Declaração de amor incondicional ou simplesmente

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Bilhetinho para Laila H.

Minha pequenina, redonda e brilhante pérola da ostra dançante de Ariel;

Minha delicada, saltitante, estabanada e bambinica gazela;

Minha jovem Nala, felina manhosa, que se enroscava em mim enquanto dormia;

Minha papa-légua veloz e fugidia;

Minha ursinha, ora Puf, ora Matraca Trica. Colimérica, unhuda e aparentemente braba;

Minha menininha do chapeuzinho cor-de-rosa que nunca teve medo de lobo mau;

Minha Dumbinha, doce e voadora;

Minha centaura aventureira, apaixonada e sonhadora;

Minha escultura grega, branca como algodão;

Minha instalação interrompida… Desobediente e inquieta como eu;

Minha louca… Madalena, Rodó, Camille C., Silvia P., Clarisse L….

Meu poema concreto feito de luz e som; (Tem certas coisas que eu não sei dizer…)

Meu melhor pedaço de mim em forma de mulher;

Meu foco e meu eco;

Meu longa-metragem baseado em fatos reais e oníricos;

Chamar-te assim, invocando os personagens de tua infância me faz sentir que mais uma vez você é a minha menina, pequenininha, ainda em meu colo, aprendendo a falar o nome das coisas, as cores…

Chamar-te por metáforas que nos unem e nos esclarecem…

Chamar-te assim só pra poder ficar mais doce e dizer que te amo muito, sem querer parecer um bobo e assumindo desde logo que o sou, e com muita satisfação, dizer que sinto o maior orgulho de você por tudo que você é e por sua forma de ser.

Essa semana você me deixou muito feliz e orgulhoso quando liguei para sua casa, pra falar com você e me disseram que você havia acordado cedinho e saído para trabalhar. Você já havia me dito, mas a ficha não havia caído! Só caiu naquele dia. Fiquei radiante. Você, sem a interferência de ninguém, quer dizer, sem a minha interferência, arrumou um emprego numa agencia de propaganda. Vi seu avô em você nessa hora. Arregaçando as mangas, enfrentando a vida e vencendo, matando um leão por dia.

Estou muito feliz, de uma maneira que nunca estive. É uma sensação maravilhosa e nova, essa a de saber que você consegue se virar sozinha, que já sabe quebrar os ovos e fazer a sua própria omelete.

Não tenho mais nada pra te dizer, a não ser que eu te amo muito! E que por tua causa amaldiçoou diariamente Abrão e blasfemo. Graças a Deus!

J.H.

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PS

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Você não nega
mas sonega.
Eu nem isso,
não nego nem sonego,
entrego tudo.
Falo,
felo,
“fi-lo
porque qui-lo”
folo,
fulo
fico assim pela distancia,
pelo tempo.
Fito a foto daquela noite:
Que loucura!
Embriagues sem álcool.
Só me resta imaginar…
Passar a barba em teu braço,
em teu ombro,
teu pescoço,
puxar teu cabelo.
Te abraçar,
beijar tua boca
e te amar.
Falar ao teu ouvido esquerdo
palavras que te façam tremer,
que deixe o outro morrendo de ciúmes,
que te façam voar…
Depois,
virar-te do avesso
e travesso
saciar a vontade do teu direito ouvido
e dizer-te tudo…

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Vestal, Messalina, Tartufo.

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Meu pai costumava exercitar sua modesta oratória em um minúsculo anfiteatro, para uma restrita e seleta platéia, formada por minha mãe, eu, meu irmão e quem mais por acaso estivesse em nosso fusquinha verde, ano 1968, com suas rodas faixa branca e seu console de jacarandá.

Ele discursava como se estivesse na tribuna da Assembléia Legislativa, a mesma que mais tarde viria a ser batizada com seu nome. Ensaiava muitos discursos, alguns dos quais jamais chegou a proferir em plenário. Às vezes treinava alguns tão contundentes e verossímeis que chegava até a imaginar os apartes que poderiam fazer alguns de seus colegas deputados, em consonância com o que ele dizia ou em total desacordo com suas posições.

No meio de seus intuitivos exercícios de fonoaudiólogia e oratória, Nagibão narrava partidas de um futebol imaginário e ideal, onde seu time sempre jogava bem e vencia de goleada os times adversários. Eram jogos entre Moto, Sampaio, Mac e Ferroviário ou embates de agremiações como Flamengo, Corinthians, Cruzeiro e internacional.

Lembro de uma partida “irradiada” por ele que muito me marcou. Tratava-se de um jogo verdadeiro entre Santos e Arsenal. Ele ouviu esse jogo pelo rádio e repetia como se o estivesse vendo. Falava os nomes de todos os jogadores do time inglês sem nenhuma vergonha de pronunciá-los erradamente.

Naquela época, dentro do carro, indo para o sitio ou para praia, jantar no Palheta ou no Bem, meu pai também ensaiava o que iria dizer em “A Voz do Vale do Pindaré”, seu programa diário na Rádio Difusora.

Foi dentro daquele fusca que eu aprendi a admirar a capacidade que as pessoas têm em falar ao público. Foi vendo meu pai treinando o que iria dizer na Rádio ou na Assembléia que descobri a importância de falar bem.

No entanto aprendi com meu pai muito mais sobre conteúdo do que sobre forma. Na verdade, com ele, sobre forma eu só aprendi a lógica dela, seu ritmo, sua freqüência, a entonação, coisas que muitas das vezes são bem mais importantes que o próprio conteúdo estético ou mesmo filosófico do que se quer dizer.

Estou fazendo esse floreado todo só pra falar sobre um tema recorrente em quase todos os discursos de meu pai e também em sua própria vida. Ele abominava a hipocrisia, a prepotência, a arrogância, a empáfia, a futilidade e a subserviência.

No meio de muitas palavras chaves que ele costumava usar, algumas foram muito marcantes para mim. Vestal, Messalina e Tartufo foram dentre todas as que mais me marcaram, mesmo que só tivesse vindo saber qual eram seus significados depois de escarafunchar um velho dicionário de capa verde que habitava uma das estantes de minha casa.

Estas palavras têm me perseguido desde a minha infância. Tenho a mesma aversão que meu pai tinha por pessoas com essas características. De tanto vê-lo combater pessoas com esse tipo de comportamento, criei em mim uma incrível repulsa por esse tipo de gente.     
Vestais, na Roma Antiga, eram as virgens designadas para serem assistentes da deusa Vesta. Mulheres que gozavam de uma situação social respeitável e deviam manter-se castas sob risco de sofrerem punições, inclusive mortais. Por terem instrução e situação econômica favorável, eram muito consultadas, sobretudo em assuntos políticos. Mas devido a sua inarredável condição humana, algumas delas não eram assim tão “castas” e muitas se escondiam atrás do manto da hipocrisia.

Messalina transformou seu nome em sinônimo de ‘mulher lasciva e dissoluta em excesso’, segundo definição do Dicionário Aurélio. Filha de uma família tradicional da aristocracia da República Romana, foi a terceira mulher do imperador Cláudio. Figura pérfida, capaz das maiores atrocidades, como tramar sem nenhuma culpa assassinatos e intrigas, recheando sua vida curta e polêmica de taras e crueldades. Quando morreu, aos 22 anos, tinha uma história de escândalos marcados pela ninfomania e obsessão pelo poder.

Tartufo que foi escrita por Molière, logo se transformou numa das mais famosas comédias da língua francesa de todos os tempos. Foi quase que imediatamente censurada pelos devotos religiosos que, no texto, foram retratados na personagem-título como hipócritas e dissimulados. Na língua portuguesa, o termo tartufo, como em outros idiomas, passou a ter a acepção de pessoa hipócrita ou falso religioso.

Constatei, com certo pesar, que essas palavras, esses adjetivos, servem como luva para designar certas pessoas, algumas aparentemente acima de qualquer suspeita, mas que se transformam totalmente, bastando que para isso se faça necessário. Bandidos e mocinhos são todos iguais.  

PS: Acabei de ter um Déjà Vu. Sinto como se já tivesse falado desse assunto, mas com toda certeza, se o fiz, não foi pelo presente motivo.

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O inferno é exotérmico ou endotérmico?

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

Pergunta feita por um professor da matéria termodinâmica, no curso de engenharia química da FATEC em sua prova final.

Este professor é conhecido por fazer perguntas do tipo ‘Por que os aviões voam?’ Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:
‘O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta’
Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas
Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume.

Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?
Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no inferno ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno…

Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.

Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.

A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.

Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.

Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas , então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no primeiro ano: ‘Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar’ e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira.

Por isso, o inferno é exotérmico.’
O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.

CONCLUSÕES:
1) ‘A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.’ (Albert Einstein)
2) ‘A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.'(Albert Einstein)
3) ‘Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser.’
(Albert. Einstein)

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Discurso proferido na sessão solene em homenagem ao jubileu de ouro do Colégio Dom Bosco

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Senhor presidente,
Senhoras e senhores deputados 

O deputado Edivaldo Holanda propôs e essa casa faz realizar, para o nosso contentamento, esta sessão solene, que visa homenagear a um dos maiores e mais importantes centros de ensino, não apenas de nossa cidade ou de nosso estado, mas do norte e nordeste de nosso país e quem sabe de todo ele.

Tal homenagem se deve ao transcurso do Jubileu de ouro do Colégio Dom Bosco que aconteceu no dia 25 de Maio desse ano.

Falar do Colégio Dom Bosco, para mim é muito fácil, mas falar do trabalho que foi fazer com que ele se transformasse naquilo que ele é hoje, para mim e para qualquer pessoa, seria muito difícil. Por isso, resolvi não usar minhas palavras para homenagear aqui, nesta data, esse Colégio que ajudou a formar boa parte dos homens e mulheres que hoje compõem a sociedade maranhense, em todas as mais diversas áreas de atuação.

São médicos, dentistas, advogados, juizes, promotores, empresários, engenheiros, arquitetos, jornalistas, artistas, pessoas que tiveram suas vidas tocadas pelo carinho e pelo cuidado dessa gente, que cinqüenta anos atrás, sonharam com um jardim de infância que foi crescendo até se transformar nesse gigante que é hoje, inclusive numa importante universidade.

Não vou falar do Dom Bosco usando minhas palavras, vou usar as palavras ditas por essas três mulheres maravilhosas, que sucederam nesta jornada, seu marido e pai, doutor Luiz Pinho Rodrigues, que de onde esta – e com toda certeza deve estar jogando seu xadrezinho em muito boa companhia – está muito orgulhoso do trabalho que essas três realizaram, com a indispensável ajuda e colaboração de um grupo de funcionários que compõem a alma desta família que é o Colégio Dom Bosco. 

Falo de Dona Maria Isabel Pereira Rodrigues, Ceres Rodrigues Murad e de Elizabeth Pereira Rodrigues, a quem peço licença para me apropriar de um pequeno trecho de suas belíssimas palavras, ditas no dia da festa que comemorou os cinqüenta anos do nosso colégio.

 “Quem está com a razão é mesmo o poeta russo Maiakovisk quando diz: Todo mundo sabe que o domicílio do coração é o peito, mas a anatomia ficou louca. Meu coração esta no corpo todo. Neste momento sou toda coração, ele esta palpitando em todo o meu ser”.

A dona dessa primeira frase, durante 27 anos de sua vida ensinou história, mas antes jogou voleibol e, diga-se de passagem, seu time era muito bom alem de muito bonito. Ela havia sido professora do procurador da republica Sergei, foi professora do juiz federal Ney, foi professora de vários dos homenageados daquela noite. Do dentista Paulo, do advogado Sálvio, da pedagoga Raíssa Murad, do jornalista Felix…

Como professora de historia, apaixonada por Platão, ela o cita sem cerimônia, interpretando o grande mestre: “Quando há alguma coisa errada com uma “polis”, é porque nesta polis, nesta comunidade, não existe verdadeiros guardiões. O verdadeiro guardião de uma comunidade é o saber, a educação, e uma educação adequada”.

Ela continuou dando aula, dizendo que educação adequada é muito mais do que o ideal de educação. É a Paidéia grega. É educação, cultura, formação para formar o sábio, o poeta, o estatístico. Foi isso que o Dom Bosco nos deu, a possibilidade e a oportunidade de perseguirmos o ideal da Paidéia, o ideal da educação, de uma formação adequada.

“É uma emoção indizível, viver este momento e celebrar com a família tantas realizações. Esta família, que com os laços de afeto, trouxe também no DNA, o amor pela educação, a dedicação às pessoas, às crianças que passaram e que passam, ao longo desses anos, e que nos fazem viver, sentir e aprender intensamente, grandes emoções junto com elas”.

A autora desta segunda frase dedicou-se desde muito cedo a pedagogia e às crianças. Trata-se da professora Ceres Murad.

Lembro-me que uma vez, quando eu exercia o cargo de secretario de educação de nosso Estado, em substituição ao doutor Fernando Castelo Branco, eu fiquei todo orgulhoso quando chegou às minhas mãos um livro de geografia do Maranhão de autoria desta mulher discreta e tímida.

Uma pessoa que é possuidora de uma sensibilidade fantástica, que teve a capacidade de idealizar um projeto como esse “Opera Para Todos” que recebeu um premio Darcy Ribeiro concedido pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, direcionado a pessoas ou entidades que se sobressaem na pratica educacional em nosso país.  

“Receber essas crianças e estes jovens, durante todos estes anos foi o impulso que norteou minha razão de viver.

A educação é um campo da dimensão humana gerador de energia, de solidariedade, de auto-estima, de ética, de responsabilidade, de determinação e essa foi uma historia construída com sonhos, afetos, lagrimas, alegrias, valores, perseverança”…

As palavras que eu acabei de proferir foram ditas, por Dona Maria Izabel Pereira Rodrigues, que juntamente com duas grandes amigas foi a idealizadora do Jardim de Infância Pequeno Polegar que mais tarde veio dar origem ao Colégio Dom Bosco.

Foi assim que estas três mulheres maravilhosas receberam os convidados, que, diga-se de passagem, eram muitos e de muita importância para a festa do jubileu de ouro do Colégio Dom Bosco, e é assim que esta casa recebe-as aqui hoje para dizer-lhes que o Maranhão agradece a elas pelos relevantes serviços prestados em prol da educação e da formação de boa parte de nossos cidadãos.

Para encerrar minha fala nesta manhã, para que não se diga que de meu aqui eu não disse nada, preciso fazer uma declaração e um agradecimento: A decisão de ter ido estudar no Colégio Dom Bosco foi uma das primeiras decisões de minha maturidade. Estudava no Colégio Batista desde o pré-primário e em 1977 senti que era hora de mudar, de conhecer pessoas diferentes, modos diferentes de pensar e de agir. Falei com minha mãe – porque lá na minha casa, como em quase todas as casas – quem tem a ultima palavra é o pai, a primeira é sempre da mãe. Falei com dona Clarice e ela concordou com minhas ponderações, mas foi seu Nagib deu a ultima palavra: “Sim senhora”! 

E eu fui estudar no Dom Bosco. Foram apenas dois anos, mas foram dois anos dos mais felizes de minha vida.

Devo agradecer a todos vocês, professores e funcionários, Dona Maria Izabel, Ceres e Beth e aqui vai um muito obrigado especial e tardio ao doutor Luiz Pinho, por ter tentado me fazer ser um bom jogador de xadrez. Seu incentivo serviu para me fazer ver o quanto é importante olhar o cenário de cima, com calma, sabendo cada posição e função de cada uma das peças no jogo. Suas capacidades, suas circunstancias e em que os seus movimentos poderão resultar. Se nas conseqüências desejadas ou não, nunca se esquecendo que do outro lado do tabuleiro há alguém que tenta desvendar os mesmos mistérios e vencer o jogo.

É Também assim no jogo da vida.

Muito obrigado.

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Dez coisas que levei anos para aprender

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção! Nunca falha.)

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Está cheio de gente querendo te converter!)

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das vezes, quem está te olhando também não sabe! Tá valendo!)

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida. E tem gente que insiste em fazer hora extra!)

5. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!)

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”. (Onde ninguém se entende!)

8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”. (Ouvir música é hobby. No volume máximo, às sete da manhã, pode ser doença mental!)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito! (Que bom!)

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É verdade!)

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Dia dos pais.

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Por falta do que publicar neste dia dos pais de 2008, e por sugestão de uma amiga, recorro ao meu mestre Sebastião Moreira Duarte, a quem pedi que me ajudasse na missão de escrever a biografia de meu pai, Nagib Haickel, primeiro por não me achar competente para tanto, segundo para não cair em tentação de só incluir as boas passagens da vida do homem que junto com minha mãe, me deu a vida e a possibilidade de desfrutar de tudo que nela pude aprender.

Aqui vão as primeiras paginas o livro ainda não acabado, Nagib Haickel: O Caboclo do Pindaré, uma biografia para muitas vidas. 

Outro que não eu deveria trazer a público os feitos e a figura de Nagib Haickel – e não faz mal que, de saída, escorra por estas linhas o surradíssimo chavão da velha retórica, usado e abusado ainda, sob tantos disfarces, em ocasiões as mais indisfarçáveis. Em primeiro lugar, porque o nosso assunto atravessará rios e igarapés da política, arte, como poucas, em que a retórica e o disfarce aparecem como dois bêbados de mãos juntas, que se sustentam em recíproca solicitação. E, na verdade, porque a história de Nagib Haickel caberia ser contada por seu filho Joaquim Haickel, que a tem na ponta da língua e dos dedos, sendo, ele mesmo, homem público e escritor de mérito indiscutível.

A razão de assim não ter acontecido é simples, podendo dizer-se coisa de fatalismo muçulmano: meses atrás, entreguei a Joaquim Haickel o livro Do miolo do sertão, “autobiografia” de meu tio Chico Rolim, por mim escrita. Estão ali narradas as peripécias de um menino pobre do Nordeste brasileiro, órfão de pai aos dois anos, que, a custo de muito otimismo e irradiação humana, superou-se no que lhe negavam a natureza e a geografia de seu meio, para afirmar-se empresário realizador e político respeitado, ainda mais porque ele não ocultava as bases telúricas de sua formação, de que se valia, aliás, para encenar o folclore político que lhe marcou a existência.

– Trouxe-lhe este livro – eu disse a Joaquim – porque acho que aí está um pedido: o mesmo que eu fiz com meu tio, você pode fazer com seu pai. Conte-nos a história de Nagib.

Minhas palavras pareciam haver despertado, quem sabe, recôndita “sugestão”, que meu amigo guardava em seu íntimo, não tendo talvez encontrado, até aquele ponto, a forma ou fórmula exata de externar. Para motivá-lo um pouco mais, comecei a ler em voz alta alguns parágrafos do livro que lhe ofertara. Joaquim me ouviu por alguns minutos, surpreendendo-me com sua resposta:

– Por muitas razões, começando por nossa extrema proximidade, eu não tenho como escrever a história de meu pai. Mas acabo de encontrar a pessoa que vai fazer isso.

Eu? Mas quase não o conheci. Via-o, à distância, algumas vezes, nos meus tempos de juventude, no final dos anos 60, em alguma casa de comércio da velha São Luís, ou nas cadeiras numeradas do Estádio Nhozinho Santos, torcendo pelo Moto Clube. Em qualquer circunstância, falando alto como se estivesse brigando ou gritando como um desesperado. Aquilo era ameaça de morte a sufocar-me em minha timidez: eu nunca pude trocar um bom-dia sequer com Nagib Haickel. Ele me fazia medo. Soube, depois, do modo original como ele desenvolvia seus negócios e como praticava a política. Não me seria difícil imaginar seu comportamento pitoresco em um e outro desses campos de atividade. Mas nem no Maranhão eu me encontrava, ao tempo em que Nagib atingia as culminâncias de sua carreira, tão cedo e súbito interrompida.

– Por isso não se preocupe. Eu lhe farei suprimento do que for preciso para o trabalho: documentos, pessoas-chave a quem entrevistar, algumas de quem nos obrigaremos a colher informações preciosas, que, do contrário, se perderiam. E irei acompanhar, do começo ao fim, toda a empreitada.

Fica dito e esclarecido, então, que, assim como no caso de Chico Rolim, compareço apenas como ghost writer destas memórias, que pertencem a Joaquim Haickel e a toda sua família, a quem, de princípio, manifesto o melhor de meus sentimentos de apreço e cordialidade, sobretudo pela liberdade de pesquisa e opinião que, desde o início, antes mesmo que a pedisse, me foi dada como garantia.

Cumpre, apenas, para concluir, especular – se tudo tem sua razão de ser – por que, afinal, me caiu aos ombros a incumbência de que ora venho dar conta. E me ocorre pensar que, não havendo travado com ele relações pessoais, Nagib Haickel, entregue aos meus cuidados, poderia estar contando com a dupla vantagem da investigação mais aturada e da imparcialidade menos comprometida. Quanto à primeira, posso assegurar que fiz quanto me foi possível, sobretudo no esforço de preencher clarões que, ainda assim, permanecem como lacuna, até mesmo para familiares do biografado. A imparcialidade, como se verá, em que pese supor-se facilitada por nosso distanciamento, não terá sido de todo alcançada, e nem sei, afinal, se haveria de constituir elemento de interesse na história desta figura singularíssima, que se retratava em público como a imagem gorda do transbordamento e do mais generoso exagero.

S. M. D.

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O sonho de ontem.

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Elegante,
falante,
galante…
Não lembro direito, mas não esqueço jamais.
Flores,
vinho,
coisas pra beliscar,
música,
dança,
conversa ao pé do ouvido.
Sorriso infantil,
olhar denunciador,
seu corpo fala por ela,
vibra(literalmente vibra)
ao som da flauta de Euterpe
e da lira de Terpsícore.
No colo dela,
em seu decote,
descortino o mundo e desço…
Montes,
vasta pradaria,
vales,
um rio feito de suor…
Precipício…
Mergulho.
Quando emergi estava nas costas dela,
em sua nuca
e aos seus ouvidos fechei a noite.

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Deny Cabral.

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denny.gifA morte tem sido um tema recorrente ultimamente nessa pagina. Não sei explicar clara e exatamente o porquê disso. Esse não é um tema que me atraia de forma especial, mas não poderia jamais deixar de registrar aqui o falecimento prematuro do meu grande e querido amigo Deny Cabral.

Deny era um radialista que estava sempre em cima da noticia. Ele fazia a cobertura da Assembléia Legislativa há muitos anos e lá sempre comentávamos os fatos da política e da vida.

Numa das últimas vezes em que estivemos juntos, conversamos sobre o feio e inapropriado nome da rua onde se localiza o delicioso restaurante “Mirante do Araçagy”, de sua propriedade.

A rua chama-se Rua da Oleama, e ele dizia que deveríamos falar com os vereadores e o prefeito de São José de Ribamar para tentar mudar o nome da rua para “Rua da Bela Vista”, pois seria um nome mais bonito e muito mais apropriado por ser aquele o lugar onde se tem realmente uma das mais belas visões das praias de nossa ilha. Ele disse isso para mim e para meu irmão, já que de um tempo para cá passamos a ter casas na mesma rua.

Agora eu irei procurar os vereadores e o prefeito de Ribamar para que a nome da rua seja mudado, não para “Rua da Bela Vista” como queria Deny, mas para “Rua Deny Cabral”, em homenagem a esse grande profissional do rádio-jornalismo de nosso estado.

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