Um jogo de erros

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Já comentei, em outra oportunidade, sobre a verdade na política e volto a esse assunto agora, adiantando que, se ela pode ser bastante relevante, quando vista de um determinado ponto de observação, por outro, pode ser vista como mero adereço. Explico: no ambiente pragmático da política, a verdade é uma mera questão de tempo ou de angulação do observador. O que é de um jeito hoje, amanhã poderá ser de outra forma. O que se vê de uma certa latitude, não é o que se observa de outra. Ainda assim, as duas coisas, nos dois casos, serão verdades que não se contradizem. 

Devo ressaltar que há uma diferença importante entre a prática política e seu pressuposto filosófico. Neste caso, a verdade, além de ter as importantes componentes de espaço e tempo, possui uma indissociável componente ideológica, poderosa o suficiente para mover os espíritos dos homens.

As verdades sobre as quais gostaria de comentar hoje são verdades que em condições normais de temperatura e pressão deveriam ser constantes, independentes de tempo ou espaço. Se não são totalmente ideológicas, ou em sua totalidade, pragmáticas, possuem características comuns a ambas.

Vejamos.

Como deve se comportar um político?

Muito já foi dito a esse respeito, mas pouco foi tão bem dito como o que disse um certo florentino chamado Nicolau.

Tratado pejorativamente pelos incautos e pelos incultos, os ensinamentos de Maquiavel são tidos como abjetos, asquerosos, pútridos, quando são simplesmente humanos, antropológicos, sociológicos e psicológicos.

O tempo e o espaço em que foi concebido “O Príncipe” faz com que, hoje o vejamos com maus olhos.

Se bem observado e interpretado de forma tolerante, esse manual pode contribuir muito para o nosso correto entendimento de fatos bastante atuais.

O que de melhor deve fazer um candidato a príncipe?

Deixar-se ungir por uma poderosa liderança, isolando-se dos demais atores em cena? Ou já ungido, misturar-se aos contracenantes, fazendo com que eles criem consigo laços de companheirismo e amizade capazes de fundir os metais necessários para a confecção das boas armas da batalha?Não deveria ele fazer com que o líder que lhe ungiu dependesse dele mais que ele dependesse de seu ungidor? Manter esse vínculo indispensável, mas buscar vincular-se também a outros companheiros?

Sendo o único opositor capacitado a enfrentar os situacionistas, este outro candidato a príncipe deve agir exatamente igual àqueles a quem tanto critica, ou seja, de forma sectária, excludente, às vezes até messiânica…?

Qual deve ser a postura de um candidato a príncipe em relação aos políticos e ao povo? Deve tratar os primeiros com distância e os segundos como se fossem seus filhos queridos? Ou no caso do outro candidato, como se os políticos fossem meras peças de uma engrenagem capaz de levá-lo a conseguir o seu intento e o povo o combustível capaz de queimar para fazer mover essa máquina, algo que depois de usado evapora?

De quem deve se cercar um candidato a príncipe? De meia dúzia de convivas, pessoas que o isolem dos políticos e do povo?  Que dê a ele uma aparente segurança e tranquilidade, mas que não deixe entrar as corretas e indispensáveis percepções do mundo e sair de suas reais necessidades e seus anseios básicos, capazes de fazê-lo chegar aonde deseja?

Ou aquele candidato oponente está certo ao cercar-se por todos, ao aparecer sempre rodeado de gente, como se comungasse com aqueles de todas as coisas, quando na verdade, aquilo que está mais interno em si, não repassa a ninguém?

Tudo isso está dito e esclarecido no manual do Nicolau!

Poderia passar horas relacionando posturas e posicionamentos políticos que estão certos para uns e menos certos para outros, e ainda assim não se chegaria a uma conclusão sobre quais são os certos e verdadeiros e quais os errados e os falsos.

Se o que está contido nos ensinamentos antigos sobre o homem, sobre suas formas de ser e de agir, suas circunstâncias, e sobre as consequências destas não puderem ser adaptados e utilizados nos dias de hoje, de nada valem para nós. Se nós não somos capazes de aprender uma lição que nos é ensinada há milhares de anos ou mesmo uma especifica que nos é doutrinada faz meio milênio, melhor largarmos esse ofício.

Em minha opinião, em termos de política, a diferença entre um indivíduo e o outro é mínima. Ocorre que só é possível se ter essa visão quando colocamos em perspectiva aqueles dois fatores citados no início de nossa conversa de hoje. O tempo e o espaço.

Esse nosso papo de hoje bem que poderia ter sido sobre física, mas como eu sou ruim em ciências exatas, fico mesmo com a política que pouca gente acredita ser ciência, que nada tem de exata e que pode nos dar a dimensão equivocada de sermos seres maiores do que realmente somos.

Semanas atrás, em uma conversa com amigos, disse que havia verdades insofismáveis e que uma delas era que em termos de política, mais sucesso tem quem erra menos, pouco importando se em qualidade seus acertos são relevantes. Em política um acerto é pura casualidade, pois o universo político conspira contra o certo. O erro é comum.

Estamos vivenciando isso. Estamos em um imenso jogo de erros. No final, vencerá quem errar menos!

 

 

 

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Cá entre nós

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Existem pequenos prazeres na vida que superam em muito as maiores e melhores sensações que se pode ter. Não estou falando de um orgasmo sexual ou gastronômico. Não falo da realização de um velho sonho nem da sensação quase divina que o exercício do poder, às vezes, pode nos oferecer. Falo de coisas que em alguns casos poderiam passar despercebidas ou pouco valorizadas, como o frisson de uma paixão adolescente, a satisfação pessoal que só a prática da genuína solidariedade ou da gratidão sincera podem proporcionar.

Outro dia senti uma coisa assim. Fui ao cinema.

É!.. Eu sei!… Você vai dizer que isso não é novidade, pois uma das coisas que eu mais faço na vida é ir ao cinema. Acontece que naquela noite eu fui assistir a um filme que me deixou sentindo essa sensação que descrevi acima. Saí da sala leve como uma pluma. Voando como um pequenino e elegante pássaro. Realizado, como se eu houvesse escrito, produzido e dirigido aquele filme e com o peso honroso dessa responsabilidade.

Na verdade havia em minha garganta um nó que sintetizava a alegria angustiante que eu sentia por não ter sido eu quem fez aquele filme. Nele pude ver uma obra extremamente fiel ao sentimento de toda uma geração, de todo um tempo, de pessoas que viveram aquelas mesmas experiências, que sentiram aquelas sensações e podiam se ver ali, naquele gigantesco espelho luminoso que pode se transformar o cinema.

Sou muito emotivo, mas o que senti naquela noite foi mais que simples emoção. Foi um êxtase, motivado por um roteiro pensado em seus mínimos detalhes, levando em conta a realidade factível, sem exageros ou excessos. Foi a visão de um cenário perfeito onde qualquer história daria certo. Uma escolha perfeita de elenco, dirigido de forma magistral.

Lembro que os maiores elogios que recebi pelo meu filme “Pelo Ouvido”, foi quando no festival de Boston, um crítico de cinema de lá, me disse que ao ver meu filme, sentiu como se aquela fosse uma obra feita totalmente por ele. Que a emoção que ele sentiu ao ver meu filme, foi maior porque parecia que ele o havia feito, que aqueles sentimentos saíram de dentro dele. Penso que essa sensação só as artes podem proporcionar ao ser humano.

Em São Paulo, um daqueles curadores de festivais de filmes cabeça, da paulicéia desvairada, me disse que teve uma imensa vontade de “quero mais”, que eu não deveria ter feito um curta-metragem, que eu tinha nas mãos material suficiente para fazer um longa-metragem de sucesso garantido.

Naquela noite tive a mesma sensação do bostoniano e do paulistano. Parecia que eu havia feito aquele filme. A angústia vinha disso. Não o fiz. A alegria vinha do fato de alguém tê-lo feito igualzinho eu faria. O fato de ter ficado na sala depois da subida dos letreiros finais era porque eu queria mais. Fiquei imaginando quantas outras historias parecidas poderiam ser contadas. Queria ouvir mais sobre aquela história, seus desdobramentos, suas consequências. Que se não era a história de minha vida e se não foi eu quem a contou, bem poderia ter sido.

Há um outro fato que me deixou mais fascinado por aquele filme. É que a música tema dele é “Na Asa do Vento”, magnífico poema de meu amigo, nosso conterrâneo João do Vale, musicado por Luiz Vieira.

Essa foi uma das músicas que embalou a minha adolescente juventude na São Luís de meados dos 70 a meados dos 80.

Quando a música começou a tocar, foi como se meu coração quisesse sair pela boca. Foi aí mesmo que senti que aquele filme não era apenas de Paulo e Pedro Morelli, mas sim meu e de toda uma geração de pessoas que “muita gente desconhece”.

Semana passada comentei sobre o Oscar 2014 e naquela ocasião falei sobre o fato de que agora o Brasil possui uma indústria cinematográfica respeitável e consolidada. Essa é uma verdade que deve ser levada em consideração, pois o cinema é a mais transformadora das artes. Ele articula e faz movimentar engrenagens poderosas que dão equilíbrio e sustentabilidade para quase todas as outras artes que com ele se interligam.

“Entre Nós”, em minha modesta opinião deve ser o filme que representará o Brasil na seleção para o Oscar de melhor filme estrangeiro do próximo ano. Ele fala da alma de uma importante geração de brasileiros, prensada entre o fim da ditadura e o começo da democracia.

Esse filme fala de sentimentos pouco comentados ou ditos. É realizado de forma tão leve, sutil e subliminar que quando se vê, já foi. Faz ter “saudade do que somos”, como escreve em carta ao futuro, um dos personagens.

Parabéns ao Paulo e ao Pedro Morelli e a todo o incrível time de realizadores deste filme. Obrigado por terem me feito sentir sensações tão maravilhosas, por terem registrado de maneira tão extraordinária um tempo tão precioso para mim e para tantos outros.

A vontade que me dá é de ter coragem para ir “brincar no vento leste”.

 

PS: Sobre política, de agora por diante vou me esforçar ao máximo a falar só sobre fatos acontecidos. Parece que não adianta chamar atenção para possíveis tropeços que possam acontecer pelo caminho. Negada não ouve…

 

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Yes, we have movies…

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Sobre política já falei tudo o que queria e até um pouco mais do que devia. Resta agora esperar para ver se adiantou alguma coisa, se alguém ouviu.

Vamos conversar hoje sobre outro assunto que gosto muito. Cinema.

Nos últimos dois meses eu assisti a mais de 60 filmes. Em alguns dias foram dois. Num domingo, desses sem futebol, foram três.

Dentre esses estavam os nove concorrentes ao Oscar de melhor filme, aquele vencedor do prêmio de melhor filme estrangeiro, muitas outras importantes obras cinematográficas da atualidade e até alguns antigos sucessos da sétima arte, como “Spartacus”, “Rain man”, “Golpe de mestre” e “À espera de um milagre”.

Cinema, assim como quase tudo na vida, é uma questão de gosto. Existem pessoas que gostam mais de uma determinada cor, torcem especificamente por um time, preferem um certo tipo de comida.

Da mesma forma existem aquelas pessoas que acham que “Nebraska” deveria ter levado o Oscar de melhor filme e não “12 Anos de Escravidão”. Há ainda quem prefira “Clube de Compras Dallas” e outros gostam mais de “Gravidade”. Na verdade há quem prefira cada um dos filmes indicados e até quem preferisse um que não está nem entre estes.

Este ano todos os filmes indicados poderiam ter ganhado o prêmio de melhor filme. A mesma afirmação é verdadeira no tocante aos indicados nas categorias de melhor diretor, melhor atriz e ator, principal e coadjuvante.

Em relação aos prêmios técnicos as coisas são um pouco diferentes. O número de concorrentes que disputam o prêmio diminui, mesmo que isso não seja percebido por todos, pois nestes setores a sintonia fina passa um pouco despercebida do grande público, leigo nessas matérias. Melhor edição de som e efeitos sonoros, melhor fotografia, melhor montagem, melhor maquiagem, melhores efeitos visuais…

Caramba! Melhor edição de som e efeitos sonoros são coisas tão técnicas… E talvez acabe sendo decidido por um simples palpite.

Sobre efeitos visuais gostaria de citar dois extremos de um mesmo tópico: todas as trucagens e toda computação gráfica de “Gravidade”, merecedoras sem nenhuma dúvida do prêmio que recebeu neste quesito, em minha opinião se iguala a uma cena simples, o açoitamento de Patsy personagem de Lupita Nyong’o, melhor atriz coadjuvante. O chicote do feitor, visto de frente, corta a pele das costas da escrava, fazendo com que o sangue e o suor vaporize no ar, captado pela câmera, bem a nossa frente. Grotescamente perfeito!

É bem verdade que no conjunto “Gravidade” ganhou mais prêmios, quase todos técnicos, e até o de melhor diretor, pois Alfonso Cuarón conseguiu com maestria juntar as pontas de um filme de aventura transformando-o em suspense e nos conduzindo a um drama de sobrevivência.

Um amigo me perguntou por que um filme ganha tantos prêmios e não ganha o de melhor filme. Primeiro porque o Oscar não é um simples julgamento dos melhores. Como todos os festivais e concursos artísticos este é também opinativo, votado por todos os eleitores credenciados em cada categoria, com o agravante de que neste caso representa toda tendência da indústria mais poderosa do mundo nesse setor.

A tendência natural dessa premiação é sabiamente contemporizar, distribuir premiações para atingir uma audiência maior. Só não fazem isso quando não há jeito.

“Argos” ganhador do ano passado, “Guerra ao Terror” vencedor de 2010, e “Shakespeare Apaixonado” de 1999, em minha modesta opinião são menos merecedores dos prêmios que ganharam que qualquer um dos nove concorrentes deste ano.

Cinema tem muito de feeling. Quando assisti “O grande Gatsby” tinha certeza que ele não concorreria ao prêmio de melhor filme, mas que certamente venceria nos quesitos figurino e direção de arte. Tiro e queda!

Depois de ver todos os concorrentes nas categorias de roteiro original e de roteiro adaptado, tive que concordar com a escolha da Academia. “12 anos de escravidão” e “Ela”, respectivamente, são realmente im-ba-tí-veis!

Não vi todos os concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas vi o vencedor, “A grande beleza”. Confesso que gostei do filme, mas essa opinião só se estabeleceu em mim momentos depois de deixar a sala de exibição e foi se consolidando com o passar do tempo, quando pude absorver melhor o filme. Ele tem uma mecânica peculiar. Tem uma forma de montagem conhecida, mas não usual. É chocante. Cru. É um bom representante daquilo que se pode chamar de cinema franco-italiano. Complexo. Contundente. Acho difícil que seus concorrentes o pudessem superar.

O saldo desse ano, pelo menos no cinema é extremamente positivo e 2014 promete muito mais emoção.

No Brasil o cinema firma-se definitivamente como importante indústria.

No Maranhão Arturo Saboia mostrou-nos o maravilhoso “Acalanto”; Fred Machado realizou o elogiado “O exercício do caos” e já pensa em mais outros filmes; Marquinhos Pontes está na fase de pré-produção de “Guaracy”, e de “Cine Vitória”; e o Éguas Coletivo Audiovisual nos apresentou o inovador “Luíses, solrealismo maranhense”…

O MAVAM realizou ano passado 24 filmes sobre membros da Academia Maranhense de Letras e o longametragem sobre o padre António Vieira, “A pedra e a Palavra”. Está produzindo uma série de 13 documentários sobre artistas plásticos do nosso estado, outra série de 6 docs sobre personagens marcantes de nossa história contemporânea e mais um média metragem sobre o compositor Mestre Vieira.

Longe de serem produções Hollywoodianas, mas… Yes, we have movies… movies to give and sell.

 

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Pronomes e tempos verbais na política

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Semanas atrás publiquei aqui um texto no qual falava sobre a verdade na política. Nele discorria, por um lado, sobre a importância da verdade e por outro sobre a necessidade que alguns políticos têm denegá-la.

O tema verdade será uma constante quando se falar de filosofia, religião ou política, pois a verdade é propriedade do sujeito que a constrói com ação ou com palavras. Ela pertence a ele. Toda vez que ele a profere, a todos ela deve contaminar.

Sendo a verdade objeto de quem detém o discurso, como fazer para descobrirmos qual verdade é a real?

Acredito que haja três possibilidades de analisarmos isso:

1) Quando acreditamos na tese de alguém. Quando temos um discurso como verdadeiro, ele passa a ser nosso e aquilo vira uma verdade para nós.

2) Quando discordamos de uma tese, de um discurso ele passa a ser falso e quase sempre nosso cérebro nos dá uma alternativa para aqueles posicionamentos.

3) Em matéria de política, quando se analisa com profundidade a tese contida num discurso, quando se observa as circunstâncias nas quais ele é proferido, analisam-se suas intenções, seus objetivos, e ponderam-se suas consequências, se chega à conclusão de que quase tudo é possível. Só não deveria ser possível o que fosse moral e eticamente incorretos, mas até nesse ponto, quanto à qualidade moral e ética da verdade, também será uma questão de opinião, mesmo que haja um padrão para isso.

Feito esse preâmbulo, entremos no assunto específico de hoje.

Parece que a maioria dos personagens da atual cena política maranhense só sabe conjugar os verbos na primeira pessoa do singular.

Nem eu, mesmo não sendo personagem principal, posso me excluir dessa lista. Muitas vezes me pego pensando nas ações, nas palavras que as exprimem, nos verbos, a partir da conjugação verbal na primeira pessoa do singular. Luto muito contra isso, mas a natureza humana é mais forte e nem sempre consigo me libertar, não consigo conjugar os verbos na segunda ou na terceira pessoas do singular, ou mesmo do plural. Quando muito o faço na primeira pessoa do plural, o que é menos pior (atenção patrulheiros, usei menos pior porque quis. Não quis usar “melhor” para enfatizar o fato de ser pior, porém menos).

Vamos aos fatos concretos. Quase todos os políticos estão pensando unicamente em si. No seu eu. Até aqueles que não estão pensando unicamente em si estão pensando em si de forma indireta. Mas como já disse essa é uma condição humana e não pode ser incluída na lista de nossos pecados ou defeitos mais graves.

Em minha opinião, Roseana, por incrível que pareça, é um dos pouquíssimos personagens da cena política atual que não está pensando exclusivamente em si. Eu não sou idiota, muito menos puxa-saco para não reconhecer que ela está em última análise pensando em si, mas como ela está prestes a permanecer no governo até o final de seu mandato, coisa que nove entre dez consultados jamais faria, isso significa que ela pensa em si de uma maneira diferente dos demais. O eu pra ela, neste caso, é quase um nós, é a tentativa de garantir a eleição de Luís Fernando ao governo, mesmo que para isso tenha que abrir mão de uma eleição certa para o Senado.

Arnaldo pensa em si quando coloca como meta ser governador por nove meses acima dos interesses verbais conjugados na primeira pessoa do plural, nós, arriscando-se a acabar por conjugar os verbos na terceira pessoa do plural, eles.

Aqueles que cercam Roseana querem que ela permaneça no governo até dezembro. Isso é melhor para estes. Eles pensam individualmente conjugando o eu, e em um grupo muito restrito, o nós. Eles.

Alguns do que rodeiam Arnaldo querem que ele não contemporize, pois se Arnaldo assumir o governo pelo prazo de uma gestação, a vida, a reeleição deles fica mais fácil. Eles, por seu lado, pensam individualmente conjugando o seu eu e em um grupo também restrito, o nós deles.

Sarney e algumas pessoas muito ligadas a ele sabem que não sendo mais candidato ao Senado pelo Amapá, precisam ter uma voz que os represente na câmara alta do Congresso Nacional. Querem que Roseana deixe o governo até 4 de abril. Pensam em si. Este é o seu eu.

Os possíveis candidatos ao Senado deste grupo, Gastão Vieira e Edson Lobão Filho, pensando em si, querem que Roseana permaneça no governo até o fim de seu mandato, só assim podem sonhar em uma candidatura.

Para o adversário de Luís Fernando, Flavio Dino, poderia ser indiferente. Ele deve estar preparado para competir contra qualquer um, sob qualquer circunstância, mas com toda certeza ele tem sua preferência. É lógico que ele não é diferente dos outros. Ele pensa em si antes de qualquer coisa. No que é melhor para ele, no eu dele.

Os adversários ao Senado querem que Roseana fique no governo, pois sabem que vencer dela é mais difícil que de outros. Pensarão em si e em ninguém mais.

Existem até alguns políticos, Manoel Ribeiro e Hélio Soares, que reivindicam a candidatura ao Senado. Essa espécie de verdade é a mais fácil de desmistificar. É mentira. Jogo de cena da pior qualidade. Frágil como uma pétala de rosa e nem tem seu agradável perfume.

Qual dos três caminhos indicados acima você trilhará para descobrir qual é a verdade que há nas palavras, nas ideias contidas neste discurso político dos tempos correntes?

Qual é a verdade de tudo isso?

A minha é a seguinte. Estamos indo por um caminho difícil. As alternativas de um lado e de outro, não dão margem para manobra e quem conhece um pouco de política e de baliza sabe que não dá para colocar um Dodge Dart ou um Galaxie na vaga de um fusca ou de um Gol. É preciso espaço.

Não é hora para apontar os culpados por estarmos nessa situação. É hora de decidirmos o que fazer, e o que for decidido, que seja feito à risca.

 

PS: Tenho um texto pronto há semanas falando sobre cinema, sobre o Oscar 2014, mas enquanto a política me entretiver ele vai ficar aguardando.

 

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Sedel homenageará Dimas e Alemão, ícones do esporte no MA

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Raramente uso esse espaço para falar de nosso trabalho frente à SEDEL, mas como acredito que este seja um bom motivo, dou repercussão aqui da matéria abaixo, em homenagem, carinho e respeito ao professor Dimas e ao Alemão.

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Secretário Joaquim Haickel entre Alemão e o professor Dimas

São Luís terá mais uma praça esportiva em pouco tempo. Tudo porque a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel) irá construir o Ginásio Poliesportivo Antônio Maria Zacarias Bezerra de Araújo (Professor Dimas), em homenagem a um dos ícones dos esportes do nosso Estado. O local escolhido para receber as futuras instalações do ginásio foi o Complexo Esportivo e de Lazer do Outeiro da Cruz.

A obra da nova praça esportiva será gerenciada pela Caixa Econômica Federal, uma vez que os recursos para a construção do ginásio foram obtidos pelo deputado federal Chiquinho Escórcio (PMDB/MA).

De acordo com o secretário de Esporte e Lazer, Joaquim Haickel, o Ginásio Dimas será um local para a realização de treinos e competições de diversas modalidades. “Este ginásio será utilizado por inúmeras Federações. O nosso objetivo é proporcionar aos nossos atletas mais um local para que eles possam treinar e competir. Dar a esta praça o nome do Professor Dimas, é uma justa homenagem àquele educador esportivo que foi responsável pela iniciação de muitos dos nossos grandes atletas”, comentou.

Ginásio Alemão

A Secretaria de Estado do Esporte Lazer (Sedel) também irá reconstruir o ginásio do bairro da Liberdade, em São Luís. Para isso, a Sedel firmou uma parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semdel) por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Haickel já sugeriu ao secretário Raimundo Penha (Semdel) que o novo ginásio do bairro da Liberdade receba o nome de Ginásio Claudio Vaz dos Santos (Alemão), em homenagem a um dos idealizadores dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs), mais importante competição esportiva de nosso Estado. Penha já concordou e pedirá ao vereador Ivaldo Rodrigues que apresente uma lei nesse sentido.

“É importante homenagear aqueles que muito fizeram pelo esporte maranhense. Tanto o Professor Dimas, quanto o Alemão, têm uma importância muito grande para o esporte do Maranhão”, comentou o secretário.

Vale destacar que estas não são as primeiras homenagens feitas pela Sedel para os professores Dimas e Claudio Vaz. Em 2012, a dupla foi homenageada nos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs). Na época, o secretário de Esporte e Lazer, Joaquim Haickel, deu aos troféus das escolas campeãs nos JEMs nas categorias Infantil e Infanto os nomes destes ícones do esporte maranhense.

 

http://www.esporteelazer.ma.gov.br/2014/03/16/sedel-homenageara-dimas-e-alemao-icones-do-esporte-maranhense/

Texto: Paulo de Tarso Jr.

 Foto:  Biaman Prado

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O maior amor da minha vida

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Aproveitei o Carnaval para levar minha mãe até São Paulo, para fazer o que deveria ser um simples exame cardiológico e acabou se transformando em um delicado procedimento cardiovascular.

O dr. Ramires e os outros médicos que a atenderam ficaram impressionados com o excelente estado clínico de uma senhora maranhense, de quase 85 anos, assídua comedora de peixe pedra escabeche, arroz de toicinho, carne de grelha no sal e alho, salada de camarão seco e muita farinha de Carema, que de lambuja atura diariamente uma turma da pesada composta de filhos, parentes, agregados e amigos.

Depois dos exames ficou provado que dona Clarice Pinto Haickel teria que se submeter à colocação de uma válvula na artéria aorta e que sua boa condição clínica não acarretaria maiores problemas. Muitas pessoas, bem mais jovens do que ela, não apresentam tão boas condições. Cabe aqui lembrar que seu marido morreu meses antes de completar 60 anos, 20 anos atrás.

A intervenção transcorreu como tudo na vida dela. Foi um sucesso. Ela diz sempre que nasceu para ser feliz, mas na verdade, quem a conhece afirma e confirma que ela nasceu para fazer as pessoas que a cercam felizes.

Não porque ela seja minha mãe, mas essa mulher consegue cativar todos que a conhecem e até mesmo quem só conhece sua fama. Vou lhes contar um pouco dessa sua história… Esposa e mãe de político, ela jamais se envolveu diretamente no dia a dia dessa atividade, apenas fazia o que seu marido e seu filho mais precisavam. Fazia com que eles, ao voltarem para casa, se sentissem amados, aconchegados, fazia com que eles tivessem uma família com F maiúsculo, grupo indispensável para fazer alguém desse ramo manter a sanidade mental e social.

Desde quando eu era muito garoto observava como os políticos e suas esposas, com quem ela convivia, sempre dedicavam a ela um carinho, um respeito e uma admiração singular. Entre eles poderia citar Vieira da Silva e Mimita, Nunes Freire e Delcy, Millet e Simone, Burnet e Nazareth, Ivar e Amália entre muitos outros.

Mas ela nunca foi mesmo do ambiente político, apesar de sua simplicidade e meiguice parecer terem sido feitas sob medida para ele. Seu ambiente sempre foi mesmo o familiar e fraternal.

Existem pessoas que conhecem e amam minha mãe de forma total e definitiva, imediatamente, como é o caso de Cleide Reis, paulistana que dirige o ISAN-FGV em São Luís e que desde que a conheceu, no Seminário do Cantinho do Céu, adotou-a como “mãe” e vice versa. Questão de almas.

Cantinho do Céu é aquela congregação católica ali da Cohama, a quem ela dedica toda a sua atenção, fazendo trabalhos voluntários e ajudando no que estiver ao seu alcance e das suas fieis escudeiras, grupo de mulheres que juntamente com ela trabalham como verdadeiras “Claudetes”, as “assistentes de palco” do padre Cláudio, um novo ícone dos católicos de nossa terra.

Coincidentemente o padre Cláudio nasceu em Pindaré-Mirim onde foi um dos meninos que mais corria atrás dos bombons que Nagibão jogava para anunciar sua passagem. Cláudio, desde cedo, quis ser padre e veio estudar em São Luís, onde também se formou em pedagogia.

No Cantinho do Céu, além dos padres Cláudio, Aurélio, Ronildo, Djalma e até alguns de outras paróquias, minha mãe conquistou Margareth, Zé Reinaldo, dra. Ivan, Mary Jane, Jesus, Werley, isso sem contar com Helena e Luzanira, irmã e velha amiga que ela carregou consigo. Lá ela encontrou um e conheceu outro grande amigo meu. Eles passaram a ser como filho e neto para ela. Trata-se de Paulo Nagem e Bruno Duailibe. Ela os encontra pelo menos uma vez por semana, às quartas-feiras.

Se não tivesse uma visão clara do real valor dessa mulher, teria muito ciúme do amor e da dedicação que ela oferece a essas pessoas e que todas essas pessoas têm para com ela.

Da família nem se fala. Todos, sem exceção, sem exceção mesmo, todos a idolatram. As cunhadas e primas como Violeta e Cléia a têm como uma verdadeira irmã. Ela é mãe para sobrinhos como Lúcia, Jorge e Cristina. Avó para Rocha, Catherine e Mariana. Nos casos dos postiços, filhos e netas, como Santana e Celso, Ananda, Avana, Carol e Joama, ela é tudo.

Mãe Teté é só sua irmã de criação, mas o amor que há entre as duas é igual ao que ambas dedicam aos demais filhos de seus pais, se não for maior.

Eu, Nagib, Laila, Nagib Neto e Pilar, seus descendentes diretos, somos muito orgulhosos dela, não por ela ser uma grande empresária, uma cientista famosa, astronauta ou parlamentar influente. O nosso orgulho provém do fato dela ser tão benquista, tão amada e admirada por todos que têm a sorte de conhecê-la, de conviver com ela.

Porque eu estou publicando esse texto hoje? Pelo fato de minha mãezinha, do alto de seus 85 anos, ter tirado de letra uma delicada cirurgia cardíaca; por ter ajudado a confirmar a maior longevidade das pessoas da família Pinto (Chica vai bater todos os recordes); pelo fato de que ultimamente eu tenho comentado bastante aqui sobre o falecimento de muita gente importante e querida; e porque daqui a muitos anos, na ocasião em que ela tiver ido, não escreverei sobre tal evento, não lamentarei nada, pois o tempo que ela tem passado conosco tem sido tão engrandecedor que já está eternizado em nossas vidas.

Escrevi este texto para dizer que minha mãe jamais morrerá enquanto alguém a quem ela tenha se dedicado, que ela tenha amado, se lembre dela.

Escrevi este texto para comemorar a vida da pessoa que mais amo e para agradecer a todos que a amam também.

 

PS: Todos que eu não pude incluir nominalmente neste texto sintam-se aqui citados, e saibam que fazem parte da vida dela. Da nossa vida. Para sempre.

 
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Ai, ai, iaiai!… Tá chegando a hora… De vaca desconhecer bezerro.

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Meses atrás fui convidado para uma conversa com um grupo de pessoas que gostaria de debater sobre a atual conjuntura política e eleitoral de nosso estado e falar sobre suas atuais circunstancias e sobre as possíveis consequências decorrentes delas.

Depois de vários encontros resolvemos que deveríamos suspender as reuniões, pois mesmo que a conversa em nosso âmbitofosse muito produtiva, na pratica não levava a nada, já que estávamos completamente fora no núcleo das decisões. Eu, no entanto, acredito que o simples fato de um grupo de pessoas influentes, cada um em seu segmento, como eram aquelas, sempre acabam ganhando ao se reunirem para conversar sobre os rumos pelos quais o nosso estado pode e deve seguir.

Desde nossa última reunião não mantive mais nenhum contato em conjunto com aqueles amigos, apenas falei individualmente com um ou com outro, mas sei que todos continuam preocupados com o rumo que a coisa tomou.

Constatamos que o grupo do qual fazemos parte, que mais tem se mantido o poder no Maranhão nesses últimos 48 anos (34 anos contra 14, fazendo uma diferença de 20anos), vêmao longo do tempo cometendo erros graves.

Em nome de uma renovação, necessária e indispensável, jogou-se fora o manual da boa e antiga política. Antiga, jamais velha. Antiga, porem sábia e experiente. A boa prática dos dois dedos de prosa na porta da casa do cabo eleitoral, do chefe político, a visita pura e simples, sem ser preciso alarde, comitiva, entrega de obras…

Nos últimos anos faltou-nos a vontade de conversar com os políticos, até porque os políticos também mudaram, passaram a não querer apenas conversar ou simples promessas, ou compromissos não cumpridos. Passaram a exigir participação no governo, nas decisões, emendas parlamentares…

Mas deixemos os entretantos e entremos logo nos finalmentes.

Do jeito que as coisas estão, elas não podem ficar. Chegamos a um impasse que nos coloca em uma situação bastante delicada, mas acredito que ainda haja uma saída. Uma única.

Bem, como tive que me afastar por alguns dias para acompanhar minha mãe em São Paulo, que teve que se submeter a uma importante cirurgia cardíaca de emergência, vou quebrar a promessa que fiz a mim mesmo, quando disse que não me meteria nesse parangolé se não fosse chamado. Lá vai.

Aprendi muito cedo que em politica, existe uma coisa indispensável, de tempos em tempos. O fato novo, com o qual se muda as circunstâncias para fazer com que as consequências desejadas sejam alcançadas. Sem fato novo tudo fica mais difícil.

Primeiro, não vou dizer nada que todos os envolvidos não estejam carecas de saber.

O melhor caminho para elegermos o nosso candidato ao governo é colocá-lo desde já à frente da administração deste mesmo governo. Para sua eleição ficar mais leve ele deve ter um candidato a senador que o ajude nesse intento.

Logo, para que Luís Fernando seja o governador eleito pela Assembleia e para que Roseana, o melhor nome para disputar o senado ao seu lado possa realmente fazê-lo, precisa-se que o presidente da ALM entenda e aceite que, se ele não abrir mão de sua candidatura de governador para um mandato de nove meses, isso não irá acontecer e ai… Nem mel nem cabaça. Talvez um pouco ao contrário. Um pouco de má vontade por parte de quem se sentir prejudicado.

Bom, mas o que Arnaldo Melo e seus fieis escudeiros deputados estaduais, que na verdade são os detentores do poder de decisão sobre a eleição governamental e senatorial de outubro próximo, ganham com tudo isso? Conversa eles não aceitam mais. Quando aceitariam não tiveram. Agora só há uma saída e não há como enganar nem ser enganado nesse jogo, o que é uma grande vantagem.

Precisa-se de um acordo de cavalheiros. Entre pessoas honradas. Com fiadores de crédito reconhecido na praça e no mundo político,capazes de garantir com segurança que Roseana possa deixar o governo para se candidatar ao senado; que Luís Fernando seja eleito governador na ALM; Que o vice seja indicado por Arnaldo e por seus deputados mais chegados; Que no novo governo, se abra espaço para que o presidente da ALM e esses deputados indiquem alguns importantes secretários de estado; Que no ano que vem, depois do governador eleito, da Assembleia refeita, fique desde logo acertado a recondução de Arnaldo Melo para a presidência do legislativo maranhense.

Em minha modesta opinião não há outro acordo que possa ser feito ou aceito por nenhum dos lados desse imenso e hoje paquidérmico grupo político.

Não vejo hoje nenhuma outra saída. Nenhuma que nos possibilite mais chance de vencermos as eleições de outubro próximo.

Alguém poderia perguntar se é possível confiar nas partes envolvidas nesse acordo. Tenho certeza absoluta que sim, pois ambas conseguiram uma coisa inédita na vida politica maranhense. Não tersaída. Se correrem o bicho pega, se ficarem o bicho come.

Se Arnaldo e os deputados que o querem ver nos Leões, não abrirem mão de suas posições, Roseana permanecerá no cargo e tentará eleger Luís Fernando. É claro que esse não é o melhor cenário, mas é menos pior que os outros que se apresentam. Se Luís Fernando não cumprir os acordos estará dando motivo para os demais descumpriram sua parte nele, se bandeando para o lado adversário, fato que muito possivelmente decidiria a eleição.

Estão no mesmo barco. Numa dança cigana de lenço e faca.

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Comentário e Resposta

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Como faço quando acredito ser relevante vou publicar um comentário como post, e a consequente resposta a ele vem a seguir, abaixo.

Recebi um post e um e-mail contendo o texto abaixo, assinado por uma Fernanda Matos que acredito ser um nome fictício. Li, achei graça e resolvi usa-lo a favor e não contra minha postagem anterior. Fazendo isso talvez ensine ao tolo que escreveu esse comentário um pouco sobre a vida.

“Eu não acredito que você tenha coragem publicar esse meu comentário, mas mesmo assim envio-lhe para comprovar o que penso a seu respeito. Você é mais um paspalho, um puxa-saco, um verme que se alimenta da carne apodrecida dessa oligarquia que escraviza o Maranhão faz cinquenta anos. Você escreve um texto pobre, sem nenhuma profundidade, sem nenhum proposito, falando de um assunto que você mesmo se recusa a comentar, fazendo um suspense a respeito de fatos que todos estão carecas de saber e que os jornalistas do Sistema não se cansam de abordar a respeito da candidatura de Roseana Sarney ao senado e sua eventual renuncia ao cargo de governadora do nosso sofrido Estado. Você acha que sabe de tudo, como quando analisa as eleições de vereadores e deputados, dizendo quem vai se eleger e consequentemente quem não se elegerá. Você erra muito e dessa forma prejudica quem poderia se eleger.

Nesse seu texto você demonstra toda sua covardia, todo seu oportunismo, toda sua má fé, quando deveria simplesmente dizer o que você pensa. Que Roseana tem que ser candidata ao senado, caso contrário ela ficará em situação delicada, pois não terá um mandato para se proteger. Que ela deve se acertar com o presidente da Assembleia, Arnaldo Melo, no sentido de ele ser o governador e fazer a campanha de Luis Fernando, pois Arnaldo sendo governador, as coisas vão ficar ótimas para você e para seus amigos deputados aproveitadores, os mesmos que traíram a governadora e Ricardo Murad e elegeram Arnaldo Melo.

Você cita previsões sobre futebol e cinema como se quisesse demonstrar conhecimento nessas áreas, coisa que sabemos que você não tem. Você cita isso com ares de expert, dando a parecer que tem segurança nesses assuntos. Você é arrogante e prepotente. Você se acha o cara, mas não passa de um canalha sem escrúpulos.

Repito. Duvido que você tenha coragem de publicar meu comentário”.

Aqui vai minha resposta:

Como tenho certeza que o nome que você usa neste comentário bem como o e-mail aqui utilizado por você são falsos, não vou nem me dar o trabalho de contra argumentar suas afirmações, porem devo dizer que pela forma que esse texto foi escrito tenho motivos para desconfiar que eu saiba quem é o autor dessas mal traçadas linhas.

Quanto ao conteúdo da pretensa ofensa de seu comentário, devo dizer que a-do-rei, pois você demonstra uma certa “adoração” pelos meus  textos, como acredito que já fez antes. Você se dá ao trabalho de “analisar” tão minuciosamente esta minha postagem, demonstrando no mínimo que você leva muito em conta as coisas que eu escrevo, ainda mais quando se lembra de textos anteriores onde abordos outros assuntos. Poxa, Fico lisonjeado com tamanho apreço que você me dispensa, mesmo sendo ele motivado por um declarado desprezo. Ocorre que ser desprezado por pessoas imbecis como você me dá um prazer ainda maior. Saber que incomodo gente preconceituosa, pequena, mesquinha e burra como você me causa uma alegria vitoriosa, quase olímpica. Saber que ser como sou, que mostrar clara e abertamente como eu penso, sinto e ajo, causa incomodo a pessoas como você, é uma verdadeira gloria para mim.

Quanto ao conteúdo de meu texto, seu imbecil, digo “seu”, pois o fato de assinar um nome feminino e escrever claramente como alguém do sexo masculino me dá mais certeza de que você não é lá alguém bem resolvido na questão de gênero, mas não tem importância, eu não sou preconceituoso. Mas voltando. O conteúdo de meu texto era exatamente sobre aquilo que você não alcançou. NÃO FALANDO DO ASSUNTO, EU ESTAVA O ENFATIZANDO. Pelo visto usei a ironia, o deboche, de forma tão magistral que você, raso, nem entendeu seu babaca.

AO ME RECUSAR A FALAR SOBRE UM ASSUNTO QUE PRECISA SER FALADO E O QUAL EU SINTO UMA DECLARADA VONTADE DE ABORDAR, PASSO A FALAR DELE SEM DIZER UMA ÚNICA PALAVRA DIRETAMENTE SOBRE ELE.

Ah! Coitado! Você não entendeu, não é?! Não importa seu besta. Quem eu queria que entendesse, eu tenho certeza que entendeu. E se não entendeu é tão besta quanto você.

Só para teu controle: Sobre a premiação do Oscar da noite de ontem, eu comentei em meu texto que “existem algumas quase certezas, como Cate Blanchett, de Blue Jasmine, Jennifer Lawrence de Trapaça”. ACERTEI A PRIMEIRA E ERREI A SEGUNDA. “e uma antipatia gratuita de minha parte com “Gravidade” e com seu diretor, Alfonso Cuarón”. GRAVIDADE LEVOU SETE PRÊMIOS INCLUSIVE O DE DIRETOR, MAS NÃO LEVOU E DE MELHOR FILME. EU SABIA QUE GRAVIDADE ERA FORTE CANDIDATO, APESAR DE EU NÃO GOSTAR DELE. ELE É BOM, TECNICAMENTE FALANDO, MAS NÃO O SUFICIENTE PARA SER O MELHOR FILME. TER O MELHOR SOM, A MELHOR FOTOGRAFIA, A MELHOR MONTAGEM, MELHOR EFEITOS VISUAIS E ATÉ O MELHOR DIRETOR NEM SEMPRE GARANTE A UM FILME QUE ELE SEJA O MELHOR.

NA VIDA É ASSIM. NA POLITICA É TAMBÉM ASSIM.

Pra finalizar, eu disse o obvio, pois é o obvio aquilo que normalmente acontece: “TUDO PODE ACONTECER…” ACONTECEU BEM PARECIDO COM O QUE EU DISSE, NÃO FOI?… VAMOS AGORA ESPERAR PELO CAMPEONATO MARANHENSE DE FUTEBOL E POR “OUTRAS COSITAS MÁS…”

QUEM VIVER VERÁ!

Tchau, otário!

PS: Estou acompanhando a minha mãe em um procedimento médico e não vou alongar esse papo.

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Tudo pode acontecer. Quem viver verá.

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Outro dia me ligou um grande amigo meu para perguntar o que estava havendo comigo. Por que eu não estava publicando minhas crônicas aos domingos no JEM nem postando em meu Blog. Ligou dizendo que estava com saudades de minhas análises políticas, que queria muito saber a minha opinião sobre o momento pelo qual passamos…

Expliquei a ele o mesmo que passo a explicar a você que me lê agora: Tenho feito um esforço hercúleo para me abster de publicar os textos que tenho produzido. E olha que eles são muitos e atualíssimos. Sou daqueles que adora dizer o que pensa, pois acredito que a melhor maneira de se aprender e de se crescer é conversando, e meus textos, para mim, servem para isso. Tenho pensado e escrito compulsivamente, mas os tenho “encofado”, alguns até deletei, pois seus conteúdos eram explosivos demais. A verdade é muito explosiva.

Minhas opiniões são quase sempre polêmicas e controversas, podem, em um momento político delicado como esse, parecer manobra, jogo. Algum desavisado ou maldoso mesmo, pode imaginar que eu seja um desses bonecos de ventríloquo, coisa que não sou de forma alguma, quem me conhece sabe disso. Se isso acontecesse iria ficar muito chateado, por isso prometi a mim mesmo que não falaria nada a esse respeito.

Decidi que só falaria alguma coisa quando e se me perguntassem, e ainda assim dependendo de quem perguntasse, até porque eu iria apenas repetir o que já disse diversas vezes antes, pois tudo isso que está acontecendo no cenário político de nosso Estado já foi comentado por mim em pelo menos meia dúzia de artigos publicados aqui mesmo. Tá tudo lá, tim- tim por tim-tim!

Você não pode imaginar a vontade que me dá de não cumprir a promessa que fiz a mim mesmo e começar a desfolhar o rosário de nossa Senhora das Boas Causas, ou a novena de Santo Expedito, o santo das causas difíceis. Meu catolicismo pode ser pouco, mas meu instinto e minha parca experiência me dizem que em boca fechada não entra mosquito, que as pessoas que estão aí, envolvidas nos acontecimentos, são todas mais experientes e sábias que eu, todas elas são bem mais poderosas, suas decisões ou indecisões são capazes de sacramentar o presente e estabelecer o futuro, como já fizeram com o passado.

Um dia, depois que tudo isso acabar, quem sabe eu tenha disposição de colocar os pingos nos “is”. Bom, mas depois que tudo tiver acontecido, de tudo acabado vão dizer que eu sou profeta de passado, que falar é fácil. Deixa pra lá…

Cada dia que se passa em minha vida, minha compreensão sobre a política, o entendimento que eu tenho dela, com uma observação mais imparcial, fica cristalina. Vejo coisas que o fato de ter estado totalmente imerso dentro da política por tanto tempo, talvez fosse complicado de reconhecer e de entender. Não que eu esteja totalmente fora dela, ninguém nunca está, mas hoje me coloco em uma posição muito mais confortável, em uma situação privilegiada pela independência que sempre cultivei e que agora me deixa livre até para não ter que opinar, mesmo estando morrendo de vontade. Antes não me controlaria.

Sendo assim prefiro falar sobre o jogo da final do primeiro turno do campeonato maranhense de futebol. Duelo de gigantes travado entre Sampaio e Moto em tarde inspirada. O melhor jogo de futebol que vi nos últimos anos. Uma verdadeira pintura, um espetáculo maravilhoso de se ver. Senti orgulho de ser maranhense, de nós termos aquele belo futebol.

Fico feliz por sentir que de alguma forma, mesmo que pequena, nesse tempo em que eu e minha equipe estamos frente à SEDEL, tenhamos ajudado a soerguer o futebol maranhense, bem como trabalhado para melhorar o setor esportivo de nosso Estado.

Se quiserem perguntar quem vai ser campeão maranhense de futebol, eu até digo e acho que acerto. O Sampaio. Sendo o Moto vice e indo consequentemente para a série D do Campeonato Brasileiro. Melhor pra nós, né?!

Prefiro falar sobre o Oscar, sobre os filmes que disputam esse ano a estatueta dourada. “O Lobo de Wall Street”, “Trapaça”, “Gravidade”, “Doze anos de escravidão”, “Capitão Phillips”, “Clube de compras Dallas”, “Nebraska”, “Ela” e “Philomena”.

Esse ano os concorrentes estão extremamente competitivos. Qualquer um que ganhe não será injustiça, falo isso não apenas em relação a melhor filme, mas em relação às outras categorias também. É bem verdade que existem algumas quase certezas, como Cate Blanchett, de “Blue Jasmine”, Jennifer Lawrence de “Trapaça”, e uma antipatia gratuita de minha parte com “Gravidade” e com seu diretor, Alfonso Cuarón. Mas no frigir dos ovos, tudo pode acontecer.

Repito: Tudo pode acontecer.

Para finalizar, cito Lister Caldas: “Quem viver verá”.

 

PS: Quem quiser saber de “outros assuntos” procurem textos antigos publicados por este autor, nesta página.

 

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Madiba

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Tem causado bastante interesse como eu faço para escolher os temas das crônicas que publico aos domingos no JEM e em meu blog. Muitas pessoas me perguntam sobre como escolho os temas de meus textos, sobre os motivos que me levam a escrever sobre isso ou sobre aquilo.

Confesso que nunca havia parado para pensar mais profundamente nesse assunto. Escrevo sobre o que está acontecendo, seja na cidade, no país ou no mundo, e com bastante frequência abordo fatos que estão acontecendo em torno de mim ou com as pessoas com quem convivo.

Acredito que optar por um assunto, resolver falar daquilo que transcorre em meu círculo de relacionamento, me coloca bem próximo dos leitores, pois com quase todas as pessoas acontecem coisas bem semelhantes, e a quem, um determinado fato não seja familiar, em última análise ele suscitará interesse pelo fato de poder um dia vir a sê-lo.

Um grande amigo meu perguntou por que resolvi de repente filosofar em meus textos! Não é que eu filosofe. Quem sou eu para isso. Essa impressão fica pelo fato de enfocar com alguma riqueza de detalhes aspectos de nossa condição humana.

Isso se deve às nossas buscas e às opções que temos de fazer no trilhar de nossos caminhos, na constatação dos fatos idiossincráticos de algumas personalidades que atravessam nossa jornada, aos aspectos banais vistos e analisados de maneira curiosa ou inusitada, fazendo com que o óbvio se torne relevante.

O certo é que tenho recebido uma grande e boa resposta das pessoas, que do meu ponto de vista, conversam comigo sempre que lêem o que escrevo. Sim, porque pelo simples fato de lerem o que escrevo, essas pessoas dialogam comigo, mesmo eu não tendo a possibilidade de responder a elas sobre suas indagações, mesmo eu sendo incapaz de dirimir seus questionamentos ou simplesmente ouvir suas ponderações. O diálogo entre o escritor e o leitor se faz pelo simples fato de haver leitura e desta levar o paciente a pensar sobre o que leu. É o diálogo do que eu escrevi, com o pedaço do eu coletivo que há em cada um de nós.

Agora mesmo que aquele meu amigo vai dizer que mudei, ou estou tentando mudar de um reles escritor para um filósofo de fim de semana. “Deixa que digam, que pensem, que falem…” afinal é por isso que todos os escritores escrevem, para que pensem, para que falem.

Tem gente que não gosta do que eu escrevo. Paciência! Tem gente que não concorda e repudia o que escrevo. Mais paciência ainda para com estes! Tem gente que gosta e admira o que escrevo e como o faço. Agradeço! Mas sabe de uma coisa? Fico satisfeito de saber daqueles que gostam do que escrevo, mas fico muito mais curioso e interessado naqueles que não concordam ou até mesmo que se incomodam com meus textos. Não que eu seja sádico, goste de ver as pessoas sofrendo, isso nunca, mas porque sabendo sobre os pontos divergentes fica mais fácil descobrir como transformá-los em convergências, ou pelo fato de me fazer pensar se eles não estariam certos e eu errados.

Quem escreve o tipo de texto que eu escrevo não deve ficar preocupado com a verdade ou com o certo. Quem escreve as coisas que eu escrevo deve se preocupar em estar comunicando a sua verdade, o seu ponto de vista, como vê as coisas, como as sente, de forma clara e honesta. Essa é a beleza desse tipo de literatura. A beleza e o prazer de escrever compromissado com o sentimento que transmite, com o enfoque do assunto, com sua abordagem.

Em minha opinião o assunto de uma crônica de jornal pode ser qualquer coisa. A única exigência é que ela crie entre o escritor e o leitor esse diálogo tácito. Que o escritor mudo possa responder a tudo ou a quase tudo que o leitor ensurdecido precisa saber, ou pelo menos levá-lo a pensar sobre o assunto.

No dia de hoje, por exemplo, tive vontade de ao invés de escrever um texto de 4.500 toques, fazer publicar uma única palavra: Mandela!

Tenho certeza que meus leitores, ao decodificarem o que a reunião dessas letras significa, lembrarão daquele que em minha opinião foi uma das personalidades mais importantes do século XX. Mais do que isso, ligarão seu nome a sentimentos que ele simbolizou, simboliza e tenho certeza simbolizará para sempre, toda vez que se disser o seu nome ou que se pensar em coragem, esperança, sabedoria, honra, compreensão, perdão, simpatia…

Queria ter escrito antes, mais e melhor sobre Madiba, porém eu seria apenas mais um fã a falar de seu ídolo. Falo então de mim, da necessidade que tenho de fazer brotar em mim, não aqueles mesmos sentimentos nem aquelas mesmas ações, isso seria impossível, mas algo que me possa fazer sentir merecedor de ter vivido em um mundo que produziu este homem extraordinário, que deve ter tido muitos defeitos, mas que na contabilidade final superou todas as expectativas.

Parece filosofia? Mas não é. É simplesmente o que eu queria conversar com você, hoje, aqui, nesse cantinho de página.

Mandela! Esse nome deveria passar a ser usado como uma espécie de saudação, assim como os judeus dizem Shalom e os mulçumanos Salam.

Mandela!

Isso é tudo por hoje. E saiba… É muito.

Mandela!

 

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