De quem é a culpa!?

(Fragmento de uma crônica antiga, bem presente)

No final vamos acabar descobrindo que todos os personagens, de qualquer historia, de uma forma ou de outra, uns mais outros menos, tem sua cota de culpa e de responsabilidade no desfecho do enredo que protagonizam. Sejam como atores principais ou como meros figurantes, mas uma coisa é certa, a parte maior da culpa cabe sempre a quem detém o poder, a quem manda, ou a quem delega esse mandato. Dessa culpa ninguém pode fugir.

… É refresco!

Tomar decisões não é uma coisa fácil! É complicado, principalmente se você pretende fazer isso usando a coerência e o bom senso.

Ano passado recebi um pedido de um grande amigo meu a quem devo muitos e impagáveis favores. Político de grande peso eleitoral em seu município, esse meu amigo pediu que eu não descansasse enquanto um adversário seu, na verdade nosso, um sujeito realmente ordinário, não fosse cassado. Ele me pediu que me empenhasse ao máximo para que o dito cujo perdesse o mandato de vereador, tendo em vista o flagrante descumprimento às normas eleitorais vigentes. O safado infeliz mudou de partido quando isso não era possível fazer.

Quando ele me falou isso, imediatamente me veio à lembrança um pedido semelhante, mas, ao inverso, que me fizera uma semana antes outro amigo, desta vez um vereador de outro município. Este, que também é gente boa e meu amigo de primeira hora, pediu-me para que eu não permitisse que ele fosse cassado, pois também mudara de partido fora do prazo.

Eu discordo peremptoriamente da interpretação do Tribunal Superior Eleitoral – TSE sobre a decisão de a quem pertence o mandato eletivo, sobre qual é a intenção do eleitor ao votar e eleger este ou aquele candidato. Em minha modesta opinião o eleitor escolhe esse ou aquele representante independentemente do partido a que ele pertença. Por exemplo, todos nós sabemos que para o eleitor de Lula não importa se ele é do PT, do PSB, do PCdoB, do PDT ou do PMDB. O mesmo acontece com Maluf, Gabeira, Collor, Ciro, Clodovil…

Acho que tenho um exemplo que pode provar a minha tese. Caso Romário se candidatasse a deputado pelo Rio de Janeiro, tanto alguns vascaínos quanto outros flamenguistas iriam certamente votar nele, não importando se ele fosse filiado ao PV ou ao PRB.

Os manuais de política, dos mais elementares aos mais complexos, mandam que se encarem os casos que citei anteriormente de forma pragmática. Da mesma forma como faria um advogado que fosse contratado por aqueles meus dois sujeitos, um querendo que acompanhasse o processo para garantir a cassação de um desafeto e o outro para defendê-lo, para que ele não fosse cassado.

Qualquer advogado pegaria os dois casos sem nenhum constrangimento ou medo de ferir a ética. Pois, pelo fato de serem processos diferentes e interesses não conflitantes, mesmo que ele, o advogado, tivesse perante a mesma corte de justiça, no caso a eleitoral, se posicionar usando argumentos completa e diametralmente opostos, de um caso para o outro, ele estaria no seu papel de advogado.

Essa aparente falta de coerência às vezes me incomoda, mas ao mesmo tempo me faz refletir sobre minha atividade política. E é bem ai que se localiza todo o mistério do exercício da política, é exatamente aí que reside o meu dilema em relação a ela: o político correto, coerente, sensato, deve propugnar uma única verdade para correligionários e adversários? Deve colocar acima de seus interesses partidários e eleitorais a defesa da coerência? Coerência e política podem andar juntas sem que uma prejudique a outra? Deve o político ter um juiz dentro de si, que julgue a todo instante o que fazer e o que deixar de fazer? Ou ele deve simplesmente defender os interesses de seus eleitores, não importando para isso nenhuma noção de coerência ou de juízo de valor?

Talvez não esteja conseguindo ser bem claro, por isso vou tentar exemplificar melhor: imagine um congressista que tenha sido eleito com o decisivo apoio do Movimento dos Sem-Terra. Um dia ele tem que votar uma lei, que apesar de correta, coerente e justa, impedira definitivamente que se faça reforma agrária em terras realmente produtivas, coisa que o MST discorda totalmente. Como você acha que deve agir esse parlamentar? Votar a favor da lei ou, mesmo sabendo ser a tal lei correta e justa, votar contra ela, mas em defesa dos interesses daqueles que o elegeram?

E então, você ainda pensa que ser político é fácil!?

A Verdade

Mais um texto da Sessão Pensamentos
 
Quando você estabelece qual o tipo de verdade que você quer ouvir, nesse momento você estabelece que o que você quer ouvir pode ser uma grande mentira.

Antes que seja tarde

A falta de uma reforma política e eleitoral em nosso país fez com que experimentássemos nas últimas eleições um imenso retrocesso. Foi como se tivéssemos entrado em uma máquina do tempo, pois o que se viu foram práticas que eram comuns nas décadas de 30 e 40. Violência, compra de votos, desvio e discrepância nas decisões judiciais. Um verdadeiro pandemônio! Tudo isso devido à falta de ação do Congresso Nacional no que diz respeito a uma profunda e eficiente reforma política.

Quero deixar bem claro que sou contra um terceiro mandato para Lula! Para Lula ou para quem quer que seja. Sou inclusive contra a reeleição para cargos executivos nos seus três níveis. Em compensação, sou favorável a um mandato mais longo.

Nós temos uma democracia e isso é fato, mas nós como seus jardineiros, corremos sério risco por não estarmos dando a essa jovem planta os nutrientes que ela tanto precisa para se tornar uma árvore forte e fecunda.

Ninguém agüenta mais eleições de dois em dois anos. Durante algum tempo a prática do voto nos foi favorável, nos deu certa noção de cidadania, nos fez aprender a importância da livre escolha, nos possibilitou, pela quantidade e intensidade de pleitos, implantarmos um sistema de votação que em minha opinião é a melhor coisa que há em nosso sistema político-eleitoral. Tantas eleições serviram para estabelecer lideranças e fazê-las capazes de conclamar seus adeptos na defesa de suas propostas. Mas depois de algum tempo essa abundância de eleições, essa insensata e incessante loteria da escolha, passou a viciar o eleitor em uma pseudo-esperança ou a desiludi-lo de forma definitiva.

Vivi a minha vida toda dentro do mundo da política. Desde muito garotinho acompanhava meu pai e meu tio em suas reuniões e em suas viagens pelo interior do Maranhão. Foi ali que eu aprendi muito do que sei sobre as pessoas e tudo que sei sobre a arte da política. Pelo que eu aprendi, garanto-lhes que está mais de que na hora de fazermos uma parada para arrumação. Temos todos os ingredientes necessários para isso, em que pese a grande instabilidade do momento econômico mundial, mas ainda assim acredito que é hora de arrumarmos a casa, sob pena de jogarmos por terra o magnífico trabalho que a nossa nação construiu no último quarto de século, desde a transição para a democracia e o estado de direito na era Sarney, passando pela manufatura da “Constituição Cidadã” de dr. Ulisses, pela eleição e cassação de Collor, pela estabilização da economia na era FHC, pela consolidação da economia e pela implantação de uma política social de inclusão da era Lula.

Fizemos quase tudo, só não tivemos ainda a coragem de fazermos as duas reformas mais importantes e indispensáveis a meu ver: a política e a tributaria. A reforma tributaria bem ou mal, com mais ou com menos sacrifício deste ou daquele setor, pode esperar um par de anos, mas a reforma política é urgente.

Se a mim fosse dada a possibilidade de propor uma forma de arrumar a casa, sugeriria eleições gerais para todos os cargos eletivos, do Legislativo e o Executivo, de vereador a presidente da República, em 2012, com prorrogação, por dois anos, dos mandatos dos atuais deputados estaduais e federais, senadores, governadores e até do presidente da República.

Proporia mandatos de cinco anos sem direito à reeleição, no caso do Executivo. Os mandatos dos senadores passariam a ser de 10 anos.

O voto continuaria obrigatório. Para vereadores, deputados estaduais e federais, ele passaria a ser majoritário, os mais votados se elegeriam.

Estabelecer-se-ia o financiamento público de campanha, inclusive abrindo-se a possibilidade de pessoas físicas e jurídicas financiarem uma cesta que direcionassem seus recursos para a sustentação desse ou daquele partido ou candidato, sendo que 50% desse valor fosse distribuído igualmente entre os demais candidatos.

Ficaria estabelecido que os mandatos pertencessem aos partidos, mas em cada eleição haveria um prazo regulamentar para eventuais desfiliações (ora bolas, se a lei civil permite o divórcio, como é que a lei eleitoral pode impedi-lo!?).

Aumentaria a quantidade de senadores de três para quatro por estado e sua eleição seria desencontrada, havendo de 5 em 5 anos renovação de 50% da casa. Os suplentes de senadores passariam a ser os deputados federais mais votados do mesmo partido na mesma eleição.

Bem, essas são apenas algumas das minhas propostas. No Congresso existem dezenas de proposições para a reforma eleitoral e política. Com toda certeza minhas idéias não serão nem analisadas, isso não importa, o que importa é que alguma coisa seja feita urgentemente, antes que seja tarde e todo o trabalho dos últimos 25 anos tenha sido em vão.

Acredito que seja uma grande oportunidade para que o presidente Sarney, na condição de futuro presidente do Senado Federal e consequentemente do Congresso Nacional, use de sua grande liderança e de sua força política para fazer as últimas reformas que o Brasil precisa para, ai sim, se considerar uma democracia sólida e estável.

Se fizer isso, Sarney entrará para história como o artífice do primeiro e do último ato de um tempo de reconstrução.

Um grande líder, mas um terrorista

O Theodoro, comentarista do meu Blog, me mandou um artigo escrito por Avraham Tsvi Beuthner. Nele há um trecho que acredito ser bastante relevante, tanto que meu texto de hoje será baseado nele. Uso-o como contraponto. Espero que apreciem.

“(…) O Corão ensina que quando Maomé quis conquistar Meca e não conseguiu, ele fez um acordo de não agressão de dez anos com a tribo de kuraysh (que dominava Meca) e assim entrou pacificamente na cidade. Dois anos depois, quando sentiu que as defesas de kuraysh baixaram, ele os atacou impiedosamente massacrando-os e conquistando Meca.
Quando seus fiéis lhe perguntaram como um profeta podia mentir, pois ele assinou um acordo com eles de não-agressão, Maomé lhes disse [preste atenção, pois esta é uma pérola da filosofia e mentalidade árabe que todos os pobres ocidentais incultos deveriam aprender.

Você pode massacrar os kuraysh mesmo depois de assinar um acordo de paz com eles pois “um acordo com infiéis (=aqueles que não são muçulmanos) não é um acordo. (…)”.

Pois Bem! Alguém poderia me dizer quem foi um dos maiores terroristas que já existiu?

A grande maioria dirá Osama Bin Laden e estarão corretos, pois ele é realmente um dos maiores, se não for o maior. Muitos falarão de Hitler, de Gengis Khan, de Átila… Existiram muitos bárbaros sanguinários e infames. Mas haverá um importante personagem histórico o qual ninguém falará, porque a história sempre o tratou como herói, e ele foi mesmo um grande herói, um grande líder, mas de certa forma também foi um grande terrorista.

Estou falando de Moisés. É isso mesmo! O grande Moisés, aquele que quando bebê foi tirado das águas do Nilo e criado como um príncipe, filho da filha do faraó do Egito.

Libertador, segundo os estudiosos da religião de mais de um milhão de judeus. Segundo alguns arqueólogos seriam apenas uns 200 mil. Esse homem, Moisés, foi um dos maiores terroristas de todos os tempos.

Não entendeu ainda como!? Por que!? Eu explico!

Moisés fez cair sobre o Egito dez pragas até que o faraó libertasse seu povo da escravidão. Pelo menos é isso que dizem as escrituras. As pragas aconteceram como se fossem atentados contra o estado que escravizava o povo judeu. Uma a uma elas se sucederam causando danos às pessoas e ao país, implantando o caos, até que não mais suportando o faraó autorizou a partida dos escravos que estavam ali desde quando José os trouxe séculos antes, para que não morressem de fome durante os sete anos de privação. José os livrou da fome e acabou permitindo que eles fossem escravizados. Coisas da história que se repete ciclicamente.

Pois bem, Moisés mandou as pragas. Fez as águas do rio Nilo se transformarem em sangue causando um verdadeiro caos para toda a população que dependia dela. Depois, mandou que as rãs invadissem as cidades. Puro terrorismo. Depois foi o surto de piolhos. Deve ter sido horrível. Imaginem um surto incontrolável de piolhos em Nova York!? Seria um pandemônio. O mesmo aconteceu com as moscas. Depois ele mandou doenças sobre os animais, liquidando com os domésticos e destruindo os rebanhos, trazendo com isso a fome. Depois, foi a vez das sarnas que se transformavam em úlceras horríveis e doloridas. Uma peste. Como o faraó não cedia, ele mandou uma grande chuva de granizos. As pedras dos meninos palestinos não são nada perto disso. Depois foi a vez dos gafanhotos comerem o que restou das plantações. Até aqui, Moisés se preocupará em quebrar a economia e destruir a vida diária do Egito e de seu povo. Foi o equivalente a uma bomba que destruísse Wall Street. Em seguida, ele fez cair as trevas em pleno dia. Tentou incutir no povo o medo da falta de seu Deus maior, o Sol. Foi quase o ápice de seu terror. Mas o pior ainda estava por vir. No final Moisés fez morrer todos os primogênitos de todas as famílias, a não ser daquelas que sacrificassem um cordeiro e manchassem as portas de suas casas com o sangue do animal, ou seja, só os primogênitos judeus sobreviveram. O assassinato de crianças já acontecera antes, no mesmo Egito. Moisés escapou porque sua mãe ao invés de jogá-lo no Nilo como mandava a lei, o colocou num cesto de vime e o fez chegar nas mãos da princesa. Séculos depois, crueldade similar aconteceria novamente, perto dali, desta vez na Judéia, quando Herodes, no afã de destruir o Messias, mandou que todos os meninos recém-nascidos fossem assassinados. Tudo isso é puro terrorismo de Estado.

Agora você concorda ou não comigo que Moisés foi um dos maiores terroristas que já viveu sobre a terra? Não importa se seus motivos eram justos, pois os imbecis radicais do Hamas e do Hezbollah acreditam que sejam justos os seus motivos e os do infame Osama Bin Laden e de seus homens-bomba.

Não importa que Moisés tenha sido um grande líder de seu povo, o que importa é que ele usou de todos os meios ao seu alcance para atingir seu objetivo, e é isso que caracteriza um terrorista.

O tempo passou e naquelas terras tudo continua como antes, a única coisa que mudou em mais de 3.000 anos foi a posição dos contendores. Antes, um era o escravizado, o oprimido, agora é ele o opressor.

Que Deus, que Alah, lhes dê sabedoria e que ela traga consigo a tolerância e a paz.

Deu no Jornal o Estado do Maranhão!

Em homenagem ao Isac (CM), comentarista desse blog.

O filme “Pelo Ouvido” de Joaquim Haickel já começa o ano sendo selecionado para mais dois importantes festivais na Europa. Trata-se do Festival International du Film d’Amour de Mons, na Bélgica  e do Encuentros de Cine Sudamericano de Marsella, na França. São respectivamente os festivais de numero 39 e 40 em que o filme participa, já acumulando até agora 8 premiações.

Joaquim prepara juntamente com seus parceiros, Arturo Sabóia (co-roteirista) e Cássia Mello (co-produtora) para fazer mais filmes ainda este ano. Pelo menos dois serão extraídos das paginas do livro “A Ponte”, escrito por Joaquim e lançado nacionalmente em 1991 pela Editora Global.

Outro projeto desse grupo é a realização em São Luis de um curta-metragem de ficção baseado num conto do escritor cabo-verdense Mia Couto, cujo argumento é do jovem Arturo e que deverá contar com a participação de dois atores de renome nacional.

Joaquim pretende realizar vários projetos em parceria com outros jovens cineastas e escritores maranhenses. Francisco Colombo deverá ajudá-lo na produção e na edição de um documentário cujo tema permanece em segredo absoluto. Depois Joaquim, através da Guarnicê Produções, apoiará Colombo na realização de dois curtas de ficção, “Reverso” e “A Espera”, o primeiro foi escrito e será dirigido por Colombo, já o segundo terá roteiro e direção de Lea Furtado.

Joaquim deverá também adaptar e dirigir um filme baseado num texto de Felix Alberto Lima sobre uma família de remanescentes de uma pequena e quase extinta tribo indígena que perambula pela reserva biológica do Gurupi.

A Guarnicê Produções, com apoio das Secretarias de Cultura do Estado e do Município de São Luis, do Departamento de Assuntos Culturais da Universidade Federal do Maranhão, do Instituto Guarnicê e do empresariado local, pretende lançar, por ocasião do Festival Guarnicê, em junho, um DVD contendo os mais importantes curtas-metragens realizados por cineastas maranhenses.

Isso não é tudo. Joaquim tem noticias ainda melhores para o setor cinematográfico de nosso estado, como a implantação do Museu da Memória Audiovisual do Maranhão (MAVAM), pertencente à Fundação Nagib Haickel, que já teve iniciadas as obras de restauro do prédio onde funcionará e que deverá iniciar suas atividade em dezembro do corrente ano.

O museu será formado pela “Usina de Memória”, que é uma produtora de audiovisuais, pelo “Armazém da Memória”, que é onde se guardará e se apresentará o acervo audiovisual produzido ou resgatado, e pelo “Farol da Memória”, um canal de educativo e cultural televisão que também deverá ser inaugurado em dezembro de 2009.

A partir do funcionamento do MAVAM, poderá haver a consolidação definitiva da produção audiovisual e cinematográfica em nosso estado.

Por causa de Gaza

Recebi de um cidadão que se diz chamar Theodoro, um comentário ao meu texto do ultimo domingo (“Um Absurdo!”, também postado no meu blog). O mesmo havia antes sido comentado por uma jovem inteligentíssima chamada Paoula. Achei por bem repercutir aqui no JEM, pois é o maior veículo de informação escrita de nossa terra e acredito que coisas como essas devam ficar registradas.
 
Paoula : “(…) eu estou completamente triste com toda essa situação, não vou nem mentir que já estou até criando um certo ódio de Israel. Esse “país” não tem noção de suas atitudes e nem da brutalidade com que está agindo (…) E mesmo assim sou consciente que não é um país tão idiota assim, afinal, é o unico democrata do Oriente Médio (…)”
 
Theodoro: (…) O ESTADO DE ISRAEL TEM O DIREITO DE DEFENDER-SE CONTRA OS MISSEIS ASSASSINOS A SERVIÇO DE GRUPOS TERRORISTAS PALESTINOS (…) AQUELA GUERRA JÁ COMEÇOU HÁ ALGUMAS DÉCADAS, QUANDO ALGUNS PAÍSES ÁRABES, DE FORMA SORRATEIRA E IMORAL, TENTARAM TOMAR AS TERRAS DE ISRAEL, NA CHAMADA GUERRA DO SEIS DIAS. SR. PAOLO BRAIDE ANTES DE FAZER ESTE TIPO DE COMETÁRIO ANTI-SEMITA, PROCURE CONHECER A VERDADEIRA HISTÓRIA QUE VEM OCORRENDO NAQUELA REGIÃO, DAS DIVERSAS INJUSTIÇAS CONTRA O POVO JUDEU. PROCURA ESTUDAR A HISTÓRIA DAQUELE POVO ANTES DE DISTORCER A REALIDADE DOS FATOS. O HAMAS, O REZBOLAR E O DIABO A QUATRO TEM QUE ENTEDER QUE ISRAEL EXISTE E CONTINUARÁ EXISTINDO, QUER O POVO PALESTINO QUEIRO OU NÃO (…)”

Joaquim: “Desculpe-me senhor Theodoro, mas o senhor esta um pouco equivocado, o que é bastante compreensivo, pois muito pouca gente consegue entender essa situação minimamente (…)

As terras onde hoje fica o estado de Israel são as mesmas que milênios atrás eram conhecidas pelo nome de Canaã. Antes dos judeus, filhos e sobrinhos de Judá, primogênito de Jacó (que mudou seu nome para Israel), filho de Isaac, que por sua vez era filho de Abraão, chegasse por aquelas bandas, guiados por Moises, que os havia libertado do cativeiro no Egito, para onde foram séculos antes fugindo da fome da Caldeia, aquelas terras já eram habitadas há muitos e muitos anos por descendentes de Ismael, o outro filho do mesmo Abraão com a escrava egípcia, Agar. (…)

Quando os judeus voltaram para Canaã, depois do segundo êxodo, já em 1948, quando foi criado o estado de Israel, os descendentes de Abraão, de Isaac, de Jacó (Israel), das dez tribos que formaram o povo de Israelita há mais de 3000 anos, encontraram em Canaã, na Palestina de hoje, os descendentes de Abraão, de Ismael e até alguns de Isaac, não os de Jacó, mas alguns de Esaú, seu irmão, que teve a primogenitura roubada por ele.

Nesse conflito não há quem esteja com a razão ao seu lado. Para ele só vejo um encaminhamento de solução, ou um começo, a criação de um estado palestino, da mesma maneira que foi criado o estado israelense. (…)
 
Quanto à guerra dos seis dias ela foi vencida e muito bem vencida por Israel. Uma coisa é enfrentar exércitos, tanques, aviões, e quanto a isso defenderei o direito de qualquer estado em se defender e até em atacar. Mas isso não é o mesmo que atacar civis, com o intuito de desalojar milicianos. Isso é que é um absurdo! O melhor exercito do mundo matando criancinhas, enquanto poderia ir atrás de Osama!? Enquanto poderia neutralizar os chefes do Hamas e do Hezbollah!?

Veja mais uma coisa, a Paola que só tem 18 anos, ressalta uma coisa importantíssima. Israel é a única democracia existente no oriente médio e por isso mesmo deveria ter uma maior capacidade de discernimento da situação. São os fortes que tem a maior responsabilidade quanto à solução dos conflitos.

O povo Judeu já sofreu muito e continua sofrendo, mas os palestinos são nesse momento os maiores sofredores nessa historia. Israel pode e até acho que deve caçar e destruir os terroristas, mas a morte de inocentes não deve acontecer sobre nenhum pretexto.
 
A integra dos textos acima você pode encontrar no endereço: https://www.blogsoestado.com/joaquimhaickel/2009/01/10/um-absurdo/

Niver desse Blog

Alguém mandou um vírus para esse texto que foi postado em 16 de outubro de 2008 e a única saída foi deletá-lo para depois recolocá-lo e assim me ver livre de milhares de desagradáveis spans.
 
Folheando esse meu Blog, descobri que ele completa dois anos nesse mês de outubro. Durante esse tempo, foram mais de 120 mil acessos. Ele ocupa o 6º lugar entre os mais de 20 Blogs do portal imirante. Foram 273 textos postados e 1863 comentários feitos a esses textos, totalizando mais de 6 comentários por post.
Em comemoração a essa data resolvi republicar uma das crônicas mais comentadas nele postada.
Obrigado por sua companhia nessa nossa jornada.
 

Os dez mandamentos de Maquiavel *

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Sou um dos mais novos adeptos do orkut. Na verdade nem sei bem como definir o que seja essa geringonça. Acho que sua melhor definição é que ele é um site de relacionamento onde você encontra pessoas que se agrupam em comunidades temáticas, e conversam, trocam idéias e opiniões sobre os mais diversos e variados temas.
Lá existem grupos pra tudo: dos que odeiam filmes legendados aos que adoram as coisas simples da vida. Dos que acreditam em príncipe encantado aos que são viciados em comida japonesa.
O orkut serve também para se reencontrar pessoas que não vemos há muito tempo, que não sabemos por onde andam. Por lá encontrei muita gente que há séculos não via, como foi o caso de um amigo de infância e colega do Colégio Batista, Antônio José Ritter Martins, que anda mergulhando mundo afora.
Tem gente que chega a ter mais de duas centenas de comunidades em seu cadastro. Eu só participo de umas duas dezenas delas. Todas giram em torno dos meus interesses: Literatura, cinema, história, cultura, lazer, política…
Outro dia entrei numa comunidade denominada Maquiavel e deparei com uma questão que já tinha visto antes, mas que nunca quis abordar. Naquela oportunidade resolvi tocar no assunto por lá, e hoje quero abordar o mesmo assunto por aqui. É o caso de uns tais dez mandamentos que teriam sido estabelecidos por Maquiavel. Puro mito.
Em seu livro O Príncipe, Maquiavel traça o perfil que deveria ter, e diz como deveria agir um governante na transição da idade média para o renascimento. O perfil que ele traçou para um poderoso Príncipe daquela época, sempre se mostrou atual todas às vezes em que foi, desde então, confrontado com a realidade.
Não me lembro de ter lido em nenhum lugar sobre estes tais dez mandamentos de Maquiavel, em todo caso, para um melhor entendimento, vou tentar desentortar e analisar estes dez mandamentos que encontrei no orkut como sendo dele.
Procurarei fazer uma analise segundo o que acredito que fosse a ótica de Maquiavel. Procurarei ser fiel à ótica que ele relata em sua obra, em que aconselhava, e continua aconselhando, aos detentores ou pretensos detentores do poder.
1- Zele apenas por seus interesses.
O apenas aqui na verdade quer dizer em primeiro lugar. Zele em primeiro lugar pelos seus interesses. Somente zele pelos interesses dos outros se eles vierem a coincidir com os seus interesses, ai eles passam a ser seus também. Quando você tiver que abrir mão de um interesse seu em beneficio do interesse de outros, que isso fique muito claro, e que se sobressaia a sua grandeza por ser capaz de tal feito.
2- Não honre a ninguém além de você mesmo.
Não se submeta, não se diminua, não se agache, não seja subserviente. Se faça útil, indispensável, tenha orgulho do que faz e o faça com competência e honra.
3- Faça o mal, mas finja fazer o bem.
Quando por acaso você vier a fazer o mal, quando for obrigado a prejudicar alguém, ou um determinado grupo, o faça. Mas procure minorar ou esconder tal feito, tal atitude, e principalmente seus efeitos.
4- Cobice e procure obter o que puder.
Busque, lute para que sua voz tenha força e suas ações tenham peso, importância e conseqüência e para que consiga atingir todos os seus objetivos.
5- Seja miserável.
Seja obstinado, não tenha medo do que vão falar de você, faça o que tem de ser feito. Se seu cavalo mais amado quebrar a perna, sacrifiquei-o. Se seu amigo mais querido lhe trair, esqueça-o.
6- Seja brutal.
Seja firme. Seja duro. Não tenha pena do enfermo pelo gosto amargo do remédio eficiente que tem que lhe ministrar, pela dor que a injeção irá causar, lembre-se da cura que provirá desse gosto amargo e dessa dor.
7- Engane o próximo toda vez que puder.
Engane apenas quando for indispensável e quando for possível, de tal forma e de preferência que esse próximo, e os distantes também, não descubram que foi enganado. Melhor ainda, que pense que foi na verdade ajudado.
8- Mate seus inimigos, e se for preciso mate seus amigos também.
Imobilize seus inimigos, tire-os de combate, faça com que eles não possam lhe causar nenhum dano ou problema. Coopte seus amigos, consiga seu apoio irrestrito, caso contrario, terá que agir com estes como se fossem inimigos. Melhor seria que seus amigos entendessem isso por si só.
9- Use a força em vez da bondade ao tratar com o próximo.
Use a justiça, a sabedoria, a inteligência, o poder. Quem detém tudo isso detém a força.
10- Pense exclusivamente na guerra.
Pense em primeiro lugar em suas estratégias, em sua logística, em seus movimentos, em suas ações e nas possíveis reações de seus parceiros e de seus adversários. A guerra é o jogo da vida. As mortes que acontecem nos campos de batalha são as conseqüências de um jogo da vida mal jogado, ou como preferem pensar alguns, são os efeitos colaterais de um jogo da vida bem jogado demais.
Vejam só como é possível distorcer ou mal interpretar as palavras e as idéias das pessoas. Se fazem isso com Maquiavel, imaginem com qualquer um de nós, pobres mortais. 
 
* Estes tais dez mandamentos de Maquiavel é invenção de algum sujeito muito desocupado, analisado aqui por outro sujeito, este nem tão desocupado, mas que é fã até das lendas em torno da vida e dos pensamentos do mestre florentino.

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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