartarugas Ninja!
Michelângelo: Seria uma homenagem bonita ao pintor renascentista? Nada, era a tartaruga ninja mesmo.
Leidi Dai: Nem precisa tecla SAP
João Lenão : Beatle tupiniquim
Magaiver : Esse com certeza tinha uma mãe que tomava pílula e um pai vasectomizado que estava usando camisinha no dia. E mesmo assim nasceu.
Orange, Blue e Yellow: Família arco-íris
Justdoit: A Nike fazendo a cabeça do povão
Aga Esterna: Essa era uma jóia! Literalmente.
Mari Onete: Ao contrário do que se pensa, foi sozinha à consulta
Delícia Cremosa: Devem ter levado o pote de margarina pro cartório.
Jedai: Que a força esteja com você.
Inri: Isso mesmo. Jesus de Nazaré Rei dos Judeus.
Rudegulete e Claiver : 2 irmãos, uma dupla de ataque poderosa (RuudGullit e Kluivert)
Ulton : Ao chamar a criança, o médico foi corrigido pela mãe: U-Eli-Ton. Tem que pronunciar o L
Istiveonder da Silva: Ao contrário do cantor, esse enxergava bem.
Uiliam Bone: Futuro apresentador do Jornal Nacional
Silvester Estalone: Diz o médico que pediu um autógrafo.
Hyrum: Pronuncia ‘Airon’. Questionado, o pai disse que era homenagem ao Iron Maiden.
Frankstein Junior: O pai se chamava João da Silva.
Como será que posso fazer pra demonstrar minha paixão pelo esporte e minha estupidez simultaneamente?
Kung Fu José e Kung Fu João: Gêmeos.
Myqueimausi: Deve ser filho do Valdisnei…
Miquetiçon: Segundo a mãe, pronuncia-se… Mike Tyson.
Patrick Itambé da Silva: Homenagem ao ex-piloto francês de F1 Patrick Tambay
Dois irmãos: Villejack Jeans e Cachemire Bouquet… Eita propaganda
Hotidogson: Nem o cachorro quente escapa da homenagem
Milquesheiqueson: Qual era o sabor?
Brucili Benedito da Silva : Mais um homenageado, Bruce Lee
Abias Corpus da Silva : Esse nunca iria preso.

COISAS DE BRASIL,NÉ ????

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O MESMO SHITAKE FRESCO

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AO CELULAR

– Alô!… Meu bem!? Estou morrendo de vontade de comer aqueles cogumelos salteados que você faz maravilhosamente!

– Você tá onde querida?

– Saindo do trabalho.

– Então passa no supermercado e compra o shitake fresco. Compra também alho e cebola em flocos; pimenta rosa. Se não tiver, calabresa; sal defumado; e ervas de Provance. Aproveita e compra um vinho pra combinar.

– Já estou com água na boca!

Estarei no flat em quarenta e cinco minutos…

– Chego logo depois…

– Precisa de mais alguma coisa?

– …Preciso sim… “Sua boca gostosa!

Sua, boca gostosa…

Sua boca, gostosa.

Gostosa, sua boca!

Boca, sua gostosa…”

NO MSN

– tou desejando aquele seu xitak?

– qnd?

– agora!

– pra hj?

– claro…

– ai tem azeite, pimenta e sal?

– não sei… azeite e sal sim…

– frigideira grande, tem?

– mas pimenta… sei nao!

– tem… vc jah esqueceu da frigideira?

– manda comprar pimenta, cebola e alho… eu levo o xitak.

– hum… jah tou babando…

– vc qr ou nao?

– claro q qro…

– o q + vc qr?

– o q + precisa?

– sua boca gostosa…

– ela me acompanha aonde vou…

– sua boca, gostosa…

– …entao… nao preciso compra-la

– gostosa, sua boca…

– entendi… rsrsrrs…

– boca, sua gostosa…

– hummm…

– gostosa, sua boca…

– ok, ok, ok… ela estarah lah…a boca, a gostosa, a sua…

– minha o q?

– nao sei…rsrsrsrrsrs… deixa pra lah… vai tah td lah…

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