Sonhos, não de AK, mas de JH

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Tive um sonho estranho. Eu passeava no jardim de Boboli, no Palácio Pitti, quando uma voz que parecia vir de uma nuvem, me perguntava, em tom um tanto grave, mas suave, como fazia o velho mestre cego da série de televisão da década de 1970, Kung Fu: “Qual a importância de Maxêncio para o cristianismo?” Só faltava o, Gafanhoto, para que eu fosse o próprio David Carradine!

Aí eu respondia, em um tom meio zen, meio teológico: “Aparentemente nenhuma, mas sem Maxêncio talvez não existisse Constantino, e sem Constantino o cristianismo não seria como é”.

Ao acordar, com aquilo ressoando em minha mente, muitas outras perguntas começaram a borbulhar em minha mente, e as respostas vinham logo em seguida.

Sacudi a cabeça, como nos desenhos animados e as perguntas e respostas não paravam. Bati com a mão na minha cabeça, como se faz quando entra água em nossos ouvidos e nada…

De repente, depois de um som de balde afundando, um Blump, me veio uma pergunta: “O que você faria se visse que um amigo seu estivesse cometendo um grave erro!? E a resposta veio em cima da bucha, cantada por um daqueles coros de igrejas evangélicas de pessoas pretas, com mantos azuis, do sul dos Estados Unidos: “Alert him, help him, support him!…”

Aí eu verdadeiramente acordei, levantei-me da rede e vim escrever isso aqui, antes que eu me esquecesse!…

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Sobre o publicado ontem no

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Li ontem o que escreveu em sua coluna dominical, o meu caro amigo Pêta, e acredito que preciso contrapor o que foi dito por ele. O faço através da missiva abaixo que espero que ele publique no próximo domingo, no mesmo espaço onde ele se referiu a mim, ontem.

Antecipo-me publicando hoje, aqui em meu Blog.

Prezado Pêta,

Li seus comentários sobre a minha reação indignada às mentiras que sistematicamente são ditas pelo deputado Duarte Júnior.

Li suas ponderações com extrema atenção e até com imensa satisfação por se tratar de você, um personagem que por ser dublê, está passível de sofrer quedas e tomar sopapos por seu chefe, e olhe que, quem acertar em você, está mirando nele!

Veja bem, essas ponderações vindas de você são um prato cheio para uma boa polêmica, pois você mais que outros sabe muito bem que há uma diferença muito grande entre aquilo que é dito e a realidade, há um mundo inteiro de possibilidades. Há inclusive a verdade, que algumas vezes pode ser bem parecida com o que foi dito!… Mas neste espaço há também a mentira, maldosa, colocada de forma abjeta, com intenção de prejudicar e tirar vantagem.

Em primeiro lugar gostaria que você separasse o Secretário de Comunicação do Município de São Luís do cidadão Joaquim Haickel. Faça suas ponderações e críticas, mas seja pontual em relação a cada um dos Joaquins em questão.

Você diz que eu pequei pelo excesso de ofensas e deselegância, e que baixei o nível, mas não deixa claro se foi o Joaquim secretário ou o Joaquim Cidadão! Que absurdo amigo, o secretário nem abriu a boca para falar sobre esse caso! E como é que eu, o Joaquim cidadão posso ter me excedido ou sido deselegante ao dizer a verdade sobre alguém que descaradamente mente nas redes sociais!?…

Você disse, e eu vou acreditar que você esteja se referindo ao secretário, que eu me exaspero diante das críticas, o que é uma inverdade! Aponte uma vez que eu tenha me exasperado sobre críticas! Que eu tive uma postura agressiva, insultante e feroz em relação a alguém que tenha usado de correção e civilidade no trato comigo. Diga-me quem destratei por falar uma verdade por mais dolorosa que ela fosse para mim ou para a função que ocupo!? Não faço isso, amigo, e você sabe muito bem disso.

Responda-me por favor. Quem é mais violento, agressivo, insultante e feroz!? Quem mente descarada e cretinamente, na tentativa de prejudicar outras pessoas e se dar bem, ou quem diz a verdade sobre o canalha que age dessa maneira tão asquerosa!?

Ah!… Você queria que o Joaquim cidadão fosse delicadinho com alguém que, está tentando fazer com que as pessoas acreditem em uma mentira, no sentido de prejudicar a imagem do Joaquim secretário, e prejudicar a imagem do prefeito e da administração!? O amigo está de brincadeira, não tá!?…

Aí, você vem com uma conversa de que a verdade não está em questão! Como assim!?… A verdade está sempre em questão!… A verdade é a questão.

Quanto a civilidade, ela foi feita para quem a usa! Se alguém sistematicamente desconhece a civilidade, se é contumaz canalha, dissimulado e mentiroso, deve ser tratado sem civilidade! Só pode ser tratado com civilidade quem age como cidadão, o que está mais que claro que não é o caso do deputado Duarte Júnior, que já deveria ter sido processado por falta de decoro parlamentar, por tantas e repetidas vezes mentir, no intuito de querer aparecer bem na fita.

A minha boa relação com seu chefe e por conseguinte com você me deixam a vontade para falar sobre isso, pois somos pessoas que assumimos clara e abertamente nossas posições. Pessoas que quando, por acaso, cometemos um erro, o assumimos, pedimos formalmente desculpas e continuamos nossa jornada, contabilizando um erro, que reconhecido, passa a ser uma virtude.

No caso em tela, não reconheço qualquer erro. Dizer a verdade sobre alguém que age como faz esse arremedo de deputado, nada tem de errado. Vejamos. O dicionário diz claramente o que é um canalha. Da mesma forma define alguém dissimulado. Por sua vez, mentiroso é algo que todos sabem o que é, mesmo sem precisar recorrer-se ao pai dos burros.

Dito isso, confrontei as declarações de um legítimo representante de parcela da população maranhense, alguém que deveria ter por obrigação o zelo pela verdade e a observância do decoro parlamentar e constatei que ele se encaixa exatamente com aquilo que diz o dicionário, alguém que é canalha, dissimulado e mentiroso!

Ora, meu amigo Pêta! Você por muito menos já disse coisa muito pior de gente que não chega aos pés de Duarte Júnior em canalhice, dissimulação e mentiras! Dezenas, centenas, talvez milhares de vezes você já bateu bem mais forte, em pessoas que nem mereciam ser tão atingidas quanto esse ser desprezível merece.

Quanto a sua opinião, de eu ter exagerado na dose, quanto ao que eu disse do referido personagem, eu a respeito, mas não concordo com ela, pois meu camarada, quem se propõe a mentir tão acintosa e descaradamente, só porque tem uma quantidade irrisória de poder e um pouquinho mais de visibilidade midiática, deve estar preparado para aguentar as consequências, para suportar o revide, não com as mesmas armas vis e reles que usa, mas com artilharia pesada, feita com um metal indestrutível chamado verdade. A verdade, amigo, é algo insuperável, capaz de se impor a qualquer coisa.

Se não fosse verdade que Duarte Júnior é um canalha, dissimulado e mentiroso, eu estaria aqui agora me desculpando penhoradamente. Mas ele o foi em relação ao que disse sobre a adesivagem das lixeiras da cidade de São Luís e tem sido em diversas outras ocasiões, como muito recentemente quando foi desmentido quanto a um caso de violência e maus tratos contra alguns animais.

Para encerrar, amigo Pêta, no dia seguinte em que publiquei minha indignação, enquanto cidadão, contra as canalhices de Duarte Júnior, que precisam parar, publiquei um texto, que já se encontrava em mãos do editor do jornal, onde falo sobre a nobre arte e a arte nobre, de como é a vida nos ringues de boxe e de como deveria ser nos salões da política. Falo do comportamento dos contendores. Leia e veja, mas observe também que para se sair vencedor de uma luta de boxe ou de uma contenda política, é preciso se bater com força suficiente para nocautear o adversário, para que ele não consiga se levantar da lona e voltar para tentar te derrubar. Porém, se deve fazer isso observando as regras do jogo, da disputa e também as regras da civilidade, ação que deve ser feita por todos.

Parece que foi o que eu fiz com essa criatura, tanto que até você veio em defesa dele, achando que o Joaquim cidadão bateu muito forte. Não amigo, não bati forte, não! Bati com a força que deve ser aplicada em todo aquele que age como ele.

Gostaria de acrescentar que, em que pese usar palavras fortes para me referir a essa figura, não há em mim, enquanto secretário ou cidadão, nenhum grama de sentimento de ódio contra tal pessoa. Há apenas a necessidade de qualificá-lo como acredito que ele deva.

Atenciosamente,

Sempre seu amigo, e de seu chefe,

Joaquim Haickel.

Cidadão, antes de ESTAR secretário de comunicação da prefeitura de São Luís.

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A nobre arte e a arte nobre

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Sempre que leio, ouço ou vejo pessoas se insultando em embates que envolvam posições partidárias, políticas, ideológicas ou mesmo filosóficas, lembro-me das violentas lutas de boxe onde homens brutos se esmurram durante horas e ao final delas, se abraçam e confraternizam, pois sabem que o que fazem naquele ringue não deve ultrapassar o limite das cordas, tanto que o boxe é conhecido como “A Nobre Arte”, título que ficaria muito melhor se fosse usado para designar a atividade política.

Ocorre que a disputa pelo poder é, desde sempre, muito mais suja que a disputa pela vitória em uma luta, mesmo que ela envolva um cinturão de campeão mundial dos pesos pesados ou a disputa de um campeonato mundial de qualquer modalidade esportiva.

Quanto menor a circunscrição da disputa política, mais acirrada ela é. Existem casos, e não são poucos, em que as disputas regridem tanto no espaço que acabam acontecendo no seio de uma mesma família, chegando ao cúmulo de ocorrer entre irmãos de sangue, filhos dos mesmos pais.

Não é que eu não goste de uma pendenga política, de um debate acalorado, ou até mesmo de um bate-boca, correndo o risco de, vez por outra, o nível baixar mais que o aceitável. Confesso que até gosto, mas acho inadmissível, que depois que o debate ou o embate político acabe, as pessoas não confraternizem e ao invés disso, passem a se odiar, apenas por não pensarem da mesma forma. A não aceitação do outro é o cúmulo da ignorância, o ponto máximo da involução do ser humano, é o que abre espaço para o outro também não admitir a existência do antagonista!

Sou daqueles que acredita que o embate político deveria ser como uma luta de boxe. No ringue entrariam para se engalfinhar as ideias de cada contendor e ali elas se esmurrariam até uma vencer a outra, por nocaute ou pontos, e depois da luta, tanto as teses que se enfrentaram, quantos os teóricos que as defenderam, se confraternizariam e combinariam uma revanche, para verem se confirmar-se-ia o resultado.

Eu nasci no meio da política, vendo meu pai, meu tio e seus amigos nessa lide, procurei aprender e tirei minhas conclusões de como melhor agir neste contexto. Pratiquei essa “arte” por quase 40 anos, penso que saiba um pouco sobre ela, e é por isso que eu digo e repito, não há nada melhor que agirmos de maneira sempre aberta, clara e franca na política, pois assim fica mais fácil distinguirmos as melhores e mais produtivas ações.

Nem sempre as coisas acontecem como se imagina ou deseja, mas é preciso estarmos preparados para todos os acontecimentos que possam resultar de nossas ações e até mesmo das ações dos demais participantes deste vasto jogo de tabuleiro que é a política.

Vejam só o exemplo de nosso estado. Grosso modo, nas décadas de 30, 40 e 50 do século passado a hegemonia política pertencia ao grupo liderado pelo senador Victorino Freire. Da metade da década de 60 do século XX até a metade da segunda década do século XXI, a hegemonia esteve nas mãos do grupo liderado pelo ex-presidente José Sarney. De lá pra cá o comando da política maranhense está nas mãos do governador Flávio Dino, que pretende permanecer nesta posição por muito tempo. Ele precisa, neste momento crucial de sua sucessão ao cargo de governador, jogar como um grande mestre internacional de xadrez, prevendo todos os movimentos de todas as peças, em todos os tabuleiros onde ele abriu jogo, com todos os oponentes, que em quase sua totalidade não são seus adversários, mas correligionários postulantes a lugares destacados no jogo maior da política estadual.

Um fator importante para que se tenha sucesso no boxe, na política ou em qualquer modalidade de disputa, é conhecermos bem as regras. Além das regras formais desses “jogos”, existem regras de comportamento e conduta que são tão ou mais importantes que as formais. A observância destas regras de comportamento é um dos requisitos básicos para transformar um esporte ou uma atividade qualquer em uma arte.

É importante não esquecer que arte é a habilidade ou a disposição dirigida para a execução de uma finalidade prática ou teórica, realizada de forma consciente, controlada e racional, logo, a mágoa, o rancor e o ódio não podem estar presentes nestas práticas.

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Canalha, dissimulado, mentiroso.

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Existe um Joaquim Haickel que ESTÁ Secretário de Comunicação de São Luís, e como tal deve se portar, e um outro Joaquim Haickel, que É cidadão e deve continuar a ser como é e sempre foi, até por coerência e legitimidade, por isso o secretário fez circular uma nota da SECOM (leia abaixo) e o cidadão escreveu o texto que se segue, por acreditar que as coisas devem ser colocadas em seus devidos lugares, no que diz respeito a mentiras propagadas pelo deputado Duarte Junior.

Nota da SECOM

Secretaria Municipal de Comunicação

Nota

Sobre as notícias falsas propagadas pelo deputado Duarte Júnior, a Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM) informa que não pagou ou tem qualquer contrato para troca de adesivos de lixeiras da cidade.

Outrossim, aproveita a oportunidade para informar que os recursos orçamentários da secretaria, bem como toda a movimentação financeira decorrente das ações implementadas por ela, estão disponíveis no Portal da Transparência, no site da Prefeitura.

Texto de Joaquim Haickel

Canalha, dissimulado, mentiroso.

Sobre as notícias falsas ditas pelo deputado Duarte Júnior e propagadas por alguns poucos “jornalistas” detentores das mesmas características dele, eu poderia dizer simplesmente que a troca dos adesivos das lixeiras da cidade de São Luís não foi paga pela secretaria de comunicação.

Só isso já bastaria para calar uma boca imunda, que não deveria ser aberta, a não ser para alimentar seu corpo circense. Ocorre que meus pais me ensinaram que eu não deveria jamais procurar briga, muito menos com alguém mais fraco, menos capacitado, física ou mentalmente, pois isso seria covardia. Eles também me ensinaram que quando provocado, eu deveria resistir o máximo que pudesse, mas que quando não houvesse jeito, só saísse dela, tendo vencido. Uma das frases preferidas de meu pai era: “Dou um boi para não entrar numa briga, mas uma boiada para não sair dela”.

Por tudo isso e para não correr o risco de cometer algum equívoco ou injustiça, fui procurar no dicionário o significado da palavra CANALHA e confirmei que ela é usada para designar pessoa vil e reles. Que pode ser usada como adjetivo e substantivo de dois gêneros, mas sempre para indicar aquele que é infame, abjeto, velhaco.

Não satisfeito, fui atrás do significado da palavra DISSIMULADO e vi que essa palavra é usada para alguém fingido, falso, artificial, enganador, sonso, afetado, finório, manhoso, malicioso…

Para ter certeza do significado da palavra MENTIROSO não precisei recorrer ao dicionário, bastou eu me lembrar da cara do deputado Duarte Júnior e de alguns dublês de jornalistas que existem por aí!

É que este cidadão canalha, dissimulado, mentiroso, acha que ser como é, lhe dá alguma vantagem sobre as pessoas… Pode até ser, mas comigo não, carnaval.  

Ao utilizar-se de um microfone aberto em uma emissora local de rádio, o deputado além de ter mentido, mostrou completo despreparo quanto ao assunto abordado e confirmou o fato de não ter um bom caráter, agindo de forma abjeta e politiqueira no que diz respeito ao enfrentamento da pandemia.

Um assunto como esse, não deve e não pode servir de palanque, muito menos para dar vasão a mágoas ou ressentimentos de alguém que perdeu fragorosamente uma eleição, na qual o povo de São Luís disse NÃO às suas sandices e SIM à esperança de ter Eduardo Braide como seu prefeito.

Se esse senhor não sabe, a Secretaria de Comunicação do Município de São Luís não gastou R$ 7 milhões para adesivar lixeiras, locais onde cada palavra saída de sua boca deveria estar. A nossa equipe de Comunicação trabalha para bem informar os ludovicenses, diferente desse “senhor” que oferece completo desserviço cada vez que abre a boca e se utiliza de blogueiros que, como já disse, possuem suas mesmas características.

Um trabalho sério como o que está sendo realizado pela SECOM, não deve e não pode ser colocado em dúvida por alguém que se diz conhecedor de leis, mas que não sabe acessar o site e as redes sociais da Prefeitura, onde constam diariamente os números de vacinação, bem como de leitos exclusivos para a Covid-19.

Ele mente, mente, mente e o que é pior, parece que mesmo isso sendo claro, há quem dê crédito às suas mentiras!…

A sua gana por mídia, não pode e não será maior que a vontade do povo desta cidade que, graças a Deus, soube dizer NÃO ao seu projeto de poder.

São Luís não deve ser usada como umbigo de trastes como estes, e as pessoas de nossa cidade não podem ser tratadas por eles, como marionetes.

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Gratidão, sentimento recíproco

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Tenho me sentido muito triste e angustiado com a grande quantidade de falecimentos de pessoas de minha família e de amigos queridos, em decorrência de complicações causadas por essa segunda onda de contágio da pandemia de Covid-19, mas em meio a toda essa dor e a esse desespero, recebi, via WhatsApp, a mensagem abaixo, que me deu um ânimo novo, me fez recobrar as forças. Vejam!…

“Boa tarde!!

Hoje eu venho aqui pra te falar algo que levo há muitos anos no meu coração.
Quero te falar sobre o quanto eu sou grata a ti e sobre o quanto tu és importante pra mim.

Joaquim, talvez tu nem saibas, mas tudo o que sou, tudo que construí e represento pros meus, eu devo a ti! Obrigada pela porta que tu me abriste um dia na TV Mirante em Santa Inês, pela chance que tu me deste, pelo trabalho por meio do qual eu pude colher tantos frutos junto com minha família!

Sabe, muitas vezes eu ouvi de familiares, de amigos, de pessoas de minha cidade, alguns até desconhecidos, o quanto eles tinham orgulho de mim. Orgulho da “pikena” do interior, da filha de Pinheiro que virou jornalista da Globo, apresentadora da TV Mirante em São Luís! Eu também me orgulho muito, porque só eu sei o quanto eu batalhei pra chegar aonde cheguei. É uma história modesta, mas é a minha história e ela só foi possível graças a ti!

O roteiro da minha vida teria sido outro se tu, há 20 anos, não tivesses dito um SIM pros meus sonhos.

De todo meu coração: obrigada!!!

Sou grata e amo muito você por tudo que você representa pra mim!”

Essa mensagem me foi enviada pela jornalista Valdélia Reis, editora e apresentadora do programa esportivo da TV Mirante de São Luís, e é sem dúvida nenhuma um dos maiores e melhores presentes que eu já recebi ou irei receber em toda a minha vida, pois ter certeza de que a simples atitude de dar oportunidade de trabalho a uma pessoa, pode transformar a vida dela de maneira tão radical e definitiva, é a coroação de toda uma existência.

Imediatamente quando li esta mensagem, depois de me recompor emocionalmente, meu primeiro pensamento foi em mandá-la para meu grupo familiar, para mostrar para minha mãe, meu irmão, minha filha, minha mulher, meus enteados, para todos a quem amo, que parte de minha missão como pessoa nesta vida, estava cumprida, pois tinha a comprovação que havia interferido e mudado, para melhor, a vida de alguém.

Mas meu segundo pensamento, infelizmente, foi de certo modo egoísta e presunçoso. Fiquei imaginando quantas pessoas poderiam dizer de mim a mesma coisa que Valdélia disse.

Lembrei-me de diversas pessoas, mas principalmente de Tiago Silva, Ronaldo Moraes, Célia Fontinele, Erisvaldo Santos, Margareth Moura, Luciano Melo, Junior Barreto, e até do saudoso Osvaldo Leite, o surfista, que nos deixou prematuramente. Essas pessoas faziam parte de um grupo de jovens, muito jovens, sem formação profissional nenhuma, que aprenderam fazendo, que na década de 90, junto comigo, formavam o valoroso time da TV Maranhão Central de Santa Inês, então afiliada da Rede Globo na região do Vale do Pindaré.

Hoje, todos estão formados, aperfeiçoados em suas respectivas atividades, e estabilizados na vida. São pessoas realizadas, de sucesso, importantes em suas atividades, e por seu genuíno esforço, grande força de vontade de superar os obstáculos e vencer na vida, eu os admiro e tenho orgulho paternal deles, pois sempre os tive como pessoas da minha família, e isso não é apenas modo de dizer, não!

Consciente, renego o sentimento de presunção, mas não consigo me livrar de uma saudável vaidade.

Obrigado Val, por me dar a certeza de que consegui tocar a vida de alguém e fazê-la melhorar. Poucas sensações são iguais ou melhores que essa.

Graças a essa mensagem, a tristeza que tomava conta de quase toda minha mente e minha alma, perdeu espaço. Respiro fundo e me recarrego de coragem para enfrentar os desafios da vida.

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Garrone e Eu

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Minha amizade com o jornalista Raimundo Garrone vem desde o início dos anos 80. Eu editava a Revista Guarnicê e ele ainda cursava jornalismo e fazia parte de um grupo de jovens poetas que se autodenominavam Os Párias, que constantemente publicavam seus poemas em nossa revista.

Politicamente eu e Garrone sempre estivemos em campos opostos, mas mantivemos uma boa relação, baseada em respeito e consideração.

Lembro de fatos interessantes na minha história com Garrone. Certa vez, o meu hoje confrade na Academia Maranhense de Letras, Felix Alberto Lima, juntamente com outras pessoas, promoveu uma oficina de contos e trouxe para ministrá-la o grande poeta Caio Fernando Abreu.

Fizeram aquele curso a fina flor da jovem intelectualidade ludovicense, na qual Garrone e eu, estávamos inseridos. No terceiro dia do curso, Caio pediu que cada um de nós levasse um conto de um grande escritor para lermos, analisarmos e trabalharmos nele, recriando a atmosfera literária do autor.

Levaram textos de Edgar Alan Poe, Machado de Assis, Dalton Trevisan, Lígia Fagundes Teles… Já eu, como sempre sofri o preconceito por ser um escritor burguês, um herdeiro, alguém cujo talento literário sempre era colocado em dúvida por eu ser político – naquela época já era deputado – resolvi pregar-lhes uma peça e apresentei como sendo do famoso cineasta, David Lynch, o conto Pelo Ouvido, que era na verdade de minha autoria. O certo é que ao ser lido, o conto foi aclamado por todos, elogiado como sendo uma obra genial, tendo a marca clara do estilo de seu autor. Serviu de exemplo de como se deve estruturar uma ideia de forma simples, colocando nela todos os ingredientes necessários para realizar uma obra icônica.

A complicação foi na hora de revelar que o conto não era de David Lynch, mas sim meu. Muita gente ficou indignada. O Caio não entendeu até que eu explicasse o bulling que eu sofria. Garrone foi um dos mais indignados, tendo escrito uma matéria de meia página no jornal O imparcial, sobre o ocorrido.

Lembro que só de “sacanagem” escrevi na semana seguinte, um artigo no jornal O Estado do Maranhão, contando a minha versão dos fatos, e pedi permissão para meu amigo José Louzeiro para publicar com o nome dele, apenas para demonstrar como o preconceito ideológico era uma coisa grave e deveria ser abominado e combatido.

Anos mais tarde, eu ainda deputado, criei as leis de incentivo ao esporte e à cultura, e Garrone era proponente de um projeto no dispositivo de fomento cultural.

Mesmo tendo o certificado que lhe permitia buscar o patrocínio para seu projeto, Garrone não conseguia. Falei com um grande amigo meu, alguém a quem Garrone não poupava críticas duras e ácidas, em muitos aspectos injustas, movido unicamente pelo posicionamento político-partidário. Pedi àquele amigo que arrumasse patrocínio para a Bandida, banda de carnaval que Garrone fazia para agitar as festividades momescas de nossa cidade.

Fiz com que aquele meu amigo visse que patrocinar uma atividade como a Bandida, de alguém que o atacava, só iria comprovar que a lei de incentivo viera para democratizar o espaço cultural, sem a utilização de viés político, que todos teriam acesso àquele dispositivo e que os melhores e mais capacitados iriam ser automaticamente diferenciados e preferidos pelos patrocinadores, como era o caso da Bandida. E assim foi feito. A Bandida foi patrocinada por esse meu amigo durante muitos carnavais.

Hoje, secretário de Comunicação do município, destinei mídia para publicação de banner de propaganda da Prefeitura de São Luís em alguns blogs e tenho sofrido críticas por parte de alguns jornalistas, pelo fato de eu ter autorizado a contratação do Blog do Garrone, jornalista que sempre se posicionou contra o prefeito Braide, a quem critica por motivos meramente político-partidários, sem jamais reconhecer as coisas boas que a sua gestão tem feito em benefício da cidade e de seu povo.

A minha resposta a quem critica o que fiz é simples e clara: Eu não pago por posicionamento editorial, nem de jornalista, nem de veículo, pago por mídia! Os leitores e a população sabem medir as ações das pessoas, tanto que elegeram Braide para ser seu prefeito. As minhas ações são medidas, primeiramente, por mim e estão sujeitas ao julgamento de todos, a única coisa que eu exijo é que este julgamento seja justo.

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Uma ideia frondosa

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Minha mãe costuma repetir constantemente uma frase: “Nasci para ser feliz”. Graças a Deus a felicidade se enamorou dela e nunca a abandonou. A frase de meu pai era outra: “O difícil se faz logo, o impossível demora um pouco mais”.

Eu sou mais conhecido como filho de Nagib, mas sempre fui muito mais filho de Clarice. Minha aparência e meu temperamento, herdei de meu pai, mas foi minha mãe quem esculpiu minha alma, para que eu pudesse, em paz, tratar de construir a minha mente.

Se minha mãe nasceu pra ser feliz, eu nasci para fazer e cultivar amigos e minha felicidade se deve principalmente ao fato de ter muitos e bons amigos verdadeiros, ser respeitado e querido por eles.

Falo da felicidade de ter amigos para falar da mensagem que recebi de uma das mulheres mais finas, elegantes e inteligentes de nossa terra. Ao final vocês saberão de quem se trata. Falo de minha gabolice travestida de felicidade por dizer que são poucos aqueles que recebem a atenção e o carinho de uma pessoa tão especial.

Leiam a carta!…

“Joaquim,

Você como secretário do Prefeito Braide é sinal de esperança, pela junção do homem realista com o homem sonhador. Parabéns a ambos.

Sei que você deve andar super ocupado, por isso vou dar rapidamente o meu recado. Na verdade, é um pedido. Poderia ser sobre “melhorar a educação e a saúde”, esses clássicos de qualquer plano de governo. Tudo isso vale e espero que a equipe administrativa do prefeito seja atuante e eficaz nestes setores, tão importantes quanto carentes.

Mas quero aqui me referir ao meio ambiente, mais especificamente às arvores. Se você puder e tiver alguma influência, estimule o dirigente da área a plantar milhares de árvores por toda nossa cidade e conclamar os demais prefeitos da ilha a fazerem o mesmo em seus municípios. Árvores frondosas que tragam beleza e sombra para nossa terra e nossa gente.

Os especialistas saberiam melhor que ninguém quais os tipos adequados à nossa região. Algumas tentativas de plantio já foram feitas anteriormente, poucas resistiram, talvez sem a devida manutenção e cuidado de que toda planta precisa.

É isso, Joaquim. Vamos cuidar da educação, da saúde, e outras áreas igualmente necessárias, mas vamos também trazer para nosso cotidiano um pouco de poesia, a beleza do verde associado à preservação do nosso ecossistema, tão ligado à ideia de vida.

Para finalizar, gostaria de acrescentar mais uma letra “E” na escalada de seus objetivos de governo: Êxito, para você e para o governo de Eduardo Braide.

Um abraço,

Eline”

Para os mais antigos que não ligaram o nome à pessoa, e para os mais jovens que não sabem de quem se trata, a Eline que assina essa mensagem, é a dona Eline Murad, mãe de minhas queridas amigas Maria Eugênia e Denise, viúva do dr. José Murad, ex-governador do Maranhão, médico que durante muitos anos foi presidente da Santa Casa de Misericórdia.

Dito isso gostaria de me dirigir a dona Eline, para, em primeiro lugar, agradecer em meu nome e em nome do prefeito Eduardo Braide, pelo carinho de sua mensagem e pelos votos de êxito. Em segundo, para dizer-lhe que continue nos mandando mensagens que nos sirvam de luz e guia. Em terceiro lugar, para garantir que manterei contato com meus colegas, cujas secretarias façam interface com esse relevante assunto, para que possamos também neste setor trabalharmos para fazermos de São Luís uma cidade melhor.

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Quando se perde um pedaço

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Já fazia muito tempo que não me sentia como me senti na noite da última terça-feira, dia 9. Senti-me desamparado. Como se me faltassem referências. O mais incrível é que a falta de referência não era em relação a mim, homem feito e refeito, passado dos 60, mas para o menino brincalhão e irrequieto que fui um dia.

Naquela noite senti, como se aquele Joaquim menino, tivesse perdido o rumo, o prumo, o leme, como se ele tivesse deixado de vivenciar todas aquelas maravilhosas coisas que acabariam por lhe fazer a pessoa que viria a ser com o passar do tempo.

Senti como se a fita VHS de minha vida estivesse sendo rebobinada em slow motion e tudo estivesse andando para trás e “desacontecendo”. Era como se minha vida, assim como acontecera, estivesse sendo apagada.

Sei que você, que me dá a honra de sua leitura, deve estar confuso. Confesso que eu também estou. Este já é o quarto texto que inicio na tentativa de comentar sobre a dor lacerante que senti. Uma dor que só poderia ser curada através das palavras que eu conseguisse colocar em um texto como este, que me servisse de analgésico, anestésico, barbitúrico.

Quando meu pai morreu, o chão cedeu. Eu precisei de muita força para me equilibrar, e só consegui porque muitas pessoas, na falta dele, passaram a depender de mim. A dificuldade que senti quando meu pai morreu, foi superada pela necessidade que tive de amparar as pessoas que continuavam vivas.

Na última terça-feira o peso caiu nas costas daquele Joaquim, menino de 10 anos, que estava começando a entender o mundo, e não nas costas do homem de 60 que já o conhece o suficiente para saber que estar atônito com a notícia da morte do “primo Stenio” era só a metade do problema. A outra metade seria consolar mãe Teté pela perda de outro irmão, num intervalo de apenas 30 dias.

Em fevereiro, mãe Teté perdeu Estelmo e sua esposa Maria das Graças, que nos deixaram, acometidos pela Covid-19. Em março, Stenio se foi, atropelado na porta de sua casa, no Anil.

Quando éramos crianças, eu, Jorge, Nagib e Celso, tínhamos uma vida muito parecida com a da maioria dos meninos de São Luís, mas havia uma diferença fundamental. Nós tínhamos um mentor, uma espécie de tutor, um sujeito que tendo 20 anos a mais, brincava conosco como se fosse um de nós. Não que ele fosse um “retardado”. Longe disso. Ele era “muito esperto”, segundo mãe Teté, nossa mãe de criação e irmã dele.

Stenio nos ensinou a jogar futebol de botão, dama, dominó, xadrez, buraco, pif-paf, pôquer. Fazíamos expedições exploratórias por lugares interessantes, como o Sítio do Físico, o Reservatório do Batatã, o Estreito dos Mosquitos. Acampávamos no Ingaúra, na Maioba, em Guarapiranga. Ele nos levava ao Lítero e ao Jaguarema. O que mais gostávamos, era de ir com ele ao circo e ao cinema. Era ele quem conseguia fazer com que Nagib entrasse nos cinemas para assistir filmes censurados para menores e foi com ele que assistimos alguns clássicos como “Rastros de ódio”, “Os canhões de Navarone”, “El Cid”, “Lawrence da Arábia”, “Spartacus” e “O homem que queria ser rei”, entre tantos outros.

Stenio esteve presente em quase todos os momentos importantes de nossas vidas, dos 6 aos 16 anos. Ele era álibi para coisas boas e para aquelas não tão boas que fazíamos.

Foi ele quem nos ensinou a dirigir; era ele que nos deixava pegar o carro de papai “emprestado”, para levarmos as empregadas dos vizinhos “para dar uma voltinha”; era ele quem arrumava as desculpas quando Jorge chegava tarde em casa.

Stenio Magalhaes Barros acabara de completar 81 anos e até já havia sido vacinado contra Covid-19.

Ele morreu. Nós não vamos mais vê-lo, mas ele continuará existindo enquanto nós tivermos capacidade de lembrar das aventuras que vivemos juntos, enquanto Jorge for capaz de contar para seu netinho Davi, que mãe Teté mandava que nós disséssemos a todos os nossos amigos que Stenio era nosso “primo”, para justificar a presença daquele sujeito tão mais velho que nós, no meio de nossas brincadeiras, alegrando e engrandecendo a nossa adolescência.

Ave Stenio, os que ficam não se esquecerão!…

Quando se perde um pedaço

Já fazia muito tempo que não me sentia como me senti na noite da última terça-feira, dia 9. Senti-me desamparado. Como se me faltassem referências. O mais incrível é que a falta de referência não era em relação a mim, homem feito e refeito, passado dos 60, mas para o menino brincalhão e irrequieto que fui um dia.

Naquela noite senti, como se aquele Joaquim menino, tivesse perdido o rumo, o prumo, o leme, como se ele tivesse deixado de vivenciar todas aquelas maravilhosas coisas que acabariam por lhe fazer a pessoa que viria a ser com o passar do tempo.

Senti como se a fita VHS de minha vida estivesse sendo rebobinada em slow motion e tudo estivesse andando para trás e “desacontecendo”. Era como se minha vida, assim como acontecera, estivesse sendo apagada.

Sei que você, que me dá a honra de sua leitura, deve estar confuso. Confesso que eu também estou. Este já é o quarto texto que inicio na tentativa de comentar sobre a dor lacerante que senti. Uma dor que só poderia ser curada através das palavras que eu conseguisse colocar em um texto como este, que me servisse de analgésico, anestésico, barbitúrico.

Quando meu pai morreu, o chão cedeu. Eu precisei de muita força para me equilibrar, e só consegui porque muitas pessoas, na falta dele, passaram a depender de mim. A dificuldade que senti quando meu pai morreu, foi superada pela necessidade que tive de amparar as pessoas que continuavam vivas.

Na última terça-feira o peso caiu nas costas daquele Joaquim, menino de 10 anos, que estava começando a entender o mundo, e não nas costas do homem de 60 que já o conhece o suficiente para saber que estar atônito com a notícia da morte do “primo Stenio” era só a metade do problema. A outra metade seria consolar mãe Teté pela perda de outro irmão, num intervalo de apenas 30 dias.

Em fevereiro, mãe Teté perdeu Estelmo e sua esposa Maria das Graças, que nos deixaram, acometidos pela Covid-19. Em março, Stenio se foi, atropelado na porta de sua casa, no Anil.

Quando éramos crianças, eu, Jorge, Nagib e Celso, tínhamos uma vida muito parecida com a da maioria dos meninos de São Luís, mas havia uma diferença fundamental. Nós tínhamos um mentor, uma espécie de tutor, um sujeito que tendo 20 anos a mais, brincava conosco como se fosse um de nós. Não que ele fosse um “retardado”. Longe disso. Ele era “muito esperto”, segundo mãe Teté, nossa mãe de criação e irmã dele.

Stenio nos ensinou a jogar futebol de botão, dama, dominó, xadrez, buraco, pif-paf, pôquer. Fazíamos expedições exploratórias por lugares interessantes, como o Sítio do Físico, o Reservatório do Batatã, o Estreito dos Mosquitos. Acampávamos no Ingaúra, na Maioba, em Guarapiranga. Ele nos levava ao Lítero e ao Jaguarema. O que mais gostávamos, era de ir com ele ao circo e ao cinema. Era ele quem conseguia fazer com que Nagib entrasse nos cinemas para assistir filmes censurados para menores e foi com ele que assistimos alguns clássicos como “Rastros de ódio”, “Os canhões de Navarone”, “El Cid”, “Lawrence da Arábia”, “Spartacus” e “O homem que queria ser rei”, entre tantos outros.

Stenio esteve presente em quase todos os momentos importantes de nossas vidas, dos 6 aos 16 anos. Ele era álibi para coisas boas e para aquelas não tão boas que fazíamos.

Foi ele quem nos ensinou a dirigir; era ele que nos deixava pegar o carro de papai “emprestado”, para levarmos as empregadas dos vizinhos “para dar uma voltinha”; era ele quem arrumava as desculpas quando Jorge chegava tarde em casa.

Stenio Magalhaes Barros acabara de completar 81 anos e até já havia sido vacinado contra Covid-19.

Ele morreu. Nós não vamos mais vê-lo, mas ele continuará existindo enquanto nós tivermos capacidade de lembrar das aventuras que vivemos juntos, enquanto Jorge for capaz de contar para seu netinho Davi, que mãe Teté mandava que nós disséssemos a todos os nossos amigos que Stenio era nosso “primo”, para justificar a presença daquele sujeito tão mais velho que nós, no meio de nossas brincadeiras, alegrando e engrandecendo a nossa adolescência.

Ave Stenio, os que ficam não se esquecerão!…

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O privilégio do erro

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Muito raramente eu começo um texto pelo título, como foi o caso deste. Normalmente eu acordo muito cedo e com a cabeça leve do descanso proporcionado pelo maravilhoso sono que lubrifica nossa mente, viro um verdadeiro receptáculo de ideias. Escolho-as como faço com os tomates na feira, separando os melhores e descartando os machucados.

Acordei com essa frase em minha mente, como se alguém a tivesse soprado em meu ouvido. Junto com ela veio um turbilhão de ideias que a respaldavam. Vieram exemplos pessoais e provenientes de observações de outras pessoas e outras situações.

Há um velho chavão, usado muitas vezes como mera e esfarrapada desculpa, que diz que “só erra quem faz”. Esta é uma verdade matemática e cartesiana, mas as vidas das pessoas não são sustentadas nem matemática, nem cartesianamente, elas têm aspectos, antropológicos, psicológicos, filosóficos e até fisiológicos que devem ser observados e levados em consideração. Dizer que só erra quem faz para meramente se defender de um erro, simples e banal, é algo asqueroso e covarde.

Já comentei em um texto publicado aqui, que dentre todos os verbos, aquele com o qual eu mais me identifico é o verbo fazer. Posso dizer, sem medo de errar, ou ser presunçoso, que este verbo me identifica e me define. Acho importantes os verbos ser, pensar, amar, e até mesmo o verbo ter, por que não!?… Mas dentre todos, aquele com o qual eu mais me identifico é o fazer.

Conheci alguns gestores públicos que diversas vezes devolveram verbas federais pelo fato de ser muito difícil e complicado a execução de projetos com esse tipo de recursos. Um verdadeiro absurdo! Bastava que o recurso fosse aplicado com todo rigor, que qualquer aplicação do dinheiro público deve e precisa ser aplicado. Obedecendo todos os preceitos legais e observando as normas que regem a gestão pública. Devolver verbas para os cofres da União pelo fato de que algo pode dar errado no uso dela é um dos “acertos” imperdoáveis.

Quando alguém diz “só erra quem faz” e o erro cometido é um erro honesto, sem dolo, este é um erro aceitável, proveniente não do aspecto matemático e cartesiano, raro nas vidas das pessoas, mas consequência daqueles outros aspectos mais humanos que citei anteriormente.

“O privilégio do erro honesto” seria o outro título que pensei em colocar neste texto, que não sei se chamo de artigo ou crônica, deste bate papo com você, meu querido leitor.

Quando penso no erro honesto, a primeira coisa que me vem à cabeça é um artilheiro com a bola na mão, se encaminhando para bater um pênalti. A pressão sobre ele. As arquibancadas lotadas. De um lado, os torcedores de seu time o aplaudindo, do outro, os adversários, o vaiando. Ele respira fundo, coloca a bola na marca da cal, dá quatro passos para trás e avança para a pelota… E perde o gol. Ele erra. Erra por alguma deficiência qualquer. Chutou fraco, no lugar errado… O certo é que ele errou, mas cometeu um erro honesto, pois ele fez tudo o que estava ao seu alcance para fazer o gol. Este é um erro, mas é plenamente perdoável.

Existem alguns ditados populares que nos perseguem. Vicente Mateus, presidente do Corinthians, uma figura folclórica do mundo futebolístico brasileiro, confundia os ditados. Há um que ficou famoso: “Quem tá na chuva é pra se queimar”. Mas pensando bem, é isso mesmo! Pois a obviedade de estar na chuva é sair molhado, nada muda na vida, mas a poderosa metáfora criada sem querer pelo comendador Vicente, traz em si todo o perigo que configura a nossa vida.

Eu nunca tive medo de errar, mas sempre que cometi algum erro, ou ainda quando os cometo, não tenho medo de reconhecê-lo. Quando ele afeta outras pessoas, a primeira coisa que faço é me desculpar, de forma direta e clara. Se um erro, que por acaso cometa, for passível de reparação, eu a faço imediatamente.

Penso que o erro deve ser encarado como a comprovação de nossa falibilidade, como a confirmação de nossa humanidade, certeza essa que se for bem entendida e aceita, nos liberta, possibilitando que busquemos cada dia mais fazermos as coisas certas.

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Um rápido balanço

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Como aceitei voltar a ocupar função pública, deixei de receber dezenas e passei a receber centenas de pedidos de emprego, coisa para a qual, devido à natureza de meu coração, não estou nem nunca estive preparado, pois sofro por não poder ajudar.

Meu saudoso pai ficou conhecido por ter sido durante 12 anos, nas gestões dos governadores Pedro Neiva, Nunes Freire e João Castelo, o político que mais distribuiu nomeações no Estado do Maranhão. Há quem diga que ultrapassou a casa das 10.000.

Ele nunca quis indicar um secretário de estado, nunca buscou um quinhão administrativo nos governos que apoiou, sempre deixou claro aos seus amigos governadores que desejava empregar as pessoas as quais representava, pois acreditava que o trabalho dava a elas a possibilidade de serem independentes, de poderem buscar a realização de seus destinos rumo à tão sonhada felicidade.

As leis atuais não permitem mais o que acontecia no tempo de meu pai. Emprego público agora só através de concurso ou dos poucos cargos comissionados, de confiança do gestor.

Já exerci antes função de secretário de Assuntos Políticos, de Educação e de Esportes do Estado do Maranhão, nas gestões de Edison Lobão e Roseana Sarney, e agora “estou” secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de São Luís, na gestão de Eduardo Braide, e vejo como as coisas estão mudadas, como o tempo e o amadurecimento transforma as pessoas, como eu mudei!

Aquilo que era sempre tão premente e urgente, agora é feito com mais suavidade e leveza. O que muitas vezes era feito com medo, por exigência da responsabilidade, agora é feito pela mesma exigência, mas com segurança e clareza. O apego que tinha à função e ao poder que emanava dela, se transformou em uma confortável convivência, com a certeza de que todo poder é temporário e que ele será maior à proporção que quem o detenha use-o de maneira parcimoniosa e sábia, tirando dele a importância e transferindo-a para as ações que implementa, sem jamais usurpá-lo, usando-o sempre em benefício das pessoas e da sociedade.

Quando fui chamado por Eduardo Braide para ir ao seu escritório, pensei que ele queria conversar comigo sobre quais nomes eu acreditava serem os melhores para compor sua equipe nas áreas de cultura, esporte, educação ou mesmo assuntos políticos, setores aos quais me dediquei durante toda minha vida pessoal e política. O convite para ser seu secretário de Comunicação, foi um choque pra mim, pois isso nunca havia passado por minha cabeça, e quem me conhece sabe que por minha cabeça passa muita coisa!…

Eu aceitei o cargo porque entendi que mais que secretário de Comunicação – e saibam que o jornalista Igor Almeida, que acompanha Eduardo já há bastante tempo, faz muito bem esse papel como meu adjunto – eu poderia ser um pedreiro, quem sabe até um mestre de obras na construção de uma nova fase da política maranhense, a partir da implantação de uma nova forma de gestão pública que vi e entendi que Eduardo deseja implantar em nossa terra. Pensei que pudesse ser um animador de um grupo jovem de gestores que pretendem modificar a forma de pensar a política e a administração de nossa cidade e de nosso Estado. Pensei que poderia ser uma espécie de coach, que pudesse conversar com meus colegas secretários sobre as ações que eles desejassem empreender para buscarmos juntos o melhor caminho para realizá-las e apresentá-las à sociedade.

Uma coisa eu observei logo na primeira reunião de secretários, não havia naquela sala nenhuma pessoa que não estivesse real e profundamente imbuída no mais profundo compromisso de realizar um bom trabalho em prol de nossa cidade e de seu povo, constatei que todos ali, em suas almas e em suas mentes demonstravam desejar construir uma coisa nova e boa.

É por saber disso que conclamo meus colegas secretários a falarem um pouco sobre seus sentimentos e suas impressões a respeito de seu trabalho e realizações de suas pastas, através de textos que possamos publicar neste espaço, como faz aqui ao lado, o dr. Joel Nunes, secretário municipal de Saúde.

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