Polirritmia

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O percussionista Luiz Cláudio mostra a musicalidade maranhense nos Estados Unidos. Ele tocou nesta quarta-feira (6), no Battery Park Gardens, com os músicos Rubens Salles (piano) e Jon Delucia (saxofone). Entre os dias 10 e 13 deste mês, ele grava no disco de Salles and Artmann Quartet.

Paraense de nascimento, maranhense de coração, o percussionista Luiz Cláudio é dos grandes incentivadores na divulgação dos ritmos maranhenses. Nascido lá em 1964 e morando cá há mais de 30 anos, chegou ao Maranhão como tradutor, atividade que desenvolve até hoje, em paralelo com sua grande paixão: a música.

Reconhecidamente um dos melhores do país, em cuja seleção tranquilamente figuraria ao lado de craques como Naná Vasconcelos, Marcos Suzano e o saudoso argentino-brasileiro Ramiro Musotto, entre muitos outros, Luiz Cláudio já tocou com grandes nomes da música brasileira e internacional, em discos e/ou shows: Celso Borges (XXI e Música), Cesar Teixeira (Shopping Brazil), Ceumar (Dindinha), Chico Maranhão, Layne Redmond, Lena Machado (Samba de Minha Aldeia), Lopes Bogéa (Balançou no Congá), Marcos Suzano, Nelson Ayres (com quem gravou na trilha do longa Meninas do ABC, de Carlos Rosembach), Naná Vasconcelos, Robin Eubanks, Rubens Salles (Munderno), Swami Jr., Toninho Ferragutti e Zeca Baleiro (Vô imbolá), para citar apenas alguns.

Em conversa com à imprensa local, o percussionista disse que o convite para tocar nos Estados Unidos veio do pianista Rubens Salles para gravar o cd de seu quarteto e fazer algumas gigs aqui [nos Estados Unidos].

– Vou fazer uma oficina na Juilliard School of Music em Manhantan, mas a Berkeley ainda não está confirmada, estou aguardando a confirmação esta semana – afirmou.

Indagado da reação dos músicos de fora com os ritmos do Maranhão, Luiz Cláudio disse que eles estão curtindo bastante e ficaram impressionados com  a polirritmia do bumba-meu-boi e do tambor de crioula, por exemplo.

Segundo Luiz Cláudio, os músicos que fazem partem do quarteto são bastante conhecidos na cena do jazz americano e internacional. O músico disse, ainda, que ficará por 20 dias nos Estados Unidos, podendo prorrogar a viagem.

– Estou começando este projeto de intercâmbio com Nova York. Possivelmente levarei músicos daqui [dos Estados Unidos para o Maranhão] para conhecerem nossa música, ritmos, costumes etc. E tenho vontade de apresentar alguns trabalhos daí [Maranhão] para produtores americanos – declarou.

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