A Beleza da Democracia.

Um amigo meu pediu-me que eu o dissuadisse de votar em Flávio Dino. Pediu que eu lhe desse pelo menos um bom motivo pra que ele não votasse no candidato que diz representar a mudança para o Maranhão.

Primeiro disse a ele que nada tenho pessoalmente contra Flávio, apenas discordo de sua forma de pensar e de agir, politicamente. Disse-lhe que em relação ao próprio, sempre tive com ele uma boa e saudável relação de cordialidade e respeito; sou amigo de seu pai, Sálvio, que foi deputado estadual junto com o meu e é confrade na AML e na AIL; fui colega de seu irmão Nicolau na Faculdade de Direito e de sua cunhada, Sandra, minha querida amiga de infância, a quem confio importante causa advocatícia; gosto muito de seu irmão Sávio, homem cordato e correto. Tenho por sua prima Heloisa Collins carinho e amor de irmã. De tanto conviver com Hêlo, passei a chamar a mãe de Flávio de “tia Rita”… Daí, votar em Flávio ou concordar com os insistentes sofismas e mantras que seus partidários tentam nos impor, são outros quinhentos!…

Dito isso, mostrei-lhe que do meu ponto de vista, que acredito ser concreto, a mudança que Flávio apregoa, é meramente uma bandeira midiática. Que se ele for eleito governador do Maranhão, haverá é claro uma mudança, mas ela não será jamais a mudança que ele tenta nos fazer acreditar que ele seria capaz de realizar. Ela seria meramente uma mudança de nomes de pessoas, de posições das peças no tabuleiro do xadrez político maranhense. Não haveria nem sequer uma mudança qualitativa de nomes, como as evidências podem facilmente comprovar.

Para provar o que lhe dizia, pedi que meu amigo imaginasse a mudança que representaria Zé Reinaldo sendo secretário de Infraestrutura ou mesmo do Gabinete Civil. Perguntei se ele acreditava que ZR iria fazer diferente do que fez durante toda a sua vida, quando era um dos comandantes da “oligarquia”, sempre abençoado por seu padrinho Zé Sarney!

Que mudança real significaria meu amigo Roberto Rocha como senador, representando nosso Estado na Câmara alta da nação? Nenhuma. O fato de eu gostar dele, de respeitá-lo, não muda o fato de ele ser remanescente da mesma “oligarquia”, de usar os mesmos métodos.

O que iria mudar no Maranhão governado por Flávio Dino se o secretário de Educação ou mesmo de Ciência e Tecnologia fosse Waldir Maranhão? Nadica de nada! Iria era piorar! Ele já foi reitor da UEMA e já ocupou importantes cargos no governo, e o que fez que possa credenciá-lo como agente de boas mudanças? O mesmo poderia ser dito de Raimundo Cutrim e de alguns outros.

Imaginem Weverton Rocha novamente como secretário de Esporte e Lazer, posto que já ocupou no governo Jackson Lago!… Ele iria fazer diferente? Não, né!?

Quais as contribuições que dariam os inúmeros remanescentes da tal “oligarquia” em um eventual governo de Flávio? O que fariam de diferente Humberto Coutinho, Tema, Zé Vieira, Rubens Pereira, Hélio Soares, Camilo Figueiredo?… O que eles mudariam no panorama administrativo de nosso Estado? Nada. Absolutamente nada. Só se fosse para pior!

Como procuro sempre ser justo – mesmo sendo isso coisa difícil de ser, principalmente no que diz respeito à política – devo dizer que existem personagens nessa tragicomédia que realmente poderiam representar o novo, que realmente poderiam significar mudanças, que poderiam vir a ser verdadeiras, caso conseguissem realizar os propósitos que sacodem como estandartes midiáticos de batalha.

Antônio Nunes, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Bira e Rubens Junior são bons quadros e juntamente com Márcio Jerry poderiam representar o novo, ideologicamente falando, mas misturados ao rebotalho da “oligarquia”, podem vir a se contaminar tragicamente. Nesse contágio catastrófico só seriam superados pelo próprio Flávio, que bem sabe, político consciente pode até por algum tempo enganar a todos, enganar muitos por pouco tempo, mas nunca, jamais, a si mesmo por um único segundo.

No caso de Edivaldo Júnior que tem aprendido algumas lições políticas da pior maneira possível, enfrentando às vezes o abandono de alguns aliados, a cobrança dos cidadãos e as afiadas canetas, microfones e lentes da imprensa, não é diferente. Na mesma situação se encontram outros prefeitos que eram tidos como a vanguarda da mudança e acabaram por provar que esse negócio de mudança na política só existe no discurso.

Disse ao meu amigo que é muito difícil ser gestor público, que não é fácil administrar uma cidade, um Estado ou um país. Na boca, tudo parece ser possível. O difícil se torna uma mera questão de boa vontade e o impossível agrega à boa vontade um pouco de heroísmo. Isso de boca. Na realidade, as coisas são bem diferentes. Que muitas das promessas irão evaporar em meio a nuvens densas de altas pressões internas e de desculpas.

Em momento algum descredenciei ou desqualifiquei seu candidato. Tentei mostrar-lhe apenas o sofisma da mudança.

Disse-lhe que sou conhecido por dizer verdades que algumas pessoas em meu próprio grupo não desejam ouvir, que gostaria de ter oportunidade de dizer uma dessas verdades para FD, que ele saberia da veracidade de minhas palavras, mas não poderia reconhecê-las verdadeiras, porque neste momento, a única coisa que importa é ganhar a eleição.

Quando terminei de falar meu amigo disse em tom solene, colocando a mão carinhosamente em meu ombro: “Sendo você a me dizer tudo isso, eu acredito, mas mesmo assim, mesmo acreditando que você diz a verdade, ela não é suficiente para mudar a minha vontade de ver o Maranhão dirigido por outro grupo. Se você estiver certo em breve todos nós saberemos e então poderemos lutar por uma nova mudança”.

Eu que sempre tenho resposta pra tudo, calei.

PS: A conversa que tive com esse meu amigo foi anterior a ter acesso à transcrição de uma conversa onde o ex-deputado Rubens Pereira, ex-membro da oligarquia, atualmente um importante comandante do grupo de Flávio Dino diz ao presidente do TCE, Edmar Cutrim: “…Nossa responsabilidade agora é conciliar todo mundo como era no grupo Sarney!…”.

Quantidade de vagas proporcionais por coligação e partidos.

DEPUTADOS FEDERAIS (18)
 
# PMDB/PV/PRB/PTB/PR/DEM (6)
# PSL/PSDC/PRP/PTN/PRTB (3)
# PEN/PTdoB/PSC/PMN/PHS (2)
# PT/PSD (1)
# PSDB/PSB/PCdoB/PR/SDD/PPS (5)
# PDT/PTC/PROS (1)
 

 

DEPUTADOS ESTADUAIS (42)
 
# PMDB/PV/DEM/PTB/PSC/PTdoB/PRTB/PR (16)
# PEN/PMN/PHS/PSD (3)
# PT (2)
# PRB (2)
# PSL (2)
# PRP/PSDC/PTN (3)
# PSDB/PSB/PCdoB/PDT (10)
# SDD/PPS/PP/PROS (2)
# PTC (2)

Ao senhor, Blogueiro, Alberto Barros

Senhor Alberto, não o conheço, não sei qual é a sua intenção a propagar uma inverdade usando o meu nome, portanto devo interferir para tentar colocar a verdade em seu devido lugar e afastar seu erro, por desconhecimento ou má fé.

Em momento algum disse que alguém estava fora da disputa pela vaga de deputado. A abreviatura RAF é Ricardo Archer Filho e para seu governo, ele tem mais chances de se eleger que os demais competidores em amarelo nessa lista.

Não use meu nome em nenhuma armação, na dúvida não me cite, não sou fonte desautorizada.

O Maranhão é destaque no 7° Festival de Cinema da Amazônia (publicado originalmente em 16 de dezembro de 2009)

Festival de cinema e vídeo ambiental

Dos 18 prêmios entregues no ultimo dia 12 de dezembro aos filmes que venceram o 7° Festival de Cinema da Amazônia, cinco desses prêmios foram entregues a filmes e cineastas maranhenses, comprovando assim a boa fase por qual passa o cinema maranhense.

Pelo Ouvido de Joaquim Haickel foi escolhido pelo júri técnico o melhor filme de ficção do festival, enquanto o filme Vela do Crucificado, do também maranhense Frederico Machado foi escolhido melhor filme do festival. Além do prêmio de melhor filme, Vela do Cruscificado ganhou os prêmios de melhor direção, melhor roteiro e melhor ator.

PREMIAÇÃO:

PRÊMIO PARA MELHOR FILME OU VÍDEO:

Vencedor: A VELA DO CRUCIFICADO
Direção: Frederico Machado (MA)

PRÊMIO VITOR HUGO: MELHOR FICÇÃO

Vencedor: PELO OUVIDO
Direção: Joaquim Haickel (MA)

PRÊMIO DANNA MERRIL: MELHOR DOCUMENTÁRIO

Vencedor: A CASA DOS MORTOS
Direção: Débora Diniz (DF)

PRÊMIO MAJOR REIS: MELHOR ANIMAÇÃO

Vencedor: O DIVINO DE REPENTE
Direção: Fábio Yamaji (SP)

PRÊMIO MANOEL RODRIGUES FERREIRA: MELHOR EXPERIMENTAL

Vencedor: VOZES
Direção: Anna Costa e Silva, Fabio Canetti e Luíza Santoloni (RJ)

PRÊMIO CHICO MENDES: MELHOR ROTEIRO

Vencedor: A VELA DO CRUCIFICADO
Direção: Frederico Machado (MA)

PRÊMIO MARINA SILVA: MELHOR MONTAGEM

Vencedor: FAÇA SUA ESCOLHA
Direção: Paulo Miranda (SP)

PRÊMIO POVOS INDÍGENAS DE RONDÔNIA: MELHOR TRILHA SONORA

Vencedor: Dayane e Zé Firo
Direção: Marta Kawamura (SP)

PRÊMIO SILVINO SANTOS: MELHOR FOTOGRAFIA

Vencedores: CORTEJO NEGRO, dirigido por Diego Muller (RS), e, O MAR DE DENTRO
Direção: Paschoal Samora (SC)

PRÊMIO CAPÔ (MAURICE CAPOVILLA): LINGUAGEM

Vencedor: JUSTIÇA EMPLACA
Direção: Alexandre Bersot (RJ)

PRÊMIO MELHOR DIREÇÃO

Vencedor: A VELA DO CRUCIFICADO
Direção: Frederico Machado (MA)

PRÊMIO MELHOR ATOR

Vencedor: AURO JURICIE (o Pai) em A VELA DO CRUCIFICADO (MA)

PRÊMIO MELHOR ATRIZ

Vencedor: Fernanda Machado, do filme INVERNO (PR)

JURI POPULAR – PREMIO THIAGO DE MELLO

Vencedor:O ANÃO QUE QUERIA SER GIGANTE
Direção: Marão (RJ)

PRÊMIO ABD-RO/LIDIO SOHN – DOCUMENTÁRIO

Vencedor: DUAS VEZES NÃO SE FAZ
Direção: MARCOS VILLAR (PB)

CATEGORIA VÍDEO REPORTAGEM AMBIENTAL NACIONAL:

Vencedor: ROTA DE ORELLANA
Direção: Orlando Junior (AM)

MELHOR REPORTAGEM AMBIENTAL RONDONIENSE

Vencedor: SAÍDA PARA O PACÍFICO – IMPACTOS SOCIAIS
Direção: Simone Norberto (RO)

Pelo Ouvido é o único filme brasileiro no The London Latin American Film Festival

The Sea/El Mar

Tuesday 10 Nov 7:30pm Bolivar Hall
Dir. Maricarmen Merino, Costa Rica, 2009, 14 mins, colour
A boy, accompanied by his pet goldfish, travels all day with his mother to receive his birthday present; a visit to the sea. A marvellous script and superb performances, beautifully filmed, add up to a small, poignant masterpiece.

Escorbo

Friday 6 Nov 6:30pm Riverside Studios
Dir. Diego Rougier, Chile, 2009, 14 mins, colour
Cast: Carolina Varleta, Inigo Urrutia, Gustavo Becerra
An achingly funny and brilliantly choreographed dance between characters and camera, in which the complex relationships of an extended family are laid bare through their reactions to the mysterious ‘Escorbo’. Witty and inspired filmmaking, cleverly exploiting the full potential of digital production.

Debut and Farewell

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Saturday 14 Nov 1:30pm Duke of York
Dir. Diego Rougier, Chile, 2008, 19 mins, colour
Cast: Javiera Contador, Francisco Perez Bannen, Carmen Gloria Bresky
Where does performance end and life begin? Theatre, cinema and relationships become tangled in this intriguing and exquisitely crafted short drama.

Through the ear

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Friday 15 Nov 7:30pm Cafe Crema
Dir. Joaquim Haickel, Brazil, 2008, 18 mins.
colour
Cast: Amanda Acosta, Eucir de Souza, Gustavo Brandao Charlie, deprived of his senses in an accident, retains a primordial bond of love with Katie which keeps her hopes alive: but, something is still missing… until passion re-emerges in an extraordinary way. A dark and witty fable of survival and rebirth.

Quiroga

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Wednesday 11 Nov 6:30pm Riverside Studios
Dir. Amilcar Machado, Argentina, 2008, 13 mins, colour
Cast: Angel Angelucci, Edith Frydman, Luis Carlos Echeverry
A lyrical and sonorous lament for the passing of a way of life, told through a portrait of Don Jaime, one of the last remaining inhabitants of the hamlet of Quioga in rural Argentina. A gem of social realist filmmaking.

My Footsteps in Baragua/
Hijos de Baragua

Sunday 15 Nov 7:30pm Cafe Crema
Dir. Gloria Rolando, Cuba, 2007, 53 mins, colour and B/W
Migration has been, and is, a constant theme in the life of the people of the Caribbean. In the municipality of Baragua, in the present province of Ciego de Avila, Cuba, the stories and customs of the English speaking Caribbeans and their descendants, still remain alive. Today they are an integral part of Cuba. This documentary vividly explores a vibrant and little known cultural element of Cuba’s multi-cultural mix.

Stop! Father/Padre…Pare!

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Wednesday 11 Nov 6:30pm Riverside Studios
Dir. Jose Andres Nieto Galvis, Colombia, 2009,
9 mins. Colour.
Cast: Juan Fernando Galindo, Lorena Bueno, Esperanza Cifuentes Ruiz
A young priest faces perils, as well as temptations, during his bus journey through bandit country in Colombia, unaware that one passenger harbours a dangerous secret. A charming, witty and sexy short drama with an ending that will surprise everyone.

This Town Needs a Death

Sunday 15 Nov 1:30pm Duke of York
Dir: Ana Cristina Monroy, Colombia, 2008, 48 mins, colour
With beauty, grace and humour, transvestite Jesus Emilio assumes the persona of Stefany and confronts the closed and homophobic society of El Choco, Colombia, with the fact of his homosexuality. Stefany speaks intimately about her faith, the pain and isolation she suffers, being gay and black. Through the death rites of the Palo religion, she is, paradoxically, able to find new life and hope of acceptance and love.

 

O filme “Pelo Ouvido“, adaptado, produzido e dirigido por Joaquim Haickel, tendo por base um de seus contos, no transcorrer de um ano foi premiado treze vezes em onze festivais. Melhor filme no 17º Concurso Iberoamericano de Cortometrajes de Cartagena, na Colômbia, melhor filme no The 2009 Newport Beach Film Festival, melhor filme internacional no FirstGlance Film Festival Philadelphia 11, melhor direção no Boston International Film Festival, ambos nos Estados Unidos, melhor filme no VI Ibero Brasil Cine Festival de Valência e prêmio especial do júri na Mostra de Cinema Llatinoamericà de Catalunya, na Espanha. Já no Brasil, participou do 7º FestCine Amazônia, do 7º Festival Curta Natal e do 16º Festvídeo Teresina onde ganhou os prêmios de melhor filme de ficção. No II Festival Curta Cabo Frio (RJ), recebeu os prêmios, especial do júri e o de melhor atriz, enquanto no 31º Festival Guarnicê de Cinema (MA) saiu com os prêmios de melhor filme do júri popular e novamente de melhor atriz para Amanda Acosta.

“Pelo Ouvido” que participa da pré-seleção de vários festivais de cinema no Brasil e no exterior, foi também escolhido para participar do Palm Springs International Short Film Festival, do 12º Los Angeles Latino International Film Festival, do 17th Annual St. Louis International Film Festival, do 7th Miami Short Film Festival, do 6º Annual Oxford Film Festival, do Beverly Hills Hi-Def Film Fest, do 8º Route 66Film Festival, Beloit International Film Festival, do 3º Show Off Your Shorts Film Festival, do Very Short Movies Festival, do Nashville Film Festval, do Jacksonville Film Festival, do Syracuse International Film Festival, do Seattle International Film Festival, Seattle’s True Independent Film Festival 2009, do Tallgrass International Film Festival 2009, do Fourth Annual Independent Television Festival, do Sacramento Film and Music Festival 2009, do Atlanta Underground Film Festival e do Naperville Independent Film Festival (Estados Unidos); , do Festival Internacional de Cine de Cancún 2009 (México); do 34º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva, da XXXI Semana Iinternacional del Cortometraje de San Roque, do On & Off 4 Festival Creativo de Curtas en Ribadeo e do XII International Short Film Festival La Boca Del Lobo (Espanha); do Festival des Films du Mond, do 15º CFC Worldwide Short Film Festival e do 3º Brazilian Film Festival of Toronto (Canadá); do Camera Mundo – Festival de Filmes Independentes (Holanda); do Festival International du Film d’Amour de Mons (Bélgica); do European Independent Film Festival 2009 e do Encuentros de Cine Sudamericano de Marsella (França); do XXV Festival de Cine de Bogotá (Colômbia); do Quarto Festival Internacional de Curtas de Detmold e do Radar – Festival Internacional de Filme Independente de Hamburgo (Alemanha); do 30º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba); V Festival Internacional de Cortometrajes de Cusco (Peru); do #9 Filmstock de Luton e do 19th London Latin American Film Festival (Reino Unido); do 3º New Beijing International Movie Week (China); do II Festival de Cinema com Farinha da Paraíba, do 8ª Goiânia Mostra Curtas, da XXXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia, III Mostra Curta Audiovisual de Campinas, do 5º Amazonas Film Festival, do Vídeo Festival São Carlos 2008, do 15º Vitória Cine Vídeo, do Curta Três Rios, do Festival de Cinema e Vídeo de Muriaé, do 7º Festival Nacional de Cinema Varginha, da Mostra do Filme Livre, do MOSCA 5 – Mostra Audiovisual de Cambuquira, da sessão Curta o Curta, do 1° Cine Grandes Curtas – Festival Nacional de Cinema da Cidade de Pelotas, do Cine PE – Festival do Audiovisual 2009, do Festival do Coração e do CINESUL 2009, V Ibero Brasil Cine Festival – RJ/BR, do 20º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e do VI Mostra Curta Pará Cine Brasil (Brasil).

 

 

Estudo de probabilidade para eleição proporcional

A lista abaixo é o resultado de levantamentos feitos através de

informações dos partidos políticos e de pessoas que conhecem a situação

eleitoral das diversas regiões do Estado do Maranhão bem como dos

candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

 

Ela consiste na atribuição de votos para cada um dos candidatos de cada

partido ou coligação, resultando assim na quantidade de votos globais e

consequente cálculo do quociente eleitoral, e posterior distribuição das

vagas em disputa para cada um dos partidos ou coligação.

 

DEPs. FEDs. (18 VAGAS)
PMDB/PV/PRB/PTB/PR/DEM
12 candidatos para 6 ou 7 vagas
PSL/PSDC/PRP/PTN/PRTB
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PEN/PTdoB/PSC/PMN/PHS
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PT/PSD
4 candidatos para 1 ou 2 vagas
PSDB/PSB/PCdoB/PR/SDD/PPS
8 candidatos para 5 ou 6 vagas
PDT/PTC/PROS
3 candidatos para 0 ou 1 vaga

 

 

 DEPs. ESTs. (42 VAGAS)
PMDB/PV/DEM/PTB/PSC/PTdoB/PRTB/PR
22 candidatos para 16 ou 17 vagas
PEN/PMN/PHS/PSD
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PT
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PRB
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PSL
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PRP/PSDC/PTN
6 candidatos para 2 ou 3 vagas
PSDB/PSB/PCdoB/PDT
15 candidatos para 10 ou 11 vagas
SDD/PPS/PP/PROS
4 candidatos para 1 ou 2   vagas
PTC
4 candidatos para 1 ou 2   vagas

OBSERVAÇÃO:

PSOL, PPL, PSTU E PCB NÃO DEVERÃO ALCANÇAR O QUOCIENTE NECESSÁRIO PARA

ELEGER NENHUM DEPUTADO, FEDERAL OU ESTADUAL

 

# DEPUTADOS FEDERAIS

N PMDB/PV/PRB/PTB/PR/DEM
1 ALBERTO FILHO
2 CLEBER VERDE
3 DAVI ALVES SILVA
4 FRANCISCO ESCORÓRCIO
5 HILDO ROCHA
6 JOÃO MARCELO
7 PAULO MARINHO
8 PEDRO FERNANDES
9 SARNEY FILHO
10 SETIMO WAQUIM
11 VITOR MENDES

N PSL/PSDC/PRP/PTN/PRTB
1 ALOISIO MENDES
2 CHICO COELHO
3 JUCELINO FILHO
4 PERIRINHA
5 RICARDO ARCHER

N PEN/PTdoB/PSC/PMN/PHS
1 ANDRÉ FUFUCA
2 COSTA FERREIRA
3 DR. TALVANE
4 JUNIOR MARRECA
5 LOURIVAL MENDES
6 PENALDO JORGE

N PT/PSD
1 CLÁUDIO TRINCHÃO
2 FABIO GODIM
3 RODRIGO COMERCIÁRIO
4 ZÉ CARLOS

N PSDB/PSB/PCdoB/PR/SDD/PPS
1 DOMINGOS DUTRA
2 ELIZIANE GAMA
3 JOÃO CASTELO
4 LUANA ALVES
5 RUBENS JUNIOR
6 SIMPLICIO ARAUJO
7 WALDIR MARANHÃO
8 ZÉ REINALDO

N PDT/PTC/PROS
1 JULIÃO AMIM
2 ROSANGELA CURADO
3 WEVERTON ROCHA

# DEPUTADOS ESTADUAIS

N PMDB/PV/DEM/PTB/PSC/PTdoB/PRTB/PR
1 ADRIANO SARNEY
2 AFONSO MANOEL
3 ANDREA MURAD
4 ANTONIO PEREIRA
5 CAMILO FIGUEIREDO
6 CARLOS FILHO
7 CESAR PIRES
8 EDILASIO JUNIOR
9 FABIO BRAGA
10 HÉLIO SOARES
11 HEMETERIO WEBA
12 JOSIMAR DA BR
13 LÉO CUNHA
14 MANOEL RIBEIRO
15 MAX BARROS
16 NINA MELO
17 RIGO TELES
18 ROBERTO COSTA
19 ROGERIO CAFETEIRA
20 SOCORRO WAQUIM
21 STENIO RESENDE
22 VINÍCIOS LOURO

N PEN/PMN/PHS/PSD
1 CARLINHOS FLORENCIO
2 EDUARDO BRAID
3 JOTA PINTO
4 PRISCILA
5 RICARDO RIOS
6 SERGIO VIEIRA

N PT
1 AMÉRICO
2 FERNANDO SILVA
3 FRANCISCA PRIMO
4 ZÉ INACIO

N PRB
1 ANA DO GÁS
2 CLAUDISON CITRIM
3 DOUTOR PADUA
4 JUNIOR VERDE

N PSL
1 EDSON ARAUJO
2 GRAÇA PAZ
3 ROMA

N PRP/PSDC/PTN
1 ALEXANDRE
2 ARISTIDES MILHOMEM
3 FABIO GENTIL
4 MARCOS CALDAS
5 PAULO NETO
6 SOUSA NETO

N PSDB/PSB/PCdoB/PDT
1 BIRA DO PINDARÉ
2 CARLINHOS AMORIM
3 FABIO MACEDO
4 GARDENIA CASTELO
5 HUMBERTO COUTINHO
6 NETO EVANGELISTA
7 OTELINO NETO
8 RAFAEL LEITOA
9 RAIMUNDO CUTRIM
10 SERGIO FROTA
11 VALERIA MACEDO

N SDD/PPS/PP/PROS
1 JUCELINO AÇAILANDIA
2 LUCIANO GENESIO
3 PATRICIA VIEIRA
4 WELLINTON DO CURSO

N PTC
1 EDIVALDO HOLANDA
2 NONATO ARAGÃO
3 TOCA SERRA

Apenas uma Carta do Passado  

Fazendo uma pesquisa na Internet para um trabalho que estou desenvolvendo, encontrei uma carta escrita por Plato de Corinto, um escravo grego forro, uma espécie de administrador ou secretário particular de Justus Domício Sílio, romano ilustre e nobre.

O texto que acompanhava a carta dizia que a sua tradução, do latim para o inglês e depois para o português foi feita no sentido de fazer com o texto ficasse mais compreensível para as pessoas do século XX.

 

“Senhor, meu mestre, filho de Júpiter e benemérito das boas causas, pai dos pobres e defensor dos oprimidos…”

“… Flávius Cotro Disceno entendeu, faz muito tempo, que para vencer essa maldita guerra civil não importaria com quem se juntasse, tanto que se associou com a pior escória remanescente da oligarquia Jônia!

O comando dessa oligarquia jamais entendeu que não poderia ficar apático, inoperante, inapetente. Não entendeu que não se deve nem se pode sair de um jogo quando se está perdendo. Que até se pode, e em alguns casos até se deve sair do jogo, mas deve-se saber a melhor hora de fazer isso, de sair de cena. Existem saídas que são motivadas pelo tempo, pela idade, que precisam ser feitas e existem permanências que deveriam ser motivadas pelo bom senso, pela necessidade, pela lealdade, utilizando-se um sentimento de companheirismo e de sacrifício comuns apenas nos verdadeiros bravos.

Enquanto os Discenos não fazem restrições a quem se juntar, seu primo, Marco Ápio Jônio, primogênito de sua tia România, comandante supremo da oligarquia Jônia, passou os últimos anos alijando companheiros por meras e gratuitas antipatias, por um critério seletivo absurdo, motivado por seus cortesãos, o que os enfraqueceu como grupo. Além do que, cresceram tanto que chegaram a um ponto que dentro de seu campo havia mais adversários que fora dele. Nem Marte consegue juntá-los como um único exército”.

“No tempo de Romulo e Remo, a rivalidade interna dos clãs era incentivada para fortalecer ao senhor supremo. Ficou patente que essa atitude funciona por um tempo, mas depois se deteriora, tanto que “uns almofadinhas, queridinhos do poder”, comensais da mesa grande, pessoas que sempre foram mais protegidas que outras, que com suas atitudes acabaram por fazer com que alguns covardes debandassem para o adversário. Os Jônios chegaram a um ponto onde quase todos eles estavam cometendo algum tipo de erro”.

“É verdade que não há batalha que seja perdida antes de seu final. Ainda há nos corações e nas mentes de alguns comandantes Jônios, o fogo da fé em uma boa batalha que os leve à esperada vitória.

Não há guerra que possa ser perdida por culpa de seus oficiais subalternos, eles só cumprem ordens. Quem as dá são os oficiais superiores, mas se estes não estão preparados para isso…

Os Jônios conseguiram enfim um guerreiro que se disponibilizou a sair de sua zona de conforto, que abandonou sua vila nas montanhas e sua toga de senador para enfrentar Flavius, adversário poderoso, que afia sua espada faz mais de oito anos, que possui bem junto a si um comando competente, que tem trabalhando a seu favor uma poderosa e sanguinária máquina de guerra, que arregimentou um exército de mercenários oriundos das fileiras do inimigo.

Enquanto isso, os Jônios não souberam ouvir os oráculos, não souberam interpretar as entranhas das aves. Cercaram-se, durante muito tempo, por uma cortina de lacaios que turvaram suas vistas e embaçaram sua percepção, que os embriagou com bajulações e loas.

Tudo que os Jônios têm hoje é esse guerreiro, Veritius Arria Latus, que luta em defesa desse imenso grupo, nem sempre coeso, graças às falhas de comando. Em outras circunstâncias esse guerreiro jamais teria condições de representar nosso povo, ele seria impedido pelas intrigas da corte e pelas preferências do poder.

O que me consola Mestre, é que no seio da corte adversária, as mesmas coisas já acontecem hoje, e conforme se desenvolverem os acontecimentos, as mães, historia e filosofia, juntas, feliz ou infelizmente, irão operar suas ações, fazendo com que seus trajetos, como sempre, se repitam.

Com pesar constato que nós, sua casa, seu povo, estamos no meio dessa guerra, dessa tragédia, que certamente, com essas proporções, não é a primeira desse gênero e pelo visto não será a última”.

“Mestre, o povo sofre, principalmente porque, tal qual já aconteceu antes, vê que há pouca ou nenhuma diferença entre os contendores de agora.

Rogo aos Deuses, protetores dos bons e dos justos, que na Gália, meu senhor esteja tendo sucesso em sua jornada. Que meu senhor encontre seu destino com leveza, coisa que deve sempre acontecer a um filho dileto de Júpiter.”

 

 

Justas Homenagens  

Em 2009 a Assembleia Legislativa do Maranhão concluiu a revisão da Constituição do nosso Estado e do Regimento Interno daquele Poder.

Entre as muitas coisas boas que já haviam sido incorporadas a essas duas leis fundamentais para o funcionamento institucional de nosso Estado figurava a que vedava a reeleição consecutiva para o mesmo cargo da Mesa Diretora da ALM.

Mais adiante, essa importante salvaguarda seria derrubada, na intenção de se reestabelecer o predomínio de uma só pessoa no comando daquela casa de poder. Mas o tiro saiu pela culatra. O dispositivo que havia sido premeditado para esse fim, serviu na verdade para colocar em evidência um outro ator, que graças a Deus não incorporou, por completo, aquele personagem já bastante conhecido dos deputados: o caudilho.

Mas não é sobre isso que eu quero tratar agora. Quero falar sobre o artigo 139 do Regimento Interno da ALM. Ele estabelece, se a memória não me falta, a concessão das Medalhas do Mérito Legislativo em seis áreas de atividades humanas: Manoel Bequimão, para personalidades que por suas ações, tenham se destacado, no Maranhão ou no Brasil; Terezinha Rego, para personalidades de destaque na educação e nas ciências; João do Vale, para vultos de nossa cultura e de nossas artes; Canhoteiro, para pessoas que tenham se destacado no setor esportivo; Maria Aragão, para pessoas que tenham lutado em prol das causas sociais; e Nagib Haickel, para personalidades relevantes no mundo empresarial e no mundo político.

Essas honrarias, estabelecidas pelo Poder Legislativo maranhense, com a finalidade de serem destinadas aos bustos de quem as mereça, por seus relevantes serviços prestados ao nosso Estado ou ao nosso país, só agora terão sua existência registrada no eterno bronze do tempo, graças à ação da atual direção da ALM. Aqueles que forem merecedores dessa distinção, por parte dos representantes do povo maranhense, terão a certeza do reconhecimento de sua trajetória, coisas que o fizeram se sobressair em um desses setores de nossa vida social.

Originalmente a ALM oferecia aos seus homenageados a Medalha Manoel Bequimão, mas os deputados acharam que ela deveria ter destinações especificas, referenciando o agraciado a uma personalidade marcante do seu setor.

Bequimão, todos sabem, é considerado o primeiro mártir da independência do Brasil. Revoltou-se contra as ordenações do trono português, mas acabou preso e foi enforcado.

Entre os seis homenageados, que emprestam seus prestigiosos nomes para essas medalhas, há uma, a professora Terezinha Rego que ainda está viva e trabalhando em seu ofício, em sua paixão, fato que muito honra e orgulha a todos nós.

A professora Terezinha realiza um maravilhoso trabalho como pesquisadora no setor fitoterápico, transformando folhas e plantas em cura para grande quantidade de doenças e ajudando assim uma infinidade de pessoas, no Maranhão, no Brasil e no Mundo.

Falar de Maria Aragão é chover no molhado. Essa grande mulher, grande ativista e líder, marcou nossa terra enquanto viveu com sua devoção às causas populares.

Também é chover no molhado se falar de nosso maior compositor musical e poeta popular, João do Vale. As letras de suas canções e suas melodias únicas nos fazem sentir orgulho de ter nascido nessa terra. Lembrando que João, com quem tive a honra de privar uma boa amizade, foi escolhido personalidade maranhense do século XX.

A inclusão do nome de meu pai, Nagib Haickel, nessa lista, muito honrou a mim e a minha família, mas a minha coerência me obriga a dizer que ele, dentre os demais, é o menos merecedor dessa honraria. Nada fez de extraordinário para merecê-la. A cada passo, a cada dia, andou e viveu dentro de seu trajeto, de seu roteiro. Se isso vale, valeu!

Acredito que muito poucos entre os mais jovens saberiam responder quem é Canhoteiro. Isso mesmo, quem é Canhoteiro, pois ele será sempre o maior dos futebolistas do Maranhão. Mesmo que nasça por aqui outro gênio da raça e do esporte bretão, Canhoteiro terá sempre reservado o primeiro lugar na fila dos craques maranhenses.

Era aqui que eu queria chegar. Estou convocando uma equipe de experts em futebol e em cinema para realizar um documentário sobre o homem, o anjo torto, o bailarino. Esse santo José de Ribamar. Para mostrarmos às novas gerações quem é esse maranhense que teria arrancado de Pelé a declaração de que ele seria o melhor jogador que o Rei teria visto jogar.

Quero poder, com a ajuda dessa boa e grande equipe, apresentar ao mundo, o artista que acendia as tardes e inventou o sol.

 

 

 

Em defesa do que é correto.

Vou muito a São Paulo, e por isso contrato o serviço de um taxista todas as vezes em que chego à terra da garoa. Seu nome é Wellington. Ele é proprietário de quatro carros de praça, em Sampa, o que lhe propicia uma vida economicamente equilibrada. Ex-jogador de futebol, ele fez um bom pé de meia e comprou até uma casa em Ilha Bela, para onde vai sempre que pode.

Falo de Wellington para dizer a você do orgulho e da satisfação que tive um dia, quando ele foi me buscar no aeroporto para me levar ao SPA São Pedro, em Sorocaba, e no caminho contou-me uma história que me fez sentir um orgulho tremendo. Disse que em uma de suas descidas para a praia, conheceu o proprietário das barcas que fazem o transporte em toda a região, inclusive para Ilha Bela. Disse que era um senhor do Maranhão, que conversou com ele. Disse que ele vistoriava pessoalmente as embarcações, verificava os equipamentos de segurança, conversava com os funcionários e atendia os passageiros, e que fazia isso com uma simplicidade e humildade incomuns a um empresário rico e bem sucedido.

Fiquei curioso para saber quem era esse meu conterrâneo que estava sendo tão elogiado. Mesmo sem saber quem era fiquei orgulhoso e feliz por saber que uma empresa de um maranhense vencera uma concorrência acirrada no maior estado do Brasil. Wellington não soube me dizer o nome do empresário, mas me disse que a empresa chamava-se Internacional Marítima. Sorri com os dois botões de minha camisa polo, pois se tratava de uma das empresas de meu bom amigo Luís Carlos Cantanhede Fernandes. Um desses self made man, um empresário que veio de baixo, que venceu pelo próprio esforço, que construiu uma trajetória de sucesso unicamente com sua dedicação incondicional ao trabalho.

De família humilde, Luís Carlos foi presidente da Associação Comercial do Maranhão por dois períodos e fez lá uma administração de sucesso, como é de seu costume fazer em tudo o que se envolve.

Você deve estar imaginando: será que JH ficou doido? Que motivo o leva a falar desse assunto? Aonde ele quer chegar? Explico: o candidato a governador do Maranhão pelo PCdoB, Flávio Dino, juntamente com sua entourage, desencadeou uma campanha no mínimo sórdida, levantando suspeitas e difamando a Atlântica, outra empresa do grupo de LC, que venceu legitimamente uma concorrência, para prestar serviços a diversos TREs, entre eles os do Maranhão, Amazonas e Mato Grosso. O motivo da ilação é o fato de Luís Carlos ser amigo da governadora Roseana e de seu marido.

A síndrome de perseguição que se instalou em nossa terra nesse pleito é algo de proporções homéricas. A mania de perseguição se alterna na conveniência do freguês com um complexo exacerbado de superioridade.

Estamos realmente em um tempo de transição. Qualquer candidato que vença esta eleição será verdadeiramente o condutor, o maestro de uma sinfonia nova em diversos aspectos. Meu medo é o maestro não conseguir conduzir e harmonizar tubas, violinos, oboés, pífanos, harpas, tambores, metais e baixos. Alguns muito baixos.

Nesse contexto, há, no entanto, duas coisas que recentemente me espantaram muito, como por exemplo, o candidato ao governo pelo PMDB, senador Lobão Filho, ter perdido a oportunidade única, de na quarta-feira, 10, em evento na Federação das Indústrias do Maranhão, na presença de grande número de empresários, indagar ao senhor Edilson Baldez, presidente da Fiema, que conhece como poucos o caráter de Luís Carlos Cantanhede e sabe de sua seriedade e da correção com que trata seus negócios, se ele achava correto o linchamento moral, a campanha difamatória deflagrada pelos comunistas contra o referido empresário. Gostaria muito de saber o que meu amigo Baldez diria. Gostaria de saber qual seria a reação do empresariado quanto ao fato do PCdoB e seus coligados terem implantando em nosso Estado um verdadeiro clima de terror e exceção, onde campeiam denúncias vazias e onde se inverte o ônus das provas em casos de acusações caluniosas e difamatórias.

A outra questão que causou espécie, foi o fato de que o candidato do Partido Comunista do Brasil dizer, disse e eu ouvi, que ele assinava embaixo de todas as propostas que o empresariado havia lhe apresentado. Que implantará todas, se eleito for. Meu Deus!!! Nenhum governante pode dar, em sã consciência, carta branca a uma determinada categoria. Ou o empresariado de nosso estado é realmente genial e fez propostas incríveis, que vão ao encontro do programa de governo de concepção comunista, (vai ver esses capitalistas são comunistas disfarçados) ou a proposta comunista para o nosso Estado é mera balela e eles simplesmente tem a mesma concepção de seu candidato a presidente da República. São neoliberais, iguais aos empresários da Fiema, da ACM, da CDL…

Há uma terceira possibilidade, que eu acho ser a mais plausível. FD sabe que só poderá realizar alguma coisa frente ao governo do Maranhão se vencer as eleições. Pragmático e dialético, ele sabe que quem deseja pegar pinto não diz xô! Quem diz que vai implementar todas as sugestões dadas pela classe empresarial do estado, vai dizer o que à classe trabalhadora? Pra se eleger, dirá a mesma coisa, sendo que aí significa ter que dizer o inverso.

Quem diz, sem o devido estudo de impacto econômico, que duplicará o contingente da polícia militar, quer uma única coisa, agradar ao eleitor que precisa se sentir seguro e protegido pelo estado. Demagogia!

FD tem um discurso para os trabalhadores e outro para os empresários. Dança no ritmo da música que estiver tocando no salão do anfitrião. Agindo assim, igual aos velhos políticos e acompanhado de muitos desses, ele só prova que, de novo, não tem absolutamente nada.

 

Joaquim Haickel por Joaquim Haickel

Atendendo a sugestões e tendo notado que realmente muita gente não sabe quem sou eu, resolvi publicar em meu blog um rápido perfil e lincá-lo nessa poderosa rede de comunicação e relacionamento que é twiter, possibilitando assim a quem nada sabe sobre mim fique sabendo pelo menos um pouco.

Espero que esse texto sirva não apenas para aqueles que não me conhecem, que, sem dúvida alguma, é a maioria, mas também sirva para refrescar a memória de quem já me conhece e àqueles que às vezes se esquecem de quem sou. Neste grupo incluo amigos e correligionários que não aceitam meu jeito independente de pensar e agir e adversários desafetos que imaginam que eu seja um capacho, um bajulador.

Pois bem. Lá vai:

Sou Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel, maranhense de São Luís, filho de Nagib e Clarice; Sagitariano com sol em sagitário e lua em escorpião; Estudei no Pituchinha, no Batista e no Dom Bosco; Joguei basquete e tênis (dava pro gasto); Tenho 55 anos e sou casado com Jacira; Sou advogado pela UFMA, empresário de radiodifusão, escritor e cineasta.

Eleito o mais jovem deputado estadual brasileiro em 1982, com 22 anos. Participei de uma das melhores legislaturas da historia do Maranhão. (vide a bancada da ALM 1983/1987) Na escolha dos delegados ao colégio eleitoral em 1984, votei contra Tancredo/Sarney, ficando por lealdade e gratidão, mas contra minha vontade, ao lado de meu pai. (Queriam que eu traísse meu pai. Não o fiz. Um homem precisa ser forte para fazer o que não deseja, fazendo o que é preciso ser feito).

Minha relação com parte do grupo Sarney que já era complicada, daí por diante ficou pior. Até hoje o é, pois algumas pessoas não aceitam quem pensa, quem seja livre em seus ideais, quem tenha a alma livre. Não se engane, isso acontece em todos os grupos. Mas existem pessoas dentro do meu grupo que não só aceitam isso, como apoiam e incentivam minhas atitudes, entre elas Sarney e Lobão.

Eleito deputado federal em 1986, estava novamente entre os mais jovens. Na constituinte só Cassio Cunha Lima, Aécio Neves e Rita Camata eram mais novos que eu.

Na ANC e na CD fiz parte de importantes comissões como as de Fiscalização e Controle, de Direitos e Garantias Individuais, de Constituição e Justiça e de Educação. Sou um dos autores da frase de abertura dos trabalhos das nossas cassa legislativas. Relatei contra a emenda de Amaral Neto que pretendia implantar no Brasil a pena de morte. Meu parecer foi aprovado. Meu pai e muitos de meus correligionários quase romperam comigo, mas provei a eles que eu estava certo.

Defendi os direitos individuais do cidadão. A igualdade de direitos entre todos. O respeito a todas as religiões e ideologias políticas. A liberdade de imprensa, de manifestação e de opinião. Banimos no texto constitucional qualquer sombra de intolerância em nosso convívio.

Entre 1991 e 1994 fui secretário adjunto de assuntos políticos e de educação no governo Lobão/Fiquene.

Em 1993, morreu meu pai, então presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em 1994 recusei a candidatura de deputado estadual. Queriam que eu aproveitasse a comoção da morte de meu pai como trampolim. Ele já havia sido decisivo em minhas duas primeiras eleições, não iria usar a sua morte como trunfo politico. Sabia que havia tempo de plantar e de colher e queria continuar plantando.

Com a ajuda de meu irmão Nagib, coloquei em ordem nossas empresas. Com um grupo de importantes empresários ajudei a fundar o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão, ICE-MA. Em 1996, com minha mãe e meu irmão, criamos a Fundação Nagib Haickel.

Voltei a Assembleia como deputado estadual em 1999. De lá só saí em 2011.

Nesse tempo acredito ter realizado um bom trabalho. Solidifiquei importantes amizades com governistas e oposicionistas. Adquiri respeito e credibilidade, tanto no meio politico quanto nos meios social e empresarial. Demonstrei correção e coerência em meus posicionamentos quando estava no governo e quando fui para a oposição.

No governo de Dr. Jackson Lago, fui tratado com respeito, mesmo sendo adversário, Como tal me opus a ele e mantive nossas diferenças no âmbito político.

Juntamente com bravos e bons companheiros, posicionei-me contra as reeleições consecutivas para a mesa diretora da ALM. Derrubamos a reeleição.

Fui primeiro secretario da ALM entre 2002 e 2003. Período em que a casa foi saneada.

Aprovei importantes leis, onde se destacam as Leis de Incentivo, a Cultura e ao Esporte, hoje o principal motor desses setores em nosso Estado. Fiz parte da comissão que reformou e adaptou a constituição estadual e o regimento interno do legislativo.

Nesses anos desenvolvi em paralelo minhas atividades culturais, ligadas à literatura e ao cinema. Lancei livros e filmes. Alguns destes últimos alcançaram grande sucesso. “Pelo Ouvido” participou de mais de 130 festivais de cinema no Brasil e no exterior, tendo ganhado 19 prêmios, entre eles o de melhor filme em Cartagena e o de melhor diretor em Boston.

Também nessa época fui eleito para a Academia Imperatrizense de Letras, para a Academia Maranhense de Letras e para o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Quando Roseana assumiu o governo em 2009, fui convidado para ser secretario de esporte. Recusei e apoiei a indicação de Roberto Costa para o cargo. Já sabia que não iria ser candidato à reeleição e queria completar os trabalhos que havia começado, concluir as aprovações e tramitações de projetos importantes. (é raro um deputado recusar um cargo de secretário, poucas pessoas entenderam minha opção)

Resolvi não me candidatar à reeleição em 2010. Estava acertado que concorreria como segundo suplente na chapa do senador de João Alberto. Isso foi mudado e meu amigo Mauro Fecury foi para esse lugar, sendo eu colocado como segundo suplente na chapa de Lobão. De repente apareceu o Pastor Bel, como sendo uma “liderança imensa” junto à comunidade evangélica… Tiraram-me da chapa e colocaram Bel. Senti na prática e na pele que havia sido bom ter aprendido, há muito tempo, que bom cabrito não berra.

Resisti o quanto pude para assumir a SEDEL no novo governo de Roseana. Achei que poderia ser mais bem aproveitado em outro setor. Assuntos Políticos, Cultura, Ciência e Tecnologia… Mas também temia pelo fato de eu não ser próximo a ela e a seu subgrupo. Acabei aceitando e lá estou desde 2011.

A SINFRA reformou o Castelão e a governadora entregou o estádio aos maranhenses nas comemorações de 400 anos de São Luís. O funcionamento desse estádio é o maior responsável pelo ressurgimento do vitorioso futebol maranhense.

Tenho tentado fazer o melhor que posso pelo esporte do Maranhão. Está nessa luta comigo uma pequena e excelente equipe, que mais do que eu é a responsável por tudo de bom que acontece por lá.

Até o final de 2014 iremos reinaugurar o Ginásio Costa Rodrigues, segundo maior símbolo do esporte maranhense. Até lá deverá estar depositado na conta do fundo estadual do esporte, quantia superior a um milhão de reais, montante advindo da lei de incentivo ao esporte e outras receitas, recursos com os quais meu sucessor poderá melhor administrar esse importante, mas pouco prestigiado setor da administração de nosso Estado.

Acho que isso basta para saberem quem sou! (pelo menos de meu ponto de vista)

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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