Na pungada da diversão e fé

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Salve, Salve São Pedro. Salve, Salve São Marçal. Salve, Salve, a Cultura Popular do Maranhão, rica, heterogênea e que também conseguiu cativar espaço no Planalto Central. Ainda em festa, o tambor-de-crioula é reverenciado na capital político-administrativa do Brasil devido ao registro de patrimônio tombado pelo IPHAN. A imprensa candanga cita o tambor como um símbolo de luta contra o preconceito, destaca ainda o poder de improviso, o colorido e a sensualidade das coreiras, que na opinião dos especialistas culturais, representa a diversão e a fé. Essa manifestação herdada da mãe África e nascida nas senzalas do século passado no Maranhão, também está representada no Distrito Federal, pelo maranhense, Seu Teodoro Freire, 87 anos.

Ele veio para Brasília em abril de 1961, para a comemoração do primeiro aniversário da nova capital do País. Veio para apresentar o bumba-meu-boi do Maranhão a convite do poeta maranhense Ferreira Gullar, diretor da Fundação Cultural de Brasília, no governo Jânio Quadros. Nunca mais se foi. No Distrito Federal, constituiu família e iniciou o processo de perpetuação de suas raízes em meio ao Planalto Central, dando fôlego as manifestações culturais do Maranhão. Assim nasceu o Boi de Seu Teodoro, em 25 de janeiro de 1963, na cidade satélite de Sobradinho.
Aos poucos, o Centro de Tradições Populares, criado por ele, tornou-se além de ponto de encontro da comunidade maranhense e de admiradores da nossa cultura, cedeu espaço para o bumba-meu-boi e de outras expressões folclóricas maranhenses, como exemplo o tambor-de-crioula.

Mesmo distante mais de 2 mil quilômetros de São Luís – a notícia de que o tambor-de-crioula foi tombado pelo IPHAN como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil, no último dia 18, foi recebida com festa e esperança pelos integrantes do Centro de Tradições Populares, de Seu Teodoro.

– Será importante divulgar e valorizar o tambor-de-crioula. Ainda há muito preconceito. Muita gente associa a roda de tambor aos terreiros de macumba. Várias vezes chegaram pessoas ao Centro de Tradições Populares, em Sobradinho, perguntando pelo Pai Teodoro. Por isso, o tambor é pouco convidado para apresentações – explicou o maranhense Gilvan do Vale, 27 anos, integrante do boi.

Essa confusão não vem do acaso. Deve-se às origens do tambor-de-crioula nas senzalas e do sincretismo religioso. Ainda hoje, o tambor continua sendo uma forma de diversão, oferenda e de pagamentos de promessas de segmentos populares da sociedade, em reverência a santos católicos, em especial São Benedito (“santo preto” e protetor do tambor-de-crioula) e a diversas entidades cultuadas do candomblé. Em grande parte dos terreiros de Mina, no Maranhão, São Benedito é representado pela figura de Vereketi.

Mas, voltando a falar de Seu Teodoro, originário da Baixada Maranhense, desbravador do Cerrado, homem simples, que não perdeu o contato com o seu povo, as suas raízes culturais. Veio para Brasília construir uma história de vida e contribuir para divulgar e preservar bens culturais que pertencem ao Maranhão e ao Brasil.

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Björk retorna ao Brasil para show no TIM Festival

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O primeiro contato com o som do Björk foi na década de 80, garimpando raridades na discoteca do amigo jornalista Ernani Garrido, um cara afinado com as novidades.

Na época, ela era vocalista do Sugarcubes e a audição foi feita em vinil. Foi amor à primeira vista estar ouvindo uma artista de voz estonteante e exótica nascida em um pedaço do planeta tão distante e desconhecido chamado Islândia.

Quando soube que Björk iria tocar no Brasil fiquei entusiasmado para assistir ao seu show. Infelizmente, não foi possível. Agora, ela está de volta para participar da edição 2007 do TIM Festival, que acontecerá em quatro cidades – Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Vitória -, entre os dias 25 e 31 de outubro.

Segundo a assessoria de imprensa do festival, ainda não estão acertados os locais e as datas dos shows da artista, que acaba de lançar o álbum “Volta”.

Já foram anunciados para o TIM Festival a aparição pela primeira vez em terras brasileiras do Arctic Monkeys e as bandas americanas The Killers e Juliette & The Licks. Enfim, o TIM Festival já está dando a prova de que é um dos eventos musicais mais ousados e contextualizados da América Latina.

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Não é só uma questão de gosto…

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Por que algumas pessoas acham que filhotes de gatos numa cesta são bonitinhos e a foto dos mesmos impressa num calendário vira uma coisa brega?” Essa divertida questão proposta pelo jornalista, escritor e agitador cultural Alex Antunes mostra o quanto é espinhoso se aventurar numa discussão que se torna para lá de subjetiva quando se envolve as preferências pessoais de qualquer ser humano.
Afinal, julgar o que é “de bom gosto” em se tratando de arte ou, mais especificamente, de música, é algo que precisa ser observado dentro de um contexto. “Nesse processo de discutir-se as expressões, as obras ganham e perdem um valor que não é intrínseco a elas”, diz o jornalista.

Justamente por essa razão, é provável que esta matéria frustre aqueles que esperam um embate entre a “boa” e a “mᔠmúsica. No entanto, buscaremos entender alguns fenômenos que nos apontam a trilha do que se pode definir como um colapso cultural alardeado por parte da crítica musical. Nessa busca por um entendimento maior da relação música e cultura de massa surgem várias questões controversas.

É fato que vivemos num país em que a maioria da população encontra-se a anos-luz do mínimo necessário, em termos de educação, que possa despertar anseios por um aprofundamento cultural.

Por outro lado, é notório que a música ouvida hoje pelas classes menos abastadas da população sofreu uma simplificação poética e um esvaziamento intelectual, se comparada à de algumas décadas. “Nos anos 60 não existia um fosso entre o que era produzido para se tocar na rádio e nossos artistas mais interessantes. Um país que tem ‘caras’ como Caetano, Gil e Chico Buarque entre seus músicos populares mais importantes é, no mínimo, um país privilegiado”, opina Alex Antunes.

O ponto de vista é compartilhado pelo jornalista e crítico musical Zuza Homem de Mello, que recorda a presença freqüente de nomes como Tom Jobim e Vinícius de Moraes nas TVs. “É possível se imaginar hoje compositores como José Miguel Wisnick ou Luiz Tatit no programa do Faustão? Impossível. No entanto, esses são nomes de compositores que estão na mesma linha de seus antecessores”. Zuza relembra que os festivais de MPB produzidos nos anos 60, que contavam com nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo e Geraldo Vandré, entre outros, são prova de que houve um retrocesso na qualidade musical daquilo que se entende por música popular nos dias de hoje.

– A preferência por essa ou aquela música que concorria nos festivais era discutida nas escolas e bares. Era como uma final de Copa do Mundo -. Apesar de admitir que a questão é controversa, o crítico arrisca: – Acredito que o gosto esteja ligado à sensibilidade; as pessoas menos sensíveis tendem a ter um gosto menos refinado -. Ressaltando que essa suposta sensibilidade nada tem a ver com a condição social do indivíduo, complementa: – Conheci pessoas que, de acordo com suas origens, eram bastante rudes, mas tinham um gosto surpreendentemente sofisticado. Uma dessas pessoas foi o cantor Orlando Silva, que cresceu numa comunidade muito pobre no subúrbio do Rio de Janeiro -.

Tangos e tragédias

Se, por um lado, é difícil definir teoricamente o que é a música “de mau gosto”, por outro é fácil para a crítica classificá-la já durante os primeiros versos ou acordes tocados. Provavelmente, a característica que mais incomoda aos ouvidos “sensíveis” é o abuso de um romantismo exagerado, trágico e quase caricato na poesia.
Muitos historiadores garantem que essa maneira mais simplória de expressar o amor sempre esteve presente na música brasileira.

Porém, é sabido que a Jovem Guarda, durante os anos 60, teve papel fundamental na disseminação dessa estética posteriormente batizada como “brega”.

Uma década depois, artistas como Odair José, Fernando Mendes, Reginaldo Rossi e outros que se diziam influenciados pelo movimento acabaram produzindo verdadeiros hinos às dores de amor – “pérolas” como “Pare de Tomar a Pílula”, “Cadeira de Rodas” e “Garçom”, por exemplo.

Em matéria para a revista Bravo!, ao fazer uma análise desse estilo o jornalista Marco Frenette escreve: “Se a favor da música cafona pode-se argumentar que ela é importante ‘patrimônio afetivo’ de grandes contingentes das camadas populares, há muito também o que se observar de negativo.
O estilo é depositário de uma mentalidade restrita sobre os problemas do mundo, ao mesmo tempo em que valoriza excessivamente as coisas pequenas da vida, tomando-as como tragédias”. Em outro trecho, complementa: “Contra este mundo nonsense marcado por um infantilismo emocional e amoroso quase mórbidos, em que se sofre absurdamente por não possuir a mínima adaptação à rejeição e à frustração, o humor pode ser uma defesa natural”.

No entanto, pode-se dizer que os artistas considerados brega nos anos 70 e cultuados por alguns intelectuais pela sua autenticidade fizeram sucesso apenas entre as classes de menor poder aquisitivo, enquanto a classe média sempre olhava para eles num misto de paternalismo, escárnio e preconceito. “É importante deixarmos claro que mesmo dentro deste segmento (como em qualquer outro) existe o bom e o ruim. Eu particularmente gosto de cantoras como a Núbia Lafaiete”, comenta Zuza.

O jabá

A partir do início dos anos 90, duplas sertanejas optaram por se distanciar de suas raízes étnicas e passaram a vender milhões de CDs, apostando num “pop romântico” e pasteurizado.

A poesia adotada seguia uma estética, segundo a crítica especializada, semelhante às obras consideradas “cafona” nos anos 70, porém sem a autenticidade das mesmas. Curioso é constatar que hoje em dia, as classes de maior poder aquisitivo – que teriam mais acesso à cultura – também passaram a consumir esse estilo que há poucos anos estaria confinado às programações das rádios AM mais populares.

O mesmo se pode dizer das centenas de grupos de pagode, indiscriminadamente promovidos por todo o país, que teoricamente teriam uma ligação com o samba – mas optam por repetir à exaustão uma única e desgastada fórmula romântica.

Para Conrado Paulino, músico e professor da ULM, coincidência ou não a profissionalização do mercado fonográfico justamente nessa época contribuiu – e muito – para a queda da qualidade da produção nacional.

– Até aquele momento os diretores artísticos das gravadoras eram, na maioria, músicos ou produtores, um misto de idealistas e administradores que lançavam intérpretes baseados no ‘faro’ e na intuição. Assim, eles tinham ainda um certo compromisso com a qualidade ou, pelo menos, a intenção de unir a qualidade com o lucro -, diz Paulino.

Segundo o músico, a partir de então os cargos executivos foram ocupados por administradores, cujo único interesse era o ganho. Se esses fatores interligados já teriam poder suficiente para forçar uma mudança nos hábitos de consumo da classe média em relação a música, o quebra cabeça começa a tomar contornos ainda mais nítidos com uma prática comum da indústria fonográfica atual.

Conforme entende Zuza Homem de Mello, “a crise não é de intelectualidade e sim dos veículos de comunicação”. O crítico aponta o chamado “jabᔠ– acerto financeiro entre gravadoras e programadores de rádios – como o principal responsável por transformar estilos em sucesso nacional.

– É uma manipulação paga, divulgada e oficializada, e que ninguém nega a existência. As partes envolvidas a admitem como um fato corriqueiro e isso leva a quem tiver mais dinheiro ser mais beneficiado -. Para piorar, muitas rádios brasileiras adotam gerenciamento similar aos moldes norte-americanos, como explica Antunes: “Hoje existem rádios que tocam exclusivamente 160 músicas por dia. Imagine uma emissora que em 24 horas toque apenas esse número de músicas. As discotecas das rádios foram abandonadas”.

A opção, nos dias de hoje, por investimento em estilos mais “acessíveis”, ao que parece reflete aspectos de nossa sociedade que são alheios a qualquer critério musical. “A existência de revistas que evocam encontros de um casal separado para discutir assuntos pessoais como sendo motivo de uma reportagem de capa e dando a esses dois personagens o título de celebridade é uma distorção dos valores”, diz Zuza. “Nessa interpretação estão contidos vários fatores que contribuem para as pessoas adotarem valores absurdos, e a própria música acaba recebendo o reflexo dessas distorções”, complementa.

Alex Antunes agrega ainda outra hipótese para explicar o que grande parte da classe média vem consumindo: “Pode parecer exagero, mas acredito que é conseqüência da perda de influência da esquerda como formadora de opinião. A defesa da expressão popular de raiz tinha esse viés, que para mim é distorcido, apriorista e paternalista, mas que era defendido por uma intelectualidade pertencente a essa classe média engajada”.

Ao que parece, a década de 70 foi determinante para todo esse processo.

– O que aconteceu na música brasileira no pós-tropicalismo não supriu a demanda de qualidade que a MPB tinha até então. Artistas como Djavan naquele momento tinham uma obra muito consistente, já outros como Fagner fizeram três ou quatro discos interessantes, para depois entregar os pontos e fazer um álbum mais popularesco – que acredito também fazer parte do DNA dele -, arremata Antunes.

Fatores econômicos e sociais também tiveram importante papel no processo; como afirma Conrado Paulino, “existe uma conseqüência indesejável, porém normal, de um fato positivo: a notável melhoria das condições econômicas das classes D e C no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)”. De acordo com o raciocínio do músico, se a pirâmide social nacional tem a base alargada, a média do nível cultural cai. “Isso é um fato próprio do processo, mas que permitirá, no futuro e mediante ações educativas, elevar esse parâmetro”. Paulino alerta ainda para outro aspecto interessante que diz respeito às classes mais abastadas: “diversos sociólogos e analistas já advertiram que boa parte da elite econômica brasileira possui a pior das combinações – bastante dinheiro e pouca cultura”.

Como explicar universitárias de famílias abastadas dançando o que se batizou erroneamente como “funk” carioca em boates de bairros nobres da capital paulista? O estilo que tomou conta das rádios e programas de TV do Brasil começa agora a ser exportado para o mundo, causando calafrios em muitos músicos acostumados a receber elogios pela sofisticada imagem da música brasileira no exterior.

Porém, se existe uma trilha perfeita para o caos urbano que vivemos, essa parece ser o batidão. “Para você romper certas barreiras sociais é preciso chocar. Por isso os assuntos escolhidos englobam o sexo, o crime, o abuso, a miséria e a violência”, opina o psiquiatra e antropólogo Rodney Taboada, e acrescenta:

– É um jogo de tabus, assuntos que existem, são desempenhados e reconhecidos, mas que vivem à margem do discurso padrão de uma determinada sociedade”. A explosão do estilo como fenômeno cultural passou, segundo o psiquiatra, por um processo de comercialização da expressão da sexualidade, sendo transformado num produto, e “quando esta mercadoria ganha espaço a partir dos meios eletrônicos, ela adquire todas as características dos produtos comuns dentro da sociedade massificada”. O conflito entre os altos padrões de consumo e a exclusão parece ser o responsável pela geração de duas formas de violência, uma objetiva e outra subjetiva. Na avaliação do psiquiatra, “a periferia reage no primeiro caso através do crime, e no segundo por meio da arte de protesto”. Essa opinião é compartilhada por Alex Antunes, que arremata:

“É o mesmo que o cara descer o morro atirando, com a diferença de que ele não mata ninguém, só fere de morte a sensibilidade das pessoas de bom gosto”. Entretanto, nesse processo social a indústria fonográfica acaba tirando seu proveito. “O problema é que o que passa no rádio e na TV é entendido como ‘arte’. Você pode chamar o funk carioca de porcaria, mas como o negócio vende, a sociedade começa a se identificar com o produto e os padrões perdem-se cada vez mais”, considera Taboada.

Defendido por alguns como expressão artística de uma população desesperançada e vítima do esmagamento social gerado na escandalosa má distribuição de renda, o “funk” carioca serviu como elemento iconoclasta para aqueles que ainda olhavam a miséria dos morros cariocas com certo romantismo. “A obra de caras como Cartola, Nelson Cavaquinho, Monsueto, etc.

Representava um argumento muito confortável do ponto de vista marxista, porque nesse caso podia-se usar o discurso de que quando se dá a mínima condição para um artista da classe humilde, ele consegue expressar seu talento que estava em estado latente.

Meu ponto de vista pode ser cruel, mas o batidão é um tapa na cara do intelectual bem intencionado. Os ‘funkeiros’ não estão nem aí para o que falam deles”, opina Alex Antunes. O jornalista vê ainda um lado positivo nesse processo, e argumenta: “Tanto o Cartola como a Deise Tigrona sofreram com a exclusão, a carência e as necessidades. Porém, se vejo que a Deise não leva em consideração os valores de excelência com que as pessoas tentaram escravizá-la, tenho que reconhecer que sob certo ângulo as coisas melhoraram, nos aspectos psíquico e político”.

Apesar de reconhecer alguns elementos interessantes no estilo que o remete a origem dos sons eletrônicos, o jornalista dispara: “Passamos por um momento de transformação social.

O que está acontecendo é importante. Você introduzir uma ‘bomba atômica’ como a Deise Tigrona e a Tati Quebra Barraco no mundo das celebridades no mínimo é irônico. O funk carioca é o ruim do ruim. É o fundo do poço.
E isso indica uma transformação”.

Mas afinal, é possível se projetar um futuro para a música popular?

– A cultura funciona cada vez menos do jeito que a gente quer”, diz Alex Antunes. “A realidade cultural se parece muito com um supermercado em que cada um enche seu carrinho com o que quer”, opina.

É nítido que, aos poucos, as pessoas vão se adaptando a uma nova realidade dentro do colapso cultural. “Estamos vivendo uma fase de transição em relação ao registro da música. Tudo isso causou uma situação anárquica em relação àquilo que durante anos foi a maneira de consumi-la”, argumenta Zuza Homem de Mello citando o exemplo da cantora Rosa Passos, que apesar de não ter seu trabalho divulgado nas rádios e TVs, fez uma recente temporada de sucesso em São Paulo, com ingressos esgotados. “Isso prova que existem pessoas que sabem o que e onde procurar. Para os que buscam qualidade, basta ir atrás dela”. Texto: Fernando Savaglia. Colaborador: Nicolas Brandão.

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Alcione é uma das atrações do Live Earth no Rio

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A cantora maranhense Alcione teve seu nome confirmado entre as atrações nacionais que participam do Live Earth, no próximo dia 7, no Rio de Janeiro. Além da marrom, estão garantidos na programação os nomes de Xuxa, O Rappa, Jota Quest, Jorge Ben Jor, Vanessa da Mata, Maria Rita, Marcelo D2 e Adriana Calcanhoto. Dos nacionais quem está de fora é Seu Jorge, devido a um imprevisto na agenda.

Já a cantora canadense Alanis Morrissete e da banda Good Charlotte não virão mais para celebração gratuita em Copacabana. Segundo os organizadores “não foi concluída a negociação com a cantora devido a um erro de comunicação, o mesmo acontecendo a outra atração “gringa”.

Assim, os artistas internacionais confirmados até o momento são Macy Gray, Lenny Kravitz e Pharrell. A organização afirmou que “ainda há alguns nomes sendo negociados.”

O festival ocorre simultaneamente em nove cidades do mundo no dia 7 de julho. O evento será promovido pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore como forma de alertar as pessoas para problemas ambientais como o aquecimento global.

As outras cidades participantes que já tem atrações confirmadas são Londres (Madonna, Red Hot Chili Peppers, Bloc Party, Beastie Boys); Nova York (Smashing Pumpkins, The Police e Bon Jovi); Tóquio (Linkin Park); Sydney (Jack Johnson e Crowded House) e Hamburgo (Snoop Dogg e o ex-Soundgarden Chris Cornell).

Johannesburgo, na África do Sul, Xangai, na China, e Istambul, na Turquia, também integram o festival.

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É tempo de reverenciar os Santos da Festa Junina

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No mês de junho, o céu fica mais azul, a chuva se manifesta timidamente para amenizar o calor e anunciar o tradicional verão nordestino. Mas, também é mês de festa “junina”, “joanina”. Tempo de reverenciar Santo Antonio, São João, São Pedro e São Marçal em noite de festança.

Em junho, existe o costume de acender a fogueira, a imagem em que a luz simboliza a sabedoria, a luz interior e o calor do amor, tempo de pagar promessas, fazer simpatias para arrumar namorados, ou até mesmo arrumar casamento.

Esses elementos que constroem as festas juninas se somam a um “coquetel de culturas” que mobiliza uma romaria de comunidades que apreciam a festa alegre e descontraída O toque especial desse “coquetel de cultura” é patrocinado pela culinária indígena, africana, européia, com suas comidas à base do milho como: espigas de minho, pamonha, canjica, bolo de fubá, música, dança, folclore, teatro, superstições, simpatias e boa comida. As festas “juninas’ ou “joaninas” expressam um imaginário rico em passagens da vida cotidiana de um povo simples. São sábios ensinamentos de um tempo que o próprio tempo se encarregou de deixar para trás, mas que nossa memória nega-se de esquecer.

Estas festas ainda, nos fazem reviver mitos e nos trazem ao palco da vida atual, cenas da história de um povo, contadas sob um moderno ponto de vista. São realmente, as primeiras conquistas do povo brasileiro, que nelas se vê e se representa em papéis ativos, originais e diversos. Então, já sabe, todos os caminhos levam aos terreiros e arraiais.

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Novo disco de Vanessa da Mata está entre os dez mais vendidos do País.

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A cada disco lançado a cantora Vanessa da Mata dá sinais de que veio para ficar. O seu mais recente disco, o terceiro da carreira, intitulado “Sim”, está no top 10 das vendas no Brasil. O álbum aparece em quarto lugar. A pesquisa foi feita entre os dias 13 e 19 deste mês, revistas especializadas em música e principais lojas de discos no País.

O carro-chefe do disco, ou melhor, a canção “Boa Sorte/Good Luck”, em parceria com Ben Harper, foi a mais executada nas rádios do Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 15 deste mês. É bom que se diga que a respectiva música é uma das executadas e pedidas na programação da Mirante FM. As treze músicas do disco são de autoria da própria Vanessa.

A artista tem 31 anos e nasceu em Alto Garças (MG). Aos 14, foi para Uberlândia (MG), onde morou em um pensionato e se preparou para prestar vestibular em medicina. Mas, um ano mais tarde, já começou a se apresentar em bares locais. Depois, mudou-se para São Paulo, jogou basquete e excursionou com a banda jamaicana Black Uhuru.

Vanessa da Mata já teve músicas de sua autoria gravadas por Maria Bethânia (“A Força que Nunca Seca”, em parceria com Chico César, e “O Canto de Dona Sinhá”), Daniela Mercury (“Viagem”) e Ana Carolina (“Me Sento na Rua”). Como intérprete invadiu as rádios no ano passado com Ai, Ai, Ai, em versão remix.

Confira o ranking de discos mais vendidos no Brasil:

1. “Ivete no Maracanã – Multishow ao Vivo” – Ivete Sangalo
2. “The Best So Far” – Toni Braxton
3. “Românticas” – Edson & Hudson
4. “Sim” – Vanessa da Mata
5. “Palavras de Amor – Ao Vivo” – Cesar Menotti & Fabiano
6. “Paraíso Tropical – Internacional” – vários
7. “Vol. 10 – Acelerou” – Banda Calypso
8. “Banda Calypso 100%” – Banda Calypso
9. “Paraíso Tropical – Nacional” – vários
10.”Ana & Jorge” – Ana Carolina e Seu Jorge

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Lúcio Maia, da Nação Zumbi, lança disco solo

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Deu no G1 que Lúcio Maia, da Nação Zumbi, acaba de lançar o disco solo de estréia “Homem Binário”.

O trabalho acentua influências já ouvidas na Nação Zumbi como hip hop, música eletrônica e levadas jamaicanas, mas é o entusiasmo de Lúcio por aparelhos, blips e pelas próprias características da vida atual que move o disco, lançado pela gravadora Trama.

O plano de fazer um projeto solo vem já de um período de mais de três anos, numa seqüência sem descanso de fertilidade criativa iniciada com a trilha sonora do filme “Amarelo manga”, feita quase totalmente em parceria com o cantor da Nação, Jorge Du Peixe. Os colegas de banda também dão uma mão em diversas faixas de “Homem binário”.

Além dos parceiros de sempre, o guitarrista ainda conta com participações do rapper Speed na faixa “Tá tranqüilo”, o ex-Mestre Ambrósio Siba toca em “Alados” e Rodrigo Brandão, do grupo do hip hop Mamelo Sound System, faz letra e voz de “Eletrocutado”.

Lúcio Maia toca em 27 de junho em São Paulo no Studio SP (r. Inácio Pereira da Rocha,170, Vila Madalena, tel. 11-3817-5425) e 18 (Sesc Santo André) e 19 (Sesc Pompéia) de julho e ainda deverá passar por Rio de Janeiro, Curitiba e Nordeste no decorrer do ano.

Disco novo da Nação Zumbi

“Homem binário” é mais uma etapa de um ano bastante movimentado para Lúcio Maia. Paralelo à fase de lançamento de seu trabalho solo, ele já engata as gravações do novo disco da Nação Zumbi, que será o primeiro pela Deckdisc (casa de Pitty), com o qual o grupo assinou após a saída da Trama.

– A gente já está na parte de pré-produção. Vamos entrar em estúdio em julho e o disco deve sair até meados de outubro -, diz. Apesar de não querer revelar o título provisório, ele adianta que o disco terá 12 músicas, já compostas, e mostrará uma pegada diferente dos trabalhos anteriores:

– Isso é a única coisa que eu posso te garantir. Vai ser um disco bem para cima, bem alegre, bem Nação Zumbi primeira fase. Todo mundo está saindo da casa dos 30 anos, entrando na dos 40. A gente agora, mais do que nunca, sabe se expressar – diz Maia.

Com relação a vinda da Nação Zumbi a São Luís está mais uma vez descartada. Segundo a Ópera Produções, responsável pelo evento, as negociações ficaram inviáveis devido a produção em Fortaleza ter cancelado o show marcado para o mês de julho.

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TIM Festival anuncia três atrações inéditas para edição 2007

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O TIM Festival é hoje o maior evento de música de pop no Brasil, da América Latina, quiçá do Planeta. Desde a sua criação sempre procurou trabalhar com um conceito musical que não é o convencional, ou seja, posiciona-se na contramão do óbvio. É por isso que cresce a cada edição, ganha adeptos e torna-se itinerante.

E como também não perde o bonde da história, os organizadores do festival anunciaram nesta terça-feira, 19, as primeiras atrações. Além de Arctic Monkeys – que já havia divulgado as datas dos shows em seu site oficial -, tocam também no festival as bandas americanas The Killers e Juliette & The Licks.

O evento será realizado simultaneamente em quatro capitais brasileiras: Rio de Janeiro (Marina da Glória), São Paulo (Anhembi), Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) e Vitória (Teatro da Ufes), entre os dias 25 e 31 de outubro deste ano.

Tanto Arctic Monkeys quanto Killers e Juliette & The Licks jamais se apresentaram no Brasil. G1

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Clássicos de Bob Marley são remixados

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Em comemoração aos 30 anos do lançamento do álbum Exodus, da lenda do reggae Bob Marley, chegará às lojas, a partir de 24 de julho, o álbum “Roots, Rock, Remixed”.

O disco é uma coletânea de remixes de 12 canções de Bob Marley oficialmente autorizados por sua família. Até uma página no MySpace foi criada. Nela, você pode ouvir a música Soul Shakedown Party.

Além dessa coletânea de remixes, a Universal Music está lançando o disco Exodus em versão para pen drive.

Por meio da Island Records (selo ligado à Universal), será lançado um pen drive carregado com as 10 faixas originais do álbum e mais algumas canções e vídeos extras. O preço é alto: US$ 44,99 (cerca de R$ 90).

Confira abaixo as músicas do álbum de remixes de Bob Marley:

01. Soul Shakedown Party (Afrodisiac Sound System Remix)
02. Lively Up Yourself (Bombay Dub Orchestra Remix)
03. Duppy Conqueror (Fort Knox Five Remix)
04. Sun Is Shining (Yes King Remix)
05. Soul Rebel (Afrodisiac Sound System Remix)
06. African Herbsman (King Kooba Remix)
07. Don´t Rock My Boat (STUHR Remix)
08. Small Axe (Paul & Price Remix)
09. Rainbow Country (DJ Spooky¿s Subliminal Funk Remix)
10. Trenchtown Rock (Trio Elétrico Remix)
11. 400 Years (Jimpster Remix)
12. One Love (Cordovan Remix)

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Lenny Kravitz e Alanis Morrissete atrações internacionais do Live Earth no Rio.

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A TV Globo exibe no dia 8 de julho, um especial com os melhores momentos do show Live Earth, que acontece na praia de Copacabana, no Rio. O canal também transmite a celebração musical em defesa do meio ambiente, só que ao vivo e fechado.

Os cantores Lenny Kravitz e Alanis Morrissete, a banda Good Charlotte e o produtor Pharrell Williams serão as principais atrações internacionais no Rio de Janeiro do Live Earth, evento que ocorre simultaneamente em nove cidades do mundo no dia 7 de julho. As atrações brasileiras na versão brasileira são Marcelo D2, O Rappa, Ivete Sangalo, Seu Jorge e Xuxa.

Os cariocas serão os únicos de todas cidades envolvidas que assistirão gratuitamente às apresentações, na praia de Copacabana. A lista completa da parte brasileira ainda será anunciada nesta semana.

O festival, que tem como idealizador o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, visa alertar para problemas ambientais como o aquecimento global. As outras cidades participantes que já tem suas atrações confirmadas são Londres (Madonna, Red Hot Chili Peppers, Bloc Party, Beastie Boys); Nova York (Smashing Pumpkins, The Police e Bon Jovi); Tóquio (Linkin Park); Sydney (Jack Johnson e Crowded House) e Hamburgo (Snoop Dogg e o ex-Soundgarden Chris Cornell).

Johannesburgo, na África do Sul, Xangai, na China, e Istambul, na Turquia, também integram o festival.

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