Reconheço-me preconceituoso!

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Durante um daqueles movimentados almoços de domingo, quando nossa família se reúne na casa de minha mãe, surgiu o assunto que acabou por resultar no texto de hoje.

Depois daquele dia reconheci perante todos que eu sou preconceituoso. Não que eu exerça qualquer tipo dos preconceitos usualmente existentes no dia a dia.

Reconheci praticar preconceito religioso. Não que eu abomine esta ou aquela pessoa por sua crença. Respeito igualmente católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas, hinduístas e os adeptos de qualquer religião, em que pese, mesmo eu crendo em uma força superior, eu não professar nenhuma religião especificamente.

O preconceito que eu tenho em relação à religião é no que diz respeito àqueles que as usam para manipular as pessoas. Além disso, sinto pena dos que se deixam manipular.

Reconheci que tenho preconceito de gênero. Não que eu valorize mais os homens que as mulheres. Descobri que na verdade eu tenho preconceito em relação a como as pessoas desses gêneros se colocam em relação a si mesmas e à sociedade em que vivem.

Homens que precisem reafirmar a sua condição masculina ou a sua macheza são tão dignos de restrição quanto mulheres que precisem sensibilizar as pessoas por sua condição feminina e “frágil”. Homens e mulheres devem ser simplesmente pessoas!

Bem junto ao preconceito de gênero aparece o preconceito de sexo. Não tenho nenhuma restrição a pessoas que escolham se realizar sexualmente como bem entendam. Nada tenho contra quem deseje ser bissexual, gay, lésbica, travesti, transexual, transgênero ou qualquer outra forma de manifestação da escolha sexual do indivíduo.

Sobre isso, devo dizer que tenho amigos e parentes gays e lésbicas e que os amo e respeito muito! Eles são pessoas inteligentes, competentes, produtivas e responsáveis. Cidadãos na melhor concepção da palavra. O que eu acho errado é quem usa a sua condição sexual apenas para agredir a família e a sociedade, que de forma igualmente constitucional, não os compreendam ou aceitam. Abomino também quem usa sua condição sexual para tirar proveito dos desavisados.

Não fui criado em um ambiente racial segregador, logo convivo com brancos, pretos, amarelos e vermelhos da mesma maneira.

Mas pra não ser hipócrita, certa vez fiz um teste comigo mesmo. Coloquei-me a imaginar minha filha casando com um afrodescendente! Fiquei incomodado com o que pensei, até que um dia ela me apareceu namorando um japonês! Convivendo com o rapaz, sublimei o fato de que meus netos pudessem vir a ter os olhos apertadinhos e serem mais baixos que os jogadores de basquete eu gostaria que fossem. O rapaz era tão gente boa que o fato de sua raça pouco importava.

Quanto ao preconceito em relação à classe social, sempre convivi com pessoas menos abastadas que eu. Não sei se ao dizer “graças a Deus” vou parecer arrogante, não é essa minha intenção, mas dizendo isso reafirmo o que todos já sabem: “Não ter”, é muito difícil. “Ter” é imprescindível. Todos deveriam possuir pelo menos iguais condições de lutar pela possibilidade de “ter”. Há, no entanto, um verbo, palavra que indica a ação do sujeito, capaz de fazer com que pessoas que não “têm” se igualem e até superem aquelas que apenas “têm”. Trata-se do verbo “ser”. De que adianta “ter”, sem “ser”!? Mais vale “ser”, sem “ter”. Quem “é” pode chegar a “ter”, mas quem apenas “tem” sem “ser”, jamais “terá” nada, pois nada “será”.

Naquele almoço comprovei o que eu já imaginava! Eu não tenho nenhum desses preconceitos que existem por aí. O meu preconceito é muito mais elementar, bem mais primordial que os que comumente enfrentamos. Meu preconceito é quanto ao tipo do caráter, da personalidade, da forma com que o indivíduo encara e exerce a vida.

 

PS: Há um outro preconceito do qual não consegui me desvencilhar. É em relação aos hipócritas, sectários e maniqueístas.

 

 

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Relatos de um sábado à noite

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Numa dessas noites comuns de sábado, em que os amigos não nos convidam para nenhum evento, eu e minha mulher fomos ao cinema assistir ao filme “Fome de Poder”, sobre o fundador da rede de lanchonetes McDonald’s. Quanto ao filme, apenas devo dizer que não lhe fará nenhum mal assisti-lo!

Ameaçava chuviscar e eu torcia para achar uma vaga o mais perto possível num dos acessos ao shopping. A sorte, que sempre me sorri, me deu um ótimo local para estacionar.

Logo ao descermos do carro encontramos uma amiga que não via fazia anos e tive uma gostosa sensação de saudade dos tempos do Colégio Batista, quando, muito jovens, brincávamos alegremente, sem nem imaginarmos os caminhos por onde nossas vidas nos levariam.

Num piscar de olhos minha memória me levou para passear lá pelo João Paulo. Lembrei-me das professoras, da equipe de estudos e trabalhos, dos recreios, do sanduiche de queijo com Q-suco de framboesa, dos jogos, de seu Zé e seus picolés, do professor Emilio, dos amigos, das namoradinhas… Naquele rápido abraço, trocamos anos de cumprimentos, palavras de carinho e afetos sinceros.

Minha mulher sempre ficou surpresa com a quantidade de pessoas que me conhecem! Ela sempre se impressionou com o fato de muita gente, muita mesmo, passar por mim e cumprimentar-me. Naquela noite, até eu mesmo fiquei impressionado e depois do terceiro cumprimento, resolvi contar. No trajeto entre o estacionamento e a sala de exibição, foram seis acenos de cabeça, quatro apertos de mão e duas paradas para uma rápida conversa.

Naquela noite encontrei o deputado Bira do Pindaré e sua esposa. Ele perguntou-me que filme recomendaria a eles, e eu, que pra falar de cinema só preciso de uma deixa, desfiei o rosário de minhas resenhas.

Ele, por sua vez e para minha surpresa, disse ser fã dos filmes de super-heróis da Marvel! Já eu, preconceituoso, imaginei que um deputado socialista só gostasse de filmes engajados!

Bira disse que iria assistir “Logan” e lhe disse que já o havia visto e que achei um filme pouco Marvel, com um toque sentimental e profundo. Até com metalinguagem, usando o clássico “Os brutos também amam” para metaforizar a fúria do personagem de unhas grandes.

Depois da tradicional pipoca entramos na sala. Sobre as compras feitas na lojinha dos cinemas, apenas a constatação que eles não vendem entretenimento, mas sim, guloseimas, pois elas são mais caras que os ingressos.

Depois de assistirmos ao filme fomos comer um delicioso sushi, para em seguida tomarmos o rumo de casa.

Saindo do restaurante, quase chegando ao carro, ouço alguém dizer: “Como vai deputado!”. Virei-me e vi que era o motorista de um táxi estacionado, à espera de passageiro.

Cumprimentei-o com o meu tradicional “E aí cumpade!”, ao que ele respondeu que estava tudo bem.

Ato contínuo, ele perguntou por que eu não havia mais me candidatado e nem deixou que eu respondesse e já foi arrematando: “Um homem como o senhor não devia deixar a política!”. Meu ego quis se inflar, mas ele nem deixou que eu agradecesse e demonstrando estar inteirado dos assuntos da política, mandou outra: “E a mulher!? Ela vai voltar, não vai!?”

Vi que a conversa poderia continuar em um barzinho e que minha mulher não iria gostar nada daquilo, portanto, me limitei a perguntar apenas o que ele achava! Se ela deveria voltar! Ele respondeu com um sorriso largo: “Claro! Nós éramos felizes e não sabíamos! Eu mesmo votei contra ela, mas não adiantou nada! Fez foi piorar! Aumentaram foi os impostos!…”

Dei-lhe um aceno de mão, entrei no carro e fui pra casa! Tinha muito no que pensar.

 

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Faxineiro de mim

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De tempos em tempos eu faço uma faxina na minha vida. Tento arrumar literalmente a minha cabeça, passar a limpo acontecimentos que de uma forma ou de outra marcaram e determinaram os caminhos por onde passei e consequentemente, direta ou indiretamente, os fatos responsáveis por eu estar onde estou, por ter chegado aonde cheguei.

Recentemente fiz uma dessas faxinas, uma bem rápida, pois foi motivada por um dos passatempos que aprendi com meu pai: observar pessoas enquanto elas comem. Dizia ele que enquanto as pessoas comem, ou elas ficam relaxadas ou tensas, e nesses momentos, se você for capaz de fazer uma boa observação, poderá ver claramente como são essas pessoas, analisar suas reações. Desnudá-las.

Numa mesa bem ao meu lado em um restaurante, estavam dois brasileiros e dois asiáticos conversando, ora em inglês, ora em português, ora em coreano. Durante aquela rápida observação, constatei que são poucos os arrependimentos que tenho na vida e mesmo que nenhum seja lá muito grande, existem alguns dos quais me lastimo.

Um de meus maiores arrependimentos é não ter me dedicado com mais afinco a aprender outros idiomas, principalmente o inglês.

Não foi por falta de apoio de minha família. Desde cedo meus pais me colocaram em escolas de inglês, mas eu ia para elas mais para brincar ou paquerar do que para estudar. Naquela época eu não sabia nada sobre o meu problema de dislexia, fato que pode ter contribuído para um baixo aprendizado, porém isso não é desculpa.

Mas voltemos ao restaurante onde aqueles quatro homens conversavam. Quando os quatro interagiam conjuntamente, falavam em inglês, quando os brasileiros interagiam entre si, usavam o português e quando os coreanos conversavam era em sua língua mãe. Esse fato não significa que estivessem sendo mal educados.

Observei que naquela mesa, bem ali do meu lado, havia um código que unia aqueles homens de procedências tão diferentes, a língua inglesa. Aquele era um código tão poderoso que unia até mesmo eu àquela conversa.

Naquele momento fiz a minha faxina. Reconheci que se eu tivesse realmente me dedicado a aprender inglês, coisa que minhas filhas Laila e Joama fizeram de maneira magnífica, eu hoje teria menos dificuldade no trabalho que resolvi encarar como sacerdócio, o cinema.

Fiquei triste comigo mesmo ao constatar tal coisa. Mas como não passo mais que alguns instantes deglutindo o que não seja especialmente saboroso e excitante, lembrei que exatamente minhas duas filhas que falam um inglês impecável, aprendido em um ano de intercâmbio na Inglaterra e nos Estados Unidos respectivamente, quando chegam ao exterior, em nossas viagens, não abrem a boca. Sou eu quem tem que tomar a frente e em meu deficiente inglês fonético e auditivo tenho que tentar me comunicar, sendo que para fazer isso não tenho o menor pudor, a menor vergonha de errar.

Sentado ali naquele restaurante, mesmo estando conversando com minha mulher, pensei só comigo: Poderia voltar a estudar agora, aos 57 anos… Mas já não quero aprender mais muita coisa. O que não aprendi na infância ou na adolescência, não quero mais aprender…

Nessa hora, quando refleti sobre esse pensamento, comecei a fazer uma outra faxina interna, pois nunca é tarde para se aprender coisas importantes!

Não sei se pior ou melhor foi a constatação que tive logo depois dessa segunda faxina. Descobri que o exercício desse tipo de autoanálise, de reflexão sobre quem, o que, como e quando nós somos, acaba por enriquecer a nossa existência ou nos coloca frente a frente com nossas verdades e mentiras de maneira cruel. Pensando bem, isso não pode ser pior do que não ter consciência de sua própria realidade.

Depois de basqueteiro, tenista, escritor, cineasta, parlamentar, me descobri faxineiro de mim! Pelo menos economizo o dinheirinho que acabaria destinado a um desses renomados e caros analistas, para, no outono de minha vida, num futuro não muito distante, pagar uma atenciosa cuidadora. Quem sabe ela possa ser letrada em línguas e possa ensinar um pouquinho de inglês ou de francês para um velhinho simpático!

 

 

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Oscar 2017

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Depois de ser taxado de preconceituoso no ano passado, o pessoal de Hollywood resolveu apontar para concorrer neste ano, três excelentes filmes que envolvem temas e personagens afrodescendentes, que, diga se passagem, em minha modesta opinião, os três são bem melhores que o queridinho da maioria do público e dos críticos de cinema, o primeiro grupo de desentendidos e o segundo de entendidos demais.

O tal favorito, “La La Land” indicado incompreensivelmente a 14 prêmios não tem todo esse mérito. Isso é coisa da indústria que quer prestigiar um musical, gênero que emprega muito mais pessoas do que um drama comum.

Dos indicados a melhor filme, meu favorito, é “Até o Último Homem”, drama de guerra baseado em fatos reais, dirigido pelo sanguíneo Mel Gibson. Outro que poderia vencer seria “Moonlight: Sob a Luz do Luar”. Filmes tão bons quanto os citados são “Estrelas Além do Tempo” e “Lion”.

No dia em que o imbecil do Trump disse que Meryl Streep era uma atriz superestimada ele deveria ter dito que ela é uma atriz super estimada e acredito que, em que pese ela merecer o Oscar por sua maravilhosa performance em “Florence: Quem é Essa Mulher?”, Hollywood vai dar-lhe o prêmio como mais um ato contra esse presidente obtuso que os americanos elegeram. A favorita é Emma Stone, mas não dá para comparar as duas. Há também Isabbele Huppert em “Elle”.

Para melhor ator, a disputa é entre Ryan Gosling e Casey Affleck. O primeiro é bom ator, o segundo é um canastrão, mas os dois não teriam o meu voto, ficaria com Viggo Mortensen ou com o sempre bom Denzel Washington.

Entre os atores chamados de suporte ou coadjuvantes, os premiados certamente serão negros. Viola Davis por “Fences” e Mahershala Ali por “Moonlight: Sob a Luz do Luar”.

No quesito direção, três dos cinco concorrentes tem chances semelhantes de levar a estatueta pra casa. Em minha ordem de preferência, Mel Gibson de “Até o Último Homem”, Damien Chazelle por “La La Land: Cantando Estações” e Barry Jenkins com seu “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, mas acho que vão premiar o diretor do musical.

Para “La La Land: Cantando Estações” devem ir também os prêmios de melhor trilha sonora e melhor canção original. Melhor fotografia deve ficar com “La La Land: Cantando Estações”, em que pese “Lion” ter uma fotografia belíssima!

A montagem ou edição é o momento em que um mau filme pode ser salvo ou um bom filme pode ser destruído. Em minha opinião é um outro momento de direção da obra. Entre os concorrentes deste ano nenhuma montagem foi mais perfeita do que em “Até o Último Homem”.

Melhor mixagem de som e efeitos sonoros é um prêmio técnico que a cada edição tem se tornado mais importante e todos os concorrentes deste ano tiraram nota dez. Tenho muitas dúvidas, mas acredito que casar os sons de estampidos de disparos e explosões é bem mais difícil que afinar um piano… Sei não! Ficaria entre “13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi”, “Rogue One: Uma História Star Wars” e “Até o Último Homem”.

Três produções concorrem em pé de igualdade para melhor efeito visual, até porque todos são no fundo grandes filmes de animação computadorizada. “Doutor Estranho”, “Mogli: O Menino Lobo”, e “Rogue One: Uma História Star Wars”.

A antiga direção de arte chama-se hoje de design de produção e nenhum filme fez isso este ano melhor que “Animais Fantásticos e Onde Habitam”.

Junto com a cenografia e a ambientação das cenas, o figurino e a maquiagem dos personagens dão mais ou menos verossimilhança à cena e ao filme. No primeiro quesito todos os concorrentes podem vencer sem que os demais se sintam descriminados. Todos estão impecáveis no figurino. Já na maquiagem o vencedor em minha opinião deve ser “Esquadrão Suicida”.

Costumo dizer que se pode fazer um filme ruim com um roteiro bom, mas que é impossível fazer-se um filme bom com um roteiro ruim. Também nos quesitos de roteiro original e adaptado qualquer um dos indicados que ganhar a estatueta dourada, terá sido feita justiça, pois todos são bons, sendo que os adaptados superam os originais em qualidade. Em minha modesta opinião os vencedores nessas categorias serão respectivamente “La Land: Cantando Estações” e “Moon light: Sob a Luz do Luar”.

 

PS: As categorias as quais eu não comentei, é porque não tenho parâmetros minimamente confiáveis para opinar.

 

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Uma experiência única! SQN!

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Esse meu texto é só de agradecimento! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a minha esposa Jacira por me levar para assistir a um dos piores filmes jamais produzidos em Hollywood. Trata-se do negativamente insuperável, “Cinquenta tons mais escuros”. Sem maiores delongas o filme é uma droga!

Para que eu não pareça um despeitado pela beleza do galã, por quem algumas mulheres suspiravam na sala, e em defesa da película, que graças a Deus não se gasta mais celuloide com esse tipo de porcaria, o filme tem duas coisas boas: As especiais adaptações das músicas de compositores e cantores famosos que povoam o filme e a escolha de belos cenários naturais e “industriais”, que fazem com que, quem conseguir ultrapassar a barreira das nuances do “Gray”, possa ver alguma coisa boa naquele desperdício de dinheiro, numa produção que lotou a sala de exibição naquela sessão.

Esse filme cumpre uma façanha. Inverte um dito popular: “Porcos às pérolas”!

Outra coisa boa se poderia dizer sobre esse filme. O rosto da protagonista é algo deslumbrante. A moça é verdadeiramente linda e o galã realmente não é feio, mas homem precisa de outras coisas mais do que beleza. Digo isso não por ser desprovido dela, mas porque realmente charme e simpatia são atributos mais importantes para um ator do que beleza. Estão aí para comprovar o que digo Humphrey Bogart, Spencer Tracy, George C. Scott, Anthony Quinn, Robert de Niro, Al Pacino, Morgan Freeman. Nem todo mundo consegue ser um George Clonney, né!?

Mas deixemos o filme em si um pouco de lado e falemos do cidadão que estava sentado bem ao meu lado esquerdo, já que minha mulher estava ao direito.

O energúmeno, desde a hora em que cheguei, se pôs a dedilhar um smartphone gigantesco, tão iluminado quanto a Estátua da Liberdade no 4 de julho. A este cidadão vai meu segundo agradecimento deste texto, uma vez que ele me fez exercitar a paciência que eu venho cultivando, a minha rara calma, a minha civilidade e minha urbanidade, coisas das quais tanto me orgulho.

Eu olhava para o cidadão e ele nem ligava! Eu me contorcia na cadeira e ele nada! Se aquele filme prestasse penso que não teria sido tão paciente, calmo, civilizado e urbano e teria perdido as estribeiras. Imaginem se estivesse assistindo a um filme de Christopher Nolan, daqueles que se piscarmos, perdemos o fio da meada!?

O sujeito ao meu lado, por mais que eu demonstrasse que seu tamborilar no celular estava incomodando, nada fez, aí eu educadamente com uma voz baixa e suave disse-lhe: “O amigo poderia desligar seu celular, é que apesar desse filme ser uma droga, eu preciso prestar atenção para poder, embasadamente, brigar com a minha mulher, quando sairmos daqui, por ela ter me trazido para ver essa porcaria”. Pensei que isso o faria achar graça e desligar o aparelho fazedor de imbecis! Ao contrário ele virou pra mim e disse: “Os incomodados que se retirem!”.

Ah, meus amigos! A primeira coisa que eu fiz foi me lembrar dos ensinamentos do mestre Gafanhoto! Não aquele do seriado Kung-Fu, mas meu compadre Gafanha, professor de uma geração de jogadores de basquete, que nos ensinou como proteger a bola usando o cotovelo! Até já lia a manchete do Jornal Pequeno de domingo: “Ex-deputado e cineasta Joaquim Haickel agride espectador em filme sensual”. Ri comigo mesmo e a única cosa que fiz foi me dirigir ao idiota, calmamente, e lembrar-lhe que antes da sessão começar há um filminho chato pra cacete que tenta ensinar às crianças e aos ignorantes que devem desligar os aparelhos eletrônicos, para que estes não atrapalhem a exibição do filme, mesmo ele sendo uma porcaria como aquela.

No final das contas o indigitado emborcou o aparelho sobre a perna, mas ele ficou a sessão inteira ascendendo umas luzinhas coloridas!

Eu continuei o calvário daquela sessão, sempre ao lado da mulher que amo, assistindo a uma obra baseada em uma trilogia best-seller, que resultou até agora em dois filmes péssimos, sem historia, sem criatividade, sem nada.

Ah, sim! Quem acha que o tal mister Gray é grande coisa, nunca viveu.

PS: Há uma cena no filme, na qual tanto o ator quanto o diretor demonstraram não ter nenhuma competência “linguística”!

 

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Os Lírios

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Eu até que me achava um sujeito positivo e otimista, mas uma vez me ocorreu um problema que jamais pensei que pudesse acontecer e me vi envolvido por uma preocupação assustadora!

Apesar do grande receio pelos efeitos que o tal problema poderia gerar para mim e para outras pessoas, me coloquei a trabalhar incessante e incansavelmente no sentido de entender o que estava acontecendo, para que pudesse resolvê-lo a contento.

Naquela noite só consegui dormir por três horas. De pé desde as quatro da madrugada não parei de pensar e de trabalhar para solucionar o problema, até que me lembrei de uma passagem da bíblia que minha mãe lia para mim quando eu era criança.

Era um trecho do mais belo discurso jamais proferido por um ser humano, um trecho do Sermão da Montanha, em que Jesus se dirige às pessoas sem fé, ansiosas e demasiadamente preocupadas, em que ele diz mais ou menos assim: Tenha fé! Não fiques tão preocupado ao ponto de passar da manhã até a noite e da noite até a manhã fixado em algo que lhe incomoda, mesmo que seja a preocupação sobre o que levar para casa para dar de comer a seus filhos ou sobre o que lhes dará para vestir. Olhais os lírios do campo, eles não trabalham, nem fiam, contudo vos digo, que nem Salomão em toda sua glória se vestiu como um deles…

Olha que eu não sou religioso! Abomino religiões e religiosos que exploram a boa fé das pessoas, mas eu creio que exista uma força criadora superior que rege o universo.

Eu não sou muito chegado a “igrejas”, no entanto, gosto de ouvir e de analisar as palavras de mestres como Buda, Moisés, Jesus, Maomé e outros luminares da humanidade. Mas, confesso que me lembrar da voz de minha mãe lendo aquele trecho do Sermão da Montanha me fez acreditar que mesmo que custasse bastante esforço eu conseguiria resolver aquele problema, que já não me parecia assim tão grande ou complicado.

Minha mãe sempre dizia e continua dizendo que “Deus proverá!” E meu pai completava, “desde que se lute e trabalhe para que as coisas aconteçam como esperamos”.

Quanto àquele problema!?… Ele, na verdade, nem era tão grande mesmo, e antes que percebêssemos, nós o resolvemos!

 

PS: Ao finalizar esse texto, depois de lê-lo e revisá-lo, me peguei rindo sozinho, ao perceber como fui tolo e ansioso, pois já que o tal problema não tinha nenhuma relação com nada que envolvesse saúde, com a Operação Lava-jato ou fatos correlatos, logo nem era um PROBLEMA!

 

 

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Uma análise sobre 2018

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Tenho recebido de alguns amigos, insistentes pedidos no sentido de que eu faça uma análise sobre os possíveis cenários políticos e eleitorais para 2018. Acho que ainda é muito cedo para isso!

Não sei se esses meus amigos querem é que alguma coisa que eu venha a escrever sirva de motivo para movimentar as rodas de conversas sobre esse assunto, possibilitando darem ao meu texto tons mais adocicados, cítricos ou apimentados, dependendo da coloração dos tais círculos.

Mas vamos lá!

Ao cargo de governador existem apenas três candidatos com reais chances de competir. Do lado da situação, Flávio Dino deve concorrer à reeleição, mas vai ter sérios problemas nesse intuito. Do lado da oposição existem dois nomes que podem encarar essa disputa, sendo que a candidatura de um fere de morte a candidatura do outro.

Caso Roseana venha a concorrer ao governo, inviabilizaria a aspiração de Roberto Rocha em disputar o cargo, pois não cabe em nosso tabuleiro de xadrez político mais de dois contendores com reais chances de vitória.

Ninguém desconhece que Roseana é a pessoa mais carismática da política do nosso estado, incluindo o atual governador Flávio Dino, e o ex-presidente José Sarney. Ocorre que só carisma não vence eleição. São necessárias algumas outras coisas! Resta saber se ela terá essas coisas a seu favor.

Ninguém também desconhece que o fato de Roberto Rocha, em 2018, estar no meio de seu mandato de senador, fará com que ele entre na disputa pelo governo sem muita preocupação com uma possível derrota. Alguém que não tem medo de perder tem uma espetacular vantagem na corrida para a vitória. No entanto, como no caso de Roseana, Roberto tem que agregar alguns fatores que ele também ainda não possui.

Fontes confiáveis comentam que Roseana vendeu sua casa em Brasília, o que nos faz crer que ela não pretenda voltar a residir no Distrito Federal, logo não deve estar em seus planos ser senadora! Pessoas ligadas a ela garantem que ela será candidata a governadora ou quem sabe a deputada estadual, uma vez que não deseja mais sair de perto de sua filha e de seus netos que moram em São Luís.

Esse é o primeiro nó que precisa ser desatado, pois ele interfere diretamente nas escolhas dos candidatos ao senado.

Pelo grupo entrincheirado no Palácio dos Leões, Weverton Rocha e José Reinaldo Tavares são os dois únicos políticos com reais condições de colocarem seus nomes à disputa do cargo de senador. Outras pessoas que ensaiam candidaturas ao senado do lado do governo não têm a menor chance de se viabilizarem.

Em minha modesta opinião, que como sempre contraria a de algumas pessoas, acredito que os dois principais grupos da política maranhense só elegerão um senador cada, em 2018.

Do lado da oposição a coisa é mais complicada, pois depende de uma série de “arrumações”.

Se Roseana for candidata a governador, inviabilizará a candidatura de seu irmão, Sarney Filho, ao senado. Como já comentei anteriormente, há a possibilidade de Roseana não disputar o governo, mas sim uma das quarenta e duas cadeiras do nosso parlamento estadual, o que nesse caso abriria a possibilidade da candidatura de seu irmão.

Além de Sarney Filho, nomes como os de Lobão Filho e o de Gastão Vieira estão colocados para também disputar o senado, ocorre que essa conta tem que ser feita com muita cautela, pois como já disse cada grupo só deverá eleger um senador em 2018.

Tudo está muito nebuloso!  Ainda não é possível se afirmar sem sombra de dúvida quem será candidato a que cargo. Mas uma coisa é certa, apenas os nomes citados aqui neste texto têm reais chances de disputar as vagas de governador e senador pelo Maranhão em 2018, os demais estarão simplesmente cumprindo tabela.

 

PS: Para falar sobre eleição de presidente em 2018 precisaria de uma bola de cristal! Sobre deputados federais e estaduais vai depender da reforma eleitoral.

 

 

 

 

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A Cultura, o Esporte e a Cidadania

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Quando eu penso em cidadania, penso automaticamente em cultura em seu mais amplo conceito. Cidadania é a noção cultural que o indivíduo tem de sua posição e de sua função na sociedade.

Cidadãos para gregos e romanos eram todos aqueles que tinham obrigações para com a sociedade e direitos perante o grupo do qual faziam parte. Para eles, mulheres, crianças e escravos não eram cidadãos, mesmo que eles pertencessem à mesma cultura. As sociedades evoluíram. Não há mais escravidão, pelo menos não de modo formal; as mulheres são respeitadas, pelo menos há leis para que isso aconteça; e as crianças são protegidas, pelo menos se tenta.

Ao contrário das sociedades antigas, a sociedade contemporânea prima por respeito a todos os seus membros. Uma única coisa permanece igual aos tempos dos mestres Sócrates, Platão e Aristóteles. A cultura de cada povo, de cada sociedade continua sendo o fio condutor, a corrente de elos que liga e fortalece os laços entre as pessoas.

A noção de que não se deve jogar lixo na rua ou nos rios, que se deve usar o cinto de segurança, que se deve atravessar as ruas nas faixas de pedestres, que não se deve furar a fila, que se deve pagar os impostos e taxas, que se tem o direito de escolher nossos representantes livremente e que se pode democraticamente reclamar de suas ações, nos dá a sensação de cidadania.

Mas eu gostaria de falar de um outro tipo de sensação de cidadania contemporânea. Não vou falar do direito à saúde, à educação e à segurança, que a meu ver são direitos supremos. Quero falar de dois fatores de inclusão social, de inserção a cidadania, coisas que na primeira dificuldade financeira são logo cortadas dos orçamentos, tanto dos poderes públicos quanto dos familiares: cultura e esporte.

Se a educação, a saúde e a segurança nos garantem o indispensável para sermos realmente cidadãos, o acesso às manifestações de nossa própria cultura e a prática de esportes nos garantem a realização de parte daquilo que precisamos para sermos realizados como pessoas, para sermos felizes.

O esporte talvez seja o maior agente de socialização e de sociabilidade que possa lançar mão um governo para inserir no convívio sadio e cidadão, os jovens de nossa terra. É o mais barato dos investimentos sociais e proporcionalmente o que dá mais retorno, uma vez que abrange uma enorme quantidade de pessoas em uma vasta gama de modalidades.

Com a cultura acontece de forma um pouco mais intrincada. Se por um lado ela tem a mesma aplicabilidade inclusiva do esporte, por outro, o fato dela variar de comunidade para comunidade, de cidade para cidade, de estado para estado, de região para região, a torna um caleidoscópio de manifestações variadas. Complexa em sua abordagem, mas vigorosa em sua efetivação.

No entanto, se tratada com simplicidade e como veículo de socialização cidadã, a cultura serve como apoio indispensável e complemento indissociável à educação e à evolução de um povo.

Se eu fosse comparar a cidadania a uma casa, diria a você que me lê agora, que o alicerce é a educação, as paredes são a segurança, o telhado é a saúde, mas os móveis e eletrodomésticos indispensáveis para fazer uma casa ser um lar onde vivem pessoas felizes, estes são a cultura e o esporte.

Fui deputado entre 1983 e 2011 e sempre, mesmo quando tinha apenas 23 anos, acreditava que cultura e esporte eram fundamentais para consumação da verdadeira cidadania.

Fui secretário de Esporte entre 2011 e 2014 e pude, pelo menos em parte, fazer com que a Sedel fosse um veículo de cidadania através de uma série de projetos e eventos que desenvolvemos.

Sou produtor cultural ligado à literatura e ao cinema e uso a cultura como força transformadora da sociedade.

Serei sempre cidadão e sempre lutarei pelo fortalecimento das ações ligadas à cultura e ao esporte como forma de fazer com que as pessoas sejam mais felizes.

 

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Hipocrisia e Incompetência

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Ops!!!

Sinceramente, confesso que eu não estou entendendo mais nada! Mandei o texto abaixo para ser publicado na página de opinião do Jornal O Estado do Maranhão e pelo que tudo indica, isso não foi feito por estar em desacordo com a linha editorial do jornal!

Gostaria de lembrar que sou colaborador do JEM desde 1983, quando encartava naquele prestigioso e prestigiado matutino a Revista Guarnicê, já lá se vão trinta e três anos!

Mas essa não é a primeira vez que um fato como esse ocorre. Tempos atrás aconteceu das opiniões, expressadas em meus textos, também não estarem de acordo com o viés editorial estabelecido pelo editor de então, e eu e meus textos fomos colocados na geladeira por alguns meses.

Só vejo três explicações possíveis para o referido texto não ter sido publicado: eu devo ter mandado o texto fora do prazo necessário para ele poder ser revisado, diagramado e montado na respectiva página, para posterior impressão; ocorreu um engano na hora da montagem da página e o arte finalista paginou outro artigo no lugar do meu; ou ele foi simplesmente censurado.

Não consigo imaginar, em que, o texto abaixo, esteja em desacordo com uma linha editorial democrática e aberta a opiniões assumidamente independentes, desvinculadas de paixões ideológicas, políticas e partidárias, expressadas de maneira respeitosa, mesmo que às vezes dura, corajosa, mesmo que vez por outra, irreverente.

No texto abaixo, teço comentários sobre o recente episódio dos alugueis de imóveis praticados pelo governo do estado e sobre aspectos relativos a esses fatos. Leiam o texto e me digam se existe algum motivo plausível para que ele tenha sido censurado e não publicado na edição do sábado, 14 de janeiro de 2017, do JEM!

 

Hipocrisia e Incompetência

Eu não iria nem comentar sobre a celeuma envolvendo o tal aluguel do prédio onde deveria funcionar a FUNAC, por achar tudo isso uma bobagem, mas cheguei à conclusão de que precisava dizer algumas coisas a esse respeito, afinal, mais um bobo nunca é demais!

Gostaria de deixar claro que não vejo nenhum problema no fato do proprietário do imóvel ser amigo do governador e filiado ao PCdoB, nem no fato dele ser funcionário de uma empresa governamental, no caso a EMAP. Se ele fosse prestador de serviço no setor responsável pelas contratações de alugueis de imóveis, isso configuraria impedimento.

Imaginem que por ser amigo de alguém ou filiado a um partido, um determinado cidadão passasse a ser impedido de exercer os direitos comuns a qualquer pessoa, direitos esses garantidos no artigo 5º da Constituição Federal!? Imaginem se o tal Jean fosse filiado ao PDT, partido também alinhado ao atual governo!? Haveria impedimento? Isso me parece um absurdo! Se ele fosse filiado ao PMDB, o fato de ser um partido contrário ao governo, isso legitimaria o contrato?

Do meu ponto de vista, o problema na verdade reside no fato dos atuais governantes terem prometido coisas na campanha eleitoral que não conseguem cumprir no governo.

Lembro que na campanha, os atuais governantes usaram um aluguel de um imóvel para criticar tanto seu então adversário quanto a ex-governadora. Agora eles se encontram na mesma situação. Prosaico, não!?

Problema maior que esse do aluguel é o fato de algumas pessoas do governo terem uma postura ideológica e praticarem ações que não combinam com ela. Eles criticavam os governos anteriores e quando assumiram o poder passaram a fazer as mesmas coisas que criticavam anteriormente, o que é uma total falta de coerência.

Mas a pior coisa que vejo nisso tudo é a incapacidade de alguns membros do atual governo assimilarem uma crítica ou uma reclamação, por mais justa e mais relevante que seja.

Por outro lado, a atual oposição faz exata e simplesmente as mesmas coisas que a oposição de antes fazia! O que se constata é que só mudaram os lados, mas as ações não mudaram em nada! As mecânicas das ações de governo e oposição são as mesmas, estando o PCdoB no poder e o PMDB na oposição e vice versa. Antes os oposicionistas criticavam o governo tendo ou não razão para isso e o governo se defendia como pudesse ou como conseguisse. O mesmo se vê ocorrer agora.

O que é mais inacreditável é que um assunto tão pequeno possa causar tamanho transtorno a um governo que se imaginava preparado para mudar o Maranhão! Fica clara a incapacidade desse governo em enfrentar problemas simples de comunicação e de relacionamento com a sociedade.

Esse negócio dos alugueis é uma imensa bobagem! Existem coisas muito mais importantes para a oposição direcionar suas críticas! A oposição optou por martelar nessa tecla porque viu que o atual governo do Maranhão não tem serenidade para enfrentar críticas como estas ou qualquer outro tipo de crítica. Cada vez que membros do governo ou jornalistas em sua defesa dizem que alugueis como os citados são iguais aos de governos anteriores, que Roseana fazia coisas semelhantes em sua gestão, mais se enrolam em suas próprias palavras, que provam e comprovam que na teoria eles parecem estar e serem corretos, mas na prática cometem os mesmos atos que criticavam em seus adversários.

 

 

 

 

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Na falta de um assunto “grande”, aborde vários “pequenos”!

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Um grande amigo de meu pai, de quem eu herdei essa e outras boas amizades, me telefonou para dizer que ele não estava conseguindo se lembrar do nome que se dá ao fato de alguém ter criticado negativamente quando uma pessoa agiu de determinada forma e de repente ela própria age igual à pessoa que ela criticou anteriormente.

Eu me fiz de desentendido e perguntei sobre exatamente a que ele estava se referindo e ele disse que eu poderia escolher: “Lembro que pessoas do atual governo criticaram muito o governo anterior por ter alugado um imóvel que pertencia a um amigo e agora que chegaram ao poder eles fizeram a mesma coisa, ou um pessoal que era do governo anterior que vive criticando coisas que o atual governo faz e que são iguais as que eles faziam antes”.

Não me contive e caí na gargalhada e lhe dei a resposta que ele queria: “Hipocrisia, meu querido! Quem age assim é hipócrita!”

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Podem culpar o Temer por ainda não ter conseguido resolver os problemas econômicos do país, mas não podem culpá-lo por ter criado tais problemas!

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Estou à procura de um político que não esteja sujo de merda, envolvido em falcatruas, relacionado nas delações da Odebrecht, citado em algum processo da Lava Jato, para eu apoiar pra presidente! Não estou encontrando! Alguém pode me ajudar!?

Pensei na Marina e no Ciro, em que pese serem respectivamente uma fraca e um imbecil, mas acho que assim que botarem a cabeça de fora e anunciarem suas candidaturas, certamente aparecerão algumas coisinhas que os envolvam em problemas semelhantes à Lava Jato…

PS: Ao ler essa minha postagem no Twitter, um amigo me mandou em mensagem direta o nome de Nelson Jobim! Será!? Outro amigo ligou pra dizer que um bom nome seria o de Flávio Dino! Sei não!…

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Existem dois ingredientes aparentemente negativos que são comumente encontrados no sexo. Trata-se do egoísmo e da violência. Calma! Ainda não comecem a me bater, deixem-me explicar!

Por mais cândido e plácido que seja o sexo ele traz em si, intrinsicamente, um componente de violência. Isso não significa dizer que alguém deve ser espancado ou brutalizado no sexo. Naturalmente os atos que envolvem o sexo são fortes, instintivos. O sexo requer uma certa… fúria!…

Da mesma forma, o sexo é um ato egoísta por natureza. A busca do prazer, no entanto deve passar pela realização do prazer de seu parceiro (aqui, usado como um termo comum de dois gêneros, da mesma forma que presidente). Explico: Você, no auge de seu egoísmo e buscando o gozo mais profundo, deve ter como meta coadjuvante, mas não menos importante, fazer com que a pessoa que lhe acompanha no sexo atinja o clímax, de preferência várias vezes, junto ou antes de você.

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Um escritor só tem dois destinatários para seus escritos. Ele próprio e as demais pessoas. Isso parece óbvio…

Mas o sucesso total e absoluto de um escritor só se dá quando ele consegue fazer com que seus leitores entendam e apreciem o que ele escreveu para si mesmo.

 

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