“Ora Veja!”

“Ora Veja!”

Esta é a expressão usada por Teté, minha mãe de criação, toda vez que ela deseja chamar atenção para um determinado fato. Eu a uso agora para chamar a minha própria atenção para o fato de eu ter ativado um twitter para mim.

Havia me proposto a ficar à margem das redes sociais. Nada de twitter, facebook, whatsapp, instagram ou assemelhados. Para cada um tinha e tenho bons motivos para me deixar de fora.

Não sou o que se pode chamar de ser tecnológico. Não chego a ser um neanderthal, mas me adapto muito lentamente às novidades, principalmente àquelas que mudam meu ritmo, minha rotina.

Adoro fotografia e a memória que ela traz consigo, mas daí a ficar postando fotos no instagram, a distância é grande. Gosto de expor minhas ideias, não minha figura. O “zapzap” é uma invasão direta a sua individualidade. Uma espécie de cartaz digital, como se sua vida fosse um filme e ele um cartaz anunciando. O facebook é a versão moderna dos diários das donzelas do século XIX, onde elas escreviam o que queriam que ninguém lesse. SQN (em linguagem das redes sociais sqn significa “só que não”). Hoje em dia as donzelas querem compartilhar seus diários e curtir os segredos contidos nos de outras pessoas.

O twitter era o único desses dispositivos que eu poderia cogitar em usar. É uma evolução do bilhete, da notinha, do recado. Mesmo assim eu me mantinha à margem, pois continuo achando que isso é uma deformação, ou como queiram alguns, adaptação do Homo Sapiens aos novos tempos, semelhante à disseminação do uso do papel e do lápis séculos atrás. Ok! Mas quem não deseja participar disso!? Pode, não pode!? Pode sim! Ou melhor, quanto a mim, podia, pois fui levado pelo imponderável a aderir ao twitter.

Existem umas coisas nessas redes sociais que me incomodam muito. O fato de seguirmos as pessoas como se fizéssemos parte de uma seita religiosa. Seguidores de fulano ou de sicrano. Pior ainda, mais responsabilidade é ter seguidores, ser responsável por pessoas que o seguem e acreditam ou até não acreditam em você. Incomodo-me muito mais com a segunda opção.

Soube que um cidadão, Milton Campelo, havia postado em seu twitter mensagens nas quais criticava um texto meu. Até ai tudo bem. Escrevo um texto e o publico, logo devo estar preparado para que as pessoas que o leiam gostem ou não, concordem ou discordem dele.

Acontece que existem pessoas sem noção, incapazes de manter um debate de forma correta. Gosto tanto de conversar com as pessoas que concordam com minhas ideias como com aquelas que discordam delas. Às vezes chego a pensar que gosto mais de ouvir pessoas que discordam daquilo que eu penso, pois com elas sou capaz de aprender mais. Pena que existam pessoas que não gostam de ser confrontadas em suas ideias. Essas são criaturas obtusas, opacas, incapazes de refletir luz.

As quatro frases a seguir foram postadas pelo Milton: Sabendo que “seu navio tá fazendo água” Joaquim Haickel, faz carta de seguro em sua coluna do EMA, neste domingo./ Lembrando ao “imortal” Joaquim Haickel que o Porto do Itaqui é “tratado” desde Duque de Caxias e tem perdido espaço pro CE e PA./ A ineficiência global do Porto do Itaqui decorre da miopia dos governantes do Maranhão dos últimos 50 anos. O Pará em pouco tempo, avançou. /”Voltado às letras”, Joaquim Haickel desaprendeu as lições de fazer conta. Diz que seus governos somam apenas 26 anos. Ora, só Roseana teve 20.

O Milton é o responsável por me fazer habilitar um twitter. Fiz para respondê-lo, não porque responder a ele fosse importante. O fiz só para ensiná-lo a contar, nada que ele dissesse para mim importaria, desde o dia em que ele quis apostar comigo como uma determinada candidata a deputada federal iria ganhar a eleição e eu me recusei, pois conhecer os fatos da política não me dá o direito de tomar balinha da mão de um menino tolo. Se tivesse apostado com ele, eu teria ganhado, mas não era isso que eu queria.

Mas voltemos ao fato em tela. Em uma crônica publicada aqui no JEMA comentei a bandeira e o discurso de certo grupo político, disse da importância do Porto de Itaqui para o nosso Estado e, entre outras coisas, provei matematicamente que dos 50 anos de domínio da “oligarquia”, apenas 26 poderiam ser realmente contabilizados a ela.

O incauto deixou de lado o que disse e já foi afirmando que eu tirava uma carta de seguro, por meu navio estar fazendo água. Comentário de quem não tem argumento. A seguir, na tentativa de ofender ou ridicularizar, ele aspeia a palavra imortal e diz que nosso porto já era cogitado desde a Balaiada e propositalmente se esquece de dizer que apesar disso só saiu do papel com Zé Sarney. Talvez vendo a bobagem que disse, comenta a ineficiência do Porto dizendo que o Ceará e o Pará em pouco tempo avançaram. Mais uma vez fala bobagem, deixa de falar algo relevante. Não diz que graças ao Porto de Itaqui, feito por Zé Sarney, a bauxita do Pará vem para o Maranhão se transformar em alumínio. É para esse porto que o ferro do Pará vem para ganhar o mundo. Porque não fizeram isso por Belém? Dedinho de Sarney, ora veja!

Mas o principal motivo de eu ter entrado no twitter foi para tentar ensinar a esse cidadão a somar. Ele contesta o número de anos em que cada grupo político está à frente do governo do Estado. Ele diz que Roseana teve 20 anos de mandato de governadora. É burro ou maldoso.

O certo é que ele é o responsável pelo meu primeiro twitter: “Roseana teve 3 mandatos de governadora e metade de outro. Total = 14 anos e não 20 como você diz… Depois sou eu que não sabe contar!”

Ter um twitter não significa que o usarei para tudo. Quando for necessário colocarei meu passarinho na janela pra cantar.

 

PS: Hoje faz 21 anos que não falo com meu pai. Se pudesse falar com ele hoje lhe diria apenas obrigado. Obrigado meu pai, por ter me dado minha mãe e com ela feito o meu irmão. Obrigado meu pai por além de ter me dado vida me ensinou que o que mais vale nela não é a partida ou a chegada, mas sim a caminhada. Obrigado meu pai.

 

 

 

Agora a polêmica é com o Marrapá!

O Blog Marrapá disse a mentira que quis, mas teve que ouvir a verdade que não queria.

Veja abaixo e tire suas conclusões.

 

Haickel adianta Ibope em comício de Fábio Gondim

Publicado em 4 de setembro de 2014 por Leandro Miranda

 

Servidores da Casa Civil, Secretaria de Estado da Gestão e Previdência e Secretaria de Planejamento do governo do Maranhão denunciaram que foram obrigados a participar de um comício do candidato a deputado federal Fábio Gondim (PT), ex-titular da Segep, realizado na área livre do Praia Mar Hotel, na noite desta quinta-feira.

De acordo com os vários relatos feitos ao blog, os servidores foram comunicados um a um e coagidos a confirmar presença em listas de assinatura.

Na Casa Civil, amigos e pessoas mais próximas ao ex-secretário Luís Fernando Silva, que inclusive já tinha declarado que não votariam em Edinho Lobão (PMDB), sofreram ameaças de exoneração.

O editor do Marrapá esteve pessoalmente no ato político em favor da candidatura do petista. No local, cabos eleitorais de Gondim distribuíam adesivos e passavam listas para confirmar a presença dos funcionários: uma destinada a cada secretaria.

Secretários e membros do alto escalão da gestão Roseana Sarney (PMDB) também participaram do evento, dentre os quais Joaquim Haickel (coordenador da campanha de Edinho), Ana Graziella Costa (Casa Civil), Conceição Andrade e Zé Costa (Ciência e Tecnologia).

Empolgado, Haickel até adiantou os números do Ibope, com a diferença de 15 pontos entre Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB), e cobrou dos participantes mais engajamento na campanha do candidato da oligarquia Sarney a governador.

Para ele, Edinho tem grandes chances de reverter a desvantagem e vencer Flávio Dino no 2º turno.

 

Resposta:

 

Joaquim Haickel disse:

5 de setembro de 2014 às 12:46

 

Caro Leandro,

Comento esse seu post para colocar a verdade em seu devido lugar. Sou daqueles que defende suas posições de peito aberto, que não usa nomes falsos, que não tem medo ou vergonha de suas posições pessoais e políticas, até porque fui um dos constituintes que garantiram esses direitos.

Em primeiro lugar dizer coisas que não condizem com a verdade, que não podem ser provadas é mentira, além de ser em alguns casos calúnia, injúria ou difamação e em outros, só mesmo vontade de ver o mar pegar fogo para comer peixe frito. Não se preocupe, não vou lhe processar. Sei que fatos como esse, a publicação de notícia inverídica, é a coisa comum em uma campanha eleitoral. Só não sabia que aqueles que tanto acusam seus adversários de agir assim cometiam as mesmas irregularidades.

Você diz que esteve pessoalmente em uma reunião com servidores da Casa Civil, da Secretaria de Gestão e Previdência e da Secretaria de Planejamento do governo do Maranhão no hotel Praia Mar e que lá estavam “Secretários e membros do alto escalão da gestão Roseana Sarney (PMDB) também participaram do evento, dentre os quais Joaquim Haickel (coordenador da campanha de Edinho)”, E que “empolgado, Haickel até adiantou os números do Ibope, com a diferença de 15 pontos entre Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB), e cobrou dos participantes mais engajamento na campanha do candidato da oligarquia Sarney a governador”.

Já disse muitas vezes que não sou coordenador de campanha de Lobão Filho, mas não custa repetir. O coordenador é Márcio Coutinho.

Gostaria que você provasse que eu adiantei os números do Ibope. O fato de você ter estado lá não lhe atribui privilégios de testemunha acima de qualquer suspeita, muito pelo contrário.

Espero que você tenha gravado minha fala e me interpele judicialmente, usando-a, para provar que eu disse estar adiantando o resultado do Ibope. Espero que você prove que eu estou errado ao dizer que você está faltando com a verdade ao publicar isso.

Você vai me permitir dizer a um público muito maior, os seus milhares de leitores, o que eu disse naquela ocasião: Disse que ali haviam me perguntado sobre as últimas pesquisas, se elas retratavam a verdade. Eu aproveitei para responder a todos e disse que fazer três pesquisas num intervalo de menos de dez dias era coisa muito estranha. Disse que acreditava que as pesquisas publicadas por partidários de Flávio Dino estavam sendo usadas como propaganda, na tentativa de intimidar eleitores indecisos ou lideranças “balançantes”. Disse que havia uma enorme incoerência nas intenções de votos de governador e senador, votos que caminham juntos e sofrem influência direta um do outro. Como pode um ter subido muito e o outro ter muito caído? Pisaram na bola na hora da maquiagem.

Disse que acreditava que a diferença percentual verdadeira entre os candidatos a governador deveria ser de um numero entre 15 e 20 por cento. Disse que quando saísse o Ibope nossos adversários iriam dizer, como fazem sempre, que era fraude, que o Ibope é comprado. Engraçado, isso só acontece conosco. Nossos adversários são uns santos, vão ser canonizados.

Disse que pesquisas internas apontam vertiginoso crescimento do nosso candidato depois do inicio da propaganda no rádio e na TV. Que elas mostram que estamos quase 8% atrás de nosso adversário em São Luís, que estamos na frente em Codó e Santa Inês.

Você deve ter em sua gravação o trecho onde eu disse que nós estamos realmente atrás nas pesquisas, mas que a diferença não é toda essa que dizem os institutos pagos por vocês.

Em seu post você finaliza dizendo que “Para ele, Edinho tem grandes chances de reverter a desvantagem e vencer Flávio Dino no 2º turno”, isso foi verdade e espero que com o desenrolar dos fatos seja também verdade.

Em suma. Em momento algum disse que tive acesso a dados da pesquisa do Ibope e desafio você a provar que isso foi dito naquela ocasião.

Cordialmente,

Joaquim Haickel.

 

 

 

Lígia e Eu ou como na música: “Lígia, Lígia, Lígia…”

Abaixo publico um bate papo “agradável” que eu e a senhora Lígia Teixeira tivemos nessa quinta-feira.

Se desejarem, leiam e tirem suas conclusões.

 

Joaquim Haickel defende Edinho e diz que o blog “está apelando”

Publicado em 04/09/2014 às 17:24 porligiateixeira

O coordenador da campanha de Edinho Lobão, deputado Joackim Haickel escreveu para o blog  e defendeu o candidato ao governo do Estado pelo PMDB, no caso da postagem com o título ” Edinho aparece no Rio de Janeiro dando bom dia aos maranhenses”. Posto abaixo as considerações de Joaquim e em seguida, a minha  resposta sobre a acusação de que eu “estou apelando” :

” Minha cara Lígia, você não acha que isso já é apelação!? Você Sabe muito bem que Edinho não está hoje no Rio de Janeiro. Pelo visto você o segue na Net e deve ter visto que ele estará hoje em Santo Amaro, Humberto de Campos e Barreirinhas. Parece que a verdade nessa campanha não esta importando. O que importa é esculhambar o cidadão, o candidato, chamá-lo de playboy… Sabe fico satisfeito com essa postura vindo de pessoas como você e o John, pois sei que para pessoas corretas como vocês estarem demonstrando um excessivo estardalhaço, beirando o desespero, é porque a coisa deve tá ficando feia! Se a eleição está ganha, com Flávio 30% na frente, segundo suas pesquisas, pra que fazer de uma foto postada num site um evento? Só nos resta imaginar que as pesquisas não estão assim tão favoráveis, como querem fazer crer!
Abraço,
Joaquim Haickel.”

Meu caro Joaquim, não sei se o senhor tem o exato conhecimento e dimensão do modo como funciona o uso de redes sociais no Brasil,  mas a  foto postada por Edinho hoje  em seus perfis no twitter, facebook e instagram, onde deseja uma ótima quinta- feira aos amigos,é um gesto comum, principalmente, no instagram, rede social usada para postar fotos de lugares e situações onde as pessoas costumam estar no momento em que a foto é publicada. Todo usuário de rede social deduziria que a foto foi tirada no instante da publicação porque é o mais usual nas redes.

De mais a mais, do ponto de vista da realidade da aviação, seria perfeitamente possível  para Edinho –  que postou a foto às oito da manhã –   não apenas estar no Rio de Janeiro, como  fazer os  exercícios físicos que ele tanto gosta , e até almoçar tranquilamente, para em seguida viajar e estar pontualmente em seus compromissos no Maranhão. Basta ver os horários da agenda do candidato e sua já amplamente conhecida opção por helicópteros como principais meios de transporte.

Não vejo onde há ofensa em chamar Edinho Lobão de playbo. Caso o senhor não saiba, há nomes conhecidos da elite que fazem questão de assim serem chamados, cito dois casos: Jorginho Guinle, filho de tradicional família carioca e Chiquinho Scarpa, de tradicional família paulista. Ambos, a exemplo de Edinho são conhecidos por apreciarem a vida boa que o dinheiro pode comprar, a exemplo de Edinho, que também é de família tradicional e tem o nome pronunciado no diminutivo. Com tantas características em comum, porque Chiquinho e Jorginho adoram ser chamados de playboys e Edinho repentinamente passou a ficar incomodado?

Sobre a sua elegante forma de insinuar que John e eu postamos coisas que desagradam a Edinho porque isso supostamente estaria relacionado a resultados de pesquisas, gostaria de informar ao senhor que o único condicionante que uso para escolher o que publicar ou não neste blog é a minha consciência. Pessoalmente e como maranhense que tem vergonha na cara, desejo que seu grupo político seja irreversivelmente derrotado na próxima eleição e trabalho por isso, mas me esforço para não cometer injustiças ou mentir para meus leitores. Já o seu candidato, assim que soube da má repercussão da notícia, apagou os posts da foto, em vez de agir honestamente e dar uma satisfação à sociedade. Mas, que bom que o senhor veio aqui esclarecer as coisas.

Por último e não menos relevante, tanto faz se Edinho tirou ou não a foto hoje. O senhor, como coordenador de campanha, não acha o fim da picada, que seu candidato, conhecido  (ainda que não reconheça) como playboy por toda a sociedade maranhense, poste uma foto com roupas de férias em cartão postal do Rio de Janeiro quando estamos no meio de uma campanha onde o debate maior é discutir propostas para tirar a maior parte do nosso povo da situação de pobreza e exclusão social?

No mais, aconselho o senhor a usar a sua experiência política e a herança herdada da sabedoria do vosso pai, para convencer seu candidato a, pelo menos, construir uma saída honrosa para ele nessa eleição, mudando a conduta cotidiana marcada por  bizarrices como essa foto e as  estratégias criminosas de campanha que ele vem adotando e que são testemunhadas por todos nós.

Abraços,

Lígia

 

Joaquim Haickel disse:

4 de setembro de 2014 às 20:04

Ligia, onde foi parar a tal postagem ”Edinho aparece no Rio de Janeiro dando bom dia aos maranhenses”??? Ela não está mais em seu Blog! Por que?
Amiga, a sua explicação sobre os usos e costumes das redes sociais não podem e não devem subverter as práticas do bom jornalismo e da coerência que as pessoas devem ter. Muito menos ceder as especulações e as suposições
Primeiramente, já disse antes, mas posso repetir pra você que não sou coordenador da campanha de Lobão Filho. O coordenador da campanha, todo mundo sabe é o advogado Márcio Coutinho.
Veja só, você reclama que Edinho tirou os posts onde aparece a tal foto no Rio de Janeiro, mas você também tirou seu post onde fazia alusão incorreta ao fato. Não só você, mas também meu amigo John Cutrim retirou seu post tratando do mesmo assunto. Acredito que como Edinho, você e John descobriram que haviam pisado na bola. Edinho tendo dado motivo para seus adversários falarem as bobagens que mais adoram, de chamá-lo de playboy na intenção de diminuí-lo. Por que não chamá-lo de empresário ou senador ou economista? Não! Chamá-lo assim não ajudaria em nada na sua campanha para tentar diminuí-lo e desconstruir sua imagem. Você e John, quando sentiram que a reação das pessoas, mesmo alguns contrários a Edinho era negativa, viram que a postagem era uma clara apelação, vocês resolveram não insistir no erro e tiraram o post.
Errou Edinho em postar a foto errada. Erraram vocês no afã de bombardeá-lo e esqueceram que seus leitores sabem muito bem quando existe um claro abuso, uma apelação braba.
Quanto à historinha de comparar Lobão ao Guinle e ao Scarpa é outra baita apelação, minha amiga!
Não falei propriamente em defesa de Edinho, falei na tentativa de mostrar a seus leitores como está sendo usado o poderoso instrumento de comunicação que são as redes sociais. Neste caso, torcendo a verdade a favor de um interesse político claro: desconstruir a imagem de um candidato em benefício de outro.
Respeito o seu desejo de ver o grupo ao qual faço parte, derrotado nesta eleição. O fato de querer isso para todo o sempre já demonstra uma opinião um tanto quanto radical, nem um pouco democrática, muito menos republicana. Aceito o confronto de ideias, respeito os adversários, mas exijo que a verdade e a coerência não sejam reféns de quem quer que seja. Não aceito messianismo, nem demonização. Cobro de meus opositores aquilo que exijo de meus correligionários.
Fico lisonjeado por você achar que como amigo poderia bem aconselhar Lobão Filho e por me fazer lembrar da herança que recebi de meu pai. Tomara que pessoas ligadas a você, não pensem que a herança a qual você se referiu seja relacionada a bens financeiros e patrimoniais, sei que você se referia a boa prática política. Essa herança me é muito cara.
Quanto às bizarrices e estratégias criminosas, seria melhor você olhar em volta e ver que infelizmente essa pratica é muito exercitada pelo grupo que você faz parte. O que me incomoda muito é ver que seu grupo politico não tem a menor autocritica, é incapaz de ver suas próprias bizarrices, estratégias criminosas e apelações.
Obrigado pela oportunidade de comentar em seu prestigiado blog.
Abraço
Joaquim Haickel

 

ligiateixeira disse:

4 de setembro de 2014 às 21:25

Senhor Joaquim,

Me compre um terno de caprino, como diria o falecido jornalista Renato Sousa. Devolvo ao senhor a pergunta: Por que será que o post sumiu da minha página do JP? Reitero absolutamente tudo que disse na resposta que lhe dei e que está neste post. No mais, saiba que não vou ficar batendo boca aqui com o senhor quando há muito o que se fazer de melhor nesta breve vida de meu Deus. Se o senhor acha que conseguirá desmoralizar a mim e a imprensa de oposição com jogos inescrupulosos de chantagem, ameaça e desfaçatez, está muito, mas muito enganado. Esta, senhor Joaquim Haickel, é a última campanha eleitoral que vocês promoverão na base do medo, da censura e do terror. Fique certo.
Abraços

 

 

Joaquim Haickel disse:

O seu comentário está aguardando moderação.

4 de setembro de 2014 às 22:27

Dona Lígia!!! De modo algum estou batendo boca com a senhora…

Acontece que a senhora disse que Edinho tirou a postagem dele do ar e aí tá tudo certo! Quando eu digo que a senhora também tirou a sua, tá tudo errado e eu tenho que comprar um terno de caprino?
Vocês são bons para dizerem o que querem, mas são péssimos para ouvirem o que não querem… Imaginem se chegarem ao governo, onde tudo que acontece sai errado… Vixe Maria!
Será que a senhora acha que foi a “gangue internética” de Edinho que tirou seu post do ar!? Ah! Tenha santa paciência!
Quanto ao resto de minhas colocações a senhora não disse nada. Sabe por que? Não tem nada pra dizer, porque vocês não sabem conversar, debater. Só sabem falar e não sabem ouvir.
Continuo acreditando que a senhora seja uma pessoa correta. Partidária, mas correta. É por isso que eu gostaria muito que a senhora me dissesse em que eu tentei “desmoralizar a senhora ou a imprensa de oposição com jogos inescrupulosos de chantagem, ameaça e desfaçatez”. Defender minhas posições é menos relevante e justo que a senhora defender as suas? Dizer o que eu penso é menos correto que a senhora fazer a mesma coisa? Só a senhora pode dizer o que pensa e eu não? Em nenhum momento eu tentei lhe desmoralizar, nem a imprensa oposicionista. John Cutrim fez o correto, tirou o post equivocado que publicara e colocou em seu lugar a verdade, mesmo que com cores partidárias. Por que a senhora não faz o mesmo? É muito dolorido reconhecer um simples erro!?
Veja, eu critiquei o meu candidato publicamente. Acho que ele errou em publicar aquela foto, mas a senhora não admite seu erro. Imagine uma pessoa com um temperamento desses com o poder nas mãos. Seria explosivo.
Espero que a senhora tenha a decência de postar minha tréplica, nela não há nenhuma ofensa, mesmo que a senhora insinue que eu use do “medo, da censura e do terror” como argumentos. Quem me conhece sabe que esses não são os meus métodos.
Cordialmente,
Joaquim Haickel.

Só mais um projeto de poder

Analisemos hoje a bandeira e o discurso da campanha Dinista.

1 – A bandeira anti-Sarney. Para eles, Sarney representa tudo o que não presta. Dizem que desde 1966, quando assumiu o governo do Maranhão, Sarney e seu grupo político só prejudicou o nosso Estado e nosso povo. Demonizaram Sarney.

Essa ladainha vem sendo rezada de forma sistemática faz muito tempo, enquanto o nosso grupo político nunca conseguiu desmistificar tais versões. O governo, ligado a nós, sempre se preocupou em fazer propaganda e não em fazer comunicação. Nunca mantivemos um diálogo direto, aberto e franco com a população. Esse setor sempre esteve voltado para mostrar as ações do GOVERNO, não para fortalecer a imagem do ESTADO. Espertamente nossos adversários resolveram destruir a imagem de nosso Estado para com isso nos atingir. Assim provaram que a propaganda é muito menos eficaz que a comunicação.

2 – O discurso da mudança. Os Dinistas se dizem os únicos capazes de realizar a mudança de rumos que o Maranhão precisa. São os únicos honestos, competentes e confiáveis. Dizem ser sempre injustiçados e perseguidos. São as vítimas, isso quando eles não se endeusam…

Repetiram esse discurso por tempo suficiente para solidificá-lo e fazê-lo forte, enquanto o governo ao qual somos ligados realizou grandes ações, mas só se preocupou em fazer propaganda delas, em listá-las, relacioná-las. Não se preocupou em bem se comunicar com o nosso povo, em fazer com que ele se sentisse copartícipe. Isso tudo somado ao fato de que, nossos adversários, de maneira perversa, minaram e destruíram parte da autoestima da nossa população.

A bandeira de “abaixo a oligarquia” associada ao discurso de “mudança” são os mantras que compõem o missal Dinista. Ao juntarem a bandeira gasta do anti-sarneismo ao discurso gago da falsa mudança, o que eles fazem, na verdade, é tentar resgatar o discurso vibrante e a bandeira nobre do sarneismo original, aquele de 1966, instrumentos que levaram ao fim do período vitorinista. Querem repetir a historia e nós os temos ajudado.

Faz alguns anos escrevi um artigo onde dizia que se não reformulássemos a nossa forma de fazer política, FD acabaria por ficar em relação a JS na mesma posição em que este um dia esteve em relação a VF. Boa parte do que acontece hoje é culpa nossa, mas acredito que ainda haja chance de mudar esse roteiro.

Explico: quando Sarney assumiu o governo em 1966, o nosso Estado encontrava-se em termos de desenvolvimento e progresso, ainda em meados do século XIX, com uns 80 anos de defasagem. Acredito que se formos fazer essa mesma conta hoje, descobriremos que ainda estamos defasados, mas essa diferença agora deve ser de uns oito anos.

Sarney construiu em seus quatro anos de governo, 48 anos atrás, algumas das mais importantes obras estruturantes do Maranhão. Não comentarei outra, só citarei o Porto do Itaqui. Equipamento que torna o Maranhão o mais convidativo e viável Estado do Norte e Nordeste do Brasil. Nosso porto nos coloca não apenas no próximo século, ele nos garante a eternidade.

Nossos adversários debitam a Sarney todas as coisas erradas e ruins feitas nos governos do Maranhão nos últimos 48 anos. Façam isso, mas creditem também a ele as coisas certas e boas feitas nesse período, caso contrário, estaremos usando dois pesos e duas medidas, forma reconhecidamente incorreta e injusta de julgar.

Se fizermos uma simples contabilidade descobriremos que na verdade o grupo Sarney é responsável por apenas 26 anos desse tempo, enquanto aos apoiadores de Dino cabe a responsabilidade dos outros 22 anos.

Por outro lado, o Maranhão de 2014 tem pouca semelhança com o de 1966. O Dino de hoje pouco se assemelha ao Sarney de 1966. Sarney hoje pouco lembra o Victorino daquela época. Os papéis parecem ser os mesmos, o cenário, em que pese ser o mesmo, tem outra ambientação e circunstâncias totalmente diferentes. Os personagens estão nas mesmas marcações, suas falas são parecidas, mas os atores que os interpretam não são capazes de imprimir no palco o mesmo espetáculo.

Há ainda o elenco coadjuvante de antes e o de agora. Nesse quesito essa nova montagem teatral prenuncia um fracasso total. Quem é ligado a Flávio pode ser comparado a Tribuzi? Haroldo Tavares tem um similar no grupo Dinista? Quem se igualaria a Cesar Cals ou Vicente Fialho, que foram depois ministros de Estado? Nem mesmo o Zé Reinaldo e o Castelo de hoje podem ser comparados aos de antes.

Muita coisa ainda pode ser dita, mas encerrarei lembrando que os Dinistas dizem que, no governo, realizarão mudanças para viabilizar o desenvolvimento e o progresso, mas se dependesse deles, nenhum dos projetos desenvolvimentistas do Maranhão teriam sido implantados, eles se opuseram a todos. Cito: Alumar, Vale, Suzano, Hidroelétrica de Estreito, Termoelétricas, o gás do sertão, a Refinaria da Petrobras, o cultivo de cana e soja, o plantio de eucalipto, e não nos esqueçamos da siderúrgica que viria se implantar no Maranhão e foi rechaçada por eles.

Para discordar deles, que vociferam palavras de “mudança”, basta analisar um pouco suas propostas, todas frágeis, alicerçadas em sofismas e discursos midiáticos bonitos, mas vazios.

Tirem deles a bandeira anti-Sarney que eles ficarão sem o que vestir. Ficarão nus, vestidos apenas com o velho e “fadigoso” discurso da mudança, uma mudança apenas de nomes, não de métodos. Ficarão vestidos apenas em seus projetos pessoais de poder.

Acredito que sem estas ferramentas eles não teriam nenhuma campanha, pois não possuem nenhum projeto de administração para o nosso Estado. Sem essa indumentária, tecida com esmero e persistência, em uma trama de fios longos, seu rei estaria nu.

Acredito que aquilo que eu chamo de bandeira e de discurso, para eles sejam meras espertezas midiáticas, ou simplesmente o motivo de existirem. Seu projeto de poder.

Os homens que escolhem os deuses

Não pense que tratarei aqui da epidemia de fé religiosa que tomou conta do cenário político do Maranhão e do Brasil. É mais quem quer ser dono de Deus, patrocinado por esta ou por aquela igreja. Não é nada disso! Acho o cúmulo da apelação, inclusive já recusei vários convites para me filiar a partidos que em suas legendas fazem alusão direta a religiões, ou que são patrocinados por igrejas.

Devo dizer que o título acima é de autoria de meu querido e bom amigo, confrade da Academia Maranhense de Letras, Luiz Phelipe Andrés, que, com excessiva modéstia, proferiu essas palavras numa sessão da AML onde nós fazíamos a lista dos mais importantes luminares de nossa cultura e de nossa arte que irão compor o novo Panteão Maranhense, com bustos expostos em praça pública, em frente de nossa maior Biblioteca.

A frase de Phelipe deveu-se ao fato de que, em nossa conversa, estávamos discutindo quem eram realmente os expoentes máximos de nossa terra de tantas e tão grandes inteligências. Luiz Phelipe brincava dizendo que não ele não podia deixar de imaginar o cenário bem iluminado de nossa sala de reuniões, em torno de grande mesa, coberta por toalha bem alva, com o branco dos mantos gregos, o branco das nuvenzinhas onde cada um de nós estaria confortavelmente sentado e concentrado, na imensa responsabilidade daquela tarefa…

Sebastião Moreira Duarte, uma espécie de semideus, filho de um Deus errante com uma daquelas pobres e belas mortais da Paraíba, levanta a voz pra dizer da alegria e da honra que devemos ter, nós maranhenses, pois em seu rincão natal, um Panteão igual só teria três bustos. No Ceará, se muito seriam uns seis; em Pernambuco e Minas Gerais uns 12; Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo talvez empatem conosco, todos os outros estão abaixo, enquanto nós, aqui no Maranhão, estávamos estabelecendo limites numéricos, pela grande quantidade de luminares que nossa terra produziu no passado e, mesmo em menor escala, ainda continua produzindo.

Eram doze, em alusão aos deuses do Olimpo. Número insuficiente para abrigar tanta gente boa. Subimos para dezesseis. Naquele dia descobrimos que ainda nos faltava percorrer boa parte do horizonte intelectual maranhense e que mais oito figuras deveriam fazer parte desse nosso exército de gênios da maranhensidade.

Estabelecemos que o número deveria ser par e que sua disposição física seria em uma alameda, um busto de frente para o outro, em ordem alfabética, obedecendo ao nome pelo qual ficou conhecido o homenageado.

Fui designado pelos meus pares para capitanear esse projeto que inclui interface com o Poder Executivo, municipal e estadual, com os poderes legislativos nas duas esferas, com instituições e empresas que possam ajudar de alguma forma e com a sociedade de um modo geral.

Existe uma lei municipal que estabelece que a municipalidade implante, mantenha e conserve o Panteão Maranhense, erigindo bustos a importantes personalidades de nossa cultura, indicados e escolhidos pela Academia Maranhense de Letras.

O Governo do Estado reformou a Biblioteca Benedito Leite, o Governo Municipal está concluindo a reforma da Praça Deodoro, que a abriga, inclusive o espaço em frente à biblioteca, onde deverá ser colocado nosso panteão, o mesmo lugar onde eu costumava brincar quando era criança.

Existe nisso tudo uma nota triste. Nenhum dos acadêmicos presentes nas reuniões que decidiram sobre este assunto foi favorável a que os bustos originais, de bronze, que se encontram nos jardins do Museu Histórico do Maranhão, fossem recolocados na praça, porque o nosso povo, ou melhor, os vândalos imbecis que se misturam à nossa boa gente não permitiriam que o Panteão Maranhense permanecesse em bom estado. Mesmo com a promessa de manutenção e conservação da municipalidade, achamos melhor não arriscar. Quem sabe um dia…

A solução que encontramos foi fazer réplicas em material resistente, porém não tão nobre e cobiçado como o bronze, para erigir os bustos dos pais do Maranhão.

Como estabelece a lei municipal já citada, a Academia resolveu que o Panteão Maranhense será recomposto com a seguinte composição: Almeida Oliveira, Aluísio Azevedo, Antônio Lopes, Artur Azevedo, Cândido Mendes, Catulo da Paixão Cearense, Celso Magalhães, César Marques, Coelho Neto, Gomes de Sousa, Gonçalves Dias, Graça Aranha, Henriques Leal, Humberto de Campos, João Lisboa, Joaquim Serra, José Cândido de Moraes, Nina Rodrigues, Odorico Mendes, Raimundo Correia, Raimundo Lopes, Sotero dos Reis, Sousândrade e Teixeira Mendes.

Muitos e importantes nomes ficaram de fora, mas os critérios escolhidos foram a importância incontestável e a relevância inquestionável até a metade do século XX.

Com toda certeza não agradaremos a todos. Alguém dirá que falta um ou outro nome, e até pode ser verdade, mas dos 24 incluídos não imaginamos nenhum que pudesse estar fora. No futuro faremos outras alamedas e disporemos nomes de outros importantes maranhenses, para que sejam lembrados e reverenciados por nossa brava gente, que merece e precisa conhecer sua historia.

Resposta ao Jerry

Devo começar minha resposta ao Jerry dizendo que tenho por ele e por sua família carinho e apreço. Sou amigo de seu pai, Seu João, a quem devo finezas.

Depois devo dizer a ele que muito me satisfaz saber que o fadigoso texto que escrevi foi lido por ele e parece que por muita gente, pois ele, como o principal coordenador da campanha dinista resolveu responder-me com um texto no qual não se preocupa em contra argumentar, limita-se a tecer outros comentários no sentido de desviar-se do fulcro, do cerne da questão por mim levantada.

Há um pecado capital nesse tipo de resposta. Isso é uma técnica antiga, usada por quem não deseja esclarecer, alguém que como Chacrinha, acredita que veio ao mundo para confundir e não para explicar. Jerry responde um texto ao qual o seu leitor não teve acesso, logo, o seu leitor vai ler apenas a resposta, não tendo acesso ao texto que deu origem a ela, deixando seu leitor só com a sua versão, não dando a ele o direito de saber o que seu oponente disse. Tudo feito de modo muito democrático, respeitando a liberdade de expressão e de informação honesta e imparcial. Em linguagem bem moderna, SQN!

Para não cometer a mesma incorreção colocarei a seguir link no qual você poderá ler a resposta que o presidente do PC do B do Maranhão deu ao meu texto fadigoso “Exclamações e Interrogações”. blog.jornalpequeno.com.br/johncutrim

Ao tentar desqualificar meu texto usando o adjetivo fadigoso Jerry comete a primeira deselegância. Tenta diminuir seu opositor para com isso ficar em uma posição mais confortável. Tolice. Infantilidade. Não é assim que pessoas evoluídas discutem ideias, Elas usam teses e antíteses, argumentam e contra argumentam. Quando se tem que desqualificar o texto de um oponente em sua forma é porque desmontá-lo e desacreditá-lo em seu conteúdo é mais difícil. Espero que seja o que tenha acontecido em relação ao meu fadigoso texto.

Você diz em seu texto que Lobão Filho é candidato por falta de outro. Isso é verdade. Ele era candidato ao senado e com a desistência de Luís Fernando ele foi alçado na disputa pelo governo. O que não é de modo algum verdade é que Lobão Filho seja um candidato fraco, como você e seu chefe quer fazer as pessoas crerem.

Em campanha a mais de 8 anos, Dino mantinha esperança de o candidato contra si ser o excelente técnico e administrador Luís Fernando, pois assim sabia que a sua vitória estaria praticamente garantida, principalmente se Roseana resolvesse ficar no governo, impedindo que Luís fosse eleito Governador pela Assembleia Legislativa pelo prazo de nove meses, criando assim um fato novo capaz de alavancar sua vitória em outubro.

Realmente ninguém imaginava que essa reviravolta fosse acontecer, mas aconteceu e acabou melando os planos dos dinistas que na nova formatação iriam ter que enfrentar um candidato capaz de em apenas 15 dias de campanha já tinha superado seu antecessor nas pesquisas de opinião de votos.

Dino e Jerry ficaram preocupados e o que está acontecendo agora, são única e exclusivamente os desdobramentos dessa preocupação, é o temor de perder a posição confortável em que se encontravam antes, quando o candidato não lhes metia medo, quando eles nem se importavam em elogiar lhe as qualidades técnicas, pois sabiam que politicamente isso representava pouco ou nada. Com Lobão Filho, eles sabem, a coisa é diferente.

Nunca atingi Flávio ou quem quer que seja de forma desleal ou baixa. No caso de Flávio, reconheço suas qualidades técnicas, seu currículo como advogado, juiz, professor, e como deputado. Acredito até que tenha qualidades para um dia vir a ser governador do Maranhão, só não acredito que já esteja nessa hora, ainda não vejo em que, neste momento, ele possa trazer de bom para o Maranhão, ainda mais acompanhado de quem está. Acompanhado de políticos de altíssimo gabarito e de grande respeitabilidade, honestidade e honradez, (SQN) nomes como os de Zé Reinaldo e Waldir Maranhão para citar apenas dois.

Mas voltemos ao tema original. Pisaram na bola. Fugiram do debate. O que ainda pior, usaram uma desculpa absurda. A velha técnica da vitimização. Coitado de Flávio, tão frágil iria ser destroçado pelos cruéis jornalistas e radialistas da Mirante AM. Não tem que faça alguém que ainda não seja eleitor de Flávio acreditar nessa desculpa.

Veja bem. Helena Heluy me ligou pedindo que eu transmitisse um convite a Edinho para um debate promovido pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís que vai acontecer na OAB, reduto reconhecidamente ligado ao candidato comunista.  Sei que o clima neste debate tenderá a ser totalmente desfavorável ao meu candidato, mas como seu amigo e conselheiro dos menos qualificado, sou intransigentemente defensor da ideia de que ele deva ir, que nada tema, que no máximo o que pode acontecer com ele, é ele sair de lá mais respeitado por alguns do que ele entrou. Fugir do dialogo, qualquer que seja ele é uma demonstração de extrema arrogância. Agir assim é o mesmo que insultar aqueles que querem ouvir suas propostas. Tudo bem, essa ação segue uma estratégia, uma linha de raciocínio, mas também rasga um código de ética. Assumam isso. Não dissimulem. Não ajam igual aqueles que tanto condenam e que desejam substituir usando a bela e charmosa bandeira da mudança. Tenham coragem e falem a verdade.

Jerry diz a certa altura: “Somos radicalmente democráticos, com as consequências práticas que daí derivam e dão conteúdo. Inclusive, no respeito às divergências, no debate sempre respeitoso.” Como assim!? Respeito a divergências!?  O que se tem visto é que só está bom pra vocês quando há concordância com vocês! Se há alguma divergência, vocês não aceitam.

Lobão Filho e o governo que o apoia foram criticados com força e veemência nas entrevistas dos outros candidatos, na Mirante AM, mas Flávio não aceita críticas.

Aaahhhh!!!! Jerry… Assim não é nada democrático, meu irmão.

Quanto as tais retaliações, tinha certeza da sua postura, mas de qualquer modo foi bom que você ter esclarecido, assim essas pessoas que não acreditam que vocês sejam capazes de agirem de forma republicana e democrática, que pensam que vocês só sabem agir de forma raivosa e revanchista, pelo menos assim, elas vão ver que, de público, você não agi desta maneira e repudia quem o faz.

 

 

 ¡Exclamações &¿Interrogações.

¡Algo de muito estranho está acontecendo na campanha de Flávio Dino ao governo do Maranhão, pois não existe nenhuma razão verdadeiramente consistente para ele se recusar a participar de entrevistas ou debates nas emissoras de rádio e televisão de nossa capital exatamente no momento em que o eleitor precisa resolver em quem votar, logo no momento em que o cidadão precisa decidir quem será a pessoa que irá escolher para representá-lo no governo do Maranhão pelos próximos anos!

Segundo todas as pesquisas realizadas até agora, feitas por um lado ou por outro, o índice de indecisão dos eleitores está acima dos 60%. ¡Significa dizer que seis em cada dez maranhenses, cinquenta dias antes do pleito, ainda não sabe em quem votar!

Recusar mostrar a cara ao eleitor, recusar-se a mostrar suas propostas, suas metas, significa na melhor das hipóteses não querer correr o risco de ser rejeitado por ele. Eleitor indeciso é melhor que eleitor contrário. É assim que pensa e agi quase a totalidade dos candidatos que estão à frente nas pesquisas.

¡Imaginem uma luta de boxe onde um dos contendores teve sorte, encaixou um golpe e levou ao chão o adversário, conseguindo uma vantagem por pontos no primeiro round da luta e passa os outros onze se esquivando, tentando fazer o tempo passar, para ao final ganhar por pontos! ¡Ou um time de futebol que jogando por um empate, fica na retranca, rezando para que o juiz acabe logo com o jogo! É isso que parece estar acontecendo.

¡O risco que corre o boxer fujão é o adversário colocar um golpe certeiro, na ponta do queixo e levá-lo a nocaute! No caso do timeco retranqueiro, o risco é semelhante. ¡Imaginem um lançamento preciso em uma jogada de contra-ataque e um gol nos últimos minutos da partida!

¡As desculpas, para fugir ao debate são as mais diversas. Eles falam de parcialidade, de armação em um conjunto de entrevistas levadas ao ar na rádio Mirante AM, onde todos os representantes dos candidatos concordaram previamente com as regras e até sugeriram mudanças que foram acatadas pela direção da emissora; onde cinco dos seis candidatos compareceram e onde nenhum reclamou da forma com que foi tratado e que puderam falar o que bem quiseram, inclusive tecendo duras críticas ao governo e aos proprietários da emissora! Tem algo errado nisso.

Flávio reclama que foi alvo de todos os candidatos que o antecederam nas entrevistas. ¡Que coisa! Quatro desses cinco candidatos atacaram igualmente ao candidato do governo e nem por isso ele deixou de comparecer ao programa ou pediu qualquer direito de resposta ou coisa que o valha.

¡Ou a direção da campanha de Flávio acredita que o candidato não irá conseguir manter o controle de suas ações em relação a uma ou outra questão, fazendo com que o ouvinte observe alguma inconsistência ou fragilidade em seu discurso, como por exemplo, a sua incapacidade de lidar com opiniões antagônicas, sua pouca paciência, seu ar professoral ou simplesmente pelo desejo de não perder a cômoda vantagem numérica adquirida em mais de oito anos de campanha política e eleitoral!

¡Não querer participar de um debate na TV Difusora porque ela pertence a um dos candidatos é uma desculpa absurda, para quem deseja governar os destinos de todos os maranhenses. Se a emissora fizesse qualquer coisa que prejudicasse algum candidato, acredito que isso ficaria patente frente às câmeras e aquele que por acaso fosse lesado sairia ganhando ao invés de perder. A mídia televisão tem a capacidade de fazer com que as pessoas comuns que a assistem com muita frequência, possam sentir a verdade ou a mentira dita pelas pessoas. Ela pode nos fazer ver se um ou outro candidato tem segurança do que diz ou se o que deseja é nos fazer crer em… “Aparências nada mais!…”

¿Como é que alguém que deseja mudar o Maranhão vai fazer para ser transparente e democrático se não é capaz de conceder uma simples entrevista em uma emissora de rádio, mesmo sendo ela adversária? Imediatamente lembro-me de Fidel Castro, de Hugo Chaves e de Cristina Kirchner.

¿Quer dizer que se Flávio ganhasse a eleição, somente quem concordasse com ele poderia lhe fazer perguntas? Se agora, sem o poder nas mãos, ele destrói a liberdade de imprensa pela fuga e pela ausência, o que faria se tivesse nas mãos o poder maior do Estado?

¿É essa a mudança que as pessoas conscientes, que os bons maranhenses que apoiam esse grupo liderado pelo PC do B, querem ver implantada no Maranhão?

¿O que nós queremos é somente uma panaceia? Um mito? Uma desculpa?

Explico: Panaceia significa remédio milagroso que cura todos os males. Ora bolas! Não precisa ser comunista para não acreditar em milagres. Não existe esse negócio de salvador da pátria. O que há é um Sassá Mutema propagando aos quatro cantos que tem nas mãos o tal remédio que cura os males da inapetência, da omissão, da incompetência e da corrupção… ¿Mas será que esse mesmo remédio cura os males da hipocrisia, da arrogância, da prepotência e da intolerância? ¿Será que essa deusa da cura será capaz conseguir ajuda de sua irmã, a deusa da higiene, para que ela faça uma completa assepsia nos asseclas do candidato Asclépio? Acredito que nem duas deusas seriam capazes destes milagres.

PS: Algumas pessoas têm me aconselhado a não me expor tanto. Para eu não defender com tanta ênfase e com tanta veemência os meus pontos de vista, pois se caso Flávio e seus partidários vencessem a eleição eu iria sofrer muitas e grandes retaliações, que sofreria perseguições, que pessoas ligadas a mim iriam padecer nas mãos dos adversários.

Aqueles que me dizem isso parecem não me conhecer. Primeiro porque não acredito que Flávio vença a eleição. Segundo, caso isso acontecesse e houvesse qualquer retaliação a pessoas como eu, de posição clara e definida, pessoas respeitadas exatamente por sua postura antagônica, mas correta, exercida da forma republicana e democrática, isso seria a prova de que, tudo que foi dito sobre ele e os seus, é verdade. Se assim agissem iriam me dar uma oportunidade única de provar que eu estaria certo em não acreditar em suas propostas de mudança.

¡¿Mudança!?

¿¡Que mudança?!

 

 

 

impeachment!?

Depois de ter visto o Jornal Nacional na segunda-feira, 11 de agosto, fui me informar sobre o assunto para tentar analisar os fatos sob a luz do bom senso.
Uma contadora ligada ao doleiro que é personagem principal em várias denúncias de crime Brasil afora, deu depoimento na policia federal onde conta que teria acontecido uma reunião para tratar do pagamento de propina pela liberação de precatórios devidos à Constran e que nesta reunião estariam presentes assessores graduados do governo do Maranhão. Tal notícia foi divulgada no Jornal Nacional e levou a crer que os funcionários citados estariam envolvidos em conluio para lesar o nosso Estado.

Acontece que a depoente citou o nome de uma pessoa que no organograma administrativo do governo não tem nenhuma ligação com o pagamento de precatórios. Essa pessoa que é responsável pela gestão do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria do Estado do Maranhão, quando procurada pela emissora, disse que foi convidada a participar de uma reunião e que nela, indagada sobre assuntos relacionados ao FEPA, disse apenas que os recursos deste fundo só poderiam ser depositados ou investidos em bancos oficiais. Em que isso se relaciona a precatórios?

Esses fatos levam a crer que na citada reunião, acontecida no Gabinete Civil do Estado do Maranhão, em horário de expediente, não foi tratado nenhum assunto sobre precatórios e sim sobre fundo de pensão, e mais, que a posição dos membros do governo teria sido contrária a qualquer negócio envolvendo o FEPA, principalmente com bancos privados.

A depoente mistura os assuntos, não sei se de propósito; a polícia federal não os esclarece, não sei se propositalmente; a emissora responsável pela matéria jornalística, agi de forma desleixada, querendo apenas noticiar um fato sem que antes investigue se o que apresenta ao telespectador é a verdade ou uma mera versão oportunista. Misturar dois assuntos tão distintos é pura má fé! Ou da depoente, ou da PF ou da TV Globo. Estava então criada uma grave crise.

O tal doleiro foi preso em São Luís, mas antes disso, segundo a reportagem, teria trazido para o Maranhão uma quantia enorme de dinheiro em duas malinhas de mão. Acredito que quando essas malas passassem pelos raios x dos aeroportos, o dinheiro dentro delas, teria sido detectado! Mas pode ser que o sujeito tenha vindo de avião particular… Se a PF sabia que havia dinheiro de corrupção naquelas malas por que não as confiscou ou as seguiu o tempo inteiro?

Eu até acho que sou um bom ficcionista e posso imaginar mil formas de desenvolver um conto ou um roteiro onde essa estória mas isso é um problema para a PF, não para mim, um Sherlock amador. Há no entanto ainda um fato inacreditável! A reportagem afirma que um dos envolvidos deixou na recepção de um hotel de nossa capital, uma caixa supostamente contendo dinheiro, e que somente três dias depois, a tal caixa teria sido resgatada por um funcionário do Governo. Puxa vida! Deixar uma bolada de dinheiro em uma caixa, na recepção de um hotel e ela só ser retirada dias depois de ser deixada, é demais até mesmo para roteiristas como Tarantino ou Woody Allen.

No meio do depoimento a tal contadora diz que foi entregue certa quantia em dinheiro a um assessor da governadora e que este reclamou da pouca quantidade, dizendo que iria falar com a chefa. Ora bolas! Macacos me mordam! Acredito que esteja clara a intenção de quererem envolver o nome da governadora, mesmo sabendo que não há a menor possibilidade de ligá-la a esse caso.

Os esclarecimentos prestados pelos funcionários do Governo do Maranhão citados na precipitada reportagem de televisão, reprisada nos dias subsequentes nos noticiários da emissora, com o mesmo estardalhaço, dão conta de que o que foi dito pela depoente e narrado na matéria de TV não é verdade.

Segundo tais esclarecimentos, nunca aconteceu nenhuma reunião clandestina entre a Constran e membros do governo; O pagamento do precatório a essa empresa obedeceu ao cronograma estabelecido pela justiça que homologou todos os procedimentos da Procuradoria Geral do Estado, com a devida anuência do ministério público e da justiça; Que a Constran, através de seus advogados estiveram sim com representantes do governo para tratar do pagamento do precatório, como faria qualquer credor do Estado; Que a negociação transcorreu com correção e lisura e foi benéfica ao erário estadual, o pagamento efetuado em vinte e quatro parcelas e tendo havido uma economia de quase trinta milhões de reais.

Se não havia como beneficiar a Constran, se o cronograma de pagamentos dos precatórios não foi desrespeitado, se houve o parcelamento e o barateamento da dívida do Estado, se a empresa credora não foi irregularmente beneficiada, por que ela iria pagar propina a qualquer membro do governo?

Não há motivo causal claro ou consistente que comprove ter havido alguma irregularidade relacionada ao pagamento desses precatórios. Sem provas fortes e substanciosas é impossível, a luz do bom direito ou do bom jornalismo envolver o governo nessa armação. Já na política baixa e no jornalismo barato que tem sido praticado nesse país, acusações torpes acontecem antes que se apure a veracidade dos fatos.

Tentar construir um caso bombástico usando um depoimento de uma pessoa amparada pela lei da delação premiada, onde ela envolve sem nenhuma consistência ou prova o nome da Governadora Roseana Sarney, e querer com isso fazer um impeachment!… Isso já é demais.

Acusar é fácil. Destruir reputações de pessoas reconhecidamente sérias como a de Helena Maria Cavalcanti Haickel, que sempre trabalhou no sentido de construir uma vida correta e ilibada, é fácil. As pessoas que tentarem destruir essas reputações e essas vidas devem ser responsabilizadas e punidos, civil e criminalmente, da mesma forma radical, como exigem seja feito com aqueles que acusarem injustamente.

PS: Algumas vezes aqui, neste mesmo espaço, tenho criticado alguns posicionamentos da governadora Roseana Sarney no que tange a sua forma de agir politicamente, mas não acredito em qualquer envolvimento dela em ato de corrupção.

Clique aqui e veja alguns documentos sobre o assunto

A morte prematura e trágica de Eduardo Campos…

A morte prematura e trágica de Eduardo Campos tira do povo brasileiro um jovem e brilhante guerreiro, que acima de suas ideias e sua ideologia, independentemente de suas concepções políticas ou partidárias, lutava claramente por um Brasil melhor, colocando-se na linha de frente na batalha dos enfrentamentos dos problemas da nação.

Perde o Brasil, perde o Nordeste, perde Pernambuco, mas perde principalmente sua família, a quem ofereço as minhas condolências, certo de que Eduardo cumpriu fielmente o papel que o destino lhe reservou.

Atravessando a ponte

O texto abaixo me foi enviado por minha ex-mulher, a artista plástica, Ivana Farias. Ela encontrou-o vasculhando sites de livros e leituras http://www.skoob.com.br/livro/400669-a-ponte, e mandou para mim. Obrigado Vanvan, você me deu o quinto melhor presente desse dia dos pais de 2014. O primeiro foi o vídeo maravilhoso feito por minha filhota Joama; O segundo foi um abraço dado por nossa filha Laila; O terceiro foi a mensagem de Ananda, direto da Terra do Fogo; O quarto foi a feijoada comemorativa da data na casa de minha mãe; O quinto e não menos importante foi saber notícias de “Dona Sucoro”, como carinhosamente a chamava Tiago, uma espécie de empregado-filho que tive por alguns anos na TV Maranhão Central, em Santa Inês.

Tiago e Socorro desde cedo formaram uma linda e honrada família, baseada nos bons princípios e no trabalho.

Tiago aprendeu fazendo. De cinegrafista e editor, daí para diretor de TV, depois para diretor de operações. Hoje é sócio de um canal de televisão em Santa Inês e deve isso a três importantes fatores: Ter trabalhado em uma escola e ter estudado em um trabalho (fico honrado em ter podido propiciar isso a ele em nossa empresa); Ter escolhido uma mulher que o levou a crescer na vida, dando a ele toda a tranquilidade para mostrar o que de melhor tinha nele, sua perseverança; E por ser boa pessoa e um sujeito honesto.

Li o que escreveu “Dona Sucorro” e fiquei emocionado. Vez por outra a nossa vida nos prova que sermos verdadeiros tem uma vantagem inestimável, nos faz ser vistos e sentidos pelas pessoas da forma que realmente somos.

Obrigado Socorro. Abraço em Tiago. Diz pra ele não deixar de ensinar para as pessoas tudo que sabe, que o conhecimento que ele adquiriu na vida só serve para ele se ele passá-lo adiante, que o que ele aprendeu na vida e no trabalho ele não deve levar para o túmulo. Beijos nas crianças que já devem ser bem grandes.

J.H.

 

Atravessando a ponte
Acompanho Joaquim Haickel desde 1989 quando ele era, então, patrão do meu marido.

A princípio chamou-me atenção a relação patrão/empregado pouco comum entre os dois. Parecia mais uma relação de amor e ódio.

Ora Joaquim ligava muito cedo para minha casa para falar com meu marido e, ao atendê-lo, a ele tecia elogios inacreditáveis de se ouvir de um patrão, ora dizia xingamentos raivosos e incompreensíveis… eu era espectadora daquela convivência conflituosa.

Do outro lado meu marido ora era só adoração pelo patrão/ídolo, ora era só destempero e berros ao telefone como um empregado jamais, em tempo algum pode tratar um patrão.

E assim eles seguiam até que a vida os distanciou por completo. Não brigaram, apenas se afastaram depois de rompido o vínculo patrão/empregado. Uma pena.

Desde sempre percebi que Joaquim Haickel não era um tipo comum. Ele mandava pegar na minha locadora seis filmes pra ver numa só noite quando pairava por essas bandas… Mesmo antes de me conhecer, falava comigo ao telefone como se tivéssemos crescido juntos.

Sua pessoa despertou-me interesse e curiosidade e fiquei orgulhosa de observar seu nome no meu velho exemplar da Constituição Brasileira. Deputado constituinte. Político que fez história.

Depois descobri que também era escritor e que amava cinema e uns anos mais tarde, esperando para ser atendida em um consultório médico, folheando uma revista o vi vestido de chef ensinando uma receita à base de babaçu. Que criatura surpreendente esse menino do Pindaré, esse filho do bom e velho Nagib.

Nos honra, a mim e com certeza ao meu marido, ter caminhado um bom pedaço do nosso caminho tão perto dele.

Dia desses, também por acaso lendo um velho jornal descobri sua explícita e apaixonada admiração por Sebastião Moreira Duarte. Que coincidência das melhores! Sebastião, como se diz lá no sertão, é lá de nós. Olho D’agua do Melão, terra onde ele nasceu, é a terra do meu avô e do meu pai. Cajazeiras, onde ele estudou, eu nasci em 1966!

Acho que minha mente, eterna admiradora do estilo Joaquim Haickel de ser, fica buscando pontos de intersecção entre minha existência e a dele.

Esse texto, que já está ficando grande demais para o meu gosto (não gosto de conversa comprida) não é pra falar do escritor. Imagina se fosse!

A intenção a princípio era comentar a obra A Ponte.

Tenho esse livro na minha humilde biblioteca desde 1991 com uma singela dedicatória “para Tiago e Socorro com amizade” . Está lá na minha estante entre Dayle Haddon e Milton Hatoum. Hoje resolvi relê-lo depois de mais de vinte anos.

Foi um prazer. Literalmente. Se na literatura tivesse aquelas relações familiares próprias das religiões afro eu diria que Joaquim Haickel é um autêntico filho de Eros.

São contos deliciosos de serem lidos e impossíveis de não serem imaginados numa linguagem cinematográfica como têm sido apresentados ultimamente pelo autor. Tal qual Chico Buarque evoluiu da música para a literatura, Joaquim Haickel o fez da literatura para o cinema. Há caminhos que desde sempre estão traçados. Pois é.

São histórias do Pindaré, de São Luís, histórias de brigas, de piadas, de chifres, de prostituição, de amor, (em todas as suas formas), de pessoas e acontecimentos diversos no conteúdo e no tempo, tudo contado de um jeito ágil, rápido, ansioso e ao mesmo tempo romântico, escandaloso, surpreendente e inesperado como se a alma do autor pontuasse todas as linhas.

E chega de conversa. Continuarei, mesmo de longe, espiando Joaquim Haickel, lendo seus textos, vendo seus curtas. Dele, tenho sempre uma certeza: vai me surpreender!

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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