Sobre o futuro do Legislativo Maranhense

Acredito que quase a totalidade dos 29 deputados eleitos por partidos ou coligações que não estavam apoiando formalmente Flávio Dino deva apoiar Humberto Coutinho, candidato a presidente da Assembleia da preferencia do governador eleito. Acredito inclusive, que para a maior tranquilidade destes 29 e do governo, eles devam votar em Edivaldo Holanda para primeiro vice-presidente.

Respeitando a proporcionalidade prescrita no regimento interno da ALM, os deputados devem escolher um outro nome vindo dos partidos ligados diretamente ao governador, para ocupar a quarta vice-presidência ou a quarta secretaria, mas os demais seis cargos da mesa diretora da ALM devem ser ocupados por deputados escolhidos entre os 29 deputados restantes.

Penso que Flávio não sofrerá uma intensa oposição na ALM. Imagino que ele deva indicar o bem relacionado e competente, Bira do Pindaré, para ser o líder de seu governo naquela Casa e tem em Marcio Jerry e Marcelo Tavares nomes que podem facilmente resolver os possíveis problemas que apareçam por lá.

Quanto à economia interna do poder legislativo, não prevejo maiores problemas. Humberto é extremamente experiente e saberá conduzir as ações da casa com sabedoria e diplomacia.

Quanto àqueles 29 deputados, para que eles tenham mais visibilidade nos trabalhos das comissões e do plenário, devem se agrupar em blocos, em numero capazes de garantir-lhes representatividade, poder de palavra e de decisão nas questões politicas e administrativas do legislativo, nas comissões técnicas e no plenário.

Não acredito que nos primeiros meses de governo haverá algum embate entre o legislativo e o executivo, o que vai dar tranquilidade para que o governo execute as correções de rumo que acredita devem ser feitas.

Parte do sucesso deste início de governo será creditado à escolha de possíveis nomes do legislativo para compor o futuro secretariado. Apostas têm sido feitas no sentido de que algum escolhido possa vir a macular o grupo que até agora está irretocável. Espero sinceramente que em nome de uma abominável gratidão eleitoral o futuro governador não cometa pecados capitais e leve do legislativo pessoas que lá nem deveriam estar.

Caso eu fosse Flávio Dino!

Meu pai me ensinou que em política, para que tenhamos uma visão mais ampla e realista do cenário, devemos fazer duas coisas, nos distanciarmos um pouco e tentarmos nos colocar no lugar dos atores em cena, vestir seus figurinos e dizer suas falas. Ele não explicou assim, com essas palavras, nem mesmo foi com palavras, Nagibão ensinava através de exemplos e ele nem praticava com assiduidade seus ensinamentos.

Dito isso, peço licença ao governador eleito Flávio Dino para me colocar em seu lugar no cenário dos acontecimentos e tentar, por alguns instantes, imaginar o que ele faria em relação a alguns assuntos, onde poderiam recair suas melhores escolhas para compor seu governo. Se ele não quiser me dar licença, não importa, usarei de minha prerrogativa de livre pensador e farei uma das coisas de que mais gosto: direi o que penso.

Sendo Flávio eu pensaria o seguinte: “Encontro-me em uma situação extremamente confortável. Elegi-me governador de meu estado sem ter feito compromisso formal com ninguém. Tenho apenas compromissos tácitos e morais com os partidos que me apoiaram, com algumas pessoas especificamente dentro deles e com o povo do Maranhão que acreditou em minhas promessas de mudança, coisa que sei, será um dos maiores desafios de minha administração: Transformar o modus operandi de nossa política, a lógica nela vigente, implantada faz muito tempo, de uma determinada forma e para um certo fim, coisas que com o passar dos anos se descaracterizaram irreversivelmente.”

Neste momento, em seu lugar, faria uma reflexão filosófica, me faria uma pergunta simples e me obrigaria a respondê-la com honestidade:“Como eu quero ser visto? Por mim mesmo, no espelho; por meus filhos e minha família; por meus amigos e companheiros; pelo povo que acreditou em mim; pelos meus adversários; pela imprensa; pela história que certamente irá relatar minhas ações e me julgar?”

Não serei pretensioso ao ponto de responder esse tipo de questionamento por Flávio. Isso é de foro tão íntimo que deixarei por conta exclusivamente dele.

Tendo então feito essa reflexão, se eu fosse ele, partiria para o exercício do pragmatismo e da dialética.

“Do elenco de secretarias e organismos governamentais, existem aquelas as quais estabelecerei como cota de minha escolha pessoal. Existem outras que destinarei a um corpo técnico capaz de gerenciar os setores afetos a elas de forma rígida, sem nenhuma interferência política e uma terça parte destinada à composição com partidos e dentro deles às pessoas que me apoiaram ou que possam vir a me apoiar.

Tenho sobre a mesa nomes de pessoas em quem confio e a quem preciso confiar tarefas importantes em meu governo. Humberto Coutinho, Marcio Jerry, Marcelo Tavares, Edivaldo Junior, Antônio Nunes, Carlos Brandão, Rodrigo Lago, Carlos Lula, Ted Lago, Mário Macieira, Roberto Albuquerque… Há a direção nacional do PCdoB que irá querer indicar algum membro do partido para fazer parte do primeiro governo da legenda em nosso país; existe o PT e o PSDB, independentemente de quem se eleja para presidente; há o PSB, o PDT, o PP, o PPS de Eliziane com sua expressiva votação e seu posicionamento leal que me deu tranquilidade para minha eleição; há Dutra e Simplício, porque o SD não existe, assim como o PROS, existem também o PTC que se restringe a Edivaldo e os prefeitos de importantes cidades que me apoiaram, como Sebastião Madeira, Ribamar Alves, Luciano Leitoa, Gil Cutrim…”.

Espalhando esses nomes e as posições disponíveis sobre uma mesa, se fosse ele, iria tentar montar esse intrincado e delicado quebra-cabeça, da melhor maneira possível, sob pena de em um primeiro momento ter sérias dificuldades.

“Escalarei Humberto para presidir a Assembleia, até porque por enquanto, em meu grupo naquela Casa, só existe ele e Edivaldo com tamanho suficiente para essa tarefa. Bira será o líder do governo no Legislativo e de comum acordo com Humberto e minha bancada, indicarei um secretário de Assuntos Políticos com trânsito comigo e com a ALM.

Todos sabem que tenho uma escolha difícil para fazer em relação à Casa Civil. Estou entre meus amigos Márcio Jerry e Marcelo Tavares. Se bem me lembro dos ensinamentos dos grandes da política maranhense, Millet, Burnet, e do próprio Sarney, quem faz a secretaria é o secretário e o prestígio que o governador dá a ele.

A Casa Civil em meu governo desempenhará o papel para o qual foi concebida, será o órgão executor do governo e ficará com Marcelo, enquanto Márcio ocupará a Secretaria de Assuntos Políticos, com poderes ampliados para atuar na interface também com as instituições.

Para Saúde e Educação escalarei dois homens de minha mais estrita confiança e respeitados por toda a sociedade: Carlinhos Macieira e Antônio Nunes.

Pedirei que a direção nacional do PCdoB indique um técnico para a Secretaria de Planejamento. Reunirei com pessoas de minha confiança dentro da Secretaria da Fazenda para que o secretário da pasta saia em consenso com eles. O mesmo farei na Procuradoria Geral do Estado. Com a OAB, pedirei indicações para a Secretaria de Segurança, e de Justiça e Administração Penitenciária, mas trarei técnicos de Pernambuco para atuarem nessa área.

Engana-se quem pensa que eu deixarei algum desses cargos sujeitos a escolha ou interferência de partidos ou de políticos.

As demais secretarias e cargos serão escolhidos sem o mesmo critério, não por serem menos importantes, mas por serem menos problemáticos.

Fundirei algumas secretarias como Esporte e Lazer com Juventude, Mulher com Minorias…

Existirão casos em que as indicações de nomes podem ser sintomáticas e automáticas, como o caso de Roberto Albuquerque para a Indústria e Comércio.

Há também a questão da oportunidade: indicar Sergio Frota para o Esporte, ou Othelino Neto para o Meio Ambiente, possibilitará a ascensão de Rafael Leitoa à Assembleia.

Quanto às indicações para o segundo e o terceiro escalão, serão baseadas nos seguintes critérios obedecendo a seguinte ordem: competência ou capacidade, funcionalidade ou utilidade e compromisso ou partidarismo.

Nenhum parente meu ocupará cargo no governo, mesmo que o inconveniente do Joaquim Haickel acredite que eu deva nomear meu irmão Sávio para ser meu secretário particular e meu pai Sálvio para Secretaria de Cultura…”

Ufa! Cansei de ser Flávio Dino… Até porque de nada vai adiantar eu querer ser ele. Ele fará somente o que achar que deve fazer. A mim só resta especular.

PS: Ainda bem que mostrei esse texto para Américo Azevedo, quinta-feira, 9 de outubro, antes de algumas notícias sobre a equipe de governo de Flávio virem a público!

Equívocos na Eleição de 2014 no Maranhão

Vamos hoje comentar alguns erros e equívocos que marcaram a política e as eleições de 2014, aquela que vai ficar conhecida como a que estabeleceu o fim de um ciclo de hegemonia do mais importante grupo politico de nosso estado, um dos mais poderosos de nosso país.

Lembro que em um texto publicado tempos atrás eu havia dito que ganharia essa eleição quem menos erros cometesse. Não precisa ser gênio para dizer isso. Assim acontece em tudo na vida, meu alerta foi no sentido de chamar atenção de quem detinha o comando, dos dois lados do front de batalha, para o fato de tentarem diminuir seus erros, equívocos, trapalhadas e outras bobagens que o valham. Dito e feito, quem menos errou, ganhou!

Tecer comentários depois dos acontecimentos terem se consumado é muito fácil, mas se você chamou atenção para esses detalhes antes, está perdoado.

Voltamos no tempo para vermos um grave erro cometido em 2010, quando Roseana Sarney impediu que meus correligionários do município de São Domingos do Maranhão votassem em Tata Milhomem, fazendo-os apoiar Carlos Filho, fato que fez com que Tata perdesse a eleição, culminando com a elevação de Arnaldo Melo para presidente da Assembleia Leislativa.

Outro grave erro aconteceu em 2012, quando a governadora não quis apoiar João Castelo para prefeito de São Luís. Ali foi o começo do fim. Castelo reeleito prefeito com o apoio de Roseana, no mínimo, se para mais nada servisse, impediria de Flávio Dino ter o enclave da prefeitura de São Luís a seu favor. Erro elementar e imperdoável de aritmética política.

Nem vou levar em conta alguns equívocos como a escolha de prioridades de ações administrativas, o número de hospitais a ser construídos, maior autoridade e tenacidade ao enfrentar o problema da segurança, o tráfico de drogas e o gargalo carcerário. Qualquer um, de um modo ou de outro está sujeito a esses tropeços… Uns mais que outros!

Como na vida, os erros na política não podem ser consertados, mas podem ser compensados, suas perdas podem ser minoradas. Também como na vida o acúmulo de erros, em algum momento torna-se fatal.

E os erros continuaram.

Aos 85 anos de idade José Sarney, que não é esse demônio que seus desafetos pintam, sabia que não mais deveria ser candidato a mandato eletivo. Mas quem conhece Sarney sabe que ele não decide nada, ele deixa que as circunstâncias tomem sozinhas suas decisões. Ele apenas apascenta as circunstâncias, vez por outra as torce e retorce, mas sempre com certa… Parcimônia!

Sarney deveria ter anunciado que não mais iria se candidatar quando de seu discurso de despedida da presidência do Congresso Nacional. Até ele errou. Errou por temer se enfraquecer, porque político sem mandato vale pouco ou nada, por não querer perder espaço no cenário nacional. Errou por pensar que outros pensariam que continuando, ele ficaria forte, enquanto a cada dia que se passava ficava mais fraco. E todos sabiam disso.

Sarney sabia que seus adversários não poderiam destruir o criador com facilidade e que estavam destruindo sua criatura para atingi-lo. Enfraquecendo e desmoralizando o Maranhão, enfraqueceriam e desmoralizariam Sarney.

Ele sabia disso e tentou fazer Roseana entender que ela deveria se desincompatibilizar para ser candidata ao senado, para dar a ele, através dela espaço para continuar na política. Estratégia que ele deveria saber que com Roseana seria impossível de realizar. O gênio dela não permitiria.

Como se não bastasse, os erros anteriores, dizem que Roseana atendendo a insustentável pressão do seu marido pouco simpático, declinou de sua candidatura ao senado e resolveu que iria morar nos Estados Unidos. O acúmulo de erros ia criando uma montanha que se mostrou intransponível.

Saber escolher um candidato é uma das coisas mais importantes em uma eleição. Existem bons candidatos porque eles têm carisma, porque sabem tratar os políticos, a imprensa e o povo. Existem candidatos excelentes por serem pessoas humildes, honradas e honestas. Existem aqueles que são bons administradores, conseguem entender o panorama, separar a versão da realidade, e aqueles que sabem que o poder é uma coisa temporária e fugaz. Um candidato que tivesse todas essas características seria o candidato perfeito! Mas este não existe em lugar algum. Por melhor que seja, nenhum candidato tem apenas boas qualidades, os defeitos da humanidade estarão nele, por isso a escolha de um que possa agregar a maior quantidade dessas boas qualidades deve ser feita por quem conheça a realidade, não por alguém que queira simplesmente um substituto para si.

Luís Fernando Silva, candidato escolhido pessoalmente por Roseana, tinha tudo para ser um excelente candidato, caso tivesse entendido que, da governadora só precisava da indicação, do beneplácito.

Governador de fato durante quase três anos, Luís Fernando perdeu grandes oportunidades de se tornar candidato de todo grupo Sarney e não apenas do casal governante.

Tendo eu com Luís laços familiares de consideração, respeito e carinho, disse a ele diversas vezes que precisava se aproximar dos políticos, que se desvencilhasse um pouco da barra da saia de Roseana, e que pegasse a estrada, coisa que fez tardiamente de forma tímida e errônea. Foram erros atrás de erros.

Quando Luís viu que só teria chances reais de vencer a eleição se Roseana saísse do governo para se candidatar ao senado e o ajudasse a se eleger governador indiretamente na Assembleia Legislativa, já era tarde demais. Roseana já havia marmorizado a ideia de não ser candidata a senadora e jamais pensaria em fazer como fez Sergio Cabral que saiu do governo do Rio de Janeiro e nem se candidatou ao senado, para viabilizar a eleição de seu candidato, Pezão. Roseana jamais faria uma coisa dessas.

Encurralado entre a teimosia da governadora e sua falta de atitude, pois se Luís tivesse feito o que diversas vezes lhe disse que deveria fazer, com os políticos de seu lado, ele teria entrado nos Leões e colocado no colo de Roseana uma situação irreversível. Ele respaldado por toda classe política, incluindo Sarney, senadores, deputados e prefeitos, quem sabe poderiam demovê-la da ideia de permanecer no governo.

Roseana não conseguiu ver que ali, refugiada no palácio, ela era um alvo fácil para os adversários e uma vítima de uma máquina administrativa sofrível.

Luís desistiu de sua candidatura ao governo dois dias antes do prazo de desincompatibilização. Deixou essa decisão para a última hora, talvez pensando que pudesse pressionar Roseana, quem sabe sensibilizá-la. Errou!

Sem candidato e a dois dias do prazo limite para desincompatibilização, Roseana, com todo o poder que detinha, não tinha candidato à sua sucessão!

Em política, também como na vida, a improvisação tende a não dar certo. Chamaram então um dos únicos nomes possíveis para ocupar a vaga do desistente. O outro possível candidato tinha características muito semelhantes ao desistente.

Edison Lobão Filho, para mim apenas Edinho Lobão, de quem sou amigo desde o tempo em que éramos apenas filhos de parlamentares em Brasília, aparecia nas pesquisas como um dos favoritos para a vaga de senador.  Esse fato fez com que tivessem a ideia de indicá-lo para ser candidato ao governo no lugar de Luís Fernando.

Eu não estava no Brasil quando isso aconteceu. Edinho estava internado em São Paulo. Não consegui falar com ele. Assim que consegui, disse a ele que não aceitasse, que fosse candidato a senador, que sua eleição seria difícil, mas certa.

O certo é que algo ou alguém, sabendo que ele não é muito afeito a recusar desafios, o fez aceitar.

Candidato posto embarquei com ele em sua jornada. Ao contrário do que muitos insistiram em fazer crer, não fui um de seus imediatos ou contramestres, fui um mero correspondente, que à distância, da margem, tentava dar ao meu almirante um panorama dos acontecimentos.

A campanha transcorreu tal qual uma batalha naval e os erros não deixaram de acontecer. Abordagens equivocadas, máquinas à ré quando deveriam estar adiante, ataques a bombordo, quando o melhor alvo estava a estibordo…

Culpar o Estado Maior diretamente ligado ao almirante seria ser simplista. Erros aconteceram, mas os guerreiros dessa batalha, aqueles que estavam diretamente no front pecaram por inexperiência, por ansiedade, por volúpia e em alguns casos quando tudo isso se juntava, por incompetência, não aquela proveniente da má fé, mas a proveniente da falta de capacidade, em sua forma menos nociva.

Os adversários pintaram Edinho com tintas fortes demais e todas as vezes que ele tentou apertar a mão na tinta contra seus adversários o fez de forma equivocada.

Há uma explicação clara e simples quanto a isso. Edinho estava lutando contra um adversário que ninguém tinha como vencer. Flávio Dino agregou à sua boa imagem as leis naturais da física. A gravidade conspirava contra Edinho. Havia uma vontade natural de mudança e seu adversário a representava. Ele, Edinho, escolheu ser a renovação. Era pouco para a maioria da população. A mudança venceu a renovação.

Além dessa avassaladora vontade de mudança, cinco outras coisas foram fundamentais para que acontecesse o que aconteceu: O caso Youssef, ainda não esclarecido; O caso da insegurança, incluídos ai Pedrinhas, queima de ônibus e greve de policiais; O caso Petrobras, que também ainda não aclarado; Um vídeo absurdo onde um bandido tenta envolver Flávio em bandidagem; e por fim, um áudio inconsistente onde o presidente do TCE-MA conversa com dois políticos.

Difícil era não acontecer o que aconteceu. Eu não podia dizer de público o que eu pensava naquele momento, se bem que houve um extremo exagero por parte dos aliados de Flávio nas repercussões de suas versões dos acontecimentos.

Passaria horas e quem sabe dias discorrendo sobre esses fatos, mas pouco adianta fazer isso agora.

Poderia lembrar o equivoco cometido pelo presidente da Assembleia e pelos deputados que o apoiavam na tentativa de assumir a todo custo o governo no caso de Roseana ser candidata ao senado; Poderia citar o equívoco da família Waquim em candidatar o marido e a mulher. Se fosse só um dos dois, teria vencido. Erro menor cometeu Castelo e Carlinhos Florêncio, que se elegeram, mas os filhos não; Poderia perguntar a Josimar para que servem ter tantos votos, quando apenas a metade resolveria, e bem; Poderia falar do caso de Hélio Soares que sem ser candidato obteve 15.000 votos. Caso não tivesse sido covarde e desistido teria no mínimo o dobro e teria se elegido; Poderia dizer que um comandante supremo não deveria jamais escolher, privilegiar, pedir especialmente por um de seus soldados em detrimento dos outros; Erro imperdoável é ver candidatos que foram poderosos Secretários de Estado não aderirem a campanha de governador, por birra; Poderia dizer que não é admissível que alguém detenha tanto poder ao ponto de eleger sem nenhum sacrifício maior a filha e o genro; Poderia dizer que o governo fez menos do que poderia ter feito, dentro da mais restrita legalidade; Erro foi usarem o fato de Flávio pertencer ao Partido Comunista, para vitimizá-lo, chamando-o insistentemente de Comunista; Absurdo é, depois de uma reunião de secretariado, uma conversa informal ser gravada e publicada em jornais e Blogs. Isso é o cúmulo da covardia; Poderia dizer do erro que cometeu a presidente Dilma ao demonstrar covardia para com seus aliados declarados… Além de muitos outros!

Como eu não citei nenhum erro, você pode estar pensando que o grupo de Flávio Dino não os tenha cometido. Cometeu sim, e muitos! Mas dos os erros deles que falem eles, até porque tenho pouco conhecimento e nenhuma legitimidade para falar desse assunto.

Depois de tantos erros, equívocos e trapalhadas, só me resta desejar que os erros cometidos, mesmo se não forem reconhecidos, que pelo menos sirva de aprendizado e que o Maranhão siga em frente, sendo um melhor lugar para todos nós que tanto o amamos.

 

 

PS: Desculpem qualquer erro de grafia, pois não pude revisar com  mais atenção, fiz este texto enquanto fazia algumas outras coisas!

A Beleza da Democracia.

Um amigo meu pediu-me que eu o dissuadisse de votar em Flávio Dino. Pediu que eu lhe desse pelo menos um bom motivo pra que ele não votasse no candidato que diz representar a mudança para o Maranhão.

Primeiro disse a ele que nada tenho pessoalmente contra Flávio, apenas discordo de sua forma de pensar e de agir, politicamente. Disse-lhe que em relação ao próprio, sempre tive com ele uma boa e saudável relação de cordialidade e respeito; sou amigo de seu pai, Sálvio, que foi deputado estadual junto com o meu e é confrade na AML e na AIL; fui colega de seu irmão Nicolau na Faculdade de Direito e de sua cunhada, Sandra, minha querida amiga de infância, a quem confio importante causa advocatícia; gosto muito de seu irmão Sávio, homem cordato e correto. Tenho por sua prima Heloisa Collins carinho e amor de irmã. De tanto conviver com Hêlo, passei a chamar a mãe de Flávio de “tia Rita”… Daí, votar em Flávio ou concordar com os insistentes sofismas e mantras que seus partidários tentam nos impor, são outros quinhentos!…

Dito isso, mostrei-lhe que do meu ponto de vista, que acredito ser concreto, a mudança que Flávio apregoa, é meramente uma bandeira midiática. Que se ele for eleito governador do Maranhão, haverá é claro uma mudança, mas ela não será jamais a mudança que ele tenta nos fazer acreditar que ele seria capaz de realizar. Ela seria meramente uma mudança de nomes de pessoas, de posições das peças no tabuleiro do xadrez político maranhense. Não haveria nem sequer uma mudança qualitativa de nomes, como as evidências podem facilmente comprovar.

Para provar o que lhe dizia, pedi que meu amigo imaginasse a mudança que representaria Zé Reinaldo sendo secretário de Infraestrutura ou mesmo do Gabinete Civil. Perguntei se ele acreditava que ZR iria fazer diferente do que fez durante toda a sua vida, quando era um dos comandantes da “oligarquia”, sempre abençoado por seu padrinho Zé Sarney!

Que mudança real significaria meu amigo Roberto Rocha como senador, representando nosso Estado na Câmara alta da nação? Nenhuma. O fato de eu gostar dele, de respeitá-lo, não muda o fato de ele ser remanescente da mesma “oligarquia”, de usar os mesmos métodos.

O que iria mudar no Maranhão governado por Flávio Dino se o secretário de Educação ou mesmo de Ciência e Tecnologia fosse Waldir Maranhão? Nadica de nada! Iria era piorar! Ele já foi reitor da UEMA e já ocupou importantes cargos no governo, e o que fez que possa credenciá-lo como agente de boas mudanças? O mesmo poderia ser dito de Raimundo Cutrim e de alguns outros.

Imaginem Weverton Rocha novamente como secretário de Esporte e Lazer, posto que já ocupou no governo Jackson Lago!… Ele iria fazer diferente? Não, né!?

Quais as contribuições que dariam os inúmeros remanescentes da tal “oligarquia” em um eventual governo de Flávio? O que fariam de diferente Humberto Coutinho, Tema, Zé Vieira, Rubens Pereira, Hélio Soares, Camilo Figueiredo?… O que eles mudariam no panorama administrativo de nosso Estado? Nada. Absolutamente nada. Só se fosse para pior!

Como procuro sempre ser justo – mesmo sendo isso coisa difícil de ser, principalmente no que diz respeito à política – devo dizer que existem personagens nessa tragicomédia que realmente poderiam representar o novo, que realmente poderiam significar mudanças, que poderiam vir a ser verdadeiras, caso conseguissem realizar os propósitos que sacodem como estandartes midiáticos de batalha.

Antônio Nunes, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Bira e Rubens Junior são bons quadros e juntamente com Márcio Jerry poderiam representar o novo, ideologicamente falando, mas misturados ao rebotalho da “oligarquia”, podem vir a se contaminar tragicamente. Nesse contágio catastrófico só seriam superados pelo próprio Flávio, que bem sabe, político consciente pode até por algum tempo enganar a todos, enganar muitos por pouco tempo, mas nunca, jamais, a si mesmo por um único segundo.

No caso de Edivaldo Júnior que tem aprendido algumas lições políticas da pior maneira possível, enfrentando às vezes o abandono de alguns aliados, a cobrança dos cidadãos e as afiadas canetas, microfones e lentes da imprensa, não é diferente. Na mesma situação se encontram outros prefeitos que eram tidos como a vanguarda da mudança e acabaram por provar que esse negócio de mudança na política só existe no discurso.

Disse ao meu amigo que é muito difícil ser gestor público, que não é fácil administrar uma cidade, um Estado ou um país. Na boca, tudo parece ser possível. O difícil se torna uma mera questão de boa vontade e o impossível agrega à boa vontade um pouco de heroísmo. Isso de boca. Na realidade, as coisas são bem diferentes. Que muitas das promessas irão evaporar em meio a nuvens densas de altas pressões internas e de desculpas.

Em momento algum descredenciei ou desqualifiquei seu candidato. Tentei mostrar-lhe apenas o sofisma da mudança.

Disse-lhe que sou conhecido por dizer verdades que algumas pessoas em meu próprio grupo não desejam ouvir, que gostaria de ter oportunidade de dizer uma dessas verdades para FD, que ele saberia da veracidade de minhas palavras, mas não poderia reconhecê-las verdadeiras, porque neste momento, a única coisa que importa é ganhar a eleição.

Quando terminei de falar meu amigo disse em tom solene, colocando a mão carinhosamente em meu ombro: “Sendo você a me dizer tudo isso, eu acredito, mas mesmo assim, mesmo acreditando que você diz a verdade, ela não é suficiente para mudar a minha vontade de ver o Maranhão dirigido por outro grupo. Se você estiver certo em breve todos nós saberemos e então poderemos lutar por uma nova mudança”.

Eu que sempre tenho resposta pra tudo, calei.

PS: A conversa que tive com esse meu amigo foi anterior a ter acesso à transcrição de uma conversa onde o ex-deputado Rubens Pereira, ex-membro da oligarquia, atualmente um importante comandante do grupo de Flávio Dino diz ao presidente do TCE, Edmar Cutrim: “…Nossa responsabilidade agora é conciliar todo mundo como era no grupo Sarney!…”.

Quantidade de vagas proporcionais por coligação e partidos.

DEPUTADOS FEDERAIS (18)
 
# PMDB/PV/PRB/PTB/PR/DEM (6)
# PSL/PSDC/PRP/PTN/PRTB (3)
# PEN/PTdoB/PSC/PMN/PHS (2)
# PT/PSD (1)
# PSDB/PSB/PCdoB/PR/SDD/PPS (5)
# PDT/PTC/PROS (1)
 

 

DEPUTADOS ESTADUAIS (42)
 
# PMDB/PV/DEM/PTB/PSC/PTdoB/PRTB/PR (16)
# PEN/PMN/PHS/PSD (3)
# PT (2)
# PRB (2)
# PSL (2)
# PRP/PSDC/PTN (3)
# PSDB/PSB/PCdoB/PDT (10)
# SDD/PPS/PP/PROS (2)
# PTC (2)

Ao senhor, Blogueiro, Alberto Barros

Senhor Alberto, não o conheço, não sei qual é a sua intenção a propagar uma inverdade usando o meu nome, portanto devo interferir para tentar colocar a verdade em seu devido lugar e afastar seu erro, por desconhecimento ou má fé.

Em momento algum disse que alguém estava fora da disputa pela vaga de deputado. A abreviatura RAF é Ricardo Archer Filho e para seu governo, ele tem mais chances de se eleger que os demais competidores em amarelo nessa lista.

Não use meu nome em nenhuma armação, na dúvida não me cite, não sou fonte desautorizada.

O Maranhão é destaque no 7° Festival de Cinema da Amazônia (publicado originalmente em 16 de dezembro de 2009)

Festival de cinema e vídeo ambiental

Dos 18 prêmios entregues no ultimo dia 12 de dezembro aos filmes que venceram o 7° Festival de Cinema da Amazônia, cinco desses prêmios foram entregues a filmes e cineastas maranhenses, comprovando assim a boa fase por qual passa o cinema maranhense.

Pelo Ouvido de Joaquim Haickel foi escolhido pelo júri técnico o melhor filme de ficção do festival, enquanto o filme Vela do Crucificado, do também maranhense Frederico Machado foi escolhido melhor filme do festival. Além do prêmio de melhor filme, Vela do Cruscificado ganhou os prêmios de melhor direção, melhor roteiro e melhor ator.

PREMIAÇÃO:

PRÊMIO PARA MELHOR FILME OU VÍDEO:

Vencedor: A VELA DO CRUCIFICADO
Direção: Frederico Machado (MA)

PRÊMIO VITOR HUGO: MELHOR FICÇÃO

Vencedor: PELO OUVIDO
Direção: Joaquim Haickel (MA)

PRÊMIO DANNA MERRIL: MELHOR DOCUMENTÁRIO

Vencedor: A CASA DOS MORTOS
Direção: Débora Diniz (DF)

PRÊMIO MAJOR REIS: MELHOR ANIMAÇÃO

Vencedor: O DIVINO DE REPENTE
Direção: Fábio Yamaji (SP)

PRÊMIO MANOEL RODRIGUES FERREIRA: MELHOR EXPERIMENTAL

Vencedor: VOZES
Direção: Anna Costa e Silva, Fabio Canetti e Luíza Santoloni (RJ)

PRÊMIO CHICO MENDES: MELHOR ROTEIRO

Vencedor: A VELA DO CRUCIFICADO
Direção: Frederico Machado (MA)

PRÊMIO MARINA SILVA: MELHOR MONTAGEM

Vencedor: FAÇA SUA ESCOLHA
Direção: Paulo Miranda (SP)

PRÊMIO POVOS INDÍGENAS DE RONDÔNIA: MELHOR TRILHA SONORA

Vencedor: Dayane e Zé Firo
Direção: Marta Kawamura (SP)

PRÊMIO SILVINO SANTOS: MELHOR FOTOGRAFIA

Vencedores: CORTEJO NEGRO, dirigido por Diego Muller (RS), e, O MAR DE DENTRO
Direção: Paschoal Samora (SC)

PRÊMIO CAPÔ (MAURICE CAPOVILLA): LINGUAGEM

Vencedor: JUSTIÇA EMPLACA
Direção: Alexandre Bersot (RJ)

PRÊMIO MELHOR DIREÇÃO

Vencedor: A VELA DO CRUCIFICADO
Direção: Frederico Machado (MA)

PRÊMIO MELHOR ATOR

Vencedor: AURO JURICIE (o Pai) em A VELA DO CRUCIFICADO (MA)

PRÊMIO MELHOR ATRIZ

Vencedor: Fernanda Machado, do filme INVERNO (PR)

JURI POPULAR – PREMIO THIAGO DE MELLO

Vencedor:O ANÃO QUE QUERIA SER GIGANTE
Direção: Marão (RJ)

PRÊMIO ABD-RO/LIDIO SOHN – DOCUMENTÁRIO

Vencedor: DUAS VEZES NÃO SE FAZ
Direção: MARCOS VILLAR (PB)

CATEGORIA VÍDEO REPORTAGEM AMBIENTAL NACIONAL:

Vencedor: ROTA DE ORELLANA
Direção: Orlando Junior (AM)

MELHOR REPORTAGEM AMBIENTAL RONDONIENSE

Vencedor: SAÍDA PARA O PACÍFICO – IMPACTOS SOCIAIS
Direção: Simone Norberto (RO)

Pelo Ouvido é o único filme brasileiro no The London Latin American Film Festival

The Sea/El Mar

Tuesday 10 Nov 7:30pm Bolivar Hall
Dir. Maricarmen Merino, Costa Rica, 2009, 14 mins, colour
A boy, accompanied by his pet goldfish, travels all day with his mother to receive his birthday present; a visit to the sea. A marvellous script and superb performances, beautifully filmed, add up to a small, poignant masterpiece.

Escorbo

Friday 6 Nov 6:30pm Riverside Studios
Dir. Diego Rougier, Chile, 2009, 14 mins, colour
Cast: Carolina Varleta, Inigo Urrutia, Gustavo Becerra
An achingly funny and brilliantly choreographed dance between characters and camera, in which the complex relationships of an extended family are laid bare through their reactions to the mysterious ‘Escorbo’. Witty and inspired filmmaking, cleverly exploiting the full potential of digital production.

Debut and Farewell

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Saturday 14 Nov 1:30pm Duke of York
Dir. Diego Rougier, Chile, 2008, 19 mins, colour
Cast: Javiera Contador, Francisco Perez Bannen, Carmen Gloria Bresky
Where does performance end and life begin? Theatre, cinema and relationships become tangled in this intriguing and exquisitely crafted short drama.

Through the ear

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Friday 15 Nov 7:30pm Cafe Crema
Dir. Joaquim Haickel, Brazil, 2008, 18 mins.
colour
Cast: Amanda Acosta, Eucir de Souza, Gustavo Brandao Charlie, deprived of his senses in an accident, retains a primordial bond of love with Katie which keeps her hopes alive: but, something is still missing… until passion re-emerges in an extraordinary way. A dark and witty fable of survival and rebirth.

Quiroga

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Wednesday 11 Nov 6:30pm Riverside Studios
Dir. Amilcar Machado, Argentina, 2008, 13 mins, colour
Cast: Angel Angelucci, Edith Frydman, Luis Carlos Echeverry
A lyrical and sonorous lament for the passing of a way of life, told through a portrait of Don Jaime, one of the last remaining inhabitants of the hamlet of Quioga in rural Argentina. A gem of social realist filmmaking.

My Footsteps in Baragua/
Hijos de Baragua

Sunday 15 Nov 7:30pm Cafe Crema
Dir. Gloria Rolando, Cuba, 2007, 53 mins, colour and B/W
Migration has been, and is, a constant theme in the life of the people of the Caribbean. In the municipality of Baragua, in the present province of Ciego de Avila, Cuba, the stories and customs of the English speaking Caribbeans and their descendants, still remain alive. Today they are an integral part of Cuba. This documentary vividly explores a vibrant and little known cultural element of Cuba’s multi-cultural mix.

Stop! Father/Padre…Pare!

Sunday 8 Nov 2:00pm Riverside Studios
Wednesday 11 Nov 6:30pm Riverside Studios
Dir. Jose Andres Nieto Galvis, Colombia, 2009,
9 mins. Colour.
Cast: Juan Fernando Galindo, Lorena Bueno, Esperanza Cifuentes Ruiz
A young priest faces perils, as well as temptations, during his bus journey through bandit country in Colombia, unaware that one passenger harbours a dangerous secret. A charming, witty and sexy short drama with an ending that will surprise everyone.

This Town Needs a Death

Sunday 15 Nov 1:30pm Duke of York
Dir: Ana Cristina Monroy, Colombia, 2008, 48 mins, colour
With beauty, grace and humour, transvestite Jesus Emilio assumes the persona of Stefany and confronts the closed and homophobic society of El Choco, Colombia, with the fact of his homosexuality. Stefany speaks intimately about her faith, the pain and isolation she suffers, being gay and black. Through the death rites of the Palo religion, she is, paradoxically, able to find new life and hope of acceptance and love.

 

O filme “Pelo Ouvido“, adaptado, produzido e dirigido por Joaquim Haickel, tendo por base um de seus contos, no transcorrer de um ano foi premiado treze vezes em onze festivais. Melhor filme no 17º Concurso Iberoamericano de Cortometrajes de Cartagena, na Colômbia, melhor filme no The 2009 Newport Beach Film Festival, melhor filme internacional no FirstGlance Film Festival Philadelphia 11, melhor direção no Boston International Film Festival, ambos nos Estados Unidos, melhor filme no VI Ibero Brasil Cine Festival de Valência e prêmio especial do júri na Mostra de Cinema Llatinoamericà de Catalunya, na Espanha. Já no Brasil, participou do 7º FestCine Amazônia, do 7º Festival Curta Natal e do 16º Festvídeo Teresina onde ganhou os prêmios de melhor filme de ficção. No II Festival Curta Cabo Frio (RJ), recebeu os prêmios, especial do júri e o de melhor atriz, enquanto no 31º Festival Guarnicê de Cinema (MA) saiu com os prêmios de melhor filme do júri popular e novamente de melhor atriz para Amanda Acosta.

“Pelo Ouvido” que participa da pré-seleção de vários festivais de cinema no Brasil e no exterior, foi também escolhido para participar do Palm Springs International Short Film Festival, do 12º Los Angeles Latino International Film Festival, do 17th Annual St. Louis International Film Festival, do 7th Miami Short Film Festival, do 6º Annual Oxford Film Festival, do Beverly Hills Hi-Def Film Fest, do 8º Route 66Film Festival, Beloit International Film Festival, do 3º Show Off Your Shorts Film Festival, do Very Short Movies Festival, do Nashville Film Festval, do Jacksonville Film Festival, do Syracuse International Film Festival, do Seattle International Film Festival, Seattle’s True Independent Film Festival 2009, do Tallgrass International Film Festival 2009, do Fourth Annual Independent Television Festival, do Sacramento Film and Music Festival 2009, do Atlanta Underground Film Festival e do Naperville Independent Film Festival (Estados Unidos); , do Festival Internacional de Cine de Cancún 2009 (México); do 34º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva, da XXXI Semana Iinternacional del Cortometraje de San Roque, do On & Off 4 Festival Creativo de Curtas en Ribadeo e do XII International Short Film Festival La Boca Del Lobo (Espanha); do Festival des Films du Mond, do 15º CFC Worldwide Short Film Festival e do 3º Brazilian Film Festival of Toronto (Canadá); do Camera Mundo – Festival de Filmes Independentes (Holanda); do Festival International du Film d’Amour de Mons (Bélgica); do European Independent Film Festival 2009 e do Encuentros de Cine Sudamericano de Marsella (França); do XXV Festival de Cine de Bogotá (Colômbia); do Quarto Festival Internacional de Curtas de Detmold e do Radar – Festival Internacional de Filme Independente de Hamburgo (Alemanha); do 30º Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba); V Festival Internacional de Cortometrajes de Cusco (Peru); do #9 Filmstock de Luton e do 19th London Latin American Film Festival (Reino Unido); do 3º New Beijing International Movie Week (China); do II Festival de Cinema com Farinha da Paraíba, do 8ª Goiânia Mostra Curtas, da XXXV Jornada Internacional de Cinema da Bahia, III Mostra Curta Audiovisual de Campinas, do 5º Amazonas Film Festival, do Vídeo Festival São Carlos 2008, do 15º Vitória Cine Vídeo, do Curta Três Rios, do Festival de Cinema e Vídeo de Muriaé, do 7º Festival Nacional de Cinema Varginha, da Mostra do Filme Livre, do MOSCA 5 – Mostra Audiovisual de Cambuquira, da sessão Curta o Curta, do 1° Cine Grandes Curtas – Festival Nacional de Cinema da Cidade de Pelotas, do Cine PE – Festival do Audiovisual 2009, do Festival do Coração e do CINESUL 2009, V Ibero Brasil Cine Festival – RJ/BR, do 20º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e do VI Mostra Curta Pará Cine Brasil (Brasil).

 

 

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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