Pensamentos nefrológicos

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Como faço quase todos os dias, naquele acordei por volta das cinco da manhã. Não que eu precise acordar a essa hora, não que eu seja um operário que precise madrugar para chegar no horário certo à obra, é que minha bexiga que não funciona normalmente durante o dia pede para ser esvaziada invariavelmente nessa hora. Ela é como um relógio cuco suíço que expulsa o passarinho pontualmente no horário previsto.

Depois desse ritual nefrológico e muitas vezes também gastroenterológico, eu estou pronto para exercitar um de meus passatempos favoritos: Escrever. Antigamente diria que era a árdua tarefa de desenvolver pensamentos em papel e tinta, hoje é um exaustivo exercício de “catar milho” nas letrinhas do teclado.
Naquela madrugada me peguei analisando friamente os aspectos do voto facultativo. Fui rever minhas opiniões e minhas convicções, ver se elas poderiam ser abaladas, levando-se em consideração uma analogia absurda que me veio à mente quando pingava a última gotinha de urina no vaso.

Imaginei-me sendo obrigado a analisar a possibilidade de aceitação do voto facultativo no Brasil, levando em consideração alguns dos meus passatempos ou esportes favoritos.

Imediatamente raciocinei que numa sociedade evoluída a obrigatoriedade não precisa existir, pois as pessoas evoluídas não precisam de normas coercitivas, tais como o voto obrigatório, ou o quinto mandamento de Moisés, que diz “Não matarás” para fazer ou deixar de fazer alguma coisa.

Dito isso, conclui que o que deveria ser obrigatório, nas sociedades menos evoluídas, eram aulas curriculares de xadrez, modalidade que dá às pessoas que o praticam uma ampla e objetiva visão de rumo, de estratégia para conseguir um determinado objetivo.

Que o judô deveria ser ensinado a todos, pois ele desenvolve o corpo em conjunto com a mente e o espirito, no sentido de extravasar energia física sem uso de violência. Que todos deveriam conhecer o basquete, modalidade que irreversivelmente nos faz descobrir a importância de agirmos em conjunto, em equipe, de forma fraternal e unida.

Que o desenvolvimento do vocabulário e da linguística poderia ser muito melhorado, eliminando grande parte das dificuldades de entendimento e comunicação, se todos praticassem as simplórias palavras cruzadas, e por fim, imaginei que se todos pudessem conhecer o jogo da paciência, que desenvolve nas pessoas a humildade do reconhecimento de seus erros e faz com que seus praticantes busquem a correção dos mesmos, os fazendo mais tolerantes, fazendo com que consequentemente se tornassem mais evoluídos.

Ao terminar de formular essa teoria no mínimo “estrambólica”, descobri que coisa semelhante poderia ser dita e justificada, quem sabe até com muito mais brilhantismo, sobre muitas outras modalidades esportivas e disciplinas curriculares, do que como eu fiz com as armas escolhidas por mim para evoluir a sociedade.

Ao pensar nisso cheguei a uma constatação e a uma conclusão fulminante: a única coisa que verdadeiramente pode fazer com que uma sociedade realmente evolua é o conhecimento, o ensinamento aos membros dessa sociedade, da educação formal e da educação complementar que se possa dar a eles. Sem isso ninguém, nenhuma pessoa individualmente e nenhuma sociedade coletivamente será evoluída. Sem instrução, sem ensino, sem educação, não se chega a lugar algum!

Ao final acabei por me deparar com um sério dilema: é preciso que o cidadão, primeiro tenha a educação necessária para que, só depois disso ele possa, conscientemente, escolher se usa ou não o seu direito de eleger seus representantes ou ao cidadão sem educação e consequentemente sem a formação necessária, deve deixar nas mãos de outras pessoas a decisão de escolher aqueles indivíduos que irão lhes representar?

Pensamentos assim não saem na urina…

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Um ano de governo *

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Tenho sido cobrado quanto a uma análise que prometi fazer sobre a nova administração implantada no Maranhão, assim que o governo completasse 180 dias, porém achei melhor estender esse prazo para quando ele completasse um ano, por entender que seis meses seria pouco tempo para se fazer uma apreciação mais embasada e justa.

Confesso que nem estava com muita vontade de fazer essa análise, pois não tenho tido a paciência necessária para assuntos ligados à política em sua forma partidária, onde uma apreciação como essa, se for encarada como positiva para a nova administração será criticada ferozmente pela oposição e se for tida como negativa, será encarada pelo governo como um mero ataque, de modo que por um prisma ou por outro, não será vista como um estudo criterioso.

Estou cansado dos maniqueísmos e dos sectarismos da política, coisa que não é de hoje que abomino e rejeito de forma peremptória, portanto, alerto de antemão que o que direi a seguir é resultado de minhas observações, isentas, sobre o funcionamento da nova gestão política e administrativa do Maranhão.
Em primeiro lugar devo falar ainda sobre a eleição. Ela transcorreu de forma normal e refletiu claramente a vontade popular, mesmo que os atores políticos, alguns por ações e outros por omissões, tenham contribuído para que o jogo eleitoral não tivesse transcorrido em melhores climas.

Dito isso, devo tratar da indicação dos nomes escolhidos para gestores das diversas secretarias e autarquias do governo do Maranhão, dizendo desde logo que eles foram o que de melhor havia a disposição do governador. No entanto, havia antes, continua havendo ainda hoje e pelo visto vai continuar existindo, uma discrepância muito acentuada entre o calibre do governador e o de seus auxiliares, causando um efeito nocivo à estrutura de autoridade do governo. Sinto que o governador se impõe mais pelo medo que ele causa nas pessoas que pelo respeito e a admiração que na verdade ele gostaria de imprimir com suas atitudes.

Podemos comprovar essa discrepância no fato do governador ter passado mais tempo que o necessário para trocar o comando da SECMA, já que era sua autoridade discricionária que estava em jogo e não apenas o desastroso desempenho da citada pasta antes da indicação do excelente Felipe Camarão. O mesmo fato não foi sentido quanto à recusa de aceitação do deputado Zé Reinaldo à pasta de Minas e Energia, uma vez que essa pasta efetivamente não existe mesmo. O governador simplesmente tentou com essa manobra acomodar o prefeito de Santa Inês, cuja esposa assumiria a Câmara no lugar de Zé Reinaldo.

Secretariado indicado e empossado, os desempenhos foram ficando visíveis conforme as peculiaridades de cada pasta e as capacidades de cada gestor, coisa que já era de se esperar.

Aqui cabe um parêntese: O governo cometeu um equívoco grave ao não cooptar para si funcionários de segundo e terceiro escalão, temendo que eles fossem partidariamente comprometidos com o grupo outrora dominante, com isso perdeu agilidade e certa continuidade das ações normais da máquina administrativa. O uso dessa forma de tentativa de aniquilação, ao contrário do resultado imaginado, só perpetua a rixa e preserva os possíveis laços de lealdade e gratidão que porventura possam existir, e não existindo, os cria.

Lembro que uma coisa deixou o então candidato Flávio Dino um tanto chateado comigo. Foi quando escrevi que a diferença que haveria numa mudança de grupo dominante na política do Maranhão seria meramente de nomes e conceitos ideológicos, e que a política, que tem poder e força própria, independentemente de nomes e ideologias, seguiria seu caminho igualmente como antes. Dito e feito.

Este continua a ser o cerne de minha análise, tanto que a secretaria que mais trabalhou neste primeiro ano de governo foi a de Transparência e Fiscalização, voltada a levantar tudo que possa ter sido feito de errado na administração anterior.

Concordo que esse trabalho seja importante, mas em minha opinião, um governo que prioriza essa ação em detrimento de outras, está focado tão somente no lado policial e eleitoral da gestão. Mas não estaria sendo justo se afirmasse que o atual governo só faz isso. Não, não é bem assim. Ele faz outras coisas também.

Por falar em policial, este foi um setor que teve desempenho semelhante ao dos anos anteriores, onde a incorporação de novos quadros para a Polícia Militar se deu apenas no final do ano, mas a notícia sobre ela palmilhou cada instante do tempo midiático do governo. Inclusive, sobre este assunto, parece que apenas 455 novos policiais foram realmente incorporados, enquanto as notícias fazem com que, erroneamente, acreditemos que já foram acrescidos aos quadros da PM do Maranhão 1500 novos praças. Simples detalhes midiáticos, com os quais governos desta ou daquela coloração estão afeitos.

Da extensa lista de compromissos de campanha, o novo governo cumpriu nove, operacionalizou oito e não deu conta de cumprir quatorze, mas ninguém vai exigir que tanto o atual governo quanto o seu governante sejam mágicos, que de uma hora para outra solucionem problemas antigos e de grande complexidade, mesmo que tenhamos na campanha eleitoral ouvido promessas que nos faziam acreditar que seria muito fácil solucionar problemas como, por exemplo, o do IDH, que requer investimentos constantes e sistemáticos em melhoria de infraestrutura, saneamento básico, saúde, educação e cidadania.

Neste ponto poderia fazer uma clara e direta comparação entre as gestões de antes e de agora, quanto a SEDEL. Posso falar desta pasta com propriedade, pois estive em seu comando entre 2011 e 2014. O que se vê hoje, em termos gerais, não é muito diferente do que acontecia anteriormente na maior parte dos setores. Os JEM’s continuam sendo o grande trabalho desta pasta, o Castelão continua sendo uma das prioridades, a lei de incentivo continua ativa, as praças esportivas continuam sendo mantidas, as piscinas, depois de um ano, continuam estagnadas, no mesmo estado, uma vez que a solução para o caso delas é bem complicada…

Há, no entanto, dois fatores que fazem a atual administração da SEDEL ser bem diferente da anterior. Primeiramente o grande prestígio pessoal que o atual secretário desfruta por parte do governo, coisa que na minha época não acontecia. Segundamente o esforço que a nova administração está fazendo para elevar o IDH de alguns de nossos mais carentes municípios, o que levou a iniciarem a construção de pequenos complexos esportivos e de lazer nestas localidades.

Em campanha o atual governador fez parecer que resolveria estes problemas de IDH com facilidade, pelo simples fato de querer fazê-lo e é aí que reside minha discordância.

O grupo que dominava a política do Maranhão, do qual eu fazia parte, não resolvia este problema porque não tinha capacidade para fazê-lo, porque tentava fazê-lo da maneira incorreta, pode até quem quiser dizer, que ele não tentava fazer tais mudanças, mas a verdade é que as dificuldades que o grupo anterior tinha em melhorar o IDH do Maranhão continuam existindo sob o comando do atual grupo dominante e isso ninguém pode negar.

O que se pode argumentar é que muito tempo se passou e pouco foi efetivamente conseguido nesse sentido. Infelizmente o que constato é que as mesmas dificuldades estão sendo e continuarão sendo enfrentadas pelos novos governantes.

Um programa implantado pela nova administração deve ser citado e elogiado. Trata-se de um adendo ao Bolsa Família que destina recurso uma vez ao ano para compra do material escolar das famílias de baixa renda de nosso estado. Uma maravilhosa iniciativa. Simples como as boas coisas devem ser.

No que diz respeito ao grupo que dominava a política do Maranhão, já era mesmo tempo de dar oportunidade a outros decidirem os destinos de nosso povo e se responsabilizarem pelos sucessos e pelos insucessos dessa façanha.

Setores como Saúde e Educação sofrem dos mesmos problemas. Eles não foram melhorados em absolutamente nada pelo simples fato de ter havido uma mudança nos nomes dos gestores ou no direcionamento ideológico do novo governo. O sistema funciona da mesma maneira, as carências são as mesmas, as dificuldades são idênticas.

No setor de infraestrutura o que se viu foi a finalização de muitas obras começadas na gestão anterior e o início de novas obras. Esse setor não para, é um passo após outro.

Setores como o fazendário e o portuário são dois dos que tiveram melhores performances nesse primeiro ano do novo governo que foi marcado por uma total inação da mídia governamental, menos por responsabilidade dos profissionais do setor e mais por consequência de uma diretriz de governo. Foi dada preferencia às mídias alternativas e sociais em desfavor da mídia convencional, uma vez que esta, está em sua maioria, em poder de grupos de oposição ao governo. No final do ano o governo começou a usar a mídia convencional e sua visibilidade se sobressaiu.

Poderia dizer que esse primeiro ano tenha sido um ano de preparação e que este segundo ano será de afirmação, tanto que a coisa mais importante que o governo fez nesse primeiro ano de gestão foi resgatar a imagem desgastada de seu aliado de primeira hora, o prefeito de São Luís.

O governador disse recentemente em uma entrevista que a máquina do governo não participará das campanhas eleitorais de 2016 para as prefeituras municipais. No caso de São Luís, graças a Deus, isso já não é verdade, pois sem a injeção de recursos e a execução de obras na cidade, seu candidato continuaria fragilizado e nossa cidade não estaria recebendo benefícios tão importantes.

Segundo o governador ele participará das campanhas de seus candidatos, mas seu governo, os recursos dele, não serão usados como suporte de campanha eleitoral. É nessa hora que reafirmo o que disse antes. Mudamos de governante, de grupo hegemônico, mas a política não muda, nem mesmo na retórica.
Nenhum candidato a prefeito apoiado pelo governo ficará satisfeito apenas com a presença do governador e de seus auxiliares em seu palanque, o que eles irão querer é o suporte do governo com a realização de obras ou pelo menos com as promessas delas, o que acaba dando no mesmo.

Se isso acontecer desta forma como estou descrevendo, qual será a diferença para tempos pretéritos? Os nomes dos atores e as ideologias professadas por eles!?

No que diz respeito ao relacionamento do governo com a classe política há uma diferença que deve ser citada e analisada. Se anteriormente a classe política era desprestigiada porque o governante não os levava em consideração por desleixo e inapetência, o que se sente hoje é que o atual governante e seus assessores mais diretos não prestigiam a classe política por simples desprezo, por não acreditarem ser a classe política necessária no processo de mudanças que querem implantar no Maranhão.

Se antes se cometia o pecado do desleixo e da falta de reconhecimento, agora se acredita piamente que a classe política maranhense não está preparada para agir como vetor de mudança de nosso panorama social.

Quando digo que se mudam os nomes e as ideologias e não se mudam os fatos e os acontecimentos da política, posso provar. Lembram-se do incidente que aconteceu em Lago da Pedra quando a prefeita Maura Jorge foi impedida de falar numa solenidade que fora convidada pelo governo? Pois é! Coisa muito parecida acontecia antes, quando o grupo Sarney detinha a hegemonia política de nosso Estado e algum correligionário, cabeça de bagre, emprenhava o ouvido do governante fazendo com que ele cometesse erro como aquele que foi cometido naquela ocasião.

Para finalizar essa rápida análise que já se estende por quase quatro laudas, gostaria de dizer que se fosse dar uma nota para o governo neste seu primeiro ano, daria um oito, pois se excetuando a visão fixa no retrovisor, ele cometeu poucos erros quando olhou para frente e focou no que era realmente importante.

Como muitos eu não vislumbro um ano de 2016 fácil para ninguém, muito menos para o governo em qualquer uma de suas esferas. O que se pode fazer em momentos como esse é o básico, o simples feijão com arroz, quando muito, alguma inovação que não seja muito onerosa e que tenha boa e grande repercussão.

* Por problema de espaço físico está matéria não será também publicada na página de opinião de O Estado do Maranhão.

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Visita forçada ao meu Twitter

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Para começar o ano, convido você para conhecer alguns de meus pensamentos, postados no Twitter:

Invisto meu tempo planejando as grandes coisas que pretendo fazer, enquanto isso, me eximo de fazer as pequenas coisas que não planejei.

Hitler disse que a sorte dos ditadores é que os homens não pensam. Conclamo todos os seres humanos a pensar e acabar com a sorte dos ditadores.

A arrogância é sempre má conselheira.

Um bom sentimento exclama? Então uma boa ideia interroga!

Arte e extinção são duas palavras que não combinam. Só há duas formas de se fazer arte: a replicação da natureza e a reinvenção dela.

A verdadeira sabedoria consiste em sabermos nossos limites, em sabermos até onde podemos e devemos ir para conseguir o que queremos…

Depois de se conseguir superar a suprema dúvida, o que restar só poderá ser a suprema verdade. Será que alguém consegue suprimir toda dúvida?

Tudo já foi dito, mas é bom que sempre se repita para que não se esqueça.

Alguém comentou o fato de eu estar mais esbelto, ao que outro comentarista sacramentou: “Isso é claro sinal da decadência!” Um terceiro comentarista aproveitou a deixa e arrematou: “Melhor estar esbelto por decadência que obeso por deselegância e prepotência”.

Mundinho devagar! A relatividade só tem 100 anos!! Mundinho fugaz! A relatividade já tem 100 anos!!

Para que saibam quem somos, basta que se diga o que fizemos e fazemos.

O maior de todos os poderes é o tempo. Nele o que tem de secar seca, o que tem para florescer floresce.

Quem usa muito as redes sociais fica mais conhecido, mas muito mais distante, muito menos íntimo das pessoas. Whatsapp, Instagram, Faceboock, Twitter… Tudo isso só distancia as pessoas, as torna mais superficiais. Nos dias atuais, a maior demonstração de intimidade, graças às novas tecnologias, é falar com alguém ao telefone.

Há uma enorme batalha sendo travada dentro de minha mente. De um lado, minha inteligência, e, de outro, minha capacidade de exprimi-la.

O excesso na prática de uma qualidade pode facilmente transformar-se em um defeito.

Uma dura conclusão: a verdade varia de pessoa para pessoa, de um ponto de vista para o outro, logo não existe uma única verdade, mas opiniões…

Tudo na vida passa: se deixa de ser criança; o basquete juvenil; a revista Guarnicê; deputado; Nagibão; casamentos… O que importa é o hoje! Dona Clarice, Laila, Jacira e as pessoas que amo; O MAVAM da FNH; os filmes que faço e aqueles que sublimo. O amanhã? Este é uma mera sequência de hojes, com fortes influências de ontens… O caminho? Nós fazemos parte dele e ele nos faz em parte.

Quanto mais me afasto da política partidária, mais claro fica para mim o quanto esse é um jogo baixo e viciado, onde não há inocentes, nele existem aqueles que se elegem com um discurso e praticam outro; Hipócritas que cobram aquilo que não oferecem; “Sabidos” demais!…

Existem pessoas que só tem um assunto! Monos… Monofônicos, monocromáticos…

Na política nunca se deve usar luvas, o tato é a melhor saída sempre.

Em tempos difíceis, aos políticos não é permitida a possibilidade de errar. O menor erro pode custar muito caro.

Um grupo político pode resistir aos ataques de adversários muito poderosos, mas não consegue resistir a seus próprios desacertos internos.

É uma pena que tudo que aprendemos nos primeiros anos de nossas vidas só venhamos a compreender realmente em nossos últimos anos nela.

 

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Um problema de vento e areia

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Eu sei que esse tema não é apropriado para as festas de final de ano, mas estou sem saber a quem recorrer, então vai agora mesmo.

Minha reação instintiva é pensar em acionar o Ministério Público, mas já o fiz uma vez, em conversa informal com o promotor responsável pelo meio ambiente e não rendeu nenhum efeito prático. Nada foi feito. Ao contrário, como consequência do aludido problema um prédio onde funcionava o destacamento do Corpo de Bombeiro, responsável pela guarda salva vidas da Avenida Litorânea, foi engolido pelas areias.

Refiro-me a poderosa erosão eólica de nossas praias. A grande quantidade de areia que se acumula ao pé do aterro de contenção que sustenta a avenida. Material, que caso não encontrasse esse obstáculo construído pelo homem, iria se acomodar aos pés das falésias de nossas costas praianas.

A ausência contínua do poder público em suas mais diversas esferas e áreas tem feito com que lentamente percamos uma das mais belas paisagens de nossa cidade, pois o acúmulo dessa areia está literalmente tapando a visão maravilhosa que tínhamos dos mais de seis quilômetros de praia desse importante logradouro que embeleza a nossa querida cidade de São Luís.

Nós que já não temos muitas, nem boas áreas de lazer, estamos sendo expulsos especificamente desta, por aquela poderosa força da natureza, movida pelo vento e tendo como munição, minúsculas partículas de areia de praia, que nem por isso autoriza que essa manifestação da natureza deve ser preservada em sua forma voraz e descontrolada. A natureza deve ter sim prioridade, desde que ela não interfira nocivamente na vida diária da comunidade.

Já conversei com diversas pessoas e todas com quem falei são da mesma opinião: alguma coisa deve ser feita urgentemente para que a areia não tome conta, desordenadamente, de nossas praias. A areia proveniente da erosão eólica deve ser retirada dos locais onde se acumula e transferida mecanicamente para o outro lado da Avenida Litorânea, depositando-a no lugar aonde ela iria se acumular originalmente, caso não tivesse a interposição do obstáculo citado anteriormente.

Temos em São Luís e no Maranhão, de um modo geral, um Ministério Público bastante atuante no setor de meio ambiente, mas neste caso específico acredito que falte uma ação mais efetiva, não só dele, mas também da Prefeitura Municipal e de outros órgãos que poderiam ajudar para que problemas como esse não acontecessem e não precisassem de soluções, uma vez que a prevenção resolveria antecipadamente questão dessa natureza.

Não sei se a Câmara de Vereadores ou mesmo a Assembleia Legislativa, através de suas Comissões de Meio-Ambiente e de Turismo poderiam interceder para que esse problema seja superado de maneira satisfatória, e o mais rápido possível.

Espero que esse caso, que parece pequenino e que era insignificante 30 anos atrás, possa ser resolvido e que e que possamos recuperar a vista maravilhosa de nossas praias por falta de ação do poder público.

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O que nos falta são líderes

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Eu sei o que é um líder, mas fiz questão de recorrer a um dicionário para que tivesse uma definição perfeita do que significa a palavra líder, e mais do que isso tentar buscar uma explicação para o fato de, em nosso estado, o Maranhão e em nosso país, o Brasil, nós não termos líderes.

Vejamos o que diz o dicionário. “Líder: indivíduo que tem autoridade para comandar ou coordenar outros; pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras”.

Para ser um líder o sujeito não precisa ser um mandatário, ter um cargo político, ser vereador, deputado, senador, prefeito, governador ou presidente. Um líder não precisa mudar a praxe e se denominar “presidenta”, uma vez que a líder resolve o problema com a simples utilização de um “a”, artigo feminino que define o sexo do ocupante do cargo presidencial.

Alguém disse que o que nós brasileiros realmente precisamos é de termos menos opinião e mais conhecimento. A democracia universaliza o direito à opinião, mas esta de nada vale se ela não é embasada em conhecimento sólido, caso contrário, nada mais será que reflexo do conhecimento de outros, manipulando a massa insana, sedenta de direitos e com pouca, quase nenhuma, visão de deveres e de cidadania.

Como um país que não tem uma educação descente pode gerar líderes? Eu estou querendo demais. Somos produtos de nossa própria biomassa. Dela não vão sair líderes da estatura de um Gandhi, de um Churchill, de um Mandela, de um Lincoln, ou mesmo de nomes nem sempre bem recomendados como Peron ou Vargas. É bem verdade que algumas sociedades geram líderes como Hitler e Mussolini, mas essas são exceções que apenas confirmam a regra: Os homens precisam de líderes. De bons líderes. Os maus líderes, estes devem ser descartados.

É bom que se ressalte que um líder não se faz sozinho. É preciso que os corações e as mentes das pessoas, seus olhos, ouvidos e intelecto estejam propensos a aceitar a liderança daqueles que se destacarem a sua frente.

No Brasil, podemos contar nos dedos os líderes verdadeiros que tivemos. Cabral foi o primeiro comandante desta terra, mas jamais foi seu líder. Antes dos portugueses os chefes indígenas seriam verdadeiros líderes?

Zumbi foi um líder? Acredito que sim. O claudicante D. João VI foi um líder. Mesmo sendo um fraco, ele foi um líder. Tiradentes foi um líder? Penso que foi mais um mártir. Caxias foi líder nas revoltas civis do império e na guerra do Paraguai? Prestes foi um líder, mesmo que de uma pequena parcela de pessoas.

Vargas foi líder. JK foi líder. Tancredo e Ulisses foram líderes. Lula é líder. Nem Dilma nem Aécio o são. Veja que é fácil citar lideres políticos, mas líderes populares que tenham o respeito do povo de forma espontânea nós não temos. Temos ídolos como Pelé e Roberto Carlos.

Um povo sem líderes é um povo sem guias, um povo sem direção.

No Maranhão acontece a mesma coisa só que de forma mais paroquial.

Meu pai foi um líder amado e seguido na região do Vale do Pindaré. O mesmo aconteceu e ainda acontece em várias regiões, mas essa liderança é etérea, passageira, como toda liderança o é, sendo esse tipo de liderança é muito mais frágil e volátil que as outras.

É bom que se ressalte que há diferenças fundamentais entre liderança e chefia. O líder é antes de tudo amado e respeitado enquanto o chefe é apenas temido, como prevê Maquiavel no capítulo XVII de “O Príncipe”.

No Maranhão Magalhães de Almeida foi líder. Vitorino foi líder. Sarney foi líder. Flávio Dino é nosso governador e deseja ser um novo líder. O seu trabalho e o tempo dirão se ele conseguirá ser reconhecido como tal.

Porém, nós maranhenses e nós brasileiros precisamos de um outro tipo de líder. Um que nos oriente independentemente de política partidária, um que se destaque por bravura, pela falta de compromisso consigo mesmo e por total compromisso com tudo aquilo que for correto e melhor para nosso estado, nosso país e nossa gente.

 

 

 

 

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Ainda sobre a eleição na OAB-MA

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Muito se tem falado sobre a surpresa que foi o resultado da eleição da OAB – MA e por isso resolvi também dar minha contribuição para esse debate.

Comecei nesse negócio de política como assessor de meu pai, quando isso ainda era permitido, nos idos de 1979, mesmo que antes, desde menino, o tenha acompanhado por muitas de suas andanças pelo Maranhão. Digo isso para comprovar que conheço um pouquinho sobre política. Pelo menos tempo para isso eu tenho, se não aprendi, não é culpa dos mestres que tive, que, diga-se de passagem, foram os melhores.

O que se viu recentemente, menos do que a grande maioria palpiteira até agora aludiu, foi um sintoma simples de um organismo constipado. Explico: É importante que seja dito que a OAB do Maranhão vem, há muitos anos sendo controlada por um mesmo grupo e que os tempos atuais são de mudanças, onde a população e as classes buscam novas lideranças e principalmente alternativas de grupos que os representem.

A politica classista é diferente da política popular. A diferença de esclarecimento do eleitor de uma para o de outra é abissal. A classe dos advogados não pode ser auscultada e auferida da mesma forma, com os mesmos instrumentos e a mesma lógica que a grande massa popular.

Especificamente nesta eleição o que se viu foi uma abstenção imensa, o que sempre prejudica muito mais quem estiver na situação, e um maior comparecimento da grande quantidade de jovens advogados com menos de dez anos de vinculação à Ordem.

Os dois fatores citados anteriormente, por si só já justificam uma eleição vencida pela oposição por uma diferença de menos de 200 votos.

Mas o que tenho visto e ouvido é uma enxurrada de desculpas esfarrapadas de um lado e alegações politiqueiras de outro.

Se de um lado algumas pessoas acham que faltou trabalho por parte do grupo que mantinha até agora a hegemonia da OAB-MA, e estão errados ao tentarem arrumar culpados pelo insucesso da campanha, por outro, alguns analistas creditam que o resultado dessa eleição seja um rotundo “não” ao governador Flávio Dino, uma vez que o grupo derrotado é ligado a ele. As duas teorias são completamente falsas. Uma porque caça bruxas, outra porque as demoniza.

A partidarização de eleições classistas é uma prática comum na nossa adolescente democracia assim como nas democracias mais maduras e colocadas à prova.

Culparem a candidata derrotada, seus apoiadores, membros de sua chapa ou mesmo o governador do Estado é um absurdo. Desconhecer que a chapa vencedora conseguiu aglutinar mais votos, menos por desacordos fundamentais com a atual administração e muito mais pelo fato de quererem tomar em suas próprias mãos os destinos de suas carreiras e profissões, sem contar com o fato de ambicionarem espaços importantes no cenário da advocacia de nosso Estado, é igualmente absurdo.

A eleição de um novo grupo para dirigir os destinos da OAB – MA, menos que uma derrota para alguém ou uma vitória para outrem, é um sinal dos tempos pelo qual passamos. Um tempo que coloca anualmente no mercado de trabalho de nossa terra mais de mil novos advogados. Foi esse o fator primordial dessa eleição, o voto jovem, de uma classe pouco manipulável, que deseja agarrar com unhas e dentes seus próprios destinos.

Como diriam alguns amigos meus, “simples assim!”.

 

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O Cúmulo da Intimidade

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Faz algum tempo que não escrevo e por isso mesmo nada tenho publicado aqui neste espaço, onde desde 1990 custumo fazer ecoar minhas ideias, sejam elas resultantes de minhas reflexões literárias, políticas, filosóficas ou que tais.

Não tenho conseguido arrumar minhas ideias com a devida clareza, me falta um discurso mais alinhado. Neste caso, o alinho que falta é em meu texto, e isso se deve ao fato de que minha mente tem sido campo de batalha para uma luta incansável de meu intelecto com minha capacidade de traduzir em discurso ou texto, tudo o que há de potencial nele.

Tenho pensado muito e tido pouca capacidade de transformar esses pensamentos, essas ideias e suas reflexões em comunicação. É que esses têm sido tempos difíceis! Olhe que têm mesmo, pois para me deixar sem palavras só sendo tempos realmente difíceis.

Ando muito decepcionado com pessoas que imaginava serem criaturas superiores, mas que acabo descobrindo que não são, no entanto já deveria estar acostumado, esse é o movimento natural das marés humanas. E ainda há quem culpe a lua!

Como não tenho tido capacidade de traduzir o que há dentro de mim vou lançar mão da ideia inicial de outra pessoa para desenvolver o meu texto de hoje. Faço isso ao comentar com vocês um assunto que me foi chamada atenção pelo meu irmão Nagib, num dos almoços de domingo na casa de dona Clarice, minha mãe.

Trata-se do fato de algumas pessoas não atenderem ao chamado dos telefones, ou quando fazem isso, o fazem somente depois dos pobres miseráveis assessórios eletrônicos terem ficados roucos de chamarem.

A távola dominical de minha mãe, como imagino que sejam as de todas as famílias, menos que sustentáculo de pratos saborosos, é aparato de muitas e deliciosas conversas familiares, que acabam por se transformar em corte epstemológico de nosso tecido social. Naquela sala, tenho certeza se retratam todas as salas de todas as famílias de nossa terra, sem separação de condição social ou financeira.

Como resultado das conversas daquele domingo, ficam aqui três frases para seu deleite e sua análise, uma vez que o novo padrão de tamanho de texto deste jornal me impede de fazer uma análise mais aprofundada sobre o tema.

1 – Nos dias atuais, a maior demonstração de intimidade que pode haver entre as pessoas, graças às novas mídias e tecnologias, é falar com alguém ao telefone.

2 – Whatsapp, Instagram, Faceboock, Twitter, Snapchat … Tudo isso só distancia mais as pessoas, as tornam mais superficiais, telegráficas. Aparentemente as pessoas se comunicam mais, porém na verdade comunicação vai além do que hoje acontece.

3 – Quem usa muito as redes sociais fica mais conhecido, porém muito mais distante, muito menos íntimo das pessoas. A proliferação de suas opiniões na rede, de suas caras nas fotos de seus posts, de forma alguma substituem a convivência pessoal, o aperto de mão, o abraço fraterno…

Tenho certeza de que com essas três frases vocês poderão fazer o almoço deste domingo ser pano de fundo para um bom debate e uma maravilhosa convivência em família.

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Um sonho para compartilhar.

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Eu tive um sonho… E no comecinho, do que me lembro dele, vi o reverendo Martin Luther King, que me dizia: “Se estás tentando me plagiar tens que colocar o verbo ‘ter’ no presente!” Mas eu não queria plagiar descaradamente o líder dos direitos civis! Eu tive mesmo um sonho no qual eu havia me elegido governador do Maranhão.
Elegi-me pelo PCB e meus maiores cabos eleitorais eram Maria Aragão e João do Vale. Estava nas mídias nacionais e internacionais como o primeiro governador eleito pelo Partido Comunista Brasileiro. Fui recebido por Prestes, que naquela altura havia até ressuscitado, tal qual Cristo, só para me dizer do orgulho que sentia por ver que logo o Maranhão, um lugar tão atrasado, havia dado ao Brasil seu primeiro governador comunista.
Eu convoquei, para me assessorar, os melhores quadros que havia nas fileiras dos exércitos que me levaram a aquela privilegiada posição. Nessa hora, dentro de meu próprio sonho, lembrei-me de gigantes da história mundial e de algumas de suas famosas frases como aquela do sonho do senhor King, que não se deveria perguntar o que nosso país poderia fazer por nós, mas nos colocarmos a fazer coisas em benefício de nosso país como falou JFK, que o comunismo não é amor, mas um martelo com o qual se deve golpear o inimigo, segundo o mestre Mao ou aquela outra, também dele, que diz que a bosta do gado é mais útil que os dogmas, pois com ela se faz estrume…
De repente meu sonho saltou no tempo e no espaço, e fui parar em um imenso auditório onde eu falava em mandarim para uma atenta plateia de membros do PC chinês, que me ouviam falar sobre as oportunidades de negócios no Brasil, especialmente no Maranhão, e eu os convidava para implantarem algumas indústrias aqui, para que aproveitassem o aço que iria ser produzido pela siderúrgica que o governo chinês e a Baoshan Iron & Steel Co iriam construir no mesmo lugar onde outrora seria a Refinaria Premium, da Petrobrás.
Meses antes, isso aparece em flash back em meu sonho, meu governo havia feito um acordo com a Petrobrás e ficamos com o terreno e com as obras ali realizadas por ela, e oferecemos aos comunistas chineses, para que nele fosse instalado todo um complexo industrial que garantisse ao Maranhão o progresso do qual tanto precisamos.
Abruptamente, no meio de meu sonho, aparece Ademir Santos gritando: “Se tu estás pensando em escrever domingo, sobre esse teu sonho, trata de sonhar pouco, pois só tens 3.200 toques!”. Peguei um susto tão grande que até acordei. Mas como faço desde muito jovem, sou capaz de voltar para os sonhos que porventura sejam interrompidos por um despertar inapropriado.
Voltei a dormir e a sonhar que eu era governador do Maranhão e que estava trazendo para nosso Estado grandes investimentos industriais que de forma encandeada, fariam do nosso estado uma grande potência econômica de nosso país.
Em meus devaneios oníricos, fazíamos negócios com Andrew Carnegie e com Cornelius Vanderbilt, um no setor de aço e o outro no setor de ferrovias.
Meu sonho era o sonho de um megalômano, um maluco com um pouquinho de informação e um pouco menos de cultura que sabe até dormindo das excelentes condições geográficas e logísticas de nosso Estado que favorecem a grandes empreendimentos, e de como atrairmos os chineses para cá, para implantarem uma siderúrgica e no entorno dela construírem outras indústrias de transformação e exportação para o mercado sul-americano! Isso seria equivalente a inventar a pólvora, que é criação dos mesmos chineses.
Reconheço que meu sonho é difícil de realizar-se, mas acredito que todos nós, principalmente quem mais pode fazer esse sonho se transformar em realidade, deveria sonhá-lo um pouquinho.

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A Satisfação do Dever Cumprido!

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Na semana passada, quando soube que o time infantil de handebol feminino da Escola Barbosa de Godois havia se sagrado campeão dos Jogos Escolares da Juventude (leia-se JEBs infantil, de 12 a 14 anos), em Fortaleza, comecei a rir um riso solto, proveniente de uma alegria incontrolável, que desaguaria em um choro miúdo, de lábios trêmulos, culminando com um grito da mais pura erupção de felicidade e satisfação.

Quem me lê agora imaginará que um filho meu seja o treinador dessa modalidade nessa escola ou que uma neta minha seja uma das atletas que conquistaram esse importante feito para nosso esporte. Mas não é nada disso, não! O motivo de toda essa minha alegria, de toda a minha felicidade e satisfação é devido ao fato de eu ter podido contribuir um pouquinho com essa façanha realizada pelas alunas do Barbosa de Godois.

Em 2012, em meu segundo ano como secretário de Esportes do Maranhão, recebi um convite do professor Eduardo Teles para visitar sua escola e ver de perto um treino de sua equipe. Fui até à Escola Barbosa de Godois para ver as condições de treinamento das equipes de alunos atletas que ali estudavam. Cheguei lá e encontrei um pátio de colégio, com piso de ladrilho de cimento, em declive para um lado, com uma canaleta de esgotamento pluvial numa borda. Não havia traves, tabelas ou redes para nenhuma modalidade esportiva, mas haviam duas traves pintadas nas paredes, em cada lado da escada de acesso da escola, onde os atletas treinavam chutes e arremessos a gol.

O que vi me comoveu e eu saí de lá decidido a que se nada eu fosse capaz de fazer pelo esporte escolar de meu Estado, por aquelas crianças tão dedicadas e por aquele abnegado professor eu iria fazer alguma coisa.

Chamei uma técnica em projetos de lei de incentivo e encomendei a ela que fizesse um que possibilitasse instalarmos uma quadra poliesportiva onde antes se encontrava uma gigantesca e centenária árvore. Assim foi feito. Aprovado o projeto, apresentei à Cemar que de imediato, vendo o alcance da ação social que isso desencadearia, patrocinou de pronto o projeto e em 2013 inauguramos a Quadra Poliesportiva da Barrigudeira, na Escola Barbosa de Godois.

Feito isso, entregamos a obra para a diretora da escola que por sua vez repassou-a ao professor Eduardo Teles, que já vinha trabalhando com aqueles jovens e a partir daquele momento tinham um equipamento capaz de suprir suas necessidades de treinamento.

Eu sempre soube que aquela pequenina obra que custou menos de R$ 400 mil, seria uma das maiores obras de minha administração frente à Sedel, não apenas por aquela secretaria ser muito pequena, com um orçamento anual pífio, não por isso, mas porque mesmo com o investimento daquela pequenina importância monetária, estaríamos trabalhando onde mais era preciso que se trabalhasse, na base, de onde surgem os grandes valores atléticos de nosso país.

Agora, escrevendo este texto, ainda me vem um riso farto, seguido de um choro surdo de felicidade, de certa forma por não ter sido capaz de fazer mais, mas com certeza o fiz com muito amor e sempre procurando fazer o melhor possível.

A vitória das meninas do Barbosa de Godois, de seu treinador, da diretora da escola, de seus professores, funcionários e alunos é também uma vitória do esporte maranhense, uma vitória de todos os nossos jovens atletas que precisam ser apoiados e de toda nossa brava gente.

Ao ver que simplesmente cumprindo minha obrigação de gestor de esporte do nosso Estado, plantando uma sementinha onde antes havia uma imensa árvore, e dela ver brotar tantos talentos em forma de jovens atletas campeãs, isso por se só solta meu sorriso e me faz sentir uma enorme satisfação pelo simples fato de ter cumprido bem o meu dever.

 

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3.200 toques!

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Meu querido amigo Ademir Santos, editor deste jornal, ligou-me para dizer que a partir de agora eu só posso mandar-lhe textos com no máximo 3200 toques, pois o novo design gráfico do diário assim o exige. Argumentei que desta forma vai ficar difícil eu continuar escrevendo e publicando na coluna dominical de opinião deste jornal.

Depois do telefonema de Ademir fiquei imaginando o que farei com alguns textos atemporais que já produzi sobre o dia a dia da cidade e que ainda não publiquei. Será uma pena não poder comentar com vocês sobre minha amiga Maria Aragão, sobre as funções despertadoras de minha bexiga, quanto ao reflexo das ações esportivas e culturais sobre o direito à cidadania… Pelo que parece vou ter que escrever sobre coisas mais tênues, mais rasas, como por exemplo, política.

Por falar em política, um sujeito me perguntou outro dia se Edison Lobão Filho realmente acreditava que venceria a eleição de Flavio Dino. Respondi que eu pensava que ele acreditava que venceria! Não satisfeito, o cidadão perguntou se eu acreditava que ele, ELF, venceria FD na disputa pelo governo do Maranhão. Respondi que eu sempre achei que aquela eleição não apenas sacramentaria a vitória de Flávio, mas que ela era uma derrota anunciada de nosso grupo político, graças a uma infinidade de movimentos, totalmente equivocados, que “nós” fizemos nos anos que antecederam a tal eleição. E disse mais, que eu havia dito a ELF que ele deveria se candidatar ao senado, já que Roseana resolvera não se lançar. Se ele tivesse feito isso certamente teria ganhado. Mas comentar política depois do acontecido parece incorreto. Ainda bem que o fiz antes também.

Será que já ultrapassei o número de toques por texto? Agora tenho que me policiar. Vou arriscar mais um assuntinho!

Um passarinho me contou que o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim já está conversando com o ex-prefeito Luís Fernando Silva sobre a eleição do próximo ano naquele município. A conversa giraria em torno da possibilidade, de com uma cajadada só, matarem todos os coelhos, e sacramentarem a candidatura de LFS a prefeito de São Luís pelo PSDB, uma vez que Gil Cutrim aceitaria apoiar a candidatura de seu vice, Eudes Sampaio, muito ligado a Luís, indicando o vice na chapa deste. Que confusão!

Trocando em miúdos: A candidatura de Eudes Sampaio a prefeito de SJR, tendo como vice um indicado do prefeito GC, abre a possibilidade de Luís Fernando Silva vir a ser candidato a prefeito de SLZ, pelo PSDB. Ufa! Santas elucubrações! Tantas abreviações!

Se esse quadro se materializar, coisa que não acredito que aconteça, a eleição em São Luís ficará bem intrincada. Se antes tínhamos uma polarização entre o prefeito Edivaldo Junior e a Deputada Elisiane Gama, com a entrada de Luís Fernando Silva na disputa, o resultado ficaria totalmente imprevisível uma vez que o maior eleitor desse pleito, Flávio Dino, teria em partidos ligados a si os três candidatos na disputa.

No fundo no fundo, imagino que esse quadro seria o que de melhor poderia acontecer para a politica de nossa capital e para o futuro de nossa cidade. Quem sair vencedor dessa disputa terá muito mais compromisso com nossa gente.

Acho que consegui ficar mais ou menos dentro do limite de toques imposto pela editoria de opinião deste jornal, só não sei se meus leitores vão gostar deste novo estilo enxuto, quase seco.

 

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