Insólito

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Ultimamente tem aumentado muito a quantidade pessoas que
estão visitando o meu blog, entre eles existem uns sujeitos que deixam alguns comentários interessantes, mesmo que para isso usem nomes falsos. É exatamente em homenagem à um desses novos freqüentadores de meu blog, que quero oferecer especialmente o texto de hoje.
Espero que esteja do seu agrado.

Cuidado com o trem, viu!!!???

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Comentário digno de nota: 10

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O comentarista que se diz Fidel de Pijamas mandou o comentário abaixo para o texto “Berro!?” e eu sem saber de quem se tratava pedi permissão para repercuti-lo aqui nesse espaço e dividi-lo com vocês, como ele não respondeu eu interpretei isso como consentimento. Espero que gostem desse texto tanto quanto eu gostei.

Na peça Tímon de Atenas, Shakespeare dá uma bordoada em todos nós, desculpem palavra tão dura, quando pergunta por meio do filósofo Apemanto: “Qual o homem que morre sem levar para o túmulo a lesão de um pontapé oferecido por um amigo”? Quem de nós nunca levou uma mordida da ingratidão, “esse demônio do coração de mármore”? Com certeza, ninguém!

Tímon é um rico general, aposentado, puro, generosíssimo, e um de seus maiores defeitos repousa na crença da amizade. Sua casa é uma festa só, cheia de amigos desfrutando de seus banquetes e seus presentes caros. Avaro de elogios, cobre seus aduladores de prodigalidades. Enfim arruinado, apela aos amigos por dinheiro. Nada consegue. Diante de um “não” pronunciado por um de seus “amigos”, seu secretário Flávio reage: “Ó! Observai como o homem é monstruoso, quando se mostra debaixo da forma da ingratidão!”.

Na peça Como Gostais, o Duque de Milão é traído pelo próprio irmão, que lhe toma o trono e o expulsa da cidade. Um companheiro consola o desterrado príncipe com esta triste canção: “Sopra, sopra vento hibernal, não és assim tão infernal, como é a humana ingratidão. Teu dente não é tão agudo, porque não és visto, mas é rude teu hálito de furacão… e não mordes tão pungente como a vileza do ingrato”.

E o velho Rei Lear, que divide o reino entre as filhas, é rejeitado por elas. Com o coração dilacerado chora de dor: “Ó Rejane, tua irmã não presta! Como um abutre, enterrou aqui o bico acerado da ingratidão”. E o velho Lear teatralmente repuxa as carnes do próprio corpo como se quisesse arrancar as filhas de si mesmo.

O desafortunado Othelo, vítima de uma trama perversa que o fez sufocar sua esposa Desdêmona, olha para Iago, o homem que o traiu, e se revolta: “pergunta para esse meio demônio por que envenenou meu sangue e minha alma”.

DEPUTADO, ESSE ARTIGO RETRATA MUITO BEM A POLÍTICA DO MARANHÃO. A CARAPUÇA ESTÁ SOB MEDIDA, PARA A CABEÇA DE FULANO, BELTRANO , SICRANO  E ETC….

A INGRATIDÃO

Nem mesmo Shakespeare escapou de pontapés por estar vivo dois séculos depois de ser enterrado em Stratford. O filósofo e satirista Voltaire tentou, durante parte de sua vida, demolir a fama de Shakespeare. O caso de Voltaire não é bem de ingratidão, mas de inveja. Afinal Voltaire escreveu 54 peças teatrais. Alguém sabia que ele era dramaturgo?

E em Tróilus e Créssida, Shakespeare nos explica esse sentimento, a ingratidão. Quem fala é Ulisses enquanto aconselha Aquiles: “O Tempo, meu senhor, tem nas costas um saco, dentro do qual coloca as esmolas para o Esquecimento, esse monstro enorme da ingratidão. Esses restos são as boas ações do passado, devoradas tão rapidamente quanto foram feitas, e tão depressa esquecidas quanto foram terminadas”.

Não acredito que alguém tenha conseguido contrariar a afirmação de Apemanto. Tímon deu muito, porque achava que todos eram iguais a ele, porque acreditava que quem dá recebe. Aí vem o Tempo para colocar as esmolas no saco do esquecimento. Depois que se devora, se esquece. Resta-nos corroer-nos de dor.

Pudemos observar que os ingratos são de naturezas diversas: amigos, filhos, empregados!O que devemos fazer, então, para escapar desse vilão chamado ingratidão? É o próprio Shakespeare quem responde por meio do conselho de Polonius ao filho Laertes: “Os amigos que tiveres e cuja adoção puseres à prova, sujeita-os à tua alma com arcos de aço”. É assim que tenho procurado fazer com todas as pessoas que amo!

Theófilo Silva é presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília e colaborador da Rádio do Moreno.

Resposta: Meu caríssimo Fidel de Pijamas quero agradecer-lhe por tão maravilhoso presente. Nunca um comentário neste blog foi lido e relido tantas vezes por este peripatético vivente, por este disléxico escrevente, como esse que você me enviou.

Profundo e completo sendo claro e simples. Para mim, perfeito.

Identifiquei imediatamente dezenas de cabeças e acho que é bem possível passar-se dias relacionando centenas delas, catalogando-se os casos específicos adaptáveis a todas as carapuças exemplificadas nessa pequenina jóia que você me mandou.

A ingratidão e a traição são apenas duas das características acentuadas nesse seu texto e elas são as duas mais freqüentes companheiras da arrogância e da prepotência, coisas que não são privilégios apenas dos poderosos ou dos políticos, como pode alguém pensar.

Permita-me repercutir esse comentário na minha publicação de quarta-feira próxima, e mais, permita-me sair da escuridão do desconhecimento causado pelo uso que você faz do anonimato. Permita-me puder privar mais proximamente de sua amizade, pois mesmo que sejamos antagônicos em qualquer âmbito, seja você flamenguista ou membro do PT, PSB, PSDB ou PDT, terá deste vascaíno e pmdbista aqui o respeito e a admiração que dedico a todos, inclusive aos que discordam de meus posicionamentos futebolísticos e políticos. Tenho certeza, pelo que demonstra o seu texto, que iríamos nos divertir bastante comentando de forma bem humorada as idas e vindas dessa gangorra que convencionamos chamar de vida.

PS: O texto do Theófilo Silva, presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília, é perfeito.
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AUTOPSICOGRAFIA

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Não se faz poema de amor apenas à mulher amada, e para provar isso vou deixar que hoje fale por mim ninguém menos que Pessoa, que psicografando a ele mesmo vai oferecer em meu nome essa missiva a alguém que quando ler saberá ser especialmente para si. Essa pessoa, ao ler o poema abaixo talvez entenda que o sentimento de um poeta, desnudo em poesia, não expõe nem compromete jamais a sua amada. Ao contrario a veste com o manto branco e macio do amor. 
 

AUTOPSICOGRAFIA 

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente 

E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm 

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração

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Especialmente para os comentaristas Ricardo e Matt Murdock

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SP e MG doam 8 toneladas de medicamentos ao MA

Transcrito do Blog de Décio Sá
Dom, 17/05/09

Chateado com as notícias do blog a seu respeito, o deputado federal Roberto Rocha (PSDB) resolveu mostrar serviço. Ele conseguiu viabilizar ajuda humanitária aos desabrigados das enchentes no Maranhão junto aos governos de São Paulo e de Minhas Gerais, comandado pelos tucanos José Serra e Aécio Neves, respectivamente.
 
São ajudas que vão desde oito toneladas de medicamentos, cobertores, colchões, calçados, roupas, creme dental etc., até equipamentos sofisticados como balsas com motores, barcos infláveis, equipamento de mergulhos, primeiros socorros, enfim, vários materiais e equipamentos que chegam num momento mais que oportuno, e que aliviará o sofrimento de milhões de maranhenses.
 
Para Roberto Rocha, a ajuda humanitária demonstra a solidariedade dos dois estados mais ricos da federação ao Maranhão e sensibilidade humana dos governadores José Serra e Aécio Neves em relação ao sofrimento dos brasileiros do Maranhão. “Não tinha a menor dúvida de que conseguiria ajuda humanitária dos governos de São Paulo e de Minas Gerais. Tanto o governador José Serra, quanto o governador Aécio Neves, de pronto colocaram-se à disposição para ajudar os maranhenses vitimados pelas enchentes”, afirmou.
 
O tucano explicou que os critérios para doação dos materiais e equipamentos deverão ser rigorosamente huminitário, sem interferência política na escolha dos municípios beneficiados. Veja abaixo a relação de materiais e equipamentos doados pelos governos tucanos:

Água mineral – 21 mil litros
Barcos infláveis de casco rígidos com motor -5 unidades
Balsas Rafting – 5 unidades
Calçados – 680 pares
Cestas básicas – 10 mil unidades
Cobertores – 3.875 unidades
Colchões de solteiro – 7 mil unidades
Copos de água mineral – 100 mil unidades
Creme dental – 1.400 unidades
Equipamentos de comunicação – 41 unidades
Equipamentos de mergulho – 2 unidades
Equipamentos de primeiros socorros – 20 unidades
Equipamentos de proteção individual – 300 unidades
Equipamentos de uso pessoal – l30 unidades
Filtros – 300 unidades
Kits enchentes – 10 unidades
Kits higiênicos – 3 mil unidades
Lençóis – 5 mil unidades
Medicamentos – 8 toneladas
Peças de roupas – 58.800 unidades
Remos – 20 unidades
Rodos – 420 unidades
Rolos de corda de 50metros – 20 unidades
Sabão em barra – 400 unidades
Sabonetes – 864 unidades
Vassouras – 350 unidades.

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Berro!?

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Ninguém gosta muito de ser criticado. Criticado no sentido negativo da palavra. Isso é conseqüência da condição humana e eu sem nenhum constrangimento assumo que sou um dos que não gosta de ser criticado, até porque os críticos, sejam eles profissionais gabaritados ou meros borra-botas incompetentes, raramente levam em consideração critérios relevantes que devem ser realmente analisados. E o que é mais incrível, os incompetentes ainda são menos piores que os que os tais gabaritados, pois estes, estudiosos e aplicados no que fazem, conseguem realmente enfiar o dedo na ferida do criticado.

Brincadeiras à parte, digo isso para louvar primeiramente a iniciativa de certa critica que me fizeram. Vamos chamar de critica, pois, mesmo infundada, ou melhor, fundamentada em uma série de inverdades, ela consubstancia-se numa deliciosa e agradável leitura, pois usa como base, a melhor, em minha modesta opinião, das obras de Jorge Amado.

Trata-se de “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água”. Historia urbana ambientada na Salvador dos anos 50. Uma novela repleta demais de nuances e detalhes, que poderia fazer algum desavisado chamá-la de pequeno romance, mas o fato dela ser lida de um fôlego só, ser popular e acessível a qualquer um, a torna simplesmente uma novela, quem sabe a mais primorosa de nossa literatura. Como diz o meu algoz, “Mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante”. Bravo!!!

Em seguida o dublê de analista político e crítico literário, mostrando muito mais seus dotes para a segunda função, descreve o tal Quincas: “Joaquim Soares da Cunha foi funcionário público, pai e marido exemplar até o dia em que se aposentou do serviço público. A partir daí…” e continua falando sobre o personagem e a obra de Jorge, com quem tive o prazer de conviver um pouco quando este passou uma temporada em São Luis, em meados dos anos 80, tempo em que concluía seu livro “Tocaia Grande”.

Até esse momento achava que o tal crítico, era “o cara”. Foi quando notei que o texto era bom demais para o autor. Fui então procurar o meu exemplar do livro. Não o encontrei. Estou de mudança e ele esta numa das caixas amontoadas na casa de minha mãe. Recorri sem cerimônia, ao Google e qual não foi a minha surpresa ao ver que desavergonhado copiou Ipsis litteris, tudo, igualzinho até mesmo o erro contido na simplificação do titulo da obra, pois há quem pense que o livro se chama “A Morte de Quincas Berro D’Água”, quando se chama na verdade “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água”. Veja no endereço pt.shvoong.com/books/novel/1686764-morte-quincas-berro-agua/ .

Bem, já chega de falar do falso erudito, vamos falar agora do falso jornalista. Um cabra safado que vive agredindo, vilipendiando, falseando, denegrindo, ofendendo quem bem entende, com o único intuito de aguçar a parte mais obscura do caráter das pessoas, aquela responsável pela mórbida satisfação que tem o ser humano em apreciar a dor dos outros, o grotesco, o chulo, o mórbido, o trágico, o cruel.

Esse jornalista, se é que se pode chamar isso de jornalista, na semana passada deve ter lido o pedido público de desculpa que fiz, daqui deste espaço e ele mais que ninguém sabe a quem foi direcionado aquele pedido.

Naquele mesmo dia ele destilaria seu veneno contra uma jovem que ele nem conhece e com a qual jamais terá a honra de trocar uma única palavra, pois ela vive em um mundo que não é o dele, muito diferente do esgoto onde ele habita.

Para finalizar, nem vou tecer comentários sobre a alusão que o tal “crítico” fez desse Quincas aqui com o Quincas de Jorge Amado. É que aquilo não pode ser levado em conta, pois para que se consiga material suficiente para preencher as mal escritas e mal impressas páginas de alguns jornais, só recorrendo-se ao que há de mais fácil e abundante em nosso jornalismo, a versão, na melhor das hipóteses, ou na pior delas, a mentira deslavada.
 
 
Veja abaixo as referidas matérias e as devidas explicações
 

“A Morte de Quincas Berro d’Água”

A Morte de Quincas Berro d’Água é uma das melhores narrativas publicadas por Jorge Amado. Saída do prelo em l958, conquistou logo a admiração de quantos dela se aproximaram. Mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante.

Joaquim Soares da Cunha foi funcionário público, pai e marido exemplar até o dia em que se aposentou do serviço público. A partir daí, jogou tudo para o alto: família, respeitabilidade, conhecidos, amigos, tradição. Caiu na malandragem, no alcoolismo, na jogatina. Trocou a vida familiar pela convivência com as prostitutas, os bêbados, os marinheiros, os jogadores e pequenos meliantes e contraventores da ralé de Salvador. Sua sede era saciada com cachaça e seu descanso era no ombro acolhedor da prostituta.

Fez-se respeitado e admirado entre seus novos companheiros de infortúnio: era o paizinho, sábio e conselheiro, sempre disposto a mais uma farra ou bebedeira. Sua opção pela bandalha representa o grito terrível do homem dominado e cerceado por preconceitos de toda sorte e que um dia rompe as amarras e grita por liberdade.Morreu solitariamente sobre uma enxerga imunda e sua morte detonou todo o processo de reconhecimento/desconhecimento por parte da família real e da família adotada.

Os amigos durante o velório se embriagam e resolvem, bêbados, levar o defunto para um último ‘giro’ pelo baixo-mundo que habitavam. O passeio passa pelos bordéis e botecos, terminando em um saveiro, onde há comida e mulheres. Vem uma tempestade e o corpo de Quincas cai ao mar.

Ontem, um jornalista que cobre as atividades da Assembléia Legislativa, tão logo foi encerrada a eleição que escolheu o novo segundo vice-presidente e quarto secretário da Mesa diretora, Hélio Soares e Marcos Caldas, exclamou: “Morreu Quincas Berro Dágua”. Fazia alusão ao deputado governista Joaquim Haickel, que em vão tentou – e não admitia ficar de fora – ocupar uma das duas vagas abertas com o licenciamento de Max Barros e Raimundo Cutrim.

Um outro jornalista quis saber o motivo do ‘apelido’ e descobriu-se que a alusão tinha nada a ver com o personagem de Jorge Amado. Ele explicou: “O Quincas berrou, berrou, e acabou na água, sem nada…”. Algo do tipo: nadou, nadou e morreu na praia….
 

Como Helena

O deputado Joaquim Haickel (DEM) terminou imitando, ontem, o gesto de sua colega Helena Helluy (PT), a única a não votar, em fevereiro, mesmo estando em plenário, no deputado Marcelo Tavares para a presidência da Assembléia Legislativa.
Haickel, apesar de dizer que reconhecia o acordo de lideranças que dividiu os dois cargos da mesa para as bancadas do governo e da oposição, absteve-se de votar nos colegas Hélio Soares e Marcos Caldas.
Invocou uma tal ‘coerência’ consigo mesmo ao fazer o meio protesto…
 
 

Acordo elege Marcos Caldas e Hélio Soares para a Mesa Diretora da AL e Haickel fica fora

Um acordo envolvendo oposicionistas e governistas garantiu ontem a eleição dos deputados Hélio Soares (segunda vice-presidência) e Marcos Caldas (quarta secretaria) para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, nas vagas abertas com a posse de Max Barros (DEM) e Raimundo Cutrim (DEM), respectivamente, no comando das Secretarias de Infra-Estrutura e de Segurança. O acordo deixou meio magoado o roseanista Joaquim Haickel, que queria uma das vagas, e numa espécie de protesto inusitado, se absteve de votar, mas permaneceu em plenário “em apoio ao acordo”.

Na sessão conduzida pelo presidente da Assembleia, Marcelo Tavares (PSB), Joaquim Haickel, que vinha cobrando as duas vagas para o bloco sarneisista, disse que respeitava o acordo feito pelas lideranças, por isso estava em plenário dando quorum à votação, “mas o meu voto tanto no deputado Hélio Soares quanto no deputado Marcos Caldas, por uma questão de coerência, vai ser abstenção”. O líder do Bloco Democrático, Carlos Braide, havia anunciado momentos antes o acordo costurado, pelo qual o grupo roseanista ficaria com uma vaga para Hélio Soares e a outra iria para um deputado tido como sendo da agora oposição.

A primeira votação foi para segundo vice–presidente e Hélio Soares conseguiu 30 votos, 11 deputados estavam ausentes do plenário e houve uma abstenção, justamente a de Joaquim Haickel. Na segunda votação, para quatro secretário, Marcos Caldas obteve 31 votos, e desta vez caiu para 10 ausentes e novamente houve o registro da abstenção de Haickel. Os dois foram eleitos para complementar o segundo biênio da 16ª legislatura da Assembléia. Quem também chegou a anunciar que seria candidato a uma das vagas foi João Batista, também do PP, que teve de abrir caminho para Hélio Soares dentro do bloco sarneisista.
 

A verdade

1) Pensei em ser candidato ao cargo de segundo vice-presidente da ALM. Falei com meus colegas e ficou tudo acertado, mas no dia seguinte resolvi desistir da disputa, pois minha eleição me impossibilitaria de participar das comissões técnicas da casa e eu sou membro das mais importantes delas (Constituição e Justiça, Orçamento, Indústria e Comércio, defesa do consumidor, e meio-ambiente). O fato de não concorrer a um cargo não invalida a minha intransigente defesa do acordo feito para eleger as duas ultimas mesas diretoras da casa. Amanhã aparece um gaiato querendo não honrar os acordos, podemos voltar para tempos pouco democráticos, isso pode virar jurisprudência e de lá já viemos.

2) Não fiz protesto algum. Posicionei-me de maneira clara em defesa do acordo que havia sido firmado quando da eleição da mesa da ALM em dezembro de 2008. Ser comparado à deputada Helena Heluy, a mim muito me honra, pois em que pese não termos concepções políticas idênticas, postulamos a mesma fé na boa convivência, na tolerância, no respeito, na moral e na ética.

3) Os textos acima estão repletos de erros de fato como por exemplo, Braide não é líder do Bloco Democrático; João Batista não abriu mão de sua vaga, foi sacrificado; Joaquim Haickel não pertence nem nunca pertenceu e espera nunca pertencer ao DEM;
 
PS: Os três textos acima foram copiados e transcritos como foram publicados. Os erros que existem neles são provenientes dos originais.

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Fundação Nagib Haickel faz doação às vítimas das enchentes no Maranhão

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A Fundação Nagib Haickel é mais uma entidade a aderir à campanha Assembléia Solidária realizada pelo Grupo de Esposas de Deputados (Gedema), em parceria com o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE-MA), e a Defesa Civil, visando a arrecadação de donativos às vítimas das enchentes que castiga o Maranhão. A iniciativa constitui um elo da rede de solidariedade liderada pelo Serviço Social do Comércio (SESC).

A entrega dos donativos – material hospitalar e roupas –, que aconteceu hoje (11), foi feita pelo deputado Joaquim Haickel (PMDB) à presidente do Gedema, Silvana Leal.

Já colaboram com a campanha as empresas Copymaster, Mídia Externa, Taguatur, Água Mineral Lençóis Maranhenses, Cantinho Doce, Inecon, Pronutre, Quixabá Flores, Empreendimentos Vale, Potiguar e Terra Zôo.

A Fundação Nagib Haickel, que é associada ao ICE-MA, é uma instituição privada sem fins lucrativos que usa o sistema de radiodifusão do Maranhão pra promover a Educação, a Cultura, o Esporte e a cidadania, e, assim como o Gedema, está fazendo uma campanha em prol dos desabrigados das enchentes.

“É nossa obrigação fazermos isso. Estamos apenas cumprindo a formalidade de entregar hoje, aqui, esses materiais. É uma pequena contribuição que nós podemos dar aos nossos irmãos sofrem com essa fúria da natureza”, disse Haickel.

O parlamentar também fez um alerta para que se possa tentar resolver os problemas estruturais das enchentes que ocorrem anualmente em várias cidades maranhenses. Segundo ele, é necessário que se faça drenagens nas cidades atingidas para que o número de desabrigados não atinja números elevados.

Silvana Leal avaliou a campanha do Gedema como bastante positiva. “É uma esperança aos milhares de maranhenses que estão desabrigados. O objetivo nós já alcançamos, porque são muitas famílias que vão poder contar com todos esses donativos. Nós só temos a agradecer e pedir que os nossos parceiros divulguem essa campanha para que possamos atender mais pessoas no interior do Estado”, declarou.

Material doado pela Fundação Nagib Haickel

07 caixas de escova dental;
04 caixas creme dental;
01 caixa de agulhas descartáveis;
02 caixas de esparadrapos;
03 caixas de álcool;
02 caixas de band-daid;
02 caixas de luvas descartáveis;
04 caixas de grampos cirúrgicos;
07 caixas de cintas de fisioterapia;
02 caixas de shampoo;
04 caixas de condicionadores;
05 caixas de sabonetes infantil;
02 caixas de absorventes higiênicos;
11 sacos de roupas.

Materia transcrita do site da Assembléia Legislativa do Maranhão. 

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Às mães inominadas

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Outro dia encontrei com uma senhora amiga da minha mãe numa solenidade e ela quando me viu sorriu e disse que sempre lê as crônicas que publico. Quis eu então saber se ela tem acesso ao Blog que mantenho no portal imirante.com e ela disse que não tem esse hábito, mas que sua filha e seus netos sim. Ainda naquela mesma ocasião, ao voltar a cruzar com aquela simpática senhora ela me disse que dentre os meus textos, os que ela mais aprecia são aqueles em que falo de minha mãe ou de meu pai, ou mesmo de algum membro de minha família ou de algum amigo. Ela gosta quando escrevo sobre pessoas, sobre os sentimentos que as envolvem ou que se desenvolvem entre elas. Falou especificamente sobre as crônicas que escrevi sobre tio Samuel Gobel, sobre aquela em que traço um paralelo entre meu pai e Alexandre Dumas e referiu-se a uma crônica que escrevi há anos, em que falava de minha mãe, Dona Clarice. Lembrou-se de detalhes dela, sobre como descrevi o que tem sido a nossa vida nesses anos depois da morte de meu pai. Como minha mãe, tão doce e frágil se faz tão contundente e forte, como sua visão de vida e de mundo se faz presente, marca e pontua a minha postura e como influencia em minhas decisões enquanto pessoa, empresário e político.

Escreverei hoje em homenagem àquela senhora, e ela saberá que falo dela quando ler esta crônica. Por causa dela e de Dona Clarice escrevo esse texto em homenagem ao dia das mães.

Existe uma mãe a quem eu gostaria muito de agradecer pelo presente que ela me deu. A mãe da criatura que eu mais amo nessa vida, a mãe de minha filha Laila, que de lambuja ainda me deu Avana e Ananda.

Há outra mãe a quem eu gostaria de falar especialmente neste dia, alguém que eu conheço de perto, alguém a quem admiro por sua incrível capacidade de trabalho e de superação. Alguém que mesmo sem ter estudado, sem haver se formado numa universidade, alcançou um patamar de excelência como o de poucos empresários de nossa terra, que construiu com seu próprio esforço uma sólida e importante empresa, uma mulher que é admirada por todos que a conhecem, que sabem de sua trajetória e que a respeitam por isso. Essa mulher que antes de tudo nunca deixou de ser mãe, abre facilmente mão de seu sucesso, de sua empresa, de seu conforto e não demonstra nenhum apego por isso, mas quando a perda é a proximidade de uma filha que nem sua é, essa mulher acusa o golpe e sofre como uma tísica. Quando o preço que tem que pagar é a distancia e a incompreensão, ela deixa claro que o apelido de Saddam Hussein só servia para a inflexível empresária, jamais para uma mãe-leoa apartada das crias.

A outra mãe sobre quem eu gostaria de falar, também sem citar o nome, talvez nem vá saber que é dela que eu estou falando, mas eu saberei, minha mãe saberá e é isso que importa.

Meses atrás fiz um discurso na Assembléia Legislativa abominando a postura odiosa de certa pessoa e acabei cometendo pior atitude que a daquele a quem criticava. Senti isso imediatamente após fazê-lo. Quando vi já tinha feito. Fiquei doente com aquilo, não me perdôo facilmente. No outro dia, ao me levar o jornal no quarto, como faz todos os dias, minha mãe me olhou com seu jeito cândido e disse que nele havia um comentário sobre o tal discurso e muito delicadamente me deu uma baita descompostura, e como sempre ela estava certa.

Eu gostaria de aproveitar esse dia das mães para pedir desculpas publicamente àquela senhora com quem em uma hora de raiva e de indignação fui descortês e deselegante. Sinceramente peço-lhe desculpas senhora, é o mínimo que posso fazer. Um erro não justifica o outro.

Mãe, tu já tem tudo que o dinheiro pode comprar, portanto essa retratação pública, esse pedido de desculpas àquela senhora é o meu presente de dia das mães para ti.

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A Costela de Adão

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Um dia desses…
pra ser mais preciso
numa noite dessas
depois de intenso amor
ela parou e perguntou a ele:
Qual a parte de teu corpo
em que parte dele
tu mais te excitas?
Ele ainda ofegante
dando tempo apenas ao pulmão
respondeu prontamente
“A parte de meu corpo onde mais me excito!?…
Você!
Cada vez que faço você se contorcer
cada vez que você acusa o golpe
cada vez que você retesa as coxas
as pernas em volta de mim…
nessa hora é a hora em que eu mais me excito.
Essa é a parte de meu corpo que mais se excita.
Você!”

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De Recife

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Confesso que estou sentindo um certo remorso por não estar aí no Maranhão numa hora dessas, de tanta calamidade provocada pelas cheias de nossos rios devido à grande quantidade de chuvas que estão desabando sobre nossas cabeças, mas de certa forma me conformo pelo fato de saber que tudo que é possível fazer está sendo feito, tanto no âmbito da Assembléia Legislativa, quanto dos governos municipal, estadual e federal, para que toda essa dificuldade seja pelo menos em parte remediada e que possamos imediatamente solucionar os problemas dos atingidos para posteriormente, num médio prazo, tentarmos solucionar os problemas estruturais que recorrentemente causam tamanho transtorno. 

Também gostaria de ter estado aí nas festas de comemoração do cinqüentenário do Jornal O Estado do Maranhão, esse que é o mais importante jornal de nossa terra. Gostaria de ter estado aí para o aniversário de Maria Adriana, para passar o feriado com minha namorada e com meus amigos, para ir hoje jogar basquete na Praia do Meio. Gostaria de estar ai para ir almoçar com minha mãe, com minhas mães, pois como sou um sujeito afortunado, tenho várias. Gostaria de estar aí para, mais tarde, ir ao cinema com Jacira…

Mas o fato é que estou em Recife, participando do Cine – PE, um dos mais importantes e prestigiados festivais de cinema de nosso país. Por aqui se encontram os mais importantes produtores, diretores, roteiristas, fotógrafos, atores e técnicos de todas as áreas ligadas ao cinema. Por aqui dei de cara com bons amigos que fiz nesses dez meses que participo desse mundo de gente fascinante e louca.

Uma das primeiras pessoas que encontrei por aqui foi ninguém menos que a pessoa que simboliza o cinema maranhense, Euclides Moreira. Ele hoje dirige a Fundação Municipal de Cultura de São Luis, a capital brasileira da cultura nesse ano de 2009, que é bom que se lembre, completará 400 anos em 2012, data que deveremos comemorar com pompa, circunstância e conteúdo.

Estar aqui entre tanta gente que vive cinema 24 horas por dia faz com que eu tome consciência definitiva de que realmente não sou um cineasta, que sou apenas um escritor que ama cinema e que teve a sorte de ter feito um filme considerado por muitos um trabalho bem elaborado, bem estruturado, bem produzido, bem consolidado e bem finalizado. Isso não faz de mim um cineasta. Estou longe disso. Essas pessoas que estão aqui, que estarão em junho em São Luís, estas sim, são cineastas, vivem o cinema. Eu apenas o amo, sou um viciado nele.

Por falar em vício, encontrei por aqui também o Celso Sabadin, importante critico de cinema e curador de diversos festivais por esse mundo afora, inclusive foi ele o responsável pela seleção de “Pelo Ouvido” para alguns deles, e perguntei-lhe se ele acreditava realmente que cinema causa dependência. Se seria possível classificar-se o excessivo interesse por cinema como distúrbio, se isso era uma doença grave, ao que ele respondeu sorrindo que sim, disse que é um grave distúrbio para o qual não há medicamentos recomendáveis, terapia ou substitutivo. Que pipoca engorda e que a proliferação de emissoras de TV a cabo e de vídeos clubes têm feito esse mal se proliferar, graças a Deus, e deu uma frondosa e simpática gargalhada.

Conheci também um homem que ajudou a construir muito da minha consciência política, assim como de meus contemporâneos. Trata-se de Costantin Costa Gravas que foi homenageado pelo festival nesse ano. Costa Gravas é o diretor de importantes filmes de cunho político e ideológico realizados nos anos 70 e 80 como “Z”, “Estado de Sitio”, “O Corte”, “Amém”, “O Quarto Poder”, “Desaparecidos, o Grande Mistério” entre outros.

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Costantin Costa Gravas

Passaram por aqui alguns monstros sagrados do cinema nacional como Lucy e Luis Carlos Barreto, Zelito Viana (filho do coronel Oliveira Paula e irmão de meus amigos Anísio, Roberto, Batatinha, Cachaça…), Aníbal Massaini Neto, Paulo Mendonça, Luis Carlos Lacerda, Assunção Hernandes, Hermes Leal e também o dinossaurico José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Pude reencontrar velhos amigos como Jaciara Guerreiro, Chico Dias, Abdalla, Fabio Barreto, Lirio Ferreira e Denise Dumont, além de ter conhecido Silvio Back, Cássio Gabus Mendes, Silvia Buarque de Holanda, Paula Barreto e Maria Padilha, Silvia Levy e Darcy Cunha Santos.

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Zé do Caixão

Além de Costa Gravas também foram homenageados o diretor Roberto Farias, a atriz Dira Paes e o Canal Brasil, principal vitrine do cinema nacional na televisão, que nesse festival premiará um curta metragem que passará a ser exibido por eles nacionalmente, inclusive “Pelo Ouvido” está participando também dessa competição.

Para encerrar gostaria de conclamar a todos, principalmente as empresas de minha terra e a Secretaria de Cultura do Estado para que apóiem o cinema local, começando pelo Festival Guarnicê, promovido há 32 anos pela Universidade Federal do Maranhão e de Euclides Moreira, pois são iniciativas como essa que consolidam a nossa cultura.

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