Concertos & Trilhas

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O cantor e compositor Zeca Baleiro gravou e lançou no mercado dois álbuns que fazem parte das comemorações dos 13 anos de carreira do artista. São eles, “Concerto” e “Trilhas: Música Para Cinema e Dança”, pelo selo Saravá Discos.

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O primeiro é um registro mais intimista gravado ao vivo no Teatro Fecap (SP) em um show que ficou em cartaz por três semanas e reúne músicas autorais e interpretações de canções de nomes como Cartola, Chico César, Camisa de Vênus, Foo Fighters executadas essencialmente com arranjos para violão. O segundo, “Trilhas”, tem composições para cinema e espetáculos de dança, atividades que Baleiro, também, têm afinidades.

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Tive a oportunidade de audição dos dois trabalhos inéditos e a primeira impressão é que “Concerto” foi feito para tocar no rádio e chegar com mais acessabilidade aos ouvidos de quem gosta de música como entretenimento. Entre as canções ouvidas destaque para “Barco”, de autoria do paraibano Chico César, e abre o “Concerto”. Interessante ficaram as releituras feitas para “Eu Não Matei Joana D`Arc”, música que ficou conhecida na voz de Marcelo Nova, do Camisa de Vênus, entre os 80 e 90, e “Best Of You”, do Foo Fighters, David Grohl, líder e baterista do grupo e ex-companheiro de Kurt Cobain no Nirvana. E como já é de costume em seus discos, Baleiro reverencia Cartola, em “Autonomia”, de maneira irreverente homenageia Michael Jackson, em “Canção Pra Ninar Neguim”.

Em “Trilhas”, o músico se manifesta quase empíricamente para retratar filmes e espetáculos de dança. São 12 musicas extraídas, quatro insrumentais e oito canções das trilhas de dois filmes: o longa “Carmo”, do diretor paulistano Murilo Pasta (prêmio do público de melhor filme da Mostra Internacional de São Paulo de 2009) e “Flores para os Mortos”, um curta metragem experimental de Joel Yamaji; e três espetáculos: “Cubo”, do grupo paulista LúdicaDança, “Geraldas e Avencas”, do grupo mineiro 1º Ato, e “Mãe Gentil”, misto de dança, teatro e vídeo. No primeiro momento soa como um disco imcompreensível. A cada ouvida a sensação é de estar diante de um disco que até pede para ser radiofônico, mas o que Zeca gosta mesmo é de emocionar sem ou com palavras.

Embora distintos, os dois discos fazem parte de uma série de projetos guardados na mente e na gaveta que Baleiro encontrou como um pretexto para uma pequena celebração. Indagado sobre os 13 anos para lançar o pacote, Baleiro disse que não tem fetiche por número, mas deixa bem claro que os números 13 e 17 o atraem. “Como náo iria pelos 17 aproveitei para fazer todo o estardalhaço nos 13 anos e seguindo o discurso afiado de Zagallo: “vocês vão ter que me engolir”, brincou.

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