A aventura de ir ao cinema (2008)

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A aventura de ir ao cinema (2008)

No final de 1999, escrevi uma crônica em que tratava do que deveria ser o saudável programa familiar de ir ao cinema. Dizia que este deveria se constituir em um habito prazeroso e em um costume semanal regular.

Três anos depois, a situação que enfoquei havia mudado pouco. Tive a nítida impressão de que havia piorado em alguns aspectos. Agora, no entanto, nove anos depois daquela crônica, o quadro já é bem mais promissor, graças ao bom Deus!

Continuo um grande amante da sétima arte, um cinéfilo incurável, um grande apreciador de estórias “audiovisuais”, de seus contadores, de seus personagens, dos desempenhos dos atores, da técnica utilizada, enfim, de tudo que esteja de alguma forma relacionada com o cinema.

A tecnologia de retransmissão de canais de TV digital via satélite e de empresas de televisão a cabo, possibilitando com que possamos, sem sairmos da segurança e do conforto de nosso lar, ter acesso a mais de 100 canais de programação de televisão, que cobrem quase todo o espectro do interesse humano, fez com que alguns mais incautos, imaginassem que o cinema, como local de entretenimento, estava com seus dias contados.

Mesmo com todo esse avanço, mesmo com toda essa tecnologia que está a nossa disposição, não há nada como ir ao cinema, comprar pipoca, doces, drops e assistir a um bom filme, numa sala que tenha um bom projetor, um bom som, uma boa acústica, um bom ar condicionado. Mas já me dava por satisfeito se conseguisse assistir a um daqueles filmes de aventura, bastante popular em todas as faixas etárias, ao lado de uma platéia um pouco mais, digamos, civilizada, já que não podemos exigir muito mais que isso de certos grupos de jovens e adolescentes.

Recentemente, voltamos ao cinema, eu, minha ex-mulher, minha filha caçula, minha filha do meio e seu namorado, desta vez para assistir “Antes de Partir”. Pude comprovar que as coisas melhoraram bastante.

Comprei os ingressos bem cedo, pois as filas estão ainda maiores, e cheguei vinte minutos antes da hora marcada para que pudéssemos sentar todos juntos. Não acontece mais aquele negocio de não ter lugar e de haver bolsas em lugar de pessoas, pelo menos nunca mais vi isso acontecer.

Antes, se o caso dos lugares reservados não fosse o bastante, com toda certeza bastaria aquele delírio flamenguista da platéia cada vez que aparecesse uma cena, assim, um tanto mais intima: um beijo, um abraço, até mesmo uma troca de olhares mais romântica. Não digo nem o infortúnio de um dos personagens, que era realmente engraçado, mas os atos de bravura de um outro era recebido com gritinhos e exaltação completamente desnecessários, mas tudo bem! O ruim mesmo era quando um dos personagens declara seu afeto e sua amizade a um outro… Era triste e ridícula a demonstração de falta, não só de maturidade, mas de compreensão do que realmente é a amizade. Esses sentimentos entre pessoas do mesmo sexo parecem estar expurgados do rol de sentimentos dessa tribo, daquelas tribos. Ficava triste e furioso. Graças a Deus, as platéias com quem tenho dividido os cinemas, de um tempo para cá tem sido bem educadas e maduras.

Nossa sessão familiar de cinema foi maravilhosa. O filme é ótimo. Dois grandes atores, uma temática bastante interessante, abordada de forma correta e competente…

Eu e minha filha Laila interagimos durante todo o filme, nos emocionamos, choramos nas mesmas cenas, rimos, até coçamos coreografadamente os braços na mesma hora, implicamos com Ivana, chateamos Ananda e Gilsinho… Eu adorei!

PS: Uma coisa deve ser ressaltada, as dez salas de exibição que nós temos em nossa cidade, não deixam a desejar em nada às melhores salas de cinema das grandes cidades de nosso país, pelo contrario, em muitos casos as nossas são muito melhores. Parabéns e que continue assim.

5 comentários para "A aventura de ir ao cinema (2008)"


  1. José Carlos Pereira

    Quando é que você nos presenteará com uma análise sobre o quadro político maranhense, tanto no tocante a sucessão municipal quanto no caso das movimentações já em curso para a sucessão na Assembléia Legislativa, quanto referente ao processo contra o governador Jackson Lago? Para muitos, assim como eu que admiramos suas analises e seus comentários, elas estão fazendo falta.

  2. Anônimo

    voce parece tudo menos, uma pessoa que goste da sua familia

    Resposta: Posso lhe garantir que esse seu “achismo” não condiz com a realidade.

  3. Anônimo

    Ai faz tempo q naum vou ao cinema, na realidade acho que estamos meio que precarios nesses termos aqui em São Luis. Ok tá certo q o tal cinema “caixa” é legal e bem estruturado, porém uma capital naum deveria ter apenas UM grande cinema não é mesmo? Foram vários os que faliram, acho que o único q sempre continuará de pé(sem trocadilhos) é o Roxy. Ah sem esquecer que oi? Quase 15 um filme é ultramegacaro. Ou eu sou muio mão de v*** mesmo.

    😉

  4. Anônimo

    Muito legal ler que você implica com sua ex-esposa, muitos namoros começam assim, com implicância.Implicar, pode querer dizer: estar afim de;consumir-se com;interessar-se por, etc

    Resposta: ???

  5. Aninha

    A Névoa, é um filme muito bom, (pq gosto do estilo, é do tipo que te prende p/ saber o pq dos acontecimentos)e é minha sugestão de filme p/ vc curtir em casa em um final de semana, o nome original em inglês é “The FOG”.Também adoro cinema, sou meio “Lisbela” (de Lisbela e o prisioneiro) daquela que corre p/ fila H (oitava fila) e fica bem no meio p/ “Participar do filme em tempo real”, rsrsrsrs.Nem pisco.Bjo fique com Deus e ótima Semana p/ vcs.

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