Morre Paco de Lucía, o violonista de flamenco

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Paco de Lucía, violonista de flamenco, Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes e símbolo, junto com Camarón de la Isla, da renovação e difusão mundial do flamenco, morreu nesta quarta-feira em Cancún, no México, aos 66 anos de idade.

Francisco Sánchez Gómez, de nome artístico Paco de Lucía, introduziu ao flamenco, ao longo de sua carreira, ritmos como o jazz, a bossa nova e, inclusive, a música clássica.

Discípulo de Niño Ricardo e de Sabicas, e respeitado por músicos de jazz, rock e blues por seu estilo próprio, alcançou, entre outros muitos reconhecimentos, um Grammy para o melhor álbum de flamenco em 2004; o Prêmio Nacional de Guitarra de Arte Flamenco; a Medalha de Ouro ao Mérito das Belas Artes em 1992; o Prêmio Pastora Pavón La Niña de los Peines de 2002; e o Prêmio Honorário da Música de 2002.

Nascido em 21 de dezembro de 1947 na cidade de Algeciras com o nome de Francisco Sánchez Gómez, aos sete anos pegou pela primeira vez um violão pelas mãos de seu pai e, depois, de seu irmão mais velho.

Por sua mãe portuguesa ficou conhecido como “Paco, o de Lucía”, ao identificar, assim como na Andaluzia, o filho com o nome da mãe, Lucía Gomes.

Com 12 anos formou o dueto “Los Chiquitos” de Algeciras com seu irmão Pepe nos vocais. O grupo fez sucesso em 1961 em um concurso de Jerez e com o qual gravou seu primeiro disco.

Contratado pelo bailarino José Greco em 1960 como terceiro violonista da Companhia do Balé Clássico Espanhol, fez sua primeira turnê pelos Estados Unidos, e depois foi o segundo violonista e viajou por meio mundo. Foi aí que conheceu os músicos Sabicas e Mario Escudero, que o incentivaram a compor suas próprias músicas.

Aos 17 anos entrou para um grupo financiado pelos representantes alemães Horst Lippmann e Fritz Rau para seu espetáculo “Festival Flamenco Gitano”, com o qual percorreu a Europa e no qual figuravam Camarón, El Lebrijano, El Farruco e Juan Moya.

Acompanhado com frequência por seus irmãos Ramón de Algeciras e Pepe de Lucía, gravou seus primeiros discos solo em meados dos anos 1960: “La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucía” (1967) e “Fantasía Flamenca” (1969).

Sua consagração chegou nos anos 1970, com memoráveis atuações no Palau de Barcelona, no Teatro Real e no Teatro Monumental de Madri, e sua primeira gravação ao vivo “Paco en vivo desde el Teatro Real”, lhe rendeu seu primeiro disco de Ouro.

Foi em Madri que surgiu a mítica dupla El Camarón-De Lucía, tão virtuosa e purista como renovadora do flamenco e que se traduziu em mais de dez discos de estúdio, como “El Duende Flamenco” (1972) e “Fuente y Caudal” (1973).

Ganhou o Prêmio Castillete de Oro del Festival de Las Minas em 1975; single de ouro em 1976 por sua magnífica rumba “Entre dos Águas” e disco de ouro em 1976 por “Fuente y Caudal”.

No final dos anos 1970, ganhou muita popularidade fora da Espanha por seus trabalhos com os guitarristas John McLaughlin, Al Di Meola e Larry Coryell.

Fundou em 1981 seu “Sexteto”, com Ramón de Algeciras (segundo violão), Pepe de Lucía (vocais e palmas), Jorge Pardo (saxofone e flauta), Rubén Dantas (percussão) e Carles Benavent (baixo), o que lhe permitiu criar o conceito atual de grupo de flamenco.

Colaborou no disco “Potro de Rabia y Miel” de seu grande amigo Camarón, e a morte deste, em 1992, o fez cancelar suas apresentações por todo o mundo durante quase um ano. Inclusive pensou em se aposentar, retornando um ano depois aos palcos com uma nova turnê europeia, na qual fez 40 apresentações nos EUA e gravou “Live in America”.

Entre seus discos estão “Fantasía Flamenca”, “Recital de Guitarra”, “El Duende Flamenco de Paco de Lucía”, “Almoraima”, “Solo Quiero Caminar”, “Paco de Lucía en Moscú”, “Zyryab”, “Siroco” e “Lucía” (1998)

Após um hiato de cinco anos, em 2004 gravou “Cositas Buenas”, considerado pela crítica uma “obra prima”, com oito temas inéditos, acompanhado pelo violão de Tomatito e a voz recuperada de Camarón, e que lhe rendeu o Grammy Latino de melhor álbum de flamenco.

Um ano antes, lançou sua primeira coletânea, “Paco de Lucía Por Descubrir”, com seus trabalhos de 1964 a 1998.

No dia 29 de junho de 2010 ofereceu um magnífico concerto para 2,5 mil espectadores que se reuniram na Puerta del Ángel de Madri.

Em 2011, participou em um disco de flamenco tradicional do músico Miguel Poveda.

Tornou-se Doutor Honoris Causa pela Universidade de Cádiz e pelo Berklee College of Music de Boston (EUA, 2010).

O músico estava estabelecido em Toledo e passava temporadas em Cancún, onde praticava pesca submarina. Teve três filhos, frutos de seu primeiro casamento em 1977 com Casilda Varela em Amsterdã: Casilda, Lucía e Francisco.

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Phill Veras na lista de apostas da MTV para 2014

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philveras600

O cantor e compositor Phill Veras aparece como um dos vencedores do Apostas MTV – na categoria Indie  – cujo objetivo é descobrir quem promete fazer história em 2014. Foram mais de um milhão de votos, campanhas ferrenhas e uma disputa acirrada entre os concorrentes de cada uma das dez categorias. A lista completa dos nomes premiados – que vai do novato músico maranhense à polêmica Miley Cirus – você confere no site da MTV.

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Tulipa Ruiz em canção inédita “Megalomania”

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Na intensa convivência entre músicos durante as turnês, surgem as piadas internas. Com Tulipa Ruiz e a banda, em viagens para tocar o disco Tudo Tanto, não foi diferente. Quero dizer, até foi. A piada interna cresceu e, veja só, virou música. “Megalomania” estará disponível para download gratuito no site oficial da cantora e é lançada com exclusividade pela Rolling Stone Brasil.

Carimbó azeitado por programações e as guitarras sempre reconhecíveis de Luiz Chagas e Gustavo Ruiz – pai e irmão/produtor da cantora, respectivamente –, a faixa virou coisa séria e ganhou até fotos exclusivas para o seu lançamento (como, por exemplo, a imagem acima).

De autoria da banda toda, ou seja, de Tulipa Ruiz, Gustavo Ruiz, Luiz Chagas, Márcio Arantes (baixo e programação), Caio Lopes (bateria), a canção foi criada em 2013, quando o baixista Marcio Arantes questionou ao restante do grupo sobre o tamanho do amplificador que ele teria. “Vocês acham que é uma megalomania usar esse amplificador?”

Depois da gargalhada geral, a palavra foi remoída pela banda na criação de uma música – esta que é lançada para download agora. “É uma música-carapuça”, brinca Tulipa, no comunicado enviado pela assessoria de imprensa dela.

O clima descontraído entre os músicos pulsa vivo em “Megalomania”, justamente definido pela cantora como um “single de verão para tocar em festinha”. A música até já foi apresentada ao vivo, no carioca Circo Voador e nos paulistanos Cine Joia e Sesc Bom Retiro, ainda neste mês.

Gravada no estúdio El Rocha, a canção foi masterizada no Sterling Sound, em Nova York. Ouça:

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Tássia Reis: a nova sensação do rap nacional

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Nos últimos tempos, o rap feminino mostrou sua força com nomes como Flora Matos, Karol Conka e Lurdez da Luz. Agora, chegou a vez de Tássia Reis, de Jacareí, interior de São Paulo.

Ouça Tássia Reis

 

Como apresentaria a si mesmo para alguém que gosta de música brasileira alternativa, mas que ainda não te conhece?

É engraçado essa coisa de falar de si mesmo, mas eu sempre me apresento às pessoas nos meus shows e explico porque eu estou ali, acho isso importante, pedir licença, um pouco da atenção das pessoas para apresentar meu trabalho. Eu sempre falo que faço música como se estivesse fazendo um jantar para servir pessoas queridas, e a base desse processo é o rap, mas eu uso vários temperos, tem soul, tem jazz, tem samba, tem original funk, R&B, afrobeat. E eu preparo com toda minha verdade. É a minha miscelânea louca (risos).

Quem são seus heróis musicais?

Eu tenho heróis na música, sim, e geralmente são aquelas pessoas que fazem música com coração mesmo, aqueles que conseguem arrepiar a gente, sabe? O Brasil é muito rico, musicalmente, tem muita gente que me desperta isso. Clara Nunes é uma heroína pra mim, Belchior é com certeza um dos meus ídolos. Djavan, Milton Nascimento, Lauryn Hill, Erykah Badu, Ray Charles e Paulinho da Viola marcam momentos na minha vida também. Acho que para listar de A a Z eu precisaria de muito mais tempo pra não deixar nenhum de fora.

Que outros nomes da nova cena vocês gosta e indica?

Tem aquelas pessoas que estão na caminhada há um tempo, mas que o grande público ainda não conhece, e eu disse ainda (risos). São parceiros de música, pessoas que estão na caminhada procurando espaço, que são sobretudo originais e eu gosto da personalidade. Sã & Kibão, D’origem, Mental Abstrato, Valente de São Paulo, no Rio tem uma galera da produtora com a qual eu sou associada, a Mais Um Sanatório, que é do rapper Xará, sou muito fã dele, ele é um dos responsáveis pelo projeto do meu disco, estamos trabalhando nisso, tem também o Tiago Mac, meu colega de produtora, vai sair um som nosso junto. Enfim, eu tenho a satisfação de realizar projetos com músicos que eu gosto de escutar e que eu super indico.

Que aspectos vê como recorrentes entre esses nomes, um zeitgeist, o espírito do tempo, do momento?

Acho que a palavra que é comum entre essas pessoas é originalidade. São pessoas que fazem suas respectivas músicas, baseadas nas suas experiências, com as suas referências, geralmente são referências lá de trás e isso traz uma segurança na música que eles fazem, aquela sensação de que estão acreditando nas suas verdades, é como faço minha música, então eu me vejo entre essas pessoas.

Crê que a música brasileira estejam em processo de fusão com outros gêneros? O que a música tem a ganhar com esse diálogo?

Na verdade, eu acredito que a música brasileira assim como o povo brasileiro é resultado de fusões. Acredito que toda integração seja bem vinda, desde que seja respeitada a raíz, sabe? Não acredito em fusões de resultados, fico um pouco espantada com pessoas que procuram atalhos, na música tem muito disso.

É como diz o samba “Tá legal, eu aceito o argumento, mas não altere o samba tanto assim”. É por aí (risos)…

O que considera o melhor na tradição do hip hop?

A melhor tradição do hip hop é conseguir aliar o conhecimento com o entretenimento e as amizades que giram em torno disso. Quando conheci esse estilo de vida, me encontrei em todos os sentidos . Posso dizer que o Hip Hop salvou a minha vida, não que eu me tornaria uma ladra, ou uma pessoa sem caráter se não o conhecesse, mas digo pela autoestima, pelo conhecimento, pelas escolhas que mostrou que eu poderia fazer e pela luta pela igualdade! Devo isso ao hip hop.

E o que considera que será o hip hop do futuro?

Acho que o futuro do hip hop é uma coisa, e o hip hop do futuro é outra história. O Hip Hop do futuro é como se estivéssemos falando sobre o que a gente idealiza, e eu espero que a gente continue crescendo, ocupando espaços, abrindo portas, quebrando barreiras, sem esquecer o amor que nos move que é o combustível de tudo. Agora, o futuro do Hip Hop vai depender da integração entre as pessoas que já fazem parte da cultura, para fortalecermos e, consequentemente, apresentarmos com solidez o nosso mundo. Pra que não seja superficial nosso envolvimento, já que estamos por toda parte, TV, rádio, novelas, muros, museus, teatros, e ainda , muitas pessoas não entenderam a nossa real significância.

Que seja em nome da paz, do amor, da união, da diversão e do conhecimento, foi assim que me ensinaram (risos).

Vírgula UOL

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Bloco ‘Só Faltava Eu’ em três dias de Folia

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Carnaval das Marchinhas

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Neste sábado de Carnaval, tem o “Baile Marchinhas Tradicionais” animadas pelo DJ Pedro Sobrinho+César Roberto+Banda Mixtura Fina,às 21h.

As melhores trilhas dos Carnavais de todos os tempos! Carnaval, Paz e Alegria com segurança no Pub Amsterdam,Lagoa. Mesa R$ 200,00 Individual–R$ 40,00 Garanta já o seu lugar! [email protected]

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Exibição de Documentários na Casa das Tulhas

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Racionais MCs festejando Bodas de Prata

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O grupo paulistano de rap Racionais MC’s realizará uma turnê de 25 anos de carreira que terá início no dia 9 de maio, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. A apresentação foi confirmada ao UOL pela produtora do grupo Boogie Naipe e pela Híbrido Eventos, que cuida de parte da programação da casa de shows carioca.

A equipe de produção do Racionais ainda informou que as apresentações da nova turnê terão uma estrutura diferenciada dos demais shows realizados pela banda ao longo dos anos, com mudanças de cenário, entre outros recursos. Os fãs poderão aguardar ainda um EP e o comentado novo álbum (sucessor de “Nada Como um Dia Após o Outro Dia”, de 2002) para serem lançados a partir de maio (ainda sem data e sem títulos divulgados). Outras datas da turnê ainda não foram fechadas, segunda a produtora.

O líder Mano Brown está também trabalhando atualmente em seu projeto solo, intitulado “Boogie Naipe”, que ainda não tem data de lançamento divulgada. Segundo a produtora, o álbum deverá sair após as comemorações dos 25 anos da banda. O rapper recentemente participou da série “ONErpmSessions” (da distribuidora de música digital ONErpm) e no vídeo divulgado nesta segunda (24) ele aparece versando à capela a inédita “Foi Num Baile Black”. Assista abaixo:

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Programação: Festival Internacional de Violoncelos

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Festival Internacional Violoncelos em Folia, que acontece durante o Carnaval, de 28 de fevereiro a 4 de março, em Fortaleza (CE), divulga sua programação oficial. Entre os locais selecionados, igrejas e parques completam as apresentações, que são públicas e de acesso gratuito, contemplando variados estilos no repertório, como música popular brasileira, concerto barroco, música de câmera e heavy metal, entre outros.

Igreja Nossa Senhora do Rosário, na Praça dos Leões, no Centro da capital, foi o local escolhido para o concerto de abertura, com a Orquestra Eleazar de Carvalho e participação especial do tenor Franklin Dantas, a partir das 19h. Na programação também está o Parque Guararapes, no bairro Água Fria, a Igreja do Pequeno Grande, e a Sede da Paróquia São João Eudes, no bairro Luciano Cavalcante. Para o encerramento do festival, a Universidade de Fortaleza (Unifor) apresenta a Orquestra de violoncelos, a partir das 20h.

Além do encontro entre violoncelistas brasileiros e estrangeiros, o Festival Internacional Violoncelos em Folia pretende motivar crianças, jovens e adultos a iniciarem o estudo do instrumento. “Para isso, as apresentações acontecerão nesses espaços públicos, justamente para divulgar esse instrumento tão fascinante que é o violoncelo”, diz Maria Helena Lage Pessoa, presidente da Associação Amigos do Piano do Ceará (APICE), realizadora do evento.

Confira a programação:

28/02: Igreja N. S. do Rosário (Praça dos Leões, Centro) – 19h.

Concerto de abertura com os professores, a Orquestra Eleazar de Carvalho e participação do tenor Franklin Dantas.

1º/03: Parque Guararapes (Rua César Magalhães, 721, Água Fria) – 16h.

Concerto com repertório de rock com Quarteto de violoncelos Bachianas, com a participação de Cristiano Pinho (guitarra), Ronaldo Lage (bateria) e Maria Helena Lage (teclados).

2/03: Igreja do Pequeno Grande (Avenida Santos Dumont, 55, Centro) – 19h30.

Concerto dos professores do festival: Fernando Lage, Marie-Françoise Nageotte e Diego Amaral Coutinho e músicos convidados.

 3/03: Sede da Paróquia São João Eudes (Rua Jaime Leonel s/n, Engenheiro Luciano Cavalcante) – 19h.

Concerto de música de câmara com alunos e professores do festival. Participação especial do grupo Ad Libitum.

 4/03: Universidade de Fortaleza (Avenida Washington Soares, 1321, no Teatro Celina Queiroz) – 20h.

Concerto de encerramento com a Orquestra do Festival Violoncelos em Folia, o flautista Heriberto Porto e outros convidados especiais.

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Carnaval de Marchinhas e Sambas na noite de 5ª

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