Encontro Estadual de Homens de Axé em São Luís

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No mês de agosto, São Luís sedia, pela primeira vez, o 1º Encontro Estadual de Homens de Axé, promovido pela Rede de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde e Secretarias de Estado da Saúde (SES) e Igualdade Racial (Seir). A reunião será realizada juntamente com o 2º Encontro Nacional de Homens de Axé , segunda-feira (18) e terça-feira (19), no Veleiros Mar Hotel, na Ponta D’Areia.

O evento tem como objetivo ampliar as discussões sobre as interfaces da Política Nacional de Saúde do Homem e da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; refletir sobre as desigualdades raciais e racismo como determinante das condições de saúde, sobre o imaginário social do homem negro, sexualidades e questões reprodutivas; e o fortalecimento da participação dos homens de terreiros nos espaços de controle social de políticas públicas de saúde.

Na programação estão temas como as práticas de cuidados na promoção de saúde dos homens nos terreiros, sexualidade, paternidade, uso de drogas e doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS.

 Neste 1º Encontro Estadual de Homens de Axé do Maranhão, além do debate sobre as políticas públicas de saúde para os homens em geral e de Axé, estarão em discussão contribuir para inserção dos homens de terreiros nos espaços de decisão política e a ampliação da participação desses nos espaços de defesa por direitos e controle social de políticas públicas, especialmente no campo da saúde; estimular nos espaços internos e externos aos terreiros o desenvolvimento de ações de promoção da igualdade de gênero e promoção da saúde para os homens de terreiro; ampliar o debate sobre os impactos do racismo na vida de homens negros e homens de terreiros; sensibilizar os homens para uma atuação efetiva no campo da saúde sexual e reprodutiva; e refletir sobre as interfaces entre a Política Nacional de Saúde do Homem e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

Mais informações pelo telefone (98) 2108 9124 ou pelo email seci[email protected].

Programação

Dia 18 de agosto de 2014

8h30 – Boas Vindas e Cânticos de louvor a vida e a natureza

9h – Mesa de Abertura

9h30 –  Painel 1 –  Religiões Afro-Brasileiras e suas práticas de cuidados na promoção da saúde dos homens

11h – Painel 2 – Tradição religiosa afro-brasileira e Sexualidades: tensões e desafios

12h30 – Almoço

14h –  Salas de Conversa:

Sala 1 – Homens, violências e vulnerabilidades

Sala 2 –  Homens de terreiro, relações amorosas e diversidade sexual

Sala 3 – Paternidade e aborto:  os impactos na vida dos homens negros e homens de terreiros

Sala 4 –  Drogas: o que os homens de terreiro têm a ver com isso

16h3 – Apresentação resumida das salas de conversa

17h30 –  Lanche

 Dia 19 de agosto de 2014

9h– Painel 3 – Homens  negros, masculinidades e políticas públicas

10h45 –  Painel  4 – Homens negros, os terreiros  e a epidemia de HIV-AIDS: perspectivas para a prevenção

12h30 – Almoço

14h – Conversa Afiada: Homens de Axé: o que queremos para a nossa saúde

Coordenação:  Fernanda Lopes – UNFPA

15h30 – Por uma agenda de saúde para os homens de terreiros

17h – Encerramento e lanche

18h- Apresentação Cultural

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Sabatinando o bumba meu boi

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Antes da festa é preciso entender o que representa para [nós maranhenses] o título concedido ao bumba meu boi pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan -, órgão vinculado ao Ministério da Cultura, de Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil. O tema será discutido em Fórum realizado nesta sexta-feira, dia 2, no Teatro Alcione Nazaré (Praia Grande).

Durante o evento, será mostrada uma vasta documentação integrante do inventário que serviu de base para o julgamento do pedido de transformação do bumba meu boi em bem imaterial da Cultura Brasileira.

O evento realizado pelo Iphan no Maranhão é uma oportunidade para discutir aspectos históricos, estéticos e religiosos do bumba meu boi. Serão exibidas pesquisas que evidenciam as riquezas de detalhes, as diversidades dos sotaques, as peculiaridades da dança e todo o universo mapeado no Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Bumba meu boi do Maranhão.

Durante o evento, será apresentado o dossiê de Registro do Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão. Também será lançado pelo Iphan o livro Bumba meu boi: som e movimento, que integra a pesquisa do inventário. A pesquisa feita por Joaquim Santos e Tânia Ribeiro descreve toadas, instrumentos, partituras e aspectos das coreografias do bumba-boi.

Outro lançamento será o DVD Bumba-Boi: Festa e Devoção no Brinquedo do Maranhão, que foi exibido para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural durante a sessão que levou a manifestação a transformar-se em bem cultural. O disco apresenta depoimentos, celebrações, promessas, a religiosidade, os sotaques, a diversidade e a criatividade dos que fazem o bumba meu boi. A obra ressalta toda a tradição da brincadeira, sua influência e importância para o Maranhão e para o Brasil.

Na programação constam mesas redondas abordando A Dimensão Religiosa do Bumba meu boi do Maranhão, A Dimensão Estética do Bumba meu boi do Maranhão e Questões Atuais no Bumba meu boi do Maranhão. Após os debates e os lançamentos, grupos dos sotaques de orquestra, costa de mão, zabumba, baixada e matraca se apresentarão.

De acordo com a coordenadora do processo que levou o bumba meu boi a entrar na lista de patrimônios culturais, Izaurina Nunes, antropóloga do Iphan, o registro vale por 10 anos. “O Iphan se torna responsável por preservar o bumba meu boi. No entanto, não é um trabalho de fiscalização. É uma atitude de salvaguarda”, diz Izaurina Nunes.

Entre as sugestões de salvaguarda, estão a implantação de políticas públicas em municípios do interior para integrar os grupos, buscando a valorização de expressões locais. Outra necessidade apontada pelo Iphan é a aproximação entre integrantes e plateia, já que em parte dos arraiais da cidade, onde se apresentam os grupos, foram construídos palcos que modificam as práticas de sociabilidade tradicionais do bumba boi.

Um Fórum dessa natureza é importante para que possamos perceber que o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil, concedido ao bumba meu boi, é importante, mas não podemos esquecer que essas pessoas que tem essa  manifestação cultural, como referência e modo de vida, precisam ser inclusos no processo de políticas públicas essenciais de desenvolvimento humano.

Inventário – A pesquisa que serviu de base para o INRC foi iniciada em 2001 e foi conduzida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Rio de Janeiro até 2004. Em 2007, um levantamento complementar com uma vasta documentação fotográfica e audiovisual foi feito por um grupo de pesquisadores do Iphan, com o apoio e a participação da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Comissão Maranhense de Folclore, Fundação Municipal de Cultura (Func) e outras instituições. O inventário foi concluído em 2009.

A pesquisa detalha os elementos de arte, festa e religião do bumba-meu-boi. O documento tem 208 páginas com texto e ilustrado com rico material fotográfico. Izaurina Nunes explica que ainda não há previsão para o lançamento do dossiê em livro.

Informações extraídas do texto de Yane Botelho – de O Estado do Maranhão

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