Uns poucos planos para 2013

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Esse texto não terá prólogo. Ou melhor, seu prólogo será pequenino. Não darei muitas voltas, como sempre faço, antes de chegar ao assunto que quero. É que o assunto de hoje é bem simples. Todo ano, nessa ocasião, tomamos decisões, fazemos planos para colocarmos em prática no ano que se inicia. O texto de hoje é única e tão somente a respeito de uma agenda, uma lista, uma planilha de coisas que preciso fazer a partir de depois de amanhã, quando já será 2013.

Não farei uma lista em ordem cronológica ou de prioridades. Relacionarei os afazeres que preciso realizar de forma a agrupá-los por gênero das atividades as quais me dedico.

Dois de meus grandes amigos, o saudoso Artur da Távola e meu eterno professor, Sebastião Moreira Duarte, em prefácios que fizeram em dois de meus livros acusam-me de ser facundo e múltiplo. Abstraindo qualquer caráter qualitativamente positivo que possa haver nesses adjetivos a mim direcionados, confesso que realmente são muitas as facetas de minha existência. Tantas que às vezes penso que
não darei conta de conviver com todas.

Enquanto pessoa, ser humano, homem, espero poder em 2013 desfrutar mais da companhia das pessoas que amo e que a mim dedicam esse sentimento, sem o qual nada eu seria.

Como indivíduo, espero arrumar tempo para voltar a praticar tênis e basquete, no intuito de perder pelo menos parte dos quilos que ganhei mais recentemente e deles não consigo me livrar. Comer menos? Nem pensar!

No que diz respeito à minha função de secretário estadual de esporte, espero que o ano de 2013 seja administrativamente mais parecido com 2011 que com 2012.

Nesse setor, temos que dar ainda mais atenção aos JEM’s e à nossa participação nos JEB’s; devemos finalmente concluir a reconstrução do Costa Rodrigues; dedicarmo-nos mais ao futebol, pois esse será um ano muito profícuo; precisamos fazer o Viva Nota sair do papel e equilibrar a gestão do Castelão; devemos divulgar e difundir a Lei de Incentivo ao Esporte, que já é um grande sucesso.

Na política, minha determinação permanece a mesma. Amá-la incondicionalmente, mas com o mesmo distanciamento que deve ter um alcoólatra da primeira dose. Eu não seria completamente feliz sem a política, mas não pretendo participar de disputas eleitorais.

Quanto ao setor empresarial, não permitirei que nenhum negócio, por mais lucrativo que possa ser, venha a abalar alguma amizade, por menor que ela fosse, pois para mim a verdadeira fortuna de um homem, seu maior tesouro, não são joias, dinheiro, imóveis, mas sim as amizades que ele possui e sabe preservar.

Aprendi com meu pai, que era reconhecido por todos como um homem extremamente generoso, que nos negócios, assim como na política e na vida, é sempre melhor um mau acordo que uma boa briga.

No setor das artes: para 2013, no que se refere à literatura, não pretendo lançar nenhum livro e devo diminuir minha participação aqui nesse espaço, de quatro para duas vezes por mês.

Na Academia Maranhense de Letras, pretendemos implantar com ajuda da iniciativa privada e uma forcinha do secretário de indústria e comércio, Mauricio Macedo e da superintendente do IPHAN, Kátia Bogéa, uma nova biblioteca que deverá abrigar acervos doados por alguns de nossos mais importantes membros.

No cinema alguns projetos estarão sendo concluídos ainda no primeiro trimestre, como é o caso da série para televisão feita para a AML sobre seus fundadores e alguns outros imortais. Há também o longa-metragem sobre a vida e a obra do padre Antonio Vieira cujo titulo é “A Pedra e a Palavra”.

São muitos os projetos nessa área. Um filme sobre o compositor e cantor, mestre Antonio Vieira; outro baseado no livro de Eliezer Moreira, sobre o desconhecido, mas mesmo assim importante escultor maranhense, Celso Antonio; três desenhos animados: um em conjunto com Lenita Estrela de Sá, sobre futebol e outros dois históricos, um sobre Ana Jansen e outro sobre a Balaiada. Todos três em
parceria com a Dupla Criação.

Se conseguir um tempinho, pretendo iniciar uma série de documentários sobre alguns dos mais importantes personagens de nossa história, começando por dois ex-prefeitos, Sousândrade e Haroldo Tavares. Há também planos de realizarmos uma outra série sobre nossos artistas plásticos, isso sem interrompermos nosso trabalho no Museu da Memória Audiovisual, que tenta digitalizar os acervos que nos chegam às mãos.

Vamos também buscar apoio na lei de incentivo à cultura que em muito boa hora foi regulamentada pela secretária Olga Simão.

Em 2013 a Fundação Nagib Haickel implantará um canal de Televisão Educativa, a TV Guarnicê, Canal 15, que deverá contar com a parceria das Secretarias de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado, bem como com a participação de algumas universidades estatais e particulares, além de entidades como ICE, FIEMA, ACM, FAMEM, no sentido de oferecer ao Maranhão e ao Brasil uma escola 24 horas por dia, em sua grade de programação.

Parece muito para se realizar em apenas 365 dias, e o é, mas para realizar tudo isso conto com a colaboração de pessoas maravilhosas por onde quer que eu vá.

É especialmente para essa gente, que trabalha direta ou indiretamente comigo em todos esses projetos, que dirijo minhas últimas palavras de 2012… Muito Obrigado!… E as primeiras de 2013… Vamos fazer muito mais e melhor…

Feliz Ano Novo para todos!

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Os maias não estavam errados

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Se você estiver lendo esta crônica na edição do domingo, dia 23 de dezembro de 2012, do Jornal O Estado do Maranhão, é porque os aloprados, aqueles que inventaram que os maias previram o fim do mundo para o último dia 21, estes sim estavam errados.

Os maias jamais previram o fim do mundo. Loucos foram os que acreditaram nessa mirabolante invenção.

Ufa! Pelo menos por enquanto escapamos de um fim trágico. Mas é bom sabermos que é bem plausível que uma catástrofe de proporções gigantescas aconteça um dia. Temos provas científicas de que fatos como esse já aconteceu anteriormente. Nosso planeta já sofreu transformações radicais em seu clima e em sua geologia que causaram a extinção de parte da vida como ela se apresentava.

Coitados dos maias! Eles nem imaginariam que passados vários séculos do apogeu de sua civilização, alguns pseudo-cientistas fossem apropriar-se de seu calendário para difundir essa ideia de fim do mundo.

São bastante conhecidas as crenças segundo as quais eventos cataclísmicos ou transformadores acontecerão em 21 de dezembro de 2012. Esta data é considerada como o último dia de um ciclo 5.125 anos do calendário maia. Diversos alinhamentos astronômicos e fórmulas matemáticas têm sido colocadas como coincidentes a essa data, apesar de nenhuma delas ter sido aceita por estudiosos importantes.

Na interpretação de alguns essa data marcaria o início da uma nova era, em que a Terra e seus habitantes sofreriam transformações físicas e espirituais. Outros sugerem que em dezembro de 2012 acontecerá uma catástrofe de proporções cósmicas que culminará com a destruição da terra.

Profissionais especializados na cultura maia dizem que essas previsões não são encontradas em nenhum dos clássicos dessa civilização e a ideia de que o calendário de contagem longa “termina” em 2012 deturpa a cultura e história maia.

Astrônomos e outros cientistas rejeitaram essas teorias como sendo pseudociência, afirmando que elas são conflitantes com simples observações astronômicas, e que existem preocupações mais importantes para a ciência, tais como o aquecimento global e a perda de diversidade biológica.

A NASA tem comparado os medos em relação ao ano de 2012 com o fenômeno “Bug do milênio” no final da década de 1990, sugerindo que uma adequada análise dos fatos pode impedir temores de um desastre.

Enquanto o mundo não acaba, é bom que tratemos de tentar arrumá-lo um pouquinho. Seria bom que direcionassemos nossas energias no sentido de melhorar a vida na terra, antes que ela realmente acabe.

Digo isso não apenas pelo fato de estarmos em época de festas natalinas, onde todos os corações repentinamente parecem amolecer e nos tornamos mais gentis, generosos e tolerantes. Falo isso porque acredito que o mundo poderia realmente acabar a qualquer momento e ainda teriamos muita coisa por fazer.

Pode parecer piegas e o é. Confesso que não há nada melhor que parecer ridiculo por se dizer algo como por exemplo “eu te amo”. Não há nada melhor que ser olhado com ressalvas por protestarmos contra a destruição da natureza. Não há nada mais arriscado que querermos nos alistar como voluntários socorristas em um terremoto do outro lado do mundo.

Nunca é tarde para começarmos a tomar certas posições que jamais haviamos pensado em tomar antes, por simples comodismo, para que não se precisasse sair de nossa zona de conforto.

Nesse natal gostaria de escrever uma carta para Papai Noel pedindo-lhe que me fizesse não perder a esperança, paraque eu não deixe de acreditar que é possivel melhorar, que é possivel se avançar nas conquistas no campo da solidariedade universal.

Olho em volta e vejo que por mais que tentemos fazer coisas que precisam ser feitas para melhorar a nossa vida e a vida das pessoas, ainda assim fica faltando muito a ser feito.

O simples fato de se ler um jornal ou uma revista, de se assistir a um telejornal, nos coloca dentro dos maiores problemas da humanidade: fome, doenças, guerras, catástrofes naturais… Precisamos fazer alguma coisa, mesmo que seja uma pequenina ação, para tentar minorar toda essa situação.

O que vou dizer agora pode parecer clichê, e o é, mas é um clichê necessário e eficiente: Se cada um de nós fizer uma pequenina ação no sentido de melhorar a vida nesse nosso maravilhoso planeta, seja em que setor for, tenho certeza que conseguiremos não apenas melhorar as nossas vidas e a de outras pessoas, mas também adiaremos um pouco mais o fim do nosso mundo.

  Feliz Natal a todos!

 

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Salaam!

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A recente crise entre Israel e a Palestina não é o motivo que me fez inicialmente escrever este texto. Ele já estava esboçado há algum tempo, mas confesso que o adaptei especialmente para esse momento em que o estado de guerra entre esses dois povos se acirra e demonstra para aqueles que não estão diretamente envolvidos o quão grave é aquela situação e o quanto para nós, é distante aquela realidade.

Gostaria de saber muito mais do que o pouco que sei sobre a religião muçulmana e sobre a história do Islã. Em que pese eu ler tudo o que posso sobre esse assunto, ver todos os filmes referentes ao povo árabe e aos não árabes que defendem a fé de Maomé, mesmo assim as informações que tenho são poucas para fazer um melhor juízo sobre essa religião e as pessoas que a professam. Se isso acontece comigo, alguém que se interessa, que quer saber sobre esse assunto, imagine o que ocorre com as pessoas que não se interessam e engolem sem contestação tudo o que ouvem ou lêem sobre isto!? Pior ainda, os que nem ouvem nem lêem nada e ficam apenas nas manchetes ou chamadas dos jornais!?

A mais jovem das três grandes religiões ocidentais, sendo a primeira o Judaísmo e a segunda o Cristianismo, o Islamismo ao mesmo tempo em que me fascina e me deixa curioso, me amedronta, pois é mais fácil não gostar-se daquilo que não se conhece, ou daquilo que se conhece de forma errada, desfocada, distorcida, preconceituosa.

Eu não quero ter medo do Islamismo, da mesma maneira que não tenho medo do Judaísmo. Eu quero conhecê-lo melhor, analisá-lo com a menor incidência possível de distorções antropológicas, sociológicas, culturais ou morais. Eu quero compreender seus ensinamentos e quero poder tirar minhas conclusões sem que eu seja contaminado pelos humores provenientes da ignorância e do medo.

Antes de falar do Islã, gostaria de lembrar que todos nós conhecemos o Judaísmo mesmo sem estudá-lo, pois a religião cristã, predominante em nosso país e nas Américas, saiu de dentro dele. Lembremo-nos que o Cristo Jesus era judeu. Penso inclusive que ele nunca pensou em deixar de sê-lo, que ele queria continuar judeu. Acredito que, mesmo não parecendo, Jesus defendia a fé de seus ancestrais. Ele só queria ter o direito de interpretá-la a sua maneira, queria renová-la, e foi o que fez.

Na verdade ele não renovou o judaísmo, nem mesmo foi ele que criou o cristianismo. Quem fez isso, foram seus seguidores. Eles romperam o vínculo com o Judaísmo criando uma outra religião, baseada integralmente na religião de Moisés. Os cristãos herdaram dos judeus até a lenda do messias, a mesma que quem se dispuser a procurar vai encontrar também no Islamismo.

A criação do Cristianismo como religião deve-se principalmente a três homens bem diferentes: Pedro, um pescador da Galileia, Saulo de Tarso, uma espécie de policial, que viria adotar o nome de Paulo e Constantino, imperador de Roma.

A criação do Islamismo deve-se exclusivamente a Maomé.

O Judaísmo tem menos, mas o Cristianismo, como sabemos, tem muitas subdivisões, muitas igrejas, muitas denominações. Mesmo que discordantes na forma, sobre alguns dogmas, quanto aos métodos e as práticas, de um modo geral os cristãos são ligadas às mesmas tradições.

Vejamos o caso do Reino Unido onde católicos e protestantes anglicanos têm se matado durante séculos. Em Israel, de forma muito menos violenta judeus moderados e ortodoxos se opõem fortemente quanto à forma de gerirem seu país.

Os muçulmanos não divergem dos demais quanto a isso. A cisão entre eles acontece logo depois da morte do profeta, conseqüência direta das disputas em torno de sua sucessão.

Eles se matam há mais de 1.300 anos. Tanto sunitas quanto xiitas, onde e quando podem, se opõem das mais variadas formas. Manifestam seu desacordo recorrendo a ações que vão da simples e salutar oposição pacífica até ao abominável genocídio.

Esqueçamos um pouco as comparações, esqueçamos os judeus e os cristãos e nos fixemos nos muçulmanos.

Você já parou para ver como o povo que professa essa fé é igual aos outros. Como eles sofrem das mesmas dores, como eles têm as mesmas necessidades, sendo que na maioria das vezes eles estão em situação muito pior que os cristãos e principalmente que os judeus!?

Pare e pense apenas nisso. Tente se colocar no lugar deles. Veja as coisas como eles vêem, sinta as angústias e os anseios como eles sentem.

Esse é apenas o primeiro degrau desse aprendizado que procurarei construir com você, sempre que puder, de agora em diante.

Nas quatro mil palavras que o editor desta página me franquia a cada domingo, é impossível resumir esse assunto, por isso sempre que puder vou voltar a ele no intuito de lembrar que os muçulmanos são iguais a nós, só falam outras línguas, moram em outros lugares, se vestem de formas diferentes da nossa, mas amam o mesmo Deus de nossas mães, só que de forma diferente, com tradições diferentes usando dogmas diferentes, coisas que não os fazem melhor ou pior do que nós.

Na verdade gostaria que todos pudessem saber mais sobre esse assunto. Que todos tivessem conhecimento, sem nenhum tipo de proselitismo, contrário ou favorável. Assim, quem sabe, o mundo pudesse ser um pouco melhor.

A guerra incessante que hora se intensifica, há muito tempo não é mais meramente religiosa. Os imbecis que a fazem escondem-se debaixo dos quipás dos rabinos judeus e por trás das Jalabas dos xeiques muçulmanos para pegarem em armas e matarem crianças inocentes. As crianças que conseguirem escapar, serão criadas num ambiente de intenso ódio, e por isso apenas com ódio, infelizmente, saberão retribuir.

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Com quantos Joaquins se faz uma história?

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Com a aproximação de meu aniversário no próximo dia 13, e com uma quantidade elevada de desmotivação para textos polêmicos, para fazer este, resolvi simplesmente relacionar alguns de meus homônimos, que sustentam a tradição do nome que carrego já faz cinquenta e três anos.

Todos eles são Joaquins importantes em algum aspecto, compõem a estirpe daqueles que assinam o mesmo nome do pai de Maria, mãe de Jesus.

Então vejamos:

Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792) o Tiradentes, soldado e arrancador de dentes mineiro. Foi o único integrante da Inconfidência Mineira, importante movimento pela independência do Brasil, a ser enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792.

Joaquim Silvério dos Reis (1756-1819) foi o delator dos inconfidentes mineiros. Coronel, contratador de entradas, fazendeiro e proprietário de minas.

Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca (1779-1825) o Frei Caneca, religioso e político pernambucano, que ficou célebre na História do Brasil por ter sido um dos líderes da Confederação do Equador.

Joaquim Gonçalves Ledo (1781-1847), jornalista e político fluminense. Foi um dos vanguardistas no processo de independência do Brasil.

Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), romancista, poeta e dramaturgo fluminense. Autor de uma vasta obra, que é uma crônica fiel da pequena burguesia brasileira na segunda metade do século XIX.

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), escritor fluminense, considerado o maior nome da literatura brasileira, não só do século XIX, mas de todos os tempos.

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (1849-1910), político e escritor pernambucano, um dos principais líderes abolicionistas e um dos criadores da moderna prosa brasileira.

Agora me dedicarei a relacionar alguns Joaquins mais próximos, como por exemplo, os patronos e fundadores de cadeiras em nossa Academia Maranhense de Letras:

Joaquim Gomes de Souza (1829-1864), o Sousinha. Foi político e matemático. Um dos pioneiros no estudo da matemática no Brasil. Nas palavras do professor J. Leite Lopes, trata-se do nosso primeiro vulto matemático, e talvez o maior deles até hoje.

Joaquim de Sousa Andrade (1832-1902), mais conhecido por Sousândrade, foi escritor e poeta.

Formou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris, onde fez também o curso de Engenharia de Minas.

Viajou por vários países até fixar-se nos Estados Unidos em 1871, onde publicou a obra poética “O Guesa”, em que utiliza recursos expressivos, como a criação de neologismos e de metáforas vertiginosas, textos que só foram valorizados muito depois de sua morte.

No período de 1871 a 1879 foi secretário e colaborador do periódico “O Novo Mundo”, dirigido por José Carlos Rodrigues, em Nova York.

De volta ao Brasil foi presidente da Intendência Municipal de São Luís do Maranhão. Realizou a reforma do ensino, fundou escolas mistas. Morreu em São Luís, abandonado, na miséria e considerado louco. Sua obra ficou esquecida durante décadas.

Joaquim Serra (1838-1888), jornalista, professor, político e teatrólogo.

Em 1867 fundou o Semanário Maranhense e no ano seguinte mudou-se para a Corte, onde prosseguiu em suas atividades jornalísticas, enviando colaborações aos periódicos ali existentes. Chegou a dirigir o Diário Oficial e foi deputado pela Província do Maranhão.

Abolicionista, é tido por Joaquim Nabuco como o criador da moderna imprensa política brasileira.

É o patrono da cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras.

Joaquim Vespasiano Ramos (1884-1916) nasceu de uma família humilde em Caxias, no Maranhão. Desde cedo começou a trabalhar no comércio local e buscando sempre o saber, tornou-se um viajante compulsivo, fato que o levaria a quase toda a região norte do Brasil.

Publicou sua obra poética em diversos jornais e revistas e é considerado o precusor da literatura em Rondônia.

É o patrono da cadeira n° 32 da Academia Maranhese e da cadeira n°40 da Academia Paraense de Letras.

Joaquim Vieira da Luz (1893-1985), escritor maranhense, fundador da Cadeira nº 40 da AML, é o biógrafo de Fran Pacheco e Dunshee de Abranches.

Joaquim Campêlo Marques (1931), importante jornalista, filólogo e editor maranhense.

Ocupa a cadeira de n° 24 na Academia Maranhense de Letras.

Joaquim Salles de Oliveira Itapary Filho (1936), escritor e político maranhense, ex-secretário de Cultura do Maranhão que entre 1985 a 1989 exerceu as funções de secretário-geral do Ministério da Cultura.

Ocupa a cadeira de n° 4 na Academia Maranhense de Letras.

Temos ainda outros Joaquins importantes:

Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988), cineasta fluminense; um dos principais representantes do cinema novo, autor dos filmes mais populares desse movimento.

Joaquim Cruz, (1963), campeão e recordista olímpico nos 800 metros. Foi o primeiro brasileiro a ganhar medalha de ouro em prova de pista em Olimpíadas.

Por último, o Joaquim do momento:

Joaquim Benedito Barbosa Gomes (1954), advogado, professor, jurista e magistrado brasileiro.

É o atual presidente do Supremo Tribunal Federal.

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Viciado

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Às vezes me dou “A Missão” de tentar diminuir um pouco o “Ritmo Louco” de minha vida para analisar o que acontece comigo. Escarafuncho sentimentos quase “Intocáveis” que me ligam às pessoas e vou buscar “Em algum Lugar do Passado” as causas e “As Palavras” que deram origem ao fato de estar onde estou.

“Depois de Horas”, já tendo feito o levantamento de quase tudo, tanto para comigo quanto para com “Os Outros”, vejo que não preciso mais me vestir de “Gladiador” nem me sentir numa arena. Na verdade, já me acostumei a ter que andar sempre sobre “O Fio da Navalha”.

Que os dois parágrafos de introdução acima, sirvam para demonstrar a você que me lê agora, que um dos meus maiores vícios, talvez o maior de todos, é o cinema.

É bom que eu diga que também sou viciado em literatura. Menos pelo ato de ler, devido à dificuldade da dislexia. Sou viciado em escrever, ato que me apraz sobremaneira.

Também sou viciado em comida.

Esse vício quase sempre vem acompanhado de uma compulsão muitas vezes incontrolável. Em mim esse vício se consubstancia com pequenas guloseimas como os quibes e esfirras de mamãe, os cartuchos e rosinhas de Dolores, os beijinhos de coco e docinhos de banana de Carmita. Passa pelos cardápios das tradicionais bases de São Luis, como Edilson, Diquinha, Rabelo e Lenoca.

Meu vício é sempre convidado para as casas dos grandes anfitriões de nossa cidade e viaja para desfrutar dos melhores restaurantes do Brasil e do mundo.

Primeiro os salgados: Pão com manteiga, foie gras, cuxá, mandubé, escargot, funghi, cachorro-quente do boliviano (em frente ao Palácio), cozidão maranhense, feijoada, cassoulet, salada de camarão seco…

Depois vêm os doces: goiabada com queijo do reino, sorvetes de bacuri e cajá, tarte tatin do Chez Romy, merengue com morango, pudim de leite do Cabana…

De beber, gosto mesmo é de refrigerante. Entre eles o preferido é a nossa Cola Guaraná Jesus.

Sou também viciado em informação. Em conhecimento. Em História. Não sei como nomear esse vício, mas ele é marcante em minha vida.

Sou um curioso contumaz e tenho muitas vezes que me controlar para não perguntar sobre algum assunto, pois desejo saber tudo, talvez porque saiba que quem possui informação e conhecimento detém poder e uma melhor capacidade de solucionar as questões que se apresentem.

Devo dizer que sou também viciado em memória. Em lembrar. Acredito que essa capacidade defina bem o momento em que se une ou quem sabe se separa o humano, o intelectual, do animal, do meramente instintivo.

Não sou viciado em tabaco ou em álcool e nunca sequer experimentei cocaína, heroína, LSD, haxixe, êxtase ou crack. Prefiro controlar rigidamente minhas necessidades de alucinações. Para isso uso o cinema, a literatura, a comida, o conhecimento, a história… A política…

Política! Sou viciado em política. Não estou falando de eleição. Isso eu abomino. Refiro-me à política filosófica, a parte diplomática dela, aquela que requer conhecimento, civilidade, urbanidade, sagacidade, sabedoria, cultura. A parte que exige dos contendores tenacidade e tolerância.

Sou viciado nisso.

Gosto de conhecer, de discutir propostas, de chegar a um denominador comum. Tal qual um agricultor, gosto de ver o plantado, no âmbito das ideias, florescer e dar frutos.

Enquanto relia esse texto, pela quadragésima segunda vez, característica básica do meu modo de realização criativa, descobri que na verdade sou viciado é em emoção. Sendo que a forma mais fácil, eficiente e prazerosa de chegar a ela, é através dessas coisas citadas acima.

Emociono-me ao assistir filmes e em realizá-los. Emociono-me em escrever. Emociono-me quando como e bebo, quando aprendo ou descubro algo novo e quando relembro de algo importante. Emociono-me ao ver a correta política ser bem executada.

Emociono-me ao sentir que o amor que sinto por minha mulher é grande e igualmente correspondido.

Em verdade vos digo, sou viciado é na emoção que as coisas que eu amo me oferecem.

 

PS: Hoje estou especialmente emocionado, pois é o dia do aniversário de Laila, o melhor pedaço de minha alma.

 

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