Enfrentando de frente… Redundância!?

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Na ultima quarta-feira publiquei nesta pagina dez pequeninos textos sob o titulo “Mini-contos ou micro-crônicas ou poesia?”. Todos aqueles textos eram antigos, publicados na década de 80, quando já naquela época eu experimentava este estilo tão popular hoje em dia. Recebi, como sempre ocorre, uma grande quantidade de comentários, entre eles um de um tal Gregório, dizendo-se ser de Matos Guerra. Resolvi aceitar o comentário até porque acredito que devamos enfrentar com clareza as opiniões que nos sejam desfavoráveis, elas nos darão no mínimo a chance de nos corrigirmos se realmente estivermos errados. Pois bem, em seguida recebi um comentário de um EM o qual igualmente não sei de quem se trata. Resolvi então postar hoje os dois comentários e em seguida um texto de autoria de Lyvia Viana que usei para acompanhar meu pedido de inscrição para concorrer à vaga aberta na Academia Maranhense de Letras com o falecimento do escritor José Nascimento Morais Filho. Façam seu julgamento.

Gregório de Matos Guerra

Ao ler esses seus “escritos” que nem você mesmo sabe o que são, se são contos, crônicas ou poemas, cresce em mim a certeza de que em nenhuma hipótese você poderá vir a ser eleito para a Academia Maranhense de Letras. Fica claro que você não tem obra pra contrapor aos seus concorrentes, nem ao jovem magistrado Ney Bello Filho, nem ao discreto ex-radialista Sergio Brito, nem a persistente professora Ana Luiza Ferro, muito menos ao combativo escritor Herbert de Jesus Santos. Para que se tenha mais certeza disso basta se aprofundar um pouco mais e ler alguns de seus textos aqui publicados ou tentar ler um de seus raríssimos livros. Então deixe disso e desista dessa aventura, deixe a academia para pessoas preparadas para tal.

Resposta: Pensei muito antes não só de aceitar esse comentário como também antes de dar-lhe resposta, mas acredito que tanto uma coisa quanto outra seja necessária.
Primeiramente quero dizer muito me honra concorrer a uma vaga na Academia Maranhense de Letras. Talvez seja verdade que eu não tenha a devida estatura para tal, mas isso serão os membros daquela seleta confraria, no uso de seu direito inalienável de escolha, que decidirão. A mim só cabe cumprir as formalidades e submeter meu nome a apreciação daquela nobre Casa de cultura.
Quanto aos meus textos, eles estão ai para quem quiser ler e analisar. As opiniões quanto a eles são livres, há pessoas que gostam muito, há aqueles que são indiferentes e há aqueles que abominam. Desde muito cedo aprendi que discordar não é problema. Problema é não escrever ou não publicar, não ter opinião, não dar a cara pra bater. O grande, talvez o maior de todos os problemas seja a hipocrisia.
As alusões às pessoas que como eu concorrem a uma vaga na AML são no mínimo deselegantes para não dizer grosseria e o fato de eu ter postado esse comentário não significa que eu concorde com o que foi dito, muito pelo contrario, todos os citados merecem de mim a maior consideração e apreço.
Para finalizar gostaria de dizer que não pretendo desistir de nada em minha vida e que espero contar com o apoio se não de todos os Acadêmicos, pelo menos de sua grande Maioria.

————

Joaquim,

Esse Gregório de Matos Guerra é mais um desses coitados invejosos que proliferam nesses tempos amargos, nessa nossa terra infelizmente tão propensa a isso.
Não se deixe atingir por esse tipo de comentário. Um sujeito como esse nunca deve ter ouvido falar na revista Guarnicê e todo aquele maravilhoso movimento cultural do qual você foi um dos principais comandantes, nos anos 80. Nunca leu seu delicioso livro de contos “A Ponte”, elogiado pelo grande Artur da Távola. Nunca leu seus inquietantes poemas, nunca se deu ao deleite de ler uma de suas crônicas dominicais publicadas no jornal O Estado do Maranhão, que tratam de forma peculiar assuntos que vão de política à filosofia, de cinema à como conviver com os filhos. Esse falso “boca do inferno” nunca viu nem sequer ouviu falar em seu filme, “Pelo Ouvido”, talvez o maior sucesso cinematográfico de todos os tempos em nosso estado. Nunca soube de sua postura ética e de sua coerência enquanto parlamentar, nem sabe de sua simplicidade e de sua generosidade como pessoa humana. Eu que sei de tudo isso posso lhe dizer sem medo de errar ou de magoar quem quer que seja, seus concorrentes que me prdoem, mas se os acadêmicos maranhenses, elegerem você para uma vaga na AML estarão valorizando bastante aquela instituição que já conta com figuras importantes como Américo Azevedo Neto, José Chagas, Antonio Martins, Ubiratan Teixeira, Milson Coutinho, dentre outros.
Grande abraço meu bom amigo,

EM.

 

 

JOAQUIM ELIAS NAGIB PINTO HAICKEL

 Dados biobibliográficos                                

Primeiro dos dois filhos de Nagib Haickel e Clarice Pinto Haickel, Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel nasceu em São Luís do Maranhão, às 6 horas da manhã do dia 13 de dezembro de 1959. Estudou nos colégios Pituchinha, Batista e Dom Bosco, e formou-se em Advocacia pela Universidade Federal do Maranhão, em 1984. Seu primeiro livro escrito, entre 1975 e 1976, só foi lançado em 1980. Trata-se de Confissões de uma caneta, contos premiados no Concurso Cidade de São Luis. Em 1981, lançou O quinto cavaleiro, poemas. Em 82, premiado no concurso SECMA/SIOGE/Editora Civilização Brasileira, lançou o livro de contos Garrafa de ilusões. Manuscritos, seu segundo livro de poemas, quarto até então, foi lançado em 1983, quando também começou a editar a revista Guarnicê, semanário artístico e cultural que publicou até 1986.Ainda em 1984 lançou a Antologia poética Guarnicê. Em 1985, foi a vez da Antologia erótica Guarnicê e, em 1986, o livro de contos Clara cor de rosa.Depois de uma pausa editorial, em 1989 lançou o livro de poemas Saltério de três cordas, juntamente com Rossine Correia e Pedro Braga. Mas foi em 1990, segundo o próprio Haickel, que amadureceu o seu “primeiro livro, os outros foram apenas ensaios do que viria”: livro de contos lançado pela Editora Global, A ponte, foi aplaudido por José Louzeiro, Artur da Távola e Nelson Werneck Sodré, entre outros.Também no setor artístico, Joaquim produziu o filme The best friend, O amigão, que conquistou os prêmios de Melhor Filme, do Júri Popular, e Melhor Filme de Cineasta Maranhense, pelo Júri Oficial, no Festival Guarnicê de Cinema e Vídeo realizado pela Departamento de Assuntos Culturais, da Universidade Federal do Maranhão, em 1984.Em 2003, na comemoração aos vinte anos da revista Guarnicê, a Clara Editora e as Edições Guarnicê produziram e publicaram o Almanaque Guarnicê, espécie de ensaio-entrevista-reportagem dirigida por Félix Alberto Lima, em que narra a trajetória do semanário e de seus idealizadores. Também em parceria com a Clara Editora, Joaquim fez parte de um grupo que lançou a coletânea As melhores crônicas do claraonline.com .Com a ajuda de seu pai, Nagib Haickel, conhecido como O Caboclo do Vale do Pindaré, elegeu-se Deputado Estadual em 1982, o mais jovem em todo Brasil naquela Legislatura. Foi eleito em seguida Deputado Federal Constituinte em 1986, quando, entre outros encargos, foi o relator da Comissão de Direitos e Garantias Individuais, responsável pela apreciação do projeto que tentava instituir em nosso país a pena de morte. Seu parecer, vencedor, foi contrário ao projeto.Em 1991, foi convidado pelo então governador Edison Lobão para assessorá-lo no governo do Estado do Maranhão, primeiro na Secretaria de Assuntos Políticos e depois na Secretaria de Educação. Afastou-se dos cargos públicos de 1994 até 1998, para dedicar-se às suas empresas de radiodifusão, FM e TV Maranhão Central, espalhadas por mais de cinquenta cidades do Estado, e plantou a semente do que viria a ser a Fundação Nagib Haickel.Em 1998, candidatou-se e se elegeu o Deputado Estadual mais votado do seu partido, não podendo, desta vez, contar com a preciosa ajuda de seu pai, Nagib Haickel, que falecera no dia 7 de setembro de 1993, quando era Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão.Joaquim é detentor da Medalha Manuel Bequimão da Assembléia Legislativa do Maranhão, da Medalha do Mérito Timbira do Governo do Maranhão, e da Medalha Barão de Mauá, do Ministério dos Transportes. É cidadão honorário dos municípios de Pindaré-Mirim, Santa Inês, Itapecuru-Mirim, São Domingos do Maranhão, Pio XII, Satubinha, São Benedito do Rio Preto, dentre outros. Joaquim é também desportista e grande incentivador dos esportes como forma de inserção social. Foi vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis e da Associação Desportiva Mirante, além de ter, ele mesmo, conquistado diversos títulos em modalidades como tênis, vôlei e basquete.Foi casado com a artista plástica Ivana Farias, com quem produziu, segundo ele mesmo, a sua “maior obra de arte”, Laila Farias Haickel, nascida em 1988. Além dela, tem como suas filhas a publicitária Avana e a advogada Ananda, filhas de sua ex-mulher.É membro fundador do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão – ICE, onde desenvolve projetos de responsabilidade social.O mais imediato projeto do Joaquim Haickel é a consolidação da Fundação Nagib Haickel, entidade sem fins lucrativos, que terá uma rede nacional de rádio e televisão educativa via satélite voltada para o ensino formal e para a difusão cultural, que contará com duas geradoras de rádio e TV, uma em São Luis e outra em Imperatriz. Idealizada por Joaquim, esta Fundação implantará em breve o Museu da Memória Audiovisual do Maranhão, MAVAM, que se encarregará de preservar a memória de nossa gente e de nossa terra usando meios audiovisuais, sendo que, para tanto, o IPHAN já esta restaurando, com recursos do Orçamento da União,
conseguido pelo Deputado Joaquim Haickel junto à Bancada Federal do Maranhão, um prédio por ele doado, no qual irá funcionar o Museu.
Em 2006, candidatou-se a uma vaga na Academia Imperatrizense de Letras, para qual foi eleito e onde ocupa a Cadeira nº 9, cujo patrono é o eminente Thucydides Barbosa, e seu fundador e único ocupante, até então, o professor, escritor e humanista Vito Milesi.Em 2008, Joaquim Haickel finalmente realiza um antigo sonho: roteirizar, produzir e dirigir um filme baseado em um conto que escrevera nos anos 80. Trata-se de Pelo ouvido. Mas, inquieto e indisciplinado, não se conteve e, antes de realizar esse filme, com ajuda de vários amigos, fez em Paço do Lumiar o curta-metragem de 59 segundos, Padre Nosso. Pelo ouvido foi selecionado para quase uma centena de festivais de cinema no Brasil e no exterior tais como o Palm Springs International Short Film Festival, o 12º Los Angeles Latino International Film Festival, o 17th Annual St. Louis International Film Festival (os três, nos Estados Unidos); o 34º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva; a Mostra de Cine Latinoamericano de Catalunya (Espanha); o Festival des Films du Monde (Canadá); o Festival International du Film d’Amour de Mons (Bélgica); o European Independent Film Festival 2009 (França); o XXV Festival de Cine de Bogotá (Colômbia); o Festival Internacional de Filme Independente de Hamburgo (Alemanha); o 30º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba); o V Festival Internacional de Cortometrajes de Cusco (Peru); o 9th Filmstock de Luton (Reino Unido); o 3º New Beijing International Movie Week (China); o 8ª Goiânia Mostra Curtas; a XXXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia; o 5º Amazonas Film Festival; o 15º Vitória Cine Vídeo (Brasil). Pelo ouvido ganhou nove prêmios: o de Melhor Filme, no 17º Concurso Iberoamericano de Cortometrajes de Cartagena, na Colômbia; de Melhor Filme Internacional no FirstGlance Film Festival Philadelphia 11; de Melhor Direção no Boston International Film Festival, ambos nos Estados Unidos.  No Brasil, participou do 7º Festival Curta Natal e do 16º Festvídeo Teresina onde ganhou os prêmios de Melhor Filme. No II Festival Curta Cabo Frio (RJ), recebeu os prêmios Especial do Júri e de Melhor Atriz, para Amanda Acosta, enquanto no 31º Festival Guarnicê de Cinema (MA) saiu com os prêmios de Melhor Filme, do Júri Popular, e novamente de Melhor Atriz.  Ainda no campo das artes, pretende concluir e publicar alguns livros: – 365 filmes para não precisar de psicanálise, em que lista e analisa os filmes que o ajudaram a construir seu cabedal de cultura e informação, solidificando sua personalidade e seu caráter; – Dito & feito, que reúne algumas de suas crônicas publicadas aos domingos no jornal O Estado do Maranhão; – A palavra quando acesa, coletânea de seus discursos, compilados pelo professor e acadêmico Sebastião Moreira Duarte; – Múltiplo de quatro, que será um box contendo quatro livros, em que estará publicado o melhor de sua produção. Serão contos, crônicas, poemas e outras palavras, além de roteiros de cinema, histórias em quadrinhos, críticas e frases. Joaquim Haickel ainda pretende roteirizar, produzir e dirigir mais quatro curtas-metragens baseados em contos de sua autoria e um longa-metragem. Como político, sua meta é aprovar, na Assembléia Legislativa, alguns de seus projetos, dentre eles o que estabelece critérios para o aproveitamento, pelo poder público, de imóveis na área tombada pelo Patrimônio Histórico, o que institui a revisão dos limites dos municípios do Maranhão, e o que apóia a criação do Estado do Maranhão do Sul.

Escritor, político e cidadão, acredita Joaquim Haickel que somente através do apoio à educação, à saúde, ao saneamento básico, à cultura e aos esportes, como forma de tentar promover a igualdade de oportunidades, e do incentivo à agricultura, à pecuária, à indústria e ao comércio, como forma de gerar empregos e alavancar o desenvolvimento, poderemos melhorar nossos índices de desenvolvimento humano. (LV)  

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Mini-contos ou micro-crônicas ou poesia?

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1
PADRE NOSSO

No lugar onde nasci, o padre, três horinhas, saía pela sacristia e cruzava a Praça Cursino Rabelo – nome do avô do ex-prefeito.
Toalha branca no pescoço, saboneteira na mão, quixotesco, ia banhar-se na casa da viúva sibá – dona da padaria.
Seis horas, já banhado e paramentado, rezava a Missa: Em nome do pai, do filho e do espírito santo… – “amante”.

2
ULTRASONOGRAFIA

O feto é fato. Fito a foto do fruto.
Angústia do pronto.

3
DEZEMBRO

Não quero ficar solene.
Rasgo terno e gravata, visto a velha roupa
de zorro – capa e espada e refaço o bilhete pra Papai Noel.

4
MENINO

Ser menino, arriar o calção e mijar o mundo.

5
A GELADEIRA

Dois litros (Johnnie Walker) d’água pelo meio – um manchado de batom.
Numa lata de salsichas (Wilson), só duas.
Uma caneca (de alumínio) emborcada num prato. Um talher enrolado num guardanapo de papel. Três fôrmas de gelo (vazias) na prateleira do meio.
Numa frigideira o resto do jantar de ontem (arroz, feijão, ovo, macarrão e salsicha).
Uma panela de arroz tampada com um prato. Uma lata de feijão (Wilson) na porta.
Na gaveta, dois tomates (mínimos), uma banda de limão, um pedaço de cebola e dois dentes de alho.
Os ovos que não foram almoçados ontem estão na fôrma. Da manteiga restou a manteigueira.
Em baixo, na porta, uma lata de óleo (Salada) e duas garrafas de Brahma (cerveja).
O açúcar contra a formiga (e o poeta contra ó mundo?). Leite condensado (Moça?).
1/4 de mamão (família).
Dois parafusos dos pés da geladeira e quatro pilhas (Ray-o-Vac) médias no congelador.
Há também um fusca (desmontado) atrás da geladeira.

6
O SUICIDA

Suicida seduzido pela janela.
E ninguém, ninguém para segurar pela asa do caixão.

7
TRÂNSITO GRÁFICO

Transeunte em diagonal, defunto em horizontal.

8
AMBULANTE

Maria Rita armava barraca na mureta da Praça Benedito Leite e vendia:
Dois-tão de pernas grossas; duas coxas macias, ancas graciosas e luzidias como as da égua Esmeralda, caso de amor de “seu” Dico.
Cintura de umbigo tufado – culpa da parteira “Dona” Maria José do Bom Parto.
Peitos ainda durinhos, mas já querendo murchar de tanto freguês apalpar.
Pescoço de bailarina, cabelos de espanhola, olhos de moça-virgem e andar de brincar ganzola.
Maria Rita armava barraca e vendia…

9
O JORNALISTA

A verdade em camisa-de-força.
E você aí batendo as teclas da máquina, criando obstáculos entre versão e realidade.

10
O DIA

O sol ao sul do quintal.
No oeste, seria a noite chegando.

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Do que precisa um bom guerreiro?

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Querida Adriana Marão,
Primeiramente quero te dizer que estou com saudade. Você é que deve estar aliviada, pois essa semana eu não te aporrinhei muito. Na verdade nem um pouco, pois esta foi uma semana muito agitada e eu acabei não tendo tempo nem de postar meu “texticulo” das quartas. Mas esse é o menor dos problemas e na verdade nem existe, os grandes, tiramos de letra, podes crer! Bem, segue abaixo algo para colocares no domingo. Mesmo já tendo sido publicado, é algo que acredito que de tempos em tempos podemos ler novamente. Espero que gostes, que gostem!
Beijo,
JH. 
 
 
Do que precisa um bom guerreiro?
 
Os filósofos gregos Aristóteles e Platão, desde sempre, se interessaram pelas questões militares. Muitos intelectuais da antiguidade passaram de uma forma ou de outra, por tais experiências.

Dentre os mais importantes estão nomes como o de Aristófanes, que apesar de não se ter certeza se ele participou de alguma batalha, é certamente o que mais conviveu com os combatentes, visto as detalhadas descrições presentes em suas peças. Em compensação, sabe-se que Sócrates participou de três batalhas, as de Potidéia, Anfípolis e Délion. Ésquilo combateu em Maratona contra os persas. Sófocles foi comandante das forças ateniense quando da conquista da ilha de Samos. E que quase todos os historiadores gregos tiveram longa experiência militar, principalmente Xenofonte e Tucídides, este último autor de A Guerra do Peloponeso.     
                                                              
Digo isso como preâmbulo, para poder falar de alguns dos guerreiros mais admiráveis da antiguidade. Os Hoplitas.
Os gregos, no século VIII a.C., inventam um novo tipo exército, constituído de um novo tipo de soldado. Agora teriam no lugar de mercenários e escravos, cidadãos livres empunhando armas em suas batalhas e guerras.

A chegada do Hoplita, soldado da infantaria que foi assim chamado devido ao escudo que carregava, causou uma grande revolução, pois homens livres defendem com muito mais interesse e compromisso não apenas suas propriedades e suas famílias, mas também a sua cultura e o seu modo de vida. Nascia assim o exército moderno e de certa forma também, uma parte da cultura e da sociedade moderna.

Os Hoplitas surgiram de uma nova categoria sócio-econômica, a dos pequenos proprietários rurais, que se beneficiaram do direito de possuir armas individualmente. A vontade desses pequenos fazendeiros gregos não era somente defender suas plantações, mas também a idéia, o princípio da inviolabilidade de seus domínios, de proteger a sua cultura e preservar sua sociedade.

No campo de batalha, o escudo dos Hoplitas servia tanto para proteger aquele que o portava quanto o homem situado imediatamente à sua esquerda. Aristóteles fez disto um dos maiores símbolos da democracia, da igualdade e da solidariedade. Abandonar seu escudo, deixando de assegurar a coesão da falange, era considerado um ato de extrema covardia e traição.

Os Hoplitas combatiam numa formação tática disciplinada, armados com espadas e lanças, muito bem protegidos. Com este modelo de exército, a vitória passou a ser um feito coletivo, ao contrário da antiga formação aristocrática, que a considerava um feito individual.

No entanto, há uma coisa muito curiosa que me chamou a atenção: A espada, a lança, o elmo, a armadura, o escudo e as roupas que os Hoplitas usavam, eram custeados por eles mesmos, pagos com seu próprio dinheiro, com seu próprio suor. E esses itens eram caríssimos. Custavam o dinheiro de uma vida.

Passados quase três mil anos desde que os gregos, muito sabiamente, organizaram um exército de cidadãos, de pais de família, de pequenos proprietários, de homens comuns e principalmente livres, me aparecem agora alguns comandantes, alguns generais, que ainda preferem comandar exércitos de escravos ou mercenários. Soldados que são obrigados a defender em primeiro lugar os interesses de seu senhor, a vida de seu mestre e só depois é que poderão pensar em si mesmos e em suas famílias.

Muitas guerras já foram perdidas e pelo que tudo indica, muitas ainda o serão, por falta de Hoplitas nas fileiras de exércitos comandados por generais que são verdadeiros Brancaleones, na pior evocação e concepção que se possa dar ao personagem central do filme de Monicelli.

Como os hoplitas gregos, alguns de nós, juntos, podemos formar um exército constituído de cidadãos livres, que pense certo e que defenda da melhor maneira, não apenas as nossas propriedades e as nossas famílias, mas principalmente a nossa cultura e a nossa forma de viver.

Do que se precisa, hoje, para formar um exército de bons guerreiros? De que eles sejam os donos de suas próprias armas. De que sejam realmente livres. 

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Se eu fosse você, a vida real

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Como não acredito que alguém vá me perguntar alguma coisa, vou logo dizendo o que penso, pois não quero perder a oportunidade de dizê-lo antes que apareçam as vestais e os sátrapas de plantão, querendo obrar ordens, tentando impor alguma moralidade, nem sempre legítima. Pelo menos isso, moral e legitimidade, eu tenho.

Não era um dos que mais acreditava no processo de cassação do governador Jackson Lago. Sempre soube que o ex-governador Zé Reinaldo havia cometido, nas eleições de 2006, uma centena de irregularidades, todas elas no afã de derrotar o homem que o colocou em todos os cargos que ele exerceu em sua vida pública. Uma historia digna de Shakespeare e Freud. Eu duvidava era de como o tal processo seria tocado, como ele andaria, duvidava que ele tivesse conseqüências. Estava enganado.

O tempo se passava e a dúvida, sempre minha maior inimiga, ia dando lugar à tênue esperança de que retornássemos ao controle político e administrativo de nosso estado. Queria isso para que pudéssemos ao mesmo tempo reparar alguns erros cometidos, erros esses muito mais políticos do que administrativos, e demonstrássemos que com o tempo, o aprendizado e o amadurecimento havíamos nos tornado mais sábios e mais tolerantes.

Acredito ser necessário que se diga que, ninguém deve pensar que esses 20 meses de governo serão fáceis. Ninguém tem o direito de se enganar ou de tentar enganar outras pessoas, fazendo com que acreditem que em um passe de mágica iremos consertar o desmantelo de um governo que desde o primeiro dia, muito mais que administrar o estado, procurava simplesmente sobreviver ao fato de ter nascido de um pecado ao mesmo tempo original e capital.

Foi nessa incerteza que o governador Jackson Lago montou uma administração anêmica e frágil. Muitas vezes teve que ceder a pressões que nenhum governante deveria nem poderia ser exposto. Foi chantageado, extorquido, enganado. Entre seus assessores, poucos escapam da acusação de traição, pois mais que assessorar ao governo e ao governador, assessoravam a si mesmos e aos seus interesses mais imediatos.

Dito isso, é bom que se deixe bem claro que o próximo governo será um governo de reconstrução, de estabilização, de restabelecimento da ordem na administração dos negócios de estado e do estado.

Por saber como é difícil essa situação, aconselharia aos puxa-sacos de plantão que não queiram incentivar manifestações públicas de apoio, tais como carreatas ou coisa que o valha. Que aquele pessoal que adora uma caixinha de maldade, que anda com saquinhos de pó de mico, que se notabilizou por colocar laxantes nas bebidas dos outros nas festas em que entrava de penetra, que estes sejam impedidos de operar. Não é hora para isso. Existem coisas muito mais importantes a serem feitas.

Nosso grupo político tem que dar o exemplo e não se deixar levar pela vaidade nem pelo orgulho, muito menos pelo rancor ou pelo sentimento de revanche. O Maranhão não vai agüentar isso e nosso povo não merece. Devemos assumir o governo de forma protocolar e administrá-lo de forma efetiva, eficiente e eficaz. Que fique claro que não há nem nunca houve, nem nunca haverá em nosso grupo um correspondente aos “Novos Balaios”.

Nós, políticos, principalmente os com mandato eletivo, temos que participar efetivamente da construção desse novo cenário, mas devemos ter consciência do que deve ser feito e de como deve sê-lo.

Que ninguém se jogue numa busca frenética pela indicação de cargos no governo, pois para cada cargo há um perfil correspondente e ele deverá ser minimamente respeitado. Não vivemos mais o tempo do jabuti trepado. Não há mais espaço para desculpa de enchente ou mão de gente.

Devemos ter consciência de que uma coisa é fazer a política e coisa bem distinta é fazer a administração. Quem por acaso for fazer parte da administração do estado tem que ter consciência de que só lhe é possível estar ali e fazer isso porque há uma estrutura política que o sustenta e o mantém. Por sua vez, os políticos, de todos os tamanhos e em todos os níveis, têm que ter consciência de seu valor dentro dessa estrutura, mas têm que saber que esse valor não pode colocar em jogo a governabilidade e a estabilidade do governo.

Como deputado gostaria de ver vários de meus colegas, tanto os detentores de mandato estadual e federal, quanto aqueles que não estejam exercendo nenhum cargo eletivo, participando da próxima administração, mas que venha deles mesmos e que eles recebam recomendação expressa da governadora Roseana Sarney, que o cargo que por ventura venham a ocupar, não lhes pertence, mas sim ao povo do Maranhão, do qual nós seremos temporariamente os procuradores. Que tenham consciência de que devem tratar os assuntos administrativos de maneira clara e reta e que os assuntos políticos sejam prioridade, que tenham preferência desde que não conflitem com os administrativos, que estejam de acordo com a legalidade, com a justiça, com a coerência, com o bom senso e principalmente com o interesse público.

A montagem da base de apoio do próximo governo será uma obra delicada, que demandará muita atenção, dedicação e cuidado, pois existem áreas de conflitos tanto dentro de nosso próprio grupo, quanto em relação aos apoios que com toda certeza virão através de adesões. Aqueles que sempre foram conosco têm que ser tratados com toda deferência e consideração. Quem quiser vir apoiar que venha, mas que fique claro que a contrapartida desse apoio jamais acontecerá à custa do sacrifício de quem sempre foi leal e companheiro.

https://www.blogsoestado.com/joaquimhaickel/

www.peloouvido.com

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Resumo do que aconteceu em Cartagena

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Drica,
Impossibilitado de escrever algo para postar hoje, mando-te apenas essas fotos, resumo do que aconteceu em Cartagena.
Beijo,
JH

fotos_blog_joaquim.jpg

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A História de um Cochilo ou Minha Viagem a Cartagena

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Estou na cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia, pátria do grande escritor Gabriel Garcia Marques. Vim participar da 49ª edição do Festival Internacional de Cinema com o meu filme, “Pelo Ouvido”, único curta-metragem de ficção brasileiro escolhido para sessão competitiva do certame. Estou muito honrado e envaidecido, porque esse fato tem se repetido com freqüência, como foi o caso das seleções oficiais de importantes festivais como os de Boston, da Filadélfia, de Huelva, da Catalunha, de Hamburgo. O mesmo aconteceu no Festival Internacional de Filmes de Amor realizado na Bélgica, no Festival Internacional de Cinema de Syracuse, que se realizará em Nova York, nos Estados Unidos e no Festival Europeu de Filmes Independentes, que se realizará em Paris.

Quando minha mãe soube que eu viajaria para a Colômbia, imediatamente me disse que eu tomasse muito cuidado com “essa tal de FARC”, assim mesmo, desse jeito. Essa minha mãe tá me saindo bem melhor que a encomenda. Nunca imaginei que ela estivesse assim tão “antenada”. Mas eu a tranqüilizei, as FARCs não operam nessa região, agem na selva ou em regiões bem menos habitadas e Cartagena é uma das maiores cidades da Colômbia.

Quanto às FARCs, não escapei também das recomendações de Ivana, mas recomendação maior eu recebi foi do professor Sebastião Moreira Duarte. Pediu-me que não voltasse sem um exemplar de García Márquez: historia de um deicidio. Se não encontrasse nas livrarias, procurasse nos sebos, se por lá não achasse, buscasse colecionadores e se ainda assim não desse conta, que recorresse ao novo comandante das tal FARCs, que ele com certeza teria um exemplar. Não achei em lugar algum e como era de se esperar, não pedi ajuda ao novo comandante das FARCs. A única coisa que eu consegui foi a foto da capa da única edição desse livro tão polêmico. Vou mandar fazer um pôster e presentear o professor.

No entanto, em Cartagena, eu não tive um único dia suicidado, todos os dias foram muito fecundos e profícuos. Eta palavrinhas bonitas, heim! Dignas de um imortal.

Na verdade meus dias aqui têm sido muito ricos. Escrevi uma correspondência, algo denso, profundo, verdadeiro, importante de cunho pessoal. No mais, tenho tentado produzir alguma coisa sobre esse lugar surpreendente e lindo. Entre a Cidade do Panamá e Cartagena, num vôo de pouco menos de uma hora, entre uma coca… cola seus maldosos. Entre uma cola-cola com biscoitos e um cochilo, acabei iniciando um conto que acredito nunca terminarei. Ele me veio em sonho desde o título, e exatamente o título seria a primeira coisa que teria que descartar: “Meu avião caiu na selva colombiana”.

Seria o relato da queda de uma aeronave comercial na floresta amazônica. Uma história repleta de clichês e ganchos que propiciassem que no futuro, seus direitos de filmagem fossem comprados por um importante produtor, que por sua vez contrataria para roteirista e diretor, o desconhecido autor, um cinéfilo inveterado que estava naquele vôo porque iria participar de uma conferência sobre a importância do cinema na formação do caráter das crianças.

Num cochilo de três minutos, escrevi a história toda. Uma coisa “increíbile”. Fiz o delineamento dos personagens, seus dramas pessoais, o microcosmo em que se transforma uma cabine de avião, as diversas etnias envolvidas. O gordo que entala da poltrona do avião, a loira gostosa casada com um coroa com cara de bobo, as duas velhinhas falantes, o casal de japoneses idosos em sua terceira viagem de volta ao mundo, o cara com cara de agente da CIA, o executivo americano que não saia do notebook.

Tudo se passou pela minha tela como um raio. A queda do avião, o pânico, a angústia, o heroísmo do piloto, os mortos. Em outros tempos, se meu coração estivesse vazio, o primeiro que iria morrer era o coroa com cara de bobo, interpretado pelo chato do Bill Murray. A linda loira, interpretada por ninguém menos que Charlize Theron, acabaria a história com outro coroa, esse personagem seria interpretado por Sean Connery, pra ser o mais fiel possível aos fatos reais. Ele seria um escritor em declínio que iria para Cartagena em busca de manuscritos que davam conta de um galeão espanhol afundado no mar do Caribe, onde estava um baú que continha a adaga de prata de Don Rodrigo de Bivar, o El Cid, que apareceria em flash backs, personificado pelo próprio Chalston Heston.

Foram apenas três minutos. O certo é que a história não poderá ser terminada jamais. Quando despertei, ao abrir os olhos, dei de cara com o cartão de instruções de segurança da aeronave. Tratava-se de um Emb 190, um avião fantástico, feito pela grande empresa brasileira, Embraer. Como é que eu iria derrubar um produto nacional, um dos nossos maiores orgulhos tecnológicos e industriais? Bem, só se eu mudasse a aeronave, colocasse um boinguisinho desses. Arrumasse um atentado terrorista, inventasse uma conspiração qualquer, algo envolvendo a Venezuela, Hugo Chávez… Bem, mais aí já não seria uma história escrita por mim, mas sim por Michel Ciathron… E pensando bem, sem o merchandising da Embraer, quem vai financiar esse filme!?

Mas voltando à realidade… Cartagena é linda. É como uma jovem mulher de quase 500 anos, sabe de tudo, mas tem sabedoria suficiente para nos deixar achar sozinho o que realmente procuramos.

Hoje à noite(sábado, 07/03/09) sairá o resultado do festival, mas eu já me sinto vitorioso, meu filme foi visto, foi aplaudido e elogiado, e isso para mim já é o suficiente.

PS: Tive a sorte de encontrar aqui duas maravilhosas atrizes brasileiras, Denise Dumont e Clarisse Abujamra, o diretor de Baile Perfumado, Lírio Ferreira, e o escritor e produtor Matheus Darwin, tetraneto de Charles Darwin e marido de Denise.

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O filme "Pelo Ouvido" de Joaquim Haickel continua fazendo sucesso Mundo afora.

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Cara Adriana,
Estou em Cartagena na Colômbia participando de um dos mais importantes festivais ibero-americanos do Mundo e não pude escrever nada novo para postar hoje em nosso Blog, por isso segue aqui um balanço atualizado da trajetória do filme “Pelo Ouvido” em festivais realizados no Brasil e no exterior.
Esse texto na verdade foi extraído do site www.peloouvido.com.
Quem quiser conhecer as fotos, as músicas, o trailer, o storyboard, enfim todos os detalhes sobre esse filme pode acessar este site e deixar seu comentário.   

Agora é a vez dele conquistar mais quatro importantes cidades, a Cidade Luz, a capital americana da América Latina, a Cidade Maravilhosa e a Princesa do Sul. Trata-se do Festival de Cinema independente da Europa, em Paris, do Very Short Movies Festival, na Florida, da Mostra do Filme Livre, no Rio de Janeiro e do 1° Cine Grandes Curtas – Festival Nacional de Cinema da Cidade de Pelotas.

Participou das mostras não competitivas de Cannes, Gramado e Goiânia (Universitário); Foi o único filme brasileiro nos festivais internacionais de Boston, Philadelphia, Miami, Dade, Syracuse, St. Louis, Oxford, Beverly Hills, Beloit, Hamburg, Luton, Ribadeo, Mons, Paris, Marselha, Cartagena, Lleida, San Roque, Cadíz e de Huelva; Foi selecionado para festivais em Montreal, Palm Springs, Los Angeles, Valência, Bogotá, Detmold, Havana, Cusco, Hollywood, Beijing, Cabo Frio, São Luis, Rio de Janeiro, Pelotas, Patos, Goiânia, Salvador, Campinas, Natal, Manaus, Vitória, Teresina, São Carlos, Varginha,Três Rios e Muriaé;

Foi premiado oito vezes em seis festivais. Melhor filme internacional no FirstGlance Film Festival Philadelphia 11, melhor direção no Boston International Film Festival, ambos nos Estados Unidos. Já no Brasil, participou do 7º Festival Curta Natal e do 16º Festvídeo Teresina onde ganhou os prêmios de melhor filme. No II Festival Curta Cabo Frio (RJ), recebeu os prêmios, especial do júri e o de melhor atriz, enquanto no 31º Festival Guarnicê de Cinema (MA) saiu com os prêmios de melhor filme do júri popular e novamente de melhor atriz para Amanda Acosta.

“Pelo Ouvido” que participa da pré-seleção de vários festivais de cinema no Brasil e no exterior, foi escolhido para participar do Palm Springs International Short Film Festival, do 12º Los Angeles Latino International Film Festival, do 17th Annual St. Louis International Film Festival, do 7th Miami Short Film Festival, do 6º Annual Oxford Film Festival, do Beverly Hills Hi-Def Film Fest, Beloit International Film Festival e o do 3º Show Off Your Shorts Film Festival, Very Short Movies Festival (Estados Unidos); do 34º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva; da Mostra de Cine Latinoamericano de Catalunya; da XXXI Semana Iinternacional del Cortometraje de San Roque; do On & Off 4 Festival Creativo de Curtas en Ribadeo e do V Ibero Brasil Cine Festival de Valência (Espanha); do Festival des Films du Mond (Canadá); Festival International du Film d’Amour de Mons (Bélgica); do European Independent Film Festival 2009 e do Encuentros de Cine Sudamericano de Marsella (França); do XXV Festival de Cine de Bogotá e do 17º Concurso Iberoamericano de Cortometrajes de Cartagena (Colômbia); do Quarto Festival Internacional de Curtas de Detmold e do Radar – Festival Internacional de Filme Independente de Hamburgo (Alemanha); do 30º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba); V Festival Internacional de Cortometrajes de Cusco (Peru); do #9 Filmstock de Luton (Reino Unido); do 3º New Beijing International Movie Week (China); do II Festival de Cinema com Farinha da Paraíba, do 8ª Goiânia Mostra Curtas, da XXXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia, III Mostra Curta Audiovisual de Campinas, do 7º Festival Curta Natal, do 5º Amazonas Film Festival, do Vídeo Festival São Carlos 2008, do 15º Vitória Cine Vídeo, do Curta Três Rios, do Festival de Cinema e Vídeo de Muriaé, do 7º Festival Nacional de Cinema Varginha, do 16º Festival de Vídeo de Teresina, da Mostra do Filme Livre e do 1° Cine Grandes Curtas – Festival Nacional de  Cinema da Cidade de Pelotas (Brasil).

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