Apenas uma Carta do Passado  

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Remexendo meus alfarrábios, encontrei uma carta escrita por Plato de Corinto, um escravo grego forro,

espécie de secretário particular de Justus Domício Sílio, romano ilustre e nobre.

 

A tradução dessa obra, do latim para o inglês e depois para o português foi feita no sentido de fazê-la

ficar mais compreensível para as pessoas do século XX.

 

“Senhor, meu mestre, filho de Júpiter e benemérito das boas causas, pai dos pobres e defensor dos oprimidos…”

“…Flávius Cotro Disceno entendeu, faz muito tempo, que para vencer essa maldita guerra civil não importaria com quem se juntasse, tanto que se associou com a pior escória remanescente da oligarquia Jônia!

O comando dessa oligarquia jamais entendeu que não poderia ficar apático, inoperante, inapetente. Não entendeu que não se deve nem se pode sair de um jogo quando se está perdendo. Que até se pode, e em alguns casos até se deve sair do jogo, mas deve-se saber a melhor hora de fazer isso, de sair de cena. Existem saídas que são motivadas pelo tempo, pela idade, que precisam ser feitas e existem permanências que deveriam ser motivadas pelo bom senso, pela necessidade, pela lealdade, utilizando-se um sentimento de companheirismo e de sacrifício comuns apenas nos verdadeiros bravos.

Enquanto os Discenos não fazem restrições a quem se juntar, seu primo, Marco Ápio Jônio, primogênito de sua tia România, comandante supremo da oligarquia Jônia, passou os últimos anos alijando companheiros por meras e gratuitas antipatias, por um critério seletivo absurdo, motivado por seus cortesãos, o que os enfraqueceu como grupo. Além do que, cresceram tanto que chegaram a um ponto que dentro de seu campo havia mais adversários que fora dele. Nem Marte consegue juntá-los como um único exército.

No tempo de Romulo e Remo, a rivalidade interna dos clãs era incentivada para fortalecer ao senhor supremo. Ficou patente que essa atitude funciona por um tempo, mas depois se deteriora, tanto que “uns almofadinhas, queridinhos do poder”, comensais da mesa grande, pessoas que sempre foram mais protegidas que outras, que com suas atitudes acabaram por fazer com que alguns covardes debandassem para o adversário. Os Jônios chegaram a um ponto onde quase todos eles estavam cometendo algum tipo de erro.

É verdade que não há batalha que seja perdida antes de seu final. Ainda há nos corações e nas mentes de alguns comandantes Jônios, o fogo da fé em uma boa batalha que os leve à esperada vitória.

Não há guerra que possa ser perdida por culpa de seus oficiais subalternos, eles só cumprem ordens. Quem as dá são os oficiais superiores, mas se estes não estão preparados para isso…

Os Jônios conseguiram enfim um guerreiro que se disponibilizou a sair de sua zona de conforto, que abandonou sua vila nas montanhas e sua toga de senador para enfrentar Flavius, adversário poderoso, que afia sua espada faz mais de oito anos, que possui bem junto a si um comando competente, que tem trabalhando a seu favor uma poderosa máquina de guerra, que arregimentou um exército de mercenários oriundos das fileiras do inimigo.

Enquanto isso, os Jônios não souberam ouvir os oráculos, não souberam interpretar as entranhas das aves. Cercaram-se, durante muito tempo, por uma cortina de lacaios que turvaram suas vistas e embaçaram sua percepção, que os embriagou com bajulações e loas.

Tudo que os Jônios têm hoje é esse guerreiro, Veritius Arria Latus, que luta em defesa desse imenso grupo, nem sempre coeso, graças às falhas de comando. Em outras circunstâncias esse guerreiro jamais teria condições de representar nosso povo, ele seria impedido pelas intrigas da corte e pelas preferências do comando.

O que me consola Mestre, é que no seio da corte adversária, as mesmas coisas já acontecem hoje, e conforme se desenvolverem os acontecimentos, as mães, historia e filosofia, juntas, feliz ou infelizmente, irão operar suas ações, fazendo com que seus trajetos se repitam.

Com pesar constato que nós, sua casa, seu povo, estamos no meio dessa guerra, dessa tragédia, que certamente, com essas proporções, não é a primeira desse gênero e nem será a última.

Mestre, seu povo sofre, principalmente porque vê que há pouca ou nenhuma diferença entre os contendores.

Rogo aos Deuses, protetores dos bons e dos justos, que na Gália, meu senhor esteja tendo sucesso em sua jornada. Que meu senhor encontre seu destino com leveza, coisa que deve sempre acontecer a um filho dileto de Júpiter.”

 

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Justas Homenagens  

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Em 2009 a Assembleia Legislativa do Maranhão concluiu a revisão da Constituição do nosso Estado e do Regimento Interno daquele Poder.

Entre as muitas coisas boas que já haviam sido incorporadas a essas duas leis fundamentais para o funcionamento institucional de nosso Estado figurava a que vedava a reeleição consecutiva para o mesmo cargo da Mesa Diretora da ALM.

Mais adiante, essa importante salvaguarda seria derrubada, na intenção de se reestabelecer o predomínio de uma só pessoa no comando daquela casa de poder. Mas o tiro saiu pela culatra. O dispositivo que havia sido premeditado para esse fim, serviu na verdade para colocar em evidência um outro ator, que graças a Deus não incorporou, por completo, aquele personagem já bastante conhecido dos deputados: o caudilho.

Mas não é sobre isso que eu quero tratar agora. Quero falar sobre o artigo 139 do Regimento Interno da ALM. Ele estabelece, se a memória não me falta, a concessão das Medalhas do Mérito Legislativo em seis áreas de atividades humanas: Manoel Bequimão, para personalidades que por suas ações, tenham se destacado, no Maranhão ou no Brasil; Terezinha Rego, para personalidades de destaque na educação e nas ciências; João do Vale, para vultos de nossa cultura e de nossas artes; Canhoteiro, para pessoas que tenham se destacado no setor esportivo; Maria Aragão, para pessoas que tenham lutado em prol das causas sociais; e Nagib Haickel, para personalidades relevantes no mundo empresarial e no mundo político.

Essas honrarias, estabelecidas pelo Poder Legislativo maranhense, com a finalidade de serem destinadas aos bustos de quem as mereça, por seus relevantes serviços prestados ao nosso Estado ou ao nosso país, só agora terão sua existência registrada no eterno bronze do tempo, graças à ação da atual direção da ALM. Aqueles que forem merecedores dessa distinção, por parte dos representantes do povo maranhense, terão a certeza do reconhecimento de sua trajetória, coisas que o fizeram se sobressair em um desses setores de nossa vida social.

Originalmente a ALM oferecia aos seus homenageados a Medalha Manoel Bequimão, mas os deputados acharam que ela deveria ter destinações especificas, referenciando o agraciado a uma personalidade marcante do seu setor.

Bequimão, todos sabem, é considerado o primeiro mártir da independência do Brasil. Revoltou-se contra as ordenações do trono português, mas acabou preso e foi enforcado.

Entre os seis homenageados, que emprestam seus prestigiosos nomes para essas medalhas, há uma, a professora Terezinha Rego que ainda está viva e trabalhando em seu ofício, em sua paixão, fato que muito honra e orgulha a todos nós.

A professora Terezinha realiza um maravilhoso trabalho como pesquisadora no setor fitoterápico, transformando folhas e plantas em cura para grande quantidade de doenças e ajudando assim uma infinidade de pessoas, no Maranhão, no Brasil e no Mundo.

Falar de Maria Aragão é chover no molhado. Essa grande mulher, grande ativista e líder, marcou nossa terra enquanto viveu com sua devoção às causas populares.

Também é chover no molhado se falar de nosso maior compositor musical e poeta popular, João do Vale. As letras de suas canções e suas melodias únicas nos fazem sentir orgulho de ter nascido nessa terra. Lembrando que João, com quem tive a honra de privar uma boa amizade, foi escolhido personalidade maranhense do século XX.

A inclusão do nome de meu pai, Nagib Haickel, nessa lista, muito honrou a mim e a minha família, mas a minha coerência me obriga a dizer que ele, dentre os demais, é o menos merecedor dessa honraria. Nada fez de extraordinário para merecê-la. A cada passo, a cada dia, andou e viveu dentro de seu trajeto, de seu roteiro. Se isso vale, valeu!

Acredito que muito poucos entre os mais jovens saberiam responder quem é Canhoteiro. Isso mesmo, quem é Canhoteiro, pois ele será sempre o maior dos futebolistas do Maranhão. Mesmo que nasça por aqui outro gênio da raça e do esporte bretão, Canhoteiro terá sempre reservado o primeiro lugar na fila dos craques maranhenses.

Era aqui que eu queria chegar. Estou convocando uma equipe de experts em futebol e em cinema para realizar um documentário sobre o homem, o anjo torto, o bailarino. Esse santo José de Ribamar. Para mostrarmos às novas gerações quem é esse maranhense que teria arrancado de Pelé a declaração de que ele seria o melhor jogador que o Rei teria visto jogar.

Quero poder, com a ajuda dessa boa e grande equipe, apresentar ao mundo, o artista que acendia as tardes e inventou o sol.

 

 

 

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Em defesa do que é correto.

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Vou muito a São Paulo, e por isso contrato o serviço de um taxista todas as vezes em que chego à terra da garoa. Seu nome é Wellington. Ele é proprietário de quatro carros de praça, em Sampa, o que lhe propicia uma vida economicamente equilibrada. Ex-jogador de futebol, ele fez um bom pé de meia e comprou até uma casa em Ilha Bela, para onde vai sempre que pode.

Falo de Wellington para dizer a você do orgulho e da satisfação que tive um dia, quando ele foi me buscar no aeroporto para me levar ao SPA São Pedro, em Sorocaba, e no caminho contou-me uma história que me fez sentir um orgulho tremendo. Disse que em uma de suas descidas para a praia, conheceu o proprietário das barcas que fazem o transporte em toda a região, inclusive para Ilha Bela. Disse que era um senhor do Maranhão, que conversou com ele. Disse que ele vistoriava pessoalmente as embarcações, verificava os equipamentos de segurança, conversava com os funcionários e atendia os passageiros, e que fazia isso com uma simplicidade e humildade incomuns a um empresário rico e bem sucedido.

Fiquei curioso para saber quem era esse meu conterrâneo que estava sendo tão elogiado. Mesmo sem saber quem era fiquei orgulhoso e feliz por saber que uma empresa de um maranhense vencera uma concorrência acirrada no maior estado do Brasil. Wellington não soube me dizer o nome do empresário, mas me disse que a empresa chamava-se Internacional Marítima. Sorri com os dois botões de minha camisa polo, pois se tratava de uma das empresas de meu bom amigo Luís Carlos Cantanhede Fernandes. Um desses self made man, um empresário que veio de baixo, que venceu pelo próprio esforço, que construiu uma trajetória de sucesso unicamente com sua dedicação incondicional ao trabalho.

De família humilde, Luís Carlos foi presidente da Associação Comercial do Maranhão por dois períodos e fez lá uma administração de sucesso, como é de seu costume fazer em tudo o que se envolve.

Você deve estar imaginando: será que JH ficou doido? Que motivo o leva a falar desse assunto? Aonde ele quer chegar? Explico: o candidato a governador do Maranhão pelo PCdoB, Flávio Dino, juntamente com sua entourage, desencadeou uma campanha no mínimo sórdida, levantando suspeitas e difamando a Atlântica, outra empresa do grupo de LC, que venceu legitimamente uma concorrência, para prestar serviços a diversos TREs, entre eles os do Maranhão, Amazonas e Mato Grosso. O motivo da ilação é o fato de Luís Carlos ser amigo da governadora Roseana e de seu marido.

A síndrome de perseguição que se instalou em nossa terra nesse pleito é algo de proporções homéricas. A mania de perseguição se alterna na conveniência do freguês com um complexo exacerbado de superioridade.

Estamos realmente em um tempo de transição. Qualquer candidato que vença esta eleição será verdadeiramente o condutor, o maestro de uma sinfonia nova em diversos aspectos. Meu medo é o maestro não conseguir conduzir e harmonizar tubas, violinos, oboés, pífanos, harpas, tambores, metais e baixos. Alguns muito baixos.

Nesse contexto, há, no entanto, duas coisas que recentemente me espantaram muito, como por exemplo, o candidato ao governo pelo PMDB, senador Lobão Filho, ter perdido a oportunidade única, de na quarta-feira, 10, em evento na Federação das Indústrias do Maranhão, na presença de grande número de empresários, indagar ao senhor Edilson Baldez, presidente da Fiema, que conhece como poucos o caráter de Luís Carlos Cantanhede e sabe de sua seriedade e da correção com que trata seus negócios, se ele achava correto o linchamento moral, a campanha difamatória deflagrada pelos comunistas contra o referido empresário. Gostaria muito de saber o que meu amigo Baldez diria. Gostaria de saber qual seria a reação do empresariado quanto ao fato do PCdoB e seus coligados terem implantando em nosso Estado um verdadeiro clima de terror e exceção, onde campeiam denúncias vazias e onde se inverte o ônus das provas em casos de acusações caluniosas e difamatórias.

A outra questão que causou espécie, foi o fato de que o candidato do Partido Comunista do Brasil dizer, disse e eu ouvi, que ele assinava embaixo de todas as propostas que o empresariado havia lhe apresentado. Que implantará todas, se eleito for. Meu Deus!!! Nenhum governante pode dar, em sã consciência, carta branca a uma determinada categoria. Ou o empresariado de nosso estado é realmente genial e fez propostas incríveis, que vão ao encontro do programa de governo de concepção comunista, (vai ver esses capitalistas são comunistas disfarçados) ou a proposta comunista para o nosso Estado é mera balela e eles simplesmente tem a mesma concepção de seu candidato a presidente da República. São neoliberais, iguais aos empresários da Fiema, da ACM, da CDL…

Há uma terceira possibilidade, que eu acho ser a mais plausível. FD sabe que só poderá realizar alguma coisa frente ao governo do Maranhão se vencer as eleições. Pragmático e dialético, ele sabe que quem deseja pegar pinto não diz xô! Quem diz que vai implementar todas as sugestões dadas pela classe empresarial do estado, vai dizer o que à classe trabalhadora? Pra se eleger, dirá a mesma coisa, sendo que aí significa ter que dizer o inverso.

Quem diz, sem o devido estudo de impacto econômico, que duplicará o contingente da polícia militar, quer uma única coisa, agradar ao eleitor que precisa se sentir seguro e protegido pelo estado. Demagogia!

FD tem um discurso para os trabalhadores e outro para os empresários. Dança no ritmo da música que estiver tocando no salão do anfitrião. Agindo assim, igual aos velhos políticos e acompanhado de muitos desses, ele só prova que, de novo, não tem absolutamente nada.

 

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Joaquim Haickel por Joaquim Haickel

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Atendendo a sugestões e tendo notado que realmente muita gente não sabe quem sou eu, resolvi publicar em meu blog um rápido perfil e lincá-lo nessa poderosa rede de comunicação e relacionamento que é twiter, possibilitando assim a quem nada sabe sobre mim fique sabendo pelo menos um pouco.

Espero que esse texto sirva não apenas para aqueles que não me conhecem, que, sem dúvida alguma, é a maioria, mas também sirva para refrescar a memória de quem já me conhece e àqueles que às vezes se esquecem de quem sou. Neste grupo incluo amigos e correligionários que não aceitam meu jeito independente de pensar e agir e adversários desafetos que imaginam que eu seja um capacho, um bajulador.

Pois bem. Lá vai:

Sou Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel, maranhense de São Luís, filho de Nagib e Clarice; Sagitariano com sol em sagitário e lua em escorpião; Estudei no Pituchinha, no Batista e no Dom Bosco; Joguei basquete e tênis (dava pro gasto); Tenho 55 anos e sou casado com Jacira; Sou advogado pela UFMA, empresário de radiodifusão, escritor e cineasta.

Eleito o mais jovem deputado estadual brasileiro em 1982, com 22 anos. Participei de uma das melhores legislaturas da historia do Maranhão. (vide a bancada da ALM 1983/1987) Na escolha dos delegados ao colégio eleitoral em 1984, votei contra Tancredo/Sarney, ficando por lealdade e gratidão, mas contra minha vontade, ao lado de meu pai. (Queriam que eu traísse meu pai. Não o fiz. Um homem precisa ser forte para fazer o que não deseja, fazendo o que é preciso ser feito).

Minha relação com parte do grupo Sarney que já era complicada, daí por diante ficou pior. Até hoje o é, pois algumas pessoas não aceitam quem pensa, quem seja livre em seus ideais, quem tenha a alma livre. Não se engane, isso acontece em todos os grupos. Mas existem pessoas dentro do meu grupo que não só aceitam isso, como apoiam e incentivam minhas atitudes, entre elas Sarney e Lobão.

Eleito deputado federal em 1986, estava novamente entre os mais jovens. Na constituinte só Cassio Cunha Lima, Aécio Neves e Rita Camata eram mais novos que eu.

Na ANC e na CD fiz parte de importantes comissões como as de Fiscalização e Controle, de Direitos e Garantias Individuais, de Constituição e Justiça e de Educação. Sou um dos autores da frase de abertura dos trabalhos das nossas cassa legislativas. Relatei contra a emenda de Amaral Neto que pretendia implantar no Brasil a pena de morte. Meu parecer foi aprovado. Meu pai e muitos de meus correligionários quase romperam comigo, mas provei a eles que eu estava certo.

Defendi os direitos individuais do cidadão. A igualdade de direitos entre todos. O respeito a todas as religiões e ideologias políticas. A liberdade de imprensa, de manifestação e de opinião. Banimos no texto constitucional qualquer sombra de intolerância em nosso convívio.

Entre 1991 e 1994 fui secretário adjunto de assuntos políticos e de educação no governo Lobão/Fiquene.

Em 1993, morreu meu pai, então presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em 1994 recusei a candidatura de deputado estadual. Queriam que eu aproveitasse a comoção da morte de meu pai como trampolim. Ele já havia sido decisivo em minhas duas primeiras eleições, não iria usar a sua morte como trunfo politico. Sabia que havia tempo de plantar e de colher e queria continuar plantando.

Com a ajuda de meu irmão Nagib, coloquei em ordem nossas empresas. Com um grupo de importantes empresários ajudei a fundar o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão, ICE-MA. Em 1996, com minha mãe e meu irmão, criamos a Fundação Nagib Haickel.

Voltei a Assembleia como deputado estadual em 1999. De lá só saí em 2011.

Nesse tempo acredito ter realizado um bom trabalho. Solidifiquei importantes amizades com governistas e oposicionistas. Adquiri respeito e credibilidade, tanto no meio politico quanto nos meios social e empresarial. Demonstrei correção e coerência em meus posicionamentos quando estava no governo e quando fui para a oposição.

No governo de Dr. Jackson Lago, fui tratado com respeito, mesmo sendo adversário, Como tal me opus a ele e mantive nossas diferenças no âmbito político.

Juntamente com bravos e bons companheiros, posicionei-me contra as reeleições consecutivas para a mesa diretora da ALM. Derrubamos a reeleição.

Fui primeiro secretario da ALM entre 2002 e 2003. Período em que a casa foi saneada.

Aprovei importantes leis, onde se destacam as Leis de Incentivo, a Cultura e ao Esporte, hoje o principal motor desses setores em nosso Estado. Fiz parte da comissão que reformou e adaptou a constituição estadual e o regimento interno do legislativo.

Nesses anos desenvolvi em paralelo minhas atividades culturais, ligadas à literatura e ao cinema. Lancei livros e filmes. Alguns destes últimos alcançaram grande sucesso. “Pelo Ouvido” participou de mais de 130 festivais de cinema no Brasil e no exterior, tendo ganhado 19 prêmios, entre eles o de melhor filme em Cartagena e o de melhor diretor em Boston.

Também nessa época fui eleito para a Academia Imperatrizense de Letras, para a Academia Maranhense de Letras e para o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Quando Roseana assumiu o governo em 2009, fui convidado para ser secretario de esporte. Recusei e apoiei a indicação de Roberto Costa para o cargo. Já sabia que não iria ser candidato à reeleição e queria completar os trabalhos que havia começado, concluir as aprovações e tramitações de projetos importantes. (é raro um deputado recusar um cargo de secretário, poucas pessoas entenderam minha opção)

Resolvi não me candidatar à reeleição em 2010. Estava acertado que concorreria como segundo suplente na chapa do senador de João Alberto. Isso foi mudado e meu amigo Mauro Fecury foi para esse lugar, sendo eu colocado como segundo suplente na chapa de Lobão. De repente apareceu o Pastor Bel, como sendo uma “liderança imensa” junto à comunidade evangélica… Tiraram-me da chapa e colocaram Bel. Senti na prática e na pele que havia sido bom ter aprendido, há muito tempo, que bom cabrito não berra.

Resisti o quanto pude para assumir a SEDEL no novo governo de Roseana. Achei que poderia ser mais bem aproveitado em outro setor. Assuntos Políticos, Cultura, Ciência e Tecnologia… Mas também temia pelo fato de eu não ser próximo a ela e a seu subgrupo. Acabei aceitando e lá estou desde 2011.

A SINFRA reformou o Castelão e a governadora entregou o estádio aos maranhenses nas comemorações de 400 anos de São Luís. O funcionamento desse estádio é o maior responsável pelo ressurgimento do vitorioso futebol maranhense.

Tenho tentado fazer o melhor que posso pelo esporte do Maranhão. Está nessa luta comigo uma pequena e excelente equipe, que mais do que eu é a responsável por tudo de bom que acontece por lá.

Até o final de 2014 iremos reinaugurar o Ginásio Costa Rodrigues, segundo maior símbolo do esporte maranhense. Até lá deverá estar depositado na conta do fundo estadual do esporte, quantia superior a um milhão de reais, montante advindo da lei de incentivo ao esporte e outras receitas, recursos com os quais meu sucessor poderá melhor administrar esse importante, mas pouco prestigiado setor da administração de nosso Estado.

Acho que isso basta para saberem quem sou! (pelo menos de meu ponto de vista)

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“Ora Veja!”

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“Ora Veja!”

Esta é a expressão usada por Teté, minha mãe de criação, toda vez que ela deseja chamar atenção para um determinado fato. Eu a uso agora para chamar a minha própria atenção para o fato de eu ter ativado um twitter para mim.

Havia me proposto a ficar à margem das redes sociais. Nada de twitter, facebook, whatsapp, instagram ou assemelhados. Para cada um tinha e tenho bons motivos para me deixar de fora.

Não sou o que se pode chamar de ser tecnológico. Não chego a ser um neanderthal, mas me adapto muito lentamente às novidades, principalmente àquelas que mudam meu ritmo, minha rotina.

Adoro fotografia e a memória que ela traz consigo, mas daí a ficar postando fotos no instagram, a distância é grande. Gosto de expor minhas ideias, não minha figura. O “zapzap” é uma invasão direta a sua individualidade. Uma espécie de cartaz digital, como se sua vida fosse um filme e ele um cartaz anunciando. O facebook é a versão moderna dos diários das donzelas do século XIX, onde elas escreviam o que queriam que ninguém lesse. SQN (em linguagem das redes sociais sqn significa “só que não”). Hoje em dia as donzelas querem compartilhar seus diários e curtir os segredos contidos nos de outras pessoas.

O twitter era o único desses dispositivos que eu poderia cogitar em usar. É uma evolução do bilhete, da notinha, do recado. Mesmo assim eu me mantinha à margem, pois continuo achando que isso é uma deformação, ou como queiram alguns, adaptação do Homo Sapiens aos novos tempos, semelhante à disseminação do uso do papel e do lápis séculos atrás. Ok! Mas quem não deseja participar disso!? Pode, não pode!? Pode sim! Ou melhor, quanto a mim, podia, pois fui levado pelo imponderável a aderir ao twitter.

Existem umas coisas nessas redes sociais que me incomodam muito. O fato de seguirmos as pessoas como se fizéssemos parte de uma seita religiosa. Seguidores de fulano ou de sicrano. Pior ainda, mais responsabilidade é ter seguidores, ser responsável por pessoas que o seguem e acreditam ou até não acreditam em você. Incomodo-me muito mais com a segunda opção.

Soube que um cidadão, Milton Campelo, havia postado em seu twitter mensagens nas quais criticava um texto meu. Até ai tudo bem. Escrevo um texto e o publico, logo devo estar preparado para que as pessoas que o leiam gostem ou não, concordem ou discordem dele.

Acontece que existem pessoas sem noção, incapazes de manter um debate de forma correta. Gosto tanto de conversar com as pessoas que concordam com minhas ideias como com aquelas que discordam delas. Às vezes chego a pensar que gosto mais de ouvir pessoas que discordam daquilo que eu penso, pois com elas sou capaz de aprender mais. Pena que existam pessoas que não gostam de ser confrontadas em suas ideias. Essas são criaturas obtusas, opacas, incapazes de refletir luz.

As quatro frases a seguir foram postadas pelo Milton: Sabendo que “seu navio tá fazendo água” Joaquim Haickel, faz carta de seguro em sua coluna do EMA, neste domingo./ Lembrando ao “imortal” Joaquim Haickel que o Porto do Itaqui é “tratado” desde Duque de Caxias e tem perdido espaço pro CE e PA./ A ineficiência global do Porto do Itaqui decorre da miopia dos governantes do Maranhão dos últimos 50 anos. O Pará em pouco tempo, avançou. /”Voltado às letras”, Joaquim Haickel desaprendeu as lições de fazer conta. Diz que seus governos somam apenas 26 anos. Ora, só Roseana teve 20.

O Milton é o responsável por me fazer habilitar um twitter. Fiz para respondê-lo, não porque responder a ele fosse importante. O fiz só para ensiná-lo a contar, nada que ele dissesse para mim importaria, desde o dia em que ele quis apostar comigo como uma determinada candidata a deputada federal iria ganhar a eleição e eu me recusei, pois conhecer os fatos da política não me dá o direito de tomar balinha da mão de um menino tolo. Se tivesse apostado com ele, eu teria ganhado, mas não era isso que eu queria.

Mas voltemos ao fato em tela. Em uma crônica publicada aqui no JEMA comentei a bandeira e o discurso de certo grupo político, disse da importância do Porto de Itaqui para o nosso Estado e, entre outras coisas, provei matematicamente que dos 50 anos de domínio da “oligarquia”, apenas 26 poderiam ser realmente contabilizados a ela.

O incauto deixou de lado o que disse e já foi afirmando que eu tirava uma carta de seguro, por meu navio estar fazendo água. Comentário de quem não tem argumento. A seguir, na tentativa de ofender ou ridicularizar, ele aspeia a palavra imortal e diz que nosso porto já era cogitado desde a Balaiada e propositalmente se esquece de dizer que apesar disso só saiu do papel com Zé Sarney. Talvez vendo a bobagem que disse, comenta a ineficiência do Porto dizendo que o Ceará e o Pará em pouco tempo avançaram. Mais uma vez fala bobagem, deixa de falar algo relevante. Não diz que graças ao Porto de Itaqui, feito por Zé Sarney, a bauxita do Pará vem para o Maranhão se transformar em alumínio. É para esse porto que o ferro do Pará vem para ganhar o mundo. Porque não fizeram isso por Belém? Dedinho de Sarney, ora veja!

Mas o principal motivo de eu ter entrado no twitter foi para tentar ensinar a esse cidadão a somar. Ele contesta o número de anos em que cada grupo político está à frente do governo do Estado. Ele diz que Roseana teve 20 anos de mandato de governadora. É burro ou maldoso.

O certo é que ele é o responsável pelo meu primeiro twitter: “Roseana teve 3 mandatos de governadora e metade de outro. Total = 14 anos e não 20 como você diz… Depois sou eu que não sabe contar!”

Ter um twitter não significa que o usarei para tudo. Quando for necessário colocarei meu passarinho na janela pra cantar.

 

PS: Hoje faz 21 anos que não falo com meu pai. Se pudesse falar com ele hoje lhe diria apenas obrigado. Obrigado meu pai, por ter me dado minha mãe e com ela feito o meu irmão. Obrigado meu pai por além de ter me dado vida me ensinou que o que mais vale nela não é a partida ou a chegada, mas sim a caminhada. Obrigado meu pai.

 

 

 

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Agora a polêmica é com o Marrapá!

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O Blog Marrapá disse a mentira que quis, mas teve que ouvir a verdade que não queria.

Veja abaixo e tire suas conclusões.

 

Haickel adianta Ibope em comício de Fábio Gondim

Publicado em 4 de setembro de 2014 por Leandro Miranda

 

Servidores da Casa Civil, Secretaria de Estado da Gestão e Previdência e Secretaria de Planejamento do governo do Maranhão denunciaram que foram obrigados a participar de um comício do candidato a deputado federal Fábio Gondim (PT), ex-titular da Segep, realizado na área livre do Praia Mar Hotel, na noite desta quinta-feira.

De acordo com os vários relatos feitos ao blog, os servidores foram comunicados um a um e coagidos a confirmar presença em listas de assinatura.

Na Casa Civil, amigos e pessoas mais próximas ao ex-secretário Luís Fernando Silva, que inclusive já tinha declarado que não votariam em Edinho Lobão (PMDB), sofreram ameaças de exoneração.

O editor do Marrapá esteve pessoalmente no ato político em favor da candidatura do petista. No local, cabos eleitorais de Gondim distribuíam adesivos e passavam listas para confirmar a presença dos funcionários: uma destinada a cada secretaria.

Secretários e membros do alto escalão da gestão Roseana Sarney (PMDB) também participaram do evento, dentre os quais Joaquim Haickel (coordenador da campanha de Edinho), Ana Graziella Costa (Casa Civil), Conceição Andrade e Zé Costa (Ciência e Tecnologia).

Empolgado, Haickel até adiantou os números do Ibope, com a diferença de 15 pontos entre Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB), e cobrou dos participantes mais engajamento na campanha do candidato da oligarquia Sarney a governador.

Para ele, Edinho tem grandes chances de reverter a desvantagem e vencer Flávio Dino no 2º turno.

 

Resposta:

 

Joaquim Haickel disse:

5 de setembro de 2014 às 12:46

 

Caro Leandro,

Comento esse seu post para colocar a verdade em seu devido lugar. Sou daqueles que defende suas posições de peito aberto, que não usa nomes falsos, que não tem medo ou vergonha de suas posições pessoais e políticas, até porque fui um dos constituintes que garantiram esses direitos.

Em primeiro lugar dizer coisas que não condizem com a verdade, que não podem ser provadas é mentira, além de ser em alguns casos calúnia, injúria ou difamação e em outros, só mesmo vontade de ver o mar pegar fogo para comer peixe frito. Não se preocupe, não vou lhe processar. Sei que fatos como esse, a publicação de notícia inverídica, é a coisa comum em uma campanha eleitoral. Só não sabia que aqueles que tanto acusam seus adversários de agir assim cometiam as mesmas irregularidades.

Você diz que esteve pessoalmente em uma reunião com servidores da Casa Civil, da Secretaria de Gestão e Previdência e da Secretaria de Planejamento do governo do Maranhão no hotel Praia Mar e que lá estavam “Secretários e membros do alto escalão da gestão Roseana Sarney (PMDB) também participaram do evento, dentre os quais Joaquim Haickel (coordenador da campanha de Edinho)”, E que “empolgado, Haickel até adiantou os números do Ibope, com a diferença de 15 pontos entre Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB), e cobrou dos participantes mais engajamento na campanha do candidato da oligarquia Sarney a governador”.

Já disse muitas vezes que não sou coordenador de campanha de Lobão Filho, mas não custa repetir. O coordenador é Márcio Coutinho.

Gostaria que você provasse que eu adiantei os números do Ibope. O fato de você ter estado lá não lhe atribui privilégios de testemunha acima de qualquer suspeita, muito pelo contrário.

Espero que você tenha gravado minha fala e me interpele judicialmente, usando-a, para provar que eu disse estar adiantando o resultado do Ibope. Espero que você prove que eu estou errado ao dizer que você está faltando com a verdade ao publicar isso.

Você vai me permitir dizer a um público muito maior, os seus milhares de leitores, o que eu disse naquela ocasião: Disse que ali haviam me perguntado sobre as últimas pesquisas, se elas retratavam a verdade. Eu aproveitei para responder a todos e disse que fazer três pesquisas num intervalo de menos de dez dias era coisa muito estranha. Disse que acreditava que as pesquisas publicadas por partidários de Flávio Dino estavam sendo usadas como propaganda, na tentativa de intimidar eleitores indecisos ou lideranças “balançantes”. Disse que havia uma enorme incoerência nas intenções de votos de governador e senador, votos que caminham juntos e sofrem influência direta um do outro. Como pode um ter subido muito e o outro ter muito caído? Pisaram na bola na hora da maquiagem.

Disse que acreditava que a diferença percentual verdadeira entre os candidatos a governador deveria ser de um numero entre 15 e 20 por cento. Disse que quando saísse o Ibope nossos adversários iriam dizer, como fazem sempre, que era fraude, que o Ibope é comprado. Engraçado, isso só acontece conosco. Nossos adversários são uns santos, vão ser canonizados.

Disse que pesquisas internas apontam vertiginoso crescimento do nosso candidato depois do inicio da propaganda no rádio e na TV. Que elas mostram que estamos quase 8% atrás de nosso adversário em São Luís, que estamos na frente em Codó e Santa Inês.

Você deve ter em sua gravação o trecho onde eu disse que nós estamos realmente atrás nas pesquisas, mas que a diferença não é toda essa que dizem os institutos pagos por vocês.

Em seu post você finaliza dizendo que “Para ele, Edinho tem grandes chances de reverter a desvantagem e vencer Flávio Dino no 2º turno”, isso foi verdade e espero que com o desenrolar dos fatos seja também verdade.

Em suma. Em momento algum disse que tive acesso a dados da pesquisa do Ibope e desafio você a provar que isso foi dito naquela ocasião.

Cordialmente,

Joaquim Haickel.

 

 

 

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Lígia e Eu ou como na música: “Lígia, Lígia, Lígia…”

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Abaixo publico um bate papo “agradável” que eu e a senhora Lígia Teixeira tivemos nessa quinta-feira.

Se desejarem, leiam e tirem suas conclusões.

 

Joaquim Haickel defende Edinho e diz que o blog “está apelando”

Publicado em 04/09/2014 às 17:24 porligiateixeira

O coordenador da campanha de Edinho Lobão, deputado Joackim Haickel escreveu para o blog  e defendeu o candidato ao governo do Estado pelo PMDB, no caso da postagem com o título ” Edinho aparece no Rio de Janeiro dando bom dia aos maranhenses”. Posto abaixo as considerações de Joaquim e em seguida, a minha  resposta sobre a acusação de que eu “estou apelando” :

” Minha cara Lígia, você não acha que isso já é apelação!? Você Sabe muito bem que Edinho não está hoje no Rio de Janeiro. Pelo visto você o segue na Net e deve ter visto que ele estará hoje em Santo Amaro, Humberto de Campos e Barreirinhas. Parece que a verdade nessa campanha não esta importando. O que importa é esculhambar o cidadão, o candidato, chamá-lo de playboy… Sabe fico satisfeito com essa postura vindo de pessoas como você e o John, pois sei que para pessoas corretas como vocês estarem demonstrando um excessivo estardalhaço, beirando o desespero, é porque a coisa deve tá ficando feia! Se a eleição está ganha, com Flávio 30% na frente, segundo suas pesquisas, pra que fazer de uma foto postada num site um evento? Só nos resta imaginar que as pesquisas não estão assim tão favoráveis, como querem fazer crer!
Abraço,
Joaquim Haickel.”

Meu caro Joaquim, não sei se o senhor tem o exato conhecimento e dimensão do modo como funciona o uso de redes sociais no Brasil,  mas a  foto postada por Edinho hoje  em seus perfis no twitter, facebook e instagram, onde deseja uma ótima quinta- feira aos amigos,é um gesto comum, principalmente, no instagram, rede social usada para postar fotos de lugares e situações onde as pessoas costumam estar no momento em que a foto é publicada. Todo usuário de rede social deduziria que a foto foi tirada no instante da publicação porque é o mais usual nas redes.

De mais a mais, do ponto de vista da realidade da aviação, seria perfeitamente possível  para Edinho –  que postou a foto às oito da manhã –   não apenas estar no Rio de Janeiro, como  fazer os  exercícios físicos que ele tanto gosta , e até almoçar tranquilamente, para em seguida viajar e estar pontualmente em seus compromissos no Maranhão. Basta ver os horários da agenda do candidato e sua já amplamente conhecida opção por helicópteros como principais meios de transporte.

Não vejo onde há ofensa em chamar Edinho Lobão de playbo. Caso o senhor não saiba, há nomes conhecidos da elite que fazem questão de assim serem chamados, cito dois casos: Jorginho Guinle, filho de tradicional família carioca e Chiquinho Scarpa, de tradicional família paulista. Ambos, a exemplo de Edinho são conhecidos por apreciarem a vida boa que o dinheiro pode comprar, a exemplo de Edinho, que também é de família tradicional e tem o nome pronunciado no diminutivo. Com tantas características em comum, porque Chiquinho e Jorginho adoram ser chamados de playboys e Edinho repentinamente passou a ficar incomodado?

Sobre a sua elegante forma de insinuar que John e eu postamos coisas que desagradam a Edinho porque isso supostamente estaria relacionado a resultados de pesquisas, gostaria de informar ao senhor que o único condicionante que uso para escolher o que publicar ou não neste blog é a minha consciência. Pessoalmente e como maranhense que tem vergonha na cara, desejo que seu grupo político seja irreversivelmente derrotado na próxima eleição e trabalho por isso, mas me esforço para não cometer injustiças ou mentir para meus leitores. Já o seu candidato, assim que soube da má repercussão da notícia, apagou os posts da foto, em vez de agir honestamente e dar uma satisfação à sociedade. Mas, que bom que o senhor veio aqui esclarecer as coisas.

Por último e não menos relevante, tanto faz se Edinho tirou ou não a foto hoje. O senhor, como coordenador de campanha, não acha o fim da picada, que seu candidato, conhecido  (ainda que não reconheça) como playboy por toda a sociedade maranhense, poste uma foto com roupas de férias em cartão postal do Rio de Janeiro quando estamos no meio de uma campanha onde o debate maior é discutir propostas para tirar a maior parte do nosso povo da situação de pobreza e exclusão social?

No mais, aconselho o senhor a usar a sua experiência política e a herança herdada da sabedoria do vosso pai, para convencer seu candidato a, pelo menos, construir uma saída honrosa para ele nessa eleição, mudando a conduta cotidiana marcada por  bizarrices como essa foto e as  estratégias criminosas de campanha que ele vem adotando e que são testemunhadas por todos nós.

Abraços,

Lígia

 

Joaquim Haickel disse:

4 de setembro de 2014 às 20:04

Ligia, onde foi parar a tal postagem ”Edinho aparece no Rio de Janeiro dando bom dia aos maranhenses”??? Ela não está mais em seu Blog! Por que?
Amiga, a sua explicação sobre os usos e costumes das redes sociais não podem e não devem subverter as práticas do bom jornalismo e da coerência que as pessoas devem ter. Muito menos ceder as especulações e as suposições
Primeiramente, já disse antes, mas posso repetir pra você que não sou coordenador da campanha de Lobão Filho. O coordenador da campanha, todo mundo sabe é o advogado Márcio Coutinho.
Veja só, você reclama que Edinho tirou os posts onde aparece a tal foto no Rio de Janeiro, mas você também tirou seu post onde fazia alusão incorreta ao fato. Não só você, mas também meu amigo John Cutrim retirou seu post tratando do mesmo assunto. Acredito que como Edinho, você e John descobriram que haviam pisado na bola. Edinho tendo dado motivo para seus adversários falarem as bobagens que mais adoram, de chamá-lo de playboy na intenção de diminuí-lo. Por que não chamá-lo de empresário ou senador ou economista? Não! Chamá-lo assim não ajudaria em nada na sua campanha para tentar diminuí-lo e desconstruir sua imagem. Você e John, quando sentiram que a reação das pessoas, mesmo alguns contrários a Edinho era negativa, viram que a postagem era uma clara apelação, vocês resolveram não insistir no erro e tiraram o post.
Errou Edinho em postar a foto errada. Erraram vocês no afã de bombardeá-lo e esqueceram que seus leitores sabem muito bem quando existe um claro abuso, uma apelação braba.
Quanto à historinha de comparar Lobão ao Guinle e ao Scarpa é outra baita apelação, minha amiga!
Não falei propriamente em defesa de Edinho, falei na tentativa de mostrar a seus leitores como está sendo usado o poderoso instrumento de comunicação que são as redes sociais. Neste caso, torcendo a verdade a favor de um interesse político claro: desconstruir a imagem de um candidato em benefício de outro.
Respeito o seu desejo de ver o grupo ao qual faço parte, derrotado nesta eleição. O fato de querer isso para todo o sempre já demonstra uma opinião um tanto quanto radical, nem um pouco democrática, muito menos republicana. Aceito o confronto de ideias, respeito os adversários, mas exijo que a verdade e a coerência não sejam reféns de quem quer que seja. Não aceito messianismo, nem demonização. Cobro de meus opositores aquilo que exijo de meus correligionários.
Fico lisonjeado por você achar que como amigo poderia bem aconselhar Lobão Filho e por me fazer lembrar da herança que recebi de meu pai. Tomara que pessoas ligadas a você, não pensem que a herança a qual você se referiu seja relacionada a bens financeiros e patrimoniais, sei que você se referia a boa prática política. Essa herança me é muito cara.
Quanto às bizarrices e estratégias criminosas, seria melhor você olhar em volta e ver que infelizmente essa pratica é muito exercitada pelo grupo que você faz parte. O que me incomoda muito é ver que seu grupo politico não tem a menor autocritica, é incapaz de ver suas próprias bizarrices, estratégias criminosas e apelações.
Obrigado pela oportunidade de comentar em seu prestigiado blog.
Abraço
Joaquim Haickel

 

ligiateixeira disse:

4 de setembro de 2014 às 21:25

Senhor Joaquim,

Me compre um terno de caprino, como diria o falecido jornalista Renato Sousa. Devolvo ao senhor a pergunta: Por que será que o post sumiu da minha página do JP? Reitero absolutamente tudo que disse na resposta que lhe dei e que está neste post. No mais, saiba que não vou ficar batendo boca aqui com o senhor quando há muito o que se fazer de melhor nesta breve vida de meu Deus. Se o senhor acha que conseguirá desmoralizar a mim e a imprensa de oposição com jogos inescrupulosos de chantagem, ameaça e desfaçatez, está muito, mas muito enganado. Esta, senhor Joaquim Haickel, é a última campanha eleitoral que vocês promoverão na base do medo, da censura e do terror. Fique certo.
Abraços

 

 

Joaquim Haickel disse:

O seu comentário está aguardando moderação.

4 de setembro de 2014 às 22:27

Dona Lígia!!! De modo algum estou batendo boca com a senhora…

Acontece que a senhora disse que Edinho tirou a postagem dele do ar e aí tá tudo certo! Quando eu digo que a senhora também tirou a sua, tá tudo errado e eu tenho que comprar um terno de caprino?
Vocês são bons para dizerem o que querem, mas são péssimos para ouvirem o que não querem… Imaginem se chegarem ao governo, onde tudo que acontece sai errado… Vixe Maria!
Será que a senhora acha que foi a “gangue internética” de Edinho que tirou seu post do ar!? Ah! Tenha santa paciência!
Quanto ao resto de minhas colocações a senhora não disse nada. Sabe por que? Não tem nada pra dizer, porque vocês não sabem conversar, debater. Só sabem falar e não sabem ouvir.
Continuo acreditando que a senhora seja uma pessoa correta. Partidária, mas correta. É por isso que eu gostaria muito que a senhora me dissesse em que eu tentei “desmoralizar a senhora ou a imprensa de oposição com jogos inescrupulosos de chantagem, ameaça e desfaçatez”. Defender minhas posições é menos relevante e justo que a senhora defender as suas? Dizer o que eu penso é menos correto que a senhora fazer a mesma coisa? Só a senhora pode dizer o que pensa e eu não? Em nenhum momento eu tentei lhe desmoralizar, nem a imprensa oposicionista. John Cutrim fez o correto, tirou o post equivocado que publicara e colocou em seu lugar a verdade, mesmo que com cores partidárias. Por que a senhora não faz o mesmo? É muito dolorido reconhecer um simples erro!?
Veja, eu critiquei o meu candidato publicamente. Acho que ele errou em publicar aquela foto, mas a senhora não admite seu erro. Imagine uma pessoa com um temperamento desses com o poder nas mãos. Seria explosivo.
Espero que a senhora tenha a decência de postar minha tréplica, nela não há nenhuma ofensa, mesmo que a senhora insinue que eu use do “medo, da censura e do terror” como argumentos. Quem me conhece sabe que esses não são os meus métodos.
Cordialmente,
Joaquim Haickel.

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Só mais um projeto de poder

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Analisemos hoje a bandeira e o discurso da campanha Dinista.

1 – A bandeira anti-Sarney. Para eles, Sarney representa tudo o que não presta. Dizem que desde 1966, quando assumiu o governo do Maranhão, Sarney e seu grupo político só prejudicou o nosso Estado e nosso povo. Demonizaram Sarney.

Essa ladainha vem sendo rezada de forma sistemática faz muito tempo, enquanto o nosso grupo político nunca conseguiu desmistificar tais versões. O governo, ligado a nós, sempre se preocupou em fazer propaganda e não em fazer comunicação. Nunca mantivemos um diálogo direto, aberto e franco com a população. Esse setor sempre esteve voltado para mostrar as ações do GOVERNO, não para fortalecer a imagem do ESTADO. Espertamente nossos adversários resolveram destruir a imagem de nosso Estado para com isso nos atingir. Assim provaram que a propaganda é muito menos eficaz que a comunicação.

2 – O discurso da mudança. Os Dinistas se dizem os únicos capazes de realizar a mudança de rumos que o Maranhão precisa. São os únicos honestos, competentes e confiáveis. Dizem ser sempre injustiçados e perseguidos. São as vítimas, isso quando eles não se endeusam…

Repetiram esse discurso por tempo suficiente para solidificá-lo e fazê-lo forte, enquanto o governo ao qual somos ligados realizou grandes ações, mas só se preocupou em fazer propaganda delas, em listá-las, relacioná-las. Não se preocupou em bem se comunicar com o nosso povo, em fazer com que ele se sentisse copartícipe. Isso tudo somado ao fato de que, nossos adversários, de maneira perversa, minaram e destruíram parte da autoestima da nossa população.

A bandeira de “abaixo a oligarquia” associada ao discurso de “mudança” são os mantras que compõem o missal Dinista. Ao juntarem a bandeira gasta do anti-sarneismo ao discurso gago da falsa mudança, o que eles fazem, na verdade, é tentar resgatar o discurso vibrante e a bandeira nobre do sarneismo original, aquele de 1966, instrumentos que levaram ao fim do período vitorinista. Querem repetir a historia e nós os temos ajudado.

Faz alguns anos escrevi um artigo onde dizia que se não reformulássemos a nossa forma de fazer política, FD acabaria por ficar em relação a JS na mesma posição em que este um dia esteve em relação a VF. Boa parte do que acontece hoje é culpa nossa, mas acredito que ainda haja chance de mudar esse roteiro.

Explico: quando Sarney assumiu o governo em 1966, o nosso Estado encontrava-se em termos de desenvolvimento e progresso, ainda em meados do século XIX, com uns 80 anos de defasagem. Acredito que se formos fazer essa mesma conta hoje, descobriremos que ainda estamos defasados, mas essa diferença agora deve ser de uns oito anos.

Sarney construiu em seus quatro anos de governo, 48 anos atrás, algumas das mais importantes obras estruturantes do Maranhão. Não comentarei outra, só citarei o Porto do Itaqui. Equipamento que torna o Maranhão o mais convidativo e viável Estado do Norte e Nordeste do Brasil. Nosso porto nos coloca não apenas no próximo século, ele nos garante a eternidade.

Nossos adversários debitam a Sarney todas as coisas erradas e ruins feitas nos governos do Maranhão nos últimos 48 anos. Façam isso, mas creditem também a ele as coisas certas e boas feitas nesse período, caso contrário, estaremos usando dois pesos e duas medidas, forma reconhecidamente incorreta e injusta de julgar.

Se fizermos uma simples contabilidade descobriremos que na verdade o grupo Sarney é responsável por apenas 26 anos desse tempo, enquanto aos apoiadores de Dino cabe a responsabilidade dos outros 22 anos.

Por outro lado, o Maranhão de 2014 tem pouca semelhança com o de 1966. O Dino de hoje pouco se assemelha ao Sarney de 1966. Sarney hoje pouco lembra o Victorino daquela época. Os papéis parecem ser os mesmos, o cenário, em que pese ser o mesmo, tem outra ambientação e circunstâncias totalmente diferentes. Os personagens estão nas mesmas marcações, suas falas são parecidas, mas os atores que os interpretam não são capazes de imprimir no palco o mesmo espetáculo.

Há ainda o elenco coadjuvante de antes e o de agora. Nesse quesito essa nova montagem teatral prenuncia um fracasso total. Quem é ligado a Flávio pode ser comparado a Tribuzi? Haroldo Tavares tem um similar no grupo Dinista? Quem se igualaria a Cesar Cals ou Vicente Fialho, que foram depois ministros de Estado? Nem mesmo o Zé Reinaldo e o Castelo de hoje podem ser comparados aos de antes.

Muita coisa ainda pode ser dita, mas encerrarei lembrando que os Dinistas dizem que, no governo, realizarão mudanças para viabilizar o desenvolvimento e o progresso, mas se dependesse deles, nenhum dos projetos desenvolvimentistas do Maranhão teriam sido implantados, eles se opuseram a todos. Cito: Alumar, Vale, Suzano, Hidroelétrica de Estreito, Termoelétricas, o gás do sertão, a Refinaria da Petrobras, o cultivo de cana e soja, o plantio de eucalipto, e não nos esqueçamos da siderúrgica que viria se implantar no Maranhão e foi rechaçada por eles.

Para discordar deles, que vociferam palavras de “mudança”, basta analisar um pouco suas propostas, todas frágeis, alicerçadas em sofismas e discursos midiáticos bonitos, mas vazios.

Tirem deles a bandeira anti-Sarney que eles ficarão sem o que vestir. Ficarão nus, vestidos apenas com o velho e “fadigoso” discurso da mudança, uma mudança apenas de nomes, não de métodos. Ficarão vestidos apenas em seus projetos pessoais de poder.

Acredito que sem estas ferramentas eles não teriam nenhuma campanha, pois não possuem nenhum projeto de administração para o nosso Estado. Sem essa indumentária, tecida com esmero e persistência, em uma trama de fios longos, seu rei estaria nu.

Acredito que aquilo que eu chamo de bandeira e de discurso, para eles sejam meras espertezas midiáticas, ou simplesmente o motivo de existirem. Seu projeto de poder.

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Os homens que escolhem os deuses

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Não pense que tratarei aqui da epidemia de fé religiosa que tomou conta do cenário político do Maranhão e do Brasil. É mais quem quer ser dono de Deus, patrocinado por esta ou por aquela igreja. Não é nada disso! Acho o cúmulo da apelação, inclusive já recusei vários convites para me filiar a partidos que em suas legendas fazem alusão direta a religiões, ou que são patrocinados por igrejas.

Devo dizer que o título acima é de autoria de meu querido e bom amigo, confrade da Academia Maranhense de Letras, Luiz Phelipe Andrés, que, com excessiva modéstia, proferiu essas palavras numa sessão da AML onde nós fazíamos a lista dos mais importantes luminares de nossa cultura e de nossa arte que irão compor o novo Panteão Maranhense, com bustos expostos em praça pública, em frente de nossa maior Biblioteca.

A frase de Phelipe deveu-se ao fato de que, em nossa conversa, estávamos discutindo quem eram realmente os expoentes máximos de nossa terra de tantas e tão grandes inteligências. Luiz Phelipe brincava dizendo que não ele não podia deixar de imaginar o cenário bem iluminado de nossa sala de reuniões, em torno de grande mesa, coberta por toalha bem alva, com o branco dos mantos gregos, o branco das nuvenzinhas onde cada um de nós estaria confortavelmente sentado e concentrado, na imensa responsabilidade daquela tarefa…

Sebastião Moreira Duarte, uma espécie de semideus, filho de um Deus errante com uma daquelas pobres e belas mortais da Paraíba, levanta a voz pra dizer da alegria e da honra que devemos ter, nós maranhenses, pois em seu rincão natal, um Panteão igual só teria três bustos. No Ceará, se muito seriam uns seis; em Pernambuco e Minas Gerais uns 12; Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo talvez empatem conosco, todos os outros estão abaixo, enquanto nós, aqui no Maranhão, estávamos estabelecendo limites numéricos, pela grande quantidade de luminares que nossa terra produziu no passado e, mesmo em menor escala, ainda continua produzindo.

Eram doze, em alusão aos deuses do Olimpo. Número insuficiente para abrigar tanta gente boa. Subimos para dezesseis. Naquele dia descobrimos que ainda nos faltava percorrer boa parte do horizonte intelectual maranhense e que mais oito figuras deveriam fazer parte desse nosso exército de gênios da maranhensidade.

Estabelecemos que o número deveria ser par e que sua disposição física seria em uma alameda, um busto de frente para o outro, em ordem alfabética, obedecendo ao nome pelo qual ficou conhecido o homenageado.

Fui designado pelos meus pares para capitanear esse projeto que inclui interface com o Poder Executivo, municipal e estadual, com os poderes legislativos nas duas esferas, com instituições e empresas que possam ajudar de alguma forma e com a sociedade de um modo geral.

Existe uma lei municipal que estabelece que a municipalidade implante, mantenha e conserve o Panteão Maranhense, erigindo bustos a importantes personalidades de nossa cultura, indicados e escolhidos pela Academia Maranhense de Letras.

O Governo do Estado reformou a Biblioteca Benedito Leite, o Governo Municipal está concluindo a reforma da Praça Deodoro, que a abriga, inclusive o espaço em frente à biblioteca, onde deverá ser colocado nosso panteão, o mesmo lugar onde eu costumava brincar quando era criança.

Existe nisso tudo uma nota triste. Nenhum dos acadêmicos presentes nas reuniões que decidiram sobre este assunto foi favorável a que os bustos originais, de bronze, que se encontram nos jardins do Museu Histórico do Maranhão, fossem recolocados na praça, porque o nosso povo, ou melhor, os vândalos imbecis que se misturam à nossa boa gente não permitiriam que o Panteão Maranhense permanecesse em bom estado. Mesmo com a promessa de manutenção e conservação da municipalidade, achamos melhor não arriscar. Quem sabe um dia…

A solução que encontramos foi fazer réplicas em material resistente, porém não tão nobre e cobiçado como o bronze, para erigir os bustos dos pais do Maranhão.

Como estabelece a lei municipal já citada, a Academia resolveu que o Panteão Maranhense será recomposto com a seguinte composição: Almeida Oliveira, Aluísio Azevedo, Antônio Lopes, Artur Azevedo, Cândido Mendes, Catulo da Paixão Cearense, Celso Magalhães, César Marques, Coelho Neto, Gomes de Sousa, Gonçalves Dias, Graça Aranha, Henriques Leal, Humberto de Campos, João Lisboa, Joaquim Serra, José Cândido de Moraes, Nina Rodrigues, Odorico Mendes, Raimundo Correia, Raimundo Lopes, Sotero dos Reis, Sousândrade e Teixeira Mendes.

Muitos e importantes nomes ficaram de fora, mas os critérios escolhidos foram a importância incontestável e a relevância inquestionável até a metade do século XX.

Com toda certeza não agradaremos a todos. Alguém dirá que falta um ou outro nome, e até pode ser verdade, mas dos 24 incluídos não imaginamos nenhum que pudesse estar fora. No futuro faremos outras alamedas e disporemos nomes de outros importantes maranhenses, para que sejam lembrados e reverenciados por nossa brava gente, que merece e precisa conhecer sua historia.

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Resposta ao Jerry

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Devo começar minha resposta ao Jerry dizendo que tenho por ele e por sua família carinho e apreço. Sou amigo de seu pai, Seu João, a quem devo finezas.

Depois devo dizer a ele que muito me satisfaz saber que o fadigoso texto que escrevi foi lido por ele e parece que por muita gente, pois ele, como o principal coordenador da campanha dinista resolveu responder-me com um texto no qual não se preocupa em contra argumentar, limita-se a tecer outros comentários no sentido de desviar-se do fulcro, do cerne da questão por mim levantada.

Há um pecado capital nesse tipo de resposta. Isso é uma técnica antiga, usada por quem não deseja esclarecer, alguém que como Chacrinha, acredita que veio ao mundo para confundir e não para explicar. Jerry responde um texto ao qual o seu leitor não teve acesso, logo, o seu leitor vai ler apenas a resposta, não tendo acesso ao texto que deu origem a ela, deixando seu leitor só com a sua versão, não dando a ele o direito de saber o que seu oponente disse. Tudo feito de modo muito democrático, respeitando a liberdade de expressão e de informação honesta e imparcial. Em linguagem bem moderna, SQN!

Para não cometer a mesma incorreção colocarei a seguir link no qual você poderá ler a resposta que o presidente do PC do B do Maranhão deu ao meu texto fadigoso “Exclamações e Interrogações”. blog.jornalpequeno.com.br/johncutrim

Ao tentar desqualificar meu texto usando o adjetivo fadigoso Jerry comete a primeira deselegância. Tenta diminuir seu opositor para com isso ficar em uma posição mais confortável. Tolice. Infantilidade. Não é assim que pessoas evoluídas discutem ideias, Elas usam teses e antíteses, argumentam e contra argumentam. Quando se tem que desqualificar o texto de um oponente em sua forma é porque desmontá-lo e desacreditá-lo em seu conteúdo é mais difícil. Espero que seja o que tenha acontecido em relação ao meu fadigoso texto.

Você diz em seu texto que Lobão Filho é candidato por falta de outro. Isso é verdade. Ele era candidato ao senado e com a desistência de Luís Fernando ele foi alçado na disputa pelo governo. O que não é de modo algum verdade é que Lobão Filho seja um candidato fraco, como você e seu chefe quer fazer as pessoas crerem.

Em campanha a mais de 8 anos, Dino mantinha esperança de o candidato contra si ser o excelente técnico e administrador Luís Fernando, pois assim sabia que a sua vitória estaria praticamente garantida, principalmente se Roseana resolvesse ficar no governo, impedindo que Luís fosse eleito Governador pela Assembleia Legislativa pelo prazo de nove meses, criando assim um fato novo capaz de alavancar sua vitória em outubro.

Realmente ninguém imaginava que essa reviravolta fosse acontecer, mas aconteceu e acabou melando os planos dos dinistas que na nova formatação iriam ter que enfrentar um candidato capaz de em apenas 15 dias de campanha já tinha superado seu antecessor nas pesquisas de opinião de votos.

Dino e Jerry ficaram preocupados e o que está acontecendo agora, são única e exclusivamente os desdobramentos dessa preocupação, é o temor de perder a posição confortável em que se encontravam antes, quando o candidato não lhes metia medo, quando eles nem se importavam em elogiar lhe as qualidades técnicas, pois sabiam que politicamente isso representava pouco ou nada. Com Lobão Filho, eles sabem, a coisa é diferente.

Nunca atingi Flávio ou quem quer que seja de forma desleal ou baixa. No caso de Flávio, reconheço suas qualidades técnicas, seu currículo como advogado, juiz, professor, e como deputado. Acredito até que tenha qualidades para um dia vir a ser governador do Maranhão, só não acredito que já esteja nessa hora, ainda não vejo em que, neste momento, ele possa trazer de bom para o Maranhão, ainda mais acompanhado de quem está. Acompanhado de políticos de altíssimo gabarito e de grande respeitabilidade, honestidade e honradez, (SQN) nomes como os de Zé Reinaldo e Waldir Maranhão para citar apenas dois.

Mas voltemos ao tema original. Pisaram na bola. Fugiram do debate. O que ainda pior, usaram uma desculpa absurda. A velha técnica da vitimização. Coitado de Flávio, tão frágil iria ser destroçado pelos cruéis jornalistas e radialistas da Mirante AM. Não tem que faça alguém que ainda não seja eleitor de Flávio acreditar nessa desculpa.

Veja bem. Helena Heluy me ligou pedindo que eu transmitisse um convite a Edinho para um debate promovido pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís que vai acontecer na OAB, reduto reconhecidamente ligado ao candidato comunista.  Sei que o clima neste debate tenderá a ser totalmente desfavorável ao meu candidato, mas como seu amigo e conselheiro dos menos qualificado, sou intransigentemente defensor da ideia de que ele deva ir, que nada tema, que no máximo o que pode acontecer com ele, é ele sair de lá mais respeitado por alguns do que ele entrou. Fugir do dialogo, qualquer que seja ele é uma demonstração de extrema arrogância. Agir assim é o mesmo que insultar aqueles que querem ouvir suas propostas. Tudo bem, essa ação segue uma estratégia, uma linha de raciocínio, mas também rasga um código de ética. Assumam isso. Não dissimulem. Não ajam igual aqueles que tanto condenam e que desejam substituir usando a bela e charmosa bandeira da mudança. Tenham coragem e falem a verdade.

Jerry diz a certa altura: “Somos radicalmente democráticos, com as consequências práticas que daí derivam e dão conteúdo. Inclusive, no respeito às divergências, no debate sempre respeitoso.” Como assim!? Respeito a divergências!?  O que se tem visto é que só está bom pra vocês quando há concordância com vocês! Se há alguma divergência, vocês não aceitam.

Lobão Filho e o governo que o apoia foram criticados com força e veemência nas entrevistas dos outros candidatos, na Mirante AM, mas Flávio não aceita críticas.

Aaahhhh!!!! Jerry… Assim não é nada democrático, meu irmão.

Quanto as tais retaliações, tinha certeza da sua postura, mas de qualquer modo foi bom que você ter esclarecido, assim essas pessoas que não acreditam que vocês sejam capazes de agirem de forma republicana e democrática, que pensam que vocês só sabem agir de forma raivosa e revanchista, pelo menos assim, elas vão ver que, de público, você não agi desta maneira e repudia quem o faz.

 

 

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