Estão subvertendo a Lei!…

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Relutei dois anos antes de tomar a decisão de comentar publicamente sobre o fato da Lei de Incentivo à Cultura estar sendo utilizada de forma discriminatória e excludente pela atual administração, pois sabia que este governo, incapaz sequer de ouvir críticas, iria dizer que meus comentários têm viés político, além de desfiar um rosário de desculpas para seus desmandos.

Todos sabem que esta lei, assim como a sua irmã gêmea concernente ao esporte, é de minha autoria, durante o meu mandato de deputado estadual, portanto, tomar atitude em oposição a um instrumento legal concebido por mim e aprovado por unanimidade pelo plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão me deixa penalizado, mas não vejo outro caminho a não ser este.

Ocorre que o atual governo, no afã de aparelhar e instrumentalizar este mecanismo republicano e democrático, idealizado no sentido de viabilizar projetos de iniciativa da sociedade em geral, mais especificamente dos produtores que atuam na área cultural, desvirtua a intenção do Poder Legislativo que estabeleceu uma lei que destina a utilização de recursos oriundos do ICMS para a realização de projetos de iniciativas não governamentais.

Ocorre que o atual governo, como uma vez disse um alto funcionário da SECTUR, “sabe o que é melhor para os produtores culturais do Maranhão”, age como DONO da lei, coisa que é inadmissível tanto do ponto de vista moral quanto do legal. O gestor deve se subordinar ao cumprimento da lei, seja ela encarada pelo seu estrito senso, seja ela vista em seu lato senso.

Mas não é isso o que tem ocorrido! A referida lei passou anos sendo planejada e estudada. Muitas pessoas foram ouvidas quando da sua  elaboração nas diversas fases de ajustes, tanto na SECMA quanto na SEFAZ.

Apenas para ilustrar, as nossas duas leis de incentivo são consideradas as melhores leis estaduais desse gênero, pois são leis de fácil entendimento, têm uma redação simples e são extremamente desburocratizantes.

A atual administração, centralizadora e restritiva, resolveu arbitrariamente, que, mais que a executante da referida lei, ela passaria a estabelecer quais proponentes NÃO PODERIAM NEM TENTAR APRESENTAR suas propostas.

Vejam só que absurdo! Um instrumento legal, que foi idealizado para que não mais ocorresse o que era muito comum antes dele existir, quando os produtores culturais, para viabilizar seus projetos, tinham que sofrer a humilhação de implorar por um apoio do governo, nem sempre sensível, ou tivessem que passar o ”chapéu” para angariar fundos entre amigos e familiares ou mesmo no empresariado de nossa terra, teve sua eficácia desvirtuada, fazendo-nos retroceder!

A lei funcionou corretamente durante o governo anterior e até mesmo no primeiro ano da atual administração. A partir de 2016 o atual governo resolveu desfigurar a Lei de Incentivo à Cultura, (Não comento sobre a Lei de Incentivo ao Esporte porque não tenho informação sobre como ela é gerida) baixando portarias, instruções normativas, resoluções e até fixando orientações apócrifas no site da SECTUR, coisas que subvertem totalmente o texto legal.

Por exemplo, há uma portaria que estabelece que na ausência dos membros da Comissão de Análises de Projetos Culturais Incentivados, a CAPCI, o presidente da comissão chame funcionários da SECTUR para agir em seus lugares. Ora, se essa comissão, representativa da sociedade, passa a ser uma comissão representativa do governo, a lei perde todo o sentido!

Mas, alguém vai dizer assim: “Vejam, os representantes legais da sociedade civil não comparecem às reuniões!…” Dizem isso como se fosse verdade, mas não é! A SECTUR, através da CAPCI, sistematicamente, convoca as reuniões com antecedência de apenas algumas horas, impossibilitando os representantes da Academia Maranhense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico, do Conselho Estatual de Cultura e dos Artistas, todos com assento na CAPCI, de comparecer. Fazem isso para possibilitar a utilização daquela portaria, fazendo com que a SECTUR arbitrariamente, resolva o destino dos projetos, sem ouvir a sociedade civil.

Não satisfeito com isso, o governo baixou outros dispositivos tão ilegais quanto o citado, todos no sentido de impedir o acesso de quem ele deseje excluir dos efeitos da Lei de Incentivo à Cultura.

Passaram, por exemplo, a exigir, através de uma simples postagem no site da SECTUR/CAPCI, que os proponentes pedissem autorização para abertura de uma conta bancária, o que seria até admissível, se a própria SECTUR/CAPCI não se recusasse a autorizar a abertura das contas, fazendo isso apenas para quem ela permita que tenha acesso aos patrocínios. Agindo assim, a SECTUR/CAPCI impede que o proponente que tenha conseguido o patrocínio, possa fazer com que o patrocinador deposite o recurso para realização de seu projeto.

Para piorar a situação de alguns proponentes, a SECTUR/CAPCI dificulta o quanto pode a assinatura do termo de compromisso dos projetos que ela deseja descartar, isso quando simplesmente não faz o referido convênio, inviabilizando assim a regular prestação de contas do projeto.

Mas a pior de todas as ações de aparelhamento e boicote perpetradas pela SECTUR/CAPCI é o impedimento regular do processo de fruição do patrocínio para a SEFAZ. Fazendo isso, o patrocinador do projeto fica prejudicado pois não consegue se creditar do valor investido no aludido projeto. Prejudicando o patrocinador, a SECTUR/CAPCI destrói a essência da lei, que é estabelecer uma perfeita parceria entre o Estado, que dá o crédito ao patrocinador, que em tese escolheria livremente o projeto de seu interesse para patrocinar, e o produtor cultural, que idealizou o projeto e o submeteu à aprovação da SECTUR/CAPCI, que o aprovou.

Nem vou comentar aqui o fato de que todos os eventos da agenda cultural do governo são financiados pela Lei de Incentivo através de proponentes que eu me recuso a chamar de LARANJAS!…

O Carnaval, o São João, os eventos da Semana Santa, o Revèillon, sempre patrocinados por grandes empresas indicadas pelo governo, são eventos lastreados pela Lei de Incentivo, mas nem a logomarca da lei, que é obrigatório constar em tais projetos eles expõem.

É triste que tenhamos conseguido um instrumento de Estado, republicano e democrático, tão importante para a nossa cultura, e que ele tenha sido reduzido a um mero instrumento de Governo nas mãos de quem pensa que sabe o que é melhor e mais importante para a cultura maranhense do que quem a realiza diariamente!

 

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Nunca quis tanto estar errado!

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Este texto foi concebido para ser publicado expressamente no dia 7 de abril de 2018, data limite de filiações partidárias, para quem desejar concorrer a um mandato nas eleições de 7 de outubro deste ano. Faço isso para analisarmos o quadro político maranhense neste momento, e para com base no que estiver posto neste instante possamos antever alguns possíveis cenários do pleito que se avizinha.

Flávio Dino concorrerá a reeleição e é certa sua presença em um eventual segundo turno, podendo até, dependendo das candidaturas que se apresentem, vencer logo no primeiro.

Roseana Sarney, se for realmente candidata, é a mais bem avaliada pelas pesquisas feitas até aqui para estar na disputa do segundo turno contra o atual governador.

Eduardo Braide aparece em terceiro em algumas pesquisas feitas até agora e é o único candidato que os governistas temem enfrentar em um possível segundo turno. O motivo deste temor, inconfessável pelo grupo palaciano, se deve ao fato de Eduardo ser uma incógnita eleitoral, um deputado estadual que surpreendeu na eleição para prefeito da capital e uma esperança de uma mudança verdadeira na política maranhense.

Na quarta posição aparece o senador Roberto Rocha que não tendo aguentado o ambiente pesadíssimo do grupo do governo, decidiu trilhar um caminho próprio na política. Detentor de um dos maiores partidos do nosso estado, Rocha tem a facilidade do acesso direto à cúpula do PSDB e da forte candidatura de Alckmin a presidente da República.

Nas pesquisas às quais eu tive acesso, Roberto Rocha ora aparece em quarto lugar, ora quem aparece nesta posição é Maura Jorge, que foi a primeira pessoa a colocar seu nome à disposição do eleitorado maranhense para enfrentar Flávio Dino. Maura e Roberto se alternam na quarta e na quinta colocação nas pesquisas de intenção de voto.

Na sexta posição vem Ricardo Murad, que terá bastante importância no contexto desta eleição, por seu posicionamento crítico enfático contra a atual administração.

Ainda existem outros possíveis candidatos a governador, uns três ou quatro, provenientes de partidos de extrema esquerda.

Se este quadro de candidatos se confirmar como sendo verdadeiro, posso assegurar que haverá segundo turno.

A grande questão passará a ser quem irá disputar a segunda etapa da eleição contra Flávio Dino.

A lógica e o bom senso dizem que deve ser Roseana, mas volto a um questionamento importante. Ela realmente será candidata? E se não for, quem concorrerá pelo MDB!? Não sendo Roseana candidata e o eventual candidato que venha substituí-la não passar para o segundo turno, o grupo encabeçado por Sarney apoiará incondicionalmente e totalmente quem for o segundo mais votado no primeiro turno!?

Há também uma outra linha de indagação! No caso de Eduardo Braide ou Roberto Rocha sentirem que nenhum dos dois será o segundo colocado na primeira etapa da eleição, eles terão a humildade, a grandeza e a sabedoria necessárias, para antes da realização das convenções se juntarem, fazendo uma coligação que possibilite seus partidos unidos formarem um grupo forte, capaz de se estabelecer como uma terceira via de poder no Maranhão, indo quem sabe para um segundo turno com chances reais e plausíveis de vencer Flávio Dino!?

Ainda há tempo para que as coisas se encaminhem para um bom resultado que possibilite desalojarem-se os comunistas e os não tão comunas do poder em nosso Estado. Só espero que aquelas pessoas que possam fazer isso acontecer, ajam no sentido de realmente fazê-lo e pensem mais em nós do que em si mesmos!

Vamos aguardar! Eu particularmente torcerei para estar errado em minhas previsões, que indicam que talvez não sejamos capazes de realizarmos as ações necessárias para termos sucesso em nosso intento.

Nunca quis tanto estar errado!…

 

PS: Muita gente vai estar comentando hoje sobre a prisão de Lula, mesmo assim prefiro falar sobre o futuro do Maranhão.

 

 

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Mais do Mesmo!

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Meu querido Robert Lobato!… Eu estava decidido a não mais tratar desse assunto com você, até porque não vejo nenhum bom propósito nisso tudo, mas o amigo consegue agrupar tanta tolice num texto tão pequeno, que acredito que você precise realmente aprender como se pensa em política e como se escreve sobre isso!

Vou usar a mesma técnica de decupagem de seu texto para respondê-lo.

“O ex-deputado respondeu à primeira parte da trilogia “A quem Joaquim Haickel serve?” num longo e cansativo texto publicado no seu blog e também na campo de comentários do Blog do Robert Lobato (Rsrsrs). O texto bem que poderia acabar logo no título “Eu só sirvo à minha consciência, Bob Lobato!”, que é muito melhor do que o conjunto da obra.”

Sem comentários!

“Quincas afirma que sou um “tolo”, um “bobo” e comete várias indelicadezas contra a minha pessoa, chegando até sugerir que o senador Roberto Rocha me demita (Rsrsrs). Meu caro Joaquim Haickel, talvez eu seja “tolo”, “bobão” e não sabido (não confundir com sábio) como você. Porém, não costumo tergiversar nas minhas posições, convicções e posicionamentos politicos.”

O que dizer disso!? O melhor é ficar calado!

“Quando pergunto concretamente a quem você serve, meu querido Joaquim, é porque trata-se de um questionamento que muitos maranhenses, que te conhecem, gostariam de fazer mas não têm a chance ou coragem para tanto. De manhã o amigo vai lá na Mirante e jura amores a Fernando, à tarde destila veneno contra Roseana em grupos de WhatsApp, à noite bebe vinhos nobres com Weverton e no outro dia toma um café com Braide para, em seguida, almoçar sabe-se lá com quem. Márcio Jerry, talvez? Não me interessa!”

Bob, você consegue ser tão tolo que acaba não deixando margem para nenhuma argumentação relevante. A única coisa que posso dizer quanto a este parágrafo, cheio de falácias é que eu não consumo bebidas alcóolicas! Talvez seja este o problema de algumas pessoas! Excesso de ingestão de drogas, mesmo que algumas sejam lícitas.

“Veja bem, não que seja proibido construir relações políticas com várias pessoas de diferentes correntes de pensamento, não se trata disso. Mas é que no caso de Quincas parece que sempre haver um “interessezinho” matreiro por trás. Coisa de gente sabida, como disse acima.”

Quanto ao parágrafo acima, quando você usa a palavra “parece”, fica claro que seu texto é construído em cima de achismos inconsequentes e portanto não merece nenhuma resposta.

“Quanto avaliar que Roberto Rocha deve desistir da sua pré-candidatura a favor de Braide ou de quem quer que seja, qualquer pessoa minimamente razoável e que não esteja defendendo essa tese por mero interesse imediato sabe que não tem cabimento um senador da República no meio do mandato, tendo sido deputado estadual, três vezes deputado federal sendo que da última vez que se elegeu a esse cargo foi o recordista de voto com quase 150 mil votos, vice-prefeito de São Luis, presidente estadual de um dos maiores partidos do país, abrir mão do seu projeto para outra pessoa. Mas não sou e nem quero ser dono da consciência de ninguém.” 

Acima você, por falta do que dizer, diz o óbvio, coisas que são verdadeiras mas que nada trazem para esclarecer o motivo de sua indagação original, sobre a quem eu sirvo. Citar os feitos de Roberto Rocha não muda o fato de que a atual conjuntura política não o favorece e o não favorecimento dele vai acarretar grande prejuízo para todo o Maranhão, propiciando a continuidade do governo perseguidor de Flávio Dino.

“Roberto Rocha não tem grupo, precisa fazer grupo, sempre fez política só”, argumento Joaquim Haickel. Sim cara-pálida, mas quem possui grupo político no Maranhão além de Sarney e Flavio Dino, este último pelo fato de ser governador? Quem é o grupo de Zé Reinaldo depois que teve a coragem necessária para romper com o seu pupilo? Cadê os Encontros da Gratidão com a Famem e os prefeitos? Quem é o grupo Eduardo Braide? Não precisa responder, Joaquim.”

Caramba Bob!… Tolice tem limite, amigo!… É exatamente o contrário do seu raciocínio que eu invoco! Eu acredito que essa é a grande oportunidade de alguém que não esteja no poder, manejando as armas do governo, no caso o Roberto Rocha, criar um grupo capaz de superar aquele grupo que foi hegemônico em nosso estado por 50 anos e até o grupo que se agasalha no Palácio! É isto que eu sugiro! E você me vem com um argumento absurdo desses!? Uma comparação canalha!

“O fato é que Joaquim Haickel tem dificuldades de manter-se firme na sua posição política. Basta ver que passou quase dois anos sinalizando para o governador Flávio Dino como se quisesse dizer: “Olha, estou aqui Flávio, à disposição para ajudar no governo da mudança, do governo de todos nós”. Não deu certo!”

No parágrafo acima você comete um erro grave! Você mente! E faz isso de forma descarada! Eu jamais tentei me aproximar de Flávio Dino! Sou sábio e sabido, meu amigo! Melhor isso do que querer aparentar coisa que não sou! Sempre soube que Flávio Dino não é capaz de entender os mecanismos da política, portanto, com ele não tentaria fazer nenhuma aproximação.

Como em minha resposta anterior, aqui vão fatos históricos irrefutáveis e facilmente comprováveis. Quando Flávio assumiu o governo, me dispus a só comentar sobre ele seis meses depois. Escrevi um artigo sobre isso, basta procurar. Passados seis meses, achei que o governo ainda não havia feito nada que merecesse ser analisado e dei mais 180 dias de prazo. Sobre isso há outro artigo da época. Passado um ano fiz uma análise do governo e você também pode procurar que vai encontrar.

Nunca tentei uma aproximação com Flávio, pois sei que nossos estilos não combinam! Não sou do tipo que puxa saco e ele é do tipo que adora isso!

Para que não fique nenhuma dúvida, escrevi um texto, motivado pelo fato de dois secretários do atual governo terem me procurado para ajudar numa ação que no meu entendimento seria ótima, tanto para o Maranhão quanto para a Santa Casa de Misericórdia! Elogiei a iniciativa, mas no mesmo texto deixei claro que o elogio era àquela ação e não ao governo ou ao governador! A tal ação foi torpediada pelo próprio Flávio e eu prontamente escrevi um texto expondo sua tolice.

“Por último tentou emplacar o secretário de Felipe Camarção de vice de Flávio Dino mesmo deixando claro que o seu candidato a governador será Eduardo Braide. Até agora também não deu certo.” 

Bob, eu até que tento não te chamar de bobo, mas tu não ajudas, cara! Nesse parágrafo, você descontextualiza o assunto, como fazem aqueles que não têm argumentos! Eu realmente disse que o melhor nome para vice de Flávio era Felipe Camarão! E isso é a mais pura verdade! Qual é o problema!? Até brinquei dizendo que seria capaz de votar em Flávio se Felipe fosse o vice dele, pelo simples fato de que em 2022 Felipe seria o governador do Maranhão! Haveria um mal que acabaria em um bem! Mas isso não é coisa que qualquer um consiga entender!…

Você completa com outra pérola da bobagem: “E se Roseana Sarney voltar a ser governadora é possível que Joaquim Haickel corra para o Twiiter para derramar loas à “Branca” e quiçá começar dar sugestões para as áreas da cultura, educação, esporte e por aí vai… Esse é o Joaquim Haickel.”

Mas se eu digo que não acredito numa vitória de Roseana em um eventual segundo turno!… Você não tem jeito mesmo Bob!

Quanto a fazer análises e dar sugestões, ainda está para chegar o tempo em que eu não farei essas coisas!

“Até a próxima e última parte do “A quem “Joaquim Haickel serve?”. Nada pessoal, por favor, viu Quincas?”

Em seu último parágrafo você volta às amenidades e eu simplesmente retribuo, não sem antes sugerir que você nos poupe de seu próximo texto sobre esse assunto sem propósito!

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Eu só sirvo à minha consciência, Bob Lobato!

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Meu caro amigo Bob Lobato, só agora tive acesso a sua postagem, inapropriadamente intitulada “A quem Joaquim Haickel serve? (Parte I)”. Digo que o título de sua postagem é inapropriado porque ele tenta transparecer uma coisa que o texto não é! Faz com que o leitor desavisado tire conclusões precipitadas antes de lê-lo, coisa que poderá ocorrer também depois, uma vez que o amigo não chega nele a nenhuma conclusão, só faz uma série de afirmações que parecem ser verdadeiras, mas não são.

Permita-me que decupe sua postagem para tentar colocar a verdade em seu devido lugar. Farei isso parágrafo por parágrafo de seu texto. Depois, talvez você e seus leitores possam realmente saber a quem serve Joaquim Haickel.

Sua postagem tem uma “cabeça” que não vou comentar, uma vez que ela é repetida no corpo do texto. Em momento adequado farei alusão a ela.

Você começa querendo ser elegante: “Antes de mais nada, quero deixar bem claro o respeito que nutro pelo ex-deputado, escritor, cineasta e político Joaquim Haickel.” Retribuo a você a delicadeza e reafirmo meu respeito por sua pessoa.

Em seguida você diz: “Resolvi, assim mesmo, na primeira pessoa, fazer uma série de três postagens para instigar o debate sobre as teses políticas de Quincas, notadamente a sua repentina obsessão em tirar o senador Roberto Rocha da disputa eleitoral de 2018 para o governo do Maranhão em favor do deputado estadual Eduardo Braide (PMN).” Sobre este parágrafo, há uma coisa a ser dita: Eu não tenho obsessão, muito menos repentina, em tirar o Senador Roberto Rocha da disputa eleitoral de 2018, como levianamente você afirma. Minha única vontade neste caso é a de criarmos um ambiente propício a construção de um novo grupo politico no Maranhão que seja capaz de desbancar Flávio Dino em seu intuito de se reeleger, prorrogando seu governo de perseguição em nosso estado.

Há uma outra coisa que precisa ser dita: ao contrário do que pessoas de pouca capacidade de entendimento politico imaginam, eu gostaria de ver o senador Roberto Rocha numa verdadeira posição de liderança de um novo grupo político, uma vez que ele controla um grande partido com ligações sólidas com a cúpula nacional dessa agremiação, que terá um forte candidato a presidente da República. Penso que esta é a oportunidade para Roberto criar e consolidar um grupo político, coisa que ele nunca teve. Ele sempre fez política praticamente sozinho, e velhos mestres como Sarney, Luiz Rocha e Nagib Haickel, sempre souberam que a coisa mais importante na política é um grupo!

Mais adiante você tenta desenvolver um raciocínio que também está aquém de sua capacidade de entendimento, e o máximo que você consegue é ser grosseiro, fato que nem vou levar em consideração pois é uma grosseria sem nenhum propósito, coisa bem parecida com o que fazem os safados pagos para defender Flávio Dino, pústulas que não atacam as teses levantadas em oposição a ele, mas as pessoas que as formulam. Ação tola e completamente ineficiente. Mesmo assim, em respeito a você vou citar o que disse e em seguida comentar.

“Bom, assim como Roberto Rocha, Joaquim é de família tradicional da política maranhense. Seu pai, o saudoso Nagib Haickel, foi um político respeitado, presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, amigo e aliado do Sarney assim como o pai de Roberto, o também saudoso ex-governador Luiz Rocha. Ambos são órfãos dos seus respectivos genitores. E as semelhanças entre Roberto e Joaquim acabam por aí. Diferentemente de Joaquim Haickel, o senador Roberto Rocha é um sobrevivente da política! Sem o pai, conseguiu na unha construir o seu próprio destino político num estado que é não é para qualquer um sobreviver politicamente. Basta ver onde está Quincas Haickel e onde está Bob Rocha.”

Bob como o amigo é tolo! Com uma assessoria de imprensa como essa é melhor mesmo que o senador Roberto Rocha não seja realmente candidato a governador!

Sobre meu pai ser aliado de Sarney o amigo não conhece bem a história e por isso erra. Quando da primeira eleição de Nagib Haickel, em 1970, Sarney colocou um candidato sobre ele na região do Pindaré, Eurico Galvão. Nagibão se elegeu e o candidato apoiado por Sarney não. Meu pai ficou com Pedro Neiva quando Sarney rompeu com o então governador. O mesmo aconteceu com Nunes Freire. No governo de Castelo as coisas se inverteram, Meu pai ficou contra no começo, mas no final, com o rompimento de José com João, papai ficou com o governador. No governo de Luiz Rocha meu pai ficou de fora, mesmo que fosse amigo particular de “Loia”. O distanciamento deles se deveu ao fato de papai, no Colégio Eleitoral, votar em Maluf e não em Sarney, que era a régua e o compasso de Luiz, que diga-se de passagem foi sempre politicamente correto com seu criador.

Digo tudo isso só pra provar a você que não sabe o que diz, e se erras em fatos históricos, facilmente comprováveis, imagina o que ocorre com suas reflexões sobre política!

Quanto ao lugar em que se encontra, politicamente, meu caro amigo Roberto Rocha, só tenho a dizer que é um lugar verdadeiramente importante e privilegiado, além de merecido, pois vejo em Roberto as qualidades necessárias a um excelente parlamentar.

Quanto ao lugar onde eu me encontro, só posso lhe dizer que é exatamente o lugar que eu escolhi para estar. Posso lhe garantir que poderia estar em outro lugar se assim desejasse, mas eu sou um homem que pensa muito antes de resolver fazer apenas aquilo que acha ser o que há de melhor. Algumas poucas vezes não consegui, mas foram realmente poucas as vezes em que isto aconteceu. Só lhe lembrando, me elegi a primeira vez aos 22 anos em 1982, a mesma eleição em que Luiz Rocha se elegeu governador, escolhido que foi por Dona Marly. Deixei de ser deputado em 2011, quando não quis mais me candidatar em 2010. Nunca perdi uma eleição. Lembro-lhe também que ao contrário do amigo Roberto Rocha, meu pai nunca foi governador do Estado, e portanto eu nunca pude ter a mesma penetração política e eleitoral que ele, por isso a sua ignóbil tentativa de me diminuir em relação a ele, nada mais é do que mais uma tolice grosseira de sua parte.

Veja bem meu caro Bob Lobato, nem vou aqui usar aqui o golpe baixo amplamente utilizados pelos asseclas de Flávio Dino, que tentam desqualificar o mandato de senador de Roberto. Tenho orgulho de ter Roberto Rocha como representante do Estado do Maranhão em nossa Câmara Alta, mesmo tendo eu votado em Gastão Vieira.

Em seguida você narra um fato que realmente aconteceu, mas a mera citação dele, um tanto fora de contexto, não garante seu entendimento, pelo contrário, infecta de erro sua abordagem.

“No final do ano passado, Joaquim Hacikel me procurou para “dialogar sobre o projeto Roberto Rocha governador”. Animado, Quincas chegou a sugerir a criação de um “núcleo estratégico” para pensar a candidatura do Roberto ao governo do Maranhão citando nomes de algumas personalidades para compor esse tal núcleo. Claro que atendi a sugestão do amigo e tratei de submeter ao Roberto, que a princípio gostou da proposta, mas pediu para aguardar, pois, na avaliação do senador, ainda era cedo para definir esse tipo de coisa. Pois bem. De uma hora para outra, eis que surge um Joaquim Haickel apaixonado pela tese da candidatura de Eduardo Braide a governador do Maranhão. Não entendi mais nada!”

Você só não diz que do momento em que conversei com você até quando todos vimos que a candidatura de Roberto Rocha não conseguia deslanchar, passou-se tempo suficiente para reconhecermos que algo precisava ser feito, de tal forma a não se desperdiçar a excelente estrutura partidária de Roberto e do PSDB, tanto a nível local quanto a nível nacional e agregarmos candidatos que pudessem realmente vencer de Flávio Dino em um eventual segundo turno.

Neste momento faço um parêntese para defender a minha tese. Precisamos que Roseana seja candidata pois seus votos na casa dos 25 ou 30 por cento ajudam muito que haja um segundo turno. Pensei que Roberto pudesse superar Roseana, tendo mais votos que ela, mas vi que não pode! Tudo que Flávio sonha é com Roseana enfrentando-o no segundo turno, pois ele acredita que a vença. Eu também! Assim sendo, só vejo um nome novo, alguém que possa agregar todos os grupos contra os comunistas e os não tão comunas. O nome que temos é o de Eduardo Braide. Se fosse o de Zé das Couves seria o nome dele que defenderia. Simples assim! Só não entende quem não quiser ou quem não tiver o mínimo de capacidade de entendimento do “bêaba” da política.

Depois amigo Bob você me aparece com uma outra pérola da tolice e da obviedade: “Ora, Joaquim é, e sempre foi, do grupo Sarney, ainda que tenha e faça críticas públicas a principal herdeira do grupo, a ex-governadora Roseana, de quem foi secretário de Estado.” Poxa Bob, todo mundo está cansado de saber disso. As pessoas devem se lembrar dos textos que escrevo e publico no jornal da própria Roseana! Discordei dela quando ela quis privatizar uma concessão federal, quando acabou com o SIOGE, com o sistema de apoio à agropecuária, quando ela inventou aquele negócio de gerências… Mas, uma coisa seja dita em defesa dela: por pior que ela possa ser, é infinitamente melhor que Flávio Dino, que é perseguidor, hipócrita, arrogante, prepotente, sectário, maniqueísta, messiânico e como se não bastasse, nunca desceu do palanque ou deixou de fazer política universitária. É por isso que eu desejo que o senador Roberto Rocha lidere um grupo que possa desbancá-lo.

Como um bobão você pergunta: “A quem Joaquim Haickel serve?” Qualquer pessoa que me conheça ou que venha a ler esse texto vai saber, amigo! Só você, que mesmo sabendo, fica fazendo esse joguinho tolo!

Mais abaixo, em seu texto, você completa sua sentença de tolo: “PS: Quero deixar bem claro que não tenho absolutamente nada contra o amigo Eduardo Braide ser candidato a governador, pelo contrário, sou, inclusive, defensor que o deputado converse com o PT. O foco das minhas postagens é apenas polemizar, democraticamente, como meu colega de blogosfera Joaquim Haickel.”

Você receita ao Braide um remédio tóxico, do qual você sabe que vai matar o paciente, morte que acarretará a nossa também! Você indica ao Braide que procure o PT! Ora amigo, tenha a santa paciência! Deixe de loucura!

Espero que o amigo nem se dê ao trabalho de escrever ou publicar as partes 2 e 3 desta pergunta infame, pois todos sabemos que você está a serviço de Roberto Rocha, mas eu se fosse ele estaria insatisfeito com o seu serviço!

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