Recorde de idiotice

O episódio envolvendo o Ministério Público Federal em Minas Gerais e a Rede Globo, em razão da pronúncia da palavra “recorde”, revela algo completamente absurdo e inaceitável. Algo que ultrapassa a gramática e vomita no campo jurídico. Quando um órgão cuja missão constitucional é defender a ordem jurídica e o regime democrático se mobiliza por causa da entonação adotada por jornalistas, a pergunta inevitável deixa de ter foco linguístico e passa a ter foco institucional.

A Constituição não atribuiu ao Ministério Público a função de guardião da dicção nacional. Sua atuação exige fundamento legal concreto, lesão identificável a direito difuso ou coletivo, ameaça real à ordem jurídica. Variação de pronúncia não configura um ato ilícito, não viola direito fundamental, não gera dano social mensurável. A língua é viva, dinâmica, sujeita a variações regionais e históricas. Transformar esse campo cultural em objeto de coerção institucional é deslocar a função pública para um terreno que não lhe pertence, nem pode jamais lhe pertencer em um regime democrático.

Não se trata de desprezar a norma culta, mas de exigir proporcionalidade. O princípio da razoabilidade impõe que a máquina estatal seja acionada para proteger bens jurídicos relevantes. Quando se mobiliza para corrigir entonações, cria-se um descompasso entre a gravidade da estrutura institucional e a leveza do fato que a provoca.

O que realmente inquieta é o contraste. Em um país marcado por escândalos sucessivos, por membros dos poderes da República frequentemente envolvidos em denúncias graves e por decisões que muitas vezes desafiam o senso comum de justiça, um país onde a violência cresce em níveis vertiginosos, ver energia institucional dedicada à sílaba tônica de um substantivo produz uma sensação de inversão de prioridades. Talvez a mesma diligência pudesse ser aplicada aos que banalizam a ética pública ou distorcem a própria linguagem da responsabilidade institucional.

Não me interessa dar palco a quem tenha protagonizado essa iniciativa. Interessa-me registrar o símbolo. Quando problemas estruturais exigem enfrentamento e a atuação pública se concentra na superfície, a autoridade institucional sofre desgaste.

No fim, a questão não é se se deve dizer “récorde” ou “recórde”, mas até onde o Estado pode e deve ir. A Justiça existe para proteger direitos, não para uniformizar pronúncias. Quando se ocupa do que não constitui violação jurídica relevante, corre-se o risco de banalizar sua própria função.

Confesso que episódios assim alimentam um certo cansaço cívico. Não é defesa do caos, é desabafo. Quando o essencial parece secundário e o secundário ganha protagonismo, a tentação do niilismo deixa de ser abstração filosófica e se aproxima da experiência cotidiana. Se estamos discutindo sílabas enquanto questões muito mais graves permanecem intocadas, talvez o verdadeiro recorde registrado aqui seja o de desalento.

Uma coisa como essa é tão absurda  e desproporcional que poderia ser tomada, por espíritos mais alarmistas, como um experimento sofisticado de gramscismo fonético.

A redefinição da inteligência na era da Inteligência Artificial

Com a expansão exponencial da tecnologia, culminando na consolidação da Inteligência Artificial como ferramenta cotidiana, a própria definição de inteligência sofreu uma transformação.

Durante muito tempo, ser inteligente significava acumular informação, demonstrar memória e domínio técnico sobre determinados assuntos. Hoje, esse parâmetro se revela insuficiente. A informação tornou-se abundante, acessível e automatizável. O que antes distinguia alguém era a posse do conhecimento, agora o que distingue é a capacidade de organizá-lo, interpretá-lo e aplicá-lo com discernimento.

A inteligência deixou de ser mera retenção de dados e passou a ser julgamento. Não basta saber, é preciso compreender. Não basta acessar respostas, é preciso formular perguntas adequadas. Em um mundo em que as máquinas produzem conteúdos em segundos, o diferencial humano reside na capacidade de estabelecer critérios, de distinguir o essencial do acessório, de atribuir sentido ao que é produzido.

Ser considerado funcionalmente inteligente hoje exige um conjunto mais complexo de qualidades, acesso a fontes confiáveis, cultura ampla, pensamento crítico, sensibilidade e empatia. São atributos que não se automatizam. A tecnologia calcula, mas não assume responsabilidade. Processa, mas não decide moralmente. Amplia capacidades, mas não substitui consciência.

A inteligência contemporânea não reside apenas em saber respostas, mas em saber perguntar. Não está apenas em conhecer conteúdos, mas em compreender como orientar as ferramentas disponíveis para que produzam resultados consistentes. Formular um bom comando tornou-se, em certa medida, uma nova forma de raciocínio. A clareza da pergunta passou a determinar a qualidade da resposta.

Mas há algo ainda mais profundo. A expansão tecnológica pode ampliar nossas possibilidades, mas não elimina nossas limitações humanas. Continuamos sujeitos à emoção, à dúvida, ao erro, à necessidade de pertencimento e de sentido. E é precisamente aí que reside nossa singularidade.

Ser inteligente agora é sustentar, em uma mão, a potência que a tecnologia oferece e, na outra, a responsabilidade que a condição humana impõe. É reconhecer que o progresso não nos exime da prudência. É compreender que nenhuma máquina pode substituir a consciência que responde por nossas escolhas.

No fim das contas, inteligência não é poder computacional, é equilíbrio. É saber usar as ferramentas sem se tornar ferramenta delas. É fazer da tecnologia um instrumento do pensamento, e não o seu substituto.

O verdadeiro Valor Sentimental

Em minha opinião, depois de assistir aos filmes que concorrem ao Oscar de Melhor Filme em 2026 (Bugonia, F1, Frankenstein, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, Marty Supreme, O Agente Secreto, Pecadores, Sonhos de Trem, Uma Batalha Após a Outra e Valor Sentimental), nenhum deles supera Valor Sentimental.

Tenho plena consciência de que toda premiação baseada em voto ou julgamento carrega inevitavelmente o peso da discricionariedade. Nenhuma escolha dessa natureza é neutra; toda decisão estética é também uma decisão valorativa. O resultado de uma competição artística sempre agradará a alguns e desagradará a outros, porque o que está em jogo não é apenas técnica, mas sensibilidade. Ainda assim, mesmo reconhecendo esse caráter inevitavelmente subjetivo, sustento que, segundo os critérios que estabeleci para avaliar os filmes, Valor Sentimental é superior aos demais.

Meus critérios são quatro: a relevância e a universalidade do tema abordado; a clareza narrativa e a inteligibilidade da história; a capacidade de comover e gerar identificação; a excelência formal do roteiro, da direção, das performances do elenco e os aspectos técnicos que constituem o filme enquanto obra audiovisual.

Todos os indicados apresentam qualidades nesses quatro eixos. A diferença entre eles está na intensidade e na harmonia com que esses elementos se articulam. Em alguns, a forma é exuberante, mas o tema é limitado; em outros, o tema é ambicioso, mas a narrativa se perde; em outros ainda, a técnica impressiona, mas não cria vínculo.

O que distingue Valor Sentimental é algo mais difícil de quantificar: sua capacidade de incluir o espectador na experiência estética. Em diversos momentos, senti-me não apenas conduzido pela história, mas convidado a habitá-la. O percurso narrativo parecia dialogar com meus próprios caminhos interiores, como se o roteiro antecipasse possibilidades que eu mesmo imaginaria. Não se tratava de previsibilidade, mas de cumplicidade. O filme não me surpreendia para me afastar; ele me envolvia para me integrar.

A grande arte, a meu ver, não é apenas aquela que impressiona ou exibe virtuosismo técnico. É aquela que amplia o espaço do espectador dentro dela. Um filme, um livro, uma música ou um quadro se tornam maiores na medida em que nos permitem reconhecer-nos neles, mais do que isso, sentir-nos parte deles. A obra que apenas se impõe é admirável, mas aquela que nos inclui é inesquecível.

Valor Sentimental alcança essa inclusão. Seu tema é universal sem ser genérico; sua narrativa é clara sem ser simplista; sua forma é elegante sem ser exibicionista. Mas, sobretudo, sua força reside na capacidade de tocar algo estrutural da condição humana: a memória afetiva, a perda, o pertencimento, aquilo que nos constitui antes mesmo de sabermos nomear.

Foi o filme que mais me comoveu e mais me fez pensar. Fez-me rir e chorar, mas, acima de tudo, fez-me desejar ter participado de sua criação, como se aquela história fosse também, de algum modo, minha, uma parte de minha memória.

Talvez esse seja o critério definitivo: o melhor filme não é apenas o mais bem realizado, mas aquele que, ao terminar, permanece em nós como se sempre tivesse estado ali.

Visões de um mesmo fato

Na última sexta-feira, em um jantar na casa de um casal de amigos, como é inevitável, surgiu o assunto cinema. Todos queriam saber o que eu acreditava que poderia acontecer em relação à premiação do Oscar deste ano. Ocorre que só mencionei aqui esse tema para não parecer antipático, pois o que realmente me interessava naquela noite era outro assunto que havia surgido.

Uma das pessoas presentes começou a discorrer sobre a atitude do ministro Flávio Dino em relação aos famosos “penduricalhos remuneratórios”, que transformam os vencimentos de altos funcionários públicos, dos três Poderes da República, em supersalários.

A pessoa que puxou o assunto, uma advogada de destaque em nossa sociedade, comentava que aquela era uma atitude extraordinária, própria de um ministro diferente daqueles que envergonham o nosso Judiciário. Um ministro que, diferentemente de Mendes, Toffoli e Moraes, reacenderia a esperança de que a Suprema Corte pudesse voltar a ser moralizada e respeitada, não apenas pelos operadores do direito, mas também pela população do país.

Depois disso, um ex-parlamentar, conhecido por seu espírito sagaz e bem-humorado, interveio: “Doutora, não se esqueça de que a pessoa a quem a senhora se refere é a mesma que deu sumiço às imagens das centenas de câmeras de segurança da Praça dos Três Poderes e dos prédios ali localizados, no fatídico dia 8 de janeiro de 2023…”

Todos então se voltaram para mim, querendo saber o que eu pensava sobre aquela situação.

Respondi o que sempre digo a respeito do ministro Flávio Dino: que, em minha opinião, ele é o mais competente e o mais bem preparado ministro da Suprema Corte. Que peca, no entanto, ao se posicionar politicamente enquanto magistrado. Que, entre seus defeitos, não está a venalidade financeira, mas pesa contra ele o fato de agir politicamente em um ambiente onde a política é inaceitável. Ressaltei, contudo, que, tanto nesse caso quanto no das emendas parlamentares, ele se posicionou em total conformidade com a correção, a lei e a justiça.

Após isso, um senhor que conheci naquela noite, apresentou uma leitura um pouco diferente. Segundo ele, os fatos teriam ocorrido de forma mais complexa do que aparentavam. Disse que, depois de o Congresso Nacional aprovar, em tempo recorde e de maneira inesperada, um aumento vertiginoso nos salários de seus funcionários, o presidente da República ficou em uma situação extremamente desconfortável.

Se vetasse a medida, ficaria mal com o Poder Legislativo, de quem depende politicamente; se não vetasse, ficaria mal com a opinião pública, de quem depende eleitoralmente, ainda mais em um ano de eleições.

Segundo esse senhor, o presidente teria chamado o ministro Dino e pedido sua ajuda para livrá-lo daquela delicada situação. Dino, como fiel correligionário, teria se prontificado a fazer o que fosse necessário para tirar aquele “pepino” das mãos do presidente. E foi o que fez.

Parei por um instante e refleti que tudo o que havia sido dito ali, abstraindo-se o percentual inevitável de opinião pessoal presente nas falas, era extremamente plausível e que, mesmo não sendo um retrato fiel da realidade, dificilmente estaria muito distante da verdade.

Em uma verdadeira democracia, as leis são respeitadas, o poder é responsabilizado e os poderosos prestam contas

Há uma confusão recorrente e bastante conveniente, que estabelece que em países onde a democracia é mais formal do que substantiva, a ideia de que a responsabilização de governantes, altos funcionários ou mesmo juízes seria sinal de instabilidade. Não é. Em democracias maduras, a responsabilização de cada indivíduo é justamente a prova cabal de que as instituições funcionam plenamente.

Nesses países, o poder não é um privilégio pessoal nem um salvo-conduto. Ele é uma delegação provisória, sustentada por confiança pública e limitada pela lei. Quando essa confiança se rompe, não apenas governos caem, assim como ministros são afastados, altos servidores são demitidos e juízes são punidos. Tudo sem ruptura institucional, sem discursos redentores, sem excepcionalismos.

Foi assim nos Estados Unidos, no caso Watergate. Richard Nixon renunciou antes de ser formalmente destituído, mas não foi o único a cair. Altos funcionários do governo foram processados, condenados e presos. E, anos depois, juízes federais também seriam afastados por corrupção ou abuso de poder, por meio de impeachment conduzido pelo próprio Congresso. Nas verdadeiras democracias, nem a toga serve de escudo a corrupção e o abuso de poder.

Na Itália da Operação Mãos Limpas, não foram apenas políticos que caíram. Empresários poderosos foram presos, altos burocratas afastados e magistrados investigados e punidos quando ultrapassaram os limites da lei. O sistema mostrou algo essencial: o combate à corrupção não escolhe lado nem corporação.

Na Islândia, após os Panama Papers, o primeiro-ministro renunciou em poucos dias. Mas o processo não parou aí. Autoridades financeiras e reguladores foram investigados, e reformas institucionais profundas foram feitas. O problema não foi tratado como “crise política”, mas como falha institucional a ser corrigida.

Na Coreia do Sul, a presidente foi destituída e presa, mas também juízes, promotores e altos executivos foram responsabilizados. Em casos posteriores, magistrados da mais alta corte foram afastados e condenados por corrupção. A mensagem foi clara: ninguém está acima da lei, nem mesmo quem a interpreta.

Na Alemanha, o padrão é ainda mais severo. Ministros deixaram seus cargos por plágio acadêmico. Juízes foram afastados por conflitos de interesse, favorecimento indevido ou quebra de decoro. Muitas vezes, nem se espera o desfecho penal. A responsabilidade ética antecede a criminal.

Esses exemplos revelam algo fundamental: em democracias funcionais, o sistema reage em cadeia. O erro não é isolado, não é protegido por hierarquia, não é relativizado pelo cargo. Quando o poder falha, ele é responsabilizado, seja no Executivo, na burocracia de Estado, no legislativo ou em qualquer nível do Judiciário.

Por isso, quando escândalos de corrupção bilionários não afastam ministros, não derrubam altos dirigentes e não alcançam magistrados, o problema não está na gravidade do caso, mas na fragilidade das instituições. Está na confusão deliberada entre governar e sobreviver, entre julgar e proteger-se.

A verdadeira instabilidade não é a queda de governos, nem o afastamento de juízes ou servidores poderosos. A verdadeira instabilidade é a normalização da impunidade. Democracias não se enfraquecem quando responsabilizam seus agentes; enfraquecem quando a sociedade aprende a conviver com o abuso como método.

Onde as instituições funcionam, o poder é responsabilizado. Os poderosos prestam contas. Onde isso não acontece, é porque algo muito mais grave já aconteceu, é porque ali não existe verdadeiramente um Estado democrático.

Pequeno ensaio sobre mim mesmo

Estive pensando sobre mim, sobre quem sou enquanto escritor e cineasta, e resolvi listar algumas coisas que acredito me definirem, para que, ao final, eu possa saber se realmente sei quem sou.

Minha relação com a ética, o poder, a justiça, as aparências e a verdade é platônica, no sentido idealista mais rigoroso, não ornamental. Penso, digo e escrevo aquilo em que acredito, porque imagino já ter deixado para trás a crítica à moral rasa, à hipocrisia social e à mediocridade confortável.

Tenho grande interesse pelas coisas absurdas, pela dignidade simples do cotidiano e pelo sentido que nasce apesar do mundo. Uso, sempre que posso, um tanto de ironia ética e lanço meu olhar crítico sobre o poder pequeno e o autoengano humano. Isso está no meu DNA intelectual.

Valorizo a metafísica da linguagem, da memória e da travessia moral, embora não o faça tanto quanto gostaria. Valorizo a grandeza silenciosa do homem comum enfrentando o tempo, seus limites e seu destino. Valorizo o insólito, o inesperado.

Às vezes, tento dialogar criticamente com a psicanálise, pois preciso conhecer, por dentro, as reações e as sensações humanas. Minha ideia de dignidade, resistência e sentido não é abstrata, é existencial, histórica e humana. Essas ideias regem minhas ações mais básicas.

Minha atenção às casas, às ruas, às praças, às ruínas e à memória dos lugares está presente em mim de forma definitiva. Meu imenso apego aos objetos, não por seu preço, muitas vezes nem mesmo por seu valor, mas pela energia que deles emana, também faz parte de mim.

Minha relação com o cinema não é de consumo, mas de dependência do pensamento narrativo, moral e simbólico da linguagem. Tenho minha noção de virtude como prática cotidiana, não como discurso, e sei o quanto isso é difícil de manter. Minha dislexia me define e me protege.

Cultivo um olhar crítico sobre o poder, a responsabilidade e a banalidade do mal que dele pode decorrer. Para mim, o poder não é uma abstração: é algo prático, concreto, cotidiano e silencioso, que altera e define todas as relações que toca. Acredito na honradez e na nobreza e até no heroísmo, mas jamais no herói.

Sinto uma imensa solidão moral diante do mundo. Recuso-me, sempre que posso, a participar do teatro social, pois minha lucidez me impede. Tenho verdadeira obsessão por memória, tempo e detalhes vividos, e isso me faz perguntar se sou um memorialista ou apenas um nostálgico.

Tenho profunda consciência das minhas responsabilidades e penso que a liberdade pode vir a ser um fardo. Acredito na educação como base de todo poder, uma das poucas coisas capazes de destruir a hipocrisia e até mesmo a violência.

O fato de enumerar essas coisas que penso e sinto, minhas ações e atitudes, não é um exercício de autoelogio, é a exposição nua e crua daquilo que busco enquanto escritor e cineasta, alguém que pretende usar esses instrumentos para se comunicar com as pessoas e com o mundo. Se consigo, é outra coisa.

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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