Apenas mais uma análise sobre a eleição de São Luís

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Como já tive a oportunidade de me manifestar anteriormente, não estou participando desta eleição como apoiador de ninguém, mas não posso me furtar de fazer uma simples análise deste pleito, evento importante para a definição dos destinos da minha cidade e do meu estado.

O que vou relatar a seguir não é novidade para alguns, mas existem pessoas que desconhecem os fatos que apresentarei, e acredito que elas desejam e precisam conhecê-los. Tem inclusive quem diariamente me cobre uma análise sobre esta eleição!

Gostaria de dizer, de antemão que, dos nove candidatos (até esta data não se sabe se Zé Luís Lago será realmente candidato) na disputa, mantenho estreita amizade com sete deles e em relação aos outros dois, cultivo por eles o devido respeito.

Penso que deva fazer uma análise rápida dos candidatos. Comecemos pelos três com menor avaliação nas pesquisas: Valdeny Barros, Claudia Durans e Zé Luís Lago. Pra usar um termo futebolístico, estes candidatos estão somente cumprindo tabela. Representam legendas que desejam apenas apresentar aos eleitores suas propostas políticas.

Depois aparecem Rose Sales, Fabio Câmara e Eduardo Braide. Estes candidatos não estão simplesmente cumprindo tabela. Eles tentam ocupar espaços políticos e apresentarem-se como futuras opções nos cenários eleitorais da cidade e do estado. No caso de Rose e de Fábio, a cidade perderá dois de seus melhores vereadores, mas eles certamente serão candidatos a deputado em 2018. No caso de Braide, fortalece-se bastante para a reeleição. Era aqui, neste grupo, que estaria Bira do Pindaré, caso fosse candidato.

No grupo que realmente concorre à prefeitura encontram-se Eliziane Gama, Wellington do Curso e Edivaldo Holanda Junior.

Em primeiro lugar, devo dizer que em minha opinião, ao contrário do que diz uma facciosa empresa de pesquisa, a eleição só será decidida no segundo turno, e como já disse um grande conhecedor da política, “segundo turno é outra eleição, um novo jogo”!

Quem com total certeza estará no segundo turno é o atual prefeito Edivaldo Junior. Todas as pesquisas indicam que o candidato que tem mais chances de estar também nesta disputa é Wellington.

Em outro aspecto, vemos o Governo do Estado apoiando Edivaldo e demonstrando isso através do imenso aporte financeiro que faz em sua gestão, com as inúmeras obras realizadas na capital. Flavio Dino sabe que eleger o prefeito de São Luís facilitará muito sua reeleição em 2018 e sabe também que Edivaldo é muito mais “controlável” do que os outros dois postulantes ao cargo de prefeito.

Nesses quatro anos em que o prefeito de São Luís tem tentado administrar a cidade, tem tido pouco sucesso. Nos dois primeiros anos a desculpa era que o governo estadual de então não ajudava. De dois anos pra cá, no entanto, o apoio maciço dado pelo novo governo deveria ter surtido efeitos muito maiores e melhores que os apresentados.

Ninguém pode dizer que é fácil administrar um munícipio, ainda mais um como o nosso, com tantas peculiaridades complicadas, mas existem coisas básicas, simples e elementares que precisam ser feitas. Lembram-se do tempo do prefeito Tadeu Palácio? A cidade vivia sendo continuamente limpa! Os mais velhos devem se lembrar da administração transformadora de Haroldo Tavares, que apesar de não ter sido eleito diretamente pelo povo, através do voto, foi o nosso melhor prefeito.

Uma coisa é certa, quem quer que vença a eleição de outubro vai ter que fazer muito, muito mais do que aquilo que tem sido feito até agora para melhorar a realidade de nossa cidade e da gente que nela vive.

Wellington e Eliziane, postulantes ao cargo ocupado por Edivaldo, prometem fazer as coisas funcionarem a contento em nossa cidade. Porém, uma coisa é prometer e outra é realizar o prometido!

Edivaldo, ganhando a eleição e não fazendo uma administração melhor que a atual, pode ser um dos fatores que podem levar Flávio Dino a uma derrota em 2018!

Um amigo meu, profundo conhecedor da política, me disse que a grande sorte e a maior vantagem de Edivaldo nesta eleição não é o apoio incondicional do governo do Estado, mas o fato de ter os competidores que tem.

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Curiosidade!

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A respeito dos estudos de conjuntura eleitoral, quanto às eleições proporcionais, de vereadores e deputados, veja abaixo, o e-mail curioso que eu recebi em minha caixa de mensagens:
 
Jean Carlos <[email protected]>
Olá meu amigo, boa tarde aqui é Jean Carlos, sou candidato e vereador, já fui suplente e gostaria de obter uma planilha dessa que o amigo possui, para me dar uma base da nossa média para nossa coligação, desde já agradeço a atenção.
Ser for o caso o Amigo me informar quem faz e vende é de meu interesse.
Abraços e boa tarde!
 
 
Ao que eu respondi:
 
Joaquim Haickel <[email protected]>
Ligue pra mim… 99974xxxx ou 98121xxxx
 
 
Ele retornou…
 
Jean Carlos <[email protected]>
Olá Joaquim, muito obrigado, por ter me respondido, esqueci de lhe dizer que sou de Pernambuco, porém admiro muito a sua postura política, pois acompanho as notícias pela rede…
Seria possível o amigo me atender mesmo assim?
Desde já agradeço a atenção!
 
Eu respondi…
 
Joaquim Haickel <[email protected]>
Não existe uma planilha pronta que sirva para todos os casos…
O que eu faço é uma analise da conjuntura, das coligações, dos partidos e às vezes até dos candidatos, mas isso só pode ser feito se tivermos acesso a um levantamento confiável da performance de cada um dos já citados…
Seria completamente impossível fazer isso sobre um lugar onde não se tenha conhecimento ou dados confiáveis…
Sinto muito não poder ajudá-lo…
 
 
Observação importante: Nesta eleição, não farei nenhum estudo deste tipo, pelo fato de estar bastante afastado do meio político e não ter as informações necessárias para desenvolver um trabalho aceitável do ponto de vista da confiabilidade dos resultados.
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Dilma daria um best seller.

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O prelúdio: Lula encarna o personagem que consagra a vitória do retirante, do operário, do menos favorecido e se elege presidente da República depois de perder uma vez para Fernando Collor e duas vezes para Fernando Henrique Cardoso.

A apoteose: ele se reelege presidente e faz em oito anos de mandato, mudanças importantes na política social brasileira, estabelecendo programas inclusivos e distribuindo benefícios aos menos favorecidos.

A decadência: quando de sua sucessão ele imaginava eleger Zé Dirceu, mas este estava envolvido, no até então, maior escândalo de corrupção do país, o Mensalão. Palocci poderia também ser uma opção, mas assim como alguns outros, estava envolvido naquele escândalo, que acabou levando diversos petistas aos tribunais e à cadeia.

Lula estava sem opção e espertamente imaginou que pudesse enganar, não só seu partido, mas todos os políticos e ainda mais, todo o povo brasileiro. Ele indicou aquela que imaginava seria uma marionete, que pudesse controlar os cordames e fazê-la ocupar o poder por quatro anos até que ele voltasse carregado nos braços do povo.

Lula era tão forte eleitoralmente que seu vice não precisava ter votos, fossem pessoais, de seu partido ou grupo que o apoiasse. José Alencar era um empresário respeitável, mas não tinha nenhum peso político nem votos.

Já no caso da candidatura de Dilma, que não tinha peso político, nem votos pessoais, pois nunca havia se elegido a nada, nunca havia passado pela prova das urnas, carecia de um vice que agregasse forças políticas e eleitorais que garantissem sua vitória. E isso foi feito.

O PMDB que já dera apoio incondicional a Lula durante seus dois mandatos, foi o partido apontado para formar chapa com o PT, e seu presidente, Michel Temer, o escolhido para vice de Dilma.

O caos: em seu primeiro governo, Dilma demonstrou que não estava preparada para tamanha tarefa e tratou de deixar claro para seu padrinho e transferidor de votos, o Lula, que ela não seria uma marionete. Que as bobagens que ela fizesse seriam obras de sua própria falta de capacidade administrativa e política. Por não conhecer apropriadamente a história e a psique das pessoas, Lula demorou a perceber isso.

Daí até o impeachment foi apenas uma questão de tempo.

Por não saber que o Brasil não poderia continuar a funcionar no mesmo ritmo impresso nos dois governos de Lula, Dilma deu com os burros da gestão econômica, financeira e fiscal do país, em águas profundas.

Por não ouvir os reiterados alertas que lhes foram insistentemente dados, ela cada vez mais aprofundava a crise que passou a ser também de confiança internacional em investimentos no Brasil.

Dilma e seus apoiadores, basicamente o PT, o PCdoB, o PDT e alguns políticos de legendas diversas, alguns até do PMDB, se especializaram em dar desculpas esfarrapadas e jamais reconheceram os profundos erros cometidos. Lula teve que aderir a essa estratégia, pois não podia fazer mais nada, até porque era ele quem agora estava envolvido no maior escândalo de corrupção do Brasil, o Petrolão/Lava-Jato.

O começo do fim: juristas descobriram que alguns atos atabalhoados do governo poderiam ser considerados crimes de responsabilidade e processaram a presidente, que desde o começo exigiu ser chamada de “presidenta”, como se isso fosse valorizar mais o gênero feminino. Mais um de seus enganos, este bem pequeno.

Não custa lembrar que impeachment é um processo antes de tudo político, mas que necessita de uma mínima fundamentação jurídica. E assim foi feito!

O fim: depois de nove meses, respeitados todos os trâmites e obedecidas todas as regras legais e constitucionais, dada à ré todas as possibilidades de defesa, Dilma Rousseff foi destituída do cargo de presidente da República Federativa do Brasil.

O dia seguinte: o que resta agora é apenas o jus sperniandi. O direito constitucional de quem não ficou satisfeito com o julgamento do Senado Federal, do povo e da história.

 

PS: Em nenhum momento, em todo esse processo, a democracia e a república foram, de alguma forma, afetadas, logo não ocorreu nenhum golpe.

 

 

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Para substituir Jomar…

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Quando do falecimento do amigo Jomar Moraes, fiquei imaginando quem poderia substitui-lo a contento na Academia Maranhense de Letras! O primeiro nome que me ocorreu foi o de Ferreira Gullar. Ícone maior de nossa poesia contemporânea, Gullar que já ocupa um merecido lugar na ABL, seria a escolha perfeita.
O segundo nome em que pensei, foi no primeiro em que todos nós acadêmicos pensamos sempre que abre uma vaga na AML: Arlete Nogueira. O terceiro foi o de Salgado Maranhão…
Conversei com vários colegas acadêmicos e todos, sem exceção, concordaram comigo, mas deixaram claros os empecilhos que teriam que ser superados para que Gullar aceitasse vir, não pelo fato de vir assumir uma vaga na AML, mas por fazer uma viagem, ter que vir ao Maranhão para isso.
Gullar não viaja de avião, fato que o obrigaria a fazer essa viagem de carro, por estradas nem sempre em boas condições, e o que ainda torna tudo isso pior é o fato dele ter 86 anos de idade. Mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaria me pus a trabalhar.
Coincidentemente Ney Bello Filho ligou de Brasília para conversarmos sobre um possível nome para a vaga de Jomar e eu lhe contei o que eu pensava. Ele prontamente concordou. Naquele mesmo dia liguei para Zé Sarney para pedir-lhe que sondasse Gullar. Ele ficou de tratar desse assunto.
Quem me conhece sabe que sou operante demais e não me dando por satisfeito, fiquei matutando como poderia chegar a Gullar, com quem só tinha falado uma vez na minha vida, quando de um evento da Revista Guarnicê, no início dos anos de 1990. Pensei em usar Celso Borges que fizera uma entrevista com Gullar para nossa revista ainda em 1984!… Pensei em Beto Matuk que o entrevistara em 2012 para o documentário que realizamos sobre Lago Burnet!…
Por fim, resolvi recorrer a Zelito Viana, que pelo fato de estar produzindo um documentário sobre o autor de Poema Sujo, pediu-me que ajudasse com imagens antigas e contemporâneas de São Luís, para que ele pudesse bem ilustrar o lugar onde o poeta nasceu e viveu até sua juventude.
Baseado nessa nova e boa amizade, liguei para Zelito, que, pra quem não sabe, além de irmão de Chico Anísio e pai de Marcos Palmeira, é filho do velho Oliveira Paula, que morava ali pertinho do Jaguarema.
Zelito se prontificou em falar com Gullar e me retornar. Qual não foi minha surpresa, quando meia hora depois Zelito retorna dizendo que Gullar havia adorado a ideia, que ele se disse muito honrado, que queria muito voltar a São Luís e que essa seria uma grande oportunidade de voltar a sua cidade.
Porém, Zelito não deu confirmação, disse que Gullar pediu que eu ligasse pra ele no dia seguinte. Para mim aquilo tudo era maravilhoso. Só o fato de ele simplesmente gostar da ideia já me encantava.
LigueiPara substituir Jomar…
Quando do falecimento do amigo Jomar Moraes, fiquei imaginando quem poderia substitui-lo a contento na Academia Maranhense de Letras! O primeiro nome que me ocorreu foi o de Ferreira Gullar. Ícone maior de nossa poesia contemporânea, Gullar que já ocupa um merecido lugar na ABL, seria a escolha perfeita.
O segundo nome em que pensei, foi no primeiro em que todos nós acadêmicos pensamos sempre que abre uma vaga na AML: Arlete Nogueira. O terceiro foi o de Salgado Maranhão…
Conversei com vários colegas acadêmicos e todos, sem exceção, concordaram comigo, mas deixaram claros os empecilhos que teriam que ser superados para que Gullar aceitasse vir, não pelo fato de vir assumir uma vaga na AML, mas por fazer uma viagem, ter que vir ao Maranhão para isso.
Gullar não viaja de avião, fato que o obrigaria a fazer essa viagem de carro, por estradas nem sempre em boas condições, e o que ainda torna tudo isso pior é o fato dele ter 86 anos de idade. Mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaria me pus a trabalhar.
Coincidentemente Ney Bello Filho ligou de Brasília para conversarmos sobre um possível nome para a vaga de Jomar e eu lhe contei o que eu pensava. Ele prontamente concordou. Naquele mesmo dia liguei para Zé Sarney para pedir-lhe que sondasse Gullar. Ele ficou de tratar desse assunto.
Quem me conhece sabe que sou operante demais e não me dando por satisfeito, fiquei matutando como poderia chegar a Gullar, com quem só tinha falado uma vez na minha vida, quando de um evento da Revista Guarnicê, no início dos anos de 1990. Pensei em usar Celso Borges que fizera uma entrevista com Gullar para nossa revista ainda em 1984!… Pensei em Beto Matuk que o entrevistara em 2012 para o documentário que realizamos sobre Lago Burnet!…
Por fim, resolvi recorrer a Zelito Viana, que pelo fato de estar produzindo um documentário sobre o autor de Poema Sujo, pediu-me que ajudasse com imagens antigas e contemporâneas de São Luís, para que ele pudesse bem ilustrar o lugar onde o poeta nasceu e viveu até sua juventude.
Baseado nessa nova e boa amizade, liguei para Zelito, que, pra quem não sabe, além de irmão de Chico Anísio e pai de Marcos Palmeira, é filho do velho Oliveira Paula, que morava ali pertinho do Jaguarema.
Zelito se prontificou em falar com Gullar e me retornar. Qual não foi minha surpresa, quando meia hora depois Zelito retorna dizendo que Gullar havia adorado a ideia, que ele se disse muito honrado, que queria muito voltar a São Luís e que essa seria uma grande oportunidade de voltar a sua cidade.
Porém, Zelito não deu confirmação, disse que Gullar pediu que eu ligasse pra ele no dia seguinte. Para mim aquilo tudo era maravilhoso. Só o fato de ele simplesmente gostar da ideia já me encantava.
Liguei na manhã seguinte e uma voz rouca atendeu do outro lado. Impossível não reconhecer aquela voz.
Apresentei-me e expus meu caso. Ele se mostrou muitíssimo emocionado e agradecido. Disse que quando Zelito lhe falou, sua primeira reação foi aceitar de pronto. Disse-me que estava muito feliz pelo convite, que se sentia muito honrado, que sabia da importância de Jomar para a AML, mas que havia falado com sua companheira sobre o assunto, e que ponderando melhor, tendo em vista que ele ficaria fora do Rio pelo menos por 10 dias, “três para ir, três pra voltar”… Que a viagem de carro entre o Rio e São Luís seria bastante incômoda e desgastante para um homem de 86 anos e que tem compromissos semanais incanceláveis… Disse que era com tristeza que ele deixava de lado a excitação juvenil que o fez prontamente aceitar o convite, mas que, por todos aqueles motivos, não seria possível!…
Depois de suas ponderações, todas extremamente procedentes, não tive como insistir muito, mesmo que meu caráter sagitariano ainda tenha tentado argumentar.
Resta-nos, no entanto o fato de que substituir Jomar na AML será uma tarefa difícil. Pensemos!
na manhã seguinte e uma voz rouca atendeu do outro lado. Impossível não reconhecer aquela voz.
Apresentei-me e expus meu caso. Ele se mostrou muitíssimo emocionado e agradecido. Disse que quando Zelito lhe falou, sua primeira reação foi aceitar de pronto. Disse-me que estava muito feliz pelo convite, que se sentia muito honrado, que sabia da importância de Jomar para a AML, mas que havia falado com sua companheira sobre o assunto, e que ponderando melhor, tendo em vista que ele ficaria fora do Rio pelo menos por 10 dias, “três para ir, três pra voltar”… Que a viagem de carro entre o Rio e São Luís seria bastante incômoda e desgastante para um homem de 86 anos e que tem compromissos semanais incanceláveis… Disse que era com tristeza que ele deixava de lado a excitação juvenil que o fez prontamente aceitar o convite, mas que, por todos aqueles motivos, não seria possível!…
Depois de suas ponderações, todas extremamente procedentes, não tive como insistir muito, mesmo que meu caráter sagitariano ainda tenha tentado argumentar.
Resta-nos, no entanto o fato de que substituir Jomar na AML será uma tarefa difícil. Pensemos!

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Compilação do Twitter

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A campanha “Fora Temer” deseja mesmo o que!? A volta de uma “presidenta” que não se provou “inocenta”!? Eleições já!?… As duas coisas estão em desacordo com a constituição do Brasil. Temer é presidente da república, substituindo a presidente afastada!

O que vai acontecer com essas manifestações!? Elas vão continuar até cansarem, ou até conseguirem mudar as regras constitucionais! E é assim que deve acontecer em uma república onde o Estado seja democrático e onde se respeite as leis vigentes!

Se as manifestações contra a permanência do presidente Temer forem ordeiras, não devem ser impedidas pela polícia! Se as manifestações se tornarem atos de vandalismo e destruição do patrimônio público ou privado, a polícia deve intervir! As ações da polícia em caso de vandalismos e destruições de patrimônios devem ser apenas de contenção da desordem! O uso excessivo de força vai apenas vitimizar os manifestantes arruaceiros e levar simpatia popular para seus atos!

Neste momento em que nosso país passa por situação bastante difícil, todos nós temos que ser mais inteligentes! Não é o povo em si que está participando dessas manifestações. São apenas militantes. Que se manifestem!

Eu acredito que não houve golpe algum e que tudo que aconteceu foi consequência de incompetência da ex-presidente e de seus ministros e assessores! O jus sperniandi “dilmista” é legítimo, até certo ponto, enquanto não descambe para o vandalismo e a destruição do patrimônio!

O que o atual governo deve fazer é dar respostas satisfatórias ao povo brasileiro, arrancando nosso país dessa crise!

Já pararam pra pensar que os 54,5 milhões de votos de Dilma, que ela e os seus vivem alegando, superaram em apenas 3,5 milhões os 51 milhões de votos contra ela!? Quando alguém vence uma eleição, o eleitor, o povo, lhe autoriza com isso a cometer atos em desacordo com as leis e a constituição? E quando alguém vence uma eleição, esse mesmo eleitor, esse povo lhe autoriza com isso a proceder de maneira ilegal, imoral e corrupta!?

Temer pode não ser popular, mas é o presidente constitucional do Brasil e é isso que eu defendo. A constituição! A mesma constituição que eu ajudei a construir e que o PT se recusou a referendar e assinar! Isso basta!?

Ser democrático é muito mais que fazer discursos e balançar bandeiras! Ser democrático é defender verdadeiramente a constituição!

Não estou feliz! Estou muito preocupado com o futuro de nosso país. Mas estou certo que estamos melhor que estávamos antes. Acredito que o novo governo pode nos levar por caminhos melhores e tirar-nos desse abismo que o governo anterior nos colocou.

Temer tem que ser austero. Não deve e não pode fazer concessões políticas ou partidárias. O país em primeiro lugar!

A operação Lava-jato deve continuar sem nenhuma interferência e expurgar da vida pública todos os envolvidos em corrupção. Eduardo Cunha não pode ser poupado. Ele hoje é o símbolo da impunidade dos políticos corruptos e deve servir de exemplo! Em estrito respeito à constituição, Dilma deve ter seus direitos políticos cassados. É o mínimo em uma democracia!

O sectarismo, o maniqueísmo e a intolerância que se instalaram no Brasil, são cânceres que devem ser extirpados! A verdade não é monopólio de um determinado grupo. Não é porque gritam algumas palavras que elas passam a ser verdadeiras ou corretas! Aceito qualquer crítica ao que digo, mas exijo respeito ao meu direito de dizer o que penso sem ser marginalizado por isso.

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Eu tentei!

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Tentei!… Bem que eu tentei, mas não consegui!

Deixe-me explicar. Desde meados do ano passado venho sendo procurado por diversos candidatos a prefeito e a vereador, para que eu me incorpore às suas campanhas políticas, para que eu participe da coordenação de algumas delas, para que eu frequente comitês, que dê sugestões, que faça propostas para planos de governo… Eu bem que tentei, compareci a algumas reuniões, conversei com algumas pessoas, fui até em convenção, mas acredito que algo dentro de mim tenha se quebrado. Se não quebrou, emperrou de forma aparentemente definitiva.

O fato é que eu não consigo mais me aproximar da prática política concernente ao seu estágio de eleição. O sistema eleitoral brasileiro está extremamente desvirtuado, fato que tem me causado profundo desconforto.

Mas o que será mesmo que tanto me desestimula a participar de uma campanha eleitoral, afinal de contas eu fiz isso durante 40 anos de minha vida, quando participei de 20 eleições, uma a cada dois anos!

Pensando bem, acredito que seja pelo fato de eu não aguentar mais ouvir candidatos repetindo algumas promessas que eles têm consciência que são impossíveis de serem cumpridas, da mesma forma que não aguento mais ver eleitores que se empenham em extorquir candidatos que se deixam extorquir, aproveitando-se da fragilidade estrutural do eleitor e, agindo assim alimentam esse nocivo círculo vicioso.

Não aguento mais ver leis inócuas serem estabelecidas, tais como a proibição de distribuição de camisetas, mas a permissão de pagamento de pessoas para atividades em comitês e bandeiraços.

Veja bem! Não sou nenhum santo, não! Não sou hipócrita e quando um dia o fui, saiba que me sentia péssimo ao sê-lo e não gostaria de voltar a passar por isso em minha vida.

Não vejo como alguém possa ser um candidato vitorioso a algum cargo eletivo sem que esteja passível de se submeter à prática de uma simples falsidade ou hipocrisia, ou mesmo à prática de delito eleitoral ou comum. O sistema, infelizmente, quase obriga os candidatos a agirem assim.

É verdade que existem alguns amigos meus que eu gostaria que se elegessem, pois acredito que eles possam ser bons vereadores e prefeitos em seus municípios, mas daí a eu participar pessoalmente de suas campanhas!… Isso não dá mais não! Pelo menos não agora, com essas regras e com a desvirtuação que o mal uso delas imprimem ao sistema.

Candidatos como Zé da Folha em São Domingos do Maranhão, Cid Costa em Buriti Bravo, George Luís em Primeira Cruz, Zeca Brás em Altamira, Zuca em Buriti, Luís Fernando em Ribamar, Mauricio Almeida na Raposa, Gilberto Aroso no Paço, Valtinho em Benedito Leite, Roberto Costa em Bacabal, Alexandre Almeida em Timon, são alguns dos candidatos que penso possam ser bons prefeitos de seus municípios. Desejo que eles tenham sucesso em seus pleitos, e que não se esqueçam jamais do compromisso, não apenas com seus eleitores e cidadãos, mas com eles mesmos. O compromisso de tentar fazer o melhor possível para melhorar a realidade de seus municípios e das pessoas que neles vivem.

Da mesma forma há umas duas centenas de candidatos a vereador que penso, podem fazer um bom trabalho em benefício de suas comunidades.

Dito isso, me desculpo com todos os que me convidaram a participar de suas campanhas, por não ser capaz de operacionalizar as ações que esperam de mim. Minha atividade política se restringe, a partir de agora, a manifestações ideológicas e filosóficas, proferidas em artigos de jornais e mensagens nas redes sociais.

Eu sei, e todos sabem que não há como, uma pessoa como eu, deixar definitivamente a política, mas também devo ser honesto e dizer que não tenho como, pelo menos nesse momento, me dedicar a nenhuma campanha eleitoral.

Neste momento desenvolvo juntamente com um grupo de companheiros cineastas alguns projetos audiovisuais, dos quais não posso me distanciar minimamente. Espero em breve apresentar a vocês e a todo o público maranhense e quem sabe até brasileiro, o resultado dos belos trabalhos que estamos realizando no Polo de Cinema Ficcional, Documental e de Animação do Maranhão. Vejam o link: www.youtube.com/watch?v=MO7964hX-EE

 

PS: Quando relia esse texto me veio à mente outro motivo que acredito ser o que realmente me leva a não poder participar dessa eleição. É que a essa altura de minha vida, não devo mais me comprometer por ninguém. Não devo mais empenhar a minha palavra, a não ser por mim mesmo.

 

 

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Quando o tempo não faz evoluir

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Fui recentemente assistir ao novo filme baseado no romance escrito por Lew Wallace, publicado em 1880, “Ben-Hur: Uma Narrativa do Cristo”.
Essa história já havia sido adaptada diversas vezes para o teatro e para o cinema, e teve sua melhor montagem no magistral “Ben-Hur”, filme épico realizado em 1959 dirigido pelo genial William Wyler, produzido por Sam Zimbalist para a Metro-Goldwyn-Mayer, protagonizado por Charlton Heston, Jack Hawkins, Haya Harareet, Stephen Boyd e Hugh Griffith.
Ao falar sobre esta nova versão, primeiramente gostaria de abordar o aspecto da refilmagem. Os realizadores que se arriscam nesse intento têm contra si e sua obra, o amor, a paixão, o carinho, a afeição que os expectadores possam ter desenvolvido por uma obra anterior. Imaginem se alguém se atrever a refilmar “Laranja Mecânica”!
Pois bem, qualquer pessoa, e aqui me arrisco a dizer que a totalidade dos que assistiram ao “Ben-Hur” vencedor de 11 prêmios Oscar, vai preferir àquele a esse filme realizado em 2016.
Em termos comparativos, o único item que fez com que a versão de Bekmambetov superasse a de Wyler, foi a natural apropriação da maravilhosa tecnologia atualmente disponível.
Um filme como este jamais deveria ter sido produzido e de forma alguma exibido em 3D, pois se subtende que essa tecnologia sirva principalmente para cenas onde haja grandes profundidades no cenário e contundentes aproximações ou recuos da câmera, coisas que nem o roteiro nem a história pedem.
Mas até aqui tudo é aceitável. O que destrói completamente o filme é a desfiguração da história original. A supressão do personagem Quinto Arrio faz com que a história perca seu senso moral. O aspecto prosaico e novelesco, próprio do romance foi retirado da nova versão, fazendo com que um filme que tem sua força eminentemente ancorada em sua história e na forma de contá-la, passe a ser um mero filme de aventura passado no tempo de Cristo.
Há uma comparação mais cruel do que todas que se possa fazer entre um filme e outro. É no que diz respeito à trilha sonora e a música. Na versão de 1959 Miklós Rózsa faz com que qualquer coisa que se tente fazer depois dele seja destinado ao esquecimento.
Bekmambetov tenta mostrar alguns aspectos com os quais Wyler não se importou, como por exemplo, a convivência familiar entre Judah e Messala, e a existência de um grupo de resistência política e guerrilheira contra a ocupação romana da Judeia, os Zelotes.
É impossível comparar os atores que encarnam Judah e Messala, tanto Charlton Heston quanto Stephen Boyd superam em anos-luz Jack Huston e Toby Kebbell. Quanto ao elenco, excessão deve ser feita a Rodrigo Santoro e a Nazanin Boniadi como Jesus e Esther. Nem mesmo o extraordinário Morgan Freeman consegue chegar aos pés do Ilderim protagonizado por Hugh Griffith, há 57 anos.
Fui assistir ao novo “Ben-Hur” sabendo que ele seria muito menos bom do que o outro, aquele realizado no tempo em que os cenários eram feitos de madeira e gesso.
PS: Em breve veremos a refilmagem de “Sete Homens e um Destino”, filme de Jonh Sturges, baseado nos “Os Sete Samurais” de Akira Kurosawa, protagonizado por Yul Brynner, Steve McQueen, James Coburn, Eli Wallach, Charles Bronson… Se preparem para outro fiasco, mesmo sendo protagonizado por Denzel Washington, Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio e Chris Pratt! Mesmo assim vou assistir.

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Um sargento que era general

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No dia 14 de agosto a Academia Maranhense de Letras, a literatura e a cultura maranhense, ficaram órfãs. Naquele dia o Maranhão perdeu um de seus mais importantes, ativos e prolíferos intelectuais: Jomar Moraes.

Jomar não era um grande poeta como Gullar, Odylo, Nauro, Burnet ou Chagas. Não era um romancista da estatura de Josué ou Sarney. Jomar era um de nossos maiores cronistas e muito mais que todos os citados, muito mais que qualquer outro no Maranhão moderno, Jomar era um pesquisador incansável, um historiador minucioso e um editor arguto.

Não vou tratar aqui de sua vasta e rica obra. Vou falar apenas do homem Jomar Moraes, da pessoa controversa que ele fazia questão de ser.

Quando eu soube de sua morte, liguei imediatamente para Júlia, filha dele, com quem tenho uma amizade muito próxima. Ela seria a pessoa dentre todas as de seu relacionamento que mais estaria precisando de uma palavra de consolo. Depois de conversarmos ao telefone, depois de chorarmos juntos a nossa perda, eu e ela, começamos a imaginar o que ele diria sobre tudo que aconteceria em seu velório e em seu enterro.

Eu e Júlia acabamos nossa conversa telefônica em meio a gargalhadas e choros, graças a nossa tentativa de construir as frases que ele diria se pudesse falar de dentro do caixão. Coisas como: “O corpo deve ser enterrado no jazigo da Academia, afinal ele serve para isso; não me venham com aquela falação de religião; tenho certeza que o Mario Cella vai aparecer no velório e vai querer rezar em minha cabeça; procurem cumprir o estatuto da AML”. Eu e Júlia sabíamos que até no velório dele mesmo, ele iria botar defeito, pois ele era além de perfeccionista, um cri-cri!

Jomar não tinha uma personalidade fácil. Crítico ácido daquilo que não gostava, chegava a ser cítrico até em relação àquilo de que gostava. Tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Ele era genioso e turrão. Eu, tendo descoberto isso muito cedo, num dos movimentados “Jomingos”, que eram manhãs de domingo na casa de Jomar, mais precisamente em sua biblioteca, onde alguns amigos desfrutavam de sua companhia e conversavam sobre artes, política, e assuntos diversos, lhe disse ao sair, depois de ouvi-lo se vangloriar de um de seus desentendimentos: “Jomar, ficas tu sabendo que podes enticar e brigar comigo o tanto que tu quiseres e pelo motivo que tu desejares, mas eu não vou nem te dar bola, não vou brigar contigo jamais”. Ele riu e confessou que suas brigas, depois de um tempo, se tornaram uma espécie de esporte para ele, e que depois de mais algum tempo, ele passou a cultivá-las como um velho jardineiro faz com suas rosas.

Na última vez que nos falamos ao telefone, três dias antes daquele fatídico domingo, combinamos que eu iria procurar a Alumar, a Vale e a Cemar para nos ajudarem na reedição de cinco importantes obras, entre elas o Dicionário Histórico e Geográfico do Maranhão, de Cesar Marques, o Guia de São Luís do Maranhão, uma das mais espetaculares obras de Jomar, um livro sobre Gonçalves Dias, outro sobre Sousândrade e mais um quinto ainda a ser escolhido. Por fim, acertamos que eu iria gravar entrevistas com ele, para delas extrair um dos livros que ele vinha tentando escrever fazia muito tempo, o “Anedotário da AML”, onde ele contaria casos engraçados, curiosos e quase sempre constrangedores, envolvendo membros daquela casa e outros que se não o eram, estavam envolvidos com literatura, arte e cultura.

Depois que desliguei o telefone com Júlia, lembrei-me da minha mãe de criação, a inigualável mãe Teté, que diz brincando, que quando ela morrer, talvez nós não sintamos saudade dela, mas com toda certeza iremos sentir muito a sua falta. Ela está redondamente enganada! Pessoas como Mãe Teté, assim como Jomar, pessoas que marcam as vidas das pessoas com sua energia e seu caráter ferroso e ferrenho, pessoas que não conhecem o medo de desagradar por expressar suas opiniões sinceras, essas pessoas, nos deixam muita saudade e nos fazem muita falta, pois precisamos delas para nos dar rumo!

Antes de entrar para a Academia Maranhense de Letras eu achava bastante curioso que o homem que presidia aquela imponente instituição tivesse sido sargento da Polícia Militar. Mal sabia eu que o tal sargento na verdade era um autêntico general.

A morte de Jomar Moraes nos trará a comprovação material da imortalidade, façanha conseguida apenas por algumas pessoas, pois a presença permanente dele em nossas conversas o fará vivo enquanto nos lembrarmos dele.

 

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Vereadores de São Luís, 2016.

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Faço esta publicação apenas por pedido do amigo Jorge Aragão e para registro de um primeiro levantamento sobre o preenchimento das vagas de vereador de São Luís em disputa na eleição de outubro de 2016, sem para isso fazer nenhuma analise individual de candidatos, apenas levando em consideração o performance política e eleitoral dos partidos e coligações conhecidas imediatamente depois das convenções partidárias.

 

Edivaldo Junior (14)

(PEN/PTB) [1 ou 2] 2

(PDT/PROS/DEM e PR) [3 ou 4] 4

(PT/PTC) [1 ou 2] 1

(PSC/PCdoB) [2 ou 3] 3

PSL [2 ou 3] 3

PRB [0 ou 1] 1

 

Eliziane Gama (8)

(PSDC/PSDB/PPS) [3 ou 4] 4

(PV/SD/REDE/PTdoB) [2 ou 3] 3

(PTN/PRTB) [1 ou 2] 1

 

Wellinton do Curso (6)

(PSB/PSD) [2 ou 3] 3

PP [1 ou 2] 2

PHS [0 ou 1] 1

 

Fábio Câmara (3)

(PMDB / PRP) [2 ou 3] 3

 

Eduardo Braide (0)

PMN [0 ou 1] 0

 

Rose Sales (0)

PMB [0 ou 1] 0

 

Zeluis Lago (0)

PPL [0] 0

 

Valdeny Barros (0)

(PSOL / PCB) [0] 0

 

Cláudia Durans (0)

PSTU [0] 0

 

São Luís, 9 de agosto de 2016

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Um Sonho Possível

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Eu havia acabado de assistir ao filme “Rio, eu te amo”, que, diga-se de passagem, é uma droga de filme, mesmo que tenha sido feito só por gente importante do cinema nacional e internacional, quando me lembrei de um antigo e acalentado projeto semelhante a ele: “São Luís”.

Para ser justo com o filme que acabara de assistir, devo dizer que gostei da sequência em que aparece o ator Harvey Keitel, onde um menino de rua diz pra ele que está esperando, num telefone público, uma ligação de Jesus Cristo.

Mas voltemos a “São Luís”. Tenho um antigo projeto de fazermos um filme no mesmo estilo dos tais “Eu Te Amo”. Um projeto que coloque São Luís como cenário e personagem, que nos propicie contar histórias curtas e interessantes sobre as pessoas, lincando-as com nossa cidade, ambientando-as em seu casario, passeando por suas lendas, usando os personagens marcantes de sua história e de seu cotidiano!

Um filme que seja escrito, dirigido, produzido e atuado por cineastas maranhenses, mas para o qual se convidasse alguns atores de renome nacional e até mesmo internacional, para dar a ele um aspecto e um apelo universal. Usaríamos em sua realização o que existisse de melhor em termos de equipamento cinematográfico e mão de obra técnica, nos igualando ao que de melhor existe em termo de cinema.

Tenho certeza que uma hora dessas esse projeto vai sair do plano onírico e vai se tornar realidade, ainda mais agora que a nossa indústria cinematográfica começa a se estruturar profissionalmente.

Desde já estão convocados para fazerem parte desse projeto, junto comigo, Arturo Saboia, Marcos Ponts, Beto Matuk, Fred Machado, Breno Ferreira, Francisco Colombo, Cícero Filho, Breno Nina, Lucas Sá, Rafaelle Petrini, Mavi Simão, Tiago Tito, Erlanes Duarte, Cassia Melo e mais alguns outros…

Imaginem só se tivéssemos como um dos galhos dessa frondosa árvore cinematográfica, uma história que envolvesse a Marrom, Alcione Nazaré; Uma que fosse ambientada dentro de um dos enredos do grupo Pão com Ovo; Uma outra onde uma fã perseguisse Thaynara OG; Uma que contasse as peripécias de um ex-jogador de futebol famoso, assim como Kleber Pereira; Uma história ambientada num grupo de arte popular, de bumba meu boi ou tambor de crioula; Uma que narrasse a vida pacata de um funcionário público; Uma onde um preto velho contasse histórias de assombração para dois menininhos numa das escadarias do centro histórico; Uma história ambientada no Bar do Nelson ou no Bar do Léo; Uma que falasse de um poeta que vivesse enfurnado dentro de um sebo, como a Poeme Se Livraria; Uma que abordasse as armações de um político safado e trapalhão; e ainda uma história que contasse um belo caso de amor…

Seriam umas 15 histórias de no máximo 8 minutos para que o filme não ficasse longo demais. Essas histórias poderiam ser contadas encadeadas em um travelling pela cidade, um passeio por nossas ruas.

Tenho certeza que temos condição de fazer um grande filme! E é fácil comprovar isso. Para tanto basta citar alguns filmes já realizados ou alguns projetos pré-produzidos dos cineastas citados acima: Acalanto, de Arturo; Infernos, de Fred; Nua por dentro do Couro, de Lucas; Macapá, de Marcos; Reverso, de Colombo; e até mesmo, Pelo Ouvido, desse locutor que vos fala, só para citar alguns dos filmes e dos cineastas aqui relacionados.

Tenho certeza que sob o comando produtivo de Petrini, Mavi, Matuk, Cassia e Tiago, essa turma iria criar um belíssimo filme no qual se pudesse mostrar São Luís e nossa arte para o mundo.

Podem me chamar de sonhador maluco, mas de mais longe nós já viemos, Agora o cinema maranhense já existe, tem força e qualidade.

Como já disse, tenho certeza que um dia não muito distante esse projeto vai sair do âmbito dos sonhos e se transformará em realidade.

 

PS: Parabéns a todos que participaram do edital SECTUR/ANCINE de cinema e principalmente aos que foram selecionados. Obrigado aos promotores desse edital, pelo apoio dado ao cinema maranhense.

 

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