“Amanhã vai ser outro dia!…”

Acordei, como sempre faço, por volta das cinco horas da manhã e fui direto para o escritório, aproveitar a mente limpa e leve, para escrever alguma coisa da qual eu me orgulhasse, mas me deparei com postagens absurdas nas redes sociais, feitas por pessoas completamente sem a menor noção caráter, decência, honestidade ou minimamente respeito a lógica e ao bom senso e resolvi comentar aqui algumas dessas postagens e reproduzirei meus comentários sobre elas.

Matéria 1: O ministro Fernando Hadade, diz em entrevista, que uma reunião que ele teria esta semana, com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos foi desmarcada por interferência de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

Meu comentário: “Lula e os jornalistas que ele paga para serem seus assessores de imprensa precisam decidir sobre qual narrativa é menos pior para eles. Se eles assumem que o energúmeno do Eduardo Bolsonaro tem mais prestígio junto ao governo americano, que o governo brasileiro, ou se eles deixam prevalecer a visão do empresariado brasileiro, segundo o qual o governo faz tudo que pode para ficar mal com os americanos ao se aproximar cada dia mais da China, da Rússia, do Irã e de outros inimigos dos Estados Unidos.

Se optarem pela primeira saída eles assumem seu total desprestígio e jamais escolherão a segunda narrativa, mas ela é a razão verdadeira”.

Matéria 2: Uma deputada tresloucada, a Fernanda Melchionna apresentou um PL que estabelece que a Lei Magnitsky não pode ser respeitada por instituições financeiras no Brasil

Meu comentário: “Ninguém explicou a essa anta que a Lei Magnitsky não tem vigência em nenhum país que não seja os Estados Unidos, que essa é uma lei americana e que nenhuma instituição não americana precisa respeitar essa lei?”

Matéria 3: O ministro Alexandre de Moraes, penso que achando que alguém é idiota, diz que não há nenhum indício de irregularidade nos processos que ele preside ou relata.

Meu comentário: “Sem qualquer indício de irregularidades!? Isso é loucura ou cretinice!? O que mais há são indícios de irregularidades cometidas por este senhor. Irregularidades que atacam o devido processo legal, que abolem o estado democrático de direito e que desrespeitam a Constituição”.

Matéria 4: O pulha do deputado Lindenberg Farias, que só é deputado graças a uma liminar espúria, diz que esperava uma atitude radical do presidente da Câmara dos Deputados, contra os parlamentares que fizeram obstrução aos trabalhos daquela casa legislativa

Meu comentário: “Esse verme tá querendo enganar as pessoas que não conhecem os procedimentos legais de uma casa legislativa. Existem normas e ritos que devem ser respeitados, existe um regimento interno que regula o que pode e deve ser feito, e ele sabe disso! Só é um canalha falastrão”.

Matéria 5: Na mesma matéria, a excrescência com mandato de deputado federal diz que vai apresentar representação na Procuradoria Geral da República contra os deputados que obstruíram os trabalhos da CD.

Meu comentário: “A PGR, se agir dentro da lei, deverá dizer que os fatos que ocorreram no recinto do Congresso Nacional, em relação aos congressistas, é primeiramente de competência irrestrita e exclusiva das Casas Legislativas do Congresso Nacional, uma vez que não ocorreu nenhum crime”.

Matéria 6: O ministro ALEMOR,  irmão espiritual do bruxo vilão Valdemort, diz que a maior ameaça a nossa democracia é o novo populismo extremista, se esquecendo do velho populismo extremista e do autoritarismo judicial.

Meu comentário: “O que ameaça nossa democracia é o ativismo judicial, partidarizando decisões da justiça, o abuso de poder de uma instancia irrecorrível, as ameaças feitas aos senadores sobre processos que correm contra eles, o desrespeito ao devido processo legal e a Constituição Federal.

Eu que havia acordado querendo fazer algo bom, bonito e nobre, fui puxado para o esgoto onde habitam as piores pessoas, as piores ideias e as piores ações de nosso país”.

Lembrei daquela música, “Apesar de você”, que diz assim, “Amanhã vai ser outro dia!…” Achei incrível o fato de que uma música feita para combater o autoritarismo, o estado de exceção, a ditadura, décadas atras, possa ser tão bem usada para o atual momento pelo qual passamos.

Depois tive um pensamento de consolo. Quem sabe amanhã, quando eu acordar descubra que tudo isso não passava de um sonho ruim, um pesadelo, e talvez eu e todos nós possamos ser mais felizes.

Enquanto todo mundo comenta sobre a segunda barbaridade que Alexandre de Moraes cometeu no dia de ontem, eu quero comentar sobre a primeira delas.

No Brasil de hoje em dia, um senador da República pode ser proibido de sair de casa à noite, de falar na internet, de viajar, de dar entrevistas e até de se aproximar de outros cidadãos. Pode ser obrigado a andar com uma pulseira eletrônica no tornozelo, como se fosse um fugitivo perigoso. E tudo isso por ordem de um único homem: o ministro-inquisidor Alexandre de Moraes, do STF – Supremo Tribunal Federal e do TMOI – Tribunal do Maldito Ofício da Inconstitucionalidade..

Não há julgamento. Não há sentença. Não há direito à defesa. Há apenas o arbítrio, e isso, o arbítrio, se tornou rotina em nosso país.

O Brasil já não é uma democracia funcional. É uma democracia tutelada por um STF / TMOI que faz leis, julga, investiga, pune e censura. Tudo ao mesmo tempo e com a mesma arrogância.

Moraes não apenas investiga. Ele já sabe quem é culpado. Já decide o castigo. Já aplica a pena. Não há instância superior. O que o ministro quer, o ministro faz. E todos se calam, seja por medo, por covardia, ou por conveniência.

Os fatos relatados aconteceram com o senador Marcos do Val que ao retornar ao Brasil, no dia de ontem, foi recepcionado pela polícia federal para impor ao parlamentar as seguintes medidas cautelares determinadas por Moraes: Uso de tornozeleira eletrônica, com recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h durante a semana, e recolhimento integral nos fins de semana, feriados e dias de folga; Cancelamento do passaporte diplomático, com expedição de ofício ao Itamaraty, além da exigência de entrega imediata de todos os passaportes em sua posse; Proibição de uso de redes sociais, direta ou indiretamente (incluindo por terceiros); Proibição de contato com testemunhas ou investigados, para evitar interferência no curso das investigações; Suspensão do uso de armamentos, mesmo possuindo porte autorizado anteriormente; Bloqueio dos bens e ativos financeiros, incluindo contas bancárias, cartões de débito e crédito, chaves Pix, investimentos, veículos, embarcações e aeronaves; Bloqueio do salário e verbas de gabinete pertencentes ao seu mandato.

Observem bem as duas últimas medidas cautelares citadas acima, impostas a um senador da República Federativa do Brasil. Como é que este homem vai poder sobreviver, como ele vai manter e prover sua família?

Claramente Alexandre de Moraes quis fazer com Marcos do Val o que a Lei Magnitsky, imposta pelos Estados Unidos, fez contra ele próprio. É claramente uma forma de vingança. Já que ele não pode se vingar do inatingível e inalcançável Trump ele atinge que está ao alcance de sua varinha maligna de condão.

O STF virou o superpoder da República. Moraes, seu braço armado. E a Constituição? Um pedaço de papel velho, que só vale quando convém aos poderosos. Quem tem o monopólio da virtude, da verdade e da toga, não precisa de leis. Precisa apenas da certeza de que tudo pode fazer.

Quem controla a narrativa, controla o regime. Quem controla a caneta, controla a liberdade. E quem ousa discordar, descobre rapidamente que, no Brasil de hoje, a justiça tem lado, tem alvo e tem método.

E pode tudo. Porque ninguém ousa dizer que não pode.

Apenas para comentar rapidamente três assuntos

1. O uso da Lei Magnitsky em nada afeta a soberania nacional.
Algumas pessoas inescrupulosas estão tentando impor a narrativa de que a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes configura um ataque do EUA à soberania do Brasil. Trata-se de um argumento falacioso e covarde.

Usar a bandeira nacional e o povo brasileiro como escudo para defender um agente público que reiteradamente fere a Constituição, inviabiliza o devido processo legal e compromete gravemente o estado democrático de direito, é uma distorção inaceitável dos fatos.

Repudio qualquer retaliação econômica contra os produtos de nosso país, fato que certamente atingirá o povo brasileiro, mas não coloco no mesmo plano sanções pontuais contra quem compromete a legalidade e a democracia, inclusive fora de nosso território, intrometendo-se de forma ilegal em procedimentos judiciais de outro país.

Devo reconhecer que me importa muito pouco a legalidade da aplicação da Lei Magnitsky contra um indivíduo de conduta desrespeitosa, errática, ilegal e injusta. O que muito me importa e contra o qual eu me levanto e me oponho, é o fato de o sujeito sancionado por essa lei cometer crimes graves contra as leis brasileiras e não haver nada que se possa fazer, dentro das legislações vigentes, para pará-lo e impedi-lo.

Me importo muito pouco com o fato de ser ilegalidade ou injustiça aquilo que o EUA faça com Alexandre de Moraes, o que muito me importa são as ilegalidades e injustiças que Alexandre de Moraes cometa com o Brasil e os brasileiros.

2. O processo contra Bolsonaro não sofrerá nenhum retrocesso.
Não acredito de forma alguma que Bolsonaro escape de uma severa condenação. Não discuto sua inocência ou sua culpa, mas sim a total contaminação política dos processos sobre a tal tentativa de golpe de estado. Principalmente quando se qualifica de tentativa violenta de golpe de estado, a ação de baderneiros e vândalos durante manifestação popular.

O devido processo legal foi atropelado, o princípio do juiz natural ignorado, e o STF atua como vítima, investigador, acusador e julgador. Esse cenário não é apenas juridicamente preocupante, é completamente irregular e ilegal. No mínimo, o que deveria acontecer era que os julgamentos dos vândalos de 8 de janeiro de 2023 fossem todos anulados.

3. Tarifaço de Trump contra os produtos brasileiros e o erro estratégico.
Trump, ao sobretaxar os produtos brasileiros, imaginou prejudicar Lula. Errou. O tarifaço fortaleceu o discurso populista do “nós contra eles”, alimentando a retórica da esquerda. Lula não quer evitar essa crise, ele a deseja, ele ganha com ela. Ganha palanque, narrativa e vitimização. Já a Lei Magnitsky, essa sim, incomoda, não ao Planalto, mas ao STF, pois outros ministros pensam que podem vir a ser os próximos alvos, e alguns deles têm muito a perder se sofrerem as sansões da dura lei.

Resumo
Não podemos admitir que a soberania nacional e o brio do povo brasileiro sejam usados absurdamente como escudo para proteger alguém que é claramente culpado daquilo que é acusado e que a ele é imposta a Lei Magnitsky.

Não há saída, Bolsonaro será condenado. Restará a ele decidir se deseja entrar para história como apenas um ex-presidente condenado por tentativa de golpe de estado ou ele se tornará um mártir, que da prisão apoiará um candidato da direita que possa colocar o Brasil em um bom caminho.

Se Trump pretendia admoestar Lula, por tomar posições contrarias aos interesses americanos, ao tentar desdolarizar a economia e por se alinhar e se aliar a governantes e governos antidemocráticos,   não deveria ter tomado medidas que afetassem os produtos e o povo brasileiro. O tarifaço, ao contrário de enfraquecer Lula e seu governo, fez foi fortalecê-los. O tarifaço é ruim para os produtores e para o povo brasileiro, mas é bom para Lula e sua turma. É assim que acontece todos os dias!

Rápido balanço sobre a situação do Brasil

Entre 1994 e 2018 o Brasil experimentou governos de esquerda. Foram duas eleições de FHC, duas de Lula e duas de Dilma. Bolsonaro criou um hiato de 2018 até 2022, mas ele não venceu a eleição porque o povo brasileiro o quisesse para presidente. Naquela eleição o povo disse foi um retumbante não a esquerda, principalmente ao PT e sua gang.

Da mesma forma que Bolsonaro foi a opção que tiveram aqueles que não aguentavam mais a esquerda, Lula, o PT e sua corja, estes mesmos foram a opção daqueles que não queriam ter mais às loucuras e idiotices de Bolsonaro. A bem da verdade, a única coisa realmente boa na gestão de Bolsonaro foi a economia, isso por um simples motivo: Lá ele não meteu o bedelho.

O STF armou um esquema muito bem engendrado, com respaldo da imprensa canalha, para “descondensar” Lula, para que ele fizesse frente a Bolsonaro. Assim não haveria dúvida de quem ganharia a eleição.

Bolsonaro, seus filhos e seus cupinchas perderam a eleição, colocaram a culpa nas urnas eletrônicas e alegaram fraude. Não houve fraude. O que houve mesmo, foi partidarismo e perseguição por parte do TSE, mas fraude convencional não houve.

Idiotas em torno de Bolsonaro o insuflaram para que ele tomasse posição radical e quebrasse o regime democrático. Graças ao Deus dos imbecis, talvez  por medo ou por covardia, ele não se movimentou efetivamente neste sentido.

Uma multidão formada por pessoas pacatas e por vândalos tresloucados, sentindo-se enganados com o resultado da eleição, depredou os prédios da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Das mais de 200 câmeras de segurança existentes na Praça e nos prédios que ficam nela, apenas algumas poucas gravações foram fornecidas pelos responsáveis pela segurança daquela área, caracterizando claramente que houve manipulação de imagens e de provas sobre aqueles acontecimentos.

Alexandre de Moraes que já vinha, através do processo do fim do mundo,  corroendo e destruindo o devido processo legal, o estado democrático de direito e vilipendiando, corrompendo e estuprando a Constituição Federal, passou a ter ainda mais poder, uma vez que seus pares no STF garantiram e ainda garantem a ele, que todos os absurdos que ele cometeu e venha a cometer, sejam acatados e encobertos pela corte.

Além das condenações de pessoas que participaram das manifestações e do vandalismo de 8 de janeiro de 2023, a penas absurdas e desproporcionais, além de seus processos não obedecerem a regra do juiz natural, além de todas as mazelas acontecidas nesses processos, Alexandre de Moraes, também comanda o processo contra o comando do dito golpe de estado que teria sido tentado em 8.1.23, cujo principal réu é exatamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A eleição de Trump para presidente dos Estados Unidos, fez com que parte da direita mais radical e aloprada, resolvesse concentrar forças na tentativa de enfraquecer o governo Lula e desacreditar o STF, que por aqui já não tinha lá muito crédito, pelo menos com as pessoas que minimamente são capazes de ver a realidade dos fatos.

O deputado Eduardo Bolsonaro vai para os Estados Unidos tentar comandar de lá uma resistência contra o aparelhamento da justiça e tentar salvar seu pai da condenação certa.

Trump resolve sobretaxar em 50% os produtos brasileiros, e o idiota do Eduardo Bolsonaro vangloria-se e bravateia dizendo que tais medidas foram pedidas por ele para pressionar nosso país, e com isso dá a Lula, ao PT e a corja da esquerda o discurso que precisavam para melhorarem sua desgastada imagem.

Na verdade Trump a penalização aplicada ao Brasil se deve as posições totalmente equivocadas de Lula e do governo brasileiro, que se posiciona ao lado de ditadores e ditaduras que tem por objetivo destruir o modo de vida ocidental, que apoiam e financiam grupos terroristas, que pretendem desestabilizar o comércio internacional ao defender a desdolarização da economia mundial, que ataca o presidente americano diariamente.

Até que ontem os Estados Unidos aplicaram contra Alexandre de Moraes as sansões previstas pela Lei Magnitsky, fato que como significa a morte financeira e econômica de quem sofre tais sansões.

Depois de sancionar Alexandre de Moraes, o governo americano, retirou quase 400 produto brasileiro da sobretaxação de 50% que havia sido aplicada. Tal atitude se deve ao trabalho do empresariado brasileiro e americano e não a ações do governo brasileiro, que na verdade estava gostando desse prejuízo, para por ele culpar os bolsonaristas, reconhecidamente jumentos políticos, incapazes de entender os mecanismos da verdadeira e sadia política. Portanto a diminuição da lista de produtos sobretaxados pelos americanos não se deve a ações do governo ou ao beneplácito da oposição, pois esses calhordas só pensam em si e não em nosso país.

Depois do ocorrido ontem, ficamos então com as cenas dos próximos capítulos.

Não tenho a menor dúvida que os processos contra Bolsonaro e sua turma vão continuar sem nenhuma mudança de rumo e que eles serão certamente condenados. Aqueles que não forem, serviram de desculpa para os canalhas dizerem que estão sendo justos.

Espero que Trump retire a sobretaxação sobre todos os produtos brasileiros, já que fez isso em relação a alguns ou pelo menos negocie reduzindo bastante o prejuízo de nossos produtores.

Imagino que o governo americano vá estender a Lei Magnitsky para outras pessoas em nosso país, e os principais candidatos, são alguns ministros do STF.

Lula não terá salvação, pois mentindo como ele mente, inconsequente como ele é, não conseguirá manter suas absurdas narrativas.

Imagino que em 2026 a direita deverá vencer as eleições, apesar do TSE e do STF tentarem compensar as perdas de seus partidários. O candidato vencedor deverá ser de direita, não devendo ser alguém da extrema direita.

O Brasil continuará como sempre foi. Um pobre país rico.

Quem viver verá.

Barba, Cabelo e Bigode.

A ideia contida na expressão que vem no título desse texto é designada a uma ação que culmina com o atingimento total das metas pretendidas em um projeto, sendo que tal expressão é mais amplamente usada para disputas políticas eleitorais, quando um partido ou um grupo político consegue eleger todas as cadeiras em disputa, ou consegue atingir totalmente seu objetivo.

É isso que acredito acontecerá na eleição do próximo ano no Maranhão, faltando apenas ajustar alguns poucos detalhes, que em alguns casos, apesar de serem poucos, são de certa bastante grandes.

Em minha modesta opinião a eleição para governador de 2026 está praticamente definida, restando apenas saber se o prefeito Eduardo Braide disputará ou não o pleito, pois ele é o único que pode fazer frente ao candidato do governador Brandão. Caso Braide seja candidato, para que possa vencer a eleição, ele precisará de duas coisas: Ter um grupo formado por partidos e políticos que lhe dê sustentação e que o governo esteja de mãos e pernas amarradas, inoperante quanto ao apoio que possa dar ao seu candidato. As duas coisas, juntas, simultaneamente, são bastante difíceis de acontecer.

Excetuando-se Braide, não vejo candidato que possa disputar em pé de igualdade esse pleito com Orleans.

Se parece que as coisas estão muito boas para o lado do atual governo, ressalto que existem duas pedrinhas no meio do caminho: A ruptura do grupo do governo que deixou Dino declaradamente brigado com Brandão – ter contra si uma figura que zela por sua fama de ser implacável com seus desafetos, não é uma coisa boa; e A escolha da chapa, que vai requerer uma delicada engenharia política.

Dependendo dos movimentos que Dino possa fazer, o comando do grupo do governo pode e deve ficar mais ou menos temeroso. Se nada acontecer e a chapa for bem escolhida, fica mais fácil de ganhar a eleição.

Penso que o nome de Orleans Brandão está definido para disputar o governo, no entanto a vaga de vice e as de senadores estão em aberto.

Os nomes de Roseana Sarney, Weverton Rocha,  André Fufuca, Roberto Rocha e Eliziane Gama, aparecem nas pesquisas, e imagino que Brandão não cogite apoiar nem Roberto, nem Eliziane, restando escolher entre Roseana, Weverton e Fufuca, quem serão os candidatos a Senador, podendo ficar aquele que não for escolhido para essa disputa, o cargo de vice. Esse seria um bom projeto de engenharia política, mas como diria Garrinha, precisa falar com os russos!

Imagino que uma chapa composta de Orleans Brandão para governador, Fufuca para vice, Roseana e Weverton para o senado, seja uma chapa que explique e preconize bem o título deste humilde e singelo texto.

Se assim for, penso que o governador Brandão fará barba, cabelo e bigode.

Se sonhamos, é possível realizar.

Nunca conheci meu avô Elias, pai do meu pai. Por isso, ele sempre foi o mais distante dos meus quatro avós. Dos quatro era ele aquele com quem menos me identificava, pelo menos até hoje, pois na noite passada, sonhei com ele, conversei com ele

Meu tio Zé Antônio o adorava, enquanto meu pai sempre foi fascinado por minha avó, Maria, fato que é fácil de entender. Elias tinha mais afinidade com o primogênito, enquanto Maria compensava a ausência do pai na vida do caçula, dando-lhe mais atenção.

Se minha avó sempre foi presente em minha vida, meu avô, até esta madrugada, por volta das cinco horas, permanecia uma figura remota, talvez ficasse assim para sempre, se não tivesse me aparecido em sonho, dizendo-me mais ou menos estas palavras:

“O grande problema pelo qual passa o mundo neste momento, Joaquim Elias, é que ele sofre de uma doença mortal, e o Brasil é o país mais afetado por ela. Trata-se de uma profunda falta de altruísmo, que causa insuficiência de abnegação e se agrava ainda mais quando as pessoas sintetizam os hormônios do egoísmo e da hipocrisia, provocando uma completa paralisia da capacidade de fazer o que realmente devem, o que é necessário e imprescindível.”

Saltei da cama e vim direto ao computador para escrever este texto, antes que minha velhice me fizesse esquecer da mensagem que meu subconsciente — usando a figura do meu avô, havia me transmitido.

Vejam bem: altruísmo, é o sublime ato que nos leva a nos preocuparmos com o bem-estar alheio, é agir em benefício de alguém, de um grupo ou de toda sociedade, mesmo que isso envolva sacrifício pessoal , e sem esperar nada em troca. É o oposto do egoísmo, e pressupõe generosidade, solidariedade e cuidado com o próximo.

Abnegação, por sua vez, é quando renunciamos a algo, seja um desejo, um bem ou uma atitude, em favor de um ideal, deixando nossos interesses pessoais de lado.

O sonho que tive com meu avô me deixou leve e feliz. Mas a reflexão que dele nasceu me deixou pesado e triste. E embora os sentimentos positivos tenham sido sucedidos por sentimentos negativos, estes não conseguiram destruir a esperança que ainda tenho, de que possamos superar essa pandemia que assola o mundo, em especial ao Brasil, a pandemia da falta de altruísmo e abnegação.

Essa doença terrível nos contamina com a acomodação, com a passividade diante das injustiças, impedindo-nos de lutar pelo que é justo e certo, não apenas por nós ou por nossos grupos, mas pelo bem comum. Não para vencer uma disputa ou uma eleição, mas para restaurar a dignidade do viver bem pessoal e coletivamente.

Não é só esperança. Eu sei! Tenho certeza: no fim, o bem sempre prevalece.

O mosquito e o urso

Nunca antes comentei publicamente as ações do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Faço isso agora, por entender que o momento exige clareza, coerência e correção moral.

Eduardo foi aos EUA denunciar, segundo ele e os que comungam de sua visão, um processo de perseguição política contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa atitude, em si, não configura crime nem representa qualquer desvio ético ou moral. Pelo contrário, trata-se do exercício legítimo da liberdade de expressão e da atuação parlamentar em foro internacional.

Em suas falas, Eduardo acusa diretamente o ministro Alexandre de Moraes e o STF de conduzirem essa perseguição. Ele sustenta que o Supremo vem deturpando o devido processo legal, substituindo o sistema acusatório por práticas inquisitoriais, violando o princípio do juiz natural e corroendo a harmonia entre os Poderes da República, eliminando direitos e garantias individuais do cidadão brasileiro garantidos pela CF. Nenhuma dessas afirmações, repito, configura crime. E se o fizerem, então todos os políticos que já denunciaram o Brasil a organismos internacionais — historicamente da esquerda — também seriam criminosos.

Até aqui, nada a censurar.

O problema surge quando o deputado parece ultrapassar a linha que separa a denúncia legítima da provocação de danos concretos à nação. Ao sugerir ou apoiar a imposição de sanções por parte de um governo estrangeiro contra o Brasil, Eduardo atinge o coração dos interesses nacionais. Mesmo que tal ação não se enquadre tecnicamente como crime, ela é politicamente equivocada e moralmente indefensável.

Não se trata de defender pessoas ou instituições que agem de forma autoritária — como faz hoje o Supremo Tribunal Federal, cujo ativismo inconstitucional e arrogância jurídica são notórios. Mas defender o país é algo maior que defender seus governantes. Trabalhar para que o Brasil sofra sanções é uma atitude incompatível com qualquer noção de patriotismo ou responsabilidade pública.

Além disso, é preciso senso de proporção. Acreditar que o pedido de um deputado da oposição, ainda que filho de um ex-presidente, teria força para mudar a política externa dos Estados Unidos é dar importância demais a um mosquito político. Eduardo pode zumbir, pode incomodar, mas será sempre facilmente repelido — sua influência sobre Washington é irrisória.

Já o presidente Lula, por sua posição institucional e pelos gestos que faz no cenário internacional, é um verdadeiro urso político. Quando brada contra o dólar, quando se associa a regimes autoritários como Rússia, China, Irã, Nicarágua ou Cuba, quando se recusa a condenar explicitamente grupos terroristas como Hamas e Hezbollah, ele não age como um democrata ocidental, mas como um desafiante da ordem liberal que rege o mundo livre.

Nesse contexto, os Estados Unidos podem sim considerar respostas mais sérias e estratégicas ao Brasil — não por causa do mosquito, mas por causa do urso.

Portanto, se quisermos extinguir os mosquitos da política brasileira — esses que se alimentam de ressentimento, caos e ignorância — devemos eliminar as águas paradas e podres que os alimentam. São as decisões abusivas, o arbítrio judicial, o desrespeito à Constituição que dão vida a figuras como Eduardo Bolsonaro.

Se Alexandre de Moraes e o STF deixarem de violar as leis que deveriam proteger, se voltarem a respeitar os fundamentos da democracia e os direitos do cidadão, os mosquitos perderão seu alimento — e o Brasil poderá respirar melhor.

Requiem a pátria amada, idolatrada

Sou compelido a parodiar o maior poeta que conheci: Somos loucos, cada vez menos. Somos poucos, mas cada vez somos mais. Somos mais que essa matéria nojenta que faz com que muitos covardes aceitem ser usurpados e fiquem calados…

Algo precisa ser feito, com urgência, para que a normalidade jurídica seja restaurada no Brasil. Os absurdos que têm sido perpetrados pelo ministro Alexandre de Moraes, e por alguns outros ministros do STF, contra os dispositivos legais vigentes, especialmente contra as leis processuais e a Constituição Federal, mais especificamente contra os direitos e garantias individuais dos cidadãos brasileiros, não têm precedentes em nenhuma democracia do mundo nos últimos 80 anos, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Se, de um lado e de outro, temos políticos abjetos no Legislativo e no Executivo, ao centro temos um Judiciário abusivo, que corrói e destrói, desde a base até o topo, a democracia que foi tecida com o esforço e o sacrifício de gerações de brasileiros. Brasileiros que, por algum tempo, viveram o belo sonho da liberdade, mas que, numa certa manhã, descobriram que as Forças Armadas — as quais respeitavam e nas quais confiavam — foram desmoralizadas por ações de canalhas e por acusações lançadas por vermes. Descobriram que os políticos — de quem já desconfiavam — mergulharam em extrema venalidade, incentivados, primeiro, pelo famigerado mensalão, e depois pelas indecorosas emendas com as quais compram seus mandatos.

Descobriram que a militância esquerdista trabalhou, durante os últimos 50 anos, para destruir os valores que fundamentam uma nação. Destruíram a família, a escola, a religião. Desagregaram a sociedade ao incentivarem uma fratricida luta de classes — o tal “nós contra eles”. Descobriram, por fim, que direitistas e esquerdistas não são tão diferentes entre si, já que só pensam em seus projetos de poder, e não em um projeto de país.

O povo brasileiro está exposto ao pior tipo de autoritarismo: aquele arrogante, prepotente, hipócrita — que se cobre com a toga da justiça para subverter o direito, a ordem e a democracia — e que não oferece nenhuma possibilidade de defesa a quem ousa se opor aos abusos que cometem.

Meu consolo é saber que a verdadeira história será escrita, mesmo que seja com um simples batom. E que essa história, quando escrita, não poupará os que estão destruindo o Brasil. Ela os colocará sob a luz que merecem: em frangalhos, no lixo da história.

AM contra MA, ou Alexandre de Moraes é um analfabeto funcional ou um crápula enganador

A utilização da frase, escrita por Machado de Assis em 15 de setembro de 1876, na crônica intitulada “História de Quinze Dias”, “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e ser nacional”, usada pelo ministro ALEMOR, primo – irmão de Valdemort, aquele outro vilão, o da saga de Herry Potter, na ação cautelar contra Bolsonaro, é uma demonstração de ignorância literária cognitiva ou de esperteza canalha.

Em sua crônica, Machado utiliza essa frase de forma irônica e crítica. Ele denuncia a fraude eleitoral durante o Segundo Reinado, afirmando que a soberania proclamada oficialmente era, na prática seletiva, pois está restrita a uma minoria letrada, e manipulada, pois o restante da população “votava como vai à festa”, sem nenhuma consciência política. Igualzinho acontece hoje em dia.

Em certa altura Machado diz: “Agora, o que é ainda mais grave que tudo, é a eleição, que a esta hora se começa a manipular em todo este vasto império.

Ao afirmar que a soberania só é válida se for realmente soberania e nacional, Machado satiriza o uso vazio do termo — uma soberania que não inclui o povo cheio de direitos e não é sequer exercida de fato pelo país.

Machado não elogia a soberania nacional — ele ironiza a retórica oficial, pois naquele momento histórico, a soberania era simbolicamente exaltada, mas não praticada de fato. O autor expõe a contradição entre um ideal nacional e uma realidade manipulada.

No tempo de Machado a frase subvertia o discurso oficial de soberania, mostrando sua face ilusória quando a maioria da população era impedida de participar com autonomia. É o que chamamos de Crítica ao discurso vazio.

Machado de Assis estava atento às mazelas políticas do Império, evidenciando a distância entre teoria e prática política, o que falta hoje em dia para aqueles que acreditam que Alexandre de Moraes e seus iguais estejam defendendo a constituição e a democracia, quando na realidade as atacam de forma absurda.

No contexto atual, o ministro Alexandre de Moraes citou essa frase para argumentar em defesa da soberania do país, em contraponto a atos que, em sua visão, ameaçavam a integridade e autonomia nacionais. No entanto, o uso original de Machado visava justamente demonstrar a hipocrisia do uso dessa soberania vazia e manipulada, que defende Moraes.

A frase escrita em 1876, com tom satírico sobre eleições fraudulentas, e colocada hoje em situação oposta, em defesa dos fraudadores de nossa lei maior. Machado alertava para o fato de que a soberania só é “a mais bela” se for genuína e não uma soberania falsa que com assertividade se arvora contra agressores externos enquanto internamente ela é completamente vilipendiada da forma mais descarada e da maneira mais abjeta, exatamente por aqueles que deveriam preservá-la.

Neném Prancha me persegue!


Todo santo dia Jair Bolsonaro demonstra cada vez mais ser um péssimo roteirista ao tentar escrever o complicado e triste roteiro de seu futuro.

Se o roteiro de seu passado foi escrito, em parte, por ele — no que diz respeito à sua forma completamente destrambelhada de se comunicar, por não saber se comportar devidamente, por não ser bem preparado para o convívio social, por ter entendimento limitado sobre relações humanas e políticas, por ser rude e ignorante — e, em parte, pelo povo brasileiro, especificamente o eleitor, que, em resposta aos 16 anos de destruição do país perpetrada pelos governos Lula e Dilma, resolveu eleger um deputado que só não era totalmente obscuro pelas barbaridades que dizia e defendia na Câmara Federal…

Se o roteiro da vida de Lula — aquele que ele encomendou aos melhores roteiristas do Brasil, com o suporte dos mais bem remunerados meios de comunicação e seus jornalistas — não fosse bom, ele teria sido esquecido depois dos seus 508 dias de prisão. Neste ponto, alguém pode argumentar que os verdadeiros roteiristas dessa parte da vida de Lula foram os ministros do STF, que abriram caminho para sua “descondenação”. OK! Mas seria difícil fazerem o que fizeram se o personagem não ajudasse. Roteiristas, assim como ministros do STF, podem subverter o tempo ou até mesmo a Constituição… mas milagres eles não são capazes de fazer.

O fato é que as recentes medidas tomadas pelo nosso “Torquemada de plantão”, ministro Alexandre de Moraes, podem, para aqueles apaixonados por Bolsonaro, parecer arbitrárias ou no mínimo excessivas. Mas, mesmo que o sejam, foi ele, Bolsonaro, quem deu motivos para que fossem tomadas.

Quando alguém que está sendo processado por crimes graves como aqueles que ele é acusado, afirma, em entrevista coletiva, que, se lhe devolverem o passaporte, ele irá até Washington falar com Trump para pedir a retirada das tarifas impostas aos produtos brasileiros, está dizendo claramente que pretende sair do país — o que lhe está terminantemente proibido. Só alguém sem o mínimo senso de realidade faria algo assim!

A fala idiota de Bolsonaro foi a desculpa perfeita que seus opositores queriam para justificar uma medida como essa. Ele provocou tudo isso.

Um momento! Será que estou subestimando esse gênio? Será que ele deseja, de fato, se tornar uma vítima — ou até um mártir — para uma parcela considerável da população brasileira que parece disposta a se deixar influenciar por suas loucuras? Se for isso, parece que vai ganhar o Oscar de melhor roteiro de um filme que jamais será feito.

É completamente impossível para mim defender o que Bolsonaro pensa ou faz. Para mim, ele é um camarada boçal que, apesar disso, conquistou uma popularidade fenomenal entre o povo brasileiro, independentemente de classe social, faixa etária, gênero ou renda — por dizer e defender ideias em que muitos acreditam, mesmo que não concordem com sua forma de falar e até agir.

Para mim, na verdade ele é o maior responsável por trazer de volta ao poder o que há de pior na política brasileira: a mentira, a hipocrisia, a guerra entre classes e grupos, a desagregação gramscista. A eleição de 2018 consolidou um padrão já existente, mas não dominante: o de escolher o menos ruim para evitar o pior.

Na eleição de 2022, o padrão se repetiu, com um agravante: foi necessário resgatar alguém já descartado da vida pública por crimes contra a nação, para fazer frente a uma “besta-fera” incapaz até de ser mentirosa e hipócrita de forma convincente e aceitável.

A tornozeleira eletrônica e as restrições impostas a Bolsonaro por Moraes foram, na prática, provocadas por ele mesmo. Resta saber se isso foi calculado — uma estratégia para se vitimizar — ou se ele é, de fato, aquilo que penso: um imbecil.

Lembrei de Neném Prancha: “Quem pede, recebe. Quem se desloca, tem preferência.” Pediu! Se deslocou! Tá aí!…

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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