Retalhos de conversas (pouco revisadas e revistas) ao Twitter

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Para melhor entendimento vejam minha conversa com 

Acredito ser um erro o fato de Flávio Dino desejar continuar uma luta que deveria ter acabado no dia em que ele venceu a eleição. Ele será governador e como tal deve agir. Deve concentrar todas suas forças em organizar seu governo, em, como ele mesmo disse, salvar o Maranhão, em nos liderar. Vencendo essa enorme batalha vencerá toda a guerra.

Sabedoria é a melhor arma.

 

Esticar uma luta apenas para deixar acessa a chama do elã de seu grupo, para que eles não se distanciem de seu objetivo, continuar uma guerra que ele certamente irá vencer, onde os perdedores já são conhecidos, será o Estado e o povo o Maranhão!?… Pra que!? Certamente isso não é o melhor a fazer.

 

Quem desejar ser adversário do futuro governo, o será, e por algum tempo deve lutar sozinho. Quem quer uma luta sempre é quem ganha com ela: a indústria de armas, os mercadores do medo, aqueles que ganham enquanto os mais fracos sofrem.

 

O povo, mesmo que não pareça, é sábio e não deseja lutas políticas infrutíferas. Ele vai saber quem está prejudicando nosso Estado com a continuação de uma luta que não deve continuar, em nome de um bom futuro para o Maranhão.

 

Até porque meu amigo, pode se vencer uma batalha com uma funda, mas uma guerra só se vence com espadas. É erro crasso achar que Davi matou Golias com uma funda, ele o derrubou com ela. Davi matou Golias com a enorme espada que quele gigante levava consigo. Davi matou Golias e nunca mais deixou de lutar. Venceu a batalha, mas suas guerras nunca chegaram a um fim. Pensem bem nessa metáfora.

 

 

Em nosso caso, aqui, agora, não é hora para falar em enfrentamento, é hora para conclamar todos para uma trégua… Há hora para tudo… A guerra na democracia, em tempos de paz é apenas a eleição.

 

Quem se dispuizer, num primeiro momento, na primeira hora, de um novo governo, em ir para o enfrentamento é um idiota.

 

A paz e o bom senso vêm sempre antes e depois das batalhas. Durante elas o que há é a barbárie.

 

É sempre mais preferível uma má paz que uma boa guerra. De minha parte esperarei. Se tiver voz e se me ouvirem, esperão.

 

Bem, essa é minha opinião. No lugar de Flávio Dino faria isso, mas é ele o governador, ele está em melhor posição que eu para avaliar. Acredito que ele esteja mais bem preparado.  Ele se preparou e acho que sabe o que faz. Espero que seus adversários também saibam!

Vamos esperar. Torço para que tudo transcorra da melhor maneira e o bom senso prevaleça.

 

O que aconteceu antes na vida de Flávio Dino é passado. Ele agora é governador do Maranhão e isso lhe dá outra dimensão. Ele pensa em ir mais longe que os Leões, e essa jornada começa agora. O que ele fizer agora, dirá onde ele pode chegar.

 

Qualquer comparação entre Flávio Dino e Jackson Lago é outro erro crasso. JL nunca esteve preparado para governar, FD está!

 

Achar que é se preparando para a guerra que garantimos a paz é um postulado antigo composto por palavras vazias. Ninguém nunca está preparado para guerra, ainda mais uma guerra permanente. Ele não precisa fazer isso, tem que ser um estadista, nos governar com sabedoria, não se deixar levar pelo fácil.

 

Até Deus descansou no sétimo dia… Minha palavra é no sentido de se deixar Flávio Dino dizer a que veio…

 

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Meu presente de aniversário

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Ontem, 13, foi meu aniversário, mas o presente mais desejado só receberei no próximo dia 30, quando a Sinfra entregará à Sedel e esta repassará aos desportistas maranhenses o novo Ginásio Costa Rodrigues.

Depois de quase oito anos em reconstrução, o local aonde eu e minha geração, e muitas outras gerações depois da nossa, vimos brotar e frutificar nossa juventude atlética, nossos sonhos metafóricos de batalhas, nossas disputas campais, que como não poderiam ser travadas com espadas, mosquetes ou fuzis, foram travadas em partidas acaloradas de basquete, handebol, futsal e vôlei, durante jogos que se não eram olimpíadas, para nós era como se fosse.

Nesses quatro anos, dirigindo o esporte maranhense, o fiz com um maior objetivo, trazer de volta à vida útil o local onde descobri a alegria da vitória e senti o gosto amargo da derrota. O lugar que formou para a vida cidadã muitos homens e mulheres que hoje dirigem os destinos de nosso Estado ou são apenas pais de família.

Durante todo esse tempo procurei ficar o mais longe possível das inúmeras polêmicas em torno do que teria acontecido com o Costa Rodrigues. A única coisa que eu queria era reconstruí-lo.

Não era apenas eu quem queria isso. Muita gente queria a mesma coisa, tanto que em 2009 alguns deputados federais destinaram parte de suas emendas para a conclusão da obra do GCR. Imagino que tendo por base o valor utilizado até então, destinaram uma quantia que imaginavam ser suficiente para conclusão dos trabalhos de reconstrução.

Dificuldades burocráticas advindas de ações movidas pelo Ministério Público, com base em levantamentos da Controladoria Geral do Estado, somadas a uma enorme indecisão por parte dos órgãos de governo, faziam com que nada acontecesse. Além disso, o fato do recurso existente ser de dotação federal, constatada que ela seria insuficiente para a conclusão da obra, a governadora Roseana Sarney decidiu quebrar o imobilismo da máquina governamental e ordenou que a obra de reconstrução fosse começada com recursos do Estado.

Assim foi feito e o trabalho começou, lento, de modo tímido, mas logo pegando fôlego e a obra foi tomando corpo.

Durante a primeira fase dos serviços muitos probleminhas apareceram. Parecia-nos que alguns deuses do Olimpo estavam contra nós. Dois ônibus resolveram quebrar suas barras de direção e colidiram com o ginásio. Um atingiu-o de lado e o outro a parte de trás, destruindo parte da construção. Uma chuva torrencial derrubou todo o muro do Liceu que se limita com o GCR, inundando totalmente o piso da quadra que estava sendo cimentado naqueles dias. Aqueda do muro paralisou a obra por bastante tempo. Descobriu-se que os projetos arquitetônico e estrutural estavam em desacordo em dois locais de acesso e com alguma dificuldade eles foram corrigidos. Tivemos que criar um espaço para portadores de necessidades especiais, que havia sido esquecido no projeto original, além de fazer algumas modificações na distribuição de áreas, tais como locais para banheiros para expectadores e depósitos.

Mas depois de toda essa luta e com a ajuda decisiva da Sinfra, que administrou a segunda etapa da obra e devo reconhecer com muito mais capacidade e competência que a Sedel fez em relação a primeira, temos de volta o gigante do Parque Urbano Santos quase pronto para ser entregue à administração conjunta das federações de basquete e de vôlei, que deverão se revezar em seu uso, tanto para treinamentos quanto para competições.

Nele, essas federações deverão desenvolver suas atividades, fazendo com que ressurja a chama atlética dessas modalidades através de escolinhas, como acontecia nos tempos em que éramos crianças.

O novo ginásio tem no piso térreo: estacionamento para oito veículos; uma bilheteria e uma sala de segurança; duas salas para a administração do ginásio; dois banheiros; um espaço denominado “Memorial Costa Rodrigues” onde deverão ser guardados os troféus e as medalhas conquistadas pelos atletas maranhenses; uma cantina; uma excelente quadra poliesportiva, de última geração; quatro vestiários para atletas e árbitros; dois alojamentos com capacidade para treze beliches em cada e banheiros exclusivos; três depósitos para equipamentos e materiais esportivos e de treinamento; dois banheiros para expectadores. No primeiro piso: um hall de honra; uma cabine de rádio; uma cabine de televisão; uma tribuna de honra com copa e banheiro; dez salas onde deverão ficar sediadas algumas federações esportivas; uma copa e dois banheiros para atender as salas das federações. No segundo piso: duas salas de despachos para o secretário de esporte; dois banheiros para servir esse piso; um auditório com 80 lugares para cursos e palestras; e dois halls de acesso a esse piso, em um devem ficar as fotografias dos secretários de esporte, no outro, fotografias de eventos esportivos, atletas e personalidades do setor.

Em minha opinião só há duas coisas a se lastimar quanto a essa obra: os fatos que fizeram com que ela tivesse demorado tanto a ficar pronta e o seu novo desenho, que fez com que o Costa Rodrigues passasse a ser um ginásio do tipo arena, onde os espectadores ficam dois metros acima do nível do piso de jogo, o que aumentou o tamanho da quadra, mas diminuiu drasticamente a quantidade de público que a partir de agora poderá assistir a jogos no GCR, mais um motivo para destinarmos esse ginásio quase exclusivamente para treinamentos ou para pequenos eventos.

Neste momento, quase no final de minha prosa de hoje, devo fazer justiça e dedicar algumas palavras à pessoa sem a qual esse sonho não teria se concretizado. Mesmo discordando dela em pontos cruciais quanto à forma de encarar a política, devo dizer que sem a decisiva vontade da governadora Roseana Sarney, assim como ela já havia feito em relação ao Estádio Castelão, o Costa Rodrigues não teria sido reconstruído. Obrigado Roseana, os desportistas maranhenses te agradecem!

Você que me lê agora e não me conhece, não pode imaginar o tamanho de minha felicidade em poder devolver a nossa cidade, ao nosso estado e aos nossos atletas de ontem, de hoje e de amanhã, esse templo do esporte maranhense. Você que me conhece, sabe o que eu estou sentindo e imagino que você também esteja sentindo coisa bem parecida.

Ave Costa, os que vão jogar te saúdam!

 

 

 

 

 

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Coisa feia!!!

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É grande a diferença entre o discurso de quem bate por bater e de quem defende republicanamente o que é certo. Quando leio uma postagem no Blog do jornalista Zeca Soares e vejo a repercussão dessa matéria através dos comentários que os leitores fazem a ela, isso fica patente.

Um comentarista diz que o governo nada fez pelo nosso futebol; Zeca argumenta que o governo reformou o Castelão, o que fez ressurgir com toda força o esporte bretão em terras maranhenses; o comentarista pergunta ironicamente a Zeca se era ele, o comentarista, quem deveria ter reformado o Castelão ou o governo; Zeca responde que era o governo, logo o comentarista não poderia jamais dizer que o governo não fez nada pelo futebol.

ZS comentou também o fato de a Assembleia Legislativa ter aprovado dois vetos do poder executivo a duas leis necessárias votadas naquela casa e aprovadas por ela de forma constitucional e legitima.

O primeiro fato curioso é o legislativo aprovar uma lei, o executivo mandar dizer que não aceita a lei que foi aprovada e o mesmo legislativo acatar a vontade do executivo. Nem vou comentar o fato da forma com que o fez ter sido ridícula. Antigamente ela fazia o que o governador queria que fizesse e agora faz o que ele quer sem nem argumentar.

Isso me lembra do fato ocorrido tempos atrás quando o deputado relator do orçamento do estado votou contra seu próprio parecer só para agradar o governante de plantão.

Quando apresentei na ALM os projetos de leis de incentivo a cultura e ao esporte, saí de gabinete em gabinete falando com meus pares e mostrando-lhes a importância daquelas propostas que se eram minhas, passaram a ser nossas, de todo legislativo, quando as aprovamos por unanimidade dos presentes na votação.

Quando a governadora foi sancionar as leis ela reduziu de 0,5 para 0,4 o percentual do ICMS a ser destacado para cada um desses setores tão importantes de nossas vidas em sociedade, a cultura e o esporte.

Mesmo tendo sido reduzidas, as leis representaram um avanço incalculável tanto na cultura quanto no esporte maranhense.

Sabedor de que o futebol, o São João e o carnaval são nossas maiores e mais importantes manifestações esportivas e culturais, conversei com o deputado Roberto Costa para que ele apresentasse um projeto que contemplasse especificamente esses setores, reincorporando as respectivas leis 0,1%, fazendo com que especificamente esses setores fossem aquinhoados.

Faltou sensibilidade a governadora Roseana ao vetar as leis de autoria de seu fiel escudeiro, deputado Roberto Costa, e falta sensibilidade a bancada ligada ao futuro governador Flávio Dino por ter acompanhado a decisão equivocada de Roseana e ter feito pressão para aprovar o veto dela ao referido projeto.

Imagino que Flávio deve estar muito envolvido em outros assuntos bastante importantes para dar conta de vetos que a ALM esteja votando neste momento. Imagino que ele não seja assim tão centralizador. Prefiro imaginar que meus amigos Marcelo Tavares e Othelino Neto, na tentativa de homenagear Roseana e reconhecer que ela fez algumas coisas acertadas, estejam querendo concordar com ela em não prestigiar o futebol, o São João e o carnaval maranhense.

Com isso o que a bancada do futuro governo fez foi dizer que Roseana estava certa em não prestigiar o futebol maranhense, que tem no Sampaio e no Moto nossos representantes no campeonato brasileiro, respectivamente nas séries B e D.

Engraçado que para bancada do ainda governo que votou a favor das referidas leis, comportou-se de maneira ridícula, com parte votando a favor, parte contra, parte se abstendo e parte não comparecendo, o que demonstra que o que tivemos na quinta-feira, dia 11 foi uma votação envergonhada de um parlamento agachado antes mesmo do inicio do tempo regulamentar. Bastava que não tivesse 22 votos contrários aos vetos para que eles fossem mantidos. Não precisavam ter feito papel tão feio.

Comecei na politica muito cedo. Em 1982, aos 22 anos, fui deputado pela primeira vez e deixei de sê-lo aos 50 em 2010, mas não me lembro de ter visto durante todo esse tempo uma votação tão claramente ridícula e mais envergonhada.

Os números falam por si.  Seis votaram SIM (a favor do futebol do São João e do carnaval): Alexandre Almeida, Camilo Figueiredo, Carlinhos Florêncio, Jota Pinto, Marcos Caldas e Max Barros. Nove votaram NÃO: Edson Araújo, Francisca Primo, Magno Bacelar, Manoel Ribeiro, Marcelo Tavares, Othelino Neto, Ricardo Murad, Rogério Cafeteira e Vianey Bringel. Sete abstiveram-se: César Pires, Eduardo Braide, Gardênia Castelo, Léo Cunha, Rigo Teles, Stênio Rezende e Valéria Macedo. Vinte não compareceram :  Afonso Manoel, Hélio Soares, Roberto Costa, Dr. Pádua, Zé Carlos, Bira do Pindaré, Cleide Coutinho, Eliziane Gama, Raimundo Cutrim, Rubens Junior, Carlinhos Amorim, Neto Evangelista, Antônio Pereira, Graça Paz, André Fufuca, Carlos Filho, Edilázio Júnior, Hemetério Weba, Raimundo Louro e Victor Mendes.

Em 2015 o Sampaio, o Moto e os outros times do Maranhão vão precisar de um decisivo apoio governamental e essa era a melhor saída que eles teriam. Espero que a ALM e o futuro governo ajudem o futuro Secretario de esporte a ajudar o nosso futebol.

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Oração de Jabez revista por Joaquim

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Oração de Jabez revista por Joaquim

Jabez:

Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!

Joaquim:
Que o senhor me abençoe e alargue minhas fronteiras; Que eu possa ter sempre sua mão a me apoiar; Que me preserves do mal e me livre da aflição!

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Um dia memorável!

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A última terça-feira, 2 de dezembro deste 2014 passa a constar na folhinha do ano que se finda como sendo um dia para ficar marcado em minha memória, um dia perfeito.

Como fui dormir muito cedo na noite anterior, acordei uma hora da madrugada e fui fazer uma das coisas que mais gosto: assistir filmes.

Peguei um pacote de DVDs que comprara em minha última viagem a São Paulo e escolhi um filme que vi mais de 40 anos atrás, um filme que ficou em minha memória durante todo esse tempo e que procurava todas as vezes em que entrava em uma vídeo-locadora ou em uma livraria. “A montanha dos sete abutres” é um filme que tem Kirk Douglas no papel de um jornalista que é o primeiro a chegar a uma mina que desaba e soterra alguns mineiros.

Vi este filme quando a televisão aberta brasileira ainda era uma boa opção de entretenimento nos finais de noite.

O tal filme me apresentou pela primeira vez a manipulação que os jornalistas, de uma forma ou de outra, de um lado ou de outro, impõem ao grande público consumidor, ávido de notícia, que nem sempre é informação confiável. Em 1997 um filme de Costa-Gavras abordou o mesmo tema usando um outro fato, “O quarto poder”.

Depois disso voltei a dormir o sono dos justos, mas ao acordar, minha primeira visão foi minha mulher madrugadora lendo ao meu lado e meu primeiro pensamento foi para minha filha, Laila, que completava naquele dia 26 anos.

Laila sou eu, só que muito mais bonita e de saia. Quem me conhecer e vê-la sorrir fechando os olhinhos vai saber que ela é minha filha. Meu amor por ela é incomensurável.

Naquele dia, meu café da manhã foi um presente de minha mãe. Ela compra um quitute no Seminário do Cantinho do Céu e manda bem cedo pra mim. Minha mãe é uma dessas criaturas a quem o mundo deveria pagar pedágio.

Meu primeiro compromisso naquele dia era comparecer à inauguração do Centro Cultural da Vale, no prédio onde funcionou o antigo Liceu, no Centro Histórico.

Vanessa Tavares havia me ligado para me convidar e um convite dela não se pode recusar.

Uma obra fantástica! Só o restauro do prédio já é impressionante. Naquele espaço acontecerão eventos que movimentarão nosso meio cultural. Um belíssimo equipamento a serviço de nossa cultura.

Saí de lá com uma proposta de parceria engatilhada. O MAVAM fornecerá seu acervo para exposição permanente numa das salas do CCV.

Depois me desloquei para o MAVAM, Museu da Memória Audiovisual do Maranhão, da Fundação Nagib Haickel. Lá me encontrei com Joan Carlos, Fernando Baima e Beto Matuck, voluntários no trabalho de preservar algumas histórias do Maranhão em meios audiovisuais.

Joan desenvolve comigo uma série de documentários sobre os radialistas de nossa terra. Com Fernando estou realizando um Doc. sobre o ex-prefeito Haroldo Tavares e outro sobre o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Nagib Haickel, que nas horas vagas também era meu pai. Com Beto, o último projeto que estamos realizando este ano é uma série de documentários sobre os artistas plásticos do Maranhão.

Depois fui visitar as obras do Ginásio Costa Rodrigues, sob a responsabilidade da Sinfra.

Muita gente tem me perguntado o que farei, agora que estou deixando a Sedel, e depois de não ter mais me candidatado a deputado. A resposta é essa: vou me dedicar exclusivamente a produzir e dirigir filmes…

Mas voltemos à última terça-feira. Depois do Costa voltei para almoçar com o pessoal do MAVAM, até porque às duas horas daquela tarde deveríamos ir até a sede da Vale, no Itaqui, para o lançamento oficial de um projeto patrocinado por eles. O documentário “Velho Moleque” que trata da vida e da obra do compositor maranhense António Vieira.

O filme se baseia em entrevistas e coberturas de shows de Vieira feitas por Beto Matuk, além de entrevistas feitas com amigos do genial compositor azul.

A reação do público presente foi a melhor possível. Todos adoraram o trabalho. É um documento que comprova a força e a importância cultural de nossa terra, representada neste caso por seu mais doce filho.

Saindo da Vale encaminhei-me para a Sedel, para cumprir expediente. Despachos e reuniões.

No fim da tarde, convidado pela professora Cecília Leite, do curso de Comunicação da UFMA, fui conversar com seus alunos sobre direção de cinema.

Falei-lhes sobre o ato de dirigir filmes. Sobre o ato de viver, pois somos o roteirista, o produtor e o diretor do filme de nossa vida, tal qual é no cinema. Disse-lhes que a direção é compartilhada com quem produz, com quem roteiriza, com quem fotografa, com quem faz a trilha, a cenografia, o figurino… Dirigir é um trabalho de grupo, mas há quem como Alfred Hitchcock, ache que o diretor de cinema é um Deus. Pobre Hitch!

Depois da UFMA fui ao encontro da Governadora Roseana e de colegas secretários de governo, no Palácio dos Leões, para uma confraternização de fim de ano e de gestão.

Ainda na noite daquele movimentado dia, fui dar um beijo em minha cria que apesar da idade, fazia uma festinha de aniversário com motivos circenses e infantis.

Foi um dia quase perfeito. Não foi perfeito porque não acredito em perfeição, mas são apenas dias assim que eu gostaria de ter daqui por diante… Pra todo o sempre… Amém!

 

PS: Para ser mais perfeito e memorável, só tendo reinaugurado o Ginásio Costa Rodrigues naquela terça-feira, 2 de dezembro de 2014, mas isso acontecerá em outro dia que ficará na historia, dia 30 de dezembro de 2014.

 

 

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Transição de governança na SEDEL

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O governador eleito Flávio Dino indicou na semana passada o nome do futuro secretário de Esporte e Lazer. Trata-se do professor e militante político, membro destacado do partido dos trabalhadores, Márcio Jardim.

Logo que foi feito o anúncio eu me manifestei favoravelmente, não apenas por ser amigo de Márcio, mas por saber de sua imensa disponibilidade e afeição aos grandes desafios.

Algumas pessoas ligadas ao esporte apressaram-se em criticar a escolha, alegando que o futuro secretário não seria oriundo do setor esportivo, que não tem vivência na lide esportiva, que teria dificuldade em transitar na área. Discordo totalmente de quem acha isso. Eu mesmo, quatro anos atrás, não era oriundo da lide diretamente esportiva, e antes de mim, Roberto Costa, Weverton Rocha, Mauro Bezerra, nenhum desses vieram do setor eminentemente esportivo. Colocar-se um professor de educação física no cargo de secretário de Esporte não garante à pasta o sucesso necessário!

Eu imaginei que Flávio Dino fosse indicar Sergio Frota para a Sedel, pela importância do Sampaio no atual contexto esportivo de nosso Estado, e pela possibilidade de trazer para a Assembleia seu aliado de Timon, Rafael Leitoa. FD resolveu esse problema de outra forma e a solução encontrada não poderia ter sido melhor.

Em minha opinião, a escolha de Márcio é importante, inclusive pelo fato dele ter excelentes contatos no governo federal, o que garante que poderá alavancar importantes projetos para o fortalecimento do setor esportivo de nosso Estado.

Tenho me manifestado a respeito das indicações dos nomes que Flávio Dino tem escolhido para compor o seu governo e no caso da secretaria que ocupo não poderia ser diferente. Alguns aliados do futuro governador apressaram-se em me criticar por ter discordado do fato dele não ter retornado a pasta extraordinária da Juventude ao seu berço inicial, o esporte.

Gostaria de justificar minha posição. Uma secretaria extraordinária não possui peso, influência, capacidade e principalmente orçamento para realizar nenhum trabalho, nenhuma ação capaz de se notabilizar importante. Logo, o setor da juventude, acoplado a uma secretaria ágil, capaz de gerar ações diretas no setor como a Sedel, poderia ser bem melhor para a juventude do que permanecer no Gabinete Civil como mais uma pasta extraordinária, gerida pela imensa e lenta máquina daquele setor.

Mas voltando ao eixo de nosso assunto de hoje, a transição de governança na pasta que coordenamos nos últimos quatro anos, gostaria de dizer a você que me lê agora algumas das coisas que disse e mostrei ao Márcio Jardim e à equipe que o acompanhou na visita à Sedel, na última terça-feira, 25.

Apresentei ao Márcio a lista de ações que a Sedel vem realizando nestes anos, apresentei-lhe o orçamento da secretaria, entreguei-lhe uma lista dos itens em nosso almoxarifado, mostrei-lhe como funciona a Lei de Incentivo ao Esporte, dei-lhe ciência das obras que estão sendo executadas pela Sinfra dentro do Complexo Esportivo do Outeiro da Cruz e outras que estão sendo realizadas pela própria Sedel, algumas delas que deverão ser continuadas em sua gestão. Quanto a esse assunto, mostrei a ele e à equipe que o acompanhou que deixaremos garantidos, em caixa, mais de R$ 9 milhões para a realização desses projetos, além de mais de R$ 1,5 milhão na conta do Fundo Estadual de Esporte, recurso que poderá ser utilizado por ele na implementação de ações esportivas e de lazer, de acordo com as diretrizes do Conselho Estadual de Esporte.

Tanto Márcio quanto a equipe que o acompanhou na visita à Sedel indagaram de mim e de minha equipe sobre o funcionamento da secretaria, de como se dá a relação com as diversas federações esportivas, como funcionam as gestões dos diversos aparelhos esportivos sob nossa guarda, sobre os Jogos Escolares Maranhenses…

Entre os acompanhantes de Márcio estavam o professor da Universidade Federal do Maranhão, Leonardo Cordeiro, e o ex-secretário municipal de Esporte Miguel Pinheiro. Ambos bastante familiarizados com o setor e tenho certeza darão uma grande contribuição na futura equipe gestora da Sedel.

Na quarta-feira, 26, fizemos visitas a varias praças esportivas do CEOC. Visitamos o Castelão em seus diversos setores. Vimos como funcionam as catracas e o vídeo monitoramento. Visitamos o setor das cadeiras, os camarotes, as cabines da imprensa, as áreas administrativas, os vestiários, o gramado, os alojamentos que estão abrigando a Força Nacional e por fim, visitamos algumas áreas onde deverão ser instaladas com o recurso que já está assegurado no orçamento, salas para associações e federações esportivas, área que poderá ser usada para outros fins, inclusive educativo.

Visitamos o Castelinho, as piscinas, os estacionamentos, vimos o ginásio e as quadras que foram entregues à comunidade do entorno e depois fomos visitar o Ginásio da Barrigudeira, construído com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte, beneficiando a Escola Barbosa de Godois, uma das maiores campeãs esportivas de nosso Estado, graças ao trabalho do professor Eduardo Teles.

Nos próximos dias ainda faremos outras reuniões no sentido de esclarecer qualquer dúvida que por acaso tenha o futuro secretário ou seu staff, garantindo que em nossa pasta a transição transcorra na mais perfeita ordem, propiciando uma continuidade mínima nas ações, sem turbulências ou atropelos, garantindo que a nova equipe gestora da Sedel comece seus trabalhos em perfeita ordem e harmonia.

Quatro anos atrás, quando resolvi aceitar o cargo de secretário de Esporte, sabia que ele era temporário. Agora ao transmiti-lo ao meu sucessor, sinto que cumpri minha missão, que fiz o melhor ao meu alcance, que eu e a equipe, que comigo trabalhou durante todo esse tempo, podemos dizer orgulhosos: Vencemos!

Desejo ao futuro secretário e à sua equipe todo o sucesso, e que, satisfeito e orgulhoso, daqui a quatro anos possam dizer a mesma coisa ao passar o cargo a quem lhe suceder.

 

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Descabeçados

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Muitos assuntos pipocam em minha mente insone. Nem posso dizer que tenho insônia, pois se me encostar eu durmo. Como minha ansiedade não me deixa encostar, não durmo e fico pensando nas coisas que gostaria de conversar e com quais pessoas cada um desses assuntos deveriam ser tratados.

Resolvo então que devo falar com você que me lê agora. Que devo comentar sobre tudo o que couber nessas mil palavras que delimitam meu espaço aqui.
Os assuntos seguem pipocando em minha mente. Tentam se impor sobre minha vontade. Desfilam como passistas de escola de samba em evolução frente aos jurados, sacodem ombros e ancas como as voluptuosas modelos em uma passarela, se insinuam timidamente como faziam em tempos idos as sedutoras e casadoiras mocinhas do interior para os caixeiros viajantes…

Comentar sobre política com correligionários e adversários… Ah! De novo não! Estou cansado desse assunto… Falar sobre a Sedel, sobre nossa performance nos Jogos Escolares da Juventude, onde nos saímos muito bem e no qual conquistamos a honra de termos a melhor atleta da competição… Poderia parecer auto promoção. Falar para possíveis patrocinadores sobre o trabalho que o Mavam, Museu da Memória Audiovisual do Maranhão, ligado à Fundação Nagib Haickel vem fazendo em prol da preservação de acervos cinematográficos e fotográficos e na produção de conteúdos sobre pessoas e fatos relevantes de nossa historia passada e presente… Esse assunto é importante mas pode esperar!

No entanto há um assunto do qual não consigo fugir. Rodo, rodo, rodo e volto para ele. É um assunto que gostaria de tratar com toda e qualquer pessoa que tenha capacidade de influir de algum modo para sua solução, o que parece restringir meus interlocutores, mas não, de uma forma ou de outra todos podem influir, pois o assunto interessa a todos. Trata-se da Terceira Guerra mundial.

O papa do fim do mundo, Francisco, disse outro dia outro dia que estamos enfrentando a Terceira Guerra Mundial. Antes dele alguns analistas já haviam sugerido tal tese, mas só quando uma figura como esse fantástico e simples homem, que nada tem do estereótipo de argentino, arrogante e prepotente, fala é que eu caio em mim.

Essa é uma guerra sem frentes de combates definidas. Nela não teremos batalhas como as de Stalingrado ou do Bulge. Não veremos desembarque como o da Normandia ou retiradas como a de Dunquerque. Nós estamos em guerra em fronts mais próximos de nossas casas, onde não existem franco-atiradores alemães nem russos, onde os heróis não são paraquedistas poloneses, onde o grande comandante não se igualará em bravura a Paton, mas precisa se igualar a ele em coragem, pois terá que enfrentar inimigos piores.

A guerra da qual Francisco fala é a guerra do destino da humanidade, uma guerra social, onde a degeneração da sociedade é o inimigo. Uma guerra onde o tráfico de droga, a corrupção, a intolerância social e religiosa são armas e bombas piores que as V1 e V2 que destruíram boa parte de Londres, e quem sabe se igualem em destruição àquelas detonadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

A guerra que enfrentamos é muito pior, pois o inimigo muitas vezes está bem perto de nós e nem sabemos. Eles não usam uniformes, não carregam bandeiras, sua hierarquia é corrompida… É a guerra do fim dos tempos… Ou talvez seja a guerra que nos levará a um novo tempo!?

Há no entanto uma guerra real, com soldados, metralhadoras, mortos e feridos. Uma ação covarde onde não se respeita as regras estabelecidas para que as guerras pudessem existir com um mínimo de dignidade. Uma guerra que me faz lembrar do velho livro de Nostradamus que meu tio Sténio me deu quando eu tinha apenas 13 anos de idade, onde está escrito que haverá um anticristo que varrerá o mundo com sua espada flamejante.

Esse Estado Islâmico com seus atos de terror e crueldade inconcebível faz com que eu, que busco ser tolerante, queira destruí-los usando a mesma forma cruel como a que eles usam.

Caio em mim por alguns instantes e vejo que se pensar assim, se sentir isso, se agir como eles vou estar dando a eles sua tão acalentada vitória.

Tive acesso a imagens horrendas de decapitações e fuzilamentos praticados por terroristas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque e senti ódio do ser humano, capaz de não respeitar a dignidade de seu oponente. Mesmo na abominável guerra o sentido de honra e respeito deve se impor.

Por um instante lembro de meu amigo, médico e humanista, Luis Alfredo que foi assassinado dentro de sua casa, ao tentar defender seu filho, por marginais em busca de dinheiro para bancar seus vícios, motivos aparentemente menos nobres que o daqueles porcos que se escondem atrás de um profeta honrado e de um Deus misericordioso para cometer crimes horrendos.

A diferença entre o assassino de Luis Alfredo e o decapitador de Peter Kssig, voluntário pacifista americano na Síria, é que um está mais perto de nós que o outro, mas a guerra, mesmo que não pareça, é a mesma. Infelizmente.

Infelizmente somos todos descabeçados.

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Assassinado um homem bom…

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Ao saber do assassinato do Dr. Luis Alfredo Guterres, senti um misto revolta e fúria. Naquele momento, se tivesse acesso aos assassinos me igualaria a eles de forma horrenda e trágica.

Agora, já mais calmo, espero que as autoridades policiais capturem esses bandidos que tiraram a vida desse cidadão que se dedicava a salvar vidas, que atendia a todos com simpatia e presteza.

Essa revolta não é só minha. Todas as pessoas com quem falei sobre esse caso se encontram consternados e revoltados.

Não apenas o governo, mas a sociedade de modo geral deve ser levantar contra a onda de insegurança que tomou conta de nossa cidade, de nosso estado e de nosso país.

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Sobre Esporte (e Cultura).  

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Nos últimos quatro anos, por estar exercendo a função de secretário de estado de Esporte e Lazer, comentei pouco sobre assuntos relacionados a esse setor em meus textos dominicais. Neles preferi tratar sobre o dia a dia, artes, ou política.

Nunca usei do cargo para me autopromover, quando muito usava minha presença para prestigiar a realização de algum evento, mas quase sempre pedia que um ou outro colaborador representasse a secretaria. Agora, já quase no final de meu tempo como gestor da Sedel gostaria de tratar de alguns assuntos concernentes a essa pasta.

Todos sabem que a área esportiva (bem como a cultural), em qualquer governo é sempre colocada em um plano secundário. Até entendo o porquê dessa atitude. Eles sabem da extrema importância que tem saúde, educação e segurança na vida da população. Enquanto eleitores, os cidadãos cobram de seus governantes, ações eficientes, eficazes e efetivas nesses setores.

Acontece que esporte e lazer (cultura e entretenimento) são componentes indissociáveis tanto da educação, quanto da saúde como da segurança. Enquanto não encararmos esse fato como realidade, enquanto não pararmos de dizer isso apenas nos discursos e não incorporarmos essa verdade ao dia a dia das ações de governo, e aqui falo de qualquer governo, nos três níveis da governança, não atingiremos um grau de maturidade política e administrativa condizente a um país justo, progressista e democrático.

Enquanto não houver em cada escola uma quadra polivalente e professores capacitados para dar aulas, não apenas de educação física, mas também de modalidades esportivas (enquanto em cada uma delas não tiver práticas artísticas efetivas, como canto, teatro, artes plásticas, com educadores capacitados), nossas crianças vão continuar saindo das escolas como cidadãos menores.

Não será uma crônica dominical de um secretário de Esporte que está deixando a pasta que vai resolver essa situação. Apenas a conscientização de todos, não apenas de prefeitos, governadores e presidente da República, poderá fazer o esporte (e a cultura) deixar de ser assunto de peso inferior a outros.

Mais que mero financiador de esporte (e de cultura), o governo tem que ser o defensor de ações que garantam que as práticas esportivas (e culturais) deixem de ser a primeira baixa nas crises orçamentárias, pois quando um governo tem que fazer cortes em seu orçamento, o primeiro a ser cortado é do esporte (e da cultura). Isso é um absurdo!

Com um orçamento anual em torno de R$ 8 milhões, algo na casa dos R$ 650 mil ao mês, a Sedel pagou todas as suas contas e realizou tudo o que foi possível ser realizado. Vendo de um ponto de vista mais crítico, não realizou tudo que poderia ter sido realizado.

Por um instante lembrei que há quatro anos eu resisti muito em aceitar ser secretário de Esporte. Achava que era um presente de grego, que era uma forma de não darem a mim o valor que eu acreditava ter. Eu, escritor, cineasta, membro das Academias Imperatrizense e Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, deputado desde 1982, ser indicado para a Sedel e não para a Seduc, SECMA ou SECTEC! Para mim isso era um ultraje. Hoje, quatro anos depois, vejo que seria difícil fazer mais e melhor naquelas pastas do que acredito ter feito na que me foi confiada.

Sobre a governadora Roseana Sarney devo dizer que ela prontamente ajudou sempre que foi procurada. Sou muito grato a ela principalmente por ter sido a governante que instalou aquela que em minha opinião é a mais importante lei ligada à área esportiva (e cultural) de nosso Estado. Falo da Lei de Incentivo ao Esporte (e à cultura), que eu tive a honra de apresentar e aprovar na Assembleia Legislativa, como último ato de minha vida parlamentar, em 2010.

Espero que no futuro governo, e nos que virão depois dele, não apenas essas leis sejam mantidas e preservadas, mas quem sabe, ampliadas e melhoradas.

Outras coisas sobre a pasta que ainda dirijo, poderiam ser ditas aqui. Poderia falar da importância da reforma do Castelão para o soerguimento do futebol maranhense, da reconstrução do Costa Rodrigues, do fato de que a cada ano, nos últimos quatro, os JEM’s cresceram em número de municípios, escolas e atletas participantes, que a nossa representação na versão nacional dos jogos se ampliou em quantidade e qualidade, que foram inúmeras as participações de nossos representantes em competições nacionais e internacionais, sempre fazendo boas performances e trazendo medalhas e troféus…

Não vou dizer que tudo foi um mar de rosas, porque não foi. Tivemos problemas, mas graças a Deus resolvemos quase todos, com exceção de uns poucos, sendo o mais grave o caso das piscinas do CEOC – Complexo Esportivo do Outeiro da Cruz.

Esse caso deixa-me extremamente chateado, pois foi impossível resolvê-lo. Tive que escolher entre realizar o que era premente e possível e o que demandaria muito recurso financeiro e traria pouco retorno esportivo.

Espero que o próximo gestor da Sedel consiga resolver esse problema, avisando que deixo aprovado um projeto através da Lei de Incentivo ao Esporte para este fim, mas que até a presente data o proponente ainda não conseguiu uma empresa que o desejasse patrocinar.

Deixo ao meu sucessor mais de R$ 1,5 milhão na conta do Fundo Estadual de Esporte, além de material e equipamentos para tocar a Sedel nos primeiros meses. Entrego também a sede da secretaria reformada e equipada com móveis e utensílios novos, além de entregar reformados os Ginásios Georgiana Pflueger, Guioberto Alves e Rubem Goulart.

Deixo também recursos na Caixa Econômica, oriundo de emendas parlamentares, destinados à reforma da pista de atletismo, à construção de um stand de tiro esportivo e à finalização de quatro praças da juventude, e outro conseguido no Ministério dos Esportes, graças ao deputado Francisco Escórcio, para melhorias no Estádio Castelão e no CEOC, inclusive a construção de uma estrutura onde poderão ser instaladas todas as federações esportivas ou até mesmo uma escola com 10 salas de aula para atender os jovens do entorno do complexo esportivo, tudo isso com respectivos projetos prontos.

Para finalizar, devo dizer que muito me honrou trabalhar com as pessoas que tanto me ajudaram na tarefa que nos foi confiada e que acredito levamos a cabo satisfatoriamente.

Foram quatro anos de muito trabalho e de grandes desafios, e mesmo que não tenhamos vencido todas as partidas, fica a certeza de que, como deve ser sempre no esporte e na vida, fizemos o melhor e lutamos o bom combate.

Dedico esse texto à memória do professor Emílio Feitosa Mariz, um dos maiores incentivadores dos esportes estudantis do Maranhão.

E-mail: jnhaickel@hotmail.com

http://www.blogsoestado.com/joaquimhaickel/

 

 

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Morre o professor Emílio Feitosa Mariz

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Tive alguns privilégios em minha vida. Um deles foi ter estudado no Colégio Batista e ter feito parte do rebanho de Emílio Feitosa Mariz!

Quando éramos criança tínhamos medo dele! Quando nos tornamos adolescentes nós o atormentávamos com nossas indisciplinas! Ficamos adultos e quando por ventura o encontrávamos, agradecíamos a ele por sua dedicação e seu selo para conosco!

Todos nós que fomos alunos do Colégio Batista e convivemos com o professor Emílio, sabemos de sua importância na formação de nosso caráter.

Hoje, gostaria de voltar no tempo para ouvi-lo novamente fazer “Pssiitt!” para depois de sua reprimenda característica, dizer a ele “muito obrigado” por ter tomado tão bem conta de todos nós, pois tenho certeza que até aqueles dentre nós que eram os mais difíceis, os mais danados, são gratos ao professor Emílio.

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