Assassinado um homem bom…

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Ao saber do assassinato do Dr. Luis Alfredo Guterres, senti um misto revolta e fúria. Naquele momento, se tivesse acesso aos assassinos me igualaria a eles de forma horrenda e trágica.

Agora, já mais calmo, espero que as autoridades policiais capturem esses bandidos que tiraram a vida desse cidadão que se dedicava a salvar vidas, que atendia a todos com simpatia e presteza.

Essa revolta não é só minha. Todas as pessoas com quem falei sobre esse caso se encontram consternados e revoltados.

Não apenas o governo, mas a sociedade de modo geral deve ser levantar contra a onda de insegurança que tomou conta de nossa cidade, de nosso estado e de nosso país.

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Sobre Esporte (e Cultura).  

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Nos últimos quatro anos, por estar exercendo a função de secretário de estado de Esporte e Lazer, comentei pouco sobre assuntos relacionados a esse setor em meus textos dominicais. Neles preferi tratar sobre o dia a dia, artes, ou política.

Nunca usei do cargo para me autopromover, quando muito usava minha presença para prestigiar a realização de algum evento, mas quase sempre pedia que um ou outro colaborador representasse a secretaria. Agora, já quase no final de meu tempo como gestor da Sedel gostaria de tratar de alguns assuntos concernentes a essa pasta.

Todos sabem que a área esportiva (bem como a cultural), em qualquer governo é sempre colocada em um plano secundário. Até entendo o porquê dessa atitude. Eles sabem da extrema importância que tem saúde, educação e segurança na vida da população. Enquanto eleitores, os cidadãos cobram de seus governantes, ações eficientes, eficazes e efetivas nesses setores.

Acontece que esporte e lazer (cultura e entretenimento) são componentes indissociáveis tanto da educação, quanto da saúde como da segurança. Enquanto não encararmos esse fato como realidade, enquanto não pararmos de dizer isso apenas nos discursos e não incorporarmos essa verdade ao dia a dia das ações de governo, e aqui falo de qualquer governo, nos três níveis da governança, não atingiremos um grau de maturidade política e administrativa condizente a um país justo, progressista e democrático.

Enquanto não houver em cada escola uma quadra polivalente e professores capacitados para dar aulas, não apenas de educação física, mas também de modalidades esportivas (enquanto em cada uma delas não tiver práticas artísticas efetivas, como canto, teatro, artes plásticas, com educadores capacitados), nossas crianças vão continuar saindo das escolas como cidadãos menores.

Não será uma crônica dominical de um secretário de Esporte que está deixando a pasta que vai resolver essa situação. Apenas a conscientização de todos, não apenas de prefeitos, governadores e presidente da República, poderá fazer o esporte (e a cultura) deixar de ser assunto de peso inferior a outros.

Mais que mero financiador de esporte (e de cultura), o governo tem que ser o defensor de ações que garantam que as práticas esportivas (e culturais) deixem de ser a primeira baixa nas crises orçamentárias, pois quando um governo tem que fazer cortes em seu orçamento, o primeiro a ser cortado é do esporte (e da cultura). Isso é um absurdo!

Com um orçamento anual em torno de R$ 8 milhões, algo na casa dos R$ 650 mil ao mês, a Sedel pagou todas as suas contas e realizou tudo o que foi possível ser realizado. Vendo de um ponto de vista mais crítico, não realizou tudo que poderia ter sido realizado.

Por um instante lembrei que há quatro anos eu resisti muito em aceitar ser secretário de Esporte. Achava que era um presente de grego, que era uma forma de não darem a mim o valor que eu acreditava ter. Eu, escritor, cineasta, membro das Academias Imperatrizense e Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, deputado desde 1982, ser indicado para a Sedel e não para a Seduc, SECMA ou SECTEC! Para mim isso era um ultraje. Hoje, quatro anos depois, vejo que seria difícil fazer mais e melhor naquelas pastas do que acredito ter feito na que me foi confiada.

Sobre a governadora Roseana Sarney devo dizer que ela prontamente ajudou sempre que foi procurada. Sou muito grato a ela principalmente por ter sido a governante que instalou aquela que em minha opinião é a mais importante lei ligada à área esportiva (e cultural) de nosso Estado. Falo da Lei de Incentivo ao Esporte (e à cultura), que eu tive a honra de apresentar e aprovar na Assembleia Legislativa, como último ato de minha vida parlamentar, em 2010.

Espero que no futuro governo, e nos que virão depois dele, não apenas essas leis sejam mantidas e preservadas, mas quem sabe, ampliadas e melhoradas.

Outras coisas sobre a pasta que ainda dirijo, poderiam ser ditas aqui. Poderia falar da importância da reforma do Castelão para o soerguimento do futebol maranhense, da reconstrução do Costa Rodrigues, do fato de que a cada ano, nos últimos quatro, os JEM’s cresceram em número de municípios, escolas e atletas participantes, que a nossa representação na versão nacional dos jogos se ampliou em quantidade e qualidade, que foram inúmeras as participações de nossos representantes em competições nacionais e internacionais, sempre fazendo boas performances e trazendo medalhas e troféus…

Não vou dizer que tudo foi um mar de rosas, porque não foi. Tivemos problemas, mas graças a Deus resolvemos quase todos, com exceção de uns poucos, sendo o mais grave o caso das piscinas do CEOC – Complexo Esportivo do Outeiro da Cruz.

Esse caso deixa-me extremamente chateado, pois foi impossível resolvê-lo. Tive que escolher entre realizar o que era premente e possível e o que demandaria muito recurso financeiro e traria pouco retorno esportivo.

Espero que o próximo gestor da Sedel consiga resolver esse problema, avisando que deixo aprovado um projeto através da Lei de Incentivo ao Esporte para este fim, mas que até a presente data o proponente ainda não conseguiu uma empresa que o desejasse patrocinar.

Deixo ao meu sucessor mais de R$ 1,5 milhão na conta do Fundo Estadual de Esporte, além de material e equipamentos para tocar a Sedel nos primeiros meses. Entrego também a sede da secretaria reformada e equipada com móveis e utensílios novos, além de entregar reformados os Ginásios Georgiana Pflueger, Guioberto Alves e Rubem Goulart.

Deixo também recursos na Caixa Econômica, oriundo de emendas parlamentares, destinados à reforma da pista de atletismo, à construção de um stand de tiro esportivo e à finalização de quatro praças da juventude, e outro conseguido no Ministério dos Esportes, graças ao deputado Francisco Escórcio, para melhorias no Estádio Castelão e no CEOC, inclusive a construção de uma estrutura onde poderão ser instaladas todas as federações esportivas ou até mesmo uma escola com 10 salas de aula para atender os jovens do entorno do complexo esportivo, tudo isso com respectivos projetos prontos.

Para finalizar, devo dizer que muito me honrou trabalhar com as pessoas que tanto me ajudaram na tarefa que nos foi confiada e que acredito levamos a cabo satisfatoriamente.

Foram quatro anos de muito trabalho e de grandes desafios, e mesmo que não tenhamos vencido todas as partidas, fica a certeza de que, como deve ser sempre no esporte e na vida, fizemos o melhor e lutamos o bom combate.

Dedico esse texto à memória do professor Emílio Feitosa Mariz, um dos maiores incentivadores dos esportes estudantis do Maranhão.

E-mail: jnhaickel@hotmail.com

http://www.blogsoestado.com/joaquimhaickel/

 

 

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Morre o professor Emílio Feitosa Mariz

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Tive alguns privilégios em minha vida. Um deles foi ter estudado no Colégio Batista e ter feito parte do rebanho de Emílio Feitosa Mariz!

Quando éramos criança tínhamos medo dele! Quando nos tornamos adolescentes nós o atormentávamos com nossas indisciplinas! Ficamos adultos e quando por ventura o encontrávamos, agradecíamos a ele por sua dedicação e seu selo para conosco!

Todos nós que fomos alunos do Colégio Batista e convivemos com o professor Emílio, sabemos de sua importância na formação de nosso caráter.

Hoje, gostaria de voltar no tempo para ouvi-lo novamente fazer “Pssiitt!” para depois de sua reprimenda característica, dizer a ele “muito obrigado” por ter tomado tão bem conta de todos nós, pois tenho certeza que até aqueles dentre nós que eram os mais difíceis, os mais danados, são gratos ao professor Emílio.

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Domingo, 26 de outubro de 2014: JH no Twitter

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1 – Bom dia! (06h15min)

2 – O Brasil depois de hoje http://tinyurl.com/kgoerto 

3 – O clima de disputa eleitoral e as pesquisas dizem claramente que alguma coisa bastante importante e significativa tem que ser feita por quem vencer!

4 – Se é verdade que Flávio Dino só hoje declarou apoio a Dilma Rousseff, ele terá cometido um erro imenso, para quem quer representar mudanças.

5 – Pelo visto Flávio não conseguiu suportar a pressão e no dia da eleição resolveu dizer que apoiava Dilma. Vai parecer oportunismo!

6 – Melhor teria sido permanecer na posição que se encontrava, numa neutralidade estratégica, até porque apoiou Aécio no 1° turno!

7 – Se não fez, meno male… Espero que ele não tenha feito isso mesmo… Se fez terá se equivocado enormemente, coisa que ainda não havia feito…

8 – Coerência é a coisa mais difícil de um politico conseguir. Quando parece que a conseguiu, fraqueja. Não é o primeiro e não será o último!

9 – O boato da morte do doleiro é um absurdo, parecido com o bandido que envolveu Flávio Dino em assalto a carro forte… Igualzinho…

10 – Antes de sabermos o resultado desta campanha tensa, fica a sensação de que a democracia sobreviveu!

11 – O Brasil virou um grande município!

12 – O poder torna os fracos em rudes…

13 – A busca pelo poder torna os fracos em rudes e os rudes são tolos…

14 – “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás!”

15 – É muito bom conversar coisa séria com gente boa!

16 – Atenção pessoal! Todos calmos! Desejo a vocês um bom Brasil novo, com quem quer que ganhe e conosco que vamos continuar por aqui!

17 – Eu disse ontem: o resultado do 2° turno da eleição para presidente será 52 x 48… Agora não me perguntem pra quem, tá difícil de saber…

18 – Mas isso também não era nenhuma grande vantagem!!!!…

19 – Os discursos do vencedor e do perdedor são igualmente importantes, tendo o vencedor a responsabilidade da construção das pontes para o futuro!

20 – Ao perdedor cabe aceitar o resultado das urnas com elegância e honra!

21 – O resultado dessa eleição lembra-me muito de Claudio Coutinho! Campeão Moral!

22 – Ao final deste tenso pleito eleitoral fica uma certeza, Dilma precisará ter muito tato e sabedoria para pilotar essa nau quase desgovernada.

23 – O bom trabalho do Congresso Nacional na próxima legislatura será de suma importância para o sucesso das ações que precisam ser feitas.

24 – O Congresso sofrerá com a falta de nomes importantes numa hora que tanto precisaríamos deles!

25 – Tenho um único pedido a fazer para a presidenta reeleita… Por favor presidenta, deixe-nos chama-la de “A Presidente da Republica”!

26 – As outras coisas que eu gostaria que a senhora fizesse, é sua obrigação fazê-las… Boa sorte e conte comigo para fazer a minha parte!

27 – Em cenários como o que vivemos hoje duas coisas podem acontecer: Um caos incontrolável ou a redenção pela sabedoria e a humildade. Tenho fé!

28 – A diferença entre os que acham que sua vida melhorou e os que acham que ela piorou é muito pequena! Precisa que se tenha tato!

29 – O Brasil tá em uma situação delicada, somos hoje um país aparentemente dividido! PT x PSDB, Norte x Sul, ricos x pobres… Meu consolo: ainda poderia ser pior!

30 – Caso fique pior, seremos obrigados a fazer o que deve ser feito. Tenho fé em que depois do resultado dessa eleição o PT acorde!

31 – Uma eleição ganha com menos quatro milhões de votos a mais significa que a vantagem é de apenas uns dois milhões de votos. Margem incomoda!

32 – Vejo fotos de pessoas chorando pela derrota de seu candidato. Não chorem! Quem deveria estar chorando é a Dilma, que está com um pepino e o Mantega na mão!

33 – Governar é muito mais difícil que as pessoas pensam. Governar corretamente é impossível e quem governa normalmente não sabe disso!

34 – Dilma: Mais que nunca é hora de acreditarmos no Brasil, reforçar nossa fé nessa nação incrível. Eu: Senhora Presidente, faça-nos acreditar no Brasil!

35 – Ser oposição de fora é fácil. Quero ver fazer criticas pelo lado de dentro!

36 – A vantagem de votos que Dilma teve sobre Aécio no Maranhão (1.800.000) é a quantidade de votos que Aécio precisaria para ganhar de Dilma no Brasil!

37 – Pela primeira vez, desde 1991, portanto há 23 anos, tive vontade de voltar a ser membro do Congresso Nacional! Lá acontecerá o Brasil!

38 – Para o bem de seu governo e de todo o Brasil, tomara que o tom conciliador do discurso da vitória de Dilma se estenda a todo seu segundo mandato.

39 – Uma vitória apertada como essa serve para fazer o vencedor querer ser melhor e para o perdedor saber que deve continuar lutando. (22h15min)

40 – Isso foi apenas mais uma eleição minha gente! Daqui a quatro anos teremos outra! (Agora)

 

PS: As abreviações comuns no twitter foram aqui modificadas.

 

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O Brasil depois de hoje

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Depois de hoje o Brasil certamente será outro. Qualquer resultado que saia das urnas no dia de hoje, marcará o início de um novo Brasil.

Se o PT vencer a eleição ele terá adquirido um bico de tucano, será obrigado a tomar atitudes menos irresponsáveis quanto a certas políticas meramente populistas e eleitoreiras.

Se o PSDB sair vitorioso, terá que aumentar o nível de sensibilidade política no tocante a causas populares, terá que subir o morro e sujar os pés nas palafitas desse Brasilzão.

Qualquer que seja o resultado, o equilíbrio eleitoral deste segundo turno mostrará que o caminho mais ao centro é a melhor estrada para que não tenhamos conturbações da ordem pública como as que vimos em junho de 2013.

Dilma ganhando vai ser obrigada a rever alguns de seus projetos e repensar alguns de seus posicionamentos. O mesmo acontecerá com Aécio, que terá que cumprir as promessas de não desmontar as boas coisas realizadas pelo governo petista nestes 12 anos.

Uma coisa, no entanto, será irreversível. Quem quer que ganhe a eleição de hoje, 26 de outubro de 2014, terá que trabalhar com dedicação e afinco por uma reforma política e eleitoral que possibilite uma evolução democrática e justa de nossa forma de convivência em sociedade, da escolha de nossos representantes, de como as pessoas devem votar em defesa de suas ideias e de seus posicionamentos sociais, ideológicos e políticos.

Além disso, a reforma tributária é indispensável para que o país, o governo, possa ser mais justo para com aqueles que em primeira e última análise o sustenta e o subvenciona.

Mas falemos da reforma política. Ela deve começar pela escolha de um novo modelo eleitoral, onde a representatividade do voto possa ser mais efetiva e respeitada. As primeiras coisas a serem resolvidas são a obrigatoriedade do voto e o financiamento público de campanha. Sou a favor dos dois.

Ninguém deve ser obrigado a votar. Todos nós devemos sim é comparecer à votação, da mesma forma que o cidadão é obrigado a se apresentar para o serviço militar. Comparecendo à votação e manifestando seu desejo de não votar, o eleitor pode votar em branco ou nulo. Essa é uma manifestação de vontade, que nesse caso pode ser interpretada como desacordo ou insatisfação com as propostas apresentadas pelos candidatos.

O financiamento público pretende coibir o comprometimento dos candidatos, futuros mandatários com os seus financiadores. Em todas as democracias do mundo existe isso. E existe mais! O lobby é prática regular e regulamentada nos Estados Unidos, por exemplo, mas devo reconhecer que a nossa cultura política não está preparada para tantos avanços de uma só vez. Por isso acredito que devamos recorrer a uma solução hibrida, onde para cada real destinado por um doador, pessoa jurídica, outro real deverá ser destinado por ele para ser rateado entre os demais partidos ou candidatos. Tal medida, de cara, em tese, reduziria pela metade o financiamento privado de campanha e possibilitaria o acesso ao financiamento de candidatos e partidos que jamais teriam acesso a ele.

Depois disso é imperativo que se resolva duas questões delicadas e graves. O instituto da reeleição para os cargos executivos, prefeitos, governadores e presidente, tem demonstrado trazer consigo vícios que comprometem um segundo tempo de governança. Na prática o que se vê é que o primeiro ano do primeiro mandato é dedicado à arrumação da casa e das dívidas de campanha; O último ano do primeiro mandato é dedicado à reeleição; O primeiro ano do segundo mandato é parecido com o do mandato anterior e o último é dedicado à eleição do sucessor. Se formos fazer as contas descobriremos que efetivamente restarão quatro, no máximo cinco anos de oito de efetiva administração. Nós estamos nos enganando com esse negócio de reeleição! Sou favorável a mandatos de cinco ou seis anos sem reeleição.

Outro ponto que deve ser corrigido é a não coincidência dos mandatos. Um país como o Brasil não pode ter eleições de dois em dois anos. Nossa economia não aguenta, nem no tocante à diminuição de seu funcionamento, nem no tocante à oscilação de valorização de ativos, sejam de ações ou imobiliários, seja na movimentação gigantesca de nossa máquina de administração eleitoral, seja na intensa movimentação política que ocorre na vida de nossas cidades, estados e do país.

Deveríamos estabelecer eleições gerais, onde em dois dias de votação, de cinco em cinco ou de seis em seis anos se vote em um sábado para vereadores, prefeitos, deputados estaduais e governadores e no domingo se vote para deputados federais, senadores e presidente da República. Nesse caso 1/3 ou 2/3 dos senadores teriam seus mandatos prorrogados para 10 ou 12 anos.

Em seguida deveremos nos debruçar na escolha do tipo de votação. O voto proporcional não expressa, com legitimidade, a vontade do cidadão. Mas se formos analisar a vontade do cidadão nós veremos que o voto em lista também não atenderá a esse anseio. Restará a nós, mais uma vez, o uso de uma forma híbrida de aferição eleitoral. O voto distrital misto, onde metade das vagas disponíveis seriam disputadas pelo voto majoritário, onde os mais votados se elegeriam, e a outra metade resolvida em disputas distritais, onde cada unidade federativa seria dividida em distritos e os partidos apresentariam um candidato para representá-lo em cada um deles.

A reforma eleitoral deve vir respaldada numa maior desregulamentação da eleição. Hoje o TSE e seus tribunais correlatos nos estados dizem até o tamanho do cartaz que o candidato pode usar.

A lei eleitoral é absurda em alguns aspectos, como por exemplo, quando permite o pagamento financeiro de pessoas para participar de bandeiraços e proíbe a distribuição de brindes como camisetas, bonés, canetas, coisas que são produtos midiáticos.

O tema é vasto e não cabe em uma crônica de jornal, mas para finalizar devo dizer que para fazer essa reforma deveria haver uma miniconstituinte exclusiva onde cada estado elegesse seis de seus melhores e mais capacitados representantes, em eleição indireta, nas Assembleias Legislativas, para que num prazo de um ano apresentem ao Congresso Nacional um projeto para ser referendado por ele, não emendado ou votado, apenas referendado.

 

 

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A Pedra e a Palavra vence mais um festival de cinema documental

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Trofa_Historia e Civilização

 

O filme A Pedra e a Palavra, que retrata a vida e a obra do padre António Vieira, produzido e dirigido por Joaquim Haickel e Coi Belluzzo, ganhou o prêmio de melhor documentário na categoria Historia e Civilização no Festival Internacional de Cinema e Literatura de Trofa – Cine Trofa, em Portugal.

Em Agosto, também em Portugal, A Pedra e a Palavra, ganhou dois prêmios no festival Internacional de Cinema de Avanca, melhor documentário em estréia mundial e melhor documentário dentre os coproduzidos por Portugal e Brasil.

Mais um filme feito no Maranhão fazendo sucesso no Mundo.

 

http://cinetrofa.com/bs_film_todos.php?genero=3&categoria=0&pais=Portugal&ano=0&premio=6&nome=&letra=–&Submit=Pesquisar

A Pedra E A Palavra
ANO: 2013
PAÍS: PORTUGAL
DURAÇÃO: 73′
A Pedra E A Palavra

The life and work of Father António Vieira, unveiled through interviews with experts in the several countries where the Jesuit acted in the course of his long life as a missionary, politician, pioneer and prophet of the Fifth Empire..

 

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A pedidos: O múltiplo Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel

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Na segunda-feira, 19 de outubro de 2014, levei uma queda e bati fortemente com a cabeça no chão, ficando desacordado por alguns instantes e sofrendo de rápida e passageira perda de memória.

Feitos os exames preliminares constatou-se não ter havido nenhum dano neurológico.

Contei isso a um amigo que imediatamente pediu que eu publicasse minha biografia, para caso de extrema necessidade, em caso de amnésia permanente ou mesmo de óbito.

Rimos do assunto e ao chegar a minha casa achei oportuno que publicasse o texto abaixo que foi compilado por meu mestre Sebastião Moreira Duarte.

Espero que eu não perca a memória jamais, eu sofreria muito, e que se passe bastante tempo até que os jornalistas especializados utilizem as informações aqui contidas em um eventual obituário meu.

 

 

O múltiplo Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel

 

Joaquim Elias, a pessoa, o homem…

Primeiro dos dois filhos de Nagib Haickel e Clarice Pinto Haickel, Joaquim Elias Pinto Haickel, nasceu em São Luís do Maranhão, às 6 horas da manhã do dia 13 de Dezembro de 1959.

Sempre foi um menino muito ativo. Hoje em dia ele seria classificado como hiperativo.

Teve uma infância igual à de todos os meninos de sua época, tendo demonstrado desde cedo gosto pelas artes, principalmente a literatura e o cinema.

Acompanhando de perto o trabalho de seu pai como deputado estadual e depois federal, Joaquim aprendeu muito sobre política, ensinamentos que colocaria em pratica mais tarde quando ele mesmo faria carreira como parlamentar.

Começou a escrever textos poéticos aos treze anos. Escrevia e guardava-os em uma pasta. Às vezes voltava a eles e os reescrevia ou descartava. Fazia isso sistematicamente.

Sua principal característica da infância ele conservou na adolescência e na maturidade, transformou-a em seu maior ativo: A sociabilidade, a urbanidade, a capacidade inigualável em se relacionar com as pessoas, em fazer amigos, em plantar e cultivar amizades com pessoas das mais diversas procedências, dos mais diferentes círculos e de setores abrangentes.

Nas escolas que frequentou sempre foi líder, sempre esteve à frente do grupo do qual fizesse parte. Mais tarde ele diria preferir um lugar bem estruturado e secundário, a um protagonismo propenso a fracassos.

Quatro anos após seu nascimento, seus pais tiveram outro filho, Nagib Haickel Filho, com quem passaria a dividir as atenções da casa e que passaria a ser seu parceiro na gestão dos negócios da família, após a morte de seu pai.

Joaquim sempre gostou mais das aulas proferidas por seus professores do que de estudar sozinho. Ao contrario da maioria de seus colegas adorava palestras e reuniões.

Sua mãe ensinou-lhe em casa as primeiras letras, mas por trabalhar, precisou colocá-lo no colégio.

O primeiro foi o Pituchinha, um jardim da infância. Depois estudou por doze anos no Colégio Batista Daniel de La Touche, onde segundo ele, foi feliz, como bem preconizava o hino da instituição. Mais tarde, querendo ser o rebelde que nunca foi, deixou o Batista para, junto com amigos e companheiros do Basquetebol, do qual praticava com afinco na época, criar as bases esportivas do Colégio Dom Bosco, futura escola campeã de muitos JEM’s. No Dom Bosco ele cursou os dois últimos anos antes de ingressar na universidade, de onde sai advogado em 1985.

Sua mãe e sua professora particular, dona Terezinha, logo viram que ele tinha algum problema de aprendizagem. Achavam que o fato dele ser muito irrequieto dificultava-lhe o aprendizado das lições. Terezinha observou que se lesse para ele, ele prestava atenção e aprendia tudo aquilo que lhe fosse contado e ensinado, mesmo que muitas vezes parecesse que ele não prestava a mínima atenção. Mais tarde se descobriria que mais que déficit de atenção, Joaquim Haickel sofria de uma das formas mais brandas da dislexia.

Sempre sentiu grande dificuldade na leitura, mesmo assim lia tudo que lhe chegasse às mãos. Dos romances, recomendados pelos professores, a gibis lhes dado por seu tio postiço, Stenio Magalhães Barros, Irmão de suas duas mães de criação, Estelita e Yolanda.

Sua sede por conhecimento era tanta que lia enciclopédias como quem lesse um romance. Lia até lista telefônica e bulas de remédios.

Sempre gostou das matérias humanas e discursivas e abominava as matérias exatas e cientificas.

Instruído e culto, fez do estudo da literatura, do cinema, das artes em geral; da história, da filosofia, da sociologia, da antropologia e até da psicologia, o foco de seus conhecimentos e dedicou-se a tudo que dissesse respeito ou estivesse de alguma forma, ligado a uma dessas áreas.

Bem no meio desse manancial de conhecimento e ação está a política, coisa com a qual ele já havia tido contato por intermédio de seu pai, deputado, e seu tio José Antonio Haickel, prefeito de Pindaré-Mirim.

Joaquim Foi casado com a artista plástica Ivana Farias, com quem produziu segundo ele mesmo, a sua “maior obra de arte”, Laila Farias Haickel, que nasce em 02 de dezembro de 1988. Além dela, tem como filhas a publicitária Avana e a advogada Ananda, filhas de sua ex-mulher.

Aos vinte e nove anos, ele, segundo alguns preceitos, já se sentia um homem realizado: Plantara algumas arvores, escrevera alguns livros, montara uma empresa de radiodifusão, possuidora de emissoras de rádio e de televisão, era deputado em seu segundo mandato e agora tinha uma linda filha.

Não satisfeito com tudo que já fazia e fez, idealizou e construiu a Fundação Nagib Haickel, dedicada a promover a educação, a cultura e a cidadania, e a preservar e difundir a memória através de meios audiovisuais.

Joaquim Haickel é membro das Academias Maranhense e Imperatrizense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e autor das leis de incentivo a Cultura e ao esporte do Estado do Maranhão. É membro fundador do Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão – ICE, onde desenvolve projetos de responsabilidade social.

Em 2013, ao quando completar cinquenta e quatro anos de idade, mesmo tendo em 2010 não mais desejado permanecer deputado, continua fazendo tudo que fazia antes.

Casado agora com a empresária Jacira Quariguasi, de quem ganhou a filha Joama, Joaquim ainda não parou de acreditar que precisa fazer mais. Ele cita sempre uma frase dita pelo personagem principal de um filme que lhe foi apresentado por seu pai: “Ainda não comecei a lutar”.

 

Joaquim Haickel, o escritor, o cineasta…

Seu primeiro livro, escrito entre 1975 e 1976 só foi lançado em 1980. Trata-se de Confissões de uma Caneta, contos premiados no concurso cidade de São Luis. Em 81 lançou O Quinto Cavaleiro, poemas. Em 82, após ser premiado no concurso SECMA / SIOGE / Civilização Brasileira, lançou o livro de contos Garrafa de ilusões. Manuscritos, seu segundo livro de poemas, quarto até então, foi lançado em 83, quando também começou a editar a Revista Guarnicê, semanário artístico e cultural que publicou até 86.

Ainda em 84 lançou a Antologia Poética Guarnicê. Em 85 foi a vez da Antologia Erótica Guarnicê e em 86 o livro de contos Clara Cor de Rosa.

Depois de uma pausa editorial, em 89, lançou o livro de poemas Saltério de Três Cordas juntamente com Rossine Correia e Pedro Braga. Mas foi em 1990, segundo o próprio Haickel, quando amadureceu o seu “primeiro livro, os outros foram apenas ensaios do que viria”. Livro de contos lançado pela Editora Global, A Ponte, que foi aplaudidíssimo por José Louzeiro, Artur da Távola e Nelson Werneck Sodré entre outros.

Também no setor artístico, Joaquim ainda produziu o filme “The Best Friend”, O Amigão, que conquistou os prêmios de melhor filme do júri popular e melhor filme de cineasta maranhense do júri oficial, no festival Guarnicê de cinema e vídeo realizado pela UFMA em 1984.

Em 2003, na comemoração aos vinte anos da revista Guarnicê, a Clara Editora e as Edições Guarnicê, produziram e publicaram o Almanaque Guarnicê, uma espécie de ensaio-entrevista-reportagem dirigida Felix Alberto Lima, onde narra a trajetória do semanário e de seus idealizadores. Também em parceria com a Clara Editora, Joaquim lançou uma coletânea de seus melhores artigos publicados no site Clara on line.

Em 2006 Joaquim candidatou-se a uma vaga na Academia Imperatrizense de Letras para onde foi eleito para a cadeira nº 9, cujo patrono é o eminente Thucydides Barbosa e seu fundador e único ocupante até então, foi o professor, escritor e humanista Vito Milesi.

Em 2008, Joaquim Haickel realiza um antigo sonho. Roteirizar, produzir e dirigir um filme baseado em um conto que escrevera nos anos 80. Trata-se de Pelo Ouvido. Inquieto e indisciplinado, Joaquim não se conteve e antes de realizar esse filme, com ajuda de vários amigos faz em Paço do Lumiar o curta-metragem de 59 segundos, Padre Nosso.

Pelo Ouvido foi selecionado para mais de uma centena de festivais de cinema no Brasil e no exterior tais como, o de Palm Springs International Short Film Festival, do 12º Los Angeles Latino International Film Festival, do 17th Annual St. Louis International Film Festival (Estados Unidos); do 34º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva; da Mostra de Cine Latinoamericano de Catalunya (Espanha); do Festival des Films du Mond (Canadá); Festival International du Film d’Amour de Mons (Bélgica); do European Independent Film Festival 2009 (França); do XXV Festival de Cine de Bogotá (Colômbia); Festival Internacional de Filme Independente de Hamburgo (Alemanha); do 30º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba); V Festival Internacional de Cortometrajes de Cusco (Peru); do #9 Filmstock de Luton (Reino Unido); do 3º New Beijing International Movie Week (China); do 8ª Goiânia Mostra Curtas, da XXXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia, do 5º Amazonas Film Festival, do 15º Vitória Cine Vídeo (Brasil). Pelo Ouvido ganhou dezoito prêmios, entre eles o de melhor filme no 17º Concurso Iberoamericano de Cortometrajes de Cartagena, na Colômbia, de melhor filme internacional no FirstGlance Film Festival Philadelphia 11, de melhor direção no Boston International Film Festival, ambos nos Estados Unidos. Já no Brasil, participou do 7º Festival Curta Natal e do 16º Festvídeo Teresina onde ganhou os prêmios de melhor filme. No II Festival Curta Cabo Frio (RJ), recebeu os prêmios, especial do júri e o de melhor atriz, enquanto no 31º Festival Guarnicê de Cinema (MA) saiu com os prêmios de melhor filme do júri popular e novamente de melhor atriz para Amanda Acosta.

Em 2009 candidatou-se a uma vaga na Academia Maranhense de Letras, para a qual foi eleito com uma das maiores votações já alcançadas por um candidato àquela Casa. Foi em sua posse saudado pelo acadêmico José Louzeiro, seu grande amigo e incentivador. Joaquim ocupa a cadeira de numero 37 da AML patroneada por Inácio Xavier de Carvalho e cujo ultimo ocupante foi o seu amigo José Nascimento Moraes Filho.

Dito & Feito, é um seu livro que reúne algumas de suas crônicas publicadas aos domingos no jornal O Estado do Maranhão e foi lançado em 2009.

Em 2011 foi eleito para o Instituto Histórico e geográfico do Maranhão, onde ocupa a cadeira 47.

Contos, Crônicas, Poemas & Outras Palavras, lançado em 2012, é um outro livro seu. Nele se acha publicado o melhor de sua produção. Lá estão roteiros de cinema, historias em quadrinhos, criticas e frases, além dos já citados contos, crônicas e poemas.

Em 2011 produz e dirige seu primeiro filme em desenho animado. A Ponte, que foi realizado em parceria com a Dupla Criação e baseia-se em um conto homônimo seu.

Para a comemoração de 400 anos da cidade de São Luís, em 2012, novamente em parceria com a Dupla criação, Joaquim escreve, produz e dirige outro desenho animado. Trata-se de Upaon-Açu… Saint Louis… São Luís… Onde apresenta os fatos históricos que levaram a fundação da capital do Estado do Maranhão.

Em 2013 conclui uma série de vinte e quatro documentários sobre membros da AML. Em Academia da Memória: Homens e Imortais estão retratados os doze fundadores da Academia e outros doze importantes imortais, agora eternizados em filme.

Ele escreve já há alguns anos um livro de título curioso e autoexplicativo: 365 Filmes Para Não Precisar de Psicanálise. Nele, lista e analisa 365 dos milhares de filmes que o ajudaram a construir seu cabedal de cultura e informação, solidificando sua personalidade e seu caráter.

Joaquim realizou em parceria com a Mutante Filmes, de São Paulo, o documentário em longa-metragem A Pedra e a Palavra sobre a vida e a obra do padre António Vieira.

Além disso, tem programado a realização de filmes sobre alguns dos mais importantes artistas maranhenses como os músicos Catulo da Paixão Cearense, João do Vale, Mestre Antonio Vieira, Alcione Nazaré e Zeca Baleiro; os escritores Aluisio Azevedo, Artur Azevedo, Humberto de Campos, Gonçalves dias e Sousândrade; e os artistas plásticos Celso Antonio, Floriano Teixeira, Jesus Santos, Péricles Rocha e Antonio Almeida; personagens importantes da vida maranhense como Haroldo Tavares, Nagib Haickel, Canhoteiro,

 

Joaquim Nagib Haickel, o político…

Joaquim havia programado se candidatar a vereador de sua amada cidade, São Luís, em 1980, mas os mandatos municipais que findavam naquele ano foram prorrogados.

Por ser o filho mais velho do deputado Nagib Haickel, muitos pensavam que Joaquim também se chamava Nagib. Quando percebeu que era muito conhecido pelo nome de seu pai, Joaquim resolveu legalmente adicioná-lo ao seu.

Seu nome de batismo era o somatório dos nomes de seus avós materno e paterno, Joaquim Pinto e Elias Haickel. Seu nome inicialmente era Joaquim Elias Pinto Haickel, ao que ele inseriu Nagib bem no meio, ficando Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel, e seu nome político e parlamentar passaria a ser Joaquim Nagib Haickel.

Em 1982, com a decisiva ajuda de seu pai, conhecido como “o caboclo do vale do Pindaré”, elegeu-se Deputado Estadual. Naquela legislatura ele foi o mais jovem parlamentar de todo Brasil. Foi eleito em seguida Deputado Federal Constituinte em 86, onde entre outros encargos, foi o relator da comissão de direitos e garantias individuais, responsável pela apreciação do projeto que tentava instituir em nosso país a pena de morte. Seu parecer, vencedor, foi contrário ao projeto.

É de sua autoria, bem como de outros deputados, através de emenda aglutinativa do relator da constituinte, as palavras com que são abertos diariamente os trabalhos das Casas do Congresso Nacional.

Em 91 foi convidado pelo então governador Edison Lobão para assessorá-lo no governo do estado do Maranhão, primeiro na secretaria de assuntos políticos e depois na secretaria de educação.

Afastou-se dos cargos públicos de 95 até 98 para dedicar-se as suas empresas de radiodifusão: FM e TV Maranhão Central, espalhadas por mais de oitenta cidades do Estado, e plantou a semente do que viria a ser a Fundação Nagib Haickel.

Em 98, candidatou-se e elegeu-se Deputado Estadual mais votado do seu partido, desta vez, não pode contar com a preciosa ajuda de seu pai, Nagib Haickel, que falecera no dia 7 de setembro de 1993 quando então era Presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão.

Joaquim é detentor da Medalha Manoel Bequimão da Assembléia Legislativa do Maranhão, da Medalha do Mérito Timbira do Governo do Maranhão, da Medalha Barão de Mauá, do Ministério dos Transportes e Comendador da Ordem dos Timbiras. Ele é cidadão honorário dos municípios de Pindaré-Mirim, Santa Inês, Itapecuru-Mirim, São Domingos do Maranhão, Pio XII, Satubinha, São Benedito do Rio Preto, dentre outros.

Em 2003 foi eleito por seus pares para exercer o cargo de Primeiro Secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Dono de um apurado senso crítico e uma igualmente eficiente autocritica, perseguidor obstinado da coerência e praticante incansável dos princípios de lealdade e honra contidos nos textos de Alexandre Dumas, Joaquim sempre manteve boa relação com os seus adversários, separando claramente o que era ação politica de relacionamento pessoal. Diz que seu pai lhe tirou a possibilidade de ser de oposição, e que por isso desenvolveu uma imensa capacidade de criticar seu próprio grupo político, tornando-se algumas vezes mais inconveniente para seus amigos que para seus adversários.

Resolveu não se candidatar a reeleição de deputado estadual em 2010, mas antes de acabar aquele seu mandato, fez aprovar as leis de incentivo a cultura e ao esporte, um grande sonho de todos que trabalham nesses importantes setores. Essas leis possibilitam anualmente a injeção de 0,5% do valor da arrecadação anual do ICMS no setor cultural e no setor esportivo do Maranhão, através de projetos apresentados pela sociedade e aprovados pelas respectivas secretarias de estado.

 

Joaquim Haickel, o empresário…

Em 1987 fundou em sociedade com seu amigo Fernando Sarney a Rádio e Televisão Maranhão Central LTDA., sediada na cidade de Santa Inês e alcançando mais de oitenta cidades maranhenses.

A emissora de Televisão, afiliada a Rede Globo de Televisão, leva aos municípios de sua abrangência informação e entretenimento, ligando essas cidades ao resto do Maranhão, ao Brasil e ao Mundo.

Juntamente com seu Irmão, Nagib Haickel Filho, possui outras emissoras de Rádio e Televisão.

Joaquim costuma dizer que de seu pai só herdou o tino político, o comercial ficou para Nagib, seu irmão e parceiro.

 

Quincas, o desportista…

Joaquim é também desportista e grande incentivador dos esportes como forma de inserção social e de combate ao uso de drogas e a marginalidade.

Foi Presidente da Federação Maranhense e Vice-Presidente da Confederação Brasileira de Tênis, e da Associação Desportiva Mirante, mais importante instituição esportiva do esporte amador maranhense entre os anos 80 e 90. Como atleta conquistou diversos títulos em várias modalidades como Tênis, Vôlei e Basquete.

Exerceu o cargo de Secretario Estadual de Esporte e Lazer, e gostava de ressaltar que este era um cargo temporário e que a sua designação permanente deveria ser a de desportista.

 

 

 

 

 

 

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O Dilema do Segundo Turno

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O segundo turno da eleição presidencial de 2014 traz consigo ingredientes extremamente instigantes ao raciocínio pragmático e dialético que tanto persegue os políticos que se pretendem coerentes e sensatos.

Ser prático e percorrer os caminhos das ideias, defendendo suas teses e dando ouvido com igual respeito às antíteses que a elas venham a se contrapor, é tarefa bastante delicada e desgastante, mas é exatamente isso que os bons políticos devem fazer.

Analisemos primeiramente minha situação pessoal nesse contexto. Eu, apenas um eleitor.

No primeiro turno votei em Aécio, pois não queria ver no segundo o debate entre dois discursos de uma mesma esquerda, midiática e fajuta, pra brasileiro ver. Devo declarar que também sofri uma pressão quase irresistível por parte de minha mulher e de meu irmão, que abominam a política petista. Votei em Aécio também pelo fato dele ter sido meu colega na Constituinte.

Analisando-se a posição de alguns amigos do PT e do PMDB, fica claro que outra coisa não lhes resta a não ser cair de cabeça na campanha de Dilma. A vitória dela é a única esperança para que possam se sobressair, administrativamente falando.

O posicionamento de meu amigo Edinho Lobão no segundo turno do pleito presidencial pode ser qualquer um. Ele pode apoiar Dilma por lealdade, mesmo ela tendo sido covarde para com ele em sua eleição; ele pode simplesmente votar nela e pedir-lhe votos em seu círculo mais restrito de influência; e ele pode nada fazer, não mover uma palha por ela. Qualquer dessas atitudes será facilmente bem entendida por qualquer pessoa.

Do ponto de vista meramente político ele deveria movimentar céus, terras e mares no sentido de apoiá-la, pois da eleição dela depende a pouco provável continuidade de seu pai, Edison Lobão, no Ministério das Minas e Energia.

A posição do ex-presidente Sarney e da governadora Roseana é semelhante a de Edinho, sendo que os segundos têm aparentemente menos interesses em jogo que o primeiro.

Por fim analisemos a situação de Flávio Dino, governador eleito de nosso Estado. No primeiro turno ele recebeu apoio e se comprometeu com o candidato do PSDB, coisa que já havia feito anteriormente com Eduardo Campos e fez também com Marina Silva, depois da morte do pernambucano. Só não fez com Dilma porque ela não veio ao Maranhão, mas a apoiava tacitamente através de militantes locais do PT e da direção nacional do PCdoB.

No primeiro turno, Flávio, bem ou mal, acendeu uma vela pra Deus e outras para os diabos, mas a imagem que ficou foi a dele e Aécio de mãos dadas, erguidas em sinal de compromisso, de luta e de vitória. Agora ficará estranho ele fazer uma foto igual com Dilma e declarar apoio a ela.

Neutralidade em política não existe. Fazer nada é fazer alguma coisa.

Observemos que Flávio tem de um lado, seu vice, seu senador, seu chefe da Casa Civil e seu pai apoiando Aécio. Ele tem de outro, seu partido, seu secretário de Assuntos Políticos, seus amigos petistas e seu irmão, apoiando Dilma.

Caramba! Não pensei que minhas previsões fossem se concretizar tão rapidamente. Disse e repito: em termos de política, as mudanças que foram prometidas na campanha, são umas, mas as que por acaso venham a ser efetivamente entregues, não serão profundas o suficiente para fazer com que o modus operandi, que a mecânica própria da política, sofra qualquer alteração ou transformação em sua essência.

A disposição tática do grupo de Flávio Dino é a única que poderia ser estabelecida num quadro como este que se apresenta. Ele está fazendo o que acredito seja o certo e fará exatamente a mesma coisa que o chefe da oligarquia que ele defenestrou do poder faria em seu lugar. Igualzinho!

A situação de Flávio é extremamente delicada. Seu partido, o PCdoB deve estar pressionando-o para que ele declare apoio a Dilma e mais que isso, que ele coloque toda a sua máquina eleitoral, a de um vencedor de uma eleição em primeiro turno, para trabalhar por ela.

Por outro lado, mais da metade de seu grupo não gostaria de ver Flávio apoiar Dilma, mesmo aceitando que ele não declare apoio formal a Aécio. Ressalte-se que esses são jogadores profissionais do jogo político, aprenderam na cartilha do velho oligarca.

A sorte de Flávio, é que neste momento ele ainda não será mal julgado pelo povo por esse posicionamento, pois acabou de vencer a eleição, tem muito crédito a seu favor e o eleitor vai com a onda.

Aos ocupantes dos cargos mais graduados cabem as decisões mais difíceis e a verdadeira responsabilidade pelas consequências de seus atos. Está é a primeira grande e difícil decisão que Flávio terá que tomar. Neste caso não gostaria de estar em seu lugar, pois de seu posicionamento, de sua escolha, depende parte do sucesso ou do insucesso dos primeiros meses de sua administração.

Os dirigentes de um eventual governo do PSDB terão para com o PCdoB uma compreensível má vontade, pois os dois partidos são completamente antagônicos. Os dirigentes do PCdoB imaginam que a eleição de Aécio possa dificultar muito seu trânsito pela Esplanada dos Ministérios, e seu consequente acesso às verbas que possam ajudá-lo em sua administração.

Acredito que Flávio tentará a todo custo permanecer neutro, coisa que faria qualquer sábio político, oligarca ou mudancista.

Acredito que Dilma tem contra si a avalanche da mudança que tomou conta do país. Acredito que sua derrota pode acabar por servir à boa causa do amadurecimento de nossa democracia. Acredito que como eu as pessoas não acreditem que com Aécio na Presidência da República, possa haver retrocessos quanto às conquistas sociais adquiridas como o Bolsa Família ou quanto a projetos indispensáveis como o PAC.

De resto, acredito que se mudar alguma coisa, mudarão os nomes das pessoas no comando, o tom do discurso, o invólucro do produto e poucas outras coisinhas mais.

 

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Quem é este verme?

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Li o comentário do Antônio Carlos Oliveira no blog de meu amigo Jorge Aragão e irei comentá-lo aqui no meu.

Primeiramente, transcreverei abaixo o texto do A. C. O. extraído do Blog de J. A. para em seguida tecer meus comentários sobre o fato.

“Caro Jorge Aragão, permita-me usar seu Blog para mandar uma mensagem para meu querido amigo Joaquim Haickel. Queria dizer-lhe que diariamente ouço todas as rádios AM de São Luís e que leio jornais e blogs sem fazer distinção de quem sejam os jornalistas responsáveis ou suas tendências políticas.
Tenho lido sistematicamente em um determinado Blog, um que, diga-se de passagem, representa tudo que não presta em nossa terra, um que é feito por uma criatura que ninguém suporta, digo isso e não corro o risco de errar, pois ninguém que eu conheça gosta desse traste, desse ser abjeto, desprezível e asqueroso. Joaquim, esse monte de fezes em forma humana tenta insultá-lo, ofendê-lo, difamá-lo, caluniá-lo e a todos essas tentativas transparecem como desmedida inveja, descomunal recalque, e milhares de outros baixos sentimentos similares.
Fico preocupado por que você se mantem alheio às barbaridades que esse indivíduo diz a seu respeito. Você nunca revida, nunca demonstra discordar deste verme.
Portanto já que você não diz nada a respeito dele, eu que sou seu amigo resolvi dizer e mandei um comentário ao Blog dele em uma matéria onde ele tenta te atingir.
Imaginando que ele não irá aceitar o meu comentário é que estou postando aqui no Blog do Jorge meu desgravo a sua formidável pessoa.

 Comentário feito no Blog de Cesar Bello e ainda não autorizado a publicação:

 Para que tu alcances a altura do solado do sapato de Joaquim Haickel, a quem tu tentas atingir com insultos e ofensas, terias que nascer novamente, mas em uma boa família; ter uma infância feliz, cheia de carinho e aconchego; desfrutar de uma adolescência sadia, sem acesso a drogas ou a pederastia; terias que amadurecer sem que tivesses que se submeter à bajulação quase que sexual aos príncipes do poder; terias que ter tido mulheres que não te traíssem, coisa que em tua família é comum, mas quem sai aos seus não degenera.

Depois de te livrares de tudo de ruim que aconteceu em teu passado, em tua vida, nascendo novamente, ainda assim, tendo uma segunda chance, tu não conseguirias chegar ao nível do solado do sapato de Joaquim Haickel. Sabe por quê? Porque tu jamais terás o coração puro e a alma boa que ele tem. Jamais terá os amigos verdadeiros que ele tem. Olha em tua volta, vê quem está a tua volta!
As pessoas te desprezam enquanto presam Joaquim, as pessoas não te levam a sério enquanto a Joaquim elas dão ouvidos e crédito, as pessoas nem sabem que tu existem, mas Joaquim é conhecido e valorizado.
Vieste da latrina do mundo, volte para lá!”

 

Agora, depois de ter lido o texto acima, talvez você que, não deve saber quem seja o insignificante e desprezível blogueiro ao qual o A. C. O. refere-se vou contar-lhe de quem se trata.

Ele é conhecido pelo nome de Cesar Bello. Não sei se ele tem outros nomes, mesmo tendo passado parte de minha infância e adolescência convivendo com ele. Somos contemporâneos. Frequentávamos os mesmos lugares quando erámos crianças e adolescentes. Praticávamos esportes no Lítero e no Jaguarema. Para você que é mais jovem, Lítero e Jaguarema eram os dois principais clubes sociais de São Luís entre os anos 50 e 80.

Os filhos dos sócios destes clubes frequentavam as escolinhas de esportes existentes neles. Eu praticava basquete e junto comigo estavam Rachidinho, Gercinho, Charles, Tadeu, Ferreirinha, Eduardo Figueiredo, Eduardo Castelo Branco, Zé Galinha (falecido), Valmir, Edgard e os irmãos Newton e Cesar Bello.

Erámos alunos dos colégios Batista, Marista, Escola Técnica, Zoé Cerveira… A cidade de São Luís tinha apenas 350 mil habitantes em 1974.

Sempre gostei de esporte. Nele eu via, como ainda vejo o espelho da vida. A guerra pelo sucesso, a batalha da superação de si mesmo e do adversário também. Uma guerra sem sangue e sem morte. Essa pessoa da qual falamos via o esporte como uma mera possibilidade de extravasar seus recalques e suas angústias.

Ele sempre foi uma pessoa problemática, sempre foi o que as pessoas chamavam na época de “perdido”. Isso se pode constatar perguntando aos contemporâneos, aos professores como Gafanhoto, Paulão, Carlos, Sergio…

Está pessoa tem um defeito físico e todos o chamavam por um apelido alusório. Eu nunca fiz isso. Não que eu fosse melhor que meus colegas, mas porque era muito tímido e retraído.

Newton, o irmão dessa pessoa, sempre foi mais simpático e amável que ele. Elizabete, a irmã deles era uma das moças mais bonitas daquela época, mas os três foram criados de maneira diferente daquela com que eu e alguns outros amigos fomos criados. Eles tinham uma vida muito mais liberal e pouco controlada que nós.

O tempo se passou e as distâncias ocasionadas pelas formas educacionais e culturais foram ficando cada vez mais evidenciadas. O acesso ao álcool e às drogas transformaram alguns daqueles jovens em verdadeiros marginais. Alguns tiveram que ser internados em clínicas de tratamento de dependentes químicos, uma, duas, três e mais vezes.

Lembro que um grande amigo deste cidadão, alguém que ele hoje insulta e agride o levou pessoalmente para interná-lo em uma clínica em Goiânia. A paga que o cão danado dá a quem lhe cuida é a mordida raivosa.

Este sujeito, que já tinha o vírus da amargura, adquirido por via genética, desenvolveu o vírus do recalque por vias profissionais. Advogado teve sua inscrição na OAB cassada por transgressões ao código de ética da categoria. Desenvolveu o vírus da inveja por ver todas as pessoas com quem conviveu na infância e na adolescência vencerem na vida e ele ficar estagnado por não ser capaz de construir nada, porque tudo em que coloca a mão, estraga.

Ele deve olhar para mim e ver que ele poderia ser pelo menos um pouco parecido comigo. Ele deve ver que me formei em direito, que me elegi deputado aos 22 anos e que continuei fazendo o que desejava e que em tudo tive algum sucesso, e ele deve ter se perguntado: por que isso não acontece comigo? Ele deve me ver escrevendo meus livros, realizando meus filmes, entrando pra a AML e se perguntando, por que isso não acontece comigo, eu que cito tantos escritores e filósofos como se fosse um cuspidor de cultura superficial e rasteira. Ele deve me ver feliz com minha família, minha mulher e minhas filhas e se perguntar por que ele não pode ter aquilo, como eu tenho. A resposta é simples. Ele não plantou, logo não pode colher.

Então já que ele não pode ter tudo que eu tenho, que ele não pode ter nada parecido com o que eu tenho, então ele resolve tentar destruir o que eu sou, o que eu tenho, o que eu represento.

É por isso meu caro Antônio Carlos que até hoje nunca respondi nenhuma ofensa vinda desta pessoa, para quais meus únicos sentimentos são de desprezo e pena.

Uma vez já tive ódio dele. No dia em que em um de seus textos imbecis ele agrediu uma de minhas filhas. Cheguei a pensar em procurá-lo para dar-lhe uma surra como no tempo antigo, mas a sabedoria que acumulei nesses anos todos serviu para ver que encostar a mão numa criatura fétida só iria fazer com que eu me sujasse.

Há em seu texto amigo Antônio Carlos, um trecho que eu acho perfeito, é quando você comenta a forma antagônica com que a sociedade maranhense e as pessoas que a compõe veem a mim e a ele. Isso basta para lavar minha honra.

Não há nada que pague saber que todos sabem fazer a diferença entre Joaquim Haickel e Cesar Bello.

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Sobre o futuro do Legislativo Maranhense

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Acredito que quase a totalidade dos 29 deputados eleitos por partidos ou coligações que não estavam apoiando formalmente Flávio Dino deva apoiar Humberto Coutinho, candidato a presidente da Assembleia da preferencia do governador eleito. Acredito inclusive, que para a maior tranquilidade destes 29 e do governo, eles devam votar em Edivaldo Holanda para primeiro vice-presidente.

Respeitando a proporcionalidade prescrita no regimento interno da ALM, os deputados devem escolher um outro nome vindo dos partidos ligados diretamente ao governador, para ocupar a quarta vice-presidência ou a quarta secretaria, mas os demais seis cargos da mesa diretora da ALM devem ser ocupados por deputados escolhidos entre os 29 deputados restantes.

Penso que Flávio não sofrerá uma intensa oposição na ALM. Imagino que ele deva indicar o bem relacionado e competente, Bira do Pindaré, para ser o líder de seu governo naquela Casa e tem em Marcio Jerry e Marcelo Tavares nomes que podem facilmente resolver os possíveis problemas que apareçam por lá.

Quanto à economia interna do poder legislativo, não prevejo maiores problemas. Humberto é extremamente experiente e saberá conduzir as ações da casa com sabedoria e diplomacia.

Quanto àqueles 29 deputados, para que eles tenham mais visibilidade nos trabalhos das comissões e do plenário, devem se agrupar em blocos, em numero capazes de garantir-lhes representatividade, poder de palavra e de decisão nas questões politicas e administrativas do legislativo, nas comissões técnicas e no plenário.

Não acredito que nos primeiros meses de governo haverá algum embate entre o legislativo e o executivo, o que vai dar tranquilidade para que o governo execute as correções de rumo que acredita devem ser feitas.

Parte do sucesso deste início de governo será creditado à escolha de possíveis nomes do legislativo para compor o futuro secretariado. Apostas têm sido feitas no sentido de que algum escolhido possa vir a macular o grupo que até agora está irretocável. Espero sinceramente que em nome de uma abominável gratidão eleitoral o futuro governador não cometa pecados capitais e leve do legislativo pessoas que lá nem deveriam estar.

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