A importância do planejamento, da arquitetura e da diplomacia na arte da política.

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O planejamento, a arquitetura e a diplomacia são dentre as diversas áreas da política aquelas com as quais eu sempre me identifiquei. Isso não significa que eu necessariamente seja bom nesses quesitos, na verdade eles são apenas aqueles os quais eu mais me interesso, sendo que outros como as ações eleitorais propriamente ditas são aquelas que eu me identifico menos, pois é exatamente nelas que ocorrem os desvios de conduta que transformam a política em um jogo de difícil aceitação para pessoas decentes.

No Maranhão sempre existiram grandes mestres da arte da política, entre eles, para citar apenas alguns, relaciono, Sotero dos Reis, João Lisboa, Ana Jansen, Urbano Santos, Benedito Leite, Magalhães de Almeida, Vitorino Freire, Clodomir Milet e José Sarney.

Com a posse do governador Flávio Dino em 2015, o Maranhão passou a ter um novo líder, que tem a grande ambição de se incluir na lista acima. Missão difícil!

Mas falemos das grandes ações de planejamento, de arquitetura e de diplomacia que o ano de 2018 poderá, ou não, nos proporcionar.

A montagem das chapas sempre foi crucial para que uma eleição possa ser mais ou menos difícil. Nelas sempre se procura mesclar força política com capacidade eleitoral e estrutura física de campanha, ou seja, candidatos que possam compartir seus potenciais para que eles se multipliquem em apoiamentos e consequentemente em votos.

Esse ano, a grande quantidade de candidatos a senador em busca de uma das duas vagas postas em disputa está tirando o sono do governador e de seus asseclas.  Esse planejamento precisa ser feito com precisão. O arquiteto tem que garantir que essa construção além de bonita seja forte, funcional e possibilite a vitória.

Há um dilema da liderança que sempre pega alguns desavisados pelo rabo e os deixa sem saber se devem seguir os anseios de seus liderados ou se devem desenhar uma rota para que eles a trilhem. O autoritário escolhe a segunda opção, o fraco simplesmente curva-se aos gritos da turba, mas é o sábio quem melhor se coloca em cena, ouve os anseios dos seus amigos, discute as melhores ações e traça com eles a rota a ser seguida.

No Maranhão, infelizmente, faz muitos anos, não temos um líder sábio e quando o tivemos foi em algum episódio específico.

Como num tabuleiro de xadrez as peças estão postas e os jogadores as movimentam como acham que devem. Em batalha, a vantagem é sempre de quem está no terreno mais alto, neste caso, quem está no poder. É por isso que se costuma dizer que se este jogador não cometer muitos erros e se os erros que cometer não forem decisivos, a vitória deverá sorrir-lhe no final.

Ocorre que o quadro político maranhense nunca esteve tão conturbado, isso graças à opção que o atual governo fez pelo estilo universitário de fazer política, o que acaba acarretando muitos erros, sendo que alguns graves.

Tendo escolhido Weverton Rocha como seu primeiro candidato ao senado, Flávio Dino faz com que Zé Reinaldo, Waldir Maranhão, Eliziane Gama, Márcio Jardim, dentre outros, se acotovelem na disputa da segunda vaga, o que deixa a todos insatisfeitos.

Neste cenário, um bom estrategista recomendaria à oposição uma ação efetiva de cooptação de Zé Reinaldo, coisa que seria decisiva para fazer a balança pender em desfavor do governo.

Algum dos candidatos a governador da oposição deveria escolher Zé Reinaldo, filiá-lo a um partido importante ligado ao governador, e trazê-los para suas fileiras, quem sabe fazendo uma negociação de apoio com um dos candidatos de seu grupo já lançado ao senado.

Comentei a possibilidade dessa ação nas redes sociais e soube recentemente que um antídoto eficiente para esse “veneno” já foi providenciado. O governo teria negociado a entrada do correto secretário de educação Felipe Camarão, no DEM, partido pelo qual Zé Reinaldo pretende concorrer ao senado. Com essa ação Flávio Dino golpeia decisivamente Zé Reinaldo, exatamente o governador que em 2006, foi o responsável direto pela eleição do então candidato a deputado federal Flávio Dino. Na política, ingratidão é moeda de pagamento.

A entrada de Felipe no DEM teria dois possíveis objetivos, aquinhoar o DEM com espaço de poder no governo, coisa da qual desconfio categoricamente, e quem sabe viabilizar o nome de Felipe para ser vice de Flávio, fato que sacramentaria o descarte definitivo de Zé Reinaldo.

No que diz respeito a ações de planejamento e arquitetura política, nelas não há algo de bom ou de mau, de bonito ou de feio. As coisas da política, nestes casos, são avaliadas por sua necessidade ou não, por sua eficiência, eficácia e efetividade ou não. É neste momento que aparece a outra arma da política que eu aprecio e tento exercitar, a diplomacia, capaz de minorar os impactos negativos do planejamento, nem sempre bem aceito, e da arquitetura, nem sempre aplaudida.

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Viva! A vida é uma festa.

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O que faria um homem de 58 anos remarcar todos os seus compromissos de uma tarde de quinta-feira para ir assistir a um filme musical infantil em animação, e ainda por cima no insuportável sistema 3D!?

Os mais atentos poderiam pensar que isso seria coisa de neto, pois neto faz avô fazer coisas que até Deus duvida! Mas não foi neto. Fui assistir a esse filme porque minha filha pediu que eu fosse, e ela já fez 29 anos em dezembro passado.

Mas você se perguntaria o porquê de uma mulher pedir ao pai que vá assistir a um filme infantil!? Eu explico! É que ela resolveu que juntos deveríamos compartilhar com as pessoas, através de um blog criado por ela, as sensações que nos acomete ao assistir a alguns filmes.

Desde muito pequenina levei minha filha ao cinema. Transmiti a ela o vírus do audiovisual e ela, infectada, passou a trabalhar com fotografia, música e agora parece que vai se embrenhar também pelo cinema.

O primeiro filme que eu e Laila combinamos de comentar (na verdade foi ela quem exigiu que fosse este) foi a tal animação da quinta-feira passada, quando eu era o único adulto desacompanhado de crianças presente à sessão das 17 horas.

Dito isso, passemos ao filme… Mas antes me deixe explicar que eu assisto a qualquer tipo de filme, só não gosto muito de filmes de terror. Medo é algo que não me atrai. Adoro animação e não me acho infantilizado por isso. Dentre as técnicas que se apropriam da fantasia, a mais simples e completa é a animação infantil. O que é capaz de sensibilizar uma criança, um ser puro e ainda sem os preconceitos ou as limitações impostas pela sociedade, derrete o coração do mais impiedoso vilão da DC ou da Marvel.

O filme conta a história de Miguel, um mexicanozinho cuja família odiava música porque sua matriarca havia sido abandonada por um mariachi com quem fora casada.

A história narra a luta de Miguel para realizar o seu sonho de ser músico, menos pelo fato de seu avô ter sido um, mais pelo fato da música encher de prazer e alegria seu coração e sua mente.

A família tenta impedir a todo custo “Mig” de realizar o seu sonho.

No México, o feriado mais importante é o dia dos mortos. A celebração de origem indígena que honra os falecidos no dia 2 de novembro, começa na verdade no dia 31 de outubro, que coincide com o Dia das Bruxas, comemorado principalmente nos Estados Unidos. O dia dos mortos é uma data tradicional do calendário católico, conhecido como Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Todos os Santos.

O certo é que o filme, no fundo no fundo, trata de diversos assuntos que eu não conseguiria aprofundar em uma crônica de jornal (leia o Blogwww.paiefilha01filmepordia.tumblr.com para saber mais).

Em meio às idas e vindas e graças às crendices sobre o dia dos mortos, Miguel acaba desvendando o mistério que cercava a história do desgosto de sua família com a música e consegue fazer com que sejam superados os mal entendidos que muitas vezes distancia as pessoas.

“Viva” é uma elegia ao amor familiar, ao respeito aos mais velhos e às tradições, à busca da realização de nossos sonhos…

Mas há neste filme uma coisa que me comoveu profundamente. É o fato de que o ritual de colocar uma fotografia de um ente querido já falecido em um altar, no dia dos mortos, garante ao falecido a vida eterna, na lembrança daqueles que o amavam… O amam, pois o amor não morre com a morte física!

O fato de hoje eu trabalhar primordialmente com o resgate e a preservação da memória maranhense fez com que me sentisse, de certa forma, como um instrumento quase mexicano do dia dos mortos.

Ao sair do cinema alguém soprou esta frase ao meu ouvido: Lembrar me garante que vivi. Ter vivido me garante que serei lembrado.

 

 

PS: Vá ao cinema! Assista a filmes em casa! Essa atividade faz com que todos nós possamos crescer e melhorar.

 

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Um pouco sobre Zé Louzeiro

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Vou tentar resumir, sem deixar de narrar as passagens mais relevantes de minha convivência com José de Jesus Louzeiro, ele que foi pioneiro dos romances reportagens no gênero policial no Brasil, autor de livros que serviram de base para que ele mesmo desenvolvesse os roteiros de filmes que marcaram o cinema nacional no final dos anos de 1970 e começo da década de 1980, com “Lúcio Flávio, o passageiro da agonia” e “Pixote, a lei do mais fraco”.

Conheci Louzeiro no Rio de Janeiro. Fui até lá exclusivamente para conhecê-lo. Havia dois anos que “Pixote” fora lançado e eu queria conhecer o maranhense que havia escrito o livro e o adaptara para o cinema. Naquela época fazíamos a “Revista Guarnicê” e falar com Louzeiro renderia uma boa matéria.

Ele me recebeu em seu apartamento, em Laranjeiras. Cheguei lá por volta de 10 da manhã. Tivemos imediata empatia um com o outro. Como ludovicences apaixonados, São Luís foi um dos nossos assuntos recorrentes. Como cinéfilos contumazes, filmes antigos foram referências constantes em nossa conversa. Eu que era deputado pelo PDS, descobri nele um militante de esquerda com senso crítico apurado, coisa rara de se encontrar. Amigo pessoal de Neiva Moreira e de Leonel Brizola, tinha predileção pelo PDT, apesar de se dizer do “partidão”.

Por volta do meio dia, Zé me convidou para almoçar. Pensei que comeríamos em sua casa, mas ele quis me levar em um de seus restaurantes favoritos, o bom e velho “Lamas”, restaurante tradicional, fundado em 1874. Este passou a ser o nosso ponto de almoço, todas as vezes que nos encontrávamos no Rio.

Voltamos para seu apartamento e continuamos nossa conversa que versou por toda a paleta de cores da atividade humana. Falamos sobre quase tudo. Por volta das quatro da tarde, ele me convidou a ir a um cinema no Largo do Machado, pois às 17 horas, naquele dia “Pixote” iria ser exibido e a renda seria revertida para uma instituição de menores carentes.

Antes da sessão ele fez questão de me levar em um boteco próximo ao cinema para tomar um café e lá ele me deu uma verdadeira aula de observação dos tipos mais curiosos daquele habitat. O apontador do jogo do bicho, seu segurança, a prostituta vespertina, o traficantezinho de quinta categoria afugentado pelo dono da boca de fumo da região, o batedor de carteira… Esse era seu conhecido e ele o chamou para perguntar se ele se atrevia a tentar bater a minha carteira, ao que o meliante respondeu sem nenhuma cerimônia: “Seu Zé, só se eu tivesse com um ferro! Um sujeito desse tamanho, se me pega eu tô morto!”. Louzeiro mandou o atendente dar ao meliante um salgado e um suco e o despachou.

Aquela foi apenas a primeira vez que o encontrei. Dali por diante eu o escolhi como meu guru e mestre.

Agnóstico como eu, Louzeiro cultivava uma espécie de fé pessoal nas pessoas e nos grandes mestres da humanidade, por isso era na sua essência um verdadeiro humanista.

Muitas foram as vezes em que nos encontramos no Rio ou mesmo em São Luís, na casa de sua eterna professora Maria Freitas e de sua filha Marita, sempre na companhia de amigos queridos como Jesus Santos, Ivan Sarney e Eliezer Moreira.

Em 1987, quando eu era deputado federal constituinte, fui o relator do projeto do também deputado Amaral Neto que pretendia estabelecer a pena de morte no Brasil. Precisando de ajuda para enfrentar o maior repórter da TV brasileira de então, convoquei Louzeiro, não apenas por ser repórter de polícia, presidente do Sindicado de Escritores do Rio de Janeiro, mas por ser autor de obras de repercussão mundial sobre a violência e a criminalidade brasileira. Seu depoimento na Comissão de Direitos e Garantias Individuais foi decisivo para embasar o meu parecer contrário à pena de morte.

Poucos anos mais tarde, ao vir a São Luís, foi Louzeiro quem primeiro lançou a ideia de implantarmos aqui um Polo de Cinema, este mesmo que hoje colhe os frutos do trabalho de gente tão boa quanto Arturo Saboia, Fred Machado, Breno Ferreira, Leandro Guterres e Breno Nina, dentre outros.

Minha amizade com Louzeiro foi coroada quando o convidei para ser o membro da Academia Maranhense de Letras que faria o discurso de recepção da Casa, no dia de minha posse nela. Ele, mesmo já bastante debilitado pelos problemas resultantes do diabetes, foi impecável, como sempre.

Para mim e para aqueles que o amavam, Louzeiro não morreu, pois sua vida está retratada fielmente em sua obra imortal.

 

PS: No link abaixo você pode assistir a um documentário que o Museu da Memória Audiovisual do Maranhão fez sobre Zé Louzeiro.

https://www.youtube.com/watch?v=PiTX49XyzNU&list=PL1CRSF1DLcjxHIc5CEin-yqte-0EhOApp&index=9

 

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A verdadeira história por detrás da não nomeação de Pedro Fernandes para ministro

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A verdadeira história por detrás da não nomeação de Pedro Fernandes para ministro

Pedro Fernandes se elegeu vereador de São Luís em 1992, vaga que antes era ocupada por seu irmão, Manoel Ribeiro, que foi inclusive presidente da Câmara Municipal da capital, e naquele momento era deputado estadual, e iniciava ali sua brilhante trajetória política.

Mas essa história remonta mesmo os idos do ano de 1993! Tudo começou quando impuseram aos deputados e à Assembleia Legislativa do Maranhão, durante 10 anos, o nome de Manoel Ribeiro como presidente do legislativo estadual. Uma hora os nossos erros voltam para nos assombrar!

Em 1998, depois de duas eleições consecutivas de Manoel como presidente da ALM, Pedro disputa e ganha um mandato de deputado federal, cargo que ocupará por cinco mandatos sucessivos, até que, sabiamente, passará o bastão para seu filho, Pedro Lucas, em 2019.

Até aí tudo está certo, translúcido e completamente bem explicado e entendido.

Os Ribeiros sempre foram aliados do grupo liderado por José Sarney, mesmo que o mando deste grupo tenha sido exercido por sua filha Roseana nos 14 anos em que ela foi governadora do Maranhão.

Para Roseana era muito cômodo que Manoel Ribeiro controlasse a Assembleia Legislativa e os deputados, para isso deu a ele todo o poder necessário para tanto.

Pedro Fernandes sempre foi reconhecidamente um político mais bem preparado que seu irmão mais velho e logo impôs um estilo próprio. Engenheiro, bem versado e mais culto que o irmão, era tecnicamente mais capaz de assumir tarefas burocráticas. Já Manoel, passado na casca do alho, sempre foi um político mais arguto, mais afeito ao jogo dos bastidores da política. Era indiscutivelmente aquilo que se chama de uma raposa felpuda da política maranhense de seu tempo.

Quatro momentos da trajetória de Pedro Fernandes foram os pontos altos de sua vida pública. Quando se elegeu vereador, foi um excelente vereador. Quando se elegeu Deputado e novamente teve boa atuação. Quando foi indicado secretário de Educação por Roseana Sarney e agora quando teve seu nome indicado para ser ministro do trabalho.

A política é um sacerdócio. Uma ocupação parecida com a dos homens que dedicam sua vida a Deus. Os médicos de antigamente tinham essa mesma característica. Dedicavam-se à sua função de corpo e alma. Na política deve ser assim. Se você não se dedicar integralmente a ela, ela lhe falta. Se bem que para ter sucesso em qualquer setor essa máxima se aplica.

Quando a direção nacional do PTB indicou o nome de Pedro Fernandes para ministro do trabalho, o fez por ver nele um quadro capaz de desenvolver o trabalho de sustentação que o partido precisava para suas políticas. Ocorre que Pedro deveria primeiro fazer o dever de casa e ele não fez!

Aprende-se cedo na política que atitudes falam mais alto que o som de nossa voz. Sabendo da amizade de Zé Sarney com o Presidente Temer, Fernandes tinha obrigação de saber que o presidente da República pelo menos consultaria o ex-presidente, líder inconteste do estado do futuro ministro, sobre o fato de indicar um político de seu estado, sabidamente seu amigo, para um cargo tão importante, ainda mais pelo fato desse amigo estar vinculado a um adversário não só do ex-presidente, mas a alguém que recorrentemente chama Temer de golpista e ilegítimo!

Ora bolas, é ter muito pouca capacidade de entendimento do cenário político! Como é possível querermos que as coisas venham a acontecer como se deseja, trabalhando no sentido contrário!?

Já que Fernandes está agora alinhado a um governador, adversário do homem que vai nomeá-lo, o certo a fazer neste caso, deveria ser, de comum acordo com o governador, estabelecer que o mais importante neste momento seria garantir sua nomeação, coisa que seria bom para todo mundo. Todo mundo mesmo! Não dá para apagar incêndio com gasolina. Numa situação dessas o velho Manoel se sairia muitíssimo bem, já Pedro não é tão bom nisso.

Ao tentar demonstrar uma lealdade subserviente ao governador, Pedro pediu para não ser nomeado Ministro. Lealdade é a maior das qualidades de um político, desde que ela não seja capachilda, desde que ela aconteça de maneira livre e independente, caso contrário é pura dependência, imposição.

Tenho certeza que Zé Sarney não foi consultado pelo PTB ou pelo presidente Temer sobre a indicação de Pedro Fernandes para o ministério. Estive com Sarney no dia da indicação e ele comentou comigo que seria uma coisa muito boa para o Maranhão ter dois ministros novamente, ainda mais sendo Pedro.

Tenho certeza que ele não pegou o telefone para vetar o nome de Fernandes. O que ocorreu é que as declarações atabalhoadas de Pedro e as repercussões delas, muitas de forma bastante maldosa, aproveitando-se da inabilidade do deputado neste caso, fizeram não só Temer, mas o próprio PTB nacional repensar a indicação. Dar um ministro para um adversário, em meio a uma batalha política como a das reformas e a condução do país em meio a toda essa crise, é uma temeridade.

Pedro deveria ter ficado calado, consolidado seu nome e esperado ser nomeado. Não precisava trair Flávio Dino, só não podia ser subserviente a ele. Este fato prejudicou inclusive o próprio governador do Maranhão, que acabou não tendo um ministro ligado a si!

Depois do caldo derramado resolveram fazer o que os políticos fazem toda vez que não têm coragem de reconhecer seus erros: “Isso é coisa do Sarney!”

Não meto a minha mão no fogo por Zé Sarney, exatamente por saber que ele é o maior e o melhor político, mesmo sem mandato eletivo, ainda em plena atividade no Brasil, mas posso garantir que a maioria das coisas que as pessoas atribuem a ele, é obra da incapacidade das próprias pessoas de fazerem o que devem ou pelo fato de terem feito o que não deveriam.

Com perdão da má comparação, acontece em relação a Sarney a mesma coisa que acontece em relação a Deus e ao Diabo. Grande parte dos milagres creditados a Deus e dos flagelos debitados ao Diabo, ocorrem por obra e graça da nossa incapacidade de fazer o que deveríamos.

 

PS1: Depois de reler e revisar o texto acima, cheguei a conclusão que não vai adiantar que se diga e até mesmo que se prove que Sarney não vetou o nome de Pedro Fernandes, pois muitas pessoas não vão acreditar nisso. Porém uma coisa é certa, se Pedro Fernandes tivesse agido de outra maneira, da forma politicamente correta, uma hora dessas, ele seria ministro do trabalho.

PS2: Já imaginaram se o PTB nacional, comandado por Roberto Jeferson, que detesta Flávio Dino e o PC do B, obrigasse o partido no Maranhão a não se coligar com o governador!? Pedro Fernandes estaria no mato sem cachorro, pois a uma altura dessas o grupo Sarney não o receberia de volta!

PS3: A sobrevivência política de Pedro Fernandes e a eleição de seu filho, o promissor Pedro Lucas, independe de sua vinculação com esse ou aquele grupo político, comandado por este ou aquele cacique, seja ele detentor efetivo do poder formal ou não.

PS4: Acabei de lembrar do que minha mãe me dizia, quando eu era ainda bem pequeno: “Dizes com quem andas, que te direi quem és”.

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Carta para Theo

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Nem imagino quantos anos você terá no momento em que estiver lendo esta carta! Só espero que você já tenha maturidade suficiente para entender a mensagem contida nestas palavras, arrumadas por mim assim, desta maneira.

Em que pese você me chamar tão carinhosa e amorosamente de vovô, não temos nenhum vínculo sanguíneo, mas nossa relação extrapola corpo e sangue, e é exatamente por causa de uma história que envolve corpo e sangue que lhe escrevo esta carta.

No dia do seu batizado, você já tinha um ano e oito meses, eu senti algo muito profundo, uma emoção avassaladora, algo que me secou a garganta, disparou meu coração, encheu meus olhos d´água… Só minha sobrinha Pillar, uma pessoa hipersensível notou o que estava acontecendo comigo.

Padre Cláudio, grande amigo de minha mãe, oficiava a liturgia do batismo e você, como sempre, estava radiante! Eu costumava dizer que sua alegria e sua simpatia foram herdadas de um avô que em nada contribuiu em sua genética!

A cerimônia foi simples, como deveriam ser todas as cerimônias religiosas, de qualquer que fosse a fé. Cláudio, além de padre é psicólogo, e como tal sabe se comunicar e atingir seu objetivo, falando diretamente aos corações e às mentes das pessoas.

Tudo transcorreu na maior das perfeições, até que num dos rituais do batismo católico o sacerdote pede que os pais e os padrinhos respondam pela criança que está sendo batizada, no caso você, as perguntas que ele fará. Para as primeiras perguntas, as respostas devem ser “renuncio”. O padre faz perguntas claras e todas as respostas são plenamente satisfatórias, inclusive eu também respondi a elas, por você e por também mim! “Renuncio!”

Para a segunda bateria de perguntas, a respostas devem ser “creio”. Foi neste momento que a minha emoção que já estava aflorada, explodiu e transbordou.

A cada pergunta que Cláudio fazia para você, prontamente respondidas com “creio” por seus pais e padrinhos, o nó em minha garganta apertava ainda mais. Àquelas perguntas eu não pude responder…

Foram momentos de grande angústia para mim. Fiquei aflito… Mas ao olhar para o mural pintado na parede por detrás daquele altar, vi que havia a figura de Jesus sentado ao centro, ladeado por dois homens que logo identifiquei como sendo Marcus, que dá nome àquela igreja, e Pedro. Marcus, o mais jovem, à direita, trazia na mão um pergaminho e um leão às suas pernas. À esquerda, Pedro, aparecia carregando um cajado.

Repentinamente comecei a ouvir uma voz que pensei ser do próprio Jesus. A princípio imaginei que estava tendo um surto de esquizofrenia, mas esquizofrênicos não acham que o são! A voz era de minha razão! Vinha de minha consciência, me dizendo que o fato de eu não acreditar que Jesus tenha nascido de uma virgem, que depois de morto e sepultado ele ressuscitou e subiu ao céu, que pelo fato de não crer na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na ressurreição da carne ou na vida eterna, que nada disso impede que eu ame meu próximo como a mim mesmo, que eu seja piedoso, generoso, pacífico, que eu respeite as pessoas indistintamente… Que o fato de eu não acreditar nos dogmas dessa religião, me impede de seguir com alegria os ensinamentos de seu profeta!

Meu amado Theo! O fato é que em seu batizado, de certa forma, eu me rebatizei. Se não tive padrinho nem madrinha, não importa. Você foi o veículo para que eu, de uma vez por todas, entendesse e aceitasse a minha condição de seguidor incondicional dos ensinamentos de Jesus, mesmo que não me vincule a nenhuma igreja, de nenhuma denominação.

Ao final da cerimônia de seu batismo, fui até você que já estava dormindo no colo de seu pai, dei um beijo em sua cabecinha e lhe agradeci.

Depois fui até padre Cláudio, o abracei e chorei compulsivamente. Não consegui dizer-lhe uma só palavra, mas ele, sensível, entendeu e me confortou.

Ao sair da igreja de braço dado com minha mãe e mãe Teté, aquela voz voltou e me disse: “Aproveite todos os momentos que você puder do lado das pessoas que você ama, principalmente de suas mães”. Naquele momento eu não chorei, pois sabia que não tinha como lutar contra o tempo.

 

PS: Não importa que muitas outras pessoas tenham lido esta carta que lhe escrevi, antes de você! O que importa é que hoje você a está lendo, e espero que possa entender que mesmo não sendo seu avô de verdade, te amo como se fosse e que em seu batizado eu pude definitivamente aceitar minha condição de homem de pouca fé nas igrejas, mas com muita vontade de seguir os ensinamentos e os exemplos do homem Jesus.

 

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Lição de como não ser

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Vejam só como são as coisas! Enquanto alguns políticos perdem importante espaço midiático por não usarem as redes sociais, outros perdem espaço exatamente por usá-las de forma excessiva e equivocada, se transformando em verdadeiros aloprados.

Roberto Marinho, jornalista por formação, frequentemente publicava editoriais políticos e economicos em seu jornal, mas apenas em algumas ocasiões repercutia-os em seus veículos de radiodifusão, pois conhecia muito bem o efeito negativo do excesso de exposição midiática. Sabia que era melhor não usar essas ferramentas, que usá-las de forma que pudesse ser considerado ridículo.

O recente caso das obras da adutora Italuis que abastece com água os municípios da ilha de São Luís é um exemplo claro de incapacidade no uso de ferramentas de comunicação de massa.

O primeiro erro foi o fato de, pensando que a população é burra, tentarem convencê-la de que o trabalho a ser realizado seria uma obra totalmente nova e não apenas uma ampliação da já existente. “Burro é quem pensa que o povo é burro”, ou quem se esquece da máxima de Abraham Lincoln, que diz que ninguém consegue enganar todos, todo o tempo.

Outro erro grave foi a insinuação de que o atraso na entrega da tal obra, teria sido causado por sabotagem! Ah!…Tenha paciência! Pura arrogância e prepotência, de quem não consegue ver que a melhor maneira de agir é sendo humilde, simples, humano…

A forma mais correta e sensata de um governante, de um estadista agir, num caso como o da ruptura da adutora do Italuis, seria reconhecer que aconteceu um imprevisto, uma dificuldade técnica, e que a obra inicialmente prevista para durar 72 horas, por motivos alheios à vontade dos executores, seria concluida posteriormente! Bastaria isso!…

Um governante, um estadista, para ser bom, não precisa ser um engenheiro mecanico ou hidraulico, nem um mestre de obra ou serralheiro, nem precisa ir além, como quis fazer parecer um auxiliar do governador. Bastaria ser humilde, ter reconhecido o problema e simplesmente dizer que aconteceu um imprevisto na execução da obra, coisa a que todos estão passíveis! Pra que ser mais que simples!? Arrogância cega! Absoluta prepotência! Messianismo tolo!

Neste caso, teria ficado muito melhor para o governador, e a população teria ficado muito mais satisfeita, se ele fosse para as redes sociais, lá de dentro da obra mesmo, dizer que aconteceu um imprevisto, que pedia desculpas pelo transtorno e que o fornecimento de água seria restabelecido em breve! Façam uma enquete e vejam qual seria a reação das pessoas!

A simples demonstração de humanidade, de falibilidade, o fato de NÃO se estar a todo instante tentando fazer com que as pessoas tenham a sensação de que se seja o messias, o salvador, por si só é uma forma simples e eficiente de se demonstrar respeito e consideração para com as pessoas e a sociedade! Realmente só quem tem um ego extremamente avantajado não vê isso!

Meu pai, que tinha pouco estudo formal e que faleceu em 1993, dizia que “poder não é para quem o tem, mas para quem sabe a melhor maneira de usá-lo em benefício da sociedade, e consequentemente em seu próprio benefício”.

Esta frase contém uma reflexão que pelo visto não é levada em consideração pelos últimos governantes de nosso Estado, pois suas ações demonstram claramente isso.

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Propaganda e Pesquisa

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A análise e a previsão de cenários políticos podem não parecer importantes para algumas pessoas, mas possibilitam a antevisão e a preparação de ações para consubstanciar ou prevenir aquilo que possa vir a acontecer, podendo ser de crucial importância para o sucesso ou o fracasso de um projeto.

As pesquisas qualitativas e quantitativas são instrumentos de enorme importância para que se tenha uma visão clara e cientifica, não só do cenário, mas também das possíveis modificações que possam vir a acontecer.

Nem todo mundo está capacitado para entender e dominar esse poderoso instrumento de informação e conhecimento. Por outro lado há aqueles que as usam como mero instrumento midiático de propaganda.

Confesso que eu não sou a melhor pessoa para analisar uma pesquisa, pois não tenho o conhecimento técnico adequado para isso. Entretanto, por viver há tanto tempo no ambiente político, sou capaz de perceber pontos de convergência e de incongruência em uma pesquisa. Somando isso ao conhecimento prático dos cenários eleitorais e do ambiente político, sou capaz de olhar uma pesquisa e saber quando ela faz sentido e quando ela é uma mera peça de propaganda.

Mesmo sem acesso a pesquisas, faço análise de cenários já faz muito tempo, usando como principal ferramenta as informações que coleto, uma mercadoria que eu trato de checar, pesar e contrabalançar de forma a extrair delas a maior confiabilidade possível.

Na análise de cenários políticos, bem como de qualquer outro tipo, como econômico ou social de qualquer natureza e para qualquer fim, o analista precisa, o mais possível, abstrair as suas crenças pessoais, as suas vontades, os seus pontos de vista, coisa que é muito difícil de conseguir, por causa de nossa indissociável condição humana.

Dizem que os melhores analistas são os mais cartesianos e matemáticos, verdadeiras almas sherloquianas, capazes de dissecar os fatos e ver através das evidências de forma totalmente fria e desapaixonada. Concordo em parte com isso, mas um pouco de inteligência emocional, de conhecimento psicológico, entendimento sociológico, até de informações antropológicas e análise econômica, são de suma importância para que se chegue a um resultado o mais perto possível da verdade, e não apenas de um mero ponto de vista.

Sobre pontos de vista e verdade, é bom que se diga que o primeiro tem um valor imobiliário, pois depende do local onde seu agente se encontra. Já a verdade, essa pode ser ou não vista de qualquer lugar que esteja ele.

Alguém poderia dizer que o fato de eu ser ligado a um dos lados envolvidos na disputa política do Maranhão me desqualifica como um analista confiável, mas quem se der ao trabalho de ler as análises que eu fiz antes e as que eu tenho feito verá que não poupo ninguém, que não coloco panos quentes em quem quer que seja, que eu aponto, independentemente do agente, os erros de cada um e de todos.

Sobre as recentes pesquisas, o que posso dizer é que a realizada pela Exata, é apenas e tão somente uma peça de propaganda contratada pelo governo. Quanto a da Vox Populi, mais confiável, apresenta todas as deficiências características de um levantamento feito a pouco menos de um ano da eleição. Ela mostra apenas a tendência das intenções do eleitorado. Reflete o sentimento do eleitor maranhense, tendo por base o que está acontecendo neste momento, o que não pode também ser visto como uma verdade imutável, pois outras e decisivas ações irão definir o que acontecerá no dia da eleição.

No entanto, uma coisa é possível dizer-se com alguma certeza. Se o quadro permanecer assim e se todos os candidatos postos até aqui continuarem candidatos, a eleição só será decidida no segundo turno. Quanto à disputa do Senado, acredito que pela primeira vez na nossa história, os eleitos pertencerão a grupos políticos diferentes.

 

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O dilema de Braide

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Alguns filósofos da política dizem que a melhor definição que se pode dar para essa atividade é “a arte do possível”, enquanto outros acreditam que ela é “a reunião de esforços e ações no sentido de alcançar um determinado objetivo”. Uns imaginam que as finalidades de suas ações importam mais que os meios para alcançá-las, outros pensam diferente. O certo é que, como ocorre em relação a outras coisas, nada é unânime ou plenamente aceitável, no que diz respeito à política.

Poucos políticos conseguem se notabilizar quando jovens. A notoriedade vem normalmente com o passar dos anos e com a prática deste ofício que envolve um mínimo de inteligência, uma boa dose de sabedoria, bastante diplomacia e capacidade de aglutinação, isso para que se alcance algum sucesso.

Dito isso, gostaria de falar especificamente sobre um jovem político maranhense, um deputado estadual em seu segundo mandato, que se encontra em uma encruzilhada, confrontado a um dilema, que a meu ver definirá quem ele poderá vir a ser, mais do que qualquer outra coisa em sua carreira, até agora.

Filho de um político experimentado, que chegou a ser presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Eduardo Braide, de certa forma já assegurou seu lugar na história política de nosso estado, não apenas pelos mandatos obtidos, mas pela candidatura a prefeito de São Luís, que começou pequena e chegou ao segundo turno.

Em alguns aspectos é pouco parecido com seu pai, Carlos Braide, o que se por um lado parece ser bom, por outro nem tanto. Em Eduardo falta maior desenvoltura no relacionamento com os demais políticos. Ele se coloca a uma distancia regulamentar, o que o impede de aglutinar em torno de si um grupo, pressuposto indispensável para o sucesso de um projeto majoritário.

A eliminação peremptória de seu excesso de individualismo é a primeira providência que ele deve tomar para que tenha uma melhor aceitação não apenas dos políticos, mas também dos possíveis grupos de apoio.

Mas voltemos um passo atrás! Por que fazer um texto falando sobre Eduardo Braide!? É simples! Porque ele é uma das jovens lideranças que podem vir, em um futuro próximo, ter papel decisivo nos destinos do Maranhão, e como ele não existem muitos outros, mas posso aqui citar alguns sem aprofundar comentários sobre nenhum: Francisco Nagib, prefeito de Codó, Fábio Gentil, prefeito de Caxias, Adriano Sarney, deputado estadual, Weverton Rocha, deputado federal e até mesmo o já tarimbado, porém ainda jovem, senador Roberto Rocha.

Voltando a Braide, ele precisa decidir se em 2018 irá se candidatar mais uma vez a deputado estadual, se concorrerá a deputado federal ou se será candidato ao governo do estado, mandando um recado claro a quem interessar possa, de que seu objetivo é chegar ao Palácio dos Leões.

É bem verdade que em se candidatando ao governo, Eduardo correrá o risco de, perdendo o pleito, fato que é provável acontecer, ficar sem mandato por dois anos, até a eleição seguinte. Porém fazendo isso ele se colocará no panorama geral da política maranhense, passará a ser realmente conhecido em todo o estado, iniciando a construção de sólidas bases de uma estrada que poderá ser pavimentada mais adiante.

Eduardo pode ainda vir a ser a opção de todos que se opuserem à continuidade dos 36 anos de domínio de um mesmo grupo no comando do Palácio La Ravardiere. Candidatando-se ao governo em 2018 e vindo a perder, ele poderá pleitear e conseguir o compromisso formal de todos os atores da cena política maranhense, não alinhados ao atual governo, no sentido de apoiarem sua candidatura a prefeito de São Luís em 2020.

Para fazer isso ele precisará ter desprendimento, obstinação e fé, mas principalmente precisará confiar nas pessoas com quem tiver que compor esse plano político.

 

INFORMAÇÃO IMPORTANTE: Esse tipo de análise não deveria ser feita abertamente, em um artigo de jornal, mas como ninguém se dispõe em sentar em torno de uma mesa para falar sobre política, o jeito que tem, é esse!

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Orgulho dos outros

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Recentemente, em uma conversa com amigos, comentava a satisfação que tenho ao ver o sucesso de alguns empresários e suas empresas em nossa terra.

Quando digo isso, não me refiro apenas àquelas criadas por pessoas que tenham nascido no Maranhão, incluo também os que escolheram nosso estado para ser a sua terra, tendo aqui constituído suas famílias, plantado suas sementes e colhidos seus frutos.

Todas as vezes em que penso nesse assunto, o primeiro nome que me vem à cabeça é o de meu amigo Zé Gonçalves, o “Gonçalvinho” do Centro Elétrico, que além de comandar com suas irmãs o negócio de sua família, continua atendendo seus fregueses no balcão, criando uma relação mais que empresarial com seus clientes, criando um vínculo não apenas de fidelidade com eles, mas de real parceria e amizade.

Sensação semelhante se sente em relação aos Vieira Brasil, proprietários de A Potiguar, Terra Zoo e Quixaba, empresas que nasceram de uma lojinha lá no Caminho da Boiada, chamada Casa do Fazendeiro, e que é hoje um dos maiores e mais bem estruturados grupos empresariais do Maranhão.

É impossível não se pensar em Wilson Mateus, o maior empreendedor do setor de supermercado e o maior atacadista do Maranhão, um dos maiores do Brasil. Sua gigantesca empresa é proporcional a sua humildade e a simplicidade com que ele encara e leva sua vida. Num domingo desses, antes de pegar um cineminha, encontrei-me com Mateus no cafezinho de um shopping da cidade. Ele estava com seus filhos menores, a quem trouxera para brincar no playground. Ele que poderia ter os melhores brinquedos do mundo em sua casa, mas estava ali de bermuda, camiseta e sandálias, lanchando com seus garotos.

Existe uma empresa que apesar de grande ainda é pouco conhecida, mas é uma das que mais devemos nos orgulhar. Trata-se da F. C. Oliveira, uma das poucas indústrias locais que conseguem competir em pé de igualdade com as multinacionais de seu setor, o de higiene e limpeza.

Outra empresa que me causa orgulho e satisfação é a Fribal. Carlos Francisco, seu comandante, vive no Maranhão desde o começo dos anos 70, quando seu pai implantou um gigantesco frigorífico em Bacabal. O tempo passou e hoje, seu grupo além das lojas e do franchising, conta com frigoríficos responsáveis pelo abate de mais da metade do gado do Maranhão, sendo grande fornecedor para os mercados vizinhos.

Existe uma empresa que me orgulha muito, chama-se Internacional Marítima. O fato é que conversando com amigos de São Paulo descobri que é maranhense a empresa que faz o transporte de pessoas e veículos entre o litoral e as ilhas daquele estado. Qual não foi minha surpresa em saber que a tal empresa era a comandada por meu amigo Luiz Carlos Cantanhede Fernandes!

Os dois maiores hospitais de São Luís também chamam minha atenção. Tanto a UDI quanto o São Domingos impressionam pelo seu crescimento rápido e vertiginoso.

No setor educacional quatro instituições se sobressaem, o Crescimento, o Reino Infantil, a UNDB e o Ceuma.

Existem também dois empresários, um paraibano e um cearense que são mais maranhenses do que a grande maioria dos aqui nascidos. Falo de dois Joãos, o Claudino dos Armazéns Paraíba e o Rolim, dos Postos Magnólia.

Poderia citar aqui diversas empresas construtoras, tanto da indústria pesada como da imobiliária, mas existem algumas que não podem ser esquecidas, a Franere, a Edeconsil, a Ducol e a Aço Maranhão.

Neste setor há uma pessoa que se tornou o líder empresarial mais atuante de nosso estado. Trata-se de Fábio Nahuz, que com diplomacia e paciência tem conseguido bem representar não apenas a sua categoria, como todo o empresariado do Maranhão, bem como toda nossa sociedade.

Não por serem meus queridos amigos, mas por suas histórias de vida, cito Antonio Carlos Barbosa e sua irmã Elba, que com muito trabalho transformaram uma lojinha de cópias e carimbos na Gráfica Minerva, a maior de nosso estado.

Por fim, a Cemar, que é o tipo de empresa que não pode deixar de ser citada toda vez que se falar em desenvolvimento, pois ela está totalmente associada às realizações de nosso empresariado.

Parabéns e obrigado!

 

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Desmistificar é preciso – Parte 3.

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Como já disse na abertura de meus artigos anteriores, para que se possa bem analisar o quadro político maranhense, é indispensável que primeiramente joguemos por terra alguns mitos que nos induzem a graves erros de avaliação. Vejamos um terceiro mito que precisa ser derrubado.

Existe outra farsa que precisa ser exposta e desmascarada. Alguns jornalistas que alugam suas penas, suas vozes e as consciências que deveriam ter, vêm se dedicado a difundir a ideia de que o senador Roberto Rocha é um ingrato e um traidor, tendo virado as costas ao governador Flávio Dino.

Isso não é de forma alguma verdade! E para provar isso preciso apenas usar como exemplo a maior referência da política do Maranhão: Zé Sarney.

Todas as vezes em que Sarney se desentendeu com alguém, a culpa desse desentendimento recaiu sobre esse alguém e nunca sobre Sarney! Sabem por quê!? Porque Sarney detinha o poder político necessário para fazer com que todas as pessoas que importassem no contexto, acreditassem em sua versão, para que ela fosse tida como a versão real, verdadeira e quase sempre a única.

Da mesma forma que Sarney agiu assim diversas vezes em sua trajetória política, Flávio Dino agiu com Roberto Rocha. Para colocar o senador como vilão Flávio Dino usou a mesma estratégia do político que ele diz ser ultrapassado. Sarney agiu desta maneira em relação a Pedro Neiva de Santana e a João Castelo. Anos mais tarde, Roseana faria coisa parecida com Zé Reinaldo. Coisa essa que se provou ser totalmente equivocada, pois o declínio de seu grupo começou naquele evento.

Se há alguém ingrato na política do Maranhão é Flávio Dino! Vejam como ele trata Zé Reinaldo, o homem que realmente o inventou para política, carregando-o nas costas e elegendo-o deputado federal em 2006.

No caso de Roberto Rocha, foi Flávio Dino quem decidiu alijá-lo de seu grupo, pois sempre achou que ele era um corpo estranho, que tinha posições políticas e ideológicas diferentes das dele.

Flávio é o tipo de político que não admite a menor contestação. Cacoete de mal juiz! Autoritário extremado, só fica feliz quando as pessoas à sua volta concordam com ele, de livre e espontânea vontade ou através do medo ou da coação, não importa.

Na verdade Flávio usou Roberto para ter, ao mesmo tempo, em sua campanha eleitoral de 2014, o apoio do PSB, então partido de Rocha e também da cúpula do PSDB, de quem Rocha sempre foi muito próximo.

Ao pagar jornalistas, blogueiros e radialistas para tentarem desconstruir a figura de Roberto Rocha, fica clara mais uma faceta de Flávio Dino que precisa ser exposta para que seja desmistificada e jogada abaixo. A faceta da honradez de propósitos, a farsa da seriedade na prática da política, o mito do bom moço, do ex-juiz que abandonou a magistratura para salvar o Maranhão de seu destino nefasto. Isso não é verdade. O que ele e seus asseclas tem é um projeto de poder que durará no máximo oito anos.

Agindo como tem agido em relação ao senador Roberto Rocha, tendo alijado-o de seu grupo, impedindo que se manifestasse, tirando-lhe autoritariamente a possibilidade de defender seus pontos de vistas no âmbito interno de seu grupo, foi Flávio Dino quem traiu Roberto Rocha e não o contrário.

Neste caso, como nos anteriores desta série de desmistificações, fica mais que claro que há uma grande farsa em andamento no Maranhão, a farsa do mito de que Flávio Dino comanda um governo revolucionário, democrático e justo, o que não é verdade. Esse mito precisa ser exposto e derrubado.

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