Pelo Ouvido

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Charles

X

Catarina

X

Marcos

não ouve

X

ouve, mas não ouve o que ele diz porque ele não fala

X

ouve mas não entende

não vê

X

vê!? será!?

X

vê mas não olha

cheira

X

cheira

X

não cheira, tá longe

pega

X

pega

X

não pega nem tateia

saboreia

X

saboreia

X

não saboreia

não fala

X

fala, mas não ouve o que diz

X

só fala

intui

X

intui

X

não intui

sente

X

sente

X

sente!?

Observação: este poema é inspirado no enredo do conto e do filme “”

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… O que é de César.

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Quando há algumas semanas escrevi “Vícios, emoção e sentidos” meu amigo e editor do Jornal “O Estado do Maranhão”, Ademir Santos comentou comigo que acreditava que pelo fato da crônica ser escrita na primeira pessoa, poderia ser que alguém a achasse um tanto pretensiosa ou esnobe. Não foi o que aconteceu. Todos os que leram e comentaram comigo, pessoalmente ou pelo blog, gostaram tão ou mais de sua forma que de seu conteúdo. Por isso vou arriscar e falar de um outro fato que aconteceu comigo na tentativa de refletir o que possa já ter ocorrido com outras pessoas.

Acho o orkut, bem como outros sites de relacionamentos, um ótimo meio de, no agitado mundo de hoje, se encontrar e principalmente reencontrar as pessoas. Mas outro dia, ao acessar minha pagina naquele site me deparei com os dois recados abaixo e minha primeira reação foi de apagar os dois, pois sou daqueles que acha que não se deve permitir que o orkut seja um lugar de “muita” exposição ou de exposição indevida. Depois pensei melhor e resolvi deixá-los exatamente lá onde estavam. Fiz isso muito menos para que os outros vissem os recados e muito mais para que eu mesmo pudesse vê-los e constatasse que é impossível agradar a todos sempre. Para que eu pudesse ter a certeza de que a falibilidade é ao mesmo tempo consolo e reafirmação da minha, da nossa pobre humanidade.

Recado 1) Joaquim, lembro de um amigo da ALCOA que na maior pressão sempre tinha tempo para o menor ao maior e nunca se esquivou de “ouvir”e mais, de “realizar”. O nome dele é Antônio Carlos Vieira da Silva, um mestre na arte de conquistas e de formar aliados. Tem uma paciência incrível e a arte de mostrar caminhos. No momento do sufoco ele sempre foi presente e importante, pois muitas vezes as pessoas só queriam conversar. Sabe aquelas coisas de momento, onde quem entende que a vida é uma roda gigante, vez em cima, vez em baixo, torna-se maior. Farei um poema sobre a angústia, a esperança, o dia de sábado(não gosto desse dia), a descrença, a crença e o que significa de verdade a importância da “atenção”, o tal feedback que os americanos adotaram. O Título vou montar: “É sublime…”, abraço seja feliz aí na sua trajetória, saudações… A. N.

Recado 2) Querido Joaquim, desculpa por ter demorado tanto tempo para dar notícias, é que passei pelo vale da sombra da morte como você bem sabe, mas, quando se atravessa esse vale com Jesus tudo se resolve à seu tempo. A minha filha C… que sofreu aquela parada cárdiorespiratória quando saiu do coma, depois de 20 dias, não andava nem falava, mas Jesus tem cumprido sua promessa e restaurado minha filha. Todos os médicos que viram a C… aqui e no Rio, onde fiquei cinco meses com ela fazendo exames para tentar descobrir o que aconteceu, diziam a mesma coisa: que ela não mais andaria nem falaria. Ah! Querido não dá pra falar tudo que passei, mas a verdade é que pra honra e glória de Jesus minha filha está andando e creio que muito mais Deus fará. Te agradeço muito por ter nos ajudado naquele momento tão difícil. Que Jesus abençoe você e toda sua família. Beijos amigo! Saudades… G.

Às vezes as pessoas não conseguem entender as limitações das outras e eu tenho as minhas e são muitas, mas são reconhecidas e assumidas.

Não tenho compromisso com o acerto, tenho compromisso inarredável com a honesta, incansável e verdadeira ação de tentar acertar.

O que depender unicamente de mim, é responsabilidade unicamente minha. Assumo todos os ônus. No que depender de outras pessoas por meu intermédio, minha responsabilidade restringi-se a intermediação. Nesses casos sou apenas o envelope, o selo da missiva. Mas infelizmente muita gente não vê nem entende dessa forma.

Gostaria muito de poder resolver os problemas de todos que me procuram, que procuram minha ajuda ou minha orientação. Mas quanto a não ter sido atencioso, não ter dado uma resposta, um feedback como dizem os americanos, isso é imperdoável, erro grave do qual quero me desculpar publicamente. Contudo quanto ao pleito do qual, como já disse fui apenas envelope e selo, pelo insucesso deste, não posso ser responsabilizado.

PS: Dias depois, a pessoa que redigiu o recado de numero 1, o apagou. Até hoje não falei com essa pessoa, mas preciso falar e me desculpar pessoalmente.

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PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

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Língua de gato, Nina Simone, Cole Porter; manhãs de abril, tardes de maio, noites de junho. Cinema, vinho tinto, azeite extra virgem; baixo acústico, vestido com salto alto, Flower by Kenzo. Alguns cigarros (só hoje!). Sonhar com Tom Jobim, cantar como Piaff em Ne me Quites Pas, poemas feitos para mim; Klimt, shitake, um bom contrato, fogueira, passagem de avião. Florada de ipê (roxo, branco e amarelo nessa ordem); lua no mar, abraço para dormir, quartos separados, ar condicionado. Papo na cama da amiga, paquera no restaurante, colo de mãe, recado do ex na caixa postal; elogios, botox, curso na GV… E você!?

PS: Algum tempo atrás, recebi este poema de minha querida amiga Paula Hauptmann, e como hoje é seu aniversário e não posso abraçá-la, pois ela mora em Campinas, publico aqui seu poema como se fosse um carinhoso abraço.

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Êpa! Êpa! Êpa!

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Não ia mais nem tocar nesse assunto, pois ele causou tanta polemica! Mas como o Décio Sá me deu uma colher de chá e repercutiu meu texto em seu blog, e provou sem sombra de dúvida que quem tem audiência é ele mesmo (no blog dele meu texto teve o dobro de comentários que no meu próprio), resolvi voltar ao tema e encerrar o assunto: Eleição para prefeitura de São Luis.

Gostaria de deixar bem claro que quando escrevo, antes de ser deputado sou escritor. Antes de ser escritor sou cidadão. Antes de ser cidadão sou homem (ser humano) e como tal, sou dotado por Deus ou pela natureza, como preferirem, de inteligência, cultura, moral, ética, livre arbítrio, responsabilidade, coisas que alguns têm mais que outros. Isso tudo por obra e graça da evolução, da genética, do desenvolvimento pessoal, da dedicação, dos estudos, de muitos fatores, intrínsecos e extrínsecas.

Quero deixar bem claro que em meu artigo de domingo passado chamado “Paz!” não conclamei meu partido a coligar ou apoiar qualquer candidato. Fiz apenas uma analise, partindo do meu ponto de vista, do quadro eleitoral de nossa capital. Na verdade nem declarei meu apoio a nenhum candidato, isso foi deduzido por quem leu meu artigo. Disse apenas o que acreditava que deveria acontecer, tendo por base o cenário político atual.
Em relação a uma candidatura do meu partido, o PMDB, só o meu particular e bom amigo deputado Gastão Vieira tem colocado seu nome a disposição do partido para disputar as eleições. Tenho certeza que Gastão, assim como outros colegas, seria um ótimo prefeito de nossa capital. Mas para ser prefeito temos que primeiro vencer as eleições.

No entanto acredito que só haja um nome, não no PMDB, mas em todo o nosso grupo político, que hoje é a oposição, com possibilidade de concorrer com reais chances, vencer as próximas eleições em São Luis, mas imagino que essa pessoa não deseje isso. Refiro-me à Roseana Sarney.

Alguém ai tem coragem de dizer isso pra ela!? Que só se ela for candidata a prefeita de São Luis nos poderemos vencer as eleições? Como é!? Cadê os corajosões!? Os patrulhadores!? Os lambe botas!? Os paspalhos!? Com certeza não vai aparecer nenhum, todos se borram de medo dela. E olha que nos últimos tempos tenho estado bem mais próximo a ela e tenho visto que ela não é braba assim como pintam.

Anos atrás eu discordei de meu grupo político quando ele apoiou uma determinada candidatura pedetista, mas depois reconheci que eu era quem estava errado. Nós não podíamos ganhar mesmo, então nos aliamos a eles e elegemos uma boa bancada de vereadores. Isso é política. Foi o mais acertado a se fazer.

Não é porque o PDT seja um partido ao qual eu me oponho que vou desconhecer que ele tem as maiores, quase todas as chances, desde que vá unido para eleição, de eleger o próximo prefeito.

Não vejo em que ou onde eu possa ter faltado com a fidelidade partidária. Defender o que pensa é ser infiel? Desde quando discordar abertamente é trair.

Parece que algumas pessoas, geralmente escravos, mesmo depois de libertos sentem a mórbida necessidade de sentir na pele, nos ossos, no corpo, a força do relho. Eu não sou escravo de ninguém e minhas idéias, meus pensamentos nunca serão.

Não desejo sair de meu partido, mas exijo que minhas opiniões, minhas idéias, meus pensamentos, mesmo que discordantes, sejam ouvidos e respeitados.

Estou pronto a respeitar e acatar a decisão da maioria de meu partido, como sempre o fiz, mas não esperem de mim, nunca, jamais, aceitar calado, sem expor minhas posições.

Argumentarei e discutirei sempre. Da forma independente e coerente que meu pai incutiu na minha cabeça que deveria ser feito sempre que discordasse de algo. Argumentarei sempre. Da forma elegante e tolerante que minha mãe dedicou-se a me ensinar. Não sei se aprendi!
Pra encerrar esse papo, acredito mesmo, firmemente, que no PDT, no governo, municipal e estadual, não haja melhor nome para concorrer à prefeitura de São Luís que o de Clodomir Paz. Mas isso é problema deles.

Agora me diz ai!? Qual o mal que há em eu dizer isso?

PS 1: Napoleão Bonaparte fez anotações nas margens de um livro que foi lhe dado de presente. Tratava-se de “O Príncipe” de Maquiavel. Numa das paginas, a de numero 48, lesse: “O melhor, o mais sábio general é aquele que pode e sabe escolher seus soldados. Melhor que este, só aquele afortunado que podendo saiba escolher seus oponentes, os campos e as batalhas em que lutar”.

PS 2: Quero pedir-lhes mil desculpas, mas como pretendo um dia ser um bom ficcionista, preciso me exercitar. É que eu não resisti e criei a passagem acima, em relação à NB. Mas cá pra nós, você acreditou, não foi!?

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Paz!

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No final do ano passado tomei a decisão de me afastar por quatro meses do cenário político, pois precisava fazer algumas coisas pessoais que me exigiriam dedicação exclusiva, como tentar amenizar meu recorrente problema de estomago.

Para todo viciado, afastar-se de seu vício é algo difícil, e para mim não é diferente. Sou viciado em política, não consigo ficar muito tempo longe dela. De uma forma ou de outra, apesar de licenciado da ALM, longe do plenário, dos trabalhos das comissões, vira e mexe, estava no meio da política, fosse em reuniões, bate-papos com amigos ou mesmo mergulhado em meus pensamentos.

2008 é ano eleitoral e muito tem que ser planejado e feito. Preciso me preparar para três meses de batalhas nos municípios onde sou votado.

Nos municípios cujos prefeitos são ligados a mim, a luta será a de ajudá-los a se reelegerem, ou os candidatos apoiado pelo grupo. Onde não contar com o prefeito, a peleja será convencer a população que os nossos candidatos podem fazer mais e melhor pelo município. Nos dois casos, apoiarei a candidatura de aproximadamente 1000 vereadores, uma media de 25 em cada um dos quase 40 municípios em que trabalho.

Precisamos urgentemente de uma reforma política que acabe com essa loucura de eleições de 2 em 2 anos. O país não agüenta mais isso, a economia não agüenta mais isso, nós não agüentamos mais isso. É desgastante em todos os sentidos. Além do que, feito dessa forma, arraiga e perpetua deformações difíceis de serem saneadas.

Bem, mas essa abordagem fica para outra oportunidade, pois hoje quero tratar especificamente de uma única eleição. A eleição da cidade onde eu nasci, cidade que amo de forma ampla, incondicional e irrestrita, não importando quem seja o seu mandatário, “Mayor”, “Alcaide” ou “Prefeito”, independentemente de quem seja seus “Councilman”, “Representantes Del Pueblo” ou “Vereadores”. São Luis!

Imagino que todos saibam que sou filiado ao PMDB, que faço parte do grupo político liderado pelo ex-presidente José Sarney, que tem hoje na pessoa de sua filha, a reconhecidamente carismática e popular senadora Roseana Sarney, nossa maior liderança eleitoral, e na discreta figura do senador e atual ministro das minas e energia, Edison Lobão, nossas maiores, para não dizer únicas lideranças.

Acredito que todos saibam das minhas posições e dos meus posicionamentos de independência. Sou leal, sou companheiro, sou solidário, mas jamais ao ponto de ser subserviente, lamber botas ou balançar a cabeça como vaca de presépio.

Tem uma frase que devido a minha forma esquisita de dislexia nunca consegui decorar, mas seu sentido é mais ou menos este: Ao meu rei ofereço tudo que é meu, até mesmo o sacrifício de minha própria vida. Só não coloco a serviço de meu rei a minha consciência e a minha honra, essas pertencem unicamente a mim.

Dito isso quero ressaltar que o nosso grupo político não tem nenhum nome que possa concorrer verdadeiramente na disputa pelo palácio La Ravardiere. Que fique bem claro, “concorrer”, porque para exercer a administração da cidade ou do estado, no nosso grupo estão alguns dos melhores quadros. Nomes como os dos deputados Gastão Vieira, Pedro Fernandes e até mesmo Raimundo Cutrim que já pode provar isso quando passou pela secretaria de segurança. E apesar de não serem de nosso grupo, não posso deixar de citar como também sendo capazes de bem dirigir nossa cidade, o ex-deputado Clodomir Paz, o deputado Flavio Dino e o ex-governador João Castelo.

Mas uma coisa pra mim está muito clara e sempre o foi, tanto que já comentei isso com diversas pessoas antes. Se o prefeito Tadeu Palácio e o governador Jackson Lago apoiarem o mesmo candidato, desde que o nome deste não cause muitos estragos internos no PDT e em seus aliados, não haverá segundo turno nas próximas eleições(Graaannnddeeee novidade!!!).

O melhor que nosso grupo pode fazer é concentrar nossos esforços em vencer as eleições onde realmente temos chances. Esse negócio de disputar pra marcar posição é coisa de amador. Se eu não tenho chance de ganhar, eu não jogo e pronto. Vou treinar e me preparar melhor, pra quando eu realmente puder competir com reais chances de vencer.

Em minha opinião, o ex-deputado Clodomir Paz, se integralmente apoiado pelo PDT, sem boicotes de quem quer que seja, é quem tem as melhores chances de vencer as eleições de São Luis em outubro, no primeiro turno. Isso se o ex- governador João Castelo, o pré-candidato mais bem posicionado nas pesquisas permanecer, como eu acredito que o fará, na direção da EMAP, empresa que dirige o Porto do Itaqui. Caso Castelo dispute a prefeitura pelo PSDB, certamente teremos segundo turno e quem decidirá qual será o próximo mandatário de nossa capital será o grupo do qual faço parte, que não tem chance de eleger seu candidato, mas tem tudo para decidir, dentre os adversários, quem vencerá as eleições.

Isso, essa arquitetura, essa engenharia, esse jogo, é o que eu mais gosto na política. Esse é mais um de meus vícios, para o qual também não busco tratamento.

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Joy

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Que coisa louca
sentir saudade de alguém
que não se conhece
pouco conhece
desconhece.

Já me peguei
umas três ou quatro vezes
lamentando
que a alvura e a alegria
de teu nome
não encurte as distancias.

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Vícios, emoção e sentidos.

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Todos nós, de uma forma ou de outra, somos uns viciados.

Você que me lê agora certamente é viciado em algo. Seja lá o que for, há algo que você faz, consciente ou inconscientemente, que se caracteriza como um vício.

Meus amigos sabem que sou um viciado. Reconhecida e potencialmente um viciado. Mas sou viciado unicamente em emoção, e é da arvore das emoções que todos os meus vícios, e eles não são poucos, se ramificam.

Comigo acontece mais ou menos igual a todo mundo. Ocorre que não sou viciado em drogas, álcool, tampouco em tabaco. Meus vícios são mais lúdicos, mesmo que não sejam menos viciantes, menos nocivos. São vícios e como tal causam dependência e trazem alguma espécie de incomodo e transtorno.

Para todo viciado, afastar-se de seu vício é algo muito difícil, e para mim não é diferente. Preciso me tratar, pois os vícios, cedo ou tarde, cobram seu preço, e cada tipo de vício tem um determinado preço a ser pago.

Não consigo ficar longe das emoções, sejam elas fortes ou fracas, minhas ou de outras pessoas. Pra mim emoção é outro nome que se dá para humanidade, é o cordão umbilical que nos liga com a mãe natureza.

A capacidade que nós temos em nos emocionar é diretamente proporcional a nossa evolução. Não estou falando aqui de emoções piegas, sentimentalismos de folhetim. Falo de emoção como a capacidade de entender os mecanismos dos relacionamentos naturais, antropológicos, sociais, culturais. Nada do tipo “… São tantas emoções!!!…”

Ser viciado em emoção pode parecer grave, e eu até acho que seja mesmo, desde que esse vício não seja consciente e que não se tenha nenhum tipo de sublimação ou controle sobre ele, o que na maioria das vezes é o que acontece mesmo.

Para mim emoção abrange tudo, mas suas subdivisões, suas faixas, suas raias, estão bastante claras.

No cardápio dos meus vícios de emoções poderia citar alguns com quadro clínico bastante importante e delineado.

Sou um viciado compulsivo nos cinco sentidos, nessa ordem: ouvir, ver, sentir o paladar, tocar(pegar, apalpar) e cheirar(aromas).

O vício de ouvir e de ver me levaram às artes, principalmente ao cinema, à literatura, às artes plásticas, à música… Esse vício me fez dependente dessas coisas sem as quais eu não consigo mais viver.

O vício de sentir sabor me transformou num glutão. Depois, por influencia dos outros sentidos, dos outros vícios de um procedimento cirúrgico, tornei-me um gourmet, mas continuo totalmente dependente dessa loucura que é comer.

O vicio de tocar, de pegar, apalpar me tornou uma pessoa mais afetuosa e carinhosa. Quanto ao olfato, ele já me tirou de muitíssimas encrencas e me colocou em outras tantas.

Minha compulsão por arte me toma muito tempo, atenção e me faz até esquecer outras coisas importantes que eu tenho a fazer. É ai que o vício começa a atrapalhar.

Imagino que o cinema aja em mim da mesma forma que as drogas agem em quem as usa. O mesmo acontece, com menos intensidade, com a literatura, com as artes plásticas… O cinema me faz “viajar” como se tivesse usando LSD.

Em outra esfera, não passo sem uma boa comida. E olha que tive que reduzir meu estomago, pois ainda não inventaram uma operação para reduzir o cérebro, que continua gordo. Para mim, de comilão a degustador foi uma grande evolução.

O tato e a capacidade de sentir o cheiro das coisas fazem com que eu me sinta parte do todo, da natureza, do mundo. Abraçar um amigo, tocar o pescoço de uma mulher ou sentir as a textura e a temperatura de um muro que seja, sentir o cheiro do pão saindo do forno, o perfume da moça na fila do cinema ou o cheiro que a chuva faz brotar do chão, são vícios dos quais não abro mão.

É bem verdade que tenho outros vícios menos nobres que estes, mas não vou tratar deles aqui com vocês, né!? Vou é procurar um bom analista ou ver um filme que me ajude a entender melhor como funciono ou quem sabe, como não funciono.

PS: Tentei mandar esse texto para uns amigos psicólogos, mas não consegui fazer contato. Espero não ter falado nenhuma heresia clinica ou técnica, no mais é assim que eu sinto meus vícios, minha emoção e para isso que servem os meus sentidos.

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Tenho um bom amigo que me manda pelo menos 50 mensagens eletrônicas por dia, então resolvi compartilhar com vocês, sempre que for possível, algumas delas (apenas algumas…rsrsrsrs). Espero que apreciem.

CURIOSIDADES

O que você queria saber, mas tinha vergonha de perguntar.

Por que a gente Soluça?

Soluço é a contração involuntária do músculo do Diafragma, responsável pela respiração. O soluço geralmente é causado por uma irritação no Nervo frênico, responsável por ativar o diafragma Devido a um aumento do volume do estômago. E não é lenda a história de que um susto pode curar o “soluçante”, pois libera adrenalina e ativa o nervo frênico, outra saída é a água gelada, que provoca o Mesmo efeito.

Ih!, Meu Pé Dormiu!

Isso acontece porque a compressão do fluxo sangüíneo (ao cruzar as pernas, por exemplo) interrompe o tráfego De impulsos nervosos. “Ao restabelecer o fluxo, acontece uma espécie de “curto circuito” nos impulsos elétricos dos nervos, daí a sensação de formigamento”. Há até um problema conhecido como “paralisia dos amantes”. O casal dorme junto e um deles fica em cima Do braço do outro. O fluxo sangüíneo pode ficar interrompido por horas, Comprometendo por meses ou até para sempre o músculo do braço”. A saída para o formigamento restabelecer o fluxo sangüíneo, movimentando o músculo. Dependendo do caso, é necessário fazer fisioterapia.

Por que tenho vontade de Urinar quando entro na Piscina?

Não é sacanagem. Ao entrar na água, a pressão externa sobre o corpo Aumenta. “Os líquidos componentes do plasma que estão fora dos Vasos são “empurrados” para dentro deles”, com o aumento Do volume de sangue nos vasos – chamado volemia – vem a Vontade de urinar. É como beber água. Por falar em água, é verdade que torneira aberta e Chuveiro despertam a vontade. “É psicológico, chamamos de reflexo da micção”.

De onde vem a Cãibra?

Segundo o neurologista Acary Oliveira, da Unifesp, 95% da população já experimentou esse espasmo muscular, em geral na barriga da perna. “Após intensa atividade física, acaba a energia e a Musculatura se contrai e não relaxa”. Para passar, o segredo é contrair o músculo oposto ao Que está doendo, como fazem os jogadores de futebol. Se a cãibra for na barriga da perna, por exemplo, Basta alongar os músculos da parte da frente, Puxando a ponta do pé para cima, em direção a canela.

O que causa o Arroto?

Também chamado eructação, o arroto é causado pelo ato De engolir ar (aerofagia).

“Falar ou comer muito rápido, engolindo ar, são as Causas mais comuns”. Ingerir alguma substância que contenha gás, como Refrigerante, pode ser outra causa provável. A cura não é muito educada. Basta “eructar”.

Por que, às vezes, meu Olho Treme?

O espasmo das pálpebras é causado pela contração do músculo orbicular (músculo responsável pelo fechamento Das pálpebras). A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço Ou tensão. “É como uma cãibra”, explica o oftalmologista Paulo Henrique, da Unifesp. O músculo se movimenta rápido para fazer circular mais sangue na região e dissipar o ácido lático, responsável Pela irritação na terminação nervosa.

Por que há uma espécie de “Choque” quando se Bate o Cotovelo na Quina da Mesa?

A reação é causada pela compressão de um nervo Chamado ulnar. “No cotovelo, o nervo ulnar está muito exposto, Ficando suscetível a pancadas”. Esse nervo está ligado aos dedos mínimo e anular. Por isso, a sensação de choque se espalha do cotovelo até esses dois dedos.

Estalar os Dedos Engrossa as Articulações?

Não. “Ao esticar o dedo, o líquido sinovial lubrificante Da articulação responsável por diminuir o atrito se Desloca sob o vácuo formado entre as articulações, Fazendo o barulho do estalo”, ensina o ortopedista cirurgião de mão Luís Nakashima. O mesmo fenômeno pode ser percebido nas Costas e nos joelhos. “Provocar o estalo no dedo não faz mal algum”.

Por que tenho a Impressão de já ter Visto um Lugar Onde Nunca Estive?

A sensação de “déjá vu” pode acontecer com quase todos. E tem origem biológica. O hipocampo – região do cérebro responsável pelo Processamento da memória – é ativado fora de hora, Exatamente quando está ocorrendo um fato novo, dando A impressão de que aquilo já estava registrado, De que é um fato do passado. O evento é mais freqüente em pessoas com epilepsia No lobo temporal e isso, provavelmente, está Relacionado com” disparo “anormal do hipocampo, um dos Centros cerebrais da memória”, explica o psiquiatra Roberto Sassi. Mas isso não implica que pessoas que tenham “déjá vu” Sofram de epilepsia.

Por que a gente Boceja?

“É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono”, afirma o coordenador do departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva. Ao bocejar, o segundo e o terceiro ramo do nervo trigêmeo (um dos nervos da face) são ativados, estimulando o cérebro. O mesmo efeito pode ser obtido mascando chiclete. “O único mistério é o fator” epidêmico “do bocejo ninguém sabe por que as pessoas bocejam quando vêem outras bocejando”, diz Ademir.

Por que os Pêlos ficam Arrepiados?

“O frio e as fortes emoções são os principais estímulos causadores da contração do músculo eretor dos pêlos”, afirma a neurologista Cláudia Garavelli. A origem pode estar na teoria darwinista e sua explicação é que o arrepio é uma forma de defesa. No frio, a camada formada pelos pêlos retém o ar quente, aquecendo o corpo. No medo, aumenta-se o volume do corpo, assustando-se assim um eventual agressor, como fazem os gatos.

Por que a Pele da Mão Enruga quando ficamos na Água?

“Porque a camada externa da pele do dedo é composta por uma proteína – a queratina – que pode absorver “água como uma esponja”, explica o clínico geral Luís Fernando. A camada externa da pele da ponta dos dedos é “fixa”. Para caber o volume de água absorvido, a pele enruga.

O que causa o Espirro?

“É um mecanismo de defesa, uma forma de o organismo liberar bactérias e vírus alojados nas vias respiratórias, especialmente no nariz, limpando-o”. Explica o neurologista Clystenes Odyr Silva. Não tente impedir o espirro e jamais bloqueie o nariz para evitar fazer barulho. A velocidade do espirro pode ser de 160 km/h; ao tampar nariz, a pressão é transmitida para um canal do ouvido e corre-se o risco de ter-se o tímpano rompido.

É verdade que Orelhas e Nariz Crescem quando Envelhecemos?

Não. O problema é que o tecido de sustentação da pele perde elasticidade. “A partir dos 75 anos, a flacidez é mais acentuada devido à perda da elastina, proteína responsável pela elasticidade da pele”, afirma o geriatra Clineu Almada. “Assim, tecido “cai”, dando a impressão de que o órgão cresceu”.

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Na tarde da última quarta-feira, dia 24, fui para Santa Inês, em um avião bimotor, acompanhado de dois executivos da TV Eldorado, emissora pertencente ao Jornal O Estado de São Paulo, com quem temos negócios.

Trabalhamos até tarde e depois nos recolhemos. Teríamos que regressar a São Luis no outro dia pela manhã cedo. Teófilo e Alfonso tinham passagens marcadas para São Paulo, no vôo das 14 horas da quinta-feira, 25.

Na quinta, acordei angustiado, com um nó na garganta, com a sensibilidade aflorada e uma vontade inexplicável de chorar.

Naquele estado, a primeira coisa que fiz após acordar e abrir os olhos foi pensar em minha filha Laila. Depois em minha mãe, no meu irmão e em minhas mães de criação que já estão velhinhas. Pensei em minhas outras filhas, Avana, Ananda… Pensei em Ivana com seu inseparável maço de cigarros. Pensei em Thiego e Vanessa vivendo da violenta cidade maravilhosa. Pensei nos meus sobrinhos, Nagib Neto, Pilar, Rocha, Tadeu, Caterine, Vinicius… E pensei na pessoa com quem passara boa parte da noite conversando ao telefone.

Depois de tomar o delicioso café da manhã feito por Iva, cozinheira da fazenda de meu primo Nelson Frota, esqueci da angustia que estava sentindo e fui terminar o trabalho.

Contatos feitos, vistorias realizadas, projetos alinhavados, possibilidades estimadas, trabalho concluído, pegamos o avião.

Logo que decolamos comentei com o comandante Sergio que estava ouvindo um barulho estranho, como se um cabo estivesse batendo na fuselagem do avião. Mas não parecia ser algo grave.

Fizemos um vôo normal até mais ou menos o meio do caminho. Eu e Teófilo nos bancos de trás, Sergio pilotando e Alfonso, que é piloto de helicóptero, ao seu lado, de co-piloto. Lá pelas tantas, a aeronave sacoleja forte, o manche puxa violentamente os braços de Alfonso para frente e o avião imbica. Rapidamente Sergio aciona a bomba reserva de combustível, prevenindo-se sabiamente de uma eventual perda de pressão na alimentação do combustível.

Imediatamente todos nós empalidecemos. Sergio que é um piloto experimentado, tomou todas as precauções possíveis naquelas circunstancias, enquanto Alfonso lhe assessorava. Eu e Teófilo, lá atrás, apenas assistíamos a tudo, impotentes.

Depois de algum tempo, já tendo identificado com certeza absoluta que se tratava de uma pane de motor, Sergio nos avisa do problema e tenta nos tranqüilizar, mas o suor em sua testa tencionada denunciava que a coisa não era lá muito boa não.

Ele regula alguns instrumentos no painel e pede que Alfonso leia o GPS para nos dizer quanto tempo tínhamos de vôo até São Luis. Nessa hora é que me veio à idéia de todo esse relato que estou lhes fazendo, aqui e agora.

Alfonso vira-se um pouco em nossa direção, e como quem quisesse nos confortar, diz com uma expressão tênue de segurança: “

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