Braide enfrenta seis candidatos em debate e sai vitorioso

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Ontem aconteceu mais um debate entre candidatos a prefeito de São Luís, onde deveríamos ouvir as propostas de sete candidatos presentes, para que pudéssemos compará-las e julga-las. Mas como acontece sempre em eventos como este, o que se ouviu foi muito bla-bla-bla, promessas vazias e conversa pra boi dormir, coisas que a população não aguenta mais.

O mais curioso é que estavam no debate seis daqueles candidatos que fazem parte de um consórcio montado pelo governo do estado, exclusivamente para tentar derrotar o sétimo candidato. Foi uma verdadeira armação, uma arapuca!

O que se viu foi um verdadeiro bate bola, um joguinho canalha de seis contra um. Acredito que a população de nossa cidade viu o que aconteceu e o que está acontecendo: uma cooperativa entre seis candidatos, na intenção de massacrar o sétimo candidato, coisa repudiada por toda a população.

Ninguém aguenta mais essa excrescência, e a resposta me parece que está sendo dada claramente pela população, quando se constata que a soma dos percentuais de Duarte, Neto, Bira, Rubens, Yglésio, e Jeisael, nas pesquisas de opinião, é menor que o percentual atingido por Braide.

A tentativa covarde de massacre a Braide, causa asco na população, que apoia cada vez mais esse candidato, fazendo com que ele só suba nas pesquisas.

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A importância do diagnóstico

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A evolução da ciência e da tecnologia fez com que uma das grandes aptidões dos médicos rareasse e chegasse ao ponto de quase desaparecer. Falo da fenomenal capacidade dos médicos antigos, aqueles que praticavam a medicina até os anos 1970, em diagnosticar as doenças de seus pacientes, baseados nos relatos deles quanto aos sintomas que apresentavam.

Usando apenas a anamnese e o exame físico, os bons médicos, eram capazes de dizer exatamente de quais males sofriam seus pacientes.

Tenho um exemplo disso em minha família. O grande pediatra Odorico Amaral de Matos, era capaz de, observando seus pacientes, conversando com eles e com seus pais, diagnosticar as doenças que eles tinham, fato que aconteceu com Nagib, meu irmão, acometido de febre de 42 graus, fortes dores na cabeça e rigidez no pescoço, foi peremptoriamente diagnosticado com meningite meningocócica.

O velho Amaral que era conhecido por sua natural rudeza, o que não significava de forma alguma mera grosseria, ordenou que meus pais levassem meu irmão para São Paulo, pois era o único lugar em que ele poderia ser tratado com possibilidade de sucesso. Isso era 1972.

Já fazia quase 70 anos que os Curie haviam estabelecido os estudos que possibilitariam o avanço científico e tecnológico que temos hoje, capazes de dizer em minutos quais doenças nos afligem, apenas entrando em alguma gerigonça radioativa.

Faço todo esse preâmbulo para dizer que se a ciência e a tecnologia ajudaram muito a evolução do estudo da medicina, da física, da química e outros campos da vida moderna, os setores ligados às ciências humanas continuam pouco favorecidos por essas evoluções, notadamente a ciência pela qual eu me interesso muito particularmente. A ciência política.

Em que pese a estatística, o marketing, as pesquisas quantitativas e qualitativas terem fornecido grandes instrumentos para a prática da política, ela continua uma ciência muito afeita aos humores e às reações naturais, às vezes, inconsequentes e até um tanto irracionais das pessoas que a praticam.

A ciência política permanece em sua característica básica e fundamental alinhada com suas coirmãs, ciências humanas, como a filosofia, a sociologia, a antropologia, a psicologia, a história, a geografia, mesmo que todas estas tenham sido muito influenciadas pelos avanços científicos.

A datação por carbono possibilita sabermos a idade dos ossos de um hominídeo, por exemplo. O uso do GPS e dos satélites nos permitem saber a localização exata de pontos geográficos ou dos eventos acontecidos neles. A evolução da química nos ajuda a filtrar e analisar ações e atitudes psicológicas das pessoas.

Mas na política, todas essas evoluções, dependem primordialmente de um operador ou de um analista. Uma espécie de perfumista, um “nariz”, que possa decifrar as nuances e as fragrâncias dos acontecimentos.

O cientista político, aquele camarada que se atreve a analisar, aclarar e desvendar os caminhos escolhidos e percorridos por aqueles que se dedicam a tratar dos interesses comuns da sociedade, precisa respeitar algumas regras, se não quiser ser tachado de charlatão, sectário e maniqueísta.

Ele precisa fazer suas observações da maneira mais imparcial e isenta que puder. É imperativo que ele não faça seus estudos motivado por qualquer tipo de interesse ou ideologia. Suas abordagens precisam ser bem fundamentadas, fugindo dos sofismas e dos falsetes. Mesmo assim deve reconhecer que ainda que ele aja desta maneira, haverá em sua observação algum componente humano que pode contaminar sua amostragem.

Digo tudo isso no intuito de responder ao questionamento de um sujeito um tanto indelicado que comentou um de meus textos.

Sabe camarada, eu resolvi não mais me candidatar por acreditar que já havia prestado minha contribuição a meu estado e meu país. Se ela foi importante, é uma questão de opinião, e opinião é coisa que não se discute. Fim de papo!

PS 1: Sobre a eleição de prefeito de São Luís, meu diagnóstico e de uma boa quantidade de analistas da cena política de nossa terra, é que a eleição de Eduardo Braide é o que de mais importante e positivo pode acontecer para todos, uma vez que até os perdedores ficarão em posições mais confortáveis.

PS 2: Essa afirmação não é uma mera manifestação de minha vontade pessoal. É resultado de observação apurada e análise detalhada dos acontecimentos e previsão dos quadros futuros da política maranhense.

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Assunto de conversas

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Não há uma única ocasião em que eu me encontre com pessoas, seja no supermercado, no posto de gasolina, num almoço, jantar ou reunião de qualquer natureza, que alguém não me pergunte algo que envolva política e eleições.

Uma coisa sempre deixo bem clara aos meus interlocutores. Em que pese eu me posicionar dentro do cenário, ter lado, procuro analisar sempre com a maior isenção possível, de modo mais racional e imparcial que eu puder, até porque de nada serviria para mim ou para quem quer que seja, uma análise ou visão passional de alguma situação ou conjuntura política.

No caso mais premente, a eleição para prefeito de São Luís, a mim parece muito claro que só existem três candidaturas com reais chances de vitória. Tanto isso é verdade que nem bem a campanha começou, dois candidatos já desistiram. Os motivos reais das desistências é a impossibilidade de uma candidatura minimamente viável.

Eduardo Braide tem claramente a preferência da maioria do eleitorado. Está com intenção de voto consolidada bem próxima dos 50%. Duarte Júnior tem algo em torno de 15% e Neto Evangelista chega fácil a 10%, deixando 25% para todos os outros candidatos, além dos indecisos.

Não são favas contadas, mas imagino que Braide possa vencer a eleição no primeiro turno. Caso o quadro se mantenha sem grandes alterações, Braide estará garantido no segundo turno, tendo Duarte e Neto que disputam quem vai ter o privilégio de enfrentá-lo.

Em minha modesta opinião, Neto tem grande possibilidade de ultrapassar Duarte, uma vez que tem mais estrutura política e partidária que seu oponente.

Nesta peleja, intestina, do grupo do governador Flávio Dino, teremos uma prévia da disputa pela cadeira de governador, que acontecerá mais adiante. Duarte é o candidato do vice-governador Carlos Brandão, e Neto é patrocinado pelo senador Weverton Rocha. É bem aqui começa aquilo que pode vir a ser o início da ruptura do grupo do governador ou o início de um acordo de acomodação onde os dois lados possam manter-se unidos, coisa que não creio, pois como não sofrem nenhuma ameaça externa, vão ter mesmo que se engalfinhar para decidir quem será o próximo governador do Maranhão,

A disputa em São Luís, bem como nos demais municípios, será o termômetro disso. Mas deixemos para depois as conversas sobre a sucessão do governador e voltemos à eleição municipal.

Dos três contendores, Neto é aquele que tem a maior e melhor estrutura política e partidária, Duarte tem o frescor da novidade e Braide representa o grande anseio de mudança, que é uma das maiores características do eleitorado daquela que é conhecida como ilha rebelde, que faz tempo sofre de certa letargia e parece querer estabelecer novos rumos para si, apostar que alguém fora dos esquemas da prefeitura, do governo do estado e dos grandes grupos hegemônicos possa melhorar seu destino.

Está mais do que claro que Braide pode vencer a eleição no primeiro turno. Caso isso não ocorra, ele ficará comodamente esperando para saber qual representante do consórcio de candidatos do governo do estado irá enfrentar.

A pergunta que fica é: caso Neto vá para o segundo turno, Brandão vai querer fortalecer Weverton e perder espaço na disputa do governo em 2022? Caso Duarte vá para o segundo turno, Weverton vai fortalecer Brandão e perder espaço em sua tentativa de ser governador do Maranhão?

Quanto mais eu penso, mais tenho certeza que o melhor para todo mundo é que essa eleição seja decidida logo no primeiro turno.

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Amizade

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Quando eu não tenho nada pra fazer, eu penso, e olha que eu quase nunca deixo de ter alguma coisa pra fazer.

Pensando nas palavras mais importantes de minha vida, descobri que, em que pese todas serem importantes, existem algumas que superam as outras. Amizade é uma delas.

Amigo é aquela pessoa que não tendo com você laços de consanguinidade, é como um irmão ou uma irmã. Alguém que você ama e respeita.

Nós não temos como escolher quem são nossos pais, irmãos ou parentes em qualquer grau, mas os amigos, somos nós quem elegemos, pelos motivos mais distintos e diversos.

Quando eu digo amigo, quero dizer AMIGO, não colega. Quando digo amizade, quero dizer AMIZADE, não é colegagem!…

Logo após a morte de meu pai, descobri que ele não era tão rico de bens materiais como todos imaginavam, mas que era muito mais rico de amizades do que qualquer um pudesse supor, tanto que até hoje nós ainda vivemos deste patrimônio incomensurável que ele nos legou, cultivando e mantendo as antigas amizades e tentando fazer novas, tão boas quanto as antigas, ofício e arte que como bons talibãs, ou seja, alunos, eu e meu irmão, tratamos de aprender com nossos pais.

Logo que meu pai morreu fiz um documentário sobre ele para passar em nossa emissora de TV, na região do Pindaré, e a trilha sonora escolhida para pontuar todo o vídeo foi “Canção da América”, dos geniais Fernando Brant e Milton Nascimento, que diz que “amigo é coisa pra se guardar…”

Apenas para ilustrar, vou relacionar algumas outras palavras importantes em meu vocabulário e em minha vida, palavras que exprimem sentimentos que procuro conjugar e exercitar diariamente: respeito, generosidade, humildade, sabedoria, honra, lealdade, tolerância, flexibilidade… Muito recentemente aprendi a importância da palavra paciência, coisa que não aprendi com meu pai, mas que a vida me ensinou ser extremamente necessária para que se tenha, outras duas palavras importantes. Paz e sucesso.

Amizade é uma das 12 palavras que citei como sendo importantes. Existem outras, mas com essas conseguimos uma 13ª, meu número cabalístico: Felicidade.

Existem aqueles amigos com os quais convivemos diariamente e aqueles que quase nunca vemos ou falamos, mas que estão lá, latentes, em nossos corações e em nossas mentes.

Existem amigos com os quais dividimos nossos problemas e que nos ajudam a resolvê-los e aqueles aos quais ajudamos com mais frequência e em contrapartida nos dão a certeza de estarmos fazendo a coisa certa.

Existem pessoas com as quais, a princípio, não conhecemos ou simpatizamos, mas que se tornam pessoas importantes, algumas até que podemos chamar de amigos.

Existem também alguns casos raros. Pessoas que começam como adversários, desafetos ou mesmo inimigos, mas que os acontecimentos da vida, unem como o caso do inglês, prisioneiro de guerra, Eric Lomax e do japonês, seu carcereiro e torturador, Nagase Takashi. O filme “Uma longa viagem” conta essa história verdadeira.

Existe também o caso dos tenores Plácido Domingo e José Carreiras, aula de amizade.

Estou falando sobre isso hoje pelo fato de constatar que com o avanço do radicalismo e da intolerância, social e política, e ainda por cima com o distanciamento por causa da pandemia de Covid-19, algumas amizades ficaram distantes, congeladas, fato que me deixa verdadeiramente triste. Quanto a isso me resta o consolo de saber que as amizades verdadeiras não sucumbirão a palavras ou sentimentos tão desimportantes quanto radicalismo, intolerância… Sectarismo, maniqueísmo… kkkkkkk

PS: Eu perco o amigo, mas não perco a piada, pois amigo mesmo deve conhecer a nossa alma e saber quando se fala sério e quando se faz troça.

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