A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO

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Aconteceu em Yecheng, um remoto vilarejo entre a cordilheira do Himalaia e o deserto de Takli Makan, na China Imperial, por volta do ano 600 depois de Cristo: Após a aula com o mestre Mu Lau, o pequeno Xun Li entra em casa, batendo fortemente seus pés no chão. Kim Jiu, seu avô, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Xun, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado e antes que o avô dissesse alguma coisa, fala irritado: “- Avô, estou com muita raiva. Jan Jian não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim para ele”.

Seu avô, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta, calmamente, o neto que continua a reclamar: “- Jan me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder sair de casa”.

O avô escuta tudo calado enquanto caminha até um deposito onde guardava entre outras coisas, um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino, calado, o acompanhou.

Xun vê o saco ser aberto e o seu conteúdo ser derramado no chão e antes mesmo que ele pudesse fazer qualquer pergunta, o avô lhe propõe algo: “- Honorável neto, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Jan e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo esse carvão na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou”.

Xun achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços do carvão acertavam o alvo. Uma hora se passou até que Xun terminasse a tarefa. O avô que, entre uma poda e outra, espiava tudo de longe se aproxima do menino e lhe pergunta: “- Como está honorável neto se sentindo agora? – Estou cansado avô, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa”.

Kim olha profundamente para o menino, que continua sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhosamente lhe fala: “- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa”.

O neto acompanha o avô e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver todo o seu corpo. Que susto! Só conseguia enxergar seus dentes, quando sorria, e o branco dos olhinhos, o resto tudo, estava preto de fuligem, da brincadeira com o carvão.

Kim então, lhe diz ternamente: “– Meu querido neto caçula, você viu, a camisa quase não ficou suja; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, ficam sempre em nós mesmos. Espero que tenha aprendido a lição. Agora, honorável neto vai se lavar e volta aqui”.

O pequeno Xun Li sai cabisbaixo, e obedece ao seu sábio avô, lava-se e volta a sua presença: “– Agora honorável neto vai ao varal, recolhe todo aquele carvão no saco e guarda no deposito. Quando tiver acabado ira descobrir que precisará lavar-se outra vez, depois disso honorável neto poderá ir brincar com seu amigo Jan Jian”.

* Este texto é uma adaptação de uma história antiga, especialmente republicada aqui, nesta ocasião, a pedidos.

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo… – Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. – Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: – Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? – Papai, – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão. Perfeito: Pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando… Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar… Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto: Pararei!

E ainda há quem se ache o máximo quando consegue dizer: “O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.”!!!

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Para mim todo dia é Natal. Nascimento da esperança de que entre os homens possa haver tolerância, fraternidade e paz.

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Para mim o Natal mais que o nascimento de um menino, é o fortalecimento da certeza de que somente através da compreensão e do amor, é que alcançaremos o que todos nós tanto almejamos: A felicidade.
Feliz Natal. Feliz Hoje. Feliz Sempre… Pra você e para todas as pessoas que você ama e também para aquelas que você nem conhece.

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O ETERNO AMOR DE PAI *

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Havia em Susa, nos tempos do rei Assuero e da rainha Esteér, um homem muito trabalhador e muito rico, que possuía muitas terras e muitos bens: um grande rebanho de cabras e ovelhas, muito gado, plantações de milho, trigo e cevada. Imensos pomares de uvas, maçãs, damascos, tâmaras e figos, além de vários empregados a seu serviço.

Abbdulla era o seu nome, e ele tinha um único filho, Haman, um herdeiro que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de jogar cartas, participar de festas como seus amigos e de ser bajulado por eles.

Abbdulla sempre o dizia a Haman que alguns de seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, sem isso, o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe entupiam seus ouvidos, mas logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.

Um dia, o velho Abbdulla já com idade avançada, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro dele, ele mesmo, tratou de fazer uma forca e junto a ela, uma placa com os dizeres: “Para você Haman nunca mais desprezar as palavras de teu pai”. Mais tarde chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse: “Meu filho eu já estou velho e, quando eu partir, você tomara conta de tudo que é meu e, eu sei qual será o teu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro com teus amigos. Irá vender os animais e os bens para se sustentar e, quando não tiver mais dinheiro, teus amigos vão se afastar de você e, quando você então não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. Foi por isto que eu construí esta forca. Ela é meu presente para você e quero que me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela”. O jovem sorriu, achando um absurdo, mas, para não contrariar o pai, já tão velho e alquebrado, prometeu, mas pensou consigo mesmo que isso jamais pudesse acontecer.

Passado algum tempo, Abbdulla morreu e seu filho Haman passou a ser o dono de tudo, mas, assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou rapidamente o que o pai passara a vida toda construindo. Vendeu os bens, perdeu os falsos amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um grande tolo. Lembrou-se das palavras de seu pai e começou a chorar e dizer: “Ah, meu pai… Se eu tivesse ouvido os teus conselhos… mas agora é tarde demais.”

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e, ao longe, avistou o pequeno celeiro. Era a única coisa que lhe restava. Com passos lentos, se dirigiu até lá e entrando, viu a forca, a placa empoeirada e pensou: “Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, pelo menos desta vez, farei a vontade dele. Vou cumprir a minha promessa. Não me resta mais nada…”. Então ele pegou um banquinho e subiu nele, colocou a corda no pescoço e pensou: ”Ah, se eu tivesse uma nova chance…” Então se atirou do banco. Por um instante, sentiu a corda apertar sua garganta. Era o fim. Mas o braço da forca que seu pai fizera especialmente para ele era oco e quebrou-se facilmente e o rapaz caiu no chão. Sobre ele, caíram jóias, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes, além de muitas moedas de ouro. A forca estava cheia de pedras preciosas, dinheiro e o mais importante, um bilhete deixado ali anos antes por seu velho pai: “Haman, meu querido filho, aí esta a nova chance que com certeza tu iras almejar. Saiba que teu pai te ama muito e para sempre”.

* Este texto é uma adaptação de uma história antiga, especialmente republicada aqui, nesta ocasião, a pedidos.

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

Nomes perfeitos para as respectivas atividades

Ana Lisa
Psicanalista

P. Lúcia
Fabricante de Bichinhos

Pinto Souto
Fabricante de Cuecas

Marcos Dias
Fabricante de Calendário

Olavo Pires
Balconista de Lanchonete

Décio Machado
Madeireiro

H. Lopes
Professor de Hipismo

Oscar Romeu
Dono de Concessionária

Hélvio Lino
Professor de Música

K. Godói
Médico especialista em hemorróidas

Alberta Alceu Pinto
Garota de Programa

H. Romeu Pinto
Garoto de Programa

Eudes Penteado
Cabeleireiro

Sara Vaz
Mãe de Santo

Passos Dias Aguiar
Instrutor de Auto-escola

Édson Fortes
Baterista

Sara Dores DA Costa
Reumatologista

Jamil Jonas Costa
Urologista

Iná Lemos
Pneumologista

Ester Elisa
Enfermeira

Ema Thomas
Traumatologista

Malta Aquino Pinto
Médico especialista em doenças venéreas

Inácio Filho
Obstetra

Oscar A. Melo
Confeiteiro

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Meu retrato de Quiron.

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Quiron era o maior centauro do Olímpo. Arqueiro, médico e filosofo, ele foi também preceptor de Apolo, de Aquiles e de Jasão, a quem ensinou alem da arte da guerra, a música e até mesmo a medicina.

Esse meu amigo, é o tipo de sujeito que chega em casa com duas sacolas na mão. Uma trazida do supermercado e a outra do videoclube. Chega disposto a tomar um demorado banho, depois prepara uma massinha com atum e tomates frescos e come com pão e vinho, revendo um daqueles maravilhosos filmes épicos: Ben-Hur, Agonia e êxtase ou Lawrence da Arábia… Isso se ele não trouxe no meio desses, algum filme sobre a aplicação da justiça: Doze homens e uma sentença, O vento será tua herança ou O sol é para todos.

Para Quiron que é a personificação do sagitariano, os princípios são inegociáveis. Eles ainda acreditam que a justiça, além de cega, é certeira.

Dê para um sagitariano uma causa, seja ela política, cultural, científica ou social, se ele a aceitar como sua, vai disparar feito uma seta em defesa dela, com uma empolgação só equiparável a sua proverbial falta de tato ou seu senso extremado de honra.

Gozador, certa vez numa reunião de condomínio alguém protestou porque sua empregada subia pelo elevador social e ele que adorava escandalizar a todos, emudeceu os condôminos, declarando eles haviam se enganado, “ela na verdade é minha namorada”.

Franco e avesso a todo tipo de subterfúgio, ele sempre faz e diz o que pensa, e na maioria das vezes faz e diz sem pensar. É aí que ele normalmente leva grandes tombos, despencando direto do Olímpo de seus nobres ideais para uma realidade menos acolhedora. É quando descobre, por exemplo, que alguém a quem ele defendera fervorosamente, na verdade é culpado. Com o mesmo empenho que defendera aquele amigo, agora o obriga a assumir suas responsabilidades.

Por andar sempre hipnotizado por metas longínquas, às vezes os centauros tropeçam em seus próprios pés. Nada grave, ele continuará otimista, porque nasceu sob o signo de Júpiter, o mais mão-aberta dos deuses. E sua sorte, mesmo que tarde, jamais lhe faltará.

Os mais freqüentes distúrbios de um sagitariano são o otimismo incurável, a ansiedade crônica e o tédio mortal. O primeiro pode ser suavizado, embora, graças a Zeus, nunca completamente sanado. A ansiedade crônica pode ser tratada à base meditação e maracujina. Quanto ao tedium vitae, a mais grave das afecções que um sagitariano pode contrair, o remédio é fácil: basta ele inventar uma nova meta, qualquer uma, aprender a pilotar um Boeing ou a falar chinês clássico. Ele pode vir a desistir do brevê de piloto no dia do exame, e não passar das primeiras três aulas de mandarim, mas nesse percurso, estará curado.

Quem tentar enquadrá-lo, sugerindo que ele consulte um profissional, perderá tempo. Ele não para quieto em casa, menos ainda no divã.

A concepção sagitariana de romance é muito esportiva, mas eles são honestamente devotados a todos os seus amores. Por isso, para ele, contar para sua nova namorada que ela é a trigésima quarta em sua vida é o fato mais natural do mundo, e ele ainda acrescenta, sinceramente, que ela é a mais incrível de todas as mulheres que já passaram por sua vida. E se esta quiser ser a definitiva, é necessário adotar uma estratégia de displicente autocontrole: nunca perguntar ao seu centauro com quem ele almoçou, nunca lhe dar ultimatos e jamais partir para cenas melosas.

Ele na verdade não passa de um menino, um moleque que tem a boca maior que o estômago. Ah! Não leve tão a sério os exageros do centauro e você conviverá com um campeão em cumplicidade, solidariedade e amizade. E olha, um amigo, para ele, vale mais que cem amantes.

Quiron tem pavio curto, e memória mais curta ainda. Se inflama por qualquer motivo. Diz e faz os outros dizerem barbaridades, e depois esquece, mas é incapaz de guardar qualquer ressentimento…

Poderia falar mais sobre esse meu amigo, mas preciso ir ver o que fazer pra comer, vem uns amigos pra cá, hoje eu trouxe uns filmes de Capra, Do mundo nada se leva, A mulher faz o homem, A felicidade não se compra …

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Bilhetinho para minha amiga Adriana.

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Oi Drika,
não tive tempo de ver algo pra te mandar hoje, pra que você postasse neste nosso blog que acaba sendo mais seu do que meu.
Remexendo meus guardados achei um poema que minha filha, Laila, escreveu e mandou pra mim, então resolvi pegar uma foto também de autoria dela para ilustrar.
Essa pagina de hoje, dia 12/12/2007, é na verdade um presente para mim mesmo, algo para que eu me lembre… “Quando nada tinha para dizer, apareceu ela e disse por mim”.

Abraço carinhoso,
Joaquim Nagib Haickel.

I

– O que houve?
– Quebrei o braço.
– Pior se fosse a cabeça…
– Se eu tivesse…
– Como não tem?…
– Sou só coração e abraços.

Laila Farias Haickel

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Padre Nosso.

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Hoje vou contar-lhes uma rápida historia. Na tela, para os mais poéticos, ela dura apenas 59 segundos, para os mais cinematográficos desenrola-se em pouco mais de 3 minutos.

Havia resolvido que finalmente era chegada a hora de fazer um filme baseado num conto que eu escrevera no inicio dos anos 80 e que causou, na época, uma grande polemica. O conto chamava-se “Pelo Ouvido”.

A colaboração de algumas pessoas muito queridas seria indispensável para que eu pudesse realizar esse sonho em celulóide.

Quando Cássia Melo voltou a morar em São Luis, ganhei o primeiro reforço para o time da Guarnicê Produções. Cássia então me indicou Arturo Sabóia que havia acabado de realizar seu filme, “Borralho”, baseado no conto homônimo de autoria do escritor moçambicano Mia Couto.

Passei um dia inteiro com Arturo e Cássia. Expliquei-lhes como pensava em fazer o filme, como imaginava a ação, com que enquadramento de câmera, qual era o tipo de enfoque queria dar, que cor queria imprimir. Qual ênfase devia prevalecer, qual tempo seria utilizado, que tipo de corte e edição preferia. No final daquele dia, incumbi Cássia a me ajudar a produzir e Arturo a fazer comigo o roteiro. A primeira versão do roteiro ficaria sob responsabilidade dele, pois me sentia incapaz de mexer em algo que considerava acabado, e irretocável. Depois disso eu poderia interferir e retocar.

Começamos a trabalhar até que certo dia eu resolvi que antes de enfrentarmos aquele desafio que se apresentava gigantesco, deveríamos treinar um pouco. Para isso resolvemos fazer um outro filme, este baseado num poema meu chamado “

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Desafio

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Noite dessas, conversando com um amigo, ele me disse uma frase que entrou pelos meus ouvidos, tomou conta de minha cabeça e não me saiu da memória. A tal frase foi tão marcante e ele a disse de forma tão natural e expressiva que cheguei a minha casa, corri pro computador e tentei dar um jeito de melhorar lingüística e literariamente o que ele dissera. Não sei se consegui, mas depois de ter lido o que resultou da idéia desse meu amigo e de meu humilde trabalho de escultor de palavras, me veio à mente um desafio. Publicar a frase e desafiar as pessoas para que em volta dela, imaginassem um argumento, escrevessem uma sinopse, e desenvolvêssemos juntos, um roteiro de um curta-metragem, a ser gravado em HD, no começo de 2008, para concorrer no Festival Guarnicê e onde mais pudermos.

A FRASE

“Se vivo fosse e a conhecesse, Nelson Rodrigues acharia seu personagem Maria Cecília, de “Bonitinha, mas ordinária”, uma garotinha tola, inocente e ingênua. Além disso, sentir-se-ia um Monteiro Lobato, um José de Alencar”.

Se você aceitar esse desafio, entre em contato pelos e-mail jnhaickel@hotmail.com ou jnhaickel@gmail.com

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Cidadãos Maranhenses.

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Importante: Você, que gostou especialmente da minha crônica de domingo passado, saiba que existem algumas coisas que precisam ser ditas e outras que devem ser feitas, por isso se a crônica deste domingo não lhe agradar tanto, mesmo assim, não deixe de ler o que escrevo, pois pelo menos essa, é a forma de conversarmos.

No ultimo dia 22 de novembro a Assembléia Legislativa do Maranhão, em sessão solene, entregou o titulo de cidadã maranhense a senhora Renata de Camargo Nascimento.

Naquela manhã um grupo de jornalistas se perguntava quem era Renata de Camargo Nascimento e o que ela teria feito para merecer tal distinção. Em meio a isso meu amigo jornalista Marco Aurélio Deça levantou a tese de que a concessão de títulos de cidadania deveria ter critérios mais rígidos e escreveu uma matéria sobre isso em seu blog.

Primeiramente vou dizer-lhes quem é a Renata, o que ela fez e faz para merecer ser maranhense. Ela criou o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE-MA) que se propõe a promover ações voltadas para a valorização das pessoas mais humildes e carentes, através da criação de uma consciência mais ampla e geral de cidadania, responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável, incentivando essas empresas a adotarem essas ações como princípio do seu negócio.

Ela nos reuniu para promovermos a nossa própria cidadania, possibilitando a cidadania de outras pessoas.

Através de sua atuação como presidente do conselho deliberativo do Instituto ALCOA e como membro do board da ALCOA Foundation, Renata direcionou para nosso Estado entre 2001 a 2006, mais de R$ 6.000.000,00 (Seis milhões de reais) em ações de responsabilidade sócio-ambiental.

Como membro do conselho do Instituto Camargo Correa, Renata vem apoiando diversos projetos em nossa terra. Exemplo disso é o Projeto Presenças, ação desenvolvida pelo ICE-MA, que visa fortalecer a atuação das organizações sociais, capacitando-as na área educativa, visando potencializar e qualificar as ações de seus educadores.

Alem disso tudo Renata é membro do Conselho da Associação Obra do Berço; do Conselho do Centro do Voluntariado de São Paulo; do Conselho da Comunitas; do Grupo de Mobilização e Comunicação da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo; do Comitê do Fundo Social Unibanco; do Grupo Orientador do Programa Itaú Social, dentre outros.

Mas a tese levantada pelo jornalista Marco Deça procede, no entanto temos que contextualiza-la, sob pena de desvirtuarmos o seu entendimento.

O titulo de cidadão tem sido realmente distribuído sem que se usem critérios mais rígidos. Infelizmente é assim que ocorre em todo lugar. A concessão do titulo de cidadão depende do entendimento do proponente e do consentimento de seus pares.

É por isso que a comissão de revisão do regimento da ALM e de adequação da constituição do Estado, que tive a honra de presidir nos últimos 120 dias, acaba de propor que só tenha direito a ser reconhecido cidadão Maranhense pessoas que tenham prestado relevantes serviços ao nosso Estado e que aqui residam há pelo menos 10 anos. Para os demais casos estabeleceu-se a medalha do mérito legislativo que leva o nome de um maranhense que se destacou em sua área de atividade, como por exemplo, na área esportiva, Canhoteiro, na área social, Maria Aragão, na área cultural João do Vale.

Ocorre que o fator subjetivo não deixará de existir. Melhor exemplo disso é a concessão de um titulo de cidadão para uma determinada figura que já mora no Maranhão a mais de quarenta anos e nada fez para ser considerado como um verdadeiro Timbira e, no entanto por força de lei, o é. Mas isso é apenas a minha subjetiva opinião, não é a opinião nem do deputado proponente, nem da ALM.

Da mesma maneira, existe também muito maranhense nato por ai, que não merece ser chamado de maranhense, por que nunca fez nada por nossa terra, alguns deveriam até perder o titulo de cidadão nato, enquanto há pessoas que nem nasceram no Maranhão, mas vem aqui frequentemente e trazem grandes benefícios para nosso Estado e para as comunidades e pessoas mais carentes.

Brech disse certa vez que “Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis”. Renata de Camargo Nascimento é uma dessas pessoas indispensáveis, e a mim, muito me honra que Renata seja minha conterrânea.

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