De como os erros do passado determinam o futuro

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Na verdade eu nem precisaria desenvolver o texto que você, tudo indica, vai ler a seguir, uma vez que o título dele resume e explica pontual, objetiva, filosófica e pragmaticamente, tudo!

Entre os princípios básicos da física, está a incapacidade do tempo parar ou dele retroceder, ou mesmo de viajarmos através dele, apesar da ficção científica insistir em criar peças que vira e mexe faz com que seus personagens viajem no tempo, como é o caso do livro de 1895, “A Máquina do Tempo”, de HG Wells, ou do filme de Robert Zemeckis, “De volta para o futuro” realizado noventa anos depois, em 1985.

O certo é que na realidade não conseguimos parar o tempo, ou viajar por ele. Se isso fosse possível eu iria dar passagens para duas pessoas voltarem para os idos de 2014 para que pudessem desfazer os erros imperdoáveis que cometeram.

A primeira passagem no Expresso 2014 eu daria para Roseana Sarney, para que ela desfizesse a maior bobagem de toda sua vida política, e se afastasse do mandato de governadora em tempo hábil para concorrer ao senado, fato que certamente mudaria o futuro de todos nós.

Fazendo isso, do ponto de vista eminentemente político, Roseana não garantiria a vitória de Luís Fernando Silva, seu candidato naquela eleição, mas pelo menos garantiria sua vitória como senadora.

Conhecendo Roseana como eu acredito que conheça, ela bem que poderia não aceitar meu presente e bater pé para fazer a tolice que acabou fazendo. Assim sendo eu daria o outro bilhete de viagem no Expresso 2014 para meu querido amigo Edson Lobão Filho.

Edinho jamais poderia ter aceitado ser candidato a governador naquelas circunstâncias! Ele acabara de sair de quase um mês de coma! Ele tinha obrigação de ter autocrítica e saber que quando a esmola é demais, se o santo não desconfiar, o sacristão tem obrigação de ficar atento, pois algo de errado certamente há!

Como Roseana não se habilitou a disputar o senado naquela ocasião, Edinho deveria ter se candidatado, deixando Gastão Vieira, até então deputado e ministro, que desejava muito concorrer ao governo, o sê-lo. Posso estar enganado, mas tenho quase certeza que para senador Lobão Filho teria naquela ocasião vencido Roberto Rocha, e agora, em 2018, talvez tivesse alguma chance de competir contra Flávio Dino. Alertei a todos quanto a isso naquela ocasião.

Resumindo para quem possa ter ficado confuso: A eleição de 2018 foi decidida no momento em que erros, imperdoáveis, foram cometidos em 2014. Erro de não termos elegido Luís Fernando na Assembleia Legislativa como substituto legal de Roseana, uma vez que seu vice-governador assumiu um cargo no Tribunal de Contas; Erro, de mesmo não sendo possível realizar a ação anterior, não se desincompatibilizar e se candidatar ao senado, estando praticamente eleita e podendo hoje estar mais forte; Erro, de ter aceitado ser candidato a governador sem a menor chance de vencer; Erro, de ao invés de se candidatar ao governo, concorrer ao senado, onde certamente sairia vitorioso.

Tantos erros assim, praticados por pessoas que tinham a obrigação de jamais cometê-los, causaram ao Maranhão um governo hipócrita, arrogante, prepotente, sectário, maniqueísta, messiânico, tirânico e perseguidor.

Que fique claro, portanto, que a derrota na eleição deste ano de 2018, foi sacramentada pelos erros cometidos por soberba, inapetência e vaidade, nos idos de 2014.

Pensando bem, poderia conseguir inclusive um bilhete para viagem no tempo para Eduardo Braide, que cometeu outro erro imperdoável, esse em 2016, ao rejeitar apoio eleitoral em sua campanha pela prefeitura de São Luís, fato que culminou com sua derrota e só fortaleceu o PC do B e o PDT.

Quanto aos erros cometidos na eleição de 2018, estes ficam por conta, única e exclusivamente, da tola insistência de Roberto Rocha querer ser candidato a governador, quando deveria ter apoiado Eduardo Braide para concorrer ao cargo, fato que certamente levaria à eleição para o segundo turno.

 

PS1: Saiba você que me lê agora que este texto, foi concebido e escrito no dia 2 de setembro passado para ser publicado exatamente na data de hoje, 8 de outubro de 2018. Logo, ele não é um mero reflexo do resultado da eleição de ontem no Maranhão. Este texto é na verdade a reafirmação de opiniões datadas de mais de quatro anos, ele é uma reflexão sobre a falta de aptidão para a prática eficiente, eficaz e efetiva da política.

PS2: Você pode imaginar que eu não esteja falando a verdade quanto ao fato de ter escrito esse texto há mais de um mês, mas comentei sobre ele com diversos amigos e disse a eles que o publicaria depois da eleição. Eles podem confirmar!…

 

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Voto triste

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O momento de votarmos se aproxima e nossa responsabilidade para conosco mesmo, para com nossa família, para com a sociedade em que vivemos, para com nosso estado e nosso país cresce a cada minuto e essa responsabilidade deve ser decisiva em nossa escolha, pois quatro anos é tempo demais para suportarmos as consequências de um erro.

Votando em presidente da República e governador, em deputados estadual, federal e senadores, estaremos passando para os nossos escolhidos, em primeira instância, e para os eleitos em última, uma procuração com prazo de validade de quatro anos (oito no caso dos senadores) para que estas pessoas decidam por nós os caminhos e os rumos de nossas vidas e das instituições estatais de nossa sociedade.

Fico pensando!… Será que nós estamos realmente conscientes da importância do voto!? Será que as pessoas sabem o que é cada tipo de posicionamento em relação ao ato de votar!? O que é o voto em branco, o voto nulo, a abstenção!? Será que somos realmente capazes de avaliar real e conscientemente as opções que nos são apresentadas e pesar os impactos que cada uma das possíveis escolhas poderão acarretar nas nossas vidas, individual e coletivamente!?

A minha resposta a todas essas perguntas é: NÃO! Nós não estamos preparados para fazermos uma escolha consciente de nossos representantes. Mas este não é o maior problema. Maior que este problema é o fato de outros estarem prontos para escolher por nós quem nos governará, e essas pessoas fazem isso pelos mais diversos motivos, bons e maus!

Nós votamos em alguém basicamente por três motivos: porque o conhecemos e confiamos nele; porque acreditamos em seus princípios, propósitos e em suas propostas; e porque ele pertence a um partido que defende uma ideologia com a qual simpatizamos e defendemos. Há uma quarta razão para que alguém vote em um candidato. Ela é repugnante, mas existe e não é incomum. É o voto em troca de algum benefício pessoal e financeiro. Este voto é enquadrado como crime eleitoral.

Quando lembro que passei 36 anos de minha vida, envolvido na política, entre mandatos de deputado estadual, federal e secretário de estado, vejo que nem todo esse tempo fez com que eu me acostumasse com algumas práticas desse setor. A hipocrisia é uma dessas práticas. Algumas vezes o político é obrigado a ser hipócrita e neste quesito eu nunca fui bom, por isso talvez não tenha tido mais sucesso nesta carreira. Ser mentiroso é outra prática comum na política. Não vou aqui ser hipócrita e dizer que eu jamais menti. Se não tivesse mentido em algumas ocasiões não teria sobrevivido a um mandato!…

Por ser um mentiroso ruim desenvolvi um método capaz de fazer a verdade substituir a mentira de forma contundente, utilizando uma técnica desarmadora da mentira e da consequente hipocrisia que ela acarreta, utilizando a franqueza! Desde o primeiro momento eu estabelecia as regras fundamentais para o sucesso dos relacionamentos com as pessoas, grupos ou entidades, com quem eu tivesse que conviver politicamente. Entre elas havia uma sobre a qual fiz minha fama e estabeleci o respeito que até hoje eu desfruto no mundo da política do Maranhão: “Aquilo que é combinado, dentro de parâmetros morais e éticos, não é caro e deve ser cumprido. Ninguém é obrigado a aceitar um acordo, mas tendo aceitado, se obriga a honrá-lo. Você pode até não cumprir um acordo que tenha sido acertado, desde que haja uma repactuação satisfatória”.

Olho a política e vejo que esses valores não mais existem. É bem verdade que eles sempre foram raros, mesmo em tempos idos, mas esses tempos atuais, mais intolerantes, são nocivos a valores como esses.

Vou sair de casa neste domingo pra votar e farei isso da forma mais responsável e consciente que eu puder, mas preciso confessar que não estou feliz, pois gostaria que entre os candidatos apresentados para governar o meu estado e o meu país, tivessem nomes melhores e realmente viáveis, que nos dessem mais esperança de termos um futuro melhor.

Neste domingo, vou votar nos candidatos que segundo minha análise, são os que existem de menos pior para nos governar.

 

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Estudo sobre eleição de deputados federais e estaduais no Maranhão

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Para atender algumas pessoas que me pediram insistentemente, resolvi buscar informações que possibilitassem realizar um estudo de cenário minimamente confiável para as eleições proporcionais, de deputados federais e estaduais, neste pleito de 2018.

Saliento que apesar de, como já disse, minimamente confiável, este estudo pode trazer variações de 1/6 (3) na quantidade de vagas de deputados federais e de 1/7 (6) na quantidade de vagas de deputados estaduais. Não usei as siglas dos partidos ou nomes das coligações para impedir o proselitismo.

Acrescentei uma coluna com as iniciais dos candidatos mais cotados de cada partido ou coligação, segundo as informações que obtive. O uso das iniciais dos candidatos se deve ao fato desse estudo não se prestar a ser instrumento de propaganda ou proselitismo de qualquer candidato.

Neste estudo ficou claro que a quantidade de votos dada aos deputados federais e estaduais, não correspondem a quantidade de votos dos  candidatos a governador que estes apoiam!

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A importância do voto ideológico

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Gostaria de inicialmente deixar claro que não simpatizo com a forma do candidato Jair Bolsonaro se expressar, nem com algumas de suas posições perante a vida e a sociedade. Ele é desprovido do verniz necessário para uma boa convivência, no entanto, vejo em alguns outros posicionamentos seus, lato sensu, coerência e objetividade. Jamais cogitaria votar nele se houvesse boas alternativas, que, garantidamente, impedissem a vitória de um candidato de esquerda à Presidência da República. Anteriormente, eu havia declarado que votaria no candidato que fosse o menos pior, uma vez que não via entre os postulantes quem se classificasse na categoria de bom. Na época, disse que o candidato de minha escolha seria o Geraldo Alckmin, que infelizmente não se viabilizou eleitoralmente.

O voto ideológico é aquele que o eleitor dá, baseado nas propostas defendidas pelo candidato que mais se identifica com o seu jeito de pensar. Há, no entanto, outro tipo de voto ideológico, um que se contrapõe diametralmente a este citado anteriormente. É aquele que eu chamo de voto anti-ideológico, praticado por um eleitor que deseja que não se eleja um candidato de uma determinada ideologia da qual ele discorda e não quer vê-la predominando na política de seu país, sendo aplicada pelo gestor de seu Estado, de forma que regule as relações da sociedade. É este o tipo de voto que eu exercerei e é ele que eu defendo para este momento em que o Brasil se encontra, tão fragilizado, há tanto tempo torto e capenga para o lado esquerdo.

Tenho recebido, através de conversas presenciais, ligações telefônicas, mensagens de WhatsApp, comentários nas diversas redes sociais, apelos e manifestações para que eu não vote em Bolsonaro. Pessoas amigas chegam a me dizer que alguém inteligente como eu, um homem de bem e do bem, não pode votar num sujeito como esse. Eu tenho dito a todas essas pessoas que eu não votarei nele! #EleNão! Votarei contra o candidato do partido que defende a ideologia que instalou em nosso país o aparelhamento do Estado, transformando-o em mera ferramenta partidária, patrocinadora de ações que até parecem ter um conteúdo saudável e justo, revestidas de uma capa de correção e honestidade, mas que no seu âmago é só desfaçatez, só desvio de conduta, mentira, corrupção, posicionamentos não republicanos e completamente antidemocráticos.

Recebi um vídeo que mostra uma moça tentando impedir a passagem de um rapaz em um corredor de uma universidade só porque ele vestia uma camisa que o identificava como eleitor do Bolsonaro. Aquela cena, para mim, exemplifica incontestavelmente o que está ocorrendo em nosso país, uso-a como exemplo para não usar aquela outra, da moça que teve seu carro destruído por ter nele uma propaganda do Bolsonaro.

Estamos vivendo tempos tenebrosos, onde a noção de direito de alguns extrapola a sua própria razão de ser, pois não respeita nem o direito de outros, nem obedece à regra básica que prevê que para ter direito, o indivíduo se obriga a se responsabilizar por ele e assumir as obrigações que lhe dão causa e garante a eficácia de seu efeito. Somos hoje uma sociedade cheia de direitos, mas sem a contrapartida referente aos deveres que deles proveem.

Não votarei em Bolsonaro! Votarei num candidato que tenha condição de impedir que a esquerda continue destruindo nosso país e suas instituições.

Façamos o seguinte!… Não votarei em Bolsonaro se conseguirem me provar que os governos do PT não perpetraram o Mensalão; não destruíram a Petrobras, com o Petrolão; não fizeram com que o BNDES, nosso banco de desenvolvimento, injetasse dinheiro que deveria financiar o progresso do Brasil, em alguns países só por causa da ideologia esquerdista vigente neles; que não aparelharam o Estado e disseminaram as ideias gramschistas, que preveem que para dominar a sociedade, é necessário que destruam suas mais importantes instituições, como a família, a igreja, a escola, a academia, desvirtuando-as…

Li um texto que diz como são incoerentes as pessoas que se indignam com as boçalidades que diz o Bolsonaro e não demonstram nenhuma indignação com as atrocidades, com os desvios, com o roubo e a corrupção, cometidos pelo PT e pela esquerda, durante os últimos 24 anos. Resumindo: É mais fácil combater e nos livrarmos de um presidente boçal, do que de um que tenha por trás de si uma gangue de corruptos e aparelhadores safados!

Em que pese o fato de tudo que temos vivido, por tudo aquilo pelo qual nosso país tem passado, tenho uma certeza: vivemos em uma sólida e verdadeira democracia, caso contrário o panorama já teria mudado. O mundo não vive os anos da Guerra Fria, não sofremos uma insuportável pressão geopolítica, somos senhores de nosso destino e no que diz respeito a mim, não quero um destino que passe pela esquerda, quero um destino liberal.

Como disse recentemente o ministro Barroso, quem ganhar essa eleição, vai levá-la; quem a levar, se obrigará a respeitar as regras e os direitos de todos, resguardados pela Constituição. Eu defendo total e ferrenhamente essa ideia e desde já me oponho a quem quer que pense ou aja em sentido contrário.

 

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Um dos absurdos e incoerências da legislação eleitoral brasileira!

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Passei por uma das maiores e mais congestionadas rotatórias da cidade e ela estava cheia de pessoas carregando e tremulando bandeiras de propaganda de um candidato. Curioso, eu pedi que meu motorista passasse novamente pela rotatória, para que eu pudesse conferir quantas pessoas estavam naquela função. Eram 96! Todos estavam trajando camisas da mesma cor. Nelas não havia nenhuma impressão ou marca, a não ser o boton do candidato que os remunerava.

Pedi que Marcelo passasse novamente pela rotatória, desta vez queria olhar para aquelas pessoas. Eram todos jovens, entre 15 e 25 anos, de diversos sexos, predominantemente pardos. Procurei olhar em seus semblantes o motivo deles estarem ali ao sol de meio dia, balançando aquelas bandeiras.

Havia alguns apascentadores daquelas ovelhas, pessoas que organizavam a turma, davam ritmo ao balançar dos cetins e distribuíam água… Eu tentava ver se aqueles jovens estavam ali por convicção política ou pelo pagamento da diária!… Difícil acreditar que havia ali amor ideológico, partidário ou mesmo pessoal pelo candidato. Aquelas pessoas estavam trabalhando.

Fiz um cálculo rápido! Uma diária de 50 reais que fosse, mais uma bandeira de 25 reais e uma camisa que custe outros 25 reais, somaria 100 reais por pessoa, resultando em 9 mil e 600 reais no primeiro dia, e em 4 mil e 800 reais nos dias subsequentes. Digamos que o candidato operacionalizasse apenas 10 dias desse tipo de propaganda e apenas nesta rotatória, ele teria que gastar para isso, 52 mil e 800 reais, sem contar com os eventuais gastos de alimentação. Mas imaginemos que ele usasse apenas metade de uma equipe dessas, durante a metade do tempo, em cada município do Maranhão, ainda assim ele teria que gastar 2 milhões 864 mil e 400 reais. Ao final ele teria mobilizado 10.416 pessoas, tendo pagado a cada uma, 250 reais por cinco dias de trabalho, o que somaria 2 milhões, 604.000 milhões reais.

Veja que eu sugeri que o candidato usasse apenas a metade das pessoas, durante a metade do tempo, agora imagine se ele usasse o dobro!?…

Você acha que a justiça eleitoral tem como controlar este tipo de ação!?…

Você acha que as prestações de contas dos candidatos espelham a realidade do que acontece em casos como este!?…

Você acha que este tipo de ação acaba se transformando em mera compra de votos, pois o contratado passa a receber dinheiro do candidato!?…

É importante que se diga que isso ocorre com todos os candidatos que usam essa forma de propaganda!

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Os presidenciáveis e os sabores

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O novo Brasil não deseja idolatrar Lamarca ou Marighella, mas também não quer exaltar Fleury ou Ustra! O novo Brasil deseja ordem e progresso, abomina a corrupção e não aceita mais a falta de saúde, educação e segurança para o povo, mas também não aceita a rispidez e a intolerância. O novo Brasil quer atitude, trabalho, ação…

Dizendo isso parece que vou votar em Amoêdo, mas não defendo o voto útil, em alguém que não tenha a menor condição de vencer a eleição. Defendo que votemos em um candidato de centro, que possa iniciar um grande acordo nacional capaz de realmente mudar a nossa triste realidade!…

Tudo indica que Bolsonaro estará no segundo turno, só espero que com ele vá um adversário que nos dê uma boa opção, porque ter que escolher entre ele e o Haddad ou a Marina ou mesmo o Ciro… Isso vai ser como pular da fervura para o fogo! Ficaremos entre um ruim e um pior.

Digo isso, sabendo que a opção restante é o Alckmin, sabendo que ele não é lá grande coisa, mas que na situação em que nos encontramos, parece ser realmente a nossa opção menos pior. Já que no 2* turno, todos vencerão de Bolsonaro, que seja pelo menos um moderado.

É incontestável que Ciro Gomes é preparado para exercer o cargo de presidente da República, mas se fosse por isso, pelo motivo inverso, Lula jamais deveria ter sido presidente, pois preparo para o cargo ele não tinha nenhum! Para ser presidente é preciso mais que preparo.

O mesmo ocorre em relação a Alckmin! Ele é preparado para o exercício do cargo, mas, faltam-lhe ingredientes indispensáveis para exercê-lo.

Já no caso de Bolsonaro, está claro que preparo é coisa que ele não possui, mas parece que ele tem um ingrediente que encontramos em Lula, sendo que esse ingrediente é diametralmente oposto politicamente falando, ao do ex-presidente, que hoje se encontra preso.

O caso da Marina, se assemelha mais ao de Bolsonaro no que diz respeito ao preparo que ambos não têm, mesmo que a ex-seringueira em nada se identifique com o capitão da reserva do Exército brasileiro.

Álvaro Dias é um bom político! Bom não!… Ele não é um mau político! Meirelles é um bom técnico, mas é só! O Boulos é inominável ideologicamente. Amoêdo é o candidato em quem todos gostariam de votar… Se ele tivesse a mínima chance de pelo menos ir para o 2* turno!…

Resumindo! Fazendo uma analogia em relação aos possíveis sabores que alguns candidatos possam ter: Alckmin é insosso; Marina é amarga; Ciro é azedo; Haddad é picante e Bolsonaro é ácido. Paladares para todos os gostos…

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O que Nagib Haickel faria nesta situação?

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Neste dia 7 de setembro de 2018, há exatos 25 anos, falecia o então presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Nagib Haickel, que entre outras coisas era meu pai.

Passado tanto tempo ocorre em relação a ele um fato curioso! As pessoas o conservam em suas lembranças e muitas comentam sobre algum fato ao qual ele irremediavelmente é ligado, como ter criado a “Meruoca”, uma loja que jamais fechava as portas, até porque não as tinha; O fato dele ter inventado a planilha Excel e não Bill Gates; como ser ex-presidente do Moto Clube; a respeito dos bombons que ele distribuía durante as campanhas políticas; sobre o fato dele narrar um trecho de uma partida de futebol nos comícios, muito antes do Tom Cavalcante fazer o mesmo; das milhares de nomeações que ele distribuiu entre 1968 e 1988; e de tantas outras coisas que o fizeram ser um personagem ímpar na vida empresarial, esportiva, social e política de nosso estado.

O fato de ser filho de Nagib Haickel não me faz automaticamente seu fã ou seu defensor incondicional. Tenho em relação a ele um posicionamento crítico que considero ser isento e honesto, e vou aqui expô-lo.

Acredito que as maiores qualidades de meu pai eram a autêntica generosidade, a sincera devoção à família e aos amigos, a grande inteligência e a aguda sagacidade para as oportunidades de negócios.

Meu pai não teve oportunidade de aprofundar seus estudos, cursou até o primeiro ano de contabilidade. Se tivesse se dedicado neste setor, se formado, teria ido, em certo sentido, muito mais longe, mas talvez não teria feito as coisas que queria fazer da forma que desejava. Não ser formalmente letrado não o tornava um homem desinformado, ele estava sempre em dia com as notícias e os acontecimentos locais, nacionais e internacionais.

Algumas pessoas o achavam rude, tosco ou mesmo boçal. Ele não era nenhuma dessas coisas, mesmo que tenha criado um personagem para si, do qual se utilizava no intuito de aproximar-se das pessoas comuns e distanciar-se das pessoas que considerava pedantes e chatas: “Nagib, o caboclo do Pindaré, acostumado a comer tapiaca e mandubé”.

Como empresário cultivou grandes amizades e o respeito de quase todos. Como político, vangloriava-se de não ter nenhum inimigo. Dizia ter apenas adversários com quem divergia pontualmente, mas com quem mantinha relações respeitosas e cordiais, mesmo que em duas ou três ocasiões tenha sido preciso a turma do deixa disso intervir. Em dois desses casos que eu presenciei, um com Luís Vila Nova e outro com Domingos Dutra, depois da refrega, ambos passaram a ser mais amigos dele que antes, tamanho era o respeito e a consideração que ele mantinha pelas pessoas, independentemente de suas posições sociais, políticas e ideológicas (no filme que fiz sobre meu pai, os depoimentos de Vila Nova e Dutra, são alguns dos mais vibrantes e emocionantes. Veja o link:https://www.youtube.com/watch?v=iZ1TXXdqw7U&list=PL1CRSF1DLcjwvUpyJAY3ASdVzCjgcex3I&index=9)

Meu pai não era nenhum santo, graças a Deus!… Ele não gostava muito de pagar impostos, pois achava que os cidadãos eram lesados pelos três níveis do estado, que não lhes davam a contrapartida que lhes era devida.

Algumas pessoas localizadas mais à esquerda do espectro político ideológico o consideravam clientelista e fisiológico, predicados e adjetivos que não o incomodavam de forma alguma, até porque ele, em seu modo jocoso, dizia não saber o que significavam essas expressões.

O seu fisiologismo era justificado pelo fato dele dizer abertamente que tinha sempre que estar atrelado ao poder dos governantes, pois apenas os governos poderiam possibilitar os benefícios de infraestrutura que os municípios e as pessoas que o apoiavam precisavam e mereciam. O mesmo dizia a respeito do clientelismo: Ao prestar relevantes serviços às populações e às pessoas, recebia em troca o apoio para se eleger.

Esses 25 anos sem ele me deram certeza de sua importância, não apenas nas vidas das pessoas de nossa família e do seu círculo de amigos, mas no panorama geral de nosso estado.

Ainda hoje me guio por um parâmetro que desenvolvi mesmo antes dele morrer. Sempre que tenho que tomar uma decisão complicada me faço uma pergunta: O que Nagib Haickel faria nesta situação!?…

 

 

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Um chefe contra um líder

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Algumas pessoas que eu respeito e considero vinham recorrentemente pedindo que eu parasse de fazer críticas ao governador Flávio Dino e a seu governo, e eu até estava disposto a atendê-las.

Minha mãe disse-me que nem todo mundo aceita a opinião de outras pessoas, ainda mais sendo opiniões tão negativas como as que eu expunha. Minha mulher, disse estar preocupada com alguma retaliação que o governador pudesse fazer contra mim. Minha filha disse preferir que eu me omitisse, pois segundo ela nada ganho dizendo o que penso. Meu irmão quer que fique completamente fora da política e não apenas fora das eleições. Por fim, meu bom amigo deputado Rogério Cafeteira diz que eu me excedo ao propagar minhas opiniões… Penso que eles podem até estar certos!…

Sabe, bem que eu até tentei, porém confesso ser um fraco no que diz respeito a controlar minha necessidade de dizer o que penso, ainda mais depois que eu vi os dois primeiros vídeos da propaganda política do governador! Em um deles usa a imagem do leão da Metro, um flagrante crime contra o direito autoral e no outro, ao invés de falar de suas propostas, ataca os adversários!…

Como já disse antes, nestes quase quatro anos, nunca disse que Flávio Dino ou seus secretários são corruptos, nunca os acusei de malversação, de prevaricação ou de peculato. Jamais disse que eles cometeram apropriações indébitas ou desviaram recursos públicos. O que sempre comentei foi sobre a falta de coerência do governador, sobre sua dificuldade em ter um raciocínio e um comportamento dignos de um estadista.  Sempre disse que ele e os seus auxiliares não conseguem até hoje se desvencilhar do palanque eleitoral nem da prática da política universitária. Sempre ressaltei sua hipocrisia, maniqueísmo, sectarismo, arrogância, prepotência e messianismo, defeitos capazes de aleijar qualquer pessoa, ainda mais um político.

Flávio Dino passou quatro anos perdendo um precioso tempo, tentando destruir seus adversários, quando deveria ter destinado tamanha energia e empenho dispendidos no afã de perseguir a quem se opõe a ele e a suas ideias, para trabalhar pelo Maranhão e por seu povo.

Obstinado em eliminar seus opositores, pensando que assim teria um reinado mais duradouro, mas sendo um mau aluno de história, não atentou para a lição que nos ensina que ações de extermínio político, mais que destruição moral através de discursos vazios, insultos ou até mesmo de alguns fatos, requer substituição do poder no mesmo nível do anterior, patamar que nem em dez mandatos ele conseguiria alcançar, pois o seu parâmetro de comparação é o de chefe e a pessoa a ser superada nem está no patamar de chefe, mas sim de líder, que seria, Zé Sarney! Essa inclusive é uma tarefa para a qual um mosquitinho qualquer não estaria preparado, a menos que fosse o Aedes Aegypti, vetor de quatro vírus de doenças graves, o da Febre Amarela, da Dengue, da Zika e da Chikungunya, que acometesse fatalmente um velhinho de oitenta e oito anos que ainda se movimenta no ringue político como um verdadeiro bailarino, mistura de Mohamed Ali, Joe Louis e o nosso Zulu.

Resumindo a ópera: Flávio Dino se constituiu no maior cabo eleitoral de Roseana Sarney, que havia decidido não mais se candidatar! Tanto ele fez que a trouxe de volta! E ela veio com força! Uma força que em sua maioria não é diretamente dela, mas sim de pessoas que abominam Flávio Dino! Abominam até menos ele, mas abominam muito seus indissociáveis predicados e adjetivos: Hipócrita, arrogante, prepotente, sectário, maniqueísta, messiânico, tirânico e perseguidor.

Alguém que seja assim, por mais que faça algumas escolas municipais, asfalte alguns quilômetros de ruas e estradas, e faça muita propaganda, não consegue se impor como um verdadeiro líder, quando muito será reconhecido apenas como chefe. E chefe de uma aldeia de índios em sua maioria, migrantes e sazonais, advindos de outras tribos, para onde tudo indica, terão que voltar!…

Mudando um pouco o rumo da prosa… Haverá segundo turno e assim sendo o governador vai ter que rebolar para vencer a eleição!…

 

PS: Na foto que ilustra essa matéria vemos claramente a expressão de admiração que o chefe tem pelo líder!…

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Sobre Jal, Elisa e Berenice

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Jal Guerreiro é uma querida amiga que conheci no circuito de festivais, no tempo do lançamento do meu filme “Pelo Ouvido”. De lá para cá ela tem me ajudado na difusão de meus filmes, como faz agora junto aos canais Box Brasil, do empresário gaúcho Cícero Aragon, a quem ela também me apresentou.

Na verdade, Jal tem sido para mim uma espécie de anjo da guarda. Ela me apresentou alguns dos bons amigos que fiz nesse mundo do cinema, como o roteirista Di Moretti, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, os presidentes da Ancine, Manoel Rangel e Christian de Castro, as produtoras Vania Catani e Mariza Leão, além de meio mundo de gente do cinema nacional.

A última apresentação feita por Jal foi ninguém menos que a pessoa que vai tornar realidade o antigo sonho de concretizar “Do outro lado da ponte”, meu primeiro longa-metragem de ficção! Trata-se de Elisa Tolomelli, produtora de filmes como Central do Brasil, Lavoura Arcaica e Cidade de Deus, pra citar apenas três e não me tornar arrogante e cabotino.

Jal, Elisa e eu fizemos um call pelo Skype esta semana e posso dizer a você que me lê agora, papo com gente boa e inteligente é uma coisa que me faz vibrar.

Depois das devidas apresentações, conversamos sobre o cardápio de projetos que a Guarnicê Produções tem sobre a mesa. Falei-lhe do Polo de Cinema do Maranhão, das empresas e dos cineastas envolvidos nele, falei de minha parceria com Di Moretti e com Neville D´Almeida, e falei especificamente de projetos como “Trópico”, filme que será estrelado por Willem Dafoe e grande elenco nacional e internacional, e produção de Natália Scarton, falei de “Do outro lado da ponte”, “Arcanos”, e de outros projetos.

Mas nessa nossa primeira conversa o mais importante foi nossa troca de cartões de visita! Ela mandou para mim um link com seu último filme, “Berenice Procura” e pediu que eu o assistisse e comentasse com ela, inclusive que eu dissesse quanto eu imaginava ter custado essa produção. Por meu lado passei a ela o link do “Pelo Ouvido”.

Logo que desligamos, chamei um colaborador que entende de “mágica” tecnológica para colocar o filme do Vimeo em minha tela do hometheater, para que pudesse assistir “Berenice” quase como no cinema. Foi feito.

Durante o tempo de uma partida de futebol, fiquei preso ao sofá assistindo, a uma obra cinematográfica que chega bem perto da perfeição. Com performances irretocáveis, tanto dos atores quanto dos diretores de cada uma das áreas envolvidas em sua realização.

O roteiro é um dos pontos altos. Baseado em livro homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza, a adaptação para o cinema facilita muito a vida do diretor e dos atores, dando asas a uma montagem eletrizante que descortina a história à proporção que o tempo passa, mesmo que sejam usados artifícios temporais, mas deixando o desfecho sempre para o momento seguinte.

Depois de fazer o dever de casa, estava me preparando para ligar para Jal e Elisa quando tive a ideia de escrever esse texto, registrando tudo que transcorreu no que diz respeito à Elisa e à sua Berenice…

Espero que tenham gostado deste breve relato e que ele tenha servido de aperitivo fazendo com que corram ao cinema para assistirem a “Berenice Procura”.

 

PS 1: Espero que a minha mulher não desconfie que minha paixão recôndita por Cláudia Abreu sofreu uma recidiva.

 

PS 2: Depois de assistir ao filme com olhos de cineasta, acredito que qualquer que tenha sido o orçamento dele, imaginando que tenha sido muito alto, ainda assim seria pouco, pelo resultado obtido. Mas como Elisa pediu que eu sugerisse um número, vou chutar baixo, BO… R$ 3 milhões!…

 

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Turismo! Que turismo!?…

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Nestes quase quatro anos de governo, nunca disse que o governador Flávio Dino ou seus secretários são corruptos, nunca os acusei de malversação, de prevaricação ou de peculato. Jamais disse que eles cometeram apropriações indébitas ou desviaram recursos públicos. Não costumo acusar sem provas cabais que me respaldem e não tenho essas provas. O que sempre comentei foi sobre a falta de coerência do governador, sobre sua imensa dificuldade em ter um raciocínio e um comportamento dignos de um estadista. Sempre disse que ele e os seus auxiliares não conseguem até hoje se desvencilhar do palanque eleitoral nem da prática da política universitária. Sempre ressaltei sua hipocrisia, arrogância, prepotência, messianismo, seu caráter perseguidor, seu maniqueísmo e sectarismo, defeitos capazes de aleijar qualquer pessoa, ainda mais um político.

Hoje, no entanto, vou acusar Flávio Dino de uma coisa que nunca havia acusado antes. Acuso-o de incompetente. Faço isso respaldado na conversa que tive com um ex-secretário de Turismo de um estado do Nordeste, que estando recentemente em São Luís me perguntou se é verdade que neste governo não há uma secretaria dedicada exclusivamente ao fomento e ao desenvolvimento deste importante setor da economia moderna que é o turismo. Respondi que em nosso Estado não existe uma secretaria exclusivamente de turismo e meu interlocutor sorriu e disse: “Quanta incompetência”!

Na semana passada o governador publicou um artigo onde comenta o estrondoso sucesso do setor turístico de nosso estado. Tudo lorota, balela, falácias, sofismas…

Há muito tempo eu tinha vontade de abordar essa questão, mas confesso que pelo fato de manter uma relação de amizade e respeito tanto com Felipe Camarão quanto com Diego Galdino, os dois gestores da SECTUR, Secretaria de Cultura e Turismo do Maranhão, resolvi não fazê-lo, pois não me sentia confortável para isso.

Ocorre que nem Felipe, agora secretário de Educação, nem Diego, hoje comandante da SECTUR, nenhum dos dois tem culpa quanto ao direcionamento equivocado dos negócios do turismo em nosso estado. A culpa é única e exclusivamente do governador que estabeleceu essa simbiose e direcionou de forma totalmente esdrúxula o setor turístico do Maranhão!

Juntar a pasta da cultura com a do turismo é uma solução fácil, mas o fácil aqui é usado no sentido negativo da palavra, no sentido de tolo, de infantil, de frágil.

Como é que alguém que foi presidente da Embratur, empresa responsável por apoiar e incentivar o turismo no Brasil, não consegue entender que a cultura é apenas um dos vetores usados pela indústria do turismo em seu extenso cabedal de ações de atração!?

Será que ele não sabe que o turismo é um setor da economia que precisa mais da indústria hoteleira, de alimentação, de transporte, de infraestrutura, de capacitação de mão de obra, que das manifestações culturais de nosso povo!?

Pensar assim é pensar pequeno, é tentar resolver problemas complexos com soluções mirabolantes. Se isso resolvesse, o governo federal não teria um ministério para cada setor, um dedicado à cultura e outro ao turismo. Em quantos estados brasileiros, coisa semelhante acontece? O máximo que se poderia aceitar era juntar as atribuições do turismo com as da indústria e comércio, já que esses setores têm muito mais relações entre si.

O certo é que a SECTUR tem uma estrutura débil para desenvolver muitas atribuições! Atribuições com a cultura, que ela desenvolve modestamente, e atribuições com o turismo que ou ela não desenvolve ou se desenvolve, não surte efeito algum.

Os números deste setor expressam de forma insuficiente a sua realidade, ainda mais em um estado como o nosso. O turismo se localiza numa região turva da economia onde se confundem aspectos industriais, comerciais e de serviços, exigindo que essas engrenagens estejam perfeitamente alinhadas e ajustadas, como vemos em lugares que dominam esse setor como Espanha, Itália e França, por exemplo.

O potencial turístico do Maranhão é imenso e este setor tem que ser levado a sério e não ser tratado como vem sendo, como mero palco para demonstrações de nossas riquezas artísticas e culturais. Só um tolo incompetente não consegue entender isso!

 

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